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Honduras - Utila, Roatan & Cayos Cochinos com curso de mergulho


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DIA 1 - 18/04 - VOO GRU - BOG

NUNCA DIGA QUE DESSE ERRO NAO REPETIREIS, PORQUE VAI QUE REPETIREIS ¯\_(ツ)_/¯ 

se foi por sorte ou azar que nosso voo da avianca passou de 16:55 pras 06:55 da manhã e nos obrigou a passar uma """noite""" em bogotá, ainda não descobri. só sei que a privação de sono é mais prejudicial pro corpo que um porre de corote, entenda:

dia 18: 06:55 Guarulhos - Bogotá 11:55

dia 19: 04:59 Bogotá - São Salvador 07:00

08:25 São Salvador - Roatan 09:55

detalhe: o nosso curso de mergulho começava no dia 19 mesmo, só que em utila

a gente trabalhou quarta o dia todo, fizemos mala a noite e partimos pro aeroporto as 3 da manhã, direto sem dormir. então, chegamos em bogotá com quase 30h de sono acumulado. pegamos um uber (aqui vale a pena falar que uber lá ainda não é regulamentado, então conecta no wifi do aeroporto e tira todassss as dúvidas com o motorista antes de ir pro estacionamento esperar - 45 min de corrida e só R$28 reais - vale muito a pena uber, cabify e easy taxi na colombia, mais seguro e garantido) pro hostel e...

qual a decisão mais sábia nessa hora?

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isso mesmo, fomos fazer o free walking tour do centro.

eu sou suspeita pra falar de walking tour, mas esse de bogotá e o de medellin são fora da curva de excelentes! você nem vê as mais de 3h passarem!! quer dizer...

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tinha feito esse mesmo tour em outra oportunidade mais ou menos 1 ano antes (vou me organizar pra rolar um relato dessa também) mas quem aprende com os erros é sábio, e eu sou no máximo teimosa. bogotá é uma cidade FRIA, que fica bem no meio do caminho pras viagens de praia e agua de coco. difícil lembrar de levar aquele casaquinho que ocupa meia mala quando a outra metade tá só biquini e pós sol pra aliviar as queimaduras de quem não ouviu pedro bial né? 

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museu do fernando botero foi a melhor parada do tour. fechado toda terça, bem o dia que eu tinha ido da outra vez. pelo menos com esse erro eu aprendi.

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no final do tour eles entregam o jabazinho, mas não menospreze! no meio dos pega-turista, tinha uma barbada: degustação de cerveja no Bogota Beer Company DE GRAÇA. a gente até podia ter voltado pro hostel, mas essa foi difícil de recusar. a degustaçao inclui 6 copos de cerveja pra cada um. mas uma dica: não vá em grupo como a gente foi, pq eles começam a regular a cervejinha lá pela quarta pessoa.

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entre uma cerveja e outra, decidimos jantar no andres carne de res com uma menina que conhecemos no dia. apesar de ser imperdivel, o restaurante fica em outra cidade!!! parecia uma boa ideia entre a quarta e a quinta cerveja mas agora estávamos em um uber há 40 minutos, no meio da estrada a mais de 100km/h, com o álcool evaporando e o sono batendo.

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estávamos tão exaustos e humilhados que nem fome eu tinha mais. chegamos no restaurante já procurando um canto pra escorar. fomos surpreendidos com a maior explosão de informação que eu já vi na minha vida. CORES, MUSICA NA CAIXA DE SOM, BANDA AO VIVO, CHEIRO DE CARNE, RISADAS, FANTASIAS, GENTE PASSANDO, PRATOS NA PAREDE, COMI O C DE QUEM TA LENDO, PLACAS NO TETO, GENTE PASSANDO EM TODAS AS DIREÇÕES. depois de tantas horas sem dormir, seria uma alucinação? 

eu não sei o que aconteceu mas entrei na alucinação coletiva e acho que não. tem. como. não. amar. esse. lugar.

eu, que estava no maior mau humor, me vi sorrindo e cantando musicas em portunhol com a alegria de quem não tem voo daqui 4h pra pegar. com tanta alegoria no lugar, pensei que a comida ia ser só mediana, uma desculpa pras pessoas irem até lá, tipo filme com muito efeito especial

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mas errei. errei rude, errei feio. pedimos 3 pratos de carne com acompanhamentos e drinks e era tudo maravilhoso, comi até os temperos de decoração com gosto. dá vontade de sair pedindo tudo só pra ver como vai ser a próxima apresentação. tudo é autêntico e pensado nos detalhes. nunca fui num lugar com tanta personalidade.

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sobre o preço: é caro pro que a gente está acostumado a gastar em viagem, deu 90 mil COP pra cada (R$120) mas, pelo menos aqui em são paulo você não sai pra jantar com bebidas por muito menos que isso não. o uber deu (ida e volta) R$35 pra cada. eu achei que valeu. mas eu não tava em condição de achar nada que não tivesse a forma de um travesseiro

chegamos no hostel meia noite e quarenta. fundi com a cama. como num pesadelo, o despertador tocou.

acordei só o corpo as 2h da manhã, o espírito continuou na cama. pegamos um uber e chegamos com antecedencia de meia hora. cada minuto na madrugada silenciosa parecem 10. olhando a hora na placa do embarque, ela olhava de volta com um sorriso debochado, eu conseguia ver os minutos de sono que ela tinha me roubado. me perguntava por queeeee? e lembrei de tantas vezes que já me fiz essa promessa de não correr, ter sempre um dia pra descansar da viagem. mas não posso ver um diazinho sobrando que já fico que dormir o queeeee, deixa pra dormir em são paulo, aqui eu quero é aproveitar.

todas as férias eu volto parecendo que fui cobaia em test crash de automovel. mas nesse dia, com o olho ardendo que nem conjuntivite e os sentidos se desfalecendo, disse pra mim mesma que nunca mais ia repetir esse erro. é sério.

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HOSPEDAGEM

urbana hostel: R$35 a diária. segunda vez que fiquei lá, a primeira foi no dormitório e agora, num quarto privado. esse hostel é imbatível. tá na melhor região de bogotá com um preço justíssimo. no mesmo quarteirão tem muitos restaurantes, lojas de departamento, casas de cambio e tem uma loja de conveniencia 24h bem na esquina. a cama é muito confortável (no quarto compartilhado de 3 pessoas uma das cama é de casal até), o chuveiro é quente e o café da manhã é simples mas suficiente (pão, suco, cereal).

 

 

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DIA 2 - 19/04 - VOO BOG - SAL - RTB + Ferry Utila + Inicio Curso de Mergulho

depois de todas as desventuras, já tinha desistido das férias, queria pegar o primeiro voo de volta pro brasil e passar 7 dias dormindo. isso que é vida. banhozinho quente, passar produto na cara, estourar uma pipoquinha, colocar aquela série lixo e assistir com a toalha na cabeça, checando o celular a cada 5 minutos. meu devaneio foi interrompido por um sacolejo do tipo RECEEEBA. bati com a cabeça na janela. era o avião chegando em el salvador.

agora eu tinha motivos pra me animar. a imagem que eu tinha de el salvador era mais ou menos assim  😎

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a realidade é que aquele lugar parece o quintal do snoop dogg. a massa de nuvem concretada em cima do aeroporto é tão grossa que só pode ser ali o lugar que sustenta o Céu. tirei diploma de phd em turbulência depois de voo.

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as notícias não pareciam muito animadoras e chegavam em avalanche. nosso voo dividiu o portão com outro a caminho de cancun. muitos adolescentes americanos se estapeando na fila. parecia o retrato das férias no inferno. 

o alívio veio quando nos dividimos dentro do finger e o grupo que apelidei de saudades-nenhuma-da-época-que-eu-era-idiota foi pra um lado e nós pro outro.

dentro do voo a paz reinava,  mesmo em uma situação delicada com muitas crianças em volta de nós: no banco da frente, dos lados e atrás. fiz amizade com o menino da nossa frente pela frestinha da poltrona. se não pode vence-los, junte-se a eles. 

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eu particularmente amo crianças e tenho uma espécie de magnetismo que funciona bem com a classe mas foi nesse voo que eu tive a certeza de que elas são muito mais educadas que adolescentes. espero ter condições de mandar meus filhos adolescentes pra algum intercâmbio bem longe quando chegar a hora kkk.

aterrissamos em roatan num dos voos mais cinematográficos que eu já fiz, sem nenhum incidente infantil e eu me despedi do meu melhor amigo salvadorenho com o coração na boca de alegria por finalmente ter chegado (ou quase).

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thomas metaleiro fazendo mala pras férias na praia 

a imigração do aeroporto de roatan é tão simpática que parece recepção de hotel 5 estrelas. os agentes com sorrisão no rosto desejando boa viagem, senti que vinha coisa boa por aí.

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fechamos um taxi pro porto do ferry por $5 cada. dava pra ter negociado e chegado nos $3 que o agente da imigração nos contou que era o preço certo, mas estávamos tão exaustos, que só concordamos e entramos no carro. nos meus áureos tempos mochilão-perrengue eu teria feito esse percurso a pé e teria mais história pra contar, mas de umas viagens pra cá tenho me nuttelizado e optado pelo mais garantido.

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utilidade: os preços (dá $33 dolares) e horários do ferry 

a recepção do utila dream tem ar condicionado, aceita cartão e todo mundo é simpaticíssimo.  o cara que guardou nossa mala se ofereceu pra nos levar em um lugar pra almoçar. a gente se ilude muito quando tá tudo bom demais e esquece que a vida é aquele ditado né: dias de luta, dias de luta de novo. não foi culpa dele, mas fomos pegos no famoso almoço-cilada. ele deve estar acostumado com padrão europeu/americano e achar aquele lugar ok. 

escolhemos o mais barato do cardápio: um sanduíche triste de frango com fritas por 13 dolares + uma coca por mais 2. 15 DOLARES, CINQUENTA REAIS por uma refeição nível excursão da escola quando o pai não tá olhando.

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mas a maior surpresa nem foi essa. na hora de pagar a conta, nos cobraram 25% de taxas VINTE E CINCO PORCENTO. disseram que era 10% de serviço, mais 15% de imposto. dica valiosíssima de honduras: pergunte sempre quanto é a taxa antes de sentar, porque cada restaurante inventa o seu e o mais engraçado é que até o imposto muda. fizeram curso de administração ali em brasília, com certeza.

voltamos pra recepção as 13h e ouvi um: "escuta, você não tava no nosso voo de el salvador?" em sonoro e bom português. era um casal de gauchos que estavam indo pra utila sem saber que curso fazer. passei pra eles o whatsapp do udc (lembra que o atendimento deles era o melhor?) e ali mesmo eles já fecharam o curso.

as 13h30 começa o embarque e achamos estranho que ninguém ficava no deck lado de fora. podia ser pelo calor lá fora? podia. mas a balsa de são sebastião também é quente pra kct e amontoa de gente pra fora dos carros pra tomar um arzinho. ficamos do lado de dentro também e confesso que não esperava que o esquema fosse tão chic. tomadas e tvs por todos os lados, ar condicionado estalando e tudo novinho. dica: leve casaco pro ferry, aquele mesmo de bogotá sabe? lá pros 20 min de viagem, resolvemos sair pra ver a paisagem. mais uma dica: não faça isso. por que? descubra nos vídeos.

 

o percurso demora 40 min e a escola (udc) vai pegar na chegada do ferry com carro, plaquinha e tudo, mas não se acostume, eles só fazem isso pra te impressionar. depois do primeiro dia você tem que camelar sozinho do mango inn até lá sozinho (vou falar mais sobre isso no proximo episódio).

no primeiro momento tivemos que preencher o formulário medico com a mentira mais contada de todos os tempos em formulários e nos disseram que uma das pessoas da turma precisaria de um medico pra liberar, por isso só começaríamos de verdade as 8h da manhã seguinte.

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tiramos a foto pra nossa carteirinha (SIM. depois de 40h sem dormir. mas não se preocupe, porque a carteirinha vale só pela vida inteira) e nos deram tablet - tem que deixar um documento lá pra retirar, eu deixei cartão de credito - com os vídeos das aulas. são 5 vídeos, os 3 primeiros, que deveríamos assistir pras aulas do dia seguinte tem duração de 1h e os dois últimos são mais curtos.

 

 

voltamos pro mango inn, e o tempo estava bem nublado, perfeito pra assistir os benditos dos vídeos. pensei que fosse ser bem chato, mas a real é que são até interessantes. jantamos doritos e lembro que até a hora do meu blackout total, vimos 2 completos.

ali mesmo, num quarto compartilhado, dividindo uma cama de beliche com um tablet tocando alto em cima do meu peito, inteira coberta de doritos, tive a melhor noite de sono da minha vida.

 

 

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DIA 3 - 20/04 - Dia 1 PADI Open Water - Utila Dive Center - Teoria

pra sorte de quem tá lendo, esse dia é bem curto. 😂 acordamos as 6h da manhã na exata posição que tínhamos apagado na noite anterior. nem um centímetro a mais ou a menos. a janela do quarto é fechada com uma cortininha bem vagabunda que seria equivalente ao papel higiênico folha única que minha vó gostava de comprar. ô ódio! por isso, todos os dias acordávamos junto com o sol nesse quarto do mango inn.

aproveitando a deixa, vou comentar minhas impressões sobre o lugar.

primeiro, as expectativas

eu tinha pesquisado bastante antes de fechar o curso com o udc, e um dos motivos que me levou a isso era que em todos os lugares que eu lia, eram só elogios ao mango inn resort convenhamos que resort eles tão forçando beeeeeem a barra, lugar que os estudantes do udc se hospedam de graça em dormitórios compartilhados de no max 4 pessoas.

a localização

a maior parte dos elogios era justamente sobre a localização. por não ser na rua principal, teoricamente daria pra dormir tranquilo, longe da bagunça. teoricamente porque apesar de não ficar na zuera da rua principal, tem um restaurante/bar que fica aberto até 2h da manhã e toooooodo dia rolava um furdúncio. nosso quarto era bem na boca do bar.

outra coisa que não é positiva pra não dizer que é uma merda  é que quando você esquece qualquer coisa, perde pelo menos 20 min pra ir até lá pegar, não é prático de novo, é uma merda.

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o quarto

a cama é confortável e tem ventilador que dá conta do recado. nossos companheiros de quarto eram um sueco e um canadense que estavam no curso de divemaster. o sueco era bem na dele e o canadense conversava com a gente. tem cofre no quarto (levem cadeado) mas não me senti insegura em nenhum momento e acabamos deixando camera/celular pra fora do cofre várias vezes e não aconteceu nada.

antes de chegar lá, li que pagando $16 dolares por dia você poderia se mudar pra um quarto privado. os gauchos que estavam com a gente fizeram isso mas tiveram que pagar não $16 mas $40 (!) por dia.

já falei que a cortina era só decorativa, o quarto fica completamente claro a partir das 6h da manhã.

o nosso quarto (esse da porta debaixo) tinha um problema com a fechadura. no primeiro dia foi só chato, nos seguintes ficou insuportável. tivemos que chamar a recepcionista, que não conseguiu, aí chamou o zelador, que ficou uns 10 min intercalando com o thomas, até que um dos dois conseguiu. eu já ficava agoniada voltando da aula cansada porque sabia que se a porta tivesse trancada, ia ser aquele auê pra conseguir entrar.

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os banheiros

não fui nenhuma vez no banheiro que não tivesse uma moça limpando lá. eles tem bastante cuidado com isso mas, apesar do cuidado, o banheiro tava SEMPRE entupido ou sem tampa e um chuveiro tava sempre estragado.

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mensagem pro thomas de demonstração diária de amor por esse hotel que conheço bem e ja odeio pakas 

o restaurante

tinha lido que aquele restaurante tinha a melhor pizza de roatan, já tava animada pra chegar lá e dar aquela arrastada.

custa 400 lempiras a pizza. vinte dolares! passamos.

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voltando a programação normal

terminamos de assistir o 3o vídeo do curso tomando café da manhã (doritos com coca, férias né gente ¯\_(ツ)_/¯) e fomos pro udc. conhecemos nossa sala (eu, thomas, os gauchos, uma canadense e uma havaiana) e nossos intrutores (cali e constantin).  

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meu erro épico lá pra 100a questão, os neurônios já tavam operando no modo avião

estava chovendo e passamos o dia fazendo provinhas do padi numa sala. a parte mais legal foiquando o cali ensinou a montar todas as partes do equipamento e fez a gente repetir duas vezes sozinhos pra ver nossa evolução. terminamos com um um recado: se continuasse chovendo amanhã, teríamos que fazer nossa primeira aula prática confinada na piscina do mango inn.

ah pronto, era só o que faltava! se fosse pra fazer em piscina, me avisava que eu fazia o curso aqui em belford roxo.

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DIA 4 - 21/04 - Dia 2 PADI Open Water - Utila Dive Center - Prática + Bando Beach Game of Thrones

antes de dormir fiz uma oração pra que o dia amanhecesse com sol.

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poderia ter sido assim, mas esse foi o do dia seguinte 😂

pelo menos chovendo não tava. nesse dia descobri o pastel por 12 lempiras de cafe da manha no caminho pro udc, o único motivo que me fez ficar feliz por estar no mango inn kkk.

a parte da manhã foi da hora porque pela primeira vez estávamos na água. montamos o equipamento, fizemos buddy check (cada dupla se checa) e descemos na frente do deck uns 3m. eu já tinha mergulhado antes, então a parte da equalização foi fácil um perigo. os exercícios incluíam balancear o corpo, ascender e descender subir e descer  e o exercício que poseidon inventou pra separar homens de peixes: limpar mascara. a explicação da prática pode parecer inofensiva: nada mais é que encher sua marcara de água e tentar tirar com a força do ar pelo nariz. se o mar fosse um hospital, limpar a máscara seria o equivalente a tirar sangue. você fica tenso antes, durante tem vontade de desistir e depois parece que voltou pra antes. os 5 minutos que sucedem a "limpeza" são uma merda maravilha, porque você não consegue nadar direito e enxerga tudo embaçado por causa do resto de água salgada.

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🔞🔞🔞 cenas fortes 🔞🔞🔞 

almoçamos no la casita, um dos poucos restaurantes que não cobra serviço e, por ironia, o que tem os funcionários mais simpáticos e rápidos. fomos umas 3 ou 4 vezes enquanto estávamos em utila. começamos com drogas mais fracas, tipo baleada de frango (50 lemp) e cheguei até o super camarão com batata assada (200 lemp). orgia gastronômica raiz, sem frescura nenhuma, preparado na sua frente com sorriso no rosto e um "o proximo é o seu" pra aquietar as lombrigas.

a parte da tarde de exercícios foi puxada, mas nada é mais dificil que vestir o wetsuit todo molhado nas canelas secas. pra ajudar, chegou uma divemaster em treinamento, a ella. nessa parte da aula você só aprende coisas que se precisar usar, saiba que está na merda. coisas do tipo precisar trocar seu equipamento inteiro debaixo da água e subir até a superfície gritando (é sério) porque acabou seu ar do tanque. espero não passar por isso na vida real porque eu tive que repetir o exercício da falta de ar 2x pq não consegui de primeira ¯\_(ツ)_/¯ MISSION FAILED

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no fim da aula lavamos os equipamentos, guardamos e vimos um princípio de por do sol no deck. seria uma mensagem do universo? a manhã seguinte seria de mergulhos e tínhamos que acordar cedo mas o thomas era um viciado grande apreciador de game of thrones spoiler depois do fim da temporada: não é mais então fomos direto do udc pra bando beach, porque descobrimos que o bar de lá passaria o episódio. 

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única coisa que valeu a pena nesse dia foi essa pratada aí, oh gloriaaaa

a galera levava bem a serio o negócio e tinha até um bolão raiz rolando: 200 lempiras (quase $10) pra entrar e o vencedor levava tudo sozinho. o bom é que o ganhador levou por wo porque não aconteceu absolutamente nada no episódio. a maior emoção foi quando eu pensei que a maionese da asinha de frango tinha acabado e plot twist: tinha mais uma cheia. voltamos a pé de lá pro mango inn. tem uma parte bem deserta e escura que é melhor não contar pra sua mãe que passou, fora isso capotamos exaustos nessa noite com todos os orgãos no lugar

 

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preparativos pra decepção

 

 

DIA 5 - 22/04 - Dia 3 PADI Open Water - Utila Dive Center - Prova Física + Mergulhos Treinamento

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finalmente o dia de mergulhar de verdade tinha chegado.

pera aí.

não se empolga tão rápido assim não, parceiro.

quem me conhece sabe que, assim, eu tenho a resistência física pra exercícios de um lulu da pomerânia. o dia estava maravilhoso, o sol rachando, a água quentinha e todo mundo correu pra pular no mar. eu fui a ultima a entrar por motivo de medo da prova de nadar 200m porque eu não sei nadar, sempre passava vexame e fingia caibra quando era criança e ia na piscina com meus amigos e chegava a famigerada competição de quem chegava mais rápido do outro lado.

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a galera já tinha terminado e eu tava ali ainda, sentada no deck pensando se seria um bom momento pra fingir desmaio. o cali, nosso instrutor que, ao contrário de mim, parecia um pinguim nadando, repetiu o percurso que já tinha feito com os outros comigo, só pra me ajudar a terminar. foi duro. pra cada ar que eu puxava na superfície, vinham junto mais 3 de água. consegui terminar mas imagino que num exame de imagem, dos 70% de água do meu corpo, 30 era salgada. pensei, nesse momento, que escolhi o esporte certo: se eu quisesse adrenalina e engulição de água, tinha me inscrito na natação. eu queria era deboísmo e lei do mínimo esforço, e o mergulho é isso: cansar menos pra durar mais.

bom, se você chegou até aqui, a segunda prova é só leite com pera e ovomaltino. são 10 min boiando, que você deseja que sejam 50 e a água é tão salgada que até quem não sabia boiar se saiu bem nessa.

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almoçamos mais uma vez nossas baleadas e partiu pro que interessa. é bem emocionante fazer toda montagem do equipamento no barco pela primeira vez, ouvir seu nome na chamada e dar o seu primeiro passo rumo ao mar aberto. parece filme de treinamento pra guerra. apesar de toda agitação e nervoso da superfície, no segundo que sua cabeça é coberta por água, tudo é silêncio, é calma, passa em câmera lenta.

os primeiros momentos do mergulho foram quase mágicos, parecia que estávamos pisando na lua. tivemos que fazer alguns exercicios (logico que o de tirar a mascara é padrão em todos 🙄) mas não podíamos ir muito longe, nem nadar de um lugar pro outro. 

no segundo mergulho, me empolguei e desci rápido demais. senti uma pressão na cabeça que nunca tinha sentido na vida, subi um pouco pra aliviar, mas não passava. o constantin, instrutor em treinamento da nossa turma tentou 3 vezes comigo. mas um ouvido meu persistia. na quarta, ele falou pra voltar pro barco. estava frustrada e pedi pra tentar só mais uma vez. desci bem devagar e mesmo assim o bendito do ouvido não limpava completamente. menti pro constantin dizendo que estava ok porque fiquei com medo de não ganhar o certificado por conta disso. fui idiota igual adolescente idiota.

minutos depois fomos levados pro lugar secreto daquele mergulho: um paredão de 18m que um lado era vida, do outro, só água e escuridão. foi uma das cenas mais bonitas e marcantes que eu me lembro, e também uma das mais traumáticas. fui descendo bem devagar, mas teve uma hora que eu senti que minha cabeça ia sangrar pelos ouvidos. parei. subi um pouco. não passava, fiquei desesperada. eu não consigo colocar em palavras como é a dor da pressão, mas você sente que vai morrer, literalmente seu crânio vai explodir. comecei a chorar, de soluçar (descoberta: pode chorar e tossir a vontade que ninguém te escuta e o regulador continua na sua boca, melhor lugar do mundo pra curtir uma fossa kkk) e fui voltando aos poucos pra superficie com o constantin.

o caos se instala no minuto que sua cabeça rompe a barreira da água, mas confesso que dessa vez o caos foi reconfortante e estava aliviada por voltar a pressão 1 atm. voltamos pro barco e a galera estava gritando, pulando e repassando cada segundo do mergulho mais foda que eles já tinham feito, e eu só fingindo demência e concordando. 

chegando no udc, comprei remédio pra ouvido, pinguei água oxigenada, e por fim tomei um ibuprofeno. o por do sol levou todos os problemas embora, apesar de continuar com a dor e com a incerteza se conseguiria mergulhar no dia seguinte, todo mundo me falava pra ter calma que ia dar certo. calma. é isso mesmo. o mergulho não é um esporte de ansiedade, pressa. 

é de paciência, curtir o momento...

...e QUE momento!

 

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  • Silnei changed the title to Honduras - Utila, Roatan & Cayos Cochinos com curso de mergulho
  • 4 semanas depois...

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    • Por Helder Andrade
      Boa noite, pessoal! Meu melhor amigo e eu estamos mochilando e não temos data para voltar para casa.
      Resumindo: é um sonho antigo! Somos amigos desde 2007 e, desde 2017, temos conhecimento de que compartilhamos o mesmo sonho: rodar o mundo mochilando.

      De lá pra cá viemos nos organizando. Íamos em 2020, mas por conta da pandemia não foi possível. Então, agora, no pós vacina, demos a largada!
      Quanto ao roteiro, bom... ano passado tínhamos todo um roteiro em mente, entretanto, agora que vimos que nada está em nossas mãos, decidimos deixar em aberto o roteiro. Claro, temos alguns “países chave”, mas o roteiro em si estamos deixando mais para o Universo nos guiar. De qualquer forma, temos a pretensão de passar por 4 dos 6 continentes. E tudo estará sempre bem explicado em nosso blog e em nosso canal do Youtube.
      Fato é que: COMEÇAMOS PELA COLÔMBIA e é por isso que estou aqui! Irei escrever abaixo todas as dicas, impressões e curiosidades que temos para compartilhar do nosso primeiro destino: Cartagena de Índias. 
      Esse mesmo post está disponível em nosso blog: https://brotherspelomundo.wordpress.com/2021/12/04/cartagena-todas-nossas-dicas/
      Nesse blog, estamos mostrando nosso dia a dia, bem como diversas dicas de onde passamos. Acompanhe-nos
      O mesmo vale para o nosso canal do Youtube. Sobre Cartagena postamos este:
       
       
      Bom, vamos para o que interessa: TODAS NOSSAS DICAS DE CARTAGENA:
      Cidade de 1 milhão de habitantes, seu trânsito é insano! O ponto alto da cidade sem dúvidas é seu Centro Histórico, o qual chamam de Ciudad Amurallad. E não é a toa esse nome.
      Essa parte da cidade é toda cercada por um muro (ou muralha). Tudo devido ao império espanhol, o qual durante a colonização juntava tudo que explorava em terras colombianas em Cartagena. Então, para evitar saques de impérios inimigos, cercou toda cidade.
      Hoje a cidade vai muito além da Ciudad Amurallada, mas ainda assim esse centro não é pequeno: são muitas ruas que preservam aquele aspecto histórico, com ruas de paralelepípedo e construções da época. Nossa primeira dica é: hospede-se nesse bairro! Assim, você terá total liberdade para explorar quantas vezes bem entender aquelas ruinhas. Além de que há muitos bares, restaurantes, mercados (o melhor de todos é o Exito, com preço bom e com variedade de tudo), hotéis e hostels para todos os gostos.

      Há um bairro vizinho chamado Getsemani que localiza-se fora da Ciudad Amurallada, mas também mantém a arquitetura colonial.
      Vale muito a pena explorar esses dois bairros.
      Aliás, para explorar bem esses dois bairros vale a pena reservar dois dias inteiros (para visita-los de dia e de noite, afinal a vida noturna em ambos os bairros é bem agitada).
      O centro histórico é a aproximadamente 20 minutos de carro do aeroporto e a cerca de 35 da rodoviária (podendo ser mais por conta do trânsito pesado – a rodoviária se localiza na saída da cidade, em um bairro bem humilde).
      É possível ir à rodoviária e ao aeroporto de onibus, mas em nenhum dos casos conseguimos (na chegada nos informaram que era necessário um cartão para usar o transporte, o que depois descobrimos ser mentira – provavelmente nos disseram isso para que pagássemos um taxi – e na saída íamos para a rodoviária de ônibus, mas descobrimos que essa linha não funciona de sabado… então novamente recorremos ao táxi. Ok.
      A corrida foi 20 mil pesos (cerca de 35 reais). Valor que consideramos aquém do que poderia ser, pois é realmente longe!
      Não visitamos as ilhas presentes nos arredores de Cartagena, as quais todos dizem ser lindas, paradisíacas. Não as visitamos, pois são passeios caros e nosso propósito de viagem é outro, além do mais, visitaremos outras praias mais pra frente. Mas quem visita Cartagena e não tem outros planos na Colombia TEM QUE IR ÀS ILHAS! Isso é unânime! Todos dizem! Afinal, trata-se do mar do Caribe.
      Os passeios custam entre 150 e 200 mil pesos (aprox 300 reais na conversão atual). Duram das 8 da manhã às 16h e todos dizem que vale a pena.

      As praias urbanas que visitamos foram: Bocagrande e Marbella, sendo a primeira a mais famosa! A gente crê que essa fama se deve às grandes redes de hotéis que se estabeleceram ali (como Hyatt e Hilton). Só isso explica! Afinal, trata-se de uma praia bem feia kkk Quer dizer, uma praia urbana, em seu sentido mais literal: cheia de prédios, ambulantes, quiosques e lotada de pessoas (nativos e turistas).

      A segunda já gostamos mais, pois, apesar de também não ser linda ou paradisíaca, tem menos prédios em sua orla e há bem menos ambulantes! Isso muda completamente a experiência, né!?
      Mas é questão de gosto também! Pode ser que haja quem goste mais da Bocagrande. Coisa boa é que em ambas a água é quentinha (toda a costa da Colômbia conta com água quente no mar). E fato é que quem não tem muito tempo em Cartagena não deve despender um tempo para essas praias. Vale a pena somente para quem tem mais de 4 dias na cidade e já fez todos os passeios acima citados.
      O Mercado Bazurto é uma bagunça! Uma bagunça mesmo! Nos disseram que não recomendam a visita para turistas. Bom, fomos! Somos de São Paulo, então foi interessante vermos um lugar tão louco quanto a 25 de março kkk Ali vende-se de tudo! De frutas e verduras a panelas e eletrônicos. Muito interessante.

      Escrevemos esse post no ônibus em direção a Santa Marta. Esperamos que essa próxima cidade seja tão incrível quanto Cartagena, pois realmente amamos Cartagena!
      Até a próxima 
    • Por Helder Andrade
      Caramba, quanto tempo eu não posto aqui! Que bom estar de volta! É com muito orgulho que venho dizer a vocês que estou de volta em grande estilo: Meu melhor amigo e eu estamos mochilando e não temos data para voltar para casa (estamos sob o nome de Brothers pelo Mundo).
      Resumindo: é um sonho antigo! Somos amigos desde 2007 e, desde 2017 temos conhecimento de que compartilhamos o mesmo sonho: rodar o mundo mochilando.
      De lá pra cá viemos nos organizando. Íamos em 2020, mas por conta da pandemia não foi possível. Então, agora, no pós vacina, demos a largada!
      Quanto ao roteiro, bom... ano passado tínhamos todo um roteiro em mente, entretanto, agora que vimos que nada está em nossas mãos, decidimos deixar em aberto o roteiro. Claro, temos alguns “países chave”, mas o roteiro em si estamos deixando mais para o Universo nos guiar. De qualquer forma, temos a pretensão de passar por 4 dos 6 continentes. E tudo estará sempre bem explicado em nosso blog e em nosso canal do Youtube.
      Fato é que: COMEÇAMOS PELA COLÔMBIA e é por isso que estou aqui! Irei escrever abaixo uma dica que, na minha opinião é valiosíssima, pois ainda não li em lugar nenhum.
      Nosso blog: https://brotherspelomundo.wordpress.com/
      Nosso canal no Youtube: 
       
      Cartagena: qual praia urbana ir? Bocagrande ou Marbella?
      Existem duas praias urbanas próximas ao centro histórico de Cartagena: Bocagrande e Marbella.
      Em nosso terceiro dia em Cartagena, decidimos visitar a mais famosa: Bocagrande, a aproximadamente 25 minutos a pé do centro histórico.
      Já tinhamos a ciência de que não se trataria de uma praia paradisíaca – muito pelo contrário! Todos os relatos que lemos dizia o quanto essa praia é feia ou, no mínimo, normal.
      Muitos prédios, muita gente, muitos ambulantes… enfim, trataria-se de uma praia urbana. E de fato: é isso mesmo!

      Se você for a Cartagena e quiser praias paradisíacas deverá pagar pelos passeios de barco até as ilhas nas redondezas. Ali sim você encontrará praias com água cristalina (passeios de dia inteiro das 8h às 16 por volta de 300 reais).
      Percorremos essa praia de ponta a ponta em 30 minutos.
      Estava bem cheia (tanto de turistas, quanto de nativos), vários vendedores ambulantes, vários guarda-sóis, mulheres oferecendo massagem, muitos quiosques (alguns inclusive com preços bem atraentes para cerveja e bebidas no geral)… enfim, a praia não nos agradou – seja pelos prédios fazendo sombra na praia, seja pela areia escura presente em toda sua extensão.

      No pontal da praia, após estarmos pingando de suor, o Luan sentiu vontade de entrar na água. O Helder preferiu ficar na areia só observando o movimento.
      Experiência boa! Luan voltou extasiado! Como é bom se banhar no mar, né? Mesmo que em uma praia não tão convidativa – ao menos a água estava bem quente.

      Voltamos a caminhar, dessa vez na praia da sequência de Bocagrande. Essa prainha é bem curta e não possui ondas. Ali tem um clima mais intimista e o Helder por muito pouco não decidiu entrar na água. Mas, como já estávamos a caminho de procurar algo para comer no almoço, decidimos seguir caminhando.
      Aliás, esse é o principal trunfo dessa praia: sua estrutura. Com muitos restaurantes nas proximidades e um mega shopping a beira mar. Quem faz questão de ter fácil acesso a tudo isso após um banho de mar, é um bom lugar.
      Bom, de qualquer forma, nossa maior dica É ESSA: se tiver tempo sobrando em Cartagena, vá a essa praia e fique em seu pontal. Se não tiver, nem gaste seu tempo.

      Beleza.
      No dia seguinte:
      Fomos à segunda praia urbana de Cartagena: chama-se Marbella.
      Infinitamente melhor do que Bocagrande (a praia que fomos ontem) e bem menos conhecida. Essa praia coincidiu com o melhor dia que pegamos aqui até então: solzão!!
      Não sabemos bem dizer o pq de Bocagrande ser mais famosa do que essa, uma vez que Marbella é bem superior. Mas imaginamos ser por causa da indústria hoteleira, a qual
      se instalou fortemente lá (de Hyatt a Hilton, os maiores hotéis estão lá).
      Mas, o fato é que a nossa experiência em Marbella foi bem melhor.
      Claro, ainda não se trata de uma praia paradisíaca caribenha, mas só o fato de não haver muitos prédios e nem muitos ambulantes já muda completamente o cenário.
      Ambos entramos dessa vez! Sensação deliciosa! A temperatura da água surpreendeu o Helder: a mais quente que já entrou na vida.
      Luan também gostou muito.

      Ah, bom lembrar que se você quiser praias paradisíacas deverá pagar pelos passeios de barco até as ilhas nas redondezas, como Isla Pirata, Isla del Encanto e Isla del Sol. Nesses passeios sim você encontrará praias com água cristalina (passeios de dia inteiro das 8h às 16 por volta de 300 reais) e você terá toda aquela experiência de praias caribenhas.
      Enfim, resumindo: se você tem pouco tempo em Cartagena, visite o centro histórico, conheça a o bairro Getsemani e faça algum passeio de barco nas ilhas da região. Mas, se você tem dias sobrando, acrescente Marbella ou Bocagrande ao seu roteiro – a depender do seu perfil: Marbella para quem quer uma praia sem muvuca e sem muitos ambulantes. Bocagrande se você quiser ter muitas opções de quiosques e muitas lojas e restaurantes próximos.

    • Por Priscila Schreiner
      Oi 👋 gente!!! Tudo bem com vcs? Espero que sim e para celebrar a vida (com os cuidados necessários etc e tal) acabei resolvendo transformar o sonho de conhecer e explorar a Colômbia em realidade…mm que depois tenha descoberto que novembro não é o melhor mês para estar por lá por causa das chuvas 🤷🏻‍♀️ MAS se dentro da gente faz sol bora lá! Estarei de 25.10 a 15.11 percorrendo algumas cidades (começo em Bogotá e termino  em santa Marta)…ALGUÉM POR LÁ querendo combinar algo? Desde já um abração e boia viagem seja pra onde for 🙌🏼🙌🏼🙌🏼🙌🏾🙌🏾🙌🙌🙌🏿🙌🏿🙌🏽🙌🏽 
    • Por arielbrothers
      Olá!
      Minha esposa e eu recentemente lançamos um blog de relatos das nossas viagens pelo mundo, em formato meio que de diário, mas também com posts com informações das nossas viagens como preços das atrações, transportes utilizados e mapas percorridos em cada dia. Para quem quiser conferir, o endereço é osmochilinhas.com, mas pretendemos publicar na íntegra os relatos aqui no blog dos mochileiros também. Terminamos a pouco o nosso relato de 35 dias que passamos no sudeste asiático em 2016, que você pode conferir aqui.
      Iniciamos agora nosso relato dos 14 dias que passamos na Colômbia em 2017, entre Cartagena, Medellin e San Andrés. Espero que gostem dos relatos e que ajudem outro viajantes que pretendem conhecer a Colômbia a planejar a sua viagem. Segue então:
       
      COLÔMBIA 1º Dia - Chegando à Cartagena (24/04/2017)
      Entre 2016 e 2017 houve uma explosão de promoções para Cartagena e San Andrés pela Copa Airlines. O preço mais baixo foi de 600 e poucos reais ida e volta de São Paulo. Saindo de Porto Alegre, chegando em Cartagena e saindo por San Andrés conseguimos no fim por pouco menos de 900 pilas para abril de 2017.
      Saímos na madrugada do dia 23 de abril de Porto Alegre e chegamos em Cartagena na manhã seguinte, fazendo ainda uma conexão de 20 minutos no Panamá, que achávamos que seria correria mas no fim foi bem tranquila.
      No pequeno aeroporto de Cartagena, trocamos um pouco de dinheiro para pagar nosso transporte até o hostel. Como na casa de câmbio só haviam nos dado uma nota grande, tivemos que trocar por menos já que havíamos lido que o ônibus em Cartagena custava 1.000 pesos colombianos (CUP) (na época 1.000 pesos equivaliam mais ou menos a 1 real). Para isso, dentro do aeroporto mesmo compramos um sorvete e já de primeira percebemos como a Colômbia é um país muito barato. 1 Sorvete, dentro do aeroporto, que no Brasil não sairia por menos de 10 reais, pagamos 3 pilas! E ainda por cima um daqueles "chiques" com cobertura de chocolate quente e tudo mais.
      Sorvetinho diferentão e baratíssimo
      Havíamos lido que, saindo do aeroporto, se andássemos uma quadra pra frente, avistaríamos uma avenida onde passavam os ônibus de linha que poderíamos pegar para o nosso hostel, que ficava dentro da cidade murada, ou melhor, ciudad amurallada. Acontece que chegando na tal avenida, não avistamos nada parecido com uma parada de ônibus e nem vimos ônibus passando. Fomos de uma ponta a outra e nem sinal. Entramos então num mercadinho para perguntar sobre o tal ônibus e nos falaram que para ir até a cidade murada, teríamos que pagar o "táxi coletivo", um táxi compartilhado com tarifa fixa de 5.000 pesos para os dois. Avessos à táxi que somos, entramos em mais um mercado e uma farmácia para perguntar e todos deram a mesma instrução, pegar o táxi coletivo, então foi o que fizemos. A pegadinha aqui é que não tem diferença dos táxis comuns para os coletivos, a diferença é como você pede ele. Fomos bem instruídos por todos os comerciantes que, ao passar qualquer táxi, tínhamos que levantar o dedo indicador e gritar "colectivo" para deixar claro para o taxista que queríamos o valor coletivo e não taxi privado. E deu tudo certo, fomos deixados dentro da cidade murada em uns 20 minutos de corrida por meros 5 pilas.
      Ao descer na muvuca da cidade murada, nos deparamos com mais uma característica marcante de Cartagena: o calor insuportável. Calor insuportável mesmo, do tipo que nunca havíamos sentido, e isso que Porto Alegre no verão é a filial do inferno. Aquele calor úmido que tu é obrigado a entrar em algum lugar com ar condicionado de tempos em tempos sob o risco de começar a ter tonturas da desidratação.
      Demoramos um pouco a se encontrar dentro das ruelas da cidade murada (na verdade não chegamos a nos encontrar nunca), todas estreitas, igualmente belíssimas com suas casas coloniais disputando qual ostenta as flores mais coloridas nas suas varandas (inclusive há uma competição aqui de verdade que premia a casa mais decorada) na região mais turística de Cartagena, e aqui vale a pena começar a falar um pouco sobre essa cidade histórica:
      Cartagena ainda é um dos principais portos das Américas. Aqui por exemplo, é onde saem as balsas que atravessam o estreito de Darién, único trecho sem estradas da Rodovia Panamericana, estrada que liga o Ushuaia ao Alasca. Dito isso, a Ciudad Amurallada é o "local para se estar em Cartagena". Museu a céu aberto, dentro das muralhas concentram-se as principais igrejas da cidade, praças, além de infinitas opções de hospedagem, dos mais variados tipos e preços. O bairro Getsemani, que depois descobrimos ser o bairro com a melhor noite de Cartagena, e que fica do ladinho da muralha, também é ótima opção para se ficar, mas os preços não mudam muito. Há também a região "das praias", Bocagrande, mais elitizada, com prédios altos modernos e apelidada de "Miami" da Colômbia.
      Depois de se perder um pouco e ter a sensação de passar 10 vezes na mesma rua, finalmente achamos nosso hostel, o Casa Roman, quase na esquina da entrada da ciudad amurallada, onde fica a instagramável Torre del Reloj. Este hostel na época estava recém inaugurando, então estava com um preço absurdo de barato (15 reais o quarto com 8 pessoas), no entanto, não possuía cozinha na época e ainda estava meio com as instalações não totalmente prontas (hoje eles já dão café da manhã e tem até piscina!), mas como eles queriam angariar clientes, o atendimento era excelente e deixavam o ar condicionado no quarto ligado 24 horas, coisa rara nos hostels por aqui (e que faz muita diferença!).
              Entrada principal da cidade murada, a Torre do Relógio
      Como ainda era cedo pro check-in, deixamos nossas mochilas no hostel e fomos procurar um lugar para almoçar. Primeiro fomos trocar dinheiro e recebemos a dica de fazer o câmbio nos fundos de uma joalheria que ficava bem embaixo do nosso hostel, e foi a melhor cotação que conseguimos em toda Colômbia disparado! Mais um ponto pro hostel. Não estávamos ainda habituados com os preços e como funcionava os restaurantes colombianos, então entramos no primeiro que vimos com um tiozinho chamando os fregueses na porta e que era bem caseiro e achamos que era um preço bom, numa ruazinha dentro da cidade murada, o equivalente a 12 reais por pessoa. Mal sabíamos que dava pra almoçar por menos e, se tiver com pouca fome, dá pra pedir só um prato para os dois, pois os almoços na Colômbia são sempre nesse rito: tem a sopa de entrada, a comida farta e mais um suco "de açúcar" no fim, tudo incluído.
      Almoço farto, sempre acompanhado de suquinho doce e sopa de entrada
      Depois do almoço então, começamos "oficialmente" a desbravar a ciudad amurallada, que é um lugar para conhecer sem pressa. Cada esquina você se depara com um monumento, uma igreja histórica e conservada, uma pracinha, isso sem contar as casas coloniais coloridas com suas sacadas todas decoradas com flores e ornamentos.       Belíssimas ruas da cidade murada de Cartagena
      Só tem que tomar cuidado para não se desidratar com o calor, por isso, fomos "obrigados" a parar em cada esquina para nos hidratar com as fraquinhas (mas boas) cervejas colombianas. Cervejas colombianas são duas as principais: a Aguila, bem aguada e mais barata (2 reais a latinha) e a Club Colombia, mais encorpada, com versões red, black e gold, mais carinha (2,50 a latinha). Ambas são fraquinhas, perfeitas para tomar no calorão.       Se "hidratando" nas ruas de Cartagena. Na primeira foto um bar todo com motivos soviéticos, que fomos no outro dia, muito legal.
      Outra coisa muito legal que tem por lá em abundância, igual ao que já tínhamos presenciado no sudeste asiático, são as barraquinhas de rua vendendo frutas em potes, já descascadas e com um palito, prontas pra tu sair andando e comendo: melancia, mamão, manga, abacaxi, morango e mais algumas típicas da Colômbia. Tri bom para espantar um pouco o calor, e saudável ainda por cima, coisa que não sei porque não vemos aqui no Brasil. Ah! E preços do tipo que: a fruta mais cara custava 2 reais. Fomos caminhando em direção ao mar, já se preparando para vermos o por do sol no oceano. Nessa parte da muralha que fica voltada para o mar, você consegue subir nela e caminhar por um trecho bem longo apreciando um visual incrível da baía e da própria muralha, que é fantástica e muito bem conservada neste trecho!
            Passeando por cima da muralha. Na primeira foto, que será que fazem ali naquela casa?
      Ao longo da muralha foram mantidos vários "canhões" conservados também que dá pra dar uma ideia do espaço de mira que tinham os espanhóis para alvejar os barcos invasores, além de várias "guaritas" de controle da costa.           Depois de caminhar um grande trecho da muralha, sentamos na beiradinha do muro para apreciar um pouco o movimento na costa, dando uma primeira conferida no mar do caribe e assistindo uma gurizada de colégio jogando um futebolzinho e usando a muralha de goleira.
        Curtindo a costa de Cartagena
      Quando começou a baixar o sol, sentamos para tomar uma cerveja no famoso bar que fica em cima da muralha, famoso por ficar num local privilegiado para assistir o por-do-sol, o Café del Mar.   Parte da muralha onde fica o Café del Mar. Ao fundo os prédios do bairro de Boca Grande, apelidado de Miami da Colômbia.
      O lugar é elitizado e não vale muito a pena não. Daria para comprar umas cervejas no mercado e assistir ao pôr-do-sol do mesmo jeito uns 500 metros mais a frente na muralha de graça.     Café del Mar
      Tomamos só umas duas Club Colombias a 6.000 pesos cada e assistimos o espetáculo que é o por-do-sol no mar em Cartagena, contrastando com as muralhas já se iluminando e os prédios de Bocagrande ao fundo. Sensacional!   Por do sol de Cartagena
      Já noite e ainda um calor infernal, demos mais uma volta dentro da cidade murada que está sempre bem movimentada, então dá pra caminhar tranquilo qualquer hora do dia.       Torre del reloj à noite
      Costeando a parte leste da muralha, parte que já não existem mais muros, voltada para a a Avenida Venezuela, lugar que dizem ser um pouco perigoso mas que não achamos não e acho que esse preconceito é só porque é um lugar mais "centrão", com muitas galerias e com lojas de roupas de "procedência duvidosa" e frequentado mais por moradores do que por turistas, encontramos um supermercado que vendia latinhas de ceva geladas por 1 real! Dessa vez tratamos de decorar a rua para poder voltar sempre hehehe. Chegando no hostel, fomos tomar banho para se refrescar e, para nosso desespero, o chuveiro, e isso que lá em Cartagena não existe chuveiro elétrico (acho que nem nunca precisaram por lá) saía água quente, um horror! Dava mais calor ainda.
      Fim da noite tentamos ficar um pouco na área comum do hostel mas era impossível, na época não havia ar condicionado ali, então, sem condições de aguentar o calor.
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