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Travessia do Parna de São Joaquim – Urubici até Bom Jardim da Serra – SC - julho/2019

Desta vez a minha ideia original era ir pra Serra Fina, mas acabaram mudando a data da festinha da minha filha e a semana ficou curta, eu não podia faltar a apresentação dela que seria na sexta. Essa jornada é a continuação da travessia do Canyon do Funil e das Laranjeiras que eu havia feito em julho de 2018, que na época infelizmente por conta da chuva e de um parceiro que se machucou no caminho tivemos que abortar a travessia no Canyon Laranjeiras. Então decidi por fazer a travessia solo no Parna de São Joaquim. Posso dizer que minha vida na montanha começou nos canyons, mas precisamente na região do Canyon Fortaleza no RS, tendo sido guia no Parna Aparados da Serra e redondezas e feito várias travessias pela região. Mas só agora que comecei a explorar mais a região do lado catarinense.

Mas vamos aos preparativos.

No fim de semana juntei minhas tralhas de acampamento, comprei comida e tentei alguns albergues e pousadas em Urubici que estavam lotados, pois foi neste final de semana do dia 6/7 veio uma forte frente fria e previsão de neve, lotando a região da serra catarinense. Acabei encontrando lugar no Hostel e Armazem Heyokah uma pernoite com café por 60$, já reservei e falei que provavelmente chegaria tarde da noite pois o único ônibus saindo de Floripa era as 18h chegava as 22h30 lá. Mas o dono do hostel me passou um contato de um taxista, o Gilson (48)999672262. Que fazia esse trecho pelo mesmo valor do ônibus e que ele saia depois do almoço, tratei logo com o Gilson e as 13h30 ele passaria na rodoviária de Floripa.

Logo cedo pela manhã de segunda feira peguei o ônibus para Florianópolis saindo de Itajaí e chegando lá encontrei com o Gilson que ainda pegou mais 2 pessoas. E assim com a lotação completa subimos a SC 282 com destino a Urubici, chegamos as 18h lá e já fui para o Hostel, deixei minha tralha no quarto e fui atrás de uma mercearia para completar minhas refeições e comprei um queijo serrano e uma linguiça de Urubici. Estava bem frio e nem me animei dar uma volta. Retornei para o Hostel e tratei de fazer uma janta e estudar a carta topográfica novamente. Lá pelas 22h fui dormir e as 6h tava de pé para o café da manhã.

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As 7h30min comecei minha jornada, fazia muito frio e os campos estavam brancos da geada. Sai do hostel em direção sul para o vale do Rio Urubici conhecido como “Baianos” logo no início da estrada rural havia uma placa turística informando os atrativos da região. Uma estrada muito bonita, cercado por morros e peraus e coberta de muitas araucárias, havia várias propriedades pelo caminho. Uns 40 min depois passou por mim um carro e logo em seguida parou e cruzei com eles, estavam chegando em casa e me perguntaram para aonde eu estava indo e expliquei meu trajeto. Ele achou muito doido, e disse que não havia visto ninguém ir para aqueles campos, somente os campeiros atrás de algum gado desgarrado. Ele disse ainda que fazia alguns acampamentos pois era escoteiro e admirava os mochileiros, aí completei falando que eu era escoteiro também. Pronto! Me convidou na hora para entrar e tomar um café, assim foi uma hora de prosa e causos. Um bate papo muito bacana, mais eu tinha muito chão ainda pela frente, agradeci pela acolhida me despedi e segui meu rumo.

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Logo em seguida fico observando uma propriedade bem bonita quando faço a curva da estrada logo na porteira estava o capataz dessa fazenda arrumando a cerca, mais um dedinho de prosa ali. E mais adiante outra parada para um bate papo. Mas vou dizer que isso foi uma das melhores coisas desta caminhada, poder conhecer um pouco das pessoas que ali nasceram e cresceram e as dicas preciosas que consegui, esse último tinha sido capataz por 6 anos da Fazenda Caiambora, local onde eu ia passar ainda hoje. Ele falou que era loucura acampar naqueles campos, pelo frio que fazia. Me indicou um caminho pelo passo dos momos para ir até lá. Depois adiante havia um cruzamento, indo a esquerda ia para a serra do Bitu, que haviam dito que agora até carro passava e levava até a estrada de acesso do morro da Igreja. A direita seguia para a serra dos Padilhas que também levava ao morro da Igreja porem com transito limitado de veículos. Esse caminho era a continuação dos baianos e seguia pelo rio Urubici.

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Ali a paisagem ficou ainda mais bonita, os paredões imponentes de cada lado o rio margeando a estrada e as araucárias por todo o lado. Cheguei na Pousada dos Encantos da Natureza (49-991120278) do Sr. José e da Dona Valsíria um lugar muito bonito, com 3 chales aconchegantes, área para camping e quartos da casa principal. Com certeza retornarei a este lugar para me hospedar com a família. Dependendo do horário de chegada em Urubici, vale a pena esticar até aqui para acampar. Pois esta a apenas 7km de Urubici. Parei mais um tanto ali para uma prosa com o casal e mais dicas da trilha, o Sr. José me indicou uma antiga trilha de tropeiro para vencer aquele paredão e lá encima me direcionou para ir pelo caminho dos momos, fundo dos tigres até a fazenda Lageado, onde seu primo João era capataz, e dessa fazenda subia a trilha até o topo da serra que fazia parte do Morro da Igreja e separava o vale do rio Urubici do vale do Rio Pelotas já dentro de área do Parna São Joaquim. Depois dessa boa conversa com eles, olhei o relógio e já era 10h50 e estava umas 2h atrasado pelo meu cronograma, tirei os casacos e touca, guardei na mochila, tomei uma água e parti para cima.

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Era uma trilha bem aberta mais muito erodida e íngreme, do meio dela tinha uma vista bonita do vale, segui adiante até ir adentrando no meio das araucárias até uma bifurcação onde mantive a direita seguindo as dicas do Seu Zé, logo ficou plano e fez uma grande curva, havia várias vacas no caminho, a trilha virou uma estrada e começou a descer, apareceram várias casas e logo uma antiga trilha a esquerda e nessa entrei andando pouco por ela, já alcancei a estrada de novo. Tive logo adiante a primeira vista do Morro da Igreja e do Radar do Cindacta a estrada começou a descer e passei pelo sitio que tinha um açude ali segui reto em outra trilha pouco batida. Ali começava o caminho dos momos. A trilha/estrada ia em curva de nível pelo morro a direita passando pela mata de araucárias, havia alguns pomares de maça no caminho e vacas. Depois a trilha foi fechando e ficando mais barrenta. Próximo a uma vereda parei para comer era 13h30, ali passava também uma linha de transmissão que rasgava a mata e a trilha fechou de vez, com muitos atoleiros das nascentes de água e arroios que estavam presentes em toda a trilha, água não faltava.

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Segui o caminho e cruzei de novo com a linha de energia, ali começou a aparecer trilhas a esquerda, mantive a direita e logo depois de passar por uma cancela a trilha batida seguia adiante, e a direita um carreiro subia, consultei a carta topográfica e optei subir pois logo acima havia campos de altitude. Cheguei em um descampado grande e mais acima já via o topo da serra e uma faixa de mata que separava. Fui seguindo os campos e rastreando a mata até que achei uma trilha que subia a floresta e fui subindo até o topo. Uma parada para respirar, tomar água, comer um chocolate e pensar nos próximos passos, pois pelo meu cronograma eu já devia estar na fazenda Caiambora e isso era umas 15h30. Vi um vale muito bonito a direita e acima os campos de Santa Barbara, a esquerda abaixo o vale do rio Urubici e seguindo o caminho dos momos a fazenda Lageado o qual eu já estava acima dela. Fui seguindo a crista dos morros até o cruzamento com a antiga estrada que ligava a fazenda Lageado com a Fazenda Caiambora e ali peguei a direita e fui seguindo a estrada até a borda da serra e o começo da descida, lá embaixo estava a antiga fazenda “abandonada” e recentemente comprada pelo Parna. Logo passei por uma área congelada. Era uma nascente que corria na trilha e ali estava tudo congelado, com certeza a dias, com a vinda do ar polar que por ali passou. A trilha é uma antiga estrada toda erodida e com muito vassourão crescendo, tem dois momentos que a trilha some, mantenha a direita para não se perder e logo a trilha aparece de novo e vai ziguezaqueando até o fundo do vale as margens do Rio Pelotas. Cheguei as 18h na fazenda Caiambora a noite já estava chegando. Bem longe do horário que eu imaginava por volta das 15h, Mas também só de conversa perdi mais de 2 horas... kkkkk

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Montei meu acampamento ao lado da taipa de pedra. O frio veio de uma vez, me troquei e pus minha roupa noturna, segunda pele, blusa e lã, moleton e fleece, além dos acessórios de luva e gorro, troquei as meias e ainda acrescentei uma de lã. Montei minha cozinha, fervi água para o jantar e o chá de gengibre com camomila. Fritei a linguiça com alho, joguei a lentilha “vapza” e um pouco de água. Logo já estava pronto. Que delicia ficou. Tomei meu chá e ainda fiquei por ali fazendo algumas anotações do mapa e traçando o próximo dia. Fui dormir.

Acordei as 6h comecei a arrumar as coisas e ferver água para o café. Preparei meu pão de queijo escoteiro.

3 colheres de polvilho azedo

1 colher de leite em pó

1 pct de queijo parmesão ralado

1 pitada de sal

1 pitada de fermento químico

Prepara-se previamente os secos em casa. Quando for preparar despeje em um prato, acrescente 1 ovo e 100ml de água. Depois é só fritar como uma panqueca. Fica muito bom. Dei uma volta pela redondeza, fui ao banheiro “TUBOSTÃO” todos devem utilizar ele e trazer de volta seus dejetos embora da montanha, NUNCA deixe seus dejetos nessas áreas. Tirei algumas fotos, terminei de desmontar o acampamento e montar a mochila, explorei as redondezas da fazenda e do rio Pelotas onde carreguei água do rio e parti as 8h30.

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Eu iria subir o morro logo em frente, era muito íngreme e no topo haviam alguns cocurutos de pedra onde achei que talvez fosse perigoso passar com a mochila pesada. Desisti e segui margeando a encosta. Não havia trilha e o capim era muito alto o campo estava com muita vegetação o que dificultava caminhar. Fui seguindo até uma pequena mata de vereda. Ali a encosta ainda era muito íngreme mais visualizei uma passagem por entre as rochas lá em cima e parti rumo ao céu. Este trecho todo desde a fazenda Caiambora me atrasou bastante, acredito que o melhor teria sido subir o enorme morro mesmo e passar pelas pedras, pois estando ali em cima elas já não pareciam tão difíceis. Isso já eram 11h achei que estava novamente muito atrasado. Fui seguindo pela crista e parei no topo mais alto para comer. A vista era fantástica, se via bem em frente ao norte o Morro da Igreja, toda a trilha que eu havia feito, os Campos de Santa Barbara, o vale do Rio Pelotas, o caminho que iria percorrer e ao longe ao sul o canyon Laranjeiras e mais ao fundo os ventiladores eólicos gigantes que estão ao lado da Serra do Rio do Rastro, e toda borda da serra Geral e a Serra Furada com seus imponentes picos. Dali vi a trilha que iria continuar e consultei meu mapa, comi umas frutas, chocolate e meu super brownie o qual acrescentei muitas castanhas, whey protein, maca peruana, maltodextrina e dextrose. Meu carbo e barra proteica caseira.

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Peguei um gás e desci rumo a borda da Serra Geral. Na descida passei por um banhado e logo alcancei a borda dos peraus e fui caminhando até uma subida com vara mato. No topo fui seguindo pela curva de nível o máximo que pude para não gastar energia. Neste ponto meu joelho começou a incomodar, havia uma descida forte e um capão logo depois, contornei o capão e segui varando por dentro numa área bem aberta. A vantagem dos capões de araucárias que em geral são bem limpos e fáceis atravessar por dentro. Já as matinhas nebulares são terríveis pois são arvoretas baixas e com muitos galhos que dificultam atravessar. Sai num pequeno vale bem bonito, peguei o mapa e consultei o relevo e decidi ir margeando o vale ao invés de subir o morro e seguir pelas bordas. Normalmente nessa região da Serra Geral as bordas são mais secas e fáceis de caminhar, pois nos vales e campos aparecem muitas nascentes formando banhados e turfeiras. Neste momento a dor do joelho se intensificou, meti para dentro 1 torsilax e 1 paracetamol. E segui desviando os banhados e mantendo a curva de nível até a margem de uma mata, ali fui procurando e achei uma antiga trilha, bem limpa apesar de apresentar uma vossoroca.

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Na saída dela já no campo vi o próximo pinheral a cruzar descendo por entre a mata bem fundo até o vale do rio Campo Bom e a subida do outro lado era bem forte, passava das 16h30 e sabia que não conseguiria e a noite iria me pegar no meio daquela subida, e não seria uma boa ideia para acampar e ainda tinha meu joelho. Com a mapa na mão tracei um novo rumo, vi que o vale do rio Campo Bom dava em uma estrada, e que no meu mapa aparecia uma antiga estrada das serrarias que cruzava o pinheiral que estava a aproximadamente a 3km por cima dos campos em curva de nível, assim o esforço seria menor e poderia achar um lugar melhor para acampar, e assim com novo azimute comecei a jornada, a dor no joelho começava a diminuir por conta das boletas. Fui contornando o morro com o vale logo abaixo e um pinheiral enorme do outro lado do vale e do lado que eu estava passando era só campo, e notei que muitos vales tinham pinheiral em um lado e campo do outro, notei que a mata estava a sul, não sei porque, mas acredito que por se tratar de Mata Atlântica de altitude conhecida como Ombrófila mista, ou seja de área sombreada o lado sul seria realmente a melhor face para elas se desenvolverem, porém não consegui provar minha teoria. No meu caminho divagando sobre a vegetação levei um susto, pois derrepente da minha frente sai um graxaim correndo do meio do nada. Acho que assustei o canino, e ele me assustou também... kkkk. Encontrei a antiga estrada abandonada e fui seguindo por ela quando era 18h achei um lugar plano e bom para o acampamento. Como de costume montei a barraca, pus minha roupa noturna e pulei para dentro da barraca. Entrei no meu saco de manta e pus a agua para ferver. Piquei o alho e a linguiça de Urubici e reservei. Pus um pouco da água fervida na térmica com gengibre e chá para ir tomando e o restante deixei na chaleira, e comecei a fritar o alho e a linguiça e aos poucos jogando agua quente para ir preparando minha fritada. Coloquei arroz e logo depois toda a água da chaleira e o macarrão e deixei cozinhar. Quando estava no ponto joguei um mini pacote de vono, mexi um pouco e pronto! Fui me deliciando com esse sopão que fiz e tomando meu chá. Que maravilha! Depois de bem alimentado “lavei” a louça com papel toalha. Organizei minhas coisas e comecei a rever o mapa novamente. Depois passei um tempo por ali e adormeci.

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Acordei as 5h e já tratei de arrumar minhas coisas, passar meu café na minha cafeteira pressca, comer um brownie e desarmar o acampamento. As 6h com lanterna na cabeça e mochila nas costas, parti. Logo entrei na mata, me abasteci de água e fui subindo pela antiga estrada lentamente até o topo e cheguei na margem do pinheiral que estava na borda direita do rio Campo Bom na face sul. A trilha se fechou e bifurcou, sendo que uma voltava na direção que eu havia vindo do dia anterior e a outra descia por entre o pinheiral acompanhando uma cerca em boas condições e recente. Ali havia marca de gado e resolvi seguir, a descida bem íngreme e com muitos xaxins gigantes com mais de 7m um espetáculo da natureza, presumindo que cresce 1cm por ano, estava eu ao lado de plantas com mais de 700 anos, quiçá milenares, e curioso que apesar da exploração massiva das araucárias não havia nenhum exemplar de pinheiro realmente grande, mas os xaxins ainda estavam ali e felizmente não foram derrubados com as araucárias. Durante a descida, derrepente a trilha sumiu, mas a mata era bem limpa por entre os xaxins gigantes e as araucárias, as vezes aparecia algum rastro de gado no caminho e assim fui descendo até chegar a beira do rio Campo Bom, estava com bastante geada ao redor e ainda muito frio. Era um rio com uma paisagem muito bonita, parada para algumas fotos, tirar o excesso de roupa e consultar o mapa, porém cadê o mapa? Tinha perdido ele no caminho, voltar nem pensar, dificilmente acharia o mesmo caminho de volta, ainda bem que eu havia estudado ele e sabia que hoje seria só seguir o rio até a estrada e ai seguir para a cidade com a esperança de talvez pegar alguma carona no caminho. Fui margeando o rio, saltando um banhado ou outro, as imagens das araucárias, com o rio, o branco da geada estavam impressionantes, apesar de já ter visto isso muitas vezes, ainda me causava uma sensação de ser a primeira vez. Passei por alguns cavalos e isso me alertou que já devia estar próximo da estrada, logo adiante vi um galpão e um arroio que precisava cruzar, quando estava prestes a chegar na propriedade não prestei atenção e afundei meus dois pés no banhado!!! Que merda!! Depois de ter passado ileso por todos os banhados acabei me molhando. Atravessei o rio me equilibrando nas pedras e comecei a caminhar em direção ao galpão, achei estrando em não ver fumaça, algo me dizia que não havia ninguém... havia uma mula dentro da área cercada da propriedade, abri a cancela e confirmei que não havia ninguém.

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Sai e fui até a estrada que ali era o fim do caminho, e o começo da minha pernada até Bom Jardim da Serra. Parei para um lanche e para pegar água, mas peguei uma água ruim com gosto de terra... então passei por 2 casas que estavam longe da estrada e com fumaça na chaminé. Sai na localidade de Santa Barbara, com a igrejinha e o salão comunitário. Logo adiante tinha uma casa bem na beira da estrada, e o senhor do lado de fora se esquentando no sol e com um velho barreiro do lado. Cumprimentei e falei de onde vinha e para onde estava indo, estava ele e sua mulher que me convidou para um café, agradeci e falei que estava com pressa e pedi um pouco de água só. E segui adiante, uma estrada muito bonita, daria um belo passeio de bike. Eram 20 km até a cidade, neste caminho cruzou por mim somente 2 carros que estavam cheios, mais adiante encontrei um cara numa casa a beira da estrada batemos um papo e segui, quando faltava algo de 5 km bem próximo ao cruzamento da estrada que vinha do canyon laranjeiras um caminhão parou e me deu carona até a rodoviária.

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Chegando lá era 12h, encontrei com o Sr. Que era responsável pela rodoviária já o conhecia de outras aventuras por ali, ele havia sido 6 vezes vereador da cidade e ostentava um quadro na parede de um gaúcho pilchado com cuia e chaleira na mão que era seu pai. Me disse que o próximo ônibus saia as 15h e ia para Lages e de lá eu podia pegar um ônibus direto para Itajai, me indicou um restaurante no centro para almoçar e lá fui bater um rango forte. Depois fui na tenda da Lili comprar um bom queijo, suco de maça e salame para levar para casa. Peguei o ônibus e cheguei em casa depois da meia noite.

 Agora os planos são fazer o Campo dos Padres.

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SICILIANA fichas e planilhas.pdf

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      Essa travessia foi feita com os meus parceiros Wagner e o filho dele o Pedro.
      Foi uma trilha bem tranquila, saímos de carro de Itajai-SC com destino a Bom Jardim da Serra-SC subindo a serra do Rio do Rastro, passando a cidade de Bom Jardim entrando na estrada de terra até o Canyon Laranjeiras, paramos o carro na propriedade do Didio, 3km antes da fazenda Laranjeiras e fizemos um belo de um almoço na casa dele. Combinamos de deixar o carro ali para ser o fim da nossa travessia e ele nos deu uma carona até a substação de energia proximo ao mirante da Serra do Rio do Rastro, local do inicio da trilha. O tempo estava querendo abaixar uma serração, na real na direção do canyon a viração já tinha tomado conta. Já passava das 16h e iniciamos nossa travessia. Já de cara uma pequena cobra nos deu as boas vindas. Os campos estavam repletos de flores colorindo o verde.

      Esse começo de trilha na realidade é uma estrada 4x4 plana e de fácil trajeto. Depois de 1h mais ou menos chegamos proximos ao arroio do funil aonde tem uma antena. Ali a serração estava muito densa dificultando a navegação visual, seguimos sentido norte até o arroio onde o cruzamos e fomos pela sua margem esquerda. Logo observamos o urtigão da serra uma planta com folhas gigantes bem caracteristicos dessa região. Logo após uma subida e o arroio começa a virar canyon, avistamos o curral da fazenda do Funil, andamos mais uns 5min e já avistamos as araucarias da borda do canyon, por conta da serração que já começava a molhar não conseguimos ver o canyon e fomos logo montando acampamento. Saímos para pegar água sentido norte margeando as bordas, 1min do acampamento da área  onde tem as araucarias e arbustos, entra na mata nebular e já ve uma cascatinha, eu costumo seguir adiante pela trilha dos bois e andar mais um pouco proximo a borda tem outro fio dágua que prefiro pegar.



      Barracas montadas, hora de fazer a janta. Ainda bem que trouxemos uma lona para cozinha pois a serração foi ficando mais forte e estava molhando bem. Fizemos uma bela macarronada a carbonara, regada de vinho, e ficamos batendo um bom papo até que o sono pegou.
      No dia seguinte acordamos cedo, demos uma volta e o tempo parecia que ia abrir, tomamos café, desmontamos o campo e por volta das 8h30 saimos rumo norte, antes passamos para abastecer nossos cantis e varar a mata da encosta, desta vez encontrei uma trilha melhor e mais curta por dentro da mata, apesar que essas matas com araucarias são bem limpas em baixo, com grandes xaxins e arvores pequenas.


       

       
      Vencido a subida da encosta dentro da mata alcançamos um plato conhecido como morro dos anastacios, onde tem uma antena bem no topo e um marco geodesico junto de umas placas sinalizadoras do radar do cindacta que esta no morro na igreja distante ainda uns 30km, bem visivel deste ponto. Esse morro dos anastacios tem um temido charco, da primeira vez que passei ali eu não conhecia e cruzamos exatamente no meio dele, levamos quase 2 horas afundando os pés nas turfas. Desta vez fui bordeando o peral até proximo da antena e ali cruzamos o morro já no caminho para a trilha que descia para o próximo vale. Desta vez encontramos o capataz da fazenda Anastacio, era o Edson que era o irmão da Dona Zue da Fazenda Santa Candida, batemos um papo e depois a gente seguiu o caminho.
      Logo adiante começa a descida por um pequeno vale margeando o rio, passando por cerca de arame farpado (uma constante no percurso inclusive). Até chegar no vale, um vale muito bonito, eu particularmente acho essa passagem o ponto alto da travessia, cercado por morros com muita araucaria, o vale verde serpenteado pelo rio, e nesta epoca estava muito florido. Segue proximo as bordas até a subida do morro do outro lado. O topo é formado de esporões de pedra e logo abaixo é o canyon do Portal. Chegamos ai por volta das 13h e almoçamos a serração tomou conta do lugar. Esse vale é bem largo e com um grande charco no meio. Interessante que a grande maiorias destes vales com excessão talvez do canyon do Funil todos os rios correm sentido oeste. Aqui para evitar o charco tem que descer a encosta e ir sentido oeste passar ao lado de uma pequena mata  e descer pelo piquete (cruzando alguns arames farpados) ao avistar o saleiro seguir em direção a ele, cruze e siga adiante em direção a rampa do morro do outro lado, vai cruzar o rio que se forma no charco. Uma boa parada para um banho. Depois é só subir a rampa parece uma antiga estrada de caminhão da epoca das madeireiras. No plano tem um grande charco de novo, tentar cruzar o quanto antes até a mata do outro lado e seguir pro norte, vai ser observado duas "ilhas" de mata no meio do charco. Ali uma pausa na borda é bem vindo pela vista e preparar o folego para a subida.





       


       
      A subida tem dois lances, e o ultimo chega no topo onde vai caminhar muito proximo da borda, mantenha esse caminho pois o campo com alguns pinus ellioti é um grande charco. Ai tem um marco geodesico e logo a seguir a mata que separa do Canyon Laranjeiras. É um vara mato de uns 800m em descida com muitas trilhas de boi, bem facil se perder, tem q manter sempre norte até sair no campo do outro lado. Neste campo caminha-se por um vale muito bonito rodeado de mata logo abaixo a esquerda vai seguindo o fluxo do rio que curiosamente 2 rios correm paralelos um de cada lado das matas e um corredor de campo no meio, fomos seguindo por ai já passado das 16h. no final deste corredor a esquerda esta o canyon, porem tem q tomar cuidado ao adentrar na mata pois é um labirinto de caminhos, muito facil se perder, mantenha-se entre a mata e o campo, apesar de ser dificil isso tambem, por conta da grande trilha que tem nessa mata. Neste momento demoramos bastante até alcançar as bordas do canyon, mas ali achamos um local excelente para acampar, perto de agua, quase na borda do canyon e com uma cachoeira para banhar-se a 5 min de caminhada. Essa cachoeira esta no pequeno canyon que forma a grande cascata do canyon Laranjeiras. Acampamos ali mesmo e montamos a barraca e nossa cozinha. Foi mais uma noite de muitas risadas e vinho. Tivemos a sorte de ver um espetaculo da natureza proporcionado pelos vagalumes. No dia seguinte amanheceu um dia de sol e exploramos bastante as redondezas, inclusive indo até o castelo, uma quase "ilha" de pedra rodeada por paredões de todos os lados tendo somente uma pequena passagem estreita na mata para cruzar. Caminhamos bastante pela mata atrás e por seu labirinto até o vale que viemos. Pela tarde fomos até a cachoeira e tomamos um belo banho gelado. Continuamos mais uma noite acampados ali.








       


      No dia seguinte saimos cedo uma pequena garoa que logo se foi, caminhamos até a outra borda do mirante principal do canyon e cerca de uma hora ate a fazenda Laranjeiras pela trilha principal, na fazenda fomos falar com o sr. Assis e Dna. Zuê. Ficamos um pouco por ali e depois tocamos pela estrada até a propriedade do Gigio. Desta vez não ficamos para o almoço, nos despedimos deles e agradecemos a receptividade de sempre. (RECOMENDO MUITO ALMOÇAR ALI) agora ele esta estruturando melhor para atender mais gente, construiu 2 chales que quero logo, logo levar minhas meninas lá para uma passeio a cavalo, comer pinhão, e curtir a vida do campo.














    • Por Diego Minatel
      "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.”
      Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?"
      De pernas pro ar, Eduardo Galeano
       
       
       O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García
      Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão.

      Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. 

      Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minhas histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível.
      Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras!
      Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin  Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta: Buenos Aires, São Miguel das Missões, Curitiba e Prainha Branca Parte 16 - Reflexões
    • Por Angelo Maragno
      A contagem regressiva a começa, os gritos ecoam, 3... coração começa a bater mais forte 2... respiração ofegante 1... hora de saltar!!

      Eu fiz umas das aventunturas mais incríveis da minha vida, pulei de um penhasco! Quem não tem o sonho não é? haha O Cânion Espraiado novamente foi palco para mais uma das minhas aventuras, se jogar de um pêndulo no cânion. 
      Após você chegar no topo do cânion onde tem um retiro da montanha, começamos a caminhada de 25 minutos até o local do salto. Nesse caminho passamos por um riacho, banhado e terrenos bem úmidos até chegar a borda do cânion onde caminhamos por mais 10 minutos (então nada de tenis ou botas impermeável uma galocha até o joelho é a melhor solução para esse trajeto haha) 
      Chegando lá o pessoal te recepciona e te prepara para saltar. A contagem regressiva começa, os gritos ecoam...
      3...
      coração começa a bater mais forte
      2...
      respiração ofegante
      1...
      hora de saltar!!

      A partir daí são 2 segundos de queda livre até você pendular lá no meio do canion. O grito de felicidade é inevitável! Sem dúvida uma experiência incrível, umas das mais sensacionais da vida! Estar ali, pendurado olhando a 300 metros para baixo de você, olhando as montanhas, os pássaros passando a sua volta, tudo isso é tão incrível quanto o desafio de saltar.
      Logo após você inicia o processo de retorno para a borda do cânion, 5 minutos depois você já está de volta e pronto para saltar novamente. Em questão de 15 minutos você já saltou e está super super feliz!

       


    • Por Angelo Maragno
      Venho visitando o Cânion Espraiado na cidade de Urubici em Santa Catarina há alguns meses e a cada expedição tenho uma conexão mais forte com o lugar. 

      Em nossa última visita, fizemos diversas aventuras, desfrutando de momentos épicos em um dos lugares mais incríveis que eu já vi na vida! E para finalizar o final de semana resolvemos aproveitar a vista de um ângulo diferente, instalamos uma rede no meio das montanhas! Tivemos a oportunidade de estar onde ninguém nunca esteve antes, sentado na rede, sentindo o lugar e a energia. Centenasde metros do solo, “flutuando” em meio a imensidão do cânion, se pode ouvir os pássaros, o riacho passando lá em baixo, o vento. Utilizamos os recursos e conhecimentos da nossa prática de highline (que é o slackline nas alturas) para montar a rede. Essa experiência é recomendado para pessoas com conhecimento sobre as técnicas do highline, lembrando que estamos presos e com segurança a todo momento. Todos do grupo quiseram desfrutar um pouco dessa experiência.


      O Canion é uma propriedade privada onde você só tem acesso mediante a 3 horas de trilha ou com um veículo 4x4. 
      Deixo o convite se quiser conversar e conhecer mais sobre as nossas expedições e aventuras meu Instagram é @angelomaragno






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