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Viagem mãe e filha: Tailândia e Camboja - fotos + resumo de dicas, hotéis, experiências, curiosidades

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  • Conteúdo Similar

    • Por Birovisky
      Feriado do Corpus Christi fomos para lá, uma viagem de aproximadamente 3 horas. Chegamos na noite de quarta feira (19) e ficamos até o sábado à tarde. Baita duma cidade acolhedora, muita coisa gostosa pra comer e conhecer. Confiram:
      1º DIA
       
       
      2º DIA
       
       
      3º Dia
       
       
       
    • Por mcm
      Como já mencionei no relato (3 dias no Qatar) que efetivamente começa esta viagem, Depois de 2 anos sem férias (troca de emprego = menos férias), 2019 era novamente vez das férias de 20 dias. Alvo era novamente Ásia. Japão, China, Indonésia, Filipinas, Coreia, o leque era grande. Com as passagens no Brasil escalando Himalaias, já na virada do ano comecei a prestar muita atenção nas promoções que surgiam no celular (Melhores Destinos) e email. E eis que surge a Qatar com 3 pratas para a China, partindo de São Paulo. Achei o preço muito bom, e logo fechamos. Ainda acho que foi um ótimo preço – no entanto foi a passagem mais cara de todas as viagens que já fizemos nesta década.
      Como era pela Qatar, tivemos a chance de programar um stop-over em Doha e conhecer a cidade, o que relatei aqui. 
      Antes do relato, vou traçar umas considerações gerais.

      China?
      Sim, China! Conheço uma penca de outras pessoas que já foram, mas quase todas a negócios. Mergulhei em relatos – li diversas vezes os dois excelentes relatos que tinham aqui no mochileiros.com – e identifiquei que, se por um lado é um lugar moderno e em constante modernização, teríamos problemas com língua, costumes e afins. Presumidamente mais que em outros cantos do mundo em que já estivemos. Isso nos atraiu, de certa forma, e gerava uma certa ansiedade e curiosidade. Aquela coisa de sair da zona de conforto.

      Mas onde na China?
      País grande demais, tinha de escolher onde ir. Chegada e partida de Pequim, que era nosso porto. De cara buscamos as cidades mais ‘famosas’ (ao menos no nosso subconsciente), Xangai e Hong Kong. HK, aliás, hoje pertence à China, mas funciona meio que de modo separado. É China, mas não é. É por aí. Entre Pequim e Xangai tem Xian, famoso local dos guerreiros de Terracota. Rapidamente Xian entrou também. Por serem cidades grandes, alocamos uma quantidade razoável de dias para cada cidade (5 em Pequim, 4 em Xangai, 4 em HK), para permanecer mais dias nas cidades e se deslocar menos. País continental, quanto mais deslocamento, menos tempo curtindo. Imaginamos também o tempo de deslocamento *dentro* das cidades.
      Mas sobrava alguma folga. Fiquei fascinado com Zhangjiajie, mas Katia não se empolgou tanto. De modo que acabou sacada da viagem – ficou para uma próxima vez. Adoraria ir ao Tibete, mas a longa distância e o eventual perrengue (eventualmente a entrada fica proibida) me fizeram descartar também. Entre outras opções consideradas, no fim das contas incluí Pingyao nos dias faltantes. Ficava entre Pequim e Xian e parecia uma charmosa cidade pequena, coisa que faltava no nosso roteiro. Era tipicamente um lugar que incluiríamos num fim de viagem (tipo Cesky Krumlov, Bled, Bruges), mas que acabou no começo por força logística.
      Olhando para trás, eu mudaria muito pouco. Talvez cortasse um dia de HK, e teria incluído um para Suzhou. O galho é que as distâncias são grandes, ainda que preenchidas de forma veloz pela formidável malha ferroviária chinesa.
      Tendo mais tempo, teria ido a Hua Shuan, explorado os arredores desde Pingyao, mais ainda os arredores de Xian, Tibete e tantas outras coisas que tem por lá.
      Como foi?
      Foi ótimo, deu tudo certo. Curtimos demais, andamos demais, conhecemos demais, maravilhamo-nos demais. Tivemos menos problemas que o esperado.
      Quando voltei, sonhei com a China durante toda a semana seguinte. De noite saciava a seca assistindo a Pula Muralha e 2 a Mais, 2 interessantes e divertidos canais no Youtube com temática chinesa.

      Visto 
      Rolou certa burocracia para emissão do visto. Felizmente moramos muito perto do consulado, então resolvíamos tudo rapidamente. Em nossa primeira ida, Katia não podia entrar de bermuda (!!), tinha de ser calça abaixo do joelho. As instruções dizem para preencher todos lugares onde iremos e estaremos (hotéis), e assim fizemos. Chegando lá, descobrimos que, mais importante que isso, é manter a formatação de 4 páginas. Então, contradizendo as instruções, melhor suprimir informação. No fim das contas, refazer o formulário. Para fechar, precisávamos de 2 entradas (iríamos a Hong Kong no meio da viagem, e, embora seja tecnicamente China, conta como saída), mas isso nos foi negado por conta de o passaporte ter validade somente até o fim do ano. Para 1 entrada, ok. Para 2, precisava de 9 meses de validade. Mas o cônsul deu a dica: se vc renovar o passaporte, te dou entradas múltiplas. Pensei rapidamente e optei por essa alternativa. Renovamos, ainda usamos na viagem ao Peru semanas antes, e depois pegamos o visto. Tudo certo, amém.

      Escrita, língua, etc.
      Segundo o Lonely Planet a China tem 8 grandes grupos de dialetos. Dentre vários outros pelo país... O mandarim é o mais famoso e oficial, o cantonês vem em seguida. Sobre a escrita está dito que sabendo de 1200 a 1500 dá pra se virar. Sabendo de 2000 a 3000 já dá pra ler jornal. Um indivíduo mais educado usa de 6000 a 8000 dos caracteres. Ou ideogramas, seja como for.
      Era para eu ter aprendido minimamente alguma coisa de chinês, mas a verdade é que aprendi praticamente nada além de oi e obrigado em chinês. Lá se vão os tempos em que cheguei a aprender cirílico para me virar na Rússia, agora tenho tido cada vez menos tempo de planejar.
      Foi bem complicado de se comunicar em geral – e, ainda assim, foi menos complicado do que eu esperava. Talvez tenha criado expectativas de quase não comunicação. Mas existe gestual, existe mímica, existem as palavras que a galera já sabe (beer!) e existem os tradutores. Seja do google, seja algum local – usei algumas vezes, e usaram comigo também. Quando digo que foi complicado se comunicar é pra reforçar o que se diz em geral: são raros os que falam inglês.
      Comparativamente, eu diria que deve ser próximo ao que um estrangeiro se depara ao visitar uma cidade brasileira: não há praticamente nada em inglês.
      Levamos o nosso livrinho icoon, de ilustrações que ajudariam na comunicação, achando que finalmente dessa vez iríamos precisar! Mas não usamos. Na hora da dificuldade, ou rolava a desistência, ou chamavam alguém que falava inglês, ou usávamos algum tradutor digital. Compramos o icoon no começo da década. Hoje parece defasado.
      Ah, de tanto ouvirmos galera contando até três para tirar foto, memorizamos algo como “i, ar, san”..., ou coisa semelhante. Então sabemos contar até 3 em chinês.

      Pessoas
      Em 10 entre 10 relatos que li, a galera relatava que se depararam com chineses que não eram lá muito amigáveis, ou que eram antipáticos, ou que se recusavam a ajudar, etc. Alguns textos chegavam a desprezar a população local. Acho que tive sorte: só tivemos contato com pessoas legais. Em diversas ocasiões em que caímos no lost in translation as pessoas buscaram nos ajudar. Chamavam alguém que falava alguma coisa em inglês, ou usavam algum aplicativo tradutor local, ou facilitavam logo as coisas (uma guarda não conseguia nos fazer entender que precisávamos do passaporte para obter os ingressos de um museu, então decidiu nos dar logo os ingressos), usavam as mãos, ou muito simpaticamente nos faziam entender que não haveria como nos comunicarmos, etc. Claro que vimos fura-filas (mas só pegamos micro-filas) e outras coisas de que nem me lembro direito, mas nada que se comparasse ao que li antes de viajar. Achamos os chineses pessoas legais e sorridentes em geral.
      E lá rolou uma coisa que vivemos na Índia, que é a galera pedir para tirar foto conosco (ou efetivamente nos fotografar). Curtimos bastante, tiramos várias fotos juntos.
       
       
       
       
       
      Filas
      Novamente, dez entre dez relatos sobre a China me alertavam para eu relaxar e me acostumar ao fato: haverá filas. Relaxei e esperei por isso. E, creiam, não peguei filas na China. Nem eu acredito nisso. Deve ser até manchete de jornal, mas é verdade. Não me refiro a fila de 2 ou 3 pessoas à sua frente, nem considero isso. Tô falando das filas de que se espera na China, quilométricas, com dezenas ou centenas de pessoas. Não pegamos. De novo: li que era para esperar por isso, e, repito, li isso em TODOS os relatos. Mas nada. Era uma surpresa atrás da outra. Na chegada na imigração (onde?), na hora de comprar ingresso (cadê a fila?), na hora de entrar na atração (fila, onde?), seja para entrar no Aeroporto ou estação de trem (para embarcar tinha, naturalmente), nada. No nosso último dia, enfim, nós vimos uma fila – para entrar na Praça da Paz. Era dessas que esperávamos ao longo de toda a viagem. E desistimos, o combinado era conhecer o Mausoléu do Mao somente se não houvesse fila. Era um sábado pela manhã. Até hoje fico impressionado com isso, e por isso repito: não pegamos fila na China. 

      Comidas
      Busquei sempre comer coisas locais, evitei ao máximo a tentação da comida ocidental (mas cedemos à indiana!). Acho que tolero bastante comida apimentada, mas houve umas duas vezes em que estava MUITO apimentado (tive de comer em etapas, ehehehe). Comemos desde churrasquinho de rua até em restaurantes um pouco mais refinados – mas nem tanto, o Lonely Planet classificava com dois cifrões de um máximo de 3. Comi muita coisa boa, e outras tantas que não me disseram nada. Não desgostei de coisa alguma, mas em muitas vezes achei que não havia muito sabor. Pode ser em decorrência de as coisas não terem muito sal nem muito açúcar (ou melhor, de ter muito pouco de cada). Por exemplo, num trem eu comprei uma pipoca. Parecia ser de sal, mas não tinha gosto nem de sal, nem de açúcar. Fui até o vagão restaurante atrás de um saquinho de sal (a conversa foi desenrolada via tradutor deles) – e não tinha! A pipoca era daquele jeito mesmo.
      Visitamos diversos food stalls. Sempre que havia algum, percorríamos. Era muito bacana, vimos diversas coisas das quais não fazemos ideia do que se trata. Vimos comidas com cores maravilhosas – lembro de comer uma massinha com recheio algumas vezes, que pelo visto eles coloriam. Não sei o que era, mas eu gostava, era levemente doce. Lembro de ver diversos bichos e partes de bichos nos espetos. Algumas coisas identificávamos, outras não sei até hoje. Muito diferente e distante do que estamos habituados. Patas de galinha, rabo de alguma coisa, pata de porco (ao menos parecia), sapo, alguma coisa que se parecia com um pintinho, tudo isso vimos em espeto para churrasco. Comi espetinhos do que presumo que era carne de porco e ou carneiro. Era bom e geralmente barato. Katia comeu espetinho de polvo, e também gostou. Comemos vários quitutes (?) que comprávamos pela beleza, mas o sabor, como falei, não me dizia muita coisa. Não havia regra: comemos muito bem em locais bem populares e guerreiros. Comemos bem em restaurantes mais caros. Não comemos mal em canto algum. Em geral curtimos muito, mas observávamos mais do que comíamos. Via de regra, em viagem, só temos uma refeição – a janta.
      Ah! Em n cantos eu li e em n ocasiões ouvi: “não coma comida de rua”. Ignoramos. E foi muito legal!
      Segue então um flood de fotos de comida:
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       

      Chás
      Bebemos inúmeros chás de garrafinhas, que comprávamos em qq vendedor de rua. No fim da viagem já conseguíamos identificar alguns de que gostávamos mais. Chás mais refinados de casas de chá, não fomos. Eventualmente pedimos nos restaurantes, mas preferimos sempre cerveja, ahahaha. A rigor, não somos muito de chá, embora eu, carioca, beba muito Mate. Café é uma coisa que achei bem cara por lá. 
      Compramos (pó? granel? de) chá numa lojinha de Pingyao, que levamos para o resto da viagem. Esses eram muito bons. Então tomávamos chá antes de dormir todas as noites, pq em toda hospedagem na China tem garrafa térmica – tal qual Inglaterra.
       


      Restaurantes
      Os pratos vão chegando conforme ficam prontos, não tem isso de servir tudo junto. Tal qual outros cantos da Ásia, aliás. Os pratos são sempre apimentados. Vc pode evitar de comer os pedaços de pimenta, no entanto. Eu sugiro treinar o paladar. Ou apelar para comidas ocidentais, o que evito – e evitei. Eu não sou de comer pimenta no dia a dia (Katia sim, todos os dias), mas encaro numa boa. Achei a comida na China bem mais apimentada que na Índia, por exemplo (na Índia não comi carne).
      Esqueça essa coisa de carne sem gordura, sem osso, sem cartilagem. Lá vai tudo.
      Na China não tem 10% na conta. Em HK tem.

      Pagamentos
      Nós, turistas, pagamos em cash mesmo. Mas vi a galera local pagando tudo com celular via QR code.

      Google
      Toda a plataforma google é bloqueada, é verdade. Nada de gmail, nada de google.com, nada de maps, nada de Instragram, nada de whatsapp.... Mas whatsapp funcionou em alguns poucos momentos, não entendi o pq. Funcionou eventual e pontualmente entre Pingyao e Xangai. 
      Isso NÃO se aplica a Hong Kong e Macau, onde o google funciona normalmente. Muita gente que não vive sem google acaba pagando por um VPN para burlar a censura. Katia fez isso e funcionou. Eu desencanei e preferi ficar sem google mesmo. Em geral, achei a Internet lenta por lá, provavelmente por ser controlada.
      A rede social predominante por lá é o we chat. Vimos em vários cantos.

      Mapas
      Li em diversos cantos que o google maps seria inútil por lá. Como o Google é bloqueado e sequer é possível baixar os mapas para ver offline, de fato não haveria como. No meu caso o google maps até aparecia, acho que os mapas ficaram no cache. Mas atesto: o google maps na China é fora de prumo, não é preciso. A dica é usar o maps.me – esse app foi salvador! Em alguns casos é até melhor que o google maps – ele fornece, por exemplo, a rota a pé de um ponto a outro, mesmo offline. Baixei os mapas antes e marquei alguns dos pontos que eu havia mapeado. Funcionou quase 100%, somente um ou outro ponto que estava mapeado errado. Então #ficaadica, na China usar MAPS.ME.

      Templos
      Via de regra limpíssimos e quase sempre parecendo novíssimos (repintados, ou conservados, seja o que for). Exceção somente para templos menores que visitamos em Pingyao, que pareciam estar mais empoeirados.

      Hábitos
      Vimos e ouvimos escarradas sim. Arrotos também. É relativamente comum, embora praticado por pessoas mais velhas. Mas não vi essa prática em locais públicos muito limpos, como metrô, estação de trem etc. – digo, não via escarrar no chão, nesses casos a galera ia escarrar na lixeira. Em HK ouvimos muito menos.
      Confesso que não vi, ou não reparei, se a galera come de boca aberta – essa era outra impressão que li de outros viajantes. Também não vi xixi em copo ou crianças com a parte da bunda aberta (mas a verdade é que não reparei). 
      Mas vi campanhas educativas pelas cidades, sobretudo em vídeos no metrô: parar para pedestres atravessarem, estacionar em faixas determinadas, não fazer xixi nas ruas (e sempre havia banheiros públicos grátis!).

      Banheiros
      Encontrados com muita facilidade em tudo quanto era canto. Em Pequim, por exemplo, todo hutong tem banheiro. Às vezes mais de um e próximos uns dos outros. Eram sinalizados nas cidades, e em geral limpos. Para mulheres era mais complicado por conta do padrão chinês/asiático (squat position) – Katia conta que nem todos os femininos tinham privadas ‘ocidentais’ ou divisórias.
       
       
      Limpeza
      As ruas (e parques, e praças, e tudo quanto era lugar) das cidades onde estivemos na China são em geral MUITO limpas. Sem padrão de comparação com a imundície das grandes cidades brasileiras. Vi sim pessoas jogando coisas no chão na maior cara de pau, mas sempre havia alguém para limpar isso também. Lixeiras eram encontradas com facilidade.
      HK é visivelmente mais suja. Mas, ainda assim, muito menos que o Rio de Janeiro, por exemplo.
      Vale dizer: via de regra os jardins são MUITO bem cuidados, lindos. E as flores parecem perfumadas. Cheguei a desconfiar que borrifam perfume nos jardins.

      O trânsito e as ruas
      Em Pequim é tipo Brasil: o pedestre está em último na escala de prioridades. O mais forte vem em primeiro lugar. Bicicletas e elétricas têm pista exclusiva, no canto das avenidas. Largamente desrespeitada por carros, que por muitas vezes vi estacionados nelas, quando não havia divisória. Geralmente motos e elétricas transitam por lá, na área reservada a elas, mas não era incomum estarem nas calçadas também. Tal qual Brasil, ciclistas e motociclistas entendem que sinalização de trânsito serve apenas para carros. Seja sinal vermelho ou mesmo contramão. Habituados ao esquema Brasil, atravessávamos a rua do nosso jeito também. Em regra, ao atravessar ruas e avenidas, olhe para todos os lados, inclusive para trás. Lembre-se, vc como pedestre está em último na escala de preferências. Dito isso, reitero: para brasileiros não é muito diferente do que vivemos no dia a dia.
      Em geral as placas de proibido bicicleta, em áreas de pedestres, são solenemente ignoradas por bicicletas mecânicas, elétricas e motos. Buzinas avisam que vc deve sair da frente de quem tem prioridade na prática.
      Achei o trânsito mais organizado em Xian e Shanghai; Pingyao não conta muito. Em Hong Kong era mais 1º mundo.
      Em Hong Kong, nada de motos e bicicletas e elétricas. Lá havia trams e ônibus dois andares.

      Metrô e transportes internos
      Muito tranquilo de se usar. Máquinas com menu em inglês em todas as estações. Basta indicar a sua estação final e pagar que tudo se resolve. Necessário guardar os bilhetes até a saída. Se vc decidir mudar de planos durante a viagem? Sem galho, só pagar a diferença na estação de saída (tem guichê para isso). Metrôs novos e modernos, e muito, muito limpos. Em Pequim o painel de cada vagão indicava em qual porta sair na estação seguinte. Muito útil no rush! Mas não era em toda e qq linha.
      Tendo um guia à mão, é bom saber qual a melhor saída para sua atração. Poupa tempo. De qq forma, as estações têm mapa.
      Em vários vagões reparamos em vídeos educativos que (presumo) o governo patrocine para educar os modos da galera. Do tipo: ceder lugar aos mais velhos, grávidas ou portador de necessidades; não cuspir; não sujar; deixar o lado esquerdo livre nas escadas rolantes (neste caso funcionava somente algumas vezes, tipo Brasil), etc. Mas não vi galera retirando a mochila das costas em vagões lotados.
      Para entrar no metrô vc sempre precisa passar por raio x e detector de metais. Mas só pra constar, a inspeção é leve. Em HK não tem isso de raio x e detector. 
      Vimos algumas estações com guardas. Eles entravam em alguns vagões também. Esses guardas do vagão sempre desembarcam e aguardam sinal de embarque para retornar. E impedem outros de entrar quando o sinal toca. Vimos tbm pessoas pedindo informações a eles.
      Ônibus é complicado pq todas as infos estão em chinês. Mas em HK andamos de ônibus, as infos estavam bem descritas em inglês em cada ponto.

      Leões nas portas
      Isso é algo que vc vai ver em tudo quanto é canto. Seja cidade pequena, seja nos grandes centros. As entradas estão guarnecidas por dois leões de pedra. Normalmente o macho está com a pata sobre uma bola e a fêmea tem a pata sobre um filhote (parece esmagar, mas na verdade está acariciando – ou protegendo?). Estão lá para espantar maus espíritos.
       
      Tomada
      Levamos um adaptador universal, mas não foi necessário. A tomada de dois pinos funciona numa boa por lá – em um lugar que ficamos em Pequim ficava meio mole. Mas deu pra carregar geral.

      Compras
      Não fizemos (não fazemos habitualmente).

      Segurança
      Relaxe. Não há padrão de comparação com grandes cidades brasileiras.

      Hospedagem
      Cidade – hotel - diária
      Beijing - 161 Wangfujing Courtyard Hotel – 405 CNY
      Pingyao - Pingyao Hongyuyuan Guesthouse – 92 CNY
      Xian - So Young City Center Hostel Huiya Tianmu Shop – 138 CNY
      Shanghai Blue Mountain Bund Youth Hostel – 499 CNY
      ibis Hong Kong Central and Sheung Wan – 473 HKD
      Novotel Beijing Xin Qiao – 437 CNY
      Via de regra escolho a região onde ficar em 1º lugar, e depois o mais barato que não seja (muito) esculhambado. Localização, quarto casal com banheiro, nada de não reembolsável. Nesse caso, acho que elevamos o padrão um pouco. E achei os hotéis nas grandes cidades bem caros. A diferença, por exemplo, entre os preços pagos em Xangai e Pingyao, de 5x, não se traduz na qualidade. Esperava por preços de hotéis mais na linha Sudeste Asiático. Mas eles estavam mais para Singapura grandes maiores.
      Em cada região, escolhi onde ficar. Wangfujing e arredores em Pequim, centrão em Pingyao, dentro da muralha em Xian (diria hoje que é desnecessário, mas felizmente dei sorte de ficar relativamente perto do Muslim Quarter), perto (mas nem tanto assim...) do Bund em Xangai e HK eu acabei não ficando onde queria, que era do outro lado do rio. Por conta dos preços, e da qualidade que eu via, acabei optando por uma boa promoção (não reembolsável, mas foi o jeito) do Ibis. Foi ótima opção, acertei sem querer (mas se voltasse ficaria mais perto do Soho). Na volta em Pequim, tinha reservado um albergue (Station hostel) e depois vi uma promoção do Novotel mais barato que o albergue (mas ambos caros). Achei aquilo bizarro, e não recusei o esquema-patrão.
      Padrão dos banheiros de hotéis, pousadas e albergues que ficamos era ter: 2 escovas com pasta, 1 pente. Xampu e sabão líquido, 1 sabonete sólido. 

      Transportes
      Trecho - preço por cabeça
      Avião:
      RJ x SP – Gol – 162 BRL
      SP x Doha x Pequim – Qatar - 1500 BRL
      Trens:
      Beijing West – Pingyaogucheng – 183 CNY
      Pingyaogucheng - Xian North – 150 CNY
      Xian North - Shanghai Hongqiao – 670 CNY
      Avião:
      Shangai Hongqiao x Hong Kong – China Eastern – milhas
      Hong Kong x Pequim - China Southern – milhas
      Pequim x Doha x SP – Qatar - 1500 BRL
      SP x RJ – Latam – 132 BRL
      Comprei tickets de trem adiantadamente com a China Highights, agência online. Pedi para entregar no nosso hotel em Pequim. Paga-se taxa para tudo isso, optei pela comodidade. E deu tudo certinho. Tickets estavam lá no nosso hotel quando chegamos, instruções foram perfeitas, tickets todos certinhos conforme compramos. A ideia, que li em 10 entre 10 relatos, de filas e miscommunication para comprar nas estações de trem me levaram ao conforto de antecipar essa parte por agência.
      Usamos trens D e G, que são de alta velocidade. G é o de mais alta. Trens (e metrô) tinham informações e anúncios em inglês. Mas não era tudo traduzido, era somente o necessário.
      Sobre os trens, preferimos sempre os de noite, como qualquer outro transporte. Olhando para trás, talvez pegasse algum sleeper. Rola um barato também de viajar de dia, observar visual e tal. De noite é dormir, ou ler (e sempre lia o guia, livro, Piauí, etc.) OU ainda netflix. Dez entre dez relatos e guias dizem que estrangeiros não tem como comprar passagens pela inet no site oficial, e nem mesmo nas máquinas automáticas das estações. Nem tentei. 
      Eu faria os trechos internos para e de Hong Kong de trem também, mas em ambos os casos me tomaria um dia inteiro de viagem, mesmo em alta velocidade. Então optamos por avião. Acabou que consegui usar milhas de longa data que tinha da Flying Blue, e que estavam prestes a expirar!, para emitir passagens para os dois trechos. Amem!
       
    • Por Garfoemala
      O Bahrain é um país pequeno e lindíssimo, cheio de praias de águas verdes cristalinas, clubes, prédios modernos contrastando com a arquitetura típica árabe, tudo de forma harmoniosa
       
      Repleto de ensinamentos culturais e delicias culinárias!
      Composto por 33 ilhas e Manama, a capital, é a principal delas. Entretanto, está conectada à Arábia Saudita por uma enorme ponte – a mais cara já construída na região do Golfo.
      Os Bahreines são em sua maioria muçulmanos e se consideram liberais quando se comparam aos sauditas, seus vizinhos. De maneira idêntica aos vizinhos, você verá por toda parte mulheres cobertas por abayas pretas, e algumas somente com os olhos de fora.
      Veja mais no link: www.garfoemala.com.br/9-lugares-para-visitar-no-bahrain-no-oriente-medio/
    • Por Birovisky
      Unboxing, Review e Como Escolher o Travesseiro Certo
       
       
      Como escolher o travesseiro certo?
      Meça com uma trena ou régua a distância da sua orelha até o final do seu ombro em linha reta. NO meu caso deu 16 cm a distância, ou seja, o travesseiro ideal para mim deve ser com 16 cm de espessura. É batata!
      Motivação
      Travesseiros já estavam surrados e minhas noites mal dormidas. E como sempre ouvi falar bem deste látex resolvi arriscar mesmo sendo bem mais caro que o convencional.
      Preço
      R$123,90 na Internet, em lojas físicas chegou a R$190,00.
      Pontos Positivos
      Confortável e que encaixa bem a cabeça ao dormir.
      Qualidade do material.
      Antiácaro.
      Não afunda.
      Vida útil maior que os concorrentes.
      Pontos Negativos
      Não tem ajuste de altura.
      Preço salgado, porém justificável, veremos a longo prazo.
      Para ser lavado requer cuidados maiores, inclusive com exposição a calores intensos por ser de látex.
      Resumo da Obra
      Só poderei ser mais claro daqui há pelo menos 6 meses. Um dos melhores que eu já tive foi da NASA com gel, mas depois de alguns meses ficou uma merda. Vamos ver esse. É como dizem, 1 ano dormindo com o travesseiro certo pode apostar que pode valer mais do que R$200,00, só quem tem insônia sabe do que estou falando.
    • Por mcm
      Depois de 2 anos sem férias (troca de emprego = menos férias), 2019 era novamente vez das férias de 20 dias. Alvo era novamente Ásia. Japão, China, Indonésia, Filipinas, Coreia, o leque era grande. Com as passagens no Brasil escalando Himalaias, já na virada do ano comecei a prestar muita atenção nas promoções que surgiam no celular (Melhores Destinos, amem) e email. E eis que surge a Qatar com 3 pratas para a China, partindo de São Paulo. Achei o preço muito bom, e logo fechamos. Ainda acho que foi um ótimo preço – no entanto foi a passagem mais cara de todas as viagens que já fizemos nesta década.
      Como era pela Qatar, tivemos a chance de programar um stop-over em Doha e conhecer a cidade, então agendamos 3 dias por lá. Depois vi que o habitual era reservar um ou dois dias (de fato, suficientes!). Mas nessa viagem buscamos ficar mais tempo nos lugares e quicar menos de lugar em lugar.
      Nossa ida começou na sexta-feira. Saí do expediente de tarde, fomos para o Galeão. Chegamos a Guarulhos de noite, e uma longa espera nos aguardava: o voo da Qatar partia às 3 da madrugada. Feito o checkin, fomos curtir esquema-patrão na sala da Latam, aguardando o embarque. Longas horas de voo pela frente, mas que foram tranquilas (ao menos para mim): dormi a maior parte.

      Doha
      Chegada em Doha no começo da madrugada, fui fazer um câmbio rápido (cotação de compra e venda de USD no Qatar praticamente não tem spread, mas há cobrança de taxa...) e logo pegamos um taxi para nosso hotel. Chegamos apenas para dormir. Mas já deu pra ver que estávamos no meio de uma zona em ampla reforma. O Qatar está empreendendo maciças reformas e construções urbanas com vistas à Copa do Mundo. Diversas áreas estão com obras praticamente 24hs por dia, e nossa região era uma delas. Reservei pela proximidade com o Souq Waqif e pela ótima promoção da Accor. Achei que foi bom negócio de qq jeito.
      Taxi até o hotel deu 50 pratas. Fomos dormir às 2 da matina.
      Dia1. Acordamos cedo e partimos para passear e reconhecer a área. Como visto na noite anterior, parece um mega canteiro de obras. Fomos andando, e não havia calçada ou área para os pedestres num trecho. Muita coisa grande e moderna sendo levantada. Rapidamente chegamos na zona do Souq. Ainda amanhecendo, tudo fechado. 
      Desviamos em direção ao Emir Palace. Tinha lido que galera expulsa de lá, e é verdade. Ao menor sinal de aproximação, lá desceu o carro com segurança para nos avisar pra vazar da área. Tinha uma mesquita interessante, mas não vimos entrada. Sinal de que ou estava fechada e/ou não era para turistas.
      Fomos conferir então a área do Falcon Souq, onde vendem falcões. Isso mesmo, mercado de falcões! Mas também tudo fechado. Essa nossa mania de sair cedo de manhã eventualmente acarreta nisso. Tranquilo, a ideia tbm é ver a cidade amanhecer. Esbarramos num ‘estacionamento’ de camelos e ficamos curtindo os bichos um pouco. O Souq foi acordando e fomos curtindo vendo o panorama. Ainda assim, por mais que tenha atividades no Souq ao longo do dia – e tem --, o quente mesmo ali é quando o sol cai. Aí enche. As famílias locais (e turistas) chegam para jantar nos diversos restaurantes, além de curtir as atividades paralelas que rolam por lá (mercado, atrações para crianças, eventos, exposições, etc.).
      Fomos então ver a mesquita que fica logo ali do lado, e que na verdade é um centro cultural. Al Fanar Jumma Masjid. Erramos a entrada, mas logo achamos. Fomos bem recebidos e ficamos vendo uma exposição muito bacana que rolava na entrada. Era sobre o islamismo, contando a história da religião, fotografias e etc. Tudo em inglês. E então fomos recebidos e a partir de então ciceroneados por um cara muito bacana, mas que infelizmente me esqueci o nome! Via de regra nós – enquanto turistas -- somos muito bem recebidos em mesquitas pelo mundo, particularmente na Ásia. Não foi diferente em Doha. A mesquita em si é bacana, mas o principal mesmo é toda a apresentação e conversa que tivemos por lá. E ainda saímos com brindes, além de livros sobre o islã. Foi lá que tivemos conhecimento de que estávamos na época do Ramadã, o que afetaria fortemente nossa visita ao país.
      De lá seguimos para o MIA, o Museu de Arte Islâmica, uma das principais atrações do Catar. Fomos andando, já debaixo de um sol mais forte, mas tolerável para cariocas.
      Andando para lá, conhecemos também o Corniche, que é o calçadão local à beira mar. Ou beira baía talvez seja mais apropriado. Naquela hora estava bem vazia. Chegando no MIA, os guardas da entrada informaram que havia um problema, sem especificar qual, e que o museu estava excepcionalmente fechado por algumas horas. Ok, fomos então passear no belo parque MIA, adjacente ao museu. Fomos até uma pontinha, curtindo diversos visuais muito bacanas. Mas estava tudo vazio, tudo fechado. Podia ser pelo clima (em lugares muito quentes as coisas só abrem quando o sol dá um arrego), podia ser pelo ramadã. Ainda que vazio, o parque conta com transporte em carrinhos de golfe gratuitos para quem quiser se deslocar rapidamente. Alto padrão! 

      Dica: Existe uma passagem subterrânea não muito bem sinalizada do Souq para o Corniche, e vice-versa. Bem mais seguro e poupa tempo de atravessar os sinais de trânsito, que demoram bastante para abrir para o pedestre.
      Voltamos ao MIA, que seguia fechado “temporariamente”. Então desistimos. Na saída, um motorista de Limo nos abordou. Embora isso, conforme nosso radar, seja furada na certa, optei por ouvir a oferta. Ele me mostrou lá os lugares onde nos levaria, e estavam todos no meu radar para visitar. Levaria algumas horas e o preço era 250 QAR. Recusei. Depois de algum tempo caiu para 200 QAR, mas recusei novamente. Não precisava de alguém à minha disposição e iria naqueles lugares depois de taxi mesmo, a um custo bem menor. Voltamos ao Souq, mas as poucas coisas abertas estavam fechando. O Souq fecha de tarde, na realidade. Então pegamos um taxi até o Aspire Park, que é também onde fica o Villagio Mall.
      Visitar shoppings é algo muito fora do nosso padrão de viagem. É raro, e, quando ocorre, geralmente é para usar o banheiro! Mas abrimos exceção para essa pérola de Doha, tínhamos curiosidade de ver a parada estilo Veneza de lá. Explicando melhor: é um shopping de luxo, em que construíram um canal emulando os canais de Veneza. Tem gôndola e tudo o mais por lá. E uma parada desenhada no teto que dá uma impressão (de certa forma) de que é o céu. É curioso, interessante, meio kitsch para uns. Tem ainda uma réplica de Milão também, em outra parte. Fora isso, é um shopping como qq outro, mas cheio de lojas de alta grife. Como era ramadã, a maioria das lojas estavam fechadas. E, numa determinada hora do meio da tarde, o shopping fechou também.
      Aproveitamos para passear um pouco pelo Aspire Park, que – novidade! – estava vazio àquela hora. Possivelmente pela combinação de sol forte + ramadã. Não havia mais o que fazer, então pegamos o taxi de volta. Os taxis ficaram na faixa de 30 QAR cada trecho.

      Estacionamos no Souq e ali ficamos. Vimos o Doha bus (aquele ônibus turístico de dois andares) completamente vazio numa ocasião, e com UMA alma dentro noutra. Vimos o sol caindo e as pessoas chegando cada vez e maior número ao Souq. Enfim, finalmente vimos vida intensa! Descobrimos que durante o ramadã o MIA só abre de manhã e de noite (!). 
      Reparamos na extrema limpeza, e um forte motivo para tal: um esquadrão de garis atentos a qualquer indício de sujeira, e que logo um deles corre para limpar. Era impressionante, tanto a quantidade de garis como a limpeza geral (exceto pelos cocôs de pombos). Outra coisa que reparamos são os banheiros públicos. No Souq tinha 2, salvo engano. Eventualmente com uma prayer room por perto.
      Demos um rolê pelo Corniche para curtir o entardecer, e aí vimos o esquema dos barcos por lá. Eu achava que saíam barcos com galera, grandes grupos e tal. Nada disso, os barqueiros ficam pescando turistas por lá, um esquema meio Varanasi. Só que os barcos são grandes, nada de barco a remo e tal. Uma saída não deve ser barata, embora tenha recebido ofertas de 50 QAR para o casal. Recusamos, Katia achou que o mar não estava calmo o suficiente para ela curtir. Ficamos passeando pelo Corniche, que é bem bacana.
      Na janta decidimos esbanjar e fomos no Parisa, restaurante de comida persa. O restaurante em si já é uma atração, diversas pessoas param e entram para fotografar. E a comida estava uma delícia! Comemos muito, bem além da fome, por pura gula. Comprovamos como o Souq muda completamente de noite, com muita gente nas ruas e restaurantes de lá. Lugar muito bacana. O pós janta pesada deu aquele bode maneiro de fim de dia, mas ainda assim fomos esticar até o Corniche novamente, para curtir o visual do skyline de Doha. Ficamos lá de relax um bom tempo, mas o sono batia vorazmente em mim. Já era tarde, voltamos para dormir.
       
       

      Dia 2. Acordamos um pouco mais tarde. Fui fazer câmbio – a casa de câmbio do Souq não aceitou meus dólares velhos, então fui a um banco. Em seguida fomos finalmente no MIA. Um espetáculo de arquitetura, acerco e exposição. Ficamos umas horinhas por lá, curtindo com calma.
       
       
       

      Chamei um Uber para conhecermos Katara, que é descrito como uma cultural village. É mais que isso. Tem um Q de shopping Downtown. Tem shopping, restaurantes, cinema, praia, galerias, uma enorme arena (!), mesquita, etc. Mas, como era de dia e era ramadã, tinha tudo isso e estava praticamente tudo fechado.
      O lugar parece ser bem bacana – quando tem gente e as coisas estão abertas! Vimos gente na mesquita, todos os restaurantes estavam fechados, a praia estava com acesso fechado (!) – e, uau!, havia barracas de praia de vidro e com ar condicionado! Vimos áreas de reza na praia, separadas por sexo. E vimos uns gringos curtindo a praia (mas ninguém de biquíni!) num canto mais ao lado aberto ao público. O calor convidava para a praia, estava muito quente.
       
       
       
       
      Curtimos um tempo por lá e chamamos um uber para conhecer outra área: The Pearl. É um mega bairro inteiramente construído artificialmente sobre o mar. Muitos estrangeiros moram por lá. Selecionamos uma área para desembarque – especificamente onde o google maps apontava “The Pearl – Qatar” -- e partimos. Para variar, tudo fechado! Algumas vezes era estranho, dava uma certa sensação de apocalipse. Que logo se dissipava, pq víamos alguém na rua. Então não era fim do mundo.
      Tudo muito bacana, e também com um Q de shopping downtown. Edificações, lojas, restaurantes, shopping (aberto mas com todas as lojas fechadas), etc. Curtimos um tempo ali e optamos por ir andando para uma outra área mapeada.
      Andar por ali não é muito comum – o lugar é meio Barra da Tijuca – mas conseguimos, era perto. Fomos para uma área que emulava Veneza (sim, de novo!) a céu aberto. Qanat Quartier era o nome, salvo engano. Àquela altura já sabíamos que encontraríamos tudo fechado, então fomos no espírito de andar pelo bairro mesmo. É bem divertido, pra falar a verdade – e até bonito, tudo colorido, novinho e tal (mas tem quem não goste). Tem os canais, as pontes reproduzindo originais italianas, mas não tinha gôndola rolando naquela tarde. Diversas áreas beirando os canais com restaurantes, bem bacana e agradável (mas não rola álcool no Qatar!). Rodamos bastante pela área até que encontramos uma loja de sucos aberta. Um oásis! Estávamos a seco desde o MIA (tudo fechado, ramadã...), finalmente havia algo para beber! Demos uma pausa por lá, saboreamos o suco, e partimos de volta para o Souq.

      Chegamos lá no fim de tarde, e ficamos curtindo a galera chegando. Sempre comprávamos uns refrigerantes locais (ou turcos!) que ficávamos saboreando num dos vários bancos da região, observando a galera. Famílias chegando, crianças brincando com pombos e cavalinhos, o exército de garis sempre a postos para limpar qq coisa...
       
       

      Teríamos mais um dia em Doha e, diante da situação (ramadã, tudo fechado durante quase todo o dia), decidimos descolar algum tour para o dia seguinte. O mais comum é o tour pelo deserto, que geralmente inclui manobras radicais nas dunas e passeio de camelo. Meio que Natal (RN), né? Katia tem horror a essas manobras radicais e ambos dispensamos passeio de camelo. Então dispensamos esse passeio. Optamos por um outro que seguia até um antigo forte no noroeste do país, Al Zubarah. Único patrimônio da Unesco no Qatar. Os preços variam aqui e ali, mas são todos bem caros. Fechamos num hotel da região (era mais barato do que vimos no nosso hotel – salvo engano na faixa de USD 200). 

      Nesse dia, depois da esbanjada (excelente!) do dia anterior, jantamos num guerreiro local que saiu bem baratinho. Comida saborosa (mas adoramos comida árabe em geral), bem na rua principal do Souq. Tudo escrito em árabe no restaurante (Al Refaa), mas o moço do lugar falava inglês e nos deu pequenas porções de cada coisa. 
      De noite fomos no Museu Nacional. Em tempos de ramadã, como falei, os museus abrem de manhã e de noite. O museu fica perto do Souq, mas caminhar em Doha não é lá muito usual. Pegamos um taxi (ficou na tarifa mínima de 10 QAR) e logo chegamos. O museu é sensacional. A arquitetura dele já é coisa pra se admirar (preferencialmente de dia e com drone, ehehehehe), mas o conteúdo, as exposições, tudo excelente. Conta a história do país, mas ultrapassa isso. Tem coisa típica de museu de ciências naturais também. Muita gente no museu naquela noite, muitas famílias. Tudo em inglês. Ficamos umas duas horinhas. Na volta não havia taxi, mas sim um desses avulsos (“limo”) que queria cobrar o dobro do preço. Recusamos e fomos andando para fora do museu. Pegamos um taxi comum para o hotel.
       
       

      Dia 3. Cedo pela manhã o carro passou e nos levou para o tour. A guia/motorista era francesa, a Fanny. Que nos falou que a população local é majoritariamente estrangeira – com visto de trabalho com prazo determinado. Sobretudo nos últimos anos com a preparação para a Copa do Mundo, há ainda mais estrangeiros – toda a mão de obra braçal é importada. E as obras seguem em três turnos, ou seja, tem gente pra caramba metendo a mão na massa por lá. Aproveitamos para sair perguntando coisas sobre o Qatar ao longo da viagem, onde observamos obras e obras e obras e mais obras. Além de algumas estradas novinhas em folha padrão primeiro mundo com 3 ou 4 faixas.
      O Qatar sofre com um bloqueio imposto pela Arábia Saudita e aliados, supostamente por apoiar o terrorismo. Mas a razão real é meio nebulosa. De todo modo são alguns países na região apenas. Em função do bloqueio, a Qatar Airways precisa dar uma volta ainda maior para chegar a São Paulo, sem poder cruzar o céu da Arábia Saudita. O bloqueio levou o Qatar a buscar fontes alternativas de suprimentos, inclusive passando a produzir produtos que antes vinham da Arábia (importou vacas para produzir leite!). O bloqueio segue até hoje, mas o Qatar pelo visto já aprendeu a lidar.
      Outro ponto interessante que abordamos é a ausência de pobreza (ao menos não vimos). Disse ela que de fato não existe. A maioria expressiva da população é de expatriado, com visto temporário de trabalho. Ou seja, se está lá, está a trabalho, tem renda. Mendigar ou pedir esmola é proibido. Os eventuais desafortunados locais são cobertos por maciças campanhas de doações e caridade que existem pelo país (eu mesmo vi várias propagandas). Aliás, ¾ da população de lá é masculina – provavelmente em função das obras.
      Um dos lugares que queríamos visitar naquele dia, na volta, era a chamada Grand Mosque. Mas disse a Fanny que agora estava mais complicado visitar (ramadã?), sendo necessário marcar hora, ir com guia, etc. Como estávamos quebrando a cara nos lugares que tentávamos visitar, e como a mesquita não era exatamente perto, optamos por deixar de lado.
      Enfim, chegamos a Al Khor, uma vila de pescadores ao norte de Doha. Já uma coisa mais local e tal. Na hora em que chegamos o mercado de peixe estava em baixa (ou era o calor, ou era o ramadã, não sei). Coisa meio rápida e logo partimos para o forte.
       

      O forte de Al Zubarah me deu uma sensação de Velho Oeste americano muito bacana. Fazia um calor daqueles sinistros. Não tinha mais ninguém. E, a rigor – embora isso eu já soubesse --, não tem muito o que ver. É o forte, algumas explicações e fim. Os acessos às torres e partes altas estavam fechados. Fizemos uma hora escrutinando o local, depois de ler as paradas, e ao redor do forte. O forte em si é bem bacana, ainda que simples e pequeno. E tinha esse adicional, ao menos para mim, de sensação de estar num filme de western do Sergio Leone.

      Enfim, essa foi nossa manhã e parte do começo da tarde. Voltamos para Doha e estacionamos um tempo no hotel (um crime, mas no pico do sol não havia gente nas ruas e não havia mais o que conhecer que estivesse aberto) até o sol baixar e sair.
      Como estávamos do lado da região de Mushraib, fomos lá conferir melhor. Tem vários museus – mas fechados àquela hora em tempos de ramadã, pra variar. Fomos dar um rolê no Corniche novamente, mas nesse dia a poluição no ar estava mais pesada (é muita obra!), mal dava para ver o skyline do outro lado.
      Nesse dia curtimos um lugar guerreiro de espetinhos, muito bom e muito barato! E muito popular. E ainda jantamos muito bem em outro lugar (Bandar Aden) também muito popular e barato – estava lotado e com fila de espera mais cedo). Diferença de preço de prato de frango para carneiro era praticamente 100% -- e ainda assim o carneiro estava num preço muito bom, além de muito saboroso.

      Rodamos também pelo Falcon Souq novamente, para ver os falcões. Embora quase tudo fechado, havia algumas lojas abertas. Vimos falcões empoleirados, presumidamente para venda. Tipo periquito, passarinho, sei lá. E um hospital de falcões! Por ali é também onde ficam os camelos (estacionamento de camelos?!) e também cavalos. Estávamos com parte do delicioso pão que sobrou da janta no Bandar Aden e um dos cavalos queria porque queria nosso pão (que estava embalado, mas ele sentia o cheiro, pelo visto – e era muito bom mesmo).
       

      Ainda ficamos rodando pela área, parando para um chá aqui e um café ali, curtindo toda aquela vida noturna, antes de retornarmos para dormir.
       
       
       
      Dica: O metrô estava em implantação no Qatar quando estivemos lá. Uma linha tinha até começado a operar experimentalmente, mas não usamos. Na verdade, nem mesmo nos deparamos com uma estação pela frente –havia uma nos arredores do Souq, especificamente no Mushraib, bem perto de onde estávamos, mas caminhando em direção ao mar de obras. Vai ter tram também – vimos uma das estações e os trilhos e tal, também no Mushraib.

      Dia 4. No último dia acordei bem cedo para uma caminhada matinal de despedida. Rodei pelo Souq. Tudo fechado, conforme esperado. Mas o interessante era ver mercadorias das lojas fechadas expostas. No máximo cobertas por panos e tal. Mas expostas a eventuais ladrões que quisessem arriscar. Claro que ficava imaginando isso no Brasil, onde rouba-se até flor de canteiro. Vi pessoas que pareciam polir o chão com areia (!!). Havia uma barraca vendendo ingressos para a Amir Cup, que rolaria dias depois. Ingresso mais caro, para a final, era 100 QAR. Bem mais em conta que ingressos no Brasil.
      Segui para o Corniche, curti o sol matinal por lá (e quase ninguém no calçadão!), e voltei. Chamamos um Uber e partimos para o aeroporto. Sobraram QAR, que converti para yuan chineses, nossa próxima parada. As acho que teria valido mais a pena converter para USD, sinceramente. Enfim, adeus Qatar!
       


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