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Mochilão Mashi - Peru e Equador em 33 dias

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[t1][align=center]MOCHILÃO MASHI

PERU E EQUADOR

DEZ/2010 E JAN/2011[/align][/t1]

 

[align=justify]“Mashi” é uma palavra quéchua que significa amigo. Existem muitas variações do quéchua, esta tradução é para o usado pelos indígenas equatorianos. Gosto de dar um título para os meus relatos e acho que esse traduz muito bem o que significou essa viagem. Fizemos essa viagem a Luana, o Junior e eu saindo do Rio de Janeiro, e mais o André e o Rafael saindo de Santos. Tudo começou há mais ou menos 6 meses atrás, quando começamos a viajar juntos com mais outros amigos pelo Brasil (Mamão Papaya, amo vocês!!). O Junior, o André e eu nos conhecemos através do Mochileiros.com, a Luana que estuda comigo na faculdade e o Rafa que é amigo do André completaram o grupo.

 

A idéia da viagem surgiu quando André, Rafa e Junior resolveram escalar o Cotopaxi (Equador), que é o maior vulcão ativo do mundo. Escalar um vulcão de quase 6.000 metros está bastante além das minhas capacidades atléticas, mas como o roteiro incluía também outros lugares que eu tinha vontade de conhecer me convidei para a viagem, e aí a Luana também animou pra subir o vulcão e acabou que fomos todos parar lá.

 

 

O Roteiro

Lima (3 dias)

Huaraz (7 dias)

Trujillo e Huachacho (2 dias)

Montañita (5 dias)

Guayaquil (1 dia)

Cuenca (3 dias)

Baños (3 dias)

Quito (9 dias)

 

O roteiro saiu bem parecido com o que tínhamos planejado antes de ir, apenas com pequenas mudanças da quantidade de dias em cada cidade. O objetivo principal da viagem, que era a subida do Cotopaxi, acabou não sendo realizado por nenhum de nós, porque sentimos a altitude e também o dinheiro pesou, já que para contratar uma agência para a subida ao cume custa de $175 a $200. Para quem se interessar o esquema é o seguinte: A subida é feita em dois dias. No primeiro se vai até o refúgio e dorme-se cedo, para acordar cerca de meia-noite para o ataque ao cume, e no dia seguinte por volta das 10 da manhã se está de volta ao refúgio. A subida não é muito técnica e pode ser feita mesmo por quem não tem experiência com alta montanha, mas é necessário um bom preparo físico e uma boa aclimatação à altitude, pois a subida é difícil e a maioria das pessoas acaba voltando antes sem conseguir o objetivo.

 

 

Gastos antes da viagem

Comprei as passagens aéreas pela TACA. O trajeto Rio de Janeiro – Lima / Quito – Rio de Janeiro saiu por $639, convertidos em R$1.144,87. A TACA é uma boa empresa, os aviões são um pouco mais confortáveis que a média, e o serviço de bordo foi muito bom. Minha intenção inicial era conseguir as passagens com milhas, mas nem a Gol nem a TAM emitem para o Equador. O Junior resolveu pegar ida e volta por Lima com as milhas, mas eu achei que não valia à pena e preferi guardar as milhas para serem mais bem usadas e outra ocasião.

 

Em dinheiro levei $500, comprados com cotação de 1,82, totalizando R$920. O restante saquei lá com o cartão de crédito. Prefiro não levar tudo em dinheiro por segurança. Vale lembrar que no Peru existe uma limitação de saque para quem é cliente do Banco do Brasil. É possível sacar, mas somente uma quantidade pequena de cada vez, o que faz com que o gasto em taxas seja alto. Se você ligar pro Banco do Brasil para se informar provavelmente eles vão dizer que isso não existe e que pode sacar sem problema nenhum, mas não acredite. Na primeira vez que fui ao Peru tive muitos problemas por causa desse limite. Dessa vez fiz o teste e novamente não consegui sacar no Peru com cartão do BB.

 

O restante dos gastos está relatado ao longo dos dias. Estou colocando valores inteiros, mas muitas coisas foram divididas, diminuindo o gasto da viagem, o que é uma das grandes vantagens de viajar em grupo, além da companhia dos amigos é claro hehe.

 

Não reservamos nenhuma hospedagem, nem mesmo para o ano novo em Montañita (na verdade nós tentamos reservar mas fomos enrolados, veja mais abaixo).

 

[linkbox]Relato do Junior: Huaraz e Caraz - Verdades e Mentiras[/linkbox][/align]

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Samantha, muito interessante seu relato. ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Afinal, a parte norte do Peru e o Equador são locais menos contemplados com relatos aqui no site - infelizmente.

 

abs,

 

Erika (crista)

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Samantha, muito interessante seu relato. ::cool:::'> ::cool:::'>

 

Afinal, a parte norte do Peru e o Equador são locais menos contemplados com relatos aqui no site - infelizmente.

 

abs,

 

Erika (crista)

 

 

Valeu Crista! São poucos relatos mesmo, principalmente do Equador. Acho que o Equador é meio que o patinho feio da América do Sul entre os viajantes brasileiros, mas não dá para entender muito bem porque, o país tem uma diversidade muito grande de paisagens, praia, selva montanha, e muitos atrativos interessantes. Daqui a pouco vem mais.

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[align=justify][t3]Dia 22 – 07/01/2011 – Splash![/t3]

 

Chegando em Ambato o ônibus fez uma parada na rua e perguntando descobrimos que para ir a Baños devíamos descer ali. Era só atravessar a rua, e demos sorte de na hora já ter um ônibus ali, que nos buscou depois de alguns gritos porque já estava saindo rsrsrs. Então foi mais uma hora de viagem tranqüila, com uma bela paisagem pela janela, e até hoje não descobrimos se o vulcão que nós vimos era o Tungurahua ou o Chimborazo.

 

O Chimborazo é o vulcão mais alto do Equador e fica ali por perto. Já o Tungurahua fica bem pertinho de Baños, de onde se pode inclusive ver a fumaçinha que sai dele. As agências organizam tours à noite para ver o vulcão em erupção, às vezes se vê lava, às vezes só fumaça, e às vezes não se vê nada. Nos informamos por lá e descobrimos que o vulcão andava meio acanhado, sem muita atividade nas últimas semanas, então a probabilidade é de que não veríamos nada e por isso não fizemos o passeio. Mas queríamos ir mais pertinho dele para tirar algumas fotos, de dia mesmo, então nos informamos sobre alguns mirantes que existem por lá, e para tirar fotos mais de perto o melhor é o Mirador Casa Del Arbol.

 

Para ir até o Casa Del Arbol existem três opções: de trilha, que é uma caminhada longa em uma subida bem grande, de ônibus, que só passa às 6:00 e 14:00 ($1), e a volta tem que ser caminhando mesmo, ou de táxi, que foi o meio que nós escolhemos. Um detalhe importante é perguntar para as pessoas na cidade se o tempo está bom para ver o vulcão, pergunte na informação turística da praça que é muito boa. Nesse dia o tempo estava muito bom, mas exatamente onde era a localização do vulcão havia algumas nuvens. Resolvemos arriscar e fomos mesmo assim... Não conseguimos ver nada. Em Baños os taxistas têm uma vocação para guia, afinal a cidade vive praticamente de turismo, então na descida ele parou em um belo mirante da cidade, assim diminuiu um pouco nossa frustração.

 

Voltamos para a cidade para sair para a aventura do dia, que havíamos fechado em uma agência antes de ir ao mirante. Fomos fazer o canyoning, que pra quem não conhece nada mais é do que um rapel em cachoeira. Baños tem inúmeras opções de esportes radicais para todos os gostos, eu nunca havia feito canyoning e foi o que mais me deu vontade de experimentar.

 

A agência que escolhemos foi a Adventure Equatorland (Luis A. Martinez y 16 de Diciembre). Na verdade não foi exatamente uma escolha... Porque na verdade descobrimos que as outras agências que vendem os passeios acabam repassando os clientes para eles, e já que íamos ficar com eles de qualquer jeito, preferimos fechar diretamente. Logo no começo percebemos porque é tão mais barato praticar um esporte como esse lá do que aqui no Brasil, o serviço deles é muito inferior. Nossas roupas estavam rasgadas e largas, o sapato nada mais era do que um tênis daquele tipo Conga... Minha esperança era que as cordas fossem confiáveis hehehehe.

 

Fomos então André, Luana e eu fazer o Canyoning. Tem duas opções, nós escolhemos o mais longo, que tem as cachoeiras maiores. Uma dica: marque os passeios cedo, porque eles sempre atrasam, e acabou ficando bem tarde e foi um pouco corrido. As cachoeiras mais altas são uma de 40 metros e duas de 30 metros. Uma das de 30 eu achei meio difícil de descer, a de 40 não era difícil, mas quando eu cheguei na beirinha e que olhei aquela altura fiquei petrificada, e o nosso guia levou uns 5 minutos me convencendo a descer hahahahaha. A última a gente desceu escorregando, foi super divertido. Achei muito legal o canyoning como experiência, mas não pretendo fazer nunca mais hehehehe.

 

Em Baños a comida é mais cara, então comi um hambúrguer mesmo. Lá é bem difícil encontrar comida por menos de $5 ou 6.

 

Ficamos hospedados no Hostal El Oro (Calle Ambato y Juan Leon Mera) que é afiliado da rede HI, mas isso não significa muito coisa porque eles não dão desconto para os membros (?). O preço é $6, e o café da manhã não é incluso e custa $2. Negociamos por $7 com café. Os quartos eram muito bons e bem limpos. Acho que foi a melhor hospedagem da viagem (tirando o hotel de Cuenca, porque a competição é desleal hehehe). Além disso os donos eram muito simpáticos e prestativos, e eles tem uma cachorrinha bem fofinha.

 

Gastos do dia:

Café da manhã: $2,75

Táxi para Casa del Arbol (ida e volta): $15

Lanche: $1

Canyoning: $20

Janta: $2,50

Bebida: $2,50

Hostal El Oro: $7

 

Fotos:

1- Balanço no mirante Casa del Arbol / 2- Canyoning

20110129163632.JPG

20110129163837.JPG[/align]

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[align=justify][t3]Dia 23 – 08/01/2011 – Pagando mico no chiva[/t3]

 

Neste dia nos dividimos, porque a Luana, o Junior e o André queriam fazer rafting, e eu e o Rafa queríamos conhecer a Ruta de las cascasdas, que é o passeio mais tradicional de Baños. Há varias opções de como fazer a Ruta, o melhor é sem dúvida ir de bicicleta, mas como eu sei andar de bicicleta tão bem quanto um rinoceronte, preferi ir no ônibuszinho chiva, e o Rafa foi na bike.

 

O chiva é monótono, e nem sempre os mirantes que eles param são os melhores para ver as cascatas, por isso recomendo a todos que façam de bicicleta. Por exemplo, o Paillon del Diablo, que é uma das cachoeiras mais famosas, eu só vi num mirante bem de longe, enquanto o Rafa viu de pertinho. Tanto o chiva quanto o aluguel da bicicleta pelo dia custam o mesmo, $5. Outra opção divertida e que também serve para quem não sabe andar de bicicleta é ir de buggy, porém sai bem mais caro, o aluguel mais barato que encontramos foi de $8 por hora, sendo que levaria umas 3 horas, dividindo entre duas pessoas (andamos um pouco no dia seguinte).

 

Durante o passeio você tem a oportunidade de andar nas tarabitas, que são como teleféricos que cruzam a cascata, para ver bem a paisagem, mas é pago a parte, e cada uma delas custa $1. Nada de muito interessante, mas como é só $1 vale à pena ir em uma só para conhecer. Numa das cascatas a tarabita leva até em baixo no rio, mas como eu já tinha ido em uma acabei não indo.

 

Na volta quem vai de bicicleta tem que pagar a um dos chivas pela carona, mas o Rafa acabou voltando comigo de graça, não sei se porque o chiva era da mesma agência em que foi feito o aluguel da bike, ou porque o guia esqueceu de cobrar mesmo hehehe.

 

Na janta comemos a melhor pizza da viagem! Foi na Pizzaria Pappardele (Calle Ambato, perto do Hotel Dusseldorf), altamente recomendada!

 

Gastos do dia:

Chiva: $5

Tarabita: $1

Almoço: $5

Doces tradicionais: $1,40 (não gostei de nenhum rsrsrs)

Janta Pizzaria Pappardele: $7

Hostal El Oro: $7

 

Fotos:

1- Cascata Agoyán

20110129164445.JPG[/align]

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[align=justify][t3]Dia 24 – 09/01/2011 – Ruta de los Vulcones[/t3]

 

O último dia em Baños serviu para reviver a criança dentro de nós rsrsrsrs. Queríamos andar no tal bugguinho, mas o tempo amanheceu chuvoso e quase desistimos. Uma certa hora a chuva diminuiu e o Rafa e eu resolvemos ir, enquanto os outros iam ficar no hostel. Aproveitamos que estávamos motorizados para ir até a rodoviária e compramos as passagens para Quito para a tarde.

 

Fomos dirigindo nosso bugguinho até a ruta de las cascadas, e no caminho acabamos encontrando com os outros, que também tinham se animado pelo buggy. Fomos só até a primeira cascata e voltamos para devolver o carrinho.

 

Depois fui almoçar outra vez na Pappardele, para me despedir da pizza mais gostosa da viagem, e depois fomos pegar nossas coisas para ir a Quito. Quando voltamos para o hostel encontramos com o Junior e descobrimos que o buggy dele havia quebrado na estrada, ele teve que deixar o carrinho lá e voltar de ônibus.

 

Saímos para Quito às 14:30 pela empresa Transporte Baños. Essa empresa havia sido recomendada pelos donos do albergue como a melhor, que tinha os ônibus mais novos, mas na verdade era bem ruim, sem ar condicionado e muito apertado. Não sei se os outros são piores ainda ou se a recomendação foi furada.

 

Esse trecho da estrada é conhecido como Ruta de los Vulcones, pois dela é possível avistar os principais vulcões do Equador. Demos azar porque o tempo estava muito fechado e não conseguimos ver praticamente nada. O máximo que conseguimos enxergar foi um espacinho entre as nuvens que havia neve, e concluímos que era o Cotopaxi, finalmente vimos pelo menos um pedacinho dele.

 

Chegamos em Quito às 17:30, a rodoviária é nova e fica bem afastada da parte turística, tanto do centro quanto da Mariscal. Fomos na informação turística, e lá eles nos informaram que para ir até a Mariscal havia duas opções: táxi ($10) ou trole, que é um sistema de ônibus que funciona como metrô ($0,25). Eles disseram que o tempo de viagem seria o mesmo por causa do trânsito e que o trole era seguro, então preferimos ir pelo trole. O trole leva até a estação El Ejido, ali tem que fazer a conexão para a estação Colón, que é a mais próxima de onde ficam os hostels e bares da Mariscal, perto da Plaza Foch. Chegamos no hostel depois de bastante tempo, e a surpresa foi quando o Junior olhou a mochila dele e viu que estava aberta e tinha roubado a câmera fotográfica. Depois disso conversamos com muitos moradores de Quito, e o que todos disseram foi que o trole é muito perigoso, que é o onde os ladrões fazem a limpa, mesmo os locais só andam nele agarrados com suas coisas, e nós como viajantes éramos alvos preferenciais.

 

Quito, como qualquer cidade grande, tem o seu perigo, mas pelo que pudemos perceber andar no trole é meio que pedir para ser assaltado. Quito é bastante perigosa, principalmente no centro, por isso não recomendo a ninguém que se hospede lá, prefiram sempre ficar na região da Mariscal, também conhecida como gringolândia. Não ande no centro de Quito com a mochila nas costas, sempre na frente. Uma hora eu achei que estava segura e deixei a mochila atrás, não demorou mais de 5 minutos até uma mulher tentar abrir. Não ande com a câmera fotográfica na mão a não ser que esteja em local policiado. A região próxima à La Ronda, onde existem muitos prédios históricos, é especialmente perigosa, enquanto andávamos lá duas pessoas nos alertaram para ter cuidado com as câmeras. Enfim, andando pelo centro de Quito sempre esteja com a atenção redobrada.

 

Saímos para comer, mas ali nas imediações da Plaza Foch conseguir gastar pouco é uma arte. A praça é super legal, tem vários bares e cafés muito bonitos, e olha que era domingo, que é um dia morto por lá porque à noite tem lei seca, a venda de bebidas é proibida. Acabamos indo parar numa rede de fast food por ali, o nome era alguma coisa parecida com Tropical, e acabou que ninguém gostou.

 

Nessa noite ficamos hospedados no Hostal Centro Del Mundo (Lizardo Garcia E7-26, esquina com Reina Victoria). Só havia quartos coletivos disponíveis, ficamos nós 5 em um quarto pagando $5,60 cada um, com café da manhã incluso, banheiro no corredor. Não gostamos muito do lugar, era meio sujo e não sentimos muita segurança, então resolvemos ficar só essa noite e procurar outro melhor no dia seguinte. Mas sem dúvida o melhor custo benefício da região é este albergue.

 

Gastos do dia:

Aluguel Buggy 1 hora: $8

Almoço Pappardele: $8

Ônibus para Quito empresa Transportes Baños: $3,50

Trole: $0,25

Janta: $5

Cerveja: $1,40

Hostel Centro Del Mundo: $5,60

 

Fotos:

1- Andando de buggynho por Baños

20110129164954.JPG[/align]

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[align=justify][t3]Dia 25 – 10/01/2011 – Burocracias[/t3]

 

Tiramos o primeiro dia em Quito para resolver algumas coisas, e de turístico mesmo não fizemos nada. Gastamos a manhã vendo todos os albergues da região. Achamos que a melhor opção era o New Bask (Lizardo Garcia 537, esquina com Reina Victoria), que fica logo ao lado do Centro Del Mundo. Pagamos $7 no quarto privado com banheiro e TV e $6 no dormitório. O café da manhã não estava incluso, mas eles servem por preços baratos. Tem cozinha e uma sala de TV legal com TV a cabo, o problema é que a galera fazia a salinha de fumódromo, e como era tudo fechado era quase impossível ficar ali.

 

Com nossa hospedagem para os muitos dias em Quito resolvida, a próxima parada foi no Shopping El Jardín, que fica ao lado do Parque La Carolina, dá para ir andando. Fomos até lá para o Junior poder comprar uma câmera fotográfica nova, já que lá os preços são mais em conta que no Brasil. Aproveitamos para comer no shopping mesmo.

 

Depois disso fomos em algumas agências de viagem pesquisar os preços dos passeios para a Laguna Quilotoa e para o Cotopaxi. Acabamos fechando com a agência Gulliver que já havia sido recomendada aqui no fórum, e o serviço deles foi excelente. O preço é $40 para o Quilotoa e $35 para o Cotopaxi (passeio de um dia até o refúgio). Como éramos 5 pessoas para o Cotopaxi conseguimos um desconto por $31,50, já para o Quilotoa fomos só três e não conseguimos desconto.

 

Terminamos a noite na Plaza Foch, no Coffee Tree, que é um café/bar muito caro e não tão bom... tem opções melhores por ali.

 

Gastos do dia:

Almoço: $4,65

Sweet & Coffee (no Shopping El Jardín): $3

Janta: $4,60

Bebidas: $5,90

New Bask: $7[/align]

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[align=justify][t3]Dia 26 – 11/01/2011 – A metade e o topo do mundo[/t3]

 

A parte da metade é verdade, mas do topo do mundo não chegamos nem perto, mas foi uma bela visão.

 

Saímos de manhã para ir até a Mitad Del Mundo, onde passa a linha do Equador. A linha pintada no monumento na verdade está no lugar errado, a linha verdadeira só pode ser localizada após a invenção do GPS, e está no museu que fica logo ao lado do monumento.

 

Para ir até lá deve-se pegar o Metrobus, a estação mais próxima da Mariscal é a Seminario Mayor. De lá é só seguir até a parada final em La Ofelia, que é um terminal onde se deve pegar o ônibus para a Mitad Del Mundo. Esse terminal de La Ofelia fica bem pertinho do Estádio da LDU, dá para ver do ônibus.

 

A entrada da Mitad Del Mundo custa $2, somente para ver o monumento e a linha, tem também umas lojinhas de artesanato, nada de muito interessante. Para subir no monumento tem que pagar separado, não fomos. Para ir até o museu tem que sair, a entrada também é separado, mas acabamos não pagando... Fomos entrando e não tinha ninguém na entrada. Vimos os experimentos de ciência, que ficam logo na entrada e a linha verdadeira, depois disso veio uma menina nos cobrando, mas achamos que o museu não tinha nada de interessante além disso, então saímos depois de já ter visto a linha verdadeira.

 

Para o restante do dia resolvemos conhecer o teleférico do vulcão Pichincha. Acabou sendo uma boa idéia fazer os dois passeios no mesmo dia, porque o ônibus que passa na Mitad Del Mundo para levar de volta a Quito passa bem na entrada do teleférico. Descemos então ali, mas para chegar até o teleférico tem que subir mais um pouco pela estrada. Já estávamos esbaforidos quando passou um ônibus grátis que leva até em cima, ainda bem!

 

A subida pelo teleférico durou uns 10 minutos, tem uma vista bem legal da cidade e das montanhas em volta, melhor ainda lá de cima. Eu estava morrendo de fome e comi um hambúrguer numa lanchonete que tem lá em cima. Depois de tirar muitas fotos descemos e fomos até o parque de diversões que tem na base do teleférico, o Volqano Park, ficamos lá até o fim da tarde, onde os meninos disputaram uma emocionante corrida de kart hehehe. Na saída do parque havia uma van que nos deixou na Plaza Foch.

 

A noite comemos em um restaurante chamado Mongo’s (Calama com Juan Leon Mera), também ali perto da praça. Ele tem um preço mais razoável por ali, e é especializado em comida mongoliana, mas nada muito bizarro rsrsrs. Eu estava com dor de garganta e sem voz, então tomei só uma sopa de legumes e fui dormir.

 

Gastos do dia:

Metrobus para La Ofelia: $0,25

Ônibus para Mitad del Mundo: $0,15

Entrada Mitad del Mundo: $2

Ônibus para o Pichincha: $0,40

Teleférico: $8,50

Hamburguer: $3,75

Van para Plaza Foch: $1

Janta Mongo’s: $5

New Bask: $7

 

Fotos:

1- A linha falsa / 2- A linha verdadeira / 3- Vista do Pichincha

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20110130124224.JPG

20110130124425.JPG[/align]

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[align=justify][t3]Dia 27 – 12/01/2011 – Centro de Quito[/t3]

 

Para ir para o centro de Quito pegamos mais uma vez o trole, dessa vez até a estação Plaza Grande. Achamos que já estávamos preparados para os marginais do trole... mas não. Estava muito cheio e na hora de saltar no meio da confusão puxaram a câmera da Luana que ela estava carregando no bolso, porque depois do que aconteceu com o Junior ela ficou com medo de colocar na mochila. Em 4 dias, 2 pessoas roubadas de nós 5... Definitivamente não vamos mais andar no trole!

 

Resolvemos fazer uma queixa com a polícia turística, já sabendo que provavelmente não ia dar em nada, mas vai que era nosso dia de sorte e algum ladrão tinha sido pego e estava com as câmeras. Na Plaza Grande tem um escritório da Policia Turística, mas estava vazio, foi então um peregrinação por aquela região, cada policial nos mandava para um lugar diferente e ninguém era capaz de registrar a queixa. Com isso tudo deu pra perceber como a polícia de lá é conivente com esse tipo de situação. Por último nos disseram que só seria possível na delegacia perto do El Ejido, e deixamos para mais tarde.

 

No centro fizemos um roteiro sugerido pelo guia Lonely Planet, passando pela catedral, teatro, La Ronda, seguindo até a Basílica del Voto Nacional e de lá para o parque El Ejido, já na Mariscal. Quito não tem um centro histórico tão bonito quanto o de Cuenca ou Trujillo, o mais interessante é a basílica, que é muito bonita.

 

Terminando o roteiro fomo então fazer a queixa com a polícia turística, na esquina da Roca com Reina Victoria, e de lá voltamos ao hostel que já estava perto.

 

Gastos do dia:

Trole: $0,25

Nestea + água: $1,30

Almoço: $7

Janta: $4

New Bask: $7

 

Fotos:

1- El Panecillo ao fundo / 2- Basílica del Voto Nacional

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[align=justify][t3]Dia 28 – 13/01/2011 – Laguna Quilotoa[/t3]

 

Fizemos o tour com a agência Gulliver (Juan Leon Mera N24-156 y José Calama). Saímos às 7 da manhã em um microônibus. Demos sorte porque o tempo estava muito bom e da estrada deu para ver todos os vulcões da região, com destaque para o Cayambe, o Cotopaxi e os Illinizas, além do sempre presente Pichincha. No caminho fizemos uma parada no Papagayo, que é o hotel deles que fica nos arredores de Quito.

 

Nossa primeira parada do passeio foi no mercado de animais de Saqsili, e depois em um segundo mercado que tinha de tudo, desde filhotinhos de cachorro até panelas feitas com pneu de caminhão... Se você quiser vender sua sogra, esse é o lugar! Depois paramos também em um mercadinho de artesanatos que tinha umas coisas bem bonitas. À primeira vista é tudo muito barato, mas dá para encontrar tudo igualzinho e ainda mais barato em Otavalo. Fizemos o passeio numa quinta-feira, o que acabou sendo muito bom porque é o dia que o mercado é mais movimentado.

 

Depois do passeio nos mercados partimos para a Laguna Quilotoa, que é uma lagoa formada na cratera de um vulcão. Em volta da laguna paramos em uma pequena vila onde há umas 3 ou 4 hospedagens e mais barraquinhas de artesanato. O mirante para a laguna é espetacular! O tempo bom com algumas nuvens no céu criou um contraste lindo com a cor da água: onde o sol batia a água era verde brilhante, onde havia sombra de uma nuvem ela era azul escuro. Tem que torcer muito para o tempo estar bom na laguna, senão perde pelo menos metade da beleza.

 

Antes de iniciar a descida o guia ofereceu a opção de subirmos com cavalos, que custaria $8. Até que não seria má idéia, porque a subida é muito íngreme, e o terreno arenoso cria ainda mais dificuldade para a subida. Resolvemos andar mesmo. Começamos a descida e em poucos minutos minha bota já estava cheia de areia, em alguns momentos afundei até o cano da bota, e em boa parte do trajeto se desce deslizando na areia íngreme, incluindo algumas partes bem propícias a tombos, mas dessa vez escapei ilesa rsrsrs.

 

Chegamos até a beirinha da laguna e tiramos mais algumas fotos antes de iniciar a subida. Durante o caminho havia um senhor oferecendo seus cavalos, mas ele queria os mesmos $8, então não aceitei. Depois de muita negociação e mais alguns metros de subida a pé ele aceitou por $4, e eu fui de cavalinho! Fiquei me sentindo uma criança em cima do bichinho, a última vez que eu tinha andado de cavalo ainda era pequena. Acabou sendo um bom negócio: não cansei tanto porque só subi metade do caminho, gastei menos e ainda andei de cavalinho. Meu pangaré tava morto coitado, subiu todo esbaforido, mas no final fica um pouco mais plano e deu até pra dar um trotezinho hehehehe. Valeu pela diversão.

 

Numa das hospedagens na beira da cratera foi servido nosso almoço, que já estava incluso no passeio, e até que estava gostoso. No caminho de volta fizemos mais uma parada no Papagayo, onde serviram bolo de chocolate e chá. Chegamos de volta a Quito pontualmente às 19:00.

 

Na janta comi um cachorro quente em uma lojinha perto da praça, eles também vendem hambúrguer e batata frita, mais barato que isso por lá acho que é impossível.

 

Gastos do dia:

Café da manhã: $4

Entrada Laguna Quilotoa: $2

Cavalo: $4

Nestea: $1

Janta: $2

New Bask: $7

 

Fotos:

Laguna Quilotoa

20110130125841.jpg

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[align=justify][t3]Dia 29 – 14/01/2011 – Nosso querido Cotô[/t3]

 

Dia de mais um passeio pela Gulliver, dessa vez para o Cotopaxi. O pessoal havia mesmo desistido da escalada, então fomos todos no passeio de um dia até o refúgio. O Cotopaxi é o maior vulcão ativo do mundo, e seu topo é o ponto mais distante do centro da terra. Parece não fazer sentido, já que o Everest é muito mais alto. Acontece que como vocês podem lembrar das aulinhas do colégio, a Terra não é redonda, e como o Cotopaxi está bem pertinho da linha do Equador ele se torna o ponto mais distante do centro.

 

Saímos mais uma vez às 7:00, parada no Papagayo como de costume, e então seguimos direto para o vulcão, que esteve presente durante quase todo o caminho. Chegamos no estacionamento, de onde se pode tirar lindas fotos, e então iniciamos a subida a pé até o refúgio. O estacionamento está a 4.500 metros, foi então pouco menos de 1 hora de subida até o refúgio que está à 4.800. Para o cume ainda falta bastante, são 5.897 metros. A subida, apesar de curta, é difícil, e o vento é congelante!

 

Chegando no refúgio quem quiser pode ir com o guia até o começo do glaciar, o restante fica esperando no refúgio. Para ir até o glaciar só com botas impermeáveis! Eu preferi ficar me esquentando no refúgio mesmo.

 

A seguir descemos até o estacionamento e de lá seguimos até a Laguna Limpiopungo. Essa descida do estacionamento até a laguna é feita de bicicleta, mas eu é claro que fui no ônibus (rinoceronte, lembram? Rsrsrs). A laguna não é nada de muito espetacular. O André disse que ela reflete o Cotopaxi, mas para isso teria que ver ela do lado oposto, não do que nós vimos... Então apenas tiramos mais algumas fotos do vulcão e seguimos caminho de volta para Quito, não sem antes fazer mais uma parada no Papagayo para bolo e chá.

 

Na janta finalmente encontramos uma opção boa e barata para comer que fosse perto do hostel. É um restaurante chinês que fica na esquina da Foch com a Diego Almagro, mas que também serve comida “normal”. Lá é muito barato, vem bastante comida e bem rápido. Chegamos à conclusão que eles na verdade são da máfia chinesa, têm um fogão nuclear e lavam dinheiro nos fundos do restaurante hahahahaha. Recomendo muito o China!

 

Gastos do dia:

Café da manhã: $3,60

Chocolates: $4

Entrada Cotopaxi: $2

Chocolate quente: $1

Janta: $4

New Bask: $7

 

Fotos:

Cotopaxi

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