Venho compartilhar com a comunidade um relato de viagem em que enfrentei dificuldades que servem de alerta a quem pretende fazer o mesmo roteiro.
No último final de semana, fiz a travessia entre o Pico dos Marins e o Itaguaré num grupo de oito pessoas sob a condução do guia Milton, da agência Sobreviventes das Trilhas.
A travessia foi concluída com sucesso e todos retornaram em segurança para as respectivas atividades. Mas tivemos problemas bem graves.
O plano era ambicioso e se mostrou exageradamente exaustivo: fazer a travessia em dois dias e duas noites, passando a primeira noite em claro, caminhando.
No sábado, após 14h de caminhada com pequenos intervalos (começamos às 3h30 com a intenção de parar às 17h30), nós não encontramos espaço para montar barracas nas proximidades da Pedra Redonda. Sem alternativa, caminhamos por mais uma hora e meia, já no escuro, até encontrar um lugar improvisado para a montagem das barracas. Foram 15h30 de caminhada, portanto, com alguns intervalos.
A situação foi tensa e decorreu de fatores negativos diversos. Em primeiro lugar, o próprio plano de viagem se mostrou inadequado. Fazer a travessia em dois dias e suas noites, passando a primeira noite em claro, é exaustivo demais. Em segundo lugar, a inexistência de um parque nacional a abranger a área do Pico dos Marins, com controle de acesso, o que evitaria a superlotação e garantiria que todos encontrassem lugar para dormir sem maiores imprevistos.
Por fim, o trabalho do guia Milton merece alguns comentários. Embora ele tenha ajudado os integrantes do grupo nos momentos mais críticos da trilha, deixou que o grupo se dividisse muitas e muitas vezes, não prestou o auxílio necessário em pontos muito difíceis da trilha e não demonstrou um humor dos melhores.
Quem pretender fazer essa travessia em alta temporada deve estar atento, portanto, à superlotação das áreas de camping. Quem pretender fazer em dois dias deve estar preparado para caminhar até a exaustão. E quem contratar o guia Milton deve estar preparado para encarar boa parte dos desafios da travessia por conta própria, sem auxílio.
Olá, pessoal.
Venho compartilhar com a comunidade um relato de viagem em que enfrentei dificuldades que servem de alerta a quem pretende fazer o mesmo roteiro.
No último final de semana, fiz a travessia entre o Pico dos Marins e o Itaguaré num grupo de oito pessoas sob a condução do guia Milton, da agência Sobreviventes das Trilhas.
A travessia foi concluída com sucesso e todos retornaram em segurança para as respectivas atividades. Mas tivemos problemas bem graves.
O plano era ambicioso e se mostrou exageradamente exaustivo: fazer a travessia em dois dias e duas noites, passando a primeira noite em claro, caminhando.
No sábado, após 14h de caminhada com pequenos intervalos (começamos às 3h30 com a intenção de parar às 17h30), nós não encontramos espaço para montar barracas nas proximidades da Pedra Redonda. Sem alternativa, caminhamos por mais uma hora e meia, já no escuro, até encontrar um lugar improvisado para a montagem das barracas. Foram 15h30 de caminhada, portanto, com alguns intervalos.
A situação foi tensa e decorreu de fatores negativos diversos. Em primeiro lugar, o próprio plano de viagem se mostrou inadequado. Fazer a travessia em dois dias e suas noites, passando a primeira noite em claro, é exaustivo demais. Em segundo lugar, a inexistência de um parque nacional a abranger a área do Pico dos Marins, com controle de acesso, o que evitaria a superlotação e garantiria que todos encontrassem lugar para dormir sem maiores imprevistos.
Por fim, o trabalho do guia Milton merece alguns comentários. Embora ele tenha ajudado os integrantes do grupo nos momentos mais críticos da trilha, deixou que o grupo se dividisse muitas e muitas vezes, não prestou o auxílio necessário em pontos muito difíceis da trilha e não demonstrou um humor dos melhores.
Quem pretender fazer essa travessia em alta temporada deve estar atento, portanto, à superlotação das áreas de camping. Quem pretender fazer em dois dias deve estar preparado para caminhar até a exaustão. E quem contratar o guia Milton deve estar preparado para encarar boa parte dos desafios da travessia por conta própria, sem auxílio.