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Volta pela América 2009


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  • Membros

DIÁRIO DE VIAGEM – América do Sul 2009

 

 

CAP. 1 – OS PREPARATIVOS

 

Somos um casal gaúcho, brasileiro. Nem tão jovem, nem tão velho, que gosta de viajar. Gostamos de passear, conhecer novas pessoas, novos lugares. Conhecemos uma boa parte do Brasil, especialmente a parte litorânea, que percorremos via rodoviária, em quase sua totalidade.

Conhecemos alguma coisa da Argentina: Buenos Aires, que dispensa comentários, Mar Del Plata, Bahia Blanca, Puerto Madryn, Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, a Patagônia Argentina , até Ushuaia,Calafate, Bariloche e a Região dos Lagos; a parte noroeste – Córdoba, Mendoza, Uspallata e a região dos Andes.

Do Chile, a capital Santiago, Viña Del Mar, Valparaíso e daí em direção Sul até Puerto Mont, passando por Concepción, Temuco, Villarica, Valdívia, Osorno e Frutilar, Patagonia Chilena, Puerto Natales, Punta Arenas , voltando à Argentina, pela região dos Lagos, por Bariloche, e por aí vai.

Do Uruguai, conhecemos a parte leste, Chuy, Rocha, San Carlos, Maldonado, Punta Del Este, Punta Negra, Piriapolis e Montevideu. Do outro lado, conhecemos Bella Union, Salta, Arapey, Taquarembó, Rivera e algumas outras cidades.

Grande parte destes passeios foi por via rodoviária, que julgamos ser mais cômodo, o visual é melhor; oportuniza mais contato com o pessoal local, aprecia-se a comida regional, além de muitas outras vantagens e, melhor ainda, é mais econômica.

Conhecer o norte da América era em sonho antigo. Muita economia e quase um ano de preparo. Depois de muita pesquisa – internet, revistas, jornais, guias, conhecidos – roteiro concluído. Nossa primeira idéia seria partir de Novo Hamburgo, para Argentina, Bolívia, Perú, Equador, Colômbia e Venezuela. Tudo pronto apareceu o primeiro problema. O auge da Gripe A1NH – a gripe suína ou Porcina – na Argentina coincidia com a nossa passagem por lá. Sem chance ! Não podíamos correr o risco de contaminação.

Invertemos o roteiro, começaríamos pela Venezuela. Segundo problema. Informações diversas das fontes de pesquisa nos davam conta da insegurança local, e nos fez adiar conhecermos esse país.

Decidimos então, que nossa viagem iniciaria na Colômbia, passando por Equador, Perú, Bolívia, Chile e Argentina. Utilizaríamos, quando possível, o transporte coletivo – buses e busetas - e trens. Nas cidades, só utilizamos o transporte coletivo local. É uma maneira prática, eficiente e barata de conhecer as pessoas e os lugares, suas histórias- oficiais e oficiosas.

O tempo para a viagem: Nossa previsão era de aproximadamente um mês e meio. Poderia chegar a 60, ou 40. Isso só saberíamos no decorrer da viagem. Se cansados, ficávamos um ou dois dias a mais. Se gostássemos do lugar, também. Caso contrário, pegávamos o próximo ônibus para..... Para onde mesmo ?

Tínhamos um roteiro, com as cidades básicas. As Capitais, indicações de viajantes, de conhecidos, de publicações, guias de viagens, relatos e diários de viajantes e por aí vai.

Vocês sabiam que das dez cidades mais altas do mundo, nove estão na América Latina? Cerro de Pasco (?) , Palo Alto (4100 msnm), Potosi (4090 m), Oruro (3707m) e La Paz, na Bolívia; Puno (3855 m), Cusco (3399 m) e Huncayo, no Perú; e Tulcan e Quito (2.850 m), no Equador.Das Capitais, a mais elevada é La Paz ( 3.416m), depois Quito (2.850m) e Bogotá (2.640m). Passamos nas assinaladas. Chá de coca ou cápsulas de Soroche Pill são indispensáveis.

Passamos por algumas das cidades mais altas do mundo, cruzamos o Titicaca, na fronteira do Peru com Bolívia, que é o lago mais alto do mundo. Sem contar com Macchu Picchu, é uma história à parte, além das ruínas de Chan-Chan, uma civilização indígena Chimu anterior aos Incas. Mas isto será relatado nos capítulos de cada país.

Lá no início, mencionamos que éramos um casal de meia idade. Vamos esclarecer bem : Eu tenho 60 anos. Minha parceira tem 57. Gostamos de acampar. Campings, barracas. Caminhadas. Não temos receio de viajar, de nos hospedar em albergues, comer comida típica ( pero no mucho), viajar de transporte coletivo, (onde os bancos são feitos para baixinhos, não para uma pessoa, como eu, de quase 1,90) ficar horas na Aduana, passar frio nos ônibus, no deserto, a – 2º de temperatura, tomar bebida “al tiempo”, comer muitas “papas “ fritas, ouvir músicas “chorosas” por horas, não saber notícias do Brasil ( as TVs e jornais nem sabem que o Brasil existe) ; as TVs a cabo não apresentam programação do Brasil ( não se perde muita coisa, mas...).

Outra coisa: cada um levou sua mochila e com ela seus apetrechos. A minha continha três calças ( uma jeans, outra jeans com strech e outra de micro-fibra, conversível em bermudas, destacando-se o fecho na altura dos joelhos), muitas camisetas, um blusão de lã, uma jaqueta de nylon impermeável ( proteção contra chuva e vento), roupas de baixo, um pares de tênis, chinelos, capa de chuva, guias de viagem, uma lanterna pequena, canivete multiuso (lâmina, tesoura, abridor de garrafas, rolhas, etc.), máquina fotográfica digital, memórias, MP3 e carregador. Não esquecendo o adaptador de tomadas, que se revelou indispensável. Os medicamentos recomendados ( analgésicos, antiinflamatórios, diclofenaco , band-aid, descongestionante nasal, protetor solar, hidratantes, rifamicina, mais os medicamentos pessoais), material de higiene pessoal ( escova e pasta dental, desodorante,cortador de unhas, tesourinha pequena, xampus e toalhas( uma pequena e outra média)). SÓ ! Peso total 10 kg ! No retorno, seu peso não chegou a 11 kg mas não pesei !!!! Talvez decorrente da sujeira ou do pouco material que trouxe ! Levei, também, uma mochila pequena, transversal, para uso diário, com água, biscoitos, guias, etc. A de minha parceira, continha menos coisas, já que ela levou somente uma Mochila de 35 L, mais uma pequena, de uso diário. Este foi nosso material básico. Muitos acham que foi pouco, outros que foi demais. A avaliação é individual e pessoal.

Antes da viagem fizemos um check-up médico. Conferimos nossas vacinas e fomos orientados quanto aos procedimentos e medicamentos indicados para a viagem. Verificamos as exigências sanitárias dos países, que exigem, todos , a vacinação contra a febre amarela. Porém não nos foi exigida, nenhuma vez, a apresentação do Certificado de Vacinação. Fizemos, também, um seguro de saúde para a viagem que, felizmente, não foi necessário . Vale a pena e não é caro.

E então, vai nos acompanhar ? ! Que você se delicie, relaxe e aproveite . Tomara que seja tão bom quanto foi para nosotros. Pelo menos é isso que esperamos !

 

 

 

 

CAP. 2 – COLÔMBIA

 

 

 

1 º Dia – 19/AGO BOGOTÁ

 

Nossa viagem começou em Novo Hamburgo, no Estado do Rio Grande do Sul, em 19 de agosto de 2009. Com chuva. Muito frio. Inverno gaúcho é sempre assim. Estávamos com 9 º . Como moramos a mais ou menos uns 40 quilômetros do Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, tivemos que sair um pouco mais cedo, mas nada que atrapalhasse.

Embarcamos às 10 horas, com destino à Bogotá, na Colômbia. Tivemos que fazer conexão em São Paulo, donde saímos às 14,40 horas, com escala em Manaus e chegamos à Bogotá, no Aeroporto El Dorado, às 22h e 30 min., no horário brasileiro. Hora de acertar o relógio : Na Colômbia, são duas horas a menos .

 

Bogotá tem oito milhões e quatrocentos mil de habitantes e está situada numa altitude de 2.460 metros sobre o nível do mar (msnm). Só para comparar : Novo Hamburgo, no Brasil, onde moramos está a 54 metros!!

Nos hospedamos no Hotel Bogotá ( HI ),. Num quarto para casal, com banho privativo, por US 19 . Este prédio era um antigo Monastério, do Sec. XVII, bem conservado, com paredes espessas, alturas enormes, etc. etc.. Um dos aspectos privilegiados deste Albergue é a sua localização : Situado na Carrera 7, 6- 10, Esta localização foi formidável, pois estávamos no Bairro de La Candelária , próximos ao Centro Histórico. E mais, bem próximos, não mais do que 300 metros do Palácio de Nariño, a Casa Presidencial. O único transtorno, se assim considerarmos, era que a cada vez que nos deslocávamos ao Centro Histórico ao passarmos pela Carrera 7, que neste trecho era uma espécie de calçadão ( peatonal ) éramos detidos e revistavam nossas mochilas. Coisa de 1 ou 2 minutos. Depois até ficamos conhecidos da Guarnição Presidencial.

Uma explicação sobre a localização: Em Bogotá as Carreras são avenidas troncais, que cortam a cidade no sentido Norte a Sul, paralelas aos Cerros Monserrate e Guadalupe. As calles (ruas) cortam a cidade de Leste a Oeste. Assim, estávamos na Carrera 7, esquina com a Calle 6 – distante 10 metros desta esquina. Fácil, não é? Parece difícil, mas no segundo ou terceiro dia, fica bem tranqüilo.

Algumas informações úteis sobre o País e sua Capital:

Colômbia - A Colômbia tem uma área de 1.141.750 km2 e uma população estimada em de 43 milhões de habitantes. O idioma oficial é o espanhol, porém há outros 65 idiomas no país, falados por grupos de indígenas. Sua moeda é o Peso Colombiano .

A Colômbia é reconhecida no mundo todo pela produção de café especial, flores, esmeraldas, carvão e petróleo . É também um dos países com uma grande diversidade cultural e é, ainda , um dos países com maior biodiversidade mundial.

É considerada a quarta maior economia da América Espanhola e o 27º na classificação mundial.

 

 

Bogotá - A Capital conta com 8,4 milhões de habitantes e está situada numa altitude de 2.640 metros sobre o nível do mar. É um dos principais centros urbanos da América do Sul e é considerada uma cidade organizada, limpa e tranqüila para os viajantes . A temperatura média é de 14º C, sendo considerada a época de seca, de dezembro a maio. Estivemos em agosto e a temperatura não oscilava muito da temperatura média. Bogotá é interessante . Durante o dia a temperatura girava em torno dos 15 graus, mas a noite baixava para 4 ou 5 graus.

A cidade foi fundada em 1538, por Gonzalo Jimenez de Quesada, como Santa Fé e foi a Capital do Novo Reino de Granada e foi cenário, também, do grito de Independência em 20 de Julio de 1810. Em 1819, acolheu a Simón Bolivar, o Libertador, como Primeiro Presidente da República de Colômbia e trocou, em 1821, seu nome para Bogotá, escolhida como sede do novo país.

 

2º DIA - 20AGO BOGOTÁ

Saímos mais ou menos cedo, para conhecer a cidade. Fomos até a o Centro de Informações Turísticas localizado na Praça Bolívar, onde nos encaminharam para um passeio – um recorrido a pie – promovido e orientado pela Polícia Turística, cremos que âmbito nacional . Neste roteiro, de forma meio que rápida, pode-se ver, entre outras coisas, o Centro Cultural Gabriel Garcia Marques, a Biblioteca Luís Arango, a Casa da La Moneda, Museu de Arte do Banco da República-( Museu do Ouro – Museo Del Oro ), o Museu Botero, Teatro Cólon, Palácio de San Carlos, (sede do Ministério das Relações Exteriores), Museu de Arte Colonial, Igreja de Santo Ignácio, Palácio Echeverry (sede do Ministério da Cultura), Claustro de San Agustin, Palácio de Nariño, Monastério Del Carmen, Capilla del Sagrário, Capitólio Nacional (sede do Congresso- na Praça Bolívar).

Na parte da tarde, fomos fazer o passeio por nossa conta, visitando mais demoradamente algumas destas atrações, já que impossível apreciá-las num só dia. Vamos aproveitar para descrever algumas delas, já que foi um passeio imperdível :

Centro Cultural Gabriel Garcia Marques – O maior escritor colombiano e ícone da população, não mora na Colômbia, mas sim no México. Este Centro está localizado na Carrera 11 e vale a pena visitá-lo.

Casa da Moeda – Também na Carrera 7,. Sua origem é de 1620 e foi a primeira do Continente Sul Americano a cunhar moedas de Ouro. Sua construção atual é de 1753. Seu acervo contempla a Colação Numismática do Banco da República, com mais de oito mil peças e uma Coleção de moedas colombianas de valor inestimável, além de máquinas de estampar moedas dos Sec.XVIII e XIX.

 

Praça/Plaza Bolivar – Na Carrera 7 – Localizada no centro da cidade, é a mesma época da fundação da cidade, foi criada em 1539, contando no centro, com a Estátua do herói Simon Bolívar. Também é conhecida como Plaza Mayor. Ao seu redor estão localizadas a Alcadia , o Palácio da Justiça, a Catedral Primada da Colômbia, a Capela do Sacrário, o Palácio do Arcebispado e o Capitólio (Congresso) Nacional. Cuja construção foi iniciada em 1847, sendo concluída em 1926.

É um local amplo, onde se encontram, ao final do dia, os turistas de todo o mundo, além dos moradores da cidade e que se acomodam nas escadarias do Congresso, da Catedral Primada, do Poder Judiciário e mesmo da Praça.

Há muito mais para se ver : Igrejas e Conventos, Igreja de La Concepción, San Juan de Dios, San Agustin, San Ignácio, San Francisco, Nuestra Senõra del Carmen, Santa Clara e muitas outras. Muitos Parques, Praças e Plazoletas, Quinta de Bolívar, Parque Santander, Planetário, Museu Nacional, Museu de Arte Colonial.

 

3º DIA – 21/AGO BOGOTÁ

Museu do Ouro – Na Carrera 16. É o mais importante Museu do gênero nas Américas. Dizem os Colombianos que é do Mundo. Talvez até seja. Foi inaugurado em 1939 para preservar os temas relacionados com a cultura pré-colombiana, a metalurgia e ourivesaria do país. O acervo é constituído de mais de 35 mil peças de ouro e aproximadamente 20 mil peças e objetos ósseos, cerâmicos, pedras, conchas, madeiras e têxteis, e ainda múmias das primitivas civilizações. Integra o Museu do Banco da República.

Ficamos meio-dia somente neste Museu e ainda achamos que o tempo foi pouco.

Museu Botero – Na Carrera 11 .O Museo Botero é imperdível ! São mais de 150 obras do artista colombiano Fernando Botero, que é considerada como a maior doação da história do país. São obras de desenho, óleo, aquarelas, pastel e especialmente as esculturas, “ a obesidade artística”, características de Botero.Além das obras espetaculares de Botero, há também, obras de Picasso, Dali, Renoir, Monet, Degas, Chagal entre muitos outros.

É um passeio que fizemos, em uma tarde, com desejos de retornar no outro dia. O ingresso é gratuito.

4º DIA – 22/AGO BOGOTÁ

Pela manhã, saímos a passear pelas proximidades, apreciando alguns lugares interessantes que havíamos visto, mas que havíamos deixado para trás.

Palácio de Nariño – Sede do Chefe do Poder Executivo e está localizado na Carrera 7. Foi edificada onde nasceu o precursor da independência, Antonio Nariño e sua construção data de 1908. Seu acesso é vedado, por questões de segurança, mas é possível assistir, da Carrera 7, as segundas, quartas , sextas-feiras, sábados e domingos, às 15 horas, a troca da Guarda Presidencial, espetáculo que é apreciado por milhares de pessoas locais e também pelos turistas.

Catedral Primada de Colômbia - Na Praça Bolívar. Construída no local onde foi erigida a primeira igreja em 1539. Suas sucessivas ampliações e reconstruções se prolongaram até 1807, quando foram consolidadas em um projeto único. Sua consagração como Catedral Primada é de 1823. Em seu interior conserva um interessante patrimônio histórico e artístico, além de restos mortais de heróis da história colombiana.

A tarde, resolvemos ir até o Cerro Monserrate, com seus 3.190 metros. Caminhamos desde o Albergue até a Estação do Funicular. Foram mais ou menos uns 30 minutos de caminhada mas valeram a pena, já que aproveitamos para apreciar outras belezas da cidade. Neste local encontra-se ao Santuário do Senhor Caído, de grande valor religioso e popular, além da vista espetacular de Bogotá e da Cordilheira Central.

Aproveitamos, ainda, para passear no Parque Bavária, uma área enorme, de mais de 76 hectares, arborizada, com equipamentos urbanos e comunitários, segura, limpa. O mais incrível: toda esta área foi DOADA ao Município pelos proprietários da cervejaria . Aquela mesmo, que tem no Brasil !!!!!!

5º DIA – 23/AGO BOGOTÁ

Domingo . Dia de dormir um pouco mais. Bem pouco. Saímos após o café, para passear pela Carrera 7, sendo revistados pela “n” vez, desde que chegamos à Bogotá. Explicando: Como estamos hospedados no Albergue, localizado na Carrera 7, continuando por ela, passamos pelo Palácio de Nariño, o Palácio Presidencial, que neste trecho é um calçadão – uma peatonal – e há um aparato militar de segurança do Chefe da Nação e aí, abre e fecha mochila, mostra seu interior, com guias, água, revistas, lanches, barrinhas de cereais, etc.,etc... Mas sem maiores complicações ou demoras. Alguns até já nos conheciam !! .

Aos domingos, a Carrera 7 fica bloqueada ao trânsito de veículos, sendo destinada somente para pedestres até a Calle 32, com centenas, milhares de pessoas caminhando, de bicicleta, skates, jogando vôlei, basquete, aulas de alongamento e várias outras atividades. Quem resolveu utilizar a via pública pra isso, foi um ex-Prefeito que concorreu a Presidente da República.

Conseguimos ainda assistir ao ‘espetáculo’ da troca da Guarda Presidencial, realizado às 15 horas. Toda a área estava repleta de público local.

 

6º DIA – 24/AGO BOGOTÁ

Resolvemos seguir caminho. Vamos para Cartagena. Contatamos com as empresas de ônibus e a passagem custaria 155.000 pesos colombianos, numa viagem de 20 horas. Pedimos para reservar duas passagens e aproveitamos para passear no centro, dar uma volta com o Trans Milênio – espécie de metro rodoviário, de ônibus- que interliga a cidade. Eles mesmos dizem que copiaram a idéia de Curitiba, do prefeito Lerner. O que é bom deve ser copiado!

Ao passarmos por uma Agencia de viagens, havia um cartaz, oferecendo passagem aérea para Cartagena, por 159.000 Pesos Colombianos. Isso era o equivalente a 84,50 USD. Poxa vida, era isso que queríamos, ainda mais por este preço ! Compramos nossa passagem, mas só para o dia seguinte. Telefonamos cancelando nossa reserva de ônibus. Sem problemas. Teríamos mais algumas horas para “dar umas bandas” pela cidade , tomar café ,e praticar um pouco de espanhol, inglês, tcheco,alemão, francês e outras línguas com os turistas, nos pontos turísticos e nas escadarias da Plaza Bolívar. Ah, tudo isso com a indispensável linguagem universal.......mímica !!!!!!

 

7º DIA – 25/AGO BOGOTÁ – CARTAGENA

Fechamos nossa conta ( foram 86 USD para 6 noites) no Hostel Bogotá e saímos às 10 horas, rumo ao Aeroporto, onde tomamos o vôo, às 12,30h ,com destino à Cartagena.

Chegamos a Cartagena antes das 15 horas e pegamos, de imediato, um taxi que nos conduziu a um hotel. Não exatamente aquele que queríamos, mas o motorista nos informou que aquele para o qual havíamos nos interessado, ficava numa zona de perigo, de boca de fumo, travestis e prostitutas, com muitos assaltos, etc.,etc. Ficamos um pouco receosos e ele nos indicou um outro hotel...Um pouco mais longe, a corrida iria sair um pouco mais.... e nos enrolou . Pero no mucho. Ao chegarmos ao bairro de Bocagrande, queria nos levar ao hotel “x”, mas verificando nosso guia de viagem dos viajantes, fomos para outro, que ele não gostou, não aconselhou. Fomos neste que constava do Guia e até que não era dos piores !

Guardamos nossas mochilas e saímos “ batendo pernas “ pelo Bairro de Bocagrande, a beira do mar, com um calor sufocante.

 

8º DIA – 26/AGO CARTAGENA

Cartagena é uma das mais bonitas cidades da Colômbia, sendo declarada como Patrimônio Universal da Humanidade. É conhecida pelo seu belo legado arquitetônico, seu casario com balcões de madeira, suas igrejas , claustros , fortes e castelos.. Foi fundada em 1553 por D. Pedro de Heredia e é um importante porto desde a época da invasão espanhola.

Sua população é estimada em 900 mil habitantes e conta com vários fortes protegendo a cidade. A parte murada – concentrando o centro histórico – , no norte e oeste da cidade, tem muralhas com mais de 9 km. de extensão , foi um dos primeiros centros urbanos planejados e criados pelos espanhóis.

O calor é sufocante, durante todo o ano ,e sua temperatura média é de 30 Graus.

Percorrer o Centro Histórico é um passeio imperdível, com suas ruelas, balcões, igrejas , restaurantes e cafés. Há muita coisa para se ver: A Catedral, (de 1575), a Iglesia de San Pedro Claver, Puerta Del Reloj, Plaza Bolívar, o Portal dos Dulces, Plaza de La Aduana, o Palácio Municipal, Plaza de Los Heroes, com a homenagem a D Pedro de Heredia, o Castelo de San Felipe, (de 1637),o Forte de La Tenaza,( de 1735), tem paredes com mais de 15 m de altura, Igreja de San Francisco,( de 1550), Palácio da Inquisição, junto à Plaza Bolívar, Mosteiro de Santo Domingo( de 1579) e muito mais. Há, também, a casa do escritor Gabriel Garcia Marques, que não vive aqui, mas no México. É uma atração para os turistas que desconhecem sua história.

Passamos o dia inteiro no Centro Histórico de Cartagena, que é todo murado, desde o Sec. XVI. A cidade “amurallada” foi construída pelos espanhóis para se proteger dos invasores e posteriormente utilizada pelos Cartagineses para se defender dos espanhóis. Destacam-se as sacadas , ou os famosos “ balcones” que são herança espanhola, espalhados por toda a parte histórica, que está muito bem conservada.

Continuamos passeando, agora sem maiores preocupações quanto ao tempo. Fomos ao Bairro Getsemaní, onde nos recomendaram segurar bem nossas bolsas, câmeras fotográficas. Um guia nos aconselhou ” a tomar bastante cuidado, pois tudo de podre de Cartagena está lá “. Passeamos pelo Parque Centenário e fomos até o Centro da Cidade, aproveitando para circular pela Calle Santo Domingo, uma das principais de Cartagena.

As praias de Cartagena são de águas frias e , infelizmente, todas poluídas. O mar do Caribe, dizem, é muito bonito, mas nas proximidades do centro não é não.

Os passeios pelo Caribe, com duração de um dia ( umas 6 horas), custam em média de 80 a 100 US D, mais 10 USD, fixos, de imposto do Meio ambiente da Colômbia. Para Islas Del Rosário, o passeio nos custaria 110 USD por pessoa. Achamos que não valeria à pena e continuamos nosso passeio “ a pie” pelo Bairro de Bocagrande.

Cancelamos o trecho que faríamos de ônibus até Quito, considerando a extensão, os riscos, a idade dos viajantes e resolvemos, comparando os custos, chegar a Quito pelos ares, via aérea.

Aproveitamos o restante da tarde, para percorrer as agências de viagem, buscando a melhor proposta, para nós, deste trecho aéreo: as agencias das empresas de aviação não nos queriam vender as passagens, alegando que a Aduana de Quito não nos deixaria desembarcar, caso não tivéssemos a passagem de saída do país. Achamos estranho e fomos atrás de outras agencias. Logo encontramos outra agencia de viagem, que nos conseguiu uma passagem apropriada – custo razoável –com aviões idênticos, para o trecho Cartagena- Bogotá- Quito, com saída para o próximo dia, ao meio-dia.

 

 

 

09 DIA – 27/AGO CARTAGENA – QUITO

Pela manhã ainda passeamos pelas proximidades, fomos ao Porto e providenciamos nossa saída do hotel, onde pagamos 28 USD pela diária. Não foi barato, considerando o que nos proporcionava. O atendimento também não foi dos melhores e o café da manhã foi desastroso: um mingau de algo que não conseguimos identificar, com pão duro e café com leite. Mas isto faz parte da viagem!!. Se tudo for planejado e correr conforme os planos, achamos que não tem a mínima graça !

Tomamos o vôo às 12,30 horas com destino à Bogotá, com um avião Fokker 100 e chegamos á Capital às 14,20 horas. Demos algumas voltas no Aeroporto , com direito ao famoso café colombiano e tomamos as 16,50h o vôo para Quito, em um MD 83, aonde chegamos às 18,15 horas. A viagem foi tranqüila e os pilotos da empresa aérea são exímios, especialmente na aterrissagem.

Pegamos um taxi , por USD 6,00 até o Bairro Mariscal, onde reservamos alojamento no Hostel Mitad Del Mundo, da Rede HI. Este Hostel foi o melhor que estivemos até agora. O preço para um casal, com banho privativo e TV a cabo, foi de US 32 USD, com um café da manhã excelente e com o atendimento do Pepe e do Santi da melhor qualidade.

 

 

 

 

 

CAP. 2 - EQUADOR

 

O Equador é o menor país da América do Sul, tendo uma área de 283.650 km2 e uma população de aproximadamente 13 milhões de pessoas. O país é dividido em três regiões distintas: a costa, a serra e a oriental, dita amazônica. Uma quarta caberia para o Arquipélago de Galápagos, por estar distante mais de 1000 km e por ser uma área de proteção nacional .

O Equador como um país de pouca extensão territorial tem muitas facilidades de locomoção e de acesso. No sentido Sul/Norte é cortado pela Rodovia Panamericana que atravessa todo seu território cortando a selva equatoriana e seus vales cinematográficos. ora com vulcões e montanhas cobertas de neve, ora com vales belíssimos.

A Economia do Equador é dolarizada, desde meados de 2000, e sua língua oficial é o espanhol, sendo que no interior do país é bastante falada à linguagem Quéchua e o catolicismo é a religião predominante no país.

Sua Capital, QUITO é uma das cidades mais belas da América do Sul e onde, para nós brasileiros, o espanhol é mais bem assimilado, talvez pela pronúncia e a menor rapidez de conversação.

 

10 DIA – 28/AGO EQUADOR – QUITO

Quito está localizada a 2.850 metros sobre o nível do mar e tem aproximadamente 1,5 milhões de habitantes, num vale cercado por montanhas e vulcões.

A cidade é muito simpática para com os turistas, com um centro histórico bem preservado que lhe valeu, com toda razão, o titulo de Patrimônio Cultural da Humanidade, boas praças e parques, museus, igrejas ( comuns na América Hispânica), além de natureza igualmente bela, razão pela qual é também conhecida como uma das mais importantes em relação à história e a cultura

Quito foi fundada em 1534, pelo espanhol Sebastián de Banelcazar, porém já era habitada e, à época, já era a maior cidade inca no Equador, sendo que a Capital foi construída sobre as suas ruínas após quase 15 anos de combates.

Mesmo estando na Linha do Equador, Quito tem uma temperatura agradável, oscilando entre 10 e 20 graus Celsius.

Começando os passeios, logo pela manhã saímos a conhecer a cidade. Estávamos no Bairro Mariscal Sucre, no Hostel Mitad Del mundo, onde o pessoal é muito amável, especialmente o Pepe e o Santi, que nos deram muitas informações valiosas para e como conhecer a cidade.

Iniciamos no Centro Histórico, com a Catedral de Piedra – Arquidiocese de Quito (1550-1562), a Praça Garcia Moreno (Antonio Gabriel Garcia Moreno – que é uma personalidade histórica, sendo várias vezes Presidente do País), o Palácio Presidencial, a Praça independência ou Plaza Mayor, Igreja de Santa Bárbara (1550), Museu/Catedral Primada de Quito, Catedral da Companhia de Jesus (1605-1770), a Alcadia Municipal, Plaza Santo Domingo, Praça San Francisco e muitos museus, Monastérios, além de muitos prédios históricos restaurados, por toda a área central .

O Centro Histórico de Quito é belíssimo. Só tem um defeitinho básico : é morro acima e morro abaixo. Não se consegue caminhar com rapidez, porque acaba faltando oxigênio e a respiração fica no velho estilo “cachorrinho”, uma respiração curta e sempre acaba faltando ar !! Tudo decorrente da alta altitude ( 2.850 msnm) da cidade .

Hoje almoçamos bem .Como sempre, plátanos fritos. Ah e uma surpresa: Sopa de espinaca, acompanhada de carguil. Tradução: “ sopa de espinafre, com pipoca”. Que o pessoal coloca dentro da sopa. Fica tri bom. E de sobremesa, um mouse libanesa ( origem do dono do restaurante ). Preço do almoço = 2,50 USD. Bom demais !

 

11 DIA – 29/AGO QUITO

Saímos cedo, logo após nosso desayuno e resolvemos ir até o Parque Pichincha que tem o Vulcão do mesmo nome, ainda ativo. O Parque está situado numa altitude de 4100 mnsm. O acesso à parte elevada do Parque é através do teleférico ( 8 USD) , saindo de uma altitude de 2.860 metros para quase 4.000 m em mais ou menos 15 minutos. Nesta altitude é muito frio, com bastante vento, cortante, congelante .

Do alto do Parque se tem uma visão geral de toda Quito. Mas infelizmente em função do mau tempo, nublado, não tivemos uma visão espetacular do Vulcão Pichincha, mas mesmo assim valeu a pena todo o esforço.

No interior do Parque há vários caminhos orientando os turistas para que possam aproveitar melhor a paisagem. Aproveitamos e fomos, também, até a Ermida de Santa Dolorosa, uma pequena igreja, a mais de 4000 metros de altitude.

Mais tarde, descemos e pegamos o Metrobus, até o final da Linha ( Estación Ofelia), por 0,25 USD, por mais ou menos uns 30 minutos e depois trocamos por um Micro por mais 15 minutos e ao custo de 0,15 USD para chegar até a cidade (fictícia) de Mitad Del Mundo, que é um dos pontos de maior atração turística do país. Esse parque, situado a uns 40 km da cidade, foi construído em 1979 e desde então recebe turistas de todo o mundo, já que ali , pelo menos dizem, que passa a Linha do Equador , que divide os hemisférios Norte e Sul.

Como todos, ou quase todos, os turistas que passam por ali, também nós tiramos a foto tradicional : Um pé no hemisfério Norte e outro no hemisfério Sul. No Parque há também um obelisco/monumento com 30 metros de altura, representando os quatro pontos cardeais, além de Museu Etnográfico , um Planetário e alguns pequenos museus dos países envolvidos na medição da Linha do Equador,no período de 1736 a 1744.

Ao final da tarde, fomos almoçar comida chinesa, com água mineral. Custou-nos 5,75 USD. Para finalizar este dia, à noite encontramos no Albergue, uma argentina, Cristina, que estava saboreando um mate . Para nós, gaúchos, um chimarrão !!!. Que saudade. Cristina, é uma motorista de táxi, em Buenos Aires e estava viajando ‘sola”, da capital Portenha à Bogotá. Tomamos alguns mates, trocamos informações, porque pretendemos nos encontrar quando visitarmos Buenos Aires, para tomarmos um café.

 

12 DIA – 30/AGO QUITO

Estamos cansados. Acordamos cedo, tomamos nosso café, mas o passeio para Otavallo não saiu. O carro da excursão/ guia danou-se e com ele , nós também.

Fomos à Feira de Artesanato na Praça dos Presidentes, mas acabamos não comprando nada. Ficamos passeando pela cidade, aproveitando para conhecer El Panecillo ( Monumento à Virgen de Quito), Igreja e Convento de San Diego, Igreja de San Roque, Monastério de Santa Clara e outros lugares religiosos da cidade.

Há que se fazer um estudo sério, criterioso, de muita profundidade: “ Porque há tantas igrejas , na América Espanhola ? Em todas as cidades , há igrejas em profusão, de todos os tipos e tamanhos “. Comentando com o pessoal do Albergue, eles também concordam . Há igrejas demais. E aí, fiz um questionamento: “ Há tantas igrejas pelo povo ser muito católico ??: Ou o povo é excessivamente pecador ??????” . Todos caíram na risada. Mas não deram resposta ! !

Conseguimos descobrir o ônibus que vai para Cuenca e fomos até a sede da empresa Imbambura, que dizem ser a melhor, comprar as passagens. O ônibus sairá às 5,30 horas da manhã e demorará cerca de 10 horas. Foi nossa opção, pois queremos apreciar a paisagem e ficar sem fazer nada, descansando um pouco nossa musculatura.

Ao final da tarde, como sempre, fomos almoçar e hoje escolhemos um restaurante muito elegante. Um luxo só! O almoço, sopa, prato principal , água mineral e postre (sobremesa), nos custaram 12,50 USD, com gorjeta !!!

 

13 DIA – 31/AGO QUITO a CUENCA

Saímos no Hostel Mitad Del Mundo, em Mariscal, às 5 horas da manhã, num táxi, porque ainda estava escuro e bastante frio. O ônibus da Imbambura foi pontual na saída e viajamos por pouco mais de 10 horas, entre montanhas e, de vez em quando, um povoado perdido. O ônibus é estranho pelo ambiente que estamos acostumados : música alta, muito cheiro (seria fedor ??), cholas, vendedores que nas paradas entram no coletivo e vendem de tudo: pollo frito, papas fritas, pastéis, batatas inteiras fritas, cana de açúcar em pedaços, refrigerantes, picolés, comidas em sacos plásticos, etc. Não nos arriscamos e ficamos no nosso básico de viagem: bolachas recheadas, biscoitos água e sal, barras de cereais e refrigerantes .

Chegamos ao final da tarde, cansados mas inteiros. Por indicação do pessoal da empresa de ônibus, fomos ao Gran Hotel, no Centro da cidade, com diária de USD 30,00. Achamos caro, no início, mas depois compensou com um excelente café da manhã e acomodações “ prá lá de especiais “, além de TV a cable, internet e jornais do dia.

 

14º DIA – 01/SET CUENCA

Cuenca é a capital da Provincia de Azuay e se encontra a 2.540 msnm, com uma população de aproximadamente 400 mil habitantes e a temperatura oscila entre os 14 e 18 º durante todo o ano e estratégicamente situada à beira da Rodovia Panamericana. É provavelmente uma das mais belas cidades do Equador, pelo menos, para nós, e é a terceira mais populosa do país.

A Capital foi tombada pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade em dezembro de 1990. Sua arquitetura é a mais bem preservada, dizem por ser Cuenca também a mais rica, com prédios coloniais, igrejas antigas, ruas de pedra, casas com sacadas coloridas e telhados vermelhos

Saímos cedo, pois queríamos percorrer todo o Centro Histórico durante o dia. Dividimos nosso “city-tour a pie”, em dois turnos :manhã e tarde, lógicamente. Mãos à obra, ou melhor, pés a caminhar e lá estávamos a caminhar, aproveitando, também, para fazer nosso exercício diário. Fomos a todos os lugares que nos indicaram e que constavam de nosso roteiro do Centro Histórico, alguns inclusive em obras de restauro.Em geral estão bem conservados. Fomos também à parte nova da cidade, passando pelo Estádio do Desportivo Cuenca para ir ao Supermercado fazer as nossas indispensáveis compras.

O Centro histórico é formado pela zona residencial mais antiga e é bem amplo e nele são encontradas a maioria das Igrejas com características históricas e arquitetônicas, a zona arqueológica, os bairros produtores de artesanatos e outros locais de interesse.

Começa-se o city tour, o nosso que é a pé , na Praça de San Sebastian, com o Museu de Arte Moderna., logo depois o Mercado de 10 de agosto. Em poucas quadras, se encontra a Praça das Flores, junto à Igreja e o Monastério Del Carmen de La Asunción ( 1862 ). Pela Calle Mariscal Sucre, chega-se até os lugares mais importantes da história local, com a sua arquitetura especial, histórica: a Catedral Vieja (1682) , a Igreja de La Virgen Imaculada Concepción, também chamada de Catedral Nova (1898), a Municipalidade de Cuenca, do Palácio da Justiça, além de muitas residências restauradas, algumas em estilo Frances, dos princípios do Sec. XX. Há muitas Igrejas em Cuenca, uma característica da cultura espanhola, demonstrando o poderio da religião católica de então. Seguindo-se pela Mariscal Sucre, até a Calle Simon Bolívar, chega-se à Cúria ou Palácio do Arzobispado, Igreja de San Alfonso, Alcadia de Cuenca, Monastério das Las Conceptas,construída sobre ruínas Incas, Igreja de La Merced, Igreja de San Blás, Igreja do Santo Cenáculo, Plaza Calderon.

Terminando nosso dia, resolvemos ir até o Terminal Rodoviário, onde compramos as passagens para PIURA, Perú. O ônibus sairá às 21 horas, com chegada prevista para 6 horas da manhã. O custo ? USD 12,00 para cada um. Mandamos algumas mensagens para nossos parentes e amigos, relatando nossa viagem. Com esta alteração de planos, Piúra não constava de nosso roteiro, tivemos que buscar novas informações na internet e no nosso Guia.

15 E 16 DIA – 02 E 03/SET CUENCA – Piúra , Chiclayo – TRUJILLO

Após o “lauto” café da manhã, saímos para o Centro, na tentativa de sacar dinheiro dos Bancos. Nos serviria qualquer banco que aceitasse nosso VTM, mas tivemos que percorrer quase todo o centro financeiro da cidade, pra conseguir sacar “ unos dólares”. Até pareciam os bancos populares do Brasil. Nos Cajeros, caixas automáticos, não conseguimos sacar. Fomos conversar com um atendente, após com um supervisor, a seguir com o sub-gerente, depois com o Gerente, depois..... assim foi, como se estivéssemos no Brasil, na Caixa, onde tudo anda, ... lento. Muito lento. No início da tarde, conseguimos que um gerente do Banco BOLIVIANO nos atendesse e providenciasse “ la plata necessária“ .

À tarde passeamos pelos locais que faltavam e tomamos um sorvete, mais caro que o almoço. Acertamos nossa conta no Hotel e deixamos nossas mochilas na recepção e fomos passear, gastando sola de sapato até o anoitecer.

Já perto das 20 horas, fomos até a Rodoviária esperar a saída do ônibus para Piúra, que será às 21 horas. Enquanto aguardamos, aproveitamos para jantar sóbrio : pão , biscoitos e coca...COLA.

Foram 5 horas de viagem até a imigração entre Equador e Perú. Isso que o ônibus foi abordado por quatro vezes por policiais e/ou militares, para averiguação de documentos e revista pessoal e da bagagem. A tramitação foi bem rápida, porém na aduana não há nada. Nem banheiros, água. Nada.

Chegamos a Piúra por volta de 6 horas da manhã, bem mais do que a previsão inicial do motorista do ônibus. A cidade não nos agradou; é feia, sem atrativos e, pelo que o pessoal do terminal da empresa de ônibus nos falou, não havia nada de interessante… Muito confusa, com uma profusão de triciclos/mototaxis, e um trânsito caótico.

Já que as informações da cidade não eram das melhores, procuramos outra empresa de ônibus, desta feita da Línea, que nos levaria até CHICLAYO, onde um grupo de companheiros da viagem anterior, na sua maioria europeus, iria praticar surf. Nos convidaram para acompanhá-los, mas a nossa praia é outra, até pela nossa capacidade física e nenhuma disposição para cair nas águas frias do Pacífico. Bem, conseguirmos nos acomodar no ônibus que parte às 8 horas, para Chiclayo, por USD 8,00 ( aproximadamente uns 24 Soles), aonde chegamos aproximadamente às 11 horas. Aproveitamos para circular pela cidade, mas antes disso, compramos as passagens que nos levassem até a cidade de TRUJILLO, cujo ônibus sai às 12 horas. O Custo foi de USD 9,50 (uns 28 Soles) e chegamos à Trujillo pouco depois das 16 horas.

Depois desta nossa “indiada” ou peripécia , optamos por não mais viajar à noite. É muito cansativo e no dia imediato, ficamos “no bagaço”, sem forças para quase nada. Decidimos, também, eliminar Huaraz do roteiro. Seriam o mesmo número de horas de viagem que demoraríamos para ir até Lima, que faremos daqui a alguns dias.

 

 

 

[/b]CAP. 3 - PERÚ

 

O Perú é o terceiro maior país da America do Sul, com uma extensão de 1.285.214 km2 e tem uma população de aproximadamente 26 milhões de habitantes, sendo que uma parcela considerável, mais de 30%, mora em Lima, a capital do país.

O país conquista a todos pela sua diversidade cultural e geográfica, especialmente pela preservação de suas cidades e seu patrimônio histórico: vestígios da civilização pré-colombiana, da ocupação espanhola estão conservados em várias cidades, em diversas regiões, sejam na costa, nos altiplanos, na cordilheira dos Andes, na floresta amazônica. É um país que merece ser visitado.

A população tem sua formação básica indígena, que representa aproximadamente 45% da população, com a maioria de origem quéchua, moradores das regiões altas, montanhosas; depois os aimarás, localizados principalmente na região próxima ao Lago Titicaca. Os mestiços representam em torno de 40% e os brancos os 15 % restantes, porém esta minoria detém a hegemonia econômica do país.

O idioma oficial é o espanhol, porém são utilizados pela população o quéchua e a Aimara. A religião católica é preponderante, decorrente da dominação espanhola.

 

17 DIA – 04/SET TRUJILLO

Após um merecido descanso, depois de quase 20 horas dentro de transporte coletivo, uma noite perfeita, numa cama confortável. Contatamos com vários hotéis, com custos de 60 a 90 Soles, por habitação doble, com banho privado e desayuno. O hostel que tínhamos como fonte-recomendação tinha o mesmo preço do que optamos, porém este tinha TV a cabo e internet, e mais bem situado, em pleno centro histórico da cidade. É esse que vamos : Hotel Colonial.

Pela manhã, logo após nosso desayuno- café matinal- fizemos nosso “city tour a pie”, com o mapa e informações nos prestadas pela recepção do hotel. Fomos até a Polícia Turística buscar outros mapas e informações, mas não havia nada de diferente disponível. . Começamos nosso passeio com a Catedral de Trujillo (1616) e a Plaza de Armas, Igreja de San Ignácio, Igreja de San Agustin (1558), Igreja Del Carmen (1759), Igreja de La Merced , Igreja de San Francisco (1625), Portal da cidade histórica, Museu de Arqueologia da Universidade Nacional, com acervo que conta a história da região, além de uma excelente biblioteca disponível, mesmo para turistas; Palácio Iturregui ( líder emancipacionista)(1820), Casa Calonge , em estilo neoclássico,conserva o escritório do Líder Simon Bolívar; Casa Ganoza Chopitea , com seu portão de acesso em policromia de estilo barroco, com uma boa coleção de moveis e espelhos, e muito mais. Corte Superior de Justiça, prédio da Intendência de Trujillo, Iglesia de La Compañia de Jesus, que hoje abriga a Universidade da Cidade e muitas outras importantes coisas para se ver e apreciar.

O Centro Histórico de Trujillo encontra-se no centro do circulo formado pela Avenida Espanha, e toda a parte histórica pode ser percorrida a pé, sem maiores transtornos, sem problemas. Mesmo as empresas que fazem o transporte coletivo, urbano e interurbano, são fáceis de localizar, não muito distantes do centro da cidade.

Ainda neste mesmo dia, aproveitamos para fazer um passeio pelo Circuito Arqueológico de Chan Chan, que são classificadas como Patrimônio Cultural da humanidade, e seu entorno, Huaca El Dragon, também chamada de Huaca Arco Iris, Huaca La Esmeralda , o Museu do Sitio Chan Chan e o Palácio Chan Chan. Huaca significa, na língua Chimu, lugar sagrado . O passeio nos custou 15 Soles (uns 5 USD) por pessoa e teve duração de quase 6 horas. É impressionante a capacidade da civilização Chimú, anterior à Inca e por eles derrotada, na construção de cidades, aquedutos e fortalezas com argila. Este é o maior conjunto de ruínas de barro, composto por quinze cidadelas independentes, todas com a mesma estrutura básica, construídas pelos Chimus por volta do Sec. XIII.

Finalizando nosso passeio por Trujillo, fomos até a praia de Huanchaco, que tornou-se famosa por possuir a maior concentração dos “Caballitos de totora”, embarcações somente encontradas aqui no norte do Perú. Construídas por totoras, uma espécie de junco , as canoas são utilizadas por pescadores da região há mais de mil anos e são consideradas um patrimônio local e bem interessantes do ponto de vista turístico.

 

18 DIA – 05/SET TRUJILLO Á LIMA

Novamente embarcamos em ônibus da empresa LINEA, muito bom por sinal, que nos levou até a Capital Peruana a um custo de 82 Soles ( 27 USD) para nós dois. E lá se foram mais nove horas de viagem, apreciando desertos, oceano, montanhas, vilarejos.

Ao chegarmos a Lima, fomos logo até o HI- Lima, no Bairro Miraflores, perto do Oceano Pacífico, é um bairro muito bonito, turístico e executivo, elegante, com vários cafés, shoppings centers, lojas e livrarias. A diária estava em US 40 por noite, para nós. Logo após nos alojarmos, largamos nossas mochilas e fomos até o supermercado adquirir os produtos integrantes de nosso kit básico de viagem, além de aproveitarmos para jantar e conhecer os arredores .

LIMA e uma cidade interessante, mas que assusta: Tem mais de oito milhões de habitantes, onde o contraste é violento: de um lado, altos edifícios, com tecnologia de ponta, mas, ao lado, as favelas e a pobreza mostrando sua cara, com a carência de tudo. Tem a pujança de uma cidade crescente com a pobreza imensa. Aranha-céus , trânsito confuso, poluição imensa.

Isto é Lima, fundada em 1535, pelo conquistador Francisco Pizarro, uma cidade imensa, de imensos contrastes. Mas é bela, enorme, com o deserto de um lado, montanhas do outro. Poeira que cobre a cidade que fervilha, como um formigueiro, de tanta gente .

Lima é Patrimônio Histórico da Humanidade ; não tem um patrimônio importante dos Incas, mas tem um Centro Histórico relevante, que vale a pena ser visitado, além de suas praças, calles, museus, Cerro San Cristobal e , além disso, uma temperatura agradável, entre os 15 e 25 graus.

 

19 DIA - 06/SET LIMA

Domingo. Dia de descanso, para as pessoas normais, não para viajantes não formais. Logo após nosso café da manhã, orientados pelo pessoal do Hostel, soubemos que haveria, durante todo o dia, desfiles pátrios, em homenagem à Independência do Perú, em 28 de julho, mas que este ano, em função da gripe A1N1, a “gripe Porcina”, foram adiados para setembro, 06, justo quando estávamos na capital.

Aproveitamos para comer e beber, bem !. Especialmente as comidas, postres, pratos típicos, assados e algumas coisas diferentes, sem identificação.

Passeamos, ainda, pela Calle Jiron da La Union, que é o calçadão – peatonal, com algumas lojas e locais interessantes, para aqueles consumistas, loucos por lojas da moda !

 

20 DIA - 07/SET LIMA

Fizemos nosso “city tour a pie”, como o Parque Larcomar, Parque Kennedy, rever o Pacífico e bater papo com os peruanos que encontramos.

De nosso albergue até o Centro Histórico que Lima são aproximadamente 8 km e demoramos umas duas horas para chegarmos. Estávamos apreciando e conhecendo a capital, não tínhamos pressa. Ainda bem. Ao descansarmos em uma praça, próxima à Embaixada de Israel, que não sabíamos, talvez pelo nosso aspecto de mochileiros, viajantes despreocupados, fomos interpelados pela policia local, que nos proibiu de “sacar fotos". Foi bem fácil chegar até o centro. Seguimos pela Calles Alfredo Benavides, José Largo e Avenida Arequipa e Avenida Garcilaso de La Vega, que mereceria um tópico especial, por um dos maiores escritores/historiadores da literatura peruana, conhecido como o Príncipe dos escritores do Novo Mundo. Pertenceu à época dos cronistas pós-toledanos, durante o período colonial da História do Peru. Batizado com o nome de Gómez Suárez de Figueroa trocou-o anos mais tarde durante a sua estada em Espanha, para Inca Garcilaso de La Vega. É tido como o peruano mais insigne da colônia, tendo sabido expressar a sua exaltada nacionalidade na sua obra prima: "Comentários Reais dos Incas", a qual chegou a ser vetada pela coroa espanhola ao ser considerada judiciosa e perigosa aos seus interesses.

Chegamos ao centro e demos de cara com a Plaza de Armas, ou Plaza Mayor, onde aconteceu a fundação da cidade, em 1535, pelo espanhol Francisco Pizarro. Nesta praça estão representados os poderes principais do Peru : O Palácio Presidencial, o Palácio Legislativo e a Catedral, representando a igreja católica !

O Palácio Presidencial, datado de 1921, foi edificado onde Francisco Pizarro, no Sec. XVI estabeleceu a sede do seu poder no país. Há passeios guiados, na parte da manhã, mas perdemos, pois chegamos atrasados, e que culminam com a troca da guarda presidencial, perto do meio-dia.

A Catedral de Lima, datada de 1535, mesmo ano da fundação da cidade, porém foi restaurada diversas vezes, sendo a última em 1756 e é um dos monumentos histórico do Peru. Em seu interior, com vários altares resplandecentes em ouro, estão os restos mortais de Pizarro. As visitas são permitidas e gratuitas, mas há visitas guiadas à tarde, que são pagas.

Bem próximo, também, está a Igreja e o Monastério de San Francisco , construção datada do Sec. XVII. e que é um dos exemplos da arquitetura do período em que Lima foi sede do Vice-Reinado espanhol. Naquela época, as pessoas importantes da sociedade peruana, logicamente católicas, eram enterradas em catacumbas, em diversas galerias no subsolo da Igreja. Contam que são milhares de esqueletos humanos, dizem que mais de 30 mil, em covas com até 10 metros de profundidade. Mesmo sendo uma visita não muito agradável, valeu a pena, já que aproveitamos para visitar a Biblioteca do Monastério, com mais de 20 mil exemplares alguns datados do início da colonização espanhola no Perú.

Monastério de Santo Domingo, pouco mais de uma quadra da Plaza Mayor, foi o primeiro erguido na cidade, no Sec. XVI. Em seu interior, há o altar de San Martin de Porres (sic), o primeiro santo católico negro e peruano.

Próxima ao Centro histórico aproveita-se para ver outras coisas, como a Plaza San Martin, Palácio da Justiça, Palácio Arzobispal, Prefectura de Lima, a Plaza 2 de Mayo, a Plaza Bolognesi, Plaza Garibaldi, Plaza França, a Capela da Virgen Del Rosário, Museu da Inquisição, que conta a história, os métodos e instrumentos de tortura utilizados para forçar confissões de ‘crimes’ de caráter religioso e/ou bruxaria. Há, também, cassinos para os aficcionados, que não é nosso caso.

Há, ainda, o Circuito Mágico das Águas, com um parque aquático maior do mundo, segundo os peruanos e que fica próximo ao Centro Histórico, na av. Paseo de La República, que oferece à noite, um espetáculo que merece ser visto.

 

 

21 DIA – 08/SET LIMA a CUSCO

Como houve um ataque das forças paramilitares - senderos da VRAE (Vale dos Rios Apurimac y Ene) na última semana às forças militares do exército peruano, com a queda de um helicóptero e morte dos tripulantes, nos aconselharem a não ir de ônibus à Cusco, pelo trajeto que pretendíamos.

Nova alteração dos planos de viagem que, na real, não interferem tanto assim. Fomos, então, procurar um vôo barato para Cusco. Depois de conhecermos quase todas as agências no entorno da Plaza de Armas, conseguimos por US 133,00 cada uma, com todas as tarifas, impostos e taxas inclusas, para amanhã pela manhã.

Aproveitamos o restante do dia para passearmos pelos locais que ainda não conhecíamos, lavar e arrumar nossas roupas, comprar alguns produtos no supermercado e tirar unas fotos frente ao Cassino de Lima.

Fechamos nossa conta no Hostel e nos dirigimos ao Aeroporto, com duas horas de antecedência, pois somos estrangeiros ! A saída estava prevista para as 9h 30 min. Doce ilusão: o vôo saiu somente às 10,45h e acabamos chegando por volta do meio-dia.

CUSCO está situada a 3.399 metros de altitude sobre o nível do mar, têm uma população de aproximadamente 500 mil habitantes, com uma temperatura entre 4 e 20 graus. A época das chuvas é de novembro a março, com frio mais intenso nos meses de junho e julho.

Cusco, ou Cuzco ou ainda Qosqo, em quéchua, significa no idioma nativo “umbigo do mundo “.

Conseguimos um hotel, situado junto a Plaza Regocijo, bem próximo a Plaza de Armas, com preços acessíveis. Apartamento duplo, com banho privado, desayuno , TV a cabo, com apenas uma emissora do Brasil, de frente para a praça , por USD 25,00.

Pela primeira vez na viagem, me deu o mal da montanha, “ um mareo” que foi aniquilado a base de Soroche Pill, comprimidos a base de AAS, cafeína e outro componente já esquecido.

Fomos logo ao nosso tradicional “city tour a pie” que não durou muito : Havia um desfile de várias tribos indígenas, não só do Perú, mas também da Bolívia , em homenagem à Nuestra Senhora de La Natividad, mas que os locais denominam de Nuestra Señora ou Virgen de Almudena .

É um espetáculo de danças, coreografias , cores, roupas, acessórios, chapéus, pinturas e aspectos típicos de cada tribo, que tomaram as ruas próximas ao Centro Histórico de Cusco e ao qual acorria uma considerável parcela da população local. Nas representações utilizam os aspectos locais, quanto às vestimentas, danças, representação de animais, com a participação de crianças e adultos, que faziam o desfile com uma alegria de tal forma contagiante que encantavam a todos os espectadores .

 

 

 

23 E 23 DIAS – 09 E 10 /SET CUSCO

A forma mais econômica e prática de conhecer Cusco é mediante a aquisição do Boleto Turístico, que tem uma validade de 10 dias e que pode ser comprado no Escritório Turístico, na av. Sol, próxima à Praça de Armas. Com este Boleto, pode-se visitar o Museu Regional, o Museu Koricancha, Museu de Arte Contemporânea, Museu de Arte Popular, Monumento ao Inca Pachacutec, Convento de Santa Catarina, Sacsayhuamán, Qenko, Pukapukara, Tambomachay, Pisaq, Ollantaytambo, Chinchero, Tipon e Pikallacta. Este Boleto custava em torno de 130 Soles, aproximadamente USD 40,00. Vale a pena adquiri-lo, com toda a certeza.

Como somos turistas que não acompanham muito os roteiros oficiais, fomos por nossa conta ( e risco ), até porque já conhecíamos a cidade, de uma visita anterior. Hoje fomos até Sacsayhuamán, que fica uns 2 km. ao norte da Cidade e demoramos uns 30 minutos para chegar até lá. A subida é íngreme, mas como sempre, não tínhamos pressa. O local abrigava um templo religioso, estando ali localizado o tempo mais importante, o de Hanan Qosqo, o Cusco de cima, destinado à cosmologia, a adoração ao sol ( Inti), à lua ( Quilla), as estrelas (Chaska), raios (Illapa) e demais divindades. Não conseguimos passear por todo o complexo, pois não tínhamos ingresso e não nos permitiram passear pelo parque.

Pagando, pode-se fazer ainda o circuito religioso, que permite visitar as principais igrejas da cidade. O custo é de aproximadamente uns USD 10,00.

A Plaza de Armas é o centro de tudo em Cusco. Pode-se fazer dela o ponto inicial de orientação para conhecer os principais pontos da cidade, os supermercados, hotéis, lojas, etc.

O artesanato da região é bastante apreciado. De forma multicolorida e de boa qualidade , especialmente em couros, tecidos, agasalhos de lã de Lhamas e alpacas, está presente em todos os locais, em especial nas proximidades da Plaza de San Blás. Os preços são convidativos, mas não se esqueça de pechinchar, sempre !

Próximas ao centro e tudo está próximo, há muitas atrações : A Plaza de Armas, ponto de encontro de todas as tribos e todos os turistas, centralizada as atenções de todos. Junto a Plaza de Armas, estão também, a Catedral de Cusco, cuja construção iniciou em 1556 e terminou em 1669, foi edificada sobre um antigo templo Inca; Junto á Catedral, a sua direita, a Igreja Del Triunfo (1536), e à esquerda, a Igreja de Jesus Maria. O acesso pode ser feito por boleto, ou muito discretamente antes, durante e após as missas, que são freqüentes. Cusco está repleta de Igrejas, todas próximas: Igrejas de San Blás, Santa Teresa, da La Compañia de Jesus, Santa Catalina, La Merced (Igreja, Museu e Monastério), de 1660; Santo Domingo ( sec. 16), também construída sobre antigo templo Inca, Igreja de Santa Clara, San Francisco ( 1645) e San Pedro. Igreja de San Fernando, San Cristobal .

Ainda na cidade, os Museus Religioso do Arcebispado, na rua lateral da Catedral, umas três quadras da Plaza de Armas ; o Museu de Arte do Monastério de Santa Catarina,nos fundos da Igreja, na Plaza de Armas; o Museu Arqueológico de Koricancha, na Av. Sol, umas três quadras da Plaza de Armas; o Museu de Regional, também chamado de Casa Garcilaso, também próxima a Plaza e o Museu Inka,a duas quadras da Plaza, na rua lateral esquerda da Catedral.

Outra atração, pelo menos para nós, são os mercados públicos locais. Em Cusco há o Mercado de San Pedro, junto á Igreja do mesmo santo, distante umas oito quadras da Plaza de Armas, onde há de tudo e mais um pouco : frutas em profusão, de todos os sabores, cores, tamanhos e formatos, verduras, produtos lácteos, um queijo que dizem ser muito bom, tecelagem, artigos em couro,artesanatos diversos, batatas (papas) de todos os tipos, cores e tamanhos. Encontramos neste mercado, uma impressionante variedade de milho ( maíz) também de todos os tipos, cores e tamanhos; venda de carnes in natura e a peso: Um quilo ou dez, tudo à mostra e disponível para o freguês. Quase experimentamos, neste mercado, um " Plato del Dia",o nosso brasileiríssimo “PF” mas já havia passado a hora do almoço !!!!

Estávamos em dúvida sobre o passeio à Machu Picchu, pois os preços cobrados pelas agências estão muito caros. As agências informam que o Governo Peruano quer selecionar os visitantes, elevando os preços, de forma que somente as pessoas com real interesse ou maior poder econômico visitem as famosas ruínas. Os preços estão em torno de 150 a 200 USD, por pessoa. Resolvemos ir, já que estando em Cusco e não visitando Machu Picchu , seria algo como visitar Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e não visitar o templo Beira Rio, sede do Internacional !

 

24 DIA - 11/SET MACHU PICCHU

Machu Picchu, para nós brasileiros e latino-americanos, é uma das grandes atrações de nossa América. É uma atração mundial, com toda a certeza, constatada a qualquer tempo com o elevado número de turistas europeus, asiáticos, americanos e africanos. No dia-a-dia de Machu Picchu se constata que a verdadeira Babel é ali. Há conversas em todos os idiomas, numa confusão organizada, perfeita, harmoniosa.

Machu Picchu - Montanha Velha , na linguagem quéchua , declarado pela Unesco, em 1983, como Patrimônio Cultural e Natural da Humanidade, divide-se em duas grandes áreas, urbana e agrícola. O setor urbano é o mais apreciado pela sua arquitetura e a perfeição das construções com o encaixe das pedras, resistente aos terremotos, tal a sua técnica de edificação. Ao longo do local, identificam-se praças, santuários, torres, fontes, prisões. A parte agrícola é ressaltada pelas técnicas avançadas para a época ( e ainda hoje) de cultivo nas terraças e à prevenção a erosão.

Para subir à Machu Picchu (2.430 msnm), a forma mais comum é em ônibus, depois o trem, desde Cusco. O pior de tudo é que a viagem é bem demorada – uma hora e meia, de ônibus até o embarque no trem, no nosso caso em Poroy, que saiu às 7,42h e chegou às 10,50h e , ao chegar a Águas Calientes, mais meia hora até Machu Picchu. No final, se pode ficar em torno de umas 6 ou sete horas, no máximo, nas montanhas. A viagem de retorno à Cusco é cansativa, com chegada por volta de 23,30 horas.

Para quem tem o espírito de aventureiro um pouco mais acentuado, há o Wayna Picchu, a montanha nova- que se descortina das ruínas. A escalada depende do preparo físico dos visitantes, mas leva em torno de uma hora e a vista lá de cima é espetacular, com visão de todas as ruínas de Machu Picchu.

Um pouco da história das ruínas segundo o Instituto Nacional de Cultura do Perú : Já em 1874 o cartógrafo alemão German Göhring registra os nomes de Machu Picchu e Wayna Picchu. Posteriormente o agricultor Agustin Lizárraga se estabeleceu nas proximidades. Outros exploradores como Melchior Arteaga, Justo Ochoa, Gabino Sánchez, Enrique Palma , Béjar, Monrroy e Dr. Tomas Peine, entre outros já eram conhecedores de Machu Picchu. Em começos do século passado, o professor norte-americano Hiram Birgham, estudioso da vida e rotas libertárias de Simon Bolívar, toma conhecimento e demonstra interesse na cultura inca e suas trilhas. Acompanhado de guias e trabalhadores parte de Cusco, atravessa o atual Vale Sagrado dos Incas e chegam a Mandorpampa, onde um agricultor lhes indica que nas montanhas existiam ruínas de uma cidade. Na subida da montanha encontram famílias camponesas que viviam e trabalhavam na terra na parte baixa a oeste das ruínas, que lhes levam até o alto, onde inicialmente encontram a “ Tumba Real”, o “Templo Principal’ e o “Tempo das Três Janelas“. A este dia, 24 de julho de 1911 se atribui o descobrimento científico de Machu Picchu”. Birgham denominou Machu Picchu de “ A cidade perdida dos Incas” e a ela retornou em anos posteriores acompanhado de especialistas, levando grande parte de suas descobertas à Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mas que estão sendo reivindicadas pelo governo Peruano.

Machu Picchu é um lugar mágico!!. Foi um centro ritualístico, um lugar defensivo ou, uma cidade de veraneio dos soberanos Incas? Ainda não se sabe. Mas o lugar não é traduzível em palavras. As imagens mostram um pouco do que é Machu Picchu. O restante , deixe-se levar pela imaginação

 

25 DIA - 12/SET CUSCO a PUNO

Acertamos nossa conta no Hotel, bem cedo . Na Rodoviária, pegamos o ônibus às 8 horas, da Tour Peru, com destino a Puno, por USD 17,00 para nós dois.

A viagem foi bem tranqüila, com um visual excelente, com a rodovia pavimentada e o ônibus bem confortável. Passamos no Parque Ecológico Pikilanda (3790m), por Águas Calientes (4.070m), Abra-La-Raxa, (4.355 metros), este local com muita neve e vento. Foi congelante. Chegamos a Puno por volta de 15 horas.

PUNO – É conhecida como a capital folclórica do Perú , localizada na fronteira peruana e da Bolívia. Está situada a 3.827 metros sobre o nível do mar. Nos hospedamos no Don Julio, hostel da rede HI, por USD 25,00, por casal, com desayuno, baño privado com água caliente, e TV a cable (sem notícias do Brasil).

Saímos logo para conhecer a cidade. Fomos às margens do Titicaca, ( o lago navegável de maior altitude do mundo ( 3.820m) e o segundo em extensão da América do Sul, com mais de 9000 km2.), a Catedral da Cidade, do Sec. XVII, que mostra a fusão entre o barroco espanhol e os elementos indígenas, Plaza de Armas, Iglesia de La Merced, Santuário de La Virgen de La Candelária, Templo de San Juan Bautista, Mercado Artesanal, Iglesia de San Antonio e outros lugares.

Fomos almoçar. Ou jantar. Eram mais de 20 horas e estávamos com fome e cansados.

 

26 DIA – 13/SET PUNO – Copacabana – LA PAZ

Novo embarque em ônibus, agora com destino à La Paz, passando por Copacabana. O ônibus saiu às 7h30min da manhã e chegamos à Copacabana perto do meio-dia. O custo foi de 40 Soles, algo como 13 USD, as duas passagens. Na travessia do Lago Titicaca, os passageiros foram transportados num barquinho pequeno, instável, com umas quinze pessoas, sendo o pagamento desta travessia por conta dos usuários.

Logo no início da tarde, seguimos para La Paz, não sem antes um pequeno problema: O funcionário Rubens da empresa de ônibus que nos transportou de Puno à Copacabana, antes de chegarmos a essa cidade, cobrou de todos os passageiros o valor equivalente a 20 Soles que seria o valor da passagem para La Paz e que seria num ônibus similar ao que estávamos usando e que poderíamos deixar nossa bagagem no ônibus. No horário estabelecido, cadê o funcionário ? Sumiu. Em seu lugar, apareceu uma van para nos levar à La Paz. Pelo menos conseguimos preservar nossas mochilas....

Acabamos chegando ao centro de La Paz, ao entardecer, no “fim da linha do ônibus “, na Calle Illampu. Fomos logo procurar um hotel, e achamos o Copacabana, indicado por outros mochileiros, por USD 22 ,00, com baño privado, TV a cable e desayuno. Bem no centro da cidade, isso foi importante !

 

 

 

 

 

CAP. 4 - BOLIVIA

 

A Bolívia tem seu território cruzado pela Cordilheira dos Andes, formando duas cadeiras distintas de montanhas, Ocidental e o Oriental e entre elas está o Altiplano Boliviano, com mais de três mil metros de altitude. Nesta região vive a maioria quéchua e aimará de seus habitantes. Neste altiplano está, também, o mais alto lago navegável do mundo, o Titicaca, com nove mil quilômetros quadrados, a uma altitude de 3.820 m.

A Bolívia tem a Capital mais alta do mundo, com 3.650m. Estamos falando de La Paz, a Capital- sede dos Poderes Executivo e Legislativo. A outra Capital, a Constitucional, é Sucre.

A Bolívia tem uma área de 1.090.580 km2, com uma população de aproximadamente nove milhões de habitantes. Sua população é composta basicamente por tribos indígenas: quéchuas (30%) e aimarás (25%), outros formações (15%), restando para os descendentes de europeus ibéricos (15%) e outras populações o restante.

Os primeiros espanhóis chegam à Bolívia em 1530, na captura de índios para trabalharem nas minas de prata. Em 1809, o Alto Peru, a então denominação, foi uma das primeiras colônias espanholas a tentar a independência, comandados pelos idealistas Simon Bolívar e Antonio Jose de Sucre, que derrotaram os espanhóis, declarando-se independentes em 06 de agosto de 1825, fundando a República Bolivariana.

Os idiomas oficiais são o espanhol, o quéchua e o aimará. O Catolicismo é professado por mais de 85% da população. A taxa de analfabetismo na Bolívia é de aproximadamente 9 %%.

 

27 DIA – 14/SET LA PAZ

Saímos logo após o café da manhã para fazer o nosso tradicional “city tour a pie”, retornando somente à noite.

O problema continua sendo a respiração, ou melhor, a falta dela. Ao se acelerar o passo, procurando ir um pouco mais rápido, subir uma ladeira, não há ar, oxigênio suficiente. É a típica “ respiração “de cachorrinho “, com a diferença que não botamos a língua para fora !

A temperatura em La Paz fica entre 5 e 17º Graus. No sol é bem agradável, mas na sombra e ao anoitecer fica muito frio. É indispensável um bom agasalho .

Aproveitamos que estamos próximos ao centro, para ver o Palácio Presidencial, também chamado de Palácio Queimado, pois já foi incendiado em duas oportunidades, o Palácio Legislativo, a Catedral Nuestra Señora de La Paz – La Catedral de Piedra (1835) , Túmulo do Gal. Andrés de Santa Cruz- 1º Presidente Constitucional da Bolívia, todos situados junto a Plaza Murilo, que é um dos pontos principais da Capital , onde se pode ficar o dia todo apreciando o movimento , Basílica Menor de San Francisco, construída em 1549 e reconstruída mais três vezes, ao lado do Museu de San Francisco, situada junto à Praça de Los Heroes, com uma boa feira de artesanatos. Aos sábados pela manhã há cerimônias de casamentos indígenas, abertos à visitação pública, Igreja de Nuestra Señora Del Carmen, Igreja de La Merced e Plaza Venezuela. Passamos um bom tempo, na Plaza Venezuela, tomando sorvete e conversando com o pessoal que por lá passeava. Desta Praça pode-se apreciar o Elevado Illimani, com seus 6.462 metros, que coberto de neve faz um contraponto com a cidade.

 

28 DIA – 15/SET LA PAZ

Dia de aproveitar para conhecer algumas coisas próximas ao centro da Capital. Fomos ás Igrejas de San Juan de Dios, Santo Domingo, San Agustin , La Recoleta, San Sebástian,ao Museu Casa de Murillo, e fomos até a Calle Jaen, onde há quatro museus, numa mesma rua, um espetáculo. Daí fomos até o Mirador Killi Killi, que é um dos pontos mais elevados e onde, caso a poluição permita, pode-se ver Lima em todas as direções.

Retornando ao final do dia, fomos até a” Feria de las Brujas” onde são vendidos produtos destinados como oferendas à Mãe-Terra, a “Pachamama”. Verifica-se em muitas barracas a oferta de fetos de lhama secos, que no ritual andino representam o filho perdido da Mãe Terra, além de muitos outros produtos estranhos que são vendidos para compor uma “ mesa blanca” de homenagem a Pachamama. Dizem que muitas destas vendedoras são uma espécie de “benzedeiras”. Para os bolivianos estas mulheres são “ feiticeiras” que denominam de “kallawayas” (bruxas que levam a medicina nas costas ).

Nas barracas da “Feira de Bruxas”, na Calle Linares são encontrados produtos de todos os tipos, tamanhos, e origens e também se encontram flores, perfumes, amuletos, sementes e ervas medicinais, poções mágicas, e, logicamente, antídotos contra todos os males.

O transporte coletivo básico da população são os microônibus, que os bolivianos chamam de “burtas” ou “busetas “, quase todos muito, muito, usados, mas com letreiros chamativos e muito informativos... : “ “confort, elegância y pontualidad”. Quem quiser que acredite! Ah e a maioria são originários do Japão, onde são considerados obsoletos e poluidores.

Tivemos tempo ainda de ir até o Terminal de Buses para verificar os horários de ônibus par Oruro. Por sugestão do pessoal de uma empresa de transporte, nos indicaram a Naser, que seria melhor.

Compramos jornais para nos atualizarmos. “ “El “Cambio”, por dois Pesos Bolivianos, é o jornal ‘oficial” do governo. Havia fotos do Pres. Evo, em todas as páginas. Melhor dizendo, duas ou três fotos por página. O outro jornal “ La Prensa “, por quatro Pesos Bolivianos tem noticias variadas, não só da Bolívia , mas as principais da América Latina. Observem as só as temperaturas previstas para amanhã (15.set) : La Paz, entre 5 e 21 º ; Oruro, para onde vamos amanhã , de menos (-) 5 a 19 e Potosi menos (-) 2 e 19 Graus.

 

 

 

29 DIA – 16/SET LA PAZ - ORURO

Saímos de La Paz , desta vez do Terminal de Buses não muito distante do centro,às 10 horas, pela Naser, por 40 Pesos Bolivianos, aproximadamente USD 6,00 e chegamos mais ou menos às 14 horas.

O ônibus, nos informaram na empresa, seria “Directo”, mas ao passar por Palo Alto, na saída de La Paz, começaram a entrar novos ( e muitos) passageiros e o ônibus superlotou. Havia gente sentada nos degraus, nos corredores. Não havia ar condicionado e as janelas do ônibus eram lacradas sem qualquer possibilidade de abri-las. E o cheiro começou a ficar forte, e nos acompanhou até Oruro.

Nos hospedagem no HI Samay Wasi, por 180 Pesos Bolivianos, uns USD 26,00.

Oruro é a mais importante cidade da região sul do Altiplano Boliviano com quase 190 mil habitantes, dos quais quase 90% são indígenas, e está a 3.707 metros do nível do mar. É conhecida como a “capital folclórica doa Bolívia” , em função do seu carnaval comemorado mais pelo sentido folclórico , com danças e músicas representando os elementos culturais e religiosos do povo.

Oruro tem também a maior mina de extração de estanho e cobre do país. Á área central é plana, com fácil acesso às principais atrações: A Catedral de Oruro, a Igreja de Santo Domingo; a Igreja de San Francisco. Dois museus – Patiño e Mineralógico – este da Universidade local - reúnem minerais achados do país.

 

30 DIA - 17/SET ORURO – POTOSI

Tomamos o ônibus da Trans Azul às 10,30h e chegamos à Potosi às 15 horas. Foi uma viagem tranqüila, mas com o ônibus sempre lotado, com as “cholas” e suas muitas malas, sacos e sacolas, comidas e fedores.

Sempre há alguma coisa interessante / impressionante nestas viagens. Na parada para almoço/lanche, as “cholas” desceram e foram fazer “xixi” à vista de todos. Levantaram o largo vestido e todas as saias de baixo, se agacharam e surgiu um rastro... Mereceram uma foto !!

Potosi é uma cidade com quase 200 mil habitantes e está situada a 4.090 metros do nível do mar. A cidade é bem conservada, apesar das ruas sujas, seu povo é hospitaleiro e trata bem o turista. Pelo legado arquitetônico da época dos espanhóis, com seus casarões coloniais, igrejas belíssimas, traçado urbanístico, é considerada desde 1987 Patrimônio Histórico da Humanidade.

Nos hospedamos no HI Jerusalém, por 120 Pesos Bolivianos, uns 23 USD.

Fomos almoçar às 17 horas e logo após fizemos nossa primeira caminhada pela cidade, fazendo uma pausa para descanso na Plaza Bolívar, a principal da cidade.

 

 

31 DIA - 18/SET POTOSI

Potosi é uma cidade que sobe. E desce. As ruas são sempre inclinadas. O Centro histórico, ou a parte alta, tem as duas principais praças quase juntas: A 10 de Novembro e a 06 de agosto e quase tudo gira ao redor destes locais. Afirmam os historiadores que Potosi, em meados de 1560 era tão grande quanto paris. Há uma lenda, em Potosi, que conta que "com toda a prata que os espanhóis tiraram de Potosi se poderia construir uma ponte desde Bolívia até a Espanha”.

Apreciamos também a Igreja de San Bernardo, a Igreja Jerusalém (1702), Igreja de San Agustin (1600), Igreja de La Merced, a Catedral (1564), Igreja de San Lourenço (1744), Igreja de San Francisco, Casa de La Moneda e muitas praças. Merece destaque a Oficina (Taller) de Restauração que foi instalada na antiga Igreja de San Bernardo e capacita o pessoal local na restauração e conservação de prédios históricos. O resultado constata-se visitando a cidade. Imperdível também é o Museu Omiste, bem no centro da cidade.

Para quem gosta de algo impressionante, há um passeio especial às Minas de Cerro Rico. Os tours são realizados as 8 e as 14 horas e custam em torno de 25 USD em qualquer agencia de viagem da cidade, com uma duração de 4 a 5 horas, dependendo do número de participantes. É um passeio arriscado, com calor de até 45º graus, túneis estreitos , gases tóxicos. Mas tem gente de gosta !

 

32 DIA - 19/SET POTOSI – SUCRE

Resolvemos ontem à noite ir até Sucre, que dizem ser muito bela. Pegamos o ônibus das 10,30 h, de empresa Alonso de Ibañes, que nos custou 30 Pesos Bolivianos, algo em torno de USD 4,25. O tal ônibus, na verdade um microônibus logo encheu com as tradicionais “cholas” e suas malas incríveis, tal sua capacidade de carga, onde levam de tudo : roupas, pão , queijos, compras, etc. No trajeto, elas e eles também, almoçam empesteando tudo com um “fedor” de fritura vencida, se entendem ! Quase ao chegarmos a Sucre, tivemos que trocar de ônibus, já que o que se destinava à Potosi apresentou um defeito, leve segundo o pessoal da empresa, e não poderia subir as montanhas. Trocamos de ônibus e chegamos pouco mais de uma hora depois à Sucre.

SUCRE tem uma marcante arquitetura religiosa e dos casarões da época da colonização espanhola. Era o local de descanso dos espanhóis que trabalharam no Cerro Rico de Potosi, as famosas minas de prata e estanho. É reconhecida como Patrimônio Histórico da Humanidade, pela Unesco, desde 1991 e está uma das razões de orgulho dos sucreños. É considerada como uma das mais belas cidades da Bolívia. Tem uma população de pouco mais de 120 mil habitantes e está situada a uma altitude média de 2.750m sobre o nível do mar.

O Hostel Sucre que ficamos, também da rede HI, fica bem próximo ao terminal terrestre ou rodoviário A diária é de 200 Bolivianos, com desconto de 10%, ou seja, 180 pesos, equivalente a USD 25,50.

Saímos logo para visitarmos os Bairros Recoleta e o Centro, onde almoçamos/jantamos, e bem, por 62 Bolivianos, ou USD 9,00, ou R$ 18,00. Eram quase 18 horas e começou a chover . Resolvemos retornar ao Hostel, já que havia TV a cable, que captava sete emissoras do Brasil. Imaginem só, poderíamos saber algumas noticias, quem sabe até o Rio Grande do Sul, nossa terra. Não deu uma só notícia da terrinha !

 

 

33 DIA - 20/SET SUCRE

Hoje é domingo. Saímos um pouco mais tarde do Hostel e fomos caminhando até o Centro da cidade, Praça 25 de Mayo e ao Parque Bolívar. Tínhamos nos programado para ir até o Parque Cretáceo, mas todas as vias de acesso estavam bloqueadas já que estava sendo realizada uma etapa do Rally Sud Americano, com equipes de toda a América Latina.

No perímetro central visitamos as Igrejas de San Felipe Neri, (1795), que possui um acervo artístico dos Sec. 18 s 19, Iglesia de La Merced, do Sec. 16, com altar em detalhes em ouro, a Catedral Metropolitana cujas obras iniciaram em 1559 e terminaram somente em 1712, guarda, em seu interior, o Museu Cardinalício, o maior e mais importante museu religioso da Bolívia, com relíquias cobertas de metais e jóias preciosas, defronte a Plaza 25 de Mayo, onde também se localiza a Casa de La Libertad, prédio de 1621, com o patrimônio cívico-cultural da cidade, Iglesia de San Francisco, (1581), que uma das mais antigas de Sucre.Há ainda os Museus de Santa Clara, Universitário Charcas, Gutierres Valenzuela, de Arte Indígena, Museu de História Natural, Museu de Ninõs Tanta Tanga e o de Etnografia e Folclore, todos localizados no perímetro central e com fácil acesso

Retornando ao nosso Hostel, passamos pelo Mercado Público, onde há de tudo, tudo mesmo, por preços bem acessíveis . Aproveitamos para deixar algumas roupas na lavanderia, que ficarão prontas amanhã bem cedo e fomos à Rodoviária comprar nossas passagens para o nosso retorno à Potosi.

 

34 DIA - 21/SET SUCRE – POTOSI

Saímos cedo de Sucre e acabamos chegando á Potosi somente às 14 horas. A viagem foi cansativa, chata, com muita gente dentro do microônibus, muito empurra-empurra, com gente quase caindo em cima das pessoas que estavam sentadas.

Fomos almoçar e dar as voltas restantes pela cidade, com o tempo ruim, com muito vento gelado. Vamos amanhã mesmo para UYUNI.

 

 

 

35 DIA – 22/SET POTOSI – UYUNI

Saímos de Potosi ao meio-dia, com a temperatura em torno de 14 graus e muito vento gelado. A viagem até Uyuni, distante pouco mais de 220 km, foi bastante prazerosa. Muitos lugares lindos, com montanhas e mais montanhas. Uma nova estrada está sendo construída por empresa brasileira, com a mão-de-obra formada basicamente por bolivianos, por uma razão contratual segundo nos informaram. Todas as nossas queixas em relação às estradas ficaram resolvidas com a maravilha da natureza neste trecho de Potosi a Uyuni. Até o ônibus, da empresa Trans Imperador, era bom e os passageiros até ganharam um refrigerante, quente é lógico, ou melhor “al tiempo “, de cor amarelo-limão, extremamente doce, pero sin sabor !

UYUNI foi fundada em 1889 pelo Presidente Aniceto Arce para consolidar a ocupação boliviana. A cidade é bastante pequena, com aproximadamente 15 mil habitantes e depende preponderantemente do turismo, com foco principal no Salar de Uyuni. O salar é tudo o que resta de um imenso mar interior que secou a muitos séculos, deixando uma grande quantidade de sal, que restou para apreciação num imenso deserto branco. A paisagem mostra o contraste entre o deserto de sal e o azul do céu, vislumbrado no horizonte.

 

36 DIA - 23/SET UYUNI

Aqui em Uyuni está um frio do cão e só temos água quente no Hotel das nove da manhã às 9 da noite, pois fora deste horário a água congela nos canos, pois não há clientes suficientes no hotel para manter a caldeira ligada o dia todo. Ah, estamos hospedados no HI Salar de Uyuni, por 214 Bolivianos, uns 30 USD diários, com café da manhã, que pelos motivos expostos anteriormente, é servido somente após as 9 horas da manhã.

Na cidade não há muita coisa para se ver: A igreja local, a estação ferroviária, a Plaza Central, a Intendência Municipal, o Mercado Público e uma pequena feira de artesanato. Outra atração da cidade é o elevado número de turistas de todo o mundo, que se concentram ao final da tarde, na Praça Central para confraternizar e saborear as pizzas nas lancherias locais. O que vale mesmo nesta pequena cidade é o passeio ao Salar e esta é a principal razão do grande número de turistas que chegam ou vão ao Chile, Argentina ou Paraguai.

Logo após o café, saímos para um passeio, até o final da tarde, no Salar de Uyuni, com mais alguns turistas europeus, que nos custou 280 Pesos Bolivianos, algo em torno de USD 40,00 para nós dois, com transporte e o almoço. Iniciamos nosso passeio pelo “Cemitério de Trenes “ que é um depósito de trens, vagões e material ferroviário depositado ao ar livre, sendo corroído pelo sal, mas cuja ação é retardada pelo ar extremamente seco. Depois fomos até o povoado de Colchani, na borda do salar, para ‘ apreciação’ de produtos artesanais locais ...

Após nos deslocamos até o Hotel de Sal, já famoso em que pese suas atuais condições, mas que é um atrativo visual, já que toda sua construção – paredes, piso, teto, camas, mesas, bancos - tudo é feito a partir de blocos de sal, cortados nas proximidades. Há uma “ plazoleta “ com bandeiras de vários países tremulando ao vento e onde quase todos os turistas param para tirar umas fotos. Inclusive nós! Como o Hotel é bastante afastado da cidade, os produtos ali vendidos, são bem caros, bem como o uso de banheiros. Alegou nosso guia, que o custo é alto pois todos os resíduos gerados no hotel devem ser levados até a central de lixo – central basurera- na cidade.

Agora vamos ao nosso objetivo principal: O Salar de Uyuni que é um imenso deserto branco formado pela evaporação das lagoas de água salgada ao longo de muitos séculos. Está localizado a quase 20 km da cidade e possui uma área superior a 12 mil quilômetros quadrados e está situado a 3.650 metros de altitude. De novembro a abril/maio, época das chuvas, há locais aonde a água chega a 50 cm (é cinqüenta centímetros !) de profundidade e a partir daí até novembro/dezembro , há uma enorme evaporação formando este deserto maravilhoso, onde os motoristas aceleram por horas e a sensação é de que a gente nunca chegará até o ponto visualizado no início do passeio. Nesta época de seca, o imenso deserto branco de sal ao horizonte com o céu azul e as montanhas ao seu redor forma um espetáculo inesquecível, maravilhoso. Quase todos aproveitam este contraste par tirar fotos impactantes utilizando-se de máquinas fotográficas amadoras ou profissionais, tanto faz, mas especialmente aproveitando-se de bolas, mochilas, garrafas d’água, o próprio corpo para mirabolantes fotos ! Só vendo para crer, ou procurar na internet !

Inúmeros caminhos cruzam o Salar conduzindo à Uyuni e outras localidades, entre as quais Colchani , Llica, Vila Coqueza, a Isla Del Pescado (Ilha do Pescado- uma porção de terras, num imenso mar de sal) , ao Vulcão Tunupa (5.432 m) e outros lugares ainda menores. Além, é lógico, de caminhos que conduzem ao Chile, Argentina e Paraguai.

Mais tarde fomos até a Vila Coqueza, aos pés do Vulcão Tunupa, com 5.432 metros de altitude. Aqui almoçamos “ “pollo com pasta, papas e ensalada, com gaseosa “, feita pela D. Albertina, de origem quéchua, esposa de nosso guia. Foi um almoço especial.

Tivemos tempo, ainda de ir até a Isla Del Pescado , um ecossistema restrito, de natureza especial. É uma ilha de terra no mar de sal . Há nesta ilha uma vegetação de deserto, especialmente de cactos gigantes, além de uns poucos arbustos. O acesso a parte superior da ilha é cobrado pelo Instituto de turismo, sob a alegação de conservação e manutenção do local.

Nosso retorno à Uyuni foi ao anoitecer, mas ainda deu tempo de ir até o terminal rodoviário para comprarmos nossas passagens para San Pedro de Atacama, nosso próximo destino.

 

 

 

CAP. 5 – CHILE

Com756 mil quilômetros quadrados, o Chile tem características geográficas bem distintas: ao norte, o deserto; na região central as atividades industriais e comerciais se destacam com temperaturas amenas e, ao sul, com atividades agropastoris, tem ainda o frio glacial.

O Chile tem outras características geográficas especiais: seu território, uma extensa faixa de 4.300 km de comprimento tem, em média, apenas 175 km de largura, com uma população de aproximadamente 17 milhões de habitantes.

Algumas atrações do Chile : Ao norte, o deserto de Atacama, é o deserto mais seco do mundo, porém conta com uma grande riqueza mineral, que é o cobre, um dos principais itens de exportação do país. A Cordilheira dos Andes corta todo o país fazendo que em determinados pontos o viajante veja ao leste a Cordilheira e ao oeste o Oceano Pacífico. A Rodovia Panamericana, que corta o país de norte a sul, possibilita conhecer todo Chile e apreciar suas montanhas, vulcões, florestas, desertos, lagos e seu povo miscigenado, especialmente com a população indígena, com localidades de aspecto germânico, outros de formação espanhola, com vários sotaques, cores e atividades.

A taxa de analfabetismo do país, em torno de 4 %%, é uma das mais baixas do continente sul americano, demonstrando a eficiência do sistema educacional, gratuito e obrigatório até os 12 anos de idade.

 

37 DIA - 24/SET UYUNI – Calama – SAN PEDRO DE ATACAMA

Não havia viv’alma nas ruas às 4 horas da madrugada, quando fomos pegar o ônibus que deveria nos conduzir ao Chile. O custo das passagens para nós dois, pela Trans Azul, até Calama foi de 220 Pesos Bolivianos, uns USD 33,00. Ao embarcarmos no ônibus distribuíram cobertores para os passageiros despreparados, como nós. Foi a nossa sorte, apesar dos odores que se desprendiam deles... Chegamos a Avaroa (4.000 m. de altitude) na fronteira entre os dois países pouco antes das 9 horas da manhã, mas a Aduana da Bolívia ainda estava fechada, apesar de que todos os policiais estavam por ali , conversando com os turistas e locais e saboreando um caldo quente, tipo de sopão, que era vendido. Não nos arriscamos. A tramitação foi rápida, mas depois tivemos que aguardar o ônibus, ainda no lado Boliviano, que nos conduziria até Ollague, já no Chile. Aqui surgiu o primeiro contratempo neste trecho: O ônibus que nos trouxe até aqui, não poderia seguir e a Aduana Chilena fez uma vistoria completa no segundo ônibus, com a suspeita de viajantes clandestinos.

Fomos liberados somente depois das 13 horas e seguimos até Calama, nosso primeiro destino, num ônibus que aparentava ter um meio século de uso tal seu péssimo estado de conservação, muito sujo, com janelas lacradas, buracos no piso e lataria. Mas chegamos a Calama, perto das 16 horas. Foram quase doze horas de viagem deste Uyuni até aqui.

Fomos até outro terminal rodoviário e conseguimos passagens para San Pedro de Atacama, para logo, às 16,30 horas, pela empresa Fronteras Del Norte, por 5.000 Pesos Chilenos, ou USD 10,00. Em ônibus confortável, aproveitamos para descansar um pouco, pois às 18 horas, já escuro, chegamos em San Pedro.

Em San Pedro de Atacama, um imprevisto nos esperava. Quando estávamos em Calama ligamos para o Hostal Atacama, da rede HI e reservamos um quarto duplo (matrimonial), com banho privado. Ao chegarmos, cansados, ao Hostal a recepcionista nos informou que não havia quarto duplo disponível. Informou-nos, então, que bem próximo dali, havia outro hotel com preços similares. Mochilas às costas fomos até lá, mas para nossa surpresa ou decepção melhor dizendo, o valor da diária era de USD 160,00 !! Foi uma grande sacanagem do pessoal do Hostal. Neste hotel caro, nos indicaram e aconselharam um alojamento próximo, o Hostal Pavini, onde conseguimos um quarto duplo, com banho privativo, mas sem café da manhã, por 20.000 Pesos Chilenos, ou USD 40,00. Foi caro, mas temos que levar em condição que para os padrões brasileiros e latinos, o Chile tem um custo maior. Pero no mucho.

 

38 DIA - 25/SET SAN PEDRO DE ATACAMA

San Pedro de Atacama é uma cidade pequena, com pouco mais de 5.000 habitantes, ruas poeirentas, situada a 2.436 metros de altitude e integra a região do deserto de Atacama, o mais árido do mundo, integrante da Província de Antofagasta.

Esta cidade é reconhecida nacional e internacionalmente como a Capital Arqueológica do Chile, mas a principal atividade econômica é o turismo, já que recebe milhares de turistas o ano inteiro, especialmente europeus e norte-americanos, além de’ nosotros hermanos latinos’, seguido de uma agricultura em menor escala, e a criação de gado.

Não há muito para se ver na cidade propriamente dita, mas há interessantes pontos de atração em San Pedro, entre as quais a Igreja Católica, do Sec. XVI, uma bonita construção em adobe, legada pelos colonizados espanhóis, declarada Monumento Nacional em 1951 e que foi incendiada recentemente, mas já reconstruída; o Museu Arqueológico Padre La Paige, rico em cerâmica atacamenha, múmias, tecidos, objetos religiosos e indígenas, entre outros, com cerca de 450 mil objetos arqueológicos e centenas de objetos etnográficos; a Casa Incaica, também em adobe, uma construção de 1540, onde o conquistador Pedro de Valdívia, herói nacional, hospedou-se quando das lutas de anexação do território. Aproveitamos para conhecer todos os locais possíveis, para dois turistas que passeiam a pé e gostam disso.

 

 

39 DIA - 26/SET SAN PEDRO DE ATACAMA

Pela manhã resolvemos dar mais uma volta e comprar nossas passagens para Salta, na Argentina, para o próximo domingo, com saída às 10 horas e chega às 18 horas.

Resolvemos, também, fazer o passeio do Vale de La Luna, que abrange ainda o Valle de La Muerte, Caverna de Sal, Três Marias, Vale Parki (?) , com visual do Salar de Atacama, que tinha um custo de 8.000 Pesos Chilenos, ou uns USD 16,oo. Como chegamos quase na hora da saída do tour ( por orientação de outro turista latino, conseguimos que o custo baixasse para USD 13,00). Saímos logo após o meio-dia e retornamos à cidade, por volta de 19 horas, já escuro.

- Valle de La Luna –19 km do centro - Espetáculo geológico, de grande beleza, que integra a Cordilheira de Sal. É uma pequena depressão com cerca de 500 metros de diâmetro, com solo salino e rodeado por morros com formações lembrando solo lunar. .Declarado Santuário da Natureza é formado por uma depressão rodeada de pequenos morros, com impressionantes formações rochosas e afloramentos salinos, ocasionados por agentes naturais. Sem presença de via animal ou vegetal, a falta de umidade torna o local inóspito, extremamente isolado. Próximas ao Vale encontram-se as Três Marias, formações geológicas singulares formando um rochedo de três pontas, com solo coberto de sal; a Caverna de Sal, antiga mina de extração de sal, e a Duna Mayor, onde se pode observar o por do sol, quando as cores das montanhas ficam ainda mais fortes e belas, mudando de cor com a incidência e inclinação dos raios solares. Valle de La Muerte – uma espécie de garganta rodeada de estranhas formas rochosas, causadas pela erosão, de cores variadas. Integra também a Cordilheira de Sal.

O passeio valeu a pena, especialmente pelo cair do sol, no alto de um monte, com a mudança gradativa das cores da montanha, pela própria incidência dos raios solares.

Outras atrações, fora do perímetro urbano, que merecem a visita:

- Reserva Nacional dos Flamingos / Salar de Atacama, situado a 2.300 metros de altitude, tem uma superfície de 320 mil hectares. Fica a 38 km da cidade. Este extenso mar de sal é formado por pequenos lagos e riachos salgados, constituído de setores diferenciados, com várias atrações, entre as quais Salar de Tara, Águas calientes, Salar de Pujus, a Laguna Chaxa, muito bela, com pouquíssima profundidade, onde se localiza a maior concentração dos flamingos , Lagunas Miñiques e Miscanti, Água de Quellana, Bosque de Tambillo.

- Toconao – Pequena e típica povoação caracterizada pelas construções em rocha vulcânica, localizada a quase 40 km , ao sul de San Pedro;

- Pukara de Quitor – importante construção do sec. XII, no alto de um morro, a uns 3 km. do centro, às margens do Rio. Construções pré-incaicas, em forma de recintos circulares, em pedra, que sobe o morro formando uma fortaleza defensiva.

- Tour Arqueológico – Abrange visitas a aldeias de Tulor e Ayllú de Coyio e termina em Pukara de Quitor.

- El Tatio – a 4.300 metros de altitude, aos pés do Vulcão Tatio, esse campo geotérmico é uma das principais atrações do país, distante 95 km de San Pedro . Todos os dias, ao amanhecer, afloram fortes jatos de vapor, os gêiseres, alcançando vários metros, desde os poços de água fervente. As saídas de San Pedro normalmente são por volta de 3 horas da manhã, sendo necessário levar roupas apropriadas, já que a temperatura pode estar abaixo de zero e também, para os mais entusiastas, roupas de banho para aproveitar as pequenas piscinas naturais do Tatio e/ou apreciar o poço termal de Puritana, que integra este passeio. (Custo aproximado de USD 20,00)

-Vulcão Licancabur - Com 5.920 metros é a visão espetacular do turista em San Pedro de Atacama. De qualquer ponto da cidade, o Licancabur é a atração e guardião , com a cidade aos seus pés. Localizado na fronteira entre Chile e Bolívia. Há várias agencias que fazem o tour, a custos diferenciados, sendo o acesso principal pela Bolívia.

40 DIA - 27/SET SAN PEDRO DE ATACAMA

Fizemos outros passeios pelas proximidades, além de aproveitar para trocar experiências com turistas de outras partes, especialmente europeus. Encontramos um casal de brasileiros, em lua de mel, já de regresso a Minas Gerais. Estes foram os únicos brasileiros que encontramos aqui em San Pedro.

Ao meio-dia almoçamos em uma pizzaria, recomendada por outros viajantes, localizada numa travessa da Calle Caracoles, a principal da cidade. Tudo de bom: a pizza e o preço!

À noite, assistimos na Igreja de San Pedro um Concerto de Violão, com o Prof. José Contreras Andias, de Santiago. Aqui aconteceu mais uma das tantas coisas engraçadas da viagem. Achamos que quase todos os cães de San Pedro de Atacama gostam de música, pois estavam por toda a parte da Igreja, inclusive no altar e ao redor do nosso violonista! Outro espetáculo !

 

41 DIA- 28/SET SAN PEDRO DE ATACAMA – SALTA

Saímos de San Pedro de Atacama às 10,30horas, em ônibus da Geminis até Salta, com custo de 60.000 Pesos Chilenos, uns USD 60,00, para nós dois. Ônibus lotado, com turistas de todas as partes do mundo, inclusive chineses e japoneses, para nossa sorte, eram poucos. Logo após nossa partida, na saída da cidade, a surpresa para alguns, para outros, como nós, que já havíamos passeado por aquela zona, a Aduana de Chile, para verificação dos passaportes e bagagens. Tudo tranqüilo, sossegado.

Algum tempo depois, cremos que pouco mais de duas horas, nova parada em nossa travessia dos Andes, desta vez na Aduana Argentina, em Paso de Jama, árida fronteira entre Argentina e Chile, a 4.400 m. Esta passagem foi pavimentada e está aberta durante todo o ano, embora ocasionalmente fechado pela neve. É bastante utilizada pelo transporte de cargas pelos países do Mercosul para atender o norte do Chile. A tramitação dos passageiros foi pouco demorada, durando cerca de uma hora. Depois estrada novamente, sem parada para almoço, sendo servidos lanches durante o trajeto.

Chegamos a Salta quando eram quase 21 horas, bastante cansados. Tivemos que acertar novamente nossos relógios, atrasando-o em uma hora. Estamos agora no mesmo fuso horário do Brasil.

Telefonamos da Estação Rodoviária e conseguimos hospedagem no Backpackers Hostel, filiado ao Hosteling Internacional, por 145,00 Pesos Argentinos ou uns USD 38,00. Caro pelo quarto que nos conseguiram. O café da manhã estava ainda pior.

 

 

 

 

 

 

 

 

CAP. 6 - ARGENTINA

 

A Argentina tem uma área territorial de 2.780.000 km2 – o oitavo país do mundo e o segundo da America do Sul - conta com uma população de aproximadamente 40 milhões de habitantes e é uma das maiores nações de língua espanhola, concentrada basicamente na região costeira.

Sua Capital, Buenos Aires é uma das mais charmosas cidades da América Latina, não só para os argentinos, mas também para os demais povos latinos. É uma cidade cosmopolita, enorme, com bairros super atraentes, um povo altaneiro, que ama suas tradições e sua história.

A educação é gratuita e obrigatória dos cinco aos 17 anos e o país tem atualmente uma taxa de alfabetização de 97%, uma das mais altas do Continente americano.

 

42 DIA- 29/SET SALTA

Como as acomodações não estavam satisfatórias, a recepção do Hostel conseguiu nos alojar em outro Backpackers, Soul, da mesma rede, localizado na Calle San Juan. O preço neste hostel é menor, USD 29,00, com melhores condições e bem mais próximo do cetro. Bem melhor, com toda a certeza, pois tem até TV a cabo, porém, como em quase todos os outros hosteis que nos hospedamos, não há qualquer canal sintonizado do Brasil.

Salta foi fundada em 1582 e possui uma marcante característica espanhola que a destaca das demais cidades argentinas. Suas construções de estilo colonial, ruas e caminhos tortuosos, igrejas centenárias, museus, parques e muitas atrações, às vistas da pré Cordilheira dos Andes.

Hoje aconteceu de tudo em Salta. De manhã, por volta de 7 horas, nevou na região . Não vimos, pois estávamos dormindo, já que a temperatura estava muito baixa e o tempo muito nublado.

Quase ao meio-dia, a temperatura estava em 6º graus. Estávamos na rua, caminhando sem rumo, apreciando a cidade. Depois do almoço, para variar uma pizza, passamos no supermercado e compramos algumas coisas básicas e retornamos ao hotel para os agasalharmos melhor, pois estávamos tremendo de frio.

No Centro de Informações Turísticas nos informaram que o tempo nos últimos dias anda bem louco na região: No sábado, a temperatura chegou a 34 Graus, mas que no domingo pela manhã o clima começou a mudar bruscamente, a partir do meio dia, com tempo nublado a e a temperatura caindo sensivelmente, nevando na segunda-feira.

Procuramos informações de como chegar à Buenos Aires : De avião, pela Aerolíneas Argentinas o custo é de 612 Pesos ou USD 161,00. De ônibus a passagem nos custaria uns 280 pesos, mas demoraria 21 horas !

 

43 DIA - 30/SET SALTA

O tempo continua horrível. Vento gelado e um frio de arrepiar. Sem qualquer vestígio de sol. Passeamos pela cidade e almoçamos no Shopping Center, que funciona somente das 10 às 22 horas. Aqui em Salta e em outras cidades argentinas o horário do comércio é das 8 ou 9 horas até as 12,30 e das 16,30 às 20,30 horas, de segunda a sábado.

Mesmo assim, aproveitamos para visitar alguns pontos interessantes: A Igreja de San Francisco, uma das mais tradicionais da cidade erguida em 1882 a Plaza 9 de Julio, ou Plaza Mayor, que segue as orientações desde sua construção em 1582; a Catedral Basílica ( 1858), o Palácio do Arcebispado, o Convento de San Bernardo, a Basílica Menor e Convento de San Francisco (1625), Igreja de Nossa Senhora de La Candelária, com suas paredes vermelhas, o Cabildo, Igreja de La Merced, Museu da Cidade ( Casa de Hernandez), Museu de Arqueologia de Alta Montanha, Museu de Arte Contemporânea, Parque San Martin, Mercado do Artesanato (longe do centro, mas vale a pena), e o Mercado Municipal.

A previsão do tempo para os próximos dias não é nada agradável para nós, que queríamos fazer o passeio “ tren a las nubes” até Santo Antonio de Los Cobres ( 4.000 metros de altitude) ou, pelo menos, o paralelo feito em jeeps ou van e ainda ir para Humahuaca, com povos de cultura milenar e montanhas espetaculares. Pelos menos queríamos fazer estes dois passeios que dizem ser magníficos, mas os deuses do tempo estão contra nós, mas teríamos que ficar mais três dias em Salta, tendo como contratempo, a instabilidade do tempo e os preços dos passeios que estão bem caros.

A previsão para os próximos quatro dias é de tempo nublado, com possibilidade de chuva e temperatura entre 4 e 11 Graus. Sem qualquer possibilidade de tempo ensolarado.

Queríamos aproveitar, para irmos até o Cerro San Bernardo localizado bem próximo ao centro, e apreciar a cidade do alto, mas o tempo não permitiu, fazendo que uma neblina escondesse o alto do morro. Havia duas alternativas para o nosso passeio: de teleférico, a 10 Pesos ou caminhando, subindo 1.170 degraus... Acho que desta vez o mau tempo nos ajudou ! Em compensação, fomos até o Parque San Martin, que é o “pulmão verde “ da cidade, com árvores centenárias e o local de encontro da população saltenha.

 

44 DIA - 01/OUT SALTA - BUENOS AIRES

Continua o frio gelado de Salta, mas mesmo assim sentiremos saudades desta cidade. Ligamos para o Hostel Florida, em Buenos Aires e conseguimos acomodações para nós, com um preço razoável, pela sua localização. Um apartamento duplo, com TV a cores e ar condicionado a USD 40,00, nos dias de semana e USD 45,00 aos sábados e domingos. Não entendemos o porquê desta elevação aos finais de semana.

Saímos do Hostel e conseguimos embarcar no vôo da Austral-Aerolíneas das 9,45horas, com chegada à Capital ao meio-dia. Fomos direto ao Hostel, largamos nossas mochilas e fomos almoçar, na Calle Florida e depois passeamos até cansar.

Assim foi nosso primeiro dia, nesta viagem, em Buenos Aires, a capital de todos os Argentinos.

Esta já é a nossa quarta ou quinta vez que visitamos Buenos Aires e não nos cansamos de vir até aqui. Toda a cidade pulsa, com uma energia incrível.

 

 

45 DIA - 02/OUT BUENOS AIRES

Como já conhecemos algumas coisas de Buenos Aires, saímos a passear sem rumo, aproveitando para rever as principais livrarias da Calle Corrientes, Santa Fé e Florida, e comprar alguns livros de autores argentinos.

Queríamos comprar nossas passagens para retornar ao Brasil, através da empresa aérea em que acumulamos pontos, mediante a compra por cartão de crédito. Na agência de viagens, não aceitaram o cartão Credicard City, pois estava bloqueado no Brasil. Fomos até o City Bank, na Calle Florida onde fomos extremamente bem atendidos, porém não conseguiram contato com a representação brasileira: Os telefones que constavam do cartão e no site, não atendiam!!!! Esta é uma empresa de cartão de crédito que não funciona: Quando você não precisa, te oferecem mil coisas; quando você precisa do cartão, aí você sofre ! Pior de tudo, por culpa deles !

Como não conseguimos a liberação do cartão, apesar dos esforços do pessoal do City em Buenos Aires, usamos nosso saldo em VTM . Conseguimos junto à empresa duas passagens por 1.467 Pesos Argentinos, exatos USD 397,00, com taxa de embarque, mas com embarque às 7,45 horas da manhã.

Aproveitamos o restante do dia para passear pelo Centro histórico – ou micro centro - como denominam os portenhos. Fizemos um roteiro básico, partindo da Praça de Mayo, Casa Rosada, Catedral Metropolitana, Cabildo, Igreja de Santo Ignácio, Colégio Nacional de Buenos Aires, a região de Elorriaga, local das primeiras casas da cidade, e o Palácio da Cidade ou farmácia Estrella (que funciona desde 1834, na parte inferior).

O restante do dia ficamos caminhando na Calle Florida e arredores aproveitando o tempo restante para curtir o final da viagem.

 

46 DIA - 03/OUT BUENOS AIRES – Porto Alegre – NOVO HAMBURGO

 

Acordamos mais cedo hoje: Eram quatro e meia da madrugada, nos apressamos um pouco e antes das cinco já fechamos nossa conta no Hostel. Do hostel chamaram um taxi da rede Tango, que nos cobrou 90 Pesos e nos conduziu até o Aeroporto de Ezeiza, aonde chegamos perto das 6 horas.

No Aeroporto, tivemos que pagar as passagens aéreas “ al contado”, em dinheiro, mas já sabíamos desde o dia anterior, porém acreditamos que isto o é um retrocesso, mas tínhamos que nos sujeitar a isso. Colocamos nossa opinião à atendente, que afirmou que cumpria ordens da empresa, por sinal brasileira.

Chegamos à Porto Alegre, nosso primeiro destino às 9h30 minutos, com o tempo ensolarado, claro, lindo. Liberamos nossas bagagens, nossas mochilas, pegamos o microônibus até a BR 166 e logo depois um Centralão até Novo Hamburgo, nosso destino final.

Ou seria o nosso destino inicial ? Para a próxima viagem ?

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110425092714.jpg 500 375 Legenda da Foto][]COLOMBIA - BOGOTÁ -Plaza Bolivar, com Capitólio- Senado .[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110425093014.jpg 500 375 Legenda da Foto]COLOMBIA - CARTAGENA - Cidade Históricca - Ciudad Amurallada -[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110425093343.jpg 375 500 Legenda da Foto]EQUADOR - QUITO - Igreja da Cia. de Jesus - 1605 .[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110425093639.jpg 500 375 Legenda da Foto]EQUADOR - QUITO - Arquidiocese de Quito.[/picturethis]

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20110425093949.jpg 500 375 Legenda da Foto]EQUADOR - CUENCA -Plaza Calderón com Catedral .[/picturethis]

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