Continuando o ciclo do Mochileiros.com (‘leia os roteiros e relatos, aprenda algo, ponha em prática e escreva o seu relato’) eis o meu relato, para auxiliar as próximas pessoas que resolverem se aventurar por essas partes do mundo. Enjoy!
Há muito tempo que queria conhecer o Peru, mas em razão das minhas férias pouco flexíveis e de pouca duração (entre outros fatores) eu acabava nem considerando esta possibilidade.
No entanto, graças a algumas mudanças no meu escritório, esse ano acabei recebendo mais dias de férias e num período fora do recesso forense (18/12 – 06/01), e minha namorada me incentivou a pensar na possibilidade de, finalmente, conhecer o Peru.
Pesquisei bastante aqui no Mochileiros.com e montei meu roteiro preliminar (que foi alterado diversas vezes até o dia do embarque): Lima – Ica – Nazca – Arequipa – Puno – Copacabana – Puno – Cusco – Lima.
A vantagem de pesquisar bastante foi que em raríssimas vezes fui surpreendido com as condições ou os preços de passeios/hospedagem/transportes e afins. Por outro lado, como pesquisei MUITO, também foram poucas as vezes em que fui realmente surpreendido com o formato das construções, com as informações dadas pelos guias e etc.
Algumas informações preliminares:
- Guarde muito bem aquele papelzinho da imigração. Apesar de ser uma informação aparentemente boba, vocês não tem noção de quantas pessoas eu vi suando porque haviam perdido o papel... (tá, é só pagar US$5,00 que você ganha outro, mas para quê pagar se você pode evitar isso com um pouco de zelo?!)
- Não se preocupe com a língua. Nunca fiz aula de espanhol. Apenas li 2 livros do Llosa em espanhol e baixei umas músicas (Bebe, Maná, Mar de Copas, Libido...) e boa. Pude me virar muito bem lá. Eles (em geral) falam bem devagar, e estão bem acostumados com turistas.
- Dinheiro: seja dólar ou soles, procure sempre pegar notas em excelentes condições. Eles são chatos... notas com rasgos (mesmo que imperceptíveis) ou manchas de qualquer natureza não costumam ser aceitas.
- Hospedagem: geralmente não é necessário reservar hospedagem (a menos que você esteja buscando um Hostel/hotel em especial, e este seja bem badalado, como aconteceu comigo em Cusco...) O que você deve, sim, fazer sempre é verificar se há água quente nos banheiros.
- Pechinche TUDO e SEMPRE.
- Pechinche mais um pouco.
- Quase tudo lá é negociável.
Vamos ao roteiro em si:
09.01 São Paulo – Lima.
Dizem que brasileiros deixam tudo para a última hora, mas esses nipo-brasileiros (minha namorada e meu sogro) deixam mais ainda! rs
Nosso voo sairia às 8h30, às 2h da manhã eles ainda estavam arrumando as malas!
6h50 – Check in feito (mala pesando 9,4kg).
O voo atrasou mais de uma hora na saída. Acabamos decolando apenas às 9h40. Às 11h10 (horário local, 3hs a menos do que aqui) pousamos no aeroporto internacional – que fica em Callao, não Lima.
Trocamos um pouco de dinheiro no Interbank do aeroporto. Lá eles cobram uma absurda taxa de S./3,00 para cada US$100,00 trocados, mas pelo menos as notas trocadas estavam em bom estado. (Cotação US$1,00 = S./2,73. Menos taxas, tributos e tudo mais, acaba que a cotação ficou em torno de 2,65 lá... bem ruim se comparado com os valores praticados nas ruas).
Apesar de muitas pessoas dizerem para pegarmos o táxi fora do aeroporto, na rua mesmo, não quisemos arriscar. Afinal, era a primeira hora em um país estranho, com uma língua que não dominávamos... enfim. Fomos ao balcão da Green Táxis e pagamos S./45,00 até Miraflores.
Ficamos no Peru Backpackers Guest house (Calle José Gonzales com Av. Larco, 3 quadras do LarcoMar – aquele shopping a céu aberto). Pegamos um quarto triplo, sem baño privado (mas não foi problema algum, pois os banheiros eram bem limpos e suficientes para o total de hóspedes) e com um ótimo desayuno continental. Pagamos S./33,00 por pessoa, por noite.
O pessoal do albergue é super atencioso (principalmente as meninas, Anali e Carla, se não me engano).
Deixamos nossas coisas no quarto, trocamos de roupa (estávamos morrendo de calor depois de quase 40 minutos no táxi e no trânsito da orla) e saímos para o reconhecimento padrão – anda 3 quadras pra baixo, 3 pra cima, 3 pra direita e esquerda... até estar familiarizado com o ambiente...rs.
O trânsito em Lima (e no Peru, em geral) é caótico. Nos cruzamentos, quem ousa, leva. Preferencial não existe na prática... e buzinas que não acabam mais. Ah, sinais verdes para pedestres nas faixas de pedestres não significam que os semáforos estão fechados para os carros! Quem entende?!
Fomos até o Larcomar e almoçamos no Otto Grill. Para começar a experiência peruana, mandamos ver nos pollos a lo pobre (com banana, batata e ovo fritos) e a famosa (mas não tão gostosa assim, na minha opinião) Inca Cola. Total: S./15,00.
Antes mesmo de começarmos a comer já sentimos que nos equivocamos ao trocar de roupa... apesar do sol, venta muito ali naquela região. E, como o shopping é aberto, passamos um certo frio na praça de alimentação.
Voltamos ao hostel, que era ali ao lado mesmo, trocamos as bermudas por calças e fomos para a rua novamente. Andamos até o Pq. Kennedy e acabamos fechando o Mirabus City Tour Noturno (S./60,00 por pessoa), saindo da praça às 19hs, percorrendo o centro histórico e o Circuito Mágico das Águas, parando no Sheraton Hotel para um refrigério e voltando ao Pq. Kennedy (ou Pq 7 de Junio) lá pras 22h30.
Tomei minha primeira cerveja peruana, a Cristal (8,00 a long neck... um preço meio que padrão para as long necks em Lima).
O Circuito Mágico das Águas é espetacular, e às 20h15 ocorre uma apresentação na fonte principal que é de arrepiar. É um show com lasers e hologramas, transformando as águas em uma tela de cinema gigante. Espetacular mesmo
Teria sido ainda melhor se meu sogro, que não fala lhufas de espanhol, não tivesse se perdido de nós.
Imagine só: segundo o guia, aproximadamente 35 mil pessoas visitam o parque todas as noites; é tudo escuro (para favorecer a iluminação das fontes); são muitas fontes... enfim, toca eu embromar no portunhol com o guia e explicar que havíamos perdido um membro do grupo. Na mesma hora um policial se aproximou, pediu o nome do meu sogro e o meu nome, tirou uma foto da foto do meu sogro que estava na câmera da Cris e saiu para procurá-lo (para ajudar, ele tinha deixado os docs. dele conosco).
Pedi para a Cris (minha namorada) seguir com o grupo eqto eu sairia caçando o Shigueo (seu pai), e, de tempos em tempos, eu voltaria até o grupo (já que, por ser mais alto que ela e que os peruanos, era mais fácil eu localizar a bandeirinha do nosso grupo).
Resumindo, encontramos ele a tempo de assistir ao final da apresentação na fonte principal.
10.01 Segunda-feira. Lima (nível do mar)
Levantamos, tomamos nosso desayuno e pedi algumas informações para a mocinha do hostel. Perguntei a ela também como poderia comprar passagens para Ica, já que lá não existia rodoviária ou Terrapuerto geral; cada empresa tem a sua garagem e os ônibus partem de lá.
No final, ela mesma comprou as passagens para nós, pela Cruz Del Sur (55,00).
Saímos para caminhar pelas redondezas – na medida do possível, pq minha namorada havia sofrido uma cirurgia vascular, que afetou o seu joelho direito, poucos dias antes de embarcarmos.
Fomos até o Pq Del Amor e o Faro de La Marina. O parque é muito bonito e muito bem cuidado (aliás, quase todos os parques e praças no Peru são bonitos e bem cuidados).
De lá, pegamos um táxi (6,00) até a Huaca Pucllana, ruínas da civilização Lima (400 d.C.) que são muito interessantes (se o seu guia for bom... o guia que pegamos era bom, mas a guia em inglês não parecia ser dos melhores não... eles começaram o passeio mais de meia hora depois da gente e acabaram antes). O ingresso na Huaca custa 10,00.
Mais um táxi (8,00) até o Hostel e fomos trocar $$. Fomos na Western Union, na Av. Larco. Pegamos uma cotação boa = 2,79, e sem taxas. Pausa para comprar lembrancinhas (sim, desde o 2º dia! rs Na Colômbia eu deixei para comprar tudo no final da viagem e acabei não comprando nada; dessa vez, não quis arriscar!).
Jantamos no LarcoMar novamente, no Tony Roma’s. O restaurante era bem arrumado, com uma linda vista para o pôr do sol no Pacífico. Provei a Pilsen Callao (7,00) e a Peroni (cerveja italiana, 10,00). O prato era um pouco mais caro, em torno dos 45,00, mas estava muito bom!
Essa noite, às 21h30 já estávamos no Hostel, acabados... pensamos em ficar por lá mesmo... mas não sabíamos ainda se teríamos outra chance de explorar a vida noturna em Lima, então fomos até Barrancos, o bairro boêmio. Táxi (12,00 a ida e 6,00 a volta... vai entender). Andamos na famosa (não sei exatamente pq) Puente de los Suspiros, fomos até o mirador (mirante) – a vista lá deve ser linda de dia, mas de noite é apenas um ‘malhodromo’ rs) e escolhemos um barzinho para sentar.
Provei o Pisco Sour (18,00) e a Cris tomou um suco doido lá (Primavera, 13,00). Na real, não achei graça no Pisco Sour... sou muito mais nossa caipirinha, com limões frescos e sem gosto e cheiro de ovo, mas eu tinha que experimentar, né.
11.01 Terça-Feira. Lima-Ica.
Passamos a manhã no centro histórico (Plaza San Martin, Plaza de Armas...). Fomos de Bus (1,00)... uma aventura naquele trânsito caótico. O motorista lia o jornal enquanto dirigia, fechava os outros ônibus e buzinava sem parar.
Depois um táxi até o hostel (7,00) e, de malas feitas, fomos ao Bembos (Mc Donald’s local) e provamos o Tacu-Tacu, uma espécie de ‘baião de dois’ peruano. (20,00 com refri).
Fizemos o check out e ‘voamos’ até o Terminal da Cruz Del Sur. 13h30 entramos no bus. 14h40 o serviço de bordo do bus serviu o almoço, com direito a sobremesa e tudo mais... se soubéssemos, não teríamos almoçado correndo antes do check out!
19hs – chegamos à Ica e pegamos um táxi (6,00) até a famosa Laguna Huacachina, um oásis em meio às dunas de areia.
Fizemos check in no Hostel Casa de Arena 1. (30,00 por pessoa, quarto triplo com banheiro e sem café da manhã). Reservamos o passeio para as Islas Ballestas na manhã seguinte, por 60,00.
Andamos pelas desertas ruas da Laguna e escolhemos um restaurante/bar na beira do lago (Bolepo Gourmet). Tomei minha primeira Cusqueña (620 ml, por 7,00). Tava tão quente e seco que matei a garrafa em 2 minutos! rs.
O legal desse bar é que eles fornecem pincéis atômicos para a galera registrar suas passagens nas paredes. Claro que tive de deixar um bom e velho (e pq não, incompreendido) ‘Carlos Adão’, em preto e verde, no cantinho da parede! Hehehe
12.01 Quarta-Feira. Ica – Paracas – Ica.
De dia, Huacachina tem outra aparência... muito mais bonita!
Às 6h50 a van nos pegou e nos levou até Paracas, onde pegaríamos a lancha (1,00) para as ilhas.
São 2hs de passeio, passando pelo Candelabro (desenho feito na Areia não se sabe quando, não se sabe como, e não se sabe por quê. Sabe-se apenas que aquela é a única parte da península - ou ilha, não lembro! - onde não bate vento e onde a tempestade de areia paracas não atinge, portanto, o desenho se mantém com o passar do tempo. Seu primeiro registro data de 1902) até chegar nas Ballestas.
Pingüins, Leões marinhos, cormorões, gaivotas, abutres, estrelas do mar, mariscos, caranguejos, e etc em quantidades assustadoras! São milhares, talvez milhões, deles. O cheiro de ‘titica’ é fortíssimo!
Nesse dia eu parei de reclamar do meu trabalho... no alto de uma das ilhas foi possível avistar um caboclo coletando todas aquelas fezes para a produção de adubos e fertilizantes (‘guano’). Por ano, 5 toneladas desse ‘Guano’ são exportadas mundo afora, diretamente da ilha.
Pausa para uma confissão: Sempre gostei muito de encontrar brasileiros no exterior... isso até viajar ao Peru. Não sei se é pq 70% das pessoas que vc encontra na rua por lá são brasileiras, mas acabei pegando um pouco de birra... Sei que não podemos generalizar, mas encontrei MUITOS farofeiros causando por lá... E em Paracas encontramos – pela primeira vez – um grupo de brasileiras que eu rotulei como adolescentes tardias (talvez recém-divorciadas, vai saber)... sabe aqueles adolescentes que só sabem falar gritando, que querem chamar a atenção a qualquer custo, que não tem o menor ‘simancol’ ou respeito pelos outros integrantes do grupo?! Pois é, se em um adolescente isso já é chato, imagine em um grupo de cinqüentonas!! Bom, cruzamos com elas em quase todas as cidades que visitamos!
Voltando ao relato, que é mais prazeroso e interessante:
10h – voltamos ao píer. Como a van só sairia às 11h e pouco, fomos comprar artesanatos e comer algo, já que não tinha café da manhã no hostel. Tomei duas Cusqueñas, inclusive uma Red Lager bem interessante (6,00 cada).
12h30 estávamos de volta ao Hostel. O plano era pegar, naquele mesmo dia, um bus até Nazca para, no dia seguinte, fazermos o sobrevoo das linhas. O motorista da van nos convenceu a ficar essa noite em Huacachina e partir apenas na manhã seguinte, já com o voo reservado para meio-dia. Ele ligou para o nosso hostel e pediu para a recepcionista reservar o voo e o transfer da garagem da empresa até o aeroporto. Fechamos em US$120,00 por pessoa (antes era metade desse preço, mas depois que um dos aviões caiu, matando alguns turistas, o governo fechou 4 das então 7 cias que faziam o sobrevoo, o que encareceu tudo).
Como tínhamos a tarde livre, fomos buscar o que fazer. Acabamos fechando o passeio de buggy+sandboarding no Hostel Rocha, por 40,00 + 3,60 de taxa de ingresso nas dunas. Fomos só nós 3 e o motorista. Valeu à pena. Até o Shigueo, de 61 anos, e a Cris, com o joelho ruim, entraram na dança.
No final do passeio, o buggy parou no alto de uma duna para apreciarmos o pôr do sol. Bem bacana.
Às 20hs teve um ‘churrasco’ no Hostel, por 20,00... participamos, mas foi bem meia boca. Saímos do churras e fomos dar outra volta na laguna. Já estava mais movimentada que na noite anterior. Resolvemos experimentar as Tejas (doces de chocolate recheados com doce de leite e uma infinidade de sabores – ameixa, nozes, pisco, laranja...). Muito boas... ah, que saudades! Hehehe
Acordamos cedo, fechamos a conta e pegamos um táxi (5,00) até a garagem da empresa de bus.
O taxista nos recomendou comprar em Ica mesmo as passagens de Nazca para Arequipa, e recomendou a empresa Cial, que apresentaria um serviço similar ao da Cruz Del Sur e pela metade do preço (essas recomendações são bem comuns por lá, e acredito que eles ganham comissão por isso. Em todo caso, muitas das vezes as ‘dicas’ são boas). Vi umas fotos dos bus e achei que valeria a pena. 80,00 o bus semi leito.
De lá, fomos para a garagem da Soyus, apesar de todo mundo recomendar para que fôssemos com outra companhia... mas a diferença era gritante: de 11,00 na Soyus para 35,00 nas demais, na passagem Ica-Nazca. Bom, a diferença de preço era justificada.
Ônibus velho, pessoas estranhas, vendedores ambulantes de tempos em tempos e o constante aviso de ‘NÃO DEIXEM SUAS MOCHILAS NOS BAGAGEIROS! RECOMENDA-SE VIAJAR ABRAÇADO À SUA MOCHILA TODO O TEMPO!’.
Como a viagem não era longa, e estava de dia, não tivemos maiores problemas, mas fica aí o alerta.
11h30 chegamos à rodoviária e o nosso táxi-transfer estava nos aguardando para nos levar ao aeroporto. Paramos antes na Cial para deixarmos nossas malas eqto faríamos o voo. Chegamos ao aeroporto e a mocinha do Hostel de Ica ligou para a mulher da agência de Nazca e pediu para falar comigo, para que eu dissesse a ela que o que foi combinado estava sendo cumprido. Achei legal a iniciativa e deu uma confiança a mais.
Pagamos a taxa do aeroporto (20,00) e aguardamos a nossa vez... o tempo foi passando, passando, passando... detalhe: depois de tanto ler aqui que não era bom comer antes do voo e etc, estávamos todos em jejum desde a noite anterior! Fui perguntar pra moça da agência qdo seria o nosso voo e aproveitei para perguntar se tínhamos mesmo q estar em jejum; ela disse que NÃO!! Disse que voar de estômago vazio é pior... qdo saltei de paraquedas já tinham me falado isso, mas como li muita gente falando para não comer, fiquei na dúvida né...rs
Bom, comemos uns salgadinhos e um chocolate e fomos voar. Achei que chacoalhasse mais... nem deu ‘barato’...rs Mas as linhas são bem legais. Deu pra ver direitinho.
Mais lembrancinhas, almoço e resolvemos ver como preencher a tarde até a hora do bus (22h). Resolvemos fazer o passeio ao Cemitério de Chauchilla, a 27km de Nazca (100,00 para os 3).
Às 16h30 a guia passou para nos pegar, junto com seu filho. Figura o moleque... não parou de falar um segundo! rs
Achei esse passeio um dos pontos altos da minha viagem. Simplesmente indescritível olhar para tudo aquilo e saber que não mudou praticamente nada em mais de 1000 anos! Tirando a pequena casa onde ficam duas múmias e a bilheteria, não há nenhuma construção nos arredores do cemitério até onde a vista alcança!
Demais.
A guia era muito boa e tirou todas as nossas dúvidas. Um fato interessante foi descobrir que em Nazca a média de chuvas no ano é de 30 minutos! Ela simplesmente não entendia qdo eu dizia que em São Paulo estava chovendo todos os dias há mais de uma semana...rs
Sucos e cervejas na pequena e bem organizada Plaza de armas e fomos para a Cial confirmar o horário de saída do bus. Lá fomos informados que não teríamos o serviço de jantar a bordo, como imaginávamos (o jantar é servido durante o trecho Ica-Nazca...Fail).
Voltamos correndo ao centro e engolimos uma pizza muito boa (22,00) em 3 minutos...
O que não gostei da Cial: ônibus sujo, embora novo; o ‘rodomoço’ estava c*gando e andando para o fato de que havia gente nas 3 poltronas que eu havia comprado. Tentei argumentar, outras pessoas argumentaram tb em meu favor, e nada... acabou que eu fui em um assento, minha namorada e o pai dela em outro; e o controle de bagagens é fraquíssimo.
14.01 Sexta-feira. Arequipa (2.280m)
8h20 – chegamos à Rodoviária de Arequipa. Não costumo dar bola para essas pessoas que oferecem passeios e hostels na rodoviária, mas resolvi confiar naquela mocinha.
Ela mostrou as fotos do hostel (Marlon’s House) e eu reconheci o café da manhã no terraço de algum relato que eu tinha lido por aqui. Acabamos fechando. Um quarto matrimonial (40,00) e um simples (25,00), banheiro privativo, com desayuno.
Taxi (6,00). Em Arequipa, pela primeira vez, nos alertaram a só pegar táxis indicados por eles e para não andar em determinadas ruas após às 17hs. Isso já tirou um pouco do meu sossego. Sou meio cismado com esse tipo de coisa.
Reservamos o passeio ao Cañón Del Colca para o dia seguinte (65,00) e fomos almoçar num Terraço na Plaza de Armas. Provei Filé de Alpaca pela primeira vez (gostei), camu camu, e um risoto de quínua. Estava muito bom. 2 Cusqueñas para arrematar. Total = 38,00.
A Cris e o Shigueo também pegaram pratos bem requintados e gostosos e o preço também foi esse. Valeu à pena.
Fomos trocar dólares. Em Arequipa não achamos um banco oficial ou uma Western Union para trocar dólar... apenas umas banquinhas mequetrefes que não inspiravam confiança. Escolhemos a que tinha mais cara de oficial e, em tese, mais segura, a ProEmpresa, e entramos.
Dessa vez, resolvemos trocar uma quantia considerável, já que dali para frente o ritmo seria punk até Cusco... o câmbio estava em 2,75.
Ao sairmos da oficina, passamos por um velhinho mal encarado falando ao celular. Ele olhou para nós e disse algo como ‘acabaram de sair da oficina’. Como eu disse, sou meio cismado, e já fiquei alerta. A diferença é que dessa vez a Cris tb suspeitou, e ela nunca desconfia das coisas que eu desconfio. Atravessamos a rua, e ao atravessarmos ouvimos o velho dizer ‘cruzaram a rua’. F*DEU!
Parênteses:
Acredito que, em regra, as cidades te oferecem tanto quanto você se permite receber.
Em Nazca, por exemplo, (e em Huacachina também) a 1ª imagem que tivemos não foi das melhores, mas em pouco tempo já nos sentíamos confortáveis, e, com o conforto, acabamos nos permitindo ousar mais, explorar mais, conversar com as pessoas, conhecer efetivamente o lugar.
Em Arequipa, no entanto, embora seja uma cidade mais bonita e limpa, desde o princípio não me senti muito à vontade.
Somando-se a isso, a atendente do hostel nos disse para evitar algumas ruas (que eram próximas ao nosso hostel à Plaza de Armas) e para evitar andar nas ruas após às 17hs.
Com isso, admito, passei a me sentir ainda menos à vontade.
Após o almoço, que estava muito bom, e com o belo visual da Plaza de Armas e dos vulcões ao fundo, eu estava começando a me permitir sentir um pouco mais confortável.
E então aconteceu aquilo na saída da casa de câmbio...
Como esse tipo de coisa é melhor não pagar para ver, fomos dar uma volta na Plaza de Armas para ‘despistar’ eventuais vagabundos... fizemos um caminho alternativo e mais longo para voltarmos ao hostel, mesmo com a perna da Cris doendo bastante... Táxi? Nem pensar, se a própria mulher do albergue disse para pedirmos o táxi direto pra ela, como íamos pedir um táxi qualquer na rua se já estávamos cismados?
Chegamos sãos e salvos ao albergue, mas é claro que eu desconfiei de toda e qualquer pessoa que cruzou o olhar comigo da praça até eu pisar no albergue. E noiado como sou, qualquer barulhinho no albergue e eu já levantava as antenas com o coração acelerado... sensação horrível.
Não tivemos nem mesmo vontade de sair para jantar, já que nas cercanias do albergue não havia um só bar/restaurante (ou qualquer comércio, em verdade).
Uma pena que esse episódio – mais o sentimento anterior – tenha feito com que eu não desfrutasse de tudo o que a Ciudad Blanca tinha a oferecer...
15.01 Sábado. Arequipa – Chivay (3.500 m)
Acordamos cedo, desauyno, check out, guardamos as malas no depósito e reservamos bus (Señor de los Milagros, 30,00) para Puno para o dia em que iríamos voltar do Colca.
Como chegaríamos em Puno de madrugada, reservamos tb o albergue da mesma rede (Marlon’s House), assim eles nos buscariam na rodoviária.
8h25 – Jesus nos Guia! Hehehe
Jesus, o guia do nosso grupo, passou para nos pegar no albergue e, de lá, paramos numa lojinha para comprar produtos de coca, afinal, de Arequipa até Chivay passaríamos pelo Mirador dos Vulcões, a 4.910m de altitude!!
Compramos folhas, balas e uma bebida à base de coca. Seguimos viagem... passamos por locais muito bonitos, na Reserva Nacional. Passamos por rebanhos de Vicuñas, Alpacas, Llamas, lagunas, vulcões, neve (lá no alto), cactos...
No mirador dos vulcões, só os fortes sobrevivem...rs Bastante gente passou mal, inclusive a Cris e o pai dela. Eu só tive uma leve dor de cabeça, que durou uns 5 minutos (ah, e teve um dia que tive umas dores estranhas nas articulações – joelhos e cotovelos).
A paisagem é linda! Aproveitei para usar um dos dois banheiros mais ‘altos’ da região... uma latrina com muros de pedra! rs
13h – chegamos à Chivay (quéchua para ‘lugar onde se faz amor’... e sabedoria indígena não se contradiz, não é mesmo? Então reservamos um quarto matrimonial e um simples...rsrsrs A hospedagem já estava no preço do passeio). Pagamos mais 35,00 de boleto turístico.
Almoçamos num Buffet livre, 22,00 por pessoa... comi como um porco! E sempre experimentando os pratos típicos. Não há lugar para ‘nojinho’ quando se tem o espírito mochileiro de verdade.
15h30 – frio do cão... nosso hotel não tinha água quente (e depois de um tempo, não tinha água alguma! rs), mas já sabíamos disso... então fomos para as termas de La Calera (10,00). Piscina com água quente (38/39º) e lá fora 10º... uma cusqueña na beira da piscina, pq ninguém é de ferro, e depois um banho quente.
17h30 – de volta ao hotel (Colca Mayo), fomos cochilar, pq o ritmo de viagem estava intenso.
19h30 passaram para nos pegar e fomos a um jantar com Peña (músicas e danças típicas). Gostei.
Fui chamado para encenar o ritual de sacrifício a La Pachamama e depois me chamaram para dançar... sorte que tinha tomado uma Arequipeña (8,00) e tava mais descontraído...rs (O jantar ficou 20,00.)
21h30 era hora de deitar, pq o dia seguinte seria loooonnngoooo...
16/01 Domingo. Chivay (3.500m) – Arequipa (2.280m) – Puno (3.800m)
Às 4h40 o pessoal do hotel começou a bater nas portas para acordar todo mundo. Tomamos café, fizemos o check out e 6h30 passaram para nos pegar no hotel.
7h uma parada em Yanque para artesanatos e fotos (com águias e llamas, para quem quisesse).
8h Estávamos na Cruz do Condor. O visual lá é de tirar o fôlego!
O Cañón Colca é o canyon mais profundo do mundo... sua parte mais profunda tem mais de 4 mil m. No mirador, ele tem uma média de 3.500m de profundidade.
Parênteses: Eu fui para lá ciente de que essa não é a época de avistar condores na região. O guia também explicou que nessa época do ano os casais estão em fase de procriação, então no máximo conseguiríamos ver um condor jovem (com menos de 8 anos, e que ainda não se reproduz), de coloração marrom.
Estávamos nós tirando fotos do vale qdo todos começaram a soltar interjeições de espanto (‘oohhh’, ‘aaahhhh’, ‘wowwww’ e coisas do tipo). Olhei para a esquerda e lá estava ele! Um Condor macho, adulto, igual aos que eu vi nas fotos, voando soberano, sem se incomodar conosco... ele voou sobre nossas cabeças por uns 5 minutos e depois se afastou. Ficamos lá por mais de 1h30 e ele não voltou.
Fiquei muito feliz em poder avistá-lo, pois estava convencido de que não seria possível... deve ter sido o sacrifício a La Pachamama que eu fiz na noite anterior! Hehehe.
Ah, o soroche (mal da altitude) pegou pra valer a Cris e o pai dela durante todo o tempo... só passou mesmo em Lima...rs
Depois, paramos num povoado (Maca, salvo engano) para umas fotos e provei o suco de Sancayo (2,00); o fruto ultraazedo do cacto (parece um figo da índia)! Puro é ruim, mas como suco é bom... e, segundo a vendedora, faz bem para o fígado, então mandei ver! rs
12h – almoço em Chivay. Buffet livre a 20,00.
Novamente, comi como um porco... um pouco de tudo... inclusive o temido Rocoto (pimenta nativa que muita gente disse para eu evitar). Eu comi sem saber o que era... achei delicioso! Quando fui repetir, perguntei pra garçonete o que era, e era Rocoto recheado com carne de alpaca e ovos... fiquei com receio de pegar outro e depois passar mal no bus até Puno!! Rsrs
Deveria ter pego outro, pq até agora eu to com aquela ‘lombriga’!! kkkkk
Provei tb a popular Chicha Morada (suco quente de milho roxo com cravo e canela... achei sem graça).
Voltamos à Arequipa, jantamos uma Pizza nos arredores da Plaza de Armas (Manolo’s – 56,00) e fomos para a rodoviária. 20h30 embarcamos no bus. Apesar de sermos os únicos turistas naquele ônibus, a viagem foi bem tranqüila.
Continuando o ciclo do Mochileiros.com (‘leia os roteiros e relatos, aprenda algo, ponha em prática e escreva o seu relato’) eis o meu relato, para auxiliar as próximas pessoas que resolverem se aventurar por essas partes do mundo. Enjoy!
Há muito tempo que queria conhecer o Peru, mas em razão das minhas férias pouco flexíveis e de pouca duração (entre outros fatores) eu acabava nem considerando esta possibilidade.
No entanto, graças a algumas mudanças no meu escritório, esse ano acabei recebendo mais dias de férias e num período fora do recesso forense (18/12 – 06/01), e minha namorada me incentivou a pensar na possibilidade de, finalmente, conhecer o Peru.
Pesquisei bastante aqui no Mochileiros.com e montei meu roteiro preliminar (que foi alterado diversas vezes até o dia do embarque): Lima – Ica – Nazca – Arequipa – Puno – Copacabana – Puno – Cusco – Lima.
A vantagem de pesquisar bastante foi que em raríssimas vezes fui surpreendido com as condições ou os preços de passeios/hospedagem/transportes e afins. Por outro lado, como pesquisei MUITO, também foram poucas as vezes em que fui realmente surpreendido com o formato das construções, com as informações dadas pelos guias e etc.
Algumas informações preliminares:
- Guarde muito bem aquele papelzinho da imigração. Apesar de ser uma informação aparentemente boba, vocês não tem noção de quantas pessoas eu vi suando porque haviam perdido o papel... (tá, é só pagar US$5,00 que você ganha outro, mas para quê pagar se você pode evitar isso com um pouco de zelo?!)
- Não se preocupe com a língua. Nunca fiz aula de espanhol. Apenas li 2 livros do Llosa em espanhol e baixei umas músicas (Bebe, Maná, Mar de Copas, Libido...) e boa. Pude me virar muito bem lá. Eles (em geral) falam bem devagar, e estão bem acostumados com turistas.
- Dinheiro: seja dólar ou soles, procure sempre pegar notas em excelentes condições. Eles são chatos... notas com rasgos (mesmo que imperceptíveis) ou manchas de qualquer natureza não costumam ser aceitas.
- Hospedagem: geralmente não é necessário reservar hospedagem (a menos que você esteja buscando um Hostel/hotel em especial, e este seja bem badalado, como aconteceu comigo em Cusco...) O que você deve, sim, fazer sempre é verificar se há água quente nos banheiros.
- Pechinche TUDO e SEMPRE.
- Pechinche mais um pouco.
- Quase tudo lá é negociável.
Vamos ao roteiro em si:
09.01 São Paulo – Lima.
Dizem que brasileiros deixam tudo para a última hora, mas esses nipo-brasileiros (minha namorada e meu sogro) deixam mais ainda! rs
Nosso voo sairia às 8h30, às 2h da manhã eles ainda estavam arrumando as malas!
6h50 – Check in feito (mala pesando 9,4kg).
O voo atrasou mais de uma hora na saída. Acabamos decolando apenas às 9h40. Às 11h10 (horário local, 3hs a menos do que aqui) pousamos no aeroporto internacional – que fica em Callao, não Lima.
Trocamos um pouco de dinheiro no Interbank do aeroporto. Lá eles cobram uma absurda taxa de S./3,00 para cada US$100,00 trocados, mas pelo menos as notas trocadas estavam em bom estado. (Cotação US$1,00 = S./2,73. Menos taxas, tributos e tudo mais, acaba que a cotação ficou em torno de 2,65 lá... bem ruim se comparado com os valores praticados nas ruas).
Apesar de muitas pessoas dizerem para pegarmos o táxi fora do aeroporto, na rua mesmo, não quisemos arriscar. Afinal, era a primeira hora em um país estranho, com uma língua que não dominávamos... enfim. Fomos ao balcão da Green Táxis e pagamos S./45,00 até Miraflores.
Ficamos no Peru Backpackers Guest house (Calle José Gonzales com Av. Larco, 3 quadras do LarcoMar – aquele shopping a céu aberto). Pegamos um quarto triplo, sem baño privado (mas não foi problema algum, pois os banheiros eram bem limpos e suficientes para o total de hóspedes) e com um ótimo desayuno continental. Pagamos S./33,00 por pessoa, por noite.
O pessoal do albergue é super atencioso (principalmente as meninas, Anali e Carla, se não me engano).
Deixamos nossas coisas no quarto, trocamos de roupa (estávamos morrendo de calor depois de quase 40 minutos no táxi e no trânsito da orla) e saímos para o reconhecimento padrão – anda 3 quadras pra baixo, 3 pra cima, 3 pra direita e esquerda... até estar familiarizado com o ambiente...rs.
O trânsito em Lima (e no Peru, em geral) é caótico. Nos cruzamentos, quem ousa, leva. Preferencial não existe na prática... e buzinas que não acabam mais. Ah, sinais verdes para pedestres nas faixas de pedestres não significam que os semáforos estão fechados para os carros! Quem entende?!
Fomos até o Larcomar e almoçamos no Otto Grill. Para começar a experiência peruana, mandamos ver nos pollos a lo pobre (com banana, batata e ovo fritos) e a famosa (mas não tão gostosa assim, na minha opinião) Inca Cola. Total: S./15,00.
Antes mesmo de começarmos a comer já sentimos que nos equivocamos ao trocar de roupa... apesar do sol, venta muito ali naquela região. E, como o shopping é aberto, passamos um certo frio na praça de alimentação.
Voltamos ao hostel, que era ali ao lado mesmo, trocamos as bermudas por calças e fomos para a rua novamente. Andamos até o Pq. Kennedy e acabamos fechando o Mirabus City Tour Noturno (S./60,00 por pessoa), saindo da praça às 19hs, percorrendo o centro histórico e o Circuito Mágico das Águas, parando no Sheraton Hotel para um refrigério e voltando ao Pq. Kennedy (ou Pq 7 de Junio) lá pras 22h30.
Tomei minha primeira cerveja peruana, a Cristal (8,00 a long neck... um preço meio que padrão para as long necks em Lima).
O Circuito Mágico das Águas é espetacular, e às 20h15 ocorre uma apresentação na fonte principal que é de arrepiar. É um show com lasers e hologramas, transformando as águas em uma tela de cinema gigante. Espetacular mesmo
Teria sido ainda melhor se meu sogro, que não fala lhufas de espanhol, não tivesse se perdido de nós.
Imagine só: segundo o guia, aproximadamente 35 mil pessoas visitam o parque todas as noites; é tudo escuro (para favorecer a iluminação das fontes); são muitas fontes... enfim, toca eu embromar no portunhol com o guia e explicar que havíamos perdido um membro do grupo. Na mesma hora um policial se aproximou, pediu o nome do meu sogro e o meu nome, tirou uma foto da foto do meu sogro que estava na câmera da Cris e saiu para procurá-lo (para ajudar, ele tinha deixado os docs. dele conosco).
Pedi para a Cris (minha namorada) seguir com o grupo eqto eu sairia caçando o Shigueo (seu pai), e, de tempos em tempos, eu voltaria até o grupo (já que, por ser mais alto que ela e que os peruanos, era mais fácil eu localizar a bandeirinha do nosso grupo).
Resumindo, encontramos ele a tempo de assistir ao final da apresentação na fonte principal.
10.01 Segunda-feira. Lima (nível do mar)
Levantamos, tomamos nosso desayuno e pedi algumas informações para a mocinha do hostel. Perguntei a ela também como poderia comprar passagens para Ica, já que lá não existia rodoviária ou Terrapuerto geral; cada empresa tem a sua garagem e os ônibus partem de lá.
No final, ela mesma comprou as passagens para nós, pela Cruz Del Sur (55,00).
Saímos para caminhar pelas redondezas – na medida do possível, pq minha namorada havia sofrido uma cirurgia vascular, que afetou o seu joelho direito, poucos dias antes de embarcarmos.
Fomos até o Pq Del Amor e o Faro de La Marina. O parque é muito bonito e muito bem cuidado (aliás, quase todos os parques e praças no Peru são bonitos e bem cuidados).
De lá, pegamos um táxi (6,00) até a Huaca Pucllana, ruínas da civilização Lima (400 d.C.) que são muito interessantes (se o seu guia for bom... o guia que pegamos era bom, mas a guia em inglês não parecia ser dos melhores não... eles começaram o passeio mais de meia hora depois da gente e acabaram antes). O ingresso na Huaca custa 10,00.
Mais um táxi (8,00) até o Hostel e fomos trocar $$. Fomos na Western Union, na Av. Larco. Pegamos uma cotação boa = 2,79, e sem taxas. Pausa para comprar lembrancinhas (sim, desde o 2º dia! rs Na Colômbia eu deixei para comprar tudo no final da viagem e acabei não comprando nada; dessa vez, não quis arriscar!).
Jantamos no LarcoMar novamente, no Tony Roma’s. O restaurante era bem arrumado, com uma linda vista para o pôr do sol no Pacífico. Provei a Pilsen Callao (7,00) e a Peroni (cerveja italiana, 10,00). O prato era um pouco mais caro, em torno dos 45,00, mas estava muito bom!
Essa noite, às 21h30 já estávamos no Hostel, acabados... pensamos em ficar por lá mesmo... mas não sabíamos ainda se teríamos outra chance de explorar a vida noturna em Lima, então fomos até Barrancos, o bairro boêmio. Táxi (12,00 a ida e 6,00 a volta... vai entender). Andamos na famosa (não sei exatamente pq) Puente de los Suspiros, fomos até o mirador (mirante) – a vista lá deve ser linda de dia, mas de noite é apenas um ‘malhodromo’ rs) e escolhemos um barzinho para sentar.
Provei o Pisco Sour (18,00) e a Cris tomou um suco doido lá (Primavera, 13,00). Na real, não achei graça no Pisco Sour... sou muito mais nossa caipirinha, com limões frescos e sem gosto e cheiro de ovo, mas eu tinha que experimentar, né.
11.01 Terça-Feira. Lima-Ica.
Passamos a manhã no centro histórico (Plaza San Martin, Plaza de Armas...). Fomos de Bus (1,00)... uma aventura naquele trânsito caótico. O motorista lia o jornal enquanto dirigia, fechava os outros ônibus e buzinava sem parar.
Depois um táxi até o hostel (7,00) e, de malas feitas, fomos ao Bembos (Mc Donald’s local) e provamos o Tacu-Tacu, uma espécie de ‘baião de dois’ peruano. (20,00 com refri).
Fizemos o check out e ‘voamos’ até o Terminal da Cruz Del Sur. 13h30 entramos no bus. 14h40 o serviço de bordo do bus serviu o almoço, com direito a sobremesa e tudo mais... se soubéssemos, não teríamos almoçado correndo antes do check out!
19hs – chegamos à Ica e pegamos um táxi (6,00) até a famosa Laguna Huacachina, um oásis em meio às dunas de areia.
Fizemos check in no Hostel Casa de Arena 1. (30,00 por pessoa, quarto triplo com banheiro e sem café da manhã). Reservamos o passeio para as Islas Ballestas na manhã seguinte, por 60,00.
Andamos pelas desertas ruas da Laguna e escolhemos um restaurante/bar na beira do lago (Bolepo Gourmet). Tomei minha primeira Cusqueña (620 ml, por 7,00). Tava tão quente e seco que matei a garrafa em 2 minutos! rs.
O legal desse bar é que eles fornecem pincéis atômicos para a galera registrar suas passagens nas paredes. Claro que tive de deixar um bom e velho (e pq não, incompreendido) ‘Carlos Adão’, em preto e verde, no cantinho da parede! Hehehe
12.01 Quarta-Feira. Ica – Paracas – Ica.
De dia, Huacachina tem outra aparência... muito mais bonita!
Às 6h50 a van nos pegou e nos levou até Paracas, onde pegaríamos a lancha (1,00) para as ilhas.
São 2hs de passeio, passando pelo Candelabro (desenho feito na Areia não se sabe quando, não se sabe como, e não se sabe por quê. Sabe-se apenas que aquela é a única parte da península - ou ilha, não lembro! - onde não bate vento e onde a tempestade de areia paracas não atinge, portanto, o desenho se mantém com o passar do tempo. Seu primeiro registro data de 1902) até chegar nas Ballestas.
Pingüins, Leões marinhos, cormorões, gaivotas, abutres, estrelas do mar, mariscos, caranguejos, e etc em quantidades assustadoras! São milhares, talvez milhões, deles. O cheiro de ‘titica’ é fortíssimo!
Nesse dia eu parei de reclamar do meu trabalho... no alto de uma das ilhas foi possível avistar um caboclo coletando todas aquelas fezes para a produção de adubos e fertilizantes (‘guano’). Por ano, 5 toneladas desse ‘Guano’ são exportadas mundo afora, diretamente da ilha.
Pausa para uma confissão: Sempre gostei muito de encontrar brasileiros no exterior... isso até viajar ao Peru. Não sei se é pq 70% das pessoas que vc encontra na rua por lá são brasileiras, mas acabei pegando um pouco de birra... Sei que não podemos generalizar, mas encontrei MUITOS farofeiros causando por lá... E em Paracas encontramos – pela primeira vez – um grupo de brasileiras que eu rotulei como adolescentes tardias (talvez recém-divorciadas, vai saber)... sabe aqueles adolescentes que só sabem falar gritando, que querem chamar a atenção a qualquer custo, que não tem o menor ‘simancol’ ou respeito pelos outros integrantes do grupo?! Pois é, se em um adolescente isso já é chato, imagine em um grupo de cinqüentonas!! Bom, cruzamos com elas em quase todas as cidades que visitamos!
Voltando ao relato, que é mais prazeroso e interessante:
10h – voltamos ao píer. Como a van só sairia às 11h e pouco, fomos comprar artesanatos e comer algo, já que não tinha café da manhã no hostel. Tomei duas Cusqueñas, inclusive uma Red Lager bem interessante (6,00 cada).
12h30 estávamos de volta ao Hostel. O plano era pegar, naquele mesmo dia, um bus até Nazca para, no dia seguinte, fazermos o sobrevoo das linhas. O motorista da van nos convenceu a ficar essa noite em Huacachina e partir apenas na manhã seguinte, já com o voo reservado para meio-dia. Ele ligou para o nosso hostel e pediu para a recepcionista reservar o voo e o transfer da garagem da empresa até o aeroporto. Fechamos em US$120,00 por pessoa (antes era metade desse preço, mas depois que um dos aviões caiu, matando alguns turistas, o governo fechou 4 das então 7 cias que faziam o sobrevoo, o que encareceu tudo).
Como tínhamos a tarde livre, fomos buscar o que fazer. Acabamos fechando o passeio de buggy+sandboarding no Hostel Rocha, por 40,00 + 3,60 de taxa de ingresso nas dunas. Fomos só nós 3 e o motorista. Valeu à pena. Até o Shigueo, de 61 anos, e a Cris, com o joelho ruim, entraram na dança.
No final do passeio, o buggy parou no alto de uma duna para apreciarmos o pôr do sol. Bem bacana.
Às 20hs teve um ‘churrasco’ no Hostel, por 20,00... participamos, mas foi bem meia boca. Saímos do churras e fomos dar outra volta na laguna. Já estava mais movimentada que na noite anterior. Resolvemos experimentar as Tejas (doces de chocolate recheados com doce de leite e uma infinidade de sabores – ameixa, nozes, pisco, laranja...). Muito boas... ah, que saudades! Hehehe
13/01 Quinta-Feira. Ica-Nazca (600m)-Arequipa (2.280m).
Acordamos cedo, fechamos a conta e pegamos um táxi (5,00) até a garagem da empresa de bus.
O taxista nos recomendou comprar em Ica mesmo as passagens de Nazca para Arequipa, e recomendou a empresa Cial, que apresentaria um serviço similar ao da Cruz Del Sur e pela metade do preço (essas recomendações são bem comuns por lá, e acredito que eles ganham comissão por isso. Em todo caso, muitas das vezes as ‘dicas’ são boas). Vi umas fotos dos bus e achei que valeria a pena. 80,00 o bus semi leito.
De lá, fomos para a garagem da Soyus, apesar de todo mundo recomendar para que fôssemos com outra companhia... mas a diferença era gritante: de 11,00 na Soyus para 35,00 nas demais, na passagem Ica-Nazca. Bom, a diferença de preço era justificada.
Ônibus velho, pessoas estranhas, vendedores ambulantes de tempos em tempos e o constante aviso de ‘NÃO DEIXEM SUAS MOCHILAS NOS BAGAGEIROS! RECOMENDA-SE VIAJAR ABRAÇADO À SUA MOCHILA TODO O TEMPO!’.
Como a viagem não era longa, e estava de dia, não tivemos maiores problemas, mas fica aí o alerta.
11h30 chegamos à rodoviária e o nosso táxi-transfer estava nos aguardando para nos levar ao aeroporto. Paramos antes na Cial para deixarmos nossas malas eqto faríamos o voo. Chegamos ao aeroporto e a mocinha do Hostel de Ica ligou para a mulher da agência de Nazca e pediu para falar comigo, para que eu dissesse a ela que o que foi combinado estava sendo cumprido. Achei legal a iniciativa e deu uma confiança a mais.
Pagamos a taxa do aeroporto (20,00) e aguardamos a nossa vez... o tempo foi passando, passando, passando... detalhe: depois de tanto ler aqui que não era bom comer antes do voo e etc, estávamos todos em jejum desde a noite anterior! Fui perguntar pra moça da agência qdo seria o nosso voo e aproveitei para perguntar se tínhamos mesmo q estar em jejum; ela disse que NÃO!! Disse que voar de estômago vazio é pior... qdo saltei de paraquedas já tinham me falado isso, mas como li muita gente falando para não comer, fiquei na dúvida né...rs
Bom, comemos uns salgadinhos e um chocolate e fomos voar. Achei que chacoalhasse mais... nem deu ‘barato’...rs Mas as linhas são bem legais. Deu pra ver direitinho.
Mais lembrancinhas, almoço e resolvemos ver como preencher a tarde até a hora do bus (22h). Resolvemos fazer o passeio ao Cemitério de Chauchilla, a 27km de Nazca (100,00 para os 3).
Às 16h30 a guia passou para nos pegar, junto com seu filho. Figura o moleque... não parou de falar um segundo! rs
Achei esse passeio um dos pontos altos da minha viagem. Simplesmente indescritível olhar para tudo aquilo e saber que não mudou praticamente nada em mais de 1000 anos! Tirando a pequena casa onde ficam duas múmias e a bilheteria, não há nenhuma construção nos arredores do cemitério até onde a vista alcança!
Demais.
A guia era muito boa e tirou todas as nossas dúvidas. Um fato interessante foi descobrir que em Nazca a média de chuvas no ano é de 30 minutos! Ela simplesmente não entendia qdo eu dizia que em São Paulo estava chovendo todos os dias há mais de uma semana...rs
Sucos e cervejas na pequena e bem organizada Plaza de armas e fomos para a Cial confirmar o horário de saída do bus. Lá fomos informados que não teríamos o serviço de jantar a bordo, como imaginávamos (o jantar é servido durante o trecho Ica-Nazca...Fail).
Voltamos correndo ao centro e engolimos uma pizza muito boa (22,00) em 3 minutos...
O que não gostei da Cial: ônibus sujo, embora novo; o ‘rodomoço’ estava c*gando e andando para o fato de que havia gente nas 3 poltronas que eu havia comprado. Tentei argumentar, outras pessoas argumentaram tb em meu favor, e nada... acabou que eu fui em um assento, minha namorada e o pai dela em outro; e o controle de bagagens é fraquíssimo.
14.01 Sexta-feira. Arequipa (2.280m)
8h20 – chegamos à Rodoviária de Arequipa. Não costumo dar bola para essas pessoas que oferecem passeios e hostels na rodoviária, mas resolvi confiar naquela mocinha.
Ela mostrou as fotos do hostel (Marlon’s House) e eu reconheci o café da manhã no terraço de algum relato que eu tinha lido por aqui. Acabamos fechando. Um quarto matrimonial (40,00) e um simples (25,00), banheiro privativo, com desayuno.
Taxi (6,00). Em Arequipa, pela primeira vez, nos alertaram a só pegar táxis indicados por eles e para não andar em determinadas ruas após às 17hs. Isso já tirou um pouco do meu sossego. Sou meio cismado com esse tipo de coisa.
Reservamos o passeio ao Cañón Del Colca para o dia seguinte (65,00) e fomos almoçar num Terraço na Plaza de Armas. Provei Filé de Alpaca pela primeira vez (gostei), camu camu, e um risoto de quínua. Estava muito bom. 2 Cusqueñas para arrematar. Total = 38,00.
A Cris e o Shigueo também pegaram pratos bem requintados e gostosos e o preço também foi esse. Valeu à pena.
Fomos trocar dólares. Em Arequipa não achamos um banco oficial ou uma Western Union para trocar dólar... apenas umas banquinhas mequetrefes que não inspiravam confiança. Escolhemos a que tinha mais cara de oficial e, em tese, mais segura, a ProEmpresa, e entramos.
Dessa vez, resolvemos trocar uma quantia considerável, já que dali para frente o ritmo seria punk até Cusco... o câmbio estava em 2,75.
Ao sairmos da oficina, passamos por um velhinho mal encarado falando ao celular. Ele olhou para nós e disse algo como ‘acabaram de sair da oficina’. Como eu disse, sou meio cismado, e já fiquei alerta. A diferença é que dessa vez a Cris tb suspeitou, e ela nunca desconfia das coisas que eu desconfio. Atravessamos a rua, e ao atravessarmos ouvimos o velho dizer ‘cruzaram a rua’. F*DEU!
Parênteses:
Acredito que, em regra, as cidades te oferecem tanto quanto você se permite receber.
Em Nazca, por exemplo, (e em Huacachina também) a 1ª imagem que tivemos não foi das melhores, mas em pouco tempo já nos sentíamos confortáveis, e, com o conforto, acabamos nos permitindo ousar mais, explorar mais, conversar com as pessoas, conhecer efetivamente o lugar.
Em Arequipa, no entanto, embora seja uma cidade mais bonita e limpa, desde o princípio não me senti muito à vontade.
Somando-se a isso, a atendente do hostel nos disse para evitar algumas ruas (que eram próximas ao nosso hostel à Plaza de Armas) e para evitar andar nas ruas após às 17hs.
Com isso, admito, passei a me sentir ainda menos à vontade.
Após o almoço, que estava muito bom, e com o belo visual da Plaza de Armas e dos vulcões ao fundo, eu estava começando a me permitir sentir um pouco mais confortável.
E então aconteceu aquilo na saída da casa de câmbio...
Como esse tipo de coisa é melhor não pagar para ver, fomos dar uma volta na Plaza de Armas para ‘despistar’ eventuais vagabundos... fizemos um caminho alternativo e mais longo para voltarmos ao hostel, mesmo com a perna da Cris doendo bastante... Táxi? Nem pensar, se a própria mulher do albergue disse para pedirmos o táxi direto pra ela, como íamos pedir um táxi qualquer na rua se já estávamos cismados?
Chegamos sãos e salvos ao albergue, mas é claro que eu desconfiei de toda e qualquer pessoa que cruzou o olhar comigo da praça até eu pisar no albergue. E noiado como sou, qualquer barulhinho no albergue e eu já levantava as antenas com o coração acelerado... sensação horrível.
Não tivemos nem mesmo vontade de sair para jantar, já que nas cercanias do albergue não havia um só bar/restaurante (ou qualquer comércio, em verdade).
Uma pena que esse episódio – mais o sentimento anterior – tenha feito com que eu não desfrutasse de tudo o que a Ciudad Blanca tinha a oferecer...
15.01 Sábado. Arequipa – Chivay (3.500 m)
Acordamos cedo, desauyno, check out, guardamos as malas no depósito e reservamos bus (Señor de los Milagros, 30,00) para Puno para o dia em que iríamos voltar do Colca.
Como chegaríamos em Puno de madrugada, reservamos tb o albergue da mesma rede (Marlon’s House), assim eles nos buscariam na rodoviária.
8h25 – Jesus nos Guia! Hehehe
Jesus, o guia do nosso grupo, passou para nos pegar no albergue e, de lá, paramos numa lojinha para comprar produtos de coca, afinal, de Arequipa até Chivay passaríamos pelo Mirador dos Vulcões, a 4.910m de altitude!!
Compramos folhas, balas e uma bebida à base de coca. Seguimos viagem... passamos por locais muito bonitos, na Reserva Nacional. Passamos por rebanhos de Vicuñas, Alpacas, Llamas, lagunas, vulcões, neve (lá no alto), cactos...
No mirador dos vulcões, só os fortes sobrevivem...rs Bastante gente passou mal, inclusive a Cris e o pai dela. Eu só tive uma leve dor de cabeça, que durou uns 5 minutos (ah, e teve um dia que tive umas dores estranhas nas articulações – joelhos e cotovelos).
A paisagem é linda! Aproveitei para usar um dos dois banheiros mais ‘altos’ da região... uma latrina com muros de pedra! rs
13h – chegamos à Chivay (quéchua para ‘lugar onde se faz amor’... e sabedoria indígena não se contradiz, não é mesmo? Então reservamos um quarto matrimonial e um simples...rsrsrs A hospedagem já estava no preço do passeio). Pagamos mais 35,00 de boleto turístico.
Almoçamos num Buffet livre, 22,00 por pessoa... comi como um porco! E sempre experimentando os pratos típicos. Não há lugar para ‘nojinho’ quando se tem o espírito mochileiro de verdade.
15h30 – frio do cão... nosso hotel não tinha água quente (e depois de um tempo, não tinha água alguma! rs), mas já sabíamos disso... então fomos para as termas de La Calera (10,00). Piscina com água quente (38/39º) e lá fora 10º... uma cusqueña na beira da piscina, pq ninguém é de ferro, e depois um banho quente.
17h30 – de volta ao hotel (Colca Mayo), fomos cochilar, pq o ritmo de viagem estava intenso.
19h30 passaram para nos pegar e fomos a um jantar com Peña (músicas e danças típicas). Gostei.
Fui chamado para encenar o ritual de sacrifício a La Pachamama e depois me chamaram para dançar... sorte que tinha tomado uma Arequipeña (8,00) e tava mais descontraído...rs (O jantar ficou 20,00.)
21h30 era hora de deitar, pq o dia seguinte seria loooonnngoooo...
16/01 Domingo. Chivay (3.500m) – Arequipa (2.280m) – Puno (3.800m)
Às 4h40 o pessoal do hotel começou a bater nas portas para acordar todo mundo. Tomamos café, fizemos o check out e 6h30 passaram para nos pegar no hotel.
7h uma parada em Yanque para artesanatos e fotos (com águias e llamas, para quem quisesse).
8h Estávamos na Cruz do Condor. O visual lá é de tirar o fôlego!
O Cañón Colca é o canyon mais profundo do mundo... sua parte mais profunda tem mais de 4 mil m. No mirador, ele tem uma média de 3.500m de profundidade.
Parênteses: Eu fui para lá ciente de que essa não é a época de avistar condores na região. O guia também explicou que nessa época do ano os casais estão em fase de procriação, então no máximo conseguiríamos ver um condor jovem (com menos de 8 anos, e que ainda não se reproduz), de coloração marrom.
Estávamos nós tirando fotos do vale qdo todos começaram a soltar interjeições de espanto (‘oohhh’, ‘aaahhhh’, ‘wowwww’ e coisas do tipo). Olhei para a esquerda e lá estava ele! Um Condor macho, adulto, igual aos que eu vi nas fotos, voando soberano, sem se incomodar conosco... ele voou sobre nossas cabeças por uns 5 minutos e depois se afastou. Ficamos lá por mais de 1h30 e ele não voltou.
Fiquei muito feliz em poder avistá-lo, pois estava convencido de que não seria possível... deve ter sido o sacrifício a La Pachamama que eu fiz na noite anterior! Hehehe.
Ah, o soroche (mal da altitude) pegou pra valer a Cris e o pai dela durante todo o tempo... só passou mesmo em Lima...rs
Depois, paramos num povoado (Maca, salvo engano) para umas fotos e provei o suco de Sancayo (2,00); o fruto ultraazedo do cacto (parece um figo da índia)! Puro é ruim, mas como suco é bom... e, segundo a vendedora, faz bem para o fígado, então mandei ver! rs
12h – almoço em Chivay. Buffet livre a 20,00.
Novamente, comi como um porco... um pouco de tudo... inclusive o temido Rocoto (pimenta nativa que muita gente disse para eu evitar). Eu comi sem saber o que era... achei delicioso! Quando fui repetir, perguntei pra garçonete o que era, e era Rocoto recheado com carne de alpaca e ovos... fiquei com receio de pegar outro e depois passar mal no bus até Puno!! Rsrs
Deveria ter pego outro, pq até agora eu to com aquela ‘lombriga’!! kkkkk
Provei tb a popular Chicha Morada (suco quente de milho roxo com cravo e canela... achei sem graça).
Voltamos à Arequipa, jantamos uma Pizza nos arredores da Plaza de Armas (Manolo’s – 56,00) e fomos para a rodoviária. 20h30 embarcamos no bus. Apesar de sermos os únicos turistas naquele ônibus, a viagem foi bem tranqüila.
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