Olá viajante!
Bora viajar?
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Visto que minha viagem deve-se 95% ao Mochileiros.com (5% ao Guia O Viajante), resolvi fazer esse relato, colocando nele itens que foram importantes pra mim ao ler os relatos alheios. E esperando que ele seja útil a outros assim como os alheios foram pra mim!
Saímos do Rio de Janeiro rumo a Cochabamba (2 conexões) no dia 1º de janeiro e voltamos de Lima (1 conexão) no dia 17. A passagem mais barata que conseguimos saiu por R$ 1052.
- $$
Levamos tudo em cash e mais um cartão de crédito pra emergências. Ao contrário do que li em vários lugares, o que mais vi na Bolívia e no Peru (com exceção de poucas cidades, como Copacabana) foi caixa eletrônico. Ou seja, se quiserem contar com saque lá, está ok. O cartão pra “emergência” foi muito importante, essencialmente porque chegamos no dia 1º de janeiro (sábado) e não tínhamos lugar pra trocar os dólares.
No total, gastamos, cada um, USD 820 (sem as passagens de avião). Com certeza dá pra gastar menos, ficamos em quartos privados todas as noites, comemos em McDonald’s, etc... Ou seja, foram USD 820 com bastante conforto. Estando em grupo dá pra negociar os passeios mais barato, fechar dormitório, etc
- Bagagem
Foi meu primeiro mochilão, mas acertei no que levei rs Sou carioca e por isso “gastei” mais roupa que a galera do sul que tava com a gente (eu saía com 2 blusas de manga comprida, eles de camiseta).
Levei:
- 2 calças de tecido e 1 jeans
- 1 bermuda (só usei no calor de Lima)
- 2 camisetas
- 4 blusas de manga curta
- 2 blusas de manga comprida fininhas, 2 de algodão e 1 de “sair”
O que também foi ótimo ter levado foi um secador pequenininho e leve, mas mt potente (Compactor da Philips). De primeira vista pode parecer supérfluo, mas serviu pra ajudar a secar roupa, toalha... Fora que sair com o cabelo molhado no vento frio não ia ser bom! =P
Outra coisa essencial: um lençol. Nunca se sabe onde vc porventura possa ter de dormir e se a roupa de cama não tiver muito apresentável é sempre bom colocar o seu limpinho pra se deitar.
- Transportes e Compras
Como todo mundo diz, os táxis na Bolívia e no Peru são muito baratos. Acaba sendo quase a mesma coisa que andar de ônibus. E mesmo que saia um pouco mais caro de táxi, convertendo os valores a diferença é irrisória, nada que vá alterar os gastos da viagem. Tanto em La Paz quanto em Cusco, a impressão é que não faz diferença se você vai andar 100 metros ou 10km, o preço sempre é o mesmo: 3 bolivianos, 5 soles.
Falando em converter, estar num país em que a moeda é desvalorizada é um perigo! Houve dias em que extrapolamos nos gastos em compras por causa disso, você converte e fica doido por causa da "baratice" das coisas!
Equipamentos técnicos, não tenham dúvidas: Av. Llampu em La Paz. Tem várias lojas com preços incríveis, muito muito mais barato que aqui. Mas eletrônicos, cuidado! Compramos numa barraca, tipo um camelô, 2 pendrives de 16 GB da HP por 120 Bolivianos cada um. Saímos nos achando malandrérrimos, crente que tínhamos conseguido uma barbada daquelas. Resultado: tive que formatar meu PC depois de ter posto o pendrive nele. Os arquivos não copiavam pra ele e ele ainda corrompeu umas coisas lá. E foi o mesmo problema nos 2 pendrives.
Ps.: Aconselho a comprar o que vc quiser comprar (se couber no orçamento, claro!). Me arrependi de não ter trazido certas coisas... Nada de importante, bobagens mesmo! Mas depois vc fica se torturando pensando naquilo que vc deixou de trazer e não terá mais a oportunidade.
Dia 01 – RJ x Cochabamba
Saímos do Rio em direção à Cocha às 6 AM, chegamos às 13h de lá. Nosso plano era passar o dia vagando por lá e já à noite pegar o bus cama pra La Paz. Fomos pra CCBA só mesmo porque era o vôo mais barato. Feriado e sábado, resultado: tudo fechado. Nada de casa de câmbio, nada de ônibus, nada de nada. Como tinha recomendação daqui do mochileiros, nem pesquisamos e fomos pro Hostal Cristo de La Concordia que eu já tinha levado anotado prevendo que isso poderia acontecer. Não recomendo! A moça tinha acabado de limpar e ainda assim os quartos tavam bem sujos, as colchas pareciam não ser trocadas há muito tempo. Depois quando saímos pra andar por lá vimos: um hostel atrás do outro, dava pra ter pesquisado.
Demos uma volta pela cidade, pela praça principal (nem nos animamos a ir no Cristo) e tentamos ver quanto um taxista faria pra La Paz. Estávamos com mais 2 paulistas que vieram no mesmo vôo que nós, os 4 nem um pouco dispostos a ficar 2 dias em Cocha (pelo que falaram, no dia seguinte, domingo, tb não conseguiríamos bus). Claro que não foi fácil achar alguém que fosse até La Paz nos levar, mas negociamos com um taxista pra nos levar por 130 dólares e marcamos dele nos buscar às 5 da manhã no Hostal.
Também fomos até Prado, o bairro nobre de lá. É onde tem as opções pra comer, etc. Nem parece a mesma cidade!
O que eu posso dizer desse dia é: esteja numa boa acomodação no 1º dia da viagem, ainda mais por causa desses imprevistos. Estar naquele lugar desconfortável só nos deixou mais apreensivos em relação à indefinição de como chegaríamos a La Paz.
Gastos:
Táxi aeroporto x hostel: 20 Bs
Hostal Cristo de La Concordia: 84 Bs quarto matrimonial
Táxi hostal x Prado: 7 Bs
Água 2L: 5 Bs
Burguer King: 32 Bs (uma oferta)
Dia 02 – La Paz
Acordamos na hora combinada pro taxista nos pegar, mas como já sentíamos, ele não apareceu. Como não tínhamos sentido muita firmeza nele, não nos preocupamos muito e fomos pra rodoviária ver como andavam as coisas. Nada de ônibus. Na lateral da rodoviária, onde ficam os táxis, quando perguntamos sobre nos levarem a La Paz a estranheza foi bem menor e logo se mobilizaram e falaram com um dos motoristas que conhecia melhor a estrada. Ele cobrou 1000Bs, oferecemos USD 130 (o que seriam uns 900Bs) e ele fechou na hora. Saiu USD 32,50 pra cada, o dobro do ônibus, mas o carro era bem confortável e chegamos em menos de 6 horas (o bus leva 8, em média). Demos sorte, o taxista era super gente boa, bom motorista, tinha costume de fazer essas viagens. Prometemos indicá-lo aqui pra qualquer um que precise, ele roda por La Paz e Oruro também: Willis Gusmán - 79771013
estrada Cocha x La Paz
Chegando em La Paz, já tínhamos reservado o Loki. O melhor hostel de toda a viagem, queria que ele se expandisse por toda a América pra eu ficar nele em todos os próximos mochilões
Na primeira noite ficamos num twin sem banheiro, mas o banheiro compartilhado é mais limpo que o da minha casa! hehehe Camas confortáveis, lençóis super limpos, staff excelente, bar animado, recomendo 100%.
Já saímos pra andar por lá, precisávamos procurar algum câmbio. Nada de casas, tudo fechado. Conseguimos um pouco mais caro numa agência, mas conseguimos! Aproveitamos e fechamos o passeio de Tiwanaku pro dia seguinte. Infelizmente não anotei o nome da agência, mas foi a mais barata pra todos os demais passeios. Sempre rodem a Sagárnaga por todas as agências, tem umas com diferenças bem grandes de preço. Almoçamos num Snack-Restaurante (Natural, Sagárnaga 345) , comida gostosa e tudo limpinho (raridade).
Av. Mariscal Santa Cruz, resquícios do Gasolinazo
Embora tenha passado bem o dia em relação ao mal de altitude, à noite fomos sair andando e pra subir a Sagarnaga foi meio hard, tive que parar e sentar no meio fio pra respirar. Rodopiamos procurando o Hard Rock Café e conhecemos a dificuldade dos bolivianos de darem informações de locais. Perguntem sempre a mais de uma pessoa pra conferir as indicações! Estávamos na esquina do HR, mas como era antes das 22h, o letreiro tava apagado e não vimos. O garoto tava parado em frente e disse pra gente que era muuuuito longe, praticamente em outro bairro. Ficamos peregrinando de táxi e as informações nunca casavam, até que encontramos um casal que de fato parecia saber e descobrimos que tínhamos parado perto do Mongo's (estava fechado, ainda por cima) e o Hard Rock era mesmo onde achávamos que era antes. Nessa brincadeira foram uns 3 táxis
Não ter achado fez com que voltássemos e ficássemos no bar do Loki mesmo: valeu a pena! No dia seguinte seria meu aniversário e fui surpeendida com um Happy Birthday de toda a gringada do bar puxado por um dos rapazes de lá, ainda ganhei um shot
Gastos:
táxi Terminal x Loki: 8 Bs
Loki quarto twin: 130 Bs
Táxis(3) rodando pra achar Hard Rock: 14 Bs
Pringles (é o que mais tem por lá): 10 Bs
Editado por Visitante