Relatos de viagem no Peru
#1206775 por Júlia Vieira Alimari
29 Jul 2016, 15:48
Saímos de São Paulo/SP, aeroporto de Guarulhos dia 09 de julho de 2016 às 05h55 rumo a Lima, Peru.
Chegamos no aeroporto Jorge Chavez International na cidade de Lima, Peru por volta das 9h.
No primeiro dia (09/07/16) deixamos as bagagens no apartamento de uma amiga em Miraflores, onde estávamos hospedados e saímos para conhecer a cidade.
Sentido Parque Kennedy passamos pela embaixada do Brasil, paramos para uma foto. Chegando no parque, foi surpreendente por dois motivos. Primeiro que o parque era maravilhoso, muito arborizado e contava com muitos canteiros de flores de todos tipos e cores. Segundo por tinham muitos gatinhos pelo parque, extremamente dóceis e faziam sucesso com os turistas.
Depois de ficar aproveitando a beleza do parque fomos almoçar no restaurante La Lucha, os sanduiches são muito gostosos, possuem um bom preço (entre s/ 15 – s/ 18) e você pode pedir diversos molhos para acompanhar. Vale a pena tirar um dia para comer lá!
Após o almoço fomos visitar o Parque do Amor, também em Miraflores. O Parque está localizado na costa, a vista para praia é maravilhosa! Assim como o Parque Kennedy também é muito arborizado e possui muitas flores.
Ficamos um tempo no parque turistando e depois fomos buscar um mapa da cidade.
Andando pela costa chegamos ao Shopping Larcomar. Se você está pensando em Shopping como algo que vemos aqui no Brasil, tire essa ideia da cabeça! O Larcomar é um shopping todo aberto com vista para praia, é incrível! Existem diversas lojas e restaurantes, o custo é bem mais alto do que o resto da cidade, mas mesmo que decidam não consumir nada lá, ainda vale a pena passar para passear.
Depois do shopping decidimos voltar para o apartamento descansar e depois sair de noite. Acontece que acabamos dormindo e não conseguimos acordar rs.
No outro dia (10/07/2016), pegamos um taxi de Miraflores para o Centro de Lima (s/ 10), chegando lá fomos conhecer a Praça de Armas e o Palácio do Governo, turistamos um pouco, tiramos algumas fotos e fomos almoçar.
Comemos um prato conhecido como “Tacu Tacu” em um restaurante próximo à praça, o prato consiste basicamente em arroz, feijão branco e carne, frango ou camarão. Eu escolhi o meu com camarões e molho de linguado. Esse foi COM CERTEZA a melhor refeição da nossa viagem toda.
O restaurante é um pouco caro em comparação a outros, pagamos em média s/ 45 por pessoa.
Depois de almoçar retornamos à praça de armas e acompanhamos a troca de guardas, muito divertido.
Quando terminou a troca de guardas fomos conhecer a catedral e alguns museus.
Já no final da tarde pegamos fomos caminhando até o Parque da Reserva, também conhecido como Parque das Águas. Para entrar no parque é necessário pagar s/ 5 (estudante). Obs: São aceitas carteirinhas de estudante do Brasil.
O Parque é todo arborizado e possui mais de 20 fontes, inclusive a maior fonte do mundo com mais de 60 metros de altura, uma mais linda que a outra. Tiramos muitas fotos e esperamos anoitecer. O que já era maravilhoso ficou ainda mais bonito quando escureceu. Todas as fontes foram iluminadas! Mais ou menos 19h começou o Show de Águas na fonte principal, foi incrível, uma das coisas mais emocionantes que eu já assisti em toda minha vida. O Show de Águas de Ibirapuera fica no chinelo rs.
Depois do show retornamos a Miraflores, jantamos no Chillis e fomos para casa descansar, pois tínhamos um ônibus para Paracas de madrugada.
Dormimos pouco e acordamos MUITO cedo para pegar o ônibus (11/07/2016). Pegamos um taxi (s/ 5) até a Companhia Oltursa. Nosso ônibus saia de Lima às 3h45 da manhã.
Chegando a companhia fomos muito bem recebidos, despachamos as malas e embarcamos no ônibus. A Companhia Oltursa contava com acesso ao Wifi, televisão, ar e um snack.
Já havíamos comprado todas passagens de ônibus ainda no Brasil. De Lima para Paracas pagamos s/ 50.
Dormimos durante a viagem toda e chegamos a Paracas de manhãzinha no mesmo dia (11/07/16 – aproximadamente 7h30).
Chegando em Paracas na porta do nosso ônibus já haviam diversas pessoas de agências oferecendo os passeios para as Ilhas Ballestas. Fechamos com uma agência que ficava, literalmente, do lado da Oltursa, pagamos s/ 35 + s/3 de taxa do que seria o Ministério da Cultura deles.
Para realizar o passeio é necessário fechar com uma agência, pois eles que possuem as lanchas que saem para as Ilhas. Mas lembre-se, SEMPRE NEGOCIE TUDO NO PERU.
Enfim, entramos na lancha e fomos em direção as Ilhas, passamos pelo “El Candelabro” e paramos para fotos. O El Candelabro é um desenho de séculos atrás nas dunas, como o nome já sugere, em forma de um candelabro.
Nosso guia nos disse que não se sabe muito bem por quem e para que foi feito, existem teorias de todos os tipos, como por exemplo, que era uma marca para os navegantes usarem de localização ou até mesmo que foram os extraterrestres rs. Essa marca sofreu pouquíssimas alteração no passar dos séculos, por conta de não chover quase nunca e ter pouco vento.
Bom, continuamos o passeio em direção as Ilhas, chegando lá era muito bonito. São formações rochosas onde se encontram vários animais, como pinguins e leões marinhos. Além disso existem muitas aves sobrevoando que dão um show no céu.
Recomendo o passeio, é muito bonito mesmo!
Obs: Leve casaco, lembre-se que apesar do calor, você vai estar em uma lancha e venta muito!
Ainda no mesmo dia (11/07/16), após voltarmos do passeio, pegamos um ônibus, às 11h15, para a cidade de Ica. Também viajamos pela Oltursa e pagamos s/ 25.
Chegando em Ica, pegamos um táxi, que custou entre s/ 4 – s/ 5 para o hostel, no caminho o taxista parou para que a gente pudesse trocar dinheiro de dólares para soles.
A cidade de Ica não é nem um pouco bonita e o trânsito é louco! Existem muitos carros e muitas moto-táxis (depois conto sobre a nossa experiência em um desses) se cruzando e buzinando o tempo inteiro.
Ficamos hospedados no Hostel Ollanta, os funcionários foram muito amáveis e nos ajudaram em tudo que precisamos. O quarto era simples, mas estava arrumado e limpo quando chegamos. Ocorreu que achamos que tínhamos comprado com café da manhã incluso como fizemos em todos outros hostels de nossa viagem, porém nesse em especial nos informaram que não estava incluso e que, apenas, poderiam nos fornecer caso pagássemos algo a mais. O hostel fica um pouco longe do centro, porém está relativamente perto do Oásis de Huacachina.
Se eu não me engano, após deixar as malas no hostel fomos almoçar no mercadão da cidade, chamado La Palma. Pagamos s/ 8 em um prato gigantesco de arroz (com tudo que você pode imaginar misturado), frango e batatas, além de um chá de cevada.
Após o almoço pegamos um moto-táxi até o Oásis de Huacachina. Bom, sobre os moto-táxis, podemos definir nossa experiência em uma palavra: medo. Primeiro que não havia uma porta, muito menos cintos. Você tira como uns elásticos para se segurar e os motoristas dirigem como loucos. A vantagem é que os moto-táxis custam s/ 2 para andar pela cidade e s/ 5 ao Oásis.
Chegando a Huacachina buscamos um instrutor que nos foi indicado chamado Angel para fechar o passeio de bug pelas dunas. Fechamos o passeio por s/ 35 por pessoa (preço especial pela indicação rs).
Enquanto aguardávamos fomos finalmente conhecer o tão esperado Oásis de Huacachina. Uma palavra: UAU! Meu deus do céu, que lugar paradisíaco!!! Me arrependo MUITO por não ter fechado um hostel no próprio Oásis! O preço era quase o dobro, mas juro que valia cada centavo!!
Enfim, não posso falar muito sobre o Oásis, só estando lá para entender o quão incrível é aquele lugar.
Quando deu a hora do passeio encontramos o Angel e outras pessoas que iriam com a gente.
O passeio é sensacional, subimos e descemos as dunas em alta velocidade, a sensação de adrenalina toma conta! Super indico.
Depois dessa experiência ainda paramos para tirar algumas fotos e praticar sand-board! SENSACIONAL!
Ficamos nesse tour até o sol se por e depois voltamos ao Oásis. Antes de ir embora tomamos uma Cusqueña (cerveja local) com o nosso queridíssimo guia.
Obs: Eu odeio cerveja, mas a Cusqueña realmente me surpreendeu, eu gostei! MEU DEUS, eu gostei de uma cerveja! Tomamos a Cusqueña Blanca e a Dourada, as duas são muito boas.
Pegamos um taxi (s/ 10) para a cidade de Ica e fomos jantar no shopping. É um shopping como qualquer outro, comemos na praça de alimentação, eu comi comida chinesa, paguei aproximadamente s/ 18. Depois voltamos ao hostel e descansamos.
No outro dia de manhã (12/07/16), fomos direto para Oltursa pegar um ônibus até Nazca. Nosso ônibus saia 9h e pagamos s/ 35.
Chegando em Nazca, bum, primeira decepção da viagem. Não iriamos conseguir fazer o sobrevoo as linhas de Nazca porque a manhã tinha sido muito nublado e todos os voos foram adiados para mais tarde, ou seja, não existiam mais voo para aquela hora e a gente tinha que pegar um ônibus no mesmo dia para outra cidade.
Rodamos por muitas agencias na cidade e todas nos passaram essa mesma informação.
Um pouco chateados, acabamos fechando um tour que íamos de carro até alguns mirantes que podíamos ver algumas linhas. No final conseguimos ver 3 desenhos, as mãos, a árvore e a lagartixa que está cortada pela rodovia que foi construída antes de saberem a existência das linhas.
Depois disso ainda passamos em um museu dedicado a uma arqueóloga alemã que passou mais de 50 anos estudando as linhas de Nazca (sem descobrir quase nada rs).
As linhas foram feitas por alguém (ou algo, também existem teorias rs) que separou todas as pedras avermelhadas deixando o chão branco exposto e formando os desenhos. Os desenhos são gigantescos e não se sabe ainda como as imagens podem ter sido feitas com tanta perfeição sem que os povos tivessem tecnologia suficiente para olhar de cima, ou seja, sobrevoar.
As linhas estão lá desde 400 d.C – 650 d.C e sofrem pouquíssimas mudanças, pois chove de 2 a 3 vezes por ano e venta muito pouco.
Voltamos para cidade de Nazca, comemos alguns pãezinhos na rua, por s/1 cada e aguardamos o ônibus para Arequipa.
Nosso ônibus saia no mesmo dia (12/07/16) às 15h15 e também fechamos pela Oltursa, pagamos s/ 79.
A viagem de ônibus é muuuuuito longa e tem muuuuuitas curvas. Passei um pouco mal.
Chegamos em Arequipa aproximadamente 00h e fomos direto para o hostel descansar.
Nos hospedamos no Sumaq House Backpackers, pagamos mais ou menos s/ 55 por noite. Sobre o hostel, é muito bom! Além dos funcionários serem muito agradáveis, principalmente o Francisco que nos atendeu, o café da manhã é ótimo, os quartos são limpos e aconchegantes, o hostel no geral é muito bonito! Super recomendo!
Acordamos (13/07/16) bem cedinho com a intenção de fechar um tour para o Colca Canyon e passar nossa outra noite lá, ou seja, fazer o tour de 2 dias e 1 noite, por isso só tínhamos reservado uma noite no hostel. Quando fomos falar com o Francisco do hostel, descobrimos que tanto esse tour quanto o de um dia, saiam 3h da manhã do hostel e já não tínhamos mais essa opção, pois iriamos para outra cidade no dia seguinte à tarde.
Com orientação do Francisco, decidimos ir para o Canyon por nós mesmos. Tentamos pegar um ônibus para Chibay, uma cidade próxima do Colca, mas não tinha mais horário (isso às 10h da manhã), então andamos pela cidade e achamos uma van que nos levaria para cidade.
Pagamos s/ 15 por pessoa na Van, porém sem nenhum um tipo de conforto e com um motorista um pouco imprudente. Reparamos que não tinham turistas na van, apenas locais.
Depois de algumas horas chegamos a Chibay, mais ou menos 16h da tarde. Chegando a cidade comemos os famosos pãezinhos de s/ 1 na rodoviária. Foi ali que eu provei pela primeira vez a carne de alpaca, que por sinal é muito boa, parecida com a carne bovina, um pouco mais forte.
Conseguimos encontrar um dos locais que tinha uma van e disse que poderia nos levar ao Colca, pagamos mais ou menos s/ 60 por pessoa.
Subimos, subimos, subimos, subimos e subimos mais um pouco. Nosso destino final era a Cruz del Condor, de onde se pode observar o Colca Canyon e os famosos Condores, os maiores pássaros do mundo, podendo chegar até a 3 metros de comprimento.
Todos haviam nos dito que não iriamos poder ver os Condores àquela hora, porque eles só apareciam pela manhã, por isso os tours saiam tão cedo. Quando eu digo todos, são todos mesmo, o Francisco do hostel nos disse isso, a moça da rodoviária, os locais na Van...
Chegando ao Colca Canyon, além da vista INCRÍVEL, uma surpresa, não tinha um Condor lá, tinham cinco! Cinco lindos grandes pássaros dando um SHOW!
Não havia nenhuma alma lá, estávamos com o Colca só pra gente! Tiramos muitas fotos, curtimos a vista, absorvemos aquela energia (apesar do frio e da altitude rs).
Mais tarde voltamos a Arequipa, fechamos mais uma noite no hostel, pelo mesmo preço (s/ 55 para os dois).
Essa noite saímos com o Francisco e uns amigos dele para beber e ouvir uma música. Não muito tarde voltamos para o hostel e fomos descansar.
No dia seguinte (14/07/16) acordamos e fomos conhecer a cidade. Arequipa é realmente maravilhosa! As catedrais, a praça de armas... É tudo muito bonito mesmo! Vale a pena tirar um dia para andar sem rumo por ali!
Obs: Não gostei da cerveja Ariquipeña....
Às 14h da tarde do mesmo dia fomos até a Companhia de ônibus Cruz del Sur com destino a cidade de Puno.
Sobre a Cruz del Sur, eu odiei a companhia! O wifi não funcionava, os assentos não eram nada confortáveis, o ônibus era bem mais velho que da Oltursa, a comida era pior, o atendimento era pior, maaaaas o preço era o mesmo. Então, viaje até onde der de Oltursa, deixe a Cruz del Sur sempre como segunda opção.
De Arequipa para Puno era uma longa viagem, na qual pagamos s/ 62, e como eu não tinha passado bem na última, resolvemos comprar o SOROCHE, um remédio para o mal de altitude, vale a pena!
Chegamos em Puno às 20h30 do mesmo dia. Puno é uma cidade minúscula e também não é muito bonita.
Ficamos hospedados no Puma Backpacker Hostel, pagamos US$ 12,32. Bom, sobre o hostel, os funcionários são amigáveis, principalmente a Sra. Frida e seu marido. Quando chegamos fomos informados que nosso quarto não era matrimonial como esperávamos, a Frida nos informou que iriamos ficar em quarto compartilhado. Depois de insistir um pouco e mostrar algumas vezes que na nossa reserva constava Quarto Privado, ela nos colocou em um quarto com 2 beliches, porém sozinhos. O quarto e o hostel estavam limpos, porém o banheiro estava mais ou menos. Também achei um pouco desorganizado.
Depois de pagar o quarto e resolver tudo estávamos morrendo de fome e fomos perguntar onde poderíamos comer. Fomos surpreendidos com a resposta de que AQUELA HORA (21h) não havia nada aberto. Tentamos pedir uma pizza, mas a única pizzaria da cidade estava fechada. Acabamos comendo salgadinho e bebendo água.
No outro dia (15/07/16), acordamos cedo para ir conhecer a ilha de uros. Nós optamos por fazer o tour Ilha de Uros + Sillustani, fechamos no próprio hostel e nos custou mais ou menos s/ 60.
Passaram para nos buscar no hostel e seguimos para as ilhas flutuantes. Chegamos de barco e descemos em uma das ilhas, eu achei interessante por ser algo completamente diferente de tudo que já vimos, mas confesso que esperava gostar mais.
Os locais, junto com nosso guia, nos explicaram como eram feitas as ilhas flutuantes, como eram feitas as casas, o que eles comiam, como era a rotina do povo que vivia na ilha, etc.
Bom, alguns pontos que achei interessante: 1) As ilhas são feitas de uma planta chamada Tutóia; 2) Essa mesma planta é usada como alimento; 3) Às vezes os ventos fortes fazem com que a ilha se solte (ela é presa com uma espécie de uma “âncora”) e saia flutuando por aí; 4) As crianças devem pegar um barco todo dia para ir à escola na cidade.
Após a explicação os moradores nos convidaram para conhecer suas casas e colocar as vestimentas locais para tirar fotos. Entramos no clima e vestimos as roupas. Olha, posso dizer que pelo menos as femininas são bem quentes e confortáveis.
Depois nos levaram para ver os artesanatos, obviamente eu comprei várias coisas rs.
Bom, o que eu de fato achei sobre Uros, tudo parecia muito forçado para mim, as famílias pareciam estar com uma falsa animação para agradar os turistas e conseguir receber algo com seus artesanatos e etc.
No final o guia reuniu uma parte da família e eles cantaram pra gente em várias línguas, como quéchua, aimará, espanhol, inglês e até alemão. Sinceramente, eles pareciam muito infelizes fazendo isso.
Por último fomos navegar até a outra ilha em um daqueles barquinhos locais, também feito de Tutóia. Pagamos s/ 10 por pessoa.
Conhecemos a outra ilha, usamos um banheiro ao ar livre, tiramos algumas fotos e voltamos para cidade.
Na cidade ficamos turistando pela Praça de Armas aguardando o próximo ônibus nos buscar para irmos até Sillustani. Enquanto aguardávamos fomos comer em um restaurante perto da praça. Um menu turista com entrada, prato principal e bebida por s/ 10.
De entrada tinha uma sopa de champignons (MUITO BOA), o prato principal era carne de alpaca com purê de batata e legumes e a bebida eu escolhi mais chá de coca.
AH, acho que não falei sobre o chá de coca, bebi todos os dias da viagem, é simplesmente maravilhoso! Ajuda muito com a altitude e para mim que tenho gastrite foi ótimo para o estômago!
Enfim, depois do almoço aguardamos nosso ônibus e nos dirigimos para Sillustani.
Bom, Sillustani possui algumas ruínas com torres funerárias onde os Inkas enterravam a classe mais alta. A maioria das torres está em ruínas, pois os espanhóis, sabendo que os Inkas eram enterrados com seus objetos pessoais, entre eles o tão procurado ouro, acabaram destruindo quase tudo.
Cada torre abrigava mais ou menos 20 corpos. As torres iam subindo conforme alguém era enterrado lá, por exemplo, eles construíam a primeira camada da torre, passavam o corpo por uma mini portinha e jogavam pedras em cima, no segundo corpo quase a mesma coisa, construíam outra camada na torre, mas o corpo já não passava pela portinha e sim era jogado por cima das pedras e coberto por mais pedras, e assim por diante. Até que a torre possuísse mais ou menos 20 corpos e fosse fechada, pois estava completa.
O lugar é MUITO bonito, tem vista para um lago com uma ilha no meio que é simplesmente sensacional.
Nesse mesmo tour passamos por um círculo formado por pedras e paramos para uma explicação. Segundo nosso guia, existe uma lenda que muito tempo atrás o sol havia desaparecido, então essa construção foi feita para que no dia que o sol voltasse eles o prendessem no círculo. Conforme a lenda, o sol voltou um dia e até hoje se encontra preso ali.
Depois de passear bastante por ali voltamos ao hostel e decidimos pedir uma pizza antes que fosse tarde demais e a pizzaria fechasse rs.
Como íamos embora nesse mesmo dia para Cuzco, pedimos a pizza 19h e marcamos um taxi para as 21h, e foi aí que começou nosso problema.
Primeiro de tudo, a moça que nos recebeu disse nos deu um cardápio e escolhemos uma pizza por s/ 20. Ela fez o pedido e nos informou que seriam cobrados mais s/ 5 pela taxa de entrega da pizzaria. Sem problemas.
A pizza demorou mais de 1h30 e começamos a ficar preocupados pelo horário do táxi. Quando a pizza chegou 20h40 mais ou menos, a moça do hostel insistiu MUITO que a gente desse o dinheiro pra ela e ela iria buscar a pizza lá embaixo. No final meu noivo acabou acompanhando ela e não existia a tal taxa de entrega da pizzaria, nos cobraram apenas os s/ 20.
Decidimos não falar nada e fomos comer. Ao abrir a pizza, uma grande decepção. Uma pizza de 8 pedaços é como uma de 4 pedaços da pizza do Brasil, mas cortador na metade. Ou seja, a pizza era minúscula e o sabor não era tão bom também.
Enfim, comemos rápido e ficamos prontos esperando o táxi que o hostel disse que havia marcado para às 21h. Esperamos, esperamos, esperamos e esperamos. No final falamos com as pessoas do hostel, eles ligaram de novo pro taxista, insistiram, brigaram, gritaram e nada.
Então, como bons brasileiros fomos pegar um taxi na rua. Conseguimos achar um taxi, negociamos e quando estávamos colocando as malas no porta malas... o outro taxi chegou.
A senhora do hostel começou a gritar lá de cima e mostrar que aquele era o taxi correto. Eu que já estava de saco cheio, respondi que ele havia demorado muito, que marcamos para as 21h e eu ia pegar o taxi que achamos na rua. Entramos no taxi e fomos até a rodoviária com medo do outro taxista estar seguindo a gente rs.
No final deu tudo certo, chegamos na Cruz del Sur e pegamos o ônibus rumo a Cuzco. Nosso ônibus saia às 22h para chegar em Cuzco às 4h30 da manhã. Pagamos s/ 55 por pessoa.
De novo a Cruz del Sur foi péssima. Mesmas reclamações, não tinha wifi, o atendimento horrível...
Chegando em Cuzco (16/07/16) fomos direto para o hostel tentar descansar.
Chegando no hostel descobrimos que não poderíamos entrar no quarto até às 11h, horário do check in. Tentei conversar com eles, pois eu tinha enviado um e-mail informando o horário de chegada e eles responderam dizendo que quando o quarto estivesse livre poderíamos ocupa-lo.
Ocorre que, nosso quarto ficou livre às 6h da manhã e mesmo assim eles não quiseram liberar até o check in. Ficamos das 5h às 11h mais ou menos na cozinha do hostel com todas nossas bagagens aguardando o quarto.
Quando finalmente entramos no quarto decidimos não dormir para não perder o dia. Tomamos um banho, nos trocamos, deixamos as coisas e fomos conhecer a cidade.
Primeiro fomos trocar os dólares e depois fomos até uma agência programar nossos passeios por Cuzco. Pagamos mais ou menos s/ 280 por pessoa para todos os passeios em uma agência chamada Peru Gold.
Algo que compramos e vale muito a pena é o boleto turístico. Esse boleto te dá acesso a entrada de diversas fortalezas, museus e entre outros. Pagamos s/ 70 por pessoa (estudante).
No primeiro dia conhecemos a cidade e visitamos alguns museus. Mas tarde fomos até o mercado São Pedro comprar malhas de alpaca e outros coisinhas.
No dia seguinte (17/07/16) tiramos esse dia para conhecer o famoso Vale Sagrado e as fortalezas de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Me recuso a escrever sobre, só estando lá para sentir a energia do lugar e admirar a beleza. Apenas, digo que Pisac foi o que eu ahcei mais bonito de todas! Ah, e uma dica, no nosso tour tínhamos pouco tempo em cada fortaleza, como 15min – 20min, isso é frustrante porque você não vai conseguir conhecer tudo nesse tempo.
No outro dia (18/07/16) iriamos fazer trilha da montanha colorida, por isso acordamos 3h. No final nos informaram que havia nevado muito e não tinha como subir a montanha, então trocamos os dias dos passeios e fomos fazer o tour de quadrimotos por Moray e as salineiras de Maras. O tour é bem legal, pegamos uma moto para os dois, porque eu não queria dirigir. A paisagem é linda! Chegando em Moray levamos uma bronca do guia porque estávamos em último e fomos ultrapassando todo mundo até chegar em primeiro rs. Ele brigou e disse que era perigoso e não estávamos em uma competição, então depois disso fomos mais tranquilos rs.
Moray é muito bonito, são construções destinadas a agricultura dos Inkas. Onde eles usavam como um laboratório para testar quais plantações poderiam ser consumidas. O lugar está totalmente preservado! Tiramos algumas fotos e voltamos para os quadrimotos com destino à Maras.
Chegamos em uns 25 minutos em Maras, pagamos s/ 10 para o ingresso e fomos ver as salineiras. Provamos a água e era realmente MUITO salgada, muito mais que água do mar. O lugar é muito bonito e tinham algumas salineiras que já estavam secas, ou seja, prontas para retirar o sal.
Foi uma experiência totalmente diferente de tudo que já tínhamos visto.
Depois voltamos ao local de partida das quadrimotos e pegamos uma van de volta para cidade de Cuzco.
No caminho paramos em um restaurante para comer (estava incluso no tour) e como sempre, a comida era péssima.
Voltamos a cidade no final da tarde, andamos um pouco, comemos Mc donald’s (bem mais barato que o Brasil, mas muito pior) e depois voltamos ao hostel para descansar.
Acordamos de novo às 3h (19/07/16) para a trilha da montanha 7 cores ou montanha arco-íris ou cerro colorado. Nos buscaram no hostel e fomos de van até o começo da trilha, o que levou mais de 2h.
Chegamos na trilha por volta das 5h30 da manhã, tomamos café da manhã, que estava incluso no tour, pão, geleia de morango, manteiga e chá de coca.
No começo da trilha eu já tinha decidido que ia subir a cavalo, já o André decidiu ir caminhando, mesmo sabendo que eram 3h de trilha classificada como difícil.
Como tivemos experiências diferentes, eu cavalgando e ele caminhando, posso contar apenas o que eu vivi. Eu queria subir caminhando sozinha, mas pela dificuldade da trilha me informaram que não podia e iria um senhor guiando o cavalo. Conversei o caminho todo com ele, sobre sua cultura e educação de seus filhos. Ele me contou que eles comem muitos legumes que cultivam e algumas carnes como cuy (porquinho da índia), raposa (elas vivem nas montanhas e eles caçam para poder comer), alpaca, lhamas, etc.
Além disso ele me disse que tinha dois filhos e que eles eram educados em casa. Aprendiam muito sobre a cultura dos Inkas para que ela não se perca com o tempo, inclusive a idioma Quéchua como primeira língua e o espanhol, como segunda língua.
Em diversos momentos a gente parava para que ele e o próprio cavalo descansasse. Também tinham partes que eram muito estreitas e por segurança eu tive que subir caminhando.
Bom, eu cheguei em aproximadamente 3h30 no começo da montanha, de onde eu me despedia de meu guia e deveria subir andando.
Como o André veio caminhando, ele estava um pouco atrás, decidi esperar para subirmos juntos. Desse ponto, a vista já era espetacular, do lado direito a montanha arco-íris e do lado esquerdo uma montanha nevada e o glaciar.
Quando o André chegou ele parecia bem cansado, mas ao mesmo tempo extasiado pela experiência.
Subimos até o topo, andando e parando andando e parando, rs. UAUUUUU! LINDO DEMAIS!
Ficamos um tempo aproveitando a vista apesar do frio e do vento, o André tomou uma cerveja para comemorar, tiramos muitas fotos e resolvemos descer.
Eu, infelizmente, tomei a “sábia” decisão de descer caminhando, afinal, para descer todo santo ajuda. Sim, me arrependo. Foi bom sentir que eu consegui, mas quando cheguei no fim meu corpo já tinha desistido de mim. Meu pé estava destroçado, eu não lembrava como se respirava direito, minha cabeça doía, ou melhor, cada centímetro do meu corpo doía.
Depois de 2h30 descendo a trilha e mais 2h na van, finalmente chegamos ao hostel e como esperado, tomamos banho e capotamos.
No outro dia (20/07/16) íamos ao Machu Picchu. Portando acordamos novamente às 3h da manhã e pegamos um taxi até a estação Pavitos (s/ 5), da estação Pavitos pegamos uma Van (s/ 10) para Ollantaytambo, de onde nosso trem sairia.
Compramos o trem ainda no Brasil e pagamos US$ 134 ida e volta por pessoa. Saímos 7h45 e chegamos em Águas Calientes por volta das 9h.
Nesse momento e eu já não estava me sentindo muito bem, estava um pouco mareada. Fomos comprar o ingresso do Machu Picchu e foi ai que eu descobri que lá era o ÚNICO lugar que não aceitava a carteirinha de estudante do Brasil e sim apenas a Carteira Internacional ISIC.
Meu namorado, como já é formado levou essa carteirinha e conseguiu pagar meia entrada, eu infelizmente paguei inteira, algo como s/ 126 mais ou menos.
Depois compramos o ônibus para subir até o Machu Picchu, US$ 24 por pessoa.
Adentramos o ônibus e foi ai que eu comecei me sentir mal de verdade, estava muito enjoada e com meu corpo todo doendo.
Chegando ao Machu Picchu eu já não conseguia caminhar, fomos até um mini “hospital” e me deram um medicamento para enjoo. Esperamos um tempo, mas eu não conseguia ficar melhor. Eu queria entrar, mas o André disse que eu não iria conseguir naquele estado.
Enfim, fiquei do lado de fora do Machu Picchu das 10h até umas 14h mais ou menos. Até que eu tomei a decisão de forçar para vomitar. Consegui e depois disso me sentia renovada. Então finalmente entramos no Machu Picchu.
Como eu ainda estava fraca sentados um pouco na grama e ficamos admirando a vista. Foi ai que conhecemos um menino de mais ou menos 10 anos que morava em Miami e também estava passando mal. Sua mãe, muito irresponsável na minha opinião, tinha deixado ele lá jogado sozinho para ir conhecer o Machu Picchu.
Como bons brasileiros tivemos que ajudar. O menino precisava ir no banheiro, mas não conseguia andar, então o André o acompanhou enquanto eu achava a mãe.
Depois de encontrar a mulher e entregar o filho para ela fomos almoçar porque eu me sentia muito fraca. Comemos no restaurante do Machu Picchu, não sei dizer o preço porque o André não quis me contar, mas sei dizer que é bem caro.
Depois de comer fomos andar pelo Machu Picchu, já eram mais ou menos 15h30. Então subimos para conhecer o máximo possível. Conseguimos ver bastante coisa, mas como lá fechava 17h30 não pudemos ver tudo.
Bom, apesar dos apesares, o Machu Picchu é realmente uma das maravilhas do mundo. Aquele lugar me despertou sentimentos e sensações que eu nunca havia sentido. O contato com a natureza, a magnitude das construções realizadas pelos Inkas. Minha única dica é, não turistem apenas, sentem um pouco, fechem os olhos, absorvam ao máximo a energia, deixe que seu corpo fique leve, sintam-se flutuando, enxerguem além do que seus olhos podem ver, reparem no que outros não reparam, vejam as cores, inspirem o ar e finalmente sintam o corpo inteiro arrepiar!
Voltamos ao hostel para descansar e foi a vez do meu namorado passar mal. No dia seguinte tínhamos uma viagem de ônibus com destino a Lima, o problema é que era nada mais, anda menos que 1 dia e meio no ônibus.
Acordamos no outro dia (21/07/16) ainda mareados, então decidimos comprar uma passagem de avião para Lima, sendo apenas 1 hora de voo.
Arrumamos as malas, andamos mais um pouco pela cidade e mais ou menos 16h pegamos o avião.
Chegando em Lima, acabados, pegamos um taxi do aeroporto para o bairro de Miraflores (s/60).
Somente após chegar no apartamento percebi que havia deixado meu celular no avião. Voltamos no aeroporto e ficamos algumas horas tentando resolver, mas infelizmente, não encontraram.
Quando retornamos ao apartamento fomos direto dormir. Foi uma longa noite.
Acordamos cedo no outro dia (22/07/16) e eu entrei novamente em contato com o aeroporto. Nenhuma novidade. Depois de chorar, chorar e chorar por ter perdido TODAS minhas fotos, decidi aproveitar meus últimos dias na cidade.
Caminhamos um pouco e como eu sabia que a Apple era muito mais barata do Peru do que no Brasil decidi começar a procurar um telefone por lá mesmo.
Essa tarde foi um pouco nula, pois passamos resolvendo os problemas do celular com a companhia aérea.
Mais tarde resolvemos ir no cinema, afinal, para quem não sabe, os filmes sempre estreiam antes no Peru pra depois chegar no Brasil.
Assistimos um filme péssimo de terror e depois fomos aproveitar a noite de Lima na Calle de Las Pizzas.
Passamos por diversos lugares, entre bares, restaurantes e até baladas, mas acabamos ficando em um Lounge que acontecia um evento fechado, mas nos deixaram entrar porque somos brasileiros. Vai Brasil! Bebemos e dançamos reggaton até, literalmente, a cerveja acabar rs.
Depois voltamos para casa e dormimos muito muito muito.
Acordamos um pouco tarde (23/07/16) fomos até o Burger king, onde conseguíamos usar o wifi, buscamos na internet algumas lojas que vendiam Apple e fomos até uma delas. Não sei explicar muito bem onde fomos, mas chegamos até um outlet, onde tinha um pouco de tudo com preços muito bons. Acabamos fazendo umas comprinhas rs.
Comprei finalmente meu celular e saímos para almoçar. Encontramos um restaurante brasileiro e não pensamos duas vezes antes de entrar.
Sentamos, ouvimos um pouco de samba, sertanejo, comemos uma feijoada com tudo que tem direito e bebemos guaraná. Foi um sonho! Melhor refeição em quase 15 dias de viagem.
Após comer bastante voltamos caminhando, paramos em um parque de cachorros para brincar um pouco com eles e depois fomos para casa.
Voltamos ao apartamento para dormir um pouco e sair à noite. Esquecemos de colocar o despertador e por sorte acordei 00h. Saímos de casa com pressa em direção a Ponte dos Suspiros, no bairro do Barranco. UAUUUUUUU! Valeu muito a pena!!! O lugar é lindo, a vida noturna é incrível, realmente foi para fechar com chave de ouro.
Fomos em um pub chamado “Santos” super indico, os petiscos são ótimos e a carta de bebidas melhor ainda! Ficamos até fechar rs.
Finalmente voltamos para casa e fomos dormir.
No último dia (24/07/16) acordamos, tomamos café da manhã e começamos a arrumar as malas, depois de algumas horas conseguimos deixar tudo pronto. Tomamos banho e fomos aproveitar nosso último almoço no Peru.
Por ironia, nosso último almoço no Peru não foi nada peruano rs. Comemos no Friday’s, muito bom.
De barriga cheia e malas prontas, fomos para o aeroporto para voltar ao nosso queridíssimo Brasil.


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