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  1. Vão falar mal de você se escolher viajar sozinhx. Vão falar mal de você se escolher viajar acompanhadx. Vão falar mal de você se escolher viajar sem dinheiro. Vão falar mal de você se escolher viajar com economias ou outras fontes de renda. Vão falar mal de você se escolher viver viajando sem endereço fixo. Vão falar mal de você se escolher viajar por curtos períodos de tempo e voltar para casa. Vão falar mal de você se for com uma mochila ou bicicleta baratinhos. Vão falar mal de você se for com os melhores equipamentos. Vão falar mal de você se escolher viajar postando tudo em redes sociais. Vão falar mal de você se escolher viajar sem celular. Vão falar mal de você se escolher viajar e for independente financeiramente de tudo e de todos. Vão falar mal de você se morar com seus pais e puder escolher viajar com a ajuda e o apoio deles. Vão falar mal de você se escolher explorar o mundo para além do batente da porta. Vão falar mal de você se escolher viajar apenas lendo os relatos alheios. O fato é: o tempo passa, as gerações mudam e VÃO FALAR MAL DE VOCÊ. Então, o que você tem a perder em escolher fazer as coisas do SEU jeito? Talvez você possa perder tudo. Talvez descubra que nunca precisou do que temia perder. Talvez descubra que ganhou muito mais do que jamais será capaz de relatar. Só dá pra descobrir com coragem. A coragem de escolher ser você através dos seus próprios passos, da sua própria caminhada. E pode dar muito errado. E pode dar muito certo. Tudo vai depender da sua capacidade de aceitar a impermanência, e do seu desapego em cima das suas própria ideias e crenças do que é "dar muito certo e dar muito errado". Já disse em um relato e volto a repetir: se você escolher ficar paradx dentro do seu quarto ou cair no mundo com uma barraquinha sem rumo, você vai precisar ter as mesmas necessidades básicas atendidas: vai precisar se alimentar, se banhar e dormir minimamente em segurança. Como cada um vai conseguir suprir essas necessidades é a magia do caminho. Porém, reforço: o mundo não nos deve absolutamente NADA. Autossuficiência para as necessidades mínimas é algo louvável para a entidade humana encarnada. Ponto. Não importa onde esse ser humano esteja e nem o que esteja fazendo. Mas não vamos confundir autossuficiência com a ilusão de que só vamos "mendigar" viajando se formos com nenhum ou pouco dinheiro. Ninguém, absolutamente NINGUÉM, faz nada sozinhx. Ainda que você viaje com os bolsos cheios de dinheiro, você vai precisar dos outros. A diferença é que, se você conseguir o que precisa pagando vai se caracterizar o comércio. Se conseguir sem precisar pagar, laços são criados: de amizade e fraternidade, de comunhão, de irmandade... E lembro que a maior mendicância que todxs praticamos é a emocional. O Olinto sabiamente já nos disse que uma viagem é feita de lugares E pessoas ( https://youtu.be/5qwW3qI-kXk pra você que não conhece o Olinto ). Uma das grandes sacadas - se não a maior de todas - de viajar é aprender a se relacionar consigo e com o outro. E, para isso, nossa conta bancária é irrelevante perto do conteúdo do nosso coração e das palavras que saem da nossa boca. Vão falar mal de você. E eu sinto muito por isso. Mas sinto mais ainda por quem escolhe falar mal ou criticar as escolhas alheias... O que te motiva a ir? O que te motiva a ficar? Quem determinou os seus limites em vigor? Está fugindo? Está buscando? Que possamos ir além das coisas que já nos machucaram para que não nos tornemos essa dor para os outros. Quando eu critico a escolha do outro, estou mostrando onde me machucaram... ******* Faz 6 anos que escolhi ser viajera-nômade-voluntária e, no auge dos meus 32 anos, esse é meu último relato para o fórum. Desde aquele final de 2014 quando comecei na arte de ser micróbio ( https://youtu.be/E2xYfyEANMw pra você que não sabe o que é ser um micróbio na sociedade), tantos foram os lugares e maneiras de viajar que me permiti experienciar... Sozinha, acompanhada, sem dinheiro, de carona e só com doações, com trocas (mangueando artesanato), contribuição voluntária, bicicleta com venda de artesanatos, de ônibus, em navio cruzeiro... Até que cheguei no voluntariado através de obras de caridade de instituições religiosas das mais variadas vertentes. E me encontrei. Sou grata àquela menina que saiu com um pedaço de papelão e uma mochila pedindo carona na BR, sem nem ao menos ter documentos. Ela permitiu que essa mulher que escreve hoje encontrasse sua maneira de servir no mundo. Sou grata a menina que não conseguia aceitar que a vida só se tratava de pegar filas, pagar boletos e vestir calças. Sou grata por ela ter duvidado do mundo que o Datena vende. Sou grata. E que essas palavras possam te incentivar a ser você mesmo. Independente das coisas que já leu, ouviu, aprendeu. Sempre terão novas coisas para ler, ouvir e aprender. Do SEU jeito. Dedico este post a cada pessoa que teve a coragem de ir e, mais que isso, teve a coragem de se expor e dividir como foi. Obrigada, mochileiros.com! "Perguntas-me como me tornei louco. Aconteceu assim: Um dia, muito tempo antes de muitos deuses terem nascido, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas – as sete máscaras que eu havia confeccionado e usado em sete vidas – e corri sem máscara pelas ruas cheias de gente, gritando: “Ladrões, ladrões, malditos ladrões!” Homens e mulheres riram de mim e alguns correram para casa, com medo de mim. E, quando cheguei à praça do mercado, um garoto trepado no telhado de uma casa gritou: “É um louco!” Olhei para cima, para vê-lo. O sol beijou pela primeira vez minha face nua. Pela primeira vez, o sol beijava minha face nua, e minha alma inflamou-se de amor pelo sol, e não desejei mais minhas máscaras. E, como num transe, gritei: “Benditos, benditos os ladrões que roubaram minhas máscaras!” Assim me tornei louco. E encontrei tanto liberdade como segurança em minha loucura: a liberdade da solidão e a segurança de não ser compreendido, pois aquele que nos compreende escraviza alguma coisa em nós." in O Louco, por Gibran Khalil Gibran.
  2. E aí, moçada! Sou novo no Fórum e, na prática, em toda essa história de mochilar. Hoje tenho 24 anos e, desde bem cedo, sinto muita necessidade de me ver livre, desapegado, sem os laços usuais que nos prendem a um lugar (emprego, relacionamentos, estudos). Nunca segui esse desejo; tenho emprego fixo, uma namorada e faço faculdade. Hahahah Me atrai muito a ideia de viajar caminhando, carregando a casa nas costas, conhecendo as pessoas e a história das cidadezinhas que temos por aí. Honestamente, acho que me falta a coragem para atrasar (mais ainda) minha faculdade, ter de começar em um novo emprego, e encarar sabe-se lá o que aconteceria com meu relacionamento. Não tenho muito dinheiro e meu único bem é uma motoquinha que mal vale 5 mil. Não me assombra a ideia de viajar sem grana, mas entrar nessa vida e ainda não ter onde cair morto daqui 1, 2, 5 anos, um pouco. Como vocês lidam com viagens longas e este prospecto? É possível unir este estilo de vida à algo que proporcione meios de suprir as necessidades que o futuro trará? Eu não acho que essas perguntas tenham uma resposta. Acredito que se lançar na estrada sem dinheiro seja realmente um ato de muita coragem, que não dá garantias, por isso respeito muito todos que o fazem. Mas gostaria de ler seus pensamentos sobre as minhas inseguranças. Talvez algum deles seja a inspiração que me falta. Hahahaha
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