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  1. No tópico anterior falei de Israel, vindo da fronteira norte, ou seja, Jordan River Border Crossing. Após cruzar a fronteira não há opção de transporte público. Única opção foi pagar táxi que me custou 32 JDs. Isso equivale a R$ 200,00. No caminho tive que aturar motorista chato que tentou de todas as formas me arrancar dinheiro. Foram 60 kilometros em que o motorista fumava dentro do carro e a todo momento me perguntava se já tinha hotel, se queria tomar um chá, suco. Por aí já senti o cheiro de golpe e o pior é que estava no meio do nada. Olha só a foto: Ainda faltavam 11 km e ele disse que já estava em Jerash. Pediu mais 15 JDs para me levar até o centro. Fui incisivo com ele dizendo que ali não era o centro e que teria que me levar até o ponto central da cidade. Isso é algo que deve ser muito bem combinado pois os taxistas querem ganhar em cima a todo custo. Isso voltou a acontecer em Aqaba. Ao chegar próximo do hostel pulei do carro com a mochila e nunca achei que nunca mais seria enganado por taxistas na Jordânia, kkkk Divido o tópico conforme cidades e pontos visitados conforme mapa abaixo: 1. Jerash 2. Amman 3. Dead Sea (Mar Morto) 4. Wadi Musa (Petra) 5. Wadi Rum (Deserto) 6. Aqaba 1. Jerash – 09/02/2020 a 10/02/2020 Fiquei no The Blue House "Gerasa", sendo o primeiro brasileiro a se hospedar neste hostel. Assim que fiz check-in e deixei a mochila já parti para o complexo histórico. São mais de três mil anos de história sendo que Jerash uma das cidades romanas mais bem preservadas do mundo. Há, inclusive, quem a considere a principal ruína de cidade romana fora da Itália: Após conhecer o complexo retornei para meu Hostel. É bem simples, mas o proprietário foi hospitaleiro sendo que levou eu mais dois suíços e dois belgas para conhecer um bar local. O bar é bem diferente da nossa cultura ocidental pois não há bebida alcoólica. Só há homens e geral fuma narguile o que faz parte da cultura local. O proprietário conversou bastante sobre cultura local, costumes jordanianos, política, islamismo, mulheres, filhos, etc. Foi top a experiência. 2. Ammã – Dia 10/02 a 13/02/2020 No dia seguinte consegui ir para Ammã de transporte público. Confesso que a cidade não é das mais bonitas, mas mudar completamente de Israel judaico para Jordânia muçulmana foi um choque de cultura muito interessante. Digo isso porque Amman é uma capital imensa, sendo umas das principais cidades do Oriente Médio. Há uma citadela romana em Amman, mas para quem já esteve em Jerash não é nada que impressione. Foi mais interessante para andar nas ruas, becos, mercados e escadarias da cidade. A cidade possuí muitos aclives e declives. Para quem bate perna como eu vai ver muito disso aí. Ao andar por essas ruelas muitas crianças ensaiando um inglês básico em palavras como “what is your name?” 3. Dead Sea (Mar Morto) Dia 12/02/2020 – Dia de conhecer o Mar Morto Consegui ir de transporte público de Amman até Al Rama. Nesse povoado é necessário ir de táxi até o Mar Morto. Fiz em baixo custo e conheço pessoas que gastam uma nota preta para conhecer o local. E é verdade, realmente bóia!!! Experiência fodástica. E sim, é muito salgado a ponto de que suas roupas demorarão mais que o normal para secarem. Retorno também foi de transporte público e bem tranqüilo. Bati um PF de comida tradicional jordaniana: Mansaf É um prato tradicional árabe feito de carne de cordeiro cozida em um molho de iogurte fermentado seco, e servido com arroz ou triguilho 4. Wadi Musa (Petra) Dia 13/02/2020 – Parti para Wadi Musa: está é a cidade base para quem quer ir para Petra. Só um detalhe: nevou no deserto esse dia. Olha essa foto tirada da janela do ônibus: Esses pontos brancos no chão são blocos de neve. Região faz bastante frio no inverno. Dia 14/02 – Dia de conhecer mais uma das 7 maravilhas do mundo moderno: Petra Para aproveitar bem o dia saí do hostel às 5 da manhã. Consegui a ser um dos primeiros a entrar no complexo e tirar foto sem turista algum no famoso Tesouro. A cidade é famosa por sua arquitetura esculpida em rocha e por seu sistema de canalização de água. Outro nome para Petra é Cidade Rosa, devido à cor das pedras do local. Fiz o primeiro dia de passeio, embora tivesse comprado o passe para dois dias. Machuquei o pé e não consegui caminhar no segundo dia, tendo inclusive que comprar medicamento na farmácia. Petra tem que ser explorada em dois dias, mas se você não tem tempo suficiente vale a pena madrugar e apertar o passo que consegue ver muita coisa. 5. Wadi Rum (Deserto) Dia 15/02/2020 – Deslocamento para Deserto de Wadi Rum A priori iria de ônibus de Wadi Musa para Wadi Rum. Há apenas um ônibus e tem que ter a sorte de não estar lotado. Por sorte consegui um táxi com outras pessoas do hostel e por sorte o taxista não extorquiu ninguém, pelo contrário, foi bem legal e inclusive parou para tirar essa foto acima. Paguei 140 JDs pela estadia em um dos lodges oferecidos na região. Foi uma noite, 2 cafés da manhã, um jantar e passeio no deserto de camionete. Uma noite é mais que necessário para conhecer. Até porque o preço não é o dos mais chamativos. Por estar no deserto achei tudo ok em relação a comida, cama e banho. Tinha até internet hehehhe São paisagens de tirar o fôlego e vale a pena exagerar nos cliques. 6. Aqaba Dia 16/02/2020 – Aqaba É um destino turístico a beira do Mar Vermelho. Talvez uma das cidades mais organizadas da Jordânia. Não aproveitei muito pois no dia seguinte já iria para o Egito. Detalhe da foto ficou no Burquine hehehehh Fiquei hospedado no Hakaia Home Hostel, sendo que os proprietários foram muito hospitaleiros. Caminhei um pouco na cidade para conhecer e comprar o ticket da AB Maritime que levaria até Taba (Egito) Aqui foi o ponto final na Jordânia. 60 doláres para deslocar por 50 minutos o que faz deste trajeto um dos mais caros do mundo para se fazer de barco. Não tinha outra opção então foi assim mesmo. Muito feliz por ter conhecido mais um país de cultura islâmica e ter aprendido muito sobre a região. Obrigado Jordânia e a todo o seu povo!!!!
  2. Fala galera! Então, em novembro irei para a Europa e a Jordânia, em uma viagem só. Comprei o visto da Jordânia utilizando o número de passaporte brasileiro, mas estava planejando entrar na europa com o passaporte italiano que eu tenho (e consequentemente sair da europa também com ele). Será que haveria problema sair da europa com o italiano e entrar na Jordânia com o brasileiro? Porque não haveria nenhum carimbo de entrada na europa no meu passaporte brasileiro, essa é minha dúvida. Valeu!
  3. Tudo o que você precisa saber para visitar Wadi Rum saindo de Aqaba – incluindo o que fazer, um dia de cruzeiro em Aqaba, transporte de Aqaba para Wadi Rum e muito mais. Além de Petra, o deserto de Wadi Rum é a atração mais visitada da Jordânia. E por um bom motivo! Entre as dramáticas montanhas de arenito, as areias vermelhas rochosas e a paisagem geralmente de outro mundo (afinal, é por isso que o filme “Perdido em Marte” foi filmado aqui – assista ao vídeo abaixo para ver o que quero dizer!), É certamente um lugar que você quer passar um tempo para se estiver visitando a Jordânia. E a cidade portuária de Aqaba, no Mar Vermelho, há apenas 1 hora de carro do deserto, é um excelente local para começar suas aventuras no deserto (em comparação: Amã, a capital da Jordânia, fica há mais de 4 horas de carro) – não importa se você está visitando Aqaba por um longo período de tempo, em uma curta viagem, ou apenas por um único dia em uma parada de cruzeiro. Continue lendo: Como visitar o deserto de Wadi Rum vindo de Aqaba na Jordânia – 2019
  4. Então, depois de tirar muitas informações do Mochileiros, achei que era hora de contribuir um pouco. Percebi que há poucas informações sobre Israel/Jordânia aqui e muitas encontram-se desatualizadas. O objetivo do post é passar informações que eu não achei na internet (e descobri lá) e dar um ideia dos valores gastos e mostrar que, apesar de muitas pessoas acharem esta uma viagem complicada de ser feita, na verdade foi tudo bem tranquilo. Câmbio para outubro/2017 US$1 = NIS 3,50 (shekel) e US$ 1 = 0,70 JOD (dinar jordaniano), sim, a Jordânia usa uma moeda louca que vale mais que libra (não me pergunte como ) Passagem aérea: conseguimos emitir o trecho BR-Frankfurt com milhas pela Latam, que eu achei boa para vôos internacionais. O aperto na classe econômica é o de sempre, mas o serviço de um modo geral é bom. Só tem um porém: o vôo GRU-Frankfurt dura 12 horas e só são servidas duas refeições um jantar após uma hora de vôo aproximadamente e o café da manhã umas duas horas antes de chegar ao destino, então se você não consegue dormir no avião (como eu), é bom se precaver e levar água e lanche ou vai morrer de fome na madrugada. De Frankfurt para Tel Aviv, fomos de Turkish Airlines com escala em Istambul. Aqui tem outro problema: no Aeroporto de Istambul (Ataturk), para acessar o wi-fi, é necessário fazer um cadastro e receber um SMS com um código de autorização que estou esperando até agora. Então, caso aconteça o mesmo e vc não receba o SMS, como aconteceu comigo (normal), é bom ter um plano B para passar um tempo, um livro, músicas baixadas offline, etc. Achei a Turkish muito boa, boas refeições (mesmo em vôos de 2 ou 3 horas), bom espaço para as pernas (peguei um avião com 2, 3 e 2 lugares), sistema de entretenimento em todos os trechos (exceto TLV-IST na volta). Roteiro e hospedagem: 4 noites em Tel Aviv (Abraham Hostel), 2 noites em Eilat (HI Hostel), 2 noites em Petra (Peace Way Hotel), 1 noite no deserto Wadi Rum e 5 noites em Jerusalém (Abraham Hostel). A hospedagem, como quase tudo em Israel, é bem cara, beira R$ 100/cama/dia em Tel Aviv e Eilat e R$ 90 em Jerusalém, mas todos os hostels são muito bons, quartos espaçosos, camas confortáveis, bom café da manhã e boa localização. Tem uma questão positiva e, de certo modo, surpreendente, em todos tem água de graça. Apesar de ser tranquilo beber água da torneira em Israel, os hostels tinham bebedouro com água filtrada e gelada, o que dá um boa economia depois de alguns dias. Em Petra, duas noites de hospedagem em quarto saíram por JOD44 (JOD11 por pessoa por dia). O hotel era razoável, no centro de Wasi Musa (cidade base de Petra) e tinha bom café da manhã, mas a internet era ruim, fica caindo toda hora, mas, tirando isso, era bem justo pelo preço. Visto/imigração/certificado de vacinação: Para Israel, não é necessário certificado de vacinação nem visto para brasileiros e a permanência máxima autorizada é de 90 dias. A imigração foi surpreendentemente fácil, não me perguntaram NADA, absolutamente nada. Suspeito que foi pelo fato do último carimbo no passaporte ser de Frankfurt. Foi muito mais difícil entrar na Alemanha do que em Israel, me perguntaram onde eu ia, o que eu ia fazer, e o agente tava com uma cara de poucos amigos pro meu passaporte em branco (renovei no meio do ano para essa viagem). Minha vida só melhorou quando mostrei o passaporte antigo com carimbo de entrada na Europa, então, caso o passaporte seja recente, recomendo levar o antigo (imigração em Lisboa não é referência pro resto da Europa). Em Israel, o passaporte não é carimbado para evitar problemas em viagens futuras para países árabes, eles emitem um tíquete à parte com o nome, número do passaporte e sua foto. Sugiro colocar o tíquete com um clipe dentro do passaporte, ESSE TÍQUETE É SUA VIDA EM ISRAEL .. Meu amigo teve que fazer imigração na Turquia e eles fizeram as perguntas de praxe para ele, nada demais. Surpresa boa. O problema é, por incrível que pareça, é sair de Israel. Antes de fazer o check-in no aeroporto, você tem que passar por uma "checagem de segurança" dependendo do destino. Eles perguntam onde vc esteve, o que foi fazer em Israel e na Jordânia, se tem parentes ou conhecidos na Jordânia, quem estava com vc, se era possível confirmar essas informações, nome e dados do meu amigo (falei que estava com ele na viagem)...Aprovado na checagem de segurança, você segue para despachar a bagagem, mas não pode trancar a mala, caso alguém suspeite de alguma coisa e necessite abrir sua mala . Ok, aceitar, despachar a mala destrancada e rezar para tudo aparecer intacto no destino. Em seguida, passa-se pelos procedimentos de segurança, onde há mais perguntas, tirar casaco, cinto, sapato, ... abrir mochila, mostrar o que tem lá dentro, etc... É tensa a coisa toda, mas é mais cansativo que tenso, pq demora muito para fazer todo o procedimento e, depois de tudo, fui "autorizado" a deixar Israel, momento em que devolvem o passaporte ( o passaporte fica com os agentes enquanto vc, suas roupas e pertences passam pelo procedimento de segurança). Continua...
  5. Dia1 Voo: Guarulhos - Tel Aviv. Trem: Tel Aviv - Jerusalém. Van: Jerusalém (Portão de Damascus) - Fronteira Allenby/King Hussein Bridge. Ônibus: Fronteira Cisjordânia - Fronteira Jordânia Táxi: Fronteira Jordânia - Amã Dia 2 Amã Anfiteatro Romano Templo Romano de Hércules Mesquita Rei Hussein Mil e uma noites...
  6. Passei pela Jordânia em maio de 2011. Eu preferi conhecer o deserto a pé, e não através de passeios de jeep como 99% dos turistas fazem. Estudei o mapa do deserto e peguei umas dicas de um americano que conheci pelo caminho. Chegando na vila de Wadi Rum, fiquei na Rest House, um acampamento que oferece barracas bem baratas(3JD). De lá comecei a jornada...bastante água e comida na mochila pois iria passar o dia inteiro no deserto. Este é um trecho do meu blog que conto a saga: “A missão era atravessar uma cadeia de montanhas até chegar no outro lado, depois chegando na areia, teria que circular a montanha andando pelas dunas de areia fofa do deserto voltando à vila, o que daria umas 7-8 horas de percurso. O que eu sabia era o somente o ponto de entrada: - Tem um cânion bem largo ao lado da vila, não é esse, é um mais estreito do lado direito, depois segue pelo lado direito. Essas foram as únicas instruções que ele me deu, me reforçando que era uma trilha bem difícil. Beleza, adoro essas missões. Estudei o mapa do deserto, deixei minhas tralhas numa barraca na vila, enchi a mochila de garrafas de água e comida para aguentar o dia todo, e sabia que iria encontrar literalmente pedreira pela frente. A missão já começou tendo que entrar no cânion(vale entre montanhas) subindo por uma parte que precisava realmente escalar. Deixa eu lembrar a diferença entre caminhar e escalar: na escalada temos que usar as mãos nas fendas das rochas para subir paredões verticais ou bem íngremes. Tive que colocar em prática alguns fundamentos que aprendi quando fiz escalada lá no Laos, só que lá foi com cordas de segurança, aqui foi livre sem ninguém para orientar ou ajudar. E fui seguindo. Logo ao entrar no meio de todas aquelas montanhas e ver a areia do deserto de onde parti ficar distante, já comecei a sentir adrenalina e a ficar maravilhado com tudo aquilo que me rodeava. Estava no meio de um cânion com montanhas de uma escultura tão interessante que sei lá, parecia um outro planeta. Depois de mais de uma hora passando por trechos muito difíceis, seguindo o caminho indicado por alguns montinhos de pedras, cheguei em uma parte que não consegui imaginar como eu passaria por ali. Até então a maioria do trajeto exigia escalada mesmo, não foi nada fácil, eu estava adorando, pra mim quanto mais difícil melhor. E cheguei num ponto bem alto que não vi como passar, faltava uns dois metros para alcançar um outro platô onde tinha um montinho de pedras indicando o caminho. Nesse momento foi o ponto máximo de adrenalina. Eu estava bem perto, mas para chegar lá em cima tinha que fazer um movimento por uma parte de inclinação negativa, e as bordas não eram fáceis de segurar, olhava pra baixo e um paredão de uns 30 metros me fizeram tremer as pernas e dar fraqueza nas mãos. Sim, me deu cagaço! Engolia seco a saliva, estava de pé num batente de uns 5 centímetros seguro numa fenda, tentando ver por onde seguiria, e não achava ponto de apoio nenhum. ... Parei, respirei fundo, uma queda ali não seria nada legal...voltei bem devagar uns dois metros abaixo onde tinha um espaço maior para descansar e pensar alguma coisa. Foi um momento de muita tensão, medo, adrenalina, tudo junto, na beira de um penhasco. Senti um pequeno alívio ao voltar para essa parte mais segura. Não queria desistir depois de ter ralado duas horas para chegar ali. Apertei mais o cadarço dos sapatos, joguei fora dois litros de água da mochila para ficar mais leve e ajustei bem ela nas minhas costas. ...Subi de novo os dois metros, até o ponto onde tinha parado, para tentar novamente, e não vi de novo nenhum lugar seguro em que eu pudesse segurar, o corpo começou a tremer, quando eu olhava a altura que eu estava. Não tenho medo de altura quando estou num lugar seguro, mas no alto de um penhasco onde se escapolir minha mão eu poderia morrer...sim, me deu muito medo. Desisti de uma vez por todas, queria sair vivo dali. Desistir de uma missão quando está em jogo a nossa vida, é uma vitória. Não fiquei nem um pouco me sentindo fraco por não ter conseguido. Era uma passagem muito alta e perigosa, não quis me arriscar. Se tivesse uma corda de segurança, como nas escaladas normais, e não tivesse de mochila nas costas, eu encararia. Porque se não conseguisse era só soltar que a corda me segurava, depois voltava e pronto. Agora se arriscar numa coisa onde se eu não conseguir eu caio e morro, já seria doidice. Sei muito bem o limite entre aventura e insanidade(tá vendo mãe!). Voltei e senti uma alegria enorme em pisar em solo firme outra vez, quase que me ajoelho e beijo o chão igual o papa...rsrsrsr . Estava convencido que tinha feito a coisa certa, convencido que aquelas duas horas até ali e mais duas horas que levariam para voltar eu já me daria por satisfeito, por ter sentido tanta adrenalina e ter curtido todo aquele mundo no meio das montanhas. Sentei pra descansar e esperar normalizar o nervosismo que passei. Antes de pegar o caminho de volta, passando por uma outra montanha, vi um montinho de pedras indicando um outro caminho, e resolvi seguir... ôpa era uma outra trilha! E fui seguindo...beleza! achei um outro caminho que dava pra passar. Toda essa travessia pelos cânions, eu fiz maravilhado com a arquitetura dessas montanhas. Até que avistei, depois de 3:30h da partida, a areia do deserto do outro lado. Fiquei muito realizado nessa hora. Atravessei então o deserto, contornei as dunas e antes de voltar pra vila, subi em outras montanhas ‘água com açucar’ no caminho. No alto de uma delas armei minha mesa do almoço e comi olhando todo aquele cenário fantástico lá de cima. Percorrer esse trajeto por dentro da cadeia de montanhas, setindo as montanhas nos pés e na ponta dos dedos, suando e procurando trilhas no meio desse imenso labirinto de cânions foi, sem dúvida nenhuma, bem melhor do que vê-las de fora passando num jeep. Essa foi, de longe, a melhor coisa que fiz na Jordânia. De tanto prazer que sinto em fazer esse tipo de aventura, colocaria o dia que fiz a trilha nos cânions próximo ao Mar Morto em segundo lugar e Petra em terceiro(apesar de ser uma Maravilha do Mundo!!). “
  7. A execução da minha grande aventura começou no dia 31/03/2010, saindo da capital do Espírito Santo, Vitória em direção a Tel Aviv, Israel. Na verdade, a minha viagem começou bem antes, com um bom planejamento, definição de rotas, hospedagem, deslocamento, passeios e principalmente, $$$$$. No meu planejamento, decidi: comprar as passagens com 3 meses de atencedência, ou seja, comprei no início de Dezembro. Fiz algumas pesquisas como a maioria daqui e resolvi juntar o útil ao agradável, decidi comprar passagem por uma empresa que pudesse resgatar pontos para uma próxima viagem, desta forma, optei por ir pela AirFrance, já que também consegui ótimos preços. A passagem saiu por R$ 2300, sendo que possuia um stop com 5 dias em Paris. O trecho foi: Vix - SP - Paris - Tel Aviv / Tel Aviv - Paris - SP - Vix. levantar todos os possíveis lugares de hospesagem, optei por albergueses e não me arrependi, foi a melhor coisa que pude fazer, poupei muito dinheiro. O albergue é ótimo para quem não se importa com luxo, apenas com um lugar limpo e tranquilo para dormir. Claro que existem albergues que são limpos e tranquilos, por isso que é interessante a pesquisa. Se quiserem perguntar onde fiquei, só me perguntar, darei todas as dicas. definir os lugares que gostaria de visitar e a partir deles tracei a rota (uma logística básica) para facilitar meu transporte e claro, minha viagem. E claro, para cada uma das atividades acima perguntei: quando, para que, porque e como. São simples perguntas que vão te ajudar em soluciar o que as vezes você não pensaria. Decidi iniciar minha trip por Israel. Fui sozinho, já que quase ninguém, amigos, curtem essas de trilhas (que manés). Tive oportunidade de me virar de diversas formas e posso dizer, não tive dificuldade nenhuma. Apenas coloquei em prática minha paciência em determinados lugares e claro, como é férias, tenta curtir tudo como natural, afinal, para eles é natural o processo de segurança (o que era mais chato). Voltando.... Para Israel, entrei com um reserva, se não tiver reserva é muito difícil de entrar, então, como eu já havia me planejado, fiz algumas reservas em custos, pois se porventura eu não gostar do lugar, eu poderia ir para um outro sem me privar, ou até mesmo ficar por mais tempo que o planejado, ou seja, curtir, sentir o local, as pessoas, o lugar... Realmente fazer valer a pena! A minha maior dificuldade foi pensar em no que levar. Eu que sou compulsivo por roupas, acessórios e etc... Foi muito difícil de definir o que levar, mas a gente aprende porque as dores fazem lembrar sempre do excesso de bagagem e foram 38 dias de viagem, então imagina quanto roupa descessárias eu levei rsrsrsrs. Eu fui totamente confrontado quando conheci um Koreano em Haifa (Israel), passeamos junto pelao cidade de Akko (Israel) e quando chegamos no albergue, o cara foi tomar banho e vi que ele estava apenas com uma mochila, e estava fazendo uma trip por 30 dias. Na mochila dele, simples, como aquela que a gente leva para escola, no tempo de colegial, o cara tinha apenas: um jeans, 2 camisetas, 1 tênis, uma toalha de banho, escova e pasta de dente, enquanto na minha bolsa inúmeras roupas e que para ser sincero, não usei nem 70%. Mas como eu fui marinheiro de primeira viagem, a gente aprende com os erros. Vôo tranquilo até Paris, lá esperei por 1:30h para pegar conexão para Tel Aviv. Não fui abordado como a maioria antes de embarcar para Tel Aviv. Em SP, para quem vai pela El Al, geralmente a revista, as perguntas, os questionamentos por parte da imigração é feita antes do embarque e se você embarcou, já está garantido em entrar em Israel. Eu viajei com muitas incertas, com muitas dúvidas, com muito medo por diversos relatos que colocaram aqui mas uma coisa eu posso dizer para quem está indo, seja qual for a cia. aérea, RELAXEM! Faça pelo menos o básico: uma reserva, dindin e passaporte em dia. A minha revista foi na chegada, eu com cara de árabe ainda, então não tive dúvida de que iriam me parar e querer saber de toda minha vida antes de me liberarem. Realmente foi exatamente assim que aconteceu. No controle de passaporte em Ben Gurion o soldadinho na cabine me interpelou de diversas formas e fui respondendo, como devemos fazer sempre. Se você não domina bem o inglês, não fica nervoso, eles dão um jeito de te fazer entender e de entender tudo que está dizendo, sendo através de um tradutor em Espanhol ou em até mesmo Português. Mas nunca deixe de responder as perguntas, seja sincero, sempre, tome nota: QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME! Me perguntaram para onde eu iria, o que eu iria fazer em Isarel, onde iria ficar, se eu tinha dinheiro suficiente e que possuia cartões de crédito e de débito (eles quiserem vê). Mesmo assim fui chamado para uma sala secreta que todo mundo diz que é um terror... O que posso dizer? Mentira! É um escritório que atende e busca saber mais informações sobre a sua ida a Israel. Fiquei por volta de 2 horas esperando a vez de ser atendido, porque tinha gente em minha frente e eles foram muito educados, ao contrário que todo mundo diz por aí. Quando foi minha vez, a senhorita me fez todos os questionamentos do soldado na cabine e respondi tudo o queriam saber e claro, levei uma declaração do meu trabalho para dizer e facilitar, claro que eu trabalho para o governo do Brasil e portanto, não seria um possível terrorista. Ela pergou a cartinha e não conseguiu lê, estava em português hahahahaha Eu nem me preocupei em traduzir, também nem sei ao certo se em meu trabalho eles atenticariam porque aqui eles não traduzem nada... Enfim, ela chamou um colega dela que é portugues e o mesmo autenticou todas as informações e me liberou automaticamente (claro que eles devem ter ligado também para o hostel onde fiquei hospedado para saber se realmente eu estava metindo ou não - eles fazem isso!). Liberado e como carimbo do visto, peguei minhas trouxas e fui direto para o albergue em Tel Aviv, minha primeira parada por 3 dias. Cheguei no hostel meio tarde, o meu voo chegou as 16.30 e eu estava enjoado, com um mal estar do caramba por causa dos climas e muito cansado da viagem. Eu fui no dia 31 as 17 (horário Brasília) e cheguei em Tel Aviv (16:35 ou 13:00 horário Brasília). Peguei um trem que já tem no próprio aeroporto e me desloquei para estação indicada pelo hostel para chegar no mesmo. Foi muito tranquilo, é MUITO FÁCIL se deslocar de busão em Tel Aviv. Tel Aviv é uma cidade que gostei muito. Cheia de diversidades para um país do oriente médio. É morderninha, e como tem gente bonita naquele lugar. Não vou relatar exatamente o que fiz nos lugares porque senão isso vai se extender por várias páginas mas qualquer dúvida, só mandar uma MP que respondo numa boa, com todas as dicas possíveis. Pois foram 38 dias de pura aventura. Logo quando cheguei, era a semana da festa da páscoa, eles param tudo. É feriado nacional, pois são judeus e a doutrina, apensar de inúmeras religiões no lugar, o que prevalece é o judaísmo, o Estado de Israel é judeu. Cheguei numa quinta-feira e fiquei até domingo. No próprio domingo é feriado, só que é diferente aqui, não começa meia noite do dia como é aqui, e sim a partir das 17 horas. Estranho né? O legal é que voltei para e estação de trem que eu havia chegado para pegar o mesmo trem para a cidade de Haifa (45 min de Tel Aviv). É muito tranquila a viagem, paguei cerca de 46 shekels. E para a estação em Tel Aviv em que desci paguei 6 shekels. Dependendo para onde está indo, não é necessário pegar trem, é muito mais prático e as vezes até mais barato, pegar sherut. Para Jerusalém tem praticamente em todas as cidades, pois como eu percebi, em todos os lugares de Isarel apontam para Jerusalém. É fácil chegar em Jerusalém, mas Jerusalém foi minha última parada. A minha trip foi basicamente: Tel aviv Haifa (Akko) Nazareh (Yadernet, Tiberias, Capfernaum e Tagba) Amã Petra Aqaba Dahab (Monte Sinai) Eilat Jerusalém ,(Massada, Mar Morto, En Geddi, Hebron, Belém e Jericó). Chegando em Haifa (estação Haifa Center Ha’Shmona), fiquei por 3 dias, o hostel que fiquei era praticamente 100 metros da estação. É uma cidade linda, pequena e organizadinha... Cheguei num feriado que iria durar 2 dias, mas em um dia de feriado, resolvi ir para a cidade de Akko, já que TUDO em Haifa estava fechado. Tomei uma sherut com um Koreano que conheci e fomos passear, já que era uma vontade que eu tinha. Gostei muito da cidade, maravilhoso, vale a pena para quem quiser conhecer, quem gosta de cultura medieval, história de guerra, de fortalezar, é impressionante. A viagem até Akko dura apenas 30 minutos e custou 14 shekels. Fomos de sherut. De Haifa para Nazareh foi mais fácil ainda, há 50 metros do hostel havia um ponto de ônibus e peguei o famos 331, que parte do Merkaz train station (um metro subterrâneo que te leva até o topo da cidade) a cada 30 minutos e que custa 17 shekels e que funciona de domingo a quinta (a cada 30 minutos a partir das 6 da manhã até 20:50h), sexta (6 da manhã até 19:00h) e sábado (6 da manhã até 16:40h) chegando em Nazareh Central Bus Station. Fiquei em Nazareth por 8 dias, para poder aproveitar as cidades ao redor. Decidi ficar em Nazareh porque de lá é muito fácil ir para todas as outras cidades Mas hoje eu ficaria em Tiberias, porque em Nazareh é ótimo para quem quiser fazer o Jesus Trail, que é caminho por onde Jesus passou. E se inicia em Nazareh. Existe toda uma rota e um site com as informações necessárias (http://www.jesustrail.com" onclick="window.open(this.href);return false;), é gratuito, basta reservar as hospedagem durante o trajeito. Eu não fiz o trajeto, embora eu quisesse muito, mas é muito bom quando se tem companhia e para andar por lugares deserticos e sem guia ou alguém, preferi fazer alguns trajeitos de busão, como por exemplo ir para Tiberias, Yadernet (lugar do batismo), Capfernaum e Tabgha. Cidades fantásticas e cheguei de curiosidades. Para Yadernet, basta pegar um busão 31 de Nazareh, e que passa a cada 1 hora. Custa cerca de 20 shekels. São 50 minutos e te deixa exatamente na porta do lugar do batismo de Jesus. Fica 5 minutos de Tiberias. É um lugar muito bonito e tranquilo. Vale a pena, é gratuito. De lá pode pegar um busão por 4 shekels e visitar Tiberias, onde tem o Mar da Galileia. Para quem quiser ir para Capernaum ou até mesmo para Tabgha no Monte das Bem-Aventuranças, é necessário pegar um busão na Central Station em Tiberias senão me engano o 471. Mas o legal é entrar no site de ônibus da região e verificar os horários dos ônibus. Ahn, mas claro, o hostel ou hotel que ficar hospedado te dará todas as informações. Um certo dia eu estava em Tiberias e me deu curiosidade de conhecer o Monte das Bem-Aventuranças, e eu não sabia o que fazer, então me desloquei para o centro de informações turisticas que fica na única praça em Tiberias e lá a mulher me deu todas as dicas e mapas. Me informou como chegar, qual ônibus pegar, onde descer, enfim, todos são preparados para ajudar e orientar os turistas, basta perguntar que nada vai dar errado, pode acreditar! Para chegar em Capernaum, se passa primeiro em Tabgha, na verdade, tem que descer em Tabgha. Ônibus não vai lá, a não ser de turismo, mas de linha comercial, não. E sheruts e taxi, claro. Então basta descer e fazer todo o caminho a pé pelo calçadão. Vale a pena. Eu fiz todo o trajeto, gostei muito. Mas vá pela manhã, pois o sol é ameno. Antes, pois já é o caminho passe no M. Bem-Aventuranças, do calçadão irá ver o Monte e a igreja imponente no alto. É linda! A visão para o mar da galileia de qualquer lugar é maravilhosa. Organize bem os horários para poder conhecer bem o lugar e não se frustar, porque os horários de abertura são rigidos e é tudo gratuito. A minha ida para Amã foi por Nazareh. O ônibus de Nazareth para Amman leva cerca de 4.5 horas. Até a fronteira são apenas 45 minutos, então é necessário esperar por duas horas. Os jordânios fazem emissão de vistos na chegada, então não é necessário chegar com um. É necessário pagar cerca de 100 shekels (para sair de Israel) e mais 10 JDs para o visto. Existem moedas correntes em ambos os lados da fronteira, então não é necessário ter as duas moedas, apenas uma. A jornada termina no hotel Hillside no norte da cidade. Como a cidade é louca e o povo é mais louco ainda, resolvi tomar um taxi para o hostel que me hospel e essa corrida já foi uma aventura! Quando cheguei ao hostel, o taxista me perguntou quando eu devo pegar, enfim, não havia taximetro e eu esqueci de pedir para ligar. Eu paguei cerca de 15 dolares pela corrida e ele me deu um troco de 3 Jds, tudo foi no cambio mesmo. Eu morri de rir porque eu fui pego desprevinido. E foi bem pago porque andamos por quase 1 hora até chegar o lugar que o taxista NÃO SABIA ONDE ERA. Foi muito engraçado. Queria chegar cedo no hostel porque no outro dia eu já iria descer para Petra. Amã foi apenas um lugar para descasar, porque sair naquele lugar, não dá certo, é uma loucura e nada fica aberto até um certo horário, fora a rigidez em tudo... Mas foi muito engraçado e divertido. A parte Norte de Israel foi isso... Sei que ocultei bastante detalhes mas são inúmeros detalhes, e como eu disse, ficaria semanas aqui escrevendo todas as minhas experiências em 38 dias. No lado da Jordânia, fui para as cidades de Amã e Petra, claro, passei por diversas outras mas como breves paradas. Relaterei as aventuras em Petra e deserto de Waid Rum. Shalom, Fábio
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