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  1. 1º e 2º dias – chegada 31/12 e 01/01 Após uma conexão no Panamá – o aeroporto de lá é uma balbúrdia, a Copa Airlines faz praticamente todas as conexões e escalas dos voos entre as Américas e o Caribe lá (mas pra quem curte umas “comprinhas”, tem um baita free shop) – chegamos ao Aeroporto de Havana: Aeroporto Internacional José Marti, cujo nome homenageia o grande patrono da Independência cubana. Arme-se de paciência ao desembarcar: o despacho de malas é lento, e se você trouxe alimentos na bagagem de mão provavelmente vão te mandar pra inspeção sanitária (a inspeção é rápida - eu custei mais a descobrir onde é a inspeção do que o exame em si). Pra quem acha que Cuba é um país atrasado, a primeira surpresa é a possibilidade de fazer câmbio de moedas no ATM. Sim, é isso mesmo: no aeroporto há vários “cajeros automáticos” nos quais você coloca até E400 e o terminal te informa a cotação de conversão em CUCs, conta as suas notas e te disponibiliza o valor equivalente em CUCs – tudo isso após escanear seu passaporte. O sistema dos ATMs só permite no máximo duas trocas de E400, E800 no total (só fui descobrir isso após tentar inutilmente por várias vezes em vários terminais trocar E2000 e ler a mensagem “não foi possível efetuar sua transação”); além desse limite o câmbio é feito numa pequena casa de câmbio logo na saída do aeroporto. 1 CUC é em média um pouco mais do que um dólar estadunidense e um pouco menos que 1 euro. Por 30 CUCs o táxi do aeroporto te leva até Habana Vieja. A melhor coisa que fizemos foi optarmos por ficar em casa de cubanos. Fomos calorosamente recebidos por um simpaticíssimo casal de aposentados; os cubanos são muito acolhedores, falantes e bem humorados (e gozadores também). Já há algum tempo o governo cubano abriu essa possibilidade de renda extra aos locais, mas é tudo superregulado: o preço da hospedagem é fixado em 30 CUCs por dia e o café da manhã (ou desayuno em espanhol) é de 5 CUCs por pessoa. Vale a pena: o desayuno é farto e saudável, dá perfeitamente pra adiar o almoço pro fim da tarde. Como chegamos na virada do ano, sabíamos que estaria tudo fechado. Passamos o réveillon na casa de outro casal de cubanos que chamou vários brasileiros turistas para rompermos o ano juntos – também em Habana Vieja. Aí tomamos conhecimento de uma “divertida” tradição cubana (que explica porque não há festas na rua na virada do ano): o costume de jogar água pela janela das casas à meia noite de 1º de janeiro (para descarregar a “sujeira” do ano que finda). Da varanda da casa onde passamos o réveillon assistimos vários transeuntes ficarem encharcados com essa brincadeira (me lembrou as histórias que escutei e li sobre o antigo entrudo). Como 1º de janeiro também estaria tudo fechado, resolvemos passar o dia na praia. Pegamos o ônibus de turismo na Praça Central (ônibus supermoderno e confortável) até a Praia de Santa Maria – belíssima: água cristalina, morna e sem onda. Por 6 CUCs aluga-se duas espreguiçadeiras e um guarda-sol muito bons. Na volta da praia, paramos para uma “almojanta” às 5 da tarde; depois de andar pela Calle Obispo (um dos pontos mais badalados de Habana Vieja, com muitos bares e lojas) encontramos o restaurante La Caribenha com preços ótimos: lá se pode almoçar um prato bem servido de espaguete por 2 CUCs e saborear um enorme copo de suco de manga natural por 1,5 CUC. Ah, detalhe importante: o padrão em Cuba é que a gorjeta (“propina”, em castelhano) não é cobrada na conta; o cliente dá (se quiser) diretamente ao garçom ou garçonete. 3º dia – 02/01 Na quarta-feira 03/01, já com tudo aberto, iniciamos nosso circuito cultural. Começamos pelo icônico Museu da Revolução (situado no antigo palácio presidencial). Há uma quantidade não muito grande de objetos históricos, mas extremamente significativos (como a boina de Che Guevara e o chapéu de Camilo Cienfuegos em Sierra Maestra, o cachimbo de Che, alguns equipamentos de radiocomunicação da guerrilha e a maca na qual foram transladados os restos mortais de Che da Bolívia para Cuba) e muitas fotos e reproduções de jornais da época. O Museu faz uma cuidadosa reconstituição histórica desde as guerras de independência até a Cuba de hoje; com grande destaque (um andar inteiro) para a Revolução de 1959, mas abordando também as agressões imperialistas (é especialmente tocante o mural sobre o criminoso atentado perpetrado pro agentes a serviço da CIA contra o avião civil da Cubana de Aviacion que resultou na morte de todos os passageiros e tripulantes) e as realizações e conquistas da Revolução: o fim do analfabetismo, a reforma agrária, o fim da privatização das praias e a sua liberação para o lazer do povo, a nacionalização das empresas de energia e telecomunicações, a universalização da saúde e educação públicas, entre tantas outras. Do Museu da Revolução se passa por dentro para o Memorial Granma – com um impressionante material bélico preservado da época. Dois itens em especial me chamaram a atenção: o PRÓPRIO IATE GRANMA acondicionado num esquife climatizado de metal e vidro (não se pode tocá-lo, mas se pode ver) e um destroço do avião espião estadunidense U2 derrubado por um míssil terra-ar (com um exemplar idêntico do míssil ao lado). Pra quem não conhece a História, o Granma foi o iate que os revolucionários do Movimento 26 de Julho liderados por Fidel Castro compraram no México para retornar a Cuba – 80 guerrilheiros num iate projetado para 20 pessoas; hoje, Granma é o nome do jornal diário editado pelo Comitê Central do Partido Comunista Cubano. Do Museu da Revolução e Memorial Granma, saímos e fomos ao Museu de Arte Cubana ao lado (aliás, é absolutamente impressionante a quantidade de museus que existe neste país: se bobear, há mais museus em Havana do que no Brasil inteiro - são 63 apenas em Ciudad de La Habana). Quando estivemos lá, estava montada uma exposição temática da arte moderna cubana e sua evolução, desde o período anterior às guerras de independência até os dias de hoje. O ingresso ao Museu de Arte Cubana dá direito de entrada também no Museu de Arte Internacional – este fica ao lado do Parque Central. No Museu Internacional estavam montadas exposições de vários artistas, inclusive um pop art kosovar. Saindo do Museu Internacional demos mais uma caminhada pela Calle Obispo – o point mais agitado de Habana Vieja, lotado de turistas e também de cubanos – e encontramos mais um museu: o Museu dos CDR (Comitês de Defesa da Revolução), organismos do poder popular de bairro. Os CDR foram criados apenas 3 anos após a derrubada de Fulgêncio Batista (são muito anteriores à Assembleia Nacional); quando criados, incorporavam cerca de 50 mil membros: hoje são mais de 8 milhões. 4º dia – 03/01 Hoje nossos dois principais objetivos eram: comprar a passagem para Trinidad e ir à Praça da Revolução. A melhor opção para adquirir passagens de Havana para Trinidad e Cienfuegos é na Interhotéis: uma parceria entre a viação estatal e os hotéis privados, assim se pode comprar o bilhete em qualquer hotel. O problema é que tem que ser com uma certa antecedência: hoje já não tinha passagem para dia 07 pela manhã, segundo a atendente do Hotel Plaza, que conseguiu um táxi coletivo privado – privado, mas regulado pelo Estado e pago antecipadamente no hotel – pelo mesmo preço da viação: 35 CUCs por pessoa (depois soubemos que em outros hotéis havia passagem disponível). Pegamos então o ônibus de tour turístico – uma “jardineira” igualzinha a que circula no Rio, em Madrid ou em Paris: dois andares com superior coberto ou aberto, que se paga 10 CUCs por pessoa e se pode saltar em qualquer das paradas e subir novamente em outro da mesma linha com o mesmo ticket. Descemos na Praça da Revolução – enorme, com os dois painéis em homenagem a Che Guevara e Camilo Cienfuegos nos prédios como que delimitando os limites da praça. Além do visual esplendoroso, o grande “tchan” é o Memorial José Marti, o “Pai da Pátria Cubana”. Marti aqui é tão ou mais reverenciado do que Fidel e Che, até pelo fato de que Marti foi um herói mártir na luta pela independência de Cuba. O Memorial é belíssimo, com dezenas de documentos originais da produção política de Marti (incluindo muitos manuscritos) e num esquife de vidro expostos um revólver e o fuzil utilizados por Marti na guerra. Por 4,50 CUCs se visita o Memorial com direito à subida no Mirante (“mirador” em castelhano) com uma vista ABSOLUTAMENTE ESPETACULAR não só da Praça da Revolução mas de praticamente toda a Havana, e com direito a urubus voando ao seu lado na janela. Dali voltamos ao tour bus e continuamos até a parada do Cemitério , o maior da América Latina e 3º maior do mundo. Parece estranho colocar um cemitério como ponto turístico, mas nos sete quarteirões de área do cemitério há muitas sepulturas que são verdadeiras obras de arte, além de um lindo monumento aos bombeiros. Do Cemitério, pegamos um coletivo cubano - baratíssimo (0,50 cents de peso cubano CUP - que vale 1/25 de CUC), velho e lotadérrimo igualzinho aos ônibus de subúrbio carioca – e fomos à Copélia. A Copélia é uma sorveteria afamada e uma “instituição habanera”: filas enormes para os cubanos que pagam em CUPs e sem fila para os turistas que pagam em CUCs – mas o turista não pode subir ao charmoso salão. Ao lado da Copélia fica o famoso edifício Habana Livre, hoje um hotel da rede Meliá, e no 22º andar (pedindo com jeitinho à recepção eles liberam a subida) há um lounge no meio do andar com janelas panorâmicas para os dois lados. Como Havana tem pouquíssimos prédios altos e o Habana Livre fica no alto de La Rampa, a mais famosa ladeira de Havana, das duas janelas deste lounge se vê praticamente toda a cidade. Em La Rampa, pertinho do Habana Libre está o famoso jazz club cubano La Zorra e El Cuervo. Descendo até o Malecón fica o Hotel Nacional – antigo, histórico e cheio de significados. Um aspecto muito interessante deste bustour é que não se limita às “áreas turísticas” da cidade: como percorre vários bairros, passa por muitas áreas residenciais. Assim, pudemos ver o tipo de moradia predominante no bairro de Vedado: nada muito diferente do subúrbio carioca. 5º dia – 04/01 Hoje foi um dia muito especial: saímos com um grupo de brasileiros ciceroneado pelo camarada Luís Caballero, velho militante revolucionário e uma enciclopédia ambulante de história cubana. Já de cara passamos na Casa del Habano, uma espécie de museu (mais um!) do tabaco no edifício onde funcionou anteriormente a Fábrica de Tabacos Partagás. Fundada em 1845, a Partagás é uma instituição nacional cubana; estatizada desde a Revolução, continua fabricando os melhores charutos do mundo das afamadas marcas Cohiba (a preferida de Fidel Castro), Montecristo, Romeu e Julieta, Robaina e da própria Partagás. Dali passamos pela Praça da Amizade Latino Americana, uma praça cercada por uma grade de metal circular com uma frase de José Marti sobre a amizade dos povos gravada na borda superior. Nesta praça, cada representante de um país da América trouxe uma semente e um pouco de terra para simbolizar a “terra de Latino América” e também foi erguido um bronze de um herói da independência nacional. No caso do Brasil, uma polêmica: o primeiro busto colocado foi o de Tiradentes, mas posteriormente nos anos 1990 o então Prefeito de Santos, o saudoso companheiro Davi Capistrano Filho, trouxe o busto de José Bonifácio: para Davizinho (como era carinhosamente chamado) Tiradentes havia sido um “herói fabricado pelos militares que deram um golpe militar ao proclamarem a República”, e o Patriarca da Independência seria mais efetivamente importante para a Independência do Brasil. Seguindo rumo ao Museu da Revolução, passamos na frente da Associação Cultural Yorubá de Cuba. Cuba, como o Brasil, tem uma enorme população de origem africana em função da escravidão; das religiões de matriz africana, a mais influente em Cuba é a yorubá. Em seguida, circundamos o Teatro Marti, local onde foi escrita a primeira constituição republicana de Cuba. Como já disse, Marti é quase onipresente em Cuba: Luís Caballero nos para na Praça Central em frente à estátua de Marti e nos conta a história do massacre dos estudantes em Cuba pela Coroa Espanhola, os eventos no Hotel com as perseguições lá ocorridas que ficaram conhecidas como as “batalhas café com leite” e o significado de haver 8 jardineiras e 28 palmeiras na Praça Central: as jardineiras homenageiam os 8 estudantes assassinados pela Coroa Espanhola e as 28 palmeiras referem-se ao dia 28, dia de nascimento de José Marti. Circundamos ainda a Escola Nacional de Balé de Cuba antes de retornarmos ao Museu da Revolução e ao Memorial Granma; já havíamos estado lá anteriormente, mas com este guia a visita cresce enormemente de qualidade e de conteúdo. À noite, fomos visitar a Sinagoga de Cuba, a Beit Shalom no bairro de Vedado em Havana. A comunidade judaica em La Isla é bem pequena (cerca de 1.000 pessoas) mas mantém suas tradições culturais e religiosas; a Beit Shalom é da linha não ortodoxa. Além da bela instalação da sinagoga, um mural de fotos me chamou a atenção: nele estavam Fidel e Raul participando de atividades no local. Por este mural de fotos, ficamos sabendo que em 1990 houve o primeiro encontro de Fidel com líderes religiosos (lembremos que, até o início dos anos 80, a Revolução tinha a política de definir o Estado cubano como ateu). Ao lado da sinagoga funciona o Centro Cultural Bertold Bretch. Terminamos a noite tomando mojitos em La Bodeguita Del Medio, um pequeno charmoso e afamado bar em Habana Vieja frequentado por Hemingway (que dizia ser o mojito de La Bodeguita o seu favorito, bem como o dayquiri da Floridita). 6º dia – 05/01 Hoje pela manhã fizemos duas visitas guiadas: O Capitólio e ao Gran Teatro Nacional Alicia Alonso. Os dois prédios são antigos, suntuosos e belíssimos: valem o preço do ingresso (10 CUCs para o Capitólio e 5 CUCs para o Teatro). O Capitólio foi construído no final dos anos 20 do século passado e inspira-se no Capitólio estadunidense, mas a torre é mais alta e é o único Capitólio do mundo que tem jardins internos (um deles com uma estátua instigante representando Lúcifer não como um demônio, mas como um anjo negro rebelde de asas caídas). O Teatro Alicia Alonso é uma das três exceções em Cuba, que tem como política não homenagear pessoas vivas; como Alicia foi a grande responsável pelo enorme desenvolvimento do balé cubano e por anos dirigiu tanto o Balé Nacional de Cuba quanto a Escola de Balé, a Assembleia Nacional de Cuba lhe prestou essa homenagem, não apenas dando-lhe o nome do Teatro mas também colocando em seu interior uma estátua de Alicia dançando. Terminamos o dia assistindo um espetacular show de jazz cubano no La Zorra e El Cuervo (imperdível), com direito a um endiabrado baixista que tocava ao mesmo tempo um baixo de 6 cordas (nunca tinha visto antes), bongô e tumbadora. A entrada custa 10 CUCs de couvert artístico, mas que dá direito a 2 drinques. Uma única observação: vá de calça comprida e casaco, pois o ar condicionado da casa é congelante. 7º dia – 06/01 Nosso grande programa de domingo foi assistir O Lago dos Cisnes no Gran Teatro Nacional Alicia Alonso com o Ballet Nacional de Cuba! Foi uma tremenda sorte nossa: ao irmos ao Teatro na visita guiada percebemos que O Lago dos Cisnes estava em temporada. Perguntamos na bilheteria e havia ingressos para a sessão de domingo! Quem vier a Havana não pode perder esse espetáculo se estiver em cartaz. É “apenas” um dos melhores grupos de balé do mundo dançando a PRIMEIRA COREOGRAFIA ESTRELADA POR ALICIA ALONSO – um primor de técnica e interpretação num teatro belíssimo. Na saída do Teatro, resolvemos jantar num bom restaurante para comemorar o feito. Nossa feliz escolha foi o La Viña de Plata, ao lado da badalada Floridita: ótimo camarão grelhado (o melhor que comemos até agora em Havana) e uma taça de um ótimo vinho Carmenere chileno por um preço absolutamente justo. 8º dia – 07/01 Despedimo-nos de Havana e iniciamos nosso tour pelo interior. Primeira cidade: Cienfuegos. Depois de 3 horas no táxi coletivo – um Peugeot com mais de 15 anos de fabricação em que o velocímetro e o medidor de combustível não funcionavam e não tinha manivela nos vidros traseiros - nós dois e um casal de vietnamitas chegamos a Cienfuegos. O lado positivo é que o Peugeot velho, além de encarar valentemente as 3 horas de estrada, ainda nos deixou na porta de nosso destino: o Hostel De Las Marias. Nos hospedamos num ótimo quarto na casa de Rosa Maria, que mora com sua família, incluindo os pais idosos e uma gracinha de filha pequena. O desayuno segue o padrão de fartura que se anuncia nas casas de cubanos. Saímos para conhecer a pé a cidade – uma graça, com uma arquitetura muito diferente, com um certo estilo de colunas gregas em vários prédios. Procurando um local para almoçar, encontramos um à beira mar tão bonito e charmoso quanto caro e vazio; na segunda paralela já encontramos uma ótima opção por um preço justo no Punta Gorda Grill. Terminamos a tarde com um programa imperdível: música cubana ao vivo no por do sol no castelinho na ponta final de Punta Gorda. Os músicos, além de muito talentosos, são extremamente simpáticos e adoram música brasileira – e se você é músico eles sempre dão a chance de uma canja. Um parênteses: além de conhecerem música brasileira, eles também demonstraram acompanhar a política do Brasil e sabem o que significa a vitória eleitoral de Bolsonaro. O registro que faço agora entre parênteses é que caminhando pela cidade fomos abordados no meio da rua por um rapaz de bicicleta que, muito educadamente, nos perguntou se éramos brasileiros. Ao confirmarmos, ele desatou a falar sobre a eleição do capitão fascista e da retirada dos médicos cubanos do Brasil, mostrando-se indignado com o fim da assistência médica aos brasileiros mais pobres; nos despedimos com ele desejando “que Deus se apiede dos brasileiros”. Nossa percepção é que este entendimento de que Bolsonaro é um fascista aliado de Trump e inimigo de Cuba e dos trabalhadores brasileiros está generalizada em La Isla. 9º dia – 08/01 Nosso segundo e último dia em Cienfuegos serviu para confirmar que 2 dias aqui é suficiente: a cidade é muito bonitinha, mas não tem uma grande quantidade de locais importantes para visitar. Logo pela manhã, andando pelo Centro Histórico deparamo-nos com a sede local do ICAP – Instituto Cubano de Amizade com os Povos. Fui recebido pelo camarada Reinaldo Suárez responsável pelo espaço, que nos indicou conhecer um trabalho comunitário artístico ali perto de arte e tradições africanas, com uma exposição de belíssimos trabalhos de artistas locais. Dali fomos ao cais e tomamos a barca – uma versão anos 60 e menor da Barca Rio-Niterói (até os salva-vidas de cor laranja dispostos em estrados de madeira presos ao teto são iguais) por 40 minutos até chegar ao Castillo de Aguas, onde fica a Fortaleza, que hoje é um museu da época da dominação espanhola. Além da construção em si e das peças em exibição serem muito interessantes, a vista de cima da fortaleza é um espetáculo à parte. Almoçamos por aqui mesmo no restaurante El Pescado: ambiente rústico com uma linda vista para o mar (lembra os restaurantes à beira dágua de Pedra de Guaratiba) e ótima comida por um preço justo. Ainda pudemos pagar neste restaurante o “táxi barco” deles para voltar direto ao cais de Cienfuegos – 25 CUCs o casal: um pouco salgado mas muito mais agradável. Voltando ao centro histórico de Cienfuegos, ainda encontramos uma simpática feirinha de artesanato com lindas peças. Além de saborear o sorvete da Copélia local, ainda adquirimos um belo retrato de Che Guevara pintado a nanquim pelo talentoso jovem artista Luis Alvarez. Luis viu nosso interesse por um retrato de Fidel do mesmo tipo e nos disse: “termino em uma hora”. Como estávamos já indo pra “casa”, combinamos que ele nos levaria no dia seguinte de manhã para o hostel antes de nossa partida para Trinidad e pagaríamos lá. Acabamos jantando no mesmo Punta Gorda Grill de ontem – nossa intenção inicial era apenas lanchar sanduíches, mas não encontramos nada que nos agradasse por ali. Os pratos são bem servidos e os preços são bons: jantamos uma bela peça de carneiro e uma enorme salada por 20 CUCs, incluindo os sucos de abacaxi (aliás, o abacaxi em Cuba é pequeno e deliciosamente doce). 10º dia – 09/01 Enquanto esperávamos o táxi coletivo que nos levaria a Trinidad, chega o emissário do Luis Alvarez com o retrato de Fidel pronto. Chega o táxi: um Ford Studebaker 1956! O jovem que o dirige faz este percurso todos os dias de segunda a sexta, é o seu trabalho. Pergunto se o carro é original e ele responde sorrindo “não, é um Frankenstein”. Eu já tinha percebido que não era original por que o carro tem banco único na frente mas a alavanca do câmbio não é na direção como nos carros da época. Aí ele me conta que o motor é da Mitsubish e que os freios não são os velhos de lona, e sim modernos de pastilha; o companheiro Luis Caballero já havia nos contado que a maioria dos carrões americanos antigos de Cuba foi sendo mexido e trocado, porque com o bloqueio não havia como conseguir peças de reposição. Também já tínhamos notado que há uma certa quantidade de carros mais novos em Cuba, NENHUM AMERICANO: são basicamente Mitsubish, Huyndai e Peugeot – além de uma boa quantidade de velhos Lada. Fomos no táxi coletivo com mais um casal de italianos e um rapaz espanhol, todos de esquerda: o único que não era um defensor do socialismo era o motorista cubano (o primeiro crítico do regime que encontramos). Mesmo assim, ele reconhece que Cuba é um país muito seguro (ao contrário do restante da América Latina) e que não há uma gritante desigualdade porque “em Cuba não se permite ricos”; mas reclama da moeda nacional (“dinheiro cubano, isso não vale nada”), do alto preço das peças de reposição de automóvel, diz que os habitantes de Havana são mal vistos pelo resto do país e que “os funcionários do Estado em Cuba trabalham mal porque os salários são baixos” (palavras dele – para registrar, até agora não fomos mal atendidos em nenhum serviço estatal). Chegando em Trinidad, tivemos a surpresa de descobrir que pela primeira vez não ficaríamos em uma casa de cubanos, e sim em um hostel propriamente dito, charmosíssimo por sinal. Sobre o centro histórico de Trinidad, só uma frase a dizer: QUE CIDADE LINDA! Tanto pela arquitetura quanto pelo tipo de calçamento, Trinidad lembra demais Paraty do RJ – ganhou com muita justiça o título de Patrimônio da Humanidade. Passamos o dia flanando em Trinidad e terminamos a tarde na Casa de Música, que na verdade é um grupo de bares instalado em uma escadaria. O detalhe charmoso é que o sol se põe exatamente de frente para essa escadaria, que também está num point badalado de outros bares (além de ter o hot spot da internet pública), então no fim da tarde fica cheio. Tomar um mojito assistindo a um bel por do sol e ouvindo música cubana é muito bom. Em nossa caminhada pelo centro histórico de Trinidad, nos deparamos com um cartaz na porta da Igreja Batista contra a constitucionalização do casamento igualitário. É um pouco chocante constatar na prática que numa democracia popular o atraso fundamentalista tenha ainda forte presença política. À noite, fomos à Canchamcharra, um bar com música cubana ao vivo. O bar tem um ambiente supercharmoso, você pode sentar em poltronas ou sofás e o grupo é muito bom. O único alerta é: coma alguma coisa antes de ir, porque lá não tem petiscos, só bebida. O que não foi legal foi o fim da história: como não tinha opção de comida na Canchamcharra procuramos um local para lanchar e optamos por um bar de tapas e lanches. O aspecto do bar é charmoso, mas o serviço foi ruim: o hambúrguer veio em pão de forma; o suco de manga não era natural e o gosto mais parecia de pêssego; pra “fechar com chave de framboesa”, a conta veio com um “opcional” de 2 CUCs (mais de 10%) que nos recusamos a pagar e o troco ainda veio errado. Mas... “faz parte”: até agora, o único pequeno senão da viagem. Uma dica: na mesma rua ficam a Canchamcharra, a filial da Bodeguita Del Medio em Trinidad e a Zelatto – esta é uma sorveteria artesanal com o melhor sorvete que tomei em Cuba (aqui entre nós e assumindo o risco de “cometer uma heresia”, muito melhor do que o da Copelia). 11º dia – 10/01 De manhã o tempo em Trinidad estava nublado, mas acabamos decidindo ir à praia assim mesmo pegando o bustour das 11:00h. O ônibus turístico de dois andares custa 5 CUCs por pessoa ida e volta. Foi ótimo: chegando na belíssima Praia Ancón, o tempo estava aberto. Lá também se aluga boas espreguiçadeiras por 2 CUCs cada. Nosso plano inicial era ficar até o último horário de volta do bustour, 18:00h. Assim, por volta de 13:30h pedimos ao bar da praia 2 sanduíches e dois sucos de manga. O custo acabou ficando salgado: 3 CUCs por um sanduíche misto quente com pepino e tomate até vai, mas 3 CUCs por um copinho de suco de manga (gostoso) mas que tem mais gelo do que suco já é abusivo. Como o sol estava bem forte, decidimos retornar no bustour das 15:30h (depois desse, só às 18:00). 12º dia – 11/01 Na volta de Praia Ancón no dia de ontem já adquirimos na Cubatur o passeio para Cayo Blanco. Os cayos são ilhas pequenas nas proximidades da grande ilha de Cuba. Para chegar à marina de onde sai a escuna é necessário pegar um táxi. Tratamos um taxista para a ida e volta por 16 CUCs (os táxis em Cuba não têm taxímetro, o valor da corrida é negociado antes com o motorista). O carro era outra relíquia: um Citröen 1956 “Chocolate and Pepper” (vermelho e preto)! Obviamente, também era um “Frankenstein”: o motor é de Lada (mas pelo menos nesse o velocímetro funcionava). O passeio custa 50 CUCs por pessoa, incluídos: bebida a bordo da escuna – mais moderna do que as que usamos na Bahia – almoço na ilha (“paella cubana”: arroz misturado com camarão, pedaços de lagosta e de frango, muito saboroso) e snorkel para mergulhar e ver o recife de coral próximo a Cayo Blanco (muito bonito). Um detalhe interessante é que a energia elétrica do restaurante de Cayo Blanco é fornecida por baterias solares. A ilha é bem pequena, dá pra circulá-la toda a pé em menos de meia hora; do lado oposto ao cais e restaurante na ilha está um belo cemitério de corais. Uma nota peculiar: decidimos por Cayo Blanco ao invés de Cayo Iguana porque o tempo de deslocamento é bem menor: são menos de 2 horas de barco para Cayo Blanco e quase 3 horas para Cayo Iguana – mas Cayo Iguana tem o charme especial de ser uma reserva ecológica com muitas iguanas, enquanto a presença deste réptil em Cayo Blanco é mais rara. Já estava sentindo uma pontinha de frustração por não termos encontrado nenhuma iguana... e eis que aparece tranquila e majestosa: foi a festa da criançada e dos turistas. Terminamos a noite em Trinidad num local inusitado para a imagem tradicional de Cuba: um bar temático de Beatles chamado Yesterday, com um show ao vivo de Beatles e rock . A banda é muito boa, toca Beatles com uma pegada mais roqueira, além de várias músicas de outros grupos de rock como Led Zeppelin, Pink Floyd, Roxette e Deep Purple. O guitarrista mais jovem – com uma vestimenta tipicamente grunge – deu um show especial à parte: antes da apresentação começar (com o grupo já no palco) o som ambiente tocava Led Zeppelin e o garoto reproduziu o solo de Jimmy Page em Starway to Heaven nota por nota! 13º dia – 12/01 Decidimos ficar apenas em Trinidad, dando a última volta a pé pelo Centro Histórico. Após andar bastante, paramos para almoçar e decidimos pelo restaurante Plaza Mayor, próximo à praça de mesmo nome: por 10,5 CUCs come-se quanto quiser de um ótimo e sortido bufê, com sobremesa incluída. À noite foi a festa de aniversário da cidade, com um show de apresentações em frente à escadaria. No dia seguinte pela manhã, realizou-se uma cerimônia na praça. Como estávamos já bastante cansados e o show ia começar às 22:00h, nos recolhemos cedo, pois no dia seguinte já iríamos para Santa Clara. 14º dia – 13/01 De manhã pegamos o táxi coletivo para Santa Clara – mais uma “relíquia Frankstein”: um Bel Air 1956 com motor Huynday. O carro pagou para pegar mais um casal de holandeses, sendo que ele falava português e ela inglês. Como o taxista também falava inglês, a viagem foi uma verdadeira babel de conversas em inglês, castelhano, português e holandês. No meio do trajeto demos uma parada num “tienda” de beira de estrada em frente a um belíssimo painel de Che Guevara. Chegamos em Santa Clara e nos instalamos em mais uma acolhedora casa de cubanos. Dali fomos a pé até o Monumento Trem Blindado: o trem que transportava uma guarnição do exército de Fulgêncio Batista e que a coluna de Che descarrilhou e forçou a rendição da tropa batistiana. O detalhe épico é que a coluna de Che contava com apenas 18 homens e guarnição batistiana com mais de 300, mas no fim de dezembro de 58 a moral das tropas do exército de Batista era tão baixa que eles se renderam a Che. Por 1 CUC pode-se visitar a instalação e entrar nos vagões – essa que é a parte legal, pois dentro de cada vagão há uma exposição contando parte da história. Perto dali fica a sede provincial do Partido Comunista Cubano; em frente à sede está a icônica e belíssima estátua de Che Guevara caminhando com um menino no colo. A sede é bem ampla, mas só o saguão é aberto à visitação. Caminhamos para o Parque Vidal, onde está o Hotel Santa Clara Libre, outro ponto cuja tomada foi crucial para a vitória da coluna do Exército Rebelde liderada por Che. No caminho, encontramos uma farmácia como aquela dos velhos tempos, com enormes estantes e balcão de madeira: só faltava estar escrito “Pharmacia” no letreiro. Almoçamos no restaurante Casa do Governador, que apesar do nome pomposo e do aspecto chique tem preços bem razoáveis e ótima comida. No Parque Vidal, pegamos um táxi para visitar a Loma Del Capiro: o ponto mais alto da cidade e cuja tomada representou uma vitória militar muito significativa para o Exército Rebelde. A vista daqui de cima é linda, vê-se toda a Santa Clara. Há um monumento em homenagem ao Comandante Guevara e duas bandeiras, a de Cuba e do M 26/07 – mas na hora que chegamos (fim da tarde) as bandeiras já haviam sido recolhidas. Terminamos a noite assistindo ao Encontro de Trovadores no espaço cultural El Mejunje, idealizado por Miguel Diaz-Canel quando era Secretário do Partido na região de Santa Clara e que é um ponto de encontro da comunidade LGBT. 15º dia – 14/01 Hoje passamos o dia em Cayo Santa Maria; para lá se vai de carro. Não é um programa barato: o táxi cobra 60 CUCs pra levar e trazer; e, como a praia é de um resort, tem que pagar 5 CUCs por pessoa para entrar – o que dá direito a um drink no bar da praia. Apesar de caro, é imperdível: a praia é lindíssima, um típico mar do Caribe de água absolutamente cristalina e calma, e com uma grande quantidade de gaivotas que não se importam em nada com a presença de humanos. Pra variar, o táxi era mais um carrão antigo modificado: um Pontiac 1956 com motor Nissan. Um espetáculo à parte é a explicação de porque se chega lá de carro. É uma impressionante obra da engenharia civil cubana: aqui e em vários cayos da região de Varadero eles construíram estradas por cima do mar, ASSENTADAS EM PEDRAS JOGADAS AO MAR! Para Cayo Santa Maria, são 37 km de estrada COM MAR DOS DOIS LADOS! A história dessas estradas chega a ser lendária. Fidel era apaixonado por caça submarina, e por questões de segurança pessoal ele a praticava quase que clandestinamente nos cayos. Quando Cuba começou a investir no turismo, Fidel teve a ideia visionária de ligar os cayos por estrada sobre o mar. Na época, os ecologistas e ambientalistas criticaram o projeto original, argumentando – e com toda a razão – que um “paredão” de pedra cortando o mar iria interferir no regime das correntes marinhas e prejudicar a circulação dos peixes. O que fizeram então? Fotografaram a região do alto, estudaram as rotas dos cardumes e das correntes marinhas e o “paredão” de pedras tem 37 pontos de interrupção, sobre os quais foram construídas pontes – a maior delas inclusive permite a passagem por baixo de barcos pesqueiros. Almoçamos no restaurante do resort, que também não pratica preços extorsivos. À noite jantamos no restaurante Sabor e Arte em Santa Clara, um ótimo e simpático local frequentado por cubanos com preços no cardápio expressos em CUPs – mas a conversão é muito fácil: é só dividir por 25. Por 10 CUCs se come uma ótima lagosta. 16º dia – 15/01 Nossa despedida de Santa Clara foi uma bela caminhada do Parque Vidal até o Memorial de Che Guevara – são mais de 20 quarteirões. O monumento é encimado por uma enorme e belíssima estátua do Comandante, e tem as partes externa e interna. Do lado de fora, frases de Che e mapas de suas expedições guerrilheiras da coluna que liderou no Movimento 26 de Julho. A parte interna não pode ser fotografada: numa sala tem o Memorial propriamente dito, com uma excelente exposição de fotos, documentos e objetos de Che; na outra sala estão guardados os restos mortais do Comandante – repatriados da Bolívia após décadas – e de seus companheiros mortos das guerrilhas da Bolívia . Além disso, atrás há um outro pequeno cemitério dos guerrilheiros de Sierra Maestra da coluna liderada por Che, ainda com várias lápides sem nome (aguardando pelos companheiros ainda vivos). 17º dia – 16/01 Saímos cedo para pegar o ônibus da Via Azul no terminal de Santa Clara rumo ao nosso penúltimo destino: Varadero. Confesso que o aspecto externo do busão era bem cacarecado e dava uma certa preocupação, mas internamente o ônibus era bem razoável e chegamos em Varadero com tranquilidade, após 2 horas e meia de estrada. Também em Varadero optamos por ficar em casa de cubanos, e novamente fomos super bem atendidos e alojados por uma família simpaticíssima. Se Havana Velha parece a Lapa/Santa Teresa, Trinidad lembra demais Paraty e Cuba em geral parece o subúrbio carioca, Varadero é o Recreio dos Bandeirantes do Rio: um balneário supermoderno com praias lindíssimas, mas extremamente americanizado e formatado para turistas. Varadero na verdade é uma compridíssima e estreita restinga: uma faixa de terra que avança pelo mar por mais de 30 km, mas que só tem 300m de largura – então tem “mar dos dois lados”. Do lado “direito” de quem entra em Varadero por Matanzas é litoral de pedras; as praias – e os resorts – estão todas do lado “esquerdo”. Em Varadero praticamente a única (e ótima) coisa a fazer é curtir praia: linda, com água azulada e cristalina – só que nestes dias não está a “piscina” tradicional, em função dos ventos mais fortes e do tempo mais instável (chegou a ter bandeira vermelha antes de nós chegarmos). Uma observação: neste período de janeiro (que é inverno no Hemisfério Norte) se o sol se esconde atrás das nuvens sente-se frio na praia, porque o vento é constante. Outra coisa: nos restaurantes, nem sempre boa apresentação visual significa boa comida. Almoçamos num restaurante simpático da 1ª Avenida, mas o camarão estava “burocrático”. À noite, entretanto, a coisa foi diferente – para melhor. Marcamos de jantar com um grupo de amigos brasileiros no restaurante Casa de Al, que é a antiga casa de Al Capone em Cuba (na qual ele guardava a bebida que comercializava ilegalmente durante a Lei Seca). O restaurante é um charme, a comida é muito boa, tem uma ótima carta de vinhos e os preços não são extorsivos. No verão, o charme adicional é almoçar no terraço de vista para a praia, mas no inverno à noite fica impossível: aí é no ambiente interno mesmo. 18º dia – 17/01 Por volta das 07:00h da manhã fomos acordados pelo barulho da chuva. Pensamos de cara: “e agora? Balneário com chuva é um baita tédio”... voltamos a dormir e, grata surpresa: às 10:00h já estava um lindo dia de sol. A dona da casa nos explicou que por aqui é assim mesmo: quando chove é chuva rápida e logo o tempo abre. Após o ótimo desayuno padrão casa de cubanos, fomos novamente à praia, mas desta vez mais longe de “casa”: no resort Be Live Experience. Em Varadero os resorts estão à beira das praias mas o acesso à areia é livre e franqueado: a única diferença é que, se você não está hospedado no hotel, paga pelo uso das espreguiçadeiras e pela bebida que consumir. Como havia chovido pela manhã o mar estava mais mexido e com muitas algas, mas a praia continua sendo belíssima. Desta vez demos sorte no almoço: um pequeno e charmoso restaurante na Calle 47 com um ótimo camarão empanado e um serviço muito atencioso. Detalhe curioso é que, pela primeira vez em Cuba, encontramos um local que vendesse Coca Cola (ainda que embalada no México). 18º dia – 19/01 Varadero é realmente o “Recreio dos Bandeirantes” de Cuba: sofisticado e americanizado, mas também tem seu lado bucólico – várias casas por aqui criam galinhas, e de madrugada escutamos o galo cantar (nem me lembro mais quando foi a última vez que escutei galo cantar no Rio). Após o desayuno, saímos para ir à Cueva del Saturno, uma gruta com água doce e formações rochosas submersas. Combinamos com o taxista de pagar 40 CUCs e ele nos aguardar lá para a volta, pois a gruta fica praticamente fora de Varadero, na divisa com Matanzas a cerca de 20 km do centro de Varadero. O lugar é lindíssimo: a gruta fica 20m abaixo do nível do mar e tem profundidade embaixo da água doce (absolutamente cristalina) que varia de 1m a 22m. A entrada para a Cueva del Saturno custa 5 CUCs, e por mais 1 CUC aluga colete salva-vidas opcional – pra quem não é exímio nadador (como nós) é absolutamente recomendável. O local não tem snorkel para alugar; quem curte mergulhar vale a pena levar pelo menos os óculos de mergulho. Eu não senti falta: a água é tão cristalina e transparente que flutuando no meio da gruta dá perfeitamente pra ver o fundo 22m abaixo – a sensação é que está voando por sobre um abismo rochoso. Dali voltamos à praia e decidimos fazer o passeio de catamaran pelas águas de Varadero: 30 CUCs por 1 hora para duas pessoas. Hoje o sol estava totalmente aberto e o mar bastante calmo, então pudemos aproveitar ao máximo o passeio. Mergulhar nas águas azuis do Caribe a alguns quilômetros da praia foi especial, e o passeio todo é muito bonito. Na hora que bateu a fome, fomos ao restaurante mais próximo de onde estávamos: La Bodeguita Del Medio de Varadero. Um camarão ao ajillo muito bom, ótimos sucos naturais de abacaxi e melancia e, pra fechar, um delicioso mojito. Agora que já tomei mojito por todos os lugares onde estive em Cuba, posso garantir que Hemingway tinha toda a razão: o melhor mojito de Cuba é em La Bodeguita Del Medio. Mais praia até quase o fim da tarde, um descanso e o lanche da noite: ótimos e enormes hambuguers (“hamburguesas” em espanhol) no simpático snack bar Vernissage, ao lado de “casa”. Aqui também encontramos Coca Cola mexicana; cubanos mais ortodoxos costumam dizer que “Varadero no es Cuba” – pelo jeito não deve ser mesmo, pois “l’áqua nera del imperialismo ianque” não se acha em nenhum outro lugar de La Isla. 19º dia – 20/01 Nosso dia de despedida de Varadero: desayuno cubano, deixar as malas arrumadas na casa, liberar o quarto para os próximos hóspedes – e passear até o horário do ônibus de volta para Havana. Resolvemos pegar o bustour e fazer o passeio turístico por Varadero. Definitivamente, “Varadero nos es Cuba”: a parte em que nos hospedamos (os primeiros quilômetros mais ao sul da restinga) são o Recreio dos Bandeirantes carioca; já a parte dos maiores resorts, mais ao norte até a ponta, é uma Cancun. As praias são belíssimas e os resorts superluxuosos, nada a ver com a Isla que conhecemos e passamos a amar tanto. Fizemos algumas compras no centro comercial mais badalado da área dos resorts e, na volta, decidimos almoçar no Casa de Al: estava um belo dia de sol, daria para almoçar na varanda com vista para o mar. O único pequeno contratempo foi que saltamos do bustour e, pela indicação que nos deram, seriam 5 quadras mais à frente – mas eram mais de 10 quadras, foi uma caminhada grande. Mas compensadora: o camarão continuava delicioso, agora curtimos a vista para o mar deslumbrante e ainda tivemos música ao vivo com um ótimo grupo musical que ainda atendeu a nossos pedidos de tocar “Hasta Siempre, Comandante”, “Guantanamera” e “Iolanda”. Dali foi pegar um táxi, descansar um pouco e pegar o ônibus da Via Azul pra Havana – desta ver um carro bem melhor, mais moderno e confortável. Em 3 horas estávamos em La Habana, de volta à casa da mesma maravilhosa família que nos acolheu no início da viagem. 20º dia – 21/01 No primeiro dia de manhã de volta à Havana, fomos visitar nossos novos amigos cubanos Luis Caballero e Isabel Suarez e encontramos com a companheira Maria Leite, brasileira velha amiga do casal e grande amiga de Cuba. Queríamos ir ao Museu da Alfabetização mas descobrimos que estava fechado porque funciona dentro de uma instituição escolar. Por uma daquelas ótimas coincidências do destino, Maria já tinha agendado de ir ao Museu da Alfabetização no dia seguinte – combinamos de ir juntos. Dali fomos a pé até o Mercado San José, grande concentração de lojas de artesanato e lembranças – mais uma dica errada de distância: nos disseram que ficava na Avenida do Porto 5 quarteirões depois da esquina com Obispo, mas na verdade são mais de 10 quadras de distância. Fizemos algumas compras e voltamos para almoçar. À noite combinamos com os amigos Maria, Isabel e Luís de jantar no restaurante Deliriu’s: MARAVILHOSO! Lindíssimo, ambiente chique, ótima comida e preços não extorsivos – e ainda fomos brindados com uma espetacular apresentação de jovens cantores líricos. Esse restaurante eu recomendo MUITO. 21º dia – 22/01 Encontramos com a companheira Maria Isabel e fomos visitar o Museu da Alfabetização. Nos recebe na porta do museu uma senhorinha meio aborrecida porque estava faltando luz, vestida de jeito super simples: camiseta, calça tipo leggin e sandália de dedo – era a Diretora do Museu, Doutora em Educação. Conseguimos convencê-la a nos mostrar o Museu mesmo sem luz, só com a iluminação natural das janelas, pois íamos viajar no dia seguinte – e foi a visita mais emocionante que fizemos. O relato de um país pobre que mobilizou dezenas de milhares de voluntários e em um ano de campanha erradicou o analfabetismo é uma coisa impressionante - especialmente quando ficamos sabendo que 40 voluntários de alfabetização morreram durante a campanha, 11 ASSASSINADOS PELOS CONTRARREVOLUCIONÁRIOS ORGANIZADOS E FINANCIADOS PELA CIA (o primeiro “mártir” da alfabetização deu nome às Brigadas do Exército de Alfabetizadores: Brigadas Conrado Benitez). Não dá pra reproduzir aqui mais de 1 hora de palestra da Dra Luisa, mas dá pra comentar um pouco sobre três coisas: 1) no ato de comemoração do fim da campanha e da declaração da erradicação do analfabetismo em Cuba, os destacamentos dos “exércitos de alfabetizadores” (todos voluntários) exibiam faixas dizendo : Fidel, diga-nos agora o que fazer” (pois AQUELA “missão dada” já era “missão cumprida”). Fidel respondeu no ato: ESTUDEM! O programa de alfabetização passou a charmar-se “Sim, nós podemos” e foi “exportado” para vários países e regiões ( Dra Luísa nos relatou a experiência dela como monitora do repasse do programa em um Estado do México); a continuação dos estudos passou a ser chamada “Sim, nós podemos prosseguir”; 2) a “exportação” do programa “Sim, Nós Podemos” sempre respeitou as peculiaridades locais de cada país; por exemplo, no Haiti a alfabetização foi em criollo e não em francês; na Bolívia, além do espanhol, também em quíchua e almanara (as duas maiores línguas indígenas de lá); 3) o Museu da Alfabetização é situado em uma enorme área que na ditadura de Batista era o maior quartel militar, o Quartel Colônia – e tinha inclusive uma residência oficial do tirano. Na revolução o quartel foi transformado em escola: as residências dos soldados e oficiais foram transformadas em escolas, e hoje lá existe desde escola primária até a Faculdade de Pedagogia. À tarde demos mais uma descansada e arrumamos as malas, porque na manhã do dia seguinte já era hora de embarcar de volta ao Brasil. Mas não pudemos deixar de retribuir toda a hospitalidade e carinho da maravilhosa família que nos acolheu em Havana: convidamo-nos para jantar conosco novamente no Deliriu’s – e novamente a qualidade da comida, o requinte e beleza do local e o preço justo tornaram a noite muito agradável. O dia seguinte foi de dizer “Até breve, Cuba”: amamos esta Ilha e voltaremos muitas vezes, com toda a certeza!
  2. Ola ! Passei 2 semanas incríveis em Cuba. Todas as informações necessárias sobre Cuba, roteiros e dicas, encontrei aqui no site 2 dias antes de embarcar. Dessa forma vou colocar apenas alguns pontos atualizados que podem ser úteis. Viajei entre Jan/Fev 2016, gastando uma média de US$ 52,00 por dia incluindo hospedagem. 10 Fatos sobre Cuba do meu ponto de vista 1 - Internet. Acesso a internet é bem complicado. Os cubanos precisam ir até a central de telefonia pela manhã e adquirir cartões com código de acesso que dão direito de 1h a 3hs, depois procurar por um sinal de wifi. Turistas precisam procurar nos hoteis de luxo o cartão de acesso, quando encontra paga cerca de US$ 6 por 1h de acesso. Outra opção é ir até a Etelco, enfrentar uma fila enorme e comprar o cartão por US$ 2 por 1h de acesso. maioria dos sites .com são bloqueados, emails muitas vezes não é possivel enviar, apenas receber e skype é bloqueado. Algumas hoteis do tipo Casa Particular colocam em seus cartões "wifi" mas é apenas o sinal e não acesso gratis. 2 - 4 canais de tv estatais. Novelas brasileiras fazem muito sucesso. Sempre me perguntavam se o personagem principal da novela Império morria no final. 3 - Praticamente não existe carne de vaca. Matar uma vaca da 20 anos de cadeia. Matar um cubano da 7 anos. Isso é motivo de muitas piadas entre os cubanos. 4 - Muitos carros só tem limpador do lado do motorista, pois encontrar peças de reposição e difícil e caro. 5 - Andando pelas ruas é inevitável te parem para perguntar a hora e em seguida perguntar de onde é, logo te oferecerem algo, como charuto, run, taxi, serviço de guia, etc. Muitas vezes comecei a conversar com essas pessoas pelas ruas e pelo fato de gostarem de conversar, se animam tanto pela conversa que até esquecem o que estavam te oferecendo. 6 - As vezes te pedem: sabonete, pasta de dente, papel higienico, a camiseta que você está usando caso seja de uma marca americana, etc. Pediram até meu iPhone de presente. Mas tudo muito sutil e forma humilde. 7 - Para o cubano todo turista é rico. Eles não conseguem entender o porque você quer viajar da maneira mais economica possivel. 8 - Em Cuba o turista é rei. Existem duras leis criminais aos cubanos caso furtem, roubem, etc algum estrangeiro. O governo e a policia protegem o tempo todo os turistas já que o país depende praticamente do turismo. Andar por Cuba é muito seguro, não importa a região. 9 - JINITEROS:são uns caras que ficam te abordando o tempo todo para te oferecer taxi, charuto, run e passeios. Descobri depois de alguns dias que a melhor forma de se livrar deles é dizer que ja comprou um caixa com 25 charutos por 35 CUCs e ja comprou RUM e que não tem mais espaço na mala. Depois disso vão querer te levar para almocar em um restaurante PALADAR, dependendo do horário, diga que ainda está muito cedo pra almoçar ou, que já almoçou. Nos últimos dias de viagem funcionou bem 10 - A maior preciosidade de Cuba são os cubanos. É um povo muito humilde, gentil e feliz. Alem disso adoram conversar e contar sobre suas vidas em Cuba. Agora sim... 10 DICAS SOBRE CUBA: 1) VISTO E SEGURO SAÚDE: ​- Como moro em São Paulo, fui pessoalmente até o Consulado de Cuba que fica em Perdizes, próximo a estação do metro. No site diz que é necessário cópia da passagem área, comprovante de seguro saúde e hospedagem, tudo impresso. Levei tudo de acordo, porem a atendente no consulado não olhou nada. Pegou apenas o passaporte para scanear e paguei a taxa de R$52,00 em dinheiro. Mas pelo que vi, é possível pagar a taxa de visto no balcão da Copa Airlines no Panama. Seguro de saúde fiz pela Assist Card via Site deles que estava um melhor preço. 2) DINHEIRO/CÂMBIO: Tive um certo problema com dinheiro, pois acreditava que conseguiria pagar alguma coisa com meu cartão Mastercard. Ledo engano, não encontrei nenhum lugar que aceitasse qualquer tipo de cartão. Me explicaram em Havana que é possível sacar em alguns bancos na boca do caixa, usando cartão Visa. Então tive que me reprogramar com o dinheiro que tinha no bolso. Conheci alguns estrangeiros que tiveram que antecipar a volta ao seus países de origem pelo mesmo problema. Portanto leve dinheiro em espécie com sobra de emergência. Cuidado para não confundir cédulas de moeda nacional e peso cubano (cucs) 3) IMIGRAÇÃO Não me perguntaram nada, nem pediram nenhum documento além do passaporte. Para sair do país, não é necessário mais pagar taxa de Saida. 4) AEROPORTO: Aeroporto de Havana: Essa não é uma dica e sim apenas umas constatação. Os funcionários do aeroporto são muito mal humorados. Tenha muita paciência ao esperar por sua mala pois eles tem apenas 2 tratores de carga de bagagem e nem um pouco de pressa em trabalhar. O normal é demorar pelo menos 1h para que se iniciem a entrega das primeiras malas. Depois a cada 20min outra remessa de malas na esteira. 5) TÁXI: ​Tentei pegar um ônibus coletivo para o centro, mas não é possível. Primeiro porque ninguém te da informação, segundo porque vi que não vale a pena, já que é necessário pegar um taxi para ir para o terminal Nacional e de la pegar um ônibus que demora 1h até o centro de Havana. Finalmente, não pague mais que 20cucs por uma corrida até o centro de Havana. 6) TRANSPORTE: Transporte: Sempre que você pergunta como chegar em determinado lugar vão te dizer para pegar um taxi e que não existe onibus. É preciso um pouco de paciência, perguntar por opções, perguntar para outras pessoas até conseguir a informação que você necessita. Via Azul: praticamente a única empresa de onibus de viagem no país, ja que a outra é exclusiva para cubanos. Para ir ao terminal via Azul em Havana você pode utilizar a linha 27 que passa pelo Capitolio, Parque Central, Vedado, etc. Custa alguns centavos em MN. Não importa quando você der, dificilmente o motorista te dará troco, o que nesse caso são valores insignificantes. 7) SAÚDE: Evite qualquer comida de rua e os deliciosos sucos que são vendidos nas portas das casa. A origem da agua utilizada é duvidosa. Melhor não arriscar e optar por agua mineral, refrigerante ou cerveja. 8.) SEGURANÇA: Andar por Cuba é super seguro, seja dia ou noite. A policia e o governo protegem muito a todos os turistas. Existem guardas a paisana e muitas câmeras. Para quem é brasileiro e já está acostumado com as dicas de segurança em viagem, não tem muito com o que se preocupar. 9) INTERNET: Em Cuba aprenda a sobreviver sem, viva como nos anos 90, offline. Leve impresso o máximo de informação possível, me faz falta por exemplo os horários de saídas e destinos da VIAZUL. No meu caso conseguir baixar uma mapa offiline das cidades de cuba no meu celular e me ajudou muito. Algumas vezes me fez falta um pequeno dicionário de bolso. Resumido, pequenas dúvidas e consultas que fazemos rapidamente em nossos smartphones não serão possíveis em Cuba (por enquanto). 10) HOSPEDAGEM/TURISMO: Do meu ponto de vista percebi que só existem dois tipos de turismo em Cuba. Turismo de luxo onde você ja contrata o translado do aeroporto para o hotel. Hotel 4* ou 5*, resorts all inclusive, taxi com ar condicionado, etc. Ou turismo mulambo, andando de ônibus coletivo, taxi compartilhardo e se hospedando nas casas particulares que são super simples. Não existe meio termo no qual estamos acostumados no Brasil ou outros países. Portando escolha o seu estilo e se prepare (o bolso ou a aventura). Quem tiver qualquer dúvida é só postar que terei prazer em ajudar ! Abs,
  3. Mochileiras e mochileiros, estive em Cuba por 16 dias em outubro/novembro de 2017 e retorno aqui com algumas informações e dicas dos locais por onde passei. Meu objetivo inicial era passar uns 20 dias e ir até Baracoa, mas veio o furacão Irma, alguns cayos foram fechados, surgiu a insegurança de como estaria Cuba.. E resolvi diminuir meus dias e também o roteiro. No final o roteiro realizado (e que foi sendo feito durante a própria viagem) foi: 19/10 – Rio – Havana 20/10 – Havana 21/10 – Havana 22/10 – Havana 23/10 – Havana – Vinãles 24/10 – Vinãles 25/10 – Vinãles – Trinidad 26/10 – Trinidad 27/10 – Trinidad 28/10 – Trinidad 29/10 – Trinidad – Varadero 30/10 – Varadero 31/10 – Varadero 01/11 – Varadero – Havana 02/11 – Havana 03/11 – Havana – Rio Transporte Fui para Cuba pela Copa, com parada no Panamá, tanto na ida quanto na volta. Escolhi a Copa, pois eram as escalas mais curtas, 1h e meia na ida, 47 minutos na volta. Paguei aproximadamente R$2.380,00. Para me deslocar pelas cidades usei tanto a Via Azul quanto taxi coletivo. Dentro de Havana utilizei o ônibus comum e as “maquinas”. Explico melhor no relato como, onde e o valor dos transportes utilizados em Cuba. Tarjeta Turística (visto) Comprei no aeroporto, na hora do check in. Antes eu já tinha feito contato com a Cia aérea e me informaram que era só comprar, por 20 dólares, no próprio aeroporto aqui no Rio de Janeiro. Moeda Levei euro e nos 16 dias gastei um total de 780 euros. Realizei a troca de moeda no aeroporto, em Trinidad e, no fim da viagem, em Havana, diferença mínima de valores. Não entendo miuto de cambio, vou colocar aqui a informação que consta no comprovante de cambio do valor da troca Euro – CUC. Valor no aeroporto, na casa de cambio na área externa do aeroporto – 1,138 Valor em Trinidad, casa de cambio perto da praça onde tem a câmara de vereadores – 1,126 Valor em Havana, na calle Obispo – 1,130 Irei falar sobre os gastos durante o relato. Seguro saúde e vacina contra febre amarela O seguro eu não fiz e não foi pedido em nenhum momento. Acabei tendo um problema odontológico durante a viagem e fui a uma policlínica em Vinãles, onde fui atendida muito bem e paguei em CUC os custos da consulta e do procedimento realizado, além de apresentar o passaporte para preenchimento de alguns papéis. A carteira de vacina internacional com comprovante da febre amarela foi solicitada no aeroporto. Façam! Segurança Realmente Cuba é um país muito seguro, andei sozinha pelas ruas em diferente horários e me senti segura a todo momento. A única parte bem ruim é que os cubanos são extremamente machistas e nos cantam a todo o momento Hospedagem Eu fiquei em casa particular, o que acho a melhor opção, além do valor ser menor, vc convive com os cubanos. Tive uma dificuldade em me comunicar por e-mail com as casas, tive o auxílio de uma cubana, Irina, que fez contato comigo aqui no mochileiros. Quem quiser maiores informações só me chamar no privado que explico melhor como foi essa questão da hospedagem. Política e Revolução Não vou comentar muito sobre, pois não é o objetivo do site. Mas os cubanos são muito abertos a conversar sobre política e opinar sobre o regime cubano. A segurança, saúde e educação são o grande orgulho do país, com toda razão. Há também algumas críticas, mas isso acho que vale a pena ir, conversar e tirar sua própria conclusão. Cuba foi uma grata surpresa. Visitem!
  4. Em maio de 2017, eu e uma amiga viajamos 22 dias pela Ilha. Fomos para Havana (03 noites), Varadero (04 noites), Santa Clara (02 noites), Santiago (02 noites), Trinidad (02 noites), Ciefuegos (02 noites), Viñales (02 noites) e, por fim, voltamos para Havana (04 noites). Fotos: https://www.instagram.com/despacito_en_cuba/?hl=pt-br Curso de Espanhol: da próxima vez que for à Cuba, quero fazer duas semanas de aula na Universidade de Havana. Eles tem cursos de espanhol e de cultura cubana para estrangeiros: http://www.uh.cu/cursos-de-espanol Hospedagem: Ficamos em casas de família (+- 20 CUC/noite/quarto). Saímos do Brasil com quase tudo reservado. Grande erro. Em baixa temporada, é possível encontrar boas casas sem reservar antecipadamente e negociar o preço. https://www.mycasaparticular.com https://www.airbnb.com.br/ Alimento: Na maior parte da viagem, comemos em restaurantes populares, pagando em moeda nacional (+- 2CUC/noite/prato). Seguro viagem: Fizemos um aqui no Brasil e não nos foi solicitado em momento algum, porém, uma amiga precisou se internar no hospital por uma crise de bronquite e foi necessário para cobrir os gastos (sim, os hospitais, para os cubanos, não é pago, mas nós não contribuímos com o sistema e precisamos pagar pelos serviços). 1. HAVANA Em trinta de abril, chegamos à Havana para participar, no dia seguinte, do 01º de mayo. Milhares de cubanos nas ruas. Caminhamos em paz, sem a polícia nos amedrontando com seus carros e cavalos a empurrar os manifestantes e sem suas armas em punho apontadas para a multidão. Trabalhadores, crianças e estrangeiros com cartazes repletos de mensagens pedindo o fim do bloqueio, exaltando seus líderes e suas conquistas revolucionárias. Ficamos em casas de família e isso nos indaga até hoje. Como conviver com o fato de pagarmos 20 CUCs por noite quando o salário médio é de 18CUCs? Ouvimos que o governo pretende regulamentar a hospedagem particular para evitar que se crie uma grande disparidade social, o que tem ocorrido muito com as atividades ligadas ao turismo. Os cubanos são especiais. Todos querem conversar, sem pressa, sem o tempo do capital que nos isola e nos escraviza. São abertos, curiosos, adoram ouvir, falar sobre suas vidas e sobre a história de seu país. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. Saudade das cores, da vida pulsante nas ruas, da música que se ouve em cada esquina.... Em todos os prédios há placas em homenagem aos mortos que lutaram pela Independência e pela Revolução e até as notas de CUPs são estampadas com seus heróis. Todos sabem dizer quem são e o que fizeram pelo país. PASSEIOS Caminhar sem destino por Havana Vieja é viajar no tempo e sentir o paradoxo que Cuba nos traz o tempo todo. MUSEUS Visite os museus todos (o de Bellas Artes, o da Revolução, da África...) e converse, pergunte, questione. Os cubanos adoram conversar, contar sobre suas vidas, suas histórias. Conversar é uma ótima chance de entender o que foi a Revolução e como é o dia-a-dia das pessoas. Em geral, quem tem contato direto com o turista tende a apresentar uma realidade diferente das pessoas que estão fora deste circuito. MÚSICA Infelizmente, em maio a FAC (fábrica de arte cubana) estava fechada. Verifiquem se estará aberta quando forem, dizem que é maravilhosa!!!!! Vá ao Bodeguita del Medio e, se puder, conheça o músico Alessandro. Pessoa doce e inteligente. Diga que brasileiras nipônicas mandaram abraços. Dance e ouça son pelas vielas de Havana Vieja. Num bar pequeno (se não me engano, o The Tavern), descobrimos a banda "Andy´s son". Simpáticos e talentosos. Ouça jazz no La Zorra y El Cuervo e, por sorte, também, descobrimos em um restaurante bem pequeno, no meio de Havana Vieja um trio de mulheres tocando jazz. Lindo! No primeiro dia de viagem, acabamos caindo na conversa de uma cubana que nos disse que haveria um show com alguns integrantes do Buena Vista em comemoração ao Primeiro de Maio. Fomos e o show, apesar de muito bom mesmo sem os integrantes do grupo, foi bem turistão, num prédio antigo super bonito: Sociedad Cultural Rosalia de Castro. FREE WALKING TOUR No último dia do retorno à Havana, fizemos o walking tour pro fechamento da viagem. Recomendo. Os meninos são bem preparados e é muito interessante acompanhar os europeus e americanos descobrindo o que foi a Revolução. LIVRARIAS Havana tem muitas livrarias e uma feirinha incrível de livros, discos e bottoms históricos perto da Plaza de Armas. Dicas: livros de fotografias são bem mais baratos que no Brasil. VARADERO Fomos para Varadero. Reservamos um apartamento, bem longe dos resorts, num bairro residencial, sem a loucura do turismo. Foi uma das nossas melhores escolhas. Lá, pensei que havia perdido meu passaporte, o que me fez passar um dia na delegacia e conhecer seu funcionamento. A cidade toda se pôs a nos ajudar, os vizinhos abriam suas casas para conversarmos e tomarmos café, saíam pelas ruas a procurar o documento e, quando passávamos, queriam saber se já o havia encontrado. DANÇA Em Varadero, saíamos para dançar. Fomos as três noites à Calle 62. Um palco ao ar livre em que uma banda toca ao vivo. Turistas e cubanos se misturam e dançam a noite toda! Não fomos à Casa de La Música, pois é uma casa fechada, estilo balada. COMO CHEGAR Fomos de táxi compartido de Havana (20 CUCs por pessoa). SANTA CLARA Visitamos, na cidade, a Federação de Mulheres Cubanas. Lá, conhecemos o trabalho da Vilma Espín, esposa de Raul, que lutou na Sierra e coordenou a implementação dos direitos das mulheres durante a Revolução. Hoje, seu trabalho é continuado por sua filha Mariela, que milita junto à comunidade LGBT de Cuba. Aprendemos sobre as creches e escolas cubanas, sobre a licença maternidade, que, também, pode ser estendida aos avós ou ao pai. MARAVILHOSAS! Conhecemos uma farmacêutica que havia participado de uma missão na Venezuela e nos contou suas impressões e o quão importante é conhecer os rincões de miséria do mundo para que as gerações atuais vejam Cuba e entendam seu sistema. Isso nos foi falado por mais de uma pessoa e, perplexas, ouvimos caladas sobre como foi a recepção brasileira aos médicos cubanos. Há uma escola em Santa Clara em que são ensinados idiomas para os trabalhadores. Conhecemos o Professor Mário, que dá aulas de português. Simpático e curioso. Se puderem, vão até lá e assistam uma aula. HOSPEDAGEM Reservamos uma casa pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/15561338 Os proprietários desta casa são um engenheiro e uma médica. O casal tem uma visão diferente sobre o socialismo. Ele, engenheiro, e quem cuida do turista, é contra o regime. Ela, médica e professora, a favor. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul, de Varadero (+- 200km - 3 horas de viagem). PASSEIOS - Memorial e Museu do Che: imperdíveis. Há uma livraria na entrada, com muitos livros sobre a revolução. Quando fomos, tive uma conversa de longa e imprescindível com o vendedor, que me falou sobre seu dia-a-dia, sobre o funcionamento dos CDRs e da Federação de Mulheres Cubanas, contou-me sobre as eleições e seu cotidiano. (http://www.parlamentocubano.cu/index.php/x-cuba-aplicacion-movil-para-android/) Nossa lógica de candidaturas políticas pelo marketing é completamente absurda para eles, que tem representantes de bairros, zonais, distritais... - Monumento à Tomada do Trem Blindado - Estátua do Che y el niño e Loma del Capiro Vale a pena ir à Loma del Capiro e estudar sobre o monumento. Quando fomos, o pintor Michael estava por lá e nos contou a história da tomada da Loma, seu significado e batemos um papo sobre Brasil, Rússia, Cuba... SANTIAGO DE CUBA HOSPEDAGEM Reservamos uma pelo airb&b: https://www.airbnb.com.br/rooms/8591172 Casa grande, arejada e localização boa. COMO CHEGAR Fomos de ônibus, Via Azul. A viagem de Santa Clara a Santiago é longuíssima. Quase 12 horas!!!! Se puderem, façam uma parada em alguma cidade intermediária. ONDE COMER Em todas as cidades procuramos comer nos locais mais populares e frequentados por cubanos, gastando, no máximo, 2 CUCs. Aqui em Santiago, decidimos almoçar em um restaurante de frutos do mar e não nos arrependemos! Recomendo o Thoms Yadira Restaurant. MARAVILHOSO e o preço não é caro! https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g147273-d12507816-Reviews-Thoms_Yadira_Restaurant-Santiago_de_Cuba_Santiago_de_Cuba_Province_Cuba.html PASSEIOS - Cemitério Santa Ifigênia: onde estão enterrados Fidel, José Martí e os combatentes do Quartel Moncada. - Centro Histórico de Santiago - Plaza del Céspedes - Museu Bacardi - Casa Diego Velazquez - Catedral Nossa Senhora da Assunção - Museus Fomos ao museu do Carnaval, ao Museu Bacardi e ao Museu da Luta Clandestina. Valem a peNa a visita e solicitem sempre um guia! Se tiverem sorte, haverá músicos no museu do Carnaval fazendo um som! - Cuartel Moncada y Hospital Militar Em Santiago, não se pode deixar de visitar o Hospital Militar e, ao seu lado, o Cuartel Moncada, cuja tomada deu início à Revolução de 1959. - Livrarias e Galerias de Arte Infelizmente, a livraria Escalera estava fechada nos dos dias em que estivemos em Santiago. Dizem que é linda, com as paredes repletas de livros e cheia de raridades. Nas nossas andanças pela cidade, conhecemos uma galeria de arte, bem próxima ao Museu do Carnaval. As obras de "Ache" estão lá expostas e contam as histórias de Alejo Carpentier. Vale a pena a visita e a conversa! Em todas as cidades que visitamos fizemos as visitas nos museus com guias, que são preparadíssimos. Antropólogos, historiadores e profundos conhecedores do seu país e da sua arte, cujo trabalho é valorizado pelo Estado e pela sociedade. Voltamos com muitas cartas para escrever e com a vontade de voltar. TRINIDAD COMO IR Santiago a Trinidad, fomos de Via Azul, durante a madrugada. Viagem longa. 10 horas, aproximadamente. PASSEIOS Trinidad é um charme! Ruas de pedra e construções coloridas, bem conservadas. Galerias de arte por todo canto e muita música. Se derem sorte, poderão ver os artistas pintando em seus ateliês. MUSEUS Na Plaza Mayor estão localizados diversos museus: - Museu Romântico: Antigo palacete, onde é possível ver afrescos originais e móveis da época. - Museu de Arqueologia: Objetos de pedra, cerâmica e ferro narram a história de Cuba. Vale a pena bater um papo com a diretora do local sobre a Revolução e o que esta modificou na estrutura social de Cuba, principalmente, em relação aos negros! - Casa de Rafael Ortiz Exposição de artes e uma vista maravilhosa da cidade. - Torre da Igreja de San Francisco Bela vista da cidade. - Museu da Lucha contra Bandidos Um pouco mais sobre a história de Cuba e as inúmeras tentativas americanas de colonizar a Ilha. MÚSICA Por todo lugar, ouve-se música. Afrocuban jazz, rumba, son, salsa. Fomos a um restaurante pequeno, numa rua qualquer, e lá ouvimos bossa nova! Há, também, o Palenque de los Congos Reales, que, no dia, assistimos a uma apresentação de música tradicional cubana. E, à noite, dançamos salsa e ouvimos uma banda ao vivo nas escadarias da Casa de la Musica. Trinidad é uma delícia de cidade. Gostaríamos de ter ficado mais tempo! CIENFUEGOS Em Cienfuegos, visitamos o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Tivemos uma sorte enorme de conhecermos Miriam, uma mulher incrível, poeta e que leu um poema escrito por ela em homenagem a Che Guevara para Chávez. Cienfuegos foi a cidade dos encontros. Nos hospedamos na casa de duas professoras aposentadas fofíssimas! Milhares de livros sobre a Revolução e móveis que pertenceram aos seus bisavós! Entusiastas e conscientes das mudanças sofridas em Cuba. Em sua casa, diversas homenagens pela participação ativa na formação de crianças e na atuação nos CDRs em prol da construção de uma sociedade melhor. ONDE FICAR RECOMENDADÍSSIMAS: https://www.airbnb.com.br/rooms/16749933 Esta é a casa de Gladys e Miriam: COMO CHEGAR Fomos de táxi compartilhado. A viagem de Trinidad a Cienfuegos é curta, porém, se decidirem ir de ônibus, comprem os tickets assim que chegarem!!!! As passagens esgotam rapidamente. PASSEIOS Fomos para a cidade no feriado do dia das mães, logo, pegamos a cidade vazia e tudo estava fechado. Caminhamos pelo centro, visitamos os prédios e os museus, que nos decepcionaram bastante. As guias quase nada explicavam e, muitas vezes, fingiam que não havia visitantes. - Teatro Tomás Terry Infelizmente, o teatro não está bem conservado, porém, vale a visita. - Sorveteria Coppelia Tradicional sorveteria cubana e com ótimo preço (pago em CUP). - Caminhe pelo Malecón de Cienfuegos. Quase ao final, visite o Palácio do Valle, cuja arquitetura tem forte influência árabe e, de lá, assista ao pôr-do-sol. Belíssimo! Ao lado, há o Palácio de Cienfuegos, hotel onde ficou hospedado Hugo Chávez. Se tiverem sorte, serão recepcionados por Miriam, uma mulher incrível, poeta e que te contará como foi a recepção da comitiva venezuelana. - Punta Gorda A vista e o caminho até lá são bem bonitos, porém, nos decepcionamos com o lugar. Muito cheio e não nos pareceu que a água seja limpa. VIÑALES Dormimos duas noites em Viñales. Cidade com muito verde, casas coloridas, cavalos e céu espetacular. As fazendas, antes pertencentes a poucas famílias, com a Revolução, passaram a pertencer a pequenos agricultores após a Reforma Agrária. Vá até o mirante e, de lá, observe o sol se pondo atrás dos mongotes ouvindo os passarinhos. Infelizmente, não tivemos mais tempo para outros passeios. Porém, se tiverem, dizem que os Cayos são lindos, assim como alugar uma bike e ir para as cavernas! MÚSICA Pague dois CUCs e vá dançar na Casa de La Música. Cuba nos deixou com o sonho de que, sim, podemos viver em um país em que o tempo de vida é determinado por aquilo que nos dá prazer, pelo conhecimento do outro, pelo tempo do estar junto e de se formar como ser humano, pensante, musical, culto e altruísta. O povo cubano é consciente do que vive. Nos davam aulas de história sobre seu povo, sobre o orgulho de terem sempre lutado, por sua independência, pela Revolução e pela manutenção desta. Logo que chegamos, havia em todas as ruas papéis convocando a população para a Assembléia de Prestação de Contas dos CDRs. A questão do regime é controversa. A impressão que tivemos foi a de que muitos dos que vivem em contato com o turista já não são mais a favor do socialismo, talvez, por pensar que, caso implementado o capitalismo, seriam como essa porcentagem mínima que consegue ter a grana necessária para viajar e ter acesso a bens de consumo, já que a miséria do capital não chega até eles. A maior parte das pessoas que conversamos fora do roteiro turístico é a favor do regime e consciente das conquistas deste. Cuba nos mostrou o quão desumano é ser criado sob o capitalismo. Vivenciamos e nos percebemos formadas sob a cultura do medo em oposição à beleza e à liberdade da vida cubana, que não tem medo do outro, que ocupa suas ruas e cria suas crianças livres. Que as escolhas profissionais podem e devem ser feitas por prazer, por aptidão. Hoje, voltamos (e vivenciamos) com a certeza de que a formação do homem sob o socialismo o torna mais humano, mais solidário e empático. Viva Cuba! Dicas finais: - Cuba toda é muito segura! - CONVERSEM! Conversem com todas as pessoas que puderem. Desde os proprietários das casas, os garçons, os guias dos museus, as pessoas que sentam ao seu lado nas praças, com os taxistas. Os cubanos, em geral, são abertos, curiosos e adoram ouvir e falar sobre suas vidas. Voltamos encantadas e com uma saudade incontrolável. - alugamos uma bicicleta pra nos locomover de Havana Vieja a Miraflores. Conhecemos muitas ruas e bairros diferentes. Foi intenso, diferente, porém, os habaneros não estão acostumados com ciclistas. - negocie tudo! - ande com CUCs (pesos convertibles) e CUPs (moneda nacional). - se possível, leia todo os dias que estiver em Cuba os jornais. - procurem a Casa de la Musica da cidade. Em geral, a programação é ótima e os prédios, históricos e bem conservados.
  5. Olá, Compartilhamos o relato da viagem que eu e Pedrada fizemos a Cuba, com breve parada na Cidade do Panamá. Viajar para Cuba era um sonho antigo e a concretização desse sonho superou todas as expectativas! Procuramos conhecer os cubanos e saber como vivem e o que pensam da vida em Cuba. Fizemos um exercício diário e constante de “relativização”, diante dos paradoxos, surpresas e, claro, do questionamento de conceitos tidos como “óbvios” para a maioria de nós: "liberdade", "ser livre", "qualidade de vida", "direitos humanos, "democracia"...Saímos de lá com a certeza de que qualidade de vida é bem diferente de poder aquisitivo ou possibilidade de consumir supérfluos...Saúde e educação públicas e de qualidade, segurança, casa própria, são coisas muito caras na nossa “democracia capitalista”. Enfim, eis apenas algumas impressões, mas o nosso intuito não é debater política aqui e, sim, ajudar a quem também deseja conhecer Cuba, esse país incrível! Em anexo está um roteiro com dicas de lugares para conhecer, endereços, horários, valores e outras informações úteis. Ao final de cada dia estão os gastos – todos os valores são para duas pessoas. Qualquer dúvida, estamos à disposição. Roteiro-Dicas Cuba - Consolidado.doc *Gastos prévios: - Passagens Brasília – Havana – Brasília (Copa Airlines): R$ 3.984,34 - Táxi casa – aeroporto: R$ 35,00 - Tarjetas turista: R$ 70,00 (U$ 40,00) *Câmbio: Euro 1,00 = R$ 2,39 (incluindo as taxas do BB) US$ 1,00 = R$ 2,17 (incluindo as taxas) HAVANA (21 a 25/02) Dia 1 – 21/02 (terça): - Vôo da Copa Airlines: saída de Brasília, às 6hs40min, com breve conexão na Cidade do Panamá e chegada em Havana, às 14hs27min. - No aeroporto de Havana foi tudo tranquilo: alguns cães farejavam as bagagens que passavam pela esteira, passamos rapidamente pela imigração e nos cobraram somente os passaportes e as “tarjetas turista”. Há uma casa de câmbio no saguão e aproveitamos para trocar uma quantia de Euros por Pesos Convertíveis – CUC. Tomamos o táxi previamente contratado pela agência Cuba Accommodation. - Hospedagem: Casa Los Balcones de Isabel – Calle Consulado, 152 entre Colón y Trocadero, Centro. Pagamos CUC 30,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava CUC 4,00 e a janta custou entre CUC 10,00 e 12,00 (por pessoa). O apartamento fica no segundo andar de um prédio recém restaurado, é muito bonito e confortável, muito limpo, tem ótima localização (a duas quadras do Paseo del Prado, próximo ao Capitólio, Malecon e Museu da Revolução; está no Centro, mas a dois passos de Havana Velha), o café-da-manhã e a janta são muito bons, e a proprietária é muito gentil. O barulho da rua pode incomodar um pouco e, para quem tem sono leve, recomendamos levar um tampão de ouvido. Tem dois quartos disponíveis para alugar. Contatos - Tel.: (+53) 7860-1843 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com Isabel). - Primeiros passos em Havana: Paseo del Prado, Capitólio (está fechado para restauração), Parque Central, Calle Obispo, Plaza de Armas, Malecon... - Jantar no restaurante Lluvia de Oro, na Obispo: arroz, pescado, camarão ao molho, mojito e cerveja Bucanero. Comida razoável. *Dicas importantes: - Para entrar em Cuba é preciso apresentar a “tarjeta turista”, que pode ser comprada no guichê da empresa aérea e custa U$20,00. Compramos as nossas no momento de despachar as bagagens e pagamos em Reais. - O Seguro Saúde, a quem interessar ou se cobrarem na imigração, pode ser adquirido no aeroporto de Havana, por um custo de 2,50 CUC/dia. - Leve Euros para Cuba. Lá há duas moedas correntes: o CUC (peso convertível – equivalente ao valor do dólar) e o CUP (peso cubano) – 1 CUC equivale a 24 CUP. - A grande pedida é a hospedagem nas chamadas “casas particulares”: são casas de cubanos com licença para alugar quartos para turistas. Uma ótima maneira de conviver com os cubanos e conhecer um pouco da sua cultura - Fizemos a maioria das reservas nas casas particulares por meio da agência Cuba Accommodation. No site é possível ver fotos e descrições de casas em várias cidades de Cuba. Nosso contato era Alain Tamaio, sempre muito solícito: enviou voucher com as datas, valores, endereços e telefones das casas, e nos ajudou com outras dicas – http://www.cubaccommodation.com. E-mail do Alain: [email protected] - No http://www.tripadvisor.com.br também tem fotos e comentários sobre as casas particulares em Cuba. - Vale a pena comprar um mapa da cidade no Centro de Informações Turísticas, no início da Calle Obispo. - A melhor maneira de conhecer Havana é caminhando, então caminhe bastante! Havana, assim como as outras cidades que conhecemos em Cuba, é muito segura (aliás, o fato de não ser uma sociedade armada faz toda a diferença) :'> *Câmbio: 200,00 Euros = 254,35 CUC (ou 1,00 Euro = 1,27 CUC) *Gastos: - Táxi aeroporto – centro: CUC 30,00 - Mapa: CUC 2,00 - Água 5 l: CUC 2,90 - Janta + 1 mojito + 1 cerveja + gorjeta: CUC 17,00 Total do dia: CUC 51,90 Dia 2 – 22/02 (quarta): - Desayuno na Casa de Isabel: frutas, suco, café, leite, bolachas, manteiga e ovos mexidos (nos outros dias, também teve pão e iogurte). - Caminhada pela Paseo del Prado, bastante arborizada e rodeada de edifícios antigos, até o Malecon, ponto de encontro de cubanos, músicos, pescadores, turistas e os famosos “jineteros”. - Visita ao Museu da Revolução e Memorial Granma (Calle Refugio, 1 entre Monserrate y Zulueta): excelente dica para quem deseja conhecer a história da Revolução Cubana, da construção e consolidação do socialismo em Cuba. - Perto do museu está o Edifício Bacardi, com um mirante e belíssima vista para a cidade. - Tarde caminhando pelas ruas de Havana Velha: Obispo, O'Reilly, Mercaderes, Amargura, Brasil. - Visita à Casa del Água Tinaja, em frente à Plaza de Armas: o proprietário, Sr. Pedro Pablo, recebe a todos com um sorriso no rosto e um copo de água fresca (ou vários copos!). A água é armazenada em jarros de cerâmica e o Sr. Pedro Pablo mata a sede dos visitantes gratuitamente, fica a critério de cada um deixar sua contribuição. - Recorrida pelas belas praças de Havana Velha: Plaza de Armas, da Catedral, de São Francisco de Assis e Plaza Vieja. - De volta ao Malecón: o cenário é ainda mais bonito ao entardecer, excelente para caminhar e fotografar. - Jantar na casa de Isabel (combinado previamente): salada, arroz com feijão, abóbora cozida, frango e arroz doce para a sobremesa. *Dicas importantes: - Existem alguns pequenos “golpes”comuns em Havana, aplicados pelos famosos “jineteros” (ou “caça-turistas”), por exemplo: 1) três jovens e simpáticos cubanos perguntam de onde somos, falam coisas super bacanas sobre o Brasil, perguntam se gostamos de charutos ou se gostaríamos de levar charutos para presentear os amigos e nos convidam para conhecer uma “cooperativa” de produtores de tabaco, que supostamente vende o mais puro e autêntico tabaco cubano, pelo melhor preço...nos levam até uma espelunca qualquer e vendem qualquer coisa, menos tabaco puro...quase caímos! 2) no Malecon, dois jovens simpáticos se aproximam, puxam assunto, dizem que gostariam de saber mais sobre a cultura do seu país e falar um pouco sobre a vida em Cuba; depois dizem que o melhor mojito de Havana, o “autêntico”, é preparado logo ali, em frente ao prédio aonde a Omara Portuondo passou a infância...te convidam para apreciar o mojito e pedem para pagar mojitos para eles...nesse caímos... na verdade, não chega a ser um “golpe”, já que foram bastante honestos ao dizerem que iriamos ao local para tomar o mojito e também pagar um mojito para cada um deles...tudo bem, sem problemas...mas não precisava inventar esse papo de prédio da Omara Portuondo e melhor mojito de Havana... *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - 2 jantas: CUC 20,00 - Museu da Revolução + permissão para fotografar: CUC 14,00 - Mirante do Ed. Bacardi: CUC 2,00 - Casa del Agua Tinaja: CUC 2,00 - Mojitos: CUC 6,00 - Outros: CUC 7,20 Total do dia: CUC 89,20 Dia 3 – 23/02 (quinta): - Desayuno regado a um bom papo com dois simpáticos franceses que também estavam hospedados na casa de Isabel. - Caminhada até a Plaza de La Revolución, no Bairro Vedado (percurso longo). - No caminho, nos deparamos com o Paladar San Cristobal (Calle San Rafael, 469), resolvemos entrar e conhecemos os simpáticos Carlos, cozinheiro e proprietário, que morou muitos anos no Brasil, e Sílvio, o recepcionista. Gostamos do ambiente, das pessoas e reservamos a janta. - Plaza de La Revolución: interessante para contemplar os rostos de Che Guevara e Camilo Cienfugos estampados em dois grandes edifícios. Em frente à praça está o Memorial Jose Martí, mas não entramos. - Mais uma caminhada até Nuevo Vedado, onde está a agência e terminal de ônibus turístico Via Azul. A idéia era comprar passagens para Santa Clara, mas a atendente nos informou que todos os ônibus estavam lotados até o dia 26/02. - Fomos até a Calle 23, a principal avenida de Vedado. Ali está o Centro Cultural Fresa y Chocolate e o Instituto Cubano del Arte y la Industria Cinematográficos – ICAIC, além da famosa sorveteria Copélia. Logo adiante está o Hotel Habana Libre, edifício emblemático, pois funcionou como quartel general da Revolução, em janeiro de 1959, quando as tropas rebeldes entraram em Havana. - Visita ao Hotel Nacional de Cuba: belíssimo prédio, incrível vista para o Malecon, belo pátio, com confortáveis sofás, ideal para recarregar um pouco da energia gasta após a longa caminhada. - Táxi até o Castillo del Morro, do outro lado da baía, com belíssima vista para Havana. Ali funciona um museu, mas não entramos. E também acontece o “canhonaço”, todos os dias, às 21hs. - Jantar no Paladar San Cristobal: imperdível! Tudo perfeito: o atendimento, o lugar (ambientes decorados com móveis e objetos antigos, parece um antiquário), a comida, a atenção do dono. De cara, Carlos já nos ofereceu o “cubierto” (pães e manteiga) de cortesia. Depois, ainda mandou uma pequena porção de croquetes, baião de dois e, para finalizar, uma dose de run: tudo por conta da casa! Carlos nos convidou para conhecer a sua cozinha, que é impecável: limpa, organizada e muito bonita. Ficamos realmente encantados com o lugar e com o tratamento dado pelo dono e funcionários, recomendamos! *Dicas importantes: - Para quem pretende ir a Santa Clara pela Via Azul: compre as passagens com antecedência ou reserve para o dia e horário desejado (o melhor é pedir para os donos da casa ligarem e fazerem a reserva). Outra possibilidade é dividir um táxi com outros turistas, pode sair por um preço vantajoso (na frente da Via Azul há vários taxistas oferendo seus serviços e outros turistas estarão por lá à procura de passagens). Optamos por pedir ajuda a Isabel, dona da casa, que conseguiu um transfer particular até Santa Clara. - O San Cristóbal serve almoço e janta. Não perca a oportunidade de trocar uma idéia com Carlos e Sílvio, são gente finíssima! Para a janta é bom reservar: 860-1705 *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Sorvetes Copélia: CUC 3,00 - Água 500 ml: CUC 0,60 - Entradas Castillo del Morro: CUC 2,00 - Táxi Hotel Nacional – Castillo del Morro – casa: CUC 15,00 - Jantar no San Cristóbal (dois pratos + 1 guarnição + 2 cervejas + 1 mojito + gorjeta): CUC 31,00 Total do dia: CUC 89,60 Dia 4 – 24/02 (sexta): - Fomos ate a Real Fábrica de Tabacos Patargas, que fica logo atrás do Capitólio, e descobrimos que ficará fechada para restauração por três anos, somente a lojinha está funcionando. A produção de charutos foi transferida para outro local e quem deseja fazer uma visita guiada precisa pegar um táxi até lá (informações disponíveis na fábrica). - Logo atrás da Patargas está o Bairro Chino. - Passeio pelo Parque da Fraternidade, onde estão os bustos de vários libertadores de países das Américas. Em frente ficam vários carros antigos, charretes, coco-táxis e bici-táxis que circulam por ali. Para quem gosta de carros antigos, aí está um verdadeiro museu “a céu aberto”. - Caminhamos até a Estação Ferro-Carril e descobrimos que é possível ir de trem até Santa Clara, mas os trens não saem todos os dias. - Visita à Casa Natal de José Martí, bem próxima da estação (Calle Leonor Pérez, 314 entre Egido y Picota): muito simples, mas interessante, pois pudemos conhecer a história de José Martí. - Continuamos nossa caminhada por Havana Velha: na Calle Compostela com Jesus Maria está o Arco de Belém; na Calle Cuba está a entrada para o antigo Convento de Santa Clara; mais adiante está o Museu do Run, que também tem uma loja; de um lado do museu está o bar Havana Club e, do outro, o Dos Hermanos; em frente está a Capitania dos Portos e logo depois do Dos Hermanos está a Igreja Ortodoxa Russa. - Fomos até a Plaza San Francisco de Assis e encontramos uma cadeca para trocar alguns CUC por CUP – Pesos Cubanos. Com a moeda nacional aproveitamos para comprar pastéis recheados com goiabada (há muitos ambulantes vendendo pastéis, churros, croquetes, dentre outras coisas, tudo em Pesos Cubanos). - Na Plaza de Armas tem uma feira de livros e antiguidades que funciona diariamente: além de encontrar algumas relíquias, é ótimo para trocar idéias com os vendedores e aprender um pouco mais sobre a história de Cuba. - Chopp e “rumbia” no bar La Dichosa, na Calle Obispo. - Jantar na casa de Isabel, acompanhados dos amigos franceses: salada, arroz, feijão, inhame e lagosta! *Dicas importantes: - As casas de câmbio dos grandes hotéis trabalham apenas com Pesos Convertíveis – CUC. Para comprar Pesos Cubanos recomendamos a cadeca da Plaza San Francisco de Assis, pois as filas eram menores. - Vale muito a pena ter uma quantia de Pesos Cubanos e economizar bastante com alimentação: compramos pastéis, croquetes e deliciosas pizzas vendidas nas ruas ou em pequenos “quiosques” - Na Obispo, o que não falta são opções de bares com música ao vivo, muita rumbia e salsa da melhor qualidade *Câmbio: 500,00 Euros = 640,10 CUC (ou 1,00 Euro = 1,28 CUC) 5,00 CUC = 120,00 CUP (ou 1,00 CUC = 24,00 CUP) *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - 2 jantas: CUC 24,00 - Casa Natal de José Martí: CUC 3,00 - Visita ao vagão de trem presidencial: CUC 1,00 - Pastéis de goiabada: CUP 10,00 - Pizza: CUP 12,00 - Amendoins: CUP 20,00 - 2 Chopps: CUC 3,00 - CD: CUC 10,00 - Revista sobre Camilo Cienfuegos + broche + chaveiro: CUC 22,00 Total do dia: CUP 42,00 + CUC 101,00 Dia 5 – 25/02 (sábado): - Caminhada pela Paseo del Prado, visita ao belíssimo Gran Teatro de Havana (entrada livre) e parada no Parque Central para observar o movimento. - Transfer para Santa Clara (saída às 13hs30min). SANTA CLARA (25 a 26/02) - Chegada em Santa Clara, às 16hs30min. - Tínhamos uma reserva na casa particular La Autentica Pergola, de Carlos e Carmen, mas quando chegamos fomos informados de que não havia vaga e que iríamos para outra casa. Essa foi a única casa que não cumpriu com a reserva, foi realmente uma exceção e, por isso, não a recomendamos. - Hospedagem: Casa Família Gomez, de Maikel e Haydeé – Calle Independência, 112 entre Luis Estevez e Plácido. Pagamos CUC 25,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava CUC 4,00 e a janta custou CUC 8,00 (por pessoa). Casa gerenciada por um jovem e simpático casal, muito limpa e aconchegante, ótima localização, café-da-manhã e janta muito bons. Tem apenas um quarto disponível para alugar. Contatos - Tel.: (+53) 4220-7788 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com os donos). Descobrimos que Maikel é irmão de Rafael, dono da casa reservada em Remedios, e foi uma ótima pedida ficar em casas de uma mesma família. - Caminhada por Santa Clara: Boulevard (rua somente para pedestres, exatamente onde está a casa particular); Parque Central Leôncio Vidal, local muito agradável, por ali também há alguns bares e restaurantes. - Próximo ao terminal de ônibus há um grande muro reservado às expressões de artistas locais. Local de manifestações políticas, como esta: - Jantar na casa particular: salada, carne de porco, arroz, feijão, inhame, banana frita e gelatina para sobremesa. - Show de jazz no Museu de Arte Decorativo: estávamos passando em frente ao Museu e um simpático senhor nos convidou para entrar e assistir o show. A banda era excelente, valeu a pena! :'> *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Tranfer de Havana p/ Santa Clara: CUC 90,00 - Outros: CUC 8,45 - 2 jantas: CUC 16,00 Total do dia: CUC 152,45 Dia 6 – 26/02 (domingo): - Desayuno na casa particular: café, leite, suco de mamão, frutas, pão, manteiga e ovos mexidos. - Pegamos um moto-táxi (uma moto com uma pequena carroceria atrás) e combinamos com Hélio, o motorista, de fazer um tour pelas principais atrações de Santa Clara: Monumento e Museu Che Guevara, Loma del Capiro, estátua do Che com 'el niño' e Monumento ao Trem Blindado. - Primeira parada: Monumento ao Che, Museu e Memorial com os restos mortais de combatentes na Revolução Cubana. Vale muito a pena! A grande estátua, os escritos, as armas, as roupas, as fotos, a memória do que Che representou para a Revolução Cubana, sua relação com Fidel, Raul e Cienfuegos, seu ideal de ser útil à libertação de outros países latino-americanos, o sentimento de pertencer à América Latina, o início e o fim...tudo muito emocionante. - Segunda parada: La Loma del Capiro, local aonde se estabeleceu o acampamento da tropa comandada por Che. Ali tivemos uma verdadeira aula de história com Hélio: nos contou sobre a história da Revolução, sobre Santa Clara e sobre a vida em Cuba atualmente :'> . - Terceira parada: Monumento ao Trem Blindado (antes, uma breve parada em frente à estátua do Che com uma criança no colo, apenas para uma fotografia). Os vagões para visitação não abrem aos domingos, mas deu para tirar algumas fotos externas. - Nos despedimos de Helio e seguimos a pé. No caminho encontramos Reiner, um jovem cubano que conhecemos na noite anterior, e passamos as horas seguintes com ele, conversando, caminhando pelas ruas e praças de Santa Clara :'> . Passamos pela Estacão de Trens; pela praça com a estátua do Vaquerito, um dos mais importantes combatentes do grupo de Che Guevara; pela filial da sorveteria Copélia; pelo Parque Central; e paramos para tomar uma cerveja na lanchonete El Rapido. Por fim, comemos uma pizza na rua e nos despedimos de Reiner. - Saímos de Santa Clara umas 15hs e chegamos em Remedios cerca de 45 minutos depois. No caminho trocamos muitas idéias com o taxista, Juan. Ele nos contou que Santa Clara é uma importante cidade universitária, com uma população de aproximadamente 35 mil estudantes, distribuídos em cinco unidades universitárias; sugeriu alguns livros de escritores cubanos; e falou sobre os baixos salários em Cuba, o que considera ser o maior problema enfrentado pelos cubanos. REMEDIOS (26 a 29/02) - Hospedagem: Casa Colonial La Paloma, de Rafael e Iraida – Calle Balmaseda, 4 (em frente à praça central). Pagamos CUC 25,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava entre CUC 3,00 e 4,00 e a janta custava entre CUC 10,00 e 12,00 (por pessoa). Belíssima casa colonial, com a melhor localização (em frente à praça principal de Remedios), muito limpa, bons café-da-manhã e janta, donos muito amáveis, sempre com um sorriso acolhedor no rosto. Tem três quartos disponíveis para alugar. Contatos - Tel.: (+53) 4239-5490 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com o casal). - Janta na casa particular: salada, sopa de legumes, arroz, lagosta, camarão, banana frita e goiabada para sobremesa. *Dicas importantes: - Conversar com os cubanos, especialmente nas cidades menores, é uma excelente oportunidade de compreender melhor o regime, a história e a cultura do país. Aprendemos muito com eles! - Para ir de Santa Clara para Remedios, além dos táxis particulares, há também a opção de ir até o terminal de ônibus municipal e tentar pegar um táxi coletivo, sai bem mais barato. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 Desayunos: CUC 8,00 - Tour por Santa Clara: CUC 10,00 - 2 cervejas + 1 refresco + 1 água: CUC 4,65 - 3 pizzas: CUP 26,00 - Táxi de Santa Clara p/ Remedios: CUC 25,00 - 2 jantas: CUC 24,00 Total do dia: CUP 26,00 + CUC 96,65 Dia 7 – 27/02 (segunda): - Desayuno na casa particular: café, leite, suco, pão, manteiga, queijo branco e bolacha caseira. - Praça de Remedios – foi nessa praça que passamos a maior parte do tempo, lá observávamos o tranquilo cotidiano dos moradores da cidade: os velhinhos fazendo a ginástica matinal, crianças brincando, mães com os filhos pequenos, rodas de conversas dos mais velhos, jovens conversando no coreto, o bêbado da praça...e o melhor, nada de turistas! Remedios é o ponto de passagem para quem vai para os Cayos Las Brujas e Santa Maria, normalmente os turistas não ficam na cidade por muito tempo ou, se ficam, passam o dia na praia. No nosso caso, optamos por fazer exatamente o contrário: passar o dia em Remedios, conversar com as pessoas na praça e nos bares, sem pressa e sem roteiro. E assim conhecemos pessoas incríveis, como Jorge, o simpático treinador de basquete, e Júlio Cesar, um senhor de 91 anos de idade, cheio de histórias para contar, defensor da Revolução, amante de um bom tabaco e o primeiro que nos revelou o sentido de ser “livre” em Cuba: o que mais pode desejar, se tem sua casa, saúde, se alimenta bem, todos os seus filhos estudaram e tem segurança a qualquer hora do dia e da noite, sem que ninguém o moleste? - Visita ao Museu Casa de La Musica Alejandro Garcia Caturla: não abre às segundas, mas o diretor, chamado Isnel, fez questão de nos receber e nos deu uma bela aula sobre a história de Remedios e sobre a vida de Caturla, um músico e advogado vanguardista. Ao fim da visita, Isnel ainda colocou algumas músicas de Caturla para escutarmos e nos presenteou com um livro. - Cerveja e mojito, no bar El Louvre; cerveja e “canchanchara” (bebida local, a base de aguardente, mel e limão), no bar Parrandero. *Dicas importantes: - A Semana de Cultura de Remedios acontece entre 01 e 07 de março. - Em 24/12 acontece a tradicional festa das Parrandas, o carnaval de Remedios, um importante evento popular. - Museu das Parrandas (não entramos). *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 6,00 - Entradas no museu: CUC 2,00 - 1 mojito + 3 cervejas + 1 canchanchara + gorjeta: CUC 8,00 - 2 pizzas: CUP 20,00 - Bananas: CUP 5,00 - Outros: CUC 6,40 Total do dia: CUP 25,00 + CUC 47,40 Dia 8 – 28/02 (terça): - Ida para o Cayo Las Brujas, em táxi agendado pela dona da casa. Saímos às 09hs30min e passamos em outra casa para buscar duas italianas com quem dividimos o passeio. O motorista era Rolando e dirigia um Chevrolet 58. Após uma hora chegamos à Playa Salinas, no Cayo Las Brujas, e lá passamos todo o dia. - Jantar no restaurante Portales de La Plaza: comida boa, farta e muito barata (valores em pesos cubanos), excelente pedida! Lá conhecemos o simpático Daniel, que nos convidou para conhecer o local onde são produzidos os trajes e alegorias das Parrandas. - Apresentação cultural afro-cubana no Hotel Mascote. - Cerveja com as italianas, no café e bar El Louvre. *Dicas importantes: - Para ir aos Cayos: alugar um carro; alugar uma moto (CUC 24,00/dia + combustível); contratar um táxi (CUC 45,00/dia) e dividir com outras pessoas. - No Cayo Las Brujas há uma pousada com restaurante, o Vila Las Brujas. São bangalôs de frente para o mar, parece interessante. Quem não é hóspede pode consumir no restaurante. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 6,00 - Táxi para Cayo Las Brujas: CUC 23,00 - 1 cerveja no restaurante Vila Las Brujas: CUC 1,50 - Jantar no Portales de La Plaza (cerveja + porção de petisco + dois pratos com arroz, feijão, carne, banana frita e salada + gorjeta): CUC 5,00 - Apresentação cultural: CUC 1,00 - 3 cervejas: CUC 3,00 Total do dia: CUC 63,50 Dia 9 – 29/02 (quarta): - Como combinado na noite anterior, encontramos com Daniel na praça e fomos com ele até o local onde os artesãos produzem os trajes e alegorias das Parrandas. Conversamos com eles, tiramos fotos e ganhamos alguns Cds de presente. - Almoço no El Louvre. - Despedida de Remedios, vilarejo de gente sincera e acolhedora. Em cada conversa, com cada uma das pessoas que encontramos pelo caminho, percebemos o orgulho que sentem pela cidade e o amor pelo que fazem: Iraida e Rafael, que recebem os turistas em sua linda casa, sempre com um sorriso amável no rosto; Isnel, o jovem diretor do Museu Caturla, que fez questão de nos receber, mesmo que o museu estivesse fechado para visitação naquele dia, nos apresentou a vida e a música de Caturla, nos presenteou com um livro e passaria, se pudesse, mais algumas horas falando sobre a história da sua cidade; Daniel, “el loco,” e o pessoal das Parrandas, todos apaixonados pelo carnaval, desejam que o mundo todo conheça as “parrandas remedianas”; Jorge, o simpático treinador de basquete e amante dos esportes; Sr. Júlio Cesar, revolucionário, defensor do regime cubano, cheio de histórias e causos para contar... :'> :'> :: - Partimos às 16hs45min, em ônibus da Via Azul. Chegamos ao terminal de ônibus com antecedência e compramos as passagens na hora. TRINIDAD (29/02 a 05/03) - O ônibus pára em Santa Clara e em Cienfuegos. Chegamos em Trinidad às 20hs45min. - Passamos a primeira noite na casa de Carlos e Yami, pois nossa reserva na outra casa iniciava no dia seguinte. *Câmbio: 300 Euros = 389,30 CUC (ou 1,00 Euro = 1,29 CUC) 5,00 CUC = 120,00 CUP (ou 1,00 CUC = 24,00 CUP) *Dicas importantes: - As linhas Mojón – Remedios – Trinidad e Trinidad – Remedios são novas e ainda não estavam no site da Via Azul. A outra opção para ir de Remedios a Trinidad seria tomar um táxi particular ou coletivo até Santa Clara e, de lá, tomar um ônibus da Via Azul para Trinidad. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 6,00 - Almoço + 2 cervejas: CUC 5,85 - Outros: CUC 3,25 - Ônibus Remedios – Trinidad: CUC 28,00 Total do dia: CUC 68,10 Dia 10 – 01/03 (quinta): - Hospedagem: Casa Smith, de Odalis – Calle Smith, 3 entre Antonio Maceo e Jesus Menendez. Pagamos CUC 25,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava CUC 5,00 e a janta custava CUC 10,00 (por pessoa). Boa localização, pátio agradável, excelente café-da-manhã (o mais farto da viagem), dona muito solícita e seu pai, Sr. Jorge, é uma ótima figura, com quem vale a pena trocar idéias sobre Cuba. Tem dois quartos disponíveis para alugar. Recomendamos confirmar a reserva antes de chegar (caso contrário, Odalis poderá cancelar a reserva e encaminhar os hóspedes para a casa de sua cunhada, Yami). Contatos - Tel.: (+53) 4199-4060 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com a dona). Site: http://casasmith.trinidadhostales.com/inicio.html - Comemos pizza, tomamos cerveja, acessamos a internet (pela primeira vez na viagem), paramos um pouco no Parque Céspedes, fomos até a Plaza Mayor e caminhamos pelas ruas históricas de Trinidad, tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. - Jantar na casa particular: frutas, pão, manteiga, salada, sopa de macarrão com legumes, arroz, lagosta, camarão e sorvete de chocolate. - Depois fomos à Escadaria da Casa de la Musica: música cubana de excelente qualidade, todos as noites, entrada livre. Muito bom! *Dicas importantes: - Em Trinidad há várias opções de excursão: passeio pelo Vale dos Engenhos; cavalgada pela Serra de Escambray; ou passeio para os Cayos (escuna + open bar + almoço sai por CUC 45,00 por pessoa), dentre outras. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Presentes: CUC 8,00 - Água + cervejas + bolacha + barra de amendoim + bananas: CUC 14,65 - Internet (30 min.): CUC 3,00 - 2 jantas: CUC 20,00 Total do dia: CUC 78,65 Dia 11 – 02/03 (sexta): - Desayuno na casa particular: café, leite, achocolatado, frutas, suco, pão, torradas, manteiga, mel, geléia, sanduíche de queijo com presunto defumado, ovos mexidos, bolachinhas e bolo. - Caminhada até o Hotel Las Cuevas, de onde se tem uma bela vista da cidade. - Visita ao Museu de História da Cidade, com mirante e belíssima vista. - Ônibus para a Playa Ancon, aproximadamente 45 minutos de viagem. - Playa Ancon: é bonita, mas não chega a impressionar. Bom para fugir do calor de Trinidad durante algumas horas. É possível usar os sombreiros do Hotel Ancon sem pagar nada, é cobrado apenas o consumo de bebidas e comidas. Lá conhecemos Juan Carlos, um simpático cubano que vive na Alemanha, e um casal de brasileiros. - De volta a Trinidad. Comemos um petisco no restaurante Esquerra, em frente à Casa de La Musica: música ao vivo, ambiente agradável e atendimento simpático. - Rápida passada pela Casa de La Trova e, em seguida, fomos para a Casa de La Musica. Lá encontramos Juan e o casal de brasileiros, com quem dividimos a mesa e trocamos boas idéias. *Dicas importantes: - Para ir a Playa Ancon: alugar bicicletas, pegar um coco-táxi (CUC 5,00) ou ir de ônibus (CUC 2,00 ida e volta – guardar o comprovante para a volta). Horários dos ônibus – Trinidad – Ancon: 09hs, 11hs, 14hs, 17 hs; Ancon – Trinidad: 10hs, 12hs30min, 15hs30min, 18hs. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 10,00 - Entradas Museu de História: CUC 4,00 - Ônibus Praia Ancon: CUC 4,00 - 2 cervejas + gorjeta: CUC 4,50 - Restaurante Esquerra: CUC 9,00 - CD: CUC 10,00 - Gorjeta músicos: CUC 1,00 Total do dia: CUC 71,50 Dia 12 – 03/03 (sábado): - Assistimos a uma apresentação cultural afro-cubana no Palenque de Los Congos Reales e caminhamos entre as barracas da feira de artesanato (acontece aos sábados e domingos). - Na Plaza Mayor reencontramos, por acaso, os franceses que conhecemos em Havana, grata surpresa! Combinamos de nos encontrar no dia seguinte, na mesma hora e local. - Encontramos o casal de brasileiros, saímos caminhando com eles e, de repente, encontramos mais dois brasileiros pelo caminho. Fomos todos juntos celebrar o encontro com um chopp na Bodeguita Trinitária, por nada mais que 6 pesos cubanos! - Jantar na casa particular: frutas, pão, manteiga, salada, sopa, arroz, carne de porco, banana e mandioca fritas, sorvete para sobremesa. - Mais uma noite na Casa de La Musica. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 10,00 - Presentes: CUC 15,00 - 8 cervejas + gorjeta: CUC 11,50 - Cerveja tirada: CUP 6,00 - 2 jantas: CUC 20,00 Total do dia: CUP 6,00 + CUC 81,50 Dia 13 – 04/03 (domingo): - Visita ao Museu da Luta Contra os Bandidos: conta a história daqueles que lutaram na Revolução Cubana; dos acampamentos na Serra de Escambray; dos contra-revolucionários (os chamados “bandidos”, financiados pelos EUA), que torturaram e assassinaram barbaramente campesinos, estudantes, revolucionários. No museu há um terraço com bela vista para a Plaza Mayor. - Aulas de percussão e salsa na Casa de La Cultura. - Encontro com os franceses, passadinha no bar Canchanchara, depois ida ao restaurante Esquerra e, por fim, fomos para o lugar aonde todos se encontram: a escadaria da Casa de La Musica. - Noite de despedida de Trinidad e dos amigos que encontramos pelo caminho, franceses, cubanos e brasileiros: vibrações muito positivas! *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos: CUC 10,00 - Entradas Museu: CUC 4,00 - Aulas: CUC 20,00 - 3 pizzas: CUP 20,00 - Artesanato: CUC 2,00 - Canchanchara: CUC 3,00 - Frango grelhado: CUC 3,00 - Refri + água + cervejas + run + gorjetas: CUC 15,00 Total do dia: CUP 20,00 + CUC 82,00 Dia 14 – 05/03 (segunda): - Tomamos o café-da-manhã e, às 09hs30min, a van reservada por Odalis chegou. Partimos para Havana. HAVANA (05 a 08/03) - Chegamos em Havana às 13hs30min. - Hospedagem: Casa La Ventilada, de Carmen e Ariel – Calle Amargura, 360 entre Aguacate e Villegas, Havana Velha. Pagamos CUC 30,00 pelo quarto com banheiro privado. O café-da-manhã custava CUC 4,00 e a janta custava entre CUC 6,00 e 8,00 (janta bem mais barata do que em outras casas). O apartamento fica no segundo andar do prédio, é muito bonito, confortável e acolhedor, muito limpo, tem excelente localização (em plena Havana Velha), ótimos café-da-manhã e janta, e a melhor ducha da viagem: quente e farta! Mas o grande diferencial dessa casa foi o tratamento dado pelos donos: Carmen e Ariel são pessoas maravilhosas, muito gentis, carinhosos e adoram receber brasileiros (fomos os primeiros!). Tem dois quartos disponíveis para alugar. Contatos - Tel.: (+53) 7863-5566 ou 5334-8286 e e-mail: [email protected] (para reservas direto com os donos). Site: http://www.laventilada.com - Quem nos recebeu na casa foi Carmen e a nossa empatia foi imediata! Ela nos contou que estavam ansiosos pela nossa chegada, pois seria a primeira vez que receberiam brasileiros em sua casa. Carmen nos apresentou toda a casa, que é uma graça e, de fato, muito ventilada! Mais tarde, conversando com Carmen e Ariel, descobrimos que são de Camaguey e estão há pouco tempo em Havana. Foi o próprio Ariel quem restaurou a casa, com muito esforço. Ariel também é quem prepara os deliciosos jantares, enquanto Carmen faz a limpeza da casa e prepara o café-da-manhã. Na casa, não há empregados e tudo é feito carinhosamente pelos donos. Ariel e Carmen são pessoas muito simples e generosas. Estar com eles foi como ter uma família em Havana. - Caminhada por Havana Velha: pizza na rua; feira de livros da Plaza de Armas; Palacio de Artesanias; Café Casa de Las Infusiones, que era frequentado por Eça de Queiroz e onde conhecemos Roberto, um pianista muito talentoso. - Janta na casa particular: salada, arroz com feijão, banana frita e filé de frango, sorvete e pudim de pão para a sobremesa. Ariel e Carmen foram os únicos donos de casas particulares que aceitaram o convite para sentarem conosco à mesa e compartilhar a janta, tomando uma cervejinha gelada! *Dicas Importantes: - A Via Azul faz o trecho Trinidad – Havana, mas vale a pena contratar uma van particular, que oferece o serviço pelo mesmo preço da Via Azul, com a vantagem de buscar e deixar em casa. Odalis, dona da casa, tinha os contatos de transfer para Havana e Viñales. - A reserva na Casa La Ventilada foi feita diretamente pelo e-mail informado no site. Para quem for a Havana, quer se hospedar em Havana Velha e deseja compartilhar alguns momentos do dia com pessoas muito especiais, esse é o lugar! É bom fazer contato com alguma antecedência e garantir a reserva. :'> :'> :: *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 25,00 - 2 desayunos; CUC 10,00 - Transporte Trinidad – Havana: CUC 60,00 - Pizza: CUC 1,00 - CD: CUC 12,50 - 3 cervejas + gorjeta: CUC 6,10 - 2 jantas: CUC 12,00 Total do dia: CUC 126,60 Dia 15 – 06/03 (terça): - Desayuno na casa particular: café, leite, chá, suco, frutas, pão, manteiga, queijo e deliciosos croquetes preparados por Carmen e Ariel. - Visita ao espaço cultural Callejón de Hamel, na Calle Aramburu, esquina com San Lazaro. - Visita à Universidade de Havana, muito bonita. - Na volta para Havana Velha, passamos no San Cristobal para cumprimentar Carlos e Silvio. Conversamos um pouco e deixamos a janta do dia seguinte reservada. - Acessamos a internet, comemos pizzas e paramos na Factoria Plaza Vieja, na praça de mesmo nome: vale a pena provar as cervejas artesanais produzidas ali! - Voltamos para a casa e ficamos conversando com Carmen. Tivemos a idéia de convidá-los para jantar conosco no San Cristóbal e, para a nossa alegria, eles aceitaram. - Janta na casa particular: salada, arroz, feijão, mandioca cozida, carne de porco e sorvete para a sobremesa. Jantamos todos juntos: os novos hóspedes (uma brasileira e um sueco), Carmen, Ariel, Pedro (sobrinho) e nós dois. - Saímos para dar uma volta e fazer a digestão. Apesar de ter pouca iluminação nas ruas, Havana Velha é muito segura à noite. *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Cartão internet (1 hora): CUC 8,00 - 2 pizzas: CUP 20,00 - Água + cervejas + banheiro: CUC 5,75 - 2 canecas de chopp artesanal: CUC 4,00 - 2 jantas: CUC 12,00 Total do dia: CUP 20,00 + CUC 67,75 Dia 16 – 07/03 (quarta): - Fomos para a Plaza Vieja e subimos na Câmara Oscura: vale a pena, pela vista panorâmica da cidade, em 360 graus. - Fomos na Habana 1791, uma perfumaria onde se produz essências florais artesanalmente (Calle Mercaderes), e compramos sachês. - Depois fomos à feira de livros e antiguidades da Plaza de Armas e compramos uma revista e um livro sobre Camilo Cienfuegos. - Compramos alguns presentes: pôster de cinema cubano, run, charutos, café, camiseta e CD da Omara Portuondo. - Almoçamos pizza e croquetes comprados com pesos cubanos. - Tomamos uma cerveja na Bodeguita del Medio, acompanhados da brasileira e do sueco. - Nos despedimos do belo Malecon... - Tomamos um delicioso chocolate frio do Museu do Chocolate. - Jantar de despedida, no Paladar San Cristóbal, na companhia de Ariel, Carmen e Pedro, nossa família cubana, além do outro casal de hóspedes. Fomos surpreendidos por uma incrível cortesia, logo na entrada: um rodízio de “picadas”, com presunto crú, ceviche, croquetes, queijo, salmão, berinjela, dentre outras delícias gentilmente oferecidas por Carlos. Cada um de nós pediu um prato, tomamos cerveja e, para finalizar, comemos saborosas sobremesas (também cortesia da casa!). *Dicas: - Vale a pena entrar para conhecer a Bodeguita del Medio, o bar aonde Ernest Hemingway tomava seus mojitos prediletos, mas não se iluda: o mojito servido aos turistas, além de mais caro, é bem aguado . A cerveja lá também foi a mais cara que tomamos em Cuba *Câmbio: 250,00 Euros = 317,50 CUC (ou 1,00 Euro = 1,26 CUC) *Gastos: - Diária na casa particular: CUC 30,00 - 2 desayunos: CUC 8,00 - Câmara Oscura: CUC 4,00 - Presentes: CUC 51,00 - Tabacos: CUC 20,30 - Charuto Romeu e Julieta: CUC 3,50 - 2 garrafas de run Havana Club (7 anos e añejo especial): CUC 17,80 - 2 Cafés Cubita (175g): CUC 3,50 - Pizza + 6 croquetes: CUP 10,00 - Cerveja: CUC 3,00 - Chocolate frio: CUC 1,00 - Jantar e bebidas no San Cristobal (p/ 5 pessoas): CUC 70,00 - Gorjeta p/ tecladista: CUP 60,00 Total do dia: CUP 70,00 + CUC 212,10 Dia 17 – 08/03 (quinta): - Acordamos de madrugada, tomamos um café, nos despedimos e seguimos para o aeroporto com o táxi reservado por Ariel. - Fizemos o check-in, pagamos as taxas para deixar o país e, com o que sobrou, compramos os últimos “regalos”. *Dica: - Na sala de embarque tem computadores para acessar a internet. *Gastos: - Diária casa particular: CUC 30,00 - Táxi p/ aeroporto (dividido c/ outro casal): CUC 10,00 - Cohiba: CUC 10,40 - Chaveiro + bandeira de Cuba: CUC 5,65 - Taxas para deixar o país: CUC 50,00 Total parcial: CUC 106,05 CIDADE DO PANAMÁ - Fizemos conexão na Cidade do Panamá. Pegamos um táxi até o Centro Histórico e combinamos uma hora para voltarmos ao aeroporto. A saídinha saiu muito cara, mas foi melhor do que ficar dentro do aeroporto ou de um shopping duty free cheio de gente procurando insanamente pelo que consumir... Nas poucas horas que passamos no Panamá sentimos o choque cultural, depois de passados aqueles dias em Cuba: economia dolarizada, edifícios modernos e gigantescos, desenvolvimento econômico às custas do meio ambiente e da população local, que está cada vez mais às margens da grande cidade, enfim, capitalismo na veia ! - Valeria a pena conhecer San Blás, território governado pelos Kuna, mas não foi dessa vez. - De volta ao aeroporto, atraso da Copa, embarque...fim! *Gastos: - Táxi aeroporto – centro histórico – aeroporto: US$ 60,00 - 2 cervejas + aperitivo: US$ 15,00 Total: US$ 75,00 - Táxi aeroporto – casa: R$ 35,00 GASTO TOTAL DA VIAGEM: R$3.290,25 + 3.984,34 (passagens) = R$ 7.274,59 Assim concluímos o relato da nossa viagem para Cuba, esse país que tanto nos encantou! VIVA CUBA Y LOS CUBANOS!
  6. Olá!! Resolvi relatar aqui minha viagem a Cuba porque o Mochileiros nos ajudou muito. Vou postar mais um complemento do que não foi dito pelos demais. Eu e uma amiga estivemos em Cuba de 16 de maio a 26 de maio de 2016. Gastamos, no total, R$ 3.600,00, incluindo passagem, hospedagem e gastos em geral. Nossa viagem foi um pouco atípica, pois ficamos hospedadas em Havana na casa de um amigo brasileiro que trabalha na embaixada do Brasil lá, portanto, não gastamos com hospedagem em Havana, tomamos café da manhã em casa, tivemos dicas muito boas (porque muitos cubanos dão dicas para ganharem algo, então pode ser furada, cuidado!! Não acreditem se disserem que algo está fechado ou não existe, porque podem estar mentindo pra levar vocês a outro lugar) e ficamos num bairro mais afastado. Tivemos que pegar táxi coletivo até o centro de Havana todos os dias. Dicas importantes: a) negocie preços nos táxis entre as cidades. Eles sempre fazem por menos. Sempre. Mesmo que demore um pouco mais para baixarem o preço. b)Nos taxis coletivos de Havana, o preço médio é de 1 CUC, e seja claro que você quer táxi coletivo. c)Leve álcool em gel, pois muitos banheiros não têm sabonete (muito menos papel higiênico). d) Em Cuba o Wi-Fi é muito difícil, leve um bom guia (como o do Lonely Planet). e) Para ir de uma cidade a outra você pode usar os táxis coletivos ou ônibus da Viazul, fica mais barato vc ir de táxi se conseguir companhia (mais fácil perto da hora de saída do ônibus). f) 4 é o número ideal para viajar. Fácil de dividir táxi. g) Eles adoram novelas brasileiras. Saibam o final. hehehe h) Reggaeton o tempo todo nos táxis, bicitáxis, bares... i) a gorjeta é de 10%, mas damos depois que recebemos o troco. Os lugares mais turísticos incluem na conta e fazem questão de cada centavo. j) Acostume-se às ofertas de serviços (e até de "novios") e aos pedidos (pedem qualquer coisa, pediram até um colar meu). Um "no gracias" muitas vezes é suficiente. Havana Havana é uma cidade que pode ser muito barata ou muito cara. Fica mais barata quando você come em restaurantes das casas das pessoas e compra coisas na rua. E é caríssima nas partes mais turísticas. Tente não seguir todas as indicações dos cubanos nas ruas. Eles muitas vezes te levam para lugares caros e com comida ruim. Não se engane pela aparência! Um restaurante com aparência de caro pode ser mais barato que outro mais feio. Tivemos sorte que foi "dia do museu" e não pagamos nenhuma entrada, mas normalmente os museus custam uns 5CUC. Fecham às segundas e abrem de 9h às 17h (como quase tudo em Cuba). Recomendo a visita ao Gran Teatro de Havana, é lindo por dentro e por fora. Não entramos no Capitólio porque estava em reparação, mas é lindo. Havana é uma cidade incrível, com diversas baladas (vá à Fábrica, funciona de quinta a domingo), jazz, bares. ônibus até tarde. Os táxis coletivos já não passam e os táxis comuns são mais caros, mas negocie!! Recomendo a Pizzaria Bella Ciao (em Miramar) e o restaurante La Catedral (preço ótimo, ambiente muito agradável e comida excelente). A Bodeguita del Medio y El Floridita estavam sempre lotados de turistas e o preço era bem maior que os demais bares, então só tiramos foto e bebemos em outros lugares. Perto da Bodeguita del Medio tem o Museu de Arte Colonial e a catedral! Valem muito a visita. Não fomos ao Cañoazo, pois disseram que era meio dispensável, mas visite os fortes da cidade, são muito legais. Também não deixe de ir à Universidade de Havana. Olha só: Não fomos à Copélia, porque a fila estava gigante e a parte pra turista estava fechada. Então só olhamos de fora. Recomendo o Callejón de Jamel, mas não compre nada (um amigo comprou um cd e ele estava virgem). No Memorial José Martí se paga até pra visitar a parte de fora e não se pode subir até a torre. Também não entramos no Cemitério, porque estava fechado (já depois das 17H), mas de fora parecia valer a pena. O Café Fresa y Chocolate não é um café, mas sim um bar e você pode comprar cartazes de cinema lá. Há uns lindos! Compramos Charuto de forma legal, mas você pode conseguir um esquema muito facilmente. Vá ao Paladar Vistamar durante o dia, pois durante a noite não se vê o mar. Foi isso em Havana.
  7. Olá! Esse é o relato da viagem que eu e mais duas amigas fizemos em Agosto e Setembro de 2013 para Cuba. Como nossa viagem começou aqui no mochileiros, nada mais justo que termine aqui mesmo. Qualquer ajuda, podem falar comigo! Botei o relato aqui em .doc com algumas imagens, etc, mas vou colocar aqui o texto corrido também. Alguns posts à frente aqui no tópico, tem fotos de Baracoa. Revisado em 25/11/2016. 25 DIAS EM CUBA: DE PONTA À PONTA Havana – Matanzas – Cienfuegos – Trinidad – Santa Clara – Baracoa – Santiago - Viñales PRÉ VIAGEM Passagens Comprei pela Copa Airlines com 3 meses de antecedência em promoção! Rio – Havana, com escala em Panamá, ida e volta, saiu a R$1486,00 por pessoa. Pelo que vi, o preço normal varia de R$2000 a R$2200(melhor ter esse preço em mente ao fazer o orçamento). O serviço foi bem satisfatório! Na ida, houve atraso no embarque, mas o piloto compensou no trajeto e conseguimos pegar a conexão no Panamá. Seguro de saúde Obrigatório para entrada em Cuba desde 2010. Fiz pelo Sul-América(serviço da Mondial Assistance) e custou R$180,00 um plano simples(América Latina Compacto) com validade de 25 dias. Pesquisei bastante antes de comprar e, dos mais conhecidos, foi o mais barato que consegui. Na imigração, não pediram esse documento! Mas vou dar a primeira dica: comida em Cuba é um pouco complicado e a chance de você passar mal em algum momento da viagem é grande. Eu fui atendida em uma clínica internacional em Trinidad(tem em outras cidades também), e o atendimento foi excelente. Visto Apesar de já ter lido na internet sobre visto para Cuba, pode acreditar que não precisa! No próprio balcão da companhia aérea, já na hora do check-in, você compra a tarjeta de turista(válida por 45 dias, prorrogáveis por mais 45) por 20 dólares. Você mesmo preenche e apresenta na imigração. Eles carimbam(a tarjeta, não o passaporte) e, pronto, bem-vindo à Cuba! Câmbio LEVAR EUROS! A cada transação de câmbio com dólar, é cobrada uma taxa adicional de 10%. A taxa de conversão para CUCs foi de aproximadamente 1,30 enquanto estive lá, com pequenas variações de um dia para o outro. Aliás, essa é uma vantagem da economia socialista. Os preços são estáveis e, via de regra, tabelados! Eu levei 800 euros para tudo e voltei com 100. Hospedagem Cara, um conselho: não fique em hotéis. Em Cuba tem uma grande oferta de casas particulares, que são baratas, confortáveis e a melhor forma de entrar em contato com a cultura local. Minha dica é: reserve apenas a primeira estadia. A partir daí, os donos das casas particulares indicam e até fazem a reserva por telefone para você para as próximas casas. Nas rodoviárias é muito comum, e irritante, terem muitas pessoas esperando a saída dos ônibus cheios de turistas com ofertas de casas. Mas eu acho melhor ter sempre alguma indicação. Transporte Entre as cidades, fomos de ônibus (Viazul o nome da empresa). Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Teve um dia que eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa importante é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi dividindo com outros viajantes. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias. Já para fazer os programas, combinávamos táxis não por frescura, mas porque na maioria das vezes é a “única”* forma de chegar nesses locais, já que o transporte público em Cuba é um grande problema. E o bom dos táxis é que eles ficam o dia inteiro à sua disposição, então dá pra combinar mais de um programa no mesmo dia e economizar tempo e dinheiro. Além disso, eles são como guias também, porque conhecem tudo e acabaram virando nossos amigos! OBS: por táxi, entenda qualquer carro particular que vira táxi pra eles ganharem um dinheirinho extra. Os cubanos são muito visionários, já faziam Airbnb e Uber MUITO antes do resto do mundo, hahaha. *Entre aspas porque já li alguns relatos de mochileiros que pegaram carona e outros meios mais alternativos pra chegar nos lugares, mas curiosamente eram todos de homens. Cuba é um país muito seguro, mas mal ou bem somos 3 meninas e não quisemos “arriscar”. VIAGEM Chegamos à parte boa! Farei o relato por cidade e não por dias, para ficar menos maçante. Caso falte alguma informação ou queira perguntar qualquer coisa, sinta-se à vontade. Até Santa Clara, fizemos a viagem em 3, então os preços citados normalmente são pra 3, e a partir dali fomos só 2. Vale lembrar também que gosto é uma coisa muito particular e várias circunstâncias fazem a diferença numa viagem, mas apenas para situar... Somos 3 meninas de 19 anos que fomos pra lá sozinhas e não queríamos conhecer apenas a parte óbvia de Cuba e passamos longe de resorts. Nos hospedamos apenas em casas particulares, usávamos o critério preço para muitas coisas e esse é o nosso estilo de viagem, espero que combine com o seu! HAVANA Chegamos em Havana de dia, perto da hora do almoço, e tinha um táxi nos aguardando. Reservamos com a dona da casa particular por e-mail, para nos dar uma segurança extra no momento da chegada. O táxi nos custou 25 CUC para nós 3 e o preço não varia muito, especialmente para a chegada. Trocamos algum dinheiro na casa de câmbio no aeroporto, mas apenas o suficiente para o táxi e os gastos do primeiro dia, pois a cotação não estava boa! No táxi, já deu para sentir o clima da capital cubana! Abrimos a janela (muito muito calor) e nos divertimos ao som da salsa que vinha das caixas de som do simpático taxista. Chegamos à Casa de Ania(Calle 27 de noviembre, 160, aptos 8 e 9), um dos únicos hostels de Cuba(10 CUC por cama), ótimo lugar pra conhecer outros viajantes! Fomos muito bem recebidas. A Ania nos informou que houve um problema com a reserva e que para a primeira noite só havia 2 camas disponíveis e não 3. Uma das camas era bem grande e decidimos dividir, e acabamos fazendo isso nas outras noites também, nos garantindo uma economia de 10 CUC por noite. Já na chegada fizemos dois amigos que já estavam viajando por Cuba há um tempo e nos deram dicas valiosas, inclusive de hospedagem em outras cidades! De noite, saímos todos para beber em um lugar frequentado por cubanos chamado Casa Balear e que se pagava tudo em moedas nacionais(!), ou seja, quase de graça. Ótimo para uma pré-night! O mojito era 10 pesos, que equivalia mais ou menos a 0,50 CUC, enquanto em qualquer lugar turístico um mojito custa 3. Endereço: Calle 23 esquina com Calle G(uma casa branca grande). Ali perto tem também um restaurante mexicano que vendia em MN(!), o El Burrito(Calle 23, 504). É bom para variar o cardápio e além disso é muito barato, tipo 40 ou no máximo 50 MN, que equivale a 2 CUC. O atendimento é bem simpático também. O hostel - Feira de artesanato na Calle 23: várias peças interessantes! Porém, não é tão barato assim. Como a moeda do turista é muito valorizada e há muitos vendedores vendendo quase a mesma coisa, a melhor dica é: BARGANHE! Nunca aceite o primeiro preço e se não conseguir um valor satisfatório, diga que não quer. - Sorveteria Coppelia: clássica rede de sorveterias de Cuba, a de Havana é a filial mais badalada! Era bem perto do nosso hostel. O sorvete em si é gostoso, mas nada demais, o interessante é observar por exemplo que há filas gigantescas para os cubanos, que pagam em moeda nacional, ou seja, 25 vezes menos, e NENHUMA fila para os turistas. Tem um policial que fica ali à paisana pronto para retirar turistas que tentem comprar em MN. - Museu da Revolução: em nossa opinião, bem frustrante! Os murais parecem trabalho de escola tipo Paint, hahaha, há várias salas interditadas quebrando a cronologia dos eventos e só alguns escritos foram traduzidos para inglês. MAAS... é o museu da Revolução e é uma boa maneira de iniciar a viagem adquirindo mais conhecimento sobre um tema que será tão recorrente na viagem. O prédio é bem bonito também! A entrada é 6 CUC e tem uma taxa para entrar com câmera(acho que 1 CUC). - Almoço no Paladar La Familia: terraço agradável e música ao vivo! Fomos parar lá depois de nos deixarmos cair no papo de um casal de cubanos, sempre muito simpáticos, que dizem que vão nos levar para o melhor restaurante da área, blá blá. Vão nos acompanhando e acabam sentando na mesa com você e esperando que você pague coisas para eles. Pagamos um mojito para cada, mas não gostamos da sensação de termos sido enganados, pois era um restaurante bem caro(entre 15 e 20 CUC). Ou seja, se não quer ter esse tipo de aborrecimento, corte o papo e nem responda à pergunta ''where are you from”. Por outro lado, sabendo disso e e mesmo assim querendo ter um papo com um cubano, não se reprima! Eles não irão te assaltar, pode ter certeza. - Show do Amaranto do Buena Vista Social Club de graça num bar em Havana! Esse tipo de acaso acontece muito em Havana e é uma sensação deliciosa. Tomamos uns bons drink e nos refrescamos do calor brutal. - Daiquiri no Floridita: Eu já li alguns livros do Hemingway e fiz questão de ir em um de seus bares preferidos (acabei não conseguindo ir no Bodeguita del Médio). Tem uma estátua dele e o ambiente remonta os cabarés dos anos 50, com decoração e música de bom gosto. Daiquiri custava 6 CUC, caro para os padrões cubanos, mas delicioso! - Capitólio e Gran Teatro La Habana: dois prédios lindos. - Noite no La Cuerva y lo Zorro Jazz: bem perto do hostel também. A entrada era 10 CUC com 2 drinks de brinde, mas conseguimos negociar(hahaha) e pagamos 5 CUC com 1 drink. Eu recomendo MUITO, o ambiente é muito agradável e a música de altíssimo nível. - Havana Bus Tour: 5 CUC pelo dia inteiro, quantas vezes quiser. Normalmente, eu odeio essas coisas mas em Havana vale a pena. O ônibus tem uma rota com pontos determinados e a ideia é que você salte e fique o tempo que quiser em cada atração, esperando o próximo, e não um tour que você vê cada coisa em 2 minutos só para tirar foto. Vale a pena, pois acabamos não precisando de táxi para ir pra Havana Velha e acabamos economizando dinheiro. - Plaza Vieja: parte de Havana que foi completamente reformada. É toda lindinha, de cima parece até uma maquete! Vários restaurantes e barzinhos agradáveis, ruas estreitas e prédios históricos. Bem gostoso de passear, mas é muito turístico e por isso era tudo caro! Pedimos informação na rua de onde comer barato e acabamos parando dentro da casa de uma pessoa, que nos serviu comida caseira a um preço bem honesto! - Câmara Oscura: um artefato ótico que permite ver em zoom Havana Velha em tempo real. O guia da atividade era uma simpatia, falava inglês e português fluentemente. Lá de cima, antes da atividade, pode-se apreciar a vista do alto da Plaza Vieja. - Calle Mercaderes e Calle Obispo: ruas para passear sem rumo, cheias de lojinhas de artesanato legais! - Plaza de Armas: um grande sebo a céu aberto! Imperdível. - Plaza de La Revolución: vários prédios oficiais que não se podia nem chegar na porta. Tava um calor absurdo e não tinha uma sombra pra se refrescar! Todas as sombras eram nas áreas oficiais e os guardinhas ficavam brigando com a gente, hahaha. Tiramos foto com os prédios com o rosto do Che e do Camilo, mas acabamos não entrando no Memorial a José Martí por causa do sol escaldante e de um vento esquisito. Estávamos exaustas e pegamos o ônibus no sentido errado, mas foi bom que deu pra dormir! - Internet no prédio Fucsa(o maior de Havana). Custou 4,50 CUC a hora (promocional, porque é 6 CUC) e, apesar das filas desorganizadas, não é lento como eu imaginava, quase uma velocidade normal! Edit: como fui em 2013, internet só assim... Mas hoje em dia a oferta de wi-fi é bem mais comum, só fica uma dica: aproveite para desconectar e viver uma viagem no tempo pros anos 50! - Almoço no restaurante estatal, chamado La Roca. Comemos um “combo”, que era prato principal + refrigerante + sorvete por só 3 CUCs: muito barato e muito bom. Não anotei o endereço! - US Interests Section: um prédio enorme dos EUA em pleno Malecón. No Lonely Planet, dizia que em torno do prédio havia um muro de grafites de provocação aos EUA, mas não vimos nada, apenas um grande “PÁTRIA O MUERTE” que parecia ter sido escrito pelo próprio governo. Nessa área não se pode andar na calçada deles e por isso não conseguimos pedir informações aos guardas. MATANZAS/VARADERO - Fomos de táxi(6 CUC) para a rodoviária, pois é longe para ir a pé! Foi nossa primeira experiência com a Viazul e vou dedicar algumas linhas para explicar pra vocês, já que não tem como fugir dela... Eles não tem um sistema de venda de passagens e, como os ônibus normalmente fazem grandes trajetos e você compra apenas um pedaço dele, fica tudo meio caótico. Eles costumam ter um pequeno número de passagens que eles podem vender antecipado e o restante apenas quando o ônibus chega, para ver quantos lugares vazios ainda tem. Nesse dia, eu consegui comprar o meu, mas as meninas já não conseguiram. Falei com a mulher que de nada adiantava comprar só o meu, porque estávamos juntas. Depois de pentelhá-la um pouco, ela acabou cedendo. Então, a dica é: seja um pouco chato! Outra coisa é que não faz muita diferença chegar 3h antes ou 1h antes, porque não tem uma fila direito e eles só começam a vender 1h antes. Se não conseguir e não quiser comprometer seu roteiro, tente negociar um táxi. Eles sempre estão de prontidão nas rodoviárias e dá pra compartilhar com outros viajantes. - Hospedagem em Matanzas: Hostal Alma – junto com o hostal Azul, é um dos mais recomendados pelo LP, ficam na mesma rua. Fomos no Azul mas tava muito caro e aí fomos pro Alma (25 CUC para três, o mais caro da viagem). A dona, Mayra, é uma grossa! Ela separa o espaço da casa dela e do quarto dos hóspedes, aí de noite ela fecha a porta que une os dois e você fica sem acesso à cozinha e à sala. Ela também não te dá uma chave da casa, tem que ficar tocando interfone e ela ainda pergunta a que horas você vai sair ou vai chegar. Muito desconfortável! Teve um dia que saímos 7h pra ir fazer um passeio de barco e a porta tava fechada. Ficamos batendo desesperadamente para ela abrir por uns 10 minutos até que ela acorda, super mal-humorada, falando que deveríamos ter dito para ela no dia anterior que sairíamos cedo. Quase perdemos o passeio e ainda ouvimos bronca! - Playa Coral de táxi(15 CUC o dia inteiro). A praia é lindaaa, tem aluguel de snorkel(não usamos) e dá para curtir bastante o mar caribenho. Porém, dou duas dicas: levar fone de ouvido, pois o restaurante usa uma caixa de som alta que irrita bastante e levar um lanche de casa, pois esse restaurante (só tem um) serve uma comida ruim e cara. - Passeio para as Cuevas de Bellamar: fomos de ônibus local(1 MN = nada), por indicação da Mayra. Menos 1 ponto para ela, porque foi mó programa de índio. Só tinha famílias com crianças, a entrada para as cavernas era dentro de um museu(?) e tinha até escadas e lâmpadas no caminho. Zero aventura e também nem era bonito! O preço de entrada era 5 CUC por pessoa. - Passeio para Cayo Blanco, com parada para nado com golfinhos. Compramos na Cubatur por 100 CUC por pessoa(aceita cartão de crédito), com translado de Varadero (tivemos que pegar um táxi pra lá), barco open-bar(!!!), 40 minutos de interação com os golfinhos, dia na praia e almoço incluído com bebidas. Como era o sonho meu e da Giulia, aceitamos a facada e fomos! Foi incrível, mas admito que é triste ver os golfinhos treinados. Eu me recusei a ir num delfinário perto de Cienfuegos por causa disso e fui pra Matanzas só para poder fazer esse passeio, acreditando que era uma parada para nadar com golfinhos livres. Talvez eu tenha sido bem ingênua, mas fica o registro... Fora esse passeio, Matanzas não tem nada de especial! Achamos a cidade meio feia e com uma vibe meio pesada, sei lá. CIENFUEGOS - A cidade: bem limpa, organizada e tranquila! Depois da efervescência de Havana e o clima meio down de Matanzas, Cienfuegos foi um poço de tranquilidade. - Hospedagem na casa de Arelys e Jesús: Calle 41, #5418, entre Calles 54 y 56. (20 CUC para 3) Opinião: os dois são muito simpáticos, o quarto e o banheiro são bons, tem frigobar para guardar as suas coisas e o café da manhã foi o melhor da viagem(3 CUC)! Eles são muito prestativos para dar dicas de turismo na região e agendar táxis. - Parque El Nicho (entrada 9 CUC e táxi 40 CUC). Apesar de termos gastado bastante, foi um dos melhores dias da viagem para mim! O parque é lindíssimo e tem 3 cachoeiras, sendo que uma delas é simplesmente incrível! Para chegar nas 3, tem que pegar uma trilha tranquila e bem rápida. TRINIDAD - Chegamos e já levamos um susto com a abordagem das pessoas na rodoviária. É difícil até ouvir os próprios pensamentos, com tanta gente oferecendo suas casas quase que aos berros! Mesmo com ofertas mais baratas, preferimos ir na indicação da Ania, o “La Juliana”. Fomos indo a pé, mas descobrimos que era muito longe e acabamos conseguindo uma carona de charrete, hahaha. - Opinião sobre a casa: a Marylin e a sua mãe, já bem velhinha, são duas pessoas muito gentis! Foi lá que eu passei muito mal e precisei ser atendida na clínica. Fiquei um dia de repouso enquanto as meninas foram à praia e a Marylin ficou sempre verificando se eu precisava de alguma coisa! O quarto ficava no terraço, em um andar superior, o que nos garantiu bastante privacidade. O preço foi o mesmo que vínhamos pagando, 20 CUC para as três, e o café da manhã 3 CUC. O café era bom também! O único lado negativo é que é relativamente longe do burburinho da cidade, que é o centro histórico. Endereço: Frank País, #41, entre Manuel Fajardo y Eliope Paz. - Playa Ancón: essa eu não fui, mas as meninas disseram que é linda! Dá pra ir de ônibus (1 CUC) ou alugar uma bicicleta (3 CUC pelo dia, na Cubatur) e ir pelo caminho de aproximadamente 15 km, com outras praias no caminho. Elas foram de bicicleta e acabaram levando bastante tempo por causa das paradas e do cansaço com um sol escaldante na cabeça, mas elas disseram que vale a pena. - Parque El Cubano: fechamos um táxi(sempre peça ajuda para a dona da casa), não anotei quanto foi, mas diria que foi uns 20 CUC. A entrada no parque custa 9 CUC e após uma trilha de 45 min a 1 hora, você chega a uma cachoeira! Ela é bem grande e forte, difícil de chegar na queda, mas com um bom poço para mergulhar. - Centro Histórico: as ruas são todas de pedra, com um ar colonial. As cores das casas são lindas e a temperatura mais agradável que no resto de Cuba. Tem a Plaza Mayor como ponto de referência. Não tem muito o que ver, mas simplesmente caminhar pelas ruas de Trinidad é um bom passeio! O problema é que é uma cidade muito turística e com poucas alternativas aos restaurantes para “gringo” e por isso são caros! Gastamos por refeição lá uma média de 8 a 10 CUC(caro para o que vínhamos pagando). - Casa de La Musica: restaurante no meio de uma escadaria com música ao vivo! O ambiente é uma delícia, mas é caro e as por Bem turistão mesmo. O atendimento foi ruim também... Mas, depois de um almo-janta, tomamos drinks e ficamos lá até o início da noite, quando eles começam a cobrar 1 CUC para entrada no show. A minha dica é ir lá para o show ou então para um drink depois de almoçar em outro lugar, pois o ambiente vale a pena, mas não a comida. SANTA CLARA - O horário do ônibus de Trinidad para Santa Clara era diferente do que anotamos para o planejamento dos dias. Era pra ter um pela manhã, mas quando fomos só tinha uma saída diária, sempre às 15h. Chegamos por volta de 18h30 embaixo de chuva e perdemos o último dia da Giulia com a gente na viagem por culpa da Viazul. - Hospedagem na casa da Soledad (Calle Alemán, 83). Opinião sobre a casa: ela e o filho são duas pessoas muito simpáticas e que estão sempre dispostos a ajudar com indicação de restaurantes e o que fazer na cidade. Ele, cavalheiro que era, inclusive nos acompanhou à noite até o restaurante, o La Casona Guevara(http://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g671534-d2232473-Reviews-La_Casona_Guevara-Santa_Clara_Villa_Clara_Province_Cuba.html). A comida é ótima, conseguimos desconto e dividimos 2 pratos por 3, então saiu super em conta. O destaque, porém, é a música ao vivo e a banda que era super interativa. No final do jantar, ganhamos aula de salsa de graça com os músicos da banda. Teoricamente iríamos ensiná-los a dançar samba também, mas não deu muito certo, hahaha! - A casa fica pertinho do centro e a noite em Santa Clara é animada, pois é conhecida por ser uma cidade universitária e tem realmente muitos jovens na cidade. De noite, eles se reúnem na praça central da cidade para beber e conversar. Ao redor da praça tem bares e “boates”, mas tudo fecha mais ou menos cedo, mesmo aos sábados. De qualquer maneira, o clima é bem tranquilo, nós gostamos! Foi a última noite de nós 3 juntas :'( - O Mausoléu do Che é a grande atração da cidade. Se o tempo estiver curto e você fizer questão de conhecer, deixe apenas um dia para Santa Clara sem peso na consciência. Fomos a pé da casa e aproveitamos para conhecer a cidade, mas era um pouco longe(obs: é perto da rodoviária, então tem gente que deixa as coisas no guarda-malas do terminal, vai no memorial, volta e já parte para outra cidade!). Lá tem a estátua do Che, com vários escritos bonitos e o memorial para os outros combatentes resgatados na Bolívia em 1967. Mas o que eu mais gostei foi um pequeno museu que conta a história do Che. Além do ar-condicionado(<3), tinha um acervo bem interessante de fotos e artigos pessoais. - Como nosso ônibus para Baracoa só saía de noite e não compramos assim que chegamos(dica: compre), além desse dia ainda tivemos outro inteiro e realmente não tem muito o que fazer lá. Fomos na estátua Che y Niño e no Monumento do trem descarrilado, mas estava fechado.. BARACOA (fotos de Baracoa alguns posts abaixo) - Antes de tudo, quero dizer que esse lugar está em pouquíssimos roteiros de viagem para Cuba. Sim, é longe. Sim, é meio fora de mão. Mas é um lugar MÁGICO! Para chegar, pegamos um ônibus de Santa Clara até Santiago(33 CUC) e depois de Santiago para Baracoa(10 CUCs, 5 horas). Já adianto que todas as horas de viagem mal-dormidas e os CUCs gastos valeram MUITO a pena, pois esse foi o nosso lugar preferido da viagem(sorry, Giulia!). - Hospedagem: Edda & Alexis. Endereço: Flor Crombet, 115, entre Frank País e Maravi. Opinião sobre a casa: o quarto é em cima e tem bastante privacidade, um terraço agradável, frigobar, cama de casal e de solteiro, banheiro, ar, etc... O café da manhã era bom e as refeições também(negociamos preço e ainda dividimos prato). O dono da casa nos ajudou bastante a organizar nossos dias em Baracoa e a casa era perto de tudo. Tudo bem que a cidade é muito pequenininha, então realmente é difícil ficar numa casa mal-localizada. - Playa Caribe: é a praia principal, que pega quase a cidade inteira. Tem uma parte que a areia é bem suja, mas fomos andando até mais ou menos a altura do estádio. Sim, tem um estádio de futebol meio abandonado no meio da praia, hahaha, coisas de Cuba. - Parque Natural Majayara: mais ou menos na altura do estádio, começa o caminho para chegar no Parque. Eu não sei explicar muito bem como chegar, porque contamos com a ajuda do Josué, um vendedor de artesanato que trabalha no parque e também tava indo pra lá, mas tem as explicações no guia do Lonely Planet. Lá dentro, tem a Playa Blanca, pequenininha e deserta, ótima pra nadar e boiar tranquilamente. Na entrada, pergunte sobre o tour pelo Balcão Arqueológico e Cuevas de Agua. Você vai passar por plantações de cacau, um balcão arqueológico que tem uma vista absurda e parar pra se refrescar com um banho num lago subterrâneo de águas cristalinas! -Playa Maguana: mais uma praia caribenha de areias brancas. Fomos de táxi (25 CUC o dia todo) e passamos um dia de mordomia. A praia é bem tranquila, almoçamos lá mesmo. Não tem nada de especial nessa praia, mas na região de Baracoa é uma das que mais nos recomendaram. - Parque El Yunque: fechamos um táxi de novo(20 CUC pelo dia) e mais 8 CUC pela entrada com guia. Enfim, lá no Yunque tem duas trilhas, a mais pesada, que dura mais de 5h até o topo da montanha e uma mais leve, que deve ter 1h, até os rios e cachoeiras. Escolhemos a segunda porque já estávamos mortas de cansaço e queríamos relaxar. Lá é muito lindo, ficamos um bom tempo nadando e relaxando nas pedras. - Passeio de bote no Rio Tôa: aproveitamos o táxi e paramos no Tôa, que é tipo um rancho. Tem plantações e eu vi também uns quartos que eles alugam para turistas(para quem gosta de hospedagem em lugares inusitados, acho válida uma pesquisa). O passeio de bote custa 3 CUC por pessoa ao longo de todo o rio. Não estávamos levando muita fé no passeio, mas acabou sendo um dos melhores da viagem. Marina que o diga, que dispensou o bote e fez quase todo o caminho nadando, hahaha. - Centro de Cultura Yorubá: fica bem no centrinho e é um centro todo mantido pelo Estado, ou seja, é de graça. Como Baracoa está no extremo oriente de Cuba, acaba recebendo maiores influências do Haiti e da Jamaica, então a cultura negra lá é bem forte. Assistimos uma apresentação a convite do nosso amigo que fez um dread na Marina, hahaha. Não tem relação com religião, é música e dança. Eu achei a apresentação muito bonita e emocionante, vale a pena. - Mirante do Hotel El Castillo: dá pra ver a cidade inteira. Lindo! SANTIAGO - Voltamos de Baracoa e passamos 1 dia e meio em Santiago, até para descansar da viagem. Nada do que lemos nos deixou muito animada, mas era a rota. Não achei o endereço da casa que a gente ficou, mas era bem ruim de qualquer jeito, haha. Santiago é outra grande cidade, como Havana, mas não tem o mesmo clima pitoresco. Nós nos sentimos um pouco inseguras lá, até porque a iluminação é ruim e tem um clima de gangue hahaha. Mas logo vimos que não tinha motivo pra preocupação, aliás, em lugar nenhum de Cuba. - Restaurante La Juliana, endereço: calle Padre Pico, 359, entre São Basílio e Santa Lucia. A comida tava uma delícia e, novidade, negociamos o preço! Dois meninos nos levaram lá e eles ganham comissão por isso. Isso é comum e normalmente são honestos e falam como é o esquema, então se você quiser comer no restaurante indicado, ótimo, se não eles podem te levar em outro que te agrade e também vão ganhar algo por isso. Não vemos nada de ruim nisso, pelo contrário. - Livraria La Escalera: Calle Heredia, 265. A pérola de Santiago! Entramos despretensiosamente nesse pequeno sebo e só saímos de lá quase 3 horas depois, com muitas histórias do senhor Conrado, que viveu antes da revolução e é extremamente culto e politizado, além de muito simpático. No alto da escada, músicos se reúnem à noite e as pessoas se amontoam na escada para ouvi-los. Infelizmente não tivemos a oportunidade de assistir uma apresentação, mas o sebo é imperdível pelo acervo mas principalmente pelo sr Conrado. - Museu Quartel Moncada(2 CUC) O alvo do primeiro ataque da Revolução Cubana é hoje um museu que conta a história da primeira fase da Revolução e ainda conserva os buracos das balas na entrada(Batista cobriu e o Fidel mandou tirar a cobertura depois que assumiu o poder). Nós gostamos! É mais organizado que o museu da Revolução de Havana, haha. VIÑALES Voltamos de Santiago para Havana no ônibus noturno(51 CUC, facada!) e da rodoviária mesmo fomos pra Viñales, a outra ponta, por mais 12 CUC. Ficamos hospedadas na casa da Tita, endereço: Calle Salvador Cisnero Interior, 9. Desde que ficamos em 2, estávamos pagando 15 CUC pelo quarto, mas em Viñales conseguimos por 10 CUC. A casa é boa e todos são simpáticos. O quarto é enorme! Só tínhamos um dia e escolhemos ir numa cachoeira, mas demos azar e como tinha chovido nos últimos dias tava tudo marrom. Já estávamos bem cansadas da viagem e a Marina tava passando mal, então Viñales acabou sendo um pouco dispensável pra gente. A paisagem da cidade é linda e todo mundo fala bem, mas realmente não tivemos sorte. A VOLTA Voltamos para Havana e passamos mais uma noite na Casa da Ania. Conhecemos pessoas que estavam começando a viagem e passamos todas essas dicas para eles, assim como nos foram passadas muitas. Esse é o espírito, e por isso fiz questão de escrever esse relato, já que foram os relatos daqui que nos inspiraram e ajudaram a tornar tudo isso realidade. <3 Qualquer dúvida adicional, pode falar comigo por e-mail [email protected] (mais rápido) ou comentando aqui no post. Também vou adorar saber como foi a sua viagem e se o meu relato foi útil pra você de alguma forma! Meu relato Cuba.doc
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