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Paraguay (Assunção e Encarnación) e Cataratas - Viagem super econômica! 9 dias - Menos de R$600,00

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Olá viajantes!

 

Antes de tudo gostaria de agradecer a Maria Emilia, MI_GR e ao russo145, pois através dos seus relatos pude planejar minha trip.

 

Dessa vez, minha viagem foi curta, mas nem por isso não proveitosa. Como moro em Campo Grande, próximo da fronteira com o Paraguai, depois de ler os poucos relatos a respeito desse país onde poucos brasileiros se aventuram para além da fronteira, resolvi dar uma esticada até Assunção, capital do país e de lá até às cataratas do Iguaçu. O roteiro encaixou direitinho nos meus 10 dias de férias e no baixo orçamento disponível para a viagem.

 

Viajei sozinho, foi uma boa experiência. Conversei bastante com paraguaios, argentinos e gringos de diversas nacionalidades. Deu pra treinar o espanhol e o inglês também.

 

A minha rota foi a seguinte: Campo Grande - Assunção/PY - Encarnación/PY - Posadas/AR - Puerto Iguazu/AR - Foz do Iguaçu - Ciudad del Este/PY - Foz do Iguaçu - Belo Horizonte

 

O total gasto foi de R$592, contando a passagem de ônibus de Campo Grande para Assunção e demais viagens de ônibus, mais R$120,00 do voo de Foz do Iguaçu para Belo Horizonte, onde terminei minha viagem visitando a família.

 

Então vamos ao relato!

 

10/03/2011 - Campo Grande/MS x Assunção/PY

 

De Campo Grande para Assunção há duas opções de empresas de ônibus: Nacional Expresso e Cometa del Amambay. A primeira tem saídas três vezes por semana em ônibus um pouco mais confortáveis que a segunda com passagem por R$132,37(atualizado em set/2014). Os ônibus da Cometa del Amambay partem todos os dias às 16h e a passagem custa R$75,00 (valor em 2011), o ônibus possui ar condicionado, porém as poltronas reclinam bem pouco (talvez já tenham melhorado a frota). Como no dia que planejei para ser o início da minha viagem não havia partida da Nacional Expresso, acabei tendo que encarar o ônibus da Cometa del Amambay. A empresa é paraguaia, o ônibus tem placas do Paraguai e motorista e cobrador são paraguaios. Vai de Campo Grande para Assunção com paradas em Dourados e Ponta Porã. Por volta das 20h o ônibus para na Policia Federal brasileira em Ponta Porã para que os estrangeiros possam registrar a saída do Brasil em seus passaportes. Cinco minutos depois, na rodoviária de Pedro Juan Caballero, já no Paraguai, o motorista recolhe os passaportes e identidade dos brasileiros e passa para alguém, não me perguntem quem, para que seja feito o processo de entrada no Paraguai. Muitos paraguaios sobem no ônibus nessa cidade e quando o embarque acaba o motorista retorna com o documento de entrada no Paraguai. Daí por diante o motorista para para qualquer um que dê sinal na rodovia, chegando a transportar pessoas em pé. Normalmente eles sobem e logo descem, o que, aliado a poltrona desconfortável, me impediu quase que totalmente de dormir. Não há parada para lanches ou janta. O ônibus tem banheiro e água mineral.

 

11/03/2011 - Assunção/PY

 

Chegamos em Assunção cerca de 05h da manhã, horário local. Ainda estava escuro e resolvi esperar amanhecer. Existem diversos guinches de cambio abertos 24h no terminal. Troquei U$10 por G$42000 e R$20 por R$48000. Comprei uma chipa por G$3000 e fiquei vendo TV até amanhecer. Aqui no Mato Grosso do Sul há muita influência da cultura Paraguaia. Comemos chipa, que é parecida com o pão de queijo, mas com formato e sabor diferentes. Comemos também a sopa paraguaia, que não é uma sopa, mas algo parecido com uma torta de milho e tomamos o tereré, um mate parecido com o chimarrão mas que se toma com água gelada. A chipa sul matogrossense é ligeiramente diferente da original paraguaia, gostei da de lá, mas prefiro a daqui, rs!

Assim que amanheceu fui para o ponto de ônibus. Foi a primeira grande diferente que vi entre o Paraguai e o Brasil. Os ônibus, que são muitos, são todos velhos. Não tão velhos quanto os da Bolívia, mas bem velhos. As portas ficam sempre abertas e os motoristas praticamente não param para você subir, apenas diminuem a velocidade e você tem que se agarrar e subir. Para descer é a mesma coisa. Acho que somente para pessoas de idade e quando há muitos passageiros eles param totalmente. Outra diferença é que não há cobrador nem catraca. Você sobe, dá o dinheiro para o motorista e ele te dá um ticket que vale como recibo. Existem alguns fiscais que sobem nos ônibus e te pedem esse recibo. Se você não guardá-lo e ocorrer a fiscalização, terá que pagar a passagem novamente.

Demorou um pouco para passar um ônibus que não estivesse tão cheio, já que com a mochila era impossível pegar um lotado. Pedi ao motorista que me avisasse quando chegasse a Plaza Uruguaya, já que fiquei hospedado no Hotel Miami, conforme indicações aqui do fórum. Após algum tempo, percebi que passávamos pelo centro, mas nada dele me dizer algo. As pessoas foram descendo, até ficar apenas eu no ônibus, então perguntei para ele se já estava chegando. Então ele disse que já havia passado. Pedi para ele parar e perguntei qual ônibus devia pegar. Ele indicou a linha 12, diminuiu a velocidade e eu desci. Eu não sei se ele fez de sacanagem ou se tinha alguma outra intenção. Sei que não foi esquecimento, já que fiquei ao lado dele todo o tempo e ele me olhava sempre pelo retrovisor. Bom, tomei a linha 12 e pedi para o motorista me avisar. Dessa vez e em todas as outras que tomei ônibus no Paraguai não tive problemas. Chegando próximo a Plaza Uruguaya ele me avisou e indicou qual rua pegar para chegar lá.

Logo achei o Hotel e subi para tentar fazer logo o check in. Eram cerca de oito da manhã e a diária só começava a contar ao meio dia, mas me deixaram entrar sem problemas, já que o quarto já estava vazio. Aproveitei para dormir, já que não conseguir dormir bem na viagem. Dormi até meio dia.

 

Depois de descansar, tomei um banho e fui conhecer um pouco do centro e almoçar. A primeira impressão da cidade foi boa. Achei tudo muito parecido com o Brasil, claro que com algumas particularidades. A segunda, depois do que já disse dos ônibus, é que lá praticamente nenhum motoqueiro usa capacete, incluindo os policiais. Apesar disso achei o trânsito tranquilo. Almocei em um restaurante Self-Service, porém com uma metodologia diferente da daqui. Como não era com balança, você diz o que vai comer e o preço é dado de acordo com suas opções. Se vai comer só salada e carne o preço é um, se vai comer salada carne e massas é outro, se vai comer arroz é outro, etc. O meu almoço, já com um refrigerante ficou em G$13000, cerca de R$5,40.

Fui até uma agência do Banco Itaú sacar dinheiro. O banco Itaú é o maior banco no Paraguai. Tem agência para todo lado. Saquei dinheiro sem problemas, só tive que pagar uma taxa de R$9,00.

Fui ao Turista Róga, um órgão de informações turísticas. Lá é possível obter mapas e informações sobre as atrações de Assunção e de todo o Paraguai. Lá também é possível utilizar a internet de graça. Peguei um mapa da área central e fui conhecer os pontos turísticos indicados. Como não são muitos e estão todos em um raio não muito grande, é possível conhecê-los todos em uma tarde. Estava um calor insuportável, quase 40ºC. Andei bastante, tirei várias fotos. Conheci desde prédios históricos até o Palácio do Governo e Congresso Nacional. Esses somente por fora. Interessante é que bem de frente ao Congresso, às margens do Rio Paraguai, existe uma favela.

Vi alguns outros estrangeiros andando tranquilamente pelo centro de Assunção, alguns com câmeras caras nas mãos. Não fui incomodado nenhum vez. Nem mesmo esmola me pediram. Alias, isso não ocorreu em nenhum dos lugares que visitei no Paraguai. Realmente a visão que temos sobre este país é totalmente errada. É um país muito bonito, com gente honesta e trabalhadora. Tem sim os seus problemas. Mas como dizem por lá, são os brasileiros que vão lá plantar e comprar maconha. Dizem até que os assaltantes que existem por lá são brasileiros. Não sei se isso é verdade, mas a impressão que tive do povo paraguaio, ao menos das cidades que visitei, foi de um povo simpático, educado e que busca a construção de um país melhor.

 

A noite fui conhecer um shopping que existe na região central de Assunção. Não é muito grande. Aproveitei para lanchar no Burguer King pagando R$8,75 por um combo que no Brasil não sai por menos de R$20,00. Depois conheci alguns bares próximo ao hotel, nas Calles Azara e Cerro Cora. São muitas opções dos mais variados estilos. Porém todos estavam com pouco movimento e nenhum me chamou muita atenção, ainda mais estando sozinho e tendo a língua como empecilho. O grande detalhe é que a maioria dos paraguaios falam muito o guarani. Como falo espanhol, quando eu puxava papo, muitos me respondiam em guarani e eu não entendia nada. Percebi também que os que sempre falam o guarani, quando estão falando espanhol, falam com um sotaque muito carregado, dificultando o entendimento. O guarani lá é considerada língua oficial e é ensinado nas escolas.

 

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12/03/2011 - Assunção/PY

 

Acordei às 08h e fui tomar café da manhã no hotel. Uma decepção. Pão, manteiga, chá e café. Acredito que seria melhor nem oferecerem desayuno. Apesar de muito indicado aqui pelo fórum, eu não recomendo o Hotel Miami. O quarto é grande, havia três camas no meu. Uma de casal e duas de solteiro. Mas os colchões e travesseiros eram péssimos. Além disso o banheiro não possui box e nem mesmo desnível para evitar que a água do chuveiro molhe ele todo. A ducha não esquentava direito (não foi problema já que estava fazendo muito calor). A TV do quarto tem "TV a gato" gritante! A qualidade da imagem é péssima, não tem um canal com imagem boa. Além disso, percebi que o hotel é usado como hotel de encontro de "casais", se é que vocês me entendem. Nesse dia, a noite, enquanto estava usando a internet, percebi a movimentação de alguns casais que chegavam sem bagagem e logo saiam com os cabelos molhados, pagando 30 mil guaranis pela utilização do quarto. Então, indo novamente a Assunção não ficarei no Hotel Miami e também não o indico para ninguém.

 

Depois do desayuno resolvi dormir um pouco mais, rs. Acordei meio dia novamente, tomei banho e fui conhecer a região onde ficam os melhores shoppings de Assunção. Tomei um ônibus que logo pegou a Avenida España. É uma região muito bonita. Muitas mansões, muitos prédios novos, muitos carrões, muitas mercedes. Alías, mercedes é o que mais tem em Assunção, muitas bem velhas, mas muitas novas também, assim como muitas BMWs e outros carros importados. Percebi que muitas mansões não tem muro, no estilo americano. Nas avenidas España e Mariscal López existem muitos bares também. Acho que é onde a noite é mais agitada. Não deu para tirar muitas fotos dessa região, mas é uma região bem moderna e bonita.

Desci no Shopping do Sol, shopping grande e bonito, com várias lojas de grifes famosas. Liguei para um amigo do site Couchsurfing que mora lá perto. Marcamos de nos encontrar e ele almoçou comigo. Almocei em outro restaurante Self-Service, mas nesse a metodologia era outra. Como era por peso, cada tipo de comida tem um peso. Você pega vários pratos e coloca cada tipo em um e pesa um por um. A salada tem um peso, as guarnições outro, a carne outro e a massa outro. Achei interessante, fora o fato de ficar com a bandeja cheia de pratos. O almoço com um refrigerante ficou em G$21000.

Meu amigo paraguaio é uma pessoa muito interessante. Bastante inteligente e culto. Sempre encontra com estrangeiros que visitam seu país, muitas vezes os hospedando. Depois de almoçar ele me levou até a sua casa, onde conheci sua família, que também são pessoas muito simpáticas. Ficamos conversando por algumas horas, fui ao mercado com eles e lanchei em sua casa. Deu para aprender um pouco sobre a cultura paraguaia, leis, salários, etc. Percebi que eles sabem muito mais sobre o Brasil do que nós sabemos sobre o Paraguai. Tomamos tereré, a única diferença da do tomado por aqui é que aqui uma pessoa serve a todos e lá cada um se serve, apesar de como aqui, compartilharem a cuia.

De lá tomei um ônibus para o outro shopping da região, o Mariscal López, maior que o primeiro e muito movimentado. Em frente a ele existe um shopping menor. Fiquei por lá até por volta das 18h quando voltei para o hotel.

Meus planos inicialmente eram ficar mais mais um dia em Assunção. Como seria domingo e todos me disseram que domingo não há nada para fazer em Assunção, tudo fecha, resolvi adiantar minha viagem e partir aquela noite mesmo para Encarnación, onde visitaria as ruínas Jesuítas.

Paguei o Hotel, peguei minhas coisas e peguei outro ônibus para o terminal.

Existem diversas opções de ônibus, desde G$40000 até G$66000. No Paraguai eles não fazem como na Bolívia, dizendo que o ônibus é ótimo, mas na verdade é péssimo. Na empresa onde a passagem custava G$40000 o atendente me disse que o ônibus era comum e era "pingua-pingua", já na de G$66000 que o ônibus era semi-cama, dois andares e direto. Escolhi a segunda. O ônibus realmente era muito bom, escolhi o andar inferior. Nessa noite consegui dormir toda a viagem. Só acordei quando chegamos em Encanación, às 05:30h da manhã.

 

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13/03/2011 - Encarnación/Posadas/Puerto Iguazu

 

Cheguei 05:30h da manhã no terminal de Encarnación. Na porta do ônibus um paraguaio já anunciava ônibus para Trinidad. O ônibus partia às 06h e custava G$6000. Perguntei onde havia um Guarda Equipaje e deixei minha mochila lá por G$5000. O ônibus saiu do terminal às 6h, porém só foi sair da cidade já quase sete da manhã, quando alguns passageiros começaram a reclamar. É que o motorista ficou rodando a cidade, enquanto o cobrador ia em busca de mais passageiros. Só saiu mesmo quando estava com a lotação completa. Às 07:30h o motorista parou e avisou que ali era a entrada para as ruínas. Peça ao motorista para descer nas ruínas, diga que não conhece. Da rodovia basta andar uns 800m. O ingresso custaGR25000 e dá direito a visitar também as ruínas de Jesus, próximo dali e mais uma mais longe. Existe um centro de apoio ao vistante com banheiros. Também um hotel, restaurantes e lanchonetes.

Fui o primeiro a chegar naquele dia. Ainda havia neblina, que logo sumiu quando o sol começou a brilhar mais forte. As ruínas são realmente muito lindas e estão bem preservadas. O lugar também é muito bonito e é possível sentir uma sensação de paz. Todo chão é coberto por uma grama bem bonita. Fiquei mais ou menos uma hora ali contemplando e tirando fotos. Quando estava saindo chegou um ônibus lotado de turistas da terceira idade.

Para chegar a Jesus, basta voltar a rodovia e subir mais 200m. Um taxista fica por lá esperando turistas ou moradores. Me cobrou G$30000 para levar até as ruínas, esperar 30 minutos e trazer de volta até a rodovia. Se eu esperasse chegar mais alguém ficaria mais barato. Resolvi não esperar e pagar os 30 mil guaranis. São 12 km até lá em estrada asfaltada. Em Jesus está a igreja mais conservadas das ruínas jesuítas. Como ela estava inacabada quando eles foram expulsos pelos espanhóis, não foi saqueada, já que não havia ouro nem obras de arte em seu interior. Também muito bonita. Vale a pena a visita.

 

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De volta ao ponto de ônibus me informaram que de hora em hora passava ônibus para Encarnación. Mas logo veio um ônibus com os moradores da região e ofereceram me levar por G$5000, aceitei. Cheguei em Encarnación por volta das 11h. Peguei minha mochila e vi do outro lado da rua, parado no ponto, o ônibus que ia para Posadas na Argentina. Encarnación fica na fronteira com a Argentina. Posadas é a cidade do lado argentina. Embarquei no ônibus, que é um ônibus circular. Paramos na imigração Paraguaia e um funcionário subiu no ônibus e recolhei as permissões. Logo em seguida parou na argentina e desci para fazer os procedimentos. O argentino me perguntou para onde ia e por que. Achei ele um pouco implicante, todos já estavam retornando para o ônibus e ele enrolando para me dar a permissão. Quando ele terminou o ônibus estava indo embora sem mim. Gritei e ele parou e consegui entrar. O rio Paraná divide o Paraguai da Argentina. A ponte que liga os dois países é muito bonita, assim como a cidade de Posadas.

Fui até o terminal para buscar informações a respeito das ruínas do lado Argentino e sobre os horários de ônibus para lá. Descobri que os ônibus que deixam em San Ignácio são os que vão para Puerto Iguazu. Peguei os horários para visitação noturna, lanchei e voltei para o centro. Era domingo. Tudo fechado, nenhum movimento. Procurei algum hotel, mas achei os preços muito altos. Resolvi voltar para o terminal e seguir logo para San Ignacio. Foi aí que me dei conta que ainda não havia feito cambio de Guaranis para Pesos. Em Posadas o guarani era aceito em todos os lugares, mas em San Ignacio eu não sabia se seriam. Até porque eu tinha poucos guaranis, tinha mais era reais. Não havia nenhuma casa de cambio aberta por ser domingo. Consegui trocar os guaranis que tinha com o cara da lanchonete e fui comprar a passagem para San Ignacio. Quando cheguei ao guichê me disseram que o ônibus estava saindo e que eu deveria pagar ao cobrador. Entrei no ônibus e quando ele veio me cobrar mudei de ideia mais uma vez e resolvi seguir direto para Puerto Iguazu. Estava muito cansado e meu plano era visitar às ruínas em San Ignacio durante a noite, ver os shows de luzes e seguir durante a madrugada para Puerto Iguazu ou domir em San Ignacio e seguir no outro dia de manhã. Porém não queria passar mais uma noite dormindo em ônibus e não sabia se havia hotéis em San Ignacio e se aceitariam meus Reais por lá. Então decidi ir logo para Puerto Iguazu, já que estava muito cansado e precisava dormir aquela noite bem, fato que não aconteceu, como direi mais adiante.

O ônibus também era muito bom, dois andares com monitores de LCD para ver filmes. Vi Tropa de Elite 2 e depois dormi até chegar em Puerto Iguazu. São cinco horas de viagem e a passagem custa 55 pesos.

 

Chegando em Puerto Iguazu fui procurar o Hostel Che Lagarto, onde tinha reserva para duas noites, mas a partir da noite seguinte. Para minha sorte ou azar havia vaga. Deixei minhas coisas no quarto coletivo com ar condicionado para 6 pessoas. A única cama disponível ficava bem de frente para a porta. Pensei, tudo bem, estou tão cansado que isso não vai me incomodar.

Sai para conhecer a cidade. É uma cidade que vive do turismo. Os hotéis e hosteis ficam em um centrinho turístico, onde existem vários restaurantes e lojas de artesanato e lembranças. As coisas acabam ficando baratas já que R$1=P$2,3, porém a maioria dos restaurantes são mais sofisticados. Paga-se a partir de R$25,00 por um bom prato de comida sofisticada. Coisa que no Brasil sairia por no mínimo R$50,00. Acabei comendo em uma lanchonete um pouco mais afastada, onde uma hamburguesa com refrigerante saia por R$8,00.

O Hostel Che Lagarto tem uma boa infraestrutura. Piscina, sinuca, totó, pingue-pongue, internet, tudo de graça. Tem bar e servem janta também. Não gostei do banheiro, a ducha estava toda entupida, não tinha box e também molhava o banheiro todo ao tomar banho. O ar condicionado funcionava bem, porém só a partir das 22h. A diária sai por meros U$7,20. Muitos estrangeiros, muita cerveja, churrasco e festa. Até aí tudo bem, meu problema na primeira noite nem foi esse. Fui dormir cedo, às 23h já estava na cama. Por volta de meia noite chegam meus colegas de quarto. Após algum tempo começa meu sofrimento. O que deita na cama ao meu lado roncou a noite toda. Roncou muito, mas muito alto. Tenho muita dificuldade de dormir com gente roncando ao meu lado. O pior é que ele roncava e peidava. ::grr::

 

14/03/2011 - Cataratas lado argentino

 

Acordei cedo, aliás, desisti de dormir às 06h da manhã. Levantei, tomei banho e fui desayunar. O Café da manhã oferecido pelo Che Lagarto é bom. Há duas ou três opções de bolos, pão, manteiga, geleia, doce de leite, duas ou três variedades de frutas, biscoitos, dois sabores de sucos artificiais, leite, chocolate, café, dentre outras coisas. Pelo preço da diária achei ótimo. Bem próximo ao hotel, pega-se o ônibus prático cataratas, que custa sete pesos. Cheguei no parque por volta das 08h. A entrada no parque das cataratas do lado argentino fica em 70 pesos para pessoas do Mercosul. São três circuitos a percorrer: paseo inferior, paseo superior e garganta del diablo. Resolvi fazer primeiro o paseo inferior, já que iria fazer o passeio curte de bote até as cataratas. São alguns milhares de degraus, passando bem perto de algumas quedas até chegar a beira do Rio Iguaçu. O passeio curto de bote, de 12 minutos custa 110 pesos, mais ou menos 50 reais. O passeio equivalente do lado brasileiro custa R$120,00. O passeio é muito bom, chega-se bem embaixo de um das quedas. O ideal é ir com rouba de banho já que todos ficam encharcados. Adorei o passeio, mas infelizmente, foi nesse mesmo passeio que o bote virou essa semana e dois turistas americanos morreram. Acredito que acidentes podem ocorrer em qualquer lugar. Achei a empresa muito profissional, todos são obrigados a usar colete e um colete muito bom por sinal. Não é permitido ficar em pé, dentre outras regras de segurança. Eu faria de novo, mas realmente deu um friozinho na barriga quando vi a reportagem, já que havia feito o mesmo passeio dias antes.

Subi todos os degraus que havia descido e fui fazer o paseo superior. Também muito bonito. Nele você vai por cima do rio, tendo acesso a parte de cima das quedas. Esse é mais curto e praticamente plano. Muito tranquilo de ser feito, inclusive por portadores de mobilidade reduzida.

Depois para chegar a garganta do diabo, é necessário pegar um trenzinho que leva até a metade do caminho. De lá por passarelas suspensas sobre o rio, caminha-se mais um quilometro. Também é possível o acesso para pessoas com mobilidade reduzida. A garganta do diabo é uma das, se não a maior queda. O ponto final é um mirante bem no alto da queda, onde o rio vira catarata. Muito bonito o local. Só essa vista já vale a viagem.

Após andar todo o dia, retornei de trem até a entrada do parque e voltei para cidade. Fiquei no parque das 08h até às 15:30h.

Cheguei na cidade e fui procurar algo para comer, mas a maioria dos restaurante estavam fechados e os que estavam abertos eram aqueles mais requintados, mais caros. Voltei na lanchonete da noite anterior e me fizeram um prato com carne, ovo, pão e salada.

Fui para hostel curtir um pouco da piscina. A noite sai para jantar e caminhei até a parte da cidade "menos turística". Um centro onde a população local faz compras. Voltei para o hostel e por volta das 23h já estava na cama. Essa foi mais uma noite sem conseguir dormir. Os meus companheiros de quarto, com quem já havia conversado e descobrido que eram argentinos, resolveram fazer uma festa com alguns gringos e passaram a noite toda entrando e saindo do quarto aos berros. A festa só terminou às 05h da manhã e quando eles foram para o quarto ainda ficaram uns 30 minutos contando piadas e rindo. Resultado: mais uma noite sem dormir direito e às seis da manhã quando eles estavam deitados, levantei sem a menor preocupação com barulho, luzes, etc, tomei meu banho, arrumei minha coisas, bati a porta umas três vezes e fui tomar café da manhã, fechar a conta do hotel e partir para o Brasil. Não aguentava mais aqueles argentinos.

Sei que foi azar meu cair no mesmo quarto desses caras. Percebi que eles não estavam fazendo uma viagem como estamos acostumados. Eles estavam ali já há alguns dias. Não faziam nenhum passeio durante o dia, só dormiam e a noite quando a galera chegava dos passeios, se juntavam a eles para conversar, beber, fumar, etc. Eram todos já de alguma idade, mais ou menos uns 35 anos e ficavam se juntando a garotada de 20 anos. Bom, cada uma na sua, mas acredito que quem fica em albergues realmente quer fazer festas, conhecer gente, etc. Mas respeito é a base de tudo. Assim como me incomodaram, com certeza incomodaram também os que estavam nos demais quartos. O pior de tudo foi os empregados do Che Lagarto permitirem tudo isso. Resolvi ir para o Paldimar Falls em Foz, mesmo a diária lá sendo 3 vezes mais cara, R$35,00, o que no fim das contas foi uma decisão super acertada, já que lá o clima é outro e R$35,00 ainda é muito barato.

 

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15/03/2011 - Foz do Iguaçu / Ciudad del Este/PY

 

Peguei o ônibus para o Brasil por R$3,50. O ônibus parou na Imigração Argentina, onde entreguei a permissão. Não parou na imigração brasileira e os estrangeiros entraram todos "ilegais" no Brasil. O que percebi é que tanto a imigração Paraguai quanto a Argentina são muito mais rigorosas e organizadas que a Brasileira, uma vergonha para nós. O ônibus tem uma parada perto do Mcdonald´s de Foz, de onde basta caminha três quadras até o Paudimar Falls centro. Deixei minha mochila, confirmei reserva para duas noites e fui direto para o Paraguai. Um dos meus objetivos nessa viagem era comprar uma câmera digital nova em Ciudad del Este, onde é possível encontrar preços até 3 vezes menores que no Brasil. O ônibus para no centro comercial de Ciudad del Este. Não é necessário fazer processo de entrada se vai apenas na zona franca fazer compras. Ciudad del Este é uma loucura, mas quem já foi fazer compras em São Paulo ou já entrou em algum shopping popular (camelódromo) em qualquer grande cidade, ou mesmo fez comprar no centro das grande capitais na época de natal, não vai achar nada de outro mundo. Falam muito da segurança, de não deixar objetos de valores a vista, dinheiro, etc. Fiquei pensando, por que alguém vai querer roubar minha câmera digital ou meu celular usados, ou mesmo meu dinheiro se é bem mais fácil esperar que eu faça compras e roubar todos os produtos novos? Então nem preocupei muito com segurança não, é claro, aquelas regras básicas devem ser seguidas como colocar a carteira no bolso da frente da calça, mulheres colocarem a bolsa na frente do corpo, etc. São muitas lojas com preços bastantes distintos para os mesmos produtos. Muitos vendedores quando você pergunta quanto custa responde com a pergunta "qual menor preço você já achou" e dão o preço cinco dólares a menos. Se você falar um preço muito baixo eles dizem, "você achou muito barato, compra lá"! Rodei o dia todo, fiquei com muito medo de comprar uma câmera recondicionado como sendo nova. Eles vendem eletrônicos recondicionados lá. Muitas lojas te dizem que é recondicionado e inclusive tem um adesivo na caixa do produto dizendo isso. Porém outras tantas vendem recondicionado dizendo que é novo. Acabei comprando em uma loja pequena em que o cara me de um desconto bom e acabei confiando nele. A dica é sempre testar o produto, pedir produtos em caixas lacradas e verificar os lacres. Ver se o número de série do produto bate com o da etiqueta da caixa, se a embalagem do manual também está lacrada, etc. Mas no final das contas, isso tudo dá pra ser refeito e podem sim te vender um produto recondicionado dizendo que é novo. Comprei uma câmera que aqui no Brasil custa 900 reais e paguei 350 reais já com o cartão de memória de 8GB e a capa. Peguei um ônibus de volta para o Brasil, desci na Receita Federal e declarei a compra. Isso é recomendado, já que no aeroporto de Foz, antes de entrar na área onde ficam os balcões das empresas, todos tem que passar a bagagem no raio-x da Receita Federal e Polícia Federal. Então se você chega lá sem a declaração podem implicar com você, já que pela legislação, mesmo dentro da cota, tem que ser feita a declaração, para controle do número de vezes que você utiliza da cota, que é restrita a uma por mês.

 

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Retornei para o Hostel. Conheci meus colegas de quarto. Dois brasileiros, um japonês e um chinês. Caras realmente boa gente. Inclusive um dos brasileiros, o Felipe acessa o mochileiros, se ler esse relato dá um alô.

Conheci mais alguns brasileiros que estavam em uma casa do outro lado da rua, que pertence ao Pauldimar e que é usada para disponibilizar quartos de casal. O preço é praticamente o mesmo e é uma mansão. O banheiro do quarto de lá é literalmente maior que todo o quarto que eu estava. Não dá nem para acreditar. Fica a dica. Quem for com um grupo maior ou em casal pergunte sobre essa opção, não vão se arrepender. É melhor que muito hotel 4 estrelas.

A noite fomos em uma pizzaria perto do hotel onde o rodízio sai por R$13,50 e é muito bom! Outra dica valiosa.

Depois de algumas noites sem dormir direito, nessa eu dormi muito bem. A galera desse hostel era super educada. Tanto os brasileiros quanto os gringos. Além disso havia vários avisos sobre o dever de se respeitar o horário de silêncio, que é após a meia noite. O quarto do lado humilde do albergue é melhor do que o quarto do Che Lagarto, o banheiro é bom, só não gostei das divisórias que colocaram para várias pessoas poderem utilizar o mesmo banheiro ao mesmo tempo, uma no chuveiro, uma no vaso sanitário e outra na pia. Achei muito estranho, além de diminuir bastante o espaço, principalmente na área do vaso, onde uma pessoa mais alta ou gordinha vai ter problemas para se acomodar.

 

 

16/03/2011 - Hidrelétrica de Itaipu e Cataratas lado brasileiro

 

Depois de uma noite bem dormida, acordei cedo, tomei banho e fui tomar café da manhã. O café da manhã do Pauldimar é mais ou menos igual ao do Che Lagarto. Bom, dá pra armazenar bastante energia para os passeios, rs! Conversando com um funcionário do hostel, descobri que era melhor ir bem cedo para Itaipu, já que o último passeio lá é as 15:30h e de lá ir para as cataratas que ficam abertas até às 19h. Peguei um ônibus em frente ao mcdonald´s que vai até Itaipu. Fiquei impressionado com a infraestrutura montada para atender os turistas. Gente de todo mundo visita Itaipu. Havia muito mais estrangeiros que brasileiros por lá. Muitos japoneses de terceira idade. Escolhi fazer o circuito especial, que visita a parte externa e interna da hidrelétrica. O preço é R$50,00 mais estudantes, professores e doadores de sangue com carteirinha pagam meia. O passeio inicia-se com um vídeo bem interessante sobre a história de Itaipu. Depois todos deixam seus pertences de mão em um armário, não é permitido entrar com bolsas ou mochilas. Todos tem que passar pelo detector de metais. Foz do Iguaçu está em uma região de triplice fronteira. Muitos documentos dizem que ali estão presentes organizações terroristas e criminosas, então toda segurança é bem vinda. O passeio na parte externa é feito em um ônibus, parando nos principais pontos de interesse. Somos acompanhados por duas guias e as informações são repassadas em português e inglês. Tive muita sorte, pois duas das três comportas estavam abertas e isso só ocorre em 10% dos dias do ano. Depois visitamos a parte interior de Itaipu. Vale muito a pena. Quem gosta de engenharia e/ou história vai adorar. Todo o funcionamento da hidrelétrica é explicado, assim como detalhes de sua construção. Todo o passeio é muito bonito, tanto o externo quanto interno. Quem puder pagar os R$50,00 ou R$25,00 (meia) não vai se arrepender. Um detalhe interessante de Itaipu é que lá é território Brasileiro e Paraguaio. Existe inclusive uma linha que mostra essa divisão no chão de Itaipu. Tudo lá é dividido entre brasileiros e paraguaios: o número de turbinas, a quantidade de trabalhadores, etc. Existe dois presidentes, um brasileiro e um paraguaio, etc.

 

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O passeio terminou meio dia. Peguei um ônibus de volta ao terminal e de lá outro para as cataratas do lado Brasileiro, pagando apenas uma passagem. A entrada no parque do lado brasileiro para brasileiros custa R$22,00, porém quem tem cartão de crédito ou débito do itaú paga meia. Paguei R$11,50. Logo depois da portaria pega-se um ônibus que para nos principais pontos de acesso às atrações. É possível, mas não interessante, ir direto às passarelas principais, há inclusive elevador para as pessoas com mobilidade reduzida. Desci no ponto de início das trilhas e logo após alguns passos já se tem a primeira vista das cataratas. Do lado brasileiro se tem uma visão ampla das cataratas, de longe. Não digo que é pior nem melhor que o lado argentino. Digo que se completam. Recomendo visitar os dois. A trilha do lado brasileiro é bem menor e bem mais tranquila que do lado argentino. No fim chega-se àquelas passarelas que todos estamos acostumados a ver na TV que dão acesso bem próximo a algumas das quedas e que no seu fim é impossível ir sem se molhar todo. Vale muito a pena também, muito bom! Depois sobe-se de elevador até a parte de cima de uma das quedas. Pode-se chegar bem perto também do leito do rio. Achei interessante que seria totalmente possível fazer uma passarela até a garganta do diabo, do lado brasileiro do rio. Não sei porque não fazem, deve haver um acordo entre os dois países.

Peguei o ônibus de volta a portaria do parque e de lá outro de volta ao hostel. Curti bastante a piscina nesse dia, fazia muito calor. Aproveitei bastante a hidromassagem da piscina, já que estava com as costas doloridas de tanto andar nos últimos dias. A noite voltamos a pizzaria da noite anterior.

 

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Fui dormir mais de meia noite. Era o fim da minha viagem. Curta mais bastante proveitosa. Bastante econômica também. Contando tudo, menos o gasto com a camera digital e a passagem de Foz para Belo Horizonte de avião (R$120), gastei menos de R$600,00. Deixo em anexo minha planilha de gastos para consultas e planejamentos de quem quiser se aventurar pelo Paraguai ou pelas cataratas, ou quem sabe pelos dois, como eu fiz.

Espero que gostem do relato, apesar de longe e detalhista.

Adorei o Paraguai e pretendo voltar outras vezes, para treinar o espanhol, para conhecer melhor Assunção e as outras cidades do interior que não conheci. Gostei bastante da parte da Argentina que conheci, apesar dos argentinos malas colegas de quarto no Che Lagarto. A Argentina é um país que quero conhecer por inteiro no futuro.

Gostei muito de Foz do Iguaçu, uma cidade muito bonita e organizada, com gente bonita e educada. Fiquei surpreso, já que normalmente cidade fronteiriças são uma bagunça!

 

Um abraço e fico a disposição para dúvidas!

 

Roteiro viagem Paraguai alternativo.xls

 

http://mochilaobarato.com.br/conhecendo-o-paraguai/

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rpn,

 

Parabéns pela trip. Vendo as fotos deu saudade de rever Asuncion , Foz e Puerto Iguazu e também conhecer as Missões. Essa viagem já esta em minha lista para as próximas trips.

 

As fotos estão D +

 

Maria Emilia

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olá,

 

estou indo este mês conhecer as cataratas do lado argentino, no entanto terei pouco tempo. Pretendo chegar as 8:00, hora que o parque abre ,e tenho que sair as 12:00, pois meu voo é as 14:40. Acredito que não dará para conhecer tudo... nesse pouco tempo, que roteiro vale mais a pena eu fazer de modo que eu conheça o máximo de atrações possíveis? espero que você possa me ajudar!

 

Marina

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Parabéns conterrâneo!!! O Paraguai é um país que admiro, tanto por seu povo como por sua cultura e belezas naturais.

As fotos estão ótimas e o relato muito bem explicado!!!

Abraço.

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Marina,

seu voo sai de Puerto Iguazu ou de Foz do Iguaçu? Porque se for de Foz recomendaria conhecer o lado brasileiro, já que ficaria muito corrido para você. Se for sair de Puerto Iguazu acho tranquilo, mas não vai dar pra conhecer tudo lá não, talvez o circuito superior e a garganta do diabo.

Boa sorte,

Abraço!

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Pdavid,

Valeu mesmo. Adorei o Paraguai também, pretendo voltar.

Apesar de morar em Campo Grande sou de Belohorizontino, rs! Mas já me considero um pouco Campograndense também. Abraço!

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Opa RPN beleza!

 

Então cara, tenho maior vontade de fazer meu mochilão e tô querendo começar pela america do sul, uma dúvida, em relação a viajar sozinho, me diz ai na sua opinião os prós e os contras, to planejando alguma coisa, mas sempre me vem a cabeça isso, se vale a pena, lógico que com amigos deve ser melhor, a bagunça e tal, mas sozinho, qual a sensação?

Valeu aí e boas viagens!!

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Fala Robertofilho,

 

Cara, depende de você. Se tem facilidade para fazer amizades, conhecimento de outras línguas é tranquilo, já que na viagem vai conhecer muita gente que e até poderão fazer parte do roteiro juntos. Se não tem e não gosta de fazer as coisas sozinho, não recomendo. Se não liga para ficar sozinho no hotel, fazer passeios sozinho, etc, vá tranquilo. A vantagem para mim é fazer as coisas como você quer. Se vai um grupo muito grande, sempre tem um que quer fazer uma coisa e outro que não quer, acaba dando confusão. Uma sugestão é você fazer uma mochilão curto, talvez aqui mesmo no Brasil e ver como se sente, se gostar encara o que você tem planejado. Espero ter ajudado. Abraço!

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É verdade cara. Tô planejando um mochilão, ainda não sei pra onde e economico, mas acho que dou conta sim, sou do Ceará e estou morando em São Paulo sozinho já faz um ano, acho que não vou ter dificuldades.

Beleza então vou fazer isso mesmo, um mochilão só pra pegar uma experiência!

Valeu por responder cara!

 

Deus abençoe!

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  • Conteúdo Similar

    • Por beatrizz
      Saudações! 
      Esse relato é sobre a subida ao Monte Crista em Garuva, que fica perto de Joinville. 
      A chegada em Garuva foi na sexta dia 07 de Setembro, no fim da tarde. Optamos por passar a noite no Espaço de Vivência Monte Crista. Que não faz parte da trilha oficial pra montanha, mas fica a 2 km da recepção. 
      Sobre esse espaço tem muito a compartilhar, é um lugar místico, onde acontecem diversas vivências, como meditação, temascal, e outros. Há chalés do ladinho do Rio que você pode passar a noite ouvindo o barulho da água. A comida (3 refeições) está inclusa na diária e é vegetariana, deliciosa. Fica em torno de R$ 350 pra 2 pessoas. O espaço compartilhado tem muitos pássaros comuns da região e um local de oração e Cerimônia construído por índios nativos, ali há uma energia muito clara. 
      No sábado acordamos cedinho e tomamos um café reforçado, depois partimos até a recepção do Monte Crista. A entrada sem estacionamento é de 4 pilas. 
      Logo no início você passa por uma ponte pênsil legal. 
      A subida é pesada, porque o terreno é muito parecido em todo o percurso, subida íngreme e ganho de elevação rápido. Vários pontos com escadas de pedras construídas pelos jesuítas. É muito bonito. Diferente do Pico Paraná por exemplo, não há um grau de dificuldade tão grande com raízes e pedras, mas prepara o corpo pra resistência. 
      Enfim chegamos ao cume após 4:30, é importante seguir a trilha principal porque não há placas, e é fácil se perder. 
      No cume do monte encontramos vestígios de acampamento, porém não havia ninguém lá. Achamos estranho porque na recepção nos falaram que muitas pessoas haviam subido... 
      Arrumamos nosso acampamento e o tempo estava fechado, não dava pra ver um palmo na frente, isso também dificultou pra tentar ver onde as outras pessoas estavam. Em função do horário decidimos ficar por ali mesmo. 
      Não estava frio, nem tinha vento. Mais a noite o céu abriu e ficou maravilhoso, aí conseguimos ver as lanternas em um ponto um pouco abaixo de onde estávamos, depois descubrimos que lá encontra-se um marco do Monte Crista, que é onde deve acampar kkkk. Também é um lugar mais protegido do vento. Por sorte o tempo nos ajudou e não fomos lançados montanha a baixo. 
      A noite o bixo pegou, a temperatura caiu muuuito de uns 15 graus para cerca de 4. E não estávamos preparados, ou seja, a noite foi tensa quase não dormimos de frio..... 
      De manhã estava nublado, o sol não mostrou as caras, mas mais tarde alguns raios nos presentearam e deu pra fazer algumas pics. 
      Arrumamos as coisas e descemos a montanha, com quase metade do tempo, em menos de 3 horas chegamos a base. 
      Ps. Esqueci de levar panela, a caneca de metal de café, virou panela e chaleira, improvisos hehehe. 
      Enfim, voltamos ao Espaço de Vivência e conseguimos ainda descolar um almoço antes de pegar a estrada. 
      Ps2. Não é legal subir a montanha pelo espaço de vivência, primeiro pq há uma trilha por ali, mas pouco demarcada, a probabilidade de se perder é bem maior, segundo porque o espaço não tem controle e formulário de subida, e se algo acontecer será um transtorno para eles e para quem está na trilha. O objetivo do espaço é relaxar mesmo. Por isso sempre comece a trilha pela base. 
      No final da experiência há sempre saldo positivo, qualquer montanha 🗻 tem algo a ensinar, cada uma é diferente, especial, única. Aprendemos o que fazer e o que não fazer. Vamos captando os sinais do universo, sobre nossa missão. Aprendemos a ouvir o coração, e não a personalidade. 
      Quero voltar ao Monte Crista com objetivo de fazer a travessia do Quiriri. Mas esse é outro relato. 
      Avante, viver o que precisa ser vivido. 














    • Por danicsml
      Depois de algumas torrões de sol e algumas bolhas nos pés, sobrevivi para compartilhar (e tentar atualizar) informações sobre a nossa trip (marido e eu) nas férias.
      Bora lá: foram 14 dias de viagem pelas seguintes cidades:
      Los Angeles: 3 dias
      Las vegas:  2 dias
      Willian - Grand canyon: 02 dias 
      Page: 1 1/2 dia
      Monument Valley: 1 dia
      Moab : 1 dia
      Salina: só pernoite
      Las vegas: 1/2 periodo compras + 1 noite
      Los angeles: 1/2 periodo compras + 1 noite.
      Total gasto: 22 mil para o casal (é minha gente o dolar tá qse um rim). Segue a planilhinha em anexo. Pessoal eu vou consertar uns valores aq e já posto de novo!!!
       
       
    • Por PEDROMG
      Oi galera!
      Estou aqui (depois de alguns poucos meses) pra compartilhar com vocês sobre a minha primeira (de muitas kkk) solo trip.
      Se me perguntassem há uns 2 anos atrás se eu teria coragem de viajar sozinho, eu certamente responderia que não faria isso (por medo+tensão+acho que não consigo).
      Até que a vontade de romper essa barreira passou a me consumir e comecei então a trabalhar a mente e me preparar aos poucos pra que eu realizasse isso que se tornou um sonho, uma necessidade.
      Minhas férias do trabalho venceram mas decidi que só as tiraria quando definisse um destino bacana, que tivesse praias lindas (e que eu acreditasse ser capaz de me virar sem companhia rs).
      Foi aí que decidi ir em abril para #Cartagena e #SanAndrés (aquele paraíso onde fica o famoso mar de 7 cores).
      Comecei então a olhar as passagens, lugares para me hospedar, definir rotas, pesquisar sobre a moeda e preços locais e assim fui me familiarizando com cada detalhe e adquirindo a segurança necessária pra embarcar na minha #primeiraviagemsozinho.
      Comprei minhas passagens de Brasília > Panamá > Cartagena / Cartagena > San Andrés / San Andrés > Cartagena / Cartagena > Panamá > Brasília...
      E FUUUI!!!
      Ao chegar no aeroporto de Brasília, bateu aquele leve medo de: é agora!
      Embarquei e durante o voo, devido a tensão, me lembro que tive até um pesadelo.
      Cheguei ao Panamá, celular sem bateria, sem adaptador de tomada mas feliz e empolgado, confiante e pronto pra continuar.
      Lá estava eu desembarcando no aeroporto de Cartagena arrepiado e sorrindo ao mesmo tempo.
      Sem celular e sem voucher de onde eu me hospedaria, fui até o balcão de informações e pedi pra que olhassem pra mim o endereço do hostel... deu certo.
      Que cidade linda, que energia boa, cheia de pessoas felizes, contagiante!!!
      Conheci lugares incríveis, conheci pessoas legais (sou tímido pra isso, mas estar sozinho e naquele lugar maravilhoso acabou mudando isso até sem eu percebesse).
      Dica: se hospedem no Bourbon St Hostel Boutique.
      Depois de 3 dias muito bem vividos, bora pra San Andrés conhecer o Caribe...
      Chegando no aeroporto (que tumulto!!!), eu só queria ver aquele mar das fotos que me fizeram chegar até lá...
      E WOOOOOOOOOW!!! Inacreditável! "P**rra, eu realmente tô no Caribe!"
      Dica: se hospedem no El Viajero.
      Depois de uma semana, de conhecer a beleza surreal da ilha e nadar bastante, partiu voltar pra Cartagena (com todo prazer!) por mais 3 dias.
      Em San Andrés, assim como em Cartagena, conheci outros viajantes que estavam viajando sozinho pela primeira vez também e compartilhar as experiências e momentos foi fundamental.
      Talvez se eu estivesse esperado alguém pra me acompanhar, eu não teria tido essa experiência sensacional, nem conhecido tais lugares e ainda estaria me questionando: será que eu consigo viajar sozinho?
      Sobre os lugares que visitei, recomendo e recomendo de novo.
      *A única coisa que me contrariou durante a viagem foi que comprei um sombreiro (esse das fotos) de um vendedor ambulante por 20.000COP e pouco depois achei numa loja
      por 7.000COP... aff, kkk...
      Se tiverem curiosidades ou quiserem dicas, é só me contactar :)
      Estou pronto pra próxima... a dificuldade agora é escolher algum destino dentre tantos maravilhosos pelo mundo... porque meu medo, eu já venci \o/








    • Por tabatajac
      Conhecida como uma das travessias mais bonitas do país, a travessia Petrópolis x Teresópolis é feita dentro do Parque Nacional da Serra dos Órgãos e conta com aproximadamente 30 quilômetros de trilha, que podem ser feitos em um, dois ou três dias, além de diversos desvios.
      Antes de mais nada, é preciso comprar os ingressos no site do Parnaso e, se for fazer a trilha em mais de um dia, pagar pela sua estadia, que pode ser em camas beliche ou bivaque dentro do abrigo, ou no camping. Vale lembrar que em feriados, principalmente no inverno, a travessia fica bem cheia e os abrigos esgotam rápido. Nós demos sorte e pegamos uma desistência, conseguindo fazer no feriado de 7 de Setembro.
      Para quem fica no abrigo, é disponibilizado panelas, utensílios de cozinha, fogão e banheiro com (pasmem!) água quentinha. Já para quem fica no camping, você também vai poder usar o banheiro para tomar banho, além de outro banheiro do lado de fora do abrigo e um ponto de água, onde dá para encher as garrafas e lavar as panelinhas e utensílios que você levar.
      No total, pagamos R$ 102,00 cada um, incluindo o valor da travessia (R$ 26 da trilha e R$ 26 de adicional de fim de semana), duas noites de camping (R$ 10 cada uma) e dois banhos (R$ 15 cada um).
      O próprio site do parque oferece informações oficiais sobre a travessia, sempre vale dar uma olhada.
      DIA 1 – Petrópolis x Castelos do Açu
      Distância: 8 km
      Tempo: 7 horas
      Ganho de altitude: 1.145 metros
      Saímos do Centro de Petrópolis um pouco antes das 8:00 e chamamos um Uber para adiantar um pouco as coisas. Para quem quiser ir de ônibus, primeiro você vai ter que pegar um para o Terminal de Correias e depois outro para um pouco antes da portaria do parque. Pagamos R$ 36,00 até lá. Chegamos na portaria, assinamos o termo de responsabilidade, enchemos as garrafas de água e começamos a subir às 9:20.
      O primeiro ponto depois da portaria é o Poço do Presidente e a Cachoeira Véu da Noiva. Como saímos um pouco tarde da portaria, fomos só até o primeiro ponto, enchemos as garrafas, comemos uma barrinha de cereal e seguimos. A subida até aqui ainda não é tão íngreme, mas depois do poço comecei a sentir as pernas avisarem que a declividade tinha aumentado (e eu achando que estava bem preparada). Chegamos na Pedra do Queijo às 11:30 e paramos para beber água, comer e subir na pedra para ver o visual.

      Pedra do Queijo

       
      Pedra do Queijo 

      Visual de cima da Pedra do Queijo
      De lá, partimos para o Ajax, onde chegamos às 13:15. Essa, para mim, foi a subida mais puxada, até mais que a Isabeloca que vem depois e dizem ser a parte mais difícil do primeiro dia. Acho que o bastão de caminhada fez a diferença, já que subi essa parte sem ele, mas usei na Isabeloca. O Ajax é o próximo ponto de água depois do poço e o último antes do abrigo, além de ser também onde o pessoal costuma parar um pouco mais para almoçar (ou comer alguma coisa com mais sustância). Atenção para os períodos de seca, já que é comum o Ajax secar. Nós pegamos o ponto com pouca água, mas ainda deu para encher as garrafas. Até esse ponto, já havíamos caminhado por volta de 5 quilômetros, com mais 3 pela frente até o abrigo dos Castelos do Açu.

      Parada no Ajax
      De cara para aquele paredão que era a Isabeloca, saímos do Ajax às 13:55 e começamos a última subida do dia. Conseguíamos ver as pessoas lá em cima, com suas mochilas coloridas, já quase chegando ao topo. Depois de muito anda e para, chegamos lá em cima às 15:15 e paramos na próxima plaquinha para tirar um pouco as cargueiras, beber água, comer e tirar umas fotos. De lá, conseguíamos ver uma formação rochosa bem ao longe que parecia ser os Castelos do Açu, e que ainda estava distante para caramba.

      Subindo a Isabeloca

      Topo da Isabeloca
      Colocamos as cargueiras de volta e voltamos a seguir a trilha quando, de repente, os Castelos do Açu (agora de verdade) surgiram à nossa frente, imponentes e tão mais perto do que a gente imaginava. Ali a emoção bate de leve e você começa a fazer o balanço do que foi o primeiro dia. E se a emoção dali não bastasse, andando mais um pouquinho surgem o abrigo e a Serra dos Órgãos, que se faz ver pela primeira vez, com o Dedo de Deus em riste. Chegamos ao abrigo às 16:30, depois de aproximadamente 7 horas de caminhada. Depois de dar nossos nomes, o cara do abrigo informou que o camping poderia estar lotado e, se esse fosse o caso, poderíamos armar a barraca no próprio castelo (o que eu acho que já foi permitido um dia, mas hoje é proibido em dias normais). Subindo de volta para os castelos, encontramos um ponto perfeito, logo abaixo de outro casal que havia armado a barraca um pouco acima.

      Chegando nos Castelos do Açu

      Abrigo do Açu e a pontinha do Dedo de Deus

      Pôr do sol dos Castelos do Açu
      Barraca armada, seguimos de volta para o abrigo para um banho mais que merecido. Os banhos são de 5 minutos contados no relógio pelo responsável do abrigo, que fica do lado de fora do banheiro controlando o pessoal e batendo na porta quando o tempo acaba. Com um pouco de desorganização, conseguimos tomar banho (que no fim deu um tilt na água quente e o pobre do Marcello terminou na água congelante) e voltamos para a barraca para fazer o jantar, que seria um arroz Tio João com calabresa para ele e com tofu para mim. Alimentados, fomos aproveitar um pouco da vista dos castelos, de onde dá para ver toda a cidade do Rio de Janeiro e suas luzes cintilantes, e depois fomos dormir.
      DIA 2 – Castelos do Açu x Sino
      Distância: 7,5 km
      Tempo: 8 horas
      Tendo acordado um pouco de noite, uma das vezes com frio, acordei de vez por volta das 5:30 e comecei a ouvir as vozes murmuradas do pessoal que acordou para ver o sol nascer. Juntei todas as forças que eu tinha para encarar aquela friaca e saí da barraca. Mas caraca, como valeu a pena. O céu laranja começava a iluminar a Serra dos Órgãos à esquerda e a Baía de Guanabara à direita. Subi na pedra com a câmera preparada e os primeiros raios de sol começaram a sair de trás das nuvens. Acho que foi o momento mais mágico de toda a travessia (com direito à musiquinha do Rei Leão, cantada pelo casal da outra barraca).

      Os primeiros raios de sol iluminam a Serra dos Órgãos

      Nascer do sol dos Castelos do Açu

      A Serra dos Órgãos e a nossa barraca

      Abrigo visto de cima dos Castelos
      Com o sol já mais alto, tomamos café, desmontamos a barraca e seguimos para o abrigo, onde terminamos de nos preparar para o segundo dia. Saímos de lá às 9:00 (bem tarde!) e logo de cara vimos a primeira descida e subida do dia, que seria o Morro do Marco. Com pedras que formam uma escadinha, às vezes com degraus altos que vão precisar da ajuda das mãos, chegamos ao primeiro ponto às 9:30 depois de um quilômetro, onde só tiramos algumas fotos e seguimos em frente. De lá, já conseguíamos ver o próximo vale, bem mais profundo que o anterior, onde encontraríamos o primeiro ponto de água do dia.

      Saindo do Abrigo do Açu

      Visão do Morro do Marco com os totens que guiam o caminho
      Chegamos no ponto de água às 10:10, onde encontramos um grupo sentado descansando e comendo alguma coisa. Enchemos nossas garrafas, comemos umas castanhas e seguimos com a subida em mata fechada e bem íngreme, com raízes servindo de degraus. Nossa próxima parada era o Morro da Luva, onde chegamos às 11:25. Lá, avistamos o Garrafão pela primeira vez, que serviria de guia pelo resto do dia, virando sua cara carrancuda aos poucos até se revelar completamente na Pedra da Baleia. Mas calma que ainda faltava muito para isso (e bote muito nisso). No Morro da Luva, tiramos as cargueiras um pouco para aliviar o peso, bebemos água e tiramos fotos. Depois, seguimos atrás de um grupo com guia que disse que aquele ponto era muito fácil de se perder, já que a rocha abre muitos caminhos e não é tão bem sinalizado quanto o primeiro dia.

      Subindo o Morro da Luva

      Topo do Morro da Luva com os Castelos do Açu ao fundo

      Garrafão e o Dedo de Deus começando a ficar encoberto
      Depois de descer mais um vale, chegamos ao próximo ponto de água logo antes do Elevador, que estava seco. Descansamos um pouquinho e chegamos ao temido Elevador às 12:30. Com 67 degraus, ele é bem mais longo do que eu imaginava, e também mais cansativo. Subi usando a mochila de lastro, que nem o Corcunda de Notre Dame, para ver se ela me jogava para frente e não para trás. Contei três vergalhões faltando, mas a rocha dá um bom apoio nessas horas, e a tração da bota é essencial. Com 3,5 quilômetros caminhados (e escalaminhados) desde o Açu, chegamos ao topo do Elevador, onde tínhamos mais 4 quilômetros pela frente.
       
      Totens e Elevador visto de longe

      Elevador
      Depois do Elevador, a coisa começou a esquentar e nem tirei mais a câmera da mochila, tirando fotos só com o celular. Logo após o topo do Elevador, surge uma rocha com uma subida bastante íngreme, onde é preciso usar as mãos e confiar na bota, acompanhada como sempre de outra descida, também bem íngreme e onde me pareceu melhor descer meio de lado (as bolhas que eu ganhei depois não concordam muito com a minha teoria). Subindo mais um pouco, chegamos ao Morro do Dinossauro, onde paramos para beber água e descansar. O rosto carrancudo do Garrafão já nos observava, assim como a cabeça do elefante (indiano, e não africano, como disse um outro trilheiro também descansando por ali).

      Morro do Dinossauro

      Cara mal humorada do Garrafão
      De lá, tocamos para o Vale das Antas, onde chegamos às 14:30. Último ponto de água do dia, aproveitamos para comer e encher as garrafas. Um dos guias que encontramos lá ressaltou que essa água não é muito legal, já que muitas pessoas usam os arredores da nascente como banheiro, então não se esqueça de levar Clorin e talvez evitar esse ponto de água se sua garrafa ainda estiver cheia. Depois de dois belos pães com atum e castanhas, começamos a subida do Vale das Bromélias até a Pedra da Baleia, chegando lá às 15:10. O topo da Pedra da Baleia fica a 6 quilômetros do Açu, faltando ainda 1,5 quilômetro até o abrigo do Sino.

      Pedra da Baleia
      Quando começamos a descida em direção ao Mergulho, vimos no paredão do outro lado várias mochilas coloridas subindo a escadaria de pedra que daria no Cavalinho. Logo depois, vimos o Cavalinho. Uma rocha triangular um pouco mais clara que as demais que chegava a brilhar com o sol da tarde que começava a se pôr. Naquela hora, bateu um frio na barriga. Mas ali não tem o que fazer se não seguir em frente, e foi o que fizemos.

      Pessoal subindo em direção ao Cavalinho
      No Mergulho, tivemos a sorte de encontrar um grupo com guia que estava usando cordas para descer, que ele caridosamente nos deixou usar. Já vi vários vídeos de pessoas que fazem esse pedaço sem corda, mas com certeza seria mais difícil, sem contar que provavelmente nós teríamos que tirar a cargueira das costas. Logo antes da próxima subida, uma setinha de ferro fincada no chão (como muitas outras antes) indicava o caminho e fiz ali meu check point, no estilo Super Mario. Se caísse do Cavalinho, pelo menos eu não ia precisar voltar tudo! 😂
      Chegamos no Cavalinho às 16:05 com uma pequena fila de pessoas para subir. O espírito de camaradagem que rola lá em cima foi o que nos fez conseguir subir aquele negócio. O grupo da frente nos ajudou a içar as mochilas e um dos caras ajudou a puxar o Marcello depois dele ter montado no Cavalinho, que então me ajudou a subir. Mas o Cavalinho era brincadeira de criança perto da próxima rocha, apelidada carinhosamente de “coice”. Nela, de novo ajudaram o Marcello a subir com a cargueira nas costas, oferecendo a mão de cima dela, mas quando chegou na minha vez, tive que tirar a cargueira e a menina atrás de mim ainda teve que empurrar meu pé para que minhas pernas dessem altura para subir (malditas pernas curtas!).

      Cavalinho
      Passado o desafio, ainda foi preciso subir uma escada de ferro (obrigada pessoa que teve que carregar esse troço nas costas para colocar ela ali) e caminhar mais um pouquinho até a bifurcação do abrigo e da Pedra do Sino. Chegamos lá às 16:40 e no abrigo às 17:10. Alguns grupos seguiram direto para a Pedra do Sino para ver o pôr do sol, mas nós optamos por descer para pegar um bom lugar no camping e deixar para ver o nascer do sol do cume.

      Bifurcação Pedra do Sino, Abrigo 4 e Travessia
      Montamos nossa barraca e fomos logo para a fila do banho, muito mais organizada que no dia anterior. E que banho! A água quente não desligou dessa vez e conseguimos tomar banho em até menos que os 10 minutos totais que nós dois tínhamos. Banhados, fizemos nosso sopão de macarrão e capotamos.
      DIA 3 – Sino x Teresópolis
      Distância: 11 km até a barragem, 14 km até a portaria
      Tempo: 4 horas até a barragem
      Acordei por volta das 4:30 com o burburinho do pessoal se movimentando para ir ver o nascer do sol na Pedra do Sino. Ponderei todas as minhas escolhas de vida até aquele momento e decidi que continuaria deitada ali, no quentinho, e que veria o nascer do sol da Pedra da Baleia que tem atrás do abrigo (que não é a mesma Baleia do dia anterior). Abri a barraca por volta das 5:40 e segui a trilha que sai de trás do abrigo. Consegui pegar os primeiros raios de sol da Pedra da Baleia, de onde se vê o pessoal no topo da Pedra do Sino.

      Nascer do sol da Pedra da Baleia, atrás do Abrigo 4

      Pessoal vendo o nascer do sol da Pedra do Sino
      De lá, voltei para a barraca, sacudi o Marcello, tomamos café e seguimos para a Pedra do Sino enquanto muitos grupos já começavam sua descida. Saímos do abrigo às 8:40 e chegamos no topo da Pedra do Sino às 9:10. A subida não é muito íngreme e a rocha é bem sinalizada, com totens de pedra que indicam o caminho. E o que se pode dizer da diferença que é andar sem a cargueira? Ali eu consegui entender como um ser humano faz essa travessia em um dia só.

      Pedra do Sino com os Castelos do Açu ao fundo

      Visão da Pedra do Sino com Teresópolis ao fundo
      A Pedra do Sino é o ponto culminante da Serra dos Órgãos, com 2.263 metros de altitude e de onde se pode ver os três picos de Friburgo, a ponta do Garrafão, os Castelos do Açu e a Baía de Guanabara. Depois de muitas fotos, descemos para o abrigo, onde desmontamos a barraca e seguimos para Teresópolis.

      Começando a descida para Teresópolis
      O terceiro dia é praticamente só descida, quase toda ela em zigue zague e com a trilha muito bem marcada. Tendo saído do abrigo às 10:45, chegamos às ruínas do Abrigo 3 e ao Mirante de Teresópolis às 11:50 e na Cachoeira Véu da Noiva, já na parte baixa do parque, às 13:45. Lá, era como se a gente já tivesse chegado, mesmo faltando ainda 2 quilômetros até a Barragem e mais 3 até a portaria do Parque.

      Mirante de Teresópolis ao lado do antigo Abrigo 3
      Quando vimos a porteira que dá para a Barragem, bateu a emoção de novo. Concluímos nossa primeira travessia. Quase 30 quilômetros de muita subida, descida, rochas e pirambeiras. O casal que desceu com a gente do Véu da Noiva até ofereceu carona, mas agradecemos e dissemos que queríamos fazer portaria a portaria. Orgulho besta. 😄

      Chegamos!
      DICAS
      Se você pretende fazer a travessia durante um feriado, compre os ingressos com bastante antecedência. Os abrigos lotam rápido e não ter que carregar a barraca com certeza ajuda bastante.
      Uma boa bota (já amaciada!) ou tênis de trekking são essenciais, já que em muitos momentos você vai depender da tração dela para subir ou descer as rochas com segurança. Não aconselho fazer com tênis de academia ou de corrida, já que eles tendem a escorregar.
      Lembre-se que você vai ter que carregar sua mochila durante três dias, e que o peso dela vai se multiplicar com as subidas e o seu cansaço. Leve apenas o essencial.
      Com isso em mente, não subestime o frio. No inverno, as temperaturas podem ser negativas lá em cima e ninguém merece dormir com frio. Leve isolante, um bom saco de dormir, e roupas térmicas (tipo ceroula) se for acampar.
      Há diversos pontos de água no caminho, mas alguns deles podem secar no inverno. Nós levamos duas garrafas de Gatorade (totalizando um litro) e mais uma de 750 ml e foi suficiente, mas pegamos apenas o ponto do Elevador seco. O Ajax também pode secar, então leve isso em consideração.
      Mesmo com previsão do tempo boa, leve capa de chuva. O clima na serra pode ser imprevisível e bem diferente da situação na portaria.
      Leve um GPS ou celular com aplicativo de trilhas já instalado e o mapa e tracklog já baixados. Nós usamos o Wikiloc e seguimos esta trilha.
      Sobre a sinalização, ela é muito boa no primeiro e terceiro dia, e razoável no segundo, com pontos onde é possível se perder, principalmente se o tempo estiver fechado e com serração. Os totens de pedra ajudam bastante, já que são visíveis de longe, e há também setas pregadas na rocha e pegadas pintadas no chão. Mas mesmo assim, não deixe de levar algum tipo de GPS, já que no segundo dia há trechos em que essa sinalização fica devendo.
      Lembre-se que todo o lixo deve voltar com você e não pode ser deixado nos abrigos (e muito menos durante a trilha!), inclusive restos de comida. Então, não esqueça de levar saquinhos para o lixo.
      Já sobre as cordas, nós não levamos nenhuma, mas tivemos a sorte de sempre estar perto de grupos com guia que levaram e usamos as deles. Eu não diria que são totalmente indispensáveis, já o Marcello acha que seria quase impossível fazer sem elas, principalmente na hora de descer o Mergulho e içar as mochilas no Cavalinho.
      EQUIPAMENTO
      Mochilas: Quechua de 40l e Trilhas e Rumos de 48l
      Barraca: Quechua Arpenaz 2XL
      Sacos de dormir: Trilhas e Rumos Super Pluma (conforto +6°C e extremo 0°C)
      Isolante: Conquista 9mm
      Travesseiro: Quechua Air Basic
      Fogareiro: Guepardo Mini Fogareiro Compact
      Panelinha e utensílios: Quechua
      Cartucho de gás: Nautika 230g (de acordo com o que pesquisamos, dura por volta de 120 minutos)
      Lanterna de cabeça: Forclaz ONNIGHT 50 (30 lúmens)
      Bastão de trilha: Quechua Arpenaz 200
      ALIMENTAÇÃO
      Para a principal refeição, que seria o jantar, levamos um arroz Tio João da linha Cozinha Fácil, Sopão Maggi de macarrão com legumes, uma calabresa e uma lata de atum (para o Marcello) e tofu defumado (para mim).
      Para o café da manhã, levamos pão integral, Polenguinho, Toddynho e o tofu.
      Durante o dia, comemos amendoim, castanhas, avelã, Club Social, torradinhas Equilibri, barras de cereal, salaminho, chocolate e pão com Polenguinho e atum. Levei também um pacote de cookies Jasmine que voltou fechado.
      DESVIOS
      Há diversas outras trilhas para se fazer dentro do Parque, mas eu diria que o principal desvio dentro da travessia é para os Portais do Hércules. Nós chegamos a ponderar se faríamos ou não, mas os relatos variavam de 40 minutos a 1h30 de trilha para ir e depois o mesmo para voltar, tempo esse que nós não tínhamos. Sem contar que disseram que é uma trilha de difícil navegação, muito fácil de se perder. Mas se você realmente quiser encarar, o que o pessoal normalmente faz é sair muito, muito cedo do abrigo (às vezes antes do nascer do sol) e esconder as cargueiras na mata perto da bifurcação para fazer a trilha sem elas. Só não vale esquecer onde escondeu a mochila. Ouvimos a história de um cara que não conseguia encontrar sua cargueira de jeito nenhum e, depois de uma hora procurando achando que havia sido roubado, desistiu e seguiu a trilha. Ele só conseguiu reavê-la esse ano, dois anos depois de ter feito a travessia, quando alguém fazendo a trilha a encontrou junto com sua carteira e documentos.
       
    • Por kely.alves
      Muitos me questionaram porque ir para Florianópolis que é a Ilha da Magia em pleno outono e a resposta foi bem simples: MEGA PROMO!!
      Tava um valor bom, então bora fazer desse limão uma limonada delícia. 😀
      Floripa é muito conhecida por suas praias exuberantes e gente bonita passando para cima e para baixo. Mas por conta do período do ano (Outono) eu sabia que não daria praia, mas que poderia fazer muitas outras atividades como trilhas e bater perna por outras áreas.
      Época fria, mas tive a sorte de não pegar chuva nenhum dia, então, foram dias e noites bem aproveitados.
      Eu dispunha somente de um final de semana prolongado, então fiz muitas coisas nesses meus 3 dias e meio. Mais uma vez com a ajuda de alguns amigos desse site, consegui fazer a seguinte programação:
      13.06.2018: Chegada em Floripa (à noite)
      14.06.2018: Trilha Lagoinha do Leste
      15.06.2018: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      16.06.2018: Trilha da Galheta
      17.06.2018: Jogo do Brasil e retorno para SP
      Dia 1: Chegada em Floripa
       

      Dentre as muitas opções que me foram dadas, optei em me hospedar na Lagoa da Conceição por ser o centro efervecente de Floripa, uma boa quantidade de hostels, restaurantes, bares, mercados, fácil acesso ao Sul e ao Norte. Enfim, localização perfeita!
      Me hospedei no Gecko´s hostel http://www.geckoshostel.com/ (RECOMENDO!!) e com um valor ótimo de diária R$ 30,00 sem café da manhã. Caso opte pelo café, paga-se R$ 10,00 a mais.
       

      📌Sugestão:
      Faça suas compras nos mercados próximos. Há opções de orgânicos, sacolões, mercados grandes, mercados menores, padarias com pãoes quentinhos. É possível usar todos os utensílios da cozinha do hostel. Sai mais barato e você pode fazer um café mais reforçado, pois achei bem fraquinho o deles. Para o jantar, sugiro o mesmo, pois só tinha lanches disponíveis nos arredores e precisava de comida por conta da energia gasta nas atividades. Sendo baixissima temporada, muitos locais estavam fechados. Na ponta do lápis, foi uma ótima economia também!💲
      Do aeroporto até o hostel o percurso foi de meia hora e custou R$ 26,00 com uber. Chegando lá, a recepcionista me perguntou se eu estava afim de ir numa festa numa balada onde a entrada era VIP até 23h30 e tinha um free shot de Catuaba pelo simples fato de estar hospedada com eles (ganharam pontinho positivo). Com meu colega de quarto (que tinha acabado de conhecer e topou meu convite) partimos para essa vibe underground chamada Santa https://pt-br.facebook.com/santalagoa/. O lugar toca um pouco de tudo desde funk a clássicos indie anos 2000. Tava meio vazio, mas o pouco pessoal que lá estava tocaram o terror e foi bem animado.
      Voltamos cedo porque no dia seguinte seria o único dia de sol daquele final de semana e queria fazer a melhor trilha de todas.
      Dia 2: Trilha Lagoinha do Leste
      De todas as dicas que recebi a mais indicada foi essa trilha. Ela possui dois caminhos: um fácil e rápido (sem vista) ou um mais longo e com vista espetacular. Optei pelo segundo.
      Usando ponto de partida como a Praia do Matadeiro:

       
      📌Depois de passar pela praia e entrar na trilha depois das placas indicativas, mantenha sempre o lado direito. Pq uma hora as placas desaparecem e sobram trilhas no chão. Não tem erro. É tranquilo.
       

       
      Essa foi a única placa que encontrei no caminho, depois foi seguir esse esquema de manter a direita e deu tudo certo. Pelo caminho sempre se encontram pessoas que estão fazendo o mesmo trajeto e passada a parte de mata fechada, se abre um costão lindo, rende fotos espetaculares:

      E o lance de manter a direita faz todo sentido se chega nessa parte: se for para a esquerda você desce o costão que cai direto no mar, e não queremos isso, certo?
      Fiz uma parada para contemplação e lanchinho antes de continuar a caminhada e depois que retomei o caminho, vê-se do alto de um morro o destino: Praia da Lagoinha do Leste:

      Como se pode ver no canto direito da foto é realmente uma lagoinha que fica de frente para uma praia. Sendo baixíssima temporada, estava sem ninguém, por exceção de dois pescadores que parei para conversar e saber como ir embora (já que não seria o mesmo caminho da ida) e como faz para chegar no ponto alto do passeio: Morro da Coroa.
      Andando pela praia vê-se uma montanha e dizem que no alto dela a vista é sensacional, mas tem que ter disposição e pernas fortes para subir. Como não estava lá à toa, fui, é claro.
       

      É uma subida realmente bem íngrime e há pontos em que para ter mais segurança, você sobe literalmente de quatro, mas vale a pena e a vista. Os pescadores tinham dado uma dica boa por qual caminho seguir onde não há desprendimento de pedras no caminho e subi bem e em segurança.

      À medida em que se vai ganhando altura, consegue ver perfeitamente a Lagoa e a praia.
      Chegando no topo, estava receosa de estar sozinha no meio do nada e no alto de um morro, mas tinha um grupo de amigos lá e me juntei a eles. Foi ótimo pela cia, pela conversa, pelas trocas de fotos e principalmente pela cia no retorno, pois apesar de gostar de entrar no meio do mato, não gostaria de estar nele sozinha com pouca luz, afinal, segurança em primeiro lugar.
       
      Existe um ponto de foto clássica nesse morro, tipo Pedra do Telégrafo no Rio de Janeiro. Fiquei meio desengonçada, mas eu fiz a tal foto depois de milhares de tentativas. Ficou mais ou menos boa. Preciso de braços mais fortes para erguer as pernas, mas o que vale é a intenção.

      Esse foi o único dia de sol que realmente peguei nessa viagem então, a cor da água fica incrivel e rende ótimos flashs. Super recomendo. (Mesmo em dias nublados, porque a vista vale muito a pena, além do desafio de fazer uma trilha de tempo razoavelmente longo)
       

      Como tudo o que sobe, desce, fizemos com tranquilidade o caminho de volta e com atenção para não nos machucarmos ou sofrer qualquer torção. Porque sendo íngrime, certas partes na volta, também faz-se sentado.
       

      O retorno foi feito pela trilha do Pântano Sul que é bem demarcada, com pontos onde é possível encher as garrafas de água e não tem erro porque ela é fechada por mata e não tem bifurcações, mas diferente do caminho da Praia do Matadeiro, ela não tem vista, e consequentemente ela é mais rápida (45 mins mais ou menos)

       

      A saída por essa placa leva a uma rua que não sei o nome, mas que tem ponto de ônibus que roda por vários lugares, inclusive para a Lagoa da Conceição. Mas não pode ter pressa, porque o sistema de transporte de Florianópolis não me pareceu muito eficente: ele te deixa num terminal e depois desse terminal tem que pegar outro ônibus. É bem demorado, mas é o modo mais econômico.
      Chegando no hostel, fui fazer meu jantar e descansar, afinal a caminhada foi boa: 3h na ida e 1h20 na volta + o trajeto de buso que desisti de contar o tempo.
      Portanto, se forem à Floripa coloquem esse destino na lista, não vão se arrepender!
      📌O que levar para esse passeio:
      Água: não há quiosques ou ambulantes pelo caminho (na alta temporada, talvez); Lanche; Protetor solar; Agasalho; Ao fazer a trilha pelo Matadeiro, sugiro estar com calça comprida para proteger as canelas da vegetação rústica que tem pelo caminho e não se machucar; Repelente; Câmera para fotos espetaculares; Disposição, muita disposição. Dia 3: Tour Área Norte: Santo Antonio de Lisboa, Jurerê Internacional, Fortaleza de São José da Ponta Grossa, Barra da Lagoa
      Por meio do app Couchsurfing troquei contato com uma pessoa que mora em Floripa e estava disponível para me levar para passear. Esse novo amigo me perguntou o que eu gostaria de conhecer e respondi que parte histórica das cidades é algo me encanta. Então, fomos eu e uma colega do hostel que estava sem programação. Colocamos gasosa no carro do amigo e fomos rodar por aí para conhecer um pouco do passado para entendermos o tempo presente. Esse foi o nosso roteiro:

      Foi muito produtivo!
      Breve resumo histórico:
      "Os primeiros habitantes da região de Florianópolis foram os índios tupis-guaranis. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência. Os indícios de sua presença encontram-se nos sambaquis e sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4.800 A.C. Já no início do século XVI, embarcações que demandavam à Bacia do Prata aportavam na Ilha de Santa Catarina para abastecerem-se de água e víveres. Entretanto, somente por volta de 1675 é que Francisco Dias Velho, junto com sua família e agregados, dá início a povoação da ilha com a fundação de Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) - segundo núcleo de povoamento mais antigo do Estado, ainda fazendo parte da vila de Laguna - desempenhando importante papel político na colonização da região.                                                                                                                                          Em 1726, Nossa Senhora do Desterro é elevada a categoria de vila, a partir de seu desmembramento de Laguna. A ilha de Santa Catarina, por sua invejável posição estratégica como vanguarda dos domínios portugueses no Brasil meridional, passa a ser ocupada militarmente a partir de 1737, quando começam a ser erguidas as fortalezas necessárias à defesa do seu território. Esse fato resultou num importante passo na ocupação da ilha.
      Nesta época, meados do século XVIII, verifica-se a implantação das "armações" para pesca da baleia, em Armação da Piedade (Governador Celso Ramos) e Armação do Pântano do Sul (Florianópolis), cujo óleo era comercializado pela Coroa fora de Santa Catarina, não trazendo benefício econômico à região.
      No século XIX, Desterro foi elevada à categoria de cidade; tornou-se Capital da Província de Santa Catarina em 1823 e inaugurou um período de prosperidade, com o investimento de recursos federais. A modernização política e a organização de atividades culturais também se destacaram, marcando inclusive os preparativos para a recepção ao Imperador D. Pedro II (1845).
      Dentre os atrativos turísticos da capital salientam-se, além das magníficas praias, as localidades onde se instalaram as primeiras comunidades de imigrantes açorianos, como o Ribeirão da Ilha, a Lagoa da Conceição, Santo Antônio de Lisboa e o próprio centro histórico da cidade de Florianópolis."
      Fonte completa: http://www.pmf.sc.gov.br/entidades/turismo/index.php?cms=historia&menu=5&submenuid=571
      Santo Antonio de Lisboa: grande ocupação açoriana e portuguesa. Região que tem grande concentração de sambaquis que são vestígios indígenas.


      Igreja de Nossa Senhora das Necessidades: construção proximada em 1750.

      Considerada uma das mais belas expressões do barroco no sul do Brasil.
      Jurerê Internacional: a cara da riqueza com suas mansões estilo americanas. Casas sem muros e ruas largas. Muito chique.  

       
      Fortaleza de São José de Ponta Grossa (1740): Ao Norte da Ilha de Santa Catarina, entre as praias do Forte e Jurerê, ergue-se um dos mais belos monumentos catarinenses do século XVIII: a Fortaleza de São José da Ponta Grossa. Em conjunto com as Fortalezas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava o sistema triangular de defesa que deveria proteger a Barra Norte da Ilha contra investidas estrangeiras e consolidar a ocupação portuguesa no Sul do Brasil. (Fonte: http://www.fortalezas.ufsc.br/fortaleza-ponta-grossa/guia-fortaleza-de-sao-jose-da-ponta-grossa/)

       
      Fui muito bem recebida por um ser gracinha que estava no caminho😍

      Barra da Lagoa: O bairro da Barra da Lagoa está localizado na costa leste da Ilha de Santa Catarina, entre o Rio Vermelho e a Lagoa da Conceição. Distante cerca 19,8 km do centro de Florianópolis, a Barra da Lagoa é uma comunidade tradicional, que ainda mantém viva a raiz cultural açoriana e madeirense, como a pesca e a produção de trançados, a confecção da renda de bilro e de redes para a pesca artesanal. (Fonte: http://www.guiafloripa.com.br/cidade/bairros/barra-da-lagoa)
      Ruelas estreitas, vida simples e com um paz que muita gente procura. Ótimo lugar para caminhadas.

       

       
      Dia 4: Trilha da Galheta
      Florianópolis tem muitas trilhas para serem apreciadas. Escolhi essa porque me falaram que era muito bonita a vista e daria tranquilamente para eu fazer sozinha. Sai na caminhada da Lagoa da Conceição e fui até a Praia Mole. Chegando lá tem uma entradinha de terra sentido praia que disseram que era caminho para chegar na Galheta.

      No final dessa estradinha realmente vira praia e como era um dia de semana, no outono e tempo nublado não tinha quase ninguém só raros gatos pingados.

      Não deu praia, mas deu para fazer a caminhada com muita tranquilidade e relaxamento:

      Da praia mole até a Galheta há um paredão de pedras que a gente segue uma trilhazinha e é bem demarcada e esse lado é realmente muito bonito. No meio do caminho encontrei um rapaz que fazia sua caminhada de boas como eu e conversamos. Como ele  tb estava sozinho, eu disse que estava fazendo essa trilha da Galheta e queria sair na Barra da Lagoa, perguntei se ele tava afim de acompanhar e ele topou. Perguntamos a um local como fazíamos para subir a trilha pela mata e ele indicou uma faixinha de areia que passou desapercebida da gente e seguindo os conselhos do local deu tudo certo e tivemos essa vista:

      Tenho certeza que num dia ensolarado a cor da água deve ser sensacional.
      Infelizmente não há placas indicativas, mas depois que se entra na trilha é só seguir a demarcação no chão e seguir sempre em frente. No final saimos num bairro residencial e encontramos outro morador ilustre pelo caminho e não resisti, tirei uma fotinho:

      O final do nosso caminho nos levou até a Trilha Arqueológica também chamada de Trilha da Oração, é um santuário Arqueoastronômico. Nela encontra-se um conjunto de Monumentos Megalíticos, que são pedras que estão posicionadas de forma estratégica, que mostram exatamente quando ocorrem os fenômenos de solstício e equinócio, e também determinam a direção norte-sul.
      (Fontes: https://inspiralma.com/2017/10/11/trilha-arqueologica-fortaleza-da-barra/  https://arqueoastronomia.com.br/atividades)

      Infelizmente não pude conhecer esse lugar e estava rolando umas atividades muito boas e algumas gratuitas, mas como eu tinha caminhado uns 9km estava bem cansada e precisava almoçar em algum lugar. Deixo os links acima para quem tiver interesse nesse lado místico que eu achei sensacional e gostaria de me aprofundar, mas a natureza da fome foi mais forte.

      Tudo bem, mais um motivo para voltar para esse lugar incrível e como vocês podem ver, há muitas trilhas e caminhos para desbravar.
      Depois de comer algo, mais uns 3km desse local chegamos na Barra da Lagoa e é uma graça de simplicidade e beleza:

      Meu parceirinho de trilha precisava ir embora e eu estava cansada, mas aproveitando que eu já estava na Barra da Lagoa, fui conhecer uma trilha que leva para umas piscinas naturais Ela é bem curtinha e leva uns 30 minutos e é bem sinalizada. Reuni força, animo e vontade e fui.

      Valeu a pena!


      Depois de ver tudo o que gostaria, peguei um ônibus de volta para a Lagoa da Conceição. Jantei, estiquei as pernocas e vocês acham que fui dormir? Bem, era esse o plano original, mas quando você se hospeda em hostel, ainda mais naqueles que parece que você está em casa com seus melhores amigos, recebi o convite para um aniversário de uma moça que estava no mesmo quarto que eu numa balada mara em Floripa. Fizemos nosso esquenta no hostel e depois tocamos pra vibe! Já que temos espírito teen, ele baixou em mim e assim ficou...hehehe

      Pessoas sensacionais. E que noite!!!
      O dia seguinte era meu retorno a SP e pela primeira vez na trip me permiti dormir até a hora em que meu corpo quisesse. (Respeitando o horário do check out, é claro).
      Esses poucos dias foram lindos e intensos e conheci muita gente boa e especial pelo caminho. Muitas mulheres ficam com receio de sairem sozinhas por ai afora e posso dar a dica de ouro: SE JOGA!! Quando emanamos boas energias, boas pessoas e bons momentos serão atraídos até a gente. Não se limite a esperar cia, às vezes a sua agenda e de seus amigos podem não bater e você perde a oportunidade de fazer bons novos amigos pelo caminho.
      Ir para novos lugares é um prazer imenso e uma perfeita válvula de escape para mim, mas voltar para casa tb me alegra, e muito.

      Espero ter colaborado um pouco para o planejamento de algumas pessoas e mostrar que a Ilha da magia, mesmo em céu cinzento é linda e acolhedora.
      Qualquer dúvida que tiverem podem me perguntar que será um prazer ajudar. Tenho comigo a planilha de gastos dessa viagem, caso necessitem.

       
       
       
       
       
       
       
       
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