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Olá viajante!

Bora viajar?

Leste Europeu em 25 dias.

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Depois de dois longos anos, finalmente os países europeus começaram a se abrir sem restrição em relação ao covid. Apesar de que eu realmente queria viajar para algum canto da Ásia, mas devida ainda a muitas restrições, eu acabei escolhendo a Europa mesmo, pois moro na Alemanha.  Resolvi ir para o leste devido aos custos, pois não queria gastar muito nessa viagem, mas acabei percebendo que não consegui economizar tanto quanto eu pensava.

em Fevereiro ainda, eu já tinha feito o planejamento e comprado/reservado as passagens e hotéis, pois assim consegui preços melhores. Marquei o itinerário para:
Frankfurt - Helsiki
Helsinki - Tallinn
Tallinn - Riga
Riga - Vilnius
Vilnius - Warsaw
Warsaw - Gdanks
Gdanks - Krakow
Krakow - Kosice
Kosice - Budapeste
Budapeste - Bratislava
Bratislava - Praga

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Uma repretensação do itinerário

 

Escolhi inicar por Helsinki, por mais que a Finlândia não seja Leste e muito menos barato, mas não tinha voo direto para Tallinn, e os que tinham conexão eram muito mais caro do que pra Finlândia. No fim paguei 156€ no voo com direito a uma bagagem.

 

Helsinki


O voo incialmente era para sair as 19:30 de Frankfurt, porém acabou atrasando um pouco mais de uma hora. O meu maior receio era a chegada, pois depois da meia noite, Helsinki tem pouca opção de transporte, e a chegada que era para ser as 22:50 (somando +1 hora da timezone) acabou sendo a meia noite e pouco.

Por sorte o aeroporto de Vantaan não é grande, o que possibilitou chegar rápido na parada de ônibus. Mas foi aquela correria nervosa. Saí do avião, fui ainda para esteira pegar a mala, passei pelos bens a não declarar (não tem imigração, pois é voo doméstico), e fui seguindo as placas que apontava para ônibus naquele passo apertado. Graças a organização dos finlandeses, consegui facilmente sair em frente as paradas dos ônibus, sem me perder. Em frente ao ônibus tinha a maquina para compra de bilhete, paguei cerca de 5 euros e entrei no ônibus. Foi literalmente faltando 1 minuto para a partida, só fui sentar que o ônibus partiu.

Existe tanto trem quanto ônibus para o centro com boa frequência, porém como já eram meia noite e meia, não tinha mais trens, então tive que pegar o ônibus. Eles passam toda a madrugada, porém com intervalos muito longos, duram cerca de 45 minutos para chegar no centro e fazem algumas paradas no meio do caminho.

A questão toda da pressa era também pelo transporte público dentro da cidade, pois o último tram para o hostel era perto das 1:30 da madrugada. Assim que desci da estação final do ônibus, peguei o celular, abri o mapa e fui seguindo para o ponto do tram. A cidade estava ainda bastante movimentada pelo horário, o dia seguinte era feriado, se via muitos jovens andando pela rua. 

Consegui chegar a tempo para o último tram da noite, se eu o tivesse perdido, teria que andar cerca de 3km de distância (jamais pagaria taxi, pois seria muito caro).
O hostel que fiquei se chama Eurohostel, paguei 104€ para 2 noites, quarto privado. Era o que tinha em mais em conta perto do centro, pois os outros eram muito caro ou muito longe.

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Último tram da noite

 

Acordei no dia seguinte com barulho de chuva, e a previsão era para continuar assim por uma semana. A chuva vinha e voltava, então como não tinha alternativa, vesti o meu casado e sapatos impermeáveis, esperei a chuva diminuir e saí para explorar a cidade.

A cidade em si não tem muita coisa para ver, tem um par de igrejas, um centro pequeno e alguns museus. Eu pessoalmente não achei nada de interessante, para quem está acostumado com a Europa, é apenas mais uma cidade. Como não tinha outra coisa a fazer, fui nos principais pontos turísticos da cidade. Fui às igrejas, a praça central, um jardim botânico, ao museu, e assim descobri porque Helsinki não tem muita coisa. A cidade é muito nova (em relação a Europa), não só a capital mas o país. 1000 anos atrás a Finlândia era muito pouco desenvolvida, tinha várias aldeias mas nunca teve muita gente. Por ser muito ao norte e frio, a população original ficou na pré-história por muito tempo. A capital foi transferida de Turku para Helsinki 1800 pelos Suécos, pois a pertencia a Suécia. Apenas a partir de 1970 que ela começou a se desenvolver de verdade, pela industrialização do país. O país mesmo foi criado em 1917, quando conseguiu sair do domínio russo.

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Catedral de Helsinki

 

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Estação central

 


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Biblioteca de Helsinki

 

Devido a chuva, não consegui explorar muita coisa além dos pontos turísticos. Quando a chuva apertava eu ia para um lugar coberto e ficava até amenizar. No final da tarde, pelas 18 horas, a chuva já tinha parado e de vez em quando ainda se via um raio solar. Como era quase verão, o sol se punha muito tarde (lá pelas 23), então fui ao forte Suomenlinna. 

O forte foi construído pelos Suécos ainda em 1700, e ainda tem muita coisa preservada. Para mim foi a coisa mais interessante que vi no país, pois eu gosto muito de visitar fortes e castelos. Apesar de se pegar um ferry, a linha faz parte do transporte público da cidade, e pude utilizá-lo com o cartão de transporte válido por 24h (mas se pode comprar bilhete único como se fosse um ônibus, o preço não muda).

A ilha é habitada, então tem casas de moradores, fazendo assim aberto ao público o dia todo e gratuito para entrar. Exceto pelo pequeno museu que é pago e estava fechado, pude conhecer toda a área dele.

 

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Uma ponte para o forte. 19:00 mas ainda com muita claridade.

 

Fiquei na ilha por umas duas horas, andando para cima e pra baixo, tirando foto, apreciando o mar e a vista.

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A esquerda a entrada do forte, a direita uma casa

 

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Canhões apontando para o mar

 

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Algumas das centenas de ilhas que Helsinki possui

 

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A parte interna do forte, ou do que sobrou dele

 

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A entrada principal

 

Essa claridade era ainda 21 horas, e assim voltei para o hostel. No dia seguinte ainda tinha a manhã toda livre na cidade, porém apenas andei pelo centro, porque a chuva não ajudou muito. Na tarde fui ao porto para pegar o ferry para Estônia.
Foi minha primeira vez em um ferry, e também em um navio gigante. Parecem prédios flutuantes. A viagem em si não teve nada de interessante, pois como estava nublado e com neblina, não era possível ver mais que 10m de distância do barco. Como estava de mochilão, procurei uma cadeira pra sentar e fiquei lá a viagem toda, 2h no total. Custo do ferry foi 19€

 

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Sentado esperando o tempo passar.

 

 

 

 

Editado por Davi Leichsenring

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Tallinn

Cheguei no "final da tarde", entre aspas pois ainda estava bem claro, era um pouco antes das 18:00. Meu hostel era no centro da cidade velha. Fui a pé mesmo do porto, pois era uma caminhada de 20 minutos. Tallinn vale a pena ficar pelo centro velho, além de ser onde tem a maioria dos hosteis, se hospedar  em uma cidade murada é uma experiência incrível, o preço de hostel é barato também, paguei 40€ para 3 noites, no 16eur - Old Town Munkenhof, quarto com 4 camas.

Depois de fazer check-in e deixar a mochila, saí para andar sem rumo, subindo e descendo as vielas da cidade velha, até parar em um bar muito antigo. Ficava quase embaixo de uma torre, e dava para ver que estava lá desde a construção da muralha, algo realmente único.

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Dentro do bar, tirei só uma foto pois tinha mais gente nas outras mesas

 

Mas uma coisa que eu não esperava era pagar caro em cerveja. Em qualquer bar elas custavam mais que na Alemanha. Pagava em média 5€ por 500ml. A comida também não era muito diferente, eu pagava em média 12€ para almoçar. A Estônia está se desenvolvendo em um polo tecnológico, talvez seja por isso que os preços estejam mais caros do que se esperava para um país do leste.

Como o dia nunca acabava, saí para conhecer o resto da cidade murada, vendo os muros e torres que circulam o centro.

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Uma torre

 

Nesse dia tive a oportunidade de contemplar as Noites Brancas de Dostoevsky. Ele escreveu um livro com esse título, que é uma pequena história clássica do estilo romântico "depressivo", diria eu, de um rapaz e sua solidão nas noites de verão de St. Petersburgo (que fica a menos de 400km de Tallinn). Noites brancas é pelo fato de que no verão as noites ficam com uma luz esbranquiçada no céu, pela posição geográfica da cidade, tornando as noites sempre um pouco branca.
 

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Noites brancas - Uma das entradas da cidade murada, já era quase meia noite.

 

No dia seguinte, acordei novamente com o barulho de chuva. Para minha infelicidade, a previsão do tempo dizia que iria chover por todo final de semana. Mas, como não tem outro remédio, esperei a chuva amenizar e saí.

Andei praticamente por toda área vizinha ao muro. A muralha em si não é sempre contínua, possuindo várias lacunas, não é possível percorrer pelo muro por muito tempo. Outro ponto é que as partes em que você pode subir ao muro é pago, pois cada faixa da murada, é uma empresa privada que faz o controle de pagamento e manutenção, então não tem como comprar um bilhete único de visita, precisa comprar separadamente a cada ponto se quiser subir.

Como gosto muito de locais históricos, comprei o bilhete em quase todos os pontos de subida, se não me engano eram 5 pontos separado. O custo médio era 5 euros cada.

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Subida de uma torre

 

Ainda chovia, então segui para o museu das torres de Tallinn. Para quem quer pagar apenas um bilhete para visitar a parte murada, esse é de longe o mais interessante. Custa 15€, um tanto caro para um museu, mas vale a pena visitá-lo. Nessa visita você consegue subir em 3 torres, caminhar por uma parte murada e, visita também um túnel que fica em baixo da parte murada (com custo extra de uns 2€ que me lembre), de 1km mais ou menos. Além disso também tem exposições de artefatos históricos da cidade.

 Para minha felicade, quando estava passando por uma das janelas, vi que a chuva tinha parado e o céu se abriu.

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Vista da janela da torre

 

O resto do dia foi ficar caminhando pela cidade velha. Não tem muito mistério conhecer os pontos turísticos de Tallinn, pois praticamente tudo fica literalmente dentro dos contornos da muralha, então é só ir andando e descobrindo. Eu diria que em um dia completo se consegue ver tudo que queira na cidade.

Acredito que é mais simples colocar as fotos da cidade do que descrevê-las.

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A torre gorda
 

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Vista de uma torre

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A cidade

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Outra parte murada

 

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torres e mais torres

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Mais uma parte murada

 

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O castelo de Tallinn

 

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Viela medieval

 

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Outra viela de mais de 700 anos de idade

 

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Parte de trás de um mosteiro

 

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A prefeitura na praça central

 

No terceiro dia acordei novamente com barulho de chuva, mas pelo menos a previsão de chuva tinha mudado dizendo que de tarde iria abrir o céu. Então fiquei a parte da manhã toda no hostel. Assim que a chuva parou e vi alguns raios solares, me arrumei e saí.
Porém, não tinha mais o que explorar dentro da cidade velha, então fui conhecer a cidade nova. Essa parte da cidade não tem nada de interessante turisticamente para conhecer, pois são prédios modernos e edifícios grandes de empresas, nem foto tirei. Passei no porto, e para minha surpresa, tinha um porta-aviões da OTAN estacionado. Vale lembrar que Tallinn fica a 300km de distância da Rússia, e a invasão da Ucrânia já tinha acontecido.

 

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Navio da Otan

Voltei para o centro velho algumas horas depois, fiquei perambulando pela cidade e as vezes sentava em uma praça para ver a vida passar.

 

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Imagine quantos bebados não dormiram na sarjeta desse bar, que permanece aí há muitos séculos.

 

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Não sou eu na foto

 

 

No dia seguinte acordei (finalmente sem chuva) e fui a rodoviária, pois iria a Letônia. Peguei um tram do lado de fora da cidade que me levou em frente a estação, o bilhete custou 1,50€.
Apesar de haver trem entre Tallinn e Riga (e quase sempre escolho trem), o trajeto da linha férrea era muito mais longo, 7h de viagem, enquanto de ônibus era apenas 4h:30min de viagem, então fui de ônibus mesmo, paguei 16€ no bilhete. A empresa se chama Lux Express, e são confortáveis, melhores do que os da Flixbus.

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Riga

Cheguei em Riga no meio da tarde numa estação de ônibus bem acabada, perto do centro antigo. Peguei minha mochila e fui andando até meu hostel, coisa de 5min de caminhada. Larguei minhas coisas e fui direto pro centro, pois estava com fome. E aqui outra decepção na questão de custos. A Letônia é um país pobre, mas a parte turística da cidade é mais cara do que deveria. O hostel custou 38€ para 2 noites, quarto com 4 camas. Pelo menos fica numa localização boa e é um ótimo hostel, Cinnamon Sally Hostel. Quando fui procurar restaurante ou lanchonte para comer, não achei nada menos que 12€ (exceto fast food, mas não gosto de comer no McDonalds e similares) e com cerveja a custo de 5€, e eu pensando que consegueria economizar. Mas isso é algo exclusivo da parte turística da cidade, se você for para outras zonas, consegue preço mais em conta, porém quem viaja a turismo em geral não vai ficar caçando restaurante em bairro a 5km do centro. 

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parte central de Riga

 

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Uma das praças centrais

 

O centro é pequeno, a parte histórica se visita em 1h -2h tranquilo, porém infelizmente a chuva veio atrás de mim, tive tempo de ficar umas 2h no seco, mas começou a garoar e com previsão de mais chuva para noite. Voltei pro hostel para descansar um pouco, e vi que a previsão era chuva também no dia seguinte todo. Mas, já que estou pagando para viajar, não vou ficar parado esperando a chuva que nunca passa. Peguei meu casaco e saí embaixo de chuva mesmo.

Mas, em vez de voltar ao centro, fui atrás de um prédio que eu tinha visto enquanto estava no ônibus. Ele é bem chamativo, pois além de ser alto, tem um estilo bem soviético, pois foi construído logo depois que a Rússia invadio o leste europeu.
A chuva estava apertando, então resolvi entrar no prédio, pois a porta estava aberta, e descobri que se podia subir até o topo para ver a cidade por cima. Não me lembro exatamente o preço, mas não foi caro, acredito que era 2 euros a entrada.

 

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Puro estilo soviético

 

Ao subir, descobri que o prédio, outrora o departamento do governo, hoje é um edifícil comercial como qualquer outro, com várias empresas, por isso que estava aberto já tarde, umas 19:00 horas e fechava lá pelas 23:00 horas.

De cima pude observar Riga no seu estilo decadente. Como não sou guia turístico, posso dizer palavras feias para descrever a cidade. Muitas construções se deteriorando, exceto pelo centro, é uma cidade um tanto feia.

 

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Visa pro centro da cidade

 

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Visa para parte norte da cidade

 

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Vista para parte leste, lado oposto ao centro

 

A chuva continuava a cair, então resolvi voltar ao hostel e ficar por lá.

Fazendo amizade no hostel, resolvemos ir, em 4 pessoas, no dia seguinte para Sigulda, pois é uma cidade que possui parques e 2 castelos. Quando se fala em castelo, eu estou sempre lá.

 

Dia seguinte, chuva intensa ainda, fomos a estação de trem e compramos bilhete para Sigulda, custou menos de 2 euros, 1h de viagem em um trem um tanto passado do tempo, mas está valendo.
A chuva continuava a cair, mas como não tinha outra opção, saímos da estação e fomos caminhando até o parque, cerca de meia hora de caminhada.
De qualquer forma, o parque vale a pena visitar, a região é bem bonita, com muito verde, pena que estava chovendo bastante.

Meia hora depois estavamos chegamos a entrada do parque que possui um palácio novo, construído no séc. 18. Fomos logo visitar o interior dele, mais para fugir da chuva do que conhecê-lo, na verdade, como fazia um pouco de frio ainda, estavamos procurando um lugar quente e seco para descansar.

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Entrada do parque

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Palácio do sec. 18

 

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Interior do palácio

Ao menos o tempo deu trégua, quando saímos do palácio já tinha parado de chover. Fomos visitar o castelo que fica logo atrás. Bom, na verdade é apenas o resto de que um dia foi um castelo, pois só tinha a parte do muro e duas torres em pé, nada mais.

 

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Muro do velho castelo

 

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Do que um dia foi um castelo

 

Era meio da tarde ainda, decidimos ir no outro castelo, que fica a uns 3km de distância. Existe um pequeno vale com rio no meio, que se dá para fazer de teleférico. Para nossa surpresa, como estava ventando e a chuva voltado, o teleférico estava parado. Pelo menos economizamos 16€.

 

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A torre e o que tinhamos que atravessar.

Percorremos a trilha entre a floresta, era bem demarcada, com várias partes de escada de madeira, e atravessamos a ponte até o outro lado, uma hora depois. Na subida paramos em uma pequena vila que possuia um hotel spa. Como estavamos com fome, resolvemos parar no restaurante que tinha por lá. Para nossa alegria, ali tinha o preço que se esperava em pagar em um país do leste. Almoçamos muito bem por 6€ o prato.
Já eram perto das cinco da tarde quando ficamos no impasse de ir até o castelo (era mais meia hora de caminhada) ou voltar pra Riga. A guria que estava com a gente foi ver quanto custava um taxi até o castelo, e para nossa surpresa novamente, custava apenas 2 euros, e isso divido em 4. Chamamos o taxi pelo aplicativo e em poucos minutos chegamos no destino.


A região em que fica o castelo é um parque realmente bonito, valeu a pena todo o esforço para chegar lá, e o céu estava se abrindo aos poucos, então podemos pegar um pouco de sol depois de um dia quase inteiro de chuva, isso deu uma beleza a mais pelo lugar. Custa 6€ para entrar na reserva.

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Reserva de Turaida

 

Mais uns 10 minutos de caminhada, chegamos ao castelo, esse que foi construído no século 13 ainda. Como já eram mais de 18:00, a parte interna estava fechada, mas pudemos visitar a parte externa.

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Torre do castelo de Turaida

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parte interna do castelo

 

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A parte que sobrou de Turaida

 

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Uma parte do castelo

 

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Vista da torre

 

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De volta ao parque

 

Depois de visitar o castelo, chamamos o taxi novamente, como ainda ia demorar um pouco para ele chegar, demos uma boa andada pelo bosque interno, que não é grande, mas é bonito.

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Uma casa no estilo tradicional letônio

 

E assim voltamos para a estação, o custo do táxi, cerca de 15min foi uns 5 euros. Pegamos o trem de volta chegamos lá pelas 21:00 horas, como tinha parado de chover, descansamos um pouco e saímos depois para uns bares.

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Estação de Sigulda

No dia seguinte pela manhã pude ainda passear pelo centro da cidade, já que fazia sol, antes de pegar o ônibus para a Lituânia. 

 

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Uma das igrejas do centro de Riga

antes das 11:00 voltei pro hostel, despedi do pessoal e parti para a mesma rodoviária, peguei outro ônibus da Lux Express para Vilnius. Não existe trem entre essas cidades. Custo de 11€ e 4h de duração, coincidentemente o mesmo tempo para Tallinn.

 

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Rapaz, ja pensei nesse roteiro uma vez tirando a parte final. Vendo as fotos fiquei mais na vontade ainda.

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Em 29/10/2022 em 14:30, Davi Leichsenring disse:

Warsaw - Gdanks
Gdanks - Krakow

Aguardando!!

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Vilnius

A viagem passa por paisagens muito bonitas, é uma natureza diferente da Europa oriental, com campos abertos e vários bosques ao longe, muito verde e com muitas flores amarelas.

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campos lituâneos

Cheguei em Vilnius no final da tarde. Saí para conhecer um pouco a cidade e comer alguma coisa. Pelo menos os preços são levemente mais baratos que Riga e Tallinn, mas não tanto. Jantei por uns 8€ e a cerveja custava uns 3€, mais em conta. Mas, esses preços é sempre de local turístico, pois sei que mais no interior os custos são mais baixos. E, novamente, de noite voltou a chuva, então fui pro hostel. Fiquei inicialmente duas noites no Hostel Jamaika, quarto privado 40€ no total.

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Praça da igreja

Na manhã seguinte, chuva novamente, deu aquela desanimada de viajar 1 semana pegando chuva todo dia, olhei a previsão e dizia que de tarde o sol ia se abrir. Então fiquei enrolando na cama a manhã toda, assim que vi pela janela que a chuva tinha parado, saí pra almoçar, pois já era mais de meio dia.

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Portão da auroa, limite da cidade no séc 16

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Algum arco de entrada da cidade

 

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Uma das várias igrejas

 

O centro de Vilnius é uma mistura de prédios históricos e modernos, mas sem edifícios, de prédios padrão europeu de 4 andares. Um "problema" de morar na Europa, é que esse tipo de arquitetura acaba sendo mais do mesmo, sei que é mimimi de primeiro mundo, mas já não achei tão interessante assim a cidade.  Algumas partes da cidade estão novas, e outras bem acabada, com parede se desfazendo, mas achei mais bonito que Riga. No fim não tirei tanta foto assim, mas tenho algumas ainda.

 

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Muro da antiga fortificação do lado da cidade (só sobrou o muro mesmo)

 

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A cidade nova ao fundo, a torre a direita


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Parte central, mas mal conservada

 

Vilnius também é outra cidade que em um dia inteiro se vê o que tem de interessante turisticamente. Visitei o museu nacional que fica no palácio, (em 1h se vê tudo),  foi interessante para conhecer a história da Lituânia, depois andei para cima e pra baixo da cidade e subi na torre que fica no morro no centro velho, que é um dos cartões postais da cidade. Nela você pode subir por um telefério, custo de 2€, ou subir a pé, como estava com preguiça, subi pelo teleférico. De cima você consegue ver toda a cidade, eu diria que é uma parada que vale muito a pena (odeia o termo "parada obrigatória"). Pra descer, como todo santo ajuda, fui a pé mesmo.

 

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Palácio onde fica o museu nacional

 

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A torre

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Vista para o centro de Vilnius

 

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Vista para o leste, acho

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Centro novo

 

No final da tarde fui para região moderna da cidade, que é uma avenida de uns 10km com vários comércios. A região ali é mais arrumada que o centro, e é onde os moradores vão passear, foi interessante conhecer essa parte.

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Avenida central

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Fakultetas

 

No fim da tarde resolvi extender em mais um dia na Lituânia, pois eu queria conhecer um castelo que tem perto da cidade, eu tinha calculado mal o tempo para conhecer o que queria então tinha reservado apenas 2 noites. O hostel do qual estava, por alguma razão estava lotado para o dia seguinte, então achei um qualquer perto da estação (pois eu iria sair bem cedo quando fosse pra Polônia). O hostel foi quarto privado, porém um dos piores que já fui. O quarto ficava no subsolo, o que tornava extremamente húmido gelado e escuro, foi tão estranho que passei frio e suei ao mesmo tempo. O hostel chama Fortuna hostel, 25€ a noite.

 

Na manhã seguinte fiz o checkout no hostel Jamaika e deixei minha mochila no outro hostel que iria ficar, ao menos era perto da estação, então saindo, andei 10min estava na estação central. De lá peguei o trem para Trakai, um parque que fica a 1h de distância de Vilnius. O custo foi em torno de 2€, o trem era moderno e confortável.

Pelo menos esse dia parou de chover, pude pegar um belo tempo de tarde, o que foi muito bom, pois a região de Trakai é belíssima. Saindo do trem há uma trilha em volta do lago que te leva ao castelo. Depois de 30min se chega ao destino.

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Lago de Galvé

O castelo inicialmente foi construído no século 14, e era a principal fortificação do país. Durante os anos foi virando ruina, mas uns 50 anos atrás o reformaram por quase completo. É o típico de construção do imaginário medieval, uma ponte de madeira que leva para a pequena ilha onde fica o castelo, com torres em cada ponta e um muro alto.

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Entrada através da ponte

O bilhete de entrada não foi muito barato pelo tamanho do castelo, 12€ . Eu como sou apaixonado por fortificações, fico vendo todos detalhes possíves, gastei cerca de 2h dentro do castelo, mas normalmente em 30min-1h se vê por completo. Dentro possui alguns artefatos da idade média.

 

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Pátio

 

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Vista da entrada

 

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Parte interna

 

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Pátio interno

 

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cartão postal

 

No final da tarde almocei por perto, que foi bem mais barato que imaginei, devido a região ser bem turística, 8€. Logo depois voltei pra estação, pela trilha em volta do lago, e peguei o trem de volta pra Vilnius. 

 

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O pescador

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Paisagens da Lituânia

 

De volta a Vilnius, ainda passei no mercado central pra comer alguma coisa e comprar umas lembranças, depois voltei ao hostel para descansar, pois no outro dia teria que acordar cedo.

Aqui vai um adendo sobre como ir da Lituânia para Polônia.

Eu pesquisei bastante tempo tentando arranjar o melhor trajeto entra Vilnius e Warsaw, devido a distância e por não haver trem entre os países, só tinha opção de ônibus. A duração em média era 8h, com opção de trem noturno e diurno. Eu já estou com meus 34 anos, não tenho tanta energia assim para ficar 8h em um transporte, para mim o limite é 4h, depois disso tenho vontade de me jogar da janela.

Na verdade mesmo, eu queria ir por Kaliningrado, passar um ou dois dias lá. Porém, a região pertence a Rússia, e sabe né, não era boa hora para entrar em território russo. Mas, apenas por motivo de curiosidade, era perfeitamente possível fazê-lo, pois por mais que a Russia estivesse em conflito, as fronteiras não fecharam, em Riga encontrei com um suíço que morava em St. Petersburgo, ele disse que entrou e saiu por ônibus sem nenhum problema. Mas eu não queria arriscar muito, então fui pelo trajeto mais seguro.

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Kalingrado

Então resolvi fazer uma pausa no trajeto, pegaria o ônibus as 6:30 da manhã, iria até Bialystok (veja o mapa acima), duração de 5h. Faria uma pausa pro almoço e depois seguiria pra Varsóvia de trem, 2h30min de viagem, e assim o fiz. Custo entre Vilnius e Bialystok, 20€ Flixbus, e entre Bialystok e Warsaw, 3€ por trem.

 

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1 hora atrás, Davi Leichsenring disse:

A duração em média era 8h, com opção de trem noturno e diurno. Eu já estou com meus 34 anos, não tenho tanta energia assim para ficar 8h em um transporte, para mim o limite é 4h, depois disso tenho vontade de me jogar da janela.

conheço gente de 20 anos que já tá assim também 😁

excelente relato! no aguardo das demais cidades.

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13 horas atrás, D FABIANO disse:

@Davi LeichsenringParabéns pela viagem e por compartilhar. Uma opinião pessoal de quem esteve nos 3 paises da ex URSS.Qual foi o que mais gostou e qual o mais turístico? 

 

Sem sombra de dúvida Tallinn. Além da possibilidade de fazer um bate-volta pra Helsinki, 2 horas de ferry,  também é perto de St. Petersburg, que em tempos "normais" eu teria ido lá.

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Varsóvia

Acordei antes das 6:00, peguei minhas coisas e parti para o terminal de ônibus, que fica atrás da estação de trem. A viagem foi tranquila, como era muito cedo, consegui ainda dormir bastante no ônibus, a Flixbus é até confortável para tirar uma soneca.

Cheguei as 11:00 da manhã em Bialystok, a rodoviária fica de frente da estação de trem, então aproveitei e passei na bilheteria para comprar a passagem para Varsóvia de tarde. O horário 13:30 já tinha se esgotado, pois só vendem com assento marcado, então comprei os da 15:30.

Como ainda tinha umas 4 horas, coloquei minha mochila no guarda volume, custou cerca de 5 euros (20 sloty), e fui ao centro a pé, pois tinha tempo. A estação fica um pouco longe do centro, cerca de meia hora de caminhada, um tanto incomum para cidades pequenas/médias na Europa.
Bialystok é uma cidade universitária e é até arrumadinha, mas não tem nada pra se ver. Tem um calçadão longo e umas igrejas e só, porém não é uma cidade histórica. Deve ter um ou outro prédio antigo, uma igreja provavelmente, mas nada que chamasse atenção. Procurei um lugar para comer, uma hamburgueria, e aqui se sente o custo de um país do leste europeu. Comprei um hamburguer com bebida e paguei 7 euros, algo que nos países bálticos eu pagaria uns 12€.

Enquanto estive na Polônia, eu tinha comigo apenas 40 sloty (10 euros) em papel moeda, e só gastei para não ficar com ele sobrando, pois a Polônia aceita cartão em tudo quanto é estabelecimento. Eu possuo o Revolut, mas é a mesma coisa que o N26, C6 Bank, Wise ou similares de fintech, que possui conversão da moeda num valor mais justo.

Como não tinha nada de interessante pra fazer, voltei pra estação de trem, sentei no banco e fiquei esperando. O trem chegou no horário, e para minha surpresa, o ele era moderno, assentos bons e confortáveis. A viagem durou cerca de 2h:30min, e assim cheguei na estação central de Varsóvia.

Já era 5 da tarde, mas como era verão, então ainda estava bem claro o dia. Fui para o hostel, AB Hostel, onde fiquei 2 noites em um quarto com 5 camas, valor de 24€ no total. Ele é até confortável, mas não tem área comum, apenas uma cozinha, então ficar no hostel era entendiante. Ele fica uns 20min de caminhada do centro, mas fica perto de uma avenida com linha de tram (bilhete custa 90 centavos de euro, ou 4,25 sloty), então fica fácil ir e chegar.

Assim que eu tinha chegado na estação de trem, pude notar que Varsóvia era uma cidade bem modernizada e aparentemente organizada. Mas vale sempre aquele adendo de que o turista não conhece realmente como é a cidade, pois o centro ou área turística são sempre mais preservados. Mas também senti que era uma cidade muito barulhenta. Bom, para quem mora no Brasil garanto que não vai notar, mas acostumado com a Alemanha, foi uma das coisas que me chamou a atenção.

Era um sábado final da tarde, então a cidade estava com muita gente. Passeei pela cidade nova e depois fui andando até o centro velho. Uma das coisas que eu gosto de fazer quando viajo, é andar a esmo pelas ruas da cidade sem um destino exato, vou andando e virando nas esquinas que me chamam atenção. E assim fui andando mais ou menos em direção a parte histórica, e acho andei quase uma hora até chegar no destino, pois a cidade é realmente grande. Dei uma olhada assim por cima, pois estava muito cheio, e eu resolvi deixar para o dia seguinte para ver o centro velho.

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Palácio da cultura e ciência, arquitetura soviética

 

Acordei no dia seguinte, com o céu sem nenhuma nuvem. O que foi bom depois de pegar bastante chuva, porém tinha começado a esquentar, então a temperatura subia até uns 32 ou 33 graus, o que dificultava bastante andar debaixo do sol.
Peguei o tram e fui pro centro novo, e fui direto pro palácio da cultura e ciência (foto acima). Percebe-se que ele é muito parecido com aquele que eu visitei em Riga, pois foi construído no mesmo período soviético, entre as décadas de 50 e 60, porém esse era muito maior ainda funciona como um museu (o de Riga antigamente era assim também, mas hoje em dia não).

Comprei o bilhete pelo site, cerca de 6 euros (25 sloty), que permite subir até a parte de observação. Como era ainda cedo, tinha pouca fila para entrar (no dia anterior estava com demora de uns 20min só para pegar o elevador), logo subi e pude observar a cidade por inteiro com um céu bem claro.

 

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Vista sul

 

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Vista pro centro histórico, aquela parte com telhado vermelho

 

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Vista pra praça central em frente ao prédio

 

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Vista para a parte comercial

 

Fiquei um bom tempo observando a cidade, a achei bonita. Antes das 11 da manhã eu desci e fui em direção ao centro velho. Dessa vez eu peguei um tram, pois como custava menos de 1 euro, então pude gastar sem quebrar meu orçamento de viagem.

Cheguei no centro "velho", e coloco as aspas pois, como um certo bigodinho bombardeou a cidade até ficar arrasada na segunda guerra, então tudo o que tem ali foi reconstruído, acho que exceto pelas igrejas (pois eram pontos de referência para aviões). O centro não é grande e não muito interessante, tem aquelas construições típicas polonesas, mas em 20min você passeia por todo ele.

 

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Praça central centro histórico

 

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Centro histórico

 

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Centro histórico

 

No fim do centro histórico tem um resto de muro onde ficava um castelo, mas não se empolgue muito porque é bem pouca coisa.

 

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Portal murado que sobrou

 

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Pedaço do muro

E assim ainda era duas da tarde quando percebi que não tinha mais o que ver. A cidade parece ter muita coisa para fazer para quem mora lá, pois ela é moderna e cheia de atividades culturais, mas eu sou mochileiro de estilo mais histórico, gosto de ver coisas antigas, o moderno não me atrai tanto, então para mim, um dia completo deu para ver a cidade. Voltei ao centro novo para almoçar, mas não lembro exatamente o que pedi, só tenho anotado na fatura do cartão um pouco menos de 8 euros. Aproveitei que estava perto do shopping e fui ver um filme que eu estava querendo ver, Top Gun, mas o que achei realmente curioso foi o papel do bilhete do cinema. A língua portuguesa e polonesa são totalmente diferentes, exceto que Bilhete é Bilet e Sala é Sala, pelo menos não tive nenhuma dificuldade em ir ao cinema. Sem contar o preço, 21 sloty são cerca de 5 euros, o que na Alemanha eu não pagaria menos que 10€, então saí no lucro.

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Bilhete de cinema


No fim da tarde voltei pro hostel e não fiz mais nada de interessante, fiquei conversando um pouco com os colegas de quarto, e depois fui dormir, no dia seguinte eu iria para a próxima cidade.

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Gdanks

As 10 da manhã estava no terminal de trem, eu já tinha comprado as passagens com 1 mês de antecedência, pois o trajeto é concorrido e os assentos preechem rapidamente. Custou cerca de 6€ (22 sloty). O trem é moderno e de alta velocidade, dura cerca de 3:30. Existe a opção de trem regional, mas é bem mais demorado, mais de 5 horas.

Cheguei umas 14:00 horas, porém o céu estava cinza cara de chuva. Fui a pé da estação ao hostel, cerca de 20min de distância e foi entrar no quarto que começou a chover lá fora levemente.
Gdanks não tem muitos hosteis, então não achei nenhum com quarto compartilhado, tive que pegar um quarto privado mesmo, que não foi muito barato. Paguei 85€ para 2 noites.

Como estava uma chuva leve eu saí para conhecer a cidade e almoçar, a cidade é bem voltada ao turismo, e por não ser muito grande, acaba tendo pouca opção mais em conta de almoço, os preços estavam mais altos do que eu queria pagar, cerca de 15€ pra cima, nas ruas beira-rio, mas deu uma procurada melhor e achei um restaurante e conseguir pagar cerca de 8€ pela refeição. A chuva deu uma trégua, então pude aproveitar melhor o fim de tarde.

Gdanks foi uma cidade importante na idade média, foi dominada pela ordem dos cavaleiros teutônicos no séc 10 e depois mais tarde se juntou a liga hanseatica no séc. 13, o que a fez prosperar grandemente.  O centro velho ainda é bem conservado, podendo ainda observar muitas construções grandes de centenas de anos, e ver uma das engenharias mais avançadas da época, o maior guindaste de porto dos navios. Infelizmente estava fechado, então não pudo visitá-lo internamente.

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Rio Motlava e a cidade

 

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O maior guindaste medieval (quem jogou the Witcher 3 vai reconhecer bem)
 


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alguns prédios antigos

 


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Saída do porto


Porém ao entardecer começou a chover novamente, então passei no mercado para comprar algumas coisas para ser minha janta e voltei ao hostel. Pelo menos a wifi era boa, fiquei vendo youtube até a chuva acabar, que já era umas 10 da noite, então saí novamente para vê-la a luz do luar.


Um caso curioso é que num espaço de uns 500 metros, bem no centro, eu fui parado umas 5x por umas gurias bonitas (daí já sabe que tem algo de errado né) convidando para conhecer um "bar", que na verdade é um boate de strip-tease. Como esse tipo de turismo não é minha praia, apenas ignorei.

 

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Torre da prefeitura

 

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Não tinha luar

 

A cidade é encantadora, acho que seria mais interessante se tivesse com alguém, mas como não tinha hostel, não tinha ninguém pra conversar. A cidade é pequena, então a beleza é ficar perambulando pelas ruas calmamente. Logo voltei pro hostel pra dormir.

 

No dia seguinte o sol estava de volta para minha alegria. Aproveitei a manhã para visitar as igrejas e museu. O museu que fui era relacionado a barco e navios, custou cerca de 5€ (24 sloty), achei meio sem graça, mas pela falta do que fazer valeu a pena. Fiquei na cidade até a hora do almoço, pois de tarde iria conhecer um castelo fora de Gdanks.

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A rua principal. Dizem que a prefeitura foi construída um pouco torta e pra frente para poder ser visíviel da entrada da cidade.

 

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Rua de lojas, o que mais se encontra aqui é jóias de ambar, pois a cidade foi exportadora por muitos séculos, e ainda é um mercado ativo

 

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Ao fundo um dos portões de entrada

 

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O portão de quem vem da ponte

 

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Construções típicas medievais

 

Logo depois do almoço, fui a estação central para pegar o trem das 13:00 em direção a Malbork. Tem duas opções, um de trem rápido, que custa uns 7 euros e dura 25 minutos e outro de trem regional que custa uns 1.50 euros, duração de 50min. O trem rápido precisa ser reservado com antecedência, pois é lugar marcado (e ele segue para Varsóvia)

 

Fui de trem regional, pois 30min mais devagar não fazia diferença. O trem é mais velho, sem ar condicionado, mas serve bem para o propósito. Chegando na estação de destino, saí do trem e segui o Google maps em direção ao castelo. Não tem muito mistério, pois do trem você consegue ver o castelo, pois fica perto  do rio e da linha férrea, foi uma caminhada de 30 minutos, mas sei que existe ônibus até lá.

Malbork foi uma fortificação medieval construídas pelos cavaleiros teutônicos, e para quem gosta de castelo, é um dos mais interessantes que já conheci. Ele é bem completo, com várias torres, ponte elevadiça, calabouços, fossos, passagem de segurança, tudo que tem direito. O custo foi de 15 euros (70 sloty), e inclui áudio guia.

 

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Bilheteria a direita com uma parte da fortificação. O castelo mesmo fica a esquerda d foto, lá atrás

 

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O primeiro fosso, mas ainda não é o castelo em si

 

A entrada do castelo é uma ponte elevadiça com um portal duplo com grade, chamado de portcullis, os muros são altos (as fotos não fazem jus a dimensão ao vivo), assim que entra dá direto com enceinte.

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Ponte para entrada do castelo e o fosso

 

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Portcullis é a grade de ferro que desce e fecha o portão

 

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Essa área interna aberta se chama enceinte

 

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Mas também pode-se chamar pátio

O castelo era preservado por muitos séculos, porém foi bombardeado na segunda guerra deixando-o em ruínas, mas não totalmente, a parte que mais sofreu dano foi a parte superior da fortificação, logo depois da guerra o reconstruíram ao estilo original. É possível entrar em boa parte interna dele, e em muitas tem ainda exposições de como era na época medieval, também há exposição de armas e armaduras medievais jóias de âmbar. 

 

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halberds

 

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10 maneiras de matar alguém. Cada tipo de arma servia para um tipo de golpe no corpo.
 

Além dessa primeira parte do castelo, você atravessa outra ponte com um fosso ainda maior para a parte mais fortificada, onde em geral ficava os reis e comandantes. O castelo foi aumentando durantes os anos, pois era um dos principais pontos de defesa da região e da Prússia, então vê-se muro e mais muros, e fortificações extremamente defensivas, chegou a abrigar 3000 soldados teutônicos.

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Entrada para a segunda parte do castelo

 

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A ponte e o fosso da segunda parte do castelo

 

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A torre de menagem ao fundo

 

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O palácio do proprietário ao fundo, que fica do lado de fora do muro

 

Entrando na segunda fortificação, existe a parte onde ficava a capela, salas e a torre toilete, essa que é como diz o nome, onde era o banheiro. Nela tem buracos que dão para o fosso, mas também funcionava como uma torre de última defesa, pois era afastado e bem resguardada, com apenas uma entrada estreita.

 

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A torre da capela,  infelizmente não dava para subir até o topo

 

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Possui uma área de "lazer" interna entre o muro e a fortificação

 

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A torre toilete ou da última defesa, grande suficiente para guardar provisões e manter os soldados por dias

 

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A passagem para a torre, cerca de 15 metros de altura

 

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A torre toilete do outro lado

 

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O castelo visto do lado de fora


 

Fiquei pelo castelo por cerca de 3h, deu para o ver tudo com calma. Assim, voltei a estação e peguei o trem para Gdanks

De noite , em Gdanks, ainda encontrei uma lanchonete brasileira vendendo salgadinhos, docinhos e caipirinha. Como eu já moro fora do Brasil a mais de 5 anos, pude matar um pouco de saudade de comer uma coxinha, empadão e um brigadeiro. E assim voltei ao hostel. No dia seguinte eu iria partir para Cracóvia

 

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