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Olá viajante!

Bora viajar?

Nova trip para o noroeste da Argentina em 9 dias

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Buenas amigos,

Eu estava planejando uma viagem para o noroeste da Argentina onde eu seria guia, mas como não deu o número suficiente de carros para pagar a viagem eu resolvi vir sozinho mesmo. Não queria ficar 12 dias com a bun#@ grudada no sofá o que fatalmente aconteceria devido ao frio e a chuva de Chuvitiba, digo, Curitiba. Na verdade eu moro agora em Araucária que é coladinha em CTBA então vale pras duas cidades.

Montei alguns roteiros pois mais uma vez eu iria sozinho por que não achei amigos que tivessem grana para acompanhar. 

Eu sai dia 8 com dois roteiros pretendidos e só fui decidir mesmo no 2º dia de viagem na hora do café da manhã.

Por quê? Havia nos dias de minha viagem um movimento dos povos originários na província de Jujuy que estavam fechando as estradas e deixando passar apenas por poucos minutos depois de horas esperando na estrada. Então pra evitar isso e tbm por causa da previsão de chuvas na região mais ao norte, resolvi ir para a região mais ao sul para fazer tbm outro trajeto diferente dos que eu estava acostumado.

Antes da viagem fiz uma bela revisão no carro.

Também fiz o seguro Carta Verde no valor de R$ 60,00 e o seguro de saúde de R$ 167,00, afinal já não sou um jovenzinhi e merd@$ podem acontecer. O de saúde fiz com a www.SegurosPromo . com . br. O Carta Verde fiz com um pessoal de São Borja que tem o whats 55 996418111, é a terceira ou quarta vez que faço com eles e nunca deu problemas. A CV deles é feita por uma seguradora da Argentina e por isso mais barata do que o Brasil.

Bom, Bora pro relato em si.

Editado por Marcelo Manente

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Dia 06 - 13/07/2023 – De Fiambalá a Cafayate – 448 km

Desânimo, Ruta 40 e uma “lujinea” improvável

Acordei sem muita pressa naquela manhã. Pela primeira vez na viagem bateu um certo desânimo de estar novamente sozinho na estrada. Acho que fiquei meio deprimido mesmo. Depois de tantos quilômetros, paisagens e silêncio, comecei a pensar seriamente em iniciar a volta para casa.

Fiquei um tempo enrolando dentro da kitnet antes de começar a organizar as coisas. Arrumei as malas, lavei a louça, limpei a pia e deixei tudo em ordem. Depois carreguei o carro e fui procurar alguém para devolver a chave. Procurei, chamei e nada. Como não apareceu ninguém, deixei a chave na porta mesmo e pé na estrada.

O plano original da viagem era bem diferente. Eu ainda pretendia conhecer umas termas recém-inauguradas em Villa Vil, depois seguir até Cachi, subir a lendária Ruta 40 até o Abra del Acay, com seus quase 4900 metros de altitude, passar um dia em Salta e só então começar o retorno. Mas naquele momento o ânimo simplesmente tinha ido embora. Resolvi cortar tudo isso e seguir direto para Cafayate.

Mesmo assim a Ruta 40 tratou de lembrar por que ela é tão fascinante. Nesse trecho a estrada atravessa montanhas lindas, vales secos e formações rochosas impressionantes. Pelo menos a paisagem ajudava a espantar um pouco aquela sensação estranha que vinha me acompanhando desde cedo.

Em determinado momento passei pelo marco dos 4040 km da Ruta 40 e obviamente parei para tirar algumas fotos. Afinal, não é todo dia que se cruza uma das estradas mais emblemáticas da América do Sul justamente nesse ponto simbólico.

Cheguei a Cafayate no meio da tarde, algo entre 16 e 17 horas, e fui direto procurar hospedagem. Até que não rodei tanto. Acabei encontrando o Hostal La Morada, que tinha um preço razoável para os padrões da cidade. Ainda assim foi a hospedagem mais cara da viagem até aquele momento.

Depois de me instalar, fui resolver outro assunto importante: sacar o dinheiro enviado pelo Western Union. Eu havia transferido 941 reais para receber 100 mil pesos e o aplicativo indicava um local em Cafayate para retirada.

Quando cheguei lá quase comecei a rir do horário de funcionamento: das 19h30 às 22 h. Uma janela de atendimento tão específica e aleatória que parecia piada.

Como eu ainda tinha dinheiro da fronteira, estava tranquilo. Então aproveitei para caminhar pela cidade enquanto esperava dar o horário. Não comprei nada. Apenas jantei uma baita milanesa com papas fritas e cerveja por 28 mil pesos.

Quando finalmente deu a hora, fui até a tal “lujinea” retirar a grana. E, para minha surpresa, foi tudo absurdamente simples. Passei o número da operação, entreguei a identidade e em menos de cinco minutos já estava guardando os pesos na doleira.

Depois disso voltei para o hotel e fui dormir pensando em acordar cedo no dia seguinte para, antes de ir embora, conhecer finalmente as formações da Quebrada de Las Conchas.

Alimentação:

Lanches a tarde: R$ 20,00               Janta: R$ 28,00

Combustível: R$ 122,00

Hospedagem: 140,00

Hostal bom, cama ok, limpeza ok, café da manhã simples como sempre.

 

Editado por Marcelo Manente

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Dia 07 - 14/07/2023 – De Cafayate a Pampa del Infierno – 758 km

As últimas paisagens andinas

Acordei cedo, tomei o café até que razoável do hostal, arrumei minhas coisas, coloquei tudo no carro e finalmente peguei a estrada. Antes de sair de Cafayate ainda abasteci no posto da YPF, porque dali em diante seria praticamente um longo dia de deslocamento.

Comecei então a descer pela Ruta 68 em direção a Salta. Mas esse trecho está longe de ser apenas uma ligação entre cidades. A Quebrada de Las Conchas é bonita demais para simplesmente passar reto. Fui parando em quase todas as atrações do caminho.

Digo quase porque algumas formações, sinceramente, achei meio sem graça, como o Obelisco e o Sapo. Mas as demais compensam muito as paradas. Paredões avermelhados, montanhas esculpidas pelo vento e aquelas formações que parecem cenário de outro planeta. Uma pena que acabei passando direto pelo Anfiteatro, talvez a formação mais famosa da quebrada. Só percebi depois.

Conforme fui deixando a região andina para trás, veio também aquela sensação estranha de despedida. Aos poucos as grandes montanhas iam ficando para trás e a estrada começava novamente a voltar ao “mundo normal”.

Chegando à periferia de Salta o GPS insistia em me jogar para dentro da região central da cidade. Mas percebi que havia uma avenida contornando tudo por fora. Resolvi confiar mais no instinto do que no aplicativo e foi a melhor escolha. Escapei de trânsito, lombadas e uma infinidade de sinaleiros.

Depois de Salta peguei a Ruta 9 até o entroncamento com a Ruta 16. E aqui fica um aviso importante: aquele cruzamento é muito mal planejado. Não há rotatória, nem faixa adequada para conversão. Para entrar corretamente é preciso ficar extremamente atento, porque a sinalização ajuda muito pouco.

Já na Ruta 16 a estrada estava excelente. Os primeiros 140 km ainda possuem algumas curvas atravessando áreas mais montanhosas. Depois disso o cenário muda completamente e começam os intermináveis retões do Chaco argentino. A estrada segue quase reta por centenas de quilômetros, desviando apenas das pequenas vilas espalhadas à beira do asfalto.

No fim do dia cheguei a Pampa del Infierno e fui direto ao mesmo hotel onde havia ficado em janeiro: o Los Dos Hermanos Restaurante y Hotel.

O lugar continua ótimo para os padrões da estrada argentina. Quartos limpos, cama confortável e um restaurante muito bom. Aproveitei para jantar um delicioso bife de chorizo com papas fritas antes de encerrar mais um longo dia de viagem.

Fui dormir relativamente tarde, mas já decidido a sair cedo na manhã seguinte. O plano era encontrar alguns amigos na estrada e chegar cedo a El Soberbio.

O que eu ainda não imaginava era que a saída da Argentina resolveria me arrumar um pequeno problema no dia seguinte.

 

Editado por Marcelo Manente

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Dia 08 - 15/07/2023 – De Pampa del Infierno a El Soberbio – 794 km

Romaria, gasolina cara e vinho na bagagem

Acordei cedo e saí do hotel às 7 h sem nem tomar café da manhã. Fiz isso por dois motivos. O primeiro era encontrar um grupo de brasileiros, amigos da internet, que estavam dormindo em vans e num Bandeirante num posto em Quitilipi. O segundo era chegar cedo a El Soberbio para fazer minhas compras de vinho ainda naquele dia, descansar e, na manhã seguinte, atravessar de balsa para o Brasil.

Ou pelo menos esse era o plano.

Peguei novamente os intermináveis retões da Ruta 16. Naquelas estradas dá até saudade de um piloto automático. Era basicamente engatar quinta marcha, manter a velocidade e deixar o carro devorar quilômetros.

Cerca de 100 km depois cheguei ao posto em Quitilipi e encontrei o pessoal ainda acordando. Vans abertas, gente preparando café, aquele típico clima de viajantes de estrada. Ficamos um bom tempo conversando até que surgiu uma notícia preocupante: aparentemente a balsa entre Argentina e Brasil estava parada por causa dos fortes ventos e tempestades que atingiam o sul do Brasil naqueles dias. Pelo que me contaram, tinha dado até ciclone.

Na hora fiquei frustrado. Eu realmente queria voltar por ali, principalmente porque isso facilitaria trazer mais vinho. Kkkkk.

Por sorte um dos colegas era amigo do operador da balsa e mandou uma mensagem perguntando sobre a situação. Pouco depois veio a resposta dizendo que ela já havia voltado a funcionar.

Só que naquele momento aconteceu um pequeno desencontro de informações. Meu colega não entendeu que eu pretendia cruzar apenas no domingo de manhã. Então acabou não me passando um detalhe importante que depois atrapalharia bastante meus planos.

Nos despedimos e antes de seguir viagem o Eric ainda me avisou sobre uma grande festa religiosa perto de Itatí, já próximo de Corrientes. Segundo ele, havia bloqueios e lentidão na estrada.

Achei que perderia horas ali.

Depois de Corrientes comecei a entender o tamanho da romaria. Centenas de pessoas seguiam pelos acostamentos a pé, de bicicleta e até a cavalo em direção à festa religiosa. Era uma cena impressionante. Famílias inteiras caminhando juntas, grupos cantando, cavaleiros avançando lentamente pela estrada.

A romaria da Virgem de Itatí é uma das maiores manifestações religiosas do nordeste argentino e mobiliza milhares de pessoas todos os anos na província de Corrientes. Devotos vindos de várias regiões seguem durante dias pela estrada a pé, de bicicleta, moto, cavalo e até em antigas carroças para chegar ao santuário da pequena cidade de Itatí, às margens do rio Paraná. Para quem passa pela Ruta 12 nessa época, a impressão é de estar cruzando um enorme fluxo humano movido pela fé. Em muitos trechos os acostamentos ficam completamente tomados por peregrinos, bandeiras argentinas, imagens da Virgem e pequenos grupos rezando ou cantando enquanto avançam lentamente rumo à celebração.

Ao passar pela entrada de Itatí o trânsito realmente parou para a passagem de uma procissão no sentido contrário. Felizmente não demorou muito e logo fomos liberados.

Mesmo assim, durante muitos quilômetros continuei vendo romeiros espalhados pela estrada. Foi uma das cenas mais curiosas e inesperadas daquela volta.

Mais tarde parei em um posto para abastecer e encontrei uma fila enorme. Resolvi então deixar para abastecer mais perto de Posadas. Grande erro.

Depois de passar pela cidade entrei num posto da YPF e tive uma surpresa nada agradável: naquela região, carros com placas estrangeiras só podiam abastecer com a gasolina premium. O litro custava 390 pesos, algo próximo de R$ 3,90. Mais de um real acima do que eu vinha pagando até então.

Como o tanque já estava praticamente na reserva, não tive escolha. Respirei fundo e abasteci mesmo assim.

Segui viagem e cheguei a El Soberbio por volta das 17h30. Fui direto para o mesmo hotel onde havia ficado em janeiro: o Hotel Los Abuelos.

Deixei as coisas no quarto e saí imediatamente para o supermercado Seferino fazer a parte mais importante da logística de retorno: comprar vinho. Kkkkk.

No final das contas saí de lá com 26 garrafas para mim e mais três de encomenda.

Missão cumprida.

Depois disso fui jantar uma carninha, voltei para o hotel e dormi feliz, deixando separados os últimos 3 mil pesos que usaria para atravessar a balsa na manhã seguinte.

Sonho meuuuu… 😄

Editado por Marcelo Manente

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Dia 09 - 16/07/2023 – De El Soberbio a Araucária – 745 km

A balsa que não existia e o último susto da viagem

Não acordei muito cedo naquele domingo porque sabia que a balsa começava a operar apenas às 8h30. Uns cinco minutos antes saí do hotel e fui tranquilamente até a aduana argentina para fazer a travessia rumo ao Brasil.

Só que, chegando lá, estava tudo fechado.

Perguntei para um sujeito que estava por ali e veio a resposta que eu definitivamente não queria ouvir: aos domingos a travessia não funcionava.

Putz...

Na hora lembrei da conversa do dia anterior e entendi a informação importante que havia faltado. A balsa realmente tinha voltado a operar... mas não aos domingos.

A alternativa seria retornar pela mesma fronteira por onde eu havia entrado na Argentina. Só que ali a fiscalização costuma ser muito maior e, honestamente, não estava muito a fim de explicar as quantidades etílicas transportadas no carro. 🤣

Foi então que lembrei de outra passagem para o Brasil, mais ao sul de Bernardo de Irigoyen, entrando por Paraíso, em Santa Catarina. Não tinha muito o que pensar. O jeito era aumentar cerca de 100 km na viagem e seguir por lá mesmo.

Pé na estrada novamente.

Dentro da Argentina as rodovias estavam excelentes e rapidamente cheguei à pequena fronteira alternativa. Era um lugar extremamente tranquilo. Quase não passava ninguém por ali.

Fiz a saída da Argentina e ao lado da aduana havia uma pequena vendinha. Como os pesos restantes estavam separados originalmente para pagar a balsa, tomei a decisão mais lógica possível: comprar mais vinho. Kkkkk.

Foram mais três garrafas.

Depois da aduana há apenas uma pequena ponte sem graça ligando os dois países e, logo em seguida, já aparece a aduana brasileira.

Fui passando devagar porque parecia tudo vazio. Achei até que passaria direto sem ninguém notar minha existência. Só que quando eu já estava praticamente voltando para a estrada, um agente da Polícia Federal, usando um colete, fez sinal para eu parar.

Naquele momento gelei.

Ele perguntou de onde eu vinha, o que tinha ido fazer na Argentina e pediu para olhar o porta-malas.

Abri.

Ele viu as malas, algumas garrafas de vinho mais aparentes, olhou rapidamente e então disse apenas:

— Pode fechar e seguir viagem.

Ufa...

Fechei o porta-malas com um alívio gigantesco e segui adiante tentando parecer naturalmente inocente. Kkkkk.

Dali em diante restava apenas enfrentar as estradas brasileiras até chegar em casa.

E aí veio o contraste inevitável. A BR-282 estava, em muitos trechos, em estado lamentável, cheia de buracos e remendos. Mais adiante, na BR-153, depois da divisa com o Paraná até União da Vitória, a situação melhorava um pouco, mas os buracos continuavam aparecendo com frequência.

Cheguei em Araucária por volta das 18 h, tranquilo e surpreendentemente pouco cansado.

Aliás, essa viagem serviu para comprovar uma coisa: os exercícios da academia, que eu havia começado em março, fizeram uma diferença enorme. Em janeiro eu terminava os dias de estrada muito mais destruído fisicamente. Dessa vez não precisei tomar nem um Dorflex sequer.

No fim das contas, apesar do desânimo que bateu no meio do caminho, dos desvios, da chuva, da neblina, do frio, das estradas congeladas e da balsa fantasma, foi mais uma viagem inesquecível.

E como todo viajante sabe, mal uma viagem termina… a próxima já começa a ser planejada.

Bom, bora pensar na viagem de janeiro.

Epílogo

Essa acabou sendo uma viagem diferente das anteriores. Não teve grandes travessias internacionais, desertos infinitos ou milhares de quilômetros inéditos de estrada. Ainda assim, talvez justamente por isso, ela tenha sido uma das mais pessoais.

Viajar sozinho por tantos dias mexe com a cabeça da gente. Em alguns momentos a liberdade absoluta é maravilhosa. Em outros, o silêncio pesa. Houve dias em que bastava o céu abrir sobre os Andes para tudo fazer sentido novamente. Em outros, bateu um desânimo difícil de explicar, daqueles que aparecem no meio de uma estrada vazia sem pedir licença. Mas talvez viajar também seja isso: aceitar que a paisagem muda por fora e por dentro ao mesmo tempo.

Mesmo encurtando os planos originais, a viagem ainda entregou momentos que vão permanecer vivos por muito tempo. As águas fumegantes das termas de Fiambalá em contraste com o frio cortante da montanha. O vento brutal no Balcón del Pissis a quase cinco mil metros de altitude. A imensidão silenciosa da região dos Seis Miles. O burro cobrando pedágio no meio do nada. As romarias na Ruta 12. As pequenas cidades argentinas perdidas entre retas intermináveis. E, claro, os inevitáveis vinhos cuidadosamente acomodados no carro na volta para casa.

No final, percebi que talvez eu não estivesse voltando apenas porque desanimei. Talvez simplesmente tivesse chegado aquele momento em que a estrada começa lentamente a apontar para casa. E tudo bem. Porque viajar não é apenas alcançar lugares distantes. É também voltar diferente de quem saiu.

Como escreveu Jack Kerouac:

“Nada atrás de mim, tudo à minha frente, como sempre acontece na estrada.”

Editado por Marcelo Manente

  • 2 semanas depois...
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Lindas fotos, que lembranças boas dessa região.

Manente, vc lembra de ter passado num trecho de asfalto cheio de lombadas, onde os riachos passavam na época do degelo? Quase fui pego por uma enchente numa passagem dessa.

Obg

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Hey Marcelo, eu acompanhei umas fotinhas dessa sua trip no insta! Vamos passar por algumas destas cidades em breve!

Vamos fazer Londrina > Posadas > Santa Fé > Cordova > Mendoza > Chilecito > Cafayate > Purmamarca > Corrientes > Foz > Londrina (cidades de estadia ou somente pernoite pra quebra de trecho).

De Cafayate lá pra cima, depois de Cachi, vc acha que tá passando carro baixo pela Ruta 40? Eu até queria passar por Abra del Acay mas acho que meu gato guerreiro não aguenta, rs! Eu pretendo subir pela 68.

Postado
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Em 31/07/2023 em 06:45, casal100 disse:

Lindas fotos, que lembranças boas dessa região.

Manente, vc lembra de ter passado num trecho de asfalto cheio de lombadas, onde os riachos passavam na época do degelo? Quase fui pego por uma enchente numa passagem dessa.

Obg

Passei sim, mas estava sem água. Acho que só passei em um baden que tinha mais água.

No inverno quase não chove lá; Que época vcs foram que pegaram a enchente?

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