Acabei de chegar de Bariloche e vou postar aqui alguns lances que ninguém te conta:
- O famoso "dulce de leche" argentino está mais para um caramelo; doce de leite de verdade é o caseiro de Minas Gerais. Não que o argentino seja ruim, mas ...
- O sol nasce às 9h, mas não se iluda, saia cedo (7h30) para o Cerro Catedral e o Cerro Otto, pois os engarrafamentos são a nível Marginal Tietê/SP.
- Que moeda usar: na verdade a pergunta não é quanto vale um peso argentino em real, mas quantos pesos argentinos posso comprar com um real. Atualmente há 3 câmbios - o oficial, o paralelo ou "blue" e o câmbio "tarjeta" (para cartão de crédito com valores expressos em pesos argentinos). Veja as diferenças que enfrentei R$ 1,00 no câmbio oficial = ARS 55,70; no cartão de crédito = ARS 90 a 92 e no paralelo = ARS 93 a 98. Então leve reais e troque no Banco de La Nacion no aeroporto de Buenos Aires (Ezeize ou Aeroparque) apenas uns R$ 200,00, o suficiente para pagar o táxi ou remise (espécie de cooperativa de táxi com preço fechado, que sai mais barato que o táxi comum) em Bariloche. Do aeroporto até o centro paguei ARS 6.300,00 de táxi e na volta usei o remise da One Remises Bariloche (contrate com antencedência pelo whatsapp +54 9 294 430 1521), que custou ARS 5.500,00. Na Rua Mitre, a principal rua do centrinho de Bariloche, vários cambistas ficam oferecendo a troca de moedas... não tenha medo, pergunte quanto vale um real e pechinche, depois eles te levam prá dentro de uma loja ou galeria... tranquilo.
- Remises: existem várias agências em Bariloche, Buenos Aires, você pode escolher. Mas faça as reservas com antecedência. No dia/horário que tentei agendar estavam esgotados. Era horário de pico para a estação de esqui Cerro Catedral e tentei agendar com 1 dia de antecedência, mas não consegui.
- Melhor época: julho é maravilhoso, mas também é altíssima temporada e férias escolares tanto no Brasil quanto na Argentina e assim tudo lotado e muitas excursões escolares e colônia de férias dos pequenos. Então antes de comprar a passagem aérea, pesquise as datas das férias escolares argentinas. Esse ano algumas cidades agendaram férias para 10 a 21/07 e outras para 17 a 28/07, ou seja, a semana de 15 a 23/07 foi o pico de lotação (e eu lá, uhuul!!). Acredito que a última semana de julho tenha sido menos tumultuada, pois vi vários ônibus de excursão de estudantes no aeroporto indo embora junto comigo.
- Hotel/café da manhã: se você faz questão de um bom café da manhã, fique atento ao horário do café do seu hotel. Meu hotel era uma graça, mas o café muito tardio, a partir das 8h. Como os passeios são bem cedo, você corre o risco de ficar em jejum. No meu caso não abriram exceção e nem me deixaram levar uns pães. E prá completar, não é todo destino que possui uma cafeteria bacana, com várias opções para um café reforçado. Outra coisa: pague o hotel com cartão de crédito para se livrar do imposto local, isento para turistas com pagamento em cartão.
- Aula de esqui: não é necessário agendar; vá bem cedo (+- 7h30) - se for de remise reserve com muuita antecedência. Tem várias escolas e locadoras de equipamento, pechinche e pague em dinheiro - pesos argentinos, pois dão um desconto considerável. Faça a aula de manhã e aproveite o resto do dia para praticar. Não há guarda volume, então leve uma mochila com água, snack e somente o básico, pois você esquiará com a mochila nas costas e como o equipamento é pesado e desajeitado, não dá para sair da estação e fazer pit stop em lanchonete toda hora.
- Aluguel de roupa de neve: tem várias locadoras, pechinche; aluguei com El Russo (whatsapp +54 9 294 466 1318 - endereço na Palacios 222, Galeria Miyel local 18 y 19), roupas novas, higienizadas e melhor preço. Agende seus passeios na neve em dias consecutivos para fechar um pacote de aluguel com desconto. E lá também tem câmbio de moeda, caso precise.
- Roupas/calçados fashion: meninas, nos dias de passeio na neve é o kit cebola/camadas - roupa térmica segunda pele, fleece e roupa para neve, inclusive as botas. No centrinho e outros passeios, roupa térmica, fleece e casaco/calça da preferência; cachecol sempre e em qualquer lugar. Calçado, o mais confortável possível para bater perna, pois bota de saltinho é linda, mas cansa e muito.
- Transporte público/coletivo: compre o cartão em um "kiosko" e faça as recargas. Cada destino tem um valor, calcule no "kiosko"; você pode comprar um cartão apenas para mais de uma pessoa usar e recarregar duplamente, triplamente etc, pois o próprio motorista vai perguntar quantas pessoas irão passar com aquele cartão. Horários de pico (8h e 17h) são lotados de turistas e moradores.
- Dias chuvosos: não compensa fazer o passeio de barco para Isla Victoria, apesar de todas as agências venderem.
- Cerro Otto: não compre o ingresso do teleférico nos quiosques próprios espalhados pelo centrinho e nem use o ônibus exclusivo incluso nesse ingresso. Você vai levar +- 1 hora na fila para comprar o ingresso e depois +- 1 hora aguardando o ônibus - isso se você conseguir acesso ao próximo ônibus após a compra - daí são +- 15 minutos até a base do teleférico, em que há uma fila enorme, onde aguardei por, pasmem, 3h, totalizando 5h15 para chegar ao Cerro Otto. DICA: saia cedo (+- 7h30), vá de transporte próprio (coletivo, remise, táxi) e entre na fila do teleférico; quando estiver chegando sua vez, você diz para a atendente que precisa comprar o ingresso, você compra na bilheteria e depois volta para o mesmo lugar na fila. O brinquedo mais legal é o trenó - você compra um passe com direito ao uso do trenó de plástico e 3 descidas (bilhetes destacáveis); nada impede que você divida esses 3 bilhetes com outra(s) pessoas, mas não pergunte, pois eles vão dizer que cada pessoa tem que comprar o seu (trio).
- Churrasco: a "parrillada" é um mix de carne de boi, frango, porco e cervo e às vezes os bifes são finos. Se você quiser aquele bife bem grosso e suculento, melhor pedir o bife de chorizo ou outro corte de sua preferência.
-"Cubierto": é o couvert que os restaurantes servem, com pães, patês, molhos. Então antes de escolher os acompanhamentos, aguarde o "cubierto", pois talvez ele inclua algo interessante (como um "ensalata russa" que é a nossa salada de maionese) e você não precise de acompanhamento.
- Chocolates: há inúmeras chocolaterias, mas a qualidade e a variedade são bem parecidas; já os preços variam bastante. Mamuska: essa tem uns chocolates bem diferentes e 3 filas - pegue uma senha e aguarde para escolher, depois uma fila para pagar e outa fila para retirar. ATENÇÃO: abra a sua caixa em frente à atendente e confira seu pedido. Fui abrir a minha caixa somente no outro dia em Buenos Aires e ela havia sido trocada - pior, nenhum dos chocolates que havíamos escolhido e somente chocolates que detestamos.
- Uber no Aeroparque em Buenos Aires: mesmo se você não tiver chip argentino, o wi-fi é ótimo e alcança até a rua de frente ao local do desembarque. Então chame o Uber, que é o mais barato e prático.
No mais, curta cada cantinho, visual e experiência. Bari é um show!!
Olá, pessoal!
Acabei de chegar de Bariloche e vou postar aqui alguns lances que ninguém te conta:
- O famoso "dulce de leche" argentino está mais para um caramelo; doce de leite de verdade é o caseiro de Minas Gerais. Não que o argentino seja ruim, mas ...
- O sol nasce às 9h, mas não se iluda, saia cedo (7h30) para o Cerro Catedral e o Cerro Otto, pois os engarrafamentos são a nível Marginal Tietê/SP.
- Que moeda usar: na verdade a pergunta não é quanto vale um peso argentino em real, mas quantos pesos argentinos posso comprar com um real. Atualmente há 3 câmbios - o oficial, o paralelo ou "blue" e o câmbio "tarjeta" (para cartão de crédito com valores expressos em pesos argentinos). Veja as diferenças que enfrentei R$ 1,00 no câmbio oficial = ARS 55,70; no cartão de crédito = ARS 90 a 92 e no paralelo = ARS 93 a 98. Então leve reais e troque no Banco de La Nacion no aeroporto de Buenos Aires (Ezeize ou Aeroparque) apenas uns R$ 200,00, o suficiente para pagar o táxi ou remise (espécie de cooperativa de táxi com preço fechado, que sai mais barato que o táxi comum) em Bariloche. Do aeroporto até o centro paguei ARS 6.300,00 de táxi e na volta usei o remise da One Remises Bariloche (contrate com antencedência pelo whatsapp +54 9 294 430 1521), que custou ARS 5.500,00. Na Rua Mitre, a principal rua do centrinho de Bariloche, vários cambistas ficam oferecendo a troca de moedas... não tenha medo, pergunte quanto vale um real e pechinche, depois eles te levam prá dentro de uma loja ou galeria... tranquilo.
- Remises: existem várias agências em Bariloche, Buenos Aires, você pode escolher. Mas faça as reservas com antecedência. No dia/horário que tentei agendar estavam esgotados. Era horário de pico para a estação de esqui Cerro Catedral e tentei agendar com 1 dia de antecedência, mas não consegui.
- Melhor época: julho é maravilhoso, mas também é altíssima temporada e férias escolares tanto no Brasil quanto na Argentina e assim tudo lotado e muitas excursões escolares e colônia de férias dos pequenos. Então antes de comprar a passagem aérea, pesquise as datas das férias escolares argentinas. Esse ano algumas cidades agendaram férias para 10 a 21/07 e outras para 17 a 28/07, ou seja, a semana de 15 a 23/07 foi o pico de lotação (e eu lá, uhuul!!). Acredito que a última semana de julho tenha sido menos tumultuada, pois vi vários ônibus de excursão de estudantes no aeroporto indo embora junto comigo.
- Hotel/café da manhã: se você faz questão de um bom café da manhã, fique atento ao horário do café do seu hotel. Meu hotel era uma graça, mas o café muito tardio, a partir das 8h. Como os passeios são bem cedo, você corre o risco de ficar em jejum. No meu caso não abriram exceção e nem me deixaram levar uns pães. E prá completar, não é todo destino que possui uma cafeteria bacana, com várias opções para um café reforçado. Outra coisa: pague o hotel com cartão de crédito para se livrar do imposto local, isento para turistas com pagamento em cartão.
- Aula de esqui: não é necessário agendar; vá bem cedo (+- 7h30) - se for de remise reserve com muuita antecedência. Tem várias escolas e locadoras de equipamento, pechinche e pague em dinheiro - pesos argentinos, pois dão um desconto considerável. Faça a aula de manhã e aproveite o resto do dia para praticar. Não há guarda volume, então leve uma mochila com água, snack e somente o básico, pois você esquiará com a mochila nas costas e como o equipamento é pesado e desajeitado, não dá para sair da estação e fazer pit stop em lanchonete toda hora.
- Aluguel de roupa de neve: tem várias locadoras, pechinche; aluguei com El Russo (whatsapp +54 9 294 466 1318 - endereço na Palacios 222, Galeria Miyel local 18 y 19), roupas novas, higienizadas e melhor preço. Agende seus passeios na neve em dias consecutivos para fechar um pacote de aluguel com desconto. E lá também tem câmbio de moeda, caso precise.
- Roupas/calçados fashion: meninas, nos dias de passeio na neve é o kit cebola/camadas - roupa térmica segunda pele, fleece e roupa para neve, inclusive as botas. No centrinho e outros passeios, roupa térmica, fleece e casaco/calça da preferência; cachecol sempre e em qualquer lugar. Calçado, o mais confortável possível para bater perna, pois bota de saltinho é linda, mas cansa e muito.
- Transporte público/coletivo: compre o cartão em um "kiosko" e faça as recargas. Cada destino tem um valor, calcule no "kiosko"; você pode comprar um cartão apenas para mais de uma pessoa usar e recarregar duplamente, triplamente etc, pois o próprio motorista vai perguntar quantas pessoas irão passar com aquele cartão. Horários de pico (8h e 17h) são lotados de turistas e moradores.
- Dias chuvosos: não compensa fazer o passeio de barco para Isla Victoria, apesar de todas as agências venderem.
- Cerro Otto: não compre o ingresso do teleférico nos quiosques próprios espalhados pelo centrinho e nem use o ônibus exclusivo incluso nesse ingresso. Você vai levar +- 1 hora na fila para comprar o ingresso e depois +- 1 hora aguardando o ônibus - isso se você conseguir acesso ao próximo ônibus após a compra - daí são +- 15 minutos até a base do teleférico, em que há uma fila enorme, onde aguardei por, pasmem, 3h, totalizando 5h15 para chegar ao Cerro Otto. DICA: saia cedo (+- 7h30), vá de transporte próprio (coletivo, remise, táxi) e entre na fila do teleférico; quando estiver chegando sua vez, você diz para a atendente que precisa comprar o ingresso, você compra na bilheteria e depois volta para o mesmo lugar na fila. O brinquedo mais legal é o trenó - você compra um passe com direito ao uso do trenó de plástico e 3 descidas (bilhetes destacáveis); nada impede que você divida esses 3 bilhetes com outra(s) pessoas, mas não pergunte, pois eles vão dizer que cada pessoa tem que comprar o seu (trio).
- Churrasco: a "parrillada" é um mix de carne de boi, frango, porco e cervo e às vezes os bifes são finos. Se você quiser aquele bife bem grosso e suculento, melhor pedir o bife de chorizo ou outro corte de sua preferência.
-"Cubierto": é o couvert que os restaurantes servem, com pães, patês, molhos. Então antes de escolher os acompanhamentos, aguarde o "cubierto", pois talvez ele inclua algo interessante (como um "ensalata russa" que é a nossa salada de maionese) e você não precise de acompanhamento.
- Chocolates: há inúmeras chocolaterias, mas a qualidade e a variedade são bem parecidas; já os preços variam bastante. Mamuska: essa tem uns chocolates bem diferentes e 3 filas - pegue uma senha e aguarde para escolher, depois uma fila para pagar e outa fila para retirar. ATENÇÃO: abra a sua caixa em frente à atendente e confira seu pedido. Fui abrir a minha caixa somente no outro dia em Buenos Aires e ela havia sido trocada - pior, nenhum dos chocolates que havíamos escolhido e somente chocolates que detestamos.
- Uber no Aeroparque em Buenos Aires: mesmo se você não tiver chip argentino, o wi-fi é ótimo e alcança até a rua de frente ao local do desembarque. Então chame o Uber, que é o mais barato e prático.
No mais, curta cada cantinho, visual e experiência. Bari é um show!!