Resolvemos dar a volta na ilha grande, para conhecer o que ela tem de bom e de ruim, invés de ficarmos hospedados em Abraão fazendo pequenos passeios, pudemos conhecer e conviver um pouco com as pessoas que vivem lá, ver de perto como é o cotidiano, seus hábitos e costumes, além da aventura de cruzar o mangue, cachoeiras, trilhas (algumas em péssimas condições, mas tão belas quanto as outras.), pudemos sentir a energia real do lugar, que é incrível. Esperamos que ao descrever nossa aventura possamos tirar dúvidas e despertar interesse em todos vocês.
Um Abraço,
Espero que gostem!!
Fernanda e Pablo
Primeiro dia:
Saímos Barbacena, um grupo de quatro pessoas: Pablo, Fernanda, William e Karen às 5 da manhã rumo a Angra dos Reis, chegamos as 12:30. Depois do almoço pegamos o Catamarã rumo à Ilha Grande, chegamos em Abraão por volta das 17:00 e fomos direto para o camping TOCA DOS GUAIMUNS. Depois de montar acampamento fomos curtir a noite de Abraão, onde rola música ao vivo em bares legais, artesanato e muita gente bacana.
Não demoramos muito a voltar pro camping, pois o dia seguinte ia ser longo.
Chegada em Abraão
Segundo dia:
Levantamos bem cedo e depois de um belo café fomos mergulhar DIVE CIA MERGULHOS na enseada do Bananal, foram momentos inesquecíveis, alem do mergulho um belo passeio de barco.
No inicio da tarde iniciamos nossa caminhada na praia do bananal. Foi um caminhada um pouco complicada no começo, andamos 40 minutos na trilha errada devido ao deslizamento de terra que ocorreu no inicio do ano tivemos que descobrir/inventar uma trilha alternativa até chegar no que sobrou da principal.Foi um trecho muito ruim devido ao clima pesado e as mortes que o acidente ocasionou, passamos em meio aos destroços e pudemos sentir um pouco do sofrimento daquelas pessoas que estavam ali na noite do réveillon de 2010. Seguimos para a praia de Matariz ainda na enseada do Bananal e tivemos que acampar pois já estava escurecendo. Ficamos na casa de um senhora muito simpática, Dona Marilene, que nos cobrou apenas R$10,00 (pessoa) para ficarmos no seu quintal com um lindo gramado, muitos coqueiros, um riacho do lado e um coelhinho chamado “pena”.
Mergulho no Bananal
Inicio da trip Enceada do Bananal
Destroços Bananal
Praia do Bananal
Praia da Matariz
Camping D. Marilene
Terceiro dia:
Saímos de Matariz rumo a praia de Passaterra. No meio do caminho passamos por um figueira branca gigantesca que nasceu sobre uma enorme pedra. Uma parada pra um mergulho e descanso, logo depois seguimos em direção de Sito Forte. Passamos pelas praias de Maguariquessaba, Marinheiro, Praia de Sitio Forte e chegamos na Praia de Tapera, onde conhecemos um pescador chamado Zé Maia que permitiu que ficássemos acampados no seu quintal. Passamos boas horas conversando com ele e compartilhando um pouco da sua experiência.
Trilha entre Matariz e Passaterra
Praia de Sitio Forte
Casa do seu Zé Maia praia de Tapera
Quarto dia:
Depois de mais de 6 Km de subidas e descidas, muitas árvores caídas pelo caminho e belíssimas paisagens, seguimos nossa viagem sentido a Praia Grande de Araçatiba.
Depois de Ubatubinha encaramos um subida bem pesada chegamos na Praia da Longa, logo em seguida uma trilha bem fechada para a Lagoa Verde, mais uma parada para descanso e mergulho. Um lugar maravilhoso. Aprendemos que sempre depois de um trecho bem sinistro de caminhada a Ilha nos proporciona uma enorme recompensa. Seguimos em frente, rumo à Praia Grande de Araçatiba, onde ficamos o resto do dia, passamos a noite no camping do tio do Licon (um nativo muito bacana), luar na beira da praia na companhia de amigos.
Chegada em Ubatubinha
Vista da trilha
Trilha Praia da Longa
Praia da Longa
Praia de Ubatubinha
caminho para Lagoa Verde
Lagoa Verde
Quinto dia:
Seguindo conselhos do Tio do Lincon acordamos bem cedo para tentar pegar carona com o barco que transporta os alunos para escola que fica em proveta, o que nos economizaria horas de caminhada, conseguimos a carona, o que foi muito bacana, economizamos 8Km de caminhada passamos na praia vermelha, GRUTA DO ACAIA e por fim chegamos em Proveta, que é uma cidadezinha onde 98% da população é evangélica, passamos próximo a ilha de meros e contornamos a ponta do Drago até chegar a praia do AVENTUREIRO.
Chegamos por volta das 12:00 horas, e como a praia é maravilhosa resolvemos ficar e passar a noite, primeiro fomos atrás de um camping, a vantagem dessa praia é que tem 17 opções para campistas, nós, como estávamos cansados e um pouco ansiosos para mergulhar, ficamos em um dos primeiros campings, o da Dona Zuleica, armamos acampamento e depois fomos curtir a praia, mar de água cristalina e boas ondas, uma beleza pra quem pratica surf, ficamos encantados com tanta beleza reunida em um só local, com vista privilegiada para a reserva ambiental : Praias do sul e do leste, e a ponta da Parnaioca. Almoçamos no bar da Dona Zuleica, que preparou um peixe com batata delicioso, no fim da tarde fomos passear na Praia do Demo, onde as ondas quebram com força. A noite fomos relaxar no Bar do.Rafael, recente morador do aventureiro, o bar fica bem em frente ao tão famoso coqueiro torto, recomendamos o pastel de camarão e também o açaí.
Praia Grande de Araçatiba
Carona no barco da escola
Comunidade de Provetá
Ponta do Drago
Praia do Aventureiro
O famoso coqueiro
Praia do Sul e do Leste vista do Aventureiro
Sexto dia:
Pensamos em sair bem cedo, por volta das 5 da manhã, pois teríamos muitos obstáculos pela frente, um seria atravessar o mangue e o outro seria o rio da Parnaioca, porém começou a chover forte, chuva que já era esperada, pois na noite anterior o tempo estava mudando, tivemos que desmontar as barracas as pressas, pois a enxurrada era muito forte, e no camping da dona Zuleica não havia lonas de proteção e as nossas lonas estavam em baixo das barracas, enfim, ficamos no prejuízo, as nossas coisas encharcadas, esperamos a chuva passar no banheiro, que era uma casinha coberta, pensamos em desistir, pois não daria pra continuar com as coisas molhadas, mas por sorte conhecemos uma figura do Aventureiro, um enigma pra falar verdade, chamado Serrão, que nos ofereceu sua casa. Sem muitas opções aceitamos o convite, colocamos as coisas pra secar no varal da casa, não podemos deixar de citar o surf, um labrador muito lindo que estava lá, também o BA outra figurassa do aventureiro, amigo do Serrão. Passamos a tarde olhando o mar revolto devido a chuva e o tempo totalmente fechado, o que deixava mais longe a possibilidade de concluirmos nosso percurso pelo menos nos próximos 3 dias, pois a previsão era de ressaca. Almoçamos no camping do Luis, que serve uma comida deliciosa e tem variedades de aperitivos e bebidas, depois voltamos pra casa do Serrão, onde passamos a noite.
Aventureiro depois do temporal
Sétimo dia:
Acordamos cedo com murmúrios de que sairia um barco ruma a Angra dos reis, pois a guarda costeira passou um rádio informando que era para retirar todos os barcos dali, pois o mar há algumas horas estaria de ressaca, foi a oportunidade que vimos de encerrar o passeio, ficamos tristes, mas arrumamos nossas coisas rapidamente, para tentar pegar o barco, chegando no “cais” haviam outros turistas que também queriam ir embora devido ao mal tempo e no barco só cabiam 13 pessoas e já haviam embarcado 11, como não sabíamos por quanto tempo iríamos esperar ali no Aventureiro, decidimos que nossos companheiros Willian e Karen partissem, pois tinham compromissos em Minas, ficamos com medo por eles , pois o mar estava bastante agitado e o barquinho era muito pequeno, tanto que sumia entre as ondas, mais tarde recebemos a noticia de que chegaram bem em Angra, ufa. Ficamos felizes por não ter ido embora, voltamos para casa do Serrão, ficamos na varanda apreciando o espetáculo da natureza, ondas enormes, que deixaram a praia praticamente sem areia, a água que era cristalina ficou cinza combinado com céu, mas não deixava de ser uma bela paisagem. Ter ficado foi de tudo arriscado, mas não tínhamos pressa, almoçamos novamente no camping do Luis, fizemos amizade com um pessoal do Rio que também decidiu ficar, trocamos emails e tudo mais, conversamos com alguns moradores da vila, foi uma boa experiência. A noite voltamos pro bar do Rafael pra comer pastel de camarão depois fomos dormir na esperança de que o mar acalmasse e o tempo também.
Will e Karen saindo no ultimo barco para o continente
Barraca secando na varanda da igreja
Oitavo dia:
Acordamos cedo, o mar estava um pouco mais calmo e não chovia mais, vimos um pessoal indo surfar na parai do leste, local pra onde pretendíamos ir também, arrumamos nossas coisas para partir, o pessoal já estava longe, mas tinha uns meninos e uma moça que também estavam indo pra lá ver o pessoal surfar, a moça estava com uma prancha de bodyboard, o que nos foi muito útil, o BA nos acompanhou também.
Passamos pela praia do Demo e sua pedras, atravessamos uma pedra enorme para chegar até a praia do sul, a pedra era escorregadia, pois estava molhada pelas ondas do mar ainda revolto, ficamos admirados coma a beleza real da praia do sul, que era extensa e nos gerou pelo menos 40 minutos de caminhada até o ilhote e o tão falado mangue que separava a praia do sul da praia do leste. Pegamos uma trilha até chegar no mangue, que estava cheio devido a maré alta e a chuva, porém um mangue de águas cristalinas, muito bonito por sinal, atravessar ele não foi nada assustador como imaginávamos, depois tivemos que atravessar nadando um rio que se formou com o encontro das águas da lagoa com as águas do mar, estava bem fundo e a correnteza um pouco forte, adrenalina subiu, amarramos uma corda na prancha de bodyboard e primeiro atravessamos as mochilas, depois o restante do pessoal, ficamos felizes por ter atravessado e conseguido chegar a praia do leste, lá encontramos com o restante do pessoal que já estava lá, despedimos de todos e fomos ruma a Parnaioca, recebemos uma ajuda do BA e do Serrão e também do surf (labrador), passamos por um atalho que nos adiantou um bom tempo de caminhada, sozinhos atravessamos o rio da Parnaioca que também estava misturado com águas do mar devido a ressaca, foi mais difícil porque estávamos sem a prancha, tivemos que amarrar a corda e passar cada hora com uma coisa, ficamos em média 30 minutos pra fazer isso, depois foi tranqüilo, chegamos ao camping organizadíssimo do Seu Silva, um senhor muito simpático e muito vascaíno, nesse camping tem tudo, banheiro separado pra homens e mulheres, cozinha, mesas, áreas de camping todas cobertas com lona, vamos dizer assim, é um camping 5 estrelas. Estávamos cansados da agitação do dia, arrumamos nossas coisas e depois fomos almoçar na casa de uma moça que prepara almoço pra turistas, uma delicia por sinal, depois passeamos na praia da Parnaioca e voltamos pro camping do seu Silva pra tomar o tão sonhado banho e descansar.
Chegando na praia do sul
O famoso mangue
Encontro das aguas da lagoa com o mar
Surf, nosso guia
Rio da Parnaioca chegnado no mar
Rio da Parnaioca chegnado no mar
Praia da Parnaioca
Nono dia
Acordamos bem cedo, tomamos um café reforçado, baixamos acampamento, nos despedimos do Sr Silva e partimos rumo a Dois Rios, foi uma caminhada longa, pois a trilha estava molhada e com muitas árvores caídas no caminho, mas linda mesmo assim, podíamos ouvir os animais naquele silêncio, era tudo mágico, o mar de longe batendo na encosta, tudo perfeito, passamos pela gruta das cinzas, e também por outra figueira branca gigante, a trilha apesar de estar um pouco descuidada foi uma das mais belas de todo o trajeto e com muitas goiabas, andamos umas 4 horas até chegar em Dois Rios, que um vilarejo pouco movimentado, pelo menos na tarde em que chegamos, pois estava começando a chover, não tinha muitos turistas apenas os moradores do local, visitamos o presídio, ou o que restou dele, conhecemos um senhor que foi presidiário e acabou ficando na ilha após cumprir sua pena, uma figura lendária da região, fizemos um lanche, estávamos cansados, mas a nossa meta era chegar a Abraão no mesmo dia, pois não era possível ( permitido ) acampar em Dois Rios, e tínhamos poucas horas de luz do dia e o casal que estava conosco levou a lanterna embora, enfim, tínhamos mais 3 horas de caminhada, era estrada desta vez, o que facilitou um pouco, apesar de ser subida, passamos na piscina dos soldados, e depois seguimos por um atalho ( do bambuzal), o que nos adiantou 45 minutos de caminhada, em média. As mochilas pareciam cada vez mais pesadas, o corpo já não respondia direito, cansaço forte que foi superado ao ver a vista do mirante, dava pra ver toda Vila do Abraão, estávamos perto do fim. A estrada não foi muito bem planejada, pois dava muitas voltas, se houvesse trilhas talvez chegaríamos mais rápido, mas também estávamos ali pra curtir o momento e felizes por não ter ido embora e conseguir completar nosso objetivo.
Chegamos no Abraão e fomos direto pro camping do Bicão, sabíamos que era o único que tinha lonas de proteção pra barracas, e como estava chovendo, era o mais indicado, a nossa esperança era que o tempo melhorasse pra ficarmos na ilha até o fim da semana, porém o tempo não colaborou, choveu a noite toda e chuva forte, a temperatura caiu, e como não seria possível, devido ao mau tempo, visitar os lugares que não estava no nosso trajeto, (Pico do papagaio, Lopes Mendes, caixadaço, Farol dos Castelianos, etc...), resolvemos ir embora pra Angra, pegamos a barca pela manhã e deixamos Ilha Grande, já com saudades. Foram 2 horas de barca até Angra, chegamos lá com chuva forte, fomos até o estacionamento pegar o carro, passamos no Shopping Piratas pra almoçar e depois 7 horas de estrada com chuva, chegamos em casa.
Trilha de Parnaioca a Dois Rios
Figueira gigante
Chegando em Dois Rios
Presidio de Dois Rios
De Dois Rios a Abraão
Piscina dos soldados
Abraão vista do mirante
Despedida da ilha
Considerações Finais:
Não se deve desistir de um objetivo ou meta traçada, enfrentamos algumas dificuldades nas trilhas e no acampamento, superamos medos, vencemos limites impostos pela própria natureza, porém fomos recompensados com momentos maravilhosos, pessoas maravilhosas, belas paisagem, e enfim voltados de alma limpa, prontos pra outra aventura.
Ilha Grande é um paraíso, que temos perto de nós, as catástrofes que ocorreram lá devido as chuvas no início do ano, não foram capazes de diminuir a beleza e energia do local, além do mais, acidentes naturais acontecem em qualquer lugar do mundo, e para morrer basta estar vivo.
Pretendemos voltar em breve.
OBS: Aos que gostaram da idéia sugerimos que levem o mínimo de roupas possível, a bagagem ( as mochilas) devem estar equipadas apenas com o necessário. Utilizar tênis confortável e antiderrapante, levar capa de chuva, e o bom e velho miojo.
Relato ilha grande
Resolvemos dar a volta na ilha grande, para conhecer o que ela tem de bom e de ruim, invés de ficarmos hospedados em Abraão fazendo pequenos passeios, pudemos conhecer e conviver um pouco com as pessoas que vivem lá, ver de perto como é o cotidiano, seus hábitos e costumes, além da aventura de cruzar o mangue, cachoeiras, trilhas (algumas em péssimas condições, mas tão belas quanto as outras.), pudemos sentir a energia real do lugar, que é incrível. Esperamos que ao descrever nossa aventura possamos tirar dúvidas e despertar interesse em todos vocês.
Um Abraço,
Espero que gostem!!
Fernanda e Pablo
Primeiro dia:
Saímos Barbacena, um grupo de quatro pessoas: Pablo, Fernanda, William e Karen às 5 da manhã rumo a Angra dos Reis, chegamos as 12:30. Depois do almoço pegamos o Catamarã rumo à Ilha Grande, chegamos em Abraão por volta das 17:00 e fomos direto para o camping TOCA DOS GUAIMUNS. Depois de montar acampamento fomos curtir a noite de Abraão, onde rola música ao vivo em bares legais, artesanato e muita gente bacana.
Não demoramos muito a voltar pro camping, pois o dia seguinte ia ser longo.
Chegada em Abraão
Segundo dia:
Levantamos bem cedo e depois de um belo café fomos mergulhar DIVE CIA MERGULHOS na enseada do Bananal, foram momentos inesquecíveis, alem do mergulho um belo passeio de barco.
No inicio da tarde iniciamos nossa caminhada na praia do bananal. Foi um caminhada um pouco complicada no começo, andamos 40 minutos na trilha errada devido ao deslizamento de terra que ocorreu no inicio do ano tivemos que descobrir/inventar uma trilha alternativa até chegar no que sobrou da principal.Foi um trecho muito ruim devido ao clima pesado e as mortes que o acidente ocasionou, passamos em meio aos destroços e pudemos sentir um pouco do sofrimento daquelas pessoas que estavam ali na noite do réveillon de 2010. Seguimos para a praia de Matariz ainda na enseada do Bananal e tivemos que acampar pois já estava escurecendo. Ficamos na casa de um senhora muito simpática, Dona Marilene, que nos cobrou apenas R$10,00 (pessoa) para ficarmos no seu quintal com um lindo gramado, muitos coqueiros, um riacho do lado e um coelhinho chamado “pena”.
Mergulho no Bananal
Inicio da trip Enceada do Bananal
Destroços Bananal
Praia do Bananal
Praia da Matariz
Camping D. Marilene
Terceiro dia:
Saímos de Matariz rumo a praia de Passaterra. No meio do caminho passamos por um figueira branca gigantesca que nasceu sobre uma enorme pedra. Uma parada pra um mergulho e descanso, logo depois seguimos em direção de Sito Forte. Passamos pelas praias de Maguariquessaba, Marinheiro, Praia de Sitio Forte e chegamos na Praia de Tapera, onde conhecemos um pescador chamado Zé Maia que permitiu que ficássemos acampados no seu quintal. Passamos boas horas conversando com ele e compartilhando um pouco da sua experiência.
Trilha entre Matariz e Passaterra
Praia de Sitio Forte
Casa do seu Zé Maia praia de Tapera
Quarto dia:
Depois de mais de 6 Km de subidas e descidas, muitas árvores caídas pelo caminho e belíssimas paisagens, seguimos nossa viagem sentido a Praia Grande de Araçatiba.
Depois de Ubatubinha encaramos um subida bem pesada chegamos na Praia da Longa, logo em seguida uma trilha bem fechada para a Lagoa Verde, mais uma parada para descanso e mergulho. Um lugar maravilhoso. Aprendemos que sempre depois de um trecho bem sinistro de caminhada a Ilha nos proporciona uma enorme recompensa. Seguimos em frente, rumo à Praia Grande de Araçatiba, onde ficamos o resto do dia, passamos a noite no camping do tio do Licon (um nativo muito bacana), luar na beira da praia na companhia de amigos.
Chegada em Ubatubinha
Vista da trilha
Trilha Praia da Longa
Praia da Longa
Praia de Ubatubinha
caminho para Lagoa Verde
Lagoa Verde
Quinto dia:
Seguindo conselhos do Tio do Lincon acordamos bem cedo para tentar pegar carona com o barco que transporta os alunos para escola que fica em proveta, o que nos economizaria horas de caminhada, conseguimos a carona, o que foi muito bacana, economizamos 8Km de caminhada passamos na praia vermelha, GRUTA DO ACAIA e por fim chegamos em Proveta, que é uma cidadezinha onde 98% da população é evangélica, passamos próximo a ilha de meros e contornamos a ponta do Drago até chegar a praia do AVENTUREIRO.
Chegamos por volta das 12:00 horas, e como a praia é maravilhosa resolvemos ficar e passar a noite, primeiro fomos atrás de um camping, a vantagem dessa praia é que tem 17 opções para campistas, nós, como estávamos cansados e um pouco ansiosos para mergulhar, ficamos em um dos primeiros campings, o da Dona Zuleica, armamos acampamento e depois fomos curtir a praia, mar de água cristalina e boas ondas, uma beleza pra quem pratica surf, ficamos encantados com tanta beleza reunida em um só local, com vista privilegiada para a reserva ambiental : Praias do sul e do leste, e a ponta da Parnaioca. Almoçamos no bar da Dona Zuleica, que preparou um peixe com batata delicioso, no fim da tarde fomos passear na Praia do Demo, onde as ondas quebram com força. A noite fomos relaxar no Bar do.Rafael, recente morador do aventureiro, o bar fica bem em frente ao tão famoso coqueiro torto, recomendamos o pastel de camarão e também o açaí.
Carona no barco da escola
Comunidade de Provetá
Ponta do Drago
Praia do Aventureiro
O famoso coqueiro
Praia do Sul e do Leste vista do Aventureiro
Sexto dia:
Pensamos em sair bem cedo, por volta das 5 da manhã, pois teríamos muitos obstáculos pela frente, um seria atravessar o mangue e o outro seria o rio da Parnaioca, porém começou a chover forte, chuva que já era esperada, pois na noite anterior o tempo estava mudando, tivemos que desmontar as barracas as pressas, pois a enxurrada era muito forte, e no camping da dona Zuleica não havia lonas de proteção e as nossas lonas estavam em baixo das barracas, enfim, ficamos no prejuízo, as nossas coisas encharcadas, esperamos a chuva passar no banheiro, que era uma casinha coberta, pensamos em desistir, pois não daria pra continuar com as coisas molhadas, mas por sorte conhecemos uma figura do Aventureiro, um enigma pra falar verdade, chamado Serrão, que nos ofereceu sua casa. Sem muitas opções aceitamos o convite, colocamos as coisas pra secar no varal da casa, não podemos deixar de citar o surf, um labrador muito lindo que estava lá, também o BA outra figurassa do aventureiro, amigo do Serrão. Passamos a tarde olhando o mar revolto devido a chuva e o tempo totalmente fechado, o que deixava mais longe a possibilidade de concluirmos nosso percurso pelo menos nos próximos 3 dias, pois a previsão era de ressaca. Almoçamos no camping do Luis, que serve uma comida deliciosa e tem variedades de aperitivos e bebidas, depois voltamos pra casa do Serrão, onde passamos a noite.
Aventureiro depois do temporal
Sétimo dia:
Acordamos cedo com murmúrios de que sairia um barco ruma a Angra dos reis, pois a guarda costeira passou um rádio informando que era para retirar todos os barcos dali, pois o mar há algumas horas estaria de ressaca, foi a oportunidade que vimos de encerrar o passeio, ficamos tristes, mas arrumamos nossas coisas rapidamente, para tentar pegar o barco, chegando no “cais” haviam outros turistas que também queriam ir embora devido ao mal tempo e no barco só cabiam 13 pessoas e já haviam embarcado 11, como não sabíamos por quanto tempo iríamos esperar ali no Aventureiro, decidimos que nossos companheiros Willian e Karen partissem, pois tinham compromissos em Minas, ficamos com medo por eles , pois o mar estava bastante agitado e o barquinho era muito pequeno, tanto que sumia entre as ondas, mais tarde recebemos a noticia de que chegaram bem em Angra, ufa. Ficamos felizes por não ter ido embora, voltamos para casa do Serrão, ficamos na varanda apreciando o espetáculo da natureza, ondas enormes, que deixaram a praia praticamente sem areia, a água que era cristalina ficou cinza combinado com céu, mas não deixava de ser uma bela paisagem. Ter ficado foi de tudo arriscado, mas não tínhamos pressa, almoçamos novamente no camping do Luis, fizemos amizade com um pessoal do Rio que também decidiu ficar, trocamos emails e tudo mais, conversamos com alguns moradores da vila, foi uma boa experiência. A noite voltamos pro bar do Rafael pra comer pastel de camarão depois fomos dormir na esperança de que o mar acalmasse e o tempo também.
Will e Karen saindo no ultimo barco para o continente
Barraca secando na varanda da igreja
Oitavo dia:
Acordamos cedo, o mar estava um pouco mais calmo e não chovia mais, vimos um pessoal indo surfar na parai do leste, local pra onde pretendíamos ir também, arrumamos nossas coisas para partir, o pessoal já estava longe, mas tinha uns meninos e uma moça que também estavam indo pra lá ver o pessoal surfar, a moça estava com uma prancha de bodyboard, o que nos foi muito útil, o BA nos acompanhou também.
Passamos pela praia do Demo e sua pedras, atravessamos uma pedra enorme para chegar até a praia do sul, a pedra era escorregadia, pois estava molhada pelas ondas do mar ainda revolto, ficamos admirados coma a beleza real da praia do sul, que era extensa e nos gerou pelo menos 40 minutos de caminhada até o ilhote e o tão falado mangue que separava a praia do sul da praia do leste. Pegamos uma trilha até chegar no mangue, que estava cheio devido a maré alta e a chuva, porém um mangue de águas cristalinas, muito bonito por sinal, atravessar ele não foi nada assustador como imaginávamos, depois tivemos que atravessar nadando um rio que se formou com o encontro das águas da lagoa com as águas do mar, estava bem fundo e a correnteza um pouco forte, adrenalina subiu, amarramos uma corda na prancha de bodyboard e primeiro atravessamos as mochilas, depois o restante do pessoal, ficamos felizes por ter atravessado e conseguido chegar a praia do leste, lá encontramos com o restante do pessoal que já estava lá, despedimos de todos e fomos ruma a Parnaioca, recebemos uma ajuda do BA e do Serrão e também do surf (labrador), passamos por um atalho que nos adiantou um bom tempo de caminhada, sozinhos atravessamos o rio da Parnaioca que também estava misturado com águas do mar devido a ressaca, foi mais difícil porque estávamos sem a prancha, tivemos que amarrar a corda e passar cada hora com uma coisa, ficamos em média 30 minutos pra fazer isso, depois foi tranqüilo, chegamos ao camping organizadíssimo do Seu Silva, um senhor muito simpático e muito vascaíno, nesse camping tem tudo, banheiro separado pra homens e mulheres, cozinha, mesas, áreas de camping todas cobertas com lona, vamos dizer assim, é um camping 5 estrelas. Estávamos cansados da agitação do dia, arrumamos nossas coisas e depois fomos almoçar na casa de uma moça que prepara almoço pra turistas, uma delicia por sinal, depois passeamos na praia da Parnaioca e voltamos pro camping do seu Silva pra tomar o tão sonhado banho e descansar.
Chegando na praia do sul
O famoso mangue
Encontro das aguas da lagoa com o mar
Surf, nosso guia
Rio da Parnaioca chegnado no mar
Rio da Parnaioca chegnado no mar
Praia da Parnaioca
Nono dia
Acordamos bem cedo, tomamos um café reforçado, baixamos acampamento, nos despedimos do Sr Silva e partimos rumo a Dois Rios, foi uma caminhada longa, pois a trilha estava molhada e com muitas árvores caídas no caminho, mas linda mesmo assim, podíamos ouvir os animais naquele silêncio, era tudo mágico, o mar de longe batendo na encosta, tudo perfeito, passamos pela gruta das cinzas, e também por outra figueira branca gigante, a trilha apesar de estar um pouco descuidada foi uma das mais belas de todo o trajeto e com muitas goiabas, andamos umas 4 horas até chegar em Dois Rios, que um vilarejo pouco movimentado, pelo menos na tarde em que chegamos, pois estava começando a chover, não tinha muitos turistas apenas os moradores do local, visitamos o presídio, ou o que restou dele, conhecemos um senhor que foi presidiário e acabou ficando na ilha após cumprir sua pena, uma figura lendária da região, fizemos um lanche, estávamos cansados, mas a nossa meta era chegar a Abraão no mesmo dia, pois não era possível ( permitido ) acampar em Dois Rios, e tínhamos poucas horas de luz do dia e o casal que estava conosco levou a lanterna embora, enfim, tínhamos mais 3 horas de caminhada, era estrada desta vez, o que facilitou um pouco, apesar de ser subida, passamos na piscina dos soldados, e depois seguimos por um atalho ( do bambuzal), o que nos adiantou 45 minutos de caminhada, em média. As mochilas pareciam cada vez mais pesadas, o corpo já não respondia direito, cansaço forte que foi superado ao ver a vista do mirante, dava pra ver toda Vila do Abraão, estávamos perto do fim. A estrada não foi muito bem planejada, pois dava muitas voltas, se houvesse trilhas talvez chegaríamos mais rápido, mas também estávamos ali pra curtir o momento e felizes por não ter ido embora e conseguir completar nosso objetivo.
Chegamos no Abraão e fomos direto pro camping do Bicão, sabíamos que era o único que tinha lonas de proteção pra barracas, e como estava chovendo, era o mais indicado, a nossa esperança era que o tempo melhorasse pra ficarmos na ilha até o fim da semana, porém o tempo não colaborou, choveu a noite toda e chuva forte, a temperatura caiu, e como não seria possível, devido ao mau tempo, visitar os lugares que não estava no nosso trajeto, (Pico do papagaio, Lopes Mendes, caixadaço, Farol dos Castelianos, etc...), resolvemos ir embora pra Angra, pegamos a barca pela manhã e deixamos Ilha Grande, já com saudades. Foram 2 horas de barca até Angra, chegamos lá com chuva forte, fomos até o estacionamento pegar o carro, passamos no Shopping Piratas pra almoçar e depois 7 horas de estrada com chuva, chegamos em casa.
Trilha de Parnaioca a Dois Rios
Figueira gigante
Chegando em Dois Rios
Presidio de Dois Rios
De Dois Rios a Abraão
Piscina dos soldados
Abraão vista do mirante
Despedida da ilha
Considerações Finais:
Não se deve desistir de um objetivo ou meta traçada, enfrentamos algumas dificuldades nas trilhas e no acampamento, superamos medos, vencemos limites impostos pela própria natureza, porém fomos recompensados com momentos maravilhosos, pessoas maravilhosas, belas paisagem, e enfim voltados de alma limpa, prontos pra outra aventura.
Ilha Grande é um paraíso, que temos perto de nós, as catástrofes que ocorreram lá devido as chuvas no início do ano, não foram capazes de diminuir a beleza e energia do local, além do mais, acidentes naturais acontecem em qualquer lugar do mundo, e para morrer basta estar vivo.
Pretendemos voltar em breve.
OBS: Aos que gostaram da idéia sugerimos que levem o mínimo de roupas possível, a bagagem ( as mochilas) devem estar equipadas apenas com o necessário. Utilizar tênis confortável e antiderrapante, levar capa de chuva, e o bom e velho miojo.
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