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Vasques
Mensagem adicionada por Mochileiros.com

Avaliações, dúvidas e troca de informações sobre  mochilas Quechua. 
A francesa Quechua foi fundada em 1997 e produz mochilas, barracas e diversos outros produtos para atividades outdoor, comercializados exclusivamente na rede de lojas de artigos esportivos Decathlon.
 Site: www.quechua.fr

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  • Membros

Concordo com o Ogum, já fui ate 4.500mts no aconcagua, com minha esposa usando uma Nautika Falcon 2, e lá os guardaparques fazem inspeção do equipo (sacos T&R pluma, barraca Falcon 2, anoraks e polar T&R, botas simples não impermeaveis) passamos sem problemas. Creio que se souber armar bem a barraca ela aguenta muito vento, e so ancorar legal, por todos os espeques, esticar tudo, por umas pedras etc, pegamos ventos fortes ao lado dessas TNF, TNT, ABCD, EFG, não sentimos frio nem a noite, e ja tinhamos feito quase um mes de trekking nas montanhas de Bariloche e no sul, Chalten e Paine. Zoavam e metiam medo por a gente estar com uma barraca de cem reais, enquanto uns brasileiros e a maioria estavam com umas gringas de dois mil, quando fomos embora nos e que caimos na gargalhada. No outro ano fomos ate o Acampamento El Salto a 4500 no Vallecitos, para atacar o cume do Plata a 6.000mts. com o mesmo equipo, sem problemas. O problema e que a gente ve muito filme com o marketing das marcas e fica impressonado. Eu vi muita improvisação de gente com muita intimidade em alta montanha, vi uns chilenos coma barraca que eles mesmos fabricaram, era tosca mas funcionava, vi uma Coleman Eco3 que o cara costurou um faldeo de neve ate o chão, e enchia de pedras, suportava um vento absurdo, vi um gaucho que fabricou a propria mochila, e adaptou uma barraca simples de camping costurando muitos fios no sobreteto para esticar para todos os lados, suportou cada ventania, ele ja estava a quase um mes em El Salto a 4500mts, e dormia em dois sacos de dormir simples um por dentro do outro e um cobertor aluminizado por cima, ví um grupo dormindo ao relento com sacos de duvet. O que eu notei e que como a gente não tem intimidade com a coisa pensa que tudo é o bicho-papão ai fica querendo usar TNF em Torres del Paine. Quanto ao lance da ostentação tambem e verdade, da pra ver alguns com aquele olhar altivo, principalmente brasileiro, com seus equipos gringos top. Creio que esses equipos muito técnicos são para condições muito extremas de latitude e altitude. Sera que alguem vai congelar o pé de dia no verão da patagonia, acho dificil, ja andei de papete na neve no Frei em Bariloche, mas com o sol forte os respingos de neve so faziam esfriar o pe, quando parava pra descansar botava o pe no sol esquentava legal, claro que foi uns trechos curtos, e desconfortavel mas não vai matar ninguem.

 

 

Abraços.

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  • Membros de Honra

E eu concordo com o LéoRJ e o Nilton...Depois que fui conhecendo outras marcas pude ver uma diferença absurda de materiais empregados. um pequeno exemplo, um dia desses enchi uma Deuter 70+15 e uma montanha 75 da trilhas e rumos...não dá!!!!A Deuter parecia uma mochila anabolizada, fora o vestimento e outras coisas e depois peguei uma Arc' teryx e fiz a seguinte pergunta pro meu avô:

Vô, se tivesse dinheiro qual compraria?

Depois de pegar as 3 , qual foi sua Resposta ?

Essa de nome complicado( Arc' teryx)

E depois fiz outra pergunta:

E qual não compraria?

Essa de trilha (trilhas e rumos)

Heheheheheh, esse é meu avô...Bem , se o equipamento só traz alegrias é o que está valendo.Uma coisa é certa no mundo do trekking existe diferença no material e no conforto de cada equipamento e uma Mountain Hardwear não é uma Nautika.E que cada um compre o que achar melhor, certo?Mesmo que seja para andar na rua...

Abraço

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  • Membros de Honra

Quero botar álcool na fogueira

 

Olha, esse negócio de equipamento top é relativo, creio eu que o cara que escalou o K2 a primeira vez não tinha uma mochila com 10% da tecnologia de uma T&R de hoje, o fulano que chegou a primeira vez no pólo sul também não, e eles chegaram lá e voltaram pra ficar na História ... Os caras investiram mesmo em

 

1) um bom planejamento

2) em muita técnica

3) condicionamento físico e transpiração

 

isso realmente faz a diferença.

 

Pra quem é profissional e tem (obrigação) os 3 itens acima talvez o equipamento última linha influencie em (chutando muito alto) 5% nas chances de atingir o objetivo... já pra quem não tem os 3 itens as chances são NULAS.

 

Então do meu ponto de vista antes de investir em equipamentos top de linha é preciso investir em treinamento, formação e muita informação, isso é 95%. :twisted::twisted::twisted::twisted:

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  • Membros de Honra

Concordo com você...só estou querendo dizer que ninguém (eu acho)vai preferir um equipo de menor conforto ou /e qualidade mesmo que seja pra uma caminhada de 1/2 hora(não ser por falta de $$$).Não estou dizendo que seja obrigatório usar equipamentos top de linha pra uma trip dos sonhos...

Abraço

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  • Membros de Honra

Haole, tb acho q todo mundo prefere ter um equipamento melhor, só penso que investir tempo e dinheiro nos 3 itens básicos com certeza vai trazer muito mais conforto, qualidade e resultado no que vc pretende fazer, coisa que só o equipamento não fará. Então pra alguém que esteja começando (como a maioria esmagadora aqui) não vale a pena investir R$ 2000,00 em uma barraca, vale mais a pena investir R$ 300,00 em uma barraca e gastar o restante nos 3 itens básicos: com saídas (viagens/treinamento), cursos, livros, academia etc.

 

Logicamente se eu pudesse comprar legalmente a barraca de R$ 2000,00 por R$ 300,00 eu faria, mas não acreditaria que a qualidade da minha empreitada será muito melhor por conta dessa barraca.

 

 

Concordo com você...só estou querendo dizer que ninguém (eu acho)vai preferir um equipo de menor conforto ou /e qualidade mesmo que seja pra uma caminhada de 1/2 hora(não ser por falta de $$$).Não estou dizendo que seja obrigatório usar equipamentos top de linha pra uma trip dos sonhos...

Abraço

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  • Membros de Honra

Huuuuummmm, não sei não...Em relação a qualidade da empreitada acho que os equipos de ponta fazem um pouco a diferença e em outros casos podem fazer muita diferença.Vamos pensar em uma coisa que mesmo com planejamento, técnica , condicionamento físico e transpiração pode vir a cagar toda uma viagem...o TEMPO, e não adianta ver jornais , sites , fazer consultas aos gurus pois como sabemos e o próprio nome diz, o que temos são previsões e com uma barraca de 300 não estará muito seguro, principalmente com varetas de 6,5mm.E ainda digo, se o cara tiver grana vale investir os 2000 na barraca do que os 300 iniciais, digo iniciais pois se o cara gostar mesmo da coisa, no futuro ele vai querer a de 2000 e aí vai custar 2300.E em mochilas nem resta dúvidas, pois é um grande investimento.E se o cara tiver grana ele não vai deixar de gastar com saídas e treinamento pra comprar uma mochila, ele vai fazer os 3.Acho que vale sim investir no equipamento,não é bom ver aquela barraca linda resistindo à força da natureza, ou prefere ficar na angústia de ver a barraca se entortando toda e ter o equipamento perdido?

Abraço

Abraço

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  • Membros de Honra

haole, existe o meio termo.

que é o equipo melhorado.

o equipo mais barato turbinado. isso se faz aos montes por aí, menos no brasil. os americanos se orgulham desse tipo de coisa: equipo feito em casa, equipo customizado em casa. os gringos tb.

 

é isso que o aznegrao citou: barraca que o cidadão costurou mais coisa e etc.

 

claro, isso só é possível depois que vc tem uma certa intimidade com a coisa. mas às vezes começa-se com pequenas coisas: tirando uma fita desnecessária na mochila ou costurando uma fita necessária que ela não tinha. trocando os espeques da barraca que se tem. fazendo o bastão de caminhada em casa. costurando mitenes pra colocar sobre as luvas, a partire de uma jaqueta velha ou comprando tecido soft na 25 de março.

 

não se trata de fazer o elogio da gambiarra, mas da experimentação necessária pra vc se virar em determinadas situações. eu já vi gringo em fórum falando que preferia levar uma spork (spoon + fork+ = colher + garfo) em titâneo do que em plástico para poder usá-la como espeque, se necessário. ali no gente de montanha há artigos sobre esse tipo de coisa. no artigo sobre mochilas eles citam as "reformas" em mochilas pra caber mais coisa, e o máximo diz que não leva talher e usa uma embalagem de comida dobrada como talher.

 

sempre há um imenso espaço para a experimentação, e ela deve ser feita pq a capacidade de improvisação é pressuposto para a sobrevivência em determiandas situações. mesmo as mais críticas. pois um dado momento tudo pode estar dando errado e vc se ver na necessidade de improvisar.

 

por outro lado, tem gente que vai fazer uso intenso da barraca e nunca subir a 3.000 ou 4.000 metros. pq tem um país imenso pra explorar e as condições são outras daquelas de uma alta montanha. por isso, alguns questionamentos são válidos. fogareiro msr a combustível líquido (350 pilas um whisperlite international na half dome, sem a garrafa!) pra quem vai andar sempre sozinho no brasil pode ser exagero: de peso e de gasto.

 

tudo depende do uso que vai se dar, e em que condições, principalmente. vamos pegar neve? se vamos, em qual altitude nós vamos pegar neve? alta montanha ou simplesmente algum recanto baixo e frio do continente? vamos pegar vento? onde, na patagônia ou no nordeste?

 

o que ocorre é que muita gente investe em equipo muito, mas muito caro desnecessariamente. tem gente que gasta uma grana preta num fogareiro a combustível líquido pra UMA viagem a torres del paine, pq não sabe usar um fogareiro a gás decentemente e não sabe a diferença entre butano, isobutano e propano, não sabe usar um pára-vento e nem lhe passa pela cabeça a idéia de ficar meia horinha com o cartucho de gás dentro da jaqueta pra aquecê-lo. coisa que qq doido experiente que já tenha que ter passado uma noite a 7.000 m de altitude já fez, pq é experiente o suficiente pra saber que acima de 6.500m nem o lendário msr xgk vai funcionar.

 

e esse tiopo de coisa, a gente só aprende depois que pega gosto pela coisa. não tem com o cara saber ANTEs que ele via pegar gosto pela coisa. por isso, ele não pode nem deve comprar logo a barraca de 2000. vai ter que comprar a de 300 mesmo. depois, se foro o caso, compra a de 2000. pq muitos participam apenas algumas vezes e depois anbandonam, pelos mais diversos motivos. o equipo fica parado e o pior, nem sempre é utilizado por outro. a minha mochila mont. blanc, por exemplo, foi comprada por um cara pra fazer o caminho de santiago. depois ele usou pra fazer a trilha inca. e amochila ficou anos parada até que vendesse pra alguém, nesse caso, eu. q tô fazendo um uso muito mais intenso (embrora menos glamouroso).

 

o negócio é se jogar. e pegar um equipo melhor quando sentir a necessidade, e se sentir essa necessidade.

 

inté!

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  • Membros de Honra

Isso mesmo , eu estou concordando com tudo que vocês descreveram, só discordo da parte financeira.Se rolar grana , por que não ter aquela mochila top ou aquela barraca gringa só pra subir o pico da bandeira (mesmo que 1 vez no ano) como não tenho grana e acesso fico com minha fox pra praia.Agora se tivesse teria uma TNF, MH entre outras(3 estações)e uma mochila Arc' teryx com certeza...

Abraço

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  • Membros de Honra

Pô, lembro que aqui mesmo eu vi uma mensagen (não lembro quem) que tinha usado uma TNF num camping, e em seguida havia um comentário :North Face em camping, só pra se mostrar.Era +ou- isso, o cara não pode ter uma TNF e usar em camping?Que isso?É o fim dos tempos...

Abraço

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  • Membros

Eu não estava querendo dizer que não se deve comprar equipo top, se tiver grana ou fizer muito bem pro ego, vá em frente. Apenas acho que estão superdimensionando as compras, tipo dando mais importancia pro equipo que para aventura, quando eu e minha esposa pensamos em ir a 6.000, pensamos...com o que nos temos dá pra ir???? analizando legal vimos que dava, sabiamos que iamos encontrar um monte de metidos torcendo o beiço pro nosso equipo mas e daí?? queriamos era sentir a montanha na pele, e falta de equipo de luxo não ia nos impedir, investimos no que o Michelschon falou preparação e planejamento. Levamos tudo em conta, hidratação, alimentação, condicionamento, lemos tudo a respeito da reação do organismo em altitude, enfim tudo, no dia de atacar os cumes deixamos algumas equipes de gringos cheio de pompa na poeira, ate 5500mts estavamos em ritmo normal sentindo muito pouco a altitude. Depois de algumas aventuras penso que aventuras abaixo de 2500 mts qualquer coisa serve. Vi um casal de Argentinos com aquelas sapatilhas de passeio subindo o Tronador passaram varios trechos de neve, no verão a coisa e tranquila, aqui no Brasil então.

 

Abraços.

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