Salve, mochileiros! Pra quem me conhece, já sabe que eu já estava planejando uma viagem ao Peru, nesse ano de 2026 mesmo, como uma forma de continuar o que não consegui na Bolívia ano passado (tinha sido roubado, aí fiquei pobre, sem dinheiro pra continuar a viagem). Então, aqui estou com menos dinheiro ainda kkkk, mas a viagem saiu do papel, ou pelo menos está saindo, visto que escrevo agora saindo de Huaraz em direção a Lima, em um ônibus mais confortável que já vi na vida.
Massss, sem enrolação e já enrolando, vamos começar!
Essa viagem inicialmente foi um sonho que seria realizado sozinho, e hj tenho o prazer de compartilhar esse sonho junto de minha namorada, Karine. Digamos que, para dar certo essa viagem, tivemos que mover o céu e a terra, literalmente, pra dar certo. Problemas no trabalho, faculdade, vida pessoal etc. Parecia que sempre aparecia algum problema para adiar essa viagem juntos, até que, faltando 7 DIAS para o meu embarque, a chefe do trabalho dela liga pra ela e diz: ok 👍, vc pode ir viajar.
Tivemos sorte em relação às passagens, emitimos em uma promoção fora da curva. Paguei por volta de 460 o trecho GRU-Lima(Sky) e 600 mais ou menos Lima-CWB (Latam). Ela pagou um pouco mais caro, pois, devido às incertezas do trabalho, precisava de garantias se precisasse remarcar, cancelar etc.
E eu, como sou o modo econômico por aqui, emiti a passagem apenas uma mochila, via Sky (pior experiência da vida, viu? Conto mais pra frente).
Sobre o câmbio, dinheiro, bufunfa, money ou escambo, como vcs dizem por aí onde moram, levamos reais em espécie e a maior parte do dinheiro em dois cartões: Revolut e Wise. Eu levei 1.000 reais em espécie, mais ou menos, e 2.000 no cartão. Sei que parece pouco, mas, como sei exatamente quanto ia gastar, eu iria fazer câmbio via Revolut mais pra frente e tb pq o dólar caiu devido às eleições, então estava atento em relação a essas conversões.
Como de costume, nunca gosto de sair fechando passeios do Brasil, nem internet, só a hospedagem do dia de chegada e, por uma questão óbvia, o dia de chegada em Machu Picchu. Praticamente tudo que fizemos, além do ingresso de Machu Picchu e das duas hospedagens que pegamos adiantado, fomos reservando e fazendo cotação todos os dias. Foi um dos motivos que fizeram a gente economizar e pegar uns baita quartos legais e tb fora os passeios.
DIA 0
Sei que as experiências individuais com as cias aéreas são muito particulares, mas, na minha vez, eu sempre tenho sorte, né? Pois não é possível! Pra começar, quando tava no aeroporto de GRU, eu tive que ficar esperando umas 5 horas, mais ou menos, pra tentar resolver minha passagem de ida pra Lima, sem no chat, e-mail, ligação, nem ninguém me respondia. Tanto meu nome, documento, código de reserva tava errado, pois tinha solicitado meses antes da viagem uma alteração no meu documento. Os caras fizeram a proeza de escrever tudo cagado meu nome, e minha reserva praticamente ninguém mais achava. Devido a isso, não consegui fazer o check-in inicialmente. Tive que ficar esperando a boa vontade dos atendentes pra ver se conseguia resolver. Depois de muita demora, consegui.
Rapaz, esse papo de low cost os caras levam a sério mesmo, até pra tomar uma água tem que pagar. Vc viaja com eles e não é nem pau e água (lá ele).
O piloto, logo depois que decolamos, disse que a aeronave tinha passado por uma manutenção na parte de pressurização da cabine, avião em si, e relatou que muitos passageiros estavam sentindo muito desconforto nos ouvidos, olhos, rosto etc. quando o avião ficava abaixo de 10 mil pés, e se alguém sentisse isso poderia ir pro setor de enfermaria do aeroporto de Lima assim que pousasse.
Rapaz, eu nunca tinha ouvido falar disso na vida, mas olhe, né? Nunca aconteceu comigo. Aquele voo não estava praticamente nada lotado, tinha vários assentos vagos. Eu fui dormindo como pude a maior parte do tempo. Eu só ficava acordando porque tinha um infeliz do meu lado roncando pra caramba, e eu ficava chutando o pé dele toda hora que acordava pro ronco parar, até chegar uma hora que eu desisti de tentar.
Depois de algumas horas, já chegando próximo a Lima, comecei a me sentir bem mal, bem enjoado da viagem. Aí, beleza, tomei uma água que tinha, tentei ficar de boa e ok.
Quando começou a baixar de 10 mil pés, véi, eu nunca na vida senti tanta dor nos ouvidos, olhos, nariz. Parecia que, conforme o avião ia baixando, minha cabeça era espremida. Fora que tb fiquei surdo, tava ouvindo nada. Foi horrível!
Depois de pousar, eu e mais 9 passageiros que passaram mal com os mesmos sintomas fomos para a enfermaria ser atendidos. Sei que tomei alguns remédios e fiquei de repouso, e aos poucos a dor foi passando.
Depois disso, fiquei esperando um pouco pra entrar na sala VIP que tem no aeroporto de Lima, a The Club, acho que é a única que tem. Muito boa, por sinal, me ajudou a economizar uns bons trocados. Meu voo pra Cusco partia no mesmo dia, às 15h25.
O aeroporto de Cusco, resumidamente, é um suco do caos, minúsculo e cheio pra caramba. Por mais que tivesse sido minha primeira vez na cidade, eu já sabia pra onde e como fazer devido a acompanhar os amigos daqui do Mochileiros que já foram e o povo no geral.
Eu sei que dava pra pegar táxi, Uber, InDrive etc. pra ir no meu hostel, mas tb sabia que tem um ônibus que custa 1,2 soles, que te deixa bem na Plaza de Armas. O ponto de ônibus é super fácil, é só sair do aeroporto pela via da direita e seguir pela rua uns 100 metros, mais ou menos, que vai ver a plaquinha escrito “Paradeiro”. O ônibus que te deixa lá na Plaza de Armas é o Correcaminos, na cor azul. É bem rápido, por sinal, passa toda hora. Logo que cheguei no ponto, ele passou.
Foi uma experiência antropológica ir socado no ônibus cheio de peruano e gringo gritando se ia subir ou descer. Até parece um episódio do Pica-Pau! Depois de uns 25 minutos, cheguei até a Plaza de Armas de Cusco.
Fui logo ao Banco de la Nación, que sabia que era um lugar onde os caixas não engolem seu cartão. Isso aconteceu bastante comigo quando tava na Bolívia. Saquei 400 soles, que dava por volta de 600 reais na conversão. Foi o suficiente pra me manter por alguns dias e já reservar e pagar alguns passeios até a Karine chegar. Ela só ia vir um dia depois, mais ou menos.
Os preços das coisas eu vou colocar tudo em soles pra vcs já terem uma ideia de quanto está atualmente, e no final eu faço as conversões etc.
O primeiro hostel em que fiquei foi o Saqray Hostel. Paguei 28 soles por ele. Por mais que fosse mais afastado do centro e ficasse em uma subida do caramba, a vista do meu quarto e o café da manhã valiam a falta de fôlego.
Depois de chegar, deixei minhas coisas e fui achar um lugar pra comer e comprar um casaco de frio. Eu só fui com minha mochila, minha bota, câmera, drone e mais coisaradas tecnológicas. Faltou espaço pra roupa mesmo.
Quando voltei pro centro, fui na loja Artesanías Asunta. Paguei 70 soles pelo meu casaco e foi mais do que suficiente pra todo o frio que pegamos na viagem. Além de bonito, fazia seu trabalho de esquentar.
Comprei meu casaco e fui jantar. Dei uma pesquisada mesmo onde comer e achei um lugar bem barato e com os pratos muito bons. Fui no Nero de la 375, paguei 12,90 em uma porção gigante de salchipapas e me deram de cortesia uma chicha morada. Depois de encher o bucho de batatas e salsicha, fui pro hostel pra descansar e me organizar pro dia seguinte.
Dia 1 — Chegada de Karine e cotações de passeios.
Acordei por volta de umas 9h pra tomar café e me organizar. Estava sem internet, então precisava achar algum lugar pra comprar um chip local e comprar um plano temporário. Por algum motivo, ninguém queria me vender os chips físicos e tb nem o eSIM, só se eu tivesse o DNI peruano. Rodei Cusco umas 2h, mais ou menos, até achar um ponto específico da Claro que já vendia um chip ativado que dava pra fazer recargas. Ao todo, ficou 45 soles pra 6,5 GB de internet e redes sociais ilimitadas.
Depois dessa saga, fui fazer cotação dos passeios e almoçar no Mercado de San Pedro. Digamos que, pra comer lá, vc tem que se abster um pouco da higiene e confiar no seu estômago, que vai dar bom. Brincadeiras à parte, achei um menu completo por 7 soles: uma sopa, prato principal e um chá. De prato principal, peguei um lomo saltado.
Depois dessa experiência gastronômica, eu fui fazer cotação dos passeios.
Passei por mais de 10 agências na Av. del Sol e tb na Plaza de Armas. Os preços variavam muito: uma tinha o transporte barato, a outra, o passeio caríssimo, e em outra coisa compensava. Enfim, fiquei a tarde toda fazendo cotação até a Karine chegar.
Nesse meio-tempo, tb achei um lugar bom pra pegar água: garrafa de 3 litros por 3,5 soles. Fui pro aeroporto do mesmo jeito que vim, no caos de ônibus, pagando novamente 1,2 soles. Fiquei em uma parte do embarque doméstico, revendo as minhas cotações pra tentar achar algo bom dentre todas as opções que pesquisei até ela chegar.
Nesse dia, fizemos uma reserva no Booking pra dois dias no Hospedaje Apu Salka. Ficou 75 soles por pessoa pra dois dias. Sinceramente, mesmo que tenha a vantagem de ter ficado mais perto da Plaza de Armas, foi a pior experiência de todas as hospedagens que pegamos. Não digo em relação ao atendimento dos anfitriões, mas da hospedagem em si.
O café da manhã era muito simples. Os quartos, quando chegamos, deixamos claro que queríamos uma cama de casal, e eles acabaram reservando para outra pessoa, e ficamos com duas camas de solteiro. Não tinha TV no quarto, o chuveiro frio pra uma desgraça e, quando esquentava, acabava a luz do quarto kkkkk.
O próprio vaso era uma obra da engenharia moderna: não tinha papel, nem toalha de chão. Enfim, já cansei só de coisas ruins dessa hospedagem. A única coisa boa, além do atendimento, era o silêncio daquele lugar.
Salve, mochileiros! Pra quem me conhece, já sabe que eu já estava planejando uma viagem ao Peru, nesse ano de 2026 mesmo, como uma forma de continuar o que não consegui na Bolívia ano passado (tinha sido roubado, aí fiquei pobre, sem dinheiro pra continuar a viagem). Então, aqui estou com menos dinheiro ainda kkkk, mas a viagem saiu do papel, ou pelo menos está saindo, visto que escrevo agora saindo de Huaraz em direção a Lima, em um ônibus mais confortável que já vi na vida.
Massss, sem enrolação e já enrolando, vamos começar!
Essa viagem inicialmente foi um sonho que seria realizado sozinho, e hj tenho o prazer de compartilhar esse sonho junto de minha namorada, Karine. Digamos que, para dar certo essa viagem, tivemos que mover o céu e a terra, literalmente, pra dar certo. Problemas no trabalho, faculdade, vida pessoal etc. Parecia que sempre aparecia algum problema para adiar essa viagem juntos, até que, faltando 7 DIAS para o meu embarque, a chefe do trabalho dela liga pra ela e diz: ok 👍, vc pode ir viajar.
Tivemos sorte em relação às passagens, emitimos em uma promoção fora da curva. Paguei por volta de 460 o trecho GRU-Lima(Sky) e 600 mais ou menos Lima-CWB (Latam). Ela pagou um pouco mais caro, pois, devido às incertezas do trabalho, precisava de garantias se precisasse remarcar, cancelar etc.
E eu, como sou o modo econômico por aqui, emiti a passagem apenas uma mochila, via Sky (pior experiência da vida, viu? Conto mais pra frente).
Sobre o câmbio, dinheiro, bufunfa, money ou escambo, como vcs dizem por aí onde moram, levamos reais em espécie e a maior parte do dinheiro em dois cartões: Revolut e Wise. Eu levei 1.000 reais em espécie, mais ou menos, e 2.000 no cartão. Sei que parece pouco, mas, como sei exatamente quanto ia gastar, eu iria fazer câmbio via Revolut mais pra frente e tb pq o dólar caiu devido às eleições, então estava atento em relação a essas conversões.
Como de costume, nunca gosto de sair fechando passeios do Brasil, nem internet, só a hospedagem do dia de chegada e, por uma questão óbvia, o dia de chegada em Machu Picchu. Praticamente tudo que fizemos, além do ingresso de Machu Picchu e das duas hospedagens que pegamos adiantado, fomos reservando e fazendo cotação todos os dias. Foi um dos motivos que fizeram a gente economizar e pegar uns baita quartos legais e tb fora os passeios.
DIA 0
Sei que as experiências individuais com as cias aéreas são muito particulares, mas, na minha vez, eu sempre tenho sorte, né? Pois não é possível! Pra começar, quando tava no aeroporto de GRU, eu tive que ficar esperando umas 5 horas, mais ou menos, pra tentar resolver minha passagem de ida pra Lima, sem no chat, e-mail, ligação, nem ninguém me respondia. Tanto meu nome, documento, código de reserva tava errado, pois tinha solicitado meses antes da viagem uma alteração no meu documento. Os caras fizeram a proeza de escrever tudo cagado meu nome, e minha reserva praticamente ninguém mais achava. Devido a isso, não consegui fazer o check-in inicialmente. Tive que ficar esperando a boa vontade dos atendentes pra ver se conseguia resolver. Depois de muita demora, consegui.
Rapaz, esse papo de low cost os caras levam a sério mesmo, até pra tomar uma água tem que pagar. Vc viaja com eles e não é nem pau e água (lá ele).
O piloto, logo depois que decolamos, disse que a aeronave tinha passado por uma manutenção na parte de pressurização da cabine, avião em si, e relatou que muitos passageiros estavam sentindo muito desconforto nos ouvidos, olhos, rosto etc. quando o avião ficava abaixo de 10 mil pés, e se alguém sentisse isso poderia ir pro setor de enfermaria do aeroporto de Lima assim que pousasse.
Rapaz, eu nunca tinha ouvido falar disso na vida, mas olhe, né? Nunca aconteceu comigo. Aquele voo não estava praticamente nada lotado, tinha vários assentos vagos. Eu fui dormindo como pude a maior parte do tempo. Eu só ficava acordando porque tinha um infeliz do meu lado roncando pra caramba, e eu ficava chutando o pé dele toda hora que acordava pro ronco parar, até chegar uma hora que eu desisti de tentar.
Depois de algumas horas, já chegando próximo a Lima, comecei a me sentir bem mal, bem enjoado da viagem. Aí, beleza, tomei uma água que tinha, tentei ficar de boa e ok.
Quando começou a baixar de 10 mil pés, véi, eu nunca na vida senti tanta dor nos ouvidos, olhos, nariz. Parecia que, conforme o avião ia baixando, minha cabeça era espremida. Fora que tb fiquei surdo, tava ouvindo nada. Foi horrível!
Depois de pousar, eu e mais 9 passageiros que passaram mal com os mesmos sintomas fomos para a enfermaria ser atendidos. Sei que tomei alguns remédios e fiquei de repouso, e aos poucos a dor foi passando.
Depois disso, fiquei esperando um pouco pra entrar na sala VIP que tem no aeroporto de Lima, a The Club, acho que é a única que tem. Muito boa, por sinal, me ajudou a economizar uns bons trocados. Meu voo pra Cusco partia no mesmo dia, às 15h25.
O aeroporto de Cusco, resumidamente, é um suco do caos, minúsculo e cheio pra caramba. Por mais que tivesse sido minha primeira vez na cidade, eu já sabia pra onde e como fazer devido a acompanhar os amigos daqui do Mochileiros que já foram e o povo no geral.
Eu sei que dava pra pegar táxi, Uber, InDrive etc. pra ir no meu hostel, mas tb sabia que tem um ônibus que custa 1,2 soles, que te deixa bem na Plaza de Armas. O ponto de ônibus é super fácil, é só sair do aeroporto pela via da direita e seguir pela rua uns 100 metros, mais ou menos, que vai ver a plaquinha escrito “Paradeiro”. O ônibus que te deixa lá na Plaza de Armas é o Correcaminos, na cor azul. É bem rápido, por sinal, passa toda hora. Logo que cheguei no ponto, ele passou.
Foi uma experiência antropológica ir socado no ônibus cheio de peruano e gringo gritando se ia subir ou descer. Até parece um episódio do Pica-Pau! Depois de uns 25 minutos, cheguei até a Plaza de Armas de Cusco.
Fui logo ao Banco de la Nación, que sabia que era um lugar onde os caixas não engolem seu cartão. Isso aconteceu bastante comigo quando tava na Bolívia. Saquei 400 soles, que dava por volta de 600 reais na conversão. Foi o suficiente pra me manter por alguns dias e já reservar e pagar alguns passeios até a Karine chegar. Ela só ia vir um dia depois, mais ou menos.
Os preços das coisas eu vou colocar tudo em soles pra vcs já terem uma ideia de quanto está atualmente, e no final eu faço as conversões etc.
O primeiro hostel em que fiquei foi o Saqray Hostel. Paguei 28 soles por ele. Por mais que fosse mais afastado do centro e ficasse em uma subida do caramba, a vista do meu quarto e o café da manhã valiam a falta de fôlego.
Depois de chegar, deixei minhas coisas e fui achar um lugar pra comer e comprar um casaco de frio. Eu só fui com minha mochila, minha bota, câmera, drone e mais coisaradas tecnológicas. Faltou espaço pra roupa mesmo.
Quando voltei pro centro, fui na loja Artesanías Asunta. Paguei 70 soles pelo meu casaco e foi mais do que suficiente pra todo o frio que pegamos na viagem. Além de bonito, fazia seu trabalho de esquentar.
Comprei meu casaco e fui jantar. Dei uma pesquisada mesmo onde comer e achei um lugar bem barato e com os pratos muito bons. Fui no Nero de la 375, paguei 12,90 em uma porção gigante de salchipapas e me deram de cortesia uma chicha morada. Depois de encher o bucho de batatas e salsicha, fui pro hostel pra descansar e me organizar pro dia seguinte.
Dia 1 — Chegada de Karine e cotações de passeios.
Acordei por volta de umas 9h pra tomar café e me organizar. Estava sem internet, então precisava achar algum lugar pra comprar um chip local e comprar um plano temporário. Por algum motivo, ninguém queria me vender os chips físicos e tb nem o eSIM, só se eu tivesse o DNI peruano. Rodei Cusco umas 2h, mais ou menos, até achar um ponto específico da Claro que já vendia um chip ativado que dava pra fazer recargas. Ao todo, ficou 45 soles pra 6,5 GB de internet e redes sociais ilimitadas.
Depois dessa saga, fui fazer cotação dos passeios e almoçar no Mercado de San Pedro. Digamos que, pra comer lá, vc tem que se abster um pouco da higiene e confiar no seu estômago, que vai dar bom. Brincadeiras à parte, achei um menu completo por 7 soles: uma sopa, prato principal e um chá. De prato principal, peguei um lomo saltado.
Depois dessa experiência gastronômica, eu fui fazer cotação dos passeios.
Passei por mais de 10 agências na Av. del Sol e tb na Plaza de Armas. Os preços variavam muito: uma tinha o transporte barato, a outra, o passeio caríssimo, e em outra coisa compensava. Enfim, fiquei a tarde toda fazendo cotação até a Karine chegar.
Nesse meio-tempo, tb achei um lugar bom pra pegar água: garrafa de 3 litros por 3,5 soles. Fui pro aeroporto do mesmo jeito que vim, no caos de ônibus, pagando novamente 1,2 soles. Fiquei em uma parte do embarque doméstico, revendo as minhas cotações pra tentar achar algo bom dentre todas as opções que pesquisei até ela chegar.
Nesse dia, fizemos uma reserva no Booking pra dois dias no Hospedaje Apu Salka. Ficou 75 soles por pessoa pra dois dias. Sinceramente, mesmo que tenha a vantagem de ter ficado mais perto da Plaza de Armas, foi a pior experiência de todas as hospedagens que pegamos. Não digo em relação ao atendimento dos anfitriões, mas da hospedagem em si.
O café da manhã era muito simples. Os quartos, quando chegamos, deixamos claro que queríamos uma cama de casal, e eles acabaram reservando para outra pessoa, e ficamos com duas camas de solteiro. Não tinha TV no quarto, o chuveiro frio pra uma desgraça e, quando esquentava, acabava a luz do quarto kkkkk.
O próprio vaso era uma obra da engenharia moderna: não tinha papel, nem toalha de chão. Enfim, já cansei só de coisas ruins dessa hospedagem. A única coisa boa, além do atendimento, era o silêncio daquele lugar.
Editado por Jorge Lucas