Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

San Blas - Perguntas e Respostas

Postado
  • Membros

Texto: Claudia Severo / Mochila Brasil

Fotos: Silnei Laise / Mochila Brasil

 

San Blás é aquele tipo de destino que quando você descobre não quer contar pra ninguém. Medo de que acabem com tudo, que transformem em mais um refúgio para milionários ou produto de turismo de massa.

 

2420765494_7c87c5d35a.jpg

 

Caribe. Areia branca, coqueiros, água cristalina (que com a luz do sol lhe mostra todos os tons azúis e verdes da Faber-castell 48 cores ou das palhetas do Photoshop com todas as suas variantes)…

 

Não bastasse a indescritível beleza, suas mais de 365 micro ilhas estão relativamente próximas à costa do Panamá, preservadas e sob a tutela da nação indígena mais organizada politicamente do continente americano, os Kuna: seguramente os guardiões do talvez “último paraíso (mochileiro) das Américas”.

 

2420717226_c9d9f6858d.jpg

Descobrimos San Blás conversando com outros mochileiros durante nossa jornada de 3 meses pela América Central (dezembro de 2007 a março de 2008). Os brasileiros que chegam às terras panamenhas costumam visitar Bocas del Toro, o Canal do Panamá e as regiões de serra e vulcões, também deslumbrantes mas as ilhas ah… são insuperáveis!

 

Ao chegar no Brasil, pesquisamos no Google sobre o destino. Resultado: Não há material jornalístico (na editoria de turismo ou não) em língua portuguesa falando de San Blás.

 

Portanto prepare-se porque você não só vai conhecer um dos lugares mais lindos do mundo, como vai encontrar ricas cultura e história, de um povo símbolo de legitimidade e resistência, que é guardião de San Blás (ou Kuna Yala, nome oficial da Comarca). Bem, mas apesar desse “escudo”, é bom correr, pois a estrada de terra com paredões de barro de quase 90 graus por onde passamos somente com bons 4x4 e motorista, já está sendo construída.

2422000641_c3efeb5898.jpg

 

A comarca Kuna Yala (Terra Kuna, na língua Kuna) tem uma área de 3.206 Km² e mais de 365 ilhas, 36 delas habitadas. Estão em 373Km da costa caribenha do Panamá e em parte do território colombiano (em ambos os países em terra e mar).

 

A capital da comarca é El Porvenir, onde há um pequeno aeroporto e alguma estrutura. Alguns viajantes ficam hospedados ali, nós preferimos seguir para Cartí Yandub, de onde partimos pra conhecer pedacinhos do paraíso.

 

Integração

 

Hospedados em uma cabana de uma família Kuna, pé na areia, paredes de bambú, telhado de palha… à luz de lampião, dormimos em redes, tomamos banho de canequinha (com todo o cuidado pra economizar a escassa água) e “encaramos” um banheiro pra lá de “alternativo” (pouco ecológico e nada confortável).

2420736822_387ab661ae.jpg

 

Na ilha só há um ponto coletivo com luz (captada por uma pequena placa de energia solar), que é aceso somente à noite. Alí, ao ar livre tomamos café e jantamos peixe, arroz e salada preparados pelos índios. Nos almoços o prato é mesmo, mas geralmente são servidos fora da ilha, pois todos partem dalí para outras ilhotas, as realmente paradisíacas. E sim, eles levam o almoço até você! Às refeições todos os viajantes se integram e se integram mais ainda quando regados de uma cervejinha! Pois é, há cerveja gelada (US$ 1 – muito barato se pensarmos no sufoco pra essa bebida chegar ali e ser mantida ao menos fria), água mineral (US$ 1) e alguns produtos de primeira necessidade pra vender em espécies de armazéns, montados nas próprias cabanas das famílias. É uma forma de incrementar a renda local, tendo em vista que o turismo é a maior receita de San Blás.

 

 

As ilhas

 

Como nosso papel é tentar passar pra você, entre outras coisas o que é bom e ruim (pra não entrar em “furadas”) dos lugares, tentaremos falar das principais ilhas em que estivemos, das que mergulhamos, comemos coco, conversamos com nativos, acompanhamos o preparo de uma refeição, compramos pão quentinho (!), bebemos água de coco (enquanto os nativos bebiam Pepsi) e, pasmem, na mais bela delas ficamos sozinhos!!!

 

O setor Cartí é o mais atrativo para os visitantes por abrigar diversas pequenas ilhas e corais. Pra se ter idéia somente no chamado Cayos Limón são mais de 30 pequenas ilhas, entre elas:

 

Isla Aguja

Seguramente a primeira bela surpresa do arquipélago. Toda beleza cênica local, mais um banheirinho com vaso sanitário e o melhor: a opção de se hospedar ali! Noite indescrítivel e, se tiver a companhia de outros viajantes imagine se aquilo não vira festa à altura das do filme “A praia”?!

 

Por US$ 10 a noite em rede fornecida pelo local ou espaço para sua barraca (deve levá-la) você certamente terá uma das experiências de viagem mais inesquecíveis de sua vida.

 

 

Isla Del diablo

A beleza continua com o adicional “conheça mais os Kunas”. Sim, ali com uma família super simpática acompanhamos o preparo de um almoço relâmpago: Pesca o peixe no mar, rala o coco, pica a banana, corta o limão, bota a panela na fogueirinha e lá está um autêntico prato Kuna. Dá pra ter boa conversa e conhecer um pouquinho do modo de vida deles.

 

Isla Perro

Unanimidade entre os questionados, a Perro é a mais linda ilha por onde estivemos. É cinematográfica e ali tivemos a sorte grande de ficarmos sós (mais a família local que seguia seu tranquilíssimo ritmo de vida enquanto nos extasiavamos com tanta beleza).

2419912771_245a5dbc83.jpg

Um barco naufragado (barco hundido, em espanhol) está entre as ilhas Diablo e Perro. Alguns viajantes vão até ele com o snorkel e muito fôlego. Nenhum volta arrependido, o lugar é abrigo de inúmeras e belíssimas espécies de peixes.

 

O aluguel do snorkel custa US$ 3.

 

Isla Pelicano

Pequena. É aquele tipo de ilha encontrada em livro didático infantil. Parece um desenho: uma porção de terra (no caso areia branquinha), cercada de água com um monte de coqueiros super verdes e carregados da fruta.

 

Locomoção e alimentação

 

Uma canoa de madeira com motor leva os turistas às ilhas. Os índios voltam à ilha “central” (no nosso caso a Cartí Yandub) e dela trazem o almoço para você esteja em que ilha estiver. Claro que há de se ter bom censo e, se há vários viajantes, saber onde a maioria estará, senão não existe logística Kuna (ou outra) que dê certo.

 

Só o trajeto de uma ilha a outra é espetacular. Várias micro ilhas lindas, verdadeiros caprichos como a que tem um coqueiro só ou a Hormiga que tem apenas uma cabana Kuna.

 

O viajante com um pouco mais de tempo e com US$ 10 a mais no bolso, pode tentar se aventurar também pelas “Cayos Holandesas”. Conjunto de ilhas duas horas adiante dali. Infelizmente tem épocas do ano em que há muito vento e mar muitíssimo agitado (foi o nosso caso, em fevereiro, nem tudo é perfeito!) então, resolvemos parar em ilhas no meio do caminho. Nenhum arrependimento!!!

 

Dicas

No barco, se não quiser “beber” muita água salgada, sente de costas à direção pra onde o barco vai. Sim, a repórter míope protegeu a lente de contato seguindo a dica do senhor Arquímedes (uma espécie de prefeito da “nossa ilha”).

 

Levar uma câmera fotográfica subaquática pra lá é bem interessante. Outra coisa, acondicione muito bem em sacos plásticos o que levará no passeio às ilhas, pois é um verdadeiro “caldo”.

 

Também é legal levar para o passeio, barrinhas de cereal e/ou frutas e água mineral. Os dois primeiros itens é melhor levar do continente, pois dificilmente encontrará à venda em Cartí Yandub.

 

Nós, mortos de fome conseguimos comprar pão quentinho em uma ilha à caminho das Cayo Holandesas - mais surpreendente do que achar pão quente na padaria aqui perto de casa!!!

 

Além das ilhas, visitar o pequeno museu local é interessante. Você vai conhecer um pouco mais da cultura Kuna e pode comprar bonitos artesanatos em madeira, palha, cerâmica ou as molas, vendidas em todas as partes. A entrada do museu custa US$ 2 por pessoa.

 

 

Como chegar e onde ficar

 

Via Colômbia por mar

Já que a idéia de ir por terra naufragou, por que não tentar ir por mar? Pois bem, tentamos. Seriam 5 dias de viagem entre Cartagena e San Blás. Passamos dois dias na cidade colombiana tentando encontrar o serviço ou a carona (esqueça) mas todas as tentativas fracassaram. Sim, porque este não é um "passeio convencional"; vez ou outra viajantes de barco aportam por alí rumo ao norte ou ao sul, utilizando a cidade como base e para angariarem fundos para seguir viagem oferecem o "serviço".

Há vantagens e desvantagens em optar pela viagem de barco. Conhecer novas pessoas e navegar pelo lindíssimo mar caribenho não é nada mal; já a desvantagem (para quem está com o tempo curto) é "perder" os 5 dias e se acostumar aos mareios.

Cogitamos ir com o barco Stahlratte, o único que nos pareceu confiável e atraente. Qualquer criança que olhe para o barco holandês de 1903, imagina que seja um navio pirata!!! Segundo seu capitão, um alemão, desde fevereiro de 2006 ele traslada mochileiros entre Cartagena e San Blás.

É preciso ficar atento às datas de partida de Cartagena. O custo médio por pessoa da viagem é de US$ 350 . Eles também fazem viagens para Cuba e Jamaica. Taí a dica pra quem tem um pouco mais de tempo e dinheiro.

Mais informações no: http://www.stahlratte.org" onclick="window.open(this.href);return false;

 

 

Via Colômbia (ao Panamá)

Chegamos na Cidade do Panamá através de um vôo de 40 minutos de Cartagena, Colômbia, pela Copa Airlines. A companhia aérea panamenha ofereceu a passagem mais barata: cerca de US$ 400 por pessoa somente ida. Sim, absurdo preço para um vôo tão curto, os impostos na Colômbia são exorbitantes o que duplicam o preço anunciado. Vale lembrar que passagens ida e volta custam menos.

Outra opção pode ser ir pela colombiana Aires. Pouca coisa mais cara que a Copa e com avião muito menor, preferimos "prestigiar" um Embraer e voamos pela Copa. Melhor que ir pelos aires não?!

Você também pode encontrar vôos da Aero República, filial colombiana da Copa Airlines que a comprou em 2006.

 

A idéia inicial da viagem era seguir por terra de São Paulo até a Guatemala, mas infelizmente não há estradas que liguem a América do Sul à América Central. A região de fronteira entre Colômbia e Panamá abriga a Selva de Darién, uma das mais perigosas florestas do mundo, não só por eventuais ações de guerrilhas, mas por ter sua natureza intocada (ainda que, algumas regiões da Província de Darién estejam ameaçadas pelo desmatamento).

 

Via Brasil (ao Panamá)

Quem tem planos de conhecer toda a América Central ou queira ir somente ao Panamá (o que já vale o investimento) e está sem tempo de percorrer longos trajetos em ônibus como fizemos, deve voar do Brasil direto para Cidade do Panamá. Pela Copa, a passagem ida e volta custa cerca de US$ 1000. Somente ida cerca de US$ 580.

- Sites das companhias aéreas: Copa Airlines ( http://www.copaair.com" onclick="window.open(this.href);return false; ); Aires ( http://www.aires.aero" onclick="window.open(this.href);return false; ).

 

VISTO - Brasileiros com passaporte válido (atente para que ele não venha a expirar dentro de menos de 7 meses) não precisam de visto para entrarem no Panamá nem em outros países da América Central, exceto Belize (mais informações sobre viagens pela América Central, nas próximas edições).

 

De Ciudad de Panamá à San Blás

Pouco se falava sobre San Blás durante a viagem, mas quando isso acontecia era algo como “vou de qualquer maneira, só não sei como”. Pois bem, caminhando pelo Casco Viejo da Ciudad de Panamá, na Plaza de Francia, (matéria pra outra edição) onde estão alguns kunas, sobretudo mulheres vendendo artesanato e molas, perguntamos se elas poderiam nos ajudar com informações de como ir à San Blás. Tímidas mas super prestativas truncadamente iam nos dando as coordenadas.

 

Como tínhamos idéia de ir em ônibus e sem agência, a conversa foi se prolongando e... Sim, é possível ir em ônibus (Ciudad de Panamá - Charco-Cartí) conforme elas nos explicavam, mas até um ponto de asfalto; no mais, era esperar ao “Deus dará” um 4x4 passar e nos dar uma carona (quase impossível) ou oferecer o serviço. Absolutamente “furada”. Esqueça.

 

Eis que aparece Arnoldo Bonilla (também Kuna, genro do senhor Arquímedes, o “prefeito” da Cartí Yandub) quem nos oferece o serviço completo da Cabañas Cartí: transporte ida e volta, hospedagem, refeições e passeios nas ilhas! O que mais queriamos? Ir imediatamente!!!

 

Ficou pra manhã seguinte: US$ 20 por pessoa, para ir; US$ 20 por pessoa para voltar, mais US$ 30 por dia (hospedagem na cabana, banheiro compartilhado, banho de canequinha, café da manhã, almoço e jantar e o passeio. Geralmente a ordem básica de visitas às ilhas é: Aguja, Diablo e Perro então reserve pelo menos 5 dias para estar em San Blás).

 

Pechinche! Você pode (como nós) observar que não é muito fácil tentar montar alguma estrutura ali, que é difícil levar produtos para as ilhas, que cada turista (se não consciente) é uma “ameaça” ao frágil local e decidir não pedir desconto. Mas se na hora do perrengue o hábito de pechinchar aflorar…você conseguirá. Dois viajantes chilenos com quem cruzamos diversas vezes durante a viagem conseguiram baixar a diária para US$ 20 por pessoa.

 

Cabañas Cartí:

Telefones: 507 6697-1193 e 507 6733-6309.

E-mail: cabanascarti@hotmail.com (Falar com o senhor Arquímedes).

 

 

Outra opção é ficar hospedado na Ilha Aguja: US$ 10 a diária por pessoa em rede fornecida pelo local ou por pessoa em barraca de camping (deve levá-la). Leve também alimentos para preparar no local. O preço dos passeios deve ser negociado, mas não costuma sair menos de US$ 10 por pessoa. (Falar com o senhor Luiz Barnett: 507 6697-6603 e 507 6654-6277 ou com Tony Harrington 507 6699-6953 e 507 6709-2834)

 

Para quem está com o orçamento mais folgado, bem mais folgado, uma opção de hospedagem é o Uaguinega Dolphin Cabañas (http://www.uaguinega.com/index-0.html" onclick="window.open(this.href);return false;) que fica na ilha Achutupu.

 

+ Na internet:

 

http://www.congresogeneralkuna.org/" onclick="window.open(this.href);return false; - (em espanhol).

http://es.geocities.com/kunayarki/" onclick="window.open(this.href);return false; - Notícias Kunas (em espanhol).

http://www.uni-lueneburg.de/fb3/suk/akp" onclick="window.open(this.href);return false; ... dex_s.html - Informações sobre a língua Kuna (em espanhol, inglês e alemão).

http://www.kammuigar.es.vg" onclick="window.open(this.href);return false; – informações sobre danças e tradições Kuna (em espanhol).

http://deleonkantule.tripod.com/introesp.html" onclick="window.open(this.href);return false; - site do artista Kuna, Oswaldo DeLeón Kantule. Lindas obras e um pouco do universo Kuna na arte (em espanhol e inglês).

  • Respostas 301
  • Visualizações 105.4k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Posted Images

Featured Replies

Postado
  • Membros

Silnei, é fácil encontrar o transporte por terra desde Panamá City? Pelo que li vc´s tiveram dificuldade para encontrar quem os levasse, certo?

 

Os albergues não "conseguem" este contato para que negociemos o preço do transporte?

 

Abraços,

Postado
  • Autor
  • Membros

Oi André,

 

Não é difícil encontrar os Índios. As mulheres vendem artesanato no Casco Viejo na Plaza de Francia e em outros pontos também. Todos os índios Kuna são desta região, que é um estado do Panamá. Aí na matéria tem alguns telefones de Carti Yamdup que é uma das ilhas mais populosas, um dos "Centros Urbanos". Como as ilhas são das famílias e a região é muito extensa, você quando estiver em Panamá City pode acabar encontrando outras ilhas com outras famílias. As mulheres andam com roupas típicas e é difícil não percebê-las. Provavelmente logo surgirão agências fazendo este trabalho, mas aproveite agora pra ir desta forma enquanto é possível. O Mamallena leva os mochileiros pra lá por terra, mas provavelmente usam os mesmos motoristas. Esse pessoal que faz a trilha de 4x4 pra lá é um grupo que se conheçe, pois pelas histórias que o motorista contou, a coisa é hardcore mesmo. É uma mini transamazônica com barrancos. Quando a pista está molhada a coisa é feia demais. Não sei como está o trabalho de asfalto lá, eles estavam começando as obras no início deste ano. Quem souber por favor deixe uma mensagem aqui

  • 2 semanas depois...
Postado
  • Membros

Olá!

 

Fiquei encantada com esse lugar! Você sabe qual é a melhor época do ano para conhecer?

 

Abraços

Postado
  • Autor
  • Membros

Olá Bebel,

 

Na estação seca entre Novembro e Abril. A pior época seria a dos furacões entre Agosto e Outubro, mas não ouvi relatos de furacões nas ilhas, de qualquer maneira esse é um período crítico para todo o Caribe.

Postado
  • Membros

Bom Dia Silnei,

 

Conforme falamos, gostaria de tirar algumas, ou melhor, várias duvidas com você para planejar a minha ida ao Território Kuna.

 

Primeiramente gostaria de parabenizá-lo, pois o conteúdo dessa matéria está muito bom e já tem muitas dicas importantes.

 

A minha idéia e fazer uma viagem de 30 a 60 dias conhecendo o território Kuna e Costa Rica (opção de 30 dias) ou Kuna, Costa Rica e Jamaica (opção 60 dias). Como ainda estou resolvendo esta questão, vou focar no território Kuna por enquanto.

 

Algumas duvidas podem parecer básicas demais, porem como vc mesmo disse, não existe muita informação sobre o local na net então preciso perguntar para quem já foi.

 

1) A maioria dos habitantes Kunas falam espanhol tradicional? Ou uma língua/dialeto local?

 

2) Você colocou que cada ilha tem um dono e que existem ilhas "centrais" maiores. Nestas ilhas existe energia? Pelo menos básica para carregar a bateria da maquina fotográfica? Qual seriam essas ilhas?

 

3) Você teria um mapa com a disposição geográfica das ilhas? (Ainda não consegui encontrar nenhum bom na net)

 

4) Pretendo acampar (levando a minha barraca), como é a questão de segurança nas ilhas menores? Pergunto no sentido de deixar todos os pertences na barraca e sair para explorar alguma ilha vizinha.

 

5) E a questão de água potável? Você sugere que as pessoas levem água do continente, mas qual a sua sugestão no caso da permanecia nas ilhas ser entre 12 a 15 dias?

 

6) Quanto ao translado da Cidade do Panamá para la, você indicou o Arnoldo Bonilla e citou também o contato do senhor Arquimedes, esse telefone são da Ilha Cartí Yandub? La tem acesso a telefone?

 

7) Você manteve contado com senhor Arquímedes depois que voltou da viagem no email cabanascarti@hotmail.com? E fácil encontrá-lo? Pergunto isso, pois penso em tentar já deixar agendado o translado e algumas noites na ilha. O que pensa disso?

 

8. As visitas a Isla Aguja, Isla Del diablo, Isla Perro e Isla Pelicano foram feitas partindo de Carti Yandub e dormindo em cada uma delas? Neste caso você continuou contratando o serviço de alimentação e translado pelo valor de U$ 20/ dia com o senhor Arquimedes?

 

9) Quando você fez essa viagem? Ficou quantos dias no Território Kuna no total?

 

10) Penso em ir em Novembro, para evitar o movimento de férias globais de Dezembro. O que acha da data?

 

Desde já agradeço pela atenção e ajuda.

 

Obs: Ano passado eu estive em Boca Del Toro e Drago. Caso alguém queira informações sobre lá terei o maior prazer em ajudar.

 

Um grande abraço,

 

Breno

Postado
  • Membros
Outro lugar do panamá é Bocas del Toro que é lindíssima também só que mais turística, já tem até resorts, pra quem gosta é o lugar certo. Neste tópico tem mais informações : viewtopic.php?f=44&t=10077&p=313503" onclick="window.open(this.href);return false;

 

Oi Silney

 

Este lugar San Blas realmente é lindo, mas estou indo ao Panama com o meu marido e duas crianças pequenas, e como ja conhecemos o Panama City, pedimos a sugestao da nossa agente de viage que queriamos conhecerum outro lugar ali perto e ela indicou Boca del Toro, pesquisando no googlo nao encontrei muita coisa, gostaria de saber se vc tem alguma dicas para nos dá ou até mesmo fotos para termos ideia do lugar.

 

Fico no aguardo ansiosa do seu retorno

 

Abraços

Postado
  • Membros

Boa Tarde Adriana,

 

Ano passado eu fui para Bocas e o lugar é realmente muito lindo.

 

Eu sai da cidade no Panamá sem ter nenhum contato ou reserva de local para ficar e deu tudo certo. Lá não tem muito mistério e o pessoal e bem atencioso.

 

Tem duas opções de chegar la; de avião e de ônibus.

 

De avião fui muito complicado, pois os vôos são escassos e custo muito alto.

 

Por isso decidi ir de ônibus. Um microônibus (12 lugares) que sai da Rodoviária que fica do lado do Shopping Allbrook. Bem fácil de achar. A passagem é barata, algo em torno de 25 dólares, e leva 9 - 10 horas para chegar à cidade destino; ALMIRANTE. A viagem foi tranqüila e não assuste com o fato das malas viajarem no teto do ônibus, apenas confira que ela esteja lá antes da saída.

 

estacao_onibus.jpg.6464e517bfd0b55bd37fd9b9b2849b2c.jpg

 

A chegada em Almirante foi por volta das 4:30 da manha. Chegando lá vai encontrar vários taxistas querendo te levar para o porto. Carros simples porem não vale à pena tentar ir a pé. A distancia nao é longa, mas estará de noite ainda e não imagino que seja a melhor opção, ainda mais com crianças. Sempre negocie o preço antes para evitar problemas. Eu paguei U$ 5.

 

O primeiro barco sai as 6:00 da manha. Recomendo comprar o "bilhete" assim que chegar ao porto, pois é bem desorganizado. Nao me lembro exatamente o valor da travessia, mas acredito ser algo em torno de U$ 15 - 20 por pessoa e leva por volta de 1 hora para chegar lá (dependendo das condições do mar).

 

A travessia é tranqüila porem não fique nos assentos próximos da lateral do barco se nao quiser se molhar.

 

porto_ilha.jpg.3d9faf2fdbcbb45af16946b5e542e549.jpg

 

Sobre Boca del Toro:

 

É uma cidade bem tranqüila.... turística.... você encontrara vários tipos de acomodações, deste camping, pousadas simples, um pouco melhores ate hotéis bem confortáveis. Tudo depende do valor.

 

ruas_ilha_2.jpg.61dff260bf9cd5512ceb214950d53826.jpg

 

ruas_ilha_3.jpg.259c6bb52f508e42e4aa9f1170c2dc05.jpg

 

ruas_ilha.jpg.bd47fd4e19764ef2fcf7151a0a5dbe56.jpg

 

feira_artesanato.jpg.2dcabcce5afca3f3500a991ed6096e96.jpg

 

Eu fiquei numa pousada mediana porem bem confortável para mim. Paguei U$ 50 o quarto duplo.

 

hotel_casa_max.jpg.e5358dd493226792fcb5401d4733435b.jpg

 

A comida não e tão cara assim e tem alguns restaurantes para escolher.... algo em torno de US 20 a refeição. Tem alguns supermercados e padarias como opção.

 

As opções de lazer são muitas. Muito surf, mergulho, praias e natureza.

 

Lá tem varias empresas que fazem passeios. Eu fiz muita coisa por conta própria, porem fui a um passeio pelas ilhotas vizinhas que valeu a pena. Custa U$ 20 por dia. Fui num roteiro de 2 dias por U$ 32. Estava incluso o translado com dois guias e snorkel e nadadeiras para mergulho. Passamos por lugares maravilhosos onde mergulhei com apenas 2 ou 3 metros de água entra a minha barriga e as rochas. Muita flora a fauna.

 

Passamos por um restaurante onde escolhemos os pratos por volta de 10 da manha e quando voltamos as 14 hs os peixes já tinham sido pescados e preparados. Muito bom! Algo em torno de U$ 18 a refeição.

 

Boca_del_Toro_Panama_2006_2.jpg.4344284a77e0634c5ba9daf5c44eb7eb.jpg

Boca_del_toro_Panama_2006_4.jpg.a487d3f83a7a73ca569588a605af7cc9.jpg

 

Lá tem muitas ilhas para serem visitadas. Na ponta de Bocas del Toro tem uma praia chamada Bocas del Drago. Um local muito bonito com pouca interferência humana. Para chegar lá basta pegar um ônibus em qualquer ponto da cidade, U$ 2 e aguardar 20 a 30 minutos de estradas pequenas e com um visual lindo.

 

 

 

Boca_del_Drago_Panama.2006_.jpg.44f508aaecc114feb84fbfb6fd44d9dd.jpg

 

praia_caminho_chegada.jpg.b2742855a0ee5e5b97f5ae1a9c0d81d3.jpg

 

praia_gaivotas.jpg.6149e71d7fd125afcbe7ceb8de4eb450.jpg

 

Não sei o que você procura lá porem imagino que irá aproveitar muito.

 

Espero ter ajudado. Caso tenha mais duvidas e só perguntar.

 

Abraço,

 

Breno

S6301750.jpg.61b245e525e7e6d2f5df5c5d72a06d3e.jpg

S6301846.jpg.90b9da3915f2575c56195943f9e24576.jpg

S6301848.jpg.fcdd721ddf19cd1f5dbad9265a01efec.jpg

Postado
  • Autor
  • Membros

Oi Breno,

 

Obrigado.

 

Vamos lá! :D

 

1) A maioria dos habitantes Kunas falam espanhol tradicional? Ou uma língua/dialeto local?

 

Sim! Os que tratam com os turistas falam espanhol fluente e alguns até inglês.

 

2) Você colocou que cada ilha tem um dono e que existem ilhas "centrais" maiores. Nestas ilhas existe energia? Pelo menos básica para carregar a bateria da maquina fotográfica? Qual seriam essas ilhas?

 

Na que eu fiquei não tem enegia elétrica. É bom vc levar pilhas e baterias extras. Em El Provenir que é a Capital, tem até um aeroporto e pousadas completas, porquê é continente. Eu fiquei em Carti Yamdup!

 

3) Você teria um mapa com a disposição geográfica das ilhas? (Ainda não consegui encontrar nenhum bom na net)

Eu também estou louco atras deste mapa. No google earth vc consegue ver as ilhas, mas sem os nomes.

 

4) Pretendo acampar (levando a minha barraca), como é a questão de segurança nas ilhas menores? Pergunto no sentido de deixar todos os pertences na barraca e sair para explorar alguma ilha vizinha.

 

Olha acho difícil roubarem, pois quem chega ali são apenas os índios e mochileiros gringos. Por precaução em qualquer lugar sempre tenha um cadeadinho na barraca, mas alí acho muuiito difícil acontecer algo do tipo.

 

5) E a questão de água potável? Você sugere que as pessoas levem água do continente, mas qual a sua sugestão no caso da permanecia nas ilhas ser entre 12 a 15 dias?

 

Eles vendem água mineral e em Carti Yamdup que é mais perto do continente tem agua encanada em algumas ocas. Na isla agurra tem torneira, não sei se é agua da chuva ou de poço artesiano. Mas vc não vai passar sede se tiver alguma índio por perto. Eles estão sempre atentos e tratam muito bem os visitantes.

 

6) Quanto ao translado da Cidade do Panamá para la, você indicou o Arnoldo Bonilla e citou também o contato do senhor Arquimedes, esse telefone são da Ilha Cartí Yandub? La tem acesso a telefone?

 

Sim por incrível que pareçe pega celular lá! :lol::lol::lol: E o seu Arquimedes vive pra baixo e pra cima com ele na orelha! hauhauhauhauhhua!

 

7) Você manteve contado com senhor Arquímedes depois que voltou da viagem no email cabanascarti@hotmail.com? E fácil encontrá-lo? Pergunto isso, pois penso em tentar já deixar agendado o translado e algumas noites na ilha. O que pensa disso?

 

Não conversamos com ele mais. Mas agendar é o ideal. Tente por e-mail ou telefone. Se tiver dificulades nos avise aqui pelo tópico.

 

8. As visitas a Isla Aguja, Isla Del diablo, Isla Perro e Isla Pelicano foram feitas partindo de Carti Yandub e dormindo em cada uma delas? Neste caso você continuou contratando o serviço de alimentação e translado pelo valor de U$ 20/ dia com o senhor Arquimedes?

 

Sim, foram feitas a partir de Carti Yamdup. Saíamos de manhã e voltávamos ao entardecer. Mas passamos uma noite na Isla Agurra. O valor que cobraram incluia tudo, passeio, café, almoço e janta!

 

9) Quando você fez essa viagem? Ficou quantos dias no Território Kuna no total?

Foi agora no começo de 2008. Infelizmente no total só 5 dias, pq estávamos a caminho da Guatemala. A viagem toda durou 90 dias. De SP até Cartagena na Colômbia de ônibus, avião até o panamá. Do panamá até a Guatemala de ônibus e de avião de volta pra SP.

 

10) Penso em ir em Novembro, para evitar o movimento de férias globais de Dezembro. O que acha da data?

 

Final de novembro e começo de Dezembro é uma boa data, mas fique de olho na previsão do tempo.

 

Se tiver mais dúvidas sobre San Blas e o Panamá ou outros destinos na América central é só postar nos fóruns relacionados.

 

Abraço,

 

Silnei

Postado
  • Membros

Oi Breno

 

Muito obrigada pelas dicas

 

Pelas fotos acho que é um lugar realmente bonito.

Postado
  • Membros

Realmente vale a pena Ariana.

 

Se quiser mais alguma informacao e so falar.

 

Um abraco,

 

Breno

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.