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iderley

Atacama, Salar de Uyuni, La Paz, Lago Titicaca, Cuzco, Machu Picchu, Lima, Bogotá

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Fala pessoal!

 

Sei que o roteiro é batido, mas vou deixar meu relato como forma de agradecimento a todos que ajudaram, de forma direta ou indireta, no planejamento da viagem.

Espero que seja útil para quem esteja planejando ir para algum lugar por onde passei.

 

 

Considerações iniciais

 

Esta foi minha primeira viagem sozinho.

Um ou outro amigo mostrou interesse em me acompanhar, mas as datas nunca batiam.

No final acabei me acostumando e gostando da idéia de ir só, afinal poderia priorizar exatamente os meus interesses, sem ter que dar satisfação ou fazer algo de que não gostasse somente para agradar aos outros.

Não digo que este seja o melhor nem o pior jeito de viajar. Ambas as maneiras tem seus prós e contras.

Neste caso pude priorizar natureza (paisagens, sensações, etc.) e fotografias, que são o que eu realmente busco em viagens.

E neste tipo de viagem também nunca se está só, sempre fazemos alguma amizade, entre um passeio e outro, mas que acaba durando somente um ou alguns poucos dias.

Claro que depois temos a internet para manter as amizades feitas durante a jornada (através de e-mail, redes sociais, etc.).

 

Também nunca tinha viajado por "tanto tempo".

Geralmente só consigo férias de uma semana, mas desta vez ficaria duas "na estrada".

Inicialmente parecia pouco tempo para esta viagem, mas logo mostrou-se muito, afinal estava longe da família (esposa, filha, pais, etc.).

Mas não me arrependo, apesar da saudade (que foi bastante) valeu muito a pena e tenho certeza de que, quem ficou por aqui, também aproveitou esse período, assim como eu, para aprender melhor a importância que a família tem na vida da gente.

 

Iniciei o planejamento em nov/11 (cinco meses antes da viagem) e meu principal aliado foi o site Mochileiros, de onde acredito ter tirado cerca de 90% das informações que precisava.

Como sou muito metódico, procurei planejar cada detalhe, mesmo sabendo que na prática seria diferente.

Neste ponto gostaria de agradecer muito ao pessoal daqui do site que tirou minhas dúvidas, algumas que até já estavam respondidas de alguma forma, mas que ajudaram muito nos detalhes onde eu precisei saber se determinada situação era ou não possível durante a viagem. Não vou citar nomes, pois foram muitas pessoas, porém espero retribuir sempre que puder.

 

Durante este período fui pesquisando e providenciando os itens necessários para a viagem.

No final do relato pretendo postar os itens que levei na bagagem com os respectivos comentários.

 

Na semana da viagem já havia começado a juntar as coisas nas mochilas, imprimir as informações do roteiro que montei, tickets, etc.

No dia anterior à viagem (20/abr), à noite, comprei a passagem de ônibus São José dos Campos-SP / Guarulhos-SP para não correr o risco de perder o vôo por não ter ônibus ou ter que procurar outra forma de transporte até o aeroporto em cima da hora.

 

Ao longo da viagem, infelizmente, não foram todos os horários e gastos que eu me lembrei de anotar, então vou postando tudo que eu me lembro e as coisas para as quais eu tenho boleto/ticket para "me lembrar"... rs

 

Gastos realizados ainda no Brasil:

Ticket Machu Picchu + Huayna Picchu: 180 reais (Agência Machu Picchu Brasil - pagamento através de transferência para o banco Itaú)

Passagem de trem Ollantaytambo / Águas Calientes (Expedition): 81,43 reais (Peru Rail - já com impostos e taxas de conversão do dólar)

Passagem de trem Águas Calientes / Ollantaytambo (Autowagon): 121,19 reais (Peru Rail - já com impostos e taxas de conversão do dólar)

Seguro viagem - América do Sul: 88,41 reais (Mondial Travel - já com impostos e taxas de conversão do dólar)

Passagem de ônibus São José dos Campos / Guarulhos: 18,25 reais

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1o dia 21/abr (sáb) - Brasil

 

Neste dia pela manhã aproveitei para verificar os últimos detalhes: limpar os cartões de memória e carregar as baterias da câmera, verificar se os vôos estavam ok (pois antes haviam mudado de horário várias vezes), deixar documentos e informações bancárias com a minha esposa (a gente planeja voltar "inteiro", mas "vai que"... rs), etc.

 

Por volta de 15h minha esposa me deixou na rodoviária de São José dos Campos e às 15h30 o ônibus partiu para o aeroporto de Guarulhos.

Trocamos mensagem por celular até a hora do meu embarque, afinal não sabia que condições de comunicação (internet, wi-fi, telefone, etc.) iria encontrar nos lugares por onde ia passar.

 

Sinceramente não entendo a lógica de conexões do meu vôo, acho que foi a maneira mais difícil (leia-se longa, cheia de ziguezagues) de chegar ao destino, mas enfim...

Meu primeiro vôo sairia de Guarulhos às 19h50 e chegaria a Lima às 23h15.

De Lima sairia à 01h15 e chegaria a Santiago às 6h40 para, só aí, pegar o vôo para Calama, saindo às 08h15 e chegando às 10h25.

 

Por volta de 17h cheguei ao aeroporto e despachei minha mochila cargueira.

O atendente informou que eu não precisaria pegá-la em Lima, que a mesma seguiria direto para Santiago e lá eu teria que despachá-la novamente para Calama.

Até hoje nunca tive problema algum com bagagem, mas sempre fico com receio de chegar e a bagagem ficar pelo meio do caminho. Por isso resolvi levar uma troca de roupa na bagagem de mão, caso alguma coisa desse errado.

 

Antes de embarcar fiz um "pic-nic" no aeroporto com algumas coisas (bolachas, barrinha de cereal, etc.) que estava levando do Brasil.

Aliás, levei estas coisas já considerando que este espaço que iria sobrar na bagagem era o limite do que eu poderia comprar pelo caminho e trazer, afinal na minha bagagem (uma mochila cargueira de 40L e uma de ataque de 30L) não cabia mais um alfinete sequer... rs

Quis usar a mochila cargueira que já tinha para não ter que comprar outra, mas uma um pouco maior (uns 10 ou 20L a mais) iria me ajudar bastante.

 

Como minha viagem estava com o roteiro bastante apertado, qualquer problema nos vôos ou com a bagagem iria comprometê-la, mas acabou correndo tudo bem.

 

Uma coisa legal desse tipo de viagem é a possibilidade de interação com pessoas de países / culturas diferentes.

Num dos vôos já tive a chance de começar a utilizar meu inglês, que não é fluente, mas o suficiente para me comunicar, com uma moça de Los Angeles que tinha Buenos Aires como destino final.

Apesar de não ser a primeira vez dela na América do Sul, aproveitei para passar algumas dicas, principalmente quanto a taxistas, com os quais já tive problemas em viagens anteriores.

 

Tive o meu primeiro contato com o famoso "pollo" durante um dos vôos.

Aproveitei para comer todos os lanches/refeições e guardar os snacks oferecidos (voei pela Lan), afinal já estavam pagos mesmo e o que eu pudesse evitar de gastos no Atacama seria bem-vindo, afinal seria o destino mais caro da viagem.

  • Gostei! 1

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Boa noite!

 

Vou fazer Bolivia- Chile- Peru

sem setembro.

Tô gostando bastante do seu relato,

vi tudo hoje, desde o tópico que vc tava planejando..

Muito bom ver vc pensando e logo depois vivendo!

Muito show.

Mas, eu tô planejando também e na minha

tabela de gastos, machu picchu saia mais barato,

isso baseiado na tabela de um cara que foi em fevereiro...

Por isso queria saber, será que pq vc comprou aqui, saiu mais caro?

Lá deve ser mais barato mesmo?

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Valeu, Jorge/Quéfren !

 

Realmente é muito legal esse lance dos estágios da viagem, o planejamento, a execução e, depois relembrar!

 

Quanto aos meus gastos, acabei pagando mais caro no ingresso pra Machu Picchu porque não consegui comprar diretamente pelo site, pois não tenho cartão do Bradesco (o tal verified by Visa).

Os cartões que tentei usar não deram certo, então comprei através de uma agência (Machu Picchu Brasil), que cobra uma comissão por isso.

Tente ver se você tem esse cartão ou se consegue algum amigo que tenha, com certeza vai ficar mais barato.

Outro detalhe é que comprei com a opção de subir o Huayna Picchu. Não é muito grande mas já é uma diferença no valor.

 

Quanto aos ingressos de trem, consegui comprar o mais barato apenas para ida. A volta já tinha se esgotado, então comprei um intermediário.

Outra coisa é que, nos ingressos, coloquei o valor total, ou seja, a cotação do câmbio que paguei mais o acréscimo de iof, etc.

 

Já se comprar lá é um bom negócio eu não sei dizer, porque no meu caso estava com as datas bem apertadas, então preferi comprar tudo antecipadamente.

 

Abs!!!

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2o dia 22/abr (dom) – Deserto do Atacama (Laguna Cejar)

 

Cheguei ao aeroporto de Calama no horário esperado, depois de ter passado a noite por vários aviões e quase metade dos aeroportos da América do Sul... rs

Mas, como na ida a gente é todo disposição, nem me importei com isso.

 

Já no desembarque do avião é possível ver a paisagem vermelha do Deserto do Atacama.

Me contive para não sacar uma foto dali mesmo, coisa que nem todo mundo fez.

 

O aeroporto é minúsculo e, alguns passos depois, já estava na esteira aguardando pela bagagem.

Como o guichê da Transfer Licancabur é do lado da esteira, aproveitei para já ir adiantando o transporte de Calama a San Pedro de Atacama enquanto ficava de olho na mochila.

Do lado do guichê da Transfer Licancabur há outro guichê, da empresa City Express, que faz esse mesmo transfer cobrando menos: 10.000 pesos contra 12.000 da Licancabur.

Resolvi fechar com a Licancabur, pois aceitaram me cobrar (e devolver o troco) em dólares, afinal eu não havia levado pesos chilenos e me informaram que não havia câmbio aberto no aeroporto, coisa que eu achei que iria encontrar.

Enfim, nem pesquisei muito devido à pressa e ansiedade por chegar logo a San Pedro.

 

Enquanto acertava os detalhes do transfer encontrei o primeiro brasileiro da viagem, um cara de Brasília que queria alugar um carro e, provavelmente, me abordou para dividir as despesas.

Acabei não dando muita atenção, pois não era dessa forma que pretendia fazer os passeios no Atacama. Além do que em alguns lugares que eu pretendia ir acredito que esse meio de transporte iria mais atrapalhar do que ajudar, ou por não ser adequado ou por perder tempo para localizar os destinos pretendidos.

 

Cerca de meia hora após desembarcar do avião já estava numa van indo pra San Pedro de Atacama, cidade base para explorar as atrações do deserto.

Aproveitei os primeiros minutos do caminho para me empolgar com a paisagem, que é "coisa de outro mundo".

 

Porém, logo me dei conta que havia esquecido a carteira internacional de vacinação.

A partir daí fiquei um pouco tenso. Via a paisagem do lado de fora da janela, mas não conseguia parar de me preocupar com isso e me perguntar como, após tanto planejamento, havia esquecido um item tão básico.

Havia tomado a vacina contra febre amarela e providenciado a carteirinha internacional com meses de antecedência, mas não serviu de nada, afinal tinha apenas minha consciência a meu favor... rs

Mas, como não adianta nada ficar se lamentando com os problemas, comecei a pensar logo nos "planos B".

O primeiro seria deixar de passar pela Bolívia, único país que ainda fazia tal exigência, segundo a atendente da Anvisa do aeroporto de Guarulhos na época em que fiz a carteirinha. Esta opção me custaria "caro" em termos de perder muitos dos lugares que queria conhecer, mas se não houvesse outra opção teria que ter feito isto.

Outra opção seria mandar um e-mail pra minha esposa escanear e enviar a carteirinha, via e-mail, imprimir em algum lugar no Chile, e "chorar" para o policial da imigração boliviana aceitar esta cópia.

Como já havia lido aqui mesmo no Mochileiros que muita gente levou a carteirinha e em nenhum momento foi solicitada, resolvi optar por esta segunda opção e "tentar" esquecer o assunto pra poder aproveitar os passeios pelo Atacama.

 

Cheguei a San Pedro por volta de 12h, após uma hora, literalmente, de muita tensão a respeito da carteirinha e fascinação com a paisagem.

Fiquei no Hostal Sonchek, cuja reserva havia feito anteriormente por e-mail.

Como a idéia no Atacama seria poupar recursos, optei por um quarto individual, mas com banheiro compartilhado.

O quarto era bem simples, só tinha uma cama de solteiro, um criado-mudo, uma mesinha e uma cadeira. O espaço era exatamente o suficiente para caber apenas esses móveis e uma pessoa dentro, quase claustrofóbico... rs Mas pra mim foi uma ótima escolha, não precisei de nada além disso.

Lá há 4 banheiros compartilhados (é só utilizar o que estiver livre), recepção 24h e wi-fi na área comum (que eu utilizei dentro do quarto sem problemas) e sem café-da-manhã (o que depois se provou realmente desnecessário, por estar incluído nos passeios).

 

Após me acomodar, o que não demorou muito, parti para a pesquisa dos passeios, pois pretendia fazer algum no mesmo dia à tarde.

Subi e desci a Rua Caracoles (principal de San Pedro) e algumas adjacentes (Toconao, Tocopilla, etc.) umas 3 ou 4 vezes anotando os preços e datas dos passeios que se encaixassem com os dias que eu tinha reservado para ficar no Atacama.

Minha prioridade eram os passeios para o Salar de Tara, que por ser mais caro não é tão comum, e para as Lagunas Altiplânicas que incluísse o Salar de Talar (normalmente as agências não vão até esse salar).

Uma referência que eu havia pesquisado e que se encaixava com todos os passeios que eu pretendia era a Atacama Connection, porém não encontrei essa agência por lá. Como eu estava buscando também por casas de câmbio, numa delas me informaram que podiam ligar pro pessoal da Atacama Connection se eu quisesse, mas achei meio estranho e preferi fechar com alguma agência física, pois pelo que entendi, ela agora era apenas "virtual".

No final das contas só encontrei a Cosmo Andino que passasse pelo Salar de Talar, então fechei esse passeio com eles por 40.000 pesos e os demais (Valle de La Luna, Salar de Tara, Geysers del Tatio e Laguna Cejar) com a Maxim Experience por 78.000 pesos (por fechar todos esses passeios o desconto foi superior a 10%).

 

Troquei então dólares suficientes para os gastos que eu havia previsto e alguns bolivianos que iria precisar na travessia para a Bolívia via Salar de Uyuni.

Aliás, esse passeio acabei fechando por 65.000 pesos pela Colque Tours, pois a Cordillera Travel, que eu pretendia dar preferência anteriormente, estava querendo 75.000 pesos.

Inclusive nessa pesquisa já fiquei um pouco chateado, pois informaram em ambas agências que não seria possível passar na Isla del Pescado (a dos cactos, no meio do salar), pois devido às chuvas ocorridas no início do ano esse local ainda estava alagado. Mas também não demorei muito a me conformar, afinal não tinha como ir contra a natureza.

 

Após fechar tudo voltei "correndo" ao Sonchek e praticamente só tive tempo de arrumar mais algumas coisas e voltar pra porta da Maxim, às 16h, para a saída para a Laguna Cejar, o passeio que havia fechado para a tarde.

Fomos somente eu, o guia (Pedro) e mais duas pessoas, a Patrícia, uma brasileira de Brasília e o Juan Pablo, um chileno de Santiago.

Infelizmente, também devido às chuvas do começo do ano, não seria possível ir até os Ojos del Salar e à Laguna Tebenquiche, então fomos somente até a Laguna Cejar onde ficaríamos até o pôr-do-sol.

À primeira vista é uma lagoa comum, porém o detalhe da concentração de sal que não te deixa afundar e a paisagem à volta, com o vulcão Licancabur, já dão uma boa prévia de como seria a estadia no Atacama.

Aliás, o Licancabur é "figurinha carimbada" por lá, em quase todo lugar que se vá ele está visível, sempre presente na paisagem.

 

Chegando ao local paga-se uma entrada de 2.000 pesos e, para entrar na Laguna Cejar, é recomendável certo cuidado para não cortar os pés nas bordas, pois são de sal "muito afiado"... rs

Também é bom verificar com a agência se eles levam água para tirar o sal após sair da lagoa, pois parece que, em algumas agências, você mesmo é quem deve providenciar.

No nosso caso o Pedro foi buscar a água em algum lugar enquanto estávamos na lagoa.

Algumas pessoas ficavam com receio de entrar, mas realmente nesse local não se afunda, nem que se queira, afinal eu não sei nadar e não tive problema algum com isso.

A água é um tanto gelada, para padrões brasileiros, mas logo após entrar a gente acostuma e não quer mais sair.

Após o banho na lagoa, tiramos o sal do corpo, nos enxugamos e partimos para algumas fotos pelas redondezas enquanto o Pedro preparava um lanche, que estava incluso no passeio.

O lanche era amendoim, batata tipo Ruffles, alguns outros salgadinhos, bolacha, suco e pisco sour uma bebida típica do Chile.

O pessoal insistiu, mas eu fiquei só no suco, pois não bebo, apenas tomo um gole só pra saber o gosto quando há uma bebida diferente, mas nesse dia nem isso fiz, pois já conhecia essa bebida de outra viagem, quando estive em Santiago.

Aliás, o fato de não beber acaba sendo uma vantagem, pois não é recomendável na altitude, principalmente nos primeiros dias e, pra mim, uma preocupação a menos.

Após o lanche voltamos e vimos o pôr-do-sol na lagoa, mas fica-se dividido entre o pôr-do-sol em si e as cores (vermelho, laranja, etc.) que vão surgindo nas montanhas contra o sol.

 

Depois voltamos a San Pedro e aproveitei pra verificar as condições do passeio do Tour Astronômico, pois fica bem perto da Maxim, cerca de umas 5 portas do lado.

Acabei fechando para fazer no dia seguinte, no tour das 21h30 em espanhol.

 

Voltei para o Sonchek e, como não sou muito de balada, fui tomar banho, verificar e-mails e dormir, afinal havia passado a noite nas conexões de vôos e no dia seguinte tinha um passeio para o qual eu tinha bastante expectativa: Salar de Tara.

Não dei muita sorte no banho do primeiro dia, peguei um banheiro onde o chuveiro não esquentava muito. Pensei que seria péssima a minha experiência lá por causa disso, mas nos outros dias troquei de banheiro/chuveiro e nesse a água esquentava que era uma maravilha... rs

 

Gastos do dia:

Transfer Licancabur Calama / San Pedro de Atacama: 30 dólares (900 pesos chilenos de troco)

Água 1,6L: 950 pesos chilenos

Tour Lagunas Altiplânicas + Salar de Talar: 40.000 pesos chilenos (Cosmo Andino)

Tour Salar de Uyuni: 65.000 pesos chilenos (Colque Tours)

Tours Atacama: 78.000 pesos chilenos (Maxim Experience)

Entrada - Laguna Cejar: 2.000 pesos chilenos

 

Câmbios do dia:

500 dólares por 242.500 pesos chilenos

45 dólares por 242 bolivianos

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120526175517.JPG 500 333.333333333 Laguna Cejar]Laguna Cejar[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120526175652.JPG 500 333.333333333 Eu na Laguna Cejar]Eu na Laguna Cejar[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120526175811.JPG 500 333.333333333 Próximo à Laguna Cejar (Vulcão Licancabur ao fundo)]Próximo à Laguna Cejar (Vulcão Licancabur ao fundo)[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120526175953.JPG 500 333.333333333 Vista da Laguna Cejar]Vista da Laguna Cejar[/picturethis]

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Pessoal, valeu pelo incentivo!

Podem deixar que vou tentar manter o ritmo, pelo menos um post por dia... rs

Abs!!!

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3o dia 23/abr (seg/lun) – Deserto do Atacama (Salar de Tara)

 

No dia seguinte a van da Maxim passou pra me pegar no hotel no horário combinado (por volta das 7h) e partimos para o passeio do Salar de Tara.

Neste passeio, junto comigo, foram dois casais (ambos chilenos, um de Santiago e outro de Valparaíso) e uma francesa com outro guia. Esses últimos iriam ficar no Salar de Tara para dormir e escalar um vulcão que não me recordo o nome.

 

Durante o caminho o motorista e guia Víctor, um argentino que mora por lá, vai fazendo algumas paradas para ir se acostumando com a altitude, pois San Pedro fica a aproximadamente 2.400m e o passeio iria além dos 4.000m.

A primeira é "do lado" do Vulcão Licancabur, que rende ótimas fotos. Já a segunda é para o café da manhã, num local muito bonito também, mas que, segundo o Víctor, não tem nome específico.

Em ambas paradas ventava muito como, aliás, foi uma constante em quase toda a viagem. Nesses pontos a blusa corta-vento que comprei com esta finalidade foi muito útil, presente em quase todas as fotos onde eu apareci... rs

O vento só acentuava mais o frio que já fazia, que era bastante para os meus padrões, mesmo com o sol já tendo nascido.

 

Neste café tive meu primeiro contato com o famoso chá de coca. Já havia pesquisado antes e sabia que não faz mal nenhum e que deveria tomar sempre que possível, para não ter problemas com a altitude.

Como eu tenho pressão alta fiquei especialmente atento a isso, mas só precisei do comprimido que tomo diariamente (maleato de enalapril). Levei Cibalena (para mal-estar, dor de cabeça, etc.), Dramin (para enjôo) e Imosec (para diarréia), mas não foram necessários em toda a viagem. Ainda bem!!! rs

É notória a aceleração do coração com o mínimo esforço que se faz, mas, além disso, o único "sintoma" que tive foi sangue no nariz.

Na verdade não chegou a escorrer sangue do meu nariz. Só percebi porque, quando eu o limpava, junto da "sujeira" havia um pouco de sangue, mas muito pouco mesmo, então nem me preocupei.

 

Além do tal chá de coca havia café (nescafé), bolachas, queijo, geléia, manteiga, e um tipo de pão, que é muito comum por lá (e pelos outros países onde estive), mas bem diferente do pão francês. É bem parecido com um pão sírio, mas não tão fino.

 

Após fotos e o café seguimos viagem rumo à primeira atração do passeio, as formações rochosas chamadas Monjes de La Pacana.

Ficamos lá por uns 30 minutos e partimos para a próxima atração, que eles chamam de Catedrales.

Neste local fizemos duas paradas, uma do lado das Catedrales e outra não muito distante, mas já com vista para o Salar de Tara.

Depois de todo esse visual de tirar o fôlego andamos mais um trechinho de van e o guia nos deixa, já próximos, para caminhar e apreciar a paisagem enquanto vai de van na frente para preparar o almoço.

O caminho até o local de almoço é muito bonito e, neste ponto, foi possível avistar os primeiros flamingos (de muitos que veria pela frente).

 

O almoço foi novamente o pão deles, atum, milho, palmito, tomate, pasta de abacate, suco, bolacha, alfajor, etc.

Muito bom almoçar com aquele visual do Salar de Tara, não sabia se comia ou ficava tirando foto... rs

Um pouco atrás de onde almoçamos havia uma colina com muitas pedras, onde pudemos observar uma espécie de coelho que eles têm por lá (o nome que eles usam é "biscatcha", mas não sei exatamente como se escreve).

 

Voltamos então para San Pedro por volta de 15h ou 16h e saí para tirar algumas fotos, comprar algumas coisas, etc.

Logo mais pela noite, cerca de 20h, fui para o escritório da Space Obs, mas o Tour Astronômico não estava confirmado devido às condições climáticas desfavoráveis (nuvens).

Voltei novamente às 21h, mas naquela noite não seria possível realizar o passeio.

Reservei então para o dia seguinte às 23h30 e fui dormir já desanimado, achando que iria embora sem fazer esse passeio.

 

Gastos do dia:

Lan house (impressão de cópia da carteirinha internacional de vacinação): 800 pesos chilenos

Água 6L: 1.700 pesos chilenos

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120527120654.JPG 500 333.333333333 Vulcão Licancabur]Vulcão Licancabur[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120527120750.JPG 500 333.333333333 Las Vegas de Queipiaco]Las Vegas de Queipiaco[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120527121002.JPG 500 333.333333333 Caminho para o Salar de Talar]Caminho para o Salar de Talar[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120527121150.JPG 500 333.333333333 Monjes de La Pacana]Monjes de La Pacana[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120527121250.JPG 500 333.333333333 Próximo ao Salar de Talar]Próximo ao Salar de Talar[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120527121341.JPG 500 333.333333333 Próximo ao Salar de Talar]Próximo ao Salar de Talar[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120527121456.JPG 500 333.333333333 Salar de Talar]Salar de Talar[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120527121540.JPG 500 333.333333333 Salar de Talar]Salar de Talar[/picturethis]

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