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Atacama, Salar de Uyuni, La Paz, Lago Titicaca, Cuzco, Machu Picchu, Lima, Bogotá


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  • Colaboradores

Muito bom, Iderley

 

Está me ajudando bastante a montar meu roteiro. Qualquer dúvida te pergunto! hehe

 

Pelo que vi vc gosta muito de fotografia, né? Vc usa alguma lente ou polarizador?

Quando vejo fotos mto boas como as suas aqui no forum sempre pergunto qual o modelo da camera que a pessoa usou... to pensando em pegar uma Nikon d5100. Conhece?

 

Parabéns pelo relato e pelas fotos!

 

Abç

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1o dia 21/abr (sáb) - Brasil   Neste dia pela manhã aproveitei para verificar os últimos detalhes: limpar os cartões de memória e carregar as baterias da câmera, verificar se os vôos estavam ok (poi

  • Membros

Oi, Carina!

 

Que bom que está gostando e que está sendo útil pra ti.

Aproveite bastante essa fase de planejamento, pois pra mim é quase tão boa quanto a viagem... rs

Assim que der vou postando o restante do relato!!

 

Abs!

 

Oh Iderley tá ótimo teu relato, vc abriu meus olhos, estou aqui só imaginando como vai ser a minha em Outubro. Aguardamos o restante... Abraços!
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  • Membros

Valeu DanSan!

 

Pode perguntar à vontade, se puder ajudar será um prazer.

 

Cara, eu AMO fotografia, principalmente outdoor... rs

Não tenho tempo suficiente pra me dedicar a isso, mas quando aparece uma oportunidade, como por exemplo viagens, eu aproveito bastante.

 

A lente que eu levei na viagem foi apenas uma zoom básica.

Tenho outras mais específicas (macro, tele, etc.) mas como o uso numa viagem dessas é muito pouco, acho que não compensa levar por causa do peso.

Ah! E em quase todas as fotos eu usei um filtro polarizador circular.

 

A minha câmera é uma Rebel XTi e, como todo o resto do equipamento, é Canon, então não posso opinar muito sobre as Nikon.

Mas, pelas especificações (http://www.dpreview.com/reviews/nikond5100), a que você citou parece ser uma ótima câmera. Eu compraria/usaria com certeza.

 

Abs!

 

Muito bom, Iderley

 

Está me ajudando bastante a montar meu roteiro. Qualquer dúvida te pergunto! hehe

 

Pelo que vi vc gosta muito de fotografia, né? Vc usa alguma lente ou polarizador?

Quando vejo fotos mto boas como as suas aqui no forum sempre pergunto qual o modelo da camera que a pessoa usou... to pensando em pegar uma Nikon d5100. Conhece?

 

Parabéns pelo relato e pelas fotos!

 

Abç

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  • Membros

Oi, Marla!!!

 

Não coleciono porta-moedas, só comprei porque era uma das poucas lembrancinhas que cabiam no escasso espaço que tinha na mochila... rs

O que eu coleciono são as moedas (literalmente) e notas, tento sempre trazer algumas dos países por onde passo.

 

Ah! E até que gostei da tal Inka Cola (apesar de não encontrar mais ninguém que gostou... rs).

Aliás, a garrafinha que eu trouxe pro Brasil também foi odiada por todos... kkk

 

Abs!

 

Iderley, vc coleciona porta-moedas?

 

p.s.: detestei Inca Cola, parece o liquido que a gente toma para fazer exame de curva glicemica... dooooooooooooce toda vida!

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  • Membros

13o dia 03/mai (qui/jue) - Vale Sagrado

 

Acordei cedo novamente para tomar café, pois o ônibus passaria para me pegar às 8h30.

O café-da-manhã deles era o padrão (café, chá, leite, pão, manteiga e geléia).

Depois de tomar café deixei a mochila cargueira num quarto que parece que todos os hotéis por lá tem para este fim, pois essa noite eu passaria em outro hotel, em Águas Calientes (cidade base pra conhecer Machu Picchu) e depois retornaria na noite seguinte, onde pagaria apenas as duas diárias, conforme havia combinado.

 

Como no horário combinado ainda não haviam passado, o próprio pessoal do hotel sugeriu que eu esperasse na rua abaixo, próximo ao mercado e a uma igreja, pois estava havendo uma comemoração deles (peruanos) por lá, da qual também não me recordo o nome.

Gostei da idéia, pois poderia apreciar mais um pouquinho de Cuzco, uma cidade realmente muito interessante.

 

Uns vinte minutos depois, quase 9h, o cara do ônibus me achou por ali. Realmente é muito fácil distinguir os turistas dos locais... rs

No caminho sentaram, no banco em frente ao meu, um casal muito simpático de brasileiros, o Cristian e a Andressa, os quais tinham chegado ao Peru no dia anterior e estavam fazendo a viagem no sentido contrário ao que eu tinha feito, com a diferença de que não passariam pela Bolívia.

 

Após algum tempo na estrada paramos num local onde havia algumas lojas para venda de artesanato e mais cholas acompanhadas de llamas para quem quisesse tirar fotos, obviamente que era necessário "contribuir" com alguns trocados para isso... rs

 

Depois disso mais uma parada em feira de artesanato, mas essa fazia parte "oficialmente" do roteiro, era o Mercado de Pisaq.

Lá comprei algumas empanadas para comer e achei, enfim, a tal chicha morada, agora de verdade. Adorei, pena não ter encontrado em outros lugares.

 

Subimos então às ruínas de Pisaq, onde "aluguei" o Cristian pra ficar tirando fotos minhas, afinal já estava com muita foto que eu mesmo tirava onde só aparecia a cabeça e a paisagem ao fundo... rs

Mas a vista lá de cima disputa a atenção com as ruínas em si. Segundo o próprio Cristian, o Vale Sagrado ali parece uma pintura.

Neste dia já estava muito mais propenso a ver e sentir o local do que a ficar acompanhando as explicações do guia.

 

Saindo de lá fomos almoçar num restaurante self-service às margens do Rio Urubamba.

Tinha tanta opção de comida que algumas eu nem sei o que era, só sei que era bom... rs

Tomei mais uma Inka Cola pra acompanhar. A Andressa provou e não gostou muito. Na verdade nem é tão boa assim, eu que era "insistente" nessa bebida... rs

 

Terminando o almoço fomos para as ruínas de Ollantaytambo. Novamente dividi a atenção entre as ruínas e as montanhas / vale logo em frente.

Depois de começar a subida a Andressa foi vencida pelo cansaço e ficou pelo meio do caminho. Eu e o Cristian subimos e continuamos a sessão de fotos, ora eu tirava dele ora ele tirava de mim.

 

Lá pelas 16h terminamos o passeio pelas ruínas e o ônibus nos deixou na praça de armas de Ollanta, pois não iríamos seguir para Chinchero com o restante do grupo.

Dali iríamos pegar o trem para Águas Calientes, cuja estação fica próxima da praça.

No caminho até a estação parei para fazer uma ligação para o Brasil num telefone público e o Cristian me ajudou com uma moeda, pois lá não são utilizados cartões nem fichas, mas sim moedas de 1 sole.

 

No caminho eu já reservei um táxi compartilhado, por 20 soles, num local onde parei apenas para pedir informação a esse respeito, já que tinha uma placa "informações turísticas".

Só fiz isso porque havia lido que esses tais táxis eram muito comuns por lá, mas eu não tinha visto nenhum até então.

Como eu tinha entregue os 20 soles e não recebi nada, solicitei o boleto. Só então a moça me entregou dois boletos de 10 soles cada da "Real Inka S.A.".

 

Depois ficamos fazendo hora, pois o meu trem sairia às 19h, embora eu devesse embarcar às 18h30 e o deles seria somente mais tarde, às 20h, se não me engano.

Sentamos num restaurante do lado da estação de trem e eles pediram batata frita e uma pizza. Eu não queria comer naquele horário, mas acabei aceitando pra não deixar o Cristian chateado, já que ele havia sido tão legal.

 

Às 18h30 me despedi deles e embarquei no trem para Águas Calientes, o qual saiu às 19h em ponto.

Infelizmente não nos encontramos no dia seguinte, em Machu Picchu, mas diferente do pessoal que eu havia encontrado e ficado sem o contato, dessa vez já estava "esperto" e anotei os e-mails e perfis do Facebook dos dois... rs

 

O trem balançava bastante e, apesar de ser noite, dava para ver o Rio Urubamba ao longo do caminho.

Quer dizer, pelo menos da parte do caminho onde eu estava acordado, pois depois que peguei no sono acordei somente em Águas Calientes.

Assim que acordei vi que tinham deixado um lanchinho na mesinha em frente ao meu assento.

 

Desci do trem ainda praticamente dormindo, mas logo vi a placa com o meu nome. Quem me aguardava era a recepcionista do Hostal Intiquilla, cuja reserva eu também havia feito via e-mail anteriormente.

Chegamos então ao hotel, que fica a umas duas ou três quadras da estação de trem e, apesar de não ter pago tão barato quanto poderia se tivesse deixado pra ver na hora, acredito que fiz bem em reservar os hotéis antes, pois estava tão cansado que só pensava em tomar banho e dormir, nem fome estava sentindo.

 

O hotel era muito bom, o único inconveniente é que do quarto dava pra ouvir as pessoas na rua.

Aliás, acho que por lá também continuavam as comemorações que eu havia visto em Cuzco, pois o pessoal estava animado.

Bom, com essa conversa toda na rua já não estava me sentindo tão só, mas mesmo assim resolvi ligar a TV "pra me fazer companhia" enquanto arrumava a mochila para o dia seguinte.

O wi-fi do hotel também não estava funcionando, então comi o lanchinho da PeruRail (umas poucas batatinhas chips e um chocolate), mais algumas bobeiras que eu tinha e, depois de tomar banho, caí no sono pra valer, nem me incomodei mais com o barulho da rua... rs

 

Gastos do dia:

Presentes diversos: 25 soles

Empanadas, chicha morada: 7 soles

Inka Cola: 4 soles

Gorjeta (músico do restaurante): 0,5 soles

Táxi Ollantaytambo / Cuzco: 20 soles

Telefonema - Brasil: 4 soles

 

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120611114736.JPG 500 333.333333333 Ruínas de Pisaq]Ruínas de Pisaq[/picturethis]

 

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[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120611114811.JPG 500 333.333333333 Ruínas de Pisaq]Ruínas de Pisaq[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120611114835.JPG 500 333.333333333 Vista das ruínas de Pisaq]Vista das ruínas de Pisaq[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120611114851.JPG 500 333.333333333 Ollantaytambo]Ollantaytambo[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120611114919.JPG 500 333.333333333 Ollantaytamboo]Ollantaytambo[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120611114942.JPG 500 333.333333333 Ollantaytambo]Ollantaytambo[/picturethis]

 

[picturethis=http://www.mochileiros.com/upload/galeria/fotos/20120611114955.JPG 333.333333333 500 Vista das ruínas de Ollantaytambo]Vista das ruínas de Ollantaytambo[/picturethis]

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  • Membros

Oi Iderley, finalmente pude voltar a ler teu relato. Ando em uma correria, mas enfim...

Recebi o email com os gastos, muuito bom!!! Obrigada mesmo

Estou anotando tanto as dicas que posta aqui qto os gastos. Com certeza servirão muito...afinal agora faltam 2 meses para minha viagem rsrsrs

Hoje me confundi um pouco. o Hostel Copacabana vc ficou em La Paz, certo? e o Hostel Utama? Procuro ler atentamente teu relato, mas acho que me perdi por aí kkkk...

Mais uma vez, obrigada pela ajuda.

Abs

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  • Membros

De nada, Norma!

É um prazer por ajudar.

 

2 meses?!?! Já imagino tua ansiedade!!! rs

 

Entendo bem sua confusão, afinal é o mesmo nome para coisas diferentes... rs

Está certa, fiquei no Hostal Copacabana na cidade de La Paz.

Cuidado para não ir para o Hotel Copacabana, que existe também em La Paz e dizem ser bem mais caro.

Já o Hotel Utama fica na cidade de Copacabana.

 

Hostal Copacabana - cidade La Paz

Hotel Utama - cidade Copacabana

 

Consegui tirar a confusão? Ou só aumentei ainda mais? rs

 

Abs!

 

Oi Iderley, finalmente pude voltar a ler teu relato. Ando em uma correria, mas enfim...

Recebi o email com os gastos, muuito bom!!! Obrigada mesmo

Estou anotando tanto as dicas que posta aqui qto os gastos. Com certeza servirão muito...afinal agora faltam 2 meses para minha viagem rsrsrs

Hoje me confundi um pouco. o Hostel Copacabana vc ficou em La Paz, certo? e o Hostel Utama? Procuro ler atentamente teu relato, mas acho que me perdi por aí kkkk...

Mais uma vez, obrigada pela ajuda.

Abs

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  • Membros

14o dia 04/mai (sex/vie) - Machu Picchu

 

Havia chegado, enfim, um dos dias mais esperados da viagem: Machu Picchu!!!

 

Levantei às 5h para tomar café, o último daqueles com pão, geléia, manteiga, chá e suco... rs

Paguei a diária de 66 soles e perguntei ao recepcionista, que era o mesmo cara que estava preparando o café, de onde saiam os ônibus que subiam para Machu Picchu.

 

Saí então para comprar o ticket e, no caminho, comprei mais uma Inka Cola pra tomar dentro do parque com as coisas que eu estava levando para comer, pois de bebida eu só tinha água e sabia que, lá dentro, as coisas custavam "um absurdo"... rs

 

Parei para tirar umas fotos do Rio Urubamba, que fica próximo ao local da bilheteria e de onde saem os ônibus e já fui desanimando com a neblina que encobria as montanhas por lá.

Mas ainda acreditava numa melhora do tempo, afinal havia lido vários relatos de que o dia começava assim mesmo por lá e depois o tempo melhorava.

 

O ticket custou 45 soles ida e volta, mas se quisesse também poderia ter pago 17 dólares.

Assim que cheguei estava saindo um dos micro-ônibus que levam até a entrada. Durante o caminho vi alguns malucos subindo a pé. Digo malucos porque, se o micro-ônibus já demora 20 minutos subindo, imagina o cansaço que vai estar para ver as ruínas depois de subir tudo isso a pé... rs

 

Chegando lá fiquei com certo receio do ticket não ser válido, pois como eu não tinha nenhum cartão de crédito "verified by visa", necessário para comprar diretamente pelo site, acabei comprando pela agência Machu Picchu Brasil.

Mas deu tudo certo, entrei no parque por volta de 6h30 e fui direto perguntar pelo carimbo no passaporte, mas me informaram que era apenas após as 9h.

 

Ainda sem saber muito onde deveria ir, acabei subindo até a Casa do Guardião e a Rocha Funerária, que é de onde se tiram as fotos clássicas de Machu Picchu, com o pico Huayna Picchu ao fundo.

Mas, como eu havia dito anteriormente, a neblina não deixava ver nada que estivesse a mais de alguns metros de distância.

Muita gente ficou por ali, esperando a neblina se dissipar para ver alguma coisa. Como eu não sou de ficar parado, desci tudo de volta e continuei descendo até a Área dos Prisioneiros.

 

Aproveitei então para tirar fotos das ruínas enquanto não enchia de gente, pois já havia lido que com o passar das horas os trens iam chegando e tudo ia ficando lotado.

Subi então pra parte esquerda (superior) da cidade e fui passando pelos setores Dormitório de Ñusta, Templo do Sol, Tumba Real, Fontes cerimoniais, Palácio real, Templo das três Janelas, Templo Principal, Intihuatana, Pedra Sagrada, etc. até chegar ao portão de entrada para a trilha de subida ao Huayna Picchu.

 

Comprei o ingresso com a opção de subida ao pico Huayna Picchu para as 10h, pois já havia lido sobre a neblina do início da manhã.

Realmente, quando cheguei lá, por volta de 9h, e depois de ter percorrido bastante as ruínas, a neblina já começava a se dissipar e era possível ver alguns "pedaços azuis" do céu.

Ruim para quem subiu no primeiro período, das 7h, pois não pôde aproveitar a vista lá de cima.

 

Com o céu abrindo me animei a voltar a percorrer as ruínas, pois teria mais uma hora de espera até poder subir Huayna Picchu.

Comecei então a ver um pouco da parte direita (inferior) e acabei até me perdendo um pouco nos labirintos da área chamada Houses of Factories.

Depois de alguns minutos por ali resolvi sossegar e voltar para poupar energia para a subida.

 

Uns 10 minutos antes das 10h abriram o portão e pude iniciar a subida após preencher um livro com os dados que eram pedidos em todo lugar onde eu passava na viagem (nome, passaporte, nacionalidade, etc.).

Se eu já achava difícil subir alguns lances de escada devido à altitude nos locais por onde passei, Huayna Picchu então seria um verdadeiro desafio.

E foi!!! A subida é bastante desgastante e exige muito da parte física. Mesmo fazendo algumas paradas para fotos e aproveitando para descansar, o ritmo é bastante puxado.

 

Porém, foi exatamente nesta parte, onde estava dando o máximo de mim, que foi onde realmente comecei a sentir a emoção de estar em Machu Picchu.

Antes de chegar ao topo acabei tendo que passar por um trecho onde há uma fenda na rocha. Tive que tirar a mochila e empurrá-la na frente, de tão apertado que era.

Depois disso mais um pouco de "escalaminhada" e cheguei ao topo. Foram 40 minutos de subida e a sensação de chegar lá é indescritível.

Tem gente que sente a energia do lugar como algo místico, mas a minha forma de sentir foi essa, após tanto esforço físico parecia que eu estava mais vivo do que nunca, realmente não consigo traduzir em palavras.

 

De lá é possível ver Machu Picchu de cima e pelo ângulo oposto ao que todos estão acostumados.

Já tinha tirado várias fotos, mas tive que pedir para que tirassem de mim com Machu Picchu logo abaixo, não dava pra chegar até ali e ficar "sem registro"... rs Quase ia me esquecendo, ao chegar ao topo já não havia mais neblina, nem em Machu Picchu nem onde eu estava. Parece que a natureza conspirou para que tudo estivesse na mais perfeita harmonia.

 

Após um bom tempo em estado de êxtase, iniciei a descida. Dessa vez passei por um caminho diferente, não queria mais passar por aquela pedra apertada... rs

Desci então por outro lado com a ajuda de umas cordas que, a princípio, parecia mais perigoso, mas se mostrou mais fácil.

 

Chegando à guarita onde havia assinado o livro de entrada. Na saída pedem para que seja marcado o horário.

Aproveitei então para pedir o carimbo no passaporte da subida ao Huayna Picchu, depois dessa sensação não podia voltar sem esse souvenir... rs

 

Nisso já eram cerca de 12h. Aproveitei pra cruzar Machu Picchu novamente, agora tirando fotos sem a neblina, em direção à Casa do Guardião, onde se tem a vista clássica das ruínas.

Aproveitei pra pedir pra vááááárias pessoas que passavam pra tirar alguma foto minha com Machu Picchu ao fundo, ali era outra foto que eu não poderia voltar sem... rs

 

Fiz então meu "pic-nic" sentado na grama e ouvi algum brasileiro que passou e viu falar: "Ué, não era aqui que não podia entrar com comida?"

Permitido eu até acho que era. Agora certeza mesmo eu só tinha de que não queria procurar onde vendia comida ali dentro nem de pagar preços altos... rs

 

Fui então até o portão de entrada e carimbei o passaporte.

Pensei que fossem eles que carimbassem, como o de Huayna Picchu, mas o da entrada de Machu Picchu é no estilo "self-service", você faz o carimbo, um de Machu Picchu, outro com a data.

 

Depois disso voltei e desci pra explorar a Área dos Prisioneiros e a Zona Industrial (parte direita, inferior) até quase chegar à guarita de entrada do Huayna Picchu novamente.

Fiz metade do caminho de volta pelo mesmo lugar, tirei algumas fotos da praça central, onde ficam algumas llamas pastando e, pelo que vi, não é permitido passar. Depois subi pra parte esquerda novamente, mas nessa altura já estava cheio de gente por todo lado.

 

Decidi não fazer o caminho até Intipunku, pois já estava ficando cansado, afinal havia rodado pelas ruínas várias vezes.

Voltei então mais uma vez ao local de onde se tiram as fotos clássicas, tirei várias e pedi novamente pra tirarem de mim, só por garantia... rs

 

Nisso já comecei a sentir um misto de tristeza e alegria.

Tristeza por estar me despedindo daquele local fantástico e por estar chegando ao final da minha viagem. Afinal o que havia pela frente eram apenas cidades grandes (Lima e Bogotá) e o que eu gosto mesmo, como já devo ter dito inúmeras vezes nesse relato, é de natureza, paisagens, etc.

Alegria pelo sentimento de "missão cumprida", por tudo que havia visto até então e pelo fato de estar próximo o meu retorno pra casa, pois a saudade continuava apertando.

 

Deixei então Machu Picchu, mas não sem antes olhar inúmeras vezes para trás, pra admirar e, como não consigo me conter, tirar mais fotos... rs

Era por volta de 15h e, como na ida, assim que cheguei havia um ônibus partindo.

 

Ao desembarcar em Águas Calientes começou uma fina garoa, mas não incomodava muito, aliás, até serviu para tornar um pouco mais mágico o dia.

Lembrei-me de alguns relatos que falavam que lá se experimentava todo tipo de clima num só dia: neblina, frio, calor, sol, chuva, etc.

 

Caminhei então por diversas das ruas de Águas Calientes até encontrar um telefone que funcionasse.

Não foi fácil, passei por locutórios, telefones públicos, etc.

Depois parei para comer um prato com bife de alpaca, arroz, batata frita, tomate e refrigerante por 10 soles. Infelizmente não anotei o nome do lugar, mas estava muito bom.

 

Rodei então por um bom tempo pela feirinha de artesanato que há em frente à estação de trem e, logo em seguida, aproveitei pra sentar à margem do córrego, paralelo à estação, que deságua no Rio Urubamba mais à frente.

Fiquei ali olhando o cotidiano dos locais, as crianças brincando, moradores e turistas indo e vindo, etc.

Foi então que passou por mim uma espécie de "mini-carnaval", que devia fazer parte das comemorações que estavam fazendo por aqueles dias.

Muita gente fantasiada, com máscaras, e alguns instrumentos musicais fazendo uma grande farra. Inclusive vários deles passaram por mim apertando a minha mão ou fazendo alguma brincadeira, acentuando ainda mais minha alegria e fechando com chave de ouro essa parte da viagem.

 

Peguei então o trem de volta a Ollantaytambo próximo das 18h. Apesar de ter comprado com antecedência, não consegui o trem mais barato (Expedition), então voltei em um intermediário, de nome Autowagon.

Na verdade esse foi um dos motivos que me fez comprar as passagens com antecedência. A volta via Expedition havia acabado em poucos dias que eu estava monitorando (meses antes de viajar), então resolvi garantir o preço intermediário e já comprei do Brasil, além do ingresso Machu Picchu + Huayna Picchu.

 

Havia um grupo de brasileiros no vagão que vieram fazendo a maior farra e tornaram a volta mais divertida.

Os funcionários do trem também eram "multitarefa". Primeiro passaram servindo o jantar, um prato bem pequeno com macarrão e um pedacinho de bolo com bebida (Inka Cola, Coca-cola, etc.). Depois se fantasiaram e dançaram, no meio do vagão, com roupas e máscaras semelhantes ao desfile que eu havia presenciado em Águas Calientes e, por último, desfilaram com roupas de lã de alpaca e outras para quem quisesse comprá-las.

 

Fora a diversão, o Rio Urubamba ao lado, apesar de ser noite, e a lua cheia ajudavam a tornar a volta mais interessante, a ponto de eu não dormir, mesmo estando cansado.

O trem chegou a Ollanta por volta de 20h e já fui tomar o táxi compartilhado no escritório que havia reservado no dia anterior.

Já havia algumas pessoas esperando no carro e, após mais alguns minutos de espera chegaram mais alguns e o táxi partiu naquele estilo aventureiro, pra não dizer perigoso, de dirigir dos peruanos.

 

Não gostei muito, pois na chegada o motorista nos deixou, cerca de 22h, a umas duas quadras da Plaza de Armas e, além dessas, ainda tive que andar mais umas 2 ou 3 até o hotel. Mas Cuzco é bastante seguro, mesmo à noite, então não tive problemas.

Chegando ao hotel peguei minha mochila cargueira, acertei a conta (2 diárias por 120 soles) e tomei um ótimo banho, pois pretendia madrugar para chegar ao aeroporto com bastante antecedência e evitar qualquer problema como perder o vôo, overbooking, etc.

 

Gastos do dia:

Hostal Intiquilla: 66 soles

Inka Cola: 3 soles

Ônibus Águas Calientes / Machu Picchu (ida e volta): 45 soles

Telefonema - Brasil: 5 soles

Parilla (Alpaca, papas, refrigerante, salada): 10 soles

Inka Cola: 2,5 soles

Souvenir - Imã de geladeira (Machu Picchu): 10 soles

Hostal Quechua: 120 soles (2 diárias)

 

 

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