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Bora viajar?

Bolívia, Chile e Peru - 30 dias inesquecíveis

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Hola chicos de Brasil!!!

 

Vou relatar minha experiência nesse tradicional mochilão entre Bolívia Chile e Peru que aconteceu entre os dias 01 e 30 de junho. Lembrando que o fato de ser comum, de forma alguma faz com que seja uma viagem "mais ou menos", aliás eu diria que se o que te falta é um incentivo, nem leia este relato, pegue sua mochila e vá. Eu garanto que será a melhor experiência da sua vida :!::!::!: No entanto devo lembrar que o fim da viagem é muito difícil, bate uma deprê enorme na hora de voltar, mas vale a pena! :D

Fiquei cerca de 6 meses planejando essa viagem que por sinal conheci por meio do mochileiros.com, praticamente todas as informações que colhi foram daqui então o mínimo que poderia fazer é um relato como forma de agradecimento e quem sabe como incentivo a outras pessoas também fazerem esse mochilão.

Foi minha primeira viagem internacional e foram 30 dias sensacionais. Desertos de areia, de sal, montanhas nevadas, mata, grandes cidades, pequenas cidades, cidades perdidas etc. O ganho é enorme, cultural, visual, social e álcoolicamente falando. heheheh. Em 30 dias conheci pessoas maravilhosas, fiz diversos amigos, sim, amigos e não colegas, no mundo inteiro.

É uma viagem onde é possível conhecer lugares incríveis, festejar muito e refletir sobre a vida (a minha com certeza ganhou um rumo diferente). Passei por alguns apuros durante a viagem mas não tem como fugir dos imprevistos.

Vou tentar detalhar bastante mas não adianta, muitas informações se perdem no meio do caminho mas não tem problema, quando está lá as coisas acontecem bem naturalmente.

 

Vamos ao que interessa :!::!::!:

 

 

Antes de tudo vou deixar um vídeo que dá uma boa ideia do que foi esta viagem

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O roteiro

O roteiro final foi o seguinte:

Santa Cruz de la Sierra

Sucre

Potosi

Uyuni

San Pedro de Atacama

Arica

Tacna

Arequipa

Nazca

Paracas

Huacachina

Cusco (com Salkantay)

La paz

Santa Cruz de la Sierra

 

As únicas diferenças do roteiro original foram a inclusão de Nazca e a exclusão de Copacabana devido a acontecimentos no meio da viagem

 

Para a galera ter uma noção melhor da localização das cidades, vou colocar o roteiro que eu fiz no Tripline antes de viajar. No final as anotações nesse roteiro não bateram totalmente com o que aconteceu então é só pra ter uma ideia mesmo(eu editei para excluir Copacabana e incluir Nazca).

 

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Gastos

Passagens Guarulhos x Santa Cruz: R$ 447,00 ida e volta pela Gol. Comprei com 2 meses de antecedência mas pelo que vi esse é o preço normal.

Passagem Santa Cruz x Sucre: US$ 57,00 pela BOA http://www.boa.bo/brasil/inicio (comprei pela internet no cartão de crédito, rápido e sem problemas)

Levei comigo em dinheiro R$ 2000,00 e US$ 600,00 (cerca de R$ 3200,00) e sobrou mesmo depois de comprar alguns presentes. Exageramos principalmente com comida no Peru (que é ótima) a ponto de desperdiçar e posso dizer que se você for mais controlado, dá pra fazer com pouco menos de 3000,00 tranquilamente.

 

Pra quem não quis calcular, o gasto total foi de R$ 3700,00 aproximadamente

OBS: não tenho nenhuma planilha de gastos, não fiz e acho que não fez falta em nenhum momento, muitos gastos estão detalhados no meio do relato, acho que o importante é saber mais ou menos quanto dinheiro precisa no total e o valor de alguns passeios mais caros ou de transporte em alguns trechos mas não tem por que saber quanto custa um pirulito na banquinha de doces em frente ao terminal de ônibus de Sucre por exemplo. ::tchann::

 

 

DICAS

- Primeira e mais importante, se você vai viajar nos próximos meses NÃO compre passagens pela Aerosur, a empresa está em situação crítica, ainda não se sabe se vai falir mas para se ter uma ideia, no aeroporto de Viru Viru não há ninguém nem mesmo atendendo nos balcões da companhia mesmo assim o site e diversas agências de viagens continuam vendendo suas passagens. Fique esperto, não compre. Dois amigos que estavam comigo compraram e se deram mal, também encontramos outras pessoas na mesma situação.

- Não quis apostar em VTM e coisas do tipo pois já vi varias pessoas tendo problemas como maquinas engolindo ou dificuldade em achar lugares pra gastar, então resolvi ficar só com o moneybelt (R$19,90 na Decathlon ::cool:::'> ), ficava 99% do tempo comigo, pode ser arriscado mas não tive problemas.

- O trecho Santa Cruz x Sucre decidi fazer de avião pois dizem que não é muito bom fazer de ônibus devido às condições da rodovia, além de levar cerca de 17 horas, portanto como o preço indo de avião é bem acessível, eu recomendo afinal você também não perde um dia de viagem.

- Provavelmente só mudaria uma coisa na viagem toda e deixo aqui a dica: leve dólar, se puder, tudo em dólar. Resolvi levar real e realmente não há problemas em fazer troca, ele é aceito em casas de câmbio em quase todas as cidades mas eu perdi dinheiro sempre. Vou exemplificar. Comprei meus dólares na semana da viagem (brasileiro deixa tudo pra última hora né heheh) e paguei R$ 2.10 no câmbio e por exemplo na Bolívia no aeroporto Viru Viru o câmbio era o seguinte:

Real: 3,00 bolivianos

Dólar: 6,84 bolivianos

Então vamos lá, calculadora em mãos, rssss. Com R$ 2,10 eu compraria 6,30 bolivianos, mas com os mesmos R$2,10 eu compraria US$ 1,00 e trocaria ele por 6,84 bolivianos e estamos falando de dinheiro para um mês todo, no final esses centavos fazem muita diferença. Com a moedas dos 3 países isso acontecia, a única diferença era quanto dinheiro eu perdia ::putz:: as vezes mais, as vezes menos por isso hoje eu digo leve dólar

 

 

Preparativos

Posso dizer que pra algumas coisas sou meio despreocupado mesmo, a única coisa que fiz basicamente foi definir o roteiro e ir. Mesmo indo em alta temporada(para o Peru pelo menos devido ao Inti Raymi) não reservei nada, hostel, passeios, nada e digo que podem fazer da mesma forma sem medo pois por mais incrível que pareça, reservando algumas coisas com antecedência você pode pagar mais caro.

Como não tinha nenhum amigo que podia ir junto no mesmo período me programei psicologicamente para ir e ficar sozinho. Santa ingenuidade :!::!::!: Se você quiser ficar sozinho nessa viagem tem que fazer um esforço enorme pra isso (e mesmo assim acho difícil conseguir :D ) mas eu não sabia disso então comecei a procurar pessoas aqui mesmo no mochileiros que fossem fazer a viagem nessa época. Troquei mensagens com várias pessoas e montei um grupo no Facebook porém a maioria das pessoas não ia na mesma data então acabamos usando mais pra trocar informações porém um deles, o Thiago iria na mesma data que eu juntamente com o Rogi e até o Salar de Uyuni nosso roteiro era o mesmo. Depois viemos a descobrir que nosso voo era o mesmo saindo de Guarulhos. Pronto, já não estava mais sozinho e nem tinha saído do Brasil.

Conheci também Fernando e Beatriz que estavam em outro grupo com 90% do roteiro igual ao meu porém eles iriam sair de SP um dia depois de mim. Como haveria essa diferença de um dia, pelos meus cálculos, não conseguiríamos nos encontrar no começo da viagem então decidi não me comprometer a fazer parte do grupo mas mantive contato planejando me encontrar com eles em Uyuni ou Atacama. Minha ideia o tempo todo foi me preparar para estar sozinho e se algo diferente acontecesse seria lucro, mas se eu planejasse estar acompanhado o tempo todo e não conseguisse isso, seria bem pior.

Tive problemas com o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela mas vou contar no relato.

No começo estava em dúvidas se começava o roteiro por La Paz para comprar roupas por lá pois não tinha nada para aguentar o frio do Salar mas desisti da ideia e comecei por santa cruz mesmo então fui na Decathlon ver se achava algo que desse pra usar por lá a um preço aceitável. Encontrei na seção de Snowboard uma jaqueta em promoção, me pareceu boa. Comprei ela, uma calça underwear por 39,90, o moneybelt e só, rssss (lembra q sou meio relaxado? heheh).

O resto foram roupas comuns, jeans, camisetas dry fit, umas de algodão,blusas leves, nada demais!

Mochila foi uma de 55L se não me engano. Aconselho uma de 65 pelo menos principalmente se for mulher pois tem algumas tranqueiras a mais hehehe mas somente por praticidade pois a minha serviu bem. Mas se você for daqueles que gosta de comprar bastante coisa no caminho como lembranças e etc, lembre-se que terá que guardar em algum lugar. ::otemo::

 

DICAS

- Nessas horas tem gente que acha que até a escova de dente tem que ser adaptada para mochileiros e eu sou prova viva de que não é bem assim. Claro que isso é uma opinião bem pessoal mas só digo que não é essencial ok? ::cool:::'>

Nem mesmo bota eu usei. Fui com um tênis Olympikus velho com um ano de uso (e olha que eu fiz a Salkantay hehe) e não me arrependo.

 

 

 

1° dia - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra

Acho que nem preciso dizer o tamanho da ansiedade nesse dia né? rsss. Acordei cedo e fui no Instituto Emílio Ribas que fica relativamente perto de casa, pois lá conforme consta no site da Anvisa, emite o Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela que (teoricamente) é exigido nesses países. Bom, chegando lá descobri que eles realmente emitem o certificado mas APENAS se você tomar a vacina lá ( o mesmo acontece com todos os outros postos credenciados que estão na lista do site da ANVISA) e eu já havia tomado a vacina 2 anos antes portanto o que eu deveria fazer seria me dirigir a um posto da própria ANVISA e não um posto credenciado. OBS: Essa informação consta em letras minúsculas na lista da ANVISA e eu é claro, não vi.Lá no instituto a mulher me disse que não havia problemas pois o posto da anvisa funcionava 24H no aeroporto de guarulhos pois era internacional e bla bla bla, só o de Congonhas que fechava as 17H. Pedi pra usar o telefone dela pra ligar na ANVISA e confirmar somente por precaução, ela até deixou mas quem disse que funcionou? provavelmente o número estava errado. Ela falou mais algumas vezes, eu acabei me convencendo e pensei "saio mais cedo de casa, passo na ANVISA no aeroporto e tá tudo tranquilo". Hehehehe você acha que deu certo??? Continue lendo.

Meu voo era as 22:00, saí mais cedo de casa mas tranquilo pois a ANVISA funcionava 24H então teria tempo de sobra :? . Busão, metrô, adrenalina a mil. Cheguei no aeroporto as 18:45 e me dirigi ao balcão de informações perguntando onde era a ANVISA, nisso a mocinha vira e manda na lata: "você quer pegar o certificado agora? A ANVISA fechou às 18:00 mas vai la e vê se tem alguém". Hahah nessa hora só pensei: "Fod*u" mas mesmo assim foi la e adivinhem......estava aberta??? Claro que não. Voltei ao balcão e perguntei pra moça se era realmente obrigatório o certificado, ela não tinha certeza mas ligou pra alguém que disse enfaticamente "sim é obrigatório". Hehhe eu estava rindo pra não chorar, já pensei que teria remarcar minha viagem e estava pensando nos transtornos.

Passados uns 5 minutos de reflexão pensei: "já estou aqui mesmo, vou arriscar, tenho minha carteira de vacinação brasileira, com isso mais uma boa conversa ou quem sabe no máximo um "cafezinho" eu consigo passar", no máximo eu seria deportado acusado de tentar subornar um oficial hahah, mas eu estava de férias, viajando....... que se dane.

Enrolei um bom tempo no aeroporto, fui fazer o check-in com medo de me pedirem o certificado, vi que tudo estava transcorrendo bem e então no final perguntei pra moça da GOL e ela me disse que dificilmente pedem mas lá na Bolívia então ja me senti mais aliviado, pelo menos do Brasil eu iria conseguir sair hehehe. Enrolei mais um pouco e quando deu a hora fui pra sala de embarque. Resolvi então enviar uma mensagem para o Thiago e ele me disse que estava tomando uma no bar do aeroporto mas como eu ja estava na sala de embarque não pude me juntar a eles, fiquei então namorando as coisas no Duty Free (a primeira vez lá você nunca esquece hehehe). Pouco antes de embarcar só ouvi um "eaee", eram Thiago e Rogi.

Conversamos um pouco e de cara vi que eles eram super gente boa então iríamos nos dar bem.

Como eu havia dito, nosso roteiro era o mesmo até Uyuni. No primeiro dia chegaríamos em santa cruz às 1:20 da manha e teríamos o voo pra Sucre por volta das 9:00, a única diferença é que eu iria de BOA e eles compraram passagens da AEROSUR (pois é eles se deram mal).

Nosso voo saiu no horário em Guarulhos, fizemos a escala em Campo Grande e então consegui sentar mais próximo deles no avião para conversarmos. Nisso eles já estava conversando com um senhor boliviano gente boa que nos deu algumas dicas do que fazer em Santa Cruz.

Chegamos em Santa Cruz e a felicidade era facilmente perceptível mesmo antes dos tramites aduaneiros. Era o começo da tão sonhada viagem, o primeiro dos 30 dias o primeiro carimbo no passaporte (no meu caso), sensação muito boa.

Preenchemos e entregamos os formulários, eu ainda com medo de ser questionado a respeito da carteira de vacinação mas no final deu tudo certo. Passamos pela "inspeção" de bagagem e estávamos liberados. Oficialmente em território boliviano, e livres.

 

 

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Rafael, Rogi e Thiago. Estava apenas começando.

 

 

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Agora não tem volta.

 

Ok, eram 1:30 da manhã e nosso voo para Sucre só iria partir as 09:00. O que fazer então? dormir no segundo andar como a galera faz? Tá de sacanagem né? heheheh. Conforme preciosas informações colhidas durante o voo com nosso colega boliviano, resolvemos explorar a noite boliviana hehehe. Antes de tudo fomos guardar nossas mochilas no aeroporto mesmo, por um período maior que duas horas paga-se 50 bolivianos e foi o que pagamos mas as mochilas dos 3 couberam em apenas um armário então estava tranquilo. Os armários não tinham cadeado e eu tinha que deixar meu moneybelt lá pois estava com o dinheiro da viagem toda e não iria andar por ai com tudo mas ficava um tiozinho tomando conta da sala com os armários e controlando quem colocava e retirava as coisas então resolvi arriscar afinal não havia muito o que fazer. Se precisar, a casa de câmbio do aeroporto está aberta nesse horário e no dia estava coma cotação que mostrei no começo do tópico.

Antes de tudo fomos ao balcão da Aerosur para ver se Thiago e Rogi teriam algum problema e descobrimos que não havia nenhum funcionário da Aerosur no aeroporto, ou seja eles estavam ferrados. Encontramos um jovem casal brasileiro com o mesmo problema. A saída? Comprar outra passagem.

Livres de mochilas tomamos um táxi até o centro de santa cruz. Custava 60 bolivianos mas chorando ficou por 50. Dica: se não sabe pechinchar já vá praticando, rssss, será muito útil.

Fomos até uma praça que não sei o nome mas tinha uma baladinha nela que se chama Buffalo (ou algum outro bicho grande ::lol4:: não lembro bem). Até que tinha um bom movimento na praça (não fomos na balada) e logo que chegamos fomos tomar nossa primeira Paceña. Eu não sou de beber cerveja, não gosto mas isso mudou bastante nessa viagem hehehe. Comprávamos as primeiras latinhas logo ao chegar na praça e já fomos abordados, isso mesmo abordados por duas simpáticas bolivianas. Descobri que brasileiro tem cara de brasileiro e é facilmente reconhecido por lá, segundo elas, rsss. Conversamos, bebemos, papo vai papo vem e demos um perdido nas duas, ou elas deram na gente, tb não lembro hehehe.

 

 

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As primeiras Paceñas e as primeiras experiências sociais na Bolívia!! :D

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Viva a Paceña!!!

 

Fomos então dar uma volta pela rua e então reparei um grupinho passando e uma menina estava olhando e rindo então pensei: "será q to cagado?" hehehe mas continuamos andando, voltamos pra onde estávamos na praça e vi que essa menina estava lá com suas outras amigas, mais uma vez fomos intimados (acho que isso acontece bastante por lá hehehhe) e então conhecemos Karmiña, Paola e Yoseli com quem conversamos e bebemos a noite toda. Acabamos descobrindo que os brasileiros tem muita fama por lá segundo elas. Algumas acham uma fama boa, outras, ruim. :twisted:

durante a noite conhecemos outras pessoas também, como a maioria ali estava borracho, se enturmar era muito fácil. Tinha um boliviano que parecia falar chinês, ninguém entendia o que ele falava, rssss.

Ficamos em frente essa balada e do lado de fora pudemos perceber que na praça estava melhor que lá dentro. Aliás não pudemos deixar de nos emocionar quando mesmo da rua ouvimos tocando Kaoma lá dentro heheheh. Mas para ter certeza se valia a pena entrar ou não conversamos com o cara da porta da balada e usei a velha tática do "deixa um de nós entrar pra ver como está lá dentro e ele volta pra falar". Foi então que o Thiago entrou e realmente percebemos que estava melhor lá fora.

Ficamos até umas 6 da manha e garanto que foi ótimo, muito melhor que dormir em aeroporto no nosso caso, deu pra beber bastante, conhecer pessoas legais e já sentir o clima da Bolívia e da viagem..........

Se você for chegar nesse voo da madrugada e vai em clima de curtição eu aconselho bastante ir pra praça no centro, agora se for num clima mais light, melhor o segundo andar do aeroporto mesmo ou alguma outra coisa.

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Paola, Rafael, Yoseli, Karmiña, Thiago e Rogi

 

 

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O boliviano que falava chinês! Borracho! hehehe

 

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O clima era esse :D.

 

Quando foi umas 6 da manhã nos despedimos de nossas novas amigas, trocamos contatos e voltamos para o aeroporto pois o Thiago e o Rogi ainda tinham que resolver a questão da passagem para Sucre afinal haviam comprado na Aerosur. Pagamos mais 50 bolivianos no táxi para a volta.

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A despedida

 

Chegamos no aeroporto e fomos verificar nas companhias BOA e TAM preços e disponibilidades para Sucre. Se não me engano na BOA não tinha então os dois compraram outra passagem na TAM.

OBS: não é a mesma TAM que temos aqui, essa é Transporte Aéreo Militar mas pelo que vi, parece ser confiável.

Eles compraram as passagens por algo em torno de 60 ou 70 dólares para a mesma manhã porém havia um detalhe, o voo não sairia de Viru Viru e sim do outro aeroporto, o El Trompillo, então fiquem espertos ao comprar na TAM pois tem que ir ao outro aeroporto. Em frente ao Viru Viru sai um busão que custa meio caro (não tenho certeza mas acho que uns 100 bolivianos para o outro aeroporto). Comemos um lanche no Subway, conversamos um pouco, pegamos as malas e fizemos nossa programação para nos encontrarmos em Sucre.

O voo de Thiago e Rogi chegaria cerca de 1 hora e meia antes do meu pois eu teria uma conexão em Cochabamba então combinamos de eles darem um role pela cidade e nos encontraríamos no terminal de onibus de Sucre pois já partiríamos para Potosi. Será que deu certo???????

 

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Aeroporto Viru Viru

 

Continua....

 

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  • Oi emília, obrigado!!! legal que está gostando!! então nessa praça tem duas baladas e uma delas eu vi aqui e é Buffalo mesmo, a outra deve ser essa cine center então. não lembro hehehe!

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Falla brOther ...

 

A um tempo atrás vc comentou em um relato que fiz para o PETAR, e hoje é minha vez de agradecer pelo relato ...

Esta sendo muito util ... estou planejando de fazer o mesmo roteiro ano q vem em Julho ...

A principio eu iria por Cuzco e voltaria por Santiago ...

Mas colocando na ponta do lapis ví que seu roteiro ficou muito mais em conta ... então irei plagiá-lo ...

 

Parabens pelo relato ;]

Estou no aguardo da parte de la paz ...

 

Fique com Deus ...

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Estou rindo alto com seu relato!

Estou embarcando dia 2 de novembro e ainda tenho algumas duvidas ( na verdade, tenho todas as duvidas), principalmente pq vou começar por Santiago e terminar em Santa Cruz e vejo que todos por aqui não fazem essa rota. Já começo a pensar que escolhi errado!

 

Farei Santiago

San Pedro

Uyuni

Potosi (que já estou quase tirando da rota depois de ler seu relato)

Copacabana

Puno

Arequipa

Cuzco

Sucre (não li muita coisa sobre sucre, então, não sei se deixou ou tiro da rota)

Sta Cruz

 

 

Tenho as passagens de ida e volta na mão, a rota que faremos, 15 dias e a coragem!

 

Se vc tiver mais dicas, serão bem vindas!

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maurobrandao !

 

Deixa eu te fala so tem tem as 18:00 horas pois eu pego um onibus que sai as 01:50 da manha de campo grande e chega as 08:00 da manha em puerto quijarro as 08:00 da manha vou te que esperar isso tudo rsrs ?

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É André, exatamente !!!

Eu aconselharia tu ir pra lá, passar a fronteira, ver as passsagens e tudo, e relaxar em Puerto Quijarro, não vai ter muito o que fazer, mas pelo menos é bolivia né !!!!

kkkk

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Um adendo: se não me engano foi no caminho para a rodoviária de Ica que o táxi de vcs se perdeu e eu, Adriano e Fernando (acho) ficamos preocupadíssimos. Achamos que vcs tinham sido sequestrados, sei lá. Só sei que já estávamos discutindo a possibilidade de deixá-los pra trás kkkkkk brincadeira... mas cogitamos a hipótese :D

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Sobre a tirolesa, compensa muito pois como eu ja ia de van até a hidrelétrica mesmo, não custa nada passar por uma das tirolesas mais altas do mundo... não lembro o preço nem a altura pois não tenho a memória tão boa quanto a do Sorrent (lembrei de muita coisa lendo o seu relato incrível), mas é ALTO PACARAI e na última chega a 60 km/h (são 6 trechos até chegar ao ponto de saída).

 

 

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Taí a Kaylee :evil::evil::twisted: que não me deixa mentir...

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25° Dia - Puno x Copacabana x La Paz

 

Como a viagem havia sido no período da noite, dormi o tempo todoe só acordei quando já estava chegando em Puno. Desembarquei no terminal rodoviário às 7 da manhã e fui logo procurar o balcão da Libertad para trocar meu ticket para o outro trecho (o cara tinha me explicado isso na noite anterior). Logo que você entrar no terminal algumas pessoas já virão até você oferecendo os passeios para as ilhas flutuantes de Uros, como não era o meu caso, passei direto por eles. Como não encontrei o balcão da empresa, fui falar com um senhor que estava perguntando para onde eu iria, se ele conhecia essa empresa. Ele pediu para ver o ticket, pensou um pouco e respondeu "sei sim, vamos que eu te mostro". Acompanhei ele e realmente o balcão da empresa era o último do corredor, meio escondido. Quando chegamos lá não havia ninguem para atender então o tiozinho olhou pra um lado, olhou pro outro e ele mesmo abriu a porta, entrou e começou a me atender agora como se fosse funcionário da empresa ::lol4:: anotou meus dados, preencheu um livro, me deu o novo ticket, passou as informações de horário e ainda me disse que seria necessário trocar de ônibus mais uma vez em Copacabana, juro que até hoje não sei quem ou o que era aquele senhor, foi muito estranho hehe. :shock: . No final das contas acabei até gostando da idéia de trocar de ônibus em Copa pois pelo menos eu teria como ver a cara do lugar, afinal tinha cortado ela do meu roteiro. ::otemo::

Tinha mais ou menos uma hora pois o ônibus só sairia às 8:20 então aproveitei e fui tomar café numa lanchonete, paguei 8 ou 9 soles num café bem completo e depois fiquei enrolando assistindo tv no terminal. Quando deu o horário fui para o busão encarar mais algumas horas de viagem. Depois de algum tempo paramos para atravessar fronteira. Todos tivemos que descer do ônibus para a burocracia na migración. Primeiro você vai no escritório peruano e carimba seu passaporte com a saída, depois disso atravessa a fronteira a pé e vai preencher o formulário para entrada na bolívia, o cidadão olha pra sua cara carimba seu passaporte e te libera. Depois que todos os passageiros fizeram isso, voltamos para o ônibus que já nos aguardava no outro lado da fronteira. A atravessar a fronteira você já está em Copacabana então quando voltamos para o busão passou um cidadão recolhendo uma taxa que era obrigatória para todos entrando na cidade não sei por qual motivo. O valor é baixo, uns 5 bolivianos no máximo mas ninguem avisa com antecedencia.

No caminho já dá pra ver bem aquela imensidão azul que é o Titicaca. Rodamos mais um pouco e por volta de meio dia chegamos mesmo a Copacabana. Ao desembarcar o cara do busão nos mostrou onde era a agência onde deveríamos ir para trocar o ticket para o próximo trecho até La Paz. Fomos lá, trocamos, guardamos nossas bagagens numa sala pois o ônibus só sairía dentro de uma hora mais ou menos, a moça ainda nos alertou para voltar o relógio em uma hora, estávamos de volta às 11 da manhã e o busão ia sair às 12:30 eu acho. Isso na verdade foi muito bom pois eu tive tempo de dar uma passeada por lá.

 

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Dei uma volta, comi um lanche, dei uma olhada no Titicaca e quando deu o horário fui para agência pegar a mochila e esperaro ônibus. Quando ele chegou entramos e rodamos 2 minutos e tivemos que descer de novo ::hein: pois a gente tinha que atravessar o lago e não podemos fazer isso dentro do ônibus, a gente vai num barco e tem que pagar uma taxa por isso (que mais uma vez ninguem avisa com antecedência ::bad:: ). Pagamos um valor que nao lembro direito mas não deve passar de 5 bolivianos e apesar do serviço meia boca eu pelo menos posso dizer que dei uma volta de barco no Titicaca huhuhu ::otemo::

 

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Depois de atravessar ainda ficamos esperando um pouco o ônibus e só então partimos de verdade e agora a última parada seria em La Paz. :D

 

Por volta das 15:30 já dava pra ver a cara de La Paz e seu trânsito caótico igual ao de qualquer cidade grande mas com aquele "toque" boliviano :D. Não dá pra não notar que La Paz é bem feia à primeira vista (segunda e terceiras também heheh).

 

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La Paz vista do ônibus

 

Cheguei no Terminal rodoviário e já fui procurar um táxi para o Wild Rover ::love:: que fica na Calle Comercio, falei com um taxista e ele disse que não podia me levar pois estava havendo uma greve na cidade e algumas ruas estavam interditadas :shock:, falei então com um segundo motorista e ele disse que dava pra ir sem problemas :? . Enfim, paguei 10 bolivianos na corrida e logo ao entrar no WR o sorriso já abria involuntariamente ::otemo:: . Perguntei sobre o quarto, uns 45 bolívianos eu acho, quarto para 10 pessoas. Aproveitei também e já pedi meus brindes :D. Acho que não havia comentado antes mas ao se hospedar no segundo WR você ganha um free drink e ao se hospedar no terceiro você ganha um free drink e uma camiseta de "Wild Rover Survivor" ::otemo:: .

 

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Estava indo para o quarto arrumar a coisas e tomar um merecido banho, não estava ali nem 5 minutos e já estava empolgado pelo que vi pelos corredores :twisted: . Não deu nem tempo de curtir o momento sozinho e antes mesmo de chegar no quarto conheci Diego do Rio de Janeiro, conversamos por alguns minutos e já combinamos e ir pro pub mais tarde :D

 

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Os aposentos

 

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Depois de me arrumar resolvi dar uma volta alí por perto pra pelo menos ver a cara da cidade mas como estava escurecendo não deu muito certo pois ali perto aparentemente não tinha muita coisa então depois de algumas quadras, voltei e deixei pra explorar a cidade no dia seguinte mesmo, hoje iria ficar só no pub ::otemo:: .

À noite ficamos por lá conversando, me juntei com o diego que estava com mais um grupo de gringos não lembro de onde mas não fui muito com a cara dos gringos. Depois acabei conhecendo Rafael, outro brasileiro por lá. Essa noite foi mais pra cada um contar as histórias da viagem, os planos para o que viria a seguir e é claro beber hehehehe. Como Diego precisava ir no centro no outro dia e eu precisava fechar os passeios, combinamos de irmos juntos na manhã seguinte.

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