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Bora viajar?

Bolívia, Chile e Peru - 30 dias inesquecíveis

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Hola chicos de Brasil!!!

 

Vou relatar minha experiência nesse tradicional mochilão entre Bolívia Chile e Peru que aconteceu entre os dias 01 e 30 de junho. Lembrando que o fato de ser comum, de forma alguma faz com que seja uma viagem "mais ou menos", aliás eu diria que se o que te falta é um incentivo, nem leia este relato, pegue sua mochila e vá. Eu garanto que será a melhor experiência da sua vida :!::!::!: No entanto devo lembrar que o fim da viagem é muito difícil, bate uma deprê enorme na hora de voltar, mas vale a pena! :D

Fiquei cerca de 6 meses planejando essa viagem que por sinal conheci por meio do mochileiros.com, praticamente todas as informações que colhi foram daqui então o mínimo que poderia fazer é um relato como forma de agradecimento e quem sabe como incentivo a outras pessoas também fazerem esse mochilão.

Foi minha primeira viagem internacional e foram 30 dias sensacionais. Desertos de areia, de sal, montanhas nevadas, mata, grandes cidades, pequenas cidades, cidades perdidas etc. O ganho é enorme, cultural, visual, social e álcoolicamente falando. heheheh. Em 30 dias conheci pessoas maravilhosas, fiz diversos amigos, sim, amigos e não colegas, no mundo inteiro.

É uma viagem onde é possível conhecer lugares incríveis, festejar muito e refletir sobre a vida (a minha com certeza ganhou um rumo diferente). Passei por alguns apuros durante a viagem mas não tem como fugir dos imprevistos.

Vou tentar detalhar bastante mas não adianta, muitas informações se perdem no meio do caminho mas não tem problema, quando está lá as coisas acontecem bem naturalmente.

 

Vamos ao que interessa :!::!::!:

 

 

Antes de tudo vou deixar um vídeo que dá uma boa ideia do que foi esta viagem

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O roteiro

O roteiro final foi o seguinte:

Santa Cruz de la Sierra

Sucre

Potosi

Uyuni

San Pedro de Atacama

Arica

Tacna

Arequipa

Nazca

Paracas

Huacachina

Cusco (com Salkantay)

La paz

Santa Cruz de la Sierra

 

As únicas diferenças do roteiro original foram a inclusão de Nazca e a exclusão de Copacabana devido a acontecimentos no meio da viagem

 

Para a galera ter uma noção melhor da localização das cidades, vou colocar o roteiro que eu fiz no Tripline antes de viajar. No final as anotações nesse roteiro não bateram totalmente com o que aconteceu então é só pra ter uma ideia mesmo(eu editei para excluir Copacabana e incluir Nazca).

 

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Gastos

Passagens Guarulhos x Santa Cruz: R$ 447,00 ida e volta pela Gol. Comprei com 2 meses de antecedência mas pelo que vi esse é o preço normal.

Passagem Santa Cruz x Sucre: US$ 57,00 pela BOA http://www.boa.bo/brasil/inicio (comprei pela internet no cartão de crédito, rápido e sem problemas)

Levei comigo em dinheiro R$ 2000,00 e US$ 600,00 (cerca de R$ 3200,00) e sobrou mesmo depois de comprar alguns presentes. Exageramos principalmente com comida no Peru (que é ótima) a ponto de desperdiçar e posso dizer que se você for mais controlado, dá pra fazer com pouco menos de 3000,00 tranquilamente.

 

Pra quem não quis calcular, o gasto total foi de R$ 3700,00 aproximadamente

OBS: não tenho nenhuma planilha de gastos, não fiz e acho que não fez falta em nenhum momento, muitos gastos estão detalhados no meio do relato, acho que o importante é saber mais ou menos quanto dinheiro precisa no total e o valor de alguns passeios mais caros ou de transporte em alguns trechos mas não tem por que saber quanto custa um pirulito na banquinha de doces em frente ao terminal de ônibus de Sucre por exemplo. ::tchann::

 

 

DICAS

- Primeira e mais importante, se você vai viajar nos próximos meses NÃO compre passagens pela Aerosur, a empresa está em situação crítica, ainda não se sabe se vai falir mas para se ter uma ideia, no aeroporto de Viru Viru não há ninguém nem mesmo atendendo nos balcões da companhia mesmo assim o site e diversas agências de viagens continuam vendendo suas passagens. Fique esperto, não compre. Dois amigos que estavam comigo compraram e se deram mal, também encontramos outras pessoas na mesma situação.

- Não quis apostar em VTM e coisas do tipo pois já vi varias pessoas tendo problemas como maquinas engolindo ou dificuldade em achar lugares pra gastar, então resolvi ficar só com o moneybelt (R$19,90 na Decathlon ::cool:::'> ), ficava 99% do tempo comigo, pode ser arriscado mas não tive problemas.

- O trecho Santa Cruz x Sucre decidi fazer de avião pois dizem que não é muito bom fazer de ônibus devido às condições da rodovia, além de levar cerca de 17 horas, portanto como o preço indo de avião é bem acessível, eu recomendo afinal você também não perde um dia de viagem.

- Provavelmente só mudaria uma coisa na viagem toda e deixo aqui a dica: leve dólar, se puder, tudo em dólar. Resolvi levar real e realmente não há problemas em fazer troca, ele é aceito em casas de câmbio em quase todas as cidades mas eu perdi dinheiro sempre. Vou exemplificar. Comprei meus dólares na semana da viagem (brasileiro deixa tudo pra última hora né heheh) e paguei R$ 2.10 no câmbio e por exemplo na Bolívia no aeroporto Viru Viru o câmbio era o seguinte:

Real: 3,00 bolivianos

Dólar: 6,84 bolivianos

Então vamos lá, calculadora em mãos, rssss. Com R$ 2,10 eu compraria 6,30 bolivianos, mas com os mesmos R$2,10 eu compraria US$ 1,00 e trocaria ele por 6,84 bolivianos e estamos falando de dinheiro para um mês todo, no final esses centavos fazem muita diferença. Com a moedas dos 3 países isso acontecia, a única diferença era quanto dinheiro eu perdia ::putz:: as vezes mais, as vezes menos por isso hoje eu digo leve dólar

 

 

Preparativos

Posso dizer que pra algumas coisas sou meio despreocupado mesmo, a única coisa que fiz basicamente foi definir o roteiro e ir. Mesmo indo em alta temporada(para o Peru pelo menos devido ao Inti Raymi) não reservei nada, hostel, passeios, nada e digo que podem fazer da mesma forma sem medo pois por mais incrível que pareça, reservando algumas coisas com antecedência você pode pagar mais caro.

Como não tinha nenhum amigo que podia ir junto no mesmo período me programei psicologicamente para ir e ficar sozinho. Santa ingenuidade :!::!::!: Se você quiser ficar sozinho nessa viagem tem que fazer um esforço enorme pra isso (e mesmo assim acho difícil conseguir :D ) mas eu não sabia disso então comecei a procurar pessoas aqui mesmo no mochileiros que fossem fazer a viagem nessa época. Troquei mensagens com várias pessoas e montei um grupo no Facebook porém a maioria das pessoas não ia na mesma data então acabamos usando mais pra trocar informações porém um deles, o Thiago iria na mesma data que eu juntamente com o Rogi e até o Salar de Uyuni nosso roteiro era o mesmo. Depois viemos a descobrir que nosso voo era o mesmo saindo de Guarulhos. Pronto, já não estava mais sozinho e nem tinha saído do Brasil.

Conheci também Fernando e Beatriz que estavam em outro grupo com 90% do roteiro igual ao meu porém eles iriam sair de SP um dia depois de mim. Como haveria essa diferença de um dia, pelos meus cálculos, não conseguiríamos nos encontrar no começo da viagem então decidi não me comprometer a fazer parte do grupo mas mantive contato planejando me encontrar com eles em Uyuni ou Atacama. Minha ideia o tempo todo foi me preparar para estar sozinho e se algo diferente acontecesse seria lucro, mas se eu planejasse estar acompanhado o tempo todo e não conseguisse isso, seria bem pior.

Tive problemas com o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela mas vou contar no relato.

No começo estava em dúvidas se começava o roteiro por La Paz para comprar roupas por lá pois não tinha nada para aguentar o frio do Salar mas desisti da ideia e comecei por santa cruz mesmo então fui na Decathlon ver se achava algo que desse pra usar por lá a um preço aceitável. Encontrei na seção de Snowboard uma jaqueta em promoção, me pareceu boa. Comprei ela, uma calça underwear por 39,90, o moneybelt e só, rssss (lembra q sou meio relaxado? heheh).

O resto foram roupas comuns, jeans, camisetas dry fit, umas de algodão,blusas leves, nada demais!

Mochila foi uma de 55L se não me engano. Aconselho uma de 65 pelo menos principalmente se for mulher pois tem algumas tranqueiras a mais hehehe mas somente por praticidade pois a minha serviu bem. Mas se você for daqueles que gosta de comprar bastante coisa no caminho como lembranças e etc, lembre-se que terá que guardar em algum lugar. ::otemo::

 

DICAS

- Nessas horas tem gente que acha que até a escova de dente tem que ser adaptada para mochileiros e eu sou prova viva de que não é bem assim. Claro que isso é uma opinião bem pessoal mas só digo que não é essencial ok? ::cool:::'>

Nem mesmo bota eu usei. Fui com um tênis Olympikus velho com um ano de uso (e olha que eu fiz a Salkantay hehe) e não me arrependo.

 

 

 

1° dia - Guarulhos x Santa Cruz de La Sierra

Acho que nem preciso dizer o tamanho da ansiedade nesse dia né? rsss. Acordei cedo e fui no Instituto Emílio Ribas que fica relativamente perto de casa, pois lá conforme consta no site da Anvisa, emite o Certificado Internacional de Vacinação para a febre amarela que (teoricamente) é exigido nesses países. Bom, chegando lá descobri que eles realmente emitem o certificado mas APENAS se você tomar a vacina lá ( o mesmo acontece com todos os outros postos credenciados que estão na lista do site da ANVISA) e eu já havia tomado a vacina 2 anos antes portanto o que eu deveria fazer seria me dirigir a um posto da própria ANVISA e não um posto credenciado. OBS: Essa informação consta em letras minúsculas na lista da ANVISA e eu é claro, não vi.Lá no instituto a mulher me disse que não havia problemas pois o posto da anvisa funcionava 24H no aeroporto de guarulhos pois era internacional e bla bla bla, só o de Congonhas que fechava as 17H. Pedi pra usar o telefone dela pra ligar na ANVISA e confirmar somente por precaução, ela até deixou mas quem disse que funcionou? provavelmente o número estava errado. Ela falou mais algumas vezes, eu acabei me convencendo e pensei "saio mais cedo de casa, passo na ANVISA no aeroporto e tá tudo tranquilo". Hehehehe você acha que deu certo??? Continue lendo.

Meu voo era as 22:00, saí mais cedo de casa mas tranquilo pois a ANVISA funcionava 24H então teria tempo de sobra :? . Busão, metrô, adrenalina a mil. Cheguei no aeroporto as 18:45 e me dirigi ao balcão de informações perguntando onde era a ANVISA, nisso a mocinha vira e manda na lata: "você quer pegar o certificado agora? A ANVISA fechou às 18:00 mas vai la e vê se tem alguém". Hahah nessa hora só pensei: "Fod*u" mas mesmo assim foi la e adivinhem......estava aberta??? Claro que não. Voltei ao balcão e perguntei pra moça se era realmente obrigatório o certificado, ela não tinha certeza mas ligou pra alguém que disse enfaticamente "sim é obrigatório". Hehhe eu estava rindo pra não chorar, já pensei que teria remarcar minha viagem e estava pensando nos transtornos.

Passados uns 5 minutos de reflexão pensei: "já estou aqui mesmo, vou arriscar, tenho minha carteira de vacinação brasileira, com isso mais uma boa conversa ou quem sabe no máximo um "cafezinho" eu consigo passar", no máximo eu seria deportado acusado de tentar subornar um oficial hahah, mas eu estava de férias, viajando....... que se dane.

Enrolei um bom tempo no aeroporto, fui fazer o check-in com medo de me pedirem o certificado, vi que tudo estava transcorrendo bem e então no final perguntei pra moça da GOL e ela me disse que dificilmente pedem mas lá na Bolívia então ja me senti mais aliviado, pelo menos do Brasil eu iria conseguir sair hehehe. Enrolei mais um pouco e quando deu a hora fui pra sala de embarque. Resolvi então enviar uma mensagem para o Thiago e ele me disse que estava tomando uma no bar do aeroporto mas como eu ja estava na sala de embarque não pude me juntar a eles, fiquei então namorando as coisas no Duty Free (a primeira vez lá você nunca esquece hehehe). Pouco antes de embarcar só ouvi um "eaee", eram Thiago e Rogi.

Conversamos um pouco e de cara vi que eles eram super gente boa então iríamos nos dar bem.

Como eu havia dito, nosso roteiro era o mesmo até Uyuni. No primeiro dia chegaríamos em santa cruz às 1:20 da manha e teríamos o voo pra Sucre por volta das 9:00, a única diferença é que eu iria de BOA e eles compraram passagens da AEROSUR (pois é eles se deram mal).

Nosso voo saiu no horário em Guarulhos, fizemos a escala em Campo Grande e então consegui sentar mais próximo deles no avião para conversarmos. Nisso eles já estava conversando com um senhor boliviano gente boa que nos deu algumas dicas do que fazer em Santa Cruz.

Chegamos em Santa Cruz e a felicidade era facilmente perceptível mesmo antes dos tramites aduaneiros. Era o começo da tão sonhada viagem, o primeiro dos 30 dias o primeiro carimbo no passaporte (no meu caso), sensação muito boa.

Preenchemos e entregamos os formulários, eu ainda com medo de ser questionado a respeito da carteira de vacinação mas no final deu tudo certo. Passamos pela "inspeção" de bagagem e estávamos liberados. Oficialmente em território boliviano, e livres.

 

 

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Rafael, Rogi e Thiago. Estava apenas começando.

 

 

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Agora não tem volta.

 

Ok, eram 1:30 da manhã e nosso voo para Sucre só iria partir as 09:00. O que fazer então? dormir no segundo andar como a galera faz? Tá de sacanagem né? heheheh. Conforme preciosas informações colhidas durante o voo com nosso colega boliviano, resolvemos explorar a noite boliviana hehehe. Antes de tudo fomos guardar nossas mochilas no aeroporto mesmo, por um período maior que duas horas paga-se 50 bolivianos e foi o que pagamos mas as mochilas dos 3 couberam em apenas um armário então estava tranquilo. Os armários não tinham cadeado e eu tinha que deixar meu moneybelt lá pois estava com o dinheiro da viagem toda e não iria andar por ai com tudo mas ficava um tiozinho tomando conta da sala com os armários e controlando quem colocava e retirava as coisas então resolvi arriscar afinal não havia muito o que fazer. Se precisar, a casa de câmbio do aeroporto está aberta nesse horário e no dia estava coma cotação que mostrei no começo do tópico.

Antes de tudo fomos ao balcão da Aerosur para ver se Thiago e Rogi teriam algum problema e descobrimos que não havia nenhum funcionário da Aerosur no aeroporto, ou seja eles estavam ferrados. Encontramos um jovem casal brasileiro com o mesmo problema. A saída? Comprar outra passagem.

Livres de mochilas tomamos um táxi até o centro de santa cruz. Custava 60 bolivianos mas chorando ficou por 50. Dica: se não sabe pechinchar já vá praticando, rssss, será muito útil.

Fomos até uma praça que não sei o nome mas tinha uma baladinha nela que se chama Buffalo (ou algum outro bicho grande ::lol4:: não lembro bem). Até que tinha um bom movimento na praça (não fomos na balada) e logo que chegamos fomos tomar nossa primeira Paceña. Eu não sou de beber cerveja, não gosto mas isso mudou bastante nessa viagem hehehe. Comprávamos as primeiras latinhas logo ao chegar na praça e já fomos abordados, isso mesmo abordados por duas simpáticas bolivianas. Descobri que brasileiro tem cara de brasileiro e é facilmente reconhecido por lá, segundo elas, rsss. Conversamos, bebemos, papo vai papo vem e demos um perdido nas duas, ou elas deram na gente, tb não lembro hehehe.

 

 

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As primeiras Paceñas e as primeiras experiências sociais na Bolívia!! :D

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Viva a Paceña!!!

 

Fomos então dar uma volta pela rua e então reparei um grupinho passando e uma menina estava olhando e rindo então pensei: "será q to cagado?" hehehe mas continuamos andando, voltamos pra onde estávamos na praça e vi que essa menina estava lá com suas outras amigas, mais uma vez fomos intimados (acho que isso acontece bastante por lá hehehhe) e então conhecemos Karmiña, Paola e Yoseli com quem conversamos e bebemos a noite toda. Acabamos descobrindo que os brasileiros tem muita fama por lá segundo elas. Algumas acham uma fama boa, outras, ruim. :twisted:

durante a noite conhecemos outras pessoas também, como a maioria ali estava borracho, se enturmar era muito fácil. Tinha um boliviano que parecia falar chinês, ninguém entendia o que ele falava, rssss.

Ficamos em frente essa balada e do lado de fora pudemos perceber que na praça estava melhor que lá dentro. Aliás não pudemos deixar de nos emocionar quando mesmo da rua ouvimos tocando Kaoma lá dentro heheheh. Mas para ter certeza se valia a pena entrar ou não conversamos com o cara da porta da balada e usei a velha tática do "deixa um de nós entrar pra ver como está lá dentro e ele volta pra falar". Foi então que o Thiago entrou e realmente percebemos que estava melhor lá fora.

Ficamos até umas 6 da manha e garanto que foi ótimo, muito melhor que dormir em aeroporto no nosso caso, deu pra beber bastante, conhecer pessoas legais e já sentir o clima da Bolívia e da viagem..........

Se você for chegar nesse voo da madrugada e vai em clima de curtição eu aconselho bastante ir pra praça no centro, agora se for num clima mais light, melhor o segundo andar do aeroporto mesmo ou alguma outra coisa.

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Paola, Rafael, Yoseli, Karmiña, Thiago e Rogi

 

 

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O boliviano que falava chinês! Borracho! hehehe

 

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O clima era esse :D.

 

Quando foi umas 6 da manhã nos despedimos de nossas novas amigas, trocamos contatos e voltamos para o aeroporto pois o Thiago e o Rogi ainda tinham que resolver a questão da passagem para Sucre afinal haviam comprado na Aerosur. Pagamos mais 50 bolivianos no táxi para a volta.

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A despedida

 

Chegamos no aeroporto e fomos verificar nas companhias BOA e TAM preços e disponibilidades para Sucre. Se não me engano na BOA não tinha então os dois compraram outra passagem na TAM.

OBS: não é a mesma TAM que temos aqui, essa é Transporte Aéreo Militar mas pelo que vi, parece ser confiável.

Eles compraram as passagens por algo em torno de 60 ou 70 dólares para a mesma manhã porém havia um detalhe, o voo não sairia de Viru Viru e sim do outro aeroporto, o El Trompillo, então fiquem espertos ao comprar na TAM pois tem que ir ao outro aeroporto. Em frente ao Viru Viru sai um busão que custa meio caro (não tenho certeza mas acho que uns 100 bolivianos para o outro aeroporto). Comemos um lanche no Subway, conversamos um pouco, pegamos as malas e fizemos nossa programação para nos encontrarmos em Sucre.

O voo de Thiago e Rogi chegaria cerca de 1 hora e meia antes do meu pois eu teria uma conexão em Cochabamba então combinamos de eles darem um role pela cidade e nos encontraríamos no terminal de onibus de Sucre pois já partiríamos para Potosi. Será que deu certo???????

 

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Aeroporto Viru Viru

 

Continua....

 

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  • Oi emília, obrigado!!! legal que está gostando!! então nessa praça tem duas baladas e uma delas eu vi aqui e é Buffalo mesmo, a outra deve ser essa cine center então. não lembro hehehe!

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Parabéns pelo relato e por sua viagem Sorrent. Venho acompanhando dia a dia seu relato, pois seu roteiro é um dos que pretendo fazer em breve, e foi com certeza um mochilão inesquecível. Suas dicas e sua fidelidade em contar todos os detalhes estão demais, me sinto viajando em sua mochila apenas observando, literalmente.

 

Como outros ja disseram, fico aqui aguardando o final dessa história a Lá novela mexicana. kakakaka Cheia de ::love:: e :evil: , isso me faz ficar imaginando o que deve ter acontecido nessas noitadas pelo Peru afora, literalmente também. hehehehe

 

Parabens mais uma vez por sua perfeita viajem e seu relato tão fiel aos fatos, muito bom de ler com certeza.

 

Grande abraço.

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Pessoal preciso de umas dicas qual hostel vocês indica?

Em qual cidade??

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Pessoal preciso de umas dicas qual hostel vocês indica?

Em qual cidade??

 

Cusco e lima!

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Lima nós não passamos, fico devendo essa. Cuzco recomendo o Wild Rover!

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E o Sorrent FAzendo mistério !!!

 

QUem é o Sorrent, aonde ele se esconde ? O que ele faz quando não esta mochilando ?

 

Essas e outras notícias Sexta-Feira no Globo Repórter ! kkkk

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Sorrent seu relato ta excelente, mas queria saber se é de boas arranjar um hostel em Agua Calientes? porque andei pesquisando e vi que rola comprar as passagens de trem e o ingresso para Machupichu, dai to pensando em comprar com cartão de crédito...

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27° Dia - Downhill na Estrada da Morte

 

Com todos os acontecimentos da noite anterior eu estava estragado, zuado mesmo e do nada acordei na manhã seguinte sem nem ouvir o despertador do celular, pensei então "poxa, acordei cedo, dá até pra descansar um pouco". Nisso peguei o celular que estava jogando em algum canto da cama e quando olhei tomei um susto enorme que foi capaz de curar minha ressaca instantaneamente. Eram exatamente 6:52 da manhã e eu deveria ter acordado às 5:30 ::lol4:: pois o passeio iria sair às 7:00. Tentei raciocinar um pouco mas ainda estava meio lento, fui até a recepção do Wild Rover ainda meio zumbi a lá "The Walking Dead" e perguntei as horas e ele me disse "6:54", nessa hora pensei, "fodeu de novo". Ainda na recepção, parei por 15 segundos, respirei fundo e tentei entender o que aconteceu e decidir o que iria fazer. Entender foi fácil, eu estava bêbado, ponto. Não ouvi o celular ou ouvi e desliguei involuntariamente. De qualquer forma, era a situação perfeita para ouvir aquele "eu te avisei" que todas as mães adoram dizer quando a gente faz merda. Meu dilema foi "desistir do passeio ou arriscar ir até lá?" afinal iria sair às 7. Nesses 15 segundos de reflexão decidi arriscar ir mesmo assim até porque já estava pago. A única parte boa dessa bebedeira é que ao ir dormir eu estava sem condições de me trocar então do jeito que deitei, eu dormi, não me troquei então a única coisa que eu precisava àquela hora era colocar um tênis, uma blusa, pegar a mochila e sair correndo e foi exatamente o que fiz. Olhando o relógio a todo momento vi que às 7:00 em ponto passei pela porta do hostel.

Como a agência é longe a única solução era ir de táxi, e quem disse que passou algum quando eu precisava? :D Corri meio que sem rumo por ruas que me pareceram ter um movimento maior de carros e depois de duas quadras e meia passou um bendito táxi. O detalhe é que não é uma corrida qualquer e sim uma corrida pelas ruas de La Paz, lugar onde subir uma escada te deixa ofegante.

Disse ao taxista que precisava ir a Calle Sagarnaga, 324 e que estava atrasado e ele então saiu rapidamente. Depois de alguns minutos desci no cruzamento da Llampu com a Sagarnaga, paguei 10 bolivianos para o taxista e andei poucos metros até a entrada da agência torcendo para que eles não tivessem saído e me largado pra trás.

Entrei às 7:15 no hotel onde fica a agência, fui até o lobby e só ouvi "olha mais um aí" numa voz meio sonolenta, de um ser irreconhecível jogado no sofá. Já me senti mais aliviado por não ter perdido o passeio (e o dinheiro) e pude me jogar no sofá também e perceber que naquele momento somente o Marco, Renato, Thiago e Fábio estavam por lá. Johnatan e Léo também estava atrasados. Com o pouco de força que a gente tinha, conversamos e contamos o que havia ocorrido enquanto colocávamos as roupas fornecidas pela agência para proteção contra o frio.

 

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Galera zuada no hotel

 

Poucos minutos depois os outros dois chegaram e pudemos então rir todos juntos da situação enquanto tomamos um café bem rápido pois já estávamos atrasados. ::lol3::

 

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Arrumamos tudo e por volta de 7:40 entramos na van com destino a La Cumbre, percurso que dura 1 hora aproximadamente. No começo todos estavam meio que dormindo mas depois a empolgação foi tomando conta da galera.

 

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Depois de uma boa volta e curtir toda a beleza da cidade :roll: chegamos ao ponto onde começa a brincadeira. Cada um escolheu sua bike, paramos para tirar algumas fotos e ouvir as explicações do guia sobre como seria o passeio, resumindo é mais ou menos assim "mantenham-se à direita, fiquem atentos aos meus sinais e tentem chegar vivos" ::lol4::. A adrenalina estava correndo solta e a piadas também, afinal não bastava descer a estrada da morte mas ainda fizemos de ressaca e isso gerou a frase que está no vídeo no início do relato "nunca mais vou beber antes de fazer qualquer coisa que tenha 'morte' no nome" :D.

 

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Começamos a descida! ::hahaha::

No princípio, o percurso é feito em asfalto mas não se enganem achando que é menos interessante, dá pra pegar uma boa velocidade e os carros e caminhões passam o tempo todo em sentido oposto buzinando e cumprimentando os loucos que se aventuram por lá. Sempre acene de volta, pode ser a sua última vez hehehehe ::lol4::

Depois de alguns quilômetros de descida, paramos em frente a um túnel onde se vê uma placa dizendo que bicicletas são proibidas e aí sim começa a brincadeira de verdade, caminho estreito, abismo na lateral e sem proteção alguma. Não vou negar, a sensação de fazer algo que pode te matar se der errado é bem empolgante. ::otemo::.

 

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PQP olha o tamanho da roupa ::lol4::

 

Uma hora fizemos uma parada pois há um pequeno trecho em subida e nesse caso a van nos leva mas é coisa rápida. Pegamos as bikes de novo e continuamos descendo. Ainda voltamos para o asfalto e depois paramos num local onde precisamos pagar uma taxa não incluída de 25 bolivianos, a taxa dizem ser para manutenção da estrada, ambulâncias, sinalização, etc pagamos e aproveitamos e recebemos do guia nosso lanche, uma banana e uma barrinha de chocolate bem vagabunda. ::bad::

 

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Depois de umas três paradas agora o guia disse que íamos descer por um bom tempo sem parar. huhuhu. Mais alguns poucos minutos de descida e o freio do Léo estourou, paramos de novo e esperamos o guia fazer uma gambiarra, coisa rápida. Freio arrumado, lets go down!!! Depois de algum tempo saímos do asfalto definitivamente e agora seria somente terra. ::otemo::

Um guia vai sempre na frente dando ritmo para a galera e outro no fim do grupo além do motorista seguindo com a van e eles não ficaram com nossas máquinas para fotos como prometido ::bad::.

 

Agora descendo sempre com o precipício do seu lado dava pra se sentir mesmo na estrada da morte. No total são uns 64 Km de descida que duram várias horas e durante mais ou menos 90% do percurso você não precisa pedalar, só vai controlando a bike no freio. Quando sai do asfalto você percebe que o caminho todo é cheio de pedras e os trancos na bike vão fazer seu braço doer e muito, especialmente se você descer rápido, algo muito importante é usar luvas, exija luvas da sua agência pois elas vão fazer muita diferença, acredite. Durante a descida também é possível ver algumas cruzes no caminho com nomes de pessoas supostamente mortas na descida. Não são poucas. :shock:

 

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Numa das paradas também há um pequeno momumento em homenagem a uns israelenses que morreram por lá quando um ônibus despencou. Dica: não conte pra sua mãe que você vai fazer a Death Road antes de ir, caso contrário quem pode morrer é ela. ::lol4::

 

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Outra dica é usar roupas leves por baixo poois durante o caminho a temperatura vai subir, roupa para o frio a agência vai fornecer então não se preocupe muito com isso. Eu como saí correndo de manhã acabei tendo que fazer o downhill de calça jeans, não chegou a ser ruim mas eu aconselho uma bermuda ou calça leve.

 

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Eu sou muito suspeito para falar sobre esse passeio pois amo bike, ando bastante, costumava ir e voltar do trabalho de bike em meio ao trânsito caótico de São Paulo mas vou tentar ser imparcial. O passeio tem muito "nome", é perigoso sim mas qualquer pessoa com o mínimo de noção de como andar de bike pode fazer. O bom desse downhill é que você tem condição de definir o quanto ele vai ser perigoso, isso porque você pode descer numa boa sem correr tanto, estilo pedalada no parque ou então descer bem rápido colado no guia para as coisas ficarem mais interessantes. Como eu estava filmando o pessoal, acabei descobrindo uma maneira de deixar tudo ainda mais legal. Eu andava sempre perto do guia que várias vezes me fez sinal para ir mais devagar e como as vezes ficava pra trás pra filmar percebi que se eu voltasse para o fim do grupo depois podia sair correndo no ritmo que eu quisesse ultrapassando a galera e aí não teria guia para me impedir, apesar de muito mais interessante isso deixa tudo mais arriscado também, vai de cada um. Dá pra fazer desde um "Rainbow Road" até "Death Road" mesmo, você escolhe. ::otemo::

De uma forma geral eu diria que só dá pra morrer lá se você for muito ruim mesmo de bike ou se ficar fazendo muita graça, pode até ir rápido mas não brinque. ::quilpish::. O caminho quase o tempo todo tem a largura para passar somente um carro, os penhascos ao lado dão todo o charme à descida mas essa largura é mais do que suficente pra você descer numa boa mesmo que nunca tenha feito nada parecido na vida, principalmente se for sem correr muito. Nossas bikes tinham suspensão frontal apenas e acho que é suficiente, não vi necessidade de suspensão traseira.

Uma hora paramos para tirar umas fotos uns 3 ciclistas de outra agência passaram por nós e uma menina ficou xingando a gente dizendo que estávamos no caminho (largura pra um carro, lembra? :roll:), na hora só falamos "ô tpm ein". Seguimos e não deu outra, 200 metros à frente tinha uma curva e quando chegamos a menina estava lá jogada no chão pois tinha derrapado na curva e enfiou a cara nas pedras (dá pra ver essa cena no vídeo), pelo que soubemos ela não se machucou gravemente e o que eu quero dizer é: "concentre-se na sua descida". Léo também tomou um tombo leve, nada de mais.

Perto do fim, eu estava na frente com o guia esperando o pessoal e de repente chega o Marco e me diz: "Rafa, tira uma foto minha aí", coloquei a mão no bolso para pegar a maquina e cadê? Quase chorei, já era o fim da viagem, perder todas as fotos ali seria o fim do mundo mas então ele colocou a mão em seu bolso e tirou a minha máquina. Descobri que um pouco antes minha máquina havia caído do meu bolso e quem viu foi uma gringa que estava num outro grupo avisou o Marco pois viu que o colete era igual. Dei muita sorte. ::otemo::

No final, chegamos a um pequeno vilarejo em Coroico lá pelas 15:00, comemoramos pois agora éramos oficialmente "Death Road Survivors" ::otemo::, tomamos um refri, os guias guardaram as bikes e seguimos para um hotel, isso já estava incluído no preço e pelo que vi todas as agências fazem o mesmo.

 

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Almoçamos, tomamos banho, descansamos um pouco, só não usamos a piscina pois não tinha mais ninguém no hotel então não nos empolgamos muito mas era liberado. Lá pelas 16:00 saímos para encarar o caminho de volta e há duas opções para isso, subir o mesmo caminho pelo qual descemos ou então seguir por uma rodovia nova mas que faria o percurso demorar uma hora mais. Decidimos subir pela estrada da morte mesmo afinal já sobrevivemos uma vez né, por que não tentar duas hehehehe.

Logo no começo do caminho o pneu da van furou ::bad:: e já perdemos uns 20 minutos até os caras trocarem, o problema é que dali em diante ficamos só pensando que se furasse de novo a gente ia dormir na estrada. :D

 

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Pneu consertado, subiiiiimos. Meu amigo subir aquela estrada de carro dá muito mais medo do que descer de bike, a roda do carro passa a poucos centímetros do penhasco, é de arrepiar, todo mundo rindo mas aquela risada com uma ponta de medo e o motorista ia tranquilamente dirigindo com uma mão, olhando pro lado, conversando e como se isso já não bastasse tinha neblina no caminho. Eu senti que não chegaria vivo, sério, acho que rezei até pro Pachacuti. ::lol4::

 

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Já suando frio, chegamos no asfalto e quando tudo parecia salvo eis que o pneu fura novamente, ficamos mais um tempo ali até passar uma outra van que ofereceu ajuda.

 

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Estava anoitecendo quando chegamos de volta à agência. Encontramos o tiozinho que havia nos atendido e pegamos nossas camisetas que eram muito vagabundas também, reclamei com o tiozinho sobre os serviços da agência que deixaram muito a desejar mas duvido que algo mude, foi só para desabafar mesmo. Depois eu contei para o pessoal o que havia descoberto naquela manhã quando desci do táxi. Desde o começo estávamos procurando a agência XTREME DOWNHILL que naquela manhã eu descobri que fica na Calle Sagarnaga só que mais acima, perto da Calle Llampu, e nós acabamos na agência Xtreme que fica na Sagarnaga, 324. Na verdade elas são bem próximas e com nome parecido então fique esperto. Não digo que você deve fechar com a Xtreme Dowhill mas por favor passe bem longe da Xtreme. O serviço é ruim, as roupas são ruins e em tamanho único (grande). Eu sou baixinho e parecia que estava vestindo um saco de batatas, não tivemos fotos além das nossas, não tivemos vídeos além dos nossos, o lanche foi uma porcaria, as bikes quebraram 3 vezes (não a minha), a camiseta que deram virou pijama, a única coisa boa foi o preço mas o barato saiu caro. Enfim, o downhill é ótimo, vale muito a pena mas invista numa agência boa, pague uns 100 bolivianos a mais e faça sem dor de cabeça. Só reforço que a única coisa que é dispensável é a bike full suspension.

Voltamos caminhando para o hostel e no caminho ainda paramos em outra agência pois o Johnatan e o Léo queriam fechar o Salar de Uyuni, não lembro o preço, só sei que era um pouco mais caro do que fechar em Uyuni mas pelo menos soube que é possível fechar em la Paz também. Me despedi deles em frente ao Loki já combinando de nos encontrarmos mais tarde no pub e na manhã seguinte pois ainda faltava o Chacaltaya, o último passeio da viagem(no meu caso), dessa vez pelo menos o ônibus viria nos encontrar no hostel às 6:00 da manhã.

 

Cheguei, me arrumei e subi alegremente as escadas até o pub. Depois de um tempo os caras vieram do Loki e me encontraram novamente ::otemo::, conheci também um argentino gente boa, umas inglesas e depois de várias cervejas conheci Natália ::love::::love::::love::::love::::love:: uma alemã que ainda me faz perder o sono até os dias de hoje . Só sua beleza já me fazia querer empalhar ela e deixar na sala de casa e se não bastasse isso, a filha da mãe era simpática e pior de tudo tava me dando bola, só podia ser pegadinha, isso não acontece com pobres mortais como eu. ::lol4::. Pele clara, loira, olhos azuis e me ensinando algumas palavras em alemão, eu estava em transe, se fosse em São Paulo, nem me atreveria a puxar papo com uma garota daquelas pois minha conta bancária não tem tanto dinheiro assim (parece maldade eu sei mas aqui tem disso). Pedi para me passar seu facebook pois já estava fazendo planos para morar em Berlin, ter mais 22 filhos (sim, eu ia abandonar os da Chloe ::lol4::) e viver à base de salsicha só que naquela hora a net do hostel tinha caído então ela disse que me passaria depois. Até aí tudo bem só que depois de um tempo eu vi pela janela algumas figuras já conhecidas. Pedi para ela esperar um pouco pois já voltaria e quando desci encontrei Adriano, Anália, Beatriz, Paty, e Jeruza que estavam chegando no hostel naquele momento, Saulo, Fernando e Beth não estavam junto, só chegariam no dia seguinte. Cumprimentei eles e já disse para se juntarem a mim no pub assim que se acomodassem. Voltei para o pub, fiquei mais um pouco babando........digo, conversando com a Nat ::love::::love::::love::::love:: (já estava quase pedindo ela em casamento) e uma hora vi o pessoal no outro canto do pub que também já estava enturmado com uns mineiros que conheceram na minha ausência, fui até eles, apresentei o restante do pessoal que estava comigo e quando voltei à mesa Natália havia sumido. Pra mim tudo pareceu normal afinal só fui falar rapidamente com meus amigos mas depois me toquei da mancada que tinha dado. A garota tava ali me dando bola e eu pedi duas vezes pra ela esperar, acho q pegou mal, eu estava borracho, não pensei direito na hora e o pior é que nem consegui o facebook pra poder me desculpar ::putz:: . Tenho certeza que outra oportunidade dessas não terei na vida. Resolvi então me casar com qualquer tia gorda que me der bola. ::lol4:: Ainda meio triste, aí então que afoguei minhas mágoas mesmo já junto com o restante do pessoal.

Às duas da manhã quando o lugar fechou dessa vez decidimos encarar uma balada local, pegamos um taxi que nos levou até a

(esse vídeo não é meu, peguei no youtube somente pra vocês terem uma idéia. O lugar é bem legal, praticamente uma extensão do hostel pois quase todos estavam lá e ainda tivemos um free drink com o flyer que pegamos no WR. Curti o lugar, recomendo ::otemo::. Gostei dessa noite pois ainda consegui resolver uma pendência que até achava que não conseguiria mais :twisted::twisted:::love::

 

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Voltamos pro Wild Rover às 4:00 (exceto Adriano que ficou resolvendo uns problemas na Blue House :twisted: )mas mesmo tendo que sair às 6:00 demorei mais uns 15 min pra ir dormir :twisted:.

Depois disso fui pro quarto e deitei na cama para uma incrível 1 hora e quarenta e cinco minutos de sono!!!

 

Valeu a pena!!!! ::otemo::

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Sorrent... fui dormir de madrugada porque não conseguia parar de ler teus relatos, isso pra trabalhar bem cedinho no dia seguinte! ::otemo::

Muitos detalhes, da pra pegar muitas dicas, não tem como não se animar pra a viagem... hehehe

E janeiro to lá!!!

 

Hahaha mais uma que diminuiu a produtividade por causa do meu relato!!! Estou tão orgulhoso!!! ::lol4::

Que bom que está te ajudando e melhor ainda que tenha te animado!!!

Aproveite bastante por lá!!! Qualquer duvida, tamo aê!!! ::otemo::

 

Parabéns pelo relato e por sua viagem Sorrent. Venho acompanhando dia a dia seu relato, pois seu roteiro é um dos que pretendo fazer em breve, e foi com certeza um mochilão inesquecível. Suas dicas e sua fidelidade em contar todos os detalhes estão demais, me sinto viajando em sua mochila apenas observando, literalmente.

Como outros ja disseram, fico aqui aguardando o final dessa história a Lá novela mexicana. kakakaka Cheia de ::love:: e :evil: , isso me faz ficar imaginando o que deve ter acontecido nessas noitadas pelo Peru afora, literalmente também. hehehehe

Parabens mais uma vez por sua perfeita viajem e seu relato tão fiel aos fatos, muito bom de ler com certeza.

Grande abraço.

 

Ahhh cara aconteceu tanta coisa!!!! Pode copiar esse roteiro, nao vai se arrepender nem dele nem das noitadas!!! ::otemo::

Foi perfeita mesmo, até as coisas ruins que aconteceram fizeram parte da perfeição que foi esse mochilão!!!

 

Abraço!

 

 

E o Sorrent FAzendo mistério !!!

QUem é o Sorrent, aonde ele se esconde ? O que ele faz quando não esta mochilando ?

Essas e outras notícias Sexta-Feira no Globo Repórter ! kkkk

 

Eu esqueci de dizer que combato o crime nas horas vagas por isso a demora pra atualizar. hahahaha ::lol4::

 

 

Sorrent seu relato ta excelente, mas queria saber se é de boas arranjar um hostel em Agua Calientes? porque andei pesquisando e vi que rola comprar as passagens de trem e o ingresso para Machupichu, dai to pensando em comprar com cartão de crédito...

 

Cara, eu fechei tudo junto com a Salkantay então não posso te dar certeza mas eu fiz tudo nessa viagem sem reserva antecipada então diria que não tem problema nenhum, vi outros hostels por lá. Acho que esse negócio de medo com hospedagem e transporte são os princpais que a galera tem mas são desnecessários.

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Resolvi então me casar com qualquer tia gorda que me der bola. ::otemo::

 

Cara, isso me lembra alguma coisa recente hein !! ::lol4::

 

Ai cara, Bom que ja até sub entendi algumas coisas ai !! Melhor quando se sabe o contexto ! ::hãã2::

kkkkkkk Demorou, mas veio caprichado !!!

 

Agora o Próximo relato é ro Revelion hein !!!!!

 

Here We Go Baby, lacking 11 weeks !!!!!

 

:twisted::twisted:

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