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Cidadania Alemã - Perguntas e Respostas

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Jonas F. Raimundo

 

MensagemEnviada: 16 Fev 2008 14:14

 

Assunto: CIDADANIA ALEMÃ ......

 

Olá a todos...

 

Meu nome é Jonas, sou descendente de alemães, eu e minha mão estamos juntando documentos para fazer a dupla cidadania alemã. Queria saber se alguem tem como nos ajudar a obter as certidões de nascimento e casamento do meu tatara-vô alemão FRIEDRICH AREND ou ARENDT, casado com CHARLOTTE SCHUCH na Alemanha. E como concigo a MATRICULA CONSULAR dele, ou registro portuarios. Sei que a maioria dos navios com imigrantes saiam dos portos de BREMEM e de HAMBURGO, más não tenho certeza se sairam de lá.

O nome dos Pais dele é FRIEDRICH AREND ou ARENDT E CATHARINA MAYFELS.

O nome dos Pais dela é JOHANN SCHUCH E CAROLINE MAURER.

Não sei de que região nem a cidade onde viveram na Alemanha

 

O meu tatara-vô tem o mesmo nome do Pai dele.

Sei que ele veio para o Brasil por volta de 1861,62,63 ... pois tenho registro de alguns filhos dele aqui em Santa Catarina, más também pode ter vindo alguns anos antes.

Se tiver alguem que poderia me ajudar a obter essas informações, ficaria agradecido em conversarmos. Pois a muito tempo estamos correndo atras de nossos antepassados alemães.

 

OBRIGADO, PELA ATENÇÃO.

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Oi gente,

 

Resolvi responder ao tópico pois pode ser que eu consiga ajudar algumas pessoas.

 

Meu trisavô (tataravô?) é alemão.

Veio ao Brasil em 1895.

Casou-se no Brasil com uma alemã e teve filhos.

Meu bisavô nasceu no RS em 1903.

Mudou-se para o interior de SP onde casou-se com minha bisavó e teve filhos.

Meu avô nasceu em 1934, casou-se e teve filhos com a minha avó.

Minha mãe nasceu 1963, casou-se e eu nasci em 1989.

 

Somos na seguinte ordem:

Trisavô -> Bisavô -> Avô -> Mãe -> Eu

 

Como eu procedi e em que passo está a minha cidadania.

 

1o Li muiiiito sobre o assunto até ter certeza que não gastaria tempo e dinheiro à toa.

 

2o Fui atrás de parentes distantes, que tem o mesmo ascendente e perguntei se tinham conseguido a Cidadania e como foi o procedimento.

 

3o Perguntei aos meus familiares quem havia ficado com os documentos daqueles que já haviam falecido.

 

Achei que seria fácil, afinal meu avô como filho mais velho havia ficado com todos os documentos de meu bisavô, MAS para minha surpresa a irmã de meu avô pegou TODOS os documentos para ela e se negou a me emprestar!

 

Pois bem...

 

Fiquei tão passada com a atitude que consegui todos os documentos em super pouco tempo, 2 MESES!!!

 

Liguei nos Cartórios da cidade que sabia que meu trisavô morou, casou, teve o meu bisavô e morreu e consegui que me enviassem pelos Correios.

 

Faltava apenas o MAIS difícil: a certidão de nascimento de meu trisvô. Que não encontrei!

Mas como ele veio ao Brasil na época em que era necessário se registrar de tempos em tempos no Consulado Alemão. Entrei em contato por e-mail e eles me enviaram pelos Correios a Matrícula Consular, que substitui a certidão de nascimento.

 

Para minha surpresa também recebi uma cópia da Matrícula Consular de um órgão alemão que havia me comunicado por e-mail.

 

Com todos os documentos em mãos, me encontrei com um primo distante que me "emprestou" uma cópia de sua Cidadania Alemã, para arquivar em meu processo. O que facilita muito, afinal, nosso ascendente é o mesmo.

 

Procurei o Consulado Alemão mais próximo e marquei um horário pelo telefone, no meu caso o Consulado Honorário de Rolândia - Paraná.

Expliquei minha situação, disse que meus parentes distantes já possuem a Cidadania Alemã e fui muito bem atendida.

 

Depois que eles disseram que SIM, eu podia dar entrada na documentação, procurei um Tradutor Juramentado para traduzir meus documentos e preenchi as fichas com a ajuda de uma amiga que fala fluente alemão e já havia feito para outras pessoas.

 

Marquei novamente o horário no Consulado de Rolândia e entreguei toda a documentação comum, traduzida e as fichas preenchidas.

 

Conclusão, entreguei meus documentos há 2 meses e essa semana recebi a "famosa" carta cordial que diz que os documentos chegaram na Alemanha, mas existe uma fila e que assim que possível vão verificar meus documentos e entrar em contato para uma resposta definitiva.

Estou otimista, pois tenho primos distantes na mesma linhagem que eu que já possuem a Cidadania Alemã e já tiraram o passaporte.

 

Desculpa o texto, mas sei que têm várias pessoas com dúvidas em relação a distância de parentesco do ascendente alemão.

 

Espero ter ajudado.

 

Boa sorte à todos,

 

Lívia.

 

Boa noite, Lívia!

Você conseguiu obter a cidadania?

Abraço

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Boa noite pessoal.

Me chamo Fernando Schmitz, estive lendo a respeito dos requisitos para conseguir a cidadania Alema, mas fiquei com algumas dúvidas.

Por favor se alguem puder me ajudar.

 

Gostaria de tirar a cidadania através da família da minha avó paterna:

 

- Meu bisavo nasceu na Alemanha;

- Minha avó, nasceu no Brasil, pós o casamento do meu bisavo com minha bisavó;

- MEU PAI NASCEU EM 1953 NO BRASIL APÓS O CASAMENTO DA MINHA AVÓ COM MEU AVO

- Eu nasci após o casamento do meu pai com a minha mae.

 

Talvez interpretei errado, mas entendi que se meu pai nasceu após o casamento da minha avó, seria necessário ter declaração a respeito em alguma autoridade alema.

 

Alguém poderia me informar se tenho os requisitos para tirar a cidadania?

 

Obrigado

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A cidadania alemã é cheia de regras e detalhes para se conseguir, por exemplo tem uma regra que valeu até o ano de 1914, onde o cidadão alemão que residiu fora da Alemanha por mais de 10 anos tinha que se registrar no consulado alemão, a grande maioria dos alemães que veio para o Brasil nesta época não se registrou e perdeu a cidadania alemã.

 

Também tem algumas restrições quando a ascendência é por linha materna, por exemplo, se o antepassado alemão era uma mulher, somente os filhos nascidos após 1975 tem direito a cidadania alemão, ou seja, seus avós teriam que ter nascido depois de 1975, meio improvável...

 

Mas tem algumas exceções a regra..

 

Também tem que ver se os seus antepassados realmente nasceram na Alemanha, na primeira metade do século 20 vieram muitos alemães russos e de outros países do Leste Europeu para o Brasil, eles se consideravam alemães, tinham os costumes e tradições, mas não eram cidadãos oficiais tinham perdido a sua cidadania por que moraram mais de 10 anos nas colônias alemãs do leste europeu, muitos deles conseguiram a cidadania alemã depois da segunda guerra mundial quando voltaram para a Alemanha.

 

E ainda tem um monte de "alemão" aqui no brasil que na verdade é Austríaco ou Suíço, mas que aqui no Brasil acabou "virando"alemão depois de algumas gerações, por que quem falava o idioma alemão, era automaticamente classificado como alemão... E estes países tem regras diferentes ligeiramente diferentes.

 

Minha namorada sempre achou que tivesse decendencia alemã, mas quando foi pesquisar a fundo e achou os documentos, descobriu que na verdade os antepassados dela eram austriacos nascidos na Hungria e que para ela era mais fácil pedir a cidadania pela Hungria do que pela Austria...

 

Então só tem um jeito de ter certeza, juntar os documentos dos seus antepassados e procurar uma consultoria que pode fazer uma avaliação mais detalhada do seu caso.

 

Mais detalhe: http://vivaacidadania.blogspot.com.br/2013/05/passo-passo.html

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A cidadania alemã é cheia de regras e detalhes para se conseguir, por exemplo tem uma regra que valeu até o ano de 1914, onde o cidadão alemão que residiu fora da Alemanha por mais de 10 anos tinha que se registrar no consulado alemão, a grande maioria dos alemães que veio para o Brasil nesta época não se registrou e perdeu a cidadania alemã.

 

Meu caso, kkkk! Tenho ascendência direta na linha paterna desde o antepassado que saiu da Alemanha (de Wolfenbüttel, perto de Hannover e Bremen) até a minha pessoinha, mas ele saiu da Alemanha para o Brasil (SC) em 1857 (!!!). Um de seus filhos, já nascido no Brasil em 1867 veio para o RS e é desse ramo que eu sou descendente (são cinco gerações, mas tudo na linha paterna).

 

O "tatataravô" que veio da Alemanha morreu em SC em 1906, ou seja, para mim vale a regra essa anterior a 1914, mas provavelmente ele nunca deve ter feito o registro no consulado alemão após 10 anos de permanência aqui. Meus parentes que moram em Santa Catarina já perderam os cabelos tentando achar o registro em algum consulado, mas nunca acharam. Só sabemos que ele partiu para o Brasil a partir do porto de Hamburgo.

 

Tenho "priminhos" alemães morando em Bremen, Hannover e Berlim, mas não conheço pessoalmente nenhum deles e apenas um eu "conheço" somente pelo Facebook.

 

Pela regra da linha paterna, eu teria direito à cidadania alemã, mas o vovô Julius Heinrich acho que nunca deu as caras em algum consulado alemão no Brasil depois que se estabeleceu aqui ... ::putz::::putz::

 

A cidadania alemã que envolve antepassados distantes, como o meu caso, é muito difícil de conseguir, quase impossível, eu diria!

 

Por incrível que pareça, seria mais "fácil" eu conseguir a cidadania italiana (por partre de minha bisavó) do que a alemã, mas além da cidadania italiana levar quase 10 anos para conseguir ser reconhecida, pelo grande número de pessoas que pedem no Brasil, eu não tenho tantos dados como eu tenho do ramo de ascendência alemã. Eu teria que começar praticamente do zero, e com a minha idade e pelo fato de eu ter vida profissional estabilizada, nem é tão importante assim, mesmo que eu venha a ser obrigada a trabalhar até os 65 anos por aqui! ::dãã2::ãã2::'> (caso haja uma convulsão social no país, eu volto a pensar no caso ...rs)

 

Cris

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Olá cris,

 

A minha ascendência alemã também toda por linha paterna, eles vieram de Morbach na região de Frankfurt/Mainz, mas eles também nunca se registraram no consulado, na época eles não queriam se registrar por medo de serem convocados para uma das várias gueras de época, gueras estas que foi o motivo de muitos virem para o Brasil.

 

Eu conseguiria por materna a da Áustria, que tem regras diferentes, mas os documentos austríacos do meu bisavô que nasceu na Áustria se perderam numa enchente a várias décadas atras, talvez conseguisse uma cópia deles na Áustria.

 

Mas to na mesma situação que você, não vejo motivo para sair do pais agora, tendo uma boa qualificação profissional, consegue-se morar fora sem precisar de cidadania, como eu acabei fazendo...

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Boa noite pessoal

 

Estou atras de informações sobre a dupla cidadania alemã e estou com muitos documentos relacionados ao meu avô.

 

A história é a seguinte:

Meu avô nasceu em uma vila chamada Wiontscen (ou Wiontschemin) na Polônia. Procurei na internet e existem poucos relatos dessa vila. Achei algumas informações com o nome de deutsch-Wiontschemin, o que mostra que era uma vila de alemães. Além disso, meu avô sempre disse que eles eram considerados alemães mesmo morando em território polonês.

No período da Segunda Guerra, essa vila fez parte da região de Wartheland/Warthegau, região controlada pelo exercito nazista alemão. Até por conta disso, alguns irmãos do meu avô fizeram parte do exército alemão e outros fizeram parte do exército polonês.

Após o fim da Segunda Guerra, meu avô foi rumo à território alemão, pois como ele era considerado alemão na Polônia, o governo não dava a proteção necessária.

Meu avô entrou na área britânica no ano de 46, e possuo o documento (personal ausweis) da sua entrada na "Britische zone", além de um outro documento de refugiado.

Possuo também o "temporary travel document" que data a saída dele da cidade de Kiel na Alemanha rumo ao Brasil no ano de 1951. Esse documento era dado a pessoas sem Estado ou pessoas com nacionalidade indeterminada.

O meu avô não era judeu, logo não havia uma perseguição religiosa.

Possuo também a árvore genealógica de toda a família, onde mostra que a grande maioria nasceu nessa vila de Wiontscen, na Polônia.

Além disso, há também uma carta de um empregador alemão contendo informações do emprego do meu avô na cidade de Hamburgo na Alemanha.

 

A minha pergunta é:

O governo alemão é capaz de dar a dupla cidadania para parentes de uma pessoa nascida em território polonês mas era considerada alemão e por esses motivos teve que ir para a Alemanha depois da Segunda Guerra, ou o governo polonês daria a dupla cidadania aos parentes de uma pessoa nascida em território polonês e considerada alemã?

Já fomos nos dois consulados há alguns anos e ambos deram desculpas de que não era possível. Pelo que eu me lembre o consulado alemão disse que havia um carimbo no "temporary travel document" do meu avô que mostrava que ele "negou" a nacionalidade alemã.

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Esta região onde o seu avô nasceu mudou de mãos várias vezes nos últimos séculos, horas esteve nas mãos da Polônia, horas nas da Prússia(que deu origem ao império alemão), voltou para a Polônia, depois fez parte do império Alemão, depois voltou a ser parte da Polônia, voltou a ser ocupada pela Alemanha nazista, e finalmente voltou a pertencer a Polônia.

 

Mas na época em que seu avô nasceu, a região fazia parte da Polônia, então em teoria, ele tinha cidadania Polonesa apesar de se considerar culturalmente alemão, mas alguém se considerar culturalmente alemão não dá direito a cidadania alemã. Talvez ele pudesse ter pedido a cidadania alemã após a guerra, mas também não sei...

 

O seu caso é muito complexo, se o consulado alemão já falou que não é possível, acho que a única solução seria contratar um escritório de advocacia especializado no assunto e ver se eles conseguem algo.

 

Mas pessoalmente eu acho que você deveria se informar a respeito da dupla nacionalidade Polonesa, pois seu avô foi em teoria de fato um cidadão polonês e não alemão, apesar de ele se considerar culturalmente alemão.

 

Tenho uma amiga numa situação parecida, ela sempre se considerou descendente de Ucranianos, toda a família falava ucraniano, tinham costumes e tradições ucranianas, mas quando ela foi correr atras de tirar a cidadania ucraniana, ela descobriu que os antepassados na verdade eram poloneses, pois residiam numa região da Polônia que foi colonizada por ucranianos, igual ao caso do seu avô, que morou numa região da Polônia colonizada por alemães..

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