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Olá viajante!

Bora viajar?

Peru - Bolívia - Chile (Atacama) - Argentina (Salta) - Meu primeiro mochilão!

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Oi, galera. ::Ksimno::

 

Finalmente estou tendo tempo para escrever sobre meu primeiro mochilão. Viajei para o Peru, a Bolívia, o Chile e a Argentina de 26/12/2011 a 24/01/2012.

Esta é uma forma de agradecer aos relatos que me ajudaram muito. ::otemo::

 

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26 de dezembro - Lima

Cheguei em Lima no dia 26/12, 2a feira, logo após o Natal. Peguei um táxi e disse apenas: "Miraflores. Preciso de um hostel." (pois não falo nada de espanhol). Para minha sorte, os peruanos entendem português e não tive muitos problemas com isso. Foi uma experiência meio que assustadora andar de táxi perto do aeroporto. O trânsito é caótico e os motoristas cortam uns aos outros gritando. O percurso não é bonito, mas pude ver o oceano Pacífico. A corrida custou quase nada apesar da distância percorrida. Por fim, estava eu em Miraflores, sem falar espanhol, sem reserva, sem companhia, sem noção da onde ir. O motorista tinha me indicado, entretanto, um hostel, o Flying Dogs - http://flyingdogperu.com/ - calle diez canseco, n. 117. Era confortável o suficiente pra mim, bem localizado, com locker no quarto, bom café da manhã incluído e paguei apenas 30 soles por uma cama num dormitório para 4 pessoas que estava vazio na primeira noite. Desacoplei a mini-mochila com documentos e fui explorar a cidade com minha inseparável moneybelt (que só saia de perto de mim quando eu ia tomar banho). Sentei numa lanchonete (não lembro mais o nome, mas há várias na plaza ao fim da rua do hostel) com a missão de tomar Inca Kola e Pisco. A Inca Kola era MUITO doce, a Pisco MUITO ardente. Aliás, no Peru, tudo tinha sabor BEM acentuado. Sai então para conhecer os arredores. Foi então que quebrei meu preconceito contra o Perú. As praças de Miraflores são lindas e algumas têm Wi-Fi. As ruas são limpíssimas. Como era um dia depois do Natal, havia presépios e decorações por toda a cidade. Miraflores, além dos peruanos e das flores, também é habitada por gatos. Felinos em todos os cantos. Nessa plaza, onde há uma igreja com a imagem de Miguel Arcanjo, há um guichê que vende um city tour. Não lembro quanto paguei, mas foi muito barato. Foi legal pois ele percorre muitos locais. Depois, pude voltar aos que me interessaram a pé. Cuidado com o andar de cima do ônibus, pois ele é alto e alguns galhos podem bater na sua cabeça. Se você estiver acompanhado, vá a Plaza dos Enamorados. É linda e bem em frente ao oceano. Eu estava sozinho então fui experimentar o ceviche mesmo, peixe crú... MUITO apimentado. Como eu estava meio detonado da viagem, fui beber umas Cusquenas (detalhe que eu não bebo, mas estava ali pra experiência novas) que por sinal era MUITO amarga. Fiquei ali bebendo e assistindo TV em espanhol até o sono chegar.

 

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27 de dezembro - Lima

Acordei cedo e fui tomar o tal do chá de coca. Aprovado! Mas não espere ter onda com ele (rs).

Peguei um táxi até as proximidades do Palácio da Justiça (não dá para chegar até lá andando). De lá fui seguindo o mapa que peguei no hostel. Conheci a Plaza San Martin, a Plaza principal deles (que não lembro mais o nome), o Palácio do Governo, entre outros. Se você gosta de bater perna como eu, vai conseguir fazer tudo isso andando. De volta ao hostel, caminhei pela avenida Arequipa e descobri que Lima é uma cidade com todas as vantagens de uma capital: farmácias, supermercados, etc. mas com preços bem mais em conta. Pela tarde, após quase morrer com o tempero apimentado do almoço, fui conhecer algumas outras plazas de Miraflores. Já de noite, me arrumei para conhecer uma atração deles chamada Fontes Mágicas. Assim que desci do táxi, o motorista não arrancou e ficou esperando eu voltar pois já sabia não havia funcionamento na 3a feira. Imbecil! ::grr:: Ele perguntou se eu queria voltar e ignorei ele completamente. Usei um pouco de lógica e atravessei a rua para pegar o trânsito em sentido contrário. Vi um aglomerado de pessoas. Um ponto de ônibus! Na verdade, eram mini-ônibus que vem com o "trocador" gritando e chamando passageiros como nas vans do Rio de Janeiro. Elas vêm com o nome dos locais onde passam escrito. Assim, decidi saber como era. Paguei apenas 2 soles para voltar ao quarteirão do hostel. Yeah! ::otemo:: Quer dizer: "Si!". Andando pela plaza, descobri uma rua muito movimentada com várias casas que são uma mistura de disco e restaurante. Para minha surpresa, ouvi em uma delas "Ai se eu te pego!". Aff. Lembrei de uma dica de uma colega de trabalho e fui conhecer a Puente de los Suspiros no Barranco, fora de Miraflores, no Barranco. Desci do táxi numa plaza toda iluminada por pisca-pisca, afinal o ano novo estava chegando, e segui até a ponte. O local é lindo, mas é mais gastronômico que pra zoação. No fim da ponte, do lado esquerdo, há um bar lounge chamado "Picas" que toca música eletrônica e era o único cheio. Não entrei na Picas antes que me zoem! ::bruuu:: (rs) Resolvi experimentar o famoso Pisco sour em um restaurante vegetariano dentro do vagão de um trem. Aprovado o de maracujá, morango, o tradicional de limão... Isso aproveitando um showzinho de música ao vivo dentro do vagão. Já de volta ao hostel, experimentei a cerveja Franca na companhia de um felino de pêlo laranja que lembrava o Garfield na versão Perú. Na hora de dormir, já havia três australianos no meu quarto que depois do Perú iriam a São Paulo e ao Rio. Ficamos pela madrugada falando em inglês e trocando dicas de viagem.

 

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28 de dezembro - Lima

 

Acordei cedo com os roncos de um dos australianos. Ninguém merece... ::mmm:

Já estava satisfeito de Lima. Comprei em Miraflores mesmo, numa plaza perto do hostel, minhas passagens rumo à Nazca pela Cruz del Sur. Peguei um táxi até a rodoviária que era limpíssima. Como viajei na cama leito, tive acesso à area vip da rodoviária com chá, água, café e internet liberados. Eles não te avisam que existe essa sala. Descobri sem querer. A viagem até Nazca tem muitas paisagens que contrastam do árido ao mar. Vale a pena ir na janela se conseguir. Oito horas depois, já de noite, cheguei em Nazca sem reserva pra variar.

Ainda dentro da rodoviária, pude ver um letreiro escrito "ALEGRIA". Lembrei, então, de um dos depoimentos que li no Mochileiros sobre o hotel dizendo que valia muito a pena. Resolvi arriscar. Para minha surpresa, consegui um quarto com cama de casal, chuveiro de água quente, ar condicionado, tv a cabo, com café da manhã e piscina incluídos por apenas R$50 (que diga-se de passagem foi a hospedagem mais cara que paguei em todo o mochilão - rs). Jantei na lanchonete bem em frente. A comida é boa, barata e dá para dois. A dica é o arroz chaufa deles, um arroz com um monte de coisas misturadas. Tomei um guaraná cor laranja de 500 ml por 1,20 sole que achei melhor que a Inca Kola. ::cool:::'>

Fui dormir pois ainda não tinha fechado pacote nenhum para o dia seguinte.

 

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29 de dezembro - Nasca

Acordei cedo e tomei meu café da manhã ao lado da piscina do hotel. Ao invés do nosso pãozinho, eles comem uma broa meio solada que é horrível. :|

Com o mapa fornecido pelo hotel, fui explorar a cidade. Não espere muito. Nazca não se parece nada com Lima. Chegue na cidade com pesos trocados. Do lado do hotel mesmo, há uma agência onde contratei o vôo sobre as linhas de Nazca para a manhã por US$100 (doláres mesmo: em custo/benefício esse foi o passeio mais caro de todo o mochilão) e o Cemitério de Chauchilla para a tarde por S$30 ou S$50 (foi em soles mesmo). Voltei para o hotel e fui curtir a piscina sozinho. Use protetor para o corpo e MUITO protetor labial porque lá é muito árido. Como eu já tinha lido que algumas pessoas passam mal no vôo, resolvi fazer um jejum. Um carro (incluído no pacote) me levou até o aeroporto. Voei pelas Alas Peruanas. No mesmo vôo que eu havia três colombianos que estavam fazendo de tudo para pegar o local da frente no avião. Quando fomos chamados para o avião, o piloto perguntou pra mim da onde eu era. Quando falei que era do Brasil, viramos amigos de infância! (rs) Ele tinha morado em São Paulo por anos. Me colocou na cabine do piloto e ele mesmo tirou fotos pra mim. Nem precisa dizer que um colombiano teve que ir pra trás para dar lugar pra mim :lol:. O vôo dura uns 30 minutos. Aos 20 minutos, eu comecei a passar mal ::hein: e já segurei o saco na frente. Só não vomitei porque o estômago estava vazio. ::essa:: Na descida, dei uma grana pra uma cerveja pro piloto e fui esperar a carona de volta no estacionamento. Há uma feirinha lá atrás que vende camisas e chaveiro com símbolos de Nazca bem baratos. O sol estava me fritando. Na volta, comprei minhas passagens para Arequipa para o mesmo dia de noite. Ao entrar no hotel, fui direto pra recepção para pedir mais uma diária. A recepcionista disse que eu não poderia permanecer no quarto que eu estava, pois ele estava reservado. Eu expliquei então para ela que eu sairia de noite e ela disse que eu não precisaria gastar dinheiro com isso e abriu uma sala com várias mochilas e disse que eu poderia deixar minha bagagem até eu partir sem pagar nada. ::otemo:: Fica a dica! De tarde, esperei o carro que ia me levar até Chauchilla. Fomos eu, o motorista e dois holandeses, Audrey e Pete. O cemitério é bem afastado da cidade num lugar plano e desértico no meio do nada. Tem uma casinha com 2 múmias para você ver e depois há uma trilha de pedras para percorrer por entre os túmulos abertos. O guia conta a estória local. Do nada, veio um vento sinistro e eu e os holandeses ficamos lembrando de cenas de filme de terror. :? De volta a cidade, achei um @botequim :lol: , longe de uma café bar, mas com internet para eu dar sinal de vida em casa. De noite, peguei meu ônibus rumo à Arequipa, mas não pude dormir, porque o cara da frente estava roncando. Odeio gente que ronca! ::mmm:

 

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30 de dezembro - Arequipa

Chegando em Arequipa, no desembarque, a gerente, ao descobrir que eu era brasileiro, me perguntou o que significava "Ai se eu te pego". ::mmm: Expliquei gestualmente e ela foi embora :lol: .

Na rodoviária, fui abordado por várias pessoas. Uma menina me falou "Pirwa" e lembrei que tinha lido isso no Mochileiros. Fui com ela até uma agência dentro da rodoviária mesmo e aproveitei para ver os pacotes. Foi aí que tive a brilhante (?) idéia de passar o Reveillon no fundo do Canyon del Colca. Como eu estava viajando sozinho, não tinha ninguém lá pra me dizer que eu estava surtando. ::ahhhh:: Eu que nunca fiz trekking em minha vida, fechei um pacote de 3 dias por US$130 (dólares mesmo, mas incluindo guia, camas para dormir na duas noites e café da manhã, almoço e jantar em todos os dias). Não achei caro em comparação ao que paguei (ou perdi) sobrevoando as linhas de Nasca. O combinado pela agência era pagar S$50 (soles) pela diária de um matrimonial no Pirwa Hostel - http://www.pirwahostelscusco.com/hostel-arequipa.html com táxi incluído até o local. O táxi estava caindo aos pedaços ::hein: , mas chegou lá. Chegando ao hostel, me disseram que custava S$60 (soles)! Falei que não era esse o combinado e ameacei ir embora. :x Então a recepcionista reclamando liberou. O quarto era suficiente pra mim com tv a cabo, mas com chuveiro de água gelada ou escaldante. Não tinha meio termo! ::bad:: Com o mapa conseguido no próprio hostel, fui explorar a cidade. O trânsito é caótico, mas todos os motoristas obedecem aos sinais. Há taxis de muitas cores, mas com S$4 (soles) dava para ir para qualquer lugar. Então comecei uma peregrinação (literalmente) e fui conhecer algumas das igrejas locais. Passei pela plaza principal que é muito linda. A arquitetura da cidade é muito bonita. Visitei a catedral por S$20 (soles), mas sem a propina da guia que é a praticamente obrigatória. A guia era simpática e entusiasmada. Esse passeio vale a pena para quem gosta de viajar ao antigo. Eu que não sou chegado gostei bastante. É possível ir até a torre da catedral. A vista é linda, mas o nevado estava coberto pelas nuvens. De lá, seguindo conselhos lidos no Mochileiros, fui até o Monastério de Santa Catalina. Deve ter custado entre S$20-30 (soles). Ele é praticamente um bairro. Não deixam tirar fotos! Mas como eu não entendo espanhol mesmo... :roll: Preferi uma visita não guiada e foi bem melhor. Pude ficar o tempo que quis e subir por onde deu na telha. Levei uns 45 minutos percorrendo ele todo. Acho que com um guia eu teria levado mais. Vale a pena conhecer. Passeie um pouco mais e fui a um supermercado. Comprei várias frutas que eu não conhecia e uns suprimentos para a viagem. Esse supermercado fica em frente a plaza e tem bons preços. Por fim, voltei cedo para o hostel, pois a van me pegaria às 3 horas da manhã para o meu primeiro trekking.

 

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12 de janeiro - La Paz

 

Acordei cedo e fui dar uma volta para conhecer a cidade com um mapa cedido pelo hostel. La Paz é bem mais organizada que pensei. Fui ao Mercado de las Brujas. Dá para compras umas roupas maneiras lá. Comprei um gorro tipo a bandeira da Bolívia muito show. ::cool:::'> Na esquina da Calle Sagarnaga, há um restaurante um pouco mais caro pros padrões bolivianos, mas com buffet liberado. ::otemo:: Vale a pena porque há variedades de pratos exóticos. ::cool:::'> Fui ao Museu da Coca e também não achei nada demais. É bem pequeno. ::bad:: Fiquei de bobeira andando pela cidade e parando para respirar. Não fui derrubado pelo soroche, mas qualquer ladeira estava cansativa. Eu cismei de conhecer o Mirador Kili Kili, um táxi até lá custa 12 bolivianos, mas, aconselhado pelo dono do hostel, peguei um ônibus verde (Vila Pavon) e paguei somente 1 boliviano. :P A vista do Mirador é incrível. Pode-se ver toda a cidade, inclusive os nevados. Não deixem de ir! O grande achado de compras que tive foi numa loja de shopping. Comprei um casaco polar Adidas por 600 bolivianos, ou seja, R$150 reais e ainda paguei em 3 vezes! ::otemo::

 

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13 de janeiro - La Paz

Fechei com a agência no dia anterior um tour para Tinawaku. No caminho, o ônibus que levava a gente ficou sem água e ficamos uns 20 minutos parados no meio do nada. :x O sol estava arrancando nosso couro e todos se espremendo para aproveitar a sombra do ônibus. Eles ligaram para a empresa e uns 30 minutos depois chegou uma van para nos resgatar. Tinawaku não me impressionou muito, pois eu estava vindo de Machu Picchu. Entretando, o tour foi salvo pelo guia que deu uma aula fantástica da história da Bolívia. ::cool:::'> Depois do tour, provamos pratos típicos da cultura deles. Nesse momento, pude conhecer a Leat, uma australiana, e Inkura, uma indiana. Esses encontros são ótimos! ::otemo:: De volta ao hostel, voltei ao Mirador Kili Kili com a Inkura e depois curti o happy hour do Loki com a Leat e com dose dupla de bebidas. ::otemo:: Descobri depois que havia mais 5 brasileiros no meu dorm: duas paulistas que estavam no mesmo tour que eu na Isla del Sol e três paulistas que estavam no mesmo ônibus que eu quando vim pra La Paz. Mundo pequeno!

 

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14 de janeiro - La Paz

Fui, finalmente, ter meu primeiro contato com neve: tour para o Chacaltaya. No caminho, há uma parada para comprar suprimentos. Se puderem, comprem antes, pois precinho é mais salgado, embora as empanadas sejam muito boas. A ida em si já é uma aventura. A paisagem é linda. Há uma parada antes para vermos o Illimani de longe. Eu não sabia, mas é ele que aparece nas aberturas da Paramount Pictures. Lá estava ele! Só faltaram as estrelas em volta! :D O ônibus vai sacolejando muito e subindo. Nossa, a subida é sinistra e dá medo em alguns trechos. ::ahhhh:: Se for corajoso, vá na janela e aprecie. O Ônibus para bem perto do início da neve. Faz MUITO frio. ::Cold:: O investimento no casaco polar foi ótimo. Apesar de ser cerca de 300 metros até o topo, lembrem-se que não há ar. A subida é escorregadia e com gelo. Usem calçados com tração/garras. O sacrifício vale a pena. Finalmente, pude pisar em neve. ::otemo:: Fiz até um bonequinho de neve. :P O topo estava lotado de BRASILEIROS! ::lol4:: Depois pode-se descer e tomar um chá. Aconselho a não usarem o banheiro. Nojento :? Toda vez que as mulheres abriam a porta do banheiro delas, algumas gritavam. Sinistro. ::lol4:: Nesse mesmo tour, após a neve, vamos conhecer o lado oposto: o desértico Vale de la Luna. Após o trajeto de Ônibus, cortando La Paz, chegamos ao local. E toda mundo tirando casaco, luva, segunda pele, casacos... Mega calor! ::hein: É bem legal. Só é pequeno. Conheci uma paulista que iria fazer o Death Road e no dia seguinte e me falou que o Vale de la Luna do Atacama é muito maior. Fiquei com isso na cabeça...

 

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Parabens pelo relato, muito rico em detalhes ...

 

Gostaria de comentar algumas passagens ...

 

Voce disse sobre comprar o boleto pro Wayna Picchu mas pelo o que eu pesquisei e percebi na minha visita a Macchu Pichu o Wayna Picchu nao é pago e é liberado para os primeiros, se nao me engano, 200, que tentam subir ...

 

Sobre o onibus que vai de cuzco para puno realmente tem o direto e o turistico que vai passando pelas cidades, quando fui eu optei pelo direto mas a agencia me enganou e nos colocou no turistico ... demorou d+ e foi passando em lugares nao tao interessantes, ainda mais pra quem vinha de uma trilha salkantay e visita a machu pichu ... indico a quem for ser bem claro sobre nao pegar o turistico !!!

 

Sobre a travessia de copacaba para la paz eu tenho um relato engraçado (agora, pq na hora foi meio apavorante ...) na hora que o onibus parou para pegar a balsa eu estava dormindo ... acordei meio desatento e na vontade de fazer um nº 1 rapidinho acabei em separando dos demais e quando voltei nao havia onibus, nao havia nada ... somente um breu e eu nao tava entendendo nada ... avistava alguns onibus ao longe mas nao era da mesma cor do que eu tava e mesmo assim eu ia até mais perto e nada ... ja estava pensando no que fazer ... por sorte eu estava com dinheiro e mesmo sem a mochila, tinha meus amigos no onibus que eu sabia que iria ao menos cuidar dos meus pertences... depois de alguns minutos de sofrimento apareceu um boliviano para me salvar ... ele ja tinha morado no brasil e falava e entendia portugues mto bem ... foi ai que ele me explicou que o trecho era de balsa e que meu onibus havia ido na balsa e os passageiros de lancha e que outra lancha só sairia se chegasse outro onibus ... dai apareceu um maluco me pedindo alguns bolivianos para que ele me levasse de lancha ao outro lado ... nem reparei se o valor era caro ou nao o que eu tive foi é medo do cara me assaltar e jogar meu corpo no lago ::lol4:: esperei mais alguns minutos e para minha sorte chegou outro onibus onde eu embarquei com os demais passageiros ... meus amigos deram falta de mim e tinham impedido o meu onibus de prosseguir ... esse foi o meu maior susto durante a viagem toda ...

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Valeu, João! ::cool:::'>

 

Mudaram as regras. Agora a entrada de Wayna Picchu é paga e deve feita reserva com antecedência.

Dá uma lida nesse site: http://viagemdebolso.com.br/mudancas-no-acesso-a-machu-picchu-e-huayna-picchu/244/

 

Te empurraram aquele tour por Puno? Af. ::bad::

 

Nossa! ::ahhhh:: Eu lembro daquele trecho que pegamos as barcas. Não tem nada. Como assim o ônibus sumir com todas as coisas? ::hahaha::

Ainda bem que recuperou tudo. Eu atravessei bem, mas juro que fiquei com medo da balsa virar. ::hahaha::

 

Abraços,

Luiz Barboza

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Oi, Luiz,

Estou adorando o relato!!! No fim do ano retorno pro Peru e pra Bolívia novamente.. Cada linha lida aumenta ainda mais as minhas expectativas. Estamos aqui, no aguardo do fim da sua aventura.

Bjs,

Vania

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Oi, Vania!

Peru e Bolívia são mesmo fantásticos.

Obrigado por estar acompanhando.

Bjs,

Luiz Barboza

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15 de janeiro - La Paz

 

Fica difícil dizer qual foi o ponto alto do meu mochilão. Mas talvez seja pior dizer a maior loucura.

Acordei cedo e fui encarar a Estrada da Morte de bicicleta, o Downhill de Coroico.

A van passou cedo num hostel para me pegar e depois em outros. O grupo foi aumentando: eu, mais duas brasileiras (uma de Brasília e uma do Rio Grande do Sul), duas holandesas, um uruguaio e um francês. A loucura começa porque eu não andava de bicicleta fazia uns 20 anos! ::hahaha:: A van te leva ao alto. A vista é incrível. Levei um bom tempo colocando o equipamento. Pedi somente para o grupo passar a minha frente. É só descida mesmo. Mas aquilo tudo é muito louco. A velocidade, o vento, a paisagem. :P Havia até uns pássaros brancos de corpo negro voando ao lado das bikes. O início do trajeto (1/3) é tranquilo, mas depois começa a trilha de pedras. Treme tudo! ::hahaha:: Passamos por abismos, quedas d´'agua, um córrego. Como nem tudo é alegria, houve momentos tensos: meu freio não pegou e tive que freiar com as botas, derrapei (ainda bem que estava com equipamento protetor) mas ainda assim machuquei a mão e, ainda, meu pneu furou uma vez e tive que trocar. Foi uma grande aventura, mas considero muito arriscado. Entretanto, posso dizer: SOU UM SOBREVIVENTE DA ESTRADA DA MORTE! ::otemo:: Contudo, não deixaria ninguém que eu amo fazer aquilo. :? No fim, ficamos em um clube com buffet liberado e com piscina revigorar o corpo. Mas a volta foi pior. Eram três da equipe que estavam conosco: um motorista e dois guias. O guia que era bilingue dormiu a viagem toda, pois estava "doente". Na hora de voltarmos, ele acordou e abriu a porta. Uma garrafa de vidro quebrou e ele saiu rolando. O cara estava bêbado ao quadrado. ::tchann:: Pior, o outro guia, enquanto estávamos na piscina, também estava enchendo a cara. Estávamos todos cansados. Eu e o uruguaio notamos que o veículo estava lento demais. Quando vimos o motorista, ele estava batendo cabeça. Começamos a gritar. O cara estava quase dormindo. Levou esporro em todas línguas possíveis. ::prestessao:: Como ele ainda estava com os olhos cerrados, começamos a cantar e bater palmas só pra garantir. :? No fim do dia, cheguei ao hostel. Como pretendia deixar La Paz no dia seguinte, fui curtir o happy hour. E acreditem... encontrei o Picachu bêbado dançando em cima do balcão. ::hahaha:: Não, eu não estava drogado! Vejam a foto! ::lol3::

Aliás, esse post merece muitas fotos! ::otemo::

 

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16 de janeiro - La Paz -> Uyuni

Acordei já na hora de partir. A festinha foi boa! Peguei um táxi até a rodoviária. Havia uma máquina de refrigerante por 2 bolivianos ::otemo::.

Despachei umas roupas pelo Correio de lá mesmo. Demora, mas chega certinho em casa. Minha família me xingou muito quando abriu o pacote e viu que eu só enviei roupa suja! ::lol4::

Fiquei de olho na mochila porque, confesso, o clima é meio estranho.

Na hora de pegar o ônibus, uma surpresa desagradável: me colocaram no corredor. ::carai:: Eu tinha insistido que queria janela. Fui até o guichê reclamar e a mulher, mal educada, ainda me perguntou qual era a diferença. Ela disse que tinha anotado numa planilha e que não haveria problema. Uma grande mentira que eu de cara saquei porque ela nem ia no ônibus. Depois ela apareceu para distribuir o lanche: um saquinho de amendoim e um muppy quente. ::grr:: Por fim, o ônibus saiu. Ele fez várias paradas. Até que subiu o dono da cadeira da janela. Fingi que estava dormindo ::lol4:: Ele não me incomodou... mas só naquele momento porque ele roncava pra caramba! ::mmm: E eu jurando que iria viajar de madrugada dormindo. ::putz:: Depois a estrada ficou péssima e começou a tremer tudo. ::hahaha:: Quando dei por mim, eu estava molhado! Hã! Como assim? ::hein: Pois é. Galera, estava tão frio do lado de fora que a água estava condensando do lado de dentro! Começou a tremer ainda mais e a fazer frio! ::Cold:: Quando dei por mim já tinha amanhecido. Olhei pela janela e era um imenso lamaçal. Muitas horas depois, chegamos à Uyuni. Perdi o dia todo nisso.

 

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17 de janeiro - Uyuni

 

Em Uyuni, me senti quase num filme de faroeste. Não tem o que fazer na cidade. Como eu já tinha fechado o pacote, só fiquei esperando a 4x4. Meu grupo tinha duas chilenas e três argentinos, fora o motorista e a cozinheira bolivianos. Lá fomos nós. Foram 3 dias de tour. Nesse primeiro dia, fomos ao Cemitério de Trens. Muito bom para fotos. Mais pra frente, após uma parada numa cidade onde havia a maior lhama do mundo (isso mesmo!), chegamos nas partes alagadas. Nossa! É muito lindo! ::otemo:: Atravessamos as águas até um restaurante de sal. A própria equipe serve a alimentação. Eu vi a cozinheira retirando a maionese que estava no topo da pickup para nos servir. :shock: Eu meio que alertei a todo mundo, mas a chilena disse que era bom para criar anticorpos. ::xiu:: Então fomos tirar uma foto e de longe vimos um... tornado de sal! ::hahaha:: Entramos, rapidamente, no veículo e atravessamos as águas. A galera era bem animada. Fomos até San Cristóbal, uma cidadezinha no meio do nada comprar uns suprimentos. Chegamos, por fim, onde dormiríamos: uma cidade fantasma. Não havia ninguém pelas ruas. Num fantástico evento da natureza, vimos o "horizonte pegar fogo". Na hora de tomar banho, um sufoco. A água mega gelada! ::hahaha:: Depois que saí do banho, ela havia que tinha água quente, mas ela teria que ligar. ::grr:: Aí o argentino todo feliz foi tomar banho. Mas quando daiu a mulher já estava com a mão estendida cobrando 10 bolivianos pela água quente. ::bruuu:: Ela cobrava até para recarregar o celular! :? Nisso, eu comecei a entrar em pânico porque meu estômago não estava legal. :shock: De madrugada é muito frio. Preparem-se.

 

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18 de janeiro - Uyuni

No dia seguinte, fomos presenteados com guanacos, viscaya (acho que é assim que se escreve) e (pasmem!) avestruzes selvagens! Papa-léguas total! ::lol4:: Passamos por desertos de pedras e pelas lagunas com flamingos. Fomos até o Deserto de Dali e tirei a famosa foto com o Arbol de Piedra. Venta muito lá! Por fim, paramos na laguna Colorado onde dormiríamos. Meu estômago piorou! :S Um dos argentinos e uma das chilenas começaram a passar mal também. Desconfiamos da comida fornecida pelo tour, mas poderia ser a altitude...

 

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19 de janeiro - San Pedro de Atacama

Acordamos às 3 horas da manhã para irmos ver os geisêres. Tinha tido diarréia várias vezes durante a noite. E nisso eu tomando todos os remédios do mundo para prender o estômago. ::dãã2::ãã2::'> Nada parava mais no meu estômago. Por isso, resolvi fazer jejum total! Para piorar, minha câmera começou a dar defeito. ::putz:: As fotos começaram a ficar foscas. Quando cheguei nas fontes termais, decidi não entrar para não poluir o local. :oops: Estava MUITO FRIO! ::Cold:: Por fim, terminei meu tour com o grupo na laguna Verde com o vulcão Licanbur no fundo. O grupo prosseguiu mas eu já tinha decidido ir até o Atacama. Eles me deixaram na fronteira. Fiquei esperando o transfer num mega frio. ::Cold:: O cara atrasou 2 horas! Ele chegou com uma galera, deu lanche para eles e mandou nós esperarmos. Ele não estava nem aí pra gente. ::vapapu:: Quando ele decidiu, nos colocou na van. Paramos na fronteira e a imigração é tranquila. Algumas horas depois, cheguei em San Pedro. Havia alguns brasileiros no transfer comigo. Assim que você desce, há várias pessoas oferecendo hostel. Fiquei no Hostel Rural. Muito bom! ::cool:::'> Dei uma volta pela cidade. Muito quente. Pior que não tem uma marquise pra fazer sombra. ::hein: Dei uma volta na cidade. Tudo é muito perto. Há um supermercado, o Sol, com preços bem em conta. Dá para cambiar facilmente e há variação de preços de uma casa pra outra. Comi um churrasco a lo pobre para finalizar o dia. Bom demais! ::cool:::'> Os preços de alimentação podem variar muito também. Garimpe! Como a câmera pifou de vez, passei a tarde numa busca por outra e tentando descobrir o que fazer e onde fechar tours. Eu não havia planejado ir para o Chile. Aviso: San Pedro não é barata, pelo contrário, é bem cara! ::tchann::

 

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Cara Parabéns pela viagem, gostei bastante de ter lido, em julho estarei fazendo o mesmo que você fez, irei passar por Argentina, Chile, Peru, e seu relato vai ser muito bom para mim.

Abraço!

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Rapaz... eu revivi os seus perrengues lendo aqui! Hahahaha a parte da fronteira mesmo, nossa... você conta com bastante detalhes e deu pra sentir o tamanho da encrenca!! hahahaha Muito legal o relato, ainda estou terminando de ler, depois comento mais! Abraços!

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