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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolivia - Chile - Peru: 28 Dias - 10.000 Km - R$ 3.100,00 (Dez/12 e Jan/13)

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EM CONSTRUÇÃO

 

 

O desejo de conhecer Machu Pichu era antigo, e foi pesquisando sobre ele que conheci o site mochileiros.com, principal responsável pela mudança da idéia inicial para a de se fazer um roteiro mais completo, por 3 países e muito divulgado por aqui como “roteiro clássico”.

A princípio, iríamos também a Sucre e Potosi, mas devido a mudança das minhas férias e por não achar Potosi interessante o suficiente para a virada de ano, decidimos excluir essa parte do roteiro e ir direto a La Paz, antes de Uyuni.

O trajeto “quase” clássico ficou assim: Três Lagoas/MS > Corumbá/Puerto Quijarro (via Campo Grande) > Sta Cruz de La Sierra > La Paz > Uyuni (Salar) > San Pedro de Atacama > Arica > Arequipa (via Tacna) > Cuzco > Aguas Calientes (Machu Pichu) > Cuzco > Copacabana (via Puno) > La Paz, e depois de volta pra casa via Corumbá.

Eu pesquisei pra cacete antes de viajar, tirei dúvidas e mais dúvidas, aporrinhei todo mundo que vi pela frente e que poderia me dar uma dica disto ou daquilo. Teve hora que eu incomodava, mas o pessoal daqui é porreta mesmo e sempre disponível pra ajudar a tornar o sonho de mochileiro cada vez mais concreto. Na minha cabeça eu tinha tudo planejado, mas é claro que alguns perrengues não podiam faltar.

 

Preparação:

 

Eu e minha namorada Taia fomos acompanhados de mais uma casal de amigos, Luciana e Rogério, eles providenciaram passaporte, nós fomos apenas com RG e deu tudo certo. A vacina da febre amarela nós havíamos tomado em outubro, mas a carteirinha ainda era a nacional.

Uma semana antes do embarque cuidamos dos principais preparativos: roupas, mochilas, remédios, compra de dólar, seguro saúde. Como iríamos de busão, nossas passagens foram compradas com alguns poucos dias de antecedência.

 

O que levamos:

 

Leonardo (cargueira 90L)

 

07 Cuecas

06 Meias

03 Camisetas Dry fit

03 Camisetas normais

02 Calças Jeans

01 Calça Segunda pele

01 Bermuda

01 Sunga

01 Luva

01 Gorro

01 Cinto

01 Blusa Wind Stop dupla

01 Moleton

01 Lençol

01 Havaianas

01 Tenis

01 Bota

 

Taiana (cargueira 50L)

 

10 Calcinhas

06 Meias

01 Camisetas Dry fit

06 Camisetas/Blusinhas

01 Calças Jeans

02 Calça 2ª pele

02 Calças legging

01 Shorts jeans

01 Jaqueta Jeans

01 Biquini

01 Luva

01 Gorro

01 Blusa de lã

01 Havaianas

02 Tenis

 

Mochila de Ataque (20L)

 

02 Maq. Fotográficas

Remédios mais urgentes

Pilhas + carregadores

Petiscos

Lanterna tática

Guias/Roteiro

Óculos Escuros

Celular

Chaves/cadeados

Documentos

Pen Drives

Caneta

Água

 

1º Dia – Três Lagoas x Campo Grande x Corumbá

 

Passei o dia arrumando as tralhas sozinho, enquanto a Taia trampava até as 17 hrs. Tinha lista de tudo que queria levar e graças a Deus não esquecemos nada, uma das vantagens do planejamento.

Tava que não agüentava de tanta ansiedade e ficava conferindo tudo várias vezes, até que a patroa chegou e me salvou da paranóia hehehe. Ela se arrumou correndo enquanto nosso amigo Thiago que ia nos dar uma carona até a rodoviária nos esperava. Partimos pra lá e nosso busão para Campo Grande que era às 18 hrs (normalmente são 5 hrs de viagem) estava atrasado. Bateu um nervosismo porque tínhamos passagens compradas de lá até Corumbá para a meia noite e a janela entre chegada e novo embarque era de apenas 1 hora.

As 18:30 hrs eis que encosta na plataforma o busão da Viação São Luiz vindo de Araçatuba, tá ai uma empresa brasileira muito pior que busão da Bolívia, ruim com força! Logo depois que o bus saiu da rodoviária ele foi até a garagem da empresa, porque um “anjo” de criança vomitou nos bancos onde estava com os pais... e tem gente que ainda pergunta pq não tenho filhos hehehe... entrou uma tiazinha pra limpar os bancos com aquela vontade de que “o mundo acabasse em barranco pra poder morrer encostada” enquanto o busão ia de um lado para o outro dentro da garagem (parece que estavam arrumando alguma coisa no reservatório do banheiro). Essa brincadeira toda já tinha demorado mais de 1 hora e o nervosismo do atraso na rodoviária já tinha virado desespero então não segurei mais e fui falar com o motorista.

Segue diálogo> Eu: Amigo, eu tenho passagem comprada pra Corumbá pra meia noite. Motora: É mêmo?! Eu: Sim, e me garantiram que eu estaria lá sem problemas. Mot: É mêmo?! E garantiru foi?! Eu: Foi sim! Diga, não são 5 horas de viagem até Campo Grande? Mot: Óia...depende do pé vísse! Eu: Mas então...já são 7,5 da noite, num vai dar tempo! Mot: Meu rei....num se avexe não! Si garantiru pra tu que chega, então nóis chega num sabe?!?!

Ai vendo a “velocidade baiana” da fala do figura, o desespero virou loucura!!!

E não é que o cabra chegou a tempo. Não sei como, mas 5 pra meia noite estávamos desembarcando em C. Grande (ainda bem que eu dormi a viagem toda).

Nem saímos da plataforma de embarque e saimos correndo até onde estava o busão da Andorinha com destino a Corumbá. Meia noite e pé na estrada novamente, mais 6 horas.

Perto das 3 da manhã o busão faz uma parada em Miranda e aproveitamos pra comer uns salgados, ir ao banheiro e esticar um pouco as pernas. Nessa parada já deu pra sentir uma diferença braba de temperatura, apesar de Três Lagoas ser no Mato Grosso do Sul também, temos um clima muito parecido com o interior de São Paulo com dia quentes, mas noites e madrugadas amenas, muito diferente do pantanal que ferve até de madrugada.

Nossos amigos Luciana e Rogério haviam passado o natal na casa de familiares em Aquidauna/MS, a meio caminho de Corumbá e combinamos de nos encontrar lá, já que ficaria muito mais fácil e barato para eles. Quando desembarcamos em Corumbá eles já nos aguardavam na rodoviária.

Obs:

No fim de cada dia vou colocar um quadro com os gastos que tivemos, porém estes gastos vão conter apenas transporte, hospedagem, passeio e alimentação, pois são estes os que de fato interessam ao mochileiro, além de que os gastos com compras são pessoais e cada um sabe o tamanho do seu bolso. Os que eu lembrar vou colocando no corpo do relato, mas caso alguém queira saber algo específico pode perguntar. A cor do quadro será de acordo com o país, seguindo o layout do roteiro e planilha que fiz antes de viajar (link assinatura)

 

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2º Dia – Corumbá x Puerto Quijarro x Santa Cruz de La Sierra

 

Da rodoviária fomos a uma padaria tomar um café da manhã reforçado (R$ 7,00) e ligamos para um casal de amigos de Corumbá (Flaviana e Demétrio) para nos encontrarmos, já ela que havia comprado antecipadamente as passagens de busão de P. Quijarro até Santa Cruz.

Eles nos levaram até a fronteira, ainda do lado Brasileiro e ficamos na fila desde as 7 da manhã, esperando que abrisse a polícia federal para conseguir o papel de saída do Brasil. Nesse ponto vale uma observação que não sabíamos: existem duas filas, muito mal organizadas e que se confundem, uma de entrada e outra de saída do país. A de entrada fica em uma portinha bem na frente do prédio, a de saída em outra porta, na lateral direita. O problema é que vc fica na fila quase 2 horas, junto com gente de tudo quanto é país e quando abre vai seguindo a fila, como acha que deve ser... mas descobre já no guichê, que Brasileiros tem prioridade e portanto não precisam ficar na fila, ou seja, chegando lá nem se preocupe com fila, vá direto ao guichê e cumpra os processos imigratórios necessários.

Uma dica super útil é que como não temos o mesmo privilégio na Bolívia, quando chegar à fronteira corra pra marcar seu lugar na fila do lado boliviano, principalmente se estiver em grupo, assim, enquanto a fila do lado de lá vai andando (muito lentamente) vocês podem ir se revezando para que todos possam ir até o lado Brasileiro (muito perto – 200 mts) e dar saída do país, lembrando que sem o papel de saída do Brasil (ou carimbo no passaporte) vc não consegue dar entrada na Bolívia.

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Na fila da Bolívia conhecemos Raony e seu grupo de P. Prudente e descobrimos que já havíamos trocado informações antes, aqui pelo mochileiros (eita mundo pequeno). Aproveitamos pra por as dicas em dia tomando várias Pacenhas (Bol 9) trincando, ainda do lado Boliviano, infelizmente só voltamos a achar pacenhas tão geladas assim novamente em Puerto Quijarro.

Quando terminamos de dar entrada na Bolívia já eram quase 2 da tarde, quando surgia certo tumulto por conta dos rumores de que não havia mais passagens de trem até Sta Cruz, por isso aconselho quem optar por este meio de transporte que considere comprar assim que chegar a Quijarro ou pagar um pouco mais e comprar antecipadamente através de alguma agência de turismo. Já com os ônibus, eu perguntei na hora do embarque em algumas empresas e a maioria ainda tinha passagens, menos a San Martin, então não posso dizer se as outras são confiáveis.

Fomos para Corumbá novamente para almoçar em um restaurante que não peguei o nome, fica no centro em frente a Casas Bahia. A comida bem brasileira era à vontade e tinha de salada a churrasco, tudo muito bom. Após o almoço fomos à ANVISA (R. Colombo 723) mudar nossa carteirinha de nacional para internacional, lá dentro o ar condicionado parecia um Oásis no meio do calor infernal de Corumbá. As carteirinhas foram feitas de imediato, todos muito solícitos e prestativos.

Quando saímos de lá Demétrio nos levou até sua casa para que tomassemos um banho, depois partimos para conhecer um pouco das duas cidades guiados por eles. Fomos até a unidade de Corumbá da empresa que trabalhamos rever alguns amigos, demos uma passada pelo porto de Corumbá e fomos ao Shopping China em P. Quijarro, lá comprei umas batatas Lays (U$ 2) e uns Alfajores Argentinos maravilhosos (U$0,60)

Já perto da hora do embarque, fomos tomar mais algumas pacenhas em frente ao terminal e despachar a bagagem no guichê da empresa. Não jantamos porque estávamos meio bêbados desde a fila da alfândega.

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As 19 horas embarcamos no busão da empresa Expreso San Matias Ltda em bus cama de 3 filas super confortável, com destino a Sta Cruz. Este bus faz uma parada rápida em Puerto Suarez tão logo sai de P. Quijarro e só volta a parar em Sta Cruz. A estrada é muito boa, recém asfaltada e a viagem foi super tranqüila. Recomendo esta empresa, pois não tivemos problemas nem na ida nem na volta.

O direito de uso do terminal em Quijarro é de 2 bolivianos.

O cambio não estava nada atraente na cidade: R$ 1,00/Bol 3,00

 

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lembrando que sem o papel de saída do Brasil (ou carimbo no passaporte) vc não consegue dar entrada na Bolívia.

 

 

Leo,

 

Perdão, mais já vou "poluir" seu relato. ::Ksimno::

 

Aqui na fonteira Brasil (Cáceres-MT) / Bolívia (San Matias) não é mais necessário dar saída na PF para poder conseguir o "permission" boliviano, até 2010 era necessário esse procedimento.

 

É necessário somente para menores de 18 anos. (menor sem autorização da PF não consegue o "permission" boliviano)

 

Um mesmo país de saída e entrada e várias diferenças nos tramites emigratórios, isso confunde os viajantes. ::putz::

 

Pelo que li, entre o planejamento (R$2.700,00) e a "viagem" (R$3.100,00) a diferença foi de somente R$400,00. ::cool:::'>

 

Adorando o relato.

 

::cool:::'> ::cool:::'>

 

Maria Emília

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....na fonteira Brasil (Cáceres-MT) / Bolívia (San Matias) não é mais necessário dar saída na PF para poder conseguir o "permission" boliviano, até 2010 era necessário esse procedimento....

....Pelo que li, entre o planejamento (R$2.700,00) e a "viagem" (R$3.100,00) a diferença foi de somente R$400,00.....

 

Pois é Maria Emília, no meio da confusão que se armou pq haviam acabado as passagens da ferrovia oriental, alguém levantou uma lebre que depois confirmei ser verdadeira:

 

" Em fronteira seca, na América do Sul, os Sulamericanos podem adentrar em um país até 100 Km sem a necessidade de visto de permanencia ou dos processos migratórios de entrada, mas caso precise ultrapassar esse limite, você não precisa voltara até a fronteira para dar entrada, basta fazer isso na próxima cidade que parar. "

 

Isso acontece porque as fronteiras secas, em geral, não funcionam 24 hrs. Ou seja, caso precise você pode passar pela fronteira e dar entrada em Santa Cruz, teóricamente sem proplema algum.

Sobre os custos minhas contas preliminares foram essas sim, o valor exato vai sair com o fim do relato, porque escrevendo relembro de fatos que posso não ter considerado nessa conta inicial, além disso, ao passo que escrevo estou fazendo uma planilha para postar no final.

O que vai ficar faltando nesse relato vai ser não ter conseguido te encontar em La Paz estando a 2 quadras de distância....

Valeu!!!

 

LeoTaco

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3º Dia – Santa Cruz de La Sierra x La Paz

 

Chegamos em Sta Cruz as 5 da manhã e já fomos pra fila da empresa Transcopacabana MEM para comprar passagens para La Paz. Como era sábado do fim de semana do feriadão de ano novo, o terminal já estava lotado e as filas gigantes.

Fomos conhecer todo o terminal, por que estava um tédio danado aquela fila. Tem um pessoal que vende uns pãezinhos que se parecem muito com pão de queijo e que são uma delícia quentinhos, veja bem...quentinhos, porque frios parecem aquelas borrachas de primário (Bol 10 c/ 10 pães). O banheiro custa bol 3 (banho) e bol 10 (ducha), guarda volume bol 3 por dia/mochila.

O terminal, pra quem não sabe, tem o nome de Bi-Modal pq existe dois tipos de transporte no mesmo terminal: Ferrovia Oriental e ônibus inter-urbano.

Andando pelas plataformas da ferrovia oriental enquanto encostava o trem vindo de Quijarro, já perto das 8 da manhã, encontrei um pessoal com o roteiro que eu fiz encadernado. Foi supimpa ver isso, porque pude comprovar que de fato alguém eu ajudei.

O guichê da Transcopacabana MEM só abriu as 8 da manhã e quando a moça da empresa chegou para abrir as portas um monte de Boliviano espertinho correu pra frente da fila enquanto a gente se revoltava e os outros milhares de Bolivianos gritavam: “cola, cola...hay cola”. Ai baixou um espírito de injustiça misturado com falta de noção e aproveitei que sou meio grande, fui lá pra frente da fila, tirei os Bolivianos safados que estavam passando na frente e reorganizei a fila toda, parecia um nativo falando quem podia ou não ficar ali, até que um cara encarou e ele dava dois de mim, ....nessa hora achei que ia apanhar, mas as cholas e o pessoal mais velho que estava na fila ficou me apoiando e logo tudo voltou ao normal. Conseguimos comprar nossas passagens para as 16 horas.

 

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Depois da aventura do terminal bi-modal pegamos um taxi com direção à praça de armas, tiramos várias fotos e as meninas foram comer um pastel esquisito (bol 10) na lanchonete ao lado do consulado argentino bem em frente a praça, enquanto eu e Roger procurávamos uma cerveja gelada quando descobrimos que os bares só podem vender depois das 10 da manhã e nem pode tomar na praça.

Depois deste “choque” fomos andar pelas ruas nas redondezas e a meia quadra, descendo na cale Rene Moreno, existe um centro de artesanias com muita coisa bonita, lá vimos um caboclo tocando um tipo de viola feita com casco de tatu. O banheiro do boteco que tem lá dentro dessa “feirinha de artesanato” é bem limpo, mas as cervejas são temperatura ambiente, se você quiser uma mais gelada compre no supermercado ao lado, além disso, é mais barata.

Tínhamos a intenção de conhecer alguma coisa em Santa Cruz, ou as cabanas do rio Pirai ou o zoológico estavam entre nossas preferências, mas o dia estava “chove e para” o tempo todo, então desistimos e ficamos ali pelo centro mesmo.

 

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Quando deu a hora do almoço fomos em um fast food de pollos que não lembro o nome, fica na cale sucre a 1 quadra da praça. Comi pollo a La broaster e achei super gostoso, mal sabia eu que em poucos dias eu não agüentaria nem o cheiro de frango novamente. Ficamos andando pelas redondezas da praça, quando a chuva deixava, até umas 2 e meia da tarde, quando voltamos ao terminal bi-moldal. Em frente ao terminal existem muitos hotéis onde se pode tomar uma ducha, lá também se encontram restaurantes para refeições rápidas, assim como no 2º andar do terminal.

Saímos de Sta Cruz já preparados pelo frio que viria no caminho, então passamos muito calor nas 2 primeiras horas de viagem no busão que só tinha calefação e nada de ar condicionado, mas como estávamos na primeira fileira de bancos o visual da estrada e dos Andes ao amanhecer compensou esse perrengue.

 

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4º Dia - La Paz

 

Quando o bus parou pela última vez em La Paz, já eram 10:30h da manhã e estava 9ºC, a Taia que é acostumada com o calor sul-matogrossense parecia um cubo de gelo. Logo que descemos do bus já fui procurar informações sobre as empresas que vão a Uyuni. No Terminal tem a TransOmar que é bem falada, mas quando fomos embarcar dois dias mais pra frente vi que o busão deles é exatamente a mesma coisa dos outros. A empresa que parece ser diferente é TodoTurismo. Nos fórum sempre vi boas recomendações deles, então já tinha certo que com quem iria, a pesquisa foi mais pra ver se o preço estaria na média dos outros. Deixamos as meninas no saguão do terminal e fomos eu e Roger até a TodoTurismo. Não tem erro, saindo na porta principal da rodoviária, olhe pra frente e vai ver as agências da Transcopacabana MEM e da S/A onde se recebe encomendas para envio, siga descendo a rua na mesma calçada destas empresas e uns 100 metros a frente você vai ver uma escadaria, tipo morro carioca, repare que bem no pé dessa escadaria, quase embaixo dela está a TodoTurismo que estava fechada. Achamos que por ser domingo não funcionava, mas funciona sim, menos “neste” domingo.

Desistimos comprar porque ficaríamos 3 dias em La Paz e achamos que não teríamos problemas....foi a maior burrada nossa!

Voltamos ao saguão, pegamos as meninas e fomos atrás de um taxi. Uma boa dica é que em qualquer lugar, se você não ver taxi bem identificado faça como nós, peça ajuda a um policial. Eles param o taxi certo, anotam os dados do taxista e isso te dá uma segurança adicional.

Este taxista pediu 15 bolivianos pela corrida até a calle Lhampu, que fica a apenas algumas quadras, pechinchando saiu por 10.

Fomos direto ao Hostel Copacabana (Lhampu, 734), pois era um dos melhores da nossa lista, bem localizado, barato e com uma super ducha caliente (a melhor da viagem). Lá encontraríamos o Allectus (Alexandre) e sua mulher Laritza que já havíamos conhecido em Campo Grande alguns dias antes para trocar informação sobre a trip.

Fizemos o check-in e ai vi o primeiro furo das minhas pesquisas, porque no site do hostel indica que tem elevador (migué) e eu quase não dou conta de subir os 3 andares.

Tinha acabado de chegar, nenhum esforço físico até então e eu tava achando que era o cara, que esse papo de aclimatar era balela....meu Deus...escadinha FDP essa!

 

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Fôlego retomado e fomos conferir se a ducha era outra propaganda enganosa, mas essa sim superou as expectativas. Fiquei de molho uma meia hora pra tirar a “nhaca” que estava no corpo desde Corumbá.

Meio dia, nos encontramos todos no saguão e fomos procurar o que comer. A 1 quadra do hostel, também na Lhampu, existem 2 pizzarias iguais (Pizzaria Itália), uma de frente a outra (vai entender?). Quem eu escutei falando que comeu na que fica no térreo diz que é tudo uma porcaria, mas a outra meu amigo...a que fica no 1º andar de uma portinha minúscula...putz, que pizza deliciosa! A pizza gigante com 16 pedaços sai por 90~110 bolivianos. Cerveja Huary (fria de geladeira) grande por 12 bolivianos.

Depois de comer saímos andando em direção a Praça San Francisco, parando pelo caminho várias vezes pra comprovar que o preço do artesanato em La Paz é bem mais em conta que em Sta Cruz. Um jogo de xadrez entre Incas e Espanhóis que quase comprei em Sta Cruz por Bol 200 estava Bol 60 em LPZ. Na volta comprei 4 e saiu por 50/cada. Camisetas das que você compra de recordação saem por Bol 25~35, enquanto em Sta Cruz dificilmente se acha uma por menos de Bol 70.

Na praça o museu da Igreja estava fechado para visitação, então não sei por que alguém já fez o link: “bem...museus não devem abrir aos domingos aqui!” Burro! Em todos os museus do meu planejamento tinha os horários de funcionamento, mas só fui me ligar disto depois...depois vão perceber porque!

Quando resolvemos voltar ao hostel, já era perto das 4 da tarde e logo na calçada demos de cara com o Alê e Laritza saído do hostel. Pegamos umas dicas de onde ir ali por perto, procurar uma jaqueta que a Lú queria comprar e também porque todos queriam dar uma “sapeada” nos preços das roupas depois da feliz constatação dos artesanatos. Logo estávamos na calle Graneiros, bem na esquina do hostel olhando todas as opções, que não eram poucas, mas nenhuma perto de como ela queria. Voltamos a colocar a culpa no domingo (desta vez acertadamente) e decidimos deixar a busca pelas tralhas para o dia seguinte.

A melhor pedida do fim de tarde foi um chá de coca (bol 3) para esquentar e devolver o ar que faltava depois de tanto subir e descer ladeiras...ô cidadezinha que gosta de uma ribanceira! Fomos no Luna´s Café (C. Sagárnaga, 289). Tomamos outra cerveja, uma tal de Cordilheira, mas dessa eu não gostei não. Pedi um sanduíche que nem lembro o nome, sem me atentar ao que vinha nele e foi uma surpresa quando chegou um mini hambúrguer com uma gosma verde dentro. Era abacate e fiquei mais encanado quando percebi que gostei muito do mix de fruta com carne e pão, aconselho experimentar a mistura, mas não lá no Luna´s, pois foram Bol 25 por três pequenas mordidas. Depois, já de volta ao Brasil comecei a misturar alguns ingredientes exóticos nos sanduíches e não consegui o mesmo resultado, ficaram horríveis.

 

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Já estava escuro quando saímos e ficamos andando pelas ruas, entravamos em cada loja de artesanato que aparecia pela frente e percebi que além de pechinchar sempre em cada compra, você deve procurar muito antes de se decidir. Existe uma variação enorme de preço e qualidade em cada tipo de produto, além disso, sempre se encontra uma ou outra coisa que só tem naquela lojinha escondida.

 

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No fim da noite cada casal foi pro seu quarto para um merecido “descanso” :twisted: e acabamos dormindo até o outro dia sem jantar...haja cansaço.

 

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Cara, tô acompanhando tudo aqui!!

É uma sensação bacana ler que vcs estiveram e se encontraram com outros conhecidos em lugares por onde andei a tão pouco tempo!!

Tô aguardando o restante do relato.

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Fala Leo,

ta bom demais seu relato bicho !!!!

Sei que tem que ter tempo para escrever o relato(os meus demoram umas 4 horas para sair), mas vale a pena... !!! Viajando junto contigo !!

Forte abraço parceiro !

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Oi Leo, estou adorando ler teus relatos, tens boas dicas!!!.

Eu e minha irma faremos a trip Bolivia, Peru e Chile, partindo dia 01/04/2013 e moramos pertindo de Tres Lagoas, somos de Andradina SP.

 

Resolvemos ir a pouco tempo, entao preciso pesquisar e ler muita coisa antes de partir, pois nao temos experiencia em viajar a "la mochilao" rs mas to curtindo os preparativos.

 

Um pergunta: Eh mais aconselhavel fazer o trajeto via onibus de Puerto Quijarro/Santa Cruz de la Sierra ? eu li em outros relatos via trem da morte, estou super confusa! :(

 

Aguardo dicas e informacoes.

 

Obrigadaaaa!!

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Cara... SIGA LO ROTEIRO!!! uahaauauh To acompanhando aqui o relato... e como ja esperava devido a preparação do roteiro TA SENSACIONAL...

Mas pelo que ja li nos relatos, a estrada de Quijarro ate Santa Cruz não é tao boa, mas você diz que ta boa... conta isso direito pra geral ai!!

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Antes de mais nada queria pedir desculpas pela demora nas postagens. Eu trabalho com educação e começo de semestre é o período mais conturbado no trampo.

Prometo a todos que nada fica sem resposta!

Valeu

 

 

...É uma sensação bacana ler que vcs estiveram e se encontraram com outros conhecidos em lugares por onde andei a tão pouco tempo!!...

 

Pois é Péricles a trip em si já é sensacional, mas quando temos um instrumento como o mochileiros.com, que nos dá a oportunidade de aprender sobre o que vamos ver e de “brinde” ainda conhecer pessoas fantásticas, tudo fica muito melhor!

E a idéia do mochilão MS? Só vai rolar no face mesmo?

 

Fala Leo,

ta bom demais seu relato bicho !!!!

Sei que tem que ter tempo para escrever o relato(os meus demoram umas 4 horas para sair), mas vale a pena... !!! Viajando junto contigo !!

Forte abraço parceiro !

 

Fala ai Mauro, seu relato também tá ótimo.

Tu viu a promoção da TAM pra Cuzco ida e volta R$ 347,00...dezembro tá ai....bora?

 

... moramos pertindo de Tres Lagoas, somos de Andradina SP.

Resolvemos ir a pouco tempo, entao preciso pesquisar e ler muita coisa antes de partir, pois nao temos experiencia em viajar a "la mochilao" rs mas to curtindo os preparativos.

Um pergunta: Eh mais aconselhavel fazer o trajeto via onibus de Puerto Quijarro/Santa Cruz de la Sierra ? eu li em outros relatos via trem da morte, estou super confusa! ...

 

Oi Holiday,

 

Obrigado!

Andradina é encostadinho aqui, traz sua irmã pra tomar um chopp aqui que eu e a Taia tiramos todas suas dúvidas.

Sobre Quijarro>Sta Cruz, eu particularmente prefiro fazer de busão!

O bus além de mais rápido, chacoalha muito menos que o trem, é mais confortável, mais barato e tem muitas opções de empresas e horários.

Já o trem tem dias específicos pra cada classe, porém tem vagão restaurante.

A história do “trem da morte”, hoje é só história mesmo. Esse nome se deu a época em que os casos de malária, o tráfico, roubos e a própria pobreza da região tornavam a viagem muito perigosa, o que não é mais realidade. Outra coisa que acho ruim no trem é que a grande parte da viagem é durante a noite, então a paisagem que é legal ir acompanhando em uma viagem vagarosa de trem você acaba não vendo nada. Mas o que mais me incomodou nessa viagem em relação ao trem é o lance dos cambistas, que compram as passagens antecipadamente e depois ficam botando terror na galera dizendo que acabou e tem dias que eles compram tudo mesmo, ai ou tu paga mais caro na mão deles ou faz uma “correria” pra garantir sua passagem antecipadamente.

 

...Mas pelo que ja li nos relatos, a estrada de Quijarro ate Santa Cruz não é tao boa, mas você diz que ta boa... conta isso direito pra geral ai!!

 

Valeu Jackao

Ta ótima cara, recém asfaltada, sem buraco nenhum. Um verdadeiro tapete. Inclusive na fronteira tava conversando com um agente da PF e ele me disse que o fluxo de veículos

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5º Dia – La Paz (Virada 2012/2013)

 

Acordamos tarde (8h30min), afinal era a primeira noite bem dormida depois de tanto tempo de estrada. Descemos pra tomar o desanuyo que era torradas, manteiga, geléia, café, chá de coca, leite, frutas (banana, mamão e melancia), iogurt e cereais.

A Plaza Eqüino fica a 1 quadra do hostel e mal colocamos o pé na rua vimos a diferença na quantidade de barracas e vendedores ambulantes entre o que havia no domingo e o que tinha na segunda. Com muito mais opções de compra fica muito mais fácil pechinchar e pensando nisso saímos em busca de roupas baratas. Eu não queria comprar nada, pois julgava ser suficiente tudo o que havia levado, mas a Lú e a Taia não tinham blusas quentes o bastante, afinal em Três Lagoas onde moramos faz no máximo 15ºC no inverno.

 

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Passamos uma boa parte da manhã nas redondezas entre a Plaza Eqüino, Calle Mariano Graneiros e Calle Max Paredes, que em minha opinião são os melhores lugares para comprar roupas e afins, caso você não esteja procurando nenhuma roupa técnica. A Lú e o Roger sofriam nas negociações e sempre acabavam aceitando o primeiro preço, quando vi que isso tava acontecendo falei pra eles pedirem pra eu negociar quando quisessem algo. Dez minutos depois eles pediram pra eu ver quanto uma chola fazia em um casaco que eles haviam gostado e já estavam achando super barato, custava Bol 140. Conversa vem, conversa vai a chola chegou aos Bol 90, ai os dois endoidaram, queriam levar de qualquer forma, então disse a eles pra que dessem uma boa olhada em tudo antes de se decidir porque poderiam achar algo melhor. Logo a frente vimos o mesmo casaco por Bol 100, porém essa chola estava irredutível e não abaixou um centavo sequer, enquanto tentava negociar com ela eu reparei que a chola da barraca anterior estava gritando lá da esquina pra eu voltar que ela fazia um desconto, então deixamos a chola muquirana e voltamos na anterior que já mandou um super desconto “na lata” e fez o casaco por Bol 70, ou seja pelo primeiro preço que ela disse agora dava pra comprar 2 casacos. Tô contando isso pra reforçar ainda mais a idéia do quanto negociar é muito importante nestes países, então meu amigo, se você não tem muita prática nisso vá treinando muito, nunca aceite o primeiro valor e use sempre argumentos como “yo soy brasileño, compañeiro de luta, no reciben en euros” ou “es el final de mi viaje, no tengo más dinero”... eles semprem caem! Rsrsrs, na real, fico achando que o que eles querem mesmo é que você negocie!

Nessa busca por roupas a Taia comprou uma jaqueta de couro vermelha forrada de pele, super quente e ela quase não tirou a jaqueta do corpo até voltarmos ao calor de Sta Cruz.

Outra coisa que ela comprou, e fica a dica para as mulheres não comprarem, foi uma calça legging (bol 35) muito bonita, mas não dava pra ela sentar que a calça descia até o meio da bunda, então a solução foi usá-la com 2ª pele. Eu que não queria nada, comprei uma jaqueta impermeável idêntica a que eu estava usando, mas essa tinha gorro, só que pela bagatela de Bol 50 (menos de R$13,00), dá pra acreditar? Essa mesma jaqueta eu havia comprado no Japão quando morava lá e paguei U$ 100,00.

 

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Compras feitas, voltamos ao hostel pra deixar as sacolas e encontramos novamente o Alexandre e a Laritza, eles haviam acabado de conhecer na recepção do hostel o Cristiano que estava hospedado lá também. Cristiano estava procurando por uma boa agência para fazer o passeio ao Chalcataya, porque havia feito no dia anterior por uma outra agencia em frente ao hostel e não havia curtido os serviços deles. Nisso o Alexandre indicou a Lupan, recepcionista do hostel que contrata bons passeios a baixo custo. Aproveitando a deixa, reservamos 4 lugares pra nós, com a condição de confirmar no fim da tarde.

Depois fomos andar um pouco pra procurar o Burger King que fica na Calle Socabaya uma quadra abaixo da Plaza Murilo, eu pedi o Combo BK Picanha (Bol 37) que sempre peço por aqui e a Taia comeu um lanche do SubWay que funciona na mesma loja.

Eu adoro uma cervejinha e quando vamos a um bar tenho que sair da mesa toda vez que quero fumar. Eu tinha lido, se não me engano no relato da Gabriela, sobre um café que era no estilo pub, onde inclusive se pode fumar dentro do bar. Saímos do Burger King subindo em direção a Plaza Murilo, quando logo na esquina demos de cara com esse café (Alexander Café), mais do que ligeiro aproveitei a oportunidade pra instigar uma gelada na galera. Entramos e pedimos 4 huari que veio a temperatura ambiente de tão quente. Levei um susto quando folheando o cardápio vi o incrível valor de Bol 32 por uma long neck, já os doces e tortas do cardápio não pareciam tão caros e eram lindos, mas não experimentei nenhum pra dizer se são bons. De repente apareceu do nada um garçom gritando com a gente sem explicar porque gritava, até que entendemos que só se pode fumar depois das 4 da tarde no bar, o problema é que nada indica isso, pelo contrário, no buteco que tem uma tabuleta gigante indicando a área de fumantes. Ficamos putos da vida com a delicadeza do sujeito e o preço da cerveja não ajudava, então tratamos de sair dali rapidinho.

 

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Bastou meia quadra pra acharmos outro buteco legal, esse era o bar do Museo Nacional de Artes na esquina da Plaza Murilo, muito legal e com atendimento nota mil o bar/café tem a entrada no nível da calçada, mas logo que se entra dá de cara com um ambiente todo fechado com teto abaulado onde antes funcionava a adega do prédio que hoje é o museu. Tem um clima meio árabe, talvez por conta das almofadas jogadas no chão e o cheiro de incenso no ar. Lá tomamos mais umas paceñas (Bol 21 / 600ml) e as meninas chá de coca (Bol 6). No mesmo bar tem uma coleção de máquinas fotográficas antigas e instrumentos de navegação, inclusive um astrolábio do sec XV, que por si só já basta para uma visita. Já o museu estava fechado, pois não abrem as segundas!

No meio da tarde, já contentes com a siesta às avessas, fomos conhecer a Plaza Murilo que é o principal espaço público da cidade, seu nome é uma homenagem a Pedro Domingo Murillo, patriota boliviano e precursor da independência do país. Rodeada pela Sede do Governo Boliviano, o Congresso e a Catedral de La Paz impõem respeito pela importância e beleza do lugar, mas incomoda um pouco tantas pombas que por vez ou outra, em pleno vôo, quase trombam nas pessoas, já os Bolivianos não parecem ligar muito pra isso e até vendem saquinhos de milho para alimentar os pombos. As cholas fazem filas para serem retratadas, claro sob pagamento (Bol 1~3), mas dá pra tirar várias fotos sem pagar porque são muitas cholas.

 

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Após a sessão “fotos na praça” resolvemos dar uma esticadinha até o mirador Killi Killi e demos o maior azar, além de começar a chover no caminho chegamos lá e o mirador estava fechado para reformas. Eu e o Roger fingimos ser Europeu/Americano que não sabem ler a enorme placa em espanhol e pulamos o cercado pra tirar umas fotos, não deu nem nega...rapidinho apareceu um cara gritando pra sair dali, aliás ô povo que gosta de gritar heim...

 

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O taxista que nos levou até lá cobrou Bol 15 pelo trajeto até o Mirador e ficou nos esperando pra irmos até a Calle Jaen por mais 10 bolivianos. Essa é uma rua colonial muito bem conservada que tem 5 museus: Museu Costumbrista Juan de Vargas, Museu do Litoral Boliviano, Museu dos Metais Preciosos, e Museu de Instrumentos Musicais e Museu Casa de Murillo. Infelizmente 4 dos museus estavam fechados e só voltariam a abrir em fevereiro restando apenas o museu dos instrumentos musicais aberto. A entrada em cada um deles varia entre 4 e 10 Bolivianos. O museu possui muitos instrumentos, partituras, músicas e uma oficina de instrumentos, também é possível se matricular em aulas de vários instrumentos que acontecem no auditório do prédio, aliás, existe uma história bem interessante sobre este prédio, nele foi fixada uma cruz verde que depois vimos em muitos outros lugares e que reza a lenda (veja foto) protegia dos “fenômenos sobrenaturais”.

 

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Saindo da Calle Jaen fomos andando pelas ruas paralelas até constatar que estávamos perdidos, parecia que a gente tinha andado muito para ir ao Mirador e mais ainda pra chegar até a rua dos museus, então parecia que estávamos muito longe da área histórica/turística da cidade e por via de dúvidas resolvemos pegar um taxi. Logo que paramos um e perguntamos quanto era até a Plaza Murilo o taxista disse Bol 10, estranhamos pois nunca nenhum taxista havia dito esse valor logo de cara, mas nem pechinchamos. Duas quadras depois, quando ele parou na frente da catedral de La Paz descobrimos porque era tão barato.

Da Plaza até o hostel nós sabíamos o caminho e resolvemos voltar à pé, mas quando chegou na frente da Iglesia de San Francisco e vimos a ladeira da c. Sagarnaga resolvemos pegar uma van até a Plaza Eqüino e foi uma grata surpresa pois custa apenas Bol 1,50 por pessoa. Depois disso praticamente demos adeus aos taxis e toda locomoção era feita por vans. Fica a dica: o transporte de vans e ônibus circulares em La Paz, apesar de confuso é muito simples, basta você reparar no vidro dianteiro qual o próximo destino, que em geral é um ponto de referencia bem conhecido, ou seja, veja qual a praça/avenida mais próxima de onde quer ir em um mapa e procure a van que vai até lá, mas tome cuidado, pois quando pedir para o motorista parar ele vai parar imediatamente, mesmo que esteja bem no meio de uma avenida super movimentada.

 

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Lá pelas 4 da tarde fomos na Calle de Las Brujas, que já havíamos conhecido no dia anterior, mas desta vez o endereço era o Museo da Coca, porque este sim funciona todos os dias. É sem dúvida o museo mais doido que eu vi em toda a viagem, conta fatos interessantíssimos sobre a coca que eu desconhecia completamente e faz você refletir muito sobre a importância da erva na cultura Andina, até tem uma receitinha de como preparar cocaína, mas não consegui bater uma foto para os interessados...kkkk.

Dentro do Museu tem um café que oferece um monte de pratos e bebidas feitos a base de coca. Tomamos licor (Bol 15), chopp (2 por Bol 30) e comemos um brigadeiro de coca. Todos adoraram tudo. O chopp em especial dá uma “alegria extra”, apesar de todo lero-lero que não tem nenhum efeito parecido com drogas a sensação é muito diferente de um chopp normal.

 

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Saímos de lá sorridentes e bem “altos” e na quadra seguinte descobrimos o nosso bar favorito em La Paz., o El Pueblito, na Calle de La Brujas entre Sagarnaga e Sta Cruz, fica no segundo andar e tem a entrada escondida em uma galeria. O buteco é decorado com o motivo da Civilização Tiahuanaco e tem até a porta do sol. Lá comemos uma sopa de legumes com quinoa (Bol 23) pra dar uma acalmada nos ânimos e conseguir agüentar acordado até virada de ano que seria logo mais a noite. Nesse bar tem cerveja de tudo quanto é tipo e acho que além do baixo preço e sabor admirável de todos os pratos, a diversidade alcoólica foi o que mais agradou a todos.

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Perto das 8 da noite voltamos ao hostel e a Srª Lupan avisou que conseguiu o passeio ao Chalcataya por Bol 40/pessoa e se podia confirmar para amanhã. Fechamos o pacote para 4, pagamos e subimos para um banho e merecido descanso.

As 11 nos encontramos todos na recepção. Sonolentos mas animados com o ano novo que se aproximava, decidimos ir comer rapidinho ali por perto, a pedida foi a pizzaria Itália novamente com pizza grande de 16 pedaços e um refrigerante 2 L, isso mesmo, refri. Ninguém agüentava mais nada de álcool uma hora dessas.

De lá fomos até a praça para virada e encontramos Ale e Laritza além de um grupo de brasileiros do Rio de Janeiro, quem prometeu que iria e não deu as caras foi a Maria Emília. À meia noite os fogos começaram a pipocar por toda a cidade e da praça era incrível a visão que se tinha. O pessoal ficou conversando mais um pouco e logo decidimos voltar ao hostel.

 

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Pergunta se subimos aquela ladeira andando? Que nada, fizemos questão de pagar um taxi (bol 10), já que não haviam vans aquela hora, para andar míseras 2 quadras. Em frente ao hostel comprei duas coca-cola pra que a Lú, que não tomava refrigerante havia 2 anos por conta de uma promessa que tinha acabado de vencer com a chegada de 2013, pudesse sentir novamente o sabor. Segundo ela, o chopp do museu é muuuuuito melhor!

 

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