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Olá viajante!

Bora viajar?

Bolivia - Chile - Peru: 28 Dias - 10.000 Km - R$ 3.100,00 (Dez/12 e Jan/13)

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EM CONSTRUÇÃO

 

 

O desejo de conhecer Machu Pichu era antigo, e foi pesquisando sobre ele que conheci o site mochileiros.com, principal responsável pela mudança da idéia inicial para a de se fazer um roteiro mais completo, por 3 países e muito divulgado por aqui como “roteiro clássico”.

A princípio, iríamos também a Sucre e Potosi, mas devido a mudança das minhas férias e por não achar Potosi interessante o suficiente para a virada de ano, decidimos excluir essa parte do roteiro e ir direto a La Paz, antes de Uyuni.

O trajeto “quase” clássico ficou assim: Três Lagoas/MS > Corumbá/Puerto Quijarro (via Campo Grande) > Sta Cruz de La Sierra > La Paz > Uyuni (Salar) > San Pedro de Atacama > Arica > Arequipa (via Tacna) > Cuzco > Aguas Calientes (Machu Pichu) > Cuzco > Copacabana (via Puno) > La Paz, e depois de volta pra casa via Corumbá.

Eu pesquisei pra cacete antes de viajar, tirei dúvidas e mais dúvidas, aporrinhei todo mundo que vi pela frente e que poderia me dar uma dica disto ou daquilo. Teve hora que eu incomodava, mas o pessoal daqui é porreta mesmo e sempre disponível pra ajudar a tornar o sonho de mochileiro cada vez mais concreto. Na minha cabeça eu tinha tudo planejado, mas é claro que alguns perrengues não podiam faltar.

 

Preparação:

 

Eu e minha namorada Taia fomos acompanhados de mais uma casal de amigos, Luciana e Rogério, eles providenciaram passaporte, nós fomos apenas com RG e deu tudo certo. A vacina da febre amarela nós havíamos tomado em outubro, mas a carteirinha ainda era a nacional.

Uma semana antes do embarque cuidamos dos principais preparativos: roupas, mochilas, remédios, compra de dólar, seguro saúde. Como iríamos de busão, nossas passagens foram compradas com alguns poucos dias de antecedência.

 

O que levamos:

 

Leonardo (cargueira 90L)

 

07 Cuecas

06 Meias

03 Camisetas Dry fit

03 Camisetas normais

02 Calças Jeans

01 Calça Segunda pele

01 Bermuda

01 Sunga

01 Luva

01 Gorro

01 Cinto

01 Blusa Wind Stop dupla

01 Moleton

01 Lençol

01 Havaianas

01 Tenis

01 Bota

 

Taiana (cargueira 50L)

 

10 Calcinhas

06 Meias

01 Camisetas Dry fit

06 Camisetas/Blusinhas

01 Calças Jeans

02 Calça 2ª pele

02 Calças legging

01 Shorts jeans

01 Jaqueta Jeans

01 Biquini

01 Luva

01 Gorro

01 Blusa de lã

01 Havaianas

02 Tenis

 

Mochila de Ataque (20L)

 

02 Maq. Fotográficas

Remédios mais urgentes

Pilhas + carregadores

Petiscos

Lanterna tática

Guias/Roteiro

Óculos Escuros

Celular

Chaves/cadeados

Documentos

Pen Drives

Caneta

Água

 

1º Dia – Três Lagoas x Campo Grande x Corumbá

 

Passei o dia arrumando as tralhas sozinho, enquanto a Taia trampava até as 17 hrs. Tinha lista de tudo que queria levar e graças a Deus não esquecemos nada, uma das vantagens do planejamento.

Tava que não agüentava de tanta ansiedade e ficava conferindo tudo várias vezes, até que a patroa chegou e me salvou da paranóia hehehe. Ela se arrumou correndo enquanto nosso amigo Thiago que ia nos dar uma carona até a rodoviária nos esperava. Partimos pra lá e nosso busão para Campo Grande que era às 18 hrs (normalmente são 5 hrs de viagem) estava atrasado. Bateu um nervosismo porque tínhamos passagens compradas de lá até Corumbá para a meia noite e a janela entre chegada e novo embarque era de apenas 1 hora.

As 18:30 hrs eis que encosta na plataforma o busão da Viação São Luiz vindo de Araçatuba, tá ai uma empresa brasileira muito pior que busão da Bolívia, ruim com força! Logo depois que o bus saiu da rodoviária ele foi até a garagem da empresa, porque um “anjo” de criança vomitou nos bancos onde estava com os pais... e tem gente que ainda pergunta pq não tenho filhos hehehe... entrou uma tiazinha pra limpar os bancos com aquela vontade de que “o mundo acabasse em barranco pra poder morrer encostada” enquanto o busão ia de um lado para o outro dentro da garagem (parece que estavam arrumando alguma coisa no reservatório do banheiro). Essa brincadeira toda já tinha demorado mais de 1 hora e o nervosismo do atraso na rodoviária já tinha virado desespero então não segurei mais e fui falar com o motorista.

Segue diálogo> Eu: Amigo, eu tenho passagem comprada pra Corumbá pra meia noite. Motora: É mêmo?! Eu: Sim, e me garantiram que eu estaria lá sem problemas. Mot: É mêmo?! E garantiru foi?! Eu: Foi sim! Diga, não são 5 horas de viagem até Campo Grande? Mot: Óia...depende do pé vísse! Eu: Mas então...já são 7,5 da noite, num vai dar tempo! Mot: Meu rei....num se avexe não! Si garantiru pra tu que chega, então nóis chega num sabe?!?!

Ai vendo a “velocidade baiana” da fala do figura, o desespero virou loucura!!!

E não é que o cabra chegou a tempo. Não sei como, mas 5 pra meia noite estávamos desembarcando em C. Grande (ainda bem que eu dormi a viagem toda).

Nem saímos da plataforma de embarque e saimos correndo até onde estava o busão da Andorinha com destino a Corumbá. Meia noite e pé na estrada novamente, mais 6 horas.

Perto das 3 da manhã o busão faz uma parada em Miranda e aproveitamos pra comer uns salgados, ir ao banheiro e esticar um pouco as pernas. Nessa parada já deu pra sentir uma diferença braba de temperatura, apesar de Três Lagoas ser no Mato Grosso do Sul também, temos um clima muito parecido com o interior de São Paulo com dia quentes, mas noites e madrugadas amenas, muito diferente do pantanal que ferve até de madrugada.

Nossos amigos Luciana e Rogério haviam passado o natal na casa de familiares em Aquidauna/MS, a meio caminho de Corumbá e combinamos de nos encontrar lá, já que ficaria muito mais fácil e barato para eles. Quando desembarcamos em Corumbá eles já nos aguardavam na rodoviária.

Obs:

No fim de cada dia vou colocar um quadro com os gastos que tivemos, porém estes gastos vão conter apenas transporte, hospedagem, passeio e alimentação, pois são estes os que de fato interessam ao mochileiro, além de que os gastos com compras são pessoais e cada um sabe o tamanho do seu bolso. Os que eu lembrar vou colocando no corpo do relato, mas caso alguém queira saber algo específico pode perguntar. A cor do quadro será de acordo com o país, seguindo o layout do roteiro e planilha que fiz antes de viajar (link assinatura)

 

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2º Dia – Corumbá x Puerto Quijarro x Santa Cruz de La Sierra

 

Da rodoviária fomos a uma padaria tomar um café da manhã reforçado (R$ 7,00) e ligamos para um casal de amigos de Corumbá (Flaviana e Demétrio) para nos encontrarmos, já ela que havia comprado antecipadamente as passagens de busão de P. Quijarro até Santa Cruz.

Eles nos levaram até a fronteira, ainda do lado Brasileiro e ficamos na fila desde as 7 da manhã, esperando que abrisse a polícia federal para conseguir o papel de saída do Brasil. Nesse ponto vale uma observação que não sabíamos: existem duas filas, muito mal organizadas e que se confundem, uma de entrada e outra de saída do país. A de entrada fica em uma portinha bem na frente do prédio, a de saída em outra porta, na lateral direita. O problema é que vc fica na fila quase 2 horas, junto com gente de tudo quanto é país e quando abre vai seguindo a fila, como acha que deve ser... mas descobre já no guichê, que Brasileiros tem prioridade e portanto não precisam ficar na fila, ou seja, chegando lá nem se preocupe com fila, vá direto ao guichê e cumpra os processos imigratórios necessários.

Uma dica super útil é que como não temos o mesmo privilégio na Bolívia, quando chegar à fronteira corra pra marcar seu lugar na fila do lado boliviano, principalmente se estiver em grupo, assim, enquanto a fila do lado de lá vai andando (muito lentamente) vocês podem ir se revezando para que todos possam ir até o lado Brasileiro (muito perto – 200 mts) e dar saída do país, lembrando que sem o papel de saída do Brasil (ou carimbo no passaporte) vc não consegue dar entrada na Bolívia.

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Na fila da Bolívia conhecemos Raony e seu grupo de P. Prudente e descobrimos que já havíamos trocado informações antes, aqui pelo mochileiros (eita mundo pequeno). Aproveitamos pra por as dicas em dia tomando várias Pacenhas (Bol 9) trincando, ainda do lado Boliviano, infelizmente só voltamos a achar pacenhas tão geladas assim novamente em Puerto Quijarro.

Quando terminamos de dar entrada na Bolívia já eram quase 2 da tarde, quando surgia certo tumulto por conta dos rumores de que não havia mais passagens de trem até Sta Cruz, por isso aconselho quem optar por este meio de transporte que considere comprar assim que chegar a Quijarro ou pagar um pouco mais e comprar antecipadamente através de alguma agência de turismo. Já com os ônibus, eu perguntei na hora do embarque em algumas empresas e a maioria ainda tinha passagens, menos a San Martin, então não posso dizer se as outras são confiáveis.

Fomos para Corumbá novamente para almoçar em um restaurante que não peguei o nome, fica no centro em frente a Casas Bahia. A comida bem brasileira era à vontade e tinha de salada a churrasco, tudo muito bom. Após o almoço fomos à ANVISA (R. Colombo 723) mudar nossa carteirinha de nacional para internacional, lá dentro o ar condicionado parecia um Oásis no meio do calor infernal de Corumbá. As carteirinhas foram feitas de imediato, todos muito solícitos e prestativos.

Quando saímos de lá Demétrio nos levou até sua casa para que tomassemos um banho, depois partimos para conhecer um pouco das duas cidades guiados por eles. Fomos até a unidade de Corumbá da empresa que trabalhamos rever alguns amigos, demos uma passada pelo porto de Corumbá e fomos ao Shopping China em P. Quijarro, lá comprei umas batatas Lays (U$ 2) e uns Alfajores Argentinos maravilhosos (U$0,60)

Já perto da hora do embarque, fomos tomar mais algumas pacenhas em frente ao terminal e despachar a bagagem no guichê da empresa. Não jantamos porque estávamos meio bêbados desde a fila da alfândega.

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As 19 horas embarcamos no busão da empresa Expreso San Matias Ltda em bus cama de 3 filas super confortável, com destino a Sta Cruz. Este bus faz uma parada rápida em Puerto Suarez tão logo sai de P. Quijarro e só volta a parar em Sta Cruz. A estrada é muito boa, recém asfaltada e a viagem foi super tranqüila. Recomendo esta empresa, pois não tivemos problemas nem na ida nem na volta.

O direito de uso do terminal em Quijarro é de 2 bolivianos.

O cambio não estava nada atraente na cidade: R$ 1,00/Bol 3,00

 

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Ola Leo.... nossa quanta historia legal!!! adorando ler os relatos!! e fico mais empolgada ainda :)

 

Como faco para pegar teu contato? Vamos combinar um chopp sim, chama tua namorada e assim compartilharemos mais informacoes... Estamos quase todos os dias em 3 Lagoas,,,.

 

Aguardo contato...

 

Obrigada!!

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OPaaaa

 

Estou viajando para Cuzco em outubro, e vou ficar 8 dias, gostaria de saber se dá pra eu ir visitar com conforto Cuzco, MP, Ica e Nazca ou diante do curto prazo daria para ir Cuzco, MP, Copacabana e La paz?

 

De La Paz consigo um onibus que retorna direto para Cuzco? Qual o tempo? ainda não achei nada a respeito

agradeço

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Desculpe me intrometer no post dos outros (perdão aí Leo) mas vou responder algumas dúvidas do Samuelpm.

Para viajar por todos esses lugares que vc falou o tempo é curto demais!!

Se quiser ir a La Paz eu acho corrido tb, mas dá! Vc pega um ônibus da Nuevo Continente (70 soles) e vai direto. Procure ir no das 22:00, pq vc chega às 8:00h em La Paz. Depois é só utilizar o ônibus da mesma empresa para voltar.

Mas atenção!! A fronteira que vc vai passar nessa linha é a de Desaguadero e não são raros os casos em que os agentes da polícia de fronteira pedem para o sujeito ficar totalmente pelado pra fazer uma revista completa!! Há alguns casos de tentativa de extorsão tb. Mas se vc mantiver a calma é tranquilo!

Abraço.

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Bom dia Leo,

 

estou planejando um mochilão com minha namorada, com um roteiro parecido com o seu.

E, lendo o seu relato, (frizar que esta muito bom ::otemo:: ) surgiu a duvida que, no titulo dele você diz que gastou em média 3.100,00 R$, esse valor foi gasto entre vocês dois? Ou sua namorada, esposa, ::tchann:: levou mais dinheiro tambem?

E se sim, quanto foi mais ou menos?

 

Vlw cara. Abraço

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....Como faco para pegar teu contato? Vamos combinar um chopp sim, chama tua namorada e assim compartilharemos mais informacoes... Estamos quase todos os dias em 3 Lagoas,,,.

Aguardo contato...

Obrigada!!

 

Holiday, te passei uma Mensagem Privada ok!

 

OPaaaa

Estou viajando para Cuzco em outubro, e vou ficar 8 dias, gostaria de saber se dá pra eu ir visitar com conforto Cuzco, MP, Ica e Nazca ou diante do curto prazo daria para ir Cuzco, MP, Copacabana e La paz?

De La Paz consigo um onibus que retorna direto para Cuzco? Qual o tempo? ainda não achei nada a respeito

agradeço

 

Samuel,

 

O péricles disse tudo! Com 8 dias eu ficaria só com Cuzco/MP ou La Paz/Copacabana ou Ica/Nazca/Lima.

Repare que coloquei três possibilidades pq são as cidades que são próximas umas das outras, caso contrário, ou tu gasta uma boa grana com passagem aérea ou vai perder muito tempo em deslocamentos.

 

Bom dia Leo,

 

estou planejando um mochilão com minha namorada, com um roteiro parecido com o seu.

E, lendo o seu relato, (frizar que esta muito bom ::otemo:: ) surgiu a duvida que, no titulo dele você diz que gastou em média 3.100,00 R$, esse valor foi gasto entre vocês dois? Ou sua namorada, esposa, ::tchann:: levou mais dinheiro tambem?

E se sim, quanto foi mais ou menos?

 

Vlw cara. Abraço

 

Marcel,

 

Os valores em 99% dos casos são individuais, mas há algumas poucas coisa em que considero o valor para os dois como por exemplo hospedagem já que o custo é por habitação e não por pessoa.

Ao todo nós dois gastamos 7,2 mil reais, sendo que deste valor, R$ 1,2 mil foram presentes, gastos pessoais, etc...

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6º Dia – La Paz

 

No dia anterior a Lupan havia dito que a agência passaria entre 8h e 8:30h no hostel pra nos pegar pra ir ao Chalcataya , então tratamos de acordar cedo no primeiro dia do ano.

Eu acordei com uma leve dor de cabeça, só não sei dizer se de ressaca ou se eram sintomas da altitude. Tomei um banho, me vesti e sai pra procurar uma meia grossa pra Taia, porque ela não havia trazido nenhuma. Enquanto isso ela se arrumava, depois desceria até a recepção pra pedir que fizessem um chá de coca bem forte pra gente levar e nos encontraríamos lá pro café.

Já sai derrotado né, afinal, 1º de janeiro, antes das 8 da manhã, só milagre pra ter alguém na rua vendendo meia..kkkk. E não é que tinha! E nem precisei andar muito procurando, cheguei na Praça Eqüino e subi a C. Tumusla, logo na primeira esquina tinha um tiozinho tirando um monte de meia de uma sacola e montando a barraquinha. Logo imaginei que a sorte acabaria quando perguntasse o preço, mas quando o tio respondeu meio soluçando, meio groge da festança do réveillon, que 3 pares saiam por Bol 10, desconfiei que ela não havia me abandonado. Quando paguei, entreguei uma nota de Bol 50 e recebi Bol 140 de troco tive certeza que sorte estava comigo, porque alertei o tiozinho que estava me dando troco a mais, mas ele achou que eu estava reclamando de alguma coisa e nem quis me ouvir.

Voltei para hostel e encontrei todos na sala do café. O pessoal já tinha se enturmado com o Cristiano que havíamos conhecido ontem e que também iria fazer o passeio. No café da manhã ele nos ensinou como se masca a folha de coca, que tem um segredinho e que nunca tinha visto ninguém descrever por aqui: se pega a folha e tira o talo principal, aquele mais grosso que fica no meio da folha. Faz isto com várias folhas e vai pondo tudo na boca até formar uma bola como um chichete. Quando as folhas estiverem bem umedecidas e moles você põe um teco de uma pasta chamada alcalinador que tem gosto de bala de menta e é vendida junto com as folhas, mas atenção eles só põe o alcalinador no pacotinho da folha se você pedir porque nós já havíamos comprado dois pacotinhos e em nenhum veio, em alguns lugares eles cobram por essa pasta. Esse alcalinador dá um upgrade na sensação que a folha proporciona, parece que “disponibiliza” mais oxigênio e você se sente bem melhor, isso sem contar o gostinho de menta que fica na boca e tira o gosto amargo horrível da folha pura.

Enquanto esperávamos o transporte da agência fui fumar um cigarro na frente do hostel e conheci o Iã com quem fiquei conversando sobre San Pedro, fisioterapeuta no Rio ele tem uma coisa que falta pra mim para que eu viaje muito mais do que viajo hoje: Tempo! Iã é da marinha e trabalha de um jeito muito doido, fica de 3 a 4 meses direto em operações em alto mar ou no meio da Amazônia, depois tem de 20 a 30 dias de férias de uma vez...puta inveja do cara quando ele me contou isso! Já pensou...você ter 3 ou 4 férias remuneradas no ano????

 

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O mini bus passou no hostel já era 9 da manhã, entramos e já partimos em direção ao Chalcataya. Já quase saindo de La Paz o bus faz uma parada rápida em uma conveniência para que todos comprem algumas coisinhas na venda do cunhado da guia que não lembro o nome, até porque ela entrou muda e saiu calada do passeio. Eu comprei chicletes (Bol 10) + gatorade (Bol 10) + pilha duracell (Bol 22 c/ 2) + paceñas (Bol 11 - 475 ml) e um pãozinho doce delícia (Bol 15). Quando cheguei no bus eu me achei um ET porque tomos me olhavam com aquela cara “cerveja uma hora dessas?”. Eu não tava nem ai pro monte de austríaco, holandês, alemão e japonês olhando feio pra minha lata e tratei de me acomodar no fundo do busão.

Lá estávamos eu, Taia e Cristiano no banco do fundo, tinha também um careca (Juliano) que no fim da viagem encontraríamos perdido na praça em Sta Cruz. O trajeto até a estação de esqui é deslumbrante e amedrontador. No início por estradas largas e muito esburacadas, então, ao poucos a estrada vai afunilando e quando se dá conta não cabem dois veículos lado a lado, até chegar num ponto que você dúvida que caiba apenas 1. No caminho o frio vai batendo aos poucos, conforme vai aumentando a altitude. Junto com o frio vem um zumbido no ouvido e falta de ar, efeito da menor pressão atmosférica e ar rarefeito. Nesse ambiente foi a primeira e única vez que senti necessidade de mascar coca, então acabei a última lata de pacenã e tomei uns goles daquele chá forte que havíamos trazido, o ar voltou instantaneamente.

 

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Cerca de 2 horas depois que saímos do hostel, no meio do caminho começou a nevar, então paramos para tirarmos fotos deste primeiro contato com a neve em solo Boliviano. Das 5 pessoas do nosso grupo apenas eu já conhecia neve, mas nunca fazendo turismo e sim na rotina do dia a dia, então minhas lembranças não eram nada felizes, porque tem uma enorme diferença entre estar na neve rindo, se divertindo com guerra de bolas de neve e fazendo bonecos do que estar na neve atrasado para o trabalho, com o transito todo parado ou escorregando no gelo da calçada.

A galera pirou com a neve rala que caia. Estendiam a mão e ficavam fascinados com o formato e delicadeza dos cristais de gelo. Eu também me diverti, não com a neve, mas com a felicidade dos amigos e namorada.

Continuamos em direção ao Chalcataya e quando faltava mais ou menos uns 3 Km pra chegar até a estação de esqui o bus parou porque estava muito perigoso continuar na estrada, então descemos todos e começamos a caminhar em direção a estação.

Não é difícil, mas é penoso! A neve segura muito o pé e a altitude faz você ter a impressão que está em uma maratona fazendo com que a necessidade de recobrar o ar seja constante, ai você dá 4 passos e para 3 minutos pra descansar e vai nesse ritmo até onde o corpo agüenta.

 

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Tinham uns alemães no bus que pareciam que estavam no Everest, todos encapotados, com aqueles balões de oxigênio portáteis, bota com garras pra neve, bastão e mais um monte de frescura. A gente olhava pro caras e pensava que eles iam subir aqueles 3 km até a estação, continuar até o cume, chegar lá, dar duas piruetas no ar e voltar pulando em um pé só de tanta “viadagem” que eles estavam carregando. Mas ai meu amigo...os caras abriram o bico...kkkk. nem chegaram na porra da estação de esqui. Ta certo que tava foda e aquela neve fina da estrada agora era nevasca forte que ardia o rosto, os 5 mil e lá vai pedrada de altitude pegaram feio. A Taia tava olhando pra mim e falando que merda de ano novo do cacete. O Roger desistiu nos primeiro km e voltou pro busão. Os únicos que estavam rindo disso tudo era eu e a Lú. Fizemos uma festa danada, mas chegou uma hora que repensamos e vimos que não íamos conseguir chegar até a estação também, mas não por cansaço e sim pelo tempo. Ficamos brincando e perdemos o foco da subida, quando reparamos a galera já estava descendo de volta e a gente e bem perto, uns 500 metros, mas tínhamos que voltar. Foi realmente uma pena pela vista que deve ser fantástica lá de cima, mas conseguimos boas fotos mesmo assim.

 

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Quando chegamos ao busão, estavam lá a Taia e Roger refeitos da aventura e surpresos com o calor que estavam sentido quando parou a nevasca e abriu um sol gritante. Sentamos todos em uma pedra e fomos fazer um lanche enquanto aguardávamos os retardatários retornarem. Quando a guia chamou para todos entrarem no busão reparamos que o Cristiano não havia voltado. Demos o alerta, mas mal sabíamos que esta seria a primeira de várias oportunidades em que o Cristiano iria mostrar seu lado “desligado”. Cristiano é uma cara bem legal, disposto e de papo fácil, mas pensa num cara inocente, daqueles que você fala: vai ver se eu tô na esquina...e o cara vai! Rsrsrsrs

 

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Meia hora depois aparece o cara, bravo porque estava a 1 hora esperando todos e ninguém aparecia e ele só se ligou que estava esperando no bus errado quando o guia do outro bus não deixou ele entrar. Detalhe: só havia dois buses, um azul (o nosso) e outro preto. Rimos muito dele, mas também demos os parabéns pois só nos perdemos dele porque ele foi o único que encarou a subida com seriedade e chegou até a estação.

Voltamos pela mesma estradinha sem vergonha desmaiados de sono e umas 3 horas depois, perto das 4 da tarde, estávamos na praça São Francisco onde uma parte do pessoal que estava no bus desceu, enquanto o restante seguiria caminho até o Vale da Luna. Quando você compra o passeio até o Chalcataya, você tá comprando apenas o transporte na maioria das agências. Na estação de esqui tem de se pagar Bol 15 pra entrar e no Vale de La Luna mais Bol 20.

 

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Seguimos em direção ao vale morrendo de fome e quando chegamos lá o bagaça tava fechada, com um bilhete gigante nos portões, no vidro do guichê e pra todos os lados: “Cerrado para las excursiones dia 01/01”...porra dona guia?!?!?!

Subimos uns morros ali por perto pra dar uma espiada no vale e confesso que apesar de ter ouvido falar mal do passeio fiquei morrendo de vontade de entrar. Tiramos umas fotos e a guia chamou todos para voltar a praça.

O que limpou um pouco a barra dessa guia com a galera foi ela ter nos deixado lá no alto da Sagarnaga no cruzamento com a Lhampu, bem na frente de uma conveniência que vende um vinho boliviano ótimo por Bol 22.

Enquanto a galera fazia uma votação pra decidir se levava vinho, tequila ou cerveja, o Cristiano foi pegando um monte de coisa e só na hora de pagar é que percebemos a idéia dele: Macarrão com molho vermelho e atum!

Na volta pro hostel alguém levantou a lebre se podia ou não cozinhar lá, mas quando chegamos Lupan foi solidária, disse que não podia, até porque não haviam utensílios pra isso, mas como nós já havíamos comprado tudo ela deixaria, desde que deixássemos a cozinha em ordem depois.

 

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Tudo combinado e Cristiano já foi pra cozinha, ajudado por Roger e Taia. Eu fui tomar um banho e quando voltei me contaram a aventura de cozinhar. Pra começar não havia detergente e tiveram que lavar tudo com sabão em pó, a única panela estava furada e só cabia coisa de 1 litro de água, então imagina a caca que não ficou o fogão e a cara de contende da Lupan. No final deu tudo certo e o rango até que ficou muito bom, ou era fome! Comemos muito e experimentamos aquele vinho Boliviano, só 3 garrafas.

Ficamos conversando no sofá da recepção sobre o passeio para o Salar que embarcaríamos no dia seguinte e Cristiano decidiu nos acompanhar. Lá pelas 9 da noite o sono bateu e todos foram dormir.

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7º Dia – La Paz x Uyuni (Salar)

 

Nem combinamos, mas todos se encontraram no café da manhã, inclusive Cristiano que havia se decidido nos acompanhar até Uyuni para o passeio no Salar. Combinamos que a prioridade era fechar o bus para Uyuni até o fim da manhã, então pedimos a Lupan que ligasse na Todo Turismo para ver se conseguíamos um desconto por 5 pessoas, mas o bus estava cheio e só haveria lugares para dali dois dias. Assim que soubemos disso resolvemos que os homens iriam até o Terminal terrestre para ver a transOmar que era a segunda da lista, enquanto as meninas procurariam nas agências entorno do hostel pra ter alguma outra opção caso a TransOmar melasse.

Saímos os três a pé apesar do Roger não ter gostado nada na idéia de subir a avenida Uruguai caminhando, isso porque é só uma quadra, mas é reflexo de como estávamos cada vez mais acostumados com taxi ou van em qualquer ladeira.

Chegando lá, surpresa geral, TransOmar fechada e um bilhete com um nº de celular grudado no vidro. Tiramos uma foto e procuramos um telefone público pra ligar e foi ai que eu me liguei que até então não havíamos visto nenhum na cidade. Rodamos todos os cantos da rodoviária e nisso achamos uma outra empresa que ia até Uyuni, a Cruz Del Norte. Meu amigo...pensa em uma empresa derrubada! Qualquer empresinha mixuruca tem a foto de um busão top de linha na fachada do guichê, por mais que o bus seja uma verdadeira merda, a foto vai ser de um bus 0km, mas essa...nem a foto da fachada dava pra enganar. O bus parecia um 4x4 de 45 lugares com pneus pra lama, prontinho pra entrar no rali dos sertões, não inspirava nenhuma confiança. O preço até que era convidativo: Bol 100.

Desistimos de tentar achar um telefone e voltamos para o hostel com o contato da transOmar e por via das dúvidas, da Cruz Del Norte também. No caminho demos uma passada na TodoTurismo novamente e estava tudo fechado mais uma vez.

Chegando no hostel encontramos as meninas que só haviam achado passagens na agencia Vicuña Travel, quase ao lado do hostel a Bol 130. Então decidimos dar um tempo nessa busca e relaxar um pouco, afinal estávamos de férias!

 

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Fizemos o check out e deixamos nossas coisas na recepção, o Cristiano e Roger saíram pra comprar umas coisas pra eles, o Cristiano comprou uma calça e mais umas coisas pra levar pro salar, já Roger comprou uma bota Timberland de Bol 800 porque tinha molhado o pesinho quando subiu o Chalcataya. Ta certo que Bol 800 é muuuuito mais barato que no Brasil, mas falar que comprou porque a outra molha o pezinho foi dar brecha pra ser zuado, o que fiz muito. Faço questão de fazer uma observação aqui sobre esse assunto: Durante minhas pesquisas pra montar meu roteiro eu via posts e mais posts sobre roupa técnica, botas, impermeáveis e o escambal a quatro. Então ficava refletindo sobre a real necessidade de todo esse equipamento pra fazer a viagem e lembrava muito do tempo que enfrentava neve até o joelho pra poder ir trabalhar sem nada disso. Não entrava na minha cabeça, gastar horrores por causa de um dia na neve. Mas entendia perfeitamente a importância de se vestir em camadas e ter um corta vento para o corpo, além de um calçado que fosse impermeável para evitar congelar o pé, lembrava também que quando eu ia caminhar bastante na neve, embrulhava o pé com aqueles rolos de filme plástico e dava tudo certo. Então logo pensei comigo: que calçado eu tenho que está “amaciado” e é impermeável? Só uma bota velha daquelas de EPI que custou R$ 35,00. Bem...só tem tu, vai tu mesmo! E resolvi arriscar. No dia anterior, levei um rolo de filme plástico mas nem precisei usar, a botinha de EPI deu pro gasto com folga. Importante mesmo foi a jaqueta corta vento, mas aquela que comprei por Bol 50 dois dias antes dava e sobrava.

 

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Eu e a Taia saímos pra andar um pouco e descobrimos um mercado “Ketal” muito perto do hostel, na calle Zoilo Flores. Lá compramos mais pilhas duracell em um pacotinho com 5 unidades pelos mesmos Bol 22 que havia pago em duas pilhas na conveniência do cunhado da guia do Chalcataya. Águas 2L é Bol 5 e batatas Lays Gigante Bol 18,30. Deixamos tudo no hostel e chamamos a galera pra ir almoçar.

 

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Na esquina da c. Lhampu /c a C. de lãs Brujas tem um boteco que fica no segundo andar e a entrada é uma portinha minúscula, subindo descobrimos um bar com pinturas de cores vibrantes nas paredes, mas o serviço deixou muito a desejar. Pedimos uma cerveja 3 vezes até ela vir a nossa mesa, além disso veio quente. Mas foi lá que começamos a reparar a cara que o Cristiano aparecia em todas as fotos que tirávamos com uma cerveja por perto, tipo psicopata por breja!

 

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De lá voltamos ao El Pueblito porque sabíamos que não iríamos nos decepcionar com a cerveja, além do que havia várias outras marcas para experimentar,...hehehehe.

Saímos do Boteco e voltamos ao hostel, então pedimos para a Lupan ligar na TransOmar e descobrimos que não haveria bus naquele dia. A Lupan tentou algumas outras empresas que conhecia, mas sem sucesso algum, então nos vimos em um beco sem saídas, era Cruz Del Norte ou empresa da Vicunã Travel que nem sabíamos qual era. Fomos a Vicuña e lá descobrimos que o busão era o mesmo da Cruz Del Norte, só que mais caro, então voltamos ao hostel e pedimos a opinião da Lupan que disse nunca ter ouvido falar dessa empresa, mas eram quase 4 da tarde e não tínhamos mais outra opção, ou cancelávamos a ida ao Salar naquele dia ou arriscaríamos com essa empresa mesmo. A lupan ligou no guichê dos caras lá no terminal e adivinha só...não tinha mais passagens!!!! Voltamos na Vicuña e falamos para a moça que não haviam mais passagens, então ela ligou pra alguém que confirmou que havia um 2 bus, logo pensei: “putz...deve ser mais fudido que o outro”.

Fechamos assim mesmo e seja o que Deus quisesse. Tudo resolvido e o que fazer??? Todos se olharam e pensamos que eram as últimas horas em La Paz, tínhamos uma viagem de 12 horas pela frente em um busão porcaria, o que mais podia dar errado? Roger com sua sabia filosofia disse: alguém vomitar no bumba! Cristiano já emendou: Ow...e aquela tal de Platinium? Será que é boa? E vamos nós ao Pueblito novamente.

 

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Ficamos lá até umas 15 p/ 7 da noite e o busão saia as 19:30h. Corremos para o hostel e lá chegando, enquanto arrumávamos as mochilas que haviam ficado na recepção, uma garotinha passou a nos perseguir, era Yashin, filha de Lupan e super simpática.

Pegamos um taxi até o terminal e aquilo que suspeitávamos aconteceu: busão porcaria, banco que não deita, poeira nas cobertas e de lambuja uma confusão porque venderam passagens a mais. Nós que não somos bestas entramos no bumba e sentamos em nossos lugares com cara de “daqui não saio, daqui ninguém me tira” e a discussão nem espirrou pro nosso lado. Só me mexi pra pagar o direito de uso do terminal (Bol 2)

 

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As 20 horas o busão saiu e eu apaguei, só acordei na madrugada em uma parada rápida em um buteco no meio da estrada que não vou nem comentar pra não revirar o estomago de ninguém, mas que sirva de aviso as meninas, pra que estejam preparadas caso precisem ir ao banheiro, que o matinho na beira da rodovia é muito mais limpo e cheiroso.

 

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  • 3 semanas depois...
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De lá fomos até a praça para virada e encontramos Ale e Laritza além de um grupo de brasileiros do Rio de Janeiro, quem prometeu que iria e não deu as caras foi a Maria Emília. À meia noite os fogos começaram a pipocar por toda a cidade e da praça era incrível a visão que se tinha. O pessoal ficou conversando mais um pouco e logo decidimos voltar ao hostel.

 

Leo, perdão mais uma vez, mais nesse horário as crianças já estavam dormindo, pois em La Paz "perneiam" bastante durante o dia nos parques da cidade (que tem bastante brinquedos) e quando chega a noite só comem algo e já estão em "alfa"

 

Mais não vai faltar oportunidade, o Alexandre e Laritza encontramos na Mallasa e em Chacaltaya, depois do ano novo.

 

Maria Emília

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