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Olá viajante!

Bora viajar?

Uruguai e Buenos Aires de busão - 18 dias (fev/mar)

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Faaaaaaala, galera!! Então, to voltando aqui para fazer o relato da minha primeira viagem de mochilão e, com isso, agradecer a todos que escreveram os relatos que eu li e que me ajudaram muito antes de ir. Foi a primeira vez que viajei sozinha e, aproveitando que o meu Rio Grande do Sul fica bem pertinho, fiz toda a viagem de busão mesmo. A viagem durou 18 dias. Saí de Poa às 20h30 do dia 13/02 e cheguei em Punta del Este no dia seguinte, um pouco depois das 6h. Voltei de Buenos Aires dia 03/03, às 13h, e cheguei em casa no dia seguinte, um pouco depois das 8h.

 

PREPARATIVOS

Eu preparei toda a viagem, mas ainda não tinha mochila. Como estava bem em cima da hora e eu não tinha mais nada de grana, comprei uma bem baratinha (R$ 80) no camelódromo da minha cidade. Sim, alguns mochileiros compram sua mochila lá. Já digo que ela aguentou o peso de tudo que eu coloquei nela e mais um pouco e voltou inteiraça, sem um arranhão.

 

Sobre documentos, eu levei o passaporte mesmo, que já tinha.

 

Para transportar o dinheiro, não comprei nada, nem Money Belt. Levei cartão de débito Visa. Sei que foi arriscado, na próxima talvez eu leve um VTM também, só pra ter mais uma opção. O plano era esse:

 

- levar 300 pila em dinheiro, que era para eu guardar e esquecer, usar apenas para uma emergência. (Troquei quase tudo depois que desci do buquebus em Buenos Aires porque não tinha um puto no bolso.)

- Cartão do banco para fazer saques no caixa automático. Não usei o cartão em nenhum estabelecimento, pagava sempre em dinheiro.

- 1º saque é na rodoviária ou lugar mais próximo que tenha caixa eletrônico: saque de R$ 200 = $ 1936. Caso todos os caixas automáticos da rodoviária estejam indisponíveis, então pego 100 reais da minha reserva e troco na casa de câmbio, mesmo com cotação ruim, e deixo para tirar o resto em um caixa automático da cidade. (Não tinha caixa automático na rodoviária de Punta del Este, então saquei no caixa eletrônico Banred que tinha perto do hostel)

- Para os dois dias que ficar em Punta, devo gastar apenas R$ 180 = $ 1742, 40, então sobram $ 193,60 = R$ 20. No albergue ou na rodoviária, quando for pegar o ônibus para Punta del Diablo, saco R$ 430. 430 + 20 é o valor que devo gastar durante os 3 dias em Punta del Diablo, 1 dia em Cabo Polônio e o primeiro dia em Montevideo. (Saquei mais que isso, $ 2000. Gastei menos do que previ em Punta, então me sobrou mais dinheiro. Antes de ir embora, saquei $ 3600, esquecendo do meu planejamento. Acabei calculando errado esse saque, então, quando tava indo embora de Cabo Polônio, estava quase ficando pobre.)

- Na rodoviária de Montevideo, saco mais R$ 360 para o três dias que sobram lá e 1 dia em Colônia. Vou ficar com + ou - R$ 186 na conta + 228 dos 300 = 414 (Ao chegar em Montevideo, saquei $ 4500 para os dias que passaria lá e para o único dia que passaria em Colônia.)

- Dos 300 em dinheiro que guardei, uso R$ 72 pra pagar o buquebus. (Não precisou, eu ainda tinha muuuitos pesos uruguaios e deu para pagar o buquebus e gastar em presentes pros meus pais. Quando cheguei em Buenos, ainda tinha os 300 e cerca de R$ 500 na conta)

 

Como vocês podem ver, eu fui meio metódica (ou muito), mas é porque eu tava muito preocupada com o dinheiro, depois relaxei no seguimento desses passos, tanto que não fiz nada do que eu esperava. Levei mais dinheiro do que precisava na verdade, então sempre estava sobrando e nunca faltando, o que é obviamente bom. Mas esse planejamento de gastos aí é bem bom, me baseei em algum post de algum mochileiro desse site, mas não me lembro onde está. ::putz::

 

 

O ROTEIRO

O roteiro durante a viagem ficou assim:

 

Dia 1 – Punta del Este

Dia 2 – Punta del Este

Dia 3 – Punta/Punta del Diablo

Dia 4 – Punta del Diablo/Fortaleza de Santa Teresa/La Pedrera/ Punta del Diablo

Dia 5 – Punta del Diablo

Dia 6 – Punta del Diablo/Cabo Polonio

Dia 7 – Cabo Polônio/Montevideo

Dia 8 – Montevideo

Dia 9 – Montevideo

Dia 10 – Montevideo

Dia 11 – Montevideo/Colônia

Dia 12 – Colônia/Buenos Aires

Dia 13 – Buenos Aires

Dia 14 – Buenos

Dia 15 – Buenos

Dia 16 – Buenos

Dia 17 – Buenos

Dia 18 – Buenos/Poa

 

 

ORÇAMENTO

 

Antes de sair de Porto Alegre, só gastei com as passagens de ida para Punta e volta de Bueno Aires para Poa (lembrando que foi de busão também), o que deu R$ 391,75. Fiz reservas (aqueles 10%) em hostel, mas, como meu aniversário havia sido há pouco tempo, ganhei de presente de uma das minhas dindas o valor das reservas.

 

Eu sou adepta de gastar pouco, mas, pensando que sempre pode ocorrer imprevistos, estipulei gastar R$ 90/dia. Acho que é o suficiente para passar bem em qualquer cidade do Uruguai e em Buenos Aires. Digo que só passei um pouco, mas beeem pouco, disso em Punta del Este. Como iria ficar 18 dias, isso daria R$ 1620, certo? Eu levei um pouco mais para imprevistos. Algo como uns R$ 1800 e me sobrou dinheiro no final. Tudo bem que eu não saí à noite tanto quanto gostaria, mas é tranquilo. Acho que um valor entre R$ 1600 e R$ 1800 (sempre bom levar em conta que pode rolar imprevistos) tá ótimo. As cidades em que tu vai gastar mais são Punta del Este, talvez em Montevideo e, com certeza, em Buenos Aires. Partindo de tudo isso, deixo claro que esse valor incluiu transporte dentro das e entre as cidades, alimentação, hospedagem, bebidas em festas (não fui em nenhuma festa que pagava) e entradas em alguns pontos turísticos. Como, no final, me sobrou muito dinheiro, acabei até comprando umas coisas pra mim (já pedi pra todo mundo me lembrar na próxima vez que eu sou louca por livrarias, talvez isso me impeça de comprar quinhentos livros) e presentes pra família e amigos. Ah, esqueci. Em Montevideo e em Buenos Aires, fiquei hospedada pelo Couchsurfing, então não gastei com diária de hostel.

 

Acho que é isso. Vamos pro relato, então? :wink:

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15º DIA > Buenos Aires

 

Pela manhã, eu e Elina saímos para andar pela Avenida Corrientes. Ela queria comprar lembrancinhas pra família e amigos, então fui acompanhá-la. Qualquer caminhada pra viajante tá valendo, e eu ainda não tinha andado por lá. Fomos andando pela Pueyrredón, entramos numa loja de lindas roupas indianas (quem quiser dar uma passada lá, se chama Style Punjabi - facebook.com/StylePunjabi - e fica na Pueyrredón, 693). Acabou que ficamos conversando com o dono da loja e, conversa vai, conversa vem, descobrimos que o cara é o embaixador do Couchsurfing de Amritsar (eu acho), na Índia. Quanta coincidência!

Eu e Elina continuamos nossa caminhada, dobramos na Corrientes e seguimos toda vida. Passamos por diversas livrarias e sebos. Eu não entrei em nenhuma porque estava com a Elina, senão entraria em todas, mas fica a dica pra quem gosta. Também passamos pelo Paseo la Plaza, uma galeria escondida entre a Corrientes e a Sarmento, onde tem bares, teatros, cinema, restaurantes e lojas. Bem legal, mas não ficamos muito tempo. No meio do caminho, estava rolando uma manifestação e estava cheio de policiais. Elina ficou morrendo de medo de dar confusão, eu fiquei de boa né. Normal. Mas ela quis entrar em outra rua pra fugir daquilo. Fizemos toda uma volta e depois saímos na Corrientes de novo. Quinze mil e oito quadras depois, estávamos na famosa Avenida 9 de Julio, de cara com o Obelisco. Ooo negócio grande. Avenida movimentadíssima. Tirei uma foto do prédio onde tem o desenho da Evita, e lá fomos nós procurar a casa de câmbio que haviam indicado para a Elina. Se eu bem me lembro o endereço, era na rua Carlos Pellegrini (só perguntar pra alguém porque só tem que atravessar a 9 de Julio), número 777. O real tava 3,45 pesos argentinos. Os reais que restavam dos 300 reservados pra emergência renderam ali. Já aproveitei e perguntei pro moço do câmbio onde tinha um banco que aceitasse visa. Aí ele me indicou um na Paraguay, bem pertinho dali, onde tinha a placa da Banelco, mas eu já tinha ido em outros bancos com essa placa e não tinha conseguido. Já digo, o negócio é ficar tentando. Nesse banco que o cara indicou, consegui na segunda tentativa. Fiquei ryca.

 

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Obelisco

 

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Dali, eu e Elina andamos mais até a Av. Pres. R. Saenz Peña, ela comprou um presentinho pra Adri, e pegamos um trem de volta para casa. Chegando na Pueyrredón, decidimos almoçar pizza, fica na esquina da Pueyrredón com a Paraguay.

À noite, fizemos festinha de despedida para a Elina. Compramos champagne e coisas pra fazer bolo. Piotr fez uma torta ótima. A pedidos de Elina, pois era a sua última noite em Buenos antes de voltar pra Finlândia, eu, ela e a Adri fomos em uma festa de tango em Palermo. Chegamos lá e estava um pouco vazio, mas, felizmente, acabou que não pagamos nada pra entrar. Enquanto Elina dançava, eu e Adri conversávamos com um holandês e um americano muito legais. Não lembro o nome deles, mas eles tiveram que ir embora não muito tempo depois. Dessa festa, decidimos ir para outra, também de tango, que era relativamente perto e, se tu entrasse às 4h da manhã, que eu me lembre, tu não pagava nada porque a festa termina às 5h. Eu já estava com as minhas pernas podres, um músculo da minha panturrilha direita começava a me incomodar de uma forma que me deixou bem de mau-humor de ter que andar um monte, mas tentei não deixar transparecer. Chegamos lá, mas eu e Adri logo decidimos voltar para casa. Estávamos muito cansadas. Eu só queria deitar confortavelmente e dormir o sono justo dos mochileiros. :wink:

 

OBS1.: Pra quem leu o post anterior antes desse aqui e está vendo o mesmo final, é que eu tinha me confundido com o dia que a festa de tango aconteceu. Sabe como é né.. Acontece tanta coisa, que chega uma hora que a gente já não se lembra que dia foi.

 

OBS2.: Nesse dia, eu só andei e aproveitei os últimos momentos com a Elina, por isso não há muitas fotos. Tirei quatro fotos no máximo nesse dia.

 

OBS3.: No dia seguinte, eu andei mais pela cidade e me apaixonei em Buenos Aires. ::love::

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16º DIA > Buenos Aires

 

Depois de todas as despedidas, Elina foi embora pra Finlândia. Nesse dia, meu plano era ir para o Bairro Retiro e, se desse, Puerto Madero. Acredite se quiser, fui andando. Um músculo da minha perna direita começou a me incomodar horrores. Também, andei toda a Av. Santa Fé até a Calle Florida, parando, antes de chegar nessa última, na Plaza Ldor. Gnral. San Martin (Av. Santa Fé com Maipú). Nessa praça, tu vê o monumento ao General San Martín, que é bem bonito, vê a Torre de Los Ingleses, o Edifício Kavanagh, um dos mais altos da América Latina (120 metros), e o Palácio San Martin. Eu não vi, mas tu pode ver, também por essas bandas, o monumento aos Caídos na Guerra das Malvinas.

 

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Monumento ao General San Martín

 

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Torre de los Ingleses

 

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Plaza F. Aérea Argentina

 

Depois de ficar um tempinho por ali tirando fotos, admirando a paisagem da Plaza F. Aérea Argentina, fui pra Calle Florida zanzar e achar as Galerias Pacífico. Ela fica na esquina da Florida com a Córdoba. Entrei, estava morrendo de fome, fui almoçar no Burger King. Peguei um sanduíche gigante e o refrigerante médio é ainda mais gigante. Bem alimentada, saí explorando tudo, me perdendo nas escadas rolantes (coisa de Ellen), entrei no Centro Cultural Borges, que tinha uma exposição bem legal. Que eu lembre, eram fotos de um cara que viajou pelo Peru. Saí das Galerias, comprei minha primeira alpargata da vida e andei toda a Florida até a Saenz Peña. Desisti de ir até Puerto Madero porque estava a maior tranqueira (= engarrafamento) e estava ruim de ficar atravessando aquelas ruas largas. Tirei fotos da parte de trás da Casa Rosada e da estátua que tem lá, andei até o trem e fui embora.

 

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Galerias Pacífico

 

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Banco de la Nación

 

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Monumento em homenagem a Cristóvão Colombo, fica atrás da Casa Rosada

 

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Casa Rosada de novo

 

Mais tarde, fui andar na Avenida Santa Fé de novo. Já falei que adorei essa rua né? Como faltava pouco tempo pra eu ir embora, decidi gastar um pouco do meu dinheiro. Eu economizei tanto e saí tão menos do que eu gostaria, que acabei ficando com muito dinheiro pra gastar, então decidi comprar os livros que eu andava namorando desde que eu cheguei lá. Nesse dia, comprei dois livros, um do Eduardo Galeano, Las venas abiertas de América Latina, e um sobre a história de Soledad Rosas, uma argentina que foi morta na Itália acusada de ecoterrorismo. O nome do livro é Amor y Anarquía, de Martín Caparrós.

À noite, eu e Adri cozinhamos a sobra de vários tipos de massa e, depois de vasculhar no site do Couchsurfing, vimos que ia ter uma festa num casarão com piscina e tudo, de graça, só pagava a bebida.

 

PAUSA

 

Mesmo que tu não queira se hospedar através do Couchsurfing, é sempre bom ter um perfil no site porque sempre tem eventos do CS rolando nas cidades todos os dias. A comunidade de Buenos Aires é bem ativa, sempre tem algo pra fazer, seja pic nic, free walking, festas em casarões com piscina.... Me disseram que essas festas são bem frequentes. Eu recomendo. Mas é só pra quem é do CS ou conhece alguém que seja, senão é meio impossível ficar sabendo delas.

 

PLAY

 

Vimos também que um italiano (do CS) que iríamos encontrar tinha confirmado presença na tal festa, então decidimos ir também. Encontramos o italiano, não me lembro o nome dele, no Sugar (http://www.sugarbuenosaires.com/), bar preferido da Adri. Fica em Palermo. Eu adorei o lugar. Cheio de estrangeiros, visual bonito, música boa. Bebi uma caipirinha. Depois dali, fomos os três para a festa do casarão. Um cara do CS que estava organizando. Quando chegamos, disseram que a festa estava lotada, que não dava pra deixar entrar, talvez daqui uma hora. Fiquei puta porque queria muito entrar, e não é que conseguimos? A festa nem estava lotada, mas estava boa. A casa era grande mesmo e bonita, com piscina. A bebida era barata, a música era boa e a maioria das pessoas era bonita. Depois de ficar mó tempão na fila do banheiro, conversando besteira com uns argentinos que estavam na nossa frente, fomos dançar. Conheci um francês, mas fugimos dele para comprar bebida. Voltando a dançar, eu estava super feliz porque fazia um tempo que eu não ia numa festa de verdade, conhecemos um outro grupo. Comecei a dançar com um outro francês que usava uma touca colorida, era muito engraçado e cantava Come on Eileen pra mim. Chegou uma hora na festa que Adri me achou e disse que estava indo embora, eu decidi ficar. Olha eu aí de novo sempre querendo mais. Mas, logo fui embora também e me vi, no final da minha viagem, num táxi, na Argentina, com um francês desconhecido, lindo, e louco e... :twisted:

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17º e 18º DIAS > Buenos Aires

 

Bem, o dia seguinte da festa era o meu último dia. Dormi até quase uma da tarde. Estava com uma preguiça master de levantar, mas, não sei se vocês perceberam, dentre muitos lugares que eu deixei de ir, estava faltando um que eu não poderia deixar para a próxima vez. Um lugarzinho bem colorido, com estátuas nas janelas, pinturas na parede, um cara imitando o Maradona, outro imitando o Carlos Gardel e casais de tango dançando em plena rua. Tomei coragem, levantei, me arrumei e saí. Estava tão cansada que não queria nem ver a cor dos ônibus. Que eu me lembre, já que eu não tava afim de ir de bus e pra não gastar tanto, peguei o trem até perto da Plaza de Mayo, dali, peguei um táxi até o bairro Boca. Andei pra lá e pra cá pelo Caminito, observando as pessoas, entrando na feira de artesanatos que tem lá (me apaixonei por uma bolsa, mas não tinha levado dinheiro suficiente pra gastar nela), tirando fotos das casas e das pinturas nas paredes. Não, eu não tirei foto dançando com um dançarino de tango, e também não comi em nenhum dos restaurantes dali. Eu queria só visitar o lugar (porque merece ser visitado) e ir embora.

 

DICA 1: Quem está sozinho por lá, principalmente mulheres sozinhas, não fiquem de bobeira, não confiem em ninguém que se ofereça para mostrar a vocês o bairro.

 

DICA 2: Eu perguntei para um guardinha onde fica o restaurante El Obrero, mas como era um pouquinho distante dali, e eu não queria andar sozinha pelo bairro, desisti de ir almoçar nele. Fiquei sabendo desse restaurante através de um casal de argentinos em Cabo Polônio. O El Obrero é um bodegón (botequim) que serve comida genuinamente portenha. É lá onde almoçam os trabalhadores dos arredores, mas já passaram por ele muitos artistas, como o cantor Mick Jagger, o cineasta Francis Ford Coppola, o rei da Espanha, Juan Carlos, o cantor Bono Vox, entre outras celebridades. Pela fachada e pela decoração feita de pôsteres de futebol, cartazes de tango, cardápio coletivo escrito em lousas, etc., muitos não entrariam lá dentro, mas acontece que o El Obrero virou cult e está sempre lotado, então reserve antes de ir. Ah, tem que pagar couvert.

 

Agora, chega de papo e fotos.

 

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Depois que vi tudo que pretendia por ali, desisti também de ir até o estádio La Bombonera, peguei um táxi até a Plaza de Mayo e depois o trem de volta para o bairro Recoleta. Dei uma volta pela Avenida Santa Fé em busca de um presente para a Adri. Esqueci que muitas lojas fecham já aos sábados e não tinha levado muito dinheiro. Detalhe: eu ainda estava rica porque não gastei o tanto que achei que gastaria em meus dias em Buenos Aires e eu iria embora no dia seguinte. Comprei o livro Fiesta, do Hemingway, para Adri e decidi que voltaria depois para comprar mais coisas. Voltei para casa, fiquei lá matando tempo, comi alguma coisa e depois saí para andar de novo pela Av. Santa Fé. Dessa vez, me libertei e entrei nas livrarias. Comprei os outros dois livros que eu andava namorando: Cien años de soledade, García Marquez; e um do Cortázar porque não podia faltar um livro de um escritor argentino, né. Andei pra lá e pra cá, entrei numa Freddo e comi um sorvete de dulce de leche com mais não sei o quê, não me lembro, e estava ótimo. Depois, voltei para a casa da Adri. Essa noite, nós combinamos de sair, nos arrumamos e tudo. Fizemos janta, compramos vinho, estavam mais duas amigas da Adri, uma delas estava se mudando para lá naquele dia, por sinal, e tinha mais um cara também, um outro suíço. Nós ficamos conversando, bebendo e escutando músicas variadas até chegar nas bregas músicas da Argentina, como El Matador, por exemplo. Rimos muito e aproveitei minha última noite com aquelas pessoas. Antes de dormir, escrevi uma dedicatória no livro que daria para Adri. No dia seguinte, me despedi de Adri das gurias, de Buenos Aires e dos meus 18 dias de mochileira (quase) solitária. Meu ônibus para Porto Alegre saía às 13h de domingo. Enquanto esperava o horário dele, decidi abrir a mão e fazer o que mochileiros geralmente não fazem: comprei presentes pra todo mundo, mas foi só porque tinha sobrado dinheiro. Perto do horário do ônibus, quase perdi porque, muito Ellen bocó ::putz:: , não achava onde tinha que pegar, mas consegui, e, depois de horas dentro dele, um filme do Bradley Cooper, outro filme, outro filme, parada demoradérrima de madrugada para carimbar o passaporte pra sair do país, cheguei na rodoviária de POA lá pelas 8h30 da manhã de segunda-feira. Eu ainda falava espanhol com as pessoas. ::dãã2::ãã2::'>

 

 

Bem, espero que tenham gostado e que meu relato tenha sido útil em alguma coisa. Qualquer dúvida, estarei aqui para ajudar. Desculpem pelas vezes que me foquei demais em minhas impressões e minhas reflexões sobre as coisas, mas tentei passar também o que eu senti viajando pela primeira vez sozinha, quer dizer, tentei mostrar que a gente sente muita coisa e se conecta com muita gente durante um mochilão. E é isso. Até a próxima! porque sempre há uma. ::kiss::

  • 5 semanas depois...
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Oi Ellen!!

 

Achei fenomenal seu relato, parabéns!!! Ao ler suas palavras me senti novamente passeando nas ramblas de montevideo; observando os casarões de estilo português e espanhol em colônia e perdida no corre corre da calle florida em buenos... gostei demais, excelente e engrandecedora experiência! ::otemo::

::otemo::

 

abraço!

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Valeu, Renata!!! Que bom que fiz tu te sentir assim.. Foi ótimo escrever também, me fez reviver tuuudo de novo. :)

 

Abraçoo!!

  • 3 semanas depois...
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Quanto voce gastou tudo isto em 18 dias? É que estou querendo ir neste ano, estou tentando planejar tudo corretamente, pois será a minha primeira vez,

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MONTEVIDEO->PUNTAL DE ESTE->ROSÁRIO->MENDOZA->BARILOCHE->MAR DEL PLATA->BUENOS AIRES.

 

Um roteiro de onibus, será que dará tudo conta em 20 dias? Entre 7 cidades.

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Oi, Christiane! Tudo bem? Que bom que decidiu colocar o pé na estrada.

 

Então, levei 1800 reais pra viagem, mas, tirando os vários presentes que comprei pra família e amigos porque me sobrou bastante dinheiro no final, gastei menos de 1600 com certeza, provavelmente uns 1200/1300. Eu aconselho levar entre 1600 e 1800 reais, dificilmente tu vai passar disso se a maior parte da tua viagem for no Uruguai. Agora, como a tua viagem se concentra mais na Argentina, provavelmente vai sair mais caro, principalmente porque o país está passando por uma inflação forte. Obviamente, isso não significa que tu tenha que abandonar a ideia de ir pra lá, significa apenas que tu tem que ir mais preparada. Outra coisa que encarece esse teu roteiro é o fato de que pegar ônibus na Argentina é caro e as cidades ficam meio longe umas das outras. É bom prestar atenção nisso também, saber a distância entre as cidades, se há ônibus entre elas e quanto tempo tu vai demorar pra chegar em cada uma porque isso conta na quantidade de dias que tu vai precisar pra passar por todas elas.

Quanto à quantidade dos dias, só na parte do Uruguai (Montevideo e Punta del Este), tu já vai ter uns 5/6 dias. 3/4 dias em Montevideo, e 2, no máximo, em Punta del Este. Buenos Aires vale ficar no mínimo 5 dias. Daí tu já tem 10/11 dias. Sobram mais 9/10 dias pra Rosário, Mendoza, Bariloche e Mar del Plata. Sabendo disso, é provável que tu tenha que deixar alguma(s) dessas cidades de fora. Saiba que Mendoza e Bariloche exigem mais tempo que Mar del Plata e Rosário.

A última coisa que eu te aconselho é mudar a ordem do roteiro. É melhor chegar em Montevideo, logo ir para Punta del Este, ficar o tempo que tu quer ficar, voltar para Montevideo e ver como fazer pra ir direto pra Rosário. Como eu desconfio que não há meio de ir direto pra Rosário, sugiro pegar um ônibus de Montevideo pra Colonia del Sacramento (só de passagem, já que tu não colocou ela no teu roteiro) e então o buquebus para Buenos Aires. O roteiro ficaria mais ou menos assim: Montevideo > Punta del Este > Montevideo > Colonia > Buenos Aires > Mar del Plata > Rosário > Mendoza > Bariloche. Fica mais viável.

Bom, é isso. Mesmo que eu não tenha ido pra algumas cidades que tu pretende ir, espero ter ajudado.

 

Abs! :P

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