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Jorge Soto

Travessia da Esplanada... a pé!

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http://www.ipernity.com/doc/275479/album/319467?view=1

 

Travessia da Pedra Esplanada

A Pedra da Esplanada é um dos gdes maciços graníticos q destoam do sertão de Biritiba-Mirim, e seu principal mirante, situado na cota dos 1047m, é acessivel por trilha conhecida q não tarda nem 40min em vencer o desnível de 350m ao alto da pedra. No entanto, o verdadeiro pto culminante desta largo e pitoresco maciço é acessível por outra picada menos visada q, discretamente, nasce da vereda principal e atinge o alto dos 1066m da montanha. Dessa forma, neste domingo realizamos a travessia completa pelo rochoso conhecido como Pedra da Esplanada, partindo de seu contraforte oeste, rasgando td sua estreita e espichada crista, p/ depois descer pela íngreme face leste da montanha. Uma breve e perrengosa travessia envolvendo trilha, escalaminhada e vara-mato, mas recompensada com vista exclusiva e privilegiada dos maciços vizinhos, como o Garrafão e o Itapanhaú.

 

23052013191023Pedra%20da%20Esplanada.jpg

 

O domingo amanhecera pouco promissor, e o firmamento apresentava não apenas uma tonalidade opaca nada animadora como tb brumas alvas q traziam a sensação de frio e umidade. Mas isso não bastou pra nos demover da ideia de cair no mato naquele dia, e assim eu, Ricardão e Simone saltamos as 9:20hr na pequena e pacata Manoel Ferreira, vilarejo rural de Biritiba-Mirim q nasceu em virtude da construção da adutora q o corta de cabo a rabo. A persistência e confiança trilheira é assim mesmo; tem q perseverar pois não raramente somos recompensados com gratas surpresas. Dito e feito, enqto a Metrópole se esbaldava na “Virada Cultural” e td tipo de elemento saindo das catacumbas em meio a um tempo ruim de doer, Manoel Ferreira apresentava um panorama muito melhor, inclusive com gdes frestas de céu azul ameaçando irradiar os braços do Astro-Rei. Panorama este q só melhoraria no decorrer do período.

 

Após beliscar alguma coisa no vilarejo, arrumamos as mochilas e pusemo-nos em longa marcha até o nosso destino, distante ainda quase 8kms dali. Q fosse, pois a conversa animada e colocação dos babados em dia pontuou gde parte do trajeto, por sua vez sempre ao largo do chão da SP-43, tb conhecida como Estrada da Adutora ou Estrada Municipal do Itapanhaú, tendo o maciço da Pedra do Sapo como sentinela a nos observar durante boa parte do trajeto. Dessa forma, sempre tocando pra nordeste e acompanhando os enormes dutos q emprestam o nome á precária via, o tempo passou voando e qdo demos por nós 1hora após iniciada a pernada a profusão de sítios e chácaras já havia ficado pra trás, dando lugar a uma paisagem composta basicamente por uma morraria forrada de reflorestamentos.

 

Ignorando a entrada da Faz. da Forquilha e da Faz. Marilena, as 10:45hrs passamos por uma oportuna e bem-vinda bica encravada na encosta, a margem da estrada, q refresca nossa goela e abastece os cantis menos favorecidos. Na curva sgte já será possivel avistar a Pedra da Esplanada, quase escondida atrás da morraria, sob uma perspectiva pouco privilegiada q não faz jus as verdadeiras dimensões da montanha. Logo adiante e após tomar um atalho por cima dos dutos q nos pouparam duma enorme volta pela morraria, passamos pelo sitio “A Gde Familia” e por uma chácara menor, onde um belo e bucólico laguinho quebra a monotonia do panorama ate então. Aqui já é preciso prestar atenção. Num piscar de olhos tropeçamos com uma picada ao lado duma placa da Faz Casa Verde, de propriedade da Suzano Celulose, as 11hrs. É aqui q abandonamos a estrada em favor dessa picada, q não demora a nos deixar noutra estrada menor de reflorestamento. Daqui nossa rota toca pro sul, sempre pela via principal e ignorando bifurcações, indo de encontro ao sopé do maciço, q agora exibe seu tradicional e característico contraforte norte como uma imponente lâmina rochosa, delgada e espichada, emergindo da profusão de bosques de eucaliptos. A vista impressiona e se assemelha perfeitamente á do casco de um navio invertido á deriva num mar esmeralda de vegetação.

 

Subindo suavemente pela estrada, não demora pra pernada embicar de vez ao tropeçar com o primeiro ombro serrano da montanha. Mas as 11:10hr, já logo na curva fechada sgte é preciso abandonar a via principal. Diante duma evidente trifurcação q pode gerar duvidas diante do sentido a seguir, vamos pela opção menos batida e q pouco aparenta ser a picada oficial de acesso á pedra, já descrita em minúcias noutras ocasiões. Uma vez nela basta apenas tocar pra cima, ziguezagueando forte a encosta de reflorestamento e ganhando altitude num piscar de olhos. Mas uma vez q mergulhamos no frescor úmido da floresta a vereda aparenta nivelar, onde enormes matacões empilhados na encosta desviam provisoriamente nossa atenção pras enormes e fundas grutas formadas entre as junções das pedras desmoronadas, onde o som de agua correndo timidamente nalgum canto rompe o silencio reinante ate então. Mata

caída? Pouca e fácil de transpôr.

 

23052013191119Na%20trilha%20da%20Esplanada.jpg

 

Mas após cruzar um correguinho q ostenta um único filete dágua é preciso atentar pra direita, na encosta. Não tarda a surgir um discreta picada q mergulha morro acima. Abandonamos então a vereda principal (q leva em questão de 10min ao mirante principal da Esplanada) em favor desta trilha lateral e por ela tocamos montanha acima com suave declividade, desviando da pouca mata tombada no caminho. A caminhada é tranqüila e em sua maior parte desimpedida, embora a picada eventualmente desapareça e logo mais adiante seja reencontrada. Mas eis q nos deparamos com o q parece ser um “portal”, onde a trilha passa pelo meio de duas enormes pedras com raizes e bromélias envolvendo sua superfície rochosa. Aqui existe uma discreta bifurcação onde se tocar reto em pouco tempo damos no topo florestado e sem visu do cocoruto extremo do maciço da Esplanada. Mas como nosso destino não é esse vamos pela picada q segue pela esquerda, contornando uma das pedras do tal “portal” e subindo o restante da montanha. Se a trilha ate então era discreta aqui então ela aparenta sumir de vez. Mas não há problema algum pois o sentido é obvio e intuitivo, sem falar q o mato é baixo e aparenta estar pisado por antas.

 

Logo adiante nos deparamos com a base duma laje coberta de musgo e bromélias, indicando q já estamos no alto. Escalaminhando facilmente o restante logo pisamos no largo e levemente inclinado lajedo q domina oo setor oeste do maciço, com visu privilegiado do quadrante norte da região. Pausa pra fotos e pra observar curiosamente um enorme cupinzeiro próximo. Sem ir pro sul e com vista bacana do Pico do Itapanhaú, decidimos então tocar pela crista florestada sentido noroeste, ainda sem visual do mirante principal da Esplanada nem do Garrafão. Apesar da vegetação composta de arbustos e pequenas arvores, é fácil circular por esta crista, embora não exista trilha alguma.

 

Mas mal começamos a andar e nos deparamos com um cocoruto granitico facilmente escalaminhavel q revela-se o topo legitimo do maciço da Esplanada, as 11:45hrs. Pq? Pelo simples fato da vista dali ser espetacular e nos situar nos 1066m dum patamar superior ao Garrafão e do mirante principal da Esplanada, ambos elevando-se a nordeste, porém ainda inferior ao majestoso Pico Itapanhau, cuja torre espetava o firmamento logo atrás de nós, a sudoeste! O lugar é um achado não apenas pelo visual mas pela frequência nula de visitantes, corroborada pela ausência de lixo, de trilha e até pegadas. Pausa pra fotos, breve reconhecimento e estudada de rota a tomar. Visivelmente tínhamos q seguir pela crista florestada principal, sentido nordeste, descendo até interceptar a picada q havíamos deixado. So não sabíamos se havia abismo ou mato intransponível no caminho, mas a principio a carta acusava q não, mas o trecho em questão a principio era breve e curto.

 

Azimutamos então a bússola pra nordeste/leste e la fomos nós, descendo suavemente a estreita crista florestada sem maior dificuldade. O mato espesso era facilmente contornável, ora dum lado ora doutro, mas sem desviar demasiado da rota mentalmente traçada. No caso de dúvidas a encosta ficaria vertical e nos traria de volta á crista. E la fomos nós, perdendo altitude mas não muita. Trechos mais pirambeiros foram vencidos se firmando no arvoredo em volta, assim como as poucas voçorocas de bambuzinhos e capim navalha foram rasgados no peito, deixando as poucas marcas q ganhamos até então.

 

15110493.40e171b7.240.jpg

 

Qdo ganhamos o selado de ligação dos cumes e começou novamente a suave subida, num trecho q surpreendentemente foi muito mais fácil q o previsto, reparamos q já estávamos outra vez na picada principal! Alegria total pq dali bastou apenas singrar o resto de trilha pelo estreito cume da pedra, em meio a vegetação q gradativamente reduzia de tamanho até se resumir a arbustos baixos e muitos liquens forrando o chão. E após uma breve parada na beira do precipício vertical a noroeste pra ter uma vista fabulosa de td trecho ate então, forrado por “um tapete de couves-flores”, na concepção de quem avista reflorestamentos do alto, avistávamos tb o espelho d’água da Represa de Biritiba-Mirim, reluzindo a nebulosidade clara daquele inicio de tarde. Desembocamos enfim nos 1044m do mirante principal da Esplanada, pontualmente as 12:30hrs, onde encostamos o esqueleto no chão aderente e granítico da pedra. Lanche, descanso, fotos e até cochilo deram o tom do pit-stop. Com algum esforço, podia-se observar ao longe, a noroeste, a geometria de Mogi das Cruzes ao sopé da silhueta escarpada da Serra do Itapey. Lixo aqui? Nenhum.

 

Por volta das 13:40hrs retomamos a pernada, mas desta vez não voltaríamos pela picada principal e sim buscaríamos uma forma de descer pela face semi- verticalizada a nossa frente, o paredão leste da Esplanada. Estudamos a rota a tomar, azimutamos novamente a bussola e lá fomos nós, ao mesmo tempo em q brumas esparsas ameaçavam cobrir o topo das montanhas. Inicialmente a descida foi tranquila, onde o chão da pedra fornecia aderência suficiente pra q não rolássemos morro abaixo, dada a acentuada declividade apresentada. Sempre no aberto e com o visu a nosso redor parcialmente coberto de nuvens, perdíamos altura rapidamente, enqto nos firmávamos nas bromélias, arbustos e pedras q houvesse no caminho apenas pra garantir nossa segurança. No caminho topamos ate com restos de balão presos num matagal.

 

Pois bem, descendo em meio ao mato baixo e ralo tropeçamos com um enorme precipício rochoso vertical, q nos obrigou a desviar pela esquerda, decisão q mostrou-se acertada pois nos levou a uma aparente crista descendente não tão inclinada. O porém foi q pra acedê-la tivemos q varar um matinho considerável e escalaminhar (sem corda) pela vegetação da encosta pra não descer ao fundo do vale sem necessidade. Mas uma vez com os pés fincados na encosta firme chegamos na crista visada e, agora no frescor da mata fechada, o Ricardo tomou a dianteira e foi abrindo passagem com seu possante facão em meio ao bosque de eucaliptos!

 

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Qdo finalmente a declividade abrandou desembocamos numa precária estrada de reflorestamento, parcialmente coberta de mato espinhento, q bastou acompanhar pra leste (direita) pois fatalmente cairia noutra maior e principal, q já era nosso objetivo visado desde o alto da pedra. E após o mato cada vez mais abrandar no caminho, a estrada se tornar mais limpa e até passar por um enorme e convidativo poção q seria de muita utilidade se o dia estivesse quente e ensolarado, finalmente desembocamos no estradão situado entre a Esplanada e o Garrafão! Eram pontualmente 14:40hrs e ao olhar pra trás, por sobre o ombro, q tivemos a real noção do tanto q havíamos descido desde o topo da pedra. “Caralho! Ainda bem q fomos pela esquerda pq olha só o abismo q tinha pro outro lado!”, exclamava um Ricardo td esbaforido. “Menos mal q deu td certo e não tivemos q retornar, subindo td novamente!”, emendou Simone.

 

Pois bem, fim de travessia mas não de jornada. Isto pq ainda tínhamos uma interminável caminhada pelo estradão ate Manoel Ferreira, pernada esta q nos tomou quase 3 longas horas q foram devidamente preenchidas com muita conversa em dia. E tome chão, claro! Logico q nesta modorrenta volta tds sentiram o cansaço bater nas pernas, e assim damos adeus á Pedra da Esplanada, q foi lentamente sendo ocultada pela morraria de reflorestamentos q serpenteávamos pra oeste. E após parar estrategicamente numa horta de beira de estrada e encher as mochilas com beringelas e pimentões, eis q finalmente chegamos no vilarejo de Manoel Ferreira em torno das 17:30hrs, bem no horário em q a temperatura comecava a cair e o sol havia se debruçado atrás da serra. Logicamente q encostamos no tradicional boteco do lugar, onde mandamos ver salgados, refris e, principalmente, cerveja gelada pra molhar a goela. Dureza foi aturar um bebum local q só permaneceu na nossa roda pq bancou nosso “Gatorade”.

 

E assim terminamos mais um domingão diferenciado pelas bandas do sertão de Biritiba-Mirim. Outra opção ou alternativa de roteiro é sair mais cedo ainda e emendar o Pico do Garrafão junto, resultando num circuito de responsa pela região. Ou até pernoitar na aprazível e simpatica clareira q tem no alto da Pedra da Esplanada. Vale frisar q pelo fato de seu acesso ser pouco conhecido o lixo no topo da pedra inexiste, e portanto é bom q continue se mantendo assim caso pretenda visita-la. Dessa maneira a regiao conhecida como “Sertãozinho do Tietê” continuará se mantendo preservada e servindo de “playground montanheiro” de final de semana pra andarilho q se preze. Privilegiada com visus e aventuras singulares, a região ainda se beneficia da ausência de algo bastante comum do points mais badalados da Mantiqueira & afins: muvuca, lixo e farofa. E isso é algo q não tem preço,

montanhisticamente falando.

 

23052013191357Vara%20mato%20final.jpg

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           Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha vermelha seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um e o valor é de R$6,90. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas no mercados que encontramos bem em frente da linha do trem. Compramos pouca coisa, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos, logo na saída do mercado notamos que haviam diversas pessoas oferecendo o mesmo serviço dos ônibus para o começo da trilha, porém o trecho é feito de carro e com o valor mais baixo, por apenas R$5,00 Reais. Como estávamos em 4 pessoas, fechamos um carro e 15 minutos depois fomos deixados no começo da trilha. Mais rápido e prático.  

           (Estação Brás - CPTM)

      (Nóis)

      (Entrada da trilha)
        Na entrada existe uma porteira de madeira indicando o começo da trilha. Então é só atravessar e seguir reto por uma estrada que neste dia estava alagada com alguns centímetros de água, mas nada que impedia de passar. Passamos por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama, pois tinha chovido muito no dia anterior dificultando em alguns trechos, então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!
       
        A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol. Após este trecho a trilha começa a ficar um pouco mais fechada mata a dentro e em alguns trechos cruzara o rio tendo que continuar a trilha do outro lado. Normalmente o rio é bem raso não oferecendo perigo algum na travessia. 
       


      (Prainha)
           Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos no mirante que existe no meio da trilha, seria a segunda parada da trilha onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e as cidades, ótimo lugar para contemplar e tirar belas fotos.



      (Mirante)

       Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda chamada de Fumacinha com um volume de água muito bom caindo. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma, mas seguimos em frente pois ainda haviam alguns minutos para chegarmos ao ponto de camping.


      (Cachoeira da Fumacinha)
           Caminhando mais alguns minuto chegamos em uma bifurcação do rio. Para a esquerda fica a grandiosa cachoeira da Fumaça com vista para o mar e para a direita ficam as áreas de camping e a Cachoeira da Tartaruga. Seguimos para a direita e alguns minutos depois chegamos nas suas lindas quedas. Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali mesmo ao som das águas da cachoeira. Fizemos a trilha toda até a Cachoeira da Tartaruga em 2:00 horas, esse tempo foi por causa da lama que dificultou muito na trilha. Em dias sem chuva se faz a mesma trilha num tempo um pouco menor. 
       

      (Cachoeira da Tartaruga) 
       




           Bem de frente com a cachoeira existe uma área de camping que cabem aproximadamente umas 4 barracas de porte pequeno. O terreno é um pouco irregular mas te da um vista fantástica da cachoeira vista de frente. Já na parte de cima da Cachoeira da Tartaruga onde se chega fazendo uma trilha ao lado, existem outras áreas maiores para camping para grupos maiores de pessoas. Vi muito lixo neste local, então galera vai um apelo aqui Leve seu lixo de volta com você! 
       
                    

           Aproveitamos que o sol tinha dado as caras e fomos na Cachoeira da Fumaça. Retornamos a trilha até a bifurcação dos rios e seguimos por dentro do rio mesmo até chegar em poucos metros na Cachoeira da Fumaça com uma vista sensacional. 
       




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de cima)




      (Cachoeira da Fumaça - Vista de baixo)
      Volta - 25/01/2020 - 17h00min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Uber R$5,00 - Metrô e Trem R$4,40
           Ficamos por um tempo contemplando o lindo visual que se tem de cima da cachoeira com vista para o litoral de São Paulo. Logo retornamos para a Cachoeira da Tartaruga para despedir de dois do nosso grupo que iriam acampar por ali mesmo na base da Cachoeira da Tartaruga. Partimos por volta das 17:00 horas e fizemos a trilha em aproximadamente uma hora e meia. Ao chegarmos na porteira não foi preciso esperar pelo ônibus para retornar a Rio Grande da Serra no ponto que fica a direita na rodovia. Pelo fato de terem muitas pessoas na trilha, já haviam diversos carros aguardando as pessoas para o retorno a Rio Grande da Serra. Então foi só tirar um pouco da lama nos pés embarcamos por R$5,00 cada um e em 15 minutos estávamos na estação para pegar o trem de volta a São Paulo e finalizar mais uma trilha com sucesso! 
      Gratidão!!! 


       
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    • Por Birovisky
      Dando uma "zapeada" por alguns vídeos que ainda não foram publicados no canal, me deparei com este, um erro amador da minha parte, ao tentar ir acampar em um local que há tempos não íamos e que praticamente ninguém conhece. Pagamos o pato por confiar em nossos instintos, sequer ligamos ao proprietário para perguntar como estavam as condições do lugar. Confiram como estava... É DE ARREPIAR!

      Confiram o vídeo NÃO COMETA ESSE MESMO ERRO se você vai acampar!
      Bem que desconfiamos do valor da diária estar muito abaixo do que imaginávamos!
      Sempre dê um jeito de descobrir as reais condições do lugar antes de ir beleza galera? Fica a dica!
    • Por VoandoAltoFH
      Video - Pinacoteca do Estado de São Paulo
       
      Vou mostrar um passeio bom e barato feito na Pinacoteca do Estado de São Paulo, que fica bem lado da estação Luz do metrô ou do trem da CPTM. 
      Quem for vir de carro, também é fácil vir já que fica bem ao lado da Avenida Tiradentes ou colado ao Parque da Luz, no Centro de São Paulo.
      Ele funciona de Quarta a Segunda, das 10:00 às 17:30, com permanência até as 18:00 horas.
      O valor do ingresso é de R$ 10,00. Estudantes pagam a metade, mediante apresentação da carteirinha escolar.
      Menores de 10 anos ou maiores de 60 anos são isentos de pagamento.
      Lembrando que aos Sábados a entrada é gratuita. Então aproveitei um Sábado de manhã para visitar. 
      O bom deste local é que eles permitem o registro de imagens, sem flash para não estragar as pinturas. Pode gravar videos também.
      Além de ver as belas pinturas expostas na pinacoteca, é também uma aula de história, em que podemos ver os quadros com os imperadores que passaram pelo Brasil, como o Dom Pedro I e o Dom Pedro II, com o qual mostrarei logo a seguir.
      Sobre a Pinacoteca, ele foi fundada em 1905, considerado o museu de arte mais antigo da cidade. Passou por uma ampla reforma no final da década de 1990 pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha.
      O acervo original da Pinacoteca foi formado com a transferência de 20 obras do Museu Paulista da Universidade de São Paulo. Com o passar dos anos formou um significativo acervo com quase 10 mil obras.
      Posso dizer que é um ótimo passeio, ideal também para tirar fotos da arquitetura local, que mantém um belo charme da antiguidade. Possuem ambientes externos com o qual é possível relaxar vendo a movimentada Avenida Tiradentes, foi frente a paisagem do parque da Luz. 
      Possui uma cafeteria no sub-solo do local, com o qual é possível tomar um café, uma bebida quente, sucos, lanches e até mesmo bolos. Mas os preços do local são um pouco caros. 
      Uma pena é que o acesso a cafeteria é somente através da Pinacoteca, não sendo permitido a entrada através do Parque da Luz.
      Aproveite depois para visitar e conhecer o Parque da Luz, mas tenha cuidado com seus pertences já que tem alguns casos de furtos ou roubos no parque, além de que em algumas áreas têm algumas garotas de programa perambulando na rua principal do local.
      No geral, recomendo muito este passeios. Espero que gostem do video, das informações, curta, compartilhe e se inscreva no canal!
      * Links
      - Pinacoteca do Estado de São Paulo
      http://pinacoteca.org.br/
      - Endereço, horários de funcionamento e valores dos ingressos
      https://pinacoteca.org.br/visite/pina_luz/
    • Por VoandoAltoFH
      Video - Como ir à Paranapiacaba? Passo a passo
      Como ir à Paranapiacaba? Opção Nutella ou Raiz?
       
      Vou comentar sobre as 2 formas de se visitar Paranapiacaba. 
      A primeira, é a opção mais cara, confortável, mas limitada. Que vou expor daqui a pouco.
      A segunda, é mais barata, um pouco trabalhosa, mas com uma flexibilidade de horários.
      Vamos então para a primeira opção: 
      * Opção 1: Expresso Turístico. 
      A vantagem é que você pega ela na estação Luz e vai direto até Paranapiacaba, assim é bem mais prático e rápido.
      A desvantagem é que funciona só de Domingos. O preço da passagem é caro, atualmente o preço da passagem (ida e volta) está em torno de R$ 50,00. Há desconto se for 2 ou mais acompanhantes, mesmo assim acho que ela está cara.
      A outra desvantagem é que existem horários fixos de ida e de volta. A ida ocorre às 08:30 da manhã, na estação Luz. O retorno ocorre às 16:30. Então você meio que fica preso a esses horários pré-estabelecidos. 

      * Opção 2: Via transporte público (Metrô/Trem/Ônibus).
      A vantagem é que é mais barata, aproximadamente uns R$ 18,00 (ida e volta). Você tem uma flexibilidade maior de horários, bem como pode ir e voltar quando quiser. Inclusive dias de semana, Sábados ou feriados.
      A desvantagem é que demora um pouco mais e é mais trabalhosa. Pois você tem que utilizar o Metrô, alternar para o trem da CPTM e depois pegar um ônibus. 
      Conforme mostrei anteriormente, você deve chegar na estação Sé do metrô. Pegar a linha 3 vermelha, sentido Corinthians-Itaquera e descer na estação Brás.
      Na estação Brás, deve fazer a interligaçao do Metrô com a CPTM para a Linha 10 Turquesa, sentido Rio Grande da Serra, que é a última estação.
      No vídeo aparece que deve ir para a plataforma 2. Se não me engano, o trajeto do trem leva em torno de 1 hora. Então aproveite a viagem.
      Interessante perceber a mudança da paisagem urbana, na medida que se chega ao interior. As estações vão ficando menores e bem simples, você começa a ver mais área verde, de matas e florestas.
      Chegando no ponto final, na estação Rio Grande da Serra, aproveite o banheiro disponível, senão será só em Paranapiacaba.
      Saindo da catraca, vire à esquerda e atravesse a linha férrea.
      Após atravessar, vire à direita e siga a rua, até encontrar o ponto de ônibus, é bem pertinho. 
      O número do ônibus ou da linha é 424 e sai de hora em hora, o trajeto leva em torno de 25 a 30 minutos. 
      O valor da passagem é de R$ 4,55. Eles não aceitam o bilhete único, somente o cartão BOM ou dinheiro. 
      A retorno é só voltar ao mesmo lugar, é bem simples. As informações detalhadas estão na descrição.
      Curtam o vídeo e inscrevam-se no canal! Valeu!

      * Links
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Pages/Tarifas.aspx
      https://www.cptm.sp.gov.br/sua-viagem/ExpressoTuristico/Trajetos/Paginas/Trem-Expresso-Paranapiacaba.aspx
      http://www.emtu.sp.gov.br/sistemas/linha/resultado1.htm?pag=buscadenominacao.htm&numlinha=19080
      http://www.metro.sp.gov.br/pdf/mapa-da-rede-metro.pdf


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