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Olá viajante!

Bora viajar?

Os perrengues de quem faz Bolívia e Peru em 17 dias sozinha!

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Oi gente, tudo bom??

 

[align=justify]Então, como muita gente faz quando volta, eu também quero agradecer os relatos que li antes de viajar. Eles me ajudaram demais! Me ajudaram a me organizar, a estimar gastos, a saber onde ir e onde não ir... Não posso falar que minha viagem foi linda e inesquecível, que foi tão especial quanto a de outros amigos mochileiros porque me lasquei bastante, mas vale a experiência, e agora que estou feliz e segura em casa, posso relembrar os momentos bons, e os mega difíceis também. Quero contar como foi a minha viagem e ajudar outras pessoas da mesma forma que fui ajudada! Como tem muita coisa, vou colocando em partes. Sejam pacientes, um dia eu acabo!![/align]

 

[t3]ANTES DA VIAGEM[/t3]

 

[align=justify]Gente, é muito importante não só a expectativa, mas o preparo, o planejamento do máximo de coisas que puderem antes da viagem. Eu já tinha lido a respeito das dificuldades por conta da altitude, então intensifiquei meus exercícios de corrida e de academia, esperando que me ajudassem... Me considero uma exceção. Das histórias que li aqui, e foram muitas, mas não todas, claro, acho que eu fui a azarada que mais sentiu os efeitos da altitude. Conto mais pra frente.

 

Bem, como parte do planejamento eu peguei uma das várias planilhas que o gentil pessoal que já tinha viajado disponibilizou, e mexi, mexi, até ficar ao meu gosto. Estimei gastos baseada nos relatos, e os atualizei um pouco. Mas querem saber? Peguei coisa aqui de até 3 anos atrás, e vi que muitos preços continuam os mesmos... Vocês verão à medida que for colocando os meus registros.

 

Também fiz o seguinte: comprei um caderninho desses bem vagabundinhos, que custam menos de 2 reais, e colei várias informações nas primeiras páginas, coisas que ajudariam caso eu despencasse do Wayna Picchu, ou da Death Road (dados pessoais, número do cartão de crédito que ofereceu o seguro viagem, etc.), além de referências para conversão das moedas dos 3 países que eu planejava viajar, gastos com transporte (de onde pra onde, tempo, valor), duas opções de hotéis ou hostels (mas nada me impediu de ficar em outros por mais de uma vez... É mais pra ter um lugar pra chegar direto, caso me sentisse insegura ou cansada demais pra procurar), mais locais e programas que eu queria fazer em cada cidade, e ainda uma estimativa de custos para cada passeio, para não me perder na hora de negociar preço quando estivesse lá (isso não ajudou muuuuuito porque sou péssima negociante. Por exemplo? Paguei 40 soles no tour pra Ollantaytambo, sendo que geral pagou 30. Loser...). Esse caderninho andava colado à uma pasta L que tinha uma cópia do meu passaporte, as passagens aéreas, as entradas pra Macchu Picchu, enfim, a papelada que eu precisaria ao longo da minha viagem. Ah! Também peguei aquele guia Lonely Planet e tirei uma cópia das páginas que tratavam de cada cidade em que passaria. Bem mais leve que levar o livraço de 1000 e lá vão páginas, né?

 

A única coisa que providenciei previamente foi mesmo a entrada pra Machu Picchu porque eu queria subir o Wayna Picchu. Só. O resto todo fui fazendo por lá mesmo!

 

Comprei uma farmácia inteira com coisas que poderia precisar: remédio pra dor de barriga, pra enjoo, pra pancada, pra dor muscular, até pra gases, kkkkkkk :lol: !!! E querem saber? Usei mesmo, meeeesmo só os pra dor de cabeça. Pra dor de barriga, como eu não tinha tido nenhuma, larguei no hostel na única vez em que precisei, rsrsrs. No mais, não usei ne-nhum!

 

Das coisas prévias e importantes, que me lembre é só isso que eu fiz. Cada um tem um modo de se organizar. Esse meu me ajudaria se eu não fosse tão ansiosa... Perderia um pouco menos de dinheiro, e teria feito à risca tudo que planejei.

 

Agora vamos ao que interessa!![/align]

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Fico triste qdo alguem posta um relato falando de perrengue... eh foda, eu sempre viajo sozinha e (ufa!) nada aconteceu! Mas o bom que vc manteve firme e forte!!! E é bom pra preparar p pessoal pras azias que podem dar...

 

Mas ta ficando bacana o relato, apesar dos pesares! :)

 

Beijos!

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Oi camilalisboa!!

 

O seu relato foi um dos que eu li antes de fazer a minha viagem... A sua viagem foi tão bacana que rendeu uma tattoo, né?!? Muito legal!! Sabe, no final eu espanei: acabei voltando ao Brasil 3 dias antes. Ia voltar dia 27, mas dia 23 eu já tava em terras tupiniquins. Em Cusco eu já tava tão de saco cheio que achei q fosse surtar, e pedir ajuda à Embaixada, kkkkkk!!! Exageraaaaaaaaaaaaaaaadaaaa...

 

Valeu pelo elogio!! Eu tentei manter o bom humor, apesar dos perrengues. O que mais me incomodou foi a saúde. Graças a Deus eu não fui roubada, digo, não me furtaram os documentos (pudera, fui daquelas que colou a doleira na pança e não desgrudou), não me aconteceu nada mais grave, tirando o alto nível de confusão mental pela altitude (q podia render um coma, segundo o pessoal que me ajudou). As dores, o mal-estar, essas coisas me impediram de aproveitar mais ainda (confesso q o mau humor boliviano tb me tirou do sério, rsrs)!

 

Quero deixar o relato porque vcs me ajudaram um montão contando as histórias de vcs. E vc tem muita razão: gente, fiquem espertos com as "azias", kkkkkkk!!! Logo mais continuo.

Editado por Visitante

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Legal que meu relato serviu de alguma coisa!

 

E continua aí! :)

 

Beijos

 

PS: to planejando voltar pra Bolívia esse ano, espero nao ter esses mesmo tormentos!

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Isso que é o lindo de se viajar, cada pessoa olha um lugar com um olha diferente. As vezes o perrengue faz a pessoa ter uma imagem negativa do lugar e as vezes faz a pessoa criar laços eternos. Na primeira vez que estive na bolivia, quando estava indo embora de lá paz, furtaram minha mochila de ataque (por puro vacilo meu, deixei ela na calçada e fui no meio da rua pegar o taxi). Era um sábado e tive que ficar "preso" em lá paz até segunda, porque o burro aqui tinha colocado os passaportes dentro da mochila e nao na money belt. Moral da história, tive dois dias a mais na cidade, sem planos, com a moral abalada e o espírito quebrantado. Andei com minha namorada, hj esposa, a ermo pelas ruas e parque da cidade. Foi assim, em meio ao furacão de perrengues, que nos apaixonamos por aquele caos que é La Paz. Depois disso, retornamos varias vezes pra lá, e um dia, se Deus quizer, iremos morar lá.

Meu, só de ver a tua foto da trucha já me deu vontade, o trem bão. Quanto a vc ter tido piriri, acho que pode ter sido o camarão. O tempo de incubação pode chegar a 3 dias e frutos do mar num país onde nao há mar pode ser meio sinistros.

Fiquei espantado do tanto que nevou esse época. Esse ano está fazendo um inverno úmido, por isso que nevou, mas geralmente essa época é super seca.

Quando Vc teve mau da altitude vc tomou chá da coco ou mascou a folha?

 

Aguardando continuação.

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[align=justify][t3]14/06/2013 – Rodando mais que pião da casa própria[/t3]

 

Choveu e ventou a noite inteira, e fiquei me perguntando se conseguiria caminhar pra parte sul (ou parte norte, sei lá, rsrrs) da ilha... Porém, quando levantei, bem cedinho, a chuva tinha passado, e tava um sol bem bonito, apesar do frio. O início do caminho era quase na cara do Inti Kala. Deixei minha mala grande lá, e fui pra trilha.

Eu sabia que tinha que pagar um pedágio no meio da ilha, mas não lembrava que eram BOB 15! Achei que fossem 5, como na entrada... Como estava com o dinheiro contadinho porque ia trocar de país no fim do dia, fiquei ze-ra-da. Tudo bem... Eu ia sair da Bolívia!!

 

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Foi uma caminhada longa e cansativa. Senti muita raiva de ter que pagar por tudo. Não pelo dinheiro, que todo mundo sabe que bolivianos valem 3 vezes menos que o Real, mas porque o “investimento” do turista não é usado neste propósito! Simplesmente não há estrutura alguma. Seu dinheiro vai pro bolso de trocentos bolivianos que se posicionam estrategicamente em pontos da trilha pra te cobrarem (e eles caem matando como urubus na carniça quando a gente passa por estes pontos), mas sequer existem placas te orientando se você tá no lugar certo. Isso pra mim teria sido valiosíssimo. Eu não teria camelado no dia anterior pra achar um hotel, nem nesse dia pra chegar no outro lado da ilha, coisa que nunca aconteceu.

 

Pra melhorar o meu bom humor do dia, 4 gringos me alcançaram na trilha, e chegaram FUMANDO (tinha ódio pq eles conseguiam até fumar, e eu, só de ter um mínimo de oxigênio dos pulmões já tinha de me dar por contente, rs), e tagarelando... Ai Gizuis!! Num caminho lindo desses, eles podiam aproveitar o silêncio pra meditar, pensar na vida... Mas não! Eles estavam com o humor melhor que o meu, só isso... rsrrs...

A trilha é linda mesmo. Você vai no topo da ilha, então pode admirar o Titicaca em 360 graus. É maravilhosa. Ah, sim: minto quando digo que não tem nenhuma estrutura... Passei por diversos bolivianos vendendo coisas no meio da trilha, é mole? Placa, não tem, mas até poncho lá em cima se você quiser comprar, tem. Bom, voltando: o céu estava lindo. Usem protetor solar, por favor, gente!!! Aquele solzinho engana... Saí com a cara queimada mesmo com protetor! Não sabia pra onde olhava. Tudo era tão lindo que senti vontade de chorar de novo (ou era o abalo psicológico, kkkk).

 

Depois de duas horas de caminhada, cheguei num labirinto muito bonito. Rodei um pouquinho por lá e continuei. Meia hora depois cheguei a um morro imenso. Pensando que “aléééém do horizooooonte” estava o meu destino, subi. Sofrendo. Cara, como era difícil!! Não tinha pulmões, a cabeça latejando, com sede e sem dinheiro, fui praticamente me arrastando. Tive que sentar várias vezes pro coração voltar pro lugar certo, em vez de ficar na minha boca, mas cheguei no topo.

QUE SURPRESA!! NÃO TINHA NADA LÁ!!!! AAAAHHHHHH!!!! Eu queria morrer ali, dane-se a volta, eu tava com uma bolha monstro estourada no pé direito, e ainda tinha todo o caminho de volta à pé!!! Antes de querer morrer, quis sentar um pouquinho. Sentei numa pedra e fiz companhia pra umas vaquinhas que estavam bem mais felizes que eu. E onde estava a outra parte da ilha? Não tinha nem ideia!!

 

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Só de raiva, resolvi descer atééééé uma praia que eu tinha visto logo abaixo do labirinto. E desci. Não foi muito fácil, mas cheguei lá embaixo. Uma praia no Titicaca, onde já se viu?! Linda, deserta, e com ondinhas! Fiz um lanchinho melancólico e modesto de bolacha brasileira, admirei a vista, os passarinhos, o lagão sem fim, molhei os pezinhos no lago gelado e tomei coragem pra tomar a subidona que me esperava.

 

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Meu mau humor estava no auge. Quase me arrastando eu subi a ladeira pra retomar a maldita trilha que não me levou a lugar algum. Quando cheguei de volta ao labirinto, um gringo veio me perguntar se lá embaixo era a trilha pro norte da ilha. Sem humor e sem fôlego, só gesticulei que não. E ele me fazendo uma série de perguntas, e eu respondendo só com gestos, porque era o máximo que eu conseguia fazer, por causa do cansaço. Ele resolveu voltar comigo (ir, porque ele tinha vindo do lado que eu queria conhecer!!!!). Um francês gente fina. Voltamos juntos pra Copacabana no barco das 16:00 (BOB 20).

 

Já em Copacabana, troquei mais 20 doletas pra comer alguma coisa, pois a viagem pra Arequipa seria longa. Engoli em 5 minutos uma truta (essa sim tava ótima, apesar de eu mal ter tido tempo pra degustá-la) e voei pro ônibus da empresa Titicaca, rumo a Arequipa.

Ônibus bom... Tava sentindo que tava bom demais pra ser verdade. Chegando na fronteira, nós tivemos que descer pros trâmites legais, e o motorista disse que nos pegaria de volta “do lado de lá”. Mas tava de noite, e eu não enxergava o tal “lado de lá”. Pra onde tínhamos que caminhar? Perguntei a um gentil oficial boliviano, que me respondeu “Pelo Titicaca é que você não vai!” Valeu, seu imbecil! Só me causou mais boas impressões a respeito do seu país!

 

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Cruzar a fronteira pra mim foi um alívio. Eu estava em Puno!!! Eu estava no Peru!!! Então até aqui foi o seguinte: o ônibus saiu umas 18:30 de Copa, e às 18:00 eu estava carimbando minha entrada em solo peruano. Fuso horário, gente! No Peru são 2 horas a menos, não se esqueçam pra não perder ônibus, essas coisas!

Cerca de 2 horas depois, chegamos na rodoviária, e não apenas nos trocaram de ônibus, como trocaram os assentos também. Pelo menos eu continuava no “cama”. Ônibus fedorento a mijo, bem menos confortável que o outro em que estávamos. Perguntei ao boliviano que estava nos realocando, e ele, com a solicitude e gentileza bolivianas, me disse “já te falei que seu banco é no primeiro piso, quer mais o quê??” Amo a Bolívia, gente, só que não! De que adianta ter paisagens maravilhosas, se as pessoas que trabalham diretamente com os turistas são de um preparo exemplar?? Tenho no meu coração o Luiz e o Jube, dois bolivianos que pra mim são flores num deserto, mas fiquei com uma impressão geral péssima sobre a Bolívia. E ainda não acabaria! Conto mais pra frente, porque por enquanto só lhes digo que eu tava indo pra Arequipa! Simplesmente apaguei de cansaço.[/align]

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Ô gente, obrigada pelos incentivos!! Já estou postando mais!

 

aletucs, entendo bem o que vcs passaram. e sinto muito pela camera da sua mãe (eu li seu relato tb antes de viajar)... o lado bom é que pelo menos acharam seus passaportes, e ainda devolveram o dinheiro...

 

olha, tomei muito chá de coca, masquei muita folha de coca também, e tentei as sorochi pills, e nada adiantou... sei lá o que aconteceu comigo naquele lugar!!

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[align=justify][t3]15/06/2013 – Um descanso, finalmente![/t3]

 

Fui acordada por uma peruaninha muito amor me dizendo em inglês que já estávamos em Arequipa! Caramba! Nem senti! Tomei um táxi (8 soles), e cheguei ao Home Sweet Home (40 soles quarto privado com banheiro). Eu ia ficar em albergue, mas o Pirwa, que eu tinha escolhido, tava custando acho que 29 soles, algo assim. Preferi seguir a recomendação do francês bacana da Ilha do Sol, e fui pra esse outro. Quarto simples, mas com tudo que eu precisava. TV com Globo internacional, cama gostosa e banheirinho com chuveiro ótimo. Mesmo sendo 4 da manhã assisti o final de um filme antes de dormir.

Mas não dormi muito não! Às 8 tava de pé. Tomei o café do hostel e fiz o que mais gosto: fui pra rua conhecer a cidade. É impressionante você olhar ao redor e, pra onde quer que olhe, topar com um vulcão te rodeando. São 3 vulcões que circundam a cidade. Lindos, imponentes, e impressionantes!!

 

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Passei no mercado municipal e ataquei um ceviche (8 soles). Delicioso! E comecei a sentir outro tipo de tratamento. Os locais puxam papo com você, te recomendam o que comer, onde ir... Simpáticos, atenciosos... Outro clima!!

Um exemplo muito diferente dos que passei na Bolívia foi o seguinte: não estava conseguindo sacar dinheiro da minha conta. Fui na agência onde tinha parado pra pesquisar os preços, a Maravillas Peruanas, ali perto da Plaza de Armas, e expliquei o que tava acontecendo, inclusive que não sabia ligar a cobrar pro telefone do cartão. De graça, como o Luiz fez lá na Bolívia, elas me ajudaram e muito!! Foram atrás das informações pra mim, me ajudaram muito mesmo, e até me deixaram usar o telefone delas, porque o tal número não aceitava chamadas de orelhão público, mesmo sendo a cobrar.

 

A sorte, além de encontrá-las, é que eu tinha uma conta de outro banco. Recomendo isso: dividam seu dinheiro, caso optem por sacar no exterior, porque os imbecis do banco bloquearam meu cartão porque troquei de país. Só liberaram quando mandei um e-mail malcriado. E bloquearam de novo quando voltei para a Bolívia. Banco só serve pra tirar dinheiro de vc, porque não deixam você usar nem o que é seu por direito!! Entendo que é por segurança, mas também é burrice, porque eu tinha passado todas as informações para onde ia, quanto tempo precisaria... Enfim. Quero recomendar a Maravillas pelo tipo de atendimento que elas prestaram, mesmo que tenham vendido só uma passagem pra Cusco. OK, custou 90 soles, mas podiam vender pacotes, e de modo algum tentaram me empurrar coisas, ou ganhar algo em cima de mim. Super respeitosas. Fiquei fã e arrependida de já ter comprado em outro lugar meus tours.

 

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Comprei com elas minha passagem pra Cusco, e só não comprei o pacote pro Colca com elas porque a otária aqui já tinha comprado no hostel, junto com o rafting. E dica: PECHINCHEM por tudo. Eu fui otária, e a vovó do hostel passou a perna em mim. Na Maravillas o cânion custava 60 soles, e eu paguei 75, crente que tava no lucro, porque tava estimando pagar uns 130... O rafting custou 80, o mesmo preço que nos outros lugares, só que ela me disse que as fotos estavam inclusas, e não estavam. Tive que pagar mais 15 soles pelo CD com umas 10 fotinhos.

 

Partes burocráticas acertadas, fui caminhar mais por Arequipa. Me apaixonei por essa cidade. A Plaza de Armas é encantadora. Lindíssima. Os peruanos se encontram ali pra passear, namorar, fazer nada, como eu estava. Me sentei com uma Cusqueña na mão, e umas 3 pessoas passaram por mim dizendo “Salud!”. Quanta cordialidade!! Saí de um país com a sensação de que eu era um vira-lata sarnento (drama queen mode on), e lá estava sendo abraçada com tanto carinho que chorei de novo, hahahaha!!

Em seguida, fui ao Monastério de Santa Catalina (35 soles, mais 20 soles pra guia). Uma facadinha financeira, mas compensa pegar guia sim!! A minha foi uma fofa, me explicou um monte de coisa bacana sobre as freiras, as celas, como elas iam parar lá, etc., e ainda perguntava sobre o Brasil. Passei uma hora caminhando com ela, e não teria aproveitado nada se resolvesse ir sozinha. O Monastério é mesmo “uma cidade dentro da cidade”, como eles dizem. Tem até ruas lá dentro, e muitos detalhes, muitas coisinhas que depois da visita guiada eu quis fazer de novo e me perdi (tá, tá, admito que orientação não é meu forte). Queria voltar ao criadouro de cuy que os funcionários mantêm, e não deu... O Monastério é imenso e lindo!! Ainda existem umas freiras vivendo lá (tirei uma foto de uma pendurando algo num varal, quando subi no mirador), mas de forma diferente da original. A única coisa semelhante é que não podemos ter contato com elas, que vivem isoladas numa parte do Monastério; só saem sob autorização superior, e por motivos bem específicos.

 

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E continuei batendo minha perninha pela cidade. Parece incrível, mas o psicológico é uma coisa forte mesmo. Diferentemente da Bolívia, ali no Peru eu tinha que fazer as coisas devagar, lógico. Não aguentava correr, subir escadas rapidamente, mas minha cabeça não doía mais, nem sentia o peso no peito. Pude andar a tarde inteira, entrar a esmo nas ruas, conhecer a cidade.

Voltei ao hostel para um banho, e à noite continuei caminhando. Jantei no restaurante de um espanhol, um camarão no azeite delicioso (25 soles). Comi sem querer uma pimenta louca que minha boca adormeceu. Ele rachou de rir, e depois fiquei conversando com o grupo dele, falando até da Copa! Encantadores. Mais tarde fui a um bar/balada, o “El escondite de las monjas”. Um barato! As garçonetes se vestem de freiras, mas freirinhas meio assanhadas, pq a saia é mais curta que um band-aid... Lá também foi bem legal, mas aguentei tomar só um pisco sour (14 soles). Fiquei tontinha!! Gostei de ter ido lá porque só tinha peruano. Me senti inserida na rotina baladeira deles.[/align]

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[align=justify][t3]16/06/2013 – Rafting[/t3]

 

Acordei cedo porque geral parava na frente do meu quarto pra conversar. Ouvi francês, espanhol, alemão... Ave! Depois do café, descobri que a vovozinha danada esqueceu de marcar meu rafting... E veio com a conversa de que não tinha disponibilidade pras 11h. Que ódio!!! Quase pedi meu dinheiro de volta, pensei em fazer em Cusco, mas ah, vai, só iam alterar 3 horas. Eles me buscariam às 14h, em vez de 11h. Então fui dar mais um passeio, comer algo... No Peru até meu apetite voltou! Mandei ver um chicharrón de calamar por 16 soles.

Eu sempre comia longe da Plaza de Armas. É mais barato! E olha que eu ainda paguei caro por muitas coisas porque entrava em restaurantes locais, mas só entrei em um pézão de porco, daqueles hardcore. O restante eram restaurantes mais baratos q na Plaza de Armas, mas mais caros que os mais simples ainda... Meio-termo.

 

Nessa espera pro rafting, também aproveitei pra ir ao mirador Yanahuara, bem bonito. Eu queria ter ido ao Mirador Sachaca, e nenhum city tour fazia. Acabei não indo, infelizmente. Podia ter pego um táxi, mas bateu uma preguiiiiiiça... A desvantagem do city tour é que um dos poucos lugares que eles param pra você descer é pra comprar coisas num “outlet de alpaca”. O resto dos pontos ou você não desce, ou desce rapidamente, como vi um monte de grupo fazer enquanto estava no Yanahuara. Pude ficar o tempo que eu quis, sem pressa... E até vi um peruano pedindo pra tirar foto com uma alemã bonita que visitava o lugar. Safado... Depois vai dizer que pegou ela, aposto! Kkkkk!!! O tour custa 45 soles em média, se alguém quiser fazer. Eu peguei uma van que me custou 80 centavos de sol, parei numa avenida e subi a pé até o mirador. De qualquer ponto de Arequipa os 3 vulcões estão te vigiando. É sensacional!!!

(Ah, não me perguntem o que quer dizer Yanahuara, Sachaca, essas coisas. Mal sei falar os nomes, que dirá os significados, rs!)

 

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Voltei pro hostel, e esperei os rapazes me buscarem pro rafting. Tava demorando pra alguém cantar “Ai se eu te pego”, e um dos rapazes conseguiu essa proeza. Te amo, Brasil! O rafting foi super tranquilo... Eles nos levam a um lugar para colocarmos as roupas de neoprene, porque a água é gelada e precisamos disso, depois vamos pro rio e recebemos instruções detalhadas antes de começarmos. Ele nos orienta sobre posição no bote, como abaixar, como manter a uniformidade pro bote não virar, e até se o bote virar como a gente deve proceder. Além disso um dos rapazes desce num caiaque, como segurança. É tudo muito bem planejado. Bem legal.

 

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A descida é mega light!! Esperava mais correnteza, mais bagunça, mas nossa, foi super tranquilo!! A correnteza é forte, sim, só que não tiveram muitas quedas d’água, e foi ótimo pra controlar o bote. Fiz com um casal de holandeses muito gente boa. O ponto alto do rafting foi uma pedra, de onde saltamos. O casal não parou pra pensar: se jogou! Um de cada vez, claro. A covardona, quando tava lá em cima, viu que as pedras eram meio barrigudinhas, e se eu não pulasse afastada, me arrebentaria nelas. Travei. O guia falava pra eu não pular se não me sentisse segura, mas que se pulasse longe não teria o menor problema. Eu ameaçava, mas não ia. Con-ge-lei! Daí me deu uns 5 minutos e gritei “LEJOOOOOOOOooooo!!!!” e TCHIBUM!!! Saí da água tremendo a ponto de as pernas não se controlarem. É muita adrenalina!! Foi demaaaaaais!!!

 

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Na volta, fui acessar a internet no hostel, e comecei a conversar com uma menina em inglês, negociando o acesso. Daí o namorado dela chegou e eles falaram... Em português!! KKKKKKKK!!! Brasileiro é uma raça mesmo!! Kkkkkkk!!! Rachamos de rir com esse acaso! Pelo menos continuamos praticando o inglês, né?

Meu calcanhar direito a essa altura tava em carne viva porque não parei de andar desde a Isla del Sol. Ia trocando o band-aid, passando antisséptico, mas nada de cicatrizar porque eu não parava... E não ia parar mesmo! Voltei do rafting, e continuei andando em Arequipa.[/align]

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