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Olá viajante!

Bora viajar?

Viagem que foi a maior viagem

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To abrindo esse tópico para saber o seguinte: Qual foi a situação mais curiosa e/ou interessante que vocês enfrentaram nessas andanças pelo mundo afora?

 

Jayme

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Lembrei de mais uma fresquinha!! Segura aí!

SUBINDO O VULCÃO NUM CAMINHÃO DE LIXO

Estava em Pucón, sul do Chile, e era nosso último dia. Particularmente, gostei muito de lá, embora minha amiga não partilhasse dessa opinião. Era uma espécie de Bariloche rústica, no Chile! Com o diferencial que lá haviam vulcões ativos e a cidade respirava avidamente esportes de aventuras! Estávamos lá e fizeramos pouca coisa, andamos em parques e bosques próximos, passeamos pelo enorme Lago Villarrica, aos pés do vulcão homônimo! Era último dia e tinhamos que subi-lo!

Conversamos com umas francesas que tentaram subi-lo, mas não conseguiram pois os ventos estavam muito fortes e geladíssimos!! Isso desanimou minha colega, não a mim ea convenci a irmos assim mesmo.

Precisavamos chegar à base dele, distante uns 15km, e o preço cobrado por taxis era incrivelmente salgado. Resolvemos ir de carona mesmo, pois o caminho estava cheio de fazendas e circulavam alguns veículos. Me informei do percurso e trajeto a seguir e colocamos pé na estrada rumo ao vulcão que nos chamava, fumegante.

Andamos quase meia hora, muitos carros passavam e não nos davam bola, até que uma caminhonete parou e nos levou na caçamba, ganhamos belos quilômetros. Seguimos a pé por uns dez minutos e ainda faltava muito. Uma outra caminhonete com uma família nos levou atrás, e atravessamos a portaria do parque. À medida que subíamos, a temperatura caía consideravelmente e tinhamos que nos agasalhar bem. Novamente a pé, faltavam ainda quase 5 km bem íngremes e não passava nenhum veículo. A abundante vegetação de bosque já havia sumido e agora algumas árvores se misturavam à neve que cobria a paisagem. A paisagem era linda e lembrava muito às da Europa Alpina. Quase desistindo, apareceu um caminhão caindo aos pedaços que nos deu carona. Adivinhe pra onde ia? Sim, pra base do vulcão! Ele estava subindo recolher os destroços de um refúgio que pegara fogo naqueles dias. No entanto, a viajem foi meio incômoda, pois estávamos logo na parte reservada ao lixo - atrás, e não na cabine - e havia muita sujeira. Mas quem ia reclamar agora? Eu estava me divertindo com a situação, já a minha colega morria de vergonha e torcia pra ninguem notar que viajava num caminhão de lixo e sempre se escondia quando passava algum veículo sentido contrário.

Ao chegarmos na base do vulcão, o frio era tremendo! Ventos fortíssimos varriam aquela superfície branca linda!! Era somente neve mesmo! Logo percebemos que a escalada ao topo estava fora de cogitação mesmo, além que não tinhamos equipamento apropiado e o frio aumentando. Minha colega se desapontou com neve; achava que era fofinha e viu que não passava de gelo frio mesmo! Ficamos um pouco na base do vulcão, vendo o pessoal esquiar e praticar snowboard, até que voltamos, a pé novamente! Por mim eu até que ficava mais um pouco, mas a mala da minha colega carioca insistiu em retornar devido ao frio.

Descemos durante quase meia hora, escorregando bastante na neve. E adivinhe quem passa sentido contrário? Pois é, o caminhão que nos levara pra cima! Só que desta vez estava repleto de madeira e lixo queimado! Mesmo assim, não deixaríamos essa oportunidade passar, claro. A descida, francamente, foi a coisa mais medonha que passei. O motorista descia feito doido e montanha russa era fichinha. A situação se agravava pois tinhamos que fazer acrobacias para nos desviar do entulho imundo e de madeiras repletas de pregos apontadas pra nós!!! Imagine-se você se segurando nas laterais imundas do veículo e, com as pernas, chutando e segurando toda e qualquer madeira com pregos que ameaçasse a sua integridade física!! Minha colega estava desesperada, rezava pro cara parar e emendava: "Ai, meu Deus..não sei quantos anos de faculdade pra andar num caminhão de lixo...ai, se meu pai me visse..". Depois de quase vinte minutos bem "radicais", estávamos novamente em Pucón, sãos e salvos. Os motoristas fizeram questão de ajudar minha colega a descer do veículo; depois ela me falou que os caras não economizaram passadas de mão nela..hahaha..Era o orgulho deles: passar a mão numa legitima "brasileña"!

Tinhamos que nos apressar, pois perderíamos o ônibus. Não subimos o vulcão, mas chegamos quase lá. Voltamos satisfeitos mesmo assim, pois passamos fortes emoções naquele caminhão - que apelidamos carinhosamente de "Lixo Tur". Pucon reafirmava sua tradição de ecoturismo radical.. A meu ver, o caminhão deveria ser uma nova modalidade de esporte radical!! E haja adrenalina!!!!

 

 

 

jorjebeer

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ahahahahha

 

Esse tópico é muito bom mesmo!!!

 

E eu que achava que fugir de vacas tacando mochilas num cachorro era muito prá mim,eheheheheheh

 

 

Um beijo e vejam o site:

http://www.trilhaseaventuras.kit.net meu album de fotos do Campeonato Carioca de Trekking.

 

http://www.cmfitness.kit.net

http://www.fitnessesaude.jex.com.br

Pat

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Daí galera, blz?

 

A histórinha do trem é o seguinte...

 

Era julho de 2002 e eu e meu amigo queriamos voltar de Machu Picchu para Cuzco. Até aquele momento nossa viagem estava sendo na maior seca, pois chegamos na cidade sagrada pela trilha de Salcantay, sem guia, se afundando pela neve. Em compesaçao estavamos gastando muito pouco na trip.

Chega a hora de pegar o trem pra Cuzco. Estávamos acampados na base de Machu Picchu, quase perto da hidrelétrica. O trem saía de Aguas Calientes. Mas vimos que as regras tinham mudado por alí. Não se podia mais pegar o trem dos nativos que custava 5 soles. Turistas tinham um trem especial que as passagens iam de 10 a 35 dólares!! Claro que ignoramos totalmente essa norma e fomos conversar com alguns nativos pra saber se dava pra entrar no trem deles, como clandestino. Os nativos eram gente fina, mas a fiscalização era grande, tinha guardinha pra todos os lados.

 

Quando o trem chegou, foi uma correira louca. Nós estávamos muito na vista, por causa das mochilas e da nossa cara de gringo! Então começou uma perseguição! Eu entrava num vagão, vinha o guardinha atrás, eu já pulava fora e entrava no vagão de trás. Tentamos se esconder num vagão de cargas, onde tinha dois peruanos dentro, só que eles não quiseram confusão... Dei a volta por trás no trem e subi num vagão onde as portas estavam fechadas. Implorei pelo vidro para os passageiros abrirem, dizendo que não tinha dinheiro e que ficaria preso ali, em Aguas Calientes. Eles se comoveram e abriram a porta. Mandaram nós se agacharmos no meio das sacolas e ainda jogaram por cima de nós seus panos coloridos. Foi um momento tenso. Só podia escutar os guardas entrando em todos os vagões e ameaçando todo mundo. O trem já estava atrasado e parecia que iria se mover.

 

O vacilo foi que tinha deixado minha mochila num outro canto do vagão, descoberta. Não deu outra. Um guarda achou e arremessou ela pra fora do trem. Fui obrigado a sair do esconderijo e buscar minha mochila. Nessa altura já estava mandando todo mundo se fuder, queria brigar com os guardas. Falaram que se me descobrissem no meio da viagem iriam me jogar no meio do mato. Confusão geral! Em volta do trem uma multidão acompanhava o desfecho daquela situação. Teriámos que sair dalí, senão seriámos presos.

 

Fomos até a bilheteria que vendia passagens pros turistas. Pegamos a mais barata, 10 doletas que saía as 6 da matina do dia seguinte. Na hora de pagar, não tinha troco e dei uma nota de 50. O cara da bilheteria olhou pra mim com uma risadinha: No tiene dinero, né?

 

 

Abraços

Jeferson

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puts, essa foi dose, hein?? comigo sucedeu algo similar...jaja coloco uma roubada no litoral chileno, xacomigo!! Muito engracada!

 

jorjebeer

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senta q la vem estoria!

 

DESVENTURAS EM VIÑA DEL MAR, A "GUARUJÁ" CHILENA

Havíamos eu e meu amigo japonês recém retornado de uma exaustiva - e não menos emocionante - aventura no monte Aconcágua e queríamos agora algo mais relax, além de um pouco de diversão, claro!. Tomamos o sentido oposto à Cordilheira dos Andes e, de Santiago, rumamos para o litoral chileno!. Praiaaaaaaaaa!.

Saimos bem cedo da capital Chilena - de busão - em direção à Valparaiso, tal qual Che Guevara em "Diários de Motocicleta". Esta cidade é um misto de Ouro Preto e Santos, um porto cercado de morros próximo a costa. O destaque mesmo fica por conta da arquitetura colonial de todas as construções em torno e dos "funiculares", elevadores a disposição para os mais preguiçosos..

Mas a gente queria diversão, claro!. E rumamos de busão mesmo, alguns poucos kms pela costa, para Viña del Mar, que é o Guarujá (um pouco mais melhorado) dos Chilenos!. Condomínios chiques, gente bonita,azaração, enfim, o local ideal para passar o resto daquela manhã ensolarada, quente e seca do verão Chileno!.

Para começar fomos direto para a orla, andando pelo calçadão, mas logo depois seguimos pela praia mesmo, apreciando a galera toda se tostando na praia de areia grossa de lá!. Aqui não se vê nenhum fio-dental, apenas biquínis asa delta ou maiôs. E muita pele branca de doer!. Meu amigo japa queria porque queria cair nas águas do Pacifico!. Eu falei: "meu, você vai mesmo?. Olha lá!". E não é que ele ignorou o fato de quase todo mundo estar somente na praia?. Ninguém estava nadando ou imerso nas águas azuis daquele dia calorento. No máximo, algumas criancinhas na beira da água, apenas brincando..aquela coisa, ne?.Pois bem, não é que o japonês doido tirou sua blusa e foi correndo para água para dar um "tchibum"?. É, mas não deu nem alguns segundos e ele já estava saindo, desesperado. "Caralho, essa água está fria para cacete!", falou ele, todo enrugado, retorcido e pulando para se esquentar. De fato, era só colocar o pé nas águas do Pacifico que até o osso dóia!!. Depois dessa experiência, ficamos dando rolê pela orla.Artesanias, esportes de verão, camelagem, etc, nada que já não fosse visto aqui em praias tupiniquins!.

De tarde, fomos descansar nas pracinhas muito bonitas da orla, bem do lado de luxuosos cassinos. Aqui está cheio de ciganas querendo ler tua mão!. Mas não são os "turús-barangas-sujas-esqualidas" que tem no Brasil, são loironas de descendência européia até bem bonitas, que passariam por simples "ripongas" aqui!. Detalhe: elas te furtam sem você perceber. Eu já tendo ciência desta habilidade delas já alerto meu amigo japa que, quando assediado por uma delas, sai correndo morrendo de medo, como o diabo da cruz!. Muito engraçado!. Hahahaha.

Como já escurecia resolvemos já nos aprontar para balada. Compramos uma breja, outra breja com sabor de limão (sim, lá tem!) e um pisco (pinga de lá) para beber na rua. Detalhe: no Chile é proibido beber na rua sob risco de ser preso!. Mandamos ver assim mesmo!. Felizmente,nenhum carabinero (os "gambé" de lá) cruzou com a gente senão era cana na certa!.

A noite rolou, aquele "estado etílico avançado", o cansaço e sono já batendo!. E agora?. Onde dormir?. A gente estava sem saco (e grana)para buscar alojamento. O jeito foi dar uma de mendigo mesmo e voltamos para as pracinhas, claro!. Felizmente era verão senão tavamos ferrados, mas mesmo assim batia um vento frio, e nos, de bermuda e camiseta estavamos tiritando!. Aí, achamos um lugar legal - na vala de um canteiro de flores no gramado da praça - só que estava ocupado por um mendigo!. E agora?. Meu amigo japa - que foi escoteiro e queria fazer a sua boa ação do dia - chegou nele, de maneira bem polida e todo mais, falando que não era legal dormir ali, que seu estado era lastimável, etc, essas coisas!. Só que o mendigo nem se mexia, apenas balbuciava algumas frases desconexas e caia no sono!. E assim meucolega ficou varias vezes tentando dissuadir o dito cujo a se levantar dali, sem sucesso. Ai eu cheguei no ouvido do mendigo e sussurrei: "Escucha, esse japonês parece que quiere comer tu culo.." Puts, não é que o mendigo, quase que num passe de mágica,levantou!!!. Mesmo que entrelaçando as pernas e mal se segurando o cara ressuscitou, desferiu alguns xingamentos para o japa e caiu fora???. Meu amigo ficou puto mas como o fim justifica os meios deixamos para lá. E assim ocupamos a vala do mendigo para dormir na praça bem do lado da praia, pela qual ventava pacas!. Seria engraçado senão fosse trágico, claro!. Dormimos até que bem, todos encolhidos e braços dentro das camisas. Claro, com o cuidado de não dormir de bruços..vai saber, ne?. De madruga, resolvemos mudar de lugar pois o chão de terra estava bem incomodo e fomos para o parquinho infantil!.

Hahaha!. Dormimos (ou tentamos) dentro daqueles playgrounds de plástico, com tuneis, escorregador, etc!. Estava incomodo mas quebrou o galho. Felizmente la dentro ja não estava ocupado nem cagado!.Tomamos posse do parquinho assim mesmo, eu fiquei num tubo perto da escadinha!!. Hahahaha

Ainda de madruga, antes do sol nascer, fomos para o terminal e tomamoso busão para Santiago, totalmente quebrados!. Depois dessa noite,sempre me vêem a mente aquela musica do Bruno e Marrone; "Seu guardaeu não sou vagabundo...eu doormi na praaaaça!!"" Dizem que fiofó debêbado não tem dono, ahhh, mas desta vez a gente ficou bem esperto,com certeza!!.

 

jorjebeer

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heheheh Jorge....

Lembro em 87 ( tinha 16 para 17 anos....não sabia beber ainda....) Reveillón em Caraguá....

Enchi a cara me perdi dos amigos e qundo eram umas 5 da manhã ví vários bebuns dormindo nas areias da praia Martim de Sá....Não tive dúvida caí por lá mesmo (a casa onde estava estav a uns 5 kms...e não conseguiria andar nem 100 metros...)

Acordei com o sol na cara...umas 9 da manhã.....levantei com areia na cara (coisa de bêbado mesmo)...aquele monte de criança, avôs e avós me olhando e pensando: "olha só o estado desse moleque, coitado"....e eu com a maior vergonha.....Dei uma caída no mar e saí andando...

Chegando em casa...todos amigos dormindo e nem tinham notado minha falta....Camarada é isso aí!!!!!! ahahahaha

Abraços e beijos

LUckylu

 

www.fotolog.net/luckylu

www.luckylu.fotolog.fot.br

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CARONANDO COM UM DEFUNTO

Pois bem, chegara a Los Antiguos - patagônia norte argentima - por volta das onze da manhã e meu intuito era já cruzar a fronteira, afinal era cedo e o dia tinha que render uns bons quilômetros caminhando. Tratei de me informar de distancias da fronteira e tudo mais, e cheguei a conclusão que dispensava o táxi que me ofereciam...iria tentar minha sorte na carona mesmo! Comprei umas bolachas, um "alfajor" e fiz deles o meu almoço...e segui em frente!

Para se ter uma idéia do tamanho da cidade, apenas andei cinco minutos e já estava nos limites dela, carimbando meu visto de saída num mirrado posto militar, vagabundo mesmo. Depois disso uma estrada de terra e rípio (cascalho) se mostrava a minha frente e eu já tinha uma leve noção do quanto andaria ate a fronteira chilena, na pequena cidade de Chile Chico, aproximadamente uns cinco ou sete quilômetros..uma cifra tolerável e bem-vinda pra quem já estava sentado há mais de 10 hrs num busão! Claro que se alguém pasasse, meu dedão iria estar a postos! Ate entao, carona havia sido bem fácil!

Andando pela estrada sob forte sol e ventando muito, vi de longe atrás de mim uma caminhonete que estava fazendo as tramitações na fronteira e isso me animou. Esperei que ela passasse por mim pra pedir carona (os chilenos dizem "hacer dedo") Ao se aproximar parou diante minha solicitação de transporte. Que sorte! O cara da caminhonete fez sinal e eu fui na caçamba sentadinho na beirada, junto com mais uns 3 jovens, uma jovem (com traços indígenas) e um vulto envolto numa lona ou encerado bem no meio, amarrado nas laterais do veículo. E assim seguimos caminho, lentamente, cruzando os limites dos dois paises naquela estradinha esburacada e bem poeirenta, diga-se de passagem. Sua paisagem tb supreende:do lado argentino a ribeira é plana e meio agreste, e do lado chileno começa com enormes montanhas de rocha viva e arredondada pela erosão de glaciares, alem de muito bosque! A paisagem mudava enormemente, do deserto para muito verde do lado chileno.

Enquanto seguíamos rumo a fronteira algumas duvidas referente à minha carona vieram à mente: pq a caminhonete ia devagar numa estrada onde havia a possibilidade de velocidade maior? Tá bom, havia mais gente e criança junto comigo porem não havia necesidade de andar a quase 20 km/h. Via outros veículos passarem a milhão pela gente e o pior, levantando toda poeira em cima de nós! Bem, como dizem "cavalo dado não se olha os dentes", não tinha do que reclamar, ne? Mas o que me deixou mais intrigado foi o ar de tristeza que pairava atrás na caçamba, pois ninguém falava nada, todos cabisbaixos e alguns até soluçando! De repente a jovem desanda a chorar, balbucia algumas coisas sem sentido e passa a abraçar o vulto envolto na lona! Opa, será que é isso mesmo que eu estou pensando??? Pois é, e era mesmo! Durante o tempo que permaneci na caçamba e que pareceu nunca terminar, ouvi choro, lamentações, inconformismo e principalmente tristeza! O atmosfera estava mais pesada que o vento forte que agora soprava do lago! Eu via todo mundo chorando e eu não sabia que atitude tomar: se chorava também ou consolava alguém, mas lá estava eu, tentando parecer indiferente diante do enorme pesar daquela família! E olha que eu quase sento e jogo minha mochila em cima do dito cujo!?

Já mais aliviado ao chegar no posto fronteiriço, em Chile Chico, e após carimbar minha entrada no país, pude conversar com o conhecido da família que guiava a caminhonete. O finado era irmão maior do pessoal atrás e se afogara num furioso e gelado rio argentino no dia anterior, tentando salvar outro parente. Imaginei que fossem ter dificuldades pra entrar com o corpo na fronteira, mas parece que estes já haviam sido avisados e não houve muita burocracia, e assim ainda tive o restante da carona ate o centro verdejante de Chile Chico, pois eles se dirigiam até a igreja local velar o corpo. Lá desembarquei, agradeci a carona e segui rumo às docas apressado (teria que atravessar o lago na balsa rumo a Carreteira Austral), porem me senti estranho diante dos momentos que tivera há pouco e me incomodei com minha aparente indiferença! A mesma água, seja ela de rio ou lago, que trazia vida e que tornava desertos estéreis em campos verdejantes também tinha o poder legitimo de morte naquela região! A "morte por causas externas" lá muito rara, porem é igualmente sentida com a mesma intensidade que as mortes violentas as quais estamos habituados em terras tupiniquins! Talves seja por isto e pelo respeito às forças da natureza, é que aquela região inóspita ainda faz jus à fama de patagônia selvagem...

 

 

jorjebeer

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Bem, la vai a minha contribuicao

 

 

Uma vez, estavamos fazendo um circuito de bike eu e um amigo, quando de repente, no meio da estrada, ele comeca a passar mal... tinhamos comido bastante fituras e estavamos iniciando no cicloturismo. De repente, nao deu outra... ele cai no chao.. a pressao desabou, ele estava branco e gelado num calor de 36°.

Meu, comecei a ficar preocupado e tudo, mas ele disse que estava bem... so precisava se deitar um pouco... ele ficou deitado no asfalto um tempao ate que resolveu que precisava "lavar a burra"... Hora, estavamos na estrada e dos dois lados era terreno militar, uma base area... mas o cara nao tava nem ai, pulo a cerca de arame farpado e foi la dentro mesmo... deu a maior cagada. Quando ele ta terminando, vemos os guardas se aproximando... meu, mau da tempo de ele levantar as calcas e pular a cerca... montamos nas biciletas e sebo nas canelas... foi muito engracao... hoje eu dou risada, mas na hora... ambos eramos de menor, o aperreio foi grande...

 

Moral da historia...

 

Quando bate na porta, meu amigo, o negocio eh deixar sair...

 

Romulo Murdock

 

In God we trust!

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500 carnavais!

 

Após curtir bastante as folias cariocas de Momo durante "500" carnavais,resolvi ir para onde não pudesse ouvir nem de longe um "baticum-esquindum".

O paraíso indicado foi Paraty-Mirim, ao sul do estado do Rio de Janeiro, distante 20km da cidade histórica de Paraty. Paraty-Mirim foi um importante porto antes da cidade de Paraty desenvolver-se. No episódio do seqüestro do governador geral da província as figuras expoentes de Paraty-Mirim tomaram a frente e salvaram o governador ao pargar o resgate.Isso em 1600 e blau.

Atualmente Paraty-Mirim faz parte de uma reserva ambiental. Toda a vegetação é nativa e preservada, o sitema de estuário pode ser conhecido na praia principal onde desemboca um caudaloso rio e pequenos riachos.

Uma parte da "turma" (leiam "ajuntamento" de malucos), eu, meu irmão, e o esposo de minha secular amiga Josi, partimos na sexta-feira por volta de 13h. A forte chuva na Av.Brasil não esmoreceu nossas esperanças de um feriado agradável. Mas o inesperado no assaltou no começo da Rio-Santos. Um enorme engarrafamento impedia o tráfego nas dois sentidos da pista e as pessoas já haviam desistido de aguardar dentro dos veículos. Foi um festival de cães de diversos tamanhos, arrastando os donos para o mato perto da estrada. Coloquei meu CD de um disco especial do Pepeu Gomes (é o cara não é só "baseado") para fazer frente ao bate-estaca-funkeiro dos carros com o triplo de potência sonora que me infernizavam. Uma hora, duas horas e nada do trânsito andar. Eu queria chegar à Paraty-Mirim antes da noite cair e estava estressada com a demora. O esposo de minha amiga é baiano da gema(além disso ele apresenta uma forte semelhança com Bob Marley, negro, magro, alto, mas com "dreadlocks" mais bonitos)

, quer dizer nada o estressa. Pro meu irmão nada poderia ser melhor do que dirigir o recém adquirido Willi pelas estradas e descobrir tudo o que um fusquinha 1974 pode proporcionar.

Duas horas e meia.Oba!!! O mundo voltou a mover-se ao nosso redor. Uma hora depois paramos para que nosso amigo Bob Marley pudesse resolver seu problema metabólico. Ele não pode ficar muito tempo sem comer se não passa mal. Não pensem que se trata de fazer um lanchinho, comer biscoitinhos (ela já tinha comido todos dentro do carro)o "rasta-man" tem que comer feijão com arroz, se não nada feito.

Depois da parada metabólica prosseguimos debaixo de muita chuva, mais algumas horas de estrada, a noite caindo, descobrimos que o vidro de Willi estava "gorduroso".Isso faz com que as gotas fixem no vidro e aumentem a luminosidade dos faróis que vem em direção contrária.Todos já cansados, loucos pra chegar. Enfim Paraty. Paramos num posto para descobrir como entrar na estradinha de acesso a P-Mirim

e o povo de lá garantiu que era fácil, seguimos desanimados pois a chuva não dava trégua. Como deve estar essa estrada de terra? No"trevo" de acesso três carrões 4x4 a nossa frente indicavam que a pior parte da viagem estava por fim. Tentei injetar ânimo na galera lembrando que se a gente atolasse os carrões nos puxariam. "Depende da boa vontade dos caras,né irmã?" Foi a reposta lúcida e ácida do meu maninho.

Eu não enxergava nada. Meu irmão é bom motorista e com um certo costume em estradas de barro, mas quando eu vi o cara chegar o rosto mais perto do vidro pensei "Ih fudeu!",mas fiquei calada. Finalmente os carros embicaram por uma porteira, nós o seguimos entrando pela porteira também. Haviam muitas barracas e tivemos a certeza de estamos no local certo. Fui a primeira a saltar do carro. Desnorteada e descabelada, perguntei a primeira pessoa que apareceu pela minha frente :"O "Seu" Jesus?" (esse é o nome do dono do camping). O cara respondeu muito assuntado : :"Nãoo, eu sou da igreja tal tal". "Ele deve estar bêbado" cogitei eu entre pensamentos confusos. "Cara eu tô procurando o dono do camping. O nome dele é Jesus". Uma figura que passava por perto me salvou de outra resposta maluca e indicou "Seu Jesus está ali". Ele comentou que todas aquelas barracas eram de integrantes da igreja tal tal que faria um retiro no período carvalesco.

Antes de começarmos a retirar coisas do Willi os mosquitos nos atacavam ferozmente. Três tipos de repelente depois eles buscaram reforços e dobraram de quantidade enquanto tentávamos montar um gazêbo sem o manual de intruções,uma vez que minha subjetividade feminina superestimou a capacidade da objetividade masculina do mecânico (meu irmão) e do físico (Bob Marley) que me acompahavam. Ou seja par montar essa merda de gazêbo foi uma eternidade. Bob já reclamava por comida e me ofereceu baianamente : "Marcinha, vou fritar uns quibes. Tão meio moles...". Sentei observando os trabalhos de meu amigo, meu irmão já havia se recolhido e curtia seu primeiro acampamento. Estávamos em baixo de um poste, os quibes douravam no resto de óleo que sobrou do bolso do bom baiano (ele levou óleo dentro de um vidro de katechup, o troço derramou sujando-o de óleo)quando a luz simplesmente apagou. Em "slow motion" Bob grita : "Seu Jesus não me deixe no escuro". Mas nenhum dos dois Jesus ouviu e continuamos a fritar os salgadinhos no escuro. Evidente que queimaram e pra disfarçar o sabor Bob lascou pimenta no quibes. Como a pimenta,leve,de Bob é mais ardida do que ácido evitei o "banquete". Nos recolhemos ainda de baixo de chuva.

Pela manhã meu irmão e eu deixamos Bob dormindo e passamos duas horas na praia observando o céu nublado e as belezas do lugar. Quando voltamos os outros sequelados (leiam :amigos) já haviam chegado. Josi, Claúdio e namorada. "Seu" Jesus apressou-se em nos desalojar informando que não poderíamos acampar em baixo do poste. Mudamos tudo para uma área mais ampla e fomos passear. Para conhecer praias perto dali era necessário pegar um barquinho (sem motor) para chegar ao outro lado da praia,dividida pela foz do rio. Curtimos o dia quente e nublado. Almoçamos peixe ,aipim, e a excelente caipirinha com cachaça da região. Mas para Bob aquela comida não era satisfatória. Ele precisava do feijão "dele". Na parte da tarde retornamos ao camping pois a chuva começou. Bob empenhava-se em "sua" feijoada afastando os cachorros vadios (e fofinhos) que o rodeavam em busca de uma carninha, enquanto nós dormiamos. À noite saímos das barracas e não ousamos comer feijão no escuro devido ao alto grau de periculosidade que isto implica (pode ter algum inseto ou porcaria no feijão. Mas é apenas um hábito pessoal que, para minha suerpresa, instantaneamente se popularizou entre o meu grupo). No dia seguinte foi tudo igual. Cèu nublado pela manhã, chuva a tarde. O tédio se instaurou. Dormiamos embaldos pelo barulho da chuva e o murmúrio das brigas de Cláudio e namorada. Eu tava ferrada no sono quando, ouvi outros campistas gritarem, depois o barulho constante do flit, alguns segundo depois meu irmão xingando baixinho dentro do Willi :"Puta que pariu". Voltei a dormir. Acordei com sede e sai pra buscar água. Quando estava debaixo do gazêbo senti a queimação das mordidas de formiga, xingando fui lavar os pés e me recolher "na toca". N odia seguinte descobri que as formigas fizeram um levante a atacaram o camping inteiro entrando também no Willi. Depois disso elas sumiram.

Não ficamos até o último dia de carnaval, até mesmo porque a limpeza dos banheiros era muito deficiente e a chuva não dava trégua. Mas foi uma experiência super-interessante onde tivemos a lição de nunca ,nunca acampar com casal de recém-enamorados.

 

Vibrações positivas

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