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Olá viajante!

Bora viajar?

o maravilhoso roteiro: PERU/BOLIVIA/CHILE - out/2013 (19 dias, "sozinha")

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olá pessoal,

 

Antes de fazer a viagem, eu prometi a mim mesma que faria um relato aqui no site. Os relatos que li foram fundamentais para mim e gostaria de contribuir de alguma forma para aqueles que estão montando seu roteiro. Assim, espero poder ajudar alguém :)

Perdoem se acabar não me detendo tanto nos detalhes diários. É que eu falo tanto, por conseguinte, escrevo rs que tenho medo de ficar cansativo. Então, vou tentar (tentar) ir mais pela parte prática da coisa rs: transporte, valores, agências, locais, etc.

 

CUSTOS. Os meus foram estes:

passagens aéreas TAM: R$ 740.00 (ida: RJ-Cusco; volta: Santiago-Belo Horizonte).

Dinheiro: gastei 1100.00 dólares na viagem, já inclusos compras de souvenir, algumas roupas e free shop. É, foi um mochilão meio propaganda da Herbalife: quer economizar? Pergunte-me como! hahaha

no Brasil, comprei uma Bota da Snake por R$ 300 com desconto a vista. Recomendo a Snake. Foi sensacional viajar com ela e praticamente não tirei do pé. Mochila e roupas específicas pra muito frio eu já tinha. Só comprei um corta vento na Bolivia que apenas serviu pra ficar bonito na foto (não ajudou em nada. Dou mais detalhes sobre o que levei mais pra frente)

 

Seguro-Viagem: fiz com a GTA por 121 reais para os 19 dias (a alta do dólar na época não ajudou muito).

 

Vacina: eu já tinha o cartão internacional de vacina e estava tudo em dia. Então, não me preocupei em saber se pediriam ou não. Li alguns relatos aqui que diziam que sim, outros que não... então, melhor consultar a página das embaixadas mesmo de cada país para onde for.

 

dólar: Meu desespero foi com ele. Subiu à nível estratosférico e senti dor no meu bolso cada vez que consultava a cotação. Comecei a economizar pra dar conta do roteiro sem passar perrengue. Vida social? foi pro espaço por um bom tempo tsc tsc

E burra que só eu sei como ser, fiquei enrolando pra comprar naquela esperança: vai cair, vai cair...e não caiu. Comprei dólar por R$2.50 uma semana antes da viagem. Primeira dica, não esperem rs. Se já tem a grana, compra logo. Não precisa comprar tudo se não estiver seguro. Mas compra um pouco e vai acompanhando a cotação.

 

a viagem tão sonhada...

 

Inicialmente, minha viagem resumiria-se a Machu Picchu, pois é o segundo lugar no mundo que queria conhecer e achei um ótimo presente de formatura que eu estava ganhando. De mim para mim hahaha. Algumas amigas do trabalho empolgaram em ir juntas e decidimos ir em julho. Em janeiro, começamos a olhar passagens e, putz, um rim não seria suficiente (exagero a parte, tava caro pra burro viagens em julho). No meio do caminho, a galera foi desistindo e, em março, a TAM lançou uma super promoção com viagens para outubro saindo do Rio (eu moro em Belo Horizonte, esqueci de contar hehehe).

 

Rio de Janeiro - Cusco (ida e volta) estava uns 370 dilmas. Imperdível! Só que eu também sonhava em um dia conhecer o Atacama e, como já tinha lido alguns relatos que me deram segurança pra saber que era possível o roteiro, resolvi passar por lá nessa mesma viagem. A maioria dos roteiros começa pela Bolívia e grande parte faz o inverso do meu, subindo a Bolívia em direção ao Peru. Ou, então, chegam pela Bolívia, descem pro Chile (SPA) e depois sobem pro Peru. Eu iria começar no Peru e descer pela Bolívia até o meio do Chile. Vi alguns relatos de pessoas que fizeram o mesmo ou parecido e comecei a planejar como faria pra chegar em Santiago com os míseros 19 dias que tinha. "Comecei" no campo das ideias, né? Porque na prática mesmo, só fui anotar as coisas, como faria, pra onde iria etc e tal em julho, depois que colei grau.

 

Meu primo animou a ir comigo um mês antes da viagem. Começou a olhar o roteiro super empolgado e estava pesquisando as passagens. Nesse processo, o Black Sabbath anuncia show em BH, que não estava no roteiro até então. Lógico, ele desistiu da viagem. Aqui no mochileiros eu conheci a Amanda, que animou a fazer o roteiro comigo. Mas, infelizmente, já com passagem comprada, o chefe melou as férias dela e não pode ir. Eu estava só novamente rs. Não seria meu primeiro mochilão sozinha e não fiquei com medo. Um pouco de receio com a Bolívia pra viajar a noite sozinha. Mas como sei que se conhece pessoas até na fila pra comprar passagem, fiquei confiante. (e isso aconteceu mesmo :shock: . Contarei mais a frente).

 

E agora sim, começarei meu relato de viagem hahaha

Editado por Visitante

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Oi, fico feliz em poder ajudar e que está gostando do relato :)

 

O seu roteiro não parece ter dificuldade de deslocamento. Muita gente sobe de SPA em direção a Cusco... é tranquilo. E de STgo para SPA, são 25h de chão, mas nada desanimador. Passa até rápido durante o dia por conta da paisagem. A noite, toma um dramin que nem vai sentir o tempo (eu sou meio viciada em dramin, percebeu né? kkkk)

 

Vou começar a escrever sobre o tour pelo salar e deserto altiplano. Foram 3 dias lindos na minha vida!

 

Adorando seu relato, divertidíssimo, rs

 

Ansioso para ler o resto.

:)

 

Vou fazer um tour parecido, só que será a partir de Santiago, indo até o Atacama, Cuzco-MP, Copacabana e terminando em La Paz. Em 20 dias.

Suas informações estão me ajudando bastante. Adoraria que palpitasse sobre meu "futuro esboço de roteiro" que está quase pronto, rsrsrs e que vou compartilhar logo, logo :P

 

Bjo,

Editado por Visitante

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eu fiz o free city tour pq combinei de ir com o pessoal que conheci no quarto. Senão, teria ido por conta mesmo. O centro histórico é minúsculo, as coisas são de fácil acesso. O city tour guiado demora mais, pq vc tem que parar quando eles param, no tempo deles, as vezes vai em lugares que nem queria ir.. enfim, fazer seu tour é sempre melhor mesmo. Mas terminar na cobertura de um dos prédios mais altos fez valer a pena!!!

 

Será que vale fazer o city tour, ou ir conhecendo a pé mesmo? primeiro dia em la paz queria conhecer o centro e ponto turísticos.

 

Obrigado pelas dicas :D

vou fazer por conta o city tour mesmo, e vou imprimir uma copia reserva com os dados da passagem aereas, me ajudo muito!

terça embarco pra La Paz

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Ruth,

 

Como você fez para comprar a entrada de Machu Picchu? Comprou pela internet antes?

 

 

oi. não comprei nada pela internet, não. Preferi comprar na direcion de la cultura mesmo. Postei o endereço aqui no relato. Custou 128soles.

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Arrumando as malas, embarco amanhã pra La Paz e volto dia 16, ansiedade a mil!

 

 

aproveita bastante!!!!! bons passeios!

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Muito bacana seu relato.

Estou acompanhando e guardando várias dicas pra minha futura viagem.

 

Abç

 

Eloisa

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oi. fico feliz em saber que as dicas estão lhe ajudando. obrigada por acompanhar. :D

 

Muito bacana seu relato.

Estou acompanhando e guardando várias dicas pra minha futura viagem.

 

Abç

 

Eloisa

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Tour SALAR UYUNI e DESERTO ALTIPLANO (3 dias)

 

Antes de começar essa parte, preciso avisar que terá a maior quantidade de fotos de todo o relato hahaha

 

No capítulo anterior (tipo novela rs), eu contei que fiz a viagem a noite pela Panasur. Chegamos em Uyuni muito cedo, não tinha nada aberto ainda e era semana (ou dia) de feira aberta na rua principal. Isso dificultou a localização das agências, pois a maioria não tem uma identificação tão chamativa e com a muvuca do pessoal montando a feira, mal dava pra andar pelos quarteirões ou conseguir ver as casas.

 

Assim que desci do ônibus, me perdi das portuguesas. Como assim? Que lerdeza! Pois é, me perdi rs. Foi uma confusão pra retirar a mochila, todo mundo querendo pegar a sua logo pra buscar agências e quando percebi, elas não estavam lá mais. Bom, não iríamos fazer o tour do salar juntas, pois elas só iriam ver o salar e voltar pra La Paz. Assim, teriam que contratar uma agência que fosse fazer só esse passeio de 1 dia. Eu atravessaria até o Chile. Mas fiquei preocupada de não as encontrar mais e nem ter me despedido.

 

Nessa de rodar ao redor do ônibus pra procurá-las, eu vi umas israelenses que conheci na rodoviária (em La Paz) e fariam o tour de 3 dias. Elas já tinham contratado agência e o carro deles já estava esperando por elas. Disseram que tinha vaga e se eu quisesse, poderia ir com eles para conhecer e contratar o tour. Eu topei ir com eles até lá. Entrei no carro e o motorista foi voando até a agência, que era bem afastada do centro. Logo que entrei na agência, a dona já foi retirando o bloquinho de recibo, cobrando o valor e o motorista jogando minha mochila em cima do carro. Foi tudo muito rápido e fiquei até meio tonta sem saber direito o que estava acontecendo. Sou meio Mônica (Friends) que gosta de organizar tudo, ter todas as informações, etc. rsrsrs. Pra ser sincera, não me senti muito segura em contratar uma agência que nunca tinha ouvido falar e aquela agitação toda me fez lembrar que nem tinha pensando se queria ir com eles ou não. Educadamente, agradeci e disse que voltaria ao centro para procurar minhas amigas e passar numa outra agência que tinha olhado pela internet. Voltei pro centro a pé e nada das agências abrirem.

 

Resolvi então tomar café da manhã num quiosque que tem na praça (debaixo do coreto, eu acho), como me indicou a dona da mercearia onde comprei agua (galão de 5litros) e lanche pra viagem.

Ao atravessar a praça, reencontrei as portuguesas também indo tomar café. Me despedi delas (as vi mais uma vez no salar) e fui procurar a Colque Tours, que todo mundo indica e me pareceu a melhor opção. A agência ainda estava fechada e comecei a ficar preocupada com a hora. Com a feira, não dava pra ter uma visão da rua e não vi se tinha outras agências abertas. Fiquei ali na porta esperando até que uma senhora veio e abriu. Era quase 9h da manhã e não daria tempo de procurar outras agências mesmo.

 

Mas eu gostei de cara da Colque Tours. Paguei 750bol (com translado pro Chile), que dá uma média de 110dólares. Sei que encontraria agências mais baratas ou até mesmo chorar desconto na Colque. Mas não tinha tempo pra procurar, a agência era uma das mais indicadas e, pensa bem, 110 dolares por 3 dias com transporte, alimentação e hospedagem num lugar maravilhoso como o salar e os altiplanos... valia muito a pena.

 

Quando fui colocar meu nome na lista, havia apenas outros 3 nomes, em português haha. Olhei a origem, brasileiros. Passou um pouco e os brasileiros chegaram na agência. Pra minha surpresa, eram os 3 também de BH. Ai o papo já rolou solto de cara. ::lol3:: O Roberto, o Carlos e o Lucas eram colegas de trabalho que resolveram mochilar juntos nas férias. Estranhamos que só tinha nossos nomes na lista, pois geralmente as agências fecham com 6 pessoas. Ai a senhora da recepção disse que viria turista de outra agência alocados no nosso carro. Mas quando o carro chegou, era só mais uma pessoa, um koreano chamado Ho Jun (só aprendi a falar o nome dele depois do segundo dia rs). Ficamos até felizes, pois o carro só teria 5 pessoas e o motorista. Logo, teríamos mais espaço no carro ::hãã2::

 

o roteiro é o seguinte:

1º dia: Cemitério dos Trens

Salar (abrigo para almoço e bandeiras)

Salar (mais adentro)

Ilha Pescado

Abrigo de Sal (noite)

2º dia: Laguna Cañapa

Laguna Hedionda

Laguna Honda (almoço)

Deserto (parada para fotos com vista para vulcão)

Arbol de Piedra

Laguna Colorada

Abrigo (noite)

3ª dia: Geiser Sol de Mañana

Aguas Termales de Polques

Deserto Dali

Laguna Verde / Blanca

 

Disseram que assim que visitássemos o cemitério de trens, voltaríamos na cidade pra buscar algumas coisas. Como o cemitério é praticamente na saída da cidade, o retorno foi muito rápido e logo seguimos o trajeto normal.

 

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O Marcos, nosso motorista, era jovem e pareceu um cara muito sério. Conversava muito pouco no primeiro dia, praticamente só respondia o que perguntávamos (depois se soltou mais nos outros dias). Quando chegamos no Salar, ele não foi aquele tipo de guia que ajuda a fazer fotos legais, junta a galera pra tirar fotos em perspectiva... nada disso. Ficou no carro, só olhando rs. Depois desceu e foi preparar o nosso primeiro almoço no abrigo onde ficam as bandeiras. Mas o cara era um ótimo motorista e super competente no que fazia. Nos passou segurança o tempo todo.

 

Bom, o salar: ah, o salar...é aquela coisa, assim, mágica!!!!!!!! ::ahhhh:: Eu sabia que era lindo pelas fotos e videos que já tinha visto. Mas, ali, pessoalmente, não tem explicação aquilo tudo. Nem se eu usar todos os adjetivos positivos no superlativo absoluto, conseguiria descrever pra vcs (e gastei no português agora, heim? hahaha minha professora do primário morreria de orgulho ::lol4:: ).

 

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Eu comecei a ficar com dó do Ho Jun boiando em 99% das conversas. A gente até que tentava começar a conversa em inglês,mas acabava desandando tudo pro português mesmo. EU com dó e o Lucas p.da vida rs, porque o koreano era bem menor e pegou o banco mais largo ::tchann:: . O Lucas, coitado, ficou na parte de tras comigo todo apertado ::sos:: Mas no dia seguinte, eu pedi pro Ho Jun trocar de lugar e ele trocou de boa.

 

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Na Ilha do Pescado (que na verdade é outra ilha rs) você paga 30bols para subir. Só que se andar ao redor dela, vc sobe tranquilamente sem pagar nada. Não tem vigilância e a cobrança creio que seja de manutenção mesmo... Eu paguei pq subi por vias oficiais rs. Mas vi galera subindo ao redor.

 

No final do dia, saindo do salar, já dá pra ter noção do que é o altiplano, com aquela terra vermelha, gramíneas amareladas, montanhas (ou vulcões) no horizonte e o céu num azul incrível. É uma composição de cores perfeita.

Chegando num pequeno povoado pra buscar hospedagem, a primeira opção estava lotada (os carros que chegam primeiro, pegam as melhores hospedagens). Ai, fomos para um outro abrigo de sal mais afastado. E foi até bacana pq a noite não tinha quase luz nenhuma, nem casas ao redor. A mais próxima estava a uns 300 metros +/-. No abrigo, conhecemos dois paulistas, Paulo e Gabriel, que nos disseram que o guia avisou sobre uma festa na tal casa. Mas andamos até lá e não tinha ninguém uahuaha. Ficamos no abrigo jogando um jogo de dados que não lembro como era e truco.

 

Sobre o abrigo, posso dizer que era bem confortável, chuveiro quente e pude carregar minha câmera na cozinha. Mas o frio da madrugada pra dormir... putz. Um dos paulistas que me salvou, doando seu cobertor pra mim, já que ele estava com saco de dormir superhipermega quente.

 

O segundo dia começou cedo e fomos rumo as lagoas do altiplano. Eu estou aqui há quase uma hora tentando selecionar apenas um ou duas fotos de cada lugar. Só que está difícil. Eu queria poder mostrar todas pra vcs ::hãã2::

 

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Ocorreu um fato super curioso e que até hoje me espanta: depois de passarmos pela laguna Hedionda, a caminho da Honda onde seria nosso almoço, vimos uma moça pedalando uma bicicleta pelo deserto com um cachorro na cestinha, todo magrinho. Depois que almoçamos, retomamos o caminho do deserto e passamos por ela novamente, pedalando com dificuldade naquela terra fofa e alta, num sol de rachar. O Marcos parou o carro e oferecemos carona pra ela. Mas ela, falando em ingles, disse que estava bem e seguiria de bicicleta. Oferecemos agua e ela disse que tinha o suficiente. Aquela imagem me impressionou bastante. Não era nem metade do dia... tinha muuito chão de carro até a reserva (onde tem abrigo), imagina de bicicleta... Essa imagem ficará gravada na minha mente pra sempre.

 

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Durante o dia, cruzamos com o trem que vai da Bolívia para o Chile. Os motoristas geralmente param no trilho do trem para fotos. Na hora que paramos, o trem estava passando e buzinando loucamente pra uns turistas de outra agência sair da frente (eles pararam no trilho pra tirar foto do trem de frente... com poucos metros de distância do trem ::quilpish:: ).

 

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No final da tarde, a caminho da arbol del piedra, passamos por um carro estragado.

Nosso motorista parou pra ajudar e foi a salvação deles. O motorista deles parecia não entender nada de carro. O Marcos vestiu seu macacão de mecânico, enfiou debaixo do carro e ficamos lá mais de uma hora pra que ele conseguisse ajudar o pessoal. Parece que uma peça quebrou ou se soltou e sumiu no deserto. Ai, numa gambiarra sinistra, o Marcos pegou uma peça qualquer de outro lugar e conseguiu fazer funcionar (não entendo de mecânica. então, foi isso que entendi kkk).

O tempo que ficamos ali aproveitamos pra bater papo com o pessoal do outro carro, tirar fotos e até cantar acompanhando as músicas da playlist do marcos rs. Ai, os meninos do meu carro tinham dois Walkie Talkie novinhos e deixou um pro outro carro. Fomos devagar, procurando ficar perto deles e toda hora comunicando para saber se estava tudo ok. Foi engraçado pq o Marcos não quis ficar com o W.T. e nem o outro motorista kkkk Ficou eu e um ingles que falava espanhol se comunicando até o restante do passeio naquele dia. O carro não teve mais problema e conseguiu terminar o dia. No abrigo, voltaram a mexer no carro pra não ter mais problema no dia seguinte.

 

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O dia terminou com um por-do-sol na Laguna Colorada ::love::::love::::love::::love::::love::::love:: Paga-se 150bols para entrar na Reserva.

 

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Dessa vez, chegamos cedo nos abrigos e conseguimos um ótimo lugar. Bem quentinho pra noite que dizem ser a pior, dentro do parque, bem próximo a Laguna Colorada. Como chegamos cedo, logo me preocupei em carregar a bateria da câmera. Mas uns franceses em bando chegaram antes e ocuparam todas as poucas tomadas. Mesmo depois de 2h, sabendo que tinha limite de energia (eles desligariam a energia antes das 21h), os franceses nem se incomodaram de ter outras pessoas no mesmo lugar precisando de tomadas ::grr:: Deu vontade de saber falar a lingua deles só pra mandar TNC em francês, fazendo biquinho e tudo rs. Ah, não tinha água quente neste abrigo. Então, se preparem pro banho frio ou fiquem sem banho (e um dia sem banho num tempo frio não mata ninguém...). O nosso motorista conseguiu uma extensão pra gente e pudemos carregar as baterias por um pouco do tempo que restava de energia.

 

Acordamos as 4h pra visitar os geisers e depois as águas termais. Já li vários relatos aqui dizendo que os geisers da Bolívia não são legais, que os de SPA são melhores e tal... Eu achei os da Bolívia tão sensacionais qto os del Tatio. Claro, não tão numerosos e com jatos tão altos, mas as crateras formadas por eles eram gigantes, dava até medo de chegar na beirada.

Nas águas termais, os meninos do meu carro não animaram entrar. Eu, com muito frio, entrei. E não queria sair mais hahahaha

 

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Eu estava lá, mó de boa, curtindo a água quente, quando vieram me apressar pra ir embora. Como meu translado pro Chile não esperaria rs tive que me arrumar correndo pra ir pra fronteira. Mas percebi que o Marcos não iria passar na Laguna Verde e dei aquela choradinha básica. Ele disse que não tem nada de interessante. É só mais uma lagoa. Mas eu argumentei que era a que mais queria ver, pois é nos pés do Licancabour. Ai ele falou que passariamos rapidamente por ela então, pra que eu não perdesse o carro pro Chile. E assim foi. Fomos rápido. Mas foi lindo. A lagoa realmente é maravilhosa e os meninos nem sabiam que ela existia. Muitos tours fazem isso... deixam a Laguna Verde e Blanca passar batido, pra dar tempo de chegar na fronteira. Mas pode cobrar deles que façam o passeio pq faz parte do roteiro.

 

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Dali, os mineiros voltaram pelo caminho de Uyuni e eu e Ho Jun seguimos pra fronteira com o Chile. A Laguna Blanca fica do lado da Verde e passamos por ela no caminho também. Chegamos na fronteira antes de 12h e uma caminhonete da Colque Tour de SPA estava nos esperando.

 

Ao passar na polícia boliviana pra carimbar a saida, eu já sabia que eles cobravam uma taxa ilegal de 15bol. Eu estava com o dinheiro pra pagar. Porém, na minha frente na fila tinha um brasileiro e escutei ele argumentando com o policial do "por quê" da tal taxa. O policial acabou não cobrando dele. Eu, dando uma de joão-sem-braço, logo atrás, perguntei pro cara saindo do guiche: ah, ele não cobrou de vc, não? (falei alto e o policial do guiche escutou e também não me cobrou. Deve ter pensando que eu estava junto com o outro brasileiro. Se não cobrou de um, não cobra do outro também, ora bolas rsrsrs)

 

Daí pra frente, CHILE !!! ::hahaha::

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