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A Viagem dos meus sonhos: Brasil
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12/Abr: Planejamento e problemas antes da viagem
Tudo começou no ano 2011, quando eu tinha vontade de viajar para Europa. Mas recebi um correio informando de uma promoção para São Paulo desde a Cidade do México. Depois de consultar ao travesseiro, decidi cancelar a viagem para Europa e decidi pegar essa promo. Mas surgiu o primeiro problema. No México os trabalhadores só podemos tirar seis dias de férias o primeiro ano de trabalho, e achei que uma semana não seria suficiente para fazer essa viagem. Decidi me arriscar e comprei a passagem para viajar duas semanas. Depois veria como pedir licença para os outros dias. Originalmente o roteiro incluía São Paulo, Ouro Preto, Mariana, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Salvador, Brasília, Florianópolis, Camboriú, Curitiba y Foz do Iguaçu. Mas também queria conhecer Colonia del Sacramento e Buenos Aires, na Argentina. Alterei o roteiro e tirei Brasília, Salvador y Camboriú.
Quando avisei no trabalho, não tive dificuldade para ir duas semanas, pois combinei as férias com a Semana Santa. Eu viajaria o 23 de março de 2012 e voltaria 9 de abril. Mas houve um problema. Dias antes trabalhei fora da cidade, e eu pensava ficar dois dias fora, mas houve um terremoto que afetou a rede da empresa e complicou tudo. A minha viagem corria perigo. Depois de conversar com meu chefe, decidi alterar as datas da viagem, e eles pagariam as alterações, cancelamentos, etc. O problema foi que teria menos dias para a viagem, e tirei do roteiro Colonia, Buenos Aires e Floripa, mas pude adicionar Puerto Iguazú. Sairia 12 de abril e voltaria 24.
Finalmente chegou o dia da viagem, cheguei cedo ao Aeroporto da Cidade do México para pegar o voo com destino São Paulo e conexão em Santiago do Chile. Depois de 8 horas e meia de viagem (não pude dormir bem), cheguei ao aeroporto de Santiago, e quase correndo peguei o voo para São Paulo, pois só tinha uma hora para fazer conexão. Quando o voo decolou, passamos voando sobre a Cordilheira dos Andes, e pude ver as montanhas cobertas de neve, uma paisagem maravilhosa. Nesse trajeto meu companheiro de assento foi um brasileiro chamado Marco Antônio, fomos conversando e me desenhou um roteiro para passear em Sampa. Depois de 4 horas de voo, cheguei a Sampa às 12h.
Cordilheira dos Andres
Cordilheira dos Andres
13/Abr: Chegada a Sampa e primeiras impressões.
Depois de passar por migração, caminhei por um corredor, achando que era para chegar à Alfândega, mas descobri que pulei, pois já estava na área de chegadas, kkkkk. Ainda tenho a declaração da Alfândega na minha casa, kkkkkk. Quando sai do aeroporto senti uma umidade insuportável, pois eu moro em uma cidade de clima seco, e não aguentava. Peguei o ônibus para o metrô Tatuapé, paguei R$4.30. Depois de uma hora de trajeto e trânsito ruim (igual do que na Cidade do México), cheguei á estação do metrô, e estava me confundindo, pois não sabia que a estação estava integrada com a CPTM, e não sabia se pegar metrô ou trem. Peguei o metrô (R$ 3), e como a minha hospedagem estava na Vila Madalena, o peguei em direção a Barra Funda, desci na Sé, troquei de linha, desci na estação Paraíso, troquei linha de novo e finalmente desci na estação Vila Madalena. Depois de sair da estação, caminhei 10 minutos para chegar ao hostel, chamado Sampa Hostel.
Quando cheguei ao hostel estava suando muito por causa da umidade, fiz meu registro (Duas noites, R$ 35 a diária) e tomei banho, o que ajudou um pouquinho para me refrescar. Depois de tomar banho, decidi caminhar pela cidade, escolhendo o Centro e a Paulista como lugares para visitar esse dia. Antes fui a uma loja para comprar água e bolacha, pensei que era a minha primeira oportunidade para treinar a fala, mas não entendia (me falaram do CPF, eu nem sabia o que era), afinal só paguei.
Queria ir primeiro para o Centro, peguei o metrô na estação Vila Madalena e desci na estação Consolação para trocar de linha e depois trocar de novo na estação República e descer na Sé (pensei que seria mais fácil e rápido), mas não considerei que era o horário de pico e foi difícil pegar e sair do metrô. O bom é que as pessoas foram amáveis, enquanto na Cidade do México é comum a falta de amabilidade nas horas ponta
.
Quando cheguei á Sé, estava chovendo muito e as pessoas estavam fazendo fila nas catracas. Na praça da Sé vi muitos viciados, eu não imaginava que houvesse tantos, mas eles são tranquilos e não houve problema nenhum. Fui buscar uma loja para comprar um adaptador de tomada para a minha netbook. Depois de fazer a compra, caminhei pelas ruas do Centro. Muitas pessoas me disseram que o Centro era perigoso de noite, mas havia muita movimentação e muitos policiais, me sentindo seguro. Caminhei por várias ruas, identifiquei os Edifícios Altino Arantes e Martinelli, mas os mirantes estavam fechados e só estavam disponíveis em dias úteis
Continuei caminhando e cheguei ao Vale do Anhangabaú, onde pude ver o prédio mais alto do Brasil, o Mirante do Vale, mas na verdade se vê menor do que outros prédios. Vi todo muito lindo de noite.
Depois decidi ir para a Rodoviária do Tietê e comprar a minha passagem de ônibus para Ouro Preto, paguei R$ 95 pela linha Util. Depois decidi ir para a Av. Paulista, pegando o metrô de novo. O metrô é um ótimo médio de transporte para conhecer a maioria dos locais da cidade, mas recomendo evitar pegá-lo nos horários de pico, as aglomerações são horríveis.
Quando cheguei à Paulista, vi muita movimentação e uma quantidade de prédios distribuídos pela avenida, depois de caminhar e tirar muitas fotos, estava fora do Parque Trianon e do MASP, mas como era noite, não pude entrar. Decidi voltar para o hostel e jantar, pois não comi nada esse dia.
Quando voltei ao hostel busquei uma padaria para preparar um sanduíche, e depois de jantar fui dormir, pois estava cansado, morto e destruído.
Vale do Anhangabaú
Metrô de SP - Estação Luz, linha 4-amarela
Av. Paulista perto da Rua Consolação
Av. Paulista perto do Parque Trianon
14/Abr: Caminhando pelo Centro e pela Paulista de dia
Esse dia tinha vontade de pegar os tours do Turismetrô, mas infelizmente acordei tarde
. Decidi então ir ao Museu da Língua Portuguesa, pois tinha vontade de conhecer mais dessa língua que estava estudando. Peguei o metrô e desci na estação Luz. O ingresso ao museu custava R$ 6, mas como era sábado, entrei de graça. O museu é grande e muito interessante, tem vídeos, explicações, mapas, atividades e áudio. Adorei o museu.
Logo fui para a estação da Luz, a principal estação ferroviária da cidade, o prédio é muito lindo e elegante. O que mais adorei dele foi o piano que está no interior, tentei tocar, mas vi que não nasci para tocá-lo,
.
Logo fui caminhando pelas ruas desse bairro muito descuidado que está atrás da estação Luz, achei inseguro e com prédios velhos e abandonados. Depois soube que esse bairro era a Cracolândia, o bom é que não vi viciados nem ladrões, eu só vi camelô fugindo da polícia.
Depois de caminhar cheguei ao Viaduto de Santa Efigênia, que está em frente do Colégio de São Bento. Desde aí se tem uma ótima vista do Vale do Anhangabaú, e como o céu estava limpo e com pouca nuvem, pude tirar muitas fotos.
Depois fui caminhando pela Rua Quinze de Novembro, e pude ver de novo os Edifícios Martinelli e Altino Arantes, e o prédio da Bovespa, a maior bolsa de valores da América Latina. Depois cheguei à Praça da Sé, e entrei ao interior da Catedral, muito linda. O estilo da fachada é neogótico, e é um dos principais cartões postais da cidade.
Depois queria ir para o Mercado Municipal, mas quando vi o mapa me confundi e acabei me perdendo, caminhando por um bairro descuidado e com viciados, os quais me ajudaram a localizar o caminho para o mercado. Depois de vários minutos estava caminhando pela Rua 25 de Março, com muitos negócios fechados e mais viciados. Depois de muito caminhar e perdido nessas ruas, cheguei ao Pátio do Colégio, o lugar onde a cidade foi fundada. Não estava no roteiro, mas consegui conhecer o lugar exato onde a cidade nasceu
Depois de perguntar a policiais que estavam aí pude chegar ao Mercado Municipal. O mercado é enorme, pode comprar legumes, frutas, peixes ou simplesmente comer em algum desses restaurantes. Eu comi pastel de carne, adorei. O problema é que tinha muita gente e estava quentíssimo, eu não aguentava
Depois de comer pastel, decidi ir a conhecer a Av. Paulista de dia, então fui caminhando à estação São Bento, e depois de fazer as combinações necessárias, desci na estação Brigadeiro.
Comecei caminhar pela avenida admirando os arranha-céus. Nunca vi na minha vida uma cidade com muitos prédios altos. Incluso na minha cidade estão restringidos os arranha-céus por causa dos terremotos, mas são dos mais altos da América Latina. Depois de caminhar baixo os raios do sol, cheguei ao Museu de Arte de São Paulo (R$ 15), um museu bem bacana onde se expõem obras y pinturas de diferentes artistas e diferentes estilos artísticos. Para as pessoas que gostam da arte, é um imperdível. Embaixo do museu se reúnem as pessoas, é um ponto de encontro na cidade.
Depois de caminhar muito, decidi voltar pro hostel. Ainda era cedo, mas meus pés doíam muito e precisavam descansar. Também estava faminto. Voltei ao hostel para tomar banho e conheci dois caras bem simpáticos, eram de Manaus e de Belo Horizonte. Com eles conversei muito, foi uma ótima oportunidade para treinar a fala. Quando esta saindo do hostel, ouvi que uma menina gritou “¡Qué onda güey!”, uma frase típica mexicana. Mas como estava faminto, não prestei atenção e procurarei lugares para comer, encontrei uma pizzaria na Rua Harmonia, perto do hostel. Pedi uma pizza caipira (grãos de milho, frango e catupiry, R$ 20), muito bom. Também bebi uma lata de Guaraná Antártica, amei e fui viciado nela enquanto estive no Brasil.
Voltei pro hostel e perguntei para uma menina se ela foi quem disse essa frase. Ela respondeu “sim”, e me disse que os funcionários lhe disseram que eu era mexicano. Ela se chama Luísa e estudou seis meses no México, o espanhol dela era muito bom. Estivemos conversando e bebendo no pátio de hostel. Nesse momento eu contatei um amigo mexicano que estava morando em SP, e quedamos nos ver no parque Ibirapuera o dia seguinte. Depois da conversa o sono venceu e fui dormir.
Vista do Centro de São Paulo desde a Av. Prestes Maia
Vista do Vale do Anhangabaú
Catedral da Sé
Pátio do Colégio, onde foi fundada a cidade.
Pegando ar nos respiradouros do metrô
Avenida Paulista
15/Abr: Parque do Ibirapuera, Ipiranga e Liberdade
Acordei cedo, mas perdi tempo pesquisando na internet como chegar ao parque, e como tinha pouco tempo, decidi pegar táxi. Como o táxi não chegava, decidi pegá-lo na rua. Peguei o táxi perto do cemitério, e o trajeto demorou 20 minutos. Nesse trajeto passamos pelos bairros Jardins e Jardim Paulista, muito lindos. O taxista me deixou no Auditório do Parque, onde veria meu amigo Ángel. Finalmente nos vimos e decidimos visitar alguns museus do parque.
O primeiro foi o Museu de Arte Moderna (R$ 6), o qual tinha uma coleção de fotografias da vida cotidiana nos países do Terceiro Mundo. Logo fomos para o Museu Afro, um dos que mais gostei dessa cidade. No museu pudemos ver como os negros chegaram ao Brasil, desde a época da escravidão até a integração total na sociedade brasileira. Gostei muito das mostras de costumes e tradições que eles têm. Depois caminhamos pelo parque, onde vimos pessoas fazendo exercício sem camisa ou com pouca roupa no caso das mulheres. No México é mal visto ver alguém sem camisa ou com pouca roupa na rua, mas vi que aí é comum.
Logo decidimos ir para o Museu Paulista, em Ipiranga. Pegamos ônibus e metrô para chegar lá. Fora do museu tive chance de comer pastel feito na rua, tão gostoso quanto o que comi no Mercado Municipal. Depois entrei ai Museu (R$ 6), onde se expõe a história da cidade e o papel que teve na Independência Brasileira, pois o famoso “Grito de Ipiranga” foi nesse lugar. O ruim é que não pode tirar fotos. Logo fomos ao Monumento à Independência, o qual é a cripta imperial, pois no interior estão os restos do Imperador Dom Pedro I. Também vimos uma praça com bandeiras de todos os Estados do Brasil. Amei essa visita, era um dos lugares que mais queria conhecer nessa trip.
Logo voltamos ao metrô e Ángel foi embora, enquanto eu fui para o Bairro Liberdade, o qual tem a maior colônia japonesa do Brasil. Como era domingo, estava instalado o mercado, onde se vendem muitos objetos e comidas de origem asiáticas. As ruas têm adornos orientais, sem dúvida uma prova mais de que a cidade é multi-cultural.
Voltei ao hostel para fazer o check-out e ir à rodoviária. Pedi um táxi para me levar, mas a minha mão fechou e decidi descer na estação Clínicas, e ir de metrô. Quando cheguei tinha muita gente, pois como era domingo estava mais movimentado. Na fila para pegar o ônibus uns senhores me perguntavam se eu era chileno, outros achavam que era argentino (Não tenho cara de argentino nem de chileno). Finalmente o ônibus saiu da rodoviária e “faria” 10 horas de trajeto. Nesse momento um vendedor subiu ao ônibus e comprei uma sacola com Cheetos (sem pimenta), chocolates, chicletes, água e refrigerantes.
Museu de Arte Moderna
Interior do Museu Afro
Corredor no Parque do Ibirapuera
Museu Paulista em Ipiranga
Monumento da Independência
Editado por Visitante