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Olá viajante!

Bora viajar?

URUGUAI, ARGENTINA e CHILE - 33 dias

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Faaaala, povo! To voltando aqui pra fazer mais um relato. Quem leu o primeiro, sabe que eu já fui pro Uruguai e pra Argentina sozinha em fevereiro de 2013. Dessa vez, a ideia era fazer o roteiro clássico por Bolívia, Chile e Peru, mas o orçamento não deu, então tive que mudar os planos. Já que minhas primas Cassiany e Lisiany iriam comigo e nunca haviam ido pro Uruguai e pra Argentina, então decidimos ir para lá. Daí, eu pensei que poderíamos incluir o Chile, assim, eu já conheceria um país novo. Destinos escolhidos, bora fazer o roteiro e ver o orçamento.

 

ROTEIRO INICIAL

 

Poa > Chuí (domingo à noite – 29/12)

1º DIA – Chuí/Chuy > Parque Nacional de Santa Teresa > Punta del Diablo (segunda – 30/12) - acabou que fomos direto pra Punta del Diablo

2º DIA – Punta del Diablo (terça – 31/12)

3º DIA – Punta del Diablo (quarta – 01/01)

4º DIA – Punta del Diablo > Valizas (quinta – 02/01)

5º DIA – Valizas (sexta – 03/01)

6º DIA – Valizas > Cabo Polônio (sábado – 04/01)

7º DIA – Cabo Polônio (domingo – 05/01)

8º DIA – Cabo Polônio > La Paloma (segunda – 06/01) - decidimos voltar para Valizas

9º DIA – La Paloma > Punta del Este (terça – 07/01) - fomos de Valizas para Punta del Este passando por San Carlos

10º DIA – Punta del Este (quarta – 08/01)

11º DIA – Punta del Este > Montevideo (quinta – 09/01)

12º DIA – Montevideo (sexta – 10/01)

13º DIA – Montevideo > Colonia > Buenos Aires (sábado – 11/01)

14º DIA – Buenos Aires (domingo – 12/01)

15º DIA – Buenos Aires (segunda – 13/01)

16º DIA – Buenos Aires (terça – 14/01)

17º DIA – Buenos Aires (quarta – 15/01)

18º DIA – Buenos Aires > Mendoza (quinta – 16/01)

19º DIA – chegada a Mendoza (sexta – 17/01)

20º DIA – Mendoza (sábado – 18/01)

21º DIA – Mendoza > Santiago > Valparaíso (domingo – 19/01)

22º DIA – Valparaíso (segunda – 20/01)

23º DIA – Valparaíso > Viña del Mar (terça – 21/01)

24º DIA – Viña del Mar (quarta – 22/01)

25º DIA – Viña del Mar > Santiago (quinta – 23/01)

26º DIA – Santiago (sexta – 24/01)

27º DIA – Santiago (sábado – 25/01)

28º DIA – Santiago (domingo – 26/01)

29º DIA – Santiago (segunda – 27/01)

30º DIA – Santiago (terça – 28/01)

31º DIA – Santiago (quarta – 29/01)

32º DIA – Santiago (quinta – 30/01)

33º DIA – Santiago > Porto Alegre (sexta – 31/01) - tivemos que ir pra Buenos Aires e, então, voltamos pra Poa

 

ORÇAMENTO

 

A minha ideia era gastar 90/dia no Uruguai e 100/dia na Argentina e no Chile. Isso daria 3080 reais. Então pensei em passeios que eu queria muito fazer, como o Aconcágua e alguma passagem que fosse mais cara, então acabei estimando gastar 3200 reais. Esse valor não incluía passagens de ida e volta, nem os 300 reais de emergência (sempre gosto de levar um dinheiro a mais caso precise). Esse valor incluía hospedagens, passagens dentro e entre as cidades, passeios, alimentação e lazer. Essa parte do lazer é que me preocupava porque eu sou uma pessoa que bebe e faz festa, o que faz os gastos aumentarem. No fim, fiz quase tudo que eu queria e gastei... tã tã tã tã... 3300 reais. ::otemo:: Mas podia ter sido muito menos. Sério. Eu e minhas primas ostentamos algumas vezes durante os 33 dias de viagem, principalmente ao sair para comer no Chile.

 

GASTOS INICIAIS

 

Bom, dada a boa notícia de que não gastei muito além do que pretendia, vamos ao que eu gastei antes de viajar. Eu e minha prima Cassiany compramos uma barraca Trilhas e Rumos Super Esquilo 2 através do site OLX. Custou, no total, 200 reais + frete. Para quem não sabe, nesse site, as pessoas vendem coisas que não querem mais e foi por isso que conseguimos comprar essa barraca por esse preço. No mercado, ela custa em torno de 500 reais. Compramos também isolantes térmicos aluminizados 6mm da Nautika através do site Arco e Flecha, que tem variedade de produtos, é ótimo, prático e faz a entrega muito rápido. Os isolantes + o frete custaram 74,42 reais, lembrando que esse valor é o total, e não quanto cada uma gastou. Se íamos acampar, também precisávamos de saco de dormir. Procurei bastante na internet, mas acabei comprando de um amigo do Angelo (o brasiliense que conheci na página dos mochileiros no face, que se tornou meu amigão e que encontramos mais de uma vez durante a viagem) um saco de dormir da Nautika por 60 reais, o frete dessa compra eu dividi com a minha prima porque ela comprou uma mochila da Nautika do mesmo amigo do Angelo. Gastei dinheiro também com reservas de hostel feitas, a maioria, através do site Hostelworld.com, uma através do PayPal e outra através de transferência internacional pela Western Union. O que posso dizer pra vocês dos valores das reservas é que aquelas feitas pelo Hostelworld foram feitas pagando-se apenas 10% do total das diárias. As outras duas foram feitas pagando-se 50%. A de transferência internacional, além dos 50% da reserva, também pagamos uma taxa ao banco. Explico melhor essas coisas quando eu falar das hospedagens. Gastei mais na última semana antes da viagem, quando consegui arrebentar meus dois chinelos e ter meu mp4 roubado em uma festa. Gastei 130 reais em um novo da Philco, que foi o único que eu achei nas lojas. Ninguém mais vende mp3/4. Comprei na Ponto Frio. Chinelo, comprei por 20/30 reais, não me lembro. Meu descontrole mesmo foi quando eu entrei na loja Cioccari, aqui em Porto Alegre, que tem tudo que um mochileiro precisa.Lá, comprei uma bota Blox II Gold Snake (320 reais – eu não precisava comprar ela pra essa viagem, mas como iria gastar em um tênis, preferi comprar logo a bota pra futuras viagens), mosquetões (18 reais cada um), uma daypack Speed Lite Deuter 10L (176 reais), toalha impermeável (não lembro quanto foi), uma meia esportiva Curtlo (26 reais) e uma meia anti-bolhas para trilha da Curtlo (31 reais). Já falando mais do que devia, outros gastos que tive, esses pessoais, foram uma sapatilha preta (porque combina com tudo e substitui o salto alto), três vestidos de verão (que eram praieiros, mas foram as roupas que usei pra sair à noite) e três shorts jeans (que usei pra andar no dia a dia).

 

PASSAGENS

 

A passagem de Porto Alegre para Chuí, pela empresa Planalto, me custou 105,40 reais com seguro, e o último gasto fora dos 3200 programados foi a passagem de volta. Ou melhor, AS passagens de volta. Sim, tivemos problemas com a Pluma, que é a única empresa que tem ônibus direto de Santiago a Porto Alegre. O problema todo é que só tem esse ônibus de 15 em 15 dias e, quando começou o ano, a Pluma decidiu mudar os dias que tem ônibus e acabou que, no dia que planejávamos voltar (dia 31/01), não haveria mais horários. Igual, quando fomos perguntar na empresa mesmo, só tinha pra vender passagens a partir de março, tipo, que porra é essa? Enfim, fomos obrigadas a pensar em outra alternativa. Haviam duas. A primeira seria pegar um ônibus de Santiago a Buenos Aires e de lá para Porto Alegre. A segunda seria a mais cara e a mais cheia de mobilidades: pegar um ônibus de Santiago a Buenos Aires, o barco+bus até Montevideo e de Montevideo para Porto Alegre. Optamos pela primeira e, depois de uns contratempos, conseguimos comprar as passagens. De Santiago a Buenos Aires pela empresa Cata, pagamos 54000 pesos chilenos (+ ou – 236 reais), e de Buenos Aires para Porto Alegre pela empresa Pluma, pagamos 889,48 pesos argentinos (+ ou – 274 reais). Dito tuuuudo isso, acho que dá pra ter uma ideia do gasto total (total mesmo) da viagem. E bora pro relato!

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13º DIA (sábado - 11/01) - MONTEVIDEO > COLONIA DEL SACRAMENTO > BUENOS AIRES

 

Acordei com as gurias putíssimas comigo dizendo pra eu levantar rápido. Levantei, me arrumei e corri pra pegar o resto das minhas coisas. As gurias tinham arrumado quase tudo e estavam me esperando lá embaixo, gritando pra eu ir rápido. O táxi já havia chegado. Quase esqueci meus óculos e parte do roteiro em cima da cama. Desci, entrei no táxi correndo e fiquei quieta a viagem inteira. As gurias estavam atucanadas. Chegamos no terminal Tres Cruces e corremos até o box 12, mas nada a ver. As gurias achavam que era um ônibus, e eu disse pra elas que o bus era só às 11h30, daí elas se ligaram que nós não estávamos atrasadas. Elas achavam que o ônibus era às 11h. Nessa espera do busão, descobri que as gurias chegaram até a achar que eu tinha sido sequestrada do hostel (não que seja fácil entrar lá, pq não é), mas eu estava lá o tempo todo, gurizada, ainda que não onde eu deveria estar.

Bem, finalmente o busão chegou e fomos para Colonia. Enquanto as gurias dormiram, eu escrevi um pouco no meu caderno. Nesse momento, pensei que já sentia falta do Uruguai e dos uruguaios. Já sentia falta do Buen dia, do Buen Provecho, da gentileza e da simpatia, da liberdade de ser quem nós somos e de fazer o que queremos. O país de Mujica é meu segundo país de coração, amo muito o Uruguai, não vejo a hora de voltar e me apaixonar a cada esquina. Me despedi até que bem do país, ainda que com alarde, mas, quando entramos no ônibus rumo a Colonia, mesmo já um pouco nostálgica, eu só queria saber do futuro. E assim eu ia me despedindo aos poucos do Uruguai.

Chegamos em Colonia, mas nem andamos por lá porque as gurias quiseram ir atrás de água. No terminal, encontramos um cara que estava hospedado no hostel da Fábia e que conhecemos no Bar 21, depois, encontramos o Angelo. Sério, muuuuita coincidência. Ele foi resolver umas coisas e, nós, deixamos nossas mochilas guardadas no terminal (30 pesos) e fomos tentar achar um mercadinho ou algo assim. Achamos. Em seguida, fomos trocar os nossos pesos uruguaios por argentinos, pegamos nossas mochilas de volta e fomos para o terminal do buquebus. Encontramos o Angelo de novo lá, que disse que conseguiu comprar passagem pro mesmo barco que a gente. Ele comprou na hora. Fomos para a fila pra dar saída do Uruguai, depois entramos na outra para dar entrada na Argentina e fomos para a sala de espera. Quando o buquebus começou a andar, as gurias já estavam dormindo e assim ficaram até a gente chegar. No terminal de Buenos Aires, nos despedimos do Angelo, que iria se hospedar pelo Couchsurfing lá. Foi a última vez que vimos ele durante a viagem. Eu e as gurias fomos em busca de um táxi. Quando finalmente conseguimos, pedimos pra nos deixar na Av. de Mayo, no Milhouse Avenue.

Bem que diziam que o Milhouse Avenue é muito bom, e é verdade. O legal é que esse hostel é muito bem localizado, é perto de vários pontos turísticos do centro, perto de vários restaurantes, lanchonetes e lojas e estações de metrô. No início, ele assusta pelo tamanho e a quantidade de gente, tudo muito impessoal, mas os happy hours e as festinhas ajudam a conhecer gente nova. Pra falar a verdade, eu achei que era bem mais agitado do que foi, mas só o pouco que eu vi já valeu muito a pena. O café da manhã é bem bom (saudade de comer aquele pão com aquela manteiga, tomar aquele suco de laranja e depois sucrilhos com leite e pegar mais pão e manteiga... ahahhaha.. tinha que aproveitar o café né gente). O staff é bem helpfull e animado. Eles têm várias atividades durante o dia, mas eu não participei de nenhuma. O nosso quarto era bom, estava muito quente em Buenos, mas eu até comecei a ficar gripada por causa do ar condicionado do nosso quarto. Abaixo, fotos:

 

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Depois que chegamos e fizemos check-in, saímos para sacar dinheiro para os próximos cinco dias. Quem disse que eu conseguia sacar? De novo o mesmo problema da outra vez, até eu me ligar de novo que eu não podia fazer a transação rápida, mas a mais longa pra poder escolher tirar dinheiro direto da conta corrente e não do crédito. Até eu lembrar disso, a gente andou bastante até o banco que eu tinha conseguido na outra vez. Bocó é foda. ::putz::

Quando estávamos voltando, a fome já estava tomando conta e paramos para comer no McDonalds (67 pesos argentinos), depois, voltamos para o hostel, pagamos as diárias (434 pesos arg - quarto misto de 8 pessoas), fomos tomar banho e cochilamos um pouco enquanto a Lisy tinha ido tomar banho. O pessoal do nosso quarto (uma dinamarquesa, uma espanhola e dois brasileiros) se arrumaram pra festa que teria no outro Milhouse, saíram, eu acordei tempos depois, chamei as gurias pra ver se elas ainda queriam sair, mas ninguém respondeu. Voltei a dormir. Sábado à noite, em Buenos Aires, no Milhouse hostel, e a gente dormiu. :roll: Eu sei que é imperdoável.

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Que dá hora o seu relato! A gente vê uma alegria estampada nas fotos, e que você se divertiu pra caramba! Ótimas fotos!

Parabéns!

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Que dá hora o seu relato! A gente vê uma alegria estampada nas fotos, e que você se divertiu pra caramba! Ótimas fotos!

Parabéns!

 

 

Valeu, Edu! Que bom que tu tá curtindo o relato e as fotos. Essa viagem foi muito divertida mesmo e aprendemos muito com ela. Logo mais, post novo. ::hãã2::

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14º DIA (domingo - 12/01) - BUENOS AIRES

 

Acordamos em cima da hora pra tomar café, o cansaço era muito, muito grande. Comemos, voltamos para o quarto para nos arrumar.

 

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Os guris do quarto (Junior e Cesar) decidiram ir com a gente pra Feira de San Telmo. Depois, mais três brasileiros (um casal e um cara) e um britânico de Londres foram com a gente também. Conversei um pouco com o britânico, não lembro o nome dele, mas ele me contou que estava viajando sozinho há sete meses pela América do Sul, conheceu bastante do Brasil, até já tinha vindo pra Porto Alegre (minha cidade). Bem legal o cara (e bonito).

 

Um pouco da Avenida de Mayo:

 

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Chegamos na feira e fomos andando e andando e andando e andando mais um pouco e, finalmente, conseguimos chegar até o fim dela. Óbvio que todo mundo se perdeu porque um pára pra olhar ali, outro aqui e assim vai. Tirei fotos das figuras que apareceram por lá, de algumas bancas e também comprei né. Foi produtivo.

 

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Depois, voltamos toooooda a feira até a Plaza principal e tiramos fotos da Casa Rosada. Domingo, tem tour de graça na Casa Rosada, mas depois de andar toda a feira e voltar, a gente não tava mais com saco pra fazer o tour, então entramos na Catedral Metropolitana e ficamos um tempo lá. Eu não sou religiosa, mas toda vez que eu entro numa igreja, eu pelo menos agradeço por estar lá e por estar em segurança. Acho que é o mínimo né.

 

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Saindo de lá, já tava batendo uma fome, então eu e minhas primas caminhamos até a 9 de Julio de novo para almoçar. No caminho, mais um pouco de arquitetura.

 

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Fomos comer no Ugis, onde a pizza grande de muzzarella custa apenas 32 pesos, tem duas na "9 de Julio", uma é bem perto da esquina com a Avenida de Mayo. Comemos 2, o lugar não é dos mais bonitos, nem limpos, mas tavam bem boas as pizzas. Depois, voltamos para o hostel e, enquanto as gurias quiseram ficar no quarto, eu fui pra área comum do hostel escrever. Sim, eu fui escrever de novo, já tava atrasada nas anotações. Então, sentei lá na sala principal, em uma mesa sozinha, mas estava rodeada por brasileiros e gringos. Foi o primeiro lugar desde Punta del Diablo que eu via muitos brasileiros. Sei que eu me concentrei e comecei a pensar que continuava a sentir falta de uma conexão maior e mais profunda com as pessoas, eu estava sentindo como se estivesse passando reto pelos lugares, sem conhecer bem alguém, sabe? Sempre que dava, eu tentava conversar com alguém, perguntar sobre sua viagem e tal. Acho legal escutar diversas histórias. Na realidade, eu acho que eu estava ouvindo um chamado para um tipo mais profundo de viagem, mais para o lado do que o Angelo estava fazendo. Eu estava me sentindo turista demais e menos mochileira. É, acho que era isso. De qualquer jeito, eu estava curtindo muito a viagem e já estava nostálgica demais da conta. Eu tinha vontade (e ainda tenho) de voltar para Punta del Diablo e Valizas pra continuar fazendo parte de tudo aquilo, sabe? Com um dia em Buenos Aires, eu ainda não estava me sentindo com vontade de morar lá que nem eu sentia na outra vez. Todos esses pensamentos e sensações também podiam ser pelo tamanho do hostel e pela quantidade de gente que tinha lá, que, como eu disse antes, tornava tudo muito impessoal. Eu também estava percebendo que viajar sozinho torna as coisas muito mais intensas do que quando se viaja em grupo, mas eu não tenho a menor ideia de como estaria me sentindo se estivesse lá sozinha.

À noite, nos arrumamos e fomos para a festinha no Milhouse Hipo. Dançamos, nos divertimos e, com a bebida e mais 14 dias de convivência, eu e a Cassy acabamos discutindo, daí eu chorei, e a gente começou a rir. ::lol4:: Discutimos duas vezes naquela noite, mas depois ficou mais ou menos tudo bem. Eu acho que é impossível não discutir com alguém quando se está viajando junto e se está junto praticamente 100% do tempo. Depois, fomos embora de lá, todos felizes, de volta para o Avenue. As gurias foram dormir, e eu saí de novo do quarto quando vi que tinha movimento no nosso andar. Nosso amigo de quarto, Junior, estava falando com um pessoal. Sentei com eles e entrei na conversa, daí bateu uma fome e fomos comprar alguma coisa pra comer em algum kiosco na Avenida de Mayo. ::tchann:: E assim terminou nossa noite.

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15º DIA (segunda - 13/01) - BUENOS AIRES

 

Acordamos para o café da manhã quase no final. Cesar ia embora, então vagou espaço na cama acima da minha. No quarto, estávamos em sete pessoas: Junior (SP), dois australianos (Thomas e Dave), um turco (lembro que o nome dele era pronunciado "Tiagou"), a Lisy, a Cassy e eu. Daí, chegou o lindo holandês Heiss. Todas apaixonadas por ele. ::love:: Cês não tem noção. Enfim, o cara estava viajando sozinho, mas tinha alguns amigos que já estavam no hostel. Bem, depois de conhecer ele, nos arrumamos e saímos para ir no bairro Caballito. Caminhamos bastante até a estação, e meu tornozelo já começava a ficar ferrado. O bom de a gente ter caminhado bastante é que deu pra passar pela Plaza del Congreso e tal.

 

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Pegamos o subte (3,50 pesos) e foi tranquilo chegar até lá. Na verdade, mais caminhamos pelo bairro do que visitamos pontos turísticos. Passamos pelo Parque Centenário e pelo Parque Rivadavia.

 

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Em seguida, pegamos um subte (3,50 pesos) para o bairro Retiro. Caminhamos pela Florida e encontramos com o paulista Tiago (conhecemos ele no Unplugged de Montevideo) do nada. Legal encontrar ele. Trocamos contato, nos despedimos, e eu e as gurias fomos nas Galerias Pacífico. Comemos no Subway (69 pesos). Eu e a Cassy discutimos de novo porque restavam mágoas da noite passada. ::toma:: Resolvemos e ficamos bem, dessa vez sem mágoas. ::kiss::

 

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Saímos das galerias, caminhamos mais por Retiro, fomos na praça e no Monumento aos Caídos na Guerra das Malvinas, e depois voltamos para o hostel.

 

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Compramos massa pra jantar, esse seria o prato principal da viagem. Depois, fomos para a festa no Milhouse Hipo de novo. Sem discussões dessa vez, só um pouco de estresse entre a Cassy e a Lisy. Todo mundo tem seu dia. ::tchann:: Bebemos, dançamos, uns caras vieram falar com a gente, mas não deu em nada. Na volta, no meio do caminho, achamos o Junior com uma gringa, bebendo. Voltamos todos juntos para o hostel. Nessa noite, ficamos eu, Junior e Dave (um dos australianos) no lado de fora do quarto conversando e, entre uma brincadeira e outra, surgiu algo ali que aconteceria no meu último dia em Buenos Aires, mas eu ainda não imaginava. ::hãã2::

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16º DIA (terça - 14/01) - BUENOS AIRES

 

Tomamos café, voltamos para o quarto e dormimos mais. Quando acordamos, nos arrumamos e fomos caminhando para o bairro Recoleta. Decidimos ir pela Av. Corrientes e, no meio da nossa caminhada, achamos a loja da Arcor. Meeeeu, o que é aquela loja maldita????? Voltamos a ser crianças lá dentro. ::hahaha::

 

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Passando o nosso momento doce, continuamos andando e andando e andando até finalmente chegarmos na Av. Santa Fé, uma das minhas preferidas.

 

PAUSA

 

Durante essa nossa caminhada, pedimos informações para dois idosos, um homem e uma mulher. Incrível como eles são simpáticos. Já tinha percebido isso na outra vez que fui para lá. Dá para perceber que eles se importam muito com a imagem que os porteños passam para os turistas. Eles fizeram questão de nos ajudar, de perguntar de onde éramos e de nos desejar uma ótima estadia na cidade, além de dizerem que esperavam que nós estivéssemos sendo bem tratadas. Gentileza existe em Buenos Aires sim!!! ::love::

 

PLAY

 

A fome começou a bater e almoçamos no Subway (52 pesos) de novo e, de lá, fomos à livraria El Ateneo (dessa vez não comprei absolutamente nada).

 

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Depois, caminhamos até o cemitério, entramos um pouco, tiramos umas fotos e saímos. Não vejo muito sentido em ir pra lá, na real, mesmo que seja pra ver as esculturas. É muito mórbido e é meio ridículo as pessoas tirando foto sorrindo em pleno cemitério.

 

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Pra combinar com o clima, fotos preto e branco:

 

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Mas, por trás de toda essa aparente calmaria típica de cemitérios, o que realmente acontece é isso:

 

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Saímos dali e entramos primeiro na Basílica Nuestra Señora del Pilar, que é uma lindeza, e, em seguida, no Buenos Aires Design. A Cassy se apaixonou pela primeira loja.

 

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Depois, fomos tirar foto em frente da Floralis Generica (a flor de metal).

 

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Por último, para desespero das minhas primas, eu ainda quis ir no Museu Nacional de Belas Artes, mas disse pra elas que poderiam voltar para o hostel e depois eu ia embora. Elas decidiram ir junto comigo. O museu é muito bonito, principalmente pelas pinturas francesas. Não paga entrada e dá pra ver tudo bem tranquilo.

 

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Quando saímos do MNBA, andamos pra cara*** até achar a estação D pra voltar pra casa. ::quilpish:: À noite, a Lisy ficou no hostel pra não gastar, e eu e a Cassy fomos para o Sugar encontrar a Adri, argentina que me hospedou pelo Couchsurfing na outra vez que eu fui pra Buenos Aires. Chegamos no Sugar e estava vazio por causa das férias da faculdade. Pedimos uma cerveja, o cara do bar super emocionado, daí ficamos conversando sobre coisas da vida e tal até a Adri chegar. Foi muito bom ver ela de novo. Me contou do tempo que ficou na Suécia e disse que está indo para a Austrália ficar um mês por motivos do coração. Ela não ficou muito tempo porque estava cansada, mas foi ótimo. Quando ela foi embora, eu e a Cassy fomos para a festa Hype, no Kika Club.

 

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Para quem gosta de música eletrônica, esse é o lugar para se estar em uma terça-feira. Pagamos 50 pesos depois da 1h com uma bebida de graça. Se chegássemos antes da 1h, não pagaríamos nada porque tínhamos nome na lista. Essa festa é muuuito boa, inclusive, nas terças, o Milhouse vende pulseira pra essa festa. Lá, a Cassy se apaixonou pela segunda vez na viagem enquanto fazia amizade com um norueguês que estava no nosso hostel. Eu conheci um mineiro, mas não me apaixonei. ::tchann:: Antes das 5h da manhã, fomos embora eu, a Cassy, o Tobias (norueguês) e o Junior, nosso amado colega de quarto paulista que encontramos por acaso lá também. No meio do caminho, Junior fez o táxi parar para comprar cigarro e uma latinha de cerveja. Pra algumas pessoas, voltar pra casa não significa parar de beber né. :D

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17º DIA (quarta - 15/01) - BUENOS AIRES

 

Nesse dia, quem disse que eu e a Cassy queríamos levantar. Decidimos, depois do café, ficar dormindo. Abortamos o plano de ir pra Palermo. Almoçamos massa de novo, depois ficamos dormindo até umas 18h. Nos arrumamos e fomos para a rodoviária comprar a passagem pra Mendoza (560 pesos pela empresa Andesmar, às 15h). Íamos ir para Puerto Madero porque era relativamente perto do terminal El Retiro, mas a estação de trem pra voltar pra casa era ainda mais perto ::tchann:: , e, de novo, eu não vi nem a cara de Puerto Madero.

 

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Voltamos para o Milhouse e fomos aproveitar os últimos minutos do happy hour do bar do hostel, que terminava às 20h30, mas ficamos até quase 22h. Foram, realmente, umas horas muito felizes.

 

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Depois, descemos para cozinha, fizemos miojo, depois, subimos pra tomar banho e se arrumar um pouco porque, naquela noite, a festa seria no nosso hostel. A Lisy não quis participar de novo. Fui eu e a Cassy. Bebemos mais Quilmes, o Tobias logo encontrou a Cassy, e, quando eu vi, Dave estava ao meu lado, puxando assunto. ::love:: Ah, Buenos e suas formas de ir me dizendo adiós y hasta luego. Pena que todo mundo ia embora no dia seguinte. Mas vida de viajante é assim. Um dia a gente se apaixona, no outro, alguém segue na estrada ou volta pra casa. Ainda bem que era a gente que ia seguir na estrada.

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18º DIA (quinta - 16/01) - BUENOS AIRES > MENDOZA

 

Bom, os quatro dias em Buenos Aires mais pareceram os 12 dias que passamos no Uruguai de tão longos que foram. Acordamos já arrumando nossas coisas pra ir embora. Fizemos check-out e, em seguida, fomos encontrar o Fernando, um amigo meu argentino que foi hospedado pelo Couchsurfing aqui em Porto Alegre por uma amiga minha em 2012 e que eu chamei pra passar o Ano Novo de 2013 com a minha família. Foi muito bom ver ele. Gentil demais, ele pagou o almoço pra todas as três, disse que era ele que estava convidando. Querido. Aliás, comemos pizza. Marcamos com ele em frente à pizzaria Kentucky (Av. 25 de Mayo com a Mitre, perto da Casa Rosada). O atendimento é bem rápido, as pizzas são vendidas por pedaços ou por combo e dá pra levar. Pelo que eu vi, é tudo bem barato, vale a pena. Fomos comer as pizzas na Plaza de Mayo.

 

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O Fer tinha só 1h de intervalo, então logo teve que voltar pro trabalho. Eu e as gurias nos despedimos dele e passamos no super pra comprar pão e presunto, eu comprei galletitas Toddy (acreditem quando dizem que esse negócio é bom) e uma garrafa de Fernet (porque esse costume argentino de ter Fernet na geladeira passa a ser nosso quando a gente fica muito tempo por lá).

Voltamos para o hostel, nem eu, nem a Cassy conseguimos nos despedir do Dave e do Tobias, mas todas nós conseguimos nos despedir do Junior, uma das maiores figuras da nossa viagem. O hostel chamou um táxi pra nós, estávamos atrasadas, achamos que íamos perder o ônibus e, quando chegamos, não conseguíamos achar o tal do busão, até um cara nos falar que era um bus amarelo, mas, na real, não tínhamos achado porque ele simplesmente não havia chegado ainda. Ufa! Logo avistamos ele e , quando fomos colocar nossas mochilas no bagageiro, o cara pediu propina. Dessa vez, eu não dei nada, mas essa coisa de propina se torna comum a partir daí. Entramos no ônibus e só chegaríamos no dia seguinte pelas 7/8h da manhã. ::dãã2::ãã2::'>

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19º DIA (sexta- 17/01) - MENDOZA

 

Bem, não havia muito o que fazer um tempão no ônibus além de comer, dormir e escutar música. Eu dormi boa parte da viagem, o que me impediu de ficar me irritando com o velho sentado no banco do lado, que ficou quase as 17 horas inteiras olhando para mim e para Lisy. ::grr:: Chegamos em Mendoza pela manhã e já aproveitamos para comprar a passagem para Santiago. Custou 290 pesos, pela empresa Tur-Bus, no horário das 9h50. Em seguida, decidimos pegar um táxi até o hostel. O primeiro táxi que entramos simplesmente não quis pegar mais. Depois de termos colocado tudo dentro dele, inclusive nós mesmas, tivemos que sair e pegar outro. Muito agradável, só que não :roll: , mas o próximo taxista era bem legal, disse que todos adoram os brasileiros, que somos simpáticos e perguntou o que os brasileiros acham dos argentinos. Apesar de já ter ouvido muita coisa ruim sobre os argentinos e até ter visto alguns deles sendo bem chatos, eu disse que achamos eles simpáticos também. A verdade é que, tanto no Uruguai quanto no Chile, os argentinos não são vistos muito bem. Aqui no Brasil, todos sabem que temos uma implicância, mas eu acho que é amor também. ::lol4:: O que dá para perceber é que os brasileiros são preferência e todos esses povos fazem questão de mostrar, de nos fazer sentir bem, de nos mostrar o caminho certo, de nos manter em segurança. O que eu sinto é orgulho. Não importa o quanto tenhamos problemas, é muito bom ser brasileiro.

Chegamos ao Campô Base e fomos bem recebidas pelo pessoal do staff. Todo mundo é bem solícito. O hostel é bem bonito, tem dois andares, o quarto misto era bom e foi tranquilo, o café da manhã tem bastante variedade, como medialunas, iogurte, ovos... A única coisa que incomodava um pouco é que é muito quente lá dentro, os poucos ventiladores não conseguiam vencer as temperaturas altas que faziam lá fora pela tarde.

 

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Enfim, ao chegarmos lá, não podíamos entrar no quarto ainda, então ficamos esperando. Preenchemos os papeis do hostel, depois Jo (uma das staff) nos falou das regras do hostel, passeios e que haveria uma Barbecue Party à noite em um hostel perto. Matamos tempo até a hora de poder ir para o quarto. Fomos ao supermercado, as gurias sacaram dinheiro, essas coisas. Compramos uns sanduíches para almoçar. Depois que entramos no quarto e nos instalamos, pagamos o hostel (153 pesos para cada uma), o BBQ Party (75 pesos), e eu e a Cassy pagamos o passeio de Alta Montaña (300 pesos) que faríamos no dia seguinte. Em seguida, saímos para andar pela cidade e conhecer. Caminhamos por diversas ruas e vimos a Plaza Independencia e depois fomos ao Parque San Martin. Nesse último, tomem cuidado e fiquem atentos porque dizem ser perigoso. Nossa ida lá foi tranquila, mas nem sempre é assim. Apesar disso, é um parque super bonito e dá para ver parte das montanhas lá atrás.

 

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Na volta, não resistimos e paramos na sorveteria Ferruccio Soppelsa que havíamos passado pelo caminho. Estava supercheia e foi engraçado porque quando entramos todas as famílias viraram para nós, os atendentes se acotovelavam. ::lol4:: Éramos as únicas turistas lá dentro. Depois de os atendentes pararem de se acotovelar e de dizerem uns para os outros ficarem quietos para escutarem nossos pedidos, escolhemos os sabores dos sorvetes e nos sentamos em uma das únicas mesas vazias. O sorvete (35 pesos) era óootimo e fui muito feliz enquanto comia. Um casal sentado perto de nós não parava de nos olhar, até que o homem decidiu perguntar de onde nós éramos, perguntar o que estávamos achando do país e tal. A curiosidade das pessoas acerca de nós era engraçada demais.

 

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À noite, antes de começarmos a nos arrumar para o BBQ Party, que aconteceria no hostel International Mendoza, notei a presença dessa pequena plaquinha. Todas pira.

 

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Já prontas e tomando um vinhozinho amigo, queríamos ir caminhando pro churrasco, mas o cara do hostel disse que era melhor ir de táxi, menos perigoso, daí chamou um pra gente. Enquanto esperávamos, conhecemos dois brasileiros e dois argentinos. Que ironia. Os argentinos perguntaram se podiam dividir o táxi com a gente. Eram Cookie e Leo, dois argentinos muy buena onda y graciosos. Quando chegamos no outro hostel, todo mundo olhou pra gente de novo, mais da metade das pessoas eram homens. Vergonha à parte, passamos pelo salão e sentamos na última mesa juntos. Depois, outros quatro caras sentaram com a gente, dois deles eram argentinos chatos demaaais. Sobre o churrasco: meu, que coisa mais boa. Carne macia e saborosa, saladas muito boas. Dividimos cervejas com os guris, depois afastaram todas as mesas para a festa, colocaram duas garrafas de tequila no balcão e aumentaram a música. Estava dada a largada.

 

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Um pouco de tequila, mais reggaeton, mais um pouco de tequila, mais chamamé e assim passamos a noite. Cassy ficou mais que amiga de Cookie, e eu e a Lisy ficamos o final da noite conversando um bom tempo com Leo até decidirrmos ir embora. Eu e a Cassy teríamos que acordar cedíssimo pro Tour de Alta Montaña. ::hahaha::

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  • 3 semanas depois...
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20º DIA (sábado- 18/01) - MENDOZA

 

No dia seguinte, bem cedo, eu e a Cassy nos arrumamos para ir pro passeio de Alta Montaña, uma das coisas que eu sonhava em fazer há mais de um ano. A guia veio nos buscar às 6h30. Me esqueci o nome dela, mas era muito legal, conversamos bastante, e, durante o tour, ela falou muito sobre história e geografia. O dia estava feio e nublado. Segundo a guia, dos 365 dias do ano, Mendoza tem sol em 300, e nós tivemos a má sorte de pegar um dos dias de chuva. No nosso tour haviam alemães, brasileiros e britânicos. Apesar de ninguém interagir muito, foi tudo muito bom.

 

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O Tour de Alta Montaña é um passeio que dura quase o dia inteiro, então, se você quer muito fazer, reserve um dia especialmente para ele. Ele sai da cidade de Mendoza durante todo o ano. Depois de já começar a admirar as montanhas ao longe, nosso primeiro destino foi Potrerillos. Mesmo nublado e chovendo, que paisagem sensacional.

 

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Segunda parada foi Uspallata. No caminho, todos loucos tirando fotos e impressionados com a vista, e que vista. Quando não estávamos tirando fotos e olhando tudo pela janela, estávamos prestando atenção nas explicações da guia. A Cassy deu umas dormidas no início. O cansaço uma hora nos pega né. ::tchann::

 

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Depois de um tempo , fizemos uma parada em uma das vilas, onde tivemos um pequeno intervalo para ir ao banheiro e tomar um café. Também compramos um pacote de bolachas sortidas em uma das vendas para nos ajudar a poupar os sanduíches que havíamos levado e que, os últimos, nos serviriam como almoço.

 

A melhor parte para mim veio em seguida: a Puente del Inca. Estava frio demais, mas, por mim, eu ficava meia hora parada lá só admirando um lugar que eu sonhava tanto em conhecer. A Puente del Inca era o lugar que eu mais queria ver nesse tour, até mais do que o Aconcágua, acreditem se quiser, e não decepcionou em nada. É linda, é meio mística e desperta curiosidade. A natureza é louca. Ah, é nessa parte que começa a ficar realmente frio, então levem casacos (corta-vento de preferência), mantas, luvas e, por favor, não vão de bermuda/calção. Galera de perna de fora passou muito frio.

 

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Por lá, também há uma feira de artesanato com produtos derivados das químicas loucas que deixaram a puente del inca dessa cor. Nem olhei os preços porque não havíamos levado tanta grana para o passeio, então, se você quiser comprar algo, vá preparado. Vale a pena também notar a paisagem em volta.

 

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Depois, nos dirigimos ao mirante do Aconcágua. Para fazer o pequeno trekking de 1h de duração e entrar no Parque Aconcágua, deve-se pagar 20 pesos. O trekking foi bem legal e informativo, a vista é bonita, apesar de só dar pra ver uma parte da montanha. A caminhadinha dá um certo cansaço por causa da altitude, mas dá pra aguentar tranquilo. Eu, que tenho rinite, não passei por grandes problemas, nem tive dor de cabeça, nem nada.

 

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Ao sairmos do parque, fomos para Los Penitentes, que é uma estação de esqui. Como era janeiro, não tinha neve, mas o lugar é bonito igual. Lá, era o local onde iríamos almoçar. Eu e a Cassy não quisemos almoçar no restaurante e comemos os nossos dois últimos sanduíches.

 

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Demorou bastante por lá e começou meio que a chover de novo e tava muito frio. Acabamos nem caminhando muito, voltamos para o ônibus em seguida para esperar os outros que ainda estavam almoçando. Logo, era hora de voltar para casa. Dormi quase toda a viagem de volta e tive febre. Estava com muito frio e nem estava frio dentro do ônibus. Fomos umas das primeiras pessoas a serem deixadas no hostel, o que eu dei graças a deus porque eu precisava muito tomar um banho quente.

Chegamos, tomamos um banho, conversamos com a Lisy, que não fez nada demais o dia inteiro, e fomos comprar a janta, que, como em diversos dias dessa viagem, foi massa com guisado. Chamamos o cara de SP que tínhamos conhecido no dia anterior para jantar com a gente porque vimos que ele estava sozinho. Depois do jantar, o amigo paulista disse que pagaria cerveja, então, o que seria apenas um copo para mim (que queria dormir, ainda sentia frio), se tornou quatro ou cinco garrafas. No meio de tudo isso, um francês do nosso quarto estava fazendo aniversário e cantaram parabéns, daí decidimos cantar em português também e acabamos sendo chamados para sentar na mesa com eles e até nos deram bolo. Muito queridos. Depois, tiramos fotos e dançamos músicas latinas, francesas e brasileiras na sala do hostel. Noite super inesperada. Troquei contatos com a francesa que estava tirando fotos e foi a que mais conversei. Ela contou que sempre prepara aquele bolo para o amigo em todos os aniversários dele, que eles são amigos há vários e vários anos e quase chorou. Liiindo! ::love:: Adorei a noite, mas precisávamos dormir. No outro dia, iríamos para o Chile. La wea es linda!

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