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Arquivo Perguntas e respostas repetidas - Israel

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Por Gabriel

Todo ano, em Israel, há um dia no qual é tocada uma sirene no país inteiro para relembrar o Holocausto. O coração da gente gela, todo mundo pára e lembramos em que país a gente vive.

Tel Aviv é o que há. Ruazinhas mal planejadas ainda na década de 20, arborizadas e cheias de carros estacionados por todos os cantos. Arquitetura Bauhaus dos anos 30, espigões de aço e de vidro dos anos 90 e 00, predinhos caindo aos pedaços dos anos 50. Jovens de lambreta, de bicicleta, de patins, a pé, com ou sem seus cachorros. Religiosos, hippies anacrônicos, estudantes, casais de gays de mãos dadas… a única coisa que não anda por Tel Aviv é o trânsito. A única coisa que não se encontra em Tel Aviv é estacionamento. Têm rodinha de pedreiros chineses rachando um rango na Yarkon, de frente ao mar, quase em Yafo. Tem rodinha de aposentados marroquinos jogando conversa fora e falando mal do governo. Rodinha de religiosos devotos do Rabi Nachmad de Uman, cantando ‘Festa no Apê’ com letra reescrita em hebraico exaltando o tal Rabi no meio da faixa de pedestre durante o sinal fechado.

Em Tel Aviv tem muita, mas muita mulher bonita. Descendentes de poloneses, alemães, iraquianos, iranianos, marroquinos, romenos, etíopes, argelinos, iemenitas, búlgaros, russos, turcos… e a mistura disso tudo com qualquer outra coisa também. Minha esposa consegue ser descendente de romeno, polonês, marroquino e de argelinos – e tem cara de brasileira.

Em Tel Aviv também tem praia. São mais ou menos limpas, com a água mais ou menos suja, muito fria no inverno, e morna no verão. Praias entupidas nos finais de semana. Cheias de arsim e farofeiros. Mas sempre divertidas para quem gosta de musica oriental (estilo árabe) em volume bem alto e gente falando gritando. E frescobol que, aliás, os israelenses acham que inventaram. Durante a semana e/ou inverno as praias ficam cheias de gente da cidade fazendo esporte, bebendo um chope ou praticando a arte milenar de levar fora das mulheres.

Como são praias de enseada, em geral a faixa de areia é menor do que encontramos no Brasil, o que facilita na hora de fechar com muros e cercas. As praias dos religiosos têm que ser assim: homens de um lado, mulheres do outro. Nas outras praias, a maioria das mulheres usa um biquíni que, no Brasil, iria ser considerado não só ultra-conservador como também terminaria aproveitado como modelo de fralda descartável. Graças a Deus esse desastre está saindo de moda. Fio dental são poucas, mas geralmente bem selecionadas. Topless, só em Eilat. Mas aí são cinco horas de carro numa estrada meio perigosa para ver peito…

Culturalmente tem de tudo. Uma barraquinha de falafel a cada 50 metros, um sushi-bar a cada 100 e suco natural de qualquer coisa que se possa fazer um suco, em todo canto. Restaurantes cheff a 200 dólares por pessoa e prato feito a 20 shekalim também tem. Restaurante de houmus populares ao lado de coffee shops sofisticados e modernos. Show de orquestra de música iraquiana tocando ud, show de metal-rock russo, ou barzinho de musica pop. Enfim, a única coisa que até hoje eu não consegui achar em Tel-Aviv foi estacionamento mesmo – e é por isso que vou de bicicleta para os estudos e para o trabalho, sendo quase atropelado 14 vezes por dia, que israelense costuma dirigir mal pacas. O trânsito num raio de uns 20 km ao redor de Tel Aviv é simplesmente impraticável.

Moro em Ramat-Gan, uma cidade vizinha de Tel Aviv e que, infelizmente, não é Tel Aviv. Em Tel Aviv simplesmente não há apartamentos para alugar. Você entra num site de buscas e, ao encontrar um apartamento, se demorar mais de quinze minutos para fechar o negócio, perde a chance. Além, é claro, dos preços estratosféricos.

No meu bairro, a maioria das famílias são religiosas. Os jovens estão sempre na pracinha, quando vou passear com minha cachorra. É que quando entra o Shabat – no pôr-do-sol da sexta-feira –, os religiosos não podem mais andar de carro ou qualquer outro veículo automotivo. Devem ficar meio sem ter o que fazer, que essa região é chata à beça. E daí que por isso ficam a fazer coisa nenhuma juntos, na pracinha onde a Preta gosta de correr atrás de gatos vadios e passarinhos. O que me vem na cabeça sempre que eu escuto a algazarra deles é como adolescente é igual no mundo todo, independente de credo, raça ou geografia. A única diferença é que, naquela pracinha, as meninas vestem saia até os tornozelos e os rapazes usam kipá. Religiosos, sim, mas não ortodoxos, que aqui é Ramat-Gan, não Bnei Barak ou Mea Shearim, em Jerusalém.

O país cresceu assustadoramente desde os anos 90. Gigantes mundiais se instalaram por aqui, empresas locais cresceram com a internet e ficaram maiores que as fronteiras de Israel. Esse novo capitalismo fez bem para a nação, e mal para os kibutzim e para o welfare state que reinava aqui até o governo Nataniahu. Depois da segunda intifada que coincidiu com o estouro da bolha inicial da internet e da Nasdaq, a economia freou. Nataniahu cortou as assistências do governo, a desigualdade social aumentou e a qualidade de vida diminuiu. E só nos últimos anos a coisa começou a se recuperar.

Bem, se recuperar quanto? Digamos que nem durante a guerra do Líbano a bolsa de valores balançou. Vem batendo recordes já faz mais de dois anos. O investimento internacional vem aos borbotões e o nível do crédito de Israel é o melhor de todos os tempos. Esse que vos escreve aproveita a onda para estudar e trabalhar. Não sei se em outras épocas ou outros lugares seria possível manter assim o estilo de vida enquanto se estuda. E tudo isso leva ao tal do trânsito que não consegue transitar. São centenas de milhares de carros entrando e saindo da região central de Israel por dia. A maioria novos, a maioria leasing, a maioria com o logotipo de alguma empresa de alta tecnologia, seguros ou construção. Eu sigo com a minha bicicleta, achando ruim apenas que eu não tenho buzina para poder retribuir a gentileza que esse povo todo me presta nas ruas de Ramat-Gan.

É definitivamente um país com tendências democráticas. Posso falar e escrever o que eu quiser. Inclusive com a certeza absoluta que vai chover gente discordando, não importa o que for dito.

No entanto, casamento no civil não existe: só no religioso. É o abocanhamento da teocracia que ainda influi no país e no estilo de vida. Ben Gurion achou que em pouco tempo os ortodoxos simplesmente desapareceriam, e por isso concedeu a eles tantas regalias. Errou. Como errou em não deixar os Beatles tocarem aqui por achar que iam estragar a juventude israelense. É, segundo a carta de independência de 1948, um país judaico democrático. Uma total anormalidade em toda história das ciências políticas, e uma contradição em termos. E nesta dualidade anda a nação já faz 60 anos.

Estar em um país judaico é bem mais que ouvir propaganda de ‘queima de estoque de Pessach!’ ou ‘Promoção de Chanuká’ ao invés de páscoa ou natal. É não encontrar qualquer transporte público no shabat. É, em várias regiões do país, ter que penar para encontrar comida não kosher (o que significa que preparar uma boa feijoada por aqui era bem complicado até algum tempo atrás, já que a coisa é difícil, mas já foi bem pior). É ver partidos políticos de peso tomando decisões baseadas na vontade de grupos religiosos que se respaldam em premissas religiosas e trechos bíblicos. É estudo da Torá obrigatório nas escolas e até fanáticos que às vezes matam primeiro-ministros.

Mas é também uma muralha de cultura, é estudar história na escola e não ter que se perguntar o que isso tem que ver comigo: a história é literalmente a dos seus antepassados. É andar de bicicleta no meio de uma auto-estrada no Yom Kipur, já que não andam carros em nenhuma rua ou estrada neste dia. É encontrar um restaurante que sirva exatamente a comida que você comia na casa da vó quando era criança. É ouvir as crianças nos jardins de infância cantando as músicas das festas que, vindo de um país católico, você achava que só você e seus colegas conheciam.

‘Judaico Democrático’ é ainda, dentro da dualidade, democrático. Falar mal de qualquer coisa, em especial do governo, é uma espécie de padrão de cidadania. É uma democracia de país muito pequeno, em que todo mundo conhece todo mundo. A principal rede de televisão é também dona de boa porcentagem do jornal de maior circulação e têm em sua linha de repórteres gente que trabalha para o jornal da concorrência. E todos foram, são ou serão colegas de trabalho um do outro na mesma empresa. Além disso, há pelo menos 3 canais de TV do governo. Dois deles só pela TV a cabo. Dentre os canais abertos, canal 1, do governo, canal 2, canal 10 e um canal em russo. E ainda todos os canais em árabe que (dificilmente) se pode sintonizar do Egito, Jordânia, Síria e Líbano. Isso significa que quase qualquer família de classe remediada para cima tem TV a cabo, que viver de 3 canais abertos (fora o canal em russo) não é mole. E ‘microdemocracia’ é envolvida aí também, pois são apenas dois fornecedores de serviços de TV a cabo e satélite. E um deles é de parcial propriedade da estatal (e até pouco tempo monopólio) de telefones fixos em Israel.

Confusão? Não é nem o começo para um país que desenvolveu tanta tecnologia de telecomunicações, internet e eletrônica para o mundo inteiro.

Cada jornal ergue uma bandeira. Um é direitista, outro populista e outro esquerdista. Fora os novos, menores e gratuitos, que a gente ainda não sabe para que time torcem. Todos são controlados por algumas poucas famílias. Quase todas essas famílias donas de outras empresas e conglomerados. E o diacho é que a imprensa aqui ainda consegue ser muitíssimo melhor do que a maioria da imprensa que eu conheço por aí. Neutra? Nem um pouco. Mas tem suas visões absolutamente claras, e fica fácil entender por qual filtro o jornal enxerga a realidade. É um país obcecado por atualidades. A cada hora cheia todas as rádios transmitem um pequeno noticiário de uns 3 a 5 minutos. É quase impossível não saber o que está acontecendo.

Quando há um atentado, 5 minutos depois a história toda já está digerida, e só não é reportada em sua totalidade porque a Justiça não permite a divulgação de nomes das vítimas até que os parentes próximos sejam avisados oficialmente. Quando uma tragédia dessas acontece, no mesmo dia, na edição principal dos noticiários a história das vítimas é contada, incluindo foto dados relevantes e irrelevantes. Cada um passa a conhecer os mortos, os feridos, as famílias. É, como se diria em português, levar para o lado pessoal. Mesmo. Nos últimos tempos a imprensa decidiu (conscientemente?) fazer o mesmo com as vítimas do trânsito. Aqui morrem por ano uma média de 500 pessoas em acidentes. É bem mais do que morrem em conflitos armados.

Uma das coisas mais impressionantes a respeito de Israel é como pode um país tão pequeno ter cantos tão diametralmente opostos distantes de poucas centenas de quilômetros. Jerusalém é diferente de Tel-Aviv até no cheiro. Em Tel-Aviv se encontra de tudo, até falafel orgânico eu já vi. Em Jerusalém não se encontra nada. A não ser que você tenha um excelente guia ou GPS no carro. Quando você sabe onde está, não têm idéia de como chegar onde quer. Quando sabe onde fica o destino, não consegue descobrir onde está. Quando sabe o caminho, este estará invariavelmente em obras e o motorista terá que dar uma volta tão grande que acaba se perdendo – de novo. Pelo menos pode-se, no caminho (de sabe-se lá onde para qualquer lugar) aproveitar a vista, que de quase todos os pontos é maravilhosa. São montes e vales cobertos por cedros aqui e acolá, pedras e pedregulhos, casas e edifícios todos, por lei, de pedras da mesma cor.

A cidade velha é história à parte. Literalmente. Lá, ao contrário do resto da cidade em que não se encontra absolutamente nada, se encontra praticamente de tudo – menos, é claro, o destino onde se quer chegar. Encontra-se de tudo mas, é claro, Made in China. Se quiser o original tem que procurar em outro lugar. Não na cidade velha. Lá, surpresa, velharia. Uns 3, 4.000 anos de história. Cada canto se descobre que aconteceu alguma coisa interessante. Bem, em 4.000 anos de história, não duvido que dê tempo de acontecer tanto em cada canto.

Já em Beer-Sheva não acontece nada. Nunca. E se esse texto fosse um guia turístico e não um folhetim de curiosidades estrangeiras, eu seria imediatamente apedrejado em praça pública por escrever tão pouco sobre Jerusalém e sequer tocar no assunto Beer-Sheva. Só que Jerusalém eu conheço muito pouco, e sinceramente, de tanto que Jerusalém já foi cantada em prosa e verso por melhores e maiores e mais aptos que eu, me sinto mais a vontade de escrever sobre um lugar em que qualquer absurdo que eu escrever, é passível de assim ter acontecido. E em Beer-Sheva realmente não acontece nada, mas qualquer coisa poderia acontecer. E quanto mais absurdo, mais provável.

E bem, Beer-Sheva não é nem norte do Neguev, nem sul. Fica lá, no meio, no meio de uns montes baixinhos, carecas e amarelados. E Beer-Sheva consegue ser tão feia quanto o vale onde está incrustada. Vivi lá por alguns anos por conta da universidade, que é fantástica. Quando não chove, e isso é quase o ano todo, a cidade fica toda coberta por uma camada de poeira, o que dá o tom meio amarelado a tudo que fica sobre aquele solo.

O Neguev, região sul de Israel é assim: o norte do Neguev é lindo. Todo artificialmente irrigado, cheio de campos. Na época das colheitas, quando o trigo é colocado em fardos pelos campos, dá a impressão de que estamos no meio de um passeio por uma plantação de cubos. As cidades pequenas, moshavim, kibutzim são lindos. As cidades grandes são feias e pobres. As estradas são boas e os motoristas seguem sendo uma porcaria. Já o sul do Neguev é deserto. Deserto montanhoso. É maravilhoso. São crateras como a de Mitzpe Ramon, facilmente confundível com um cânion de Marte. E Eilat, até para quem não mergulha é uma coisa impressionante. Depois de dirigir horas por um cenário de outro planeta, chega-se no cume de uma montanha, e de repente, quando se começa a descer, lá embaixo, entre montanhas gigantescas da Jordânia, se vê um mar de um azul que não é Marte, é Netuno.

No sul do Brasil, a preocupação de quem vê a previsão do tempo, são as massas de ar frio que vem da Argentina e trazem chuva e frio. Em Beer-Sheva, a preocupação é um negócio chamado Hamsin (em árabe) ou Sharav (em hebraico). É quando uma massa de ar vem direto do Sahara para dentro de casa. E traz consigo umidade quase zero, uma quantidade gigantesca de poeira e um calor de forno de padaria. O céu fica amarelo e tudo que é metálico dá choque. E a vontade de viver desaparece. Hamsin quando vem, cobre o país inteiro (o que não é tão difícil, dadas as dimensões). Mas em Beer-Sheva ele é bem pior. Certa vez, o céu ficou completamente vermelho. No meio do dia.

Foi um dos fenômenos meteorológicos mais estranhos que eu já presenciei. Hamsim às vezes termina com chuva. As massas úmidas e frias encontram ar quente e precipitam. As gotículas vão juntando partículas de poeira e chegam ao chão como lama. Isso mesmo. Chuva de lama. Das coisas mais nojentas que eu já conheci.

Contei como é quando não chove. Quando chove vira um pudim de lama. (Toda aquela poeira se junta com a água que escorre deficientemente e vira aquela coisa suja que cobre a cidade inteira). É uma cidade que cresceu tanto com a vinda dos imigrantes russos em 90 (da mesma maneira que aconteceu na imigração do Marrocos nos anos 50) que meio que inchou para todos os lados. Perto dos predinhos feios e caídos dos anos 50, surgiram edifícios estilosos, de arquitetura duvidável, por toda parte. E ao contrário de outras metrópoles, não há trânsito. Como é típico de Beer-Sheva, é por um erro de planejamento. As avenidas foram planejadas para terem enormes canteiros, gramados e árvores entre as pistas. Só esqueceram que não há água em Beer-Sheva. E assim as avenidas tomaram o lugar desses espaços.

Certa vez, estava comendo uma porcaria de um hambúrguer perto de casa numa lanchonete chinfrim. Fiquei escutando a conversa de uns estudantes que comiam a mesma porcaria que eu. Entrou um vendedor ambulante carregando nos ombros um monte de sacos de produtos made in Sei-lá-Onde. Os estudantes que me pareciam aborrecidos de qualquer maneira gostaram da novidade e imediatamente começaram a se interessar pela mercadoria. Um orgão eletrônico chamou atenção ‘Conecta na eletricidade?’, ‘toca quantos instrumentos?’ e assim por diante. Até que alguém perguntou: ‘O senhor é de onde?’. Ele respondeu o nome de uma vila palestina na região do Shomron. Um dos rapazes sorriu e eu não acreditei no que ele respondeu: ‘Puxa! Eu servi no exército por la!’. ‘É mesmo?’ ‘É! Sério! Você conhece a família Sharif no fim da rua principal?’ e o palestino responde: ‘Claro! Rahni é grande amigo meu.’ ‘Puxa! Mande um abraço para ele.’

Era tão surrealista que depois que tudo acabou e eles dois só faltavam se abraçar e trocar telefones, fiquei pensando em como faz falta um gravador às vezes.

Crédito Pedro Dória weblog

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e ai Paulinho

 

cara, 40 dias eh uma pah enorme de dias... da pra conhecer absolutamente tudo...

se vc tah com grana contada, considere o seguinte em questao de preços

 

Israel > Jordania > Egito

 

Eu passei 22 dias, e passei bem menos tempo em israel do que eu havia imaginado no começo.... nao posso dizer q me arrependo, pq 1 dia em israel custa o mesmo q 2-3 no Egito... sao lugares bem distintos tb... Israel eh bem desenvolvido pra regiao, ja o Egito eh praticamente a essência do caos na Terra :D

 

Jordania eh legal tb (Wadi Rum eh IMPERDIVEL) mas nao tem MUITA coisa pra se fazer mais de 5 dias... ja o egito, da pra passar 1 mes comendo mosca em Dahab q vc nem vai ver passar...

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Prezados, boa noite.

Como verão no meu perfil, esta é a minha primeira mensagem. Espero que seja a primeira de muitas.

Como sou um viajante iniciante, no começo vou mais pedir do que fornecer informações, mas sempre estarei à disposição se precisarem de ajuda e eu puder ajudar.

Irei com a minha esposa e um casal de amigos para Israel e Turquia em abril/2011. Serão 12 dias em Israel e 6 na Turquia.

Obedecendo o tópico, gostaria de umas informações sobre Israel.

1) Fui convencido pelos pares de viagem (que igualmente não conhecem o destino, só por guias de turismo) a ir para o Norte ao invés de ir para o Sul. Confesso que, visitando Jerusalém, pra mim me divertirá qualquer dos rumos que a bússola apontar. Tenho visto, todavia, muitas informações sobre o sul (Eilat, Beer Sheva etc). Queria saber mais informações sobre o norte (Haifa, Hosh Hanikra, Nazareth, Tiberias, Colinas de Golan). Vale ou devo direcionar a viagem mesmo para o sul?

2) O que fazer em Jerusalem no sábado? Duas atrações que eu queria ver não poderei: Yad Vashem (principalmente Museu do Holocausto) e Kotel (apesar de aberto, há restrições, por exemplo, tirar foto).

3) Tel Aviv - vale ficar? Eu to achando meio sem graça o que tenho visto. Muito cosmopolita, queria algo mais histórico.

Essas são as questões iniciais. Vamos ver se, com as dicas, aparecem outras.

Abraços,

Paulo Almeida.

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e ai Padu

 

bom, deixa eu te ajudar dentro da minha experiencia...

 

1) Haifa eh uma cidade moderna, do lado de Akko, de estilo medieval. Gostei das 2 cidades, tu pode procurar no mecanismo de busca do site varias infos a respeito, e se tiver paciencia, ler meu relato no trecho das 2 cidades.

ps: beer sheeva nao tem NADA, nao perca seu tempo por la

 

2) Jerusa no sabado? tu pode fazer um tour pro mar morto e masada de um dia...

 

3) se tua viagem for curta, pule tel aviv... praias lindas, e uma bela noitada. mas nada magico.

 

abraços

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Bruno,

 

Obrigado pelas informações e por seu diário de viagem, que li na parte que me interessava (Israel).

 

Eu estou com a idéia de dividir a viagem em bases: Haifa (para ir a Akko e Hosh Hanikra), Tiberias (para ir a Golan e Nazareth) e Jerusalem.

 

Tenho algumas dúvidas:

1) Quanto custaram seus hotéis em Israel? Quais você recomenda?

2) Você usou aqueles cartões de débito? Se sim, é fácil achar uma máquina para trocar por ILS?

3) Free Walking Tour em Jerusalem vale a pena?

4) Domo da Rocha e a Mesquita valem a pena mesmo sem entrar (obrigado Sharon)?

5) A gente está pensando em alugar um carro e, no caminho, passaremos na Cisjordânia, será que tem problema?

6) Quero ver o nascer do sol no Mar Morto e, para fazer isso, terei que estar hospedado no hotel local (não pretendo ficar dirigindo pelas estradas de madrugada). Pelas tuas fotos no Facebook (iradas, por sinal), Masada parece o melhor lugar para fazer isso. Também já li (inclusive de vc) que Ein Gedi é muito maneiro. Enfim, onde você acha que devo dormir?

 

Bom, por enquanto é isso.

 

Valeu por sua ajuda.

 

Abraço,

 

Paulo.

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Olá Padu, td bem?

 

Olha, tenho certeza que vc vai curtir sua passagem por Israel... Fui em Outubro e estou montando um pequeno relato com infos de toda a trip (Egito, Jordania,Israel e Amsterdam), mas como o tempo é curto, já vou passar algumas coisas pra vc...Vamos lá:

 

1) Quanto custaram seus hotéis em Israel? Quais você recomenda?

Ficamos no Hayarkon 48 em Telaviv (muito bom!) - quarto compartihado para 04 pessoas (ILS 90 por pessoa/noite). ótima localização e limpo.

Em Jerusalem, fiquei no Citadel (ILS 99 por pessoa/noite em quarto privado - Duplo com banheiro compartilhado). Um horror!!!! Na verdade, dei azar porque peguei a parte feia deste albergue. Tem uma parte mais nova. Achei ele extremamente sujo, porém a localização é muuuuito boa! Para ter uma idéia em uma das cozinhas eles pediam para deixar a cadeira encostada na porta da geladeira para o gato não entrar na mesma e comer a comida do povo...kkkkkk...Recomendo somente pela localização. Se puder, fique no quarto com banheiro privado.

 

2) Você usou aqueles cartões de débito? Se sim, é fácil achar uma máquina para trocar por ILS?

Levei Visa Travel Money e conseguia sacar em ATM dentro do shopping que tem no Jaffa Gate em Jerusalem. Passar o debito, passamos nas lojinhas de compra de bugiganga.

 

3) Free Walking Tour em Jerusalem vale a pena?

Acho que vale a pena se vc tiver tempo em Jerusalem. Como eu só tinha alguns poucos dias (que ainda tinha que dividir com Dead Sea, Massada, etc), acabei optando pela opção da mesma equipe, porém paga (Acho que em torno de ILS 70). A diferença é que entrava nos locais e o tempo era um pouco maior (entre em contato com eles: indietravelers@gmail.com ). Eles são super simpáticos e respondem aos e-mails com os passeios disponíveis.

 

4) Domo da Rocha e a Mesquita valem a pena mesmo sem entrar (obrigado Sharon)?

Sim. valem! Na minha opiniao eu achei que valeu, mesmo sem poder entrar.

 

5) A gente está pensando em alugar um carro e, no caminho, passaremos na Cisjordânia, será que tem problema?

Eu fui para a Palestina com o tour (o mesmo da Walking Free). Pelo que li é meio complicado alugar carro que deixe atravessar para o outro lado. Melhor se informar certinho antes. Lembro de uma agencia no Lonely Planet que falavam ser a única que permitia. (se quiser, me avise que olho no meu LP).

 

6) Quero ver o nascer do sol no Mar Morto e, para fazer isso, terei que estar hospedado no hotel local (não pretendo ficar dirigindo pelas estradas de madrugada). Pelas tuas fotos no Facebook (iradas, por sinal), Masada parece o melhor lugar para fazer isso. Também já li (inclusive de vc) que Ein Gedi é muito maneiro. Enfim, onde você acha que devo dormir?

Bom, por enquanto é isso.

Sorry... Fiz bate-volta para o Mar Morto e Massada... mas acredito que deva ser maravilhoso.

 

Espero poder ajudar em algo.

 

Um abraço,

 

Gisa

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Gisa,

 

Primeiramente queria agradecer sua ajuda!

 

Queria saber também sobre a questão das roupas para mulheres. Vou com a minha esposa e vi que tem algumas restrições. A gente queria usar bermuda e camiseta (calor dos infernos), mas pelo que vi não será possível, porque não se encaixa no modelo de "modest clothes". Como funciona isso lá?

 

Um abraço,

 

Paulo.

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Gisa,

 

Primeiramente queria agradecer sua ajuda!

 

Queria saber também sobre a questão das roupas para mulheres. Vou com a minha esposa e vi que tem algumas restrições. A gente queria usar bermuda e camiseta (calor dos infernos), mas pelo que vi não será possível, porque não se encaixa no modelo de "modest clothes". Como funciona isso lá?

 

Um abraço,

 

Paulo.

 

Oi Padu, tudo bem??

Olha só... recomendo uma cautela redobrada quando forem mulheres sozinhas, mas como ela estará em sua cia não vejo muito problema não. Como eu te disse, me senti muito bem com roupas bem moderadas, mas estava sozinha com uma amiga.

Acho que bermudas e camisetas se encaixam perfeitamente no caso de vocês. Para visita às mesquitas, aconselho ir com calça neste dia e levar um lenço para se cobrir.. de resto é de boa!

Para ser sincera vi uma monte de européias pensando que estavam em Miami..rsrs... Mas estavam em excursão em grupo o que também te deixa mais tranquila. Sozinha, eu jamais arriscaria!!!! E tem outra, teve dias que dei graças a Deus de estar com manga longa, pois, protegia do sol que parecia fritar sua pele.

Meu relato da parte do Egito está pronta.. preciso reler para ver erros de ortografia, pois, escrevi tudo correndo dentro do fretado..rsrsrs... vou dar uma olhada ainda esta semana.

 

Olha, se eu puder ajudar em algo mais, me fale (mande por MP, pois, nem sempre acesso os Mochileiros!!) que terei o maior prazer em ajudar.

 

Um abraço.

Postado
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Fala Rapaziada! To aqui em Israel (Tel-Aviv) fez uma semana agora.Conheci algumas coisas por aqui e tambem fui em Haifa e em uma cidade que esqueci o nome que fica bem perto da palestina onde judeus e palestinos dividem o mesmo territorio em uma "paz" nao declarada.Achei muito interessante esse fato e nossa eles tem historias que da muito pano pra manga!!! Bom esse semana estou indo para Jerusalem e tambem para uma cidade ainda mais ao Sul casa de um casal amigo da minha namorada.Gostaria de Saber se alguem ja foi em Negev,Galileia,Tiberias,Nazareth...e por ai vai. Quais cidades voces me indicam e que eu nao posso deixar de ir? A gente tambem vai na Jordania acho que proxima semana e to pensando em ficar 1 ou 2 dias no egito tambem..onde procuro por albergues baratos e qual o roteiro bom pra la?

Ah se tiver alguem mochilando agora afim de companhia para fazer as trips entre em contato comigo!!! paulinhoferreirag@hotmail.com

Um abra;o rapaziada!!!! Quando voltar vou relatar como foi minha experiencia.... ::otemo::

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Ei pessoal, vou pra Israel em junho/2011, e minha dúvida é a seguinte:

 

Alguém sabe como é a aceitação do cartão VTM (Visa Travel Money) em Israel? É fácil encontrar caixas eletrônicos que tenham bandeira da Visa por cidades como Tel Aviv e Jerusalém, para sacar dinheiro?

 

Tou pensando em levar metade do dinheiro em espécie e metade no VTM.

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Ei pessoal, vou pra Israel em junho/2011, e minha dúvida é a seguinte:

 

Alguém sabe como é a aceitação do cartão VTM (Visa Travel Money) em Israel? É fácil encontrar caixas eletrônicos que tenham bandeira da Visa por cidades como Tel Aviv e Jerusalém, para sacar dinheiro?

 

Tou pensando em levar metade do dinheiro em espécie e metade no VTM.

 

Oi Daniel, td bem?

Olha eu levei uma parte em VTM mesmo e consegui usar de boa, mas em alguns lugares como no Free Tour (que tb faz tour pago) eu tive que ir no ATM sacar e pagar.

Em Jerusalem, perto do Jaffa Gate tem um shopping. Lá vc consegue sacar. Não são todos os ATMs que consegui, mas lá perto da North Face (se nao me engano) já perto da David Street tem um caixa que vc consegue sacar de boa. Além disso, nos restaurantes do shopping tb aceitam. Acho que o ideal é de fato equilibrar e levar os dois (cash e VTM).

Em Telaviv, quase não usei (tinha em cash ainda), mas acredito ser até mais fácil que em Jerusalém.

Abraço,

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