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Olá viajante!

Bora viajar?

Mochilão Insano 4 meses - Guiana Francesa, Suriname, Guyana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Bolivia e Brasil (Outubro-Fevereiro)

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INTRODUÇÃO

 

 

E aí galera ... tinha prometido que dividiria as experiências, dificuldades, dicas e afins quando voltasse de viagem, principalmente o começo dela que não são muitos que fazem (Guiana Francesa, Suriname e Guyana), porém acabei enrolando e muito, haha ::lol4:: . Mas agora tentarei com todas as minhas forças ir até o fim (do ano kkk). Como é a minha primeira postagem não sei como vai ficar, prometo que tentarei ir melhorando ... Então vamos lá ...

 

Planejei a minha viagem com uma antecedência tremenda (1 semana ::lol4:: ), já estava antes viajando pela Europa e parte do Brasil e quando estava parando decidi que iria realizar o meu sonho de conhecer todos os países da América do Sul, por isso os países dessa viagem (já conhecia Paraguai, Argentina e Uruguai). Enrolei bastante mesmo sabendo por quais cidades ia passar e tudo mais por ter pouca informação de alguns países e não saber como ia proceder durante a viagem por ter dois passaportes e usar o meu norte-americano na fronteira com a guiana francesa e a partir dai somente o brasileiro. Depois de ter comprado até passou na minha cabeça desistir das guianas e Venezuela, mas não consegui ... E assim começou a viagem ...

 

PS: Perdi muitas fotos :cry: , pois fui roubado no Equador (porém foi muito legal, HAHAHAHA) quando chegar lá contarei ... Minha sorte ainda foi que tirei fotos com uma maquina mais antiga que tinha. E dicas para eu melhorar e tornar mais agradável a leitura ou a visualização só pedir.

 

1º DIA - Vitória/Macapá

 

O dia 22/10/2013 tinha chegado e estava começando a viagem, nem conseguia acreditar ... O meu voo partia 21 horas chegando em Macapá as 2:30 com conexão no Galeão e escala em Belém. Tudo correu nos conformes e nada de interessante no dia.

 

Gastos

 

10 000 pontos Vix x Macapá

RS 15 Lanche da Gol

 

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2º DIA - Macapá

 

Como cheguei de madrugada esperei no aeroporto até as 6. Ao amanhecer sai meio sem destino para conhecer a cidade com o mochilão nas costas e muita disposição. Apos dar uma boa andada (uma boa andada mesmo) encontrei uma placa com a direção para o forte da cidade, acabei chegando ao Forte de São José do Macapá e vale a pena o visual contrastando com as margens do Rio Amazonas. Passei um bom tempo ali apenas observando aquela maravilha e visitando o Forte. A maré estava cheia nesse horário e foi incrível vê-la esvaziando e aparecendo uma estatua no meio do rio. Uma caminhada ou corrida por ali é uma ótima pedida. Fui a um museu ali bem próximo com alguns artesanatos e afins.

Resolvi então pegar um táxi para ir ao Marco Zero. Não achei nada demais, acho que poderiam melhorar a infra-estrutura e tornar mais atraente. Mas valeu pela foto. Com o mesmo táxi segui para a rodoviária onde pegaria um ônibus para o Oiapoque (que era considerado antigamente o ponto mais ao norte) que fica na fronteira com a Guiana Francesa. Tem duas empresas que fazem o trajeto para o Oiapoque (17, 18, 19 horas) por RS 92,00, porém consegui negociar esse valor. Comprei as 18. Comi no restaurante por ali mesmo (nada de especial). E passei a hora que faltava batendo papo com Jovenaldo que era eletricista com mais histórias que eu e iria no mesmo ônibus. O ônibus saiu pontualmente e o caminho foi tranquilo, dizem que se chove fica complicado o caminho até lá podendo durar até dias.

 

Gastos

R$ 5,00 Quiosque

R$ 35,00 Taxi Marco Zero + Rodoviária (não usei o taximetro e creio ter sido um bom negocio).

R$80,00 passagem em ônibus que conta até com ar condicionado

R$ 10,00 almoço + parada

 

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18º DIA - Monte Roraima

 

Acordei bem cedo para arrumar as coisas e partir para o Monte Roraima com mochilão e tudo que tem direito (claro que tirei metade das roupas, saliento que faça isso, pois carregar muito peso é dose ...) no dia anterior perguntaram se alguém ia querer que levasse a bolsa de qualquer um, pago é claro, mas todos ficaram firmes e fortes ::hãã2:: ). Saímos as 09:00 com parada em uma loja para comprar rum, chocolate (e para mim uma cachaça) prosseguindo logo depois ao nosso destino.

O carro só vai até a entrada da aldeia Paraytepui, os carregadores e o grande ajudante do guia são todos índios, onde paramos para tomar um café da manhã (frutas. pão queijo e mortadela com refresco) e os índios pegarem os mantimentos para irmos. Há a necessidade de se contar com eles, pois pelo que me disseram, já tem um bom tempo que só ocorre a subida se tiver os índios. Vale salientar a quantidade de cachorros que se tem na região e bem esqueléticos, tendo em vista que não dão para eles comerem NADA, mas também não matam, tendo eles que se virarem. O grupo contava com 11 pessoas (apenas 1 mulher, 3 pessoas com mais de 60), além do guia (o único que falava inglês), o "segundo guia" e mais 3 carregadores. Cada um tem que pagar uma taxa de 50 bs para uso do parque e registrar o seu nome, nacionalidade e afins. Eles te dão um "comprovante" do pagamento: o guarde ... vai saber né ... o legal que deram 1 para 11 e ficou na minha mão ::putz:: . E eu adoro perder coisas pelo caminho ::lol3:: . Entretanto nunca pediram o tal comprovante.

O primeiro dia de caminhada é muito show e tranquilo, com certeza o mais fácil e que você tem mais energia, além de ir conhecendo a galera. As pessoas não andam junto com o guia, o caminho é bem sinalizado podendo você mesmo ir sem se perder. Acabei indo na dianteira uma boa parte, passando por um córrego e um local onde tinha uma árvore tombada por onde poderia passar, depois vi que poderia pular e ir por baixo ::putz:: , era melhor tendo em vista que não sei por qual motivo andei todo desequilibrado por ela. A partir daí fui conversando com o Frank e Ramel (francês e norueguês, respectivamente) e falei que o Frank não me era estranho, também ele tinha uma barba meio inconfundível, ele disse que veio de voo França até a Guiana Francesa e estava fazendo toda a América do Sul. Achei legal a coincidência ... que lá na frente provou que acontece mais do que você pensa ::tchann:: . Chegamos ao nosso destino primeiro que todo mundo e sem cansaço nenhum ::otemo:: . Apos uns 25 minutos apareceram os carregadores que começaram a preparar a janta e 1 hora depois já estavam todos por ali. Foram entorno de 4 horas para uns 12 km de caminhada.

Aproveitei ainda o sol para tomar um banho no rio (GEEELADO PRA CARAMBA ::Cold:: ), afinal depois de tanto andar ... e a maioria fez o mesmo um pouco mais tarde. O bom é para quem está com sede, pois toma banho e bebe a quantidade de água que quiser (tendo em vista que você enche as garrafinhas com água do rio mesmo, e ela realmente é ótima).

Voltei e fiquei conversando com os alemães, quase todos falavam inglês, exceto a senhora alemã que falava espanhol. O "foda" de conversar era que muitas vezes começavam a falar alemão excluindo o francês, norueguês e o único brasileiro (eu :o ), tá nem foi tantas vezes assim, só quando a conversa era paralela, mas é foda não entender nada (6 alemães, 2 suíços que falam 5 linguas, 1 norueguês, 1 francês e 1 brasileiro).

Na hora da janta tinha um grupo de brasileiros na nossa frente que já tinha subido e ao lado de onde estavamos um casal equatoriano e 2 lindas alemãs (só existe alemão na América do Sul). Apos um belo prato de macarrão com bolonhesa maravilhoso (não sei se era fome) começamos a beber algumas Polares Light, que não embriaga nem se beber muito ::grr:: . Então abriram rum, eu a minha cachaça. O único defeito do negocio é a quantidade desproporcional de homem e mulher :cry: . Acabei indo parar na mesa dos brasileiros que estavam com os equatorianos e dividir minha cachaça (erro gigante, acabei ficando com nada quando realmente precisava :cry: ) e eles o rum. Tinha um bebê entre eles de 1 ano que subiu o Monte para ser batizado lá em cima, não sei se achei incrível ou doideira. Foi ficando mais tarde e fui pela primeira vez dividir uma tenda tão pequena com um homem ::ahhhh:: . Tinha esquecido de dizer ... fui obrigado a dividir a barraca, a porcaria de um dos alemães pegou uma sozinha, e foi com o Markus, um alemão de 2 metros de altura que curtia roncar de vez em quando. Mas simplesmente apaguei.

PS: achei muito tranquilo o 1º dia e o grupo inteiro também gostou, cansados, mas nada de mais. E os puri-puri (uns mosquitinhos que ficam te mordendo) não me atacaram, porém os alemães coitados ... De garantia passei repelente que me emprestaram para dormir. Essa noite não fez frio, nem saco de dormir usei. Somente o isolante térmico.

 

Gastos

Cachaça, chocolates, batata - Bs 100

Taxa - Bs 50

Polar Light - Bs 200 (50 cada, na cidade 20)

 

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19º DIA - Monte Roraima

 

Acordamos cedo para tomar café (panqueca com ovo mexido, chocolate, chá) e prosseguir viagem até a segunda parada. Passamos por uma igreja onde o guia conta a história e então é prosseguir viagem, no começo vai até todo mundo junto, mas quando começa a ficar mais complicado e cada vez mais bonito o local, as pessoas vão se distanciando e os carregadores com aquele peso todo nas costas vão acompanhando até dispararem na frente (pelo menos da maioria).

O segundo dia para mim foi ótimo, porém é cansativo sim... mas saliento que todos chegaram firme e fortes, principalmente os senhores suíços mega ativos. Os puri-puri começaram a desaparecer, pelo menos não os via. Começa a aparecer cachoeiras caindo do meio do monte formando um belo visual, muitas vezes paramos só para observar o lindo caminho a frente. Como o sol estava muito forte tinha gente que usava chapéu, um dos senhores guarda-sol (parecia até uma gueixa, sqn), muito protetor. Porém eu sendo eu não usei nada ::hahaha:: . No meio do caminho rola bala para a galera, bate-papo, momentos de reflexões sozinho, observação, simplesmente bom demais.

Apos algumas subidas bem altas, chegamos por volta das 15:00. Agora estava começando já a fazer um frio e eu não tinha nem segunda pele nem nada, apenas camisa e uma blusa comum de frio (tudo bem que não sinto frio, nem calor e até então se fosse daquele jeito estava de boa ... mas ainda iriamos subir mais). Comemos pão com salada e e atum + frutas antes de prepararem o almoço/janta. Apos encher de novo a garrafa de água em um rio próximo ficamos todos por ali conversando e próximos para ver se o frio diminuia ::Cold:: .

Ao anoitecer um belo visual, infelizmente as fotos não chegam perto do que foi o por do sol, em um lugar magnifico. Pela primeira vez usei o "banheiro" que se tem lá em cima. Não tem segredo, chegando lá se vira ::hahaha:: (mas não acho necessário, é só ir pra moita kkkk). Depois de um tempo conversando e com o frio aumentando, e as alemãs do outro grupo não dando mais papo para nos pobres coitados, fui para a tenda "com o meu alemão" ::grr::::lol3:: .

 

Gastos

Nada

 

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20º DIA - Monte Roraima

 

Cedo já estava o chocolate quente pronto com as arepas (pão feito com milho moído) para poder forrar o estomago e conseguir escalar aquele aclive MUUUUITO acentuado a nossa frente (impressionante como o nosso corpo se adapta rápido, acaba dormindo de 20:00 até 06:00 sem parar ::ahhhh:: mesmo com um grande alemão na tenda ::lol4:: ). A galera estava firme e forte, tirando o alemão que estava com a esposa ... só que a mulher incentivou o cara a noite, só pode, tendo em vista que acordou disposto demais ::lol4:: . COISA NENHUMA !!! O ronco desse cara ecoava pelo acampamento, deve ter é dormido muito, mas nesse dia ninguém comentou nada, acho que foi por geral ter desmaiado de cansaço. Não sentia nada de dor e desconforto, acho que o começo da minha viagem ajudou de tanto ter andado já tinha acostumado.

Então começamos a subida um atras do outro como o guia tinha recomendado nesse ponto e tendo cuidado com o que vinha a frente. A subida agora realmente era mais "tensa", se passa por debaixo de uma cachoeira, então tem que se ter cuidado e tudo mais, até que chegamos apos muitas paradas no tapume (topo) do monte :D .

Tudo muito diferente e magnífico, rapidamente o francês achou o sapinho preto típico dali, que realmente é muito pequeno, vimos algumas plantas no caminho que o guia mostrava, inclusive uma em que colocavamos o dedo e sentia a "mordida" da planta carnívora. Enquanto preparavam o almoço o guia nos levou para dar uma volta e conhecer uma parte daquela beleza e os seus abismos ... simplesmente de tirar o folego. Quando voltamos tudo já arrumado um arroz e um frango muuuuuito bom, apos partimos para o ponto mais alto, quando começou uma chuva marota e nos abrigamos entre as pedras por lá. Quando passou voltamos no pique (e eu usando chinelo, pois o tênis encharcou na cachoeira e ficou meio inutilizável) para onde estavam as barracas e esperamos a janta já sair para dormir (prato do dia sopão, nem sei do que) ... o frio estava absuuurdo ::Cold:: , já morei em Boston que é frio pra porra no inverno e viajei para lugares mas que eram teoricamente muito mais frios, só sei que nunca senti tanto frio na vida, a minha roupa meio úmida, mesmo eu trocando de roupa, falei com a galera que hoje não dava para mim, corri para barraca e pedi para me chamarem quando tivesse pronto ... e começou a cair uma chuva teeennnnsa ::sos:: , e tinham 2 barracas que a chuva caia em cima, peguei pelo menos na parte coberta. Fiquei no meu saco de dormir e todo cheio de roupa, só assim o frio ficava de boa. Quando ficou pronto não conseguiria chegar lá sem passar pela chuva, pedi para me passarem o prato lá de cima e tomei em 1 minuto a sopa fervendo, desceu tão tranquilo, nem liguei de queimar a boca ::lol3:: . E dei boa noite e já fui dormir (isso antes das 19:00), só sei que antes das 19:30 geral já estava na barraca. E adeus mais um dia.

 

Gastos

NADA

 

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21º DIA - Monte Roraima

 

Depois de uma noite sinistramente fria e chuvosa acordamos para ir conhecer melhor o tapume (depois de mais arepas e chocolate quente). Primeiro andamos pela região, o guia nos mostrou as plantas diferentes, alguns formatos de pedras, passamos por terrenos bem molhados, tem que ficar atento pelo caminho (tá meio branco as pedras pelas quais deve passar, porém de vez em quando me perdia). Então paramos nas "piscinas" da região. O frio estava de rachar, ninguém queria entrar, exceto o brasileiro maluco ... claaaro (estranho que eles moram em lugares que fazem mais frio quanto e ficaram de frescura ::hãã2:: ). O guia entrou depois também pra não me deixar sentir frio sozinho, mas acostuma até rápido, o bom que depois a sensação de frio desaparece. Recomendo muito dar uma entrada por ali, é uma oportunidade única e o local é muito bonito, o banheiro mais belo em que já tomei banho. Dali voltamos para o "hotel" para almoçar (frango temperado e arroz).

Prosseguimos apos o almoço para algumas cavernas (me emprestaram lanterna, é bom ter uma ou improvisar ou uma visão noturna) e ver alguns pássaros que se escondem na parede do monte, locais que valem a pena e são belos sem duvida. Fomos em seguida para alguns precipícios irados com um visual incrível, chegar perto é uma sensação boa... pra quem não tem medo de altura, afinal se está acima de algumas nuvens ::ahhhh:: .

Como já estava escurecendo voltamos e tomamos um rum com chá que os guias fizeram para gente acompanhando um atum e seguindo com mais rum do pessoal que tinha levado, sendo assim o frio para dormir essa noite foi muito tranquilo, ou seja, contra o ::Cold:: , rum nele.

 

Gastos

Nada

 

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22º DIA - Monte Roraima

 

Amanhecendo dei uma volta sozinho pela redondeza, enquanto desarmavam as barracas, tomamos um refresco com pão e partimos para o caminho de volta, o que gastamos 2 dias para subir seria feito em 1. Até então estava achando revigorante e muito tranquilo andar tanto, me achei o Rambo do trekking, caminhando bem rápido até que senti uma dor gigante no meu joelho direito a ponto de não conseguir apoiar o pé direito com firmeza no chão. Depois de uns 10 minutos passou o guia do outro grupo com o casal equatoriano e me perguntou se eu estava bem (acabei me adiantando muito e passando rapidamente pela cachoeira), até por que eu estava descendo sentado e dava pra ver que algo estava errado, falou que levava a minha mochila para eu não ter que levar o peso (alma abençoada, foi a minha salvação até a parada para o almoço), já estava pensando que ia ter que chamar o helicóptero ::lol3:: , sqn, que ia gastar uma fortuna ou ia ter que ser carregado ou demoraria uma eternidade. Fui indo bem lentamente me arrastando até que chegaram os 3 alemães do meu grupo que eram médicos e disseram ter um remédio tiro e queda para dor, me deram e falaram que em 1 hora já deveria fazer efeito, perguntaram se queria ajuda para chegar, como era meio estreito e eu conseguia ir me arrastando falei que chegaria no meu tempo. Aí foi passando o restante do grupo até que chegou o guia, o casal e meu companheiro de tenda e foram me acompanhando até o final da segunda base.

Paramos para almoçar (arroz com ovos mexidos) e passarem tipo um gelol e colocarem água gelada para chegar até o final. Nesse meio tempo foi dando uma leve melhorada. Disse que tentaria levar minha mochila, por ter sentido uma leve melhora. Quando começamos a descer uma grata surpresa: estava aguentando tudo com um leve desconforto que foi passando com o tempo, chegando no 1º acampamento a dor já não incomodava nada.

Compramos mais cervejas que foram pedidas com antecedência e que vieram até mais baratas e esperamos o nosso macarrão com bolonhesa que foi servida com muito rum pelo nosso guia e ainda teve replay. Juntamos para dar gorjetas para o pessoal e ficamos por ali batendo papo até a luz do gerador ser apagada e irmos para a tenda (com exceção do alemão que também estava na mesma tenda, que inclusive falava um pouco de espanhol, ficou fluente e começou a conversar com os carregadores e depois sozinho perto da fogueira que tinha por ali).

 

Gastos

280 Bs Polar light (40 cada)

300 Bs Tips

 

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23º DIA - Monte Roraima/Santa Elena de Uairén

 

Saí da tenda com a perna meio dolorida e na mesma hora fui pedir o remédio para os médicos e o "gelol" para o guia. Depois de passar ambos consegui me firmar de novo sem sentir, comemos ovos mexidos e arepas para depois partir em direção a última parte do trekking. Essa parte foi até tranquila, mesmo com a perna meio baleada, chegamos por lá em torno de 4 horas depois, demos a saída do parque, esperamos o carro e fomos embora daquele lugar incrível e um dos mais fenomenais que já fui.

Já em Santa Elena tinha reservado uma cama no Backpackers de 1 dia para o outro, acabei ficando no quarto com o meu companheiro de tenda o Markus, deixei minhas coisas por ali e eu e ele fomos nos encontrar com o casal equatoriano que tinha interesse em fazer um tour de 2 dias pela Grand Sabana, fomos até a Mystic Tours (as outras estavam mais caras e o Roberto é muito gente boa) e ele falou que fechava independentemente da quantidade (1 até 4) por 7000 bolivianos. Como o casal tava meio em dúvida por ter visto já muita natureza falamos que dariamos a resposta depois do almoço. Após convencermos o casal equatoriano voltamos e fechamos com ele, e o legal era que a nossa guia era secretária de turismo da gran sabana ::otemo:: , conhecemos ela e ficou pasma quando o alemão contou que sofreu extorsão nas paradas que se tem do exercito dentro da Venezuela, uma pessoa boníssima. Acabei fechando o Salto Angel com ele também pelo mesmo preço que o casal equatoriano tinha feito (antes estava me cobrando 2000 bolivianos a mais) com a agência lá de Ciudad Bolivar. Fechei por 9 000 bolivianos o passeio com o transporte rodoviária - aeroporto, o voo ida e volta até canaima (de onde se vai para a angel falls), a hospedagem por 2 dia no acampamento Weytepuy, uma de frente para as cataratas, o transporte de barco até ela, e a alimentação. O dinheiro eu entregaria para a empresa que faria já em ciudad bolívar (10% já fica por ali, pelo "agenciamento"), vale a pena fechar antes, se fosse na hora eles cobrariam 14 000 bolivianos na cara dura (até tentaram). Dizem que não se compra a passagem com antecedência pela Venezuela, mas a Backpackers falou que o faria, então eu comprei com eles até Ciudad Bolívar e o Markus até Puerto Ordaz.

Troquei mais reais por bolivianos (1 real - 22 bolivianos) e voltei para o hostel para tomar um banho (chuveiro horrível, caia pouca água, dizia ter quente, mas não tinha). Logo em seguida levei minha roupa para lavar em uma lavanderia ali próxima que entrega em menos de 3 horas. Enquanto isso saí para comer uma pizza com o casal e o alemão próximo ao hostel que é muito boa. Parece que a do bar no backpackers também não é nada mal. Voltamos e ficamos tomando solera (cerveja), que é muito barata, até ir dormir.

 

Gastos

1500 Bs Tour 2 dias Grand Sabana

9000 Bs Salto Angel

100 Bs Almoço + ref

1800 Bs Ônibus

210 Bs Pizza + ref

150 Bs Cama

60 Bs Solera (15 cada)

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24º DIA - Gran Sabana

 

Cedo saí para fazer algumas compras para os dois dias, voltei para tentar tomar banho no chuveiro que estava caindo menos água ainda e esperamos a chegada do casal que estava em um hotel e a guia. Saímos logo depois com uma parada para ela comprar gasolina em uma casa (que realmente é muito barato), paramos também para comprar cervejas, refrigerantes, salgadinhos, até por que pelo caminho não teria ou seria bem mais caro. Prosseguimos para o "ponto de vista" Jurassic Park, que tem esse nome por ter ocorrido a gravação de uma parte do filme por ali. Depois passamos por sucessões de cachoeiras e uma para mim é uma das top 10 que já vi (véu da noiva com direito a peixinhos e tudo mais). A quebrada de Jaspe também é muito bonita, porém deixei a porcaria do meu celular (S4) cair do meu bolso direto para a pedra na hora que trocava de roupa para entrar lá ::grr::::putz:: e acabei ficando com um pouco de ressentimento, mas lá na frente agradeci, por que quando fui roubado, acabei não perdendo mais foto pois passei a tirar menos foto com o celular. Logo depois fomos até a comunidade de San Francisco de Yuruani (que tinha passado na volta do Monte Roraima e tinha esquecido de comentar) onde paramos em uma dos "restaurantes" que se tem por ali e almoçamos o pollo nosso de cada dia e pegamos dois quartos para passar a noite na única pousada que por ali tinha.

Passamos por mais duas "cascadas" (cada uma com o seu diferencial) e terminamos o dia com um lindo anoitecer por ali mesmo. Voltando para San Francisco conseguimos arranjar um local que estava aberto, porém com uma única opção, mas não era a que pensamos ... era bife de boi mesmo ::hahaha:: . Comemos e partimos para dormir, a nossa guia falou que passava por lá de manhã para sairmos (dormiu na casa de amigos da comunidade, ela é bem conhecida até por lidar com o turismo e tudo mais, pararam a gente em um posto e deixaram seguir assim que viram que era ela :o ).

PS: Em algumas cachoeiras cobram a entrada

 

Gastos

200 Bs Sabonete, pasta, chocolates, água

1000 Bs Cervejas, refrigerante, chips, amendoins para 4 (deu para os dois dias)

100 Bs Almoço

500 Bs Pousada para 2

100 Bs Janta

20 Bs Entrada cachoeira

 

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25º DIA - Gran Sabana/Ciudad Bolivar

 

Por volta das 09:00 saímos para comer umas empanadas (tipo pastel) de frango, carne e cabelo ::lol4:: além de tomar um café meio frio, não quis nem saber comi tudo, até por que cabelo nesses lugares é o menor dos problemas ::lol3:: . Continuamos viagem passando em um mirador e por mais cascadas, uma mais bela que outra até pararmos na estrada em um restaurante que tem um prato GIGANTESCO e MISTICO, ela da a explicação toda do por que o número 72 (tenho quase certeza que era esse o número :shock: ) é tipo o melhor número e mais incrível que existe, até o prato custa 72 bolivianos ::lol3:: . Apos ficarmos mais que satisfeito prosseguimos para mais duas cachoeiras, faltando mais uma ... como pegaríamos o nosso ônibus as 20:00 e estar lá as 19:00, ficamos na duvida se daria tempo ou não ... como ela tinha que comprar mais gasolina nos deixou nessa última e foi comprar. Com certeza esse é o passeio das cachoeiras, para quem curte MUUUIIIITO e adora água, a gente já falava até no animo, o que veremos a seguir: Cascaaada. Mas, valeu muito a pena. Eu particularmente não cansei de ver tantas cachoeiras, todas bem diferentes.

Então começamos a voltar ao entardecer, como estava atrasado a guia tentava entrar em contato na Backpacker com o Erick, o dono, que tinha ficado de nos entregar a passagem. Mas como o sinal era ruim e com informações desencontradas não entendiamos direito, dizendo até que não conseguiriam nos embarcar. Quem nos dava a informação era um funcionário que pelo jeito sabia menos que a gente. Iriamos ficar direto na rodoviária para ver se daria tempo, como o cara falou que não dava fomos até a pousada, isso já 19:00. Nesse meio tempo o alemão estava bem puto, principalmente comigo ::hãã2:: , falando que não era para ter ido na cachoeira, que iamos perder o ônibus, que a culpa era nossa, chegar no horário era o combinado mesmo que não tivessem comprado (pensamos nessa hipótese por não ter conseguido comunicação direta).

Chegando na pousada o nosso "amigo" do telefone conseguiu entrar em contato com o Erick que estava lá na rodoviária ::grr:: . Nos despedimos do casal equatoriano gente boa demais e fomos embora com a guia (que nos fez o favor de levar), chegando lá ele estava dentro de onde vende os tickets falando que estava tudo certo. Falei com o alemão: Fica tranquilo sempre damos um jeitinho venezuelano/brasileiro ::hahaha:: . Ele até riu junto.

Agradecemos o Erick e a guia e subimos no ônibus que partiu no horário ou por volta dele. O caminho foi bem tranquilo, o Markus já tava meio traumatizado por ter sofrido extorsão e ter ouvido que o casal também tinha sofrido. Até nos pararam e pediram documentação de algumas pessoas, como ele tava se embolando no espanhol, falei que ele tava comigo e deixaram pra lá ::cool:::'> . Em algumas paradas tiveram gente que foram chamada para revistas, mas tirando a primeira, ficava de olho fechado e acabavam nem falando com a gente.

PS: Ouvi muito sobre problemas com a guarda nacional e boa parte da galera com que conversei sofreu algo, eu não vivi isso, mas vi ocorrendo. Mas em outro país sofreria isso ::hahaha:: . Acho que ajuda se manter firme nas perguntas e ter cara de não europeu kkk. Mostrar que não aceita dar "agrados".

 

Gastos

40 Bs Café + 2 empanadas

72 Bs Almoço

20 Bs Entrada cascadas

 

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26º DIA - Ciudad Bolivar/Canaima/Salto Angel

 

O ônibus chegou cedo a não muito bonita rodoviária de Ciudad Bolivar. Ao desembarcar já queriam levar minha mala para dentro de táxi, outros em cima querendo vender pacote de viagens ... sai a mil dali por não ter achado ninguém me esperando como o Roberto da Mystic Tours tinha dito. Sabia que a oficina da Conexion Tours, pela qual eu iria, era na própria rodoviária. Apos uma volta a encontrei (parecia uma banca de jornal ::lol4:: ), porém não tinha ninguém :x . Esperei uns 20 minutos até que apareceu uma das pessoas que tinha me abordado no ônibus ::toma:: . Mas ele não sabia que eu estava para chegar e nem de nada sobre aquele preço, que era impossível fazer por ele... ligou então para o Carlos que chegou em poucos minutos e esse sim sabia do que se tratava, fechou no preço anteriormente combinado (9000 bolivianos, queria me cobrar 14 000 ::vapapu:: ) e me disse para entrar já no táxi que eu iria para o aeroporto e partir naquele dia mesmo :o . Me levou até o taxista pagou ele e falou comigo que um funcionário dele estaria me esperando lá. Não esperava essa correria toda, o certo teria sido eu ir no próximo dia ...

Chegando no aeroporto o rapaz já esperava, rapidamente me levou para pegar a passagem e pagar a taxa de utilização do aeroporto me deixando logo em seguida na sala de embarque, tive que deixar para trás o coitado do meu desodorante (eles inspecionam bem as malas), qualquer coisa acima de 100 ml era retido e a bebida alcoólica é proibida em Canaima (a menos que estivesse disposto a dar um "agrado"). Vinte minutos depois já eramos chamados para embarcar, o voo partiu com todos assentos ocupados. Apos um voo tranquilo com direito a uma linda vista da lagoa de canaima, além da Sapo e sapito Falls (cachoeiras), aterrissamos.

Ao entrar no parque se paga uma taxa não inclusa (para os locais, venezuelanos, é mais barato). Esperei durante alguns instantes na "área de embarque" de Canaima, até que o guia do acampamento Wey Tepuy apareceu gritando para se reunir quem fosse ficar lá com o voucher em mãos (entregue pelo Carlos em Ciudad Bolivar). Um maltês (finalmente conheci alguém de Malta) tentava conversar com ele porém como o guia não falava inglês era um deus nos acuda ::lol4:: , cheguei para ajudar e fiquei por ali conversando com ele (me deu algumas ideias quando contou que tomou um chá de cogumelos na selva colombiana, além de falar que Los Roques era legal colocando em duvida se deveria ou não ir) até que nos chamaram e prosseguimos para o acampamento. Prosseguiu eu, Antony (o maltês) e uma família de argentinos a pé. O acampamento é relativamente próximo, chegando por lá falaram que em breve sairíamos para o Salto Angel. Conheci um alemão e mais três russos que já estavam por ali e iriam com a gente, eu já estava achando estranho sair depois do almoço para a Angel Falls, tendo em vista que o tempo de deslocamento é grande e pouco aproveitaríamos o dia por lá, e o alemão só veio a confirmar dizendo que já estavam irritados com aquela demora e que o certo era o acampamento terem levado eles mais cedo. Guardamos as nossas mochilas em um deposito (dizem para deixar o passaporte e essas coisas todas por ali, alguns até dinheiro deixaram pois tem a chance de molhar, eu achei melhor levar), levei somente o básico em uma sacola por não ter nenhuma bolsa menor.

Apos um tempo maior do que o esperado finalmente saímos, a família argentina simplesmente tinha sumido durante um bom tempo ::grr:: , em direção a Angel Falls. O trajeto é muito bonito, com um visual incrível, tendo uma parte em que deixamos o barco e damos uma boa caminhada para poder pegar o mesmo barco do outro lado (creio que seja pelas pedras que tem nesse trecho). Durante o trajeto nos deram um pão com queijo e presunto (o mellhor que já comi, acho que era a fome) e uma bisnaga com uma bala no final ::hahaha:: , um russo quase caiu do barco derrubado por uma árvore (e conheci um pessoal que o barco virou :o e pelo que entendi a culpa foi do condutor que errou o caminho) e vimos pela primeira vez a maior cachoeira do mundo, simplesmente bela e incrível.

Chegando lá o nosso guia disse que não sabia se daria tempo de chegarmos até onde se encerrava a queda do Salto Angel, a galera ficou muito ::grr:: e eu também, afinal queria e muito subir até lá. Levamos as nossas coisas com a gente mesmo e começamos a subir sem nem passar pelo acampamento ... partimos eu, o maltês, os russos e o alemão deixando para tras o guia e a família de argentinos. Colocamos na cabeça que chegaríamos até o final custe o que custar ::hahaha:: . Pelo caminho só tinha gente descendo, encontrei Frank, o francês que subiu o Monte Roraima, e ele disse que nem na metade ainda estavamos :shock: . Apos um bom tempo e um pique bom, chegamos. O visual meio nublado no tapume e a água no seu final já chegava evaporando ... para mim foi fenomenal e incrível, porém a galera achou que de longe era mais bonita, e realmente era em grande parte também por estar nublado :cry: . Decidimos ainda entrar na água (onde a queda se encerra), que valeu MUUUUITO a pena, apesar da água fria a sensação boa demais e com um visual massa, só se deve ter cuidado para não deixar a correnteza te levar e se quebrar todo nas pedras.

Quando vimos já estava escurecendo, saímos rapidamente da água e começamos a descer (nem o guia, nem a família chegou até então), ainda tinhamos um pouco de visibilidade sem as lanternas (somente o maltês que tinha), depois de uns 20 minutos descendo encontramos o guia, nesse meio tempo a visibilidade tinha diminuído bastante, ele não falou nada até por que o maltês tava nervoso demais e falava que era um absurdo que para conhecer ali tivemos que subir igual desesperados e sair ao anoitecer, dizendo que tinha vista ruim de um olho e que no escuro então tava foda, que aquela lanterninha ia ajudar pouquíssimo (falava em inglês, mas o guia percebeu que ele tava puto e xingando até a mãe ::lol4:: ). Mas como tudo que tá ruim pode piorar ... começou a cair um temporal ::lol4:: , tirei a minha calça e minha blusa de frio enrolei na minha sacola para não molhar o meu celular, camera, passaporte, dinheiro e a outra muda de roupa ::lol3:: e fiquei só de sunga mesmo. O maltês começou a xingar ainda mais (ele era bibliotecário, acho que por isso sabia xingamentos em tantas línguas ::lol3:: ), até que encontramos a família argentina que estava no meio do caminho com uma lanterninha que o guia tinha deixado com eles, estava tudo lamacento, já estava até descalço e a chuva continuava forte.

O guia foi na frente com uma das crianças no colo, seguida pela mãe, o pai puxando o outro filho, os russos, o alemão, eu e o maltês, para assim todos terem pelo menos um feixe de luz e não nos matarmos, tomando um tombo incrível. Voltei até a sentir um pouco de dor no joelho afetado pelo Monte Roraima, mas nada demais. O pai do garoto puxava o menino tanto que acabou caindo em uma lama com tudo, a criança machucou o pé e ele teve que levar no colo. Parecia que nunca chegávamos ao nosso destino, até que apos algumas horas chegamos ao ar livre e próximos ao nosso acampamento, passamos próximo de uns 2 antes e todos nos olhando pensando que galera doida, eu também só de sunga com tudo enrolado na sacola não ajudava e geral encharcado.

Os pais argentinos falando entre si, acho que eles pensaram que ninguém ali falava bem o espanhol, estavam falando um monte da gente por termos subidos, que botou todos em perigo e tal. Traduzi isso para o maltês, ele ficou transtornado, falando que era um absurdo a família ter tentado subir com as crianças e mais ainda terem nos levado aquele dia para a angel falls, quando o combinado era ir amanhã. Eu particularmente adorei ter sido a noite, poucos devem ter tido essa "oportunidade", foi bem diferente e "radical" ::hahaha:: .

Chegamos ao nosso acampamento por volta das 21:00, o guia falou que a janta ficaria próxima em breve e que sairíamos cedo de volta para Canaima. Mas, o maltês queria ficar mais um dia, pois achou absurdo o que eles fizeram (e realmente foi, tanto por parte do guia, da família e da gerência do acampamento) e que queria conhecer a queda com mais tempo. Foi ai que descobrimos também por que ocorreu daquele jeito ... a família argentina comprou apenas 2 dias por ali ... e por isso fomos no mesmo dia e esperamos em Canaima por uma hora para eles aparecerem.

Jantamos frango, arroz, alface e tomate, tomamos coca e ficamos conversando e vendo se a chuva tinha estragado alguma coisa nossa... a câmera do maltês deu problema ::lol4:: , imagina se ele tava feliz :?:lol: . Pediu para eu fazer uma tradução pro guia e pra família argentina :o , eu estava tranquilo, tinha gostado da emoção e desbravar a mata anoite, mas ele ... Para o guia ele disse: O que você fez é uma piada, profissionalismo é 0, quando chegar quero falar com o dono, e sinceramente você é um piadista por ter deixado a família tentar subir sabendo que estava anoitecendo, as crianças não tinham condições de subir, nem mesmo de dia. Para a família: Vocês são pais irresponsaveis, como tentam subir com essas crianças, além de terem atrasado em uma hora nossa saída de lá, querem nos culpar, subimos na frente exatamente por saber que naquele passo de vocês nunca iriamos chegar e nem ver o nosso objetivo. E fomos dormir nas nossas respectivas redes... Nessa noite achei que aconteceria um homicídio ::hahaha::

 

Gastos

Taxa Aeroporto - 50 Bs

Taxa Canaima - 200 Bs

 

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