Ir para conteúdo
View in the app

A better way to browse. Learn more.

Mochileiros.com

A full-screen app on your home screen with push notifications, badges and more.

To install this app on iOS and iPadOS
  1. Tap the Share icon in Safari
  2. Scroll the menu and tap Add to Home Screen.
  3. Tap Add in the top-right corner.
To install this app on Android
  1. Tap the 3-dot menu (⋮) in the top-right corner of the browser.
  2. Tap Add to Home screen or Install app.
  3. Confirm by tapping Install.

Olá viajante!

Bora viajar?

Bolívia,Chile & Peru: 27 dias na estrada (Julho de 2014)

Postado
  • Membros

Comecei a escrever esse relato no momento mais triste da viagem: o inevitável fim. Como diz o velho ditado, "Tudo que é bom dura pouco"...

 

É incrível como 27 viajando mexeram tanto comigo e o quanto aprendi com os vários perrengues, amigos e amigas que acabaram tornando meu mochilão tao inesquecível.

 

Espero conseguir inspirar aventureiros e apaixonados por viagens com esse pequeno resumo de como foi minha experiência pela América do sul. Que esse relato seja a gota d' água e um bom livro de dicas para ajudar em sua viagem.

 

10483226_667785326640417_5547722392196442244_n.jpg

Cotação (1 dólar)

 

= BOL6.85 ~ BOL6.95 - BOLIVIANOS

= S/. 2.70 ~ S/.2.78 - NOVO SOL

= C/. 550.0 - PESO CHILENO

 

 

Momento aguenta coração, preparando para a viagem

 

Minha trip pela Bolívia, Chile e Peru foi realizado em Julho de 2014, mas já estava sendo planejada desde os 13 anos de idade, quando era apenas um garoto sonhando em desvendar os segredos de Machu Picchu. Eu cresci num meio onde tive a honra de conhecer pessoas que me inspiravam com suas histórias de viagens, como um professor que tive que viajou por 5 países da América do Sul em apenas um mês. Também desde cedo assistia documentários e ficava cada vez mais inspirado em realizar essa incrível jornada.

 

O planejamento mesmo começou no meio de 2013, porque inicialmente a viagem deveria acontecer em Janeiro de 2014, mas ocorreram imprevistos que me fizeram adiar a viagem para o meio do ano.

 

Simplesmente devo 90% ou mais da informação que adquiri ao mochileiros.com, que foi onde pude vivenciar através de vários relatos a grande aventura que seria esse mochilão. Também consegui bastante informação no livro Guia do Viajante Independente: América do Sul, o qual recomendo bastante. DICA: Muita gente me chamou de doido quando disse que resolvi ir sozinho para a viagem e diziam que não teriam coragem de fazer algo assim, mas a minha dica pra quem deseja ter essa coragem ou já tem de sobra é: adquira informação! O que fez minha viagem ser perfeita no meu ponto de vista foram as dicas que obtive lendo os relatos do fórum, folheando o guia do viajante e também vendo documentários sobre os lugares que queria visitar. Sempre que acontecia um imprevisto o que me salvava era ter um plano B, e isso só acontecia porque eu tinha bastante informação sobre os vários locais por onde passei.

 

Para aqueles que ficam receosos em viajar sem ninguém como companhia posso garantir: vocês irão sozinhos mas só ficarão sem companhia se quiserem. Eu fui só mas em nenhuma parte da viagem fiquei sozinho, muito pelo contrário, acabei conhecendo pessoas maravilhosas que foram as responsáveis pelo 100% de aproveitamento da viagem.

 

O que levar

 

Levei para a viagem 1400 dólares, que foram mais que suficientes. Tenho certeza que é possível gastar até menos. Eu demorei a aprender como economizar bem na viagem mas até que para um aprendiz de mochileiro economizei bastante :mrgreen: Eu salvei muita grana mas em algumas partes da viagem isso não foi possível e por isso acabei gastando um pouco mais do que esperava e também comprei uma mochila em La Paz, porque a de ataque tinha estragado na trilha Inca. Foi bem barato mas não igual eu pensava que seria ao ler outros relatos.

 

Roupas e equipamentos que levei na viagem

 

  • 2 calças jeans
    5 camisas de algodão
    2 camisas dry fit
    1 calça de moleton
    1 calça tectel
    3 bermudas
    muita cueca e meia
    1 corta vento bem acolchoado
    1 fleece
    1 blusa de lã
    cachecol
    gorro
    luva
    boné
    2 toalhas
    lanterna
    hawaianas
    repelente
    óculos de sol
    Remédios e produtos de higiene
    câmera
    RG e cópia autenticada
    Certificado de Vacinação contra Febre Amarela
    Guias e dicas de viagem impressos

 

1º Dia (02/07)

 

Como disse anteriormente, já estava sonhando com essa viagem a muitos anos, então a ansiedade para chegar logo na Bolívia era imensa. Peguei um voo em Belo Horizonte que tinha escala em São Paulo. Lá conheci Bruna, que foi minha companhia por alguns dias da viagem.

 

Chegamos em Campo Grande a noite e de lá fomos direto para a rodoviária, que era a única na cidade, e por isso fácil de ser encontrada. Já na rodoviária, descobrimos que teríamos que esperar até 2h da manhã, pois esse era o horário do primeiro ônibus que tinha como destino a cidade de Puerto Quijarro, onde se encontra a fronteira do Brasil com a Bolívia. DICA: Não compre passagem para Corumbá, além de ser mais caro, o ônibus não para na fronteira e sim em Corumbá, onde terá que ter um gasto maior por causa do taxi até a fronteira. Peça o vendedor do guichê da empresa Andorinha passagem para a fronteira com a Bolívia.

 

Nesse dia gastei R$180 com a passagem aérea, R$ 40 com o taxi do aeroporto até a rodoviária e R$ 80 com o ônibus para a fronteira.

 

2º Dia (03/07)

 

10152015_665017953583821_988559165916318996_n.jpg?oh=0882e1a352c9375a66629b03f902c116&oe=544711FB&__gda__=1412847712_71b0fce539be242a439ab626ddd53305

 

Depois de viagem em um ônibus cheio de bolivianos, percebi que realmente estava começando a aventura. Cheguei em Puerto Quijarro de manhã e fiquei surpreso quando avistei da janela do ônibus uma agência da TAM (transporte aéreo boliviano), porque precisava comprar a passagem de avião de Santa Cruz para Sucre, que muitos me disseram ser um trecho bem precário e que a viagem de ônibus é um verdadeiro pesadelo. Paguei um pouco caro na passagem porque não queria correr o risco de não conseguir comprar a passagem na hora. Foi $58 mas é possível comprar também pela internet pelas empresas BOA (http://www.boa.bo/bolivia/inicio) e Amaszonas (http://www.amaszonas.com/). Se a compra for pela internet é preciso também apresentar no aeroporto o cartão com o qual o pagamento foi efetuado.

 

Depois de comprar a passagem e trocar alguns dólares tive que ir na divisão de migração brasileira para adquirir o documento com a data de saída do país. Foi bem rápido, diferente da migração boliviana que me fez esperar mais de 2h na fila com o sol forte que tem naquela região. DICA: Troque pouco dinheiro em Puerto Quijarro, a cotação não é tão favorável. Acho que isso é um padrão existente em todas as fronteiras que passei durante a viagem.

 

Logo depois peguei um taxi para a estação ferroviária (onde compra a passagem para o trem da morte) e em frente aproveitamos para comer um pollo picante (que de picante só tinha o nome ::hãã2:: ).

 

10486009_665017980250485_6227087221346298088_n.jpg

 

Já era mais de meio-dia e o trem saia as 14:30, o Super Pullman. Por isso fui logo comprar a passagem. Foi nessa hora que ocorreu um dos maiores perrengues da viagem, que realmente virou uma história muito engraçada mas que quase ninguém acreditava quando eu contava. Eu estava todo feliz porque não havia achado tão ruim a culinária boliviana que era tão criticada por muitos. O problema é que essa felicidade durou pouco, porque ao tentar comprar o ticket do trem fui atendido por um funcionário muito mau-educado, aquele famoso tipo que está trabalhando no lugar errado, porque realmente não sabe lidar com pessoas. Eu só ficava cada vez mais irritado porque eu nem conseguia falar direito e o imbecil só sabia gritar que não haviam mais passagens enquanto não me deixava nem responder. Pelo visto ele tratava todos dessa forma e isso descobri ao falar com umas garotas americanas que não entendiam o motivo do nervosismo do vendedor.

 

Nessa hora fiquei bastante revoltado pelo tratamento daquele sujeito mas nesses momentos o melhor é sentar, relaxar e pensar numa solução para o problema. Infelizmente esse não seria o único mau-humorado da viagem então se preparem para enfrentar esse tipo de problema... Foi então que lembrei de ter lido em um relato que alguns cambistas também vendiam a passagem, nisso olhei para a janela da sala e vi alguns homens na porta da estação. Desci correndo os degraus e depois de conversar com um deles tive a confirmação de que seria possível conseguir as nossas passagens, mas para isso seria necessário um pouco de gorjeta (muito comum na Bolívia). Então concordei com ele, dizendo que pagaria a mais se fosse necessário porque caso contrário não conseguiria pegar o trem. Tinha a outra opção: o ônibus. Mas dessa forma eu não poderia saber como era a viagem pelo famoso Trem da Morte.

 

Após muita espera o problema foi resolvido. Para minha surpresa veio um dos guardas do trem conversar comigo e o sujeito tinha muita cara de malandro. Parece que eles possuem as últimas passagens do trem e vendem mais caro para os bobos que igual eu deixam para comprar de última hora. É surpreendente mas os guardas também ganham propina nessa jogada... ::hein:

 

Saiu BOL100 (BOL70 da passagem e BOL30 de propina). DICA: Compre a passagem de manhã se possível para não correr o risco de passar pelo que passei.

 

Finalmente estava iniciando a viagem pelo famoso trem. Antes de embarcar ainda tive que dar mais propina para outro guarda que veio numa naturalidade incrível estender suas mãos para mim pedindo alguns bolivianos. Ainda estava no início da viagem então nem me importei muito. Dei uns 5 bolivianos para ele, mas acho que se isso fosse no final da viagem a história seria diferente. Porque já estava de saco cheio dessas cobranças sujas que acontecem principalmente na Bolívia.

 

A primeira vista o trem era um veículo bem confortável, nada comparado com as lendas que meu professor contava de suas viagens na década de 90. O trem realmente havia melhorado muito nos últimos anos. ::otemo::

 

Algumas horas depois da partida do trem, comecei a me lembrar dos relatos que havia lido aqui no fórum. Era igual a galera falava! Várias cholas entrando e saindo dos vagões, gritando e carregando milhos, carnes em saquinhos de sacolé, chás, frutas, tudo que é possível imaginar. Foi um pouco divertido ter essa experiência porque só nesse momento a ficha caiu e percebi que a viagem havia finalmente começado...

 

No trem foi um pouco difícil dormir. Quando não era uma vendedora quase derramando comida em mim era o guarda pilantra batendo no meu ombro perguntando algo sobre os times do Brasil num espanhol que era mais difícil de entender do que o quéchua... ::mmm: O que ajudou a passar o tempo foi um casal de argentinos muito gente boa que conheci na viagem. Eles estavam realizando o sonho de conhecer toda a América e eu me sentia cada vez mais inspirado a seguir seu caminho depois de escutar a história de todos os lugares maravilhosos por onde eles haviam passado.

 

No trem também há um vagão que é um tipo de restaurante, eles servem refeições a noite, geralmente pollo (frango, que foi o prato mais pedido da viagem). Comi um sanduba que realmente foi a pior comida de toda a viagem. Até o milho com queijo que iria comer mais adiante na viagem, quando estava desesperado com fome, foi mais bem-vindo.

 

3º Dia (04/07)

 

Por incrível que pareça, acordei bem nesse dia. Mesmo depois da noite anterior com várias mini-cholas chorando a noite inteira... ::essa::

 

O trem chegou na estação de Santa Cruz umas 7h da manhã. Despedi do casal argentino e ambos desejamos boa viagem um para o outro. Depois disso, peguei um taxi para o Centro de Santa Cruz. A cidade realmente não é muito turística, então só dei uma volta pelo centro até dar a hora do avião, que era pra sair as 11h.

 

Chegando no aeroporto conheci outro costume da Bolívia: os atrasos comuns. Já havia lido que era normal isso mas não pensei que era tanto. O voo era pra sair as 11h e só sair 14:30. O jeito então foi esperar. Aproveitei para comer novamente o pollo picante( esse era picante mesmo! ::xiu:: ) e descansar até a hora do voo.

 

Na hora do embarque me pediram somente o RG. O certificado de vacinação nunca foi pedido na viagem (mas não é bom correr o risco de ir sem porque conheci pessoas que precisaram apresentar esse documento). DICA: Guarde bem também os documentos de migração, sempre vão te pedir isso. Até em alguns hostels, como o Wild Rover, eles são necessários.

 

10530810_665018223583794_6756395856446742456_n.jpg

 

Chegar em Sucre foi tranquilo, o voo foi muito rápido e tinha até um bom lanche a bordo. Mesmo sendo um pouco mais caro recomendo viajar pela TAM.

 

Diferente do avião, o ônibus que faz o trajeto de Santa Cruz para Sucre é um verdadeiro pesadelo. Nas palavras de Alex, um amigo que fez o trajeto de ônibus: " A viagem é um verdadeiro desastre, entrava areia na merda do ônibus, havia buracos na estrada inteira e como se isso não fosse o bastante colocaram até um filme de terror no ônibus tão alto que não deixava ninguém dormir, até uma senhora brigar com o rapaz para tirar o dvd." ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

Quando cheguei no aeroporto de Sucre já pude notar a diferença em relação a Santa Cruz. Estava saindo quando fui abordado por uma funcionária da polícia turística que me deu um ótimo mapa com dicas e informações sobre as atrações da cidade. A mulher foi tão prestativa que até me indicou uma mini-van barata que levava ao centro de Sucre e esperou ao meu lado o veículo chegar.

 

Paramos na Plaza principal da cidade e pegamos menos de R$0.50 no transporte público sucreño. Depois fui procurar os hostels que eram citados no guia que eu ganhei. Paguei BOL40 num que era muito bem localizado e confortável, mas era com banheiro compartilhado. Depois de deixar as coisas no hostel fui ver o jogo do Brasil contra a Colômbia num Pub da cidade e percebi que a gringaiada mesmo com a vitória do Brasil não achava que o time iria mais longe na Copa. E como sabemos acabaram tendo razão no fim das contas...

 

10489688_665018283583788_8981063747274982453_n.jpg?oh=6bad4e179efce8cc5e1c2cff4848f831&oe=544DE0AA

 

A noite já estava cansado de tantas horas viajando mas mesmo assim queria conhecer a vida noturna de Sucre, então procurei alguns lugares recomendados nos documentos que havia trago e foi então que descobri o Joy Ride Pub. Resolvi conhecer o lugar, fica na Calle Nicolas Ortiz 26, perto da praça central. Essa foi a melhor escolha que eu podia ter feito naquela noite. O lugar é incrível. No primeiro andar ficam algumas mesas num ambiente com um som mais leve, próprio para casais que queiram uma noite tranquila. Já no último andar fica o Pub com um clima de balada. As músicas eram excelente e a galera bem animada. Nesse lugar foi onde provei a famosa Sucreña, cerveja típica da região. Entre as cervejas bolivianas essa foi uma das melhores que tive a oportunidade de provar. :mrgreen:

 

10387405_665018350250448_6634225947662289035_n.jpg

 

10377356_665018370250446_1536966011321906732_n.jpg

 

10501635_665018450250438_4137559067261588101_n.jpg

 

4º Dia (05/07)

Depois de uma noite bem dormida no hostel que infelizmente esqueci o nome, fui desayunar e depois conhecer melhor Sucre. A cidade realmente merece o título de La Ciudad Blanca. Achei Sucre bem mais atraente do que todas as outras cidades da Bolívia. Até o trânsito era organizado. Ouvi um morador dizendo que Sucre era a melhor cidade da Bolívia para se viver. Talvez ele não esteja errado...

 

10489815_667784416640508_6240124160897881692_n.jpg

 

Depois de ter uma visão geral da cidade, caminhei até o cemitério, que é famoso por ser o local de descanso de vários personagens da história do país. A caminhada foi cansativa porque Sucre já se encontra a mais de 3000m acima do nível do mar, e para alguém acostumado a caminhar somente nas ruas do Rio de Janeiro, subir as ladeiras de Sucre não foi nada fácil, mas ao mesmo tempo foi bom para acostumar com a altitude das cidades andinas.

 

10303870_665018640250419_5253992659646691284_n.jpg?oh=a30bd1664cb6fc9a5e8798c40f70e8cc&oe=544C122E

 

No cemitério ficam várias pessoas oferecendo para ser guias em troca de alguns bolivianos. Eu não paguei mas arrependi depois, acho que vale a pena gastar uns trocados para entender melhor o local. O incrível é o tratamento diferenciado que até depois de mortos algumas pessoas recebem. Havia desde personagens famosos enterrados em criptas com ornamentos dourados, até pessoas comuns lutando por 1m² em partes estreitas do local. Resumindo, o passeio é mais histórico mas vale a pena pela beleza do lugar.

 

Após sair do cemitério peguei uma mini-van por alguns poucos centavos, que tinha como destino o Castillo de la Glorieta, que não é tão famoso entre os turistas mas descobri lendo um relato e também pela bela foto do local que estava estampada no guia que a policial havia me dado.

 

10445475_665018746917075_112777870678184249_n.jpg

 

A viagem do cento até o castelo dura uns 20-30min. Chegando lá fiquei surpreso com a beleza do lugar. Realmente a foto era compatível com o castelo de perto, diferente dos MCdonalds que sempre enganam com aquelas fotos... Paguei BOL20 para entrar, com direito ao tour guiado e fotos. Segundo o que entendi o castelo havia sido construído no século 19, a pedido de um dos homens mais ricos da Bolívia. Tratava-se de um dos acionistas das minas de Potosi, que foi um filantropo da época que abrigou vários órfãos numa região do castelo. Também teve importância internacional. Isso é mostrado nos quadros onde o homem era retratado na presença de nobres espanhóis e até junto ao papa. Para construir o local foram chamados arquitetos e outros profissionais da Europa, e por isso o lugar apresenta traços de vários tipos de arquiteturas.

 

10514522_665018783583738_8730138755191653914_n.jpg?oh=188b78acd2b57cf000fc0db747e89df5&oe=54581D4C

 

10479560_665018800250403_6111139413974413207_n.jpg

 

10442421_665018970250386_7809867688500313117_n.jpg

 

10411785_665019000250383_4655449017471838809_n.jpg?oh=496b06ccea8c25c0ade05fc239e30990&oe=543E2E92&__gda__=1413508724_ed1d00a5269281d30741478b03aff7fa

 

O tour é para quem gosta de história e de observar belas paisagens e construções. Eu recomendo bastante. ::otemo::

 

Depois da visita, voltei para o centro da cidade e passei rapidamente por um museu porque tinha que fazer check-out no hostel. Chama-se Casa de la Liberdad. Recomendo também, pena que não pude ficar muito tempo.

 

Depois de almoçar finalmente um prato que não tivesse pollo no nome peguei outra mini-van em direção ao terminal de buses local. DICA: Não existe rodoviária, e sim terminal de buses. Comprei passagem direto para Uyuni, pois queria chegar rápido na cidade para descansar de no outro dia já começar o passeio pelo Salar. Também pelo que vi em Potosi a única atração é a Mina de Potosi, e na minha visão esse não é um tour muito atrativo. Mas existem pessoas que se interessam em ficar apenas observando a dura realidade dos trabalhadores das minas. São visões diferentes, cada pessoa enxerga o passeio de uma forma, o que recomendo é buscar informações, fotos e vídeos para ver se lhe interessa ou não...

 

No terminal conheci dois baianos que tiveram um papel importantíssimo na viagem. Diego, um dos caras mais animados e engraçados que tive a honra de conhecer, e Yuri, outro que carregava a alegria que só quem foi na Bahia pode me entender. Além disso foi Yuri também o responsável pelas inúmeras fotos perfeitas que tirei no tour pelo Salar de Uyuni e suas belas lagunas.

 

Combinamos de viajar juntos porque eles também não se interessavam pelo passeio de Potosi.DICA: Se for possível tente fechar o passeio em grupo, pois assim é possível pedir um bom desconto.

Quando chegamos no ônibus ficamos conversando até o sono chegar. Nessa hora olhei para trás e reparei um rapaz que parecia estar fantasiado de cholo de tanto aparato boliviano que usava. Mas não parecia ser da região. Engraçado foi que essa grande figura seria mais pra frente um dos grandes protagonistas da aventura que foi minha viagem.

 

A passagem foi BOL60. De Sucre a Potosi foi tranquilo, não achei a estrada tão ruim. O problema foi quando chegamos a Potosi porque estava muito frio e eu não estava bem agasalhado pois quando peguei o ônibus em Sucre eram umas 16h e estava calor ainda. DICA: Sempre tenha uma blusa de frio fácil na bolsa de ataque, o clima na Bolívia e Peru varia muito.

Antes de chegarmos em Potosi, foi estranho porque eu não parava de ter a sensação de que tudo que eu falava o pseudo-cholo entendia. Foi então que o safado revelou que era brasileiro. Esse era Alex, mais um que ingressava na turma. O rapaz era tão doido que não tinha lido nada sobre Uyuni e acabou viajando com pouca roupa de frio mas não aguentou e teve que comprar a fantasia completa de cholo para não congelar naquela região. Esse foi o brother que deu o mini-relato de terror de como é a assustadora viagem de ônibus de Santa Cruz a Uyuni. E também como disse, foi o grande protagonista da viagem porque foi minha companhia durante 90% do trajeto. Sua amizade e companheirismo foram o que fizeram cada momento mochilando ser inesquecível. Como um outro amigo, Raoni, que conheci no fim da viagem dizia: " Num mochilão o que você leva são as amizades que faz com as pessoas que passam pelo seu caminho, os momentos e os perrengues"... Isso é a mais pura verdade.

 

A parada em Potosi foi rápida, só deu tempo de ir ao banheiro e entrar no ônibus para Uyuni. Agora que a coisa complicou. Foi uma viagem que cada hora parecia semanas porque fomos nos últimos bancos e esse trecho da viagem era horrível. Curva para lá e para cá, buracos em todo canto e o motorista ainda por cima estava doidão, foi a viagem inteira mascando folha de coca e tivemos até uma parada de 15min para o maluco por incrível que pareça tomar umas biritas antes de pegar no volante. Aproveitamos também para tomar um café que parecia mais água com pó, que mesmo sendo horrível pelo menos ajudou a esquentar o corpo. O pior também era o frio e a dor de cabeça que ia ficando cada vez pior. Talvez porque estávamos chegando a uma altitude de mais de 4000m... ::Cold:: Nessa hora o que recomendo é relaxar. Não adianta reclamar, tem que torcer para dar tudo certo e ver o lado bom até no café ruim que se toma no meio da estrada. :mrgreen:

 

E eu que pensava que a noite não podia piorar... Chegamos em Uyuni 1h da manhã. Realmente pensei que havia sido um milagre depois de ver o estado do motorista. O frio era insuportável, foi o tempo de pegar as mochilas e correr pro hostel. A vantagem foi que o guia de viagem que levei recomendava esse lugar que era do lado de onde os ônibus param. Pagamos BOL40 e pagaríamos o dobro com certeza só para encontrar um lugar protegido do frio o mais rápido possível. O nome do hostel é El Salvador.

 

::Cold::::Cold::::Cold::

Editado por Visitante

  • Respostas 94
  • Visualizações 18k
  • Criado
  • Última resposta

Usuários Mais Ativos no Tópico

Featured Replies

Postado
  • Autor
  • Membros

11° Dia

 

Chegava agora, para a tristeza geral, o último dia na maravilhosa cidade de Arequipa. Dormimos bem sem a preocupação de acordar cedo. Já era um pouco tarde então fizemos o check-out no hostel e saímos para comer. Mais uma vez o prato do dia salvou o nosso bolso, o problema foi o prato de entrada, chamado de cheviche, que é uma espécie de comida japonesa pois consiste em pedaços de peixe cru bem temperados acompanhado de algumas verduras e um amendoim típico da região. Eu não sou fã de peixe frito muito e menos cru então acabei comendo apenas porque estava faminto :( Mas tirando isso o prato principal não era tão ruim. Dica:Toda refeição no Peru e na Bolívia vem com um prato de entrada, geralmente sopa, que se a pessoa não quiser pode negociar e pedir um preço menor para comer apenas o prato principal.

 

Depois de almoçar ficamos conversando para saber onde compraríamos a passagem do ônibus. infelizmente Diego e Yuri iriam tomar rumos diferentes dessa vez. Eu já sabia que isso ia acontecer, mas a ideia de ter que dizer adeus àqueles que foram grandes companheiros e amigos durante a viagem não foi nada agradável. Esquecemos isso por alguns instantes e fomos até a praça. Lá pesquisamos o preço comprando pelas agências mas estavam abusivos os valores e por isso decidimos ir até o terminal de buses comprar lá mesmo. Sinceramente essa foi a melhor decisão que tomamos. Economizamos um bom dinheiro assim.

 

Depois de resolver o problema do transporte resolvemos andar pela cidade um pouco. Eu e Alex decidimos ir ao famoso Museu Santuários Andinos, que na minha opinião é imperdível para quem quer se aprofundar na história dos antigos Incas. Nos custou 20 soles mas com direito a visita guiada. Primeiro assistimos a um documentário sobre a descoberta das múmias de crianças incas que eram sacrificadas no alto dos montes nevados como resposta a um tipo de cataclisma que representasse um suposto mau humor dos deuses. É importante dizer que os incas faziam sacrifícios sim, mas o humano só ocorria em ocasiões extremas. Incrível era a resistência daquele povo porque eles caminhavam por lugares gelados usando apenas sapatilhas de madeira e panos simples. Eles nos mostram que para mochilar pelo Peru não é preciso investir 1000 reais numa roupa de frio...Depois do filme o guia chegou e começamos o passeio. O lugar é simplesmente sensacional, é possível observar objetos e vestimentas daquele povo, peças de artesanato e até a famosa menina congelada: Juanita, a mais famosa de todo o Peru, que se encontra muito bem preservada. Dica: Leve blusa de frio pois dentro do museu é muito frio devido ao ar condicionado que é utilizado para garantir a preservação da menina. ::Cold::

 

A visita tem duração de 1 hora e é para quem gosta de história. Caso contrário pode ser que o tour não seja tão legal quanto foi para mim...

 

Depois do museu voltamos para a praça principal de Arequipa que literalmente é a mais bela do Peru. Ficamos rodando sem pressa e compramos um sorvete muito bom que é vendido numa loja perto. Sentamos um pouco para descansar e mais tarde voltamos para o hostel.

 

Chegamos no Wild Rover e lá ficamos conversando com uns chilenos malucos que havíamos conhecido na festa passada. Um deles já conhecia a Bahia e toda hora ficava gritando Bahia! Bahia! num portunhol muito engraçado que foi motivo de riso principalmente para Diego e Yuri. É cada maluco que conhecemos na viagem... Cada um mais engraçado que o outro ::lol4::

 

A noite foi chegando e infelizmente era hora de dizer adeus àquele lugar de tanta festa e alegria e também àquela cidade maravilhosa. Nos despedimos dos amigos que havíamos feito e das "gostosas" que nos trataram tão bem e animaram muito as festas do Pub. Lembrando que esse nome tem outro sentido, esse foi o apelido que elas ganharam na festa por acharem engraçado o significado da palavra. ::hãã2::

 

Saí do hostel com a promessa de que um dia voltaria e com certeza cumprirei um dia...

 

Chegando na rodoviária novamente tive que passar por outro momento daqueles. Agora era a hora da despedida dos brothers da Bahia, que foram responsáveis por muitos momentos felizes e tambem grandes amigos nessa aventura. Eles iriam direto para Cusco pois tinham menos dias de viagem e também já reservado a subida a Huyana Picchu. Eu sempre tive o sonho de conhecer as Linhas de Nasca e por Isso iria para Cusco somente depois. Depois dos minutos infelizes desejamos boa viagem um para o outro e tomamos nosso caminho rumo à próxima atração da viagem.

 

Como disse antes, o legal de mochilar não é só conhecer lugares bonitos e realizar sonhos de infância mas também ver como o mundo é cheio de pessoas maravilhosas que sempre tem algo de bom a oferecer. Agradeço muito a meus brothers Diego e Yuri por terem feito parte da minha viagem. Como já dizia um primo meu e o grande Vinícius: "A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida"...

Postado
  • Autor
  • Membros

12º Dia

 

Como havia dito antes, nós economizamos bastante na viagem para Nazca, fomos a noite e segundo a vendedora, o ônibus só chegaria na cidade umas 7 horas da manhã. Então o plano era chegar cedo, comer alguma coisa e já olhar algum meio de conhecer o máximo de atrações possíveis sem exagerar nos gastos, porque pelo que eu havia lido Nazca é uma cidade bem cara.

 

Estava sem sono naquela noite e por isso resolvi tomar um dramin para ver se eu conseguia descansar. Não conseguia esquecer as festas do Wild Rover e toda hora ficava olhando a câmera e relembrando as farras que fizemos naquele local e isso mais tarde seria um dos meus maiores arrependimentos...

 

O ônibus era até bom, reclinava bem a cadeira e ainda oferecia janta, que foi muito bem vinda naquela noite. O problema foi que a alegria durou pouco. Eu estava dopado, cochilado igual pedra quando fui acordado com gritos dizendo que já havíamos chegado em Nazca e que quem iria ficar na cidade deveria descer imediatamente. Não sei como, mas levantei rápido mesmo naquele estado que o dramin tinha me deixado, e quando saímos do ônibus realmente fiquei preocupado. Essa para ser sincero foi a única vez que eu achei que tudo tinha dado errado porque fomos deixados no meio do nada, no asfalto a quilômetros do centro da cidade e para piorar, eram apenas 5 horas da manhã. Tentei argumentar com o motorista mas ele disse que a empresa dele não entrava na cidade como as outras faziam e infelizmente tivemos que pagar esse preço por querer economizar um pouco mais. Dica: Se for fazer o percurso Arequipa -> Nazca, questione seriamente a empresa de ônibus se ela entra na cidade ou somente deixa os passageiros "próximos" de Nazca. Essas coisas parecem óbvias então esquecemos de perguntar mas cada detalhe é importante numa compra, principalmente se fazer igual eu e procurar uma empresa barata.

 

Como já havia lido sobre muitos imprevistos na viagem de outras pessoas apenas tentei relaxar e pensar que aquilo poderia ser uma boa história um dia, perguntei as únicas pessoas que estava naquele lugar além de nós (duas senhoras que haviam deixado o ônibus) qual era a direção do centro da cidade, e elas nos apontaram mas avisaram que era um pouco longe e quando piscamos os olhos as cholas já haviam sumido na escuridão :shock:

 

Começamos a andar pela estrada procurando algum sinal de vida e eu parecia um zumbi de tão cansado que me sentia. Lembro que andamos bastante e nada de cidade, mas por incrível que pareça, quando não havia quase nenhuma esperança e até estávamos pensando em esperar o dia clarear, veio um carro e buzinou para a gente. Aquela foi a melhor coisa que podia ter acontecido, não sei de onde surgiu aquele homem mas ele era um taxista que ofereceu para nos levar até a cidade por um preço muito baixo. Não pensamos duas vezes e já entramos no carro. Claro que ficamos receosos porque nem carro de taxista ele tinha, mas naquela hora era mais seguro do que ficar sozinho no meio da madrugada.

 

O motorista estava curioso para saber o que havia acontecido e explicamos para ele que a empresa de ônibus havia sacaneado com a gente e nos deixado no meio da estrada e que estávamos caminhando rumo a cidade. Nesse momento ele olhou para nosso rosto e disse: " Para la ciudad???" e começou a rir explicando que estávamos indo no sentido contrário, por isso andamos tanto e não achamos nada. Sem comentário para as cholas ::grr::

 

Chegamos em Nazca e ainda estava escuro e ele nos disse que as agências só abriam em duas horas, e nos ofereceu uma ótima proposta que pechinchando ficou ainda melhor. Ele estava propondo nos levar para todos os lugares: cemitério de Chauchilla, Aquedutos, Linhas de Nazca (vista de cima pelos 2 mirantes) e até um museu por 120 soles. Que dividido entre Eu, Alex e Bruna, sairia por um ótimo preço, algo que com certeza nunca encontraríamos numa agência. Depois daquele pesadelo as coisas estavam melhorando, por enquanto, porque Nazca ainda traria outras surpresas...

 

Seguimos até a praça onde o motorista começou a nos mostrar que era um ótimo guia e lá eu aproveitei para comer um pão com pollo por apenas 1 sol e Alex pediu um suco quente e estranho que só ele gostou ::xiu:: Depois disso seguimos para a primeira atração: os aquedutos. Chegando lá, Nazca acabou me trazendo outra notícia ruim. Para minha infelicidade foi nessa hora que eu descobri que um raio, com toda certeza, cai duas vezes no mesmo lugar. Uma das pessoas que inspiraram minha viagem foi um professor que eu tive e ele acabou tendo uma surpresa em La Paz. Era o último local que ele iria conhecer antes de voltar para o Brasil, depois de ter visitado 5 países e ido da Argentina a Huaraz, no extremo norte do Peru. O problema todo foi que depois de tirar inúmeras fotos e estar cheio de vontade de mostrar todas para sua namorada ele perdeu sua câmera na cidade, e o mais triste é que naquela época não havia pendrive então ele não havia feito backup e acabou tendo que se contentar com apenas as memórias da viagem, que ele detalhava muito bem. Por causa do dramin, quando eu fui dormir no ônibus acabei deixando a câmera cair e lembro do barulho que fez mas não acordei porque estava num sono muito profundo. Assim perdi minha câmera também, mesmo depois de ter prometido a mim mesmo que eu iria ter cuidado para não repetir o erro do meu professor. A vantagem foi que eu fiz backup até chegar em Arequipa mas também acabei perdendo algumas fotos do Wild Rover e suas festas que pelo menos vão ficar guardadas para sempre na minha memória. Fiquei um pouco chateado mas depois foquei meu pensamento em outras coisas e acabei aceitando o que havia acontecido. Simplesmente imprevistos acontecem, saiba lidar com eles ou se não desista da ideia de viajar no estilo mochileiro ::cool:::'> Tenho que agradecer principalmente a meu grande amigo Alex por me garantir as fotos da viagem que foram tiradas com suas ótimas câmeras :mrgreen:

 

Eu sou estudante de Engenharia e apaixonado por História, e por isso já tinha ouvido falar nos Aquedutos e queria muito conhecer aquele feito genuíno dos Incas. O lugar é simplesmente inacreditável, mesmo depois de terremotos, erosão e efeito do vento aqueles aquedutos ainda se encontram em perfeito funcionamento. Isso é visível olhando a paisagem ao redor do lugar e a mais afastada. No meio de um deserto, com a ajuda das águas que são provenientes das montanhas próximas, os Incas construíram vários canais subterrâneos onde passa água regando a terra e proporcionando alimento para aquele povo. Recomendo bastante colocar no roteiro a visita a esse local.

 

10557475_670440486374901_5226438166846165812_n.jpg

 

10514609_670440499708233_5679345194948409496_n.jpg?oh=e2845f508255cbf356c1afa70c3d85bc&oe=546E60A4

 

10469685_670440523041564_8325747445752183141_n.jpg?oh=92bf923e5a3fda4b04d415df59bf44a7&oe=5480C74D

 

10387558_670440636374886_6814315962979206578_n.jpg?oh=7e364ac086a78e3d8117ba1522c99bd3&oe=5476FAF9&__gda__=1415611685_eb8a636233bcb1b6a36be0a7725bfdd8

 

Ficamos um tempo nos aquedutos e depois seguimos rumo ao cemitério. O nosso motorista era incrível, entendia bastante de política e era um ótimo guia, cursava Turismo e desejava trabalhar um dia na área. Chegamos no cemitério e pagamos uma taxa de entrada, isso é necessário nos aquedutos também mas não pagamos porque quando chegamos era muito cedo e então não havia funcionário ainda. O cemitério não é da civilização Inca mas sim dos Nazcas, povo que habitava aquela região. Pelo que o guia/motorista nos explicou eles viviram lá por vários milênios mas no confronto com os espanhóis e com medo de ter seu tesouro roubado eles acabaram praticando um suicídio coletivo se enterrando nas próprias casas. As múmias são muito bem preservadas, e é possível até analisar como era a vestimenta naquele período. Depois de entender melhor da história daquele povo seguimos para um pequeno museu dentro do cemitério. Ótimo passeio também, eu achei interessante observar os detalhes de perto daquele povo que tem seus restos mortais muito bem preservados porque naquela região quase não chove e não venta, algo que auxilia nisso.

 

10516590_670440686374881_5574807255356236715_n.jpg?oh=b5b9d1b7ac80bd2ea90c42395f9bea29&oe=547F759E&__gda__=1416913730_aaeb307374105d5126bdfb154e90c7ce

 

10525943_670440829708200_3233977894993821355_n.jpg?oh=4535c36db87ba13c6869eaa94a9a8635&oe=546949B4&__gda__=1415738472_607eb82ca406188f40820eb24d33ce45

 

10245556_670440856374864_6040840772180437044_n.jpg?oh=c1033eb40b25eb82d394cc687e2648f2&oe=546C7447&__gda__=1416883446_6c9b94db574da87a4a9df33ea770c2d4

 

Agora finalmente chegava a hora mais esperada, porque finalmente iríamos conhecer as famosas Linhas de Nazca. Por conta do alto preço cobrado para fazer o sobrevoo (em média 100 Dólares), resolvemos ver as linhas pelo mirante. Na verdade por um deles se tem uma visão das linhas mais de perto, e é incrível a sua "simplicidade" mas no outro mirante se pode vê-las de longe (são duas linhas apenas que são visíveis pelo mirante) e foi nessa hora que realizei meu sonho de infância e finalmente pude conhecer aquele lugar tão famoso. Do alto do mirante é possível ver que as figuras são realmente enormes e bem detalhadas. Fazer isso sem possuir nenhuma instrução ou imagem do resultado, visto de cima, realmente não é uma tarefa fácil e por isso não existe teoria concreta sobre o motivo e como foram feitas as linhas.

 

10544783_670440929708190_4478189612721310058_n.jpg

 

10516794_670441033041513_5574439457768491902_n.jpg

 

Ficamos um bom tempo nos dois mirantes, outro lugar que eu voltaria, mas dessa vez com mais cachê para fazer o sobrevoo ::tchann::

 

Voltamos para o carro e nosso motorista nos disse que poderíamos pegar o ônibus para Ica próximo do mirante porque já era caminho e não valia a pena voltar para a cidade. Aquele cara realmente salvou nosso dia, nos levou a um local onde comemos um ótimo pão com chancharrone (não sei se escrevi certo e o nome é esquisito mesmo, mas é carne de leitão ::hãã2:: ). Depois de ficarmos bem alimentados, pagamos o valor combinado e algumas propinas que ele pediu e acabei dando porque tinha gostado do serviço prestado. Ele foi tão gente boa que até esperou o ônibus com a gente e só foi embora quando já estávamos a caminho de Ica.

 

A viagem é rápida, dura umas 2 horas apenas. Chegamos na cidade e realmente fiquei impressionado com o trânsito. A única lei é a do mais forte ou quem entrar primeiro. Andamos bastante pelas ruas procurando passagem para Cusco e acabamos comprando com a empresa Flores, que era a mais barata e uma das únicas que ainda vendiam passagem para o próximo dia. Dica: Se for fazer o trajeto Ica -> Cusco compre passagem com pelo menos um dia de antecedência porque costumam esgotar rápido e não são várias empresas que fazer o trajeto.

 

O objetivo para essa tarde era ir logo para a Casa de Arena, hostel muito recomendado pelos mochileiros. Pegamos o primeiro táxi e fomos para Huacachina. Nos custou cerca de 10 Soles e a viagem é muito rápida, cerca de 15 minutos ou menos. É impressionante como pode existir um oásis maravilhoso como aquele em pleno deserto. Chegamos no hostel e não havíamos feito reserva, mas acabou dando tudo certo e ainda conseguimos fechar um pacote que incluía a hospedagem+Buggy e SandBoard a tarde, e isso nos fez pagar apenas 25 soles para ficar um dia naquele que foi ,sem dúvida, o melhor hostel, em termos de infraestrutura, que ficamos durante a viagem. Alex estava igual uma criança e tinha adorado o lugar. Foi só o tempo de vestir as sungas e já voltamos para pular na pscina. Nesse dia a galera do hostel estava agitada porque seria a final da Copa. Nunca vi tanta gente torcendo para a Argentina... ::dãã2::ãã2::'>

 

10429825_671663036252646_6114622795456584061_n.jpg

 

Ficamos aproveitando nossos momentos de conforto, tomando a bela Cusqueña e ajudando os alemães na mandinga contra a Argentina. Tenho que confessar que aquela sim foi uma partida bem jogada, mesmo tendo como protagonista a rival do futebol brasileiro :mrgreen: O Pub perto da piscina estava lotado, idêntico à sala de estar onde várias outras pessoas estavam vendo também a grande final. Eu queria mais era aproveitar a piscina e as cervejas, que por sinal são excelentes no Peru, principalmente a Cusqueña, e por isso sai antes do jogo acabar para comer algo antes do Buggy chegar e nos levar para as dunas. Dica: Ouvi falar que Sexta e/ou Sábado são os únicos dias que abrem a boate do hostel, então se possível tente chegar em Huacachina em algum desses dias porque a noite não tem muita atividade por lá.

 

Estávamos na porta do hostel quando chegaram os buggys. Eu não tinha me informado muito sobre esse passeio então não tinha muita expectativa ainda, algo que mudou na hora que chegamos nas dunas. É simplesmente inexplicável a adrenalina na hora que o motorista acelera aquela coisa. Quanto mais as meninas israelenses, que nós conhecemos antes, gritavam de medo, mais rápido o nosso buggy acelerava. E o legal era na hora que ele descia pelas dunas porque ai sim vinha a gritaria ::hahaha::::hahaha::::hahaha:: Como eu havia feito Sandboard em San Pedro estava doido para repetir em Huacachina mas fiquei um pouco decepcionado porque lá as pranchas que pegamos eram simples pedaços de madeira comparadas às de San Pedro, mas mesmo assim deu pra divertir bastante e cada descida era melhor que a outra. As dunas de Huacachina, em compensação, são melhores no meu ponto de vista, e inclusive bem maiores. Muitas vezes apenas eu e Alex tínhamos coragem de descer em pé enquanto as outras pessoas desciam deitadas :D

 

10313711_671663046252645_5492660856470983332_n.jpg?oh=8090d9c36cecd6d440789be840cd0d87&oe=54817BA5&__gda__=1416260815_3bf7247a8ffe02c9b47968ed834a59b5

 

10353195_671663059585977_4084230422849580432_n.jpg?oh=dd062a8d0300510ffce56e5818e2df99&oe=54749661&__gda__=1417315773_6aa2747f37d16347269dc0e5a65e270a

 

10514736_671663126252637_7155428810874170604_n.jpg?oh=948e8bd3a56279e31966f0a220689b5e&oe=545D1499&__gda__=1417028129_b4b96fe3b1b39123aa0904dbc460a96c

 

10421102_671663162919300_2528561842575047467_n.jpg?oh=5f094afec6df26c68b5fa780a17f2be6&oe=54669090&__gda__=1415301626_d34544882e8c98a558f6c2a1b6d51f5a

 

 

 

Ficamos até o por do sol na incansável luta mas tinha a vantagem do buggy que nos levava para o topo das dunas e isso facilitava bastante porque não tínhamos que subir toda hora. A vista da cidade a noite, toda iluminada, é muito bonita. Outro ponto alto da viagem foi Huacachina e por isso é um dos lugares que mais recomendo para aqueles que resolverem mochilar pelo Peru. E não se esqueçam de ficar no hostel Casa de Arena, de preferência sexta ou sábado ::otemo::

 

Voltamos ao hostel, tomamos um banho e resolvemos sair para comer alguma coisa. Fechamos um passeio para a próxima manhã com o objetivo de conhecer as Islas Balletas e Reserva Nacional de Paracas e depois procuramos por algumas pizzarias mas o preço estava bem caro. Quando estávamos perdidos na fomos surpreendidos novamente, pois reencontramos Floreane e sua amiga, Norma, duas meninas incríveis que havíamos conhecido no Wild Rover. Esse acontecimento foi muito bom pois foi a desculpa para eu abrir um vinho chileno que estava na minha mochila a dias e para dar um final feliz àquele dia que começou com o pé esquerdo, tomamos o vinho no hostel comendo um X-Tudo (sem pão, só recheio ::xiu:: ) e apreciando a noite fria mas alegre daquele lugar...

Postado
  • Membros

Detalhou tanto sobre o Wild Rover que bateu saudades de quando estive lá. As festas sao mesmo loucas... Pena q lá predomina o inglês, q nao é meu forte, mas vale muito a pena! O de La Paz tb ê bem legal!

Postado
  • Membros

Tenho que dizer que estou amando o seu relato e me animando para fazer quase o mesmo trajeto ano que vem. Perder câmera em viagem é Froyd rs, até hoje não passei por este perrengue.

 

Esperando já pelas próximas aventuras!

Postado
  • Membros

Puts perder a bendita camera é osso mesmo.

 

So pra lembar que a carne de porco se chama Chicharrón hehehehe

Postado
  • Autor
  • Membros

O inglês predomina mesmo, às vezes me sentia na Europa mas tinha muitaa pessoas do Chile também.

Dayane faz sim que é uma experiência maravilhosa, o problema é a saudade no final...

É isso mesmo Renato, nome engraçado da porra viu hahahahaha

Postado
  • Membros

No Wild de Arequipa, no quarto pra 14, só tinha ingleses e alemães. O bom é q eu convefsava com meu irmao e ninguem entendia nada. Ja em La Paz tinha muito israelense, e incrivelmente eles sabiam espanhol. Me explicaram q é pq lá passa Rebeldes e Chiquititas legendado, daí, inclusive, as mulheres falarem melhor q os homens...

Postado
  • Autor
  • Membros

Eu também conheci MUITOO israelense! A maioria do exército, porque pelo que entendi eles servem durante anos e depois ficam um bom tempo viajando...

Postado
  • Autor
  • Membros

13° Dia

 

Como disse antes, em termos de infraestrutura o hostel Casa de Arena é quase imbatível, pagamos 25 soles cada por um quarto triplo com ducha quente e camas super confortáveis, por isso consegui descansar como não havia feito a muios dias. Acordamos e tomamos um banho bem rápido porque no pacote que fechamos com a agência estava incluído uma van que iria nos buscar bem cedo no hostel. Descemos com umas quatro blusas... ::Cold:: Eu estava animado porque pensei que como estávamos ficando cada vez mais próximos da Linha do Equador o frio acabaria e finalmente iria sentir novamente o calor comum no Rio de Janeiro, mas isso foi só ilusão, a noite em Huacachina foi tão fria que a temperatura chegou próxima dos 0º e se não fosse o vinho não iríamos aguentar ficar fora do quarto. Cheguei a conclusão que só iria encontrar lugar quente novamente quando voltasse para o Brasil.

 

A van foi pontual, coisa incomum na viagem, e logo estávamos a caminho da cidade portuária de Pisco, onde iríamos pegar uma lancha para conhecer as Islas Balletas. A viagem não durou muito, mal começamos a cochilar e já estávamos na cidade. Chegando lá fomos para o porto onde tivemos que esperar um pouco até o momento de entrar na embarcação e também pagamos uma taxa de embarque ou algo do tipo. Como fechamos também a visita à Reserva Nacional de Paracas tivemos que pagar uma taxa maior, coisa que não acontece com aqueles que escolhem conhecer apenas a Ilha.

 

Subimos na lancha e fiquei feliz pois o tempo estava a nosso favor. Estava preocupado com isso porque em vários relatos vi pessoas reclamando de chuvas ou tempo nublado que acabaram atrapalhando o passeio, algo que felizmente não aconteceu comigo :mrgreen: Conosco viajou também um guia muito prestativo que nos garantiu um ótimo serviço. A primeira atração do passeio é o Candelabro, um geoglifo desenhado na areia de uma montanha na lateral do oceano. Pelo que entendi essa figura era utilizada para orientação de navegantes mas não se sabe com certeza quem foram os responsáveis pela construção da figura. Alguns dizem que foi a civilização Paracas, que habitou a região a mais de 2 milênios atrás, e outros afirmam que foi construído durante o período da colonização espanhola.

 

10430847_671663456252604_430200591401566824_n.jpg?oh=9c2fcb617f379f27490329dbf08bf332&oe=546AB7DF&__gda__=1415466308_abc593b2b600df0fbf68ec436017dda5

 

Depois de conhecer o geoglifo e sua história seguimos para a famosa Isla Balletas. Chegando lá fiquei surpreso com aquele lugar, a lancha passa por baixo de cavernas e é incrível a paisagem que se forma naquele pequeno rochedo. Eu viajei no inverno, que não é a melhor época para se encontrar alguns animais, como leão marinho por exemplo, mas mesmo assim nunca tinha visto tanto animal disputando um pequeno metro quadrado como ocorria naquele lugar. Se no inverno estava tão cheio, nem consigo imaginar como seria no verão. Na reserva se encontra principalmente pinguins, inclusive algumas espécies que até correm risco de extinção.

 

10420078_671663569585926_9033954220587284637_n.jpg?oh=8dcfae3bb8611872dff9a27f5f27eee3&oe=547F60A6&__gda__=1415509527_22243ab823ffbf431b55c7c45a9352c5

 

10474687_671664119585871_2418551725166510711_n.jpg?oh=12466b0cbe5a4fc2e25d35fca8299982&oe=547692F1&__gda__=1416734765_5c13da62f3831b1f90fdd37722f2c377

 

10524375_671663586252591_1636090244298241813_n.jpg?oh=528693d44d0a37453ade531a20abdcab&oe=5481E40F

 

1979574_671663746252575_7109888819841040817_n.jpg?oh=bb75c4c7e9d8b964d95dde61638cf332&oe=545C4F8F

 

10492312_671663829585900_4502747604569412307_n.jpg?oh=0a15261ea84203bcb1f9a275a906984f&oe=5478269B

 

10553410_671663856252564_614781400379215203_n.jpg?oh=2a207135ce86ae95552d42abddfbda80&oe=547C5F1B

 

10449460_671663926252557_6810236911392507430_n.jpg?oh=0cb8791f3eb263cfa999808ce92537be&oe=547E0180&__gda__=1416142684_9bb7cbfa50a72061e26501277367e593

 

10477090_671663969585886_217664527670815364_n.jpg?oh=400f2aba6a1eaa76bb2245723f0d17e3&oe=54605A9D&__gda__=1415716000_e49a4e0b367134518845313850306037

 

10401407_671663992919217_4108580230194651812_n.jpg?oh=fdd96877d3d09594e598a4fbad323e3b&oe=546A5059

 

Ficamos um bom tempo na ilha, cada um mais admirado com aquele lugar incrível que pelo menos é bem preservado... A volta foi problemática, porque o vento estava forte e isso fazia com que o barco balançasse bastante. Eu já andei muito de barco e nunca havia sentido enjoo mas nessa hora meu estômago embrulhou e nem o dramin adiantava. Acho que foi a combinação do X-Tudo e do vinho que não me caíram muito bem ::xiu:: O jeito foi sentar e respirar fundo para melhorar, mas não adiantou muito...Dica: Recomendo tomar dramin antes do passeio para evitar de ficar enjoado e também levar um corta vento que não seja muito grosso, porque durante o passeio, se o sol cooperar, faz muito calor, mas o vento gelado acaba esfriando o corpo.

 

Quando voltei para terra firme me senti um pouco melhor, mas mesmo assim continuavam as dores na barriga. Na praia perto do porto existem muitos pelicanos que parecem já estarem acostumados com o movimento de pessoas pelo local e por isso eles acabaram sendo motivo de "selfie" para muitos turistas que conseguiam tirar fotos quase do lado da ave :mrgreen:

 

10491260_671664162919200_8697207778087437090_n.jpg?oh=c7fc3324db4e095e4ca536a1e0647802&oe=5463F2D4&__gda__=1417751901_e9c20b227dc925fea8072202f1a7f942

 

Agora era a hora de conhecer a Reserva Nacional de Paracas, não havia encontrado muita informação sobre o local e por isso estava curioso para saber como era. Voltamos para a van e então seguimos, dessa vez por terra firme ::mmm: , para o lugar. O percurso não dura tanto tempo. O nosso guia pela reserva foi muito bom também e nos explicou que aquele lugar antigamente era um oceano e isso é visível olhando para o solo, onde é possível observar várias conchas fossilizadas. Realmente a paisagem daquela região é única, nunca havia visto uma praia maravilhosa como aquela em pleno deserto, que muitas vezes me dava a impressão de ser uma imensidão sem fim...

 

10489935_671664176252532_2505235024160248177_n.jpg?oh=f573327680a75e75b900275969001035&oe=546E7BFB

 

10300954_671664216252528_5898008341895644158_n.jpg?oh=6165b11a9828fbf0ee4a078859b05f66&oe=54797384

 

10461387_671664302919186_527943782505090806_n.jpg?oh=b897aa4c4f8ce2ee4f8abadf7057d1b0&oe=547F0A9C

 

10547580_671664356252514_6917852365229626353_n.jpg?oh=302b8ccf621133b0e76847ceeba3545c&oe=548017D6&__gda__=1415243879_7eb92c1e3479ad89a0eb7852abd86027

 

10502080_671664379585845_3563198251869996220_n.jpg?oh=437a6f5b3b58c8eed411381ec0645cdd&oe=54698451&__gda__=1416535017_7be6fd21840006acb387602642207ba0

 

10522446_671664449585838_916136394043114745_n.jpg?oh=1f25711230988b2189d2425d38045b16&oe=545D31FC&__gda__=1416468673_0d18a5f3f35a1ec7a462d8aad5ec6b1c

 

Durante o passeio fizemos várias paradas para conhecer mirantes e observar o encontro das águas com a praia e depois chegamos num espaço onde havia uma infraestrutura até moderna levando em conta a localização daquele lugar. Muitas pessoas aproveitam para tomar um banho no Pacífico e outras até acampam na beira da praia. Acho que essa seria uma boa experiência para aqueles que estão viajando sem pressa e querendo economizar. Só tem o vento gelado como empecilho mas nada que uma barreira de pedra não resolva. Eu e Alex conhecemos uma brasileira no passeio pela Reserva, chamada Bruna, e resolvemos ir almoçar juntos. Alex estava igual mulher grávida e não parava de falar que queria comer "Trucha", por isso fomos procurar um restaurante e na hora de pedir a refeição ele resolveu mudar para camarão... Eu não sou muito fã de peixe e por isso resolvi optar pelo Pollo, que é a carne mais comum nesses países, Bruna resolveu me acompanhar e por isso pedimos uma refeição para dois. Passaram-se alguns minutos e veio o camarão de Alex, que quase chorou quando viu o tamanho daquilo. Parecia comida japonesa de tão pequenos que eram aqueles poucos pedaços de camarão. O pior foi que ele acabou de almoçar e ficou jogando comida para os pelicanos, então quando veio meu prato haviam vários pássaros ao redor ameaçando mergulhar na minha comida ::hãã2:: Depois chegou a minha refeição e perguntamos onde estava a da Bruna e a cozinheira falou que já estava vindo... O tempo passava e eu já havia acabado de comer e nada da refeição da menina, por isso chamamos a funcionária e por incrível que pareça ela me disse que aquele prato era pra nós dois dividirmos e eu reclamei dizendo que o acordo era vir em dois pratos a refeição mas não adiantou... Paguei quase 40 soles (na Reserva tudo é mais caro) por um prato que não tinha nada demais, simplesmente por causa da falta de comunicação entre as funcionárias do restaurante ::putz:: Apenas relevei porque nunca havia almoçado de frente a uma paisagem como aquela, então acabei esquecendo o prejuízo. ::tchann::

 

10502084_671664506252499_8229249894688466474_n.jpg?oh=a93a16f95f65083cde3e08ad619f2fc0&oe=545FDA7B

 

10557332_671664576252492_4112098453892116878_n.jpg?oh=9ceb119b01c511b0dff6fc40fa8f0acb&oe=548187CE

 

Depois de comer ficamos sentados mais um pouco apreciando a Inka Cola (bebida típica do Peru feita de Trutti- Fruti), que acabou fazendo meu estômago piorar ::essa:: Era bem relaxante sentar e apenas olhar aquela paisagem maravilhosa. Por isso acho que aqueles que escolheram acampar fizeram uma boa escolha. Tenho que confessar que mesmo não tendo muita informação sobre a Reserva Nacional de Paracas aquele lugar realmente é surpreendente. Passeio recomendado para qualquer pessoa.

 

Passaram-se mais alguns minutos e tivemos que ir embora para Pisco, onde pegamos uma outra van que nos deixou em Huacachina, como havíamos combinado com a agência.

Chegando lá foi só o tempo de pegar nossas cargueiras, que estavam no depósito do hostel , e pegar um táxi para Ica, onde esperamos algumas horas por causa do ônibus que estava atrasado. Como disse a empresa Flores não é das melhores, existe a Cruz del Sur que possui ônibus com Wi-fi, Tv para cada poltrona, entre outros luxos, mas cobra quase o triplo do preço e por querer economizar tivemos que esperar um pouco mais, algo que não foi um grande problema. O ônibus chegou a noite e logo embarcamos para o próximo destino tão esperado e também famoso entre os mochileiros: a cidade de Cusco ::otemo::

Participe da conversa

Você pode postar agora e se cadastrar mais tarde. Se você tem uma conta, faça o login para postar com sua conta.

Visitante
Responder

Account

Navigation

Pesquisar

Pesquisar

Configure browser push notifications

Chrome (Android)
  1. Tap the lock icon next to the address bar.
  2. Tap Permissions → Notifications.
  3. Adjust your preference.
Chrome (Desktop)
  1. Click the padlock icon in the address bar.
  2. Select Site settings.
  3. Find Notifications and adjust your preference.