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Olá viajante!

Bora viajar?

BOLÍVIA E PERU (SETEMBRO/OUTUBRO 2014) - Meu primeiro mochilão: histórias, gastos, fotos e vídeos.

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E aí pessoal, beleza? Acabo de realizar meu primeiro mochilão, e escolhi Bolívia e Peru como primeiro destino, juntamente com meus amigos / casal Renan e Marina e vou contar pra vocês como foi minha primeira experiência de mochileiro.

Como era meu primeiro mochilão, não sabia nem por onde começar, então primeiramente veio a fase de decidir por onde passar e o que conhecer, e montar o roteiro não foi fácil, pois a única coisa que sabíamos era o dia que começaríamos e quando terminaríamos (leia-se começo e fim das férias do trampo), o difícil era saber quanto tempo em cada cidade, como se deslocar, onde dormir, quanto gastar com isso e aquilo, e um grande problema é que tanto a Bolívia quanto o Peru (mais até a Bolívia) são difíceis de conseguir alguma informação pela Internet sobre empresas de ônibus, horários e preços de atrações turísticas, locais para comer e até as informações de hospedagem são contraditórias, então comecei a pesquisar muito na Internet, e o Mochileiros foi a minha maior fonte de consulta para poder fazer essa trip. Li vários relatos, como o do Nogy, o dos mendigos machos, o da Tia Poly (uma parte perdi pois viajei dia 18/09), o do Ruy Ibarra, da Laís Barbalho, fora vários tópicos sobre assuntos específicos, fiz um milhão de perguntas (e todas sempre respondidas, obrigado a todos que colaboraram, não vou citar nomes para não cometer injustiças), anotei todas as dicas possíveis, e nada mais justo que dividir minhas experiências com as pessoas, dar dicas, informações, afinal tem muita gente que pretende fazer essa viagem e quem sabe eu possa ajudar alguém que tenha dúvidas assim como eu tive. ::otemo::

 

 

Resolvi fazer um pequeno vídeo com uma espécie de resumo do meu mochilão

 

 

 

A ideia surgiu antes da viagem e esse vídeo foi o que me inspirou, lógico que dá pra perceber que o meu é bem mais amador, mas o que vale é a intenção hehe

 

 

Nosso roteiro, após várias mudanças, cortes e acréscimos, inicialmente seria esse:

 

1º dia - São Paulo - Santa Cruz de La Sierra (vôo com escala em Assunção e chegando de madruga em SC)

2º dia - Santa Cruz - Cochabamba (conhecer a cidade e viajar de busão à noite chegando de manhã)

3º dia - Cochabamba - Sucre (conhecer a cidade e viajar de busão à noite chegando de manhã)

4º dia – Sucre (conhecer a cidade e dormir nela)

5º dia - Sucre - Potosí (viajar logo cedo, provavelmente de táxi ou busão de madrugada) e Potosí - Uyuni (conhecer a cidade, fazer Cerro Rico e viajar de busão à noite ou no final da tarde)

6º dia - Salar do Uyuni (chegar na noite anterior ou de madrugada e procurar passeio para 3 dias no Salar, contando com esse dia já)

7º dia - Salar do Uyuni

8º dia - Salar do Uyuni e depois La Paz (viajar para La Paz de noite)

9º dia - La Paz (conhecer a cidade e visitar Tiwanaki)

10º dia - La Paz (Chacaltaya e Vale de La Luna)

11º dia – La Paz – Copacabana (ir para a Ilha do Sol e dormir lá).

12º dia – Ilha do Sol - Copacabana - Puno - Arequipa (voltar para Copa, partir para Puno e já vazar direto para Arequipa)

13º dia – Arequipa (conhecer a cidade)

14º dia - Arequipa (Colca Canyon, tour de 1 dia)

15º dia - Arequipa - Cusco (conhece a cidade e viaja à noite para Cusco)

16º dia - Cusco

17º dia – Cusco – Águas Calientes

18º dia – Machu Picchu – Cusco

19º dia – Cusco

20º dia - Cusco - Lima (Vôo pela LAN)

21º dia - Lima (conhecer a cidade)

22º dia - Lima - Paracas (Islas Ballestas pela manhã) e depois Paracas – Lima

23º dia - Lima - São Paulo (Vôo pela LAN)

 

É claro que roteiro de mochileiros sempre sofre mudança e o nosso não é exceção.

 

PREPARAÇÃO E GASTOS PRÉ VIAGEM

 

Livro

 

Minhas pesquisas na Internet iam de vento em popa, mas faltava um livro ou algo do tipo para completar, até que um dia fui ao cinema num shopping em Santos, cidade onde trabalho, e na saída resolvi entrar numa Saraiva, pois queria fuçar se havia algo que me ajudasse com a viagem, e, jogado no meio de alguns guias e mapas, achei o livro que procurava (aliás, era filho único de mãe solteira), chamava “O Guia do Mochileiro: Um roteiro pela Bolívia e Peru”, da Alice Watson, o livro é muito bom, tem muitas dicas úteis, é bem escrito e a leitura é agradável, além disso o roteiro dela era bem parecido com o nosso (pelo menos, na parte da Bolívia), paguei 40 dilmas nele, ele é fácil de achar na Internet e quem tiver interesse pode comprar que é bom mesmo. Achei esse link aqui só pra vocês saberem qual é:

 

http://www.extra.com.br/livros/ViagensTurismo/ViagemAventura/O-Guia-do-Mochileiro-um-Roteiro-pela-Bolivia-e-Peru-Alice-Watson-1736563.html

 

Planilha de gastos

 

Para ajudar a calcular os gastos, peguei alguns modelos de planilhas aqui e fui adaptando, projetando valores, usando a técnica do “chuta pra mais” pra ter uma margem de manobra, afinal, pelo que li por aqui perrengue e imprevisto nunca falta. E vou dizer, ainda sim fizemos algumas cagadas financeiras que nos causaram um certo aperto durante a viagem, mas isso será contado mais adiante.

Não vou postar a planilha que fiz porque não a conclui com os valores finais, então com o passar dos dias, vou colocando os gastos que tive pra mais ou menos orientar vocês (digo mais ou menos que uma coisa ou outra posso ter esquecido de anotar).

 

Depois de um tempo, consegui finalizar a planilha e agora vou postar o link, pode não estar uma maravilha mas acho que dá pra ter uma ideia. Tem duas abas, na primeira uma planilha mais ampla e outra com os gastos mais detalhados, incluindo a média diária em cada moeda (a primeira ficou um pouco grande e tem que ficar rolando a barra, desculpem mas não deu pra fazer menor ::hãã2::). Tentei colocar o que lembrei de anotar, vocês podem estranhar alguns dias não ter gasto com alimentação, mas é que comprávamos muitas coisas nos mercados que duravam pra outros dia, e muitas vezes ou rachávamos a conta ou de nós pagava sozinho pra depois o outro pagar algo, então coloquei apenas o que eu gastei do meu dinheiro.

Se alguém tiver problema em visualizar, dá um toque que eu conserto a burrada. ::hahaha::

 

https://www.dropbox.com/s/arqhp7ax4wjsoz5/Roteiro_Bol%C3%ADvia_e_Peru_2.xls?dl=0

 

Hospedagens

 

A única hospedagem que garantimos com antecedência foi o Hostel Jodanga, em Santa Cruz, o resto fomos vendo na hora mesmo.

 

Machu Picchu

 

Outra coisa que garantimos com antecedência foram as entradas para Machu Picchu. Entramos no site do Governo Peruano e efetuamos a compra de MP e também de Waynapicchu, deu S/150,00 + uma taxa de S/6,50, que depois virou US$ 56,00 na fatura do cartão (mais US$ 3,60 de IOF :x )

O site é esse aqui:

 

http://www.machupicchu.gob.pe/

 

Equipamentos

 

Eu e meus amigos começamos a investir na compra de itens necessários para a viagem, comecei a ir muitas vezes na Decathlon que tem aqui na Praia Grande para pesquisar preços e avaliar os itens. O principal deles era a mochila. Após pesquisar muito na Internet sobre melhores marcas versus preços, inclusive aqui no Mochileiros, e acabei optando pela marca Quechua, que vende na Decathlon, e comprei uma mochila Forclaz 70l, igual essa do link:

 

http://www.decathlon.com.br/montanha---aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-70-quechua_164112?chosen=cinza

 

Posso dizer que ela foi jogada (sim, eu vi isso) :o em bagageiro de busão, de avião, foi pra cima e pra baixo, andou lotada de coisas e aguentou bem o tranco, eu recomendo. Fora que vem com 10 anos de garantia. Paguei R$299,00.

Compramos também meias de trekking, de frio, 2 blusas de frio (uma acabei nem usando), uma doleira e uma capa de chuva estilo poncho, que aliás foi muito útil em Machu Picchu.

Ia comprar uma blusa corta vento, mas acabei “herdando” do meu pai (que faleceu no final de agosto agora) uma jaqueta, que caiu como uma luva e realmente ela fez a diferença na viagem.

Outra coisa que ia comprar, mas acabei não comprando, por pura questão de economia (já havia gasto uma certa grana e preferi segurar um pouco), era uma bota boa. Eu me interessei, depois de muito pesquisar, na Forclaz 500 da Quechua, ela tava (e ainda está) custando R$ 299,00 na Decathlon. Acabei indo de tênis mesmo, mas confesso que teve situações nas quais me arrependi de não ter comprado a bota, principalmente em Machu Picchu, pois choveu muito e passei um puta perrengue pra descer Waynapicchu, mas isso relatarei mais adiante.

Além disso, comprei também foi uma câmera nova, pois a minha tinha ido pro saco. Mesma coisa, pesquisei vários modelos, e pelo custo benefício acabei comprando a Samsung WB350F, ela em média cuta uns 500 mangos, mas achei uma promoção na Ricardo Eletro por 360 reais em 3 vezes :D

 

http://www.samsung.com/br/consumer/cameras-camcorder/cameras/smart-compactas/EC-WB350FVMWBR

 

A câmera é excelente, não tenho do que reclamar, tem bastante recurso. Ah, e comprei também um bastão de selfie, achei no Mercado Livre por 40 pilas.

 

Passagens

 

Durante meses, ficamos monitorando os sites das empresas aéreas, da Decolar e do Melhores Destinos a fim de tentar obter um preço bom por elas, pois seriam três trechos de aéreo. Os preços eram bem salgados, fazíamos cálculos e analisávamos combinar voos de empresas diferentes, mas o mais em conta que achávamos girava em torno de 1500, 1600 reais. Mas resolvemos esperar mais, inclusive deixamos passar a Copa para ver se caia e funcionou. Um dia, entrei no site da TAM e pesquisei os três trechos e PARA A NOOOOOOOOSSAAAA ALEGRIIIIAAAA naquele dia estava saindo tudo, já com taxas e impostos, por míseros R$ 888,77. Compramos na hora e ainda deu pra dividir no cartão. Fuck Yeah!!!!!! :D:D:D

 

Seguro

 

Uma boa dica é sempre fazer um seguro de viagem, afinal a gente nunca sabe o que pode acontecer. Eu pesquisei bastante e no final acabei fazendo o da empresa Intermac, pois minha ex sogra trabalha em agência de turismo e quando fui para o Chile ela fez esse seguro pra mim, e como o preço estava bom, fiz ele mesmo. O do Renan e o da Marina foi o mais básico, de 140, eu fiz o intermediário, gastei 230 pilas, os valores de cobertura eram bem maiores, preferi não economizar nesse quesito.

 

Vacina

 

Outra providência foi tomar o raio da vacina de febre amarela, em Santos tinha um posto que emitia a carteirinha da ANVISA, foi só tomar a vacina e pegar a dita cuja.

Importante: é recomendável fazer o cadastro antecipado no site da ANVISA, isso agiliza e facilita o atendimento, pois caso não tenha o cadastro, seus dados pessoais terão que ser colhidos na hora para fazer o cadastro. E sim, conforme muitos disseram, também não fui cobrado pela carteirinha em parte alguma, nem nos aeroportos, mas é melhor tomar, vai que...

O link é esse aqui (precisa criar um cadastro no site)

 

http://www.anvisa.gov.br/viajante/

 

Dinheiro

 

O nosso maior problema era a grana. Conforme todos relatavam, era mais vantajoso levar dólar que real, e então resolvemos ir atrás das verdinhas, só que deixamos pra ver isso muito em cima da hora, e devido a corrida eleitoral, pegamos o pior momento pra comprar dólar. Na primeira vez que fui no meu banco me informar, estava 2.36, mais a caralhada de taxas que rolam. Isso foi numa sexta, na segunda já tava 2.41, e daí só subiu. No dia do embarque, ele chegou a 2.58 (sem contar as taxas) ::grr:: , e então decidimos levar real mesmo e seja o que Deus quiser. E, segundo minhas contas, no final até que valeu a pena, pois pelo preço que pagaríamos no dólar acabaria saindo mais caro ou pelo menos pau a pau.

Levei ao todo R$ 2600,00 (que virou R$ 2500,00, depois explico) e precisei fazer dois saques, um de 200 soles e outro de 100 soles (esse último, desnecessário).

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Ficou bacana o relato, olhando as fotos do Wild Rover me fez lembrar de varios Free Shots que tomei.

 

As fotos ficaram otimas, e o seu senso de humor tambem foi otimo. E da-lhe os perrengues hhehehe

 

Valeu Renato! Também tomei vários daqueles free shots (era isso o que gritavam?)

Fato, mochilão se não tiver algum perrengue não é mochilão, mas até que o nosso foi tranquilo, e quanto ao senso de humor, é melhor rir do que chorar né (menos na hora do sumiço do dinheiro, queria matar o Luis, lazarento hahaha).

 

Abraço!

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Ficou bacana o relato, olhando as fotos do Wild Rover me fez lembrar de varios Free Shots que tomei.

 

As fotos ficaram otimas, e o seu senso de humor tambem foi otimo. E da-lhe os perrengues hhehehe

 

Valeu Renato! Também tomei vários daqueles free shots (era isso o que gritavam?)

Fato, mochilão se não tiver algum perrengue não é mochilão, mas até que o nosso foi tranquilo, e quanto ao senso de humor, é melhor rir do que chorar né (menos na hora do sumiço do dinheiro, queria matar o Luis, lazarento hahaha).

 

Abraço!

 

Sim sim, Free Shots é o que eles gritavam ::otemo::

 

Abraços

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E ai Alexandre, blza?!

Muito bom seu relato. To pegando umas dicas para a minha viagem a Bolivia. Vou precisar de um pernoite em StaCruz. Também estava pesquisando sobre o Jodanga Hostel. Sabe dizer se ele é próximo do terminal de onde saem os onibus para LaPaz?

Abraço!

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E ai Alexandre, blza?!

Muito bom seu relato. To pegando umas dicas para a minha viagem a Bolivia. Vou precisar de um pernoite em StaCruz. Também estava pesquisando sobre o Jodanga Hostel. Sabe dizer se ele é próximo do terminal de onde saem os onibus para LaPaz?

Abraço!

 

Beleza NeyZinho! Que bom que está curtindo, anote mesmo, toda informação é útil!

Então, eu confesso que não sei onde fica a rodoviária de Santa Cruz, mas sei que é para os lados do centro, e pra ir pra lá é melhor pegar um táxi, a caminhada é muito longa, deve girar em torno de uns 50 ou 60 bolivianos. Acabei indo pra Sucre de avião, e o aeroporto é pertinho do Jodanga, uns 15 minutos no máximo de caminhada, até menos. Aliás, tá no apetite mesmo de ir pra la Paz de busão? Porque as estradas por ali pelo que ouvi dizer são embaçadas, estudou a possibilidade de ir de avião? Sai mais caro, mas é bem mais rápido e seguro.

 

Abraço e qualquer coisa pergunte!

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ATENÇÃO!!!

 

UTILIDADE PÚBLICA!

 

Caso alguém que vá para o Peru e esteja interessado, o "gênio" do Renan voltou do Peru com 115 soles que não conseguiu gastar, quem quiser dá um berro aí e eu falo com ele.

Qualquer coisa ele mora em São Paulo!

 

A Marina postou um link aqui no Mochileiros:

http://www.mochileiros.com/cambio-115-00-novos-soles-peruano-por-r-95-00-t102874.html

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28 DE SETEMBRO – 11º Dia

Arequipa

 

Chegamos a Arequipa por volta de 5h20, a viagem foi tranquila, apesar do temporal que pegamos e um pequeno acidente na estrada, que fez o ônibus parar uns instantes no trânsito que formou. Assim como em La Paz, iamos ficar no Wild Rover e fomos nos informar se era muito longe ou se dava para ir a pé, mas era bem longe, precisavamos pegar um táxi. Pegamos o primeiro que se ofereceu, ele cobrava 8 soles pelos três, sorte que o Renan tinha os 15 soles trocados na fronteira, e lá fomos nós. O tempo estava nublado, era domingo de manhã e seguimos viagem sempre com a imagem do vulcão El Misti nos acompanhando.

 

 

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Terrapuerto de Arequipa

 

 

Uns 15 ou 20 minutos e chegamos ao WR, fica bem no centro da cidade, um local cheio de construções estilo colonial, é bem bonito.

Fomos até a recepção e fizemos o check in, dessa vez sem problemas, a Marina havia feito a reserva pela Internet ainda em La Paz, a diária custava 28 soles, era um quarto pra 4 também, ficava bem de frente para a piscina, quarto F. O padrão era o mesmo do outro, inclusive o WiFi ruim (aliás, nesse era pior ainda). :(

Era bem cedo, o café só começaria às 8h, por isso aproveitamos para nos ajeitar com calma e tomar banho. Como havíamos nos ferrado com grana na Bolívia, e aumentamos o tempo de estadia no Peru em três dias, eu resolvi aproveitar o banho para lavar algumas roupas e economizar em lavanderia. Aproveitei o sossego e fui dar uma navegada na Internet nos computadores que ficam na recepção, estava vazio, todo mundo dormia, inclusive o recepcionista, que se sentou numa janelinha que tinha atrás de onde ficavam os PC's e caprichou na bocona aberta, ele já aparentava estar bem cansado quando chegamos, devia estar virado. Aproveitei pra ver a cotação da moeda local, pois sairíamos para trocar dinheiro mais tarde.

Tomamos o café, que era servido num bar que ficava em frente à piscina (e seguia o mesmo padrão do anterior), pegamos um mapa da cidade na recepção e fomos fazer nosso primeiro reconhecimento de campo. Além de começar a conhecer a cidade, precisávamos trocar dinheiro e também já ver o esquema para o tour do Canyon de Colca.

Apesar de nublado, estava agradável o tempo, nem calor e nem muito frio. Em poucos minutos, estávamos na Praça de Armas, que sinceramente, pra mim pelo menos, foi a mais bonita de toda a viagem. Em volta dela, as fachadas dos prédios eram feitos em arco, tudo por igual, e a praça era bem bonita, tinha uma fonte e uns jardins muito bem cuidados, e como era domingo ela estava cheia de gente.

Em volta dela, tem muitas agências de turismo, e pra poder passar pela calçada tem que atravessar uma espécie de corredor polonês dos vendedores, eles ficam dos dois lados com panfletos na mão tentando, “educadamente”, te convencer a entrar pra comprar algum passeio. É bem chato e inconveniente, aliás, teríamos que nos acostumar com aquilo no Peru, eles são bem chatos mesmo.

Em uma delas, percebemos que também tinha um balcão de câmbio e entramos pra perguntar, fomos atendidos pelo Jesus, ele nos passou a cotação de 1,12. Como havia visto que a cotação oficial estava 1.19, achei que não estava tão mal até, e demos uma chorada, ele fez por 1.13 soles por 1 real, disse que não daria pra fazer por mais pois ele vendia a 1.15 o real. Saímos pra pensar um pouco e aproveitamos pra ver um evento que estava acontecendo no entorno da praça. Todo domingo eles fazem o hasteamento da bandeira, e tem desfile do exército, de banda, de alunos uniformizados, palanque com autoridades locais, e rola até o hino nacional, e todo mundo coloca a mão no peito e canta, inclusive quem está passando pela rua, é bem legal. Igualzinho aqui no Brasil... ::hahaha::

Seguimos dando uma volta pela região pra achar mais alguma casa, mas era domingo, tudo estava fechado, então teríamos que trocar lá mesmo. A dúvida era: trocar tudo ou só uma parte. O Renan queria a segunda opção, mas eu decidi que ia trocar tudo, pois pela pesquisa que fiz não estava tão mal e tinha medo de depois estar pior o câmbio, fora que na nossa planilha de custos eu havia contado com a moeda estar 1.10, então tava acima da expectativa. No final, decidimos trocar tudo mesmo. E não nos arrependeríamos disso!

Voltamos e demos o dinheiro todo junto ao Jesus, ele fez as contas, nos mostrou a calculadora com o valor que daria e pegamos. Ainda dei mais um choradinha, pois lembro que dava um valor que terminava com 59 e soltei algo do tipo “bem que esse 59 podia virar 60”. Quando estava no fim da contagem das notas, ele deu um sorriso e colocou uma nota a mais, arredondando pra 60, dizendo: “Está bien, está bien!” ::otemo:: . Como ele foi muito simpático, aproveitamos pra perguntar sobre o passeio pro Canyon, afinal ali era uma agência também. Tinha para um dia e dois dias, e o de dois dias podia ser só o turístico ou o trekking, estávamos afim de fazer o de dois dias, mas o turístico mesmo, iríamos poupar a Marina do esforço. Esse tour custava, a principio, 70 soles, mas ele disse que dava pra chegar a 65, incluía o guia, o transporte e a hospedagem na primeira noite, alimentação era a parte, custava 25 soles o menu, e tinha as piscinas termais de La Calera, custava 15 soles e era a parte também. Perguntamos também se tinha ônibus pra Cusco, queríamos já agilizar isso, igual fizemos em La Paz, ele disse que sim, tinha da Cruz Del Sur (que eu sabia que era a melhor) por 80 soles. Ele ainda disse que se fechasse o ônibus ele faria o passeio a 60 soles.

Agradecemos, dissemos que íamos pensar um pouco (leia-se pesquisar um pouco mais) e continuamos o tour pela cidade, o centro é realmente muito bonito, arrisco dizer que foi a cidade mais bonita da viagem.

 

 

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Voltamos para guardar o dinheiro, pegamos o necessário e voltamos pra rua, agora acompanhados da Marina, que havia ficado pra descansar um pouco.

Estávamos pelas imediações da Praça de Armas, era próxima da hora do almoço e decidimos almoçar. Nessa hora, aliados aos vendedores pentelhos, que de tão chatos fazem qualquer surdo compra um rádio, aparecem os funcionários de restaurantes te “convencendo” a comer em seus lugares. Já havia passado uma situação parecida no mercado municipal de Santiago, no Chile, onde eles quase te obrigam a comer nos seus restaurantes.

Resolvemos subir em um deles, sentamos na varanda, a vista da praça era linda, e pedimos um menu, no padrão: entrada, prato principal e suco. De entrada, mandamos um salpicão de frango que PQP, o que era aquilo? Divino! ::otemo:: . Depois, eu e o Renan pedimos carne de alpaca, mais uma novidade culinária pra coleção, e enquanto aguardávamos (sim, demorou bastante), presenciamos uma carreata política, afinal, assim como no Brasil e na Bolívia, o Peru também estava em período de eleições, só que pra prefeito, conselheiro regional e presidente regional, esse acho que é tipo governador aqui, sei lá. Durante a carreata, um tiozão que tava numa mesa um pouco afastada da nossa, simplesmente pegou uma garrafa de água (tava vazia) e arremessou na direção da carreata hahahaha, hilário! :lol:

Ainda esperando, olhamos o mapa para nos programar e vimos que tinha um tal Free Tour que saia da praça às 15h, resolvemos que faríamos ele.

Depois de um longo inverno, o almoço chegou, e pelo menos a comida compensou, o almoço estava ótimo, a carne de alpaca é uma delícia.

 

 

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Devidamente alimentados, demos mais um peão pela cidade e depois fomos até a praça esperar o tal tour e enquanto aguardávamos, fiquei conversando com uma americana chamada Ana Lee, ou algo parecido e eu sempre com meu inglês estilo Felipão no Chelsea, e depois de um tempo chegou o guia. O pessoal se arrebanhou em volta dele e ele começou a explicar, em inglês (fodeu), o esquema do tour, e o Renan, dentro do possível, ia traduzindo pra mim. Ele era estudante de turismo e aquilo era uma espécie de programa, como se fosse um estágio.

Pra resumir o tour, andávamos por vários pontos da cidade e ele ia dando explicações ou contando histórias sobre aquele lugar, e no final você contribui com o que quiser. Durou umas 3h mais ou menos, conhecemos uma espécie de zoológico de lhamas e terminou numa fábrica de chocolate, onde degustamos um chá de cacau (amargo), com direito a um belo por do sol visto da varanda do lugar. Eu recomendo fazer esse tour, vale bastante a pena ::otemo:: . No final, demos 25 soles por nós três, tinha bastante gente, dá para o cara tirar uma boa grana.

 

 

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Nosso guia do Free Tour

 

 

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Gordice City

 

 

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Gostei dessa igreja hahahaha ::hãã2::

 

 

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Essa praça chama Praça do Amor! Então tá né!

 

 

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Chá de cacau

 

 

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Já estava de noite e voltamos pro hostel. Demos um tempo e resolvemos sair pra comer algo. Não muito longe dali, próximo à Praça de Armas tinha uma espécie de boulevard, onde tem muito comércio, passamos por lá no Free Tour e tínhamos visto algo como uma Gordisse City, era um lugar onde ficavam, num mesmo espaço, um Burguer King, um KFC, uma Pizza Hut e um Starbucks. Entramos no BK com um daqueles tickets de desconto que conseguimos e mandamos bala nos combos, com direito a uma novidade para nós: a Inca Kola, um refrigerante, que, ao contrário do que dizem, que é feito de abacaxi ou tutti-frutti, é feito de uma planta que só tem no Peru (uma tal de lúcia-lima), de cor amarela, e que vende mais que a Coca-Cola no país, tanto que a própria Coca comprou ela. O gosto é estranho, mas é gostoso, vicia. Nessa hora, passei uma situação engraçada: na Bolívia, já tinha reparado na dificuldade que as pessoas tinham em falar meu nome, :| que não é nada do outro mundo, e no Peru era a mesma coisa, mas acho que Alexandre pra eles deve ser algo como Vinagretson, Wadscleber, Claydijenifer ou algo similar, porque era umas variações de nome absurdas, o melhor que saia era Alejandro. E lá não foi diferente, na hora de fazer o pedido você dá o nome, quando falava o meu, eles olharam com uma cara de incompreensão do tipo que viraria meme fácil e escreviam o que entendiam. Na hora de buscar, o nome que tava era algo impronunciável. E o do Renan no final sempre virava Hernan. Hahahaha, tenso viu!

Voltamos ao hostel e resolvemos ir conhecer o bar de lá. Diferente do WR de La Paz, não sentimos muita animação nesse, parecia meio paradão. Fomos para o bar, no mesmo padrão, um pub, ficava próximo da entrada, era um pouco menor que o outro, e tava mais vazio, mais desanimado. Tomamos nosso drink grátis que ganhamos por ter ficado no segundo WR, tinha que escolher entre rum, vodca (podendo vir acompanhado com refri ou não) ou cerveja, depois mais umas brejas (mas diferente de La Paz, pagávamos na hora para evitar surpresas no check out) e fomos até a sala de jogos, onde ficava a mesa de sinuca e nesse tinha uma mesa de pebolim (ou totó, como alguns chamam), ficamos jogando por um bom tempo, a mesa era horrível, tava muito descaída, o goleiro de um dos times mal girava ::putz:: , mas o que importa é a diversão. Nisso, uns caras colaram com a gente, eram ingleses, e jogaram um pouco, aí veio a surpresa: por volta de umas 23h o cara lá do hostel simplesmente fecha o salão. WHAT? Como assim? Plena 23h, o bagulho bombando e o cara diz que tem que fechar a sala de jogos, nos convidando “gentilmente” a nos retirar. E não ficaria só nisso não!

Voltamos ao bar e ficamos conversando com um dos ingleses, era gente boa, eu até que conseguia entender o que ele falava, e ele me entendia também. O mais engraçado nele é que ele tomava cerveja com suco de laranja, e dizia que era bom. Nem pedi pra experimentar, devia ser muito estranho. Depois ele se juntou com o grupo dele e ficamos lá muito um pouco, mas tava bem chato, e depois de um tempo fomos para o quarto.

 

 

Gastos do dia

 

Táxi p/ hostel: S/ 8,00

Câmbio: R$ 1,00 p/ S/ 1,13

Free Tour: S/ 25,00 os 3 (S/ 5,00)

Burger King: S/ 18,00

Almoço: 15,00

Cervejas: S/ 9,00 (cada um)

 

 

 

Continua...

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29 DE SETEMBRO – 12º Dia

Arequipa

 

 

Acordamos, tomamos café, aquela coisa de sempre, e partiu rua. Primeira parada, fomos até a igreja de São Francisco, em frente à Praça de Armas. Ela realmente é muito bonita, e grandiosa, tinha muitos santos e estátuas barrocas.

O passeio não durou muito, logo ia começar uma missa e não pode ter visita durante, portanto saímos e fomos até o Museu Inca, custava apenas 2 soles pra entrar, e era bem interessante, tinha algumas peças de escavações em sítios incas, o passeio era rápido, se resumia a algumas salas bem pequenas. Nesse não pode tirar fotos.

 

 

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Depois fomos ao Museu Santuários Andinos, ou UCMS, é mantido pela Universidad Nacional de San Agustin de Arequipa, não era muito longe dali. Ele é bem interessante, é sobre a cultura inca, tem cerâmica, artesanatos, tecidos, algumas múmias, e a atração principal é a múmia da menina Juanita, que para nosso azar não estava disponível pra visitação, :( parece que estavam fazendo alguma coisa com ela, tipo uma manutenção, sei lá, mas tudo bem, mesmo assim o museu vale muito a pena.

 

 

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De lá, fomos conhecer mais um mercadão municipal, e de todos que vimos até então, esse era de longe o melhor, mais limpo, mais organizado e até maior. Aquilo era um verdadeiro convite aos olhos e narizes, um verdadeiro festival de cores e cheiros que não davam vontade de ir embora, queria comer tudo ali. ::otemo:: Tinha também barracas de lembranças, artesanatos, e uma praça de alimentação que servia um rango de nós três babávamos, estávamos propensos a comer ali.

No andar de cima tinha várias lojas de tecido, e mais acima uma parte só de animais a venda: galos, cuys, coelhos, pássaros e por aí vai.

Compramos uns salgadinhos numa barraca que, não sei o que era aquilo, mas se vendesse no Brasil eu faliria fácil (em compensação tinha uma banana tipo chips que só o Renan encarou, era muito ruim). Lá dentro, resolvemos comprar umas empanadas numa barracas, acabamos levando empanadas (inclusive tinha umas de legumes que experimentamos e eram muito gostosas), salteñas e uma tortas doces que tinham uma cara de deliciosas.

 

 

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Mercado municipal

 

 

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O famoso milho roxo

 

 

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Moranguinhos mixurucas, não acham? ::hahaha::

 

 

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Saímos e continuamos a andar pelo centro, lembro de passar por uma rua só de confeitarias, pra quem for tarado por bolos essa rua é uma perdição, parece que as lojas competem pra ver quem faz o bolo mais invocado, é uma vitrine mais bonita que a outra.

A fome começou a bater, mas não com muita intensidade, pois havíamos comido salgadinho e empanada de legumes no mercadão, mas mesmo assim resolvemos almoçar. Avistamos um restaurante chinês que tava com preço bom e entramos. Bom, de chinês era só o letreiro, porque todo mundo ali era peruano, mas tudo bem, pedimos os cardápios e começamos com uma bela sopona, e como a Marina não gosta de sopa, eu e o Renan tomamos as nossas e dividimos a dela (fizemos isso em toda a viagem), depois eu e a Marina pedimos o sensacionate arroz chaufa e o Renan um talharim chaufa. Vou definir o que seria um arroz chaufa: abra a sua geladeira e saia procurando o que tem pra comer, o que for achando separe, depois pegue uma panela com arroz e misture tudo isso. Arroz chaufa é mais ou menos isso, vem até a mãe daquela bodega. :o Vendo o cara fazer os pratos, acreditávamos que viria um prato servido, mas a hora que eles chegaram... IIIIIIIIIIIT'SSSS TIIIIIIIMEEEEEE!!!! ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh:: Eram muito grandes, tinha comida que só vendo. Pedimos uma chincha morada (bebida típica feita com milho roxo, cravo, canela, limão, abacaxi e é muito bom) e taca lhe pau!

Resultado: o Renan zerou o dele, a Marina deixou metade eu acho, e eu até encarei a fera, mas chegou uma hora que tava empurrando comida pra dentro e, mesmo no esforço do guerreiro, deixei comida no final. Arroz chaufa...wins...flawless victory...fatality!

 

 

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Nessa foto, ele já tava um pouco menor, imagina quando chegou!

 

 

Voltamos ao hostel, aguentando as gozações do Renan, o viking, guardamos as coisas, demos um tempinho e logo saímos, queríamos já fechar o passeio do canyon pro dia seguinte, e também o ônibus pra Cusco. Fomos à agência do Jesus, mas quem nos atendeu foi uma mulher, e a conversa já mudou, o passeio saia pelos 65 soles, sem chance de redução, e o ônibus já tinha ido pra 120 soles. Mesmo o preço do passeio estando bom, preferimos dar mais uma volta, primeiro pra ver se conseguíamos um preço bom entre o passeio e o ônibus, e outra, não gostamos do jeito que a mulher nos atendeu, fora a conversa ter mudado de um dia pro outro. :x

Entramos em várias, sempre driblando o corredor polonês, saímos da praça e fomos em algumas outras pelas ruas, o valor não fugia muito daquilo, tanto do passeio quanto do ônibus, e no final acabamos fechando só o passeio, pois os ônibus estavam bem caros, sugeri de irmos pra rodoviária e tentar algo melhor lá. Essa foi uma sabia decisão minha parte (aleluia!). ::otemo:: Nessa agência (não me recordo o nome), o passeio ficou a 60 soles, com tudo o que a outra oferecia (aliás, o pacote era padrão), sairíamos às 8h30 e eles nos buscariam no hostel (só pra variar, meu nome estava errado na nota hahahaha).

Passeio fechado, fomos conhecer o Convento de Santa Catalina, fica bem próximo do hostel. Você paga 35 soles pra entrar, e o lugar é uma verdadeira cidade, tem até ruas dentro. Na visita, conhecemos os quartos onde elas viviam, com seus utensílios, as cozinhas, tem jardins, uma réplica em tamanho natural da Santa Ceia (irada!), um mirador que dá pra ver a cidade e até uma criação de cuys, os porquinhos da Índia peruanos (o nome vem do barulho que os bichinhos fazem). O passeio é legal, é tão grande aquilo que você passa umas 3h fácil lá dentro, mas confesso que uma hora fica chato, é meio repetitivo, mas mesmo assim recomendo.

 

 

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Pega essa Santa Ceia!

 

 

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Cantinho das Caganeras de Peru ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

 

 

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Já era final de tarde e começava a esfriar, íamos voltar ao hostel e no caminho resolvi passar numa farmácia para comprar algum remédio pra gripe, pois sentia que estava ficando bem mal já (tanto que, segundo meus amigos, ronquei que nem uma betoneira velha de noite), e depois passamos num mercado que ficava em frente à Praça de Armas para comprar algo pra levarmos pro passeio, afinal seriam dois dias e as empanadas, tortas e salteñas seriam pra janta e pra comer de manhã. Compramos algumas barrinhas de cereal e umas Cusqueñas pequenas, além de água e um suco, e depois voltamos ao hostel.

Na recepção, reencontramos um holandês que havíamos conhecido em La Paz, ele falava bem português pois havia morado em São Paulo, ele perguntou se faríamos o canyon também, dissemos que sim, e quando dissemos que pagamos 60 soles, ele arregalou os olhos e pediu pra repetirmos o valor. Confirmamos e ele deu um sorriso amarelo dizendo que havia pago 100 soles. É aquilo que já dissemos, gringo só se fode por aquelas bandas! ::toma::

Fomos até o quarto, tomamos banho, comemos nossas tortas (diliça!), tomamos nossas Cusqueñas e já nos encaminhamos pro bar, que como de costume estava meio miado.

Fomos jogar pebolim, e nessa hora um funcionário da recepção veio nos procurar e informou que ligaram da agência do nosso tour do canyon e pediram pra avisar que o horário do passeio tinha mudado, ao invés de virem nos buscar às 8h30, viriam às 5h30. Não gostamos muito da notícia e nem entendemos aquilo, mas agradecemos ao rapaz e continuamos jogando, até que novamente o funcionário veio e pediu pra sairmos pra fechar o lugar, mas dessa vez eram umas 22h. Como o bar estava chato, saímos de lá e fomos até a parte de cima do hostel, onde ficavam mais quartos, tinha uma varanda e também a sala de TV, que estava vazia, ainda demos uma olhada nos filmes que tinha, mas não tinha nada legal e saímos. Agora vem o inacreditável: foi só sairmos da sala, veio um funcionário rapidamente e trancou a sala, e ainda ficou olhando para onde íamos, parecia aqueles vigias de supermercado quando suspeitam de alguém. Sinceramente, ridículo, mas ainda sim, não vou pixar o WR por causa disso, afinal, sempre li que era um ótimo hostel, mas confesso que o de Arequipa deixou muito a desejar, pelo menos pra nós. Às vezes também demos azar em ficar em dias fracos.

Sentamos então numa muretinha próxima da piscina e ficamos conversando, a Marina já tinha ido dormir. Decidimos ir dar uma volta pela rua, fomos até a praça, não tinha quase ninguém, andamos um pouco pelo calçadão mas tava quase tudo fechado já, então voltamos e, por falta de opção, resolvemos ir dormir, afinal íamos madrugar mesmo.

 

 

 

Gastos do dia

 

Salteñas e empanadas e tortas: S/ 30,00

Passeio: S/ 60,00

Museu Inca: S/ 2,00

Museu Andino: S/ 10,00

Almoço: S/ 8,00 p/ cada

Convento: S/ 35,00

Mercado: S/ 8,00 p/ cada

Remédio p/ gripe: S/ 14,00

 

 

 

Continua...

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30 DE SETEMBRO – 13º Dia

Arequipa - Chivay

 

 

Ainda estava escuro e já estávamos de pé para mais um dia, tínhamos o tour do canyon pela frente e sabíamos que seria um dia longo, eu estava só o pó, a gripe tava me fodendo a vida, e a dos meus amigos também, por terem que dormir com uma Brasília velha ligada a noite inteira dentro do quarto. A única coisa que podia fazer era me desculpar. :(

Como era muito cedo e sairíamos antes do café ser servido, mandamos um sucão com empanadas e fomos pra recepção esperar o pessoal da agência, aproveitamos para fazer o check out e guardar as mochilas no locker do hostel, levamos apenas a de ataque. Logo o pessoal da agência chegou (no Peru, eles são um pouco mais pontuais que na Bolívia, mas só um pouco) e fomos embora. Era um micro-ônibus e tinha bastante gente, nos sentamos no fundão e seguimos viagem.

No caminho, o guia explicou o porquê de sairmos mais cedo que o previsto, naquele dia ia ter não lembro o que mas teria um grande congestionamento de caminhões na rodovia, e a saída de Arequipa ficaria fechada a partir das 8h, mais ou menos o que acontece quando tem safra no Porto de Santos e a Anchieta fica daquele jeito (quem é de Baixada Santista ou de São Paulo sabe o que eu tô falando).

Lembram-se da vovó do pó? Aquela do aeroporto de Santa Cruz? Pois é, não bastasse ela, conheceríamos naquela viagem alguém do mesmo naipe: a tia do ecstasy. Era um grupo de chilenas que se sentou próximos de nós (todas mulheres) e, claro, a doida sentou onde? Do lado de quem? Do moço mais sortudo do rolê: eu! ::putz:: Não sei o que ela tomou, o que deram pra ela, a altura de onde caiu de cabeça quando era criança, só sei que aquela diaba era doida. Ela não parava um minuto sossegada: falava sem parar (e olha que sou tagarela pra caramba!), ficava de joelhos no banco pra falar com as amigas de trás, ficava em pé e perambulava pelo corredor, berrava pra falar com a colega do outro banco, era uma agitação só, tava quase que nem a música “Ela é puro eeeeecstasyyyyy!!!!”. Fora que ela tava se achando reporter de documentário, pegava a câmera, se debruçava na janela (e quem tava sentado na janela era eu, imaginem!) e começava a filmar narrando em voz alta o que estava vendo. Perdi a conta de quantos esbarrões tomei dela. O guia não podia abrir a boca pra falar algo e ou ela perguntava algo (literalmente interompendo o guia) ou ficava soltando uns “que rico”, “que belo”, “que maravilla” e os “ooooohhhhhh”. Chatona!

Tinha muitos estrangeiros, e acho que só nós de brasileiros no grupo. Tinha 3 israelenses que eram muito estranhos: um deles era deficiente físico, ele andava com a perna quase virada pra trás, parecia aquele carinha do M.I.B. (essa foi maldosa, reconheço); um tira cara de louco / psicopata / atirador de escola primária e só passou mal a viagem inteira; e o mais estranho de todos era um altão que também tinha jeito de que também tinha problemas mentais.

Algumas horas de viagem e paramos num povoado chamado Pampa Canahuas para tomarmos nosso café da manhã. Tinha um tipo de restaurante onde o povo podia degustar um chá de coca, comer uns salgados e tinha até uma feirinha lá dentro com algumas coisas feitas de lã de lhama e umas lembrancinhas.

Nós optamos por ficar numas mesinhas do lado de fora as salteñas que compramos, ainda ficou umas empanadas, mas guardamos pro almoço e pra janta. Estava muito sol, mas fazia um leve frio.

Seguimos viagem e ainda fizemos várias paradas pelo caminho para tirar fotos, num deles era um lugar que estava com bastante neve, no outro paramos num lugar que era um mirador, e pra cada lado ele apontava pra um vulcão diferente.

 

 

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Local do café da manhã

 

 

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Até nesse fim de mundo os caras tem TV a cabo e eu não! ::vapapu::

 

 

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Atrás de mim, é o israelense doido

 

 

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O guia disse que era uma chinchila

 

 

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Lá embaixo...Chivay

 

 

Por volta de meio dia, ou algo próximo, paramos em Chivay, onde almoçaríamos e ficaríamos aquele dia. Entramos todos no restaurante, inclusive nós que não almoçaríamos lá, mas sentamos numa mesa e comemos umas empanadas.

Terminando de comer, saímos e fomos dar uma volta pela pequena cidade, que não tinha muita coisa pra se ver. O mais curioso que vi por lá foi uma imensa cruz que estava desenhada no alto de uma montanha, isso chamou bastante a atenção.

Tivemos a ideia de ver se achávamos algum lugar barato pra comer, pois no dia seguinte almoçaríamos em Chivay de novo, na volta do canyon, e achamos, bem perto do restaurante, uma espécie de bar, ou lanchonete, ou vendinha, sei lá o que era aquilo (mas era bem simpática apesar de bem simples). A senhora que nos atendeu falou que tinha menu econômico e custava 8 soles. Falamos que no outro dia íamos almoçar lá e ela ficou contente, agradeceu e disse que nos aguardaria.

Voltamos ao restaurante e o guia chamou a todos e voltamos ao ônibus, ele nos deixaria no hotel e depois voltaria pra nos buscar pra piscina termal. Ficou combinado de umas 14h30 o povo sair do hotel. Antes de entrar no ônibus, uma cena engraçada: tava tendo uma espécie de passeata de um candidato doido de lá, todo mundo tava de rosa e no final tinha uma pessoa vestida de leão (ou algo parecido) dançando e pulando. E eu achando que só campanha política no Brasil que era bizarra!

 

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Que faaaaase!!!!!

 

 

Lá chegando, fomos todos pra recepção e um funcionário chamava as pessoas (tinha uma lista do guia) e perguntava que tipo de quarto seria: coletivo, pra casal, pra três, etc. Na nossa vez, a Marina pediu pra três, ele nos deu a chave e fomos pra lá. O quarto era bom, bem espaçoso, as camas era grandes e tinha banheiro privado. Só que as camas, apesar de boas, eram enganosas: eram de solteiro e puseram um colchão de casal. Resultado: se sentasse no lugar errado, caia no chão. ::hahaha::::hahaha::::hahaha:: E os travesseiros era do jeito que gostava, altos e duros, pra tristeza do Renan que odeia travesseiro.

Como não iríamos pras termas e não tinha nada pra fazer naquela cidade, acabamos dormindo, com a intenção de apenas cochilar. Só que o cochilo durou mais que o previsto, e acordei com o Renan me chamando: eram quase cinco da tarde, dormimos demais. Levantamos e fomos bater um pouco de perna, e acabamos achando uma pequena e bonitinha Praça de Armas que ficava a poucos metros do hotel, tinha umas estátuas engraçadas, e estavam montando um palanque ao lado dela, iria ter comício mais tarde. Também ao lado dela, mas do outro lado, tinha uma lojinha que vendia tortas. Entramos e o lugar era muito legal, bem acolhedor, e tinha umas tortas que davam água na boca. Sentamos e fizemos nossos pedidos. Eu pedi um pedaço de floresta negra e um cappuccino, e enquanto esperamos aproveitamos o WiFi do lugar (sim, naquele fim de mundo tinha Wifi, e o sinal era ótimo). Estava uma delícia aquilo!

 

 

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Servidos?

 

 

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Terminamos de comer, pagamos (nem foi caro até) e fomos embora, já estava escuro, e mais tarde teríamos o tal jantar com show turístico.

Voltamos ao quarto, tomei um banho (um dos melhores que tomei) e não demorou muito vieram nos buscar. O engraçado é que entramos no micro-ônibus, dobramos a esquina e chegamos. Era do lado, o guia tinha feito pra zoar, só pode, dava pra ir a pé. 8)

Sentamos às mesas (ficamos numa separada do pessoal pois pra variar não iríamos comer do menu), comemos as últimas empanadas e nisso começou o tal show. Primeiro subiu um conjunto musical com roupas e instrumentos típicos, e depois surgiu um casal, vestido a caráter e começou a dançar no ritmo dos instrumentos. A cada música, eles saiam e voltavam com uma roupa diferente.

Pedimos umas Cusqueñas e eu pedi uma bebida que estava no cardápio que chamava Peru Libre, estava curioso pra ver o que era. Nada mais era que uma Cuba Libre, só que no lugar do rum era pisco, só isso. E tava quente, só pra variar!

Numa determinada música, eles retiravam as pessoas pra dançarem, e adivinhem quem foi contemplado? Bora pagar mico! Mas foi divertido até, eu com minha desenvoltura de um coqueiro verde fazia a alegria dos meus amigos.

Na última coreografia, eles simularam um ritual doido deles lá e depois chamaram um cara e uma mulher e os vestiram com roupas típicas. Até aí não teria nada demais, desde que o cara não fosse um alemão de uns 2 metros de altura e a roupa não fosse de mulher. Tava extremamente engraçado, era um autentico “Traveco de Olinda”. ::hahaha::

No final, todos entraram na roda e rolou até um trenzinho, foi bem engraçado e divertido.

No final, eles passaram pedindo um contribuição do pessoal, demos 5 soles pros dançarinos (além de dançarem, tiraram fotos com todos e forma bem simpáticos) e os músicos também vieram pedir e demos 2 soles (as moedas que sobraram).

Uma parte da turma ficou lá e nós fomos embora, a pé mesmo, era bem perto, afinal, iriamos levantar às 5h de novo no outro dia.

 

 

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Ufa, agora fiquei aliviado!

 

 

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Gastos do dia

 

Hospedagem (2 dias): S/ 56,00

Capuccino e floresta negra: S/ 13,00

Peru Libre e cerveja: S/ 10,00 (rateio)

Gorjetas p/ grupos: S/ 2,00 e S/ 5,00

 

 

 

Continua...

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01 DE OUTUBRO – 14º Dia

Chivay - Canyon de Colca - Arequipa

 

 

Acordamos no horário previsto, tomamos nosso café da manhã (oferecido pelo hotel), tudo dentro do script, só faltou ensaiar com o guia, que não apareceu no horário. Era pra sairmos às 5h30 no máximo, mas ele chegou umas 6h15, e com aquele velho “Bamo, bamo, baaaamoooo!!!”. O problema é que os condores voam entre às 7h e às 10h pelo que li, mas quantos mais cedo mais chances de ver, o toca correr pro busão e sair.

Na hora de sentar, muitas pessoas trocaram de lugar, e ao invés do furacão chileno (apelido dado pelo Renan, que pra variar incluiu a distinta na minha lista de peguetes locais) colocaram um dos israelenses, e o mais estranho de todos (aquele da foto do dia anterior). Sério, eu tava com medo daquele cara. Ele fazia umas caretas que me assustavam, falava sozinho quase todo o tempo, além do que ele não roía a unha, ele devorava, dava aflição. Mas já criei consciência de que o problema sou eu! :(

Ainda paramos em dois lugares no caminho (Yanque e Maca), o que tava nos irritando, pois víamos a hora e achávamos que a gente acabaríamos perdendo o vôo dos condores por causa de parar em feirinhas de artesanato. Na segunda, em Maca, tinha um tiozinho com uma águia e o povo tirava fotos com ela, eram 4 no total (uma nas mãos, uma no braço, uma na cabeça e uma na coxa), até eu fui tirar.

 

 

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Yanque

 

 

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Maca

 

 

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Finalmente, chegamos ao mirador dos condores, tava lotado de gente, vários ônibus e vans parados. O tempo estava bom, o céu bem limpo, e tínhamos esperança de ver os condores, mas vimos apenas um. O vôo dele até que foi demorado, mas era pouco para o que esperávamos. Depois até apareceu outro, mas esse voou pouco. Ficamos um pouco frustados, mas por outro lado o visual do lugar era muito bonito, a montanha tinha neve no topo e o canyon impressionava pela profundidade. Segundo o guia, é o segundo mais profundo do mundo, só perde pra um que fica no próprio Peru, ali próximo, mas esse não tem muito acesso pra turistas. Lá embaixo passa um rio bem bravo pelo que parecia. Ficamos um tempo lá, tiramos fotos, filmamos e seguimos fazendo uma rápida caminhada pelo entorno do canyon, sempre com o guia dando algumas explicações e contou até uma história de uma trilha onde um casal se perdeu e blá blá blá.

 

 

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Mirador dos condores

 

 

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Nosso guia ( o da direita, só pra constar) ::hahaha::::lol4::

 

 

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Voltamos ao ônibus e seguimos pela bela estrada rumo a Chivay, onde almoçaríamos, mas antes ainda paramos em um mirador na estrada, onde ele nos mostrou um vulcão extinto chamado Nevado Mismi e disse que atrás dele é onde nascia o rio Amazonas, só que ele tem outro nome no Peru.

 

 

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Lá atrás, naquele pico nevado, é a nascente do rio Amazonas

 

 

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Mais ou menos no mesmo horário do outro dia, chegamos a Chivay, só que ele seguiu para um restaurante diferente do dia anterior, o que nos quebrou, pois íamos comer no restaurante que ficava quase ao lado. Toca sair pra procurar, mas como não nos encontrávamos naquele fim de mundo, paramos no primeiro lugar que encontramos, senão não daria tempo, o almoço era estilo bate e volta. Entramos em um restaurante bem simples, mas limpo, e pedimos um menuzão, tava 6 soles, molezinha! A menina que nos atendeu (pensa num ser humano lerdo, era quase um Rubinho em slow motion ::putz:: ) deu as opções e além da sopa (padrão, 1 e meia pra cada já que a Marina não gosta), pedi alpaca junto com o Renan e a Marina pediu uma trucha, e quando chegou até babei, essa sim era um trucha de verdade e não aquela manjubinha que comemos em Copacabana.

Ainda pedimos uma Coca, direto da prateleira para nossa mesa (como o lugar é meio frio, ela fica fresquinha) e nos mandamos depois.

Chegando na entrada de Arequipa é que fui reparar como a cidade, que é tão bonita no seu centro, é tão zoada na periferia, parece um favelão, tem até uma Ciudad de Dios, até fiquei olhando pela janela pra ver se via o Naranjito e o Acerola... ::otemo::

 

 

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Fim de passeio, descemos próximo à Praça de Armas e aproveitamos para passar no mercado para comprar mais água e alguns snacks para comer durante o caminho, afinal até Cusco seriam umas 10h de estrada.

Voltamos ao hostel, pegamos nossas mochilas e como ainda tínhamos algum tempo, fomos no Burger King gastar mais alguns cupons de desconto que tínhamos, mandamos um combo e eu ainda pedi um sorvete depois, e pra variar mais uma vez tive meu nome adulterado pela atendente, já tava começando a ficar com medo de ser preso por falsidade ideológica...

 

 

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Encontre o "Alexandre" nessa foto ::dãã2::ãã2::'> ::essa::::sos::

 

 

Terminamos nosso lanches e seguimos pelo calçadão até a Praça de Armas, e decidimos pegar um táxi até a rodoviária (que eles chama de Terrapuerto). Demos sinal para um, perguntamos o preço, era 8 soles pelos três (é importante perguntar pois às vezes cobram por crânio), e embarcamos nele. O motorista estava escutando um jogo de futebol, mas imaginem uma narração de rádio em espanhol. Nem o Tevez entenderia aquilo! Mas uma hora notei que ele mencionou algo como “Bahia” e achei estranho, mas pensei que fosse impressão minha. Depois ele falou o nome de um jogador chamado Maxi Biancucchi, e lembrei que é o primo do Messi e que joga no Bahia e pensei: “Ué, será!”. Segue o jogo e ele citou o nome do Gilson Kleina e eu (sim, eu jogo Cartola) sabia que era o técnico do Bahia e falei pro Renan: “Cara, tão transmitindo um jogo do Bahia? Aqui no Peru? WTF!”

Chegamos na rodoviária e fomos lá dentro ver o que achávamos de passagens, e fomos ao guichê da Transzela, a mesma que nos trouxe a Arequipa, e a passagem estava 50 soles na parte debaixo, que era a mais confortável, sem pensar duas vezes compramos, pagamos depois a taxa de embarque que era de 2 soles. Não disse que minha ideia de comprar na hora brilhou muito! Hahahaha, manjo muito dos paranauês!

Sentamos para esperar, e como minha garganta tava podre, eu tossia que nem um condenado e vi uma farmácia no mezanino e resolvi subir pra ver se tinha algo. Pra começar que o cara já me atendeu com uma boa vontade de um condenado a trabalhos forçados, e eu tentava explicar que estava com tosse e que precisava de algo, mas não sabia como era xarope em espanhol, e quando pedia pastilha, ele me dava comprimido (malditos falsos cognatos), e chegou uma hora que ele começou a ser grosseiro comigo, mandei-o a “mierda” e fui embora, mais puto do que com tosse.

Como o ônibus só sairia às 20h e ainda eram seis e pouco, fomos dar um rolê e no andar de cima achamos uma lan house, tava 1,50 soles a hora e cada um pegou uma máquina. Não sei o que era pior: a conexão ou as máquinas, a minha ainda dava pro gasto, a do Renan travou com uns 5 minutos de uso, ele foi falar com o cara e ele acusou o Renan de estar mentindo, deu mó discussão, no final ele foi embora e não pagou.

Dei uma entrada no Globo Esporte e fiz duas descobertas: aquele jogo era mesmo do Bahia, pela Copa Sulamericana, contra um time peruano, acho que de Arequipa, era na Fonte Nova; e que o Peixe estava jogando contra o Botafogo no Maracanã pela Copa do Brasil, e tinha transmissão pela Rádio Globo. Botei o fone e escutei, estava na metade do 2º tempo (lá são duas horas a menos), tava 3x2 pra nós e o Robinho tinha acabado de ser expulso (juiz ladrão fdp!)

Faltava uns minutos, me levantei e fui pagar, mas eu tinha uma nota de 20 e ele não tinha troco, e trocado eu tinha só 1.40, ele acabou aceitando (sinta-se vingado Renan! ::toma:: ).

Hora de embarcar, fomos pro ônibus, despachamos as mochilas e entramos, meu, aquilo sim era vida. Os bancos pareciam tronos, eram largos e confortáveis, foi sem dúvida o melhor ônibus que pegamos, tinha tudo pra ser a melhor viagem de todo o mochilão, mas a vida é mesmo uma caixinha de surpresas, e já mencionei várias vezes que sorte eu tenho de sobra, só tenho azar quando respiro ou tô acordado.

Antes de sair, o Renan havia dito que se eu roncasse, ele ia me acordar. Falei beleza, afinal, odeio ronco dos outros e não gosto quando me falam que ronquei, me sinto incomodado. Mas eu só ronco se tiver ou gripado, ou bêbado, ou se a minha rinite atacar de noite.

Mal saímos e nos serviram um chá de camomila igual à viagem anterior, se pá é padrão da empresa. Tomei e pensei que dormiria gostoso, mas aí começou o meu inferno astral de cada dia. Primeiro era um maluco que tava no banco do outro lado, na outra janela, que roncava mais que sei lá o que. A boca do cara tava tão escancarada que parecia que eu ainda tava no canyon. Cutuquei o Renan e perguntei se a proposta valia pros outros também, ele riu.

Botei o fone no ouvido e nem Metallica, nem Van Halen, nem Iron, nem Foo Fighters davam conta do ronco do cara. Lazarento! ::grr::::vapapu::

Mas já diria a sabedoria popular que uma coisa ruim pode piorar, e não é que o cara que tava do meu lado também começou a roncar?

Duas pessoas pessoas roncando alto e eu com uma tosse de cachorro velho.

A madrugada seria longa pelo visto, seriam longas 10 horas de viagem...

 

 

Gastos do dia

 

Fotos com águia: S/ 1,00

Táxi p/ Terrapuerto: S/ 8,00

Busão Cusco: S/ 50,00

Taxa de embarque: S/ 2,00

Internet: S/ 1,50 (1,40)

Snacks: S/ 7,00

Almoço: S/ 6,00

Burguer King (combo): S/ 15,00

Burguer King (sorvete): S/ 2,90

 

 

 

Continua...

 

02 DE OUTUBRO – 15º Dia

Cusco

 

 

Antes de começar a falar sobre Cusco, um detalhe que esqueci de mencionar sobre Arequipa e Puno, não foi só na rodoviária de Potosí que o pessoal tinha o hábito de ficar gritando os destinos de uma forma torturante, em Arequipa e Puno isso acontece também (o nível não é o mesmo, mas irrita também). E melhor, lembram da mulher que gritava “Suuuuuuucreeeeeeeeeeeeeeeee”? Achamos uma pior em Puno, enquanto pegávamos os bilhetes no balcão da Transzela, uma mulher ao lado gritava:

 

Areeeeeequipãããããããããããããããããããã ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh:: (desse jeito mesmo, com o “a” meio anasalado, e voz de Oliva Palito imitando sirene de ambulância.)

 

Sério, imaginem um duelo entre as duas, seria quase um Alien VS. Predador! Jesus! :o

 

Bom, vamos lá! A viagem seguia madrugada adentro ao som de Symphony of Destruction. Mas não é a versão consagrada na voz de Dave Mustaine, e sim na do Devil Muyestranho que tava do meu lado. Pachamama viu! O cara que tava na janela do outro lado, que iniciou os trabalhos, tinha parado de roncar, mas o cidadão que tava do meu lado roncava por ele e pelo cara. Dormir que é bom, nada, porque além do ronco a minha tosse de cachorro ajudava a cagar minha madrugada. O Renan e a Marina dormiam igual criança que brincou o dia inteiro, acho que nem se tocasse uma buzina na orelha deles os acordaria.

Em dado momento pensei comigo mesmo e tive uma ideia: lembrei de uma frase que ouvi muito nas festas da faculdade que estudei, que era “Se eu não durmo, ninguém dorme!” e decidi partir pra batalha! :twisted:

IIIIIIIIIIIT’S TIIIIIIIIIIIIIIIIIIMEEEEEE!!!!!!!!!! Comecei a infernizar a vida daquele homem: era cotovelo que “sem querer” passava pro lado de lá e cutucava ele (sabe, aquela apoiadinha que você dá no braço do banco e ops, escapou?); era travesseiro que “inexplicavelmente” escapulia pro lado dele; era uma tossida que, sei lá, “do nada”, saia alta e putz, não é que acabava indo na direção dele! Poxa vida, que chato isso, não! Resultado: uma certa hora, como a parte onde estávamos (que era um pouco mais cara) estava com alguns acentos vagos, o cara se levantou e foi sentar lá na frente. Alexandre...wins...flawless victory...fatality! ::dãã2::ãã2::'> ::essa::::toma::

Mas logo começou a amanhecer, e percebi que Cusco se aproximava, o que aumentava a minha ansiedade, pois chegar à capital do Império Inca significava se aproximar de realizar um sonho de infância: conhecer Machu Picchu.

Finalmente chegamos! Mesmo procedimento: pegar as mochilas, perguntar se o endereço do hostel era longe e pegar um táxi. Ah, antes de continuar, uma dica sobre mochilas:

 

DICA DO PORTUGA: Se você estiver com aqueles mochilões que tem barrigueira, não feche a barrigueira quando for despachar, nem o peitoral, porque tenho certeza que os arrombados das companhias usam elas como alça, pois toda a vez que pegávamos elas em algum desembarque, na hora que colocar, a barrigueira e o peitoral estavam sempre alargadas, tinha que ajustar tudo de novo.

 

Pegamos o táxi, sob a trilha sonora do terror do Peru chamado Corazón Serrano, uma espécie de Calipso deles (provavelmente a mina da rodoviária de Arequipa era uma das vocalistas). E é o grande sucesso deles por lá!

 

 

Uma amostra do Corazon Serrano, quantos minutos vocês aguentam?

 

 

Chegamos ao WR e o problema de La Paz se repetiu, tínhamos reservado pela Internet ainda em Arequipa, mas teríamos que aguardar até às 14h para fazer check in, a diferença é que agora eu não estava só, os três rodaram juntos. A exemplo de La Paz, guardamos as mochilas nos lockers e fomos tomar café (já era liberado pra nós). Aliás, que bagunça foi aquela! Fomos ao bar, onde era servido o café, e nada. Estranhamos, já eram umas 8h20 e nem sinal do café. De repente, começa um corre-corre dos funcionários, acho que todo mundo perdeu a hora. Em alguns minutos, estava organizado tudo e fomos matar o que nos matava, e nesse tinha café já pronto, na garrafa térmica, quase tive um orgasmo quando tomei. Também estranhamos que havia muita bagunça próximo ao bar, a mesa de pebolim tava cheia de trangalhada em cima, uma certa sujeira e depois soubemos que a noite anterior teria sido daquelas, digna dos relatos que li sobre lá, daí o motivo de tanta gente perdendo a hora e da bagunça. Estão perdoados!

Voltamos à recepção, pegamos um mapa e fomos dar um peão pra fazer hora, e decidimos começar a rodar pelas agências de turismo com o intuito de ver qual logística faríamos para Machu Picchu (já tínhamos as entradas compradas), que seria dali a 3 dias. Entramos em uma, entramos em outra, e detalhe, sempre o velho corredor polonês de vendedores, padrão Peru isso. Em uma delas, ficamos até assistindo um pedaço de um jogo do impressionível campeonato peruando entre o Cienciano, time da cidade (o mesmo que eliminou meu time de uma Copa Sulamericana na qual foram campeões) e um outro que nem sei quem era. Achei estranho plena quinta-feira de manhã com futebol, e ao vivo pela TV. Em todas, eles tinham o trem pra vender, mas em horários péssimos e caros. Em uma, nos ofereceram o esquema kamikase da van sinistra pela estrada louca com a caminhada máster e a correria da volta. Explicando melhor: pega-se uma van em Cusco que vai por uma estrada sinistra (é tão zoada que o vendedor nos dizia para ficar tranquilos pois ninguém havia morrido com eles AINDA ::ahhhh:: , vai vendo), depois faz a tal caminhada de 8Km a partir da hidroelétrica até Águas Calientes, e na volta tem que estar na tal hidroelétrica no máximo 14h30 pra pegar a última van, ou seja, tem que sair de MP no máximo umas 11h30 ou 12h pra chegar no local. Sinceramente, até topava a aventura na ida, mas sonhei a vida inteira conhecer MP e me recusava a chegar lá, ficar um pouco (ainda subiríamos Huana Picchu) e vir embora mais cedo, tava realmente disposto a pagar caro, mas curtir o momento, afinal, economizamos em tanta coisa e MP era considerado por nós (ou por mim, pelo menos) o ponto principal do mochilão.

Seguimos andando e fomos até o local onde se compra o tal do boleto turístico, é na bilheteria do Museu de Sítio de Qoricancha (não confundir com a Qoricancha que está incluso no City Tour), fica na Av. El Sol, você paga 130 soles a inteira, que dá direito a 16 atrações, ou 70 soles em uma mais restrita (não lembro o que estava incluso), e ela tem validade de 10 dias.

 

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Boleto turístico

 

Seguimos andando e descobrimos que ao lado da Praça de Armas tinha uma loja da Peru Rail e fomos lá. Compramos as 3 passagens de ida e volta por US$ 110,00 cada, ou S/ 318,00, na ida sairíamos de Ollantaytambo às 21h (chegada prevista em AC para 22h40) e a volta pegaríamos em AC às 18h35 (chegada prevista em Ollanta às 20h15), ainda bem que eu tinha previsto essas despesas na planilha, senão estaríamos fodidos!

Próximo passo: fechar o Valle Sagrado, afinal, ele passaria a ser estratégico para a gente, pois sairíamos no sábado, e quando chegasse em Ollantaytambo, ao invés de seguirmos para Chincheros, ficaríamos por lá e pegaríamos o trem para AC (um dos vendedores nos sugeriu isso, disse que muita gente faz isso).

 

DICA DO PORTUGA: Caso resolvam ir de trem para Águas Calientes, fechem o tour do Valle Sagrado para a véspera de Machu Picchu, desçam em Ollantaytambo e fiquem por lá. Primeiro, de Ollanta para lá é mais barato que de Poroy (primeira estação, próxima a Cusco), depois já economizam na condução (para ir a Poroy tem que pegar táxi). E detalhe: o passeio em Ollanta acaba umas 16h mais ou menos, então fechem um horário de trem próximo desse, a estação é perto, nós tivemos que ficar fazendo muita hora e lá não tem nada pra fazer, é um porre!

 

Acabamos fechando em uma agência (pra variar, não lembro o nome), mas o preço era quase padrão: 25 soles, em todas tava isso, fomos na que o cara explicou melhor (o que nos ensinou o macete de descer em Ollanta).

Andamos um pouco mais pelo centro, e antes de voltar ao hostel ainda paramos pra almoçar num menuzão econômico numa quebrada que era tipo uma galeria, um beco, sei lá, e tinha dois restaurantes, escolhemos o mais barato e entramos (um era 7 soles e o outro 8 soles) e depois de tomar nossa sopa, ao saber dos pratos principais, descobri que um deles era uma espécie de “arroz, feijão e carne”, não me lembro o nome, mas era com a palavra “seco”, pedi e quando chegou quase transpirei pelo olho de emoção. ::hahaha::::hahaha::::hahaha::

Saindo de lá, ainda parei numa farmácia pra comprar um xarope, pois minha tosse tava terrível. Ah, caso queiram comprar um xarope por aquelas bandas, peça “jarabe” (lê-se rarabe), Ok, assim ninguém ficará pagando mico na farmácia como fiquei (imaginem eu pedindo xarope, apontando pra garganta, tossindo e fazendo gesto de beber algo até a balconista, segurando riso, entender o que eu queira). ::putz::

Voltamos ao hostel na hora marcada e finalmente conseguimos fazer nosso check in, ficamos num quarto bem próximo das escadas, letra L, e era muito bom, nesse o banheiro era privado, e só tínhamos nós no quarto. E o sinal de WiFi era o melhor que tivemos a disposição, sinal bem forte.

Saímos e demos mais um peão pelo centro, a Praça de Armas é muito bonita, tem duas grandes igrejas em frente a ela. Uma curiosidade sobre as igrejas que aprendemos no Free Tour, que faremos no dia seguinte: uma das primeiras coisas que os espanhóis fizeram foi construir igrejas em cima de todos os templos dos incas, então onde tiver uma igreja em Cusco, é sinal que ali havia um templo inca. E mais, ainda mandaram trancar os porões para não ter acesso a eles.

Se já nos sentíamos incomodados com o corredor polonês de Arequipa e o da avenida onde passávamos pelas agências, em Cusco conheceríamos um novo tipo de vendedor: vocês lembram de um jogo de fliperama e vídeo game chamado Golden Axe? Nele, tinha umas caveiras que surgiam do chão. Pois é, os vendedores de Cusco aprenderam a técnica delas, porque você tava num lugar e de repente...PUF, eles surgiam do nada, vendendo tudo o que tu imaginar, não podia dar um passo e PUF, lá vinha mais um. E eles não compreendem a palavra não, vão andando atrás insistindo. Que inferno!

Ao lado do hostel tinha um grande supermercado e fomos lá comprar algumas coisas, como água, suco e alguma coisa pra comer.

Voltamos ao hostel e lá conhecemos dois brasileiros: um chamava acho que Vitor e o outro era Felipe, os dois eram de São Paulo eu acho. Eles também fariam MP, mas só o Felipe no mesmo dia que nós.

No período da tarde fomos conhecer primeiro o Museu do Sítio de Qoricancha, onde compramos o boleto, mas ele não está incluso, custa 10 soles, é um pequeno museu com 3 salas onde estão expostas peças de sítios arqueológicos dos períodos pré-inca, inca e colonial, e nele não é permitido tirar fotos. É interessante, recomendo! Depois fomos para o Museu Inca, ele é bem grande, tem vários espaços e conta a história do povo Inca, com peças de cerâmica, têxteis, muitas múmias, armas, ferramentas, enfim, muitas peças arqueológicas, além de várias maquetes animais de cenários, fortalezas, lugares (tem uma de Moray que muito louca!). Vale a pena passar um bom tempo lá, também 10 soles a entrada!

De volta ao hostel, pagar uma ducha, e antes de ir por bar, saímos para comer e na rua ao lado da rua do hostel, tinha uma hamburgueria com lanches mega baratos, cada sanduba (hambúrguer ou cachorro quente) custava 3 soles. Entramos lá, subimos a escadaria e fizemos os pedidos. Os lanches vem rápido e é bem gostoso, compensa muito, eu comi dois, ainda rachamos uma Inca Kola grande. Nós três estávamos satisfeitos, mas acho que o Felipe, que só fez companhia, não estava com uma cara muito contente (achei ele um pouco leite com pera pra um mochileiro), o Vitor nem quis vir (fez uma cara de “imagina se vou comer num lugar desses”). Não sabem o que perderam!

Voltamos e bora pro bar, afinal escutei muitas histórias do bar de lá, inclusive dos brazucas que conhecemos em La Paz, e eu estava ansioso.

Aquela noite o tema seria homens vestidos de mulher, igual foi em La Paz, mas dessa vez o Renan nos poupou se sua “exótica beleza”, em compensação o Felipe conseguiu da moça que trabalhava no balcão um vestido emprestado. Aliás, era só ele querer e ela daria mais que o vestido pra ele, até falei várias vezes sobre isso.

O bar era animado, bem melhor que o de Arequipa, a mesa de snooker ficava no próprio bar, lá no fundo, e nesse dia estava rolando um torneio de beer poing. Tinha um casal que tava ganhando de todo mundo, ninguém tirava eles. Tinha ainda um amigo que em algumas rodadas arremessava também, e era igualmente implacável! A disputa rolou por quase a noite inteira, eu, o Renan e o Felipe jogamos umas duas vezes e perdemos, mas na terceira ganhamos e tiramos eles. Vai Brasil!

A noite estava animada, o bar não estava tão cheio, mas quem tava lá não tava de brincadeira, muita gente subia no balcão, várias cenas engraçadas, inclusive um escocês que estava com os caras do beer poing subiu no balcão e fez uma dança doida típica daquela região. Foi muito legal essa primeira noite!

 

 

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Lugar onde compra o boleto turístico

 

 

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Um dos inúmeros becos de Cusco

 

 

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Gastos do dia

 

Almoço: S/ 7,00

Museu Qoricancha: S/ 10,00

Museu Inca: S/ 10,00

Mercado: S/ 6,00

Breja: S/ 20,00

Hamburguesa: S/ 6,00 (lanches) + S/ 5,00 (refri)

Trem: S/ 318,00

Valle Sagrado: S/ 25,00

Boleto: 130,00

Xarope: S/ 16,00

 

 

Continua...

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