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Bora viajar?

BOLÍVIA E PERU (SETEMBRO/OUTUBRO 2014) - Meu primeiro mochilão: histórias, gastos, fotos e vídeos.

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E aí pessoal, beleza? Acabo de realizar meu primeiro mochilão, e escolhi Bolívia e Peru como primeiro destino, juntamente com meus amigos / casal Renan e Marina e vou contar pra vocês como foi minha primeira experiência de mochileiro.

Como era meu primeiro mochilão, não sabia nem por onde começar, então primeiramente veio a fase de decidir por onde passar e o que conhecer, e montar o roteiro não foi fácil, pois a única coisa que sabíamos era o dia que começaríamos e quando terminaríamos (leia-se começo e fim das férias do trampo), o difícil era saber quanto tempo em cada cidade, como se deslocar, onde dormir, quanto gastar com isso e aquilo, e um grande problema é que tanto a Bolívia quanto o Peru (mais até a Bolívia) são difíceis de conseguir alguma informação pela Internet sobre empresas de ônibus, horários e preços de atrações turísticas, locais para comer e até as informações de hospedagem são contraditórias, então comecei a pesquisar muito na Internet, e o Mochileiros foi a minha maior fonte de consulta para poder fazer essa trip. Li vários relatos, como o do Nogy, o dos mendigos machos, o da Tia Poly (uma parte perdi pois viajei dia 18/09), o do Ruy Ibarra, da Laís Barbalho, fora vários tópicos sobre assuntos específicos, fiz um milhão de perguntas (e todas sempre respondidas, obrigado a todos que colaboraram, não vou citar nomes para não cometer injustiças), anotei todas as dicas possíveis, e nada mais justo que dividir minhas experiências com as pessoas, dar dicas, informações, afinal tem muita gente que pretende fazer essa viagem e quem sabe eu possa ajudar alguém que tenha dúvidas assim como eu tive. ::otemo::

 

 

Resolvi fazer um pequeno vídeo com uma espécie de resumo do meu mochilão

 

 

 

A ideia surgiu antes da viagem e esse vídeo foi o que me inspirou, lógico que dá pra perceber que o meu é bem mais amador, mas o que vale é a intenção hehe

 

 

Nosso roteiro, após várias mudanças, cortes e acréscimos, inicialmente seria esse:

 

1º dia - São Paulo - Santa Cruz de La Sierra (vôo com escala em Assunção e chegando de madruga em SC)

2º dia - Santa Cruz - Cochabamba (conhecer a cidade e viajar de busão à noite chegando de manhã)

3º dia - Cochabamba - Sucre (conhecer a cidade e viajar de busão à noite chegando de manhã)

4º dia – Sucre (conhecer a cidade e dormir nela)

5º dia - Sucre - Potosí (viajar logo cedo, provavelmente de táxi ou busão de madrugada) e Potosí - Uyuni (conhecer a cidade, fazer Cerro Rico e viajar de busão à noite ou no final da tarde)

6º dia - Salar do Uyuni (chegar na noite anterior ou de madrugada e procurar passeio para 3 dias no Salar, contando com esse dia já)

7º dia - Salar do Uyuni

8º dia - Salar do Uyuni e depois La Paz (viajar para La Paz de noite)

9º dia - La Paz (conhecer a cidade e visitar Tiwanaki)

10º dia - La Paz (Chacaltaya e Vale de La Luna)

11º dia – La Paz – Copacabana (ir para a Ilha do Sol e dormir lá).

12º dia – Ilha do Sol - Copacabana - Puno - Arequipa (voltar para Copa, partir para Puno e já vazar direto para Arequipa)

13º dia – Arequipa (conhecer a cidade)

14º dia - Arequipa (Colca Canyon, tour de 1 dia)

15º dia - Arequipa - Cusco (conhece a cidade e viaja à noite para Cusco)

16º dia - Cusco

17º dia – Cusco – Águas Calientes

18º dia – Machu Picchu – Cusco

19º dia – Cusco

20º dia - Cusco - Lima (Vôo pela LAN)

21º dia - Lima (conhecer a cidade)

22º dia - Lima - Paracas (Islas Ballestas pela manhã) e depois Paracas – Lima

23º dia - Lima - São Paulo (Vôo pela LAN)

 

É claro que roteiro de mochileiros sempre sofre mudança e o nosso não é exceção.

 

PREPARAÇÃO E GASTOS PRÉ VIAGEM

 

Livro

 

Minhas pesquisas na Internet iam de vento em popa, mas faltava um livro ou algo do tipo para completar, até que um dia fui ao cinema num shopping em Santos, cidade onde trabalho, e na saída resolvi entrar numa Saraiva, pois queria fuçar se havia algo que me ajudasse com a viagem, e, jogado no meio de alguns guias e mapas, achei o livro que procurava (aliás, era filho único de mãe solteira), chamava “O Guia do Mochileiro: Um roteiro pela Bolívia e Peru”, da Alice Watson, o livro é muito bom, tem muitas dicas úteis, é bem escrito e a leitura é agradável, além disso o roteiro dela era bem parecido com o nosso (pelo menos, na parte da Bolívia), paguei 40 dilmas nele, ele é fácil de achar na Internet e quem tiver interesse pode comprar que é bom mesmo. Achei esse link aqui só pra vocês saberem qual é:

 

http://www.extra.com.br/livros/ViagensTurismo/ViagemAventura/O-Guia-do-Mochileiro-um-Roteiro-pela-Bolivia-e-Peru-Alice-Watson-1736563.html

 

Planilha de gastos

 

Para ajudar a calcular os gastos, peguei alguns modelos de planilhas aqui e fui adaptando, projetando valores, usando a técnica do “chuta pra mais” pra ter uma margem de manobra, afinal, pelo que li por aqui perrengue e imprevisto nunca falta. E vou dizer, ainda sim fizemos algumas cagadas financeiras que nos causaram um certo aperto durante a viagem, mas isso será contado mais adiante.

Não vou postar a planilha que fiz porque não a conclui com os valores finais, então com o passar dos dias, vou colocando os gastos que tive pra mais ou menos orientar vocês (digo mais ou menos que uma coisa ou outra posso ter esquecido de anotar).

 

Depois de um tempo, consegui finalizar a planilha e agora vou postar o link, pode não estar uma maravilha mas acho que dá pra ter uma ideia. Tem duas abas, na primeira uma planilha mais ampla e outra com os gastos mais detalhados, incluindo a média diária em cada moeda (a primeira ficou um pouco grande e tem que ficar rolando a barra, desculpem mas não deu pra fazer menor ::hãã2::). Tentei colocar o que lembrei de anotar, vocês podem estranhar alguns dias não ter gasto com alimentação, mas é que comprávamos muitas coisas nos mercados que duravam pra outros dia, e muitas vezes ou rachávamos a conta ou de nós pagava sozinho pra depois o outro pagar algo, então coloquei apenas o que eu gastei do meu dinheiro.

Se alguém tiver problema em visualizar, dá um toque que eu conserto a burrada. ::hahaha::

 

https://www.dropbox.com/s/arqhp7ax4wjsoz5/Roteiro_Bol%C3%ADvia_e_Peru_2.xls?dl=0

 

Hospedagens

 

A única hospedagem que garantimos com antecedência foi o Hostel Jodanga, em Santa Cruz, o resto fomos vendo na hora mesmo.

 

Machu Picchu

 

Outra coisa que garantimos com antecedência foram as entradas para Machu Picchu. Entramos no site do Governo Peruano e efetuamos a compra de MP e também de Waynapicchu, deu S/150,00 + uma taxa de S/6,50, que depois virou US$ 56,00 na fatura do cartão (mais US$ 3,60 de IOF :x )

O site é esse aqui:

 

http://www.machupicchu.gob.pe/

 

Equipamentos

 

Eu e meus amigos começamos a investir na compra de itens necessários para a viagem, comecei a ir muitas vezes na Decathlon que tem aqui na Praia Grande para pesquisar preços e avaliar os itens. O principal deles era a mochila. Após pesquisar muito na Internet sobre melhores marcas versus preços, inclusive aqui no Mochileiros, e acabei optando pela marca Quechua, que vende na Decathlon, e comprei uma mochila Forclaz 70l, igual essa do link:

 

http://www.decathlon.com.br/montanha---aventura/mochilas-38170/mochila-trecking/mochila-forclaz-70-quechua_164112?chosen=cinza

 

Posso dizer que ela foi jogada (sim, eu vi isso) :o em bagageiro de busão, de avião, foi pra cima e pra baixo, andou lotada de coisas e aguentou bem o tranco, eu recomendo. Fora que vem com 10 anos de garantia. Paguei R$299,00.

Compramos também meias de trekking, de frio, 2 blusas de frio (uma acabei nem usando), uma doleira e uma capa de chuva estilo poncho, que aliás foi muito útil em Machu Picchu.

Ia comprar uma blusa corta vento, mas acabei “herdando” do meu pai (que faleceu no final de agosto agora) uma jaqueta, que caiu como uma luva e realmente ela fez a diferença na viagem.

Outra coisa que ia comprar, mas acabei não comprando, por pura questão de economia (já havia gasto uma certa grana e preferi segurar um pouco), era uma bota boa. Eu me interessei, depois de muito pesquisar, na Forclaz 500 da Quechua, ela tava (e ainda está) custando R$ 299,00 na Decathlon. Acabei indo de tênis mesmo, mas confesso que teve situações nas quais me arrependi de não ter comprado a bota, principalmente em Machu Picchu, pois choveu muito e passei um puta perrengue pra descer Waynapicchu, mas isso relatarei mais adiante.

Além disso, comprei também foi uma câmera nova, pois a minha tinha ido pro saco. Mesma coisa, pesquisei vários modelos, e pelo custo benefício acabei comprando a Samsung WB350F, ela em média cuta uns 500 mangos, mas achei uma promoção na Ricardo Eletro por 360 reais em 3 vezes :D

 

http://www.samsung.com/br/consumer/cameras-camcorder/cameras/smart-compactas/EC-WB350FVMWBR

 

A câmera é excelente, não tenho do que reclamar, tem bastante recurso. Ah, e comprei também um bastão de selfie, achei no Mercado Livre por 40 pilas.

 

Passagens

 

Durante meses, ficamos monitorando os sites das empresas aéreas, da Decolar e do Melhores Destinos a fim de tentar obter um preço bom por elas, pois seriam três trechos de aéreo. Os preços eram bem salgados, fazíamos cálculos e analisávamos combinar voos de empresas diferentes, mas o mais em conta que achávamos girava em torno de 1500, 1600 reais. Mas resolvemos esperar mais, inclusive deixamos passar a Copa para ver se caia e funcionou. Um dia, entrei no site da TAM e pesquisei os três trechos e PARA A NOOOOOOOOSSAAAA ALEGRIIIIAAAA naquele dia estava saindo tudo, já com taxas e impostos, por míseros R$ 888,77. Compramos na hora e ainda deu pra dividir no cartão. Fuck Yeah!!!!!! :D:D:D

 

Seguro

 

Uma boa dica é sempre fazer um seguro de viagem, afinal a gente nunca sabe o que pode acontecer. Eu pesquisei bastante e no final acabei fazendo o da empresa Intermac, pois minha ex sogra trabalha em agência de turismo e quando fui para o Chile ela fez esse seguro pra mim, e como o preço estava bom, fiz ele mesmo. O do Renan e o da Marina foi o mais básico, de 140, eu fiz o intermediário, gastei 230 pilas, os valores de cobertura eram bem maiores, preferi não economizar nesse quesito.

 

Vacina

 

Outra providência foi tomar o raio da vacina de febre amarela, em Santos tinha um posto que emitia a carteirinha da ANVISA, foi só tomar a vacina e pegar a dita cuja.

Importante: é recomendável fazer o cadastro antecipado no site da ANVISA, isso agiliza e facilita o atendimento, pois caso não tenha o cadastro, seus dados pessoais terão que ser colhidos na hora para fazer o cadastro. E sim, conforme muitos disseram, também não fui cobrado pela carteirinha em parte alguma, nem nos aeroportos, mas é melhor tomar, vai que...

O link é esse aqui (precisa criar um cadastro no site)

 

http://www.anvisa.gov.br/viajante/

 

Dinheiro

 

O nosso maior problema era a grana. Conforme todos relatavam, era mais vantajoso levar dólar que real, e então resolvemos ir atrás das verdinhas, só que deixamos pra ver isso muito em cima da hora, e devido a corrida eleitoral, pegamos o pior momento pra comprar dólar. Na primeira vez que fui no meu banco me informar, estava 2.36, mais a caralhada de taxas que rolam. Isso foi numa sexta, na segunda já tava 2.41, e daí só subiu. No dia do embarque, ele chegou a 2.58 (sem contar as taxas) ::grr:: , e então decidimos levar real mesmo e seja o que Deus quiser. E, segundo minhas contas, no final até que valeu a pena, pois pelo preço que pagaríamos no dólar acabaria saindo mais caro ou pelo menos pau a pau.

Levei ao todo R$ 2600,00 (que virou R$ 2500,00, depois explico) e precisei fazer dois saques, um de 200 soles e outro de 100 soles (esse último, desnecessário).

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alexandre, legal tua viajem!! adorei!

quero fazer uma parecida com a sua, porem tenho menos dias disponiveis. quero sair dia 23 de fevereiro e voltar dia 8 de março. qual dos lugares que foi eu posso cortar para dar tempo fazer um percurso parecido com o seu?

 

Valeu Hugo!

 

Cara, pelas minhas contas, sua viagem durará 19 dias, certo? Qual seria seu roteiro? Já tem algo pré definido?

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Alexandre, sem boleto turístico consigo ver alguma coisa em Ollanta? Quero comprar bilhetes de trem saindo de lá e estou na dúvida em fazer Valle Sagrado ou não.

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Aeeee!

Me explica melhor como chega nesse hamburguer de 3 soles na rua ao lado do hostel?

Valeu!

 

 

Dei uma olhada aqui no Maps, o nome da rua é Ayacucho, em algum ponto entre a Calle Matara (rua do Wild Rover) e a Avenida El Sol (uma avenidona que sai da Praça de Armas).

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Alexandre, sem boleto turístico consigo ver alguma coisa em Ollanta? Quero comprar bilhetes de trem saindo de lá e estou na dúvida em fazer Valle Sagrado ou não.

 

Ollantaytambo é apenas uma cidade, o boleto é só pra entrar na fortaleza, que fica num parque fechado. Mas fora a fortaleza, Ollanta não tem nada pra ver de atração, é bonitinha mas só. Eu sinceramente recomendo o passeio, primeiro porque é interessante, e segundo porque ajuda na logística de ir a AC, afinal, pra ir pra Ollanta você vai gastar mais ou menos uns 20 ou 25 soles (de ônibus ou van, táxi é um absurdo), e esse é o preço do passeio, então pelo mesmo preço você vai pra Ollanta e ainda faz um passeio legal.

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Alexandre, sem boleto turístico consigo ver alguma coisa em Ollanta? Quero comprar bilhetes de trem saindo de lá e estou na dúvida em fazer Valle Sagrado ou não.

 

Ollantaytambo é apenas uma cidade, o boleto é só pra entrar na fortaleza, que fica num parque fechado. Mas fora a fortaleza, Ollanta não tem nada pra ver de atração, é bonitinha mas só. Eu sinceramente recomendo o passeio, primeiro porque é interessante, e segundo porque ajuda na logística de ir a AC, afinal, pra ir pra Ollanta você vai gastar mais ou menos uns 20 ou 25 soles (de ônibus ou van, táxi é um absurdo), e esse é o preço do passeio, então pelo mesmo preço você vai pra Ollanta e ainda faz um passeio legal.

 

Valeu! ::otemo::

Vou economizar em outras coisas e não deixar esse passeio de fora.

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Valeu! ::otemo::

Vou economizar em outras coisas e não deixar esse passeio de fora.

 

 

Nem precisa economizar, se você fosse só pra Ollanta pra pegar o trem ia gastar mais ou menos a mesma coisa que se fizer o passeio e descer lá.

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Caralhoooooooooooo, vc foi com o Juan Carlos.. pra mim o melhor guia!! Conhece demais e é super gente boa!! Tenho altas fotos com ele.. nossa, q saudades!!!!

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Caralhoooooooooooo, vc foi com o Juan Carlos.. pra mim o melhor guia!! Conhece demais e é super gente boa!! Tenho altas fotos com ele.. nossa, q saudades!!!!

 

 

Realmente, ele era legal mesmo! Só não digo que foi o melhor guia porque tivemos um que foi muito foda, ainda vou falar dele. E que por sinal, adora uma foto também.

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07 DE OUTUBRO – 20º Dia

Lima

 

 

Ainda era madrugada em Cusco e já estávamos de pé. Nosso voo era às 5h30 e tinha que chegar 30 minutos antes pra fazer check in, então bora comer os lanches que deixamos prontos já que não pegaríamos o café do hostel, pegamos as tralhas, fizemos o check out e fomos pegar um táxi até o aeroporto. Paramos o primeiro que passou, ele cobrava uns 10 ou 15 soles (não tenho certeza agora) e pegamos ele mesmo. Ainda estávamos bem sonolentos, e o taxista estava com o som ligado, mas bem baixinho, quase inaudível, mas um acorde da música nos chamou a atenção... MARIIIILIIIII, MARIIIILIIIII!!!!!!! :o Hahahahaha, olha a Marili de novo, a mesma que nos acompanhou no tour do Salar! Só dei aquela olhada marota pro banco de trás e vejo o riso dos dois, e eu segurando pra não rir alto do lado do motorista.

Não demoramos muito e chegamos ao aeroporto, era pequeno mas até que bonitinho, estava quase vazio, e rapidamente despachamos as mochilas e fomos pro salão de embarque aguardar o voo.

 

 

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Aeroporto de Cusco

 

 

Quando reservamos as passagens ainda no Brasil, esse voo era o único que permitia escolher os lugares, e escolhemos os três juntos, e pedi pra ficar com a janela, afinal nunca tinha conseguido sentar no lado dela (também, tinha poucos voos na carreira hahaha), mas na hora eles ficaram num lugar e eu em outro, no banco do corredor. Muito provavelmente é o check in que define os lugares, só pode.

O avião decolou e o dia começava a querer clarear, a aeromoça nos serviu um lanchinho (uma caixinha com um Club Social e acho que um doce ou um pão com algo, não lembro agora), guardei pra comer depois. Entre eu e o cara que foi na janela ficou vazio, e tinha mais alguns bancos vazios no avião, mas nenhum de janela.

Mais ou menos uma hora e meia depois aterrissamos em Lima, ou melhor, em Callao, cidade vizinha onde fica o aeroporto. Conforme havia lido antes, o aeroporto de “Lima” é realmente bem bonito.

Pegamos nossas mochilas e fomos em direção ao saguão enquanto procurávamos um sinal de WiFi pra caçar algum um hostel, pois não havíamos feito isso em Cusco (erro crasso). A única coisa que tínhamos em mente era ficarmos em Miraflores ou em Barranco, os melhores bairros de Lima segundo relatos que li e o livro que comprei. E aí começou nosso tormento! Mal chegamos ao saguão e uma verdadeira horda de bárbaros taxistas começou a nos abordar de uma forma até inconveniente, quase nos obrigando a pegar seus táxis. Teve um que insistiu até em nos seguir, e eu já tava preparado pra grudar o cara na porrada, pois já havia até sido estúpido com o cara e ele não desistia ::vapapu:: . Fomos pedindo informações e chegamos a um balcão que seria de informações, tinha uma sigla que não me lembro. Perguntei a moça se dava para chegar onde queríamos de ônibus e como fazer, mas ela não sabia muito bem, ou não me entendeu, mas insistiu para que fossemos de táxi. Negativo moça! Era questão de honra para mim não pegar táxi, eles foram muito folgados. A corrida saia em média uns 50 soles.

E do lado de fora era pior, eles se colocavam na nossa frente e enchiam o saco, era pior que o corredor polonês de Arequipa e Cusco, eu simplesmente nem falava nada, passava direto e o Renan que ainda falava algo. Eu já tava irritado! Um dos taxistas acabou puxando papo com o Renan, o cara parecia gente boa, contou que veio ao Rio ver um jogo da Copa e o taxista daqui cobrou 200 reais uma corrida do aeroporto até o Recreio dos Bandeirantes. WTF!? ::ahhhh:: Não conheço o Rio e nem sei onde fica o tal do Recreio, mas seguramente achei o preço um absurdo. Ele estava disposto a fazer por 40 soles, mas falamos que íamos dar mais uma volta.

Vimos um guarda e fomos perguntar se tinha ônibus para Miraflores e ele disse que sim, bastava sair por uma parte lateral do estacionamento do aeroporto e andar uns metros pela calçada até o ponto, tínhamos que pegar o ônibus com a letra S. ::otemo::

 

 

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Aeroporto de Callao

 

 

Confesso que me senti como se estivesse em São Paulo ou outra grande cidade esperando o cata-osso nosso de cada dia pra trabalhar. O ponto estava cheio, o transito era caótico e os ônibus passavam abarrotados, e nós com aqueles mochilões, que beleza!

Após deixarmos uns 2 ônibus com a letra S (na verdade, o prefixo era S e alguma letra junto que não lembro, vinha escrito Miraflores na lateral), passou um até que razoável, tinha espaço pra entrarmos e baaaamo baaamooo baaaaamoooo embora. A passagem custou 1,50 soles e um passageiro nos informou que levava uns 40 minutos até Miraflores.

Callao é bem estranha mesmo, tem cara daquelas cidade de região metropolitana, bem caótica. Ao decorrer da viagem, lugares foram vagando e fomos sentando. Os ônibus em Lima em geral tem som ambiente (e não vem dos celulares dos funkeiros não) e uma hora começou a tocar “Pense em Mim” em espanhol, com o Leonardo mesmo. Todos rimos! E também rolou Corazón Serrano. Todos choram! ::putz::

Tínhamos um mapa de Lima que pegamos em Cusco ainda, era só dos dois bairros que citei, e ficávamos tentando achar nos anunciantes um hostel, e decidimos descer num local que, segundo o mapa, ficava próximo de alguns.

Descemos numa avenida grande, tinha cara de ser a principal do bairro, e começamos uma verdadeira jornada em busca do abrigo sagrado.

Miraflores é um bairro muito bonito, altamente residencial, tem realmente cara de bairro nobre, uns baita casarões diga-se de passagem, mas hospedagem que é bom tava osso de achar. Entramos em um primeiro, era 40 soles, parecia bem mais ou menos, saímos, fomos ver mais um, até que, depois de, sei lá, uns 30 minutos eu acho, achamos o Loki, ele é bem discreto, quase imperceptível, você passa por ele quase sem notar, e eu entrei para me informar, enquanto os dois aguardavam lá fora. Tinha vagas e custava 36 soles o quarto para 4, voltei e os avisei, e como já estávamos bem cansados de andar com aqueles mochilões naquele calorão e sabíamos que o Loki tem fama de bom, decidimos ficar. Tinha que subir dois lances de escada (um deles era bem longo) para chegar no nosso quarto, era bom, tinha banheiro próprio, e que banheiro grande! Por fora, o lado de fora do quarto era pintado com uma ave estilizada, era legal o lugar. Ainda tinha mais um lance de escadas e em cima tinha umas cadeiras, tinha um tipo de barzinho, com pia e tudo, e a vista do bairro. Ah, e o WiFi era bom!

 

 

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Nosso quarto

 

 

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Terraço

 

Como chegamos cedo, eu não lembro exatamente a hora mas devia ser antes das 10h, o café ainda estava sendo servido e fomos pro bar. Diferente dos outros hostels que ficamos, nesse o esquema era diferente, você pedia pra moça do balcão o café, ela dava a cesta com 2 pães, os potinhos de geleia e manteiga, o café o chá você pegava num balcão do outro lado, e ainda tinha direito a um copo de suco de abacaxi que ela servia.

Dentro do hostel, como em tantos outros, tinha uma agencia de turismo e, mesmo sabendo que normalmente é mais caro, fomos sondar quanto ficaria ir para Paracas, no caso eles só tinham o ônibus e não o passeio paras as ilhas e para a reserva, não lembro exatamente o valor mas usamos como base para conseguir por menos. Sentei em um dos dois computadores que tinha lá (na verdade, um não funcionava o teclado) e comecei a pesquisar, e depois pegando algumas informações com um cara da recepção (era um americano muito gente boa que estava lá pra estudar espanhol, mas falava muito pouco), descobrimos que era melhor ir na agência da Cruz Del Sur pessoalmente comprar as passagens.

Saímos para dar uma volta, pelas nossas contas precisávamos fazer um saque, pois achamos que o dinheiro não seria suficiente. Ainda aqui no Brasil, vi várias pessoas relatando que no aeroporto de Lima tem uma taxa de embarque de U$ 30,00 que muito brasileiro já passou apuro, e como por aquelas bandas sempre é cobrada taxa de embarque sabíamos que tinha que guardar essa grana, que em soles daria algo próximo dos oitenta e poucos soles, mas por precaução calculei guardar 90 soles (o dólar era em média 2,89).

Andamos pela avenida principal, por lá não conseguimos encontrar nenhum lugar que tivesse um menu econômico, afinal é um bairro mais caro e isso nos preocupou, então teríamos que apelar pra lanches mesmo, e logo avistamos um Subway, entramos e pedimos aqueles Baratíssimos, era 6,50 soles.

Depois de comer, paramos num caixa eletrônico e a intenção era sacar tudo na minha conta, isso geraria uma única tributação, e depois eles me pagavam. Combinamos sacar 400 soles pra nós, mas a porra do meu banco tem um limite e só liberou 300 soles.

Voltando para o hostel, vimos um homem com um carrinho vendendo frutas, resolvemos comprar um cacho de bananas, custou 6 soles (caro, não!) ::sos:: e voltamos pro quarto.

Guardamos as bananas e resolvemos ir comprar as passagens pra Paracas. No caminho, ainda passamos em uma agência de turismo na Av. José Pardo, mas não nos interessou, então fomos pegar um ônibus que sabíamos que passava ali e nos levaria a rodoviária da empresa. Explicando, em Lima não existe uma rodoviária geral, e sim a rodoviária de cada empresa, é como se tivéssemos aqui a rodoviária da Breda, da Útil, da Expresso Brasileiro, entre outras.

O ônibus veio, era na verdade um micro ônibus, custou 1 nuevo sol apenas, bem mais barato que os 40 soles que nos enfiariam de táxi. Descemos e a rodoviária (ou terrapuerto, como eles chamam) era do outro lado da Javier Prado Este, e precisávamos atravessar uma passarela, o que causou arrepios no Renan. Acreditem, o nanico tem verdadeiro pavor de atravessar viadutos ou passarelas, morre de medo, por causa dos carros que passam por baixo. WHAT!? :o E eu preocupado com meu medo de altura...

Antes de atravessar, paramos numa vendinha e compramos uma garrafa grande de água, e fomos até a rodoviária, estava bem movimentada, mas até que não demoramos muito na fila e pedimos passagens de ida e volta para Paracas para o dia 09, a de ida seria a do primeiro horário: 3h30 e a volta seria às 18h50, tempo suficiente para fazer os dois passeios. Cada uma custava 65 soles, pegamos as passagens e fomos embora. Na saída, pra variar, um taxista nos abordou e aproveitamos pra perguntar quanto ficava uma corrida de Miraflores até lá às 3h, ele respondeu que até o bairro é 30 soles (desceríamos no começo dele) e até o nosso hostel era 40 soles, pegamos o seu cartão e ficamos de ligar.

Fomos até o ponto, pegamos o busão e já no caminho me dei conta que esqueci a garrafa de água cheinha na rodoviária. Caralho, só eu mesmo! ::prestessao::

Voltamos ao hostel para guardar as passagens e saímos novamente para andar com mais calma pelo lugar, era um bairro muito bonito mesmo, e como sabíamos que a praia era perto fomos pra lá. Que lugar incrível! Tinha um enorme jardim por toda a sua extensão (era um parque na verdade), tinha espaços para crianças, adestramento de cães, e até umas estatuas que simulação um casal meio safadjenho :twisted: . Mas o mais curioso era a praia ficar mais abaixo que o local. Lima fica numa espécie de platô, ou seja, a cidade fica mais alta que a praia, lá embaixo tinha um avenidona e a praia, muito bela. Tinha também muita gente andando de paraglider, e próximo dali um imenso farol. Passamos um bom tempo ali, vale muito a pena conhecer esse lugar! Notei também que tinha uma quadra onde rolava uma espécie de projeto que ensinava tênis para crianças.

Depois de passar um tempo ali admirando aquele visual, resolvemos voltar, e no caminho paramos numa vendinha para eu comprar uma água já que “inteligentemente” eu havia esquecido na rodoviária (não lembro o preço, mas lembro que foi mais caro, e era mesma marca e mesmo tamanho) e do lado de fora um cara tava com um carrinho cheio de pães, estavam com uma cara muito boa e compram um cada, acho que foi em torno de 1,50 ou 2 soles, não lembro, e fomos comendo pelo caminho até o hostel. Eram muito gostosos, eram recheados de doce de leite (só eu que escolhi um comum sem perceber ::putz:: ), deu vontade de voltar e comprar mais.

 

 

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Miraflores

 

 

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Seus indecentes!

 

 

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Chegamos no hostel, aproveitei para usar o Skype para tentar falar com minha mãe, já que o WiFi dali era muito bom, e finalmente consegui. Como o Renan e a Marina já haviam tomado banho foi minha vez, e pra variar passei mais uma aventura com o chuveiro. A ducha até estava quentinha (essa hora já estava fazendo um certo frio por lá), mas a porra do chuveiro tava com a pecinha da ponta meio solta e ele começou a esguichar água pra todos os lados, tava uma beleza aquilo. E quando comentei com meus amigos, adivinhem? Com eles não aconteceu nada disso! Sério? Nossa, que estranho acontecer só comigo isso... :(

Nessa hora conhecemos a outra pessoa que estava no nosso quarto, era um colombiana muito doida, trocou um pouco de ideia conosco, não lembro como chegou o assunto, mas começamos a falar de palavrões e quando explicamos o que era porra, a doida se matou de rir e não parava de falar frases usando porra no meio. De repente, do nada, ela pegou as coisas e vazou, tipo, foi embora, parece que ia pra outro quarto. Não entendemos, mas tudo bem.

Saímos pra procurar algo pra comer e acabamos dando uma volta por uma praça próxima da avenida onde havíamos comido e feito saque de manhã, tinha uma igreja muito bonita e bem iluminada, e ao lado dela um pátio que tinha muitos, mas muitos gatos, era impressionante a quantidade, tinha uma espécie de feirinha e muitas barraquinhas com doces típicos e coisas locais. Acabamos parando numa rede de fast food chamada Bembos, o Renan disse que conhecia, mas eu nunca havia ouvido falar. Mandamos uns lanches e uma Inka Cola que na verdade era com outro nome, de um concorrente (tipo Coca Cola e Pepsi), mas o sabor era o mesmo e voltamos por hostel.

 

 

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E lá vamos nós conhecer o bar! Tava até movimentado, mas nem passava perto da agitação do bar do WR. Tinha uma mesa de sinuca, uma de pebolim e um alvo de dardos, e lá fomos eu e Renan para o pebolim. Logo colaram uns caras pra jogar conosco, eram brasileiros, ficamos jogando e depois conversamos um pouco, depois eles foram jogar sinuca e ficamos mais um pouco no pebolim. Tomamos umas cervejas e ficamos por ali mais um pouco, tava bem parado, e teve uma hora que mó galera vazou para algum role.

Resolvi me aventurar nos dardos, eu nunca havia brincado disso antes e acabei conhecendo duas argentinas que também estavam jogando, uma delas tava ficando com um dos brasileiros que conhecemos, e confesso que até que eu estava ficando bom naquilo. Fiquei muito tempo compenetrado ali até cansar. O Renan e a Marina estavam sentados num sofá que tinha do lado do pebolim só observando tudo.

 

Gastos do dia

 

Hostel (WR): S/ 72,00 (duas diárias)

Táxi até o aeroporto: S/ 10,00 ou S/ 15,00

Saque: S/300,00

Subway: S/ 6,50

Bananas: S/ 6,00

Busão: S/ 2,00 (ida e volta)

Água: S/ 4,00 mais ou menos

Passagens para Paracas: S/ 130,00 (ida e volta)

Bembos: S/ 12,00

Cerveja: S/ 9,00

 

 

Continua...

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