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samanthavasques

Mochilão Truta - Bolívia, Peru e Chile em 25 dias

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[info]Pessoal, essa viagem foi feita em 2009, e muitos dos valores que eu coloquei aqui já estão defasados. Portanto usem o relato para pesquisa de roteiros e cidades, mas não usem os preços como base para o planejamento, para isso procurem relatos de 2011 em diante. Abs, Samantha[/info]

 

 

 

[align=center][t1]MOCHILÃO TRUTA[/t1]

[t3]BOLÍVIA – PERU – CHILE – BOLÍVIA

JULHO 2009[/t3]

::hahaha::::hahaha::::hahaha::[/align]

 

[align=justify]Depois de muito tempo guardando dinheiro e planejando o roteiro, fiz essa viagem de 25 dias sozinha em julho de 2009, partindo do Rio de Janeiro. O título é Mochilão Truta porque essa viagem foi uma overdose do peixe do Titicaca. Nesse relato estão valores atualizados, minhas impressões dos locais por onde passei e algumas histórias que considero que valem a pena ser contadas. Resolvi poupá-los das minhas crises de consumismo e incluir apenas os gastos relevantes para quem planeja uma viagem. Os gastos com artesanato também não inclui, apesar de achar relevantes já que todo mundo compra, porque não estão bem anotados. Os restaurantes só anotei os nomes e localização dos locais que foram bons e baratos.

 

[t3]# Um ano e meio antes... – O planejamento[/t3]

 

Roteiro planejado, com número de dias em cada cidade:

Rio de Janeiro

Santa Cruz de La Sierra (1)

La Paz (4)

Copacabana / Isla del Sol (2)

Puno (somente passagem)

Cusco (4, sendo 1 em Machu Picchu)

Nazca (1)

Ica / Huacachina (1)

Arequipa (1)

Arica (1)

San Pedro do Atacama (3)

Salar de Uyuni (3)

Potosí (1)

Sucre (1)

Santa Cruz de la Sierra (1)

Rio de Janeiro

 

O roteiro realizado foi um pouco diferente. Foram cortadas Ica e Arequipa para dar mais um dia para Cusco e San Pedro do Atacama cada uma. De resto foi igual. Ica foi cortada pela praticidade, já que era uma pontinha que estava meio que para fora do roteiro circular, e não era uma coisa que eu queria tanto fazer. E Arequipa foi cortada porque eu já tinha a intenção de retornar, pois dessa vez não teria tempo de fazer o Canion del Colca, iria somente conhecer a cidade.

 

Custo total planejado:

R$ 3.300

 

Custo total real (descontando as extravagâncias com roupas e artesanatos...):

R$ 3.590

 

Conversão

$ 1 = R$ 2

$ 1 = Bs. 7

$ 1 = s./3

$ 1 = PC$ 500 (na verdade um pouquinho mais do que isso, arredondei para baixo para facilitar as contas)

 

Os gastos antes da saída

Passagem aérea Gol Rio – Santa Cruz – Rio: R$1070

Passagem aérea Aerosur Sucre – Santa Cruz: $57

Carteira de estudante internacional ISIC: R$40

Seguro Viagem GTA: $48

Trem Ollantaytambo – Águas Calientes – Ollantaytambo: $62

 

Tirando esses gastos, não fiz reserva de mais nada com antecedência.

Em dinheiro levei 450 dólares, e o restante saquei lá.[/align]

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[align=justify][t3]# Dia 0 – 07.07.09 – Do Rio de Janeiro para Santa Cruz de la Sierra[/t3]

 

Depois de ter lido alguns relatos e considerando o pouco tempo de viagem que eu tinha, resolvi que não valeria a pena ir pelo trem da morte. Fui de avião do Rio para Santa Cruz de la Sierra pela Gol, fazendo conexão em Guarulhos e escala em Campo Grande. O vôo não é dos mais agradáveis, é tanta parada que nem dá para dormir. A vantagem é que em cada trecho tem um lanchinho. ::tchann:: E os horários também são um pouco ingratos. Saí do Rio às 19:20 e cheguei em Santa Cruz 1:15. Não estava muito disposta a sair de madrugada procurando hotel e também para economizar fiquei dormindo no aeroporto mesmo. O aeroporto de Santa Cruz é minúsculo! Você dá dez passos e já está na rua. Como tem pouco movimento é muito tranqüilo dormir no aeroporto e muita gente faz isso lá. Recomendo as cadeiras do segundo piso, bem mais confortáveis que as do primeiro. ::otemo::

O único gasto do dia foi a janta no Pizza Hut do aeroporto de Guarulhos, com desconto da carteira ISIC saiu por R$15.[/align]

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[align=justify][t3]# Dia 1 – 08.07.09 – Santa Cruz de la Sierra[/t3]

 

Tomei café no aeroporto, bastante caro para os padrões bolivianos. O câmbio no aeroporto de Santa Cruz é horrível, troquei dólares por 6,83 bolivianos, sendo que no restante da viagem não troquei em nenhum lugar por menos que 7 bolivianos. A melhor opção é sacar dinheiro no aeroporto, se não puder, faça o câmbio apenas do que for precisar para chegar até o centro e troque mais lá.

 

Saindo do aeroporto a primeira coisa que fiz foi ir até o terminal bimodal comprar a passagem para La Paz, pois a procura é grande. Comprei em bus cama pela Flota Copacabana. Cuidado porque os bolivianos costumam tentar enrolar na venda das passagens... O bus cama mesmo é o de 3 filas! Os de 4 filas são todos semi-cama, e existem variações entre eles. Uns reclinam mais e tem apoio para os pés, mas ainda assim não são cama. Para ir de táxi do aeroporto ao terminal bimodal paguei Bs. 40. O preço dos táxis no aeroporto é tabelado, no ponto de táxi há uma placa com os valores, seria Bs. 50. Peguei um táxi que estava parado em uma vaga comum dentro do aeroporto mesmo, pagando mais barato, mas o carro era bem velho.

 

Santa Cruz de la Sierra é a segunda maior cidade da Bolívia, mas não é uma cidade muito turística e não há muito o que fazer por lá. Fiquei um bom tempo à toa na Plaza 24 de Septiembre vendo a vida passar. Passando pelo lado da catedral tem uma outra plaza menor, também agradável. Para os gastadores a melhor diversão da cidade são as lojas da Fair Play, que vende material esportivo na Bolívia (tudo original). Eles sempre oferecem desconto, até mais do que você imagina, e os preços são bem melhores que no Brasil. Comprei um tênis Puma por Bs.416, que são R$120 aproximadamente. O preço inicial era Bs.490, e o desconto só não foi maior porque paguei com o cartão de crédito. No centro histórico, há uma loja na Calla Ayacucho e outra na Calle Colón, quase na esquina com a Ayacucho. Se quiser comprar alguma coisa na Fair Play melhor comprar em Santa Cruz, pois na loja de La Paz não consegui desconto pagando no cartão.

 

No fim da tarde fui para o terminal bimodal e fiquei fazendo hora esperando o ônibus para La Paz, que sairia às 19:30. Os horários mais cedo são apenas ônibus semi-cama. Deu 19:30 e nada do ônibus aparecer, disseram que sairia as 20:00. Não precisa nem falar que às 20h o ônibus ainda não tinha dado sinal de vida. Só foi aparecer às 21h. Mas como era primeiro dia de viagem ainda estava no clima de “ligue o f**a-se e seja feliz!”. Mal sabia o que me esperava. ::lol3:: Em compensação o ônibus era excelente, o melhor que eu peguei na viagem. Mas não recomendo a Flota Copacabana pelo atraso apenas.

 

Táxi de Viru-Viru para o Terminal Bimodal: Bs. 40

Passagem de Santa Cruz para La Paz: Bs. 160

Táxi do Terminal Bimodal para a Plaza: Bs. 8

Almoço: Bs. 22

Táxi da Plaza para o terminal bimodal: Bs. 10

Água 2L: Bs. 6

Banheiro no terminal: Bs. 1

Taxa do terminal bimodal: Bs. 3[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 2 – 09.07.09 – Fim de mundo, onde Judas perdeu as botas, ou como quiser chamar...[/t3]

 

Dormi muito bem no ônibus... Acordei às 7 da manhã e percebi que o ônibus estava parado. Achei que fosse uma parada em algum banheiro. Depois de algum tempo achei que estava demorando demais... E lutando contra a preguiça me mexi para olhar pela janela. O motorista havia ligado o rádio mas eu não estava prestando atenção. Depois de ver um monte de gente andando na estrada ao lado do ônibus identifiquei uma história de que haviam quebrado o vidro de algum ônibus. Antes de viajar havia lido sobre os bloqueios nas estradas no sul do Peru, mas não estava sabendo de nada na Bolívia. Fui conversar com o motorista e ele disse que a estrada só seria aberta a noite, então só chegaríamos em La Paz no dia seguinte, pois ainda estávamos pouco depois de Cochabamba. A outra opção seria andar cerca de 2 Km até o outro lado do bloqueio, onde segundo ele haveriam outros ônibus indo para La Paz, que cobrariam 20 bolivianos. Não tendo escolha lá fui eu andando.

 

Era afinal uma manifestação a favor do Evo Morales, querendo sua permanência de 2010 a 2015. É no mínimo interessante a comoção causada pelo Evo Morales na Bolívia. Em todas as cidades você vê as manifestações a favor do sim pela mudança na constituição boliviana. Ouvi dizer que o Evo é primeiro presidente boliviano a conseguir terminar um mandato nos últimos 100 anos. E também é interessante observar como essas populações, apesar de muito humildes, são muito mais politizadas do que a acomodada classe média brasileira. Digo isso porque, pelo menos em teoria, é a grande massa da classe média que move a política de um país. E digo isso também agora, porque no dia eu queria mais era dar um tiro no Evo Morales pra acabar com aquilo tudo.

 

Pois bem, depois de andar por 1 hora e meia cheguei ao outro lado do bloqueio (2 Km é o ** do motorista!). E... Cadê os ônibus para La Paz??? Havia 3 ônibus apenas, os 3 parados na pista em direção oposta e não pretendiam ir a lugar nenhum. Andei mais um pouco mas só aparecia um monte de caminhões. Voltei. Localizei 2 vans, as 2 iriam para Oruro, e nada de La Paz. Nessa hora comecei a ficar um pouco tensa, porque não queria nem um pouco ir até Oruro, além do mais estava sozinha e há bastante tempo não via ninguém que não tivesse cara de índio, ou seja, eu era uma turista perdida. Resolvi então perguntar para algum local onde poderia encontrar um ônibus que fosse a La Paz. Perguntei então para uma senhora que vendia frango frito na beira da estrada. Péssima escolha, a mulher estava mais perdida do que eu e nem sabia do bloqueio! Para minha sorte (ou não, veremos) uma outra mulher que comia o frango frito disse que eu só conseguiria um ônibus para La Paz indo mais a frente para fora do bloqueio, muito distante para ir andando e que eu deveria pegar um táxi. Agradeci e parei um táxi. Perguntei ao motorista onde haveria um ônibus para La Paz e ele deu uma resposta semelhante à da mulher. Sem outra alternativa e com 2 respostas iguais acabei confiando, e o taxista me levou por uns 10 minutos mais a frente, em um local onde havia um pedágio e um posto da polícia boliviana (graças a Deus!). O lugar era um fim de mundo, só tinha meia dúzia de casinhas na beira da estrada e mais nada. Fiquei esperando por algum tempo ao lado de um outro grupo de umas 4 pessoas que também esperavam um ônibus. Mas nessa hora comecei a ficar realmente preocupada. Fui falar com os policiais, e eles disseram que ali não passaria nenhum ônibus para La Paz, pelo menos não naquele dia. “Me fu”. Fiquei um tempo batendo papo com eles e inventei uma história mirabolante pra explicar o que eu fazia sozinha naquele lugar. Eles disseram que não era muito seguro eu ficar esperando ali (Jura?! Eu nem imaginava?!) e que a melhor opção seria eu voltar para o meu ônibus e esperar a noite, pois os ônibus para La Paz não estavam passando nem perto dali. Pararam um táxi, e lá fui eu de volta para o local do bloqueio. Chegando lá já haviam ônibus para Oruro. Resolvi ir neste e pegar outro para La Paz no terminal de Oruro. Outras pessoas que estavam no mesmo ônibus para La Paz que eu fizeram o mesmo. No final deu tudo certo... Mas perdi um dia em La Paz, pois só cheguei às 23:00. A essa hora não estava em condições de ficar pechinchando táxi nem procurando hotel. Fui direto para o Hotel Torino que era o primeiro da minha lista. Chegando lá descobri que os preços haviam aumentado. Estavam cobrando 40 bolivianos por noite pelo quanto individual com banheiro compartilhado no corredor. A localização é excelente, fica praticamente na esquina da Plaza. Os quartos são bons, mas os banheiros são bem ruins... Sujos e permanentemente entupidos, pelo menos o feminino. Acredito que dê para encontrar lugar melhor pelo mesmo preço, mas acabei ficando lá mesmo.

 

Táxi para sair do bloqueio: Bs. 10

Táxi para voltar para o bloqueio: Bs. 10

Ônibus para Oruro (empresa Trans Azul): Bs. 25

Ônibus de Oruro para La Paz (empresa Urus): Bs. 20

Banheiro no terminal de Oruro: Bs. 1

Taxa do terminal de Oruro: Bs. 1,50

Táxi do terminal de La Paz para o Hotel Torino: Bs. 10

Hotel Torino: Bs. 40 por noite[/align]

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[align=justify][t3]# Dia 3 – 10.07.09 – La Paz, Tiwanaco[/t3]

 

Dentro do hotel Torino, como em muitos outros, há uma agência de viagem. Eles juntam a galera que contrata os passeios em vários hotéis e um ônibus vai passando e pegando todo mundo. Logo não existe dizer que a agência do hotel tal é melhor, é tudo a mesma coisa. Para não perder mais um dia na cidade, na noite anterior me informei dos horários de saída e no dia seguinte acordei cedo e fechei Tiwanaco para o mesmo dia e Chacaltaya para o dia seguinte. No último dia tinha a intenção de conhecer a cidade e sair de tarde para Copacabana.

 

Achei Tiwanaco um pouco decepcionante. A visita começa por um museu que explica as tradições culturais e o estilo de vida dos Tiwanaco. Interessante. Depois passa para a visita do monólito, que fica num lugar escuro, péssimo para tirar fotos. E então passa para as ruínas abertas. É tudo tão corrido que mal dá tempo de tirar fotos e admirar o lugar, acho que foi mais por isso que o passeio não me encantou muito. No final tem uma pequena colina que se pode subir para uma vista panorâmica das ruínas. Até então não havia sentido nenhum efeito da altitude, mas quase morri para subir esse morrinho besta! E na volta não conseguia descer porque estava com as pernas bambas e meio tonta, achei que fosse rolar do barranco e fui descendo devagarzinho. O guia frenético não queria esperar e foi me buscar. No final tem algumas tendas de artesanato baratas. Depois disso vai para o almoço, que não é incluído no preço do passeio mas não é muito caro, e a comida é boa. E depois passa por mais umas ruínas e pela praça no centro da cidade de Tiwanaku.

 

Na volta para La Paz saí para comprar roupas de frio, pois levei quase nada de casa e deixei para comprar tudo lá, inclusive a mochila, levei tudo em uma malinha de mão pequena. Na Calle Sagárnaga, no lado esquerdo de quem sobe, há uma feira que vende casacos, gorros, meias e cachecóis. Havia duas meninas que estavam desesperadas para vender, oferecendo desconto sem nem pedir. Resolvi comprar tudo numa tenda só para conseguir um desconto bom e fui numa das meninas. O nome dela era Julessa, ou algo parecido. Perguntei se ela trabalhava ali com a mãe, mas ela disse que o negócio era dela mesma. Estudava de manhã e trabalhava ali à tarde. Na época estava de férias da escola então podia trabalhar o dia inteiro. Fiquei com pena da menina e acabei não pedindo um desconto muito grande, me dei por satisfeita com o que ela ofereceu e teria até pago mais. Comprei um casaco, um poncho, um cachecol, 3 gorros, 1 par de meias e 1 de luvas, tudo por 300 bolivianos, que são 85 reais, o que aqui não daria nem para o casaco. Na Sagárnaga tem também algumas lojas de material esportivo em que se pode comprar fleece. Comprei uma luva de fleece por 40 bolivianos e também um casaco, mas este não me lembro quanto custou. Para encontrar mais roupa de frio vá subindo pela Calle Illampu, até a Calle Tumusla, onde há várias barracas e lojas e vendendo casacos. No finalzinho da Illampu comprei um casaco de pluma por 120 bolivianos. Calça em fleece não consegui encontrar, apenas fleece misturado com algodão, por 30 bolivianos na Tumusla, mas foi suficiente para agüentar o frio até de El Tatio (junto com a segunda pele claro). Para comprar artesanatos o melhor lugar também é naquelas quadras da Sagárnaga e Illampu. Na Calle Linares há uma loja que vende instrumentos musicais que também é legal para comprar como souvenier.

 

Na janta comi no Burger King que fica perto do Hotel Torino (na Bolívia não tem McDonalds). Tem também uma rede de fast food boliviana chamada Dumbo, mas não sei dizer se é boa porque só tomei o sorvete em Santa Cruz (esse sim estava uma delícia).

 

Passeio para Tiwanaku: Bs. 50 + 80 (entrada)

Passeio para o Chacaltaya e Vale de la Luna: Bs. 50

Almoço: Bs. 28

Roupas: Bs. 300

Janta: Bs. 33

Água 2L: Bs. 7

Papel higiênico: Bs. 1[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 4 – 11.07.09 – La Paz[/t3]

 

Aqui houve uma mudança de planos. Havia reservado o passeio para o Chacaltaya, mas, como mal aguentava subir as ladeiras de La Paz sem cuspir os pulmões, achei que não conseguiria subir a montanha. Acordei cedo para ir na agência tentar trocar o passeio para o dia seguinte. Disseram que para isso eu teria que pagar mais a metade do valor (25 bolivianos) e aceitei.

 

Nesse dia saí para conhecer a cidade. Me arrependo de não ter conhecido melhor a catedral, pois quando fui estava tendo missa e só dei uma olhada rápida no interior, nem me lembro bem como é. Voltei depois duas vezes, no mesmo dia mais tarde e também no dia seguinte, mas nas duas vezes estava fechada. A Iglesia San Francisco é lindíssima! Em prente a Plaza San Francisco fica uma das principais avenidas de La Paz, uma confusão completa, muita gente, muito carro, muita buzina. A cara da Bolívia.

 

Fiquei encantada com o centro de La Paz, é impressionante como é um estilo de vida tão diferente do nosso e ao mesmo tempo tão parecido, não sei exatamente como explicar em palavras, só vendo para entender. O mercado das bruxas na Calle Linares é fascinante. A chola que vendia explicou que os fetos de lhama são usados quando se está construindo uma casa, enterra-se o feto no terreno para trazer boa sorte.

 

Em La Paz fica muito evidente como os povos andinos mantém as suas tradições culturais de muitos séculos atrás. Fala-se muito da cultura brasileira, mas a nossa cultura em grande parte só está presente nas histórias e não tanto no dia a dia. Não vou generalizar para todo o Brasil, mas no Rio de Janeiro a vivência de tradições culturais se resume a uma semana de carnaval por ano. É completamente diferente do povo boliviano, que realmente tem a questão cultural inserida nos seus hábitos cotidianos. O maior exemplo disso é o hábito de mascar a folha de coca, que permanece por milênios, mesmo com toda a repressão que sofre nos tempos modernos.

 

À noite jantei no café ao lado do hotel Torino, achei muito bom e recomendo. Lá também tem internet por 4 bolivianos a hora.

 

Museu da Coca: Bs. 10

Almoço: Bs. 43

Janta: Bs. 20

Internet: Bs. 5

 

 

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[align=justify][t3]# Dia 5 – 12.07.09 – Chacaltaya[/t3]

 

De La Paz o que eu mais gostei foi o passeio do Chacaltaya. No caminho passa por El Alto, que é uma das cidades mais pobres da Bolívia. Uma coisa interessante de se notar é que apesar de muito pobres, todos tem casa. Em nenhum lugar vi favela ou barraco. De El Alto a vista é lindíssima. A cidade inteira de La Paz vista de cima, com o Illimani, o pico mais alto da Bolívia, ao fundo. Continuando o caminho para o Chacaltaya também se tem vistas espetaculares do próprio e também do Huayna Potosí, coberto de neve. Já o Chacaltaya não tinha muita neve, no pico não havia nada. O guia explicou que lá costuma nevar mais no verão, por ser a estação do ano mais úmida, e não no inverno como seria de se esperar. No topo do Chacaltaya perdi um pedaço do meu brinco, um pequeno triângulo de prata. Se alguém encontrar favor entrar em contato. ::lol4::

 

Nesse dia o almoço não é incluído e nem há tempo para o almoço. Mas convencemos o guia a esperar enquanto tomávamos uma sopa na base da montanha, porque realmente precisávamos de alguma coisa quente. A sopa acabou saindo de graça para mim por uma confusão na hora de pagar que até hoje eu não entendi.

 

Depois do Chacaltaya quase todos abandonaram o passeio, só sobraram uns 3 ou 4 na van para ir ao Vale de la Luna. Eu não fui porque precisava arrumar as coisas na mochila nova para ir a Copacabana na manhã seguinte e também porque dizem que o Vale de la Luna não é grandes coisas. Isso porque havia decidido deixar para ir para Copacabana no dia seguinte ao planejado, pelo ônibus turístico que se compra no próprio hotel e sai às 8 da manhã.

 

Jantei em uma pizzaria muito boa e barata que fica dentro de uma galeria na Sagárnaga, mas infelizmente não me lembro o nome para indicar, vai ter que ser procurando mesmo. Dentro dessa galeria tem também uma casa de câmbio.

 

Chacaltaya: Bs. 25 (remarcação) + 15 (entrada)

Ônibus para Copacabana: Bs. 30

Janta: Bs. 20[/align]

 

 

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[align=justify][t3]# Dia 6 – 13.07.09 – Copacabana e Isla del Sol[/t3]

 

O Ônibus para Copacabana sai por volta das 8 da manhã, vai passando de hotel em hotel para buscar todo mundo. A estrada é muito bonita, vai desde a metade do caminho mais ou menos até o final margeando o Titicaca, e quando chega você vê a cidade de cima, e Copacabana é bem pequena. Em uma parte do trajeto é preciso descer do ônibus para cruzar o barco em uma balsa e o ônibus vai em outra balsa. A balsa é paga em separado, me esqueci de anotar o valor mas é barata, algo como 1 ou 2 bolivianos.

 

Chegamos em Copacabana cerca de 12h, e tínhamos que pegar o barco que sai a 13:30 para a Ilha do Sol. Esse tempo foi usado para acertar em uma agência o trajeto até Cusco. Vou ficar devendo aqui o nome da agência porque não estou com o papel que anotei agora, depois coloco. O pacote incluía o barco de ida para a Ilha do Sol (lado sul), a passagem de ônibus de Copacabana para Puno, o passeio das Ilhas de Uros e o ônibus de Puno para Cusco. Nesse último trecho há opção de bus cama ou semi cama. Escolhemos o cama, que na verdade era um semi cama bom, e depois fiquei sabendo que quem tinha pago o semi-cama foi em um ônibus horrível. Então não recomendo essa agência, em que sempre se paga por um pouco mais do que se leva, mas imagino que as outras não sejam muito diferentes, então tenham cuidado. O câmbio em Copacabana também não é dos melhores, troquei dólares por 6,95 bolivianos, então traga o dinheiro que for precisar de La Paz.

 

Queríamos ir para o lado norte da Ilha, mas os barcos só saem regularmente para o lado sul. Na agência informaram que chegaríamos no sul às 15h e às 15h30min sairia um barco para o lado norte, mas o preço não estava incluso no pacote, assim como o barco de volta para Copacabana. Assim, o decidido foi ir até o sul e de lá ir para o norte de barco, dormir no lado norte e no dia seguinte fazer a trilha para o sul e de lá pegar o barco de volta. Teria que ser assim pois se fizéssemos a trilha ao contrário, do sul para o norte, não encontraríamos barcos para voltar para Copacabana saindo do norte.

 

Não tivemos tempo de conhecer Copacabana nem de almoçar. Chegamos, acertamos o pacote, deixamos as mochilas na agência (não tive nenhum problema fazendo isso durante toda a viagem) e fomos direto para o barco. O barco tinha dois motores. Um deles sofreu incessantes tentativas de fazê-lo funcionar durante todo o trajeto, sem sucesso, enquanto o outro funcionava meio capenga, o que fez a viagem ser interminável. No barco havia um grupo de argentinos que também queria ir para o norte, então negociamos com o dono do barco que nos levaria lá em outro barco, então nem precisaríamos esperar o das 15:30. Ele cobrou 200 bolivianos pelo fretamento do barco, e dividiríamos em quantas pessoas tiverem. Fomos um grupo de brasileiros e um de argentinos, e não parava de aparecer gente no barco, então acabou saindo bem barato, 12 bolivianos para cada um.

 

Quando descemos no sul para trocar de barco veio logo um dos fiscais da ilha, que tinha um crachá, cobrar a taxa de entrada. Não queríamos pagar porque já estávamos de saída para norte, mas ele disse que o recibo serviria também para o dia seguinte, que não precisaríamos pagar novamente, então aceitamos.

 

Fomos então para o norte. Chegando lá um garotinho já veio oferecer hospedagem, fomos com ele ver e acabamos ficando por lá mesmo. O lado norte da ilha é bem mais simples que o sul, muito menos turístico. O hotel que ficamos era entrando pela rua logo em frente de onde ficam os barcos, no lado direito da rua, em uma porta de madeira onde havia escrito HOSTAL em giz rosa. Isso dá a impressão de que era uma hospedagem precária, mas na verdade era um hotel muito bom, um dos melhores da viagem. Muito limpo, os donos eram bastante simpáticos. Havia apenas um banheiro. Cobraram 20 bolivianos por pessoa incluindo ducha quente, acabamos acertando em 15 por pessoa e quem fosse tomar banho pagaria os 5. Nem precisa dizer que ninguém tomou banho. ::lol3:: Mesmo sendo uma comunidade bem pequena há telefones para ligar ao Brasil em uma casa na beira do lago, e até sinal de celular.

 

Saímos então para conhecer as ruínas do lado norte no final da tarde. Uma curta caminhada, não mais de 30 minutos, com um por do sol espetacular. Na volta já estava escurecendo e precisamos de lanternas, porque fica uma escuridão total na ilha, já que não há iluminação pública, somente as luzes de dentro das casas.

 

Jantamos em um restaurante que fica na esquina da rua do hostal, na beira do lago. Adivinha? Truta, é claro. Antes disso foi uma peregrinação para conseguir comprar vinho para a janta e água para o dia seguinte na trilha. Isso porque como há poucas opções de lojas, eles combinam os preços e não oferecem descontos. Então leve o que for precisar de fora da ilha.

 

Pacote (barco para a ilha, ônibus para Puno, tour Urus e bus cama para Cusco): Bs. 210

Barco do sul para o norte: Bs. 12

Hostal: Bs. 15

Água 2L: Bs. 8

Vinho: Bs. 20

Janta: Bs. 15[/align]

 

 

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[align=justify][t3]# Dia 7 – 14.07.09 – Mais Titicaca[/t3]

 

Combinamos de acordar às 5:30 para as 6 horas sairmos para começar a trilha, pois deveríamos estar no lado sul para pegar o barco de volta para Copacabana que saía às 10:30. Mas às 6 horas ainda estava uma escuridão completa, nem sinal do sol nascer. Ficamos esperando o dia clarear e acabamos saindo por volta das 7 horas da manhã. Disseram que havia 2 caminhos, uma trilha mais rápida que ia por cima da ilha, e uma mais longa que ia fazendo o contorno. Fomos então pela mais rápida, e deu tempo de sobra, mesmo com a minha lerdeza.

 

Nessa trilha me senti bem mal. Não conseguia respirar de jeito nenhum, a sensação é de que o pulmão está vazio. O meu maior conflito com a altitude foi de que é muito frustrante você querer fazer alguma coisa e o seu corpo não conseguir. Não sou nenhuma atleta, mas também não sou assim tão ruim! Tive que parar muitas vezes para descansar no caminho, mas não era um cansaço muscular era falta de ar mesmo. Acho que o vinho da noite anterior também não ajudou muito. Mas quando estava chegando no final da trilha senti uma melhora repentina, vai entender.

 

Chegamos no lado sul até antes da hora e pegamos um barco para Copacabana. Lá almoçamos em um restaurante na rua principal, do lado esquerdo de quem sobe que é excelente, mas infelizmente não anotei o nome. O lugar tem uma decoração bem legal com uns animais nas paredes, dá para identificar. A especialidade deles é a lasanha de truta (!), que vem pouco se comparada com os outros pratos, mas é uma delícia, recomendo com louvor!

 

Depois do almoço saímos para Puno. O ônibus saía de um local afastado e tinha que subir uma ladeira grande para chegar lá. Pelo menos me pareceu bastante grande depois do almoço e com a mochila nas costas. Chegando no terminal de Puno, deixamos nossas mochilas na empresa que nos levaria até Cusco, e um táxi que já estava incluído no preço do pacote nos levou até de onde sairiam os barcos.

 

O passeio das Ilhas Flutuantes é interessante e vale a pena fazer porque já está no meio do caminho para Cusco mesmo. Mas não gostei do estilo “pegar dinheiro de turista” do passeio. Parece tudo encenado demais. Você chega na ilha e recebe uma aulinha sobre como a ilha é construída. A aula é um teatrinho de uns 5 minutos, em que um morador vai colocando plantinhas, casinhas e bonequinhos no que forma uma maquete da ilha. Me senti bastante estúpida assistindo aquela encenação. Depois disso você passa para a visita das casas da ilha. E aí você pensa, “que legal os caras vivem em casas de totora, mantendo as tradições de séculos atrás!”. Mas não é nada disso. Você entra na casa e vê que o sujeito tem uma televisão que funciona com energia solar. E o único objetivo de ele estar te recebendo na casa dele é porque ele vai tentar te vender alguma coisa. E depois disso vem o objetivo principal do passeio, que é você gastar seus dólares comprando artesanato nas ilhas. Isso mesmo, eles cobram em dólares. Depois visita mais uma ilha para gastar mais um pouquinho de dinheiro lá. Enfim... O passeio é interessante mas mal explorado, pelo menos do ponto de vista da nossa ideologia mochileira. Não gostei.

 

Depois do passeio a volta para a rodoviária é novamente de táxi. Se for dormir em Puno eles também deixam nos hotéis, mas não tem muito que fazer por lá, o melhor é partir direto para Cusco. Para jantar há um restaurante no segundo andar do terminal que gostei bastante, recomendo. Lá no segundo andar também há um hotel onde se pode tomar banho.

 

Barco do sul da Ilha do Sol para Copacabana: Bs. 20

Almoço: Bs. 30

Taxa do terminal de Puno: s/1

Banho no terminal: s/5

Janta: s/11,50[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 8 – 15.07.09 – Cusco, o centro do mundo[/t3]

 

A chegada em Cusco é de madrugada, às 4:30 da manhã. Fomos de taxi até a Plaza de Armas e perguntamos para 2 policiais que estavam lá uma indicação de um hotel barato, só para que pudéssemos ficar até de manhã. Eles nos levaram no carro da polícia até um hotel chamado Kish Kasta ou algo parecido que não sei escrever. O dono é um Israelense, e aparentemente todos os hóspedes também. A diária é 16 soles (para não israelenses, israelenses pagam 15), então acertamos de ficar aquele resto de noite por meia diária. Acabamos ficando também a noite seguinte, pela praticidade de não ter de mudar de hotel já que era a última noite em Cusco antes de Machu Picchu, e pedindo desconto ficou por 15 soles. Fica na Calle Sant’Ana, quarto tipo dormitório com banheiro no corredor, tem internet e um Playstation. Não recomendo por alguns motivos: não é longe da Plaza de Armas, mas pelo mesmo preço se pode conseguir algum bem mais próximo; o banheiro é horroroso, você fica boiando na sujeira do ralo entupido enquanto tenta tomar um banho; e o dono é um chato.

 

A primeira coisa que tem que fazer em Cusco é comprar o Boleto Turístico, que inclui as entradas para a maioria das atrações da cidade. Para comprar tem que ir na oficina que fica na Avenida Sol, próximo à Plaza de Armas. Existem opções de comprar o boleto completo (s/ 140), boleto completo com desconto para estudante (s/70), ou boleto de um dia (s/ 70, esse não tem desconto). Os passeios de Cusco e Machu Picchu fiz pela agência Puma’s Trek, que fica na Plaza de Armas. Fechamos para a tarde o city tour.

 

Almoçamos em um restaurante que é recomendado no Guia O Viajante, se chama Sabores del Inca e fica na Calle Santa Catalina Ancha, bem pertinho da Plaza de Armas. O menu custa 12 soles, incluindo sobremesa. Comida boa e bem servida, recomendo. Enquanto estávamos lá havia inclusive um grupo tocando música típica.

 

Das principais atrações de Cusco, a única que não está inclusa no boleto turístico é o Qorikancha, principal templo inca de Cusco que é a primeira parada do city tour. A história do lugar é bem interessante, um templo do Sol dos incas que foi transformado em igreja católica pelos espanhóis. Além disso é muito bem preservado, com um belo pátio interno e até uma bela vista da cidade da parte mais alta. Certamente é uma visita indispensável. Depois o city tour continua com a visita das ruínas nas proximidades de Cusco:

1- Saqsaywaman, é uma fortaleza e complexo religioso inca que ocupa a cabeça do Puma, formato da antiga cidade de Cusco. Lá acontecem todos os anos no dia 24 de junho o Inti Raymi, a festa do sol.

2- Q’enqo, um labirinto de pedras onde se fazia cerimônias religiosas e até mumificação.

3- Tambomachay, os banhos incas, cuja fonte de água até hoje é desconhecida, e dizem ser a fonte da juventude (consumir com cautela hehehehe)

4- Puka Pukara, ruínas pequenas onde a parada é bem rápida, só para tirar uma foto mesmo pois já é no final do dia, anoitecendo.

Depois disso o ônibus faz uma parada em uma loja que vende produtos de lã de alpaca, onde servem chá de coca, e então retorna a Cusco.

 

Na Plaza de Armas tem um McDonalds onde jantamos, mais barato que no Brasil mas mais caro que comer um menu em restuarantes.

 

Hotel: s/8 + 15 (uma diária e meia)

Boleto turístico: s/70 (ISIC)

Almoço: s/12

City tour: s/10

Entrada Qorikancha: s/5 (ISIC)

Água 500ml: s/3

Janta: s/20[/align]

 

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