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samanthavasques

Mochilão Truta - Bolívia, Peru e Chile em 25 dias

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[align=justify][t3]# Dia 16 – 23.07.09 – Neve!!![/t3]

 

No segundo dia em San Pedro fiz o passeio do Salar de Atacama e Laguna Altiplânicas. A saída é às 8 horas da manhã, o carro da agência vai passando para buscar as pessoas nos hotéis, então se o seu for um dos últimos vai ter que ficar esperando.

 

A primeira parada é já no Salar. Antes li algumas pessoas dizerem que quem faz o Salar de Uyuni não vale a pena fazer esse passeio, mas na verdade as paisagens são completamente diferentes, e acho que vale a pena fazer os dois passeios. No Salar do Atacama o sal fica na forma de rochas, diferentemente do piso plano de sal do Salar de Uyuni. O guia explica como se forma o salar a partir da água que vem das montanhas e também ensina a diferenciar as espécies de flamingos que vivem nas lagunas do Salar.

 

O passeio segue então para as Lagunas Altiplânicas, Miscanti e Miñiques. No caminho os poucos restos de neve na beira da estrada avisavam o que encontraríamos por lá. Alguns dias antes houve uma tempestade de neve que ainda cobria todo o chão e as lagunas estavam congeladas. A van conseguiu chegar até bem perto da Miscanti, depois tivemos que andar mais um pequeno trecho de gelo e neve. Fomos até a Miscanti, que é a maior das duas lagunas, e depois até um refúgio, mas não chegamos até a Miñiques, pois o guia disse que havia muita neve e não conseguiríamos chegar lá de tênis, como a maioria do grupo estava, apenas com botas, então a Miñiques só foi vista de longe mesmo. Foi a primeira vez que vi a neve de perto e fiquei toda boba. Só não fiz anjinho porque fiquei com vergonha já que nem as crianças estavam fazendo. ::hahaha::

 

Paramos em um restaurante em um pequeno povoado para o almoço, que é incluído no passeio. A comida é sempre surpresa, até mesmo para os guias, mas estava boa, vinha sopa, prato principal e sobremesa.

 

A parada seguinte é na Quebrada de Jere, um oásis no meio do Deserto do Atacama. Nada de muito excepcional, se faz uma pequena caminhada agradável pela beira do rio que corta o oásis e também vê algumas pinturas rupestres nas pedras. A chegada em San Pedro é por volta das 5 horas da tarde. Depois disso uma última e rápida visita ao povoado Toconao, já próximo a San Pedro do Atacama.

 

Jantei no lugar que acho que é o melhor custo benefício para comer em San Pedro. Na Calle Toconao, pertinho da Plaza, existe um lugar que só vende frango assado e batata frita. O prato de frango com batata é $1.750, também pode escolher só frango ou só batata. O único problema é que o lugar é pequeno, e como fica lotado pode ser que não consiga chegar e já comer. Eu tive que reservar o frango para mais ou menos uma hora depois.

 

Nesse dia também contratei o passeio de 3 dias e 2 noites pelo Salar de Uyuni, isso deve ser feito com alguma antecedência. Minha primeira opção era a Cordillera, para ficar no hotel de sal, mas eles cobraram US$130 com tudo, o que achei caro. Fui então na Colque, que cobrou US$120 sem as entradas, que totalizam Bs. 66. Uma diferença bem pequena de preços. Na Colque disse que estava muito caro e que não pagaria mais que US$110, pois tinha lido que este era o preço que se pagava normalmente, e eles aceitaram. Fui na Cordillera para ver se conseguia alguma coisa mas não me deram nenhum desconto, então fechei com a Colque. O valor também pode ser pago em pesos chilenos.

 

Entrada Salar de Atacama: $2.500

Entrada Lagunas Altiplanicas: $1.000 (ISIC, inteira 2.000)

Entrada Jere: $1.500

Janta: $1.750

Salar de Uyuni: US$110[/align]

 

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Só não fiz anjinho porque fiquei com vergonha já que nem as crianças estavam fazendo. ::hahaha::

 

Talvez elas estivessem esperando alguém puxar a fila ::hahaha::::hahaha::

 

Parabéns Samantha, seu relato está muito muito bacana. Não consigo nem de perto capturar e transmitir tantos detalhes como você.

 

Intééé

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[align=justify][t3]# Dia 17 – 24.07.09 – Muito frio![/t3] ::Cold::

 

Dia de acordar de madrugada para o passeio dos Geysers de El Tatio. A saída é às 4 da manhã, te buscam no hotel. Na van é um pouco difícil dormir, pois a estrada é de terra e balança muito. Peguei -12ºC, o que foi uma temperatura até amena para o lugar, muita gente pega ainda menos, mas não impediu que meus pés congelassem. Quando chega ao local, o guia coloca leite e chocolate para esquentar em um dos Geyseres enquanto fazemos a visita, que não é muito longa porque ninguém conseguiria agüentar. Quando você começa a pensar em voltar para o carro o passeio acaba e o chocolate quente é uma benção, pena que ele não chega muito bem nos pés.

 

Nos geyseres há uma piscina natural de águas termais onde se pode banhar depois do passeio. A maioria não tem coragem de entrar, mas mesmo assim recomendo que levem pelo menos uma toalha para poder molhar os pés, é um grande alívio, foi o que eu fiz. Antes de voltar a San Pedro, por volta de meio-dia, ainda se faz uma rápida parada no povoado de Machuga, nada de interessante para fazer por lá, mas pode provar a empanada ou o churrasquinho de lhama.

 

No almoço comi nos pequenos restaurantes mais populares que ficam em volta do campo de futebol (perto de onde chegam os ônibus). Frango, arroz, salada, batata frita e refrigerante, pelo preço que no centro só paga o frango e a batata. Mas achei o frango assado do centro mais gostoso, então aí vai da preferência de cada um. O problema de comer no campo de futebol é que rapidinho aparecem sócios para o almoço, no meu caso os amigos foram um gato preto e um pastor alemão. Achei que fosse rolar um estresse entre eles, mas os dois dividiram os pedacinhos do meu frango numa boa.

 

Às 15:00 na frente da agência foi a saída para o passeio das Lagunas Cejas. Como é menos procurado este passeio não acontece todos os dias, então se quiser fazer procure vez com alguma antecedência. Acho que as saídas são a cada 2 dias. As agências se juntam em um mesmo carro, então este passeio não vale a pena contratar em agência mais cara porque vai acabar levando o mesmo serviço.

 

As lagunas Cejas são de água bastante salgada, por isso é fácil boiar lá. Apesar do sol, que faz até um calorzinho, a água é muito gelada, é possível até que menos de 0 graus, pois devido ao conteúdo de sal a lagoa só congela em temperaturas mais baixas. Quando entrei na água já não sentia mais nada da cintura para baixo, então tem que dar aquele pulo rápido, fazer pose para a foto e sair correndo para fora. O guia leva uns galões de água para tirar o sal do corpo depois do pulo na lagoa. Tenho a impressão de que a água dos galões era muito gelada, mas depois de sair da lagoa a sensação é de que ela é quentinha!

 

Depois o passeio continua pelos Ojos del Salar, duas pequenas lagoas em buracos profundos no chão, parecem dois olhos mesmo. A última lagoa visitada é a Tebinquinche, onde o guia prepara um lanche, incluindo Pisco Sour enquanto observamos o por do sol. Este sim é um por do sol belíssimo! Dá de 10 a 0 no por do sol do Vale de la Luna. Se tiver que escolher apenas um dos dois passeios para fazer, diria sem sombra de dúvida para escolher as Cejas. Além disso, como pouca gente faz, tem a vantagem de ser bem menos muvucado, só tem uns 2 ou 3 grupos, enquanto na duna é uma luta para conseguir um lugar para ficar, e é impossível tirar fotos sem várias cabeças na frente.

 

Na chegada em San Pedro fui na agência H2O, que fica na Calle Caracoles, reservar uma bicicleta para o dia seguinte. É bom reservar na véspera, porque a procura é grande, então pode não conseguir na hora que quiser. $6.000 é o aluguel para um dia inteiro, de 7:30 às 21:00 se me lembro bem. Nesse preço também está incluso um kit de reparo para a bike que você leva no passeio.

 

Fui na agência SPACE para comprar o tour astronômico, mas no dia só tinha em francês. Resolvi respeitar minhas graves limitações no francês e marcar para o dia seguinte, quando haveria tours em inglês e espanhol. Como a visita em espanhol era só às 23:00, preferi fazer em inglês, que saía às 19:00. Quem quiser fazer esse tour é melhor verificar os horários com antecedência.

 

A janta foi no frango assado, mas dessa vez comi só batata frita para sair um pouco da rotina de frango (só o frango ganhou da truta!). A bandeja de batata de $900 dá para alimentar quem come bem.

 

Para essa noite troquei de hotel, passei esta e a seguinte no Residencial Villacoyo, que fica também na Calle Tocopilla, quase em frente ao Florida. Achei muito legal o hotel porque é todo de adobe, como as construções típicas da cidade, até mesmo os quartos. Mas isso também tem um ponto negativo, se esbarrar na parede a roupa fica toda suja. Outra coisa legal é que os dormitórios têm paredes entre as camas, então você tem privacidade mesmo dormindo com outros desconhecidos no quarto. Achei muito melhor que o Florida, mesmo este outro não sendo ruim, vale a pena pagar a diferença.

 

Entrada El Tatio: $2.000

Empanada em Machuga: $700

Almoço: $1.750

Entrada Lagunas Cejas: $1.500 (ISIC, inteira 2.000)

Reserva bicicleta H20: $6.000

Janta: $1.400

Tour SPACE: $15.000

Residencial Villacoyo: $7.000 por noite[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 18 – 25.07.09 – Uma atleta nata...[/t3]

 

Mesmo levando em conta que eu sempre fui muito ruim com bicicletas desde criancinha, resolvi alugar uma bike para conhecer as proximidades de San Pedro, já que o trajeto parecia tranqüilo. Realmente não tive nenhum problema, tirando a falta de ar que insistia em me acompanhar. O plano inicial era fazer o trajeto até a Pukara de Quitor, depois Cueva El Diablo e ir até a Quebrada del Diablo. Mas como acordei atrasada e ainda demoramos muito em Quitor, acabamos indo só até a Cueva El Diablo, pois tinha que voltar para o tour astronômico e antes disso ainda tinha que arrumar minha mochila para ir ao salar no dia seguinte.

 

Na H2O eles fornecem um mapa com vários atrativos próximos a San Pedro que dá para alcançar de bicicleta. Para ver mais informações sobre o trajeto clique aqui. A Pukara de Quitor é um conjunto de ruínas do que foi uma fortaleza usada pelos povos atacamenhos. As ruínas em si não são um grande atrativo, mas a vista da montanha é muito bonita e vale a pena visitar. Na chegada não se pode deixar a bicicleta logo na entrada, tem que subir com ela por uma escada e prender em cima, onde se compra a entrada. Isso foi uma tarefa um pouco difícil, levando em conta que eu mal agüentava carregar meu corpo em uma escada, imagina meu corpo e mais uma bicicleta. ::lol4:: Na saída existe um caminho exclusivo de pedestres e bicicletas que leva até uma pequena praça, a Plaza de Quitor, onde fica o Cerro de las Cabezas, uma pequena montanha onde duas cabeças estão esculpidas. Nessa montanha fica a Cueva El Diablo, uma caverna formada pelo vento. Leve lanternas para a caverna, pois logo no começo já fica muito escuro, senão mal vai conseguir entrar. Como a essa altura ainda não estávamos nem na metade do caminho para a Quebrada del Diablo e já passava de 1 hora da tarde, resolvemos voltar para San Pedro.

 

Fomos na H2O devolver as bicicletas, e como havíamos pago por um dia inteiro mas passamos apenas 10 minutos do período de meio-dia, que é até as 14:00, eles nos deram uma devolução do restante do aluguel. Mais um motivo para eu recomendar a H2O, eles oferecem um serviço honesto. Não me lembro ao certo, mas acho que a devolução foi de $2.000.

 

Almocei em um restaurante muito bom chamado El Paso que fica na Caracoles, quase ao lado do Hostel HI. Comi uma macarronada muito boa por $2.000, pena que demorei a descobrir essa opção, teria comido mais vezes lá. Depois disso fui logo correndo para o hotel tomar um banho, porque estava coberta de poeira da estrada da cabeça aos pés! Saí para ir no mercado comprar alguns lanches para levar para o Salar de Uyuni, isso é muito importante porque o passeio só inclui café-da-manhã, almoço e janta, se você não levar nada para lanchar vai ficar com fome.

 

Às 19 horas fui para a agência SPACE, onde um ônibus busca todo mundo para levar a um povoado um pouco afastado de San Pedro. Lá somos recebidos pelo Alain, que é o astrônomo que dá as explicações básicas sobre observação astronômica, isso dentro de uma casa com uma abertura no teto para ver as estrelas. Depois a aulinha continua do lado de fora, enquanto o Alain vai mostrando estrelas, constelações e dependendo da hora algum planeta. No horário do meu tour o único planeta visível era Júpiter, embora no telescópio desse para ver também Saturno um pouco mal. Lá tem vários telescópios, e se pode ver um monte de coisa legal. Fiquei apaixonada por uma nebulosa, mas as fotos foram da nossa boa e velha Lua mesmo.

 

Apesar de caro esse passeio é muito legal! Para quem tem curiosidade pelas estrelas é indispensável, pois o céu do Atacama é único no mundo. Lá tem mais estrela do que você jamais pode imaginar antes de ver. Estou acostumada a ver uma meia dúzia de estrela aqui no céu do Rio de Janeiro, quando vou para qualquer cidade menor já acho o máximo, mas acreditem, não tem comparação com o deserto. Além de não ter nenhuma cidade grande próxima, lá raramente o tempo fica nublado. Mesmo para quem não tem tanto interesse no céu vale a pena fazer o passeio.

 

Depois da observação voltamos para dentro para tomar chocolate quente e para uma sessão de dúvidas. Quando termina o ônibus leva todos de volta para San Pedro. É importante ir bem agasalhado para este passeio pois do lado de fora a temperatura pode ser bastante baixa.

 

Entrada Pukara de Quitor: $1.500 (ISIC, inteira $2.000)

Almoço El Paso: $2.000

Lanches: $8.000[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 19 – 26.07.09 – De volta à Bolívia, as lagunas[/t3]

 

A saída para o Salar de Uyuni é antes das 8 da manhã, na frente da Colque. Vão todos juntos em um ônibus que para primeiro bem pertinho de San Pedro para fazer o procedimento de saída do Chile, e depois anda mais um pouco até a fronteira com a Bolívia, onde se deve pagar 21 bolivianos. Depois de atravessar a fronteira o caminho passa a ser em 4x4, com capacidade máxima para 7 pessoas mais o motorista. Eram dois carros da Colque, nos dividimos em um grupo de cinco e um de seis, e seguimos juntos durante todo o caminho até Uyuni. Logo depois da fronteira faz-se uma parada para pagar a entrada da reserva e é a partir daqui que começa mesmo o passeio.

 

O guia do meu carro era o Donato, já havia lido boas recomendações dele e realmente ele é ótimo. Nunca apressava o grupo para voltar para o carro, nós aproveitávamos o tempo que quiséssemos em cada lugar, ao contrário do outro guia, que ficava sempre chamando. Além disso, o Donato é super tranqüilo para dirigir, nem dá para sentir o carro balançar. Se tiverem opção de escolher vão com o Donato que não vão se arrepender.

 

O primeiro dia do passeio consiste basicamente na visita das lagunas blanca, verde e colorada. Paisagens muito bonitas, mas mal agüentava ficar fora do carro, porque ventava bastante e a sensação térmica era muito baixa. Nesse dia também passamos pelas termas, o deserto de Dali e o geysers Sol de Mañana.

 

Em uma parte do caminho passamos por três ciclistas que faziam o passeio. Ficamos impressionados, mas o guia disse que é comum encontrar quem faça o caminho de bicicleta ou a pé, alguns até sozinhos, e que os guias costumam dar água para eles. O passeio todo dura entre 7 e 10 dias. Mas imagino que o maior problema não seja cansaço, sede, frio... Mas sim conseguir seguir o caminho certo. No deserto tem rota e marca de pneu pra todo lado, é praticamente impossível conseguir se orientar por lá sem ter experiência no trajeto.

 

Chegamos no alojamento no final da tarde, fica em um povoado bem pequeno com um riacho e uma pracinha até simpática. Perto da praça tem uma ou outra pequena lojinha caso precise comprar algo. Como nesta primeira noite faz muito frio é preciso ter saco de dormir, se não tiver levado pode alugar no próprio hotel. O preço é de 20 bolivianos, mas também aceita pesos com um câmbio bastante ruim, cobram $2.000. Como eu tinha $5.000 sobrando que não ia usar preferi pagar em pesos chilenos e pegar o troco em bolivianos mesmo com o câmbio ruim, para diminuir o prejuízo.

 

Não tem muito que fazer por lá. Até a hora da janta ficamos brincando com o baralho super esquisito dos espanhóis. Depois da janta tem uma apresentação musical com um grupo de crianças locais. E como a partir das 9 da noite não tem mais luz tem que ir dormindo querendo ou não.

 

Nem cogite a possibilidade de tomar banho, não tem água quente e ninguém vai se aventurar nesse frio. O banheiro fica do lado de fora, então também é uma boa não fazer nenhuma expedição até lá de madrugada. ::lol3:: Não senti frio à noite, mas também dormi com 2 meias de lã, segunda pele, calça jeans, casaco de fleece e gorro, além do saco de dormir e das cobertas. ::Cold::

 

Fronteira: Bs. 21

Entrada no parque: Bs. 30

Saco de dormir: $2.000[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 20 – 26.07.09 – O dias das pedras[/t3]

 

Nesse dia todo mundo acorda cedo, não precisa nem chamar porque as pessoas cansam de tanto dormir. Acordamos todos por volta de 8:00 a 8:30, depois de dormir quase 12 horas.

 

O segundo dia do passeio eu achei menos interessante que os outros, o que não quer dizer que seja ruim. Acontece que é só pedra e areia o tempo todo. As paisagens também são bonitas, as formações rochosas são interessantes, mas achei tudo um pouco monótono demais.

 

No final do dia chegamos na beiradinha do salar, já dá para ver o sal mas misturado com a areia. Nesse alojamento já tem água quente, mas somente uma hora por quarto para todos do carro tomarem banho. À noite já não faz mas tão frio, e tem até uma televisão no refeitório.

 

Custo 0 ::otemo::[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 21 – 27.07.09 – Finalmente o Salar de Uyuni[/t3]

 

No último dia seguimos pelo meio do Salar até chegar na Isla del Pescado, também chamada de Incahuasi. É a famosa ilha cheia de cactos que fica no meio do salar. A vista do topo da ilha é linda, uma imensidão de branco sem fim para todos os lados. Passamos bastante tempo lá, percorrendo a ilha e depois tirando fotos no sal. Depois fazemos uma visita na área onde se faz a extração de sal, seguida de uma parada rápida em um pequeno povoado próximo a Uyuni onde se vende artesanatos. De lá seguimos para o cemitério de trens de Uyuni. Confirme com o guia se vai passar por lá, pois o restante do grupo não foi, somente um dos carros.

 

Em Uyuni deixamos nossas mochilas na Colque, compramos as passagens para Potosí em uma rua próxima e fomos almoçar em uma pizzaria na Plaza. Neste último dia não está incluído o almoço.

 

Como chegaríamos em Potosí de madrugada, ligamos de Uyuni para o hostal Maria Victoria para fazer uma reserva, mais para garantir que haveria alguém na recepção quando chegássemos. Saímos no ônibus de 18:30 da empresa Trans Turismo. Essa viagem foi um verdadeiro inferno. A estrada de Uyuni até Potosí é toda de terra, e o ônibus que não era muito bom sacudia tanto que eu tinha a impressão que a qualquer momento ia se desintegrar em poeira cósmica. Não consegui dormir durante todo o caminho. Chegamos em Potosí 00:30, apesar da hora havia táxis que ficam esperando a chegada dos ônibus. Pagamos 15 bolivianos em um táxi para 5 pessoas com as mochilas, depois descobrimos que foi até barato, pois costumam cobrar 5 bolivianos por pessoa à noite neste trajeto.

 

O hostal Maria Victória (Calle Chuquisaca, 148) é bom, recomendo. Ficamos em um quarto privado, banheiro no corredor (mas bem distante, porque nosso quarto ficava em algo similar a um anexo do hotel) com água quente, limpo, café da manhã incluso. No hotel tinha 3 cocker spaniel lindos que insistiam em invadir nosso quarto. Eu adorei, mas para quem não gosta de cachorros pode ser um problema.

 

Entrada Isla del Pescado: Bs. 15

Banheiro no hotel de sal: Bs. 5

Gorjeta para o Donato: Bs. 10

Almoço: Bs. 34

Ônibus para Potosí: Bs. 25

Hostal Maria Victoria: Bs. 30 por noite[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 22 – 28.07.09 – Potosí[/t3]

 

Potosí foi o principal local de exploração de prata durante a época colonial, e a cidade cresceu baseada nessa atividade. Agora já não há mais prata no Cerro Rico, mas ainda há atividade mineradora, e o principal atrativo turístico de Potosí é o passeio pelas minas. Eu pessoalmente acho de muito mal gosto e não quis fazer esse passeio. Na minha opinião isso é turismo para ver miserável. Os mineradores dão tudo que tem na vida para sair dessa profissão, e você vai lá passear e ver como eles vivem em condições subumanas, depois sai de lá continua sua viagem e eles continuam lá se fo*****.

 

O centro histórico de Potosí é o de uma típica cidade colonial. Tudo fica em volta da Plaza 10 de Noviembre, onde fica a Catedral e a Casa de la Moneda, a antiga casa de fundição que hoje funciona como um museu. Lá as visitas são sempre guiadas acontecendo a cada hora e com duração de 1 hora e meia. Se quiser tirar fotos do acervo é preciso pagar uma entrada mais cara, caso contrário só são permitidas fotos dos pátios.

 

Ao redor da praça existem várias ruas com prédios coloniais bem conservados, dá para ficar bastante tempo andando a toa por ali. Fomos andando por essas ruazinhas atrás da catedral por um bom tempo até que chegamos em uma grande ladeira já na periferia da cidade. No final dessa ladeira se pode subir por uma ruazinha de terra de onde se tem uma vista panorâmica de Potosí. Não sei dar exatamente as indicações de como chegar lá, até porque eu mal sabia onde estava. Fomos perguntando para as pessoas na rua de onde poderíamos ter uma vista da cidade e do Cerro Rico e acabamos chegando lá, que é perto de um cemitério. Na descida paramos para almoçar em um restaurante local, e como estávamos um pouco fora da área turística foi muito barato, o almoço mais barato da minha vida e muito bom. Comemos sopa de entrada, depois tinha umas 5 opções de prato principal que vinha muita comida, e ainda tinha fruta de sobremesa, que nem agüentei comer. Tudo isso por 10 bolivianos, menos de 2 reais. Eu acho que fica lá para cima na Calle La Paz, mas como é afastado não vale muito a pena ir lá só para comer porque vai perder muito tempo andando.

 

Almoço: Bs. 12

Casa de la Moneda: Bs. 20 (se quiser fotos tem que pagar 40)

Janta Bs. 22

Lanche: Bs. 11[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 23 – 30.07.09 – Sucre[/t3]

 

Eu tinha planejado ir a Sucre no dia anterior no fim da tarde, mas para evitar de chegar à noite e ainda ter que procurar hotel preferi adiar para a manhã. Para ir de Potosí a Sucre são 2 opções, os ônibus que são mais baratos mas mais lentos (3 a 4 horas de viagem) e os táxis coletivos (cerca de 2 horas e meia). Em Potosí não há terminal de ônibus, as empresas e os táxis ficam na Calle Universitária. Os táxis saem a qualquer hora desde as 6 da manhã até a noite. Preferi ir de táxi para não perder muito tempo. No final das contas acho que não valeu muito a pena porque cheguei lá às 7:15 e fiquei até as 8 horas esperando o táxi lotar para sair.

 

Chegando em Sucre fiquei um bom tempo procurando um hotel para ficar. Fui primeiro no mais barato que havia encontrado nos guias, que era o Alojamiento El Turista (Calle Ravelo, 118). Cobraram 15 bolivianos por noite em dormitório, mas em compensação o lugar é um chiqueiro. Procurei em mais uns 3 ou 4, e um que me pareceu interessante foi o Backpackers Hostel (Calle Loa, 881), mas os dormitórios estavam lotados e o quarto privado era muito caro. Acabei ficando no Amigo Hostel (Calle Colon, 125), dormitório com banheiro compartilhado e café da manhã incluso. Gostei muito deste e recomendo, não percam tempo procurando hotel em Sucre, vão direto para o Amigo.

 

Sucre é outra cidade colonial muito bem preservada, achei mais bonita que Potosí. É o mesmo esquema de percorrer o centro histórico sem destino específico. São tantas casas lindas que dá vontade de tirar foto de todas. E uma coisa legal é que nas ruas tem umas placas explicando quem foi a pessoa que dá nome à rua, e também algumas citações literárias. Fique atento aos horários de funcionamento das lojas, igrejas e etc, pois lá tudo fica fechado na hora do almoço e só volta a abrir na metade da tarde.

 

A tarde queria fazer o passeio para o Cal Orcko, que é o sítio arqueológico de pegadas de dinossauros que fica perto de Sucre. As saídas são 9:30, 12:00, 14:30 e acho que tem mais uma perto das 16:00, mas não tenho certeza, em frente à Catedral, na esquina da Plaza 25 de Maio. Fui lá para ver como era e uma mulher me mostrou as fotos e explicou o passeio, mas achei um negócio bobão, era ver as pegadas e um monte de réplicas de dinossaurinhos, ainda por cima o caminhãozinho do passeio só tinha criança dentro. Ainda tem que levar em conta que se perde 2 horas fazendo o passeio. Enfim, achei interessante mas mal explorado e não fui, mas deve ser legal para levar crianças. O preço é Bs. 15 de transporte e guia mais Bs. 30 de entrada.

 

Uma visita que achei interessante foi a do Monastério La Recoleta, é uma visita guiada de meia hora. Lá tem algumas obras sacras, a maioria de autores desconhecidos e pátios internos com jardins muito bonitos. Mesmo se não quiser visitar o monastério vá até lá pois fica no alto e tem uma vista muito bonita da cidade em frente. Para chegar até lá é só subir toda vida pela Calle Audiencia Grau. Uma dica para quem for: o guia passa muito rápido pelo jardins, então não dá tempo de tirar boas fotos. No meio do passeio perguntei se poderia ficar depois da visita guiada para tirar fotos e ele disse não, pois como ainda funciona um monastério lá não pode ficar muita gente. Quando acabou a visita ele levou o grupo até a saída, aí perguntei onde ficava o banheiro, que era um pouco afastado já em outro pátio, ou seja, o guia me esqueceu lá e pude tirar mais algumas fotos rapidinho. ::lol3::

 

Uma outra dica legal de Sucre é provar os chocolates artesanais da cidade. Comprei na Chocolates para Ti, que tem loja na Audiencia Grau, na Arenales quase esquina da Plaza e também no aeroporto de Sucre. É caro para os padrões bolivianos, mas comparando com esse tipo de produto aqui no Brasil é barato, e são muito gostosos. Aproveitei para trazer um saco de chocolates de quínua em formato de dinossauros para distribuir entre os amigos na volta, mas infelizmente vários dinossauros chegaram em casa sem cabeça, um verdadeiro massacre. ::ahhhh::

 

Na janta comi uma pizza à lenha muito boa na Calle Argentina, o lugar chama Napoli Pizzeria, recomendo!

 

Táxi para o terminal de Potosí: Bs. 4

Táxi para Sucre: Bs. 30

Almoço: Bs. 31 + 1 (taxa do cartão de crédito)

Entrada Recoleta: Bs. 10

Água 2L: Bs. 5

Janta: Bs. 30

Chocolates: Bs. 60

Hostal Amigo: Bs. 28,50 por noite[/align]

 

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[align=justify][t3]# Dia 24 – 31.07.09 – Caminho de volta...[/t3]

 

Chega a hora de voltar para casa... :cry: Para ir a Santa Cruz preferi comprar uma passagem de avião pela Aerosur, já havia comprado do Brasil antes de ir. Quem pretende ir de Sucre a Santa Cruz de ônibus primeiro clique aqui e leia esse tópico que fala sobre os perigos da estrada. Para fazer uma comparação, a ponte aérea Rio – São Paulo leva 50 minutos, enquanto a viagem de ônibus demora cerca de 6 horas. Já o vôo de Sucre a Santa Cruz leva a metade do tempo, 25 minutos, mas a viagem de ônibus demora uma noite inteira, ou seja, tem alguma coisa errada aí.

 

Na noite anterior perguntei no hostel sobre o acesso ao aeroporto e me informaram que seria melhor reservar um táxi com eles por Bs. 30, pois na rua sairia mais caro, por Bs. 40. Não perguntei a nenhum taxista na rua para confirmar o preço, mas 30 bolivianos me pareceu até barato pela distância. Então reservei para me pegarem no dia seguinte às 10:00, meu vôo era às 11:20. Se na Europa você precisa tirar até os sapatos para embarcar no avião na Bolívia sua bagagem de mão nem passa pelo raio-x, é o paraíso dos terroristas e dos traficantes de drogas. O vôo é tão rápido que nem dá tempo de distribuir os lanches, então eles fazem isso no embarque. A chegada em Santa Cruz é no El Trompilo, que é o aeroporto nacional, se o Viru Viru já é minúsculo imagina este.

 

Peguei um táxi para a Plaza e fiquei fazendo hora lá até dar fome para almoçar. Comi em um pub na Calle Beni esquina com Bolívar, que durante o dia tem um menu de Bs. 15 com poucas opções, incluindo a bebida. Pelo preço estava bom. Como Santa Cruz não tem grande atrativos e já havia passado um dia lá não tinha muito que fazer, usei a internet, gastei mais um pouquinho na Fair Play e tomei sorvete com torta no Dumbo’s da Calle Ayacucho. Depois fui para o Viru Viru armar meu acampamento por lá para passar mais uma noite.

 

Enquanto divagava na Plaza esperando o tempo passar uma lembrança curiosa me veio à mente. Quando estive em Santa Cruz pela primeira vez, lá no dia oito de julho, minha primeira impressão havia sido de que naquela cidade todo mundo tinha cara de índio. Agora, passados 23 dias e depois de percorrer todo o altiplano, meu pensamento foi “Nossa! Aqui ninguém tem cara de índio!”. A verdade é que as cidades de Sucre e Santa Cruz de la Sierra que são fora do Altiplano, por algum motivo que eu não sei explicar (se alguém souber diz aí) são muito mais miscigenadas do que, por exemplo, La Paz. O Altiplano parece ser um lugar um pouco paralisado no tempo, muito por essa questão étnica, de manutenção das tradições culturais e religiosas, do poder político... O Altiplano é a Bolívia tradicional, é nisso que você pensa quando escuta Bolívia. Mas a verdade é que a Bolívia é um país com muitos contrastes, muitos dos quais ainda não pude conhecer nesta viagem apenas.

 

Pondo fim ao momento filosófico, acabei de gastar meus bolivianos no Subway do aeroporto. Queria um sanduíche de frango, mas faltava 1 medíocre boliviano, então foi o de atum com um resto de coca cola quente que vinha na mochila desde o Chile. Fiquei lá em um cantinho aconchegante do segundo andar vendo as fotos até pegar no sono, um sono curto, porque às 2 da manhã acordei para o check in do vôo que sai às 5:00. No dia seguinte uma longa conexão em Guarulhos, para só chegar ao Rio de Janeiro às 16:00. Algumas pessoas quando voltam de viagem ficam com a impressão de que não caiu a ficha de estar de volta à rotina. Para mim isso não existe muito, pois para quem chega de avião ao Rio uma das construções que mais chamam a atenção vista de cima é o enorme Hospital Universitário Clementino Franga Filho, o hospital da UFRJ, minha casa de segunda a sexta de 8:00 às 17:00, para começar tudo de novo!

 

Táxi para o aeroporoto: Bs. 30

Chocolates (sim, eu disse que era bom :P ): Bs. 34

Taxa do aeroporto de Sucre: Bs. 11

Táxi do aeroporto de Santa Cruz para a Plaza: Bs. 20

Almoço: Bs. 15

Sorvete: Bs. 22

Táxi para Viru Viru: Bs. 50

Janta: Bs. 21

 

 

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