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juliad

Portugal: Porto, Evora e Lisboa (passando por Aveiro, Sintra e Obidos) sozinha. viagem incrível =)

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juliad    0

olá a todos!

só posso agradecer pela colaboração de todos nesse forum por ter me propiciado uma viagem mais do que incrível. fui sozinha e conheci um dos países mais incríveis com um povo hospitaleiro, comida deliciosa, ótimos vinhos e paisagens incríveis.

além do Mochileiros, me baseei nos foruns do Lonely Planet e Fodors Travel para montar o meu roteiro e saber mais ou menos o que ver em cada lugar.

destaco alguns blogs como o 360meridianos, oportoencanta, oportocool, lisbonlux entre outros. Enfim, pesquisei bastante e, por isso, consegui ver bastante coisa e ficar pouco tempo perdidona.

 

Vamos à vaca fria:

 

>>> por que Portugal?

já estive na Europa outras vezes e quis retornar. no entanto, minhas experiências anteriores me mostraram que vale muito mais gastar mais tempo em um lugar do que sair correndo igual gincana de um lado para o outro. Portugal é um país pequeno, conta com fácil locomoção entre as cidades, preços ainda convidativos, vôos diretos, culinária incrível e um povo muito hospitaleiro. e, ao que tudo parece, aos poucos vêm se consolidando como um destino mais popular. resolvi ir agora porque o país está estruturado para o turismo mas ainda não tão infestado de turistas (cito Praga e Barcelona como exemplos de cidades que me irritaram pelo excesso de gringos)

 

-roteiro

dia 01 - chegada no Porto

dia 02 - Porto

dia 03 - Porto, daytrip para Pinhão, no Douro

dia 04 - Porto

dia 05 - Porto - Aveiro - Evora. passar algumas horas em Aveiro e seguir viagem. Pernoite em Evora

dia 06 - Evora

dia 07 - Evora - Lisboa

dia 08 - Lisboa

dia 09 - Lisboa

dia 10 - Lisboa

dia 11 - Lisboa/Brasil

 

>> considerações sobre o roteiro

acredito que acertei em cheio. antes de viajar, vi muitas pessoas dizendo que 2/3 dias seriam suficientes em cada cidade. na minha opinião: não mesmo. mesmo as cidades sendo pequenas, anda-se muito e aos poucos fui descobrindo detalhes de cada lugar que preencheram cada minuto. a parada de 2 dias em Evora foi estratégica: a cidade é pacata e plana, uma boa pausa entre dois centros montanhosos.

 

>>meios de transporte

aéreo: vôo direto TAP. vejo muitos comentários sobre companhias aéreas aqui, mas pessoalmente, minhas únicas preocupações são: atrasos e pontuação de milhas. TAP nota 1000000

trem: comprei antecipadamente pelo site da companhia portuguesa de trens cp.pt os trechos Aveiro - Evora e Evora - Lisboa.

 

>>hospedagem

comecei a reservar os hostels com quatro meses de antecedência. com isso, garanti ótimos preços em ótimos hostels. fiz tudo pelo booking. peguei quarto

 

Porto: Hostel Gaia Porto

considerações: uma graça de hostel. super familiar, a ponto do pai do dono comprar o pão para o café da manhã e ele e a mulher arrumarem a sua cama. limpíssimo. tem três terraços, com vista para a Ribeira. o único ponto é que ele fica em Vila Nova de Gaia (do outro lado do rio) e não no Porto. mas ele está a 3 quadras do rio e outras 3 da estação de metrô General Torres.

 

Evora: Inn Murus

considerações: também agradabilíssimo. ele foi, há uns 300 anos, residência estudantil. o espaço é imenso e, quando cheguei, metade do hostel estava vazio: só eu usei o banheiro coletivo, por exemplo. quarto enorme. poucas quadras da praça principal. os donos eram uns amores também - passei a noite bebendo vinho com um deles, no terraço, com vista para a cidade.

 

Lisboa: Sunset Destination Hostel

considerações: o hostel fica NA ESTACAO DE METRO. sim, na parte de cima da estação Cais do Sodré. ele tem uma piscina com vista para o tejo. foi eleito um dos 5 melhores do mundo, e não é para menos. mas, cá entre nós, tem estrutura de hotel: muitos gringos, muitas regrinhas, precinho um pouco inflacionado nas bebidas. mas mesmo assim, incrível.

 

>>grana

é, o tal do euro, a tal da crise...assim que percebi que o euro estava disparando, resolvi pagar tudo que podia aqui no Brasil: hospedagem+transportes. também comprei aos poucos, e orcei 100 euros/dia. superestimei: gastei cerca de 50 euros/dia, comendo, bebendo e fazendo o que bem quis. ressalto apenas que não sou de comprar (não entrei em um shopping) e só uso transporte público.

 

>>viajar sozinha

já passei alguns dias avulsa fora do brasil. mas isso é muito diferente de fazer uma viagem 100% do tempo sozinha. vai por mim: é seguro, é incrível e você vai curtir e MUITO

 

>>malas

resolvi não despachar nada. como andaria em cidades que são pura pirambeira, levei uma mala de rodas pequena e fui lavando o que precisava no caminho.

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juliad    0

Algumas fotos iniciais aqui. aos poucos vou postando. o que posso dizer sobre Portugal é: apaixonadíssima pelo país <3

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juliad    0

dia 01

 

Cheguei no Porto umas 9 da manhã e, pela primeira vez na vida fui parada pela anfândega. Não é nenhuma surpresa que só existiam mulheres sozinhas ali também - mas de todas as nacionalidades. O sujeito revirou minha mala e perguntou meu roteiro: no final, falou que eu cheguei em um dia de chuva horrível, que ontem tinha feito o maior sol, blabla.

Segui as placas e fui até o metrô. A máquina é intuitiva, como em qualquer cidade européia. Mas, de qualquer maneira existia um funcionário ao lado, dando apoio para todo mundo que chegava. Comprei o passe e fui.

Qual foi a minha surpresa quando o metrô saiu da estação subterrânea de São Bento e se aproximou da General Torres: a cidade do Porto apareceu na janela e caiu a minha ficha de que eu estava em cima da Ponte Luis XV. Desci do metrô e fui andando pro hostel. Lógico, com meu guarda chuva e o GPS. Uma dica que eu já usei em outras viagens e bastante nessa: o aplicativo MAPS ME, que baixa o mapa da cidade e permite que você navegue totalmente offline.

 

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Vila Nova de Gaia, do outro lado o Porto. E a tal ponte. Você pode atravessar a ponte por baixo ou por cima. Pessoalmente, tenho pavor de altura e me arrependi as duas vezes que atravessei por cima, mesmo com a vista linda. Era muito vento e a linha de metrô passava ao lado.

 

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Vinho Verde =)

 

Porto Tonica.

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juliad    0

Dia 02 - Porto

 

Um pouco mais "situada", resolvi me aventurar pela cidade. Eu tinha um compromisso na cidade neste dia, no meio da tarde: um tour específico sobre azulejos pela cidade, seguido por uma oficina de criação de azulejos. Ao longo do relato detalho melhor.

 

Sai cedo do hostel com o objetivo de "ticar" os principais pontos turísticos. Como estava em Vila Nova de Gaia, a primeira atração que eu consegui matar foi o Mosteiro da Serra do Pilar.

Uma coisa que me surpreendeu (dentre outras tantas...) em Portugal é a quantidade de miradouros que as cidades possuem. Quando você menos esperam eles estão ali, na sua frente. Muito pelo Porto e por Lisboa serem cidades com sobes e desces, o efeito psicológico de trombar com uma vista incrível depois de gastar pernadas e mais pernadas é realmente recompensador. E, acredite, não são necessários mapas ou guias: eles simplesmente surgem ali, no meio do nada.

 

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- Estação de Trem São Bento: ela tá ali, no epicentro. Durante os meus 4 dias no Porto, todas as vezes que eu passava na frente dela eu dava uma conferida básica =). ADORO estações de trem, e esta é especial.E sim, os azulejos são incríveis e lindos. Uma nota: a estação de trem é subterrânea e a entrada é do lado de fora do prédio.

 

- Café Majestic: outra coisa que eu adoro são casas de chá/café. Em prédios tradicionais, então! E, se você fizer uma ligeira pesquisa sobre o Porto, muitos apontarão este café como um dos mais lindos do mundo. Posso falar? Simplesmente: não. Pelo tanto que eu li sobre este café, esperava algo mais do que incrível. O que eu encontrei foi um café decadente (quem já visitou a Colombo do Rio de Janeiro sabe...) com preços super faturados e gringos e mais gringos. Minhas expectativas eram do mesmo nível dos cafés que tem em Viena, onde estive ano passado. De boa, qualquer padaria que eu entrei no Porto tinha um café delicioso, preços ótimos, um dono simpático e doces fresquinhos. Doces melhores que os de Viena, inclusive, com preços e um pessoal muito mais simpáticos =)

 

- Igreja das Almas: ela simplesmente APARECEU no meio do caminho. Linda.

 

- Mercado do Bolhão: Peguei o hábito de visitar mercados aonde vou. O do Bolhão é muito legal, tem preços bons e nem tantos turistas.

 

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O tempo não estava bom, então prometi para mim mesma que iria voltar ali outro dia com um ceu mais aberto.

 

- Livraria Lello: outro ponto de referência MASTER na cidade do Porto. Tinha uma fila grande na porta e eu, turistona que assumo ser, peguei. Chegou na minha vez de entrar, e me pediram um ticket. OI QUE? Uma nota: os portugueses não entendem OI. Enfim: 3 euros para sorrir la dentro. "mas podes converter em produt's". TO FORA.

 

Já tinha dado o horário para encontrar com o pessoal do tour "Passeando e Azulejando". Explicando melhor: este é um tour que a magnífica Rita, brasileira radicada no Porto, que comanda o também magnífico blog O Porto Encanta (http://www.oportoencanta.com/) organizou, junto a uma especialista em azulejos. A ideia do tour era passear pelo Porto explicando a história dos azulejos, mostrando, nas fachadas, um pouco da sua história, técnicas e curiosidades.

Logo que a Rita me encontrou, disse "e ai, já está encantada com o Porto?" E COMO NÃO???????? =DD

Logo fomos para o maior acervo de azulejos do Porto. Tratava-se de uma espécie de cemitério de azulejos, como temos aqui em São Paulo, com uma diferença: na cidade do Porto, caso você deseje que a prefeitura reforme sua fachada, basta solicitar neste lugar.

Passeamos pela cidade e a espanhola, entendidíssima de toda a história dos azulejos em Portugal, nos explicou muita coisa e nos apontou trocentas curiosidades, técnicas e outros mais detalhes.

Recomendo a todos que tiverem algum tempo no Porto fazerem este tour. Aliás, recomendo super. Dentre os inúmeros pontos altos que tive nesta viagem, este sem dúvida foi um deles. Não sou de fazer tours: este foi o único que efetivamente participei. Junto comigo, existiam 3 mineiras que estavam no Porto ha uma semana. Claro, apaixonadas pela cidade.

Após passear, era hora de criar os nossos azulejos. Fomos a um lindo café, em uma linda praça e ganhamos uma taça de vinho do Porto <3

Daí, a hora de fazer os nossos azulejos.

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Percebes, Gambas e Mariscos. foi uns 4 euros isso aí.

 

Com a barriga forrada, peguei o comboio para a Ribeira e arrumei de arrumar um lugar que vendesse vinho. Sim, em Portugal você pode beber na rua - diferentemente da Espanha ou da Inglaterra =))

Uma senhorinha mega simpática me vendeu um vinho verde por 1 euro e eu fiquei admirando o Douro, até o sono aparecer (e a garrafa acabar...)

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No dia seguinte iria até Pinhão, e, por isso, fui dormir cedo.

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juliad    0

dia 03 - Vinículas do Douro

 

Sem dúvida, este foi um dos dias mais esperados da viagem, senão o mais. Para quem não sabe: a cidade do Porto (na verdade, Vila Nova de Gaia) cuida da parte de maturação de vinho, mas as vinículas localizam-se coisa de 200km da cidade, nas margens do rio. A região do Douro é a região de vinhos mais antiga da história. Sabe essa história de vinho DOC (denominação de origem controlada)? Pois é, foi Marques de Pombal que instituiu isso, graças a quantidade de "falsificações" dos vinhos portugueses que existiam no mercado.

Toda a região foi alterada pela população local para a produção de vinho - desde aquela famíliazinha portuguesa (com certeeeeeza) até a produtora de vinho mais mega blaster (aka: Sandeman): tá todo mundo dividindo o terreno ali.

Antes de prosseguir, gostaria de detalhar que a minha pesquisa para a região foi bem aprofundada: meu objetivo era passar um dia inteiro ali, curtir uma vinícula e a região. SEM CARRO. Os horários de trem são um pouco restritos, as vinículas tem perfis diferentes e existem diversas cidades nas margens do Douro. Como só tinha um dia em uma região tão "espalhada", meu planejamento foi essencial. Não sou de planejar viagens a cada minuto, mas me preocupo em saber o que me encontra - no entanto, num vilarejo no meio do nada, resolvi pesquisar a fundo e ter um roteiro "fechado".

Para isso, contei com a ajuda de um pessoal aqui, de outro no forum da fodorstravel, do blog Porto Encanta e também do site de trens português, o cp.pt. Montei três roteirinhos para ter na manga e seguir o que achasse mais viável (porque só na hora entendemos algumas coisas, né?).

 

ANTES DE MAIS NADA: SE VOCE TEM DOIS DIAS INTEIROS NO PORTO, VOCE PRE-CI-SA FAZER ESSE PASSEIO

Precisa mesmo. Tive a oportunidade de ter visitado lugares incríveis na minha vida. Mas o Vale do Douro tem um lugar reservado no coração. Gaste o seu tempo aqui. Você não precisa ser fã de vinho, esqueça isso. O que tá em jogo nesse rolê é como o homem modifica uma região - e tudo isso para produzir algo superfluo como...vinho! A história de Portugal (e especialmente do Porto) e do vinho andam juntas, então, entender um pouco o Douro é entender a cidade.

 

À vaca fria:

Peguei o comboio em Vila Nova de Gaia em direção à estação de trens central, Porto-Campanhã, com destino à Pinhão, às 7h30. O bilhete você compra na estação mesmo.

 

(mais uma pausa: a região do rio Douro tem 3 cidades principais: Peso da Regua, que é a porta de entrada para a região dos vinhos, Pinhão, bem no centro e Pocinhos, a região do chamado "alto Douro", quase na fronteira com a Espanha. inicialmente, iria até Pocinhos, mas, decidi no Brasil mesmo ater-me à Pinhão. Julguei que seria muita viagem de trem (coisa de 4 horas só ida!) para pouco tempo em terra. Novamente, foi uma ótima decisão)

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debalves    6

Esperando ansiosa por essa sua parte da história!

Meus bisavós eram de Régua e vieram para o Brasil trazendo meu avô com 4 anos. Antes da viagem eu tinha pensado em a gente conhecer Régua. Não sabemos se ainda temos parentes lá e os documentos do meu avô se perderam no tempo. Antes da nossa viagem pesquisamos e vimos que a cidade é pequena, o atrativo é o vinho. Os passeios por empresa eram caros e a gente pensou em pagar a passagem de trem e ir por conta própria. Mas no dia chovia canivetes, meu marido não estava muito animado (viagem a dois conta com isso também, né?!) e ele nem bebe (ou seja, não tem o atrativo do vinho) e acabamos ficando só pelo Porto mesmo. Mas um dia eu volto com a família e com meu pai, principalmente, para ele conhecer a terra do pai dele!

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juliad    0

poxa, Deb! pena mesmo que você não foi...você tava em Portugal na mesma época que eu, e o tempo no Porto tava maluquíssimo...no entanto, quanto mais você se afasta de lá, mais o tempo abre. dá uma chance pra esse passeio numa futura visita sim!

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juliad    0

dia 03 - Vinículas do Douro

 

Como disse, pesquisei bastante e cheguei ao meu roteiro "final" para este dia. comprei um docinho na padaria ao lado da estação e já entrei no trem. =)

 

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No meio do nada =)

 

Já era quase 10am, e eu havia agendado visita à vinícula Quinta do Popa 10h20. Por isso, tratei de arrumar um taxi. Nenhum problema: tinham uns 4 na frente da estação. Perguntei para o primeiro quanto ele faria para me levar lá e me buscar mais tarde, de volta ao Pinhão. Ele disse 30. Eu disse 20. Fechamos por 25 e eu fui com a mulher dele. "O local é muito longe", ele disse. De fato, foram uns 15 minutos no carro com a Fátima.

Fátima era uma fofa. Logo que ela via que eu tentava tirar uma foto, ela reduzia a velocidade e falava "vamos parar aqui, aqui a vista é mais legal".

 

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Uvas recém pisadas em processo de fermentação. As vindímias (colheita anual) tinham terminado na semana anterior. Em Portugal, o pessoal ainda segue essa tradição de pisa. O pessoal passa a noite toda pisando, alternando turnos, porque de dia o calor é de matar. A galera tem que estar no mesmo ritmo, então é muito comum o pessoal colocar uma música.

Não vou contar a história da vinícula nem a do Popa (o seu criador) para não estragar qualquer surpresa. Mas garanto que é linda: foi um sonho que conseguiu ser concretizado.

 

Após a visita, hora das provas. Não foi 1 vinho, não foram 2...foram 5! e com a vista aí embaixo, ó

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"Arranca-se esse casco e daí esta é a cortiça que faz a rolha. Olha, essas árvores já estão peladas..."

Fatima, melhor guia.

 

Ela me deixou novamente na estação e eu fui dar uma volta na cidade (e deixar o alcool baixar um pouco também...)

Como já havia conferido os horários de trem de volta, sabia que horas poder seguir para Pinhão: ou 12h15 ou 14h. Decidi ficar até as 14h. Não é qualquer dia que você tem a chance de estar num lugar desses.

 

(continua)

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juliad    0

...desci na estação e resolvi fazer o reconhecimento da região. A cidade é uma vilazinha de interior, sem afetações turísticas, que segue o seu ritmo pacato. Os lugares para comer são tranquilos e os preços não são inflacionados. O legal é que ela vive para o vinho: vi várias lojas vendendo equipamentos para as colheiras, para o plantio...

 

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Uma dica para quem não quiser fazer uma visita a uma vinícula tão ~distante~ quanto a que eu escolhi: tem diversas vinículas no entorno da cidade, que são possíveis a pé. Na verdade, tem algumas que são dentro mesmo. Super tranquilo. Outra coisa que pode-se fazer é um passeio de barco de uma hora (coisa de uns 10 euros) pelo rio. Eu não fiz porque preferi gastar o meu tempo andando.

Comi uma sardinha delícia, perambulei para cima e para baixo e contemplei aquilo tudo.

Meu objetivo agora era ir voltando ao Porto, mas com uma parada em Peso da Regua.

 

Pausa para a brasileirice: não havia lá uma bilheteria ou máquina de comprar bilhetes. Pensei "caramba, como que pego o trem? vão me parar e daí já era...uma baita multa". Vi na plataforma um botão escrito "ACIONE EM CASOS IMPORTANTES". Achei que o meu caso era importante.

- quem está lá?

- sou eu. err. seguinte: não tem como comprar tickets aqui.

- sim.

- e como eu compro?

- oras. se não tens como comprar, não compras!

- mas...mas...COMO EU FAçO?

- não compreendo!

- vão me parar no comboio e vão me multar.

- oras, não!

- o moço vende no comboio?

- claro, oras. se não há um gajo para vender aí...

 

Segui para a Regua. Sim, havia um gajo a vender. =)

Próxima parada: Peso da Régua!

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debalves    6

Que maravilha esse seu relato, juliad! Estou amando! Agradeço por compartilhar!

Antes da minha viagem eu só tinha lido relatos de pessoas que tinham feito o cruzeiro pelo rio Douro passando por essas cidades, mas esse passeio é caro e não dava pra gente fazer. Consegui poucas informações antes da viagem, a gente ia tentar ir de trem e ver no que ia dar quando chegaasse lá, mas mesmo assim não deu... Muito bom ler esse seu relato para quando eu conseguir voltar ir lá também! Ansiosa pela parte de Régua! ::love:: Abraços!

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juliad    0

dia 03 - Peso da Regua

 

em meia hora, eu havia chegado em Peso da Regua. minha ideia era visitar o Museu do Douro, que conta a história da região. Confesso que quando soube do museu fiquei com o pé atrás de "ihhh, armadilha de turista". Não sou mineira, mas vocês já devem ter percebido a minha desconfiança excessiva em relação a roubadas de viagem, né?

 

Peso da Regua é o QG da região do Douro. É a cidade base para todo mundo e, por isso, conta com uma infra maior do que Pinhão.

A cidade é adorável e mais "urbana" do que Pinhão. Resolvi dar uma volta e logo vi uma placa do tal museu. Fui seguindo.

 

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Esperando o trem chegar

 

Voltei para o Porto, num trem cheio de franceses escandalosos no vagão. Já falei que peguei bode deles? Estive na França duas vezes e fui muito bem recebida, mas todos os franceses que encontrei nessa viagem me cansaram pela arrogância.

 

Depois de duas horas curtindo a paisagem e a viagem de volta (e ignorando a francesada berrando asneiras no vagão...), cheguei à Estação São Bento, no Porto.

Como já disse aqui (e costumo dizer quando tô "ajudando" a galera aqui no forum), eu gosto de saber o que tem na cidade, mas não deixo roteiros fechados - acabo decidindo na hora, de acordo com a minha vontade. No trem eu me lembrei que alguém havia me dito (ou eu li, sabe deus) sobre um bar mudernete no Passeio de Clerigos. Vocês vão notar nesse relato que a única OBRIGACAO que eu me dei era ter um por do sol num lugar bacana.

Explicando: o Porto está passando por um processo de modernização/gentrificação/hipsterização. E, nesse processo, alguns lugares surgem. Um deles é o Jardim das Oliveiras. Criaram um jardim suspenso com oliveiras e, junto a ele, um bar muderno com vista para a torre de Clerigos.

 

Fui até lá, peguei um fino (chopp em português) por cerca de 1 euro e curti a cidade anoitecendo. Não tirei fotos, mas vocês podem conferir o lugar aqui:

http://www.oportoencanta.com/2013/11/as-oliveiras-as-luzes-e-as-palavras-no.html

 

Comi um bacalhau com natas delícia por uns 4 euros na rua de trás. Procurei o nome de lá, mas não encontrei. Daí, fui perambular pela cidade.

O legal desta região central do Porto é que é difícil se perder: como você tem o rio lá embaixo, dá para se perder tranquilamente com parcimônia. E assim o fiz. Como já conhecia ALGUMA geografia local, andei para lá e para cá, perdidamente. Entrei em ruelas em que ouvia as crianças felizes que os pais voltavam do trabalho, senti o aroma de <3 sardinha <3 vindo do alto, ouvi pais dando broncas, vi gente simpática me cumprimentando, entrei em becos que davam para vistas SURPREENDENTES, fiquei de bituca vendo, do lado de fora, bares com fado.

 

parei numa vendinha e comprei um vinho verde por uns 2 euros. tinha um grupo de mochileiros alemães bebados na fila que esqueceram de pagar e fizeram a maior confusão. a portuguesada da fila ficou puta. O legal de estar em Portugal é que você participa destes pequenos eventos com os locais. Não interessa quantas linguas você fala (já ouvi muita gente dizer que Portugal é um destino facil porque a lingua é igual à nossa). Quando você escuta alguém reclamando na SUA LINGUA NATIVA, a experiência é muito mais intensa. O caboco da minha frente bradou um "ahhh mas vejas só!". A comunicação é imediata e o seu sentimento de empatia é muito maior.

 

curti um tempo sentada na Ribeira, vendo o movimento, atravessei a ponte para Vila Nova de Gaia, fui ao meu hostel tomar um banho e deixar gelar o meu vinho e daí fui curtir o meu vinho na beira do rio, do lado de Vila Nova de Gaia.

Conversei bastante com o pai do dono do hostel. Era um senhor português que dividiu inúmeras vivências comigo. Esse é um dos motivos para eu sempre escolher um hostel a um hotel: o contato direto com pessoas. Não é uma questão de u-huuuu balada apenas. Junto com dois amigos, ele toca a Real Companhia Velha (fundada por ninguém menos que Marques de Pombal) e me deu várias dicas de vinho. Falou sobre a crise em Portugal e fez alguns paralelos sobre a crise no Brasil.

segui meu planejamento e fui beber o meu vinho vendo o movimento de Vila. =)

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juliad    0

dia 04

 

último dia no Porto, bora matar as pendências! depois de 3 dias na cidade, muitos vinhos e até uma master experiência no Douro, eu ainda não havia visitado uma adega...e olha que eu estava em Vila Nova de Gaia, lugar que os turistas vão, em sua maioria, unicamente, visitar adegas.

Na realidade, eu havia planejado a minha visita para o primeiro dia. Entrei na Taylors, na Calem, na Kopke e na Croft. Desisti porque as visitas eram em francês ou inglês. Sou fluente (não é pra tanto, mas me viro bem) nas duas linguas, mas julguei um absurdo não existir nenhuma visita em português.

...mas agora era meu último dia e eu não podia me dar ao luxo de esnobar assim. Fui para a Taylor's (que era a duas quadras do meu hostel) e, para a minha sorte, tinha uma visita em português.

Foi ótimo porque a visita contou apenas comigo e com um casal de brasileiros, que é residente no Porto. Como eles estão no ramo de exportação de vinho português para o Brasil, tudo foi muito mais interessante.

Por 5 euros conhecemos a história da adega e tivemos uma prova de 4 vinhos.

...e claro, esta vista:

 

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=)))

 

cheguei à Casa da Música. edifício lindo, mas só tinha visita guiada às 16h =(

 

no entanto, vi na bilheteria que existia um bilhete combinado: Casa da Musica + Serralves. opa, bora!

lembrei que li algo sobre um café na região com uma comidinha delícia. arrumei um wifi e comi por lá: quiche de alheira e suco de groselha. nham.

(continua...)

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juliad    0

dia 4 - Porto

 

Teria a visita guiada para a Casa da Musica apenas 16h, então fui para o Serralves. O pessoal da cidade me falou que valia muito visitar e assim o fiz. Peguei um ônibus que andou dois pontos (me senti uma tonta...)

 

O Serralves é um museu de arte moderna que tem um prédio com algumas exposições e um jardim externo, enorme.

A exposição foi a que rolou na Bienal de São Paulo do ultimo ano. Como já conhecia, fui para os jardins.

 

Se pudesse definir o Serralves, diria que é uma espécie de Inhotim: um espaço arborizado que te faz esquecer onde está, com diversas instalações, jardins lindos e obras a céu aberto. Logo que percebi a distância entre tudo, me arrependi de não ter chegado mais cedo.

O lugar é super agradável. Dá para gastar umas duas horas lá, tranquilamente.

 

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Ali ao lado tem também o Museu Romântico. Não deu tempo de ir, mas pareceu interessante.

Fui andando na região e aproveitei a minha última noite na cidade.

Fica difícil sugerir roteiros da cidade. É cliche dizer isso, mas o legal de lá é se perder mesmo.

Um trecho que eu achei muito simpático é o que a Rua das Flores encontra o Largo São Domingos.

 

Fui arrumar minhas coisas para o dia seguinte. Comprei no Brasil o trecho Aveiro-Evora de comboio. Até Aveiro o plano seria pegar um comboio qualquer, porque a frequência é alta. Comentei com o pai do dono do hostel sobre o meu trajeto e perguntei qual estação em teria de ir: São Bento ou Campanhã. Para a minha sorte, o comboio para Aveiro passava a duas quadras do hostel, lá em Vila Nova de Gaia. Mão na roda!

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juliad    0

dia 05 - Porto/Aveiro/Evora

 

Quando comecei a aprofundar as minhas pesquisar sobre a minha viagem, fiquei muito interessada em Aveiro. Tentei bota-la de todas as formas no meu roteiro: até hostel por lá eu reservei. Depois, decidi que não iria e uma hora pensei "ah, se der tempo eu faço um bate e volta".

Daí um dia, vendo no site de comboios de portugal o itinerário entre Porto e Lisboa, vi que o Alfa Pendular (a versão tuga do TGV - o trem rapidão) fazia duas paradas apenas no trecho: Aveiro e Coimbra. Acendeu uma luz e decidi fazer um stopover.

Para quem não sabe: um stopover é quando você para em uma cidade que está no caminho do seu deslocamento. Na Europa isso é fácil de fazer, pois a frequência de trens é grande, tem muita coisa legal no caminho e...há bagageiros nas estações.

...mas não nas de Aveiro, como eu tinha descoberto nas minhas pesquisas. Mas quer saber? Dane-se! Vou arrastando a mala pela cidade, mas eu vou. Se for o caso, tento pagar uns euros para um hostel qualquer guardar. Fui com o endereço de um como garantia.

E assim o fiz. Comprei a saída de Aveiro 15h.

 

Cheguei na estação de comboios de Vila Nova de Gaia toda me sentindo local para comprar o ticket. E DAI QUE A MAQUINA SÓ ACEITAVA CARTAO DE CREDITO COMO PAGAMENTO. EITA! E AGORA, JOSE?

Minha sorte (?) era que tinha uma lojinha de docinhos e afins.

 

- ola, a máquina só aceita cartão de crédito. sabes como eu compro uma passagem para aveiro, sem cartão?

- ah pois. eu vendo!

- que ótimo! mê vê uma, então.

- 3 euros.

- tá aqui. ei, me diga algo...

- sim

- esta passagem é válida para todos os comboios?

- não, senhora! apenas para os de Aveiro.

- sim, isso eu sei! mas eu digo, eu posso pegar qualquer um?

- não, senhora! apenas os de Aveiro.

- tá, mas tem vários TIPOS de comboio: uns são mais caros que os outros. Por isso pergunto

- podes pegar os que dizem "Aveiro"

- obrigada.

 

Portugueses...

nota: fiquei com dúvida porque na Austria comprei um ticket (o Bayern Ticket) que dava direito a circular nos trens da região e fui expulsa de um, porque AQUELE tipo de trem não era válido. tenho trauma, poxa!

 

A viagem foi tranquila. Aveiro é uma cidade universitária, então tinham muitos jovens no trem, todos estudando. Um moço estudava mandarim, uma garota via um atlas de anatomia e um outro menino estava fazendo calculos diferenciais.

O caminho é muito bonito, a beira mar.

 

Logo que cheguei na estação, uma obra do artista Vhils

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Não tinha muitos objetivos na cidade. Ficaria poucas horas, o que eu queria era comer ovos moles, ver o museu de art nouveau, passear na praça do peixe e bobear. No dia anterior vi que tudo isso era mega perto, então nem me preocupei.

 

Liguei o maps-me e vi que tinha uma caminhada de 1,5km até a tal praça.

...e lá fui com a malinha. Senhoras portuguesas passavam ao meu lado reclamando do TECTECTEC das rodas naquele chão de paralelepípedo. Vergonha...

 

Uma hora vi um posto de turismo. Achei uma boa ir lá para pegar algum mapa ou sei lá.

Falei para o funcionário que tinha poucas horas na cidade e, por isso, queria alguma sugestão legal.

"Primeiro, livre-se desta mala. Deixe aqui conosco e busque-a quando seu comboio partir"

<3PORTUGAL.AMOR.ETERNO.AMOR.VERDADEIRO <3

 

Sem mala e com algumas dicas, fui correndo comer os meus primeiros ovos moles

(continua)

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juliad    0

dia 05 - Porto - Aveiro - Evora

 

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Recomendo também dar uma passada no Museu de Arte Nova (ou Art Nouveau, se preferir). A arquitetura é linda e no fundo tem um café super gostoso. Um lado do museu dá para o canal e a saída do café dá para a Praça do Peixe.

Comi mais uns 8798789789 ovos moles e, de coração quebrado, me despedi da cidade.

 

Fui para a estação de trem. Eu faria uma baldeação rápida em Lisboa e chegaria em Evora 18h30. Boura!

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