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juliad

Portugal: Porto, Evora e Lisboa (passando por Aveiro, Sintra e Obidos) sozinha. viagem incrível =)

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olá a todos!

só posso agradecer pela colaboração de todos nesse forum por ter me propiciado uma viagem mais do que incrível. fui sozinha e conheci um dos países mais incríveis com um povo hospitaleiro, comida deliciosa, ótimos vinhos e paisagens incríveis.

além do Mochileiros, me baseei nos foruns do Lonely Planet e Fodors Travel para montar o meu roteiro e saber mais ou menos o que ver em cada lugar.

destaco alguns blogs como o 360meridianos, oportoencanta, oportocool, lisbonlux entre outros. Enfim, pesquisei bastante e, por isso, consegui ver bastante coisa e ficar pouco tempo perdidona.

 

Vamos à vaca fria:

 

>>> por que Portugal?

já estive na Europa outras vezes e quis retornar. no entanto, minhas experiências anteriores me mostraram que vale muito mais gastar mais tempo em um lugar do que sair correndo igual gincana de um lado para o outro. Portugal é um país pequeno, conta com fácil locomoção entre as cidades, preços ainda convidativos, vôos diretos, culinária incrível e um povo muito hospitaleiro. e, ao que tudo parece, aos poucos vêm se consolidando como um destino mais popular. resolvi ir agora porque o país está estruturado para o turismo mas ainda não tão infestado de turistas (cito Praga e Barcelona como exemplos de cidades que me irritaram pelo excesso de gringos)

 

-roteiro

dia 01 - chegada no Porto

dia 02 - Porto

dia 03 - Porto, daytrip para Pinhão, no Douro

dia 04 - Porto

dia 05 - Porto - Aveiro - Evora. passar algumas horas em Aveiro e seguir viagem. Pernoite em Evora

dia 06 - Evora

dia 07 - Evora - Lisboa

dia 08 - Lisboa

dia 09 - Lisboa

dia 10 - Lisboa

dia 11 - Lisboa/Brasil

 

>> considerações sobre o roteiro

acredito que acertei em cheio. antes de viajar, vi muitas pessoas dizendo que 2/3 dias seriam suficientes em cada cidade. na minha opinião: não mesmo. mesmo as cidades sendo pequenas, anda-se muito e aos poucos fui descobrindo detalhes de cada lugar que preencheram cada minuto. a parada de 2 dias em Evora foi estratégica: a cidade é pacata e plana, uma boa pausa entre dois centros montanhosos.

 

>>meios de transporte

aéreo: vôo direto TAP. vejo muitos comentários sobre companhias aéreas aqui, mas pessoalmente, minhas únicas preocupações são: atrasos e pontuação de milhas. TAP nota 1000000

trem: comprei antecipadamente pelo site da companhia portuguesa de trens cp.pt os trechos Aveiro - Evora e Evora - Lisboa.

 

>>hospedagem

comecei a reservar os hostels com quatro meses de antecedência. com isso, garanti ótimos preços em ótimos hostels. fiz tudo pelo booking. peguei quarto

 

Porto: Hostel Gaia Porto

considerações: uma graça de hostel. super familiar, a ponto do pai do dono comprar o pão para o café da manhã e ele e a mulher arrumarem a sua cama. limpíssimo. tem três terraços, com vista para a Ribeira. o único ponto é que ele fica em Vila Nova de Gaia (do outro lado do rio) e não no Porto. mas ele está a 3 quadras do rio e outras 3 da estação de metrô General Torres.

 

Evora: Inn Murus

considerações: também agradabilíssimo. ele foi, há uns 300 anos, residência estudantil. o espaço é imenso e, quando cheguei, metade do hostel estava vazio: só eu usei o banheiro coletivo, por exemplo. quarto enorme. poucas quadras da praça principal. os donos eram uns amores também - passei a noite bebendo vinho com um deles, no terraço, com vista para a cidade.

 

Lisboa: Sunset Destination Hostel

considerações: o hostel fica NA ESTACAO DE METRO. sim, na parte de cima da estação Cais do Sodré. ele tem uma piscina com vista para o tejo. foi eleito um dos 5 melhores do mundo, e não é para menos. mas, cá entre nós, tem estrutura de hotel: muitos gringos, muitas regrinhas, precinho um pouco inflacionado nas bebidas. mas mesmo assim, incrível.

 

>>grana

é, o tal do euro, a tal da crise...assim que percebi que o euro estava disparando, resolvi pagar tudo que podia aqui no Brasil: hospedagem+transportes. também comprei aos poucos, e orcei 100 euros/dia. superestimei: gastei cerca de 50 euros/dia, comendo, bebendo e fazendo o que bem quis. ressalto apenas que não sou de comprar (não entrei em um shopping) e só uso transporte público.

 

>>viajar sozinha

já passei alguns dias avulsa fora do brasil. mas isso é muito diferente de fazer uma viagem 100% do tempo sozinha. vai por mim: é seguro, é incrível e você vai curtir e MUITO

 

>>malas

resolvi não despachar nada. como andaria em cidades que são pura pirambeira, levei uma mala de rodas pequena e fui lavando o que precisava no caminho.

  • Gostei! 1

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Algumas fotos iniciais aqui. aos poucos vou postando. o que posso dizer sobre Portugal é: apaixonadíssima pelo país <3

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dia 01

 

Cheguei no Porto umas 9 da manhã e, pela primeira vez na vida fui parada pela anfândega. Não é nenhuma surpresa que só existiam mulheres sozinhas ali também - mas de todas as nacionalidades. O sujeito revirou minha mala e perguntou meu roteiro: no final, falou que eu cheguei em um dia de chuva horrível, que ontem tinha feito o maior sol, blabla.

Segui as placas e fui até o metrô. A máquina é intuitiva, como em qualquer cidade européia. Mas, de qualquer maneira existia um funcionário ao lado, dando apoio para todo mundo que chegava. Comprei o passe e fui.

Qual foi a minha surpresa quando o metrô saiu da estação subterrânea de São Bento e se aproximou da General Torres: a cidade do Porto apareceu na janela e caiu a minha ficha de que eu estava em cima da Ponte Luis XV. Desci do metrô e fui andando pro hostel. Lógico, com meu guarda chuva e o GPS. Uma dica que eu já usei em outras viagens e bastante nessa: o aplicativo MAPS ME, que baixa o mapa da cidade e permite que você navegue totalmente offline.

 

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Estação de Metrô Aeroporto do Porto

 

Mala deixada no hostel e rosto lavado, bora passear pela cidade =)

O Porto me surpreendeu logo nas primeiras ruas. Por mais que eu havia lido sobre quão encantadora era a cidade, nada me preparou para ser surpreendida com tantos detalhes lindos em cada fachada, cada ruela, cada azulejo. A chuva e o tempo nebuloso deixou todo o clima muito mais misterioso.

Uma coisa que eu havia lido sobre é que a cidade era suja. Confesso que me surpreendi muito com isso também. Achei todas as cidades de Portugal extremamente limpas, assim como o pessoal. Desde as ruas até os metrôs (todos novos!). Como disse, já estive antes na Europa e, todas as vezes que pisei no continente e começava a andar pela rua/metrôs, pensava "gente, mas esse metrô fede. caramba, quanta lata de cerveja no vagão." etc. Lá foi exatamente o contrário.

 

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Fachadas e mais fachadas de azulejo.

 

Meu hostel era na Vila Nova de Gaia. Explicando: O Porto é, na verdade, apenas uma "margem" do rio Douro. A famosa ponte liga a cidade do Porto com Vila Nova de Gaia. As adegas de vinho do Porto estão todas as Vila. Mas eu escolhi ficar deste lado do rio porque, além da vista ser mais bonita de Vila para Porto do que o inverno, as coisas eram mais baratas nesta margem. Acertei em cheio na minha opção e, de quebra, ainda fiquei feliz de verificar que do meu lado tinham MUITO MENOS turistas do que do outro. Digo isso porque tenho pavor de hordas e mais hordas de turistas e putz...Portugal está se tornando um destino muito popular na Europa agora, porque, além de ser um país barato, conta com uma infra incrível para atender o pessoal. Hoteis novos, cardápios em trocentas linguas, funcionários com inglês e francês fluentes, etc: ninguém passa por aperto ali.

 

Segui até a Ribeira, cruzei a ponte Luis XV e passei o dia pelo Porto, andando de um lado para o outro e conhecendo um pouco o território. Entrei em vielas e mais vielas, bebi taças de vinho a 1,2 euros, comi bacalhau, relaxei um pouco e andei mais.

A cidade é um sobe e desce infinito (bem menos do que Lisboa, mal sabia eu!) cheio de caminhozinhos e coisinhas lindas de um lado para o outro. Provei também uma bebida de lá, o Porto Tonica: vinho do Porto com água tônica. A partir daí, tomei várias delas durante toda a viagem.

 

Gostaria de ressaltar que achei a cidade super segura. Voltava de madrugada pelas ruelas sozinha e não passei por qualquer aperto (nem nada próximo). As vielas tem um ambiente super família, em que você vê senhorinhas conversando de uma janela para a outro, crianças berrando e um delicioso cheiro de sardinha assada no ar <3

 

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Vila Nova de Gaia, do outro lado o Porto. E a tal ponte. Você pode atravessar a ponte por baixo ou por cima. Pessoalmente, tenho pavor de altura e me arrependi as duas vezes que atravessei por cima, mesmo com a vista linda. Era muito vento e a linha de metrô passava ao lado.

 

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Vinho Verde =)

 

Porto Tonica.

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Dia 02 - Porto

 

Um pouco mais "situada", resolvi me aventurar pela cidade. Eu tinha um compromisso na cidade neste dia, no meio da tarde: um tour específico sobre azulejos pela cidade, seguido por uma oficina de criação de azulejos. Ao longo do relato detalho melhor.

 

Sai cedo do hostel com o objetivo de "ticar" os principais pontos turísticos. Como estava em Vila Nova de Gaia, a primeira atração que eu consegui matar foi o Mosteiro da Serra do Pilar.

Uma coisa que me surpreendeu (dentre outras tantas...) em Portugal é a quantidade de miradouros que as cidades possuem. Quando você menos esperam eles estão ali, na sua frente. Muito pelo Porto e por Lisboa serem cidades com sobes e desces, o efeito psicológico de trombar com uma vista incrível depois de gastar pernadas e mais pernadas é realmente recompensador. E, acredite, não são necessários mapas ou guias: eles simplesmente surgem ali, no meio do nada.

 

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Mosteiro Serra do Pilar, Vila Nova de Gaia

 

Muito esperta que sou, resolvi cruzar a ponte a pé, pelo lado de cima. Já havia feito o percurso no dia anterior, mas na parte inferior. Qual seria, afinal, o problema?

R: o vento. A PORRA DO VENTO. o metro ao lado podendo aparecer a qualquer momento.

A vista, meus amigos, é de tirar o fôlego. No entanto, eu perdi o meu pela fobia que tenho por alturas e claro, pelo receio eterno de ser levada ou atropelada por um trem (ou comboio, como eles preferem chamar...)

Sustos a parte, cheguei ao Porto novamente. Minha idéia ali era turistar sem compromisso. O legal de cidades com o porte do Porto é que, por terem as atrações concentradas, não necessitam de consultas de mapas e afins - as coisas vão surgindo na sua frente.

 

Alguns lugares que passei:

 

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- Estação de Trem São Bento: ela tá ali, no epicentro. Durante os meus 4 dias no Porto, todas as vezes que eu passava na frente dela eu dava uma conferida básica =). ADORO estações de trem, e esta é especial.E sim, os azulejos são incríveis e lindos. Uma nota: a estação de trem é subterrânea e a entrada é do lado de fora do prédio.

 

- Café Majestic: outra coisa que eu adoro são casas de chá/café. Em prédios tradicionais, então! E, se você fizer uma ligeira pesquisa sobre o Porto, muitos apontarão este café como um dos mais lindos do mundo. Posso falar? Simplesmente: não. Pelo tanto que eu li sobre este café, esperava algo mais do que incrível. O que eu encontrei foi um café decadente (quem já visitou a Colombo do Rio de Janeiro sabe...) com preços super faturados e gringos e mais gringos. Minhas expectativas eram do mesmo nível dos cafés que tem em Viena, onde estive ano passado. De boa, qualquer padaria que eu entrei no Porto tinha um café delicioso, preços ótimos, um dono simpático e doces fresquinhos. Doces melhores que os de Viena, inclusive, com preços e um pessoal muito mais simpáticos =)

 

- Igreja das Almas: ela simplesmente APARECEU no meio do caminho. Linda.

 

- Mercado do Bolhão: Peguei o hábito de visitar mercados aonde vou. O do Bolhão é muito legal, tem preços bons e nem tantos turistas.

 

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Em Portugal, nego manda ~indireta~ por azulejos

 

- Rua Miguel Bombardia, reduto dos mudernete, das galerias de arte e das lojas hipsters: junto da Rua Cedofeita, é uma região de bares e lojinhas simpáticas com grafites, lojas e cafés legais. Mas não espere algo "mastigado": o lugar é legal porque tem achados aqui e acolá. Fui numa casa de chá que o cardápio contava com umas 10 páginas, visitei um brechó que ficava dentro de um café, conheci uma loja que vendia cartões postais do início do século passado, entre outras coisas. Tudo isso num esquema (AINDA!) bem mais low profile do que a Vila Madalena, aqui em São Paulo

 

- Jardins do Palácio de Cristal: quando li sobre no Brasil, não havia dado qualquer atenção. Mas sabe como é: cê tá na frente, então bora visitar. O palácio em si é abandonado (rá! tava esperando algo como aquele lugar em Madrid? não, pois!). Todo o lugar em si te dá a impressão de "WTF, isso aqui é armadilha pra bandido..." #brasileiramodeon

Mas o legal de lá (e isso vale para Portugal todo) é que se você se jogar, vai trombar com coisas legais. E foi isso que eu fiz.

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O tempo não estava bom, então prometi para mim mesma que iria voltar ali outro dia com um ceu mais aberto.

 

- Livraria Lello: outro ponto de referência MASTER na cidade do Porto. Tinha uma fila grande na porta e eu, turistona que assumo ser, peguei. Chegou na minha vez de entrar, e me pediram um ticket. OI QUE? Uma nota: os portugueses não entendem OI. Enfim: 3 euros para sorrir la dentro. "mas podes converter em produt's". TO FORA.

 

Já tinha dado o horário para encontrar com o pessoal do tour "Passeando e Azulejando". Explicando melhor: este é um tour que a magnífica Rita, brasileira radicada no Porto, que comanda o também magnífico blog O Porto Encanta (http://www.oportoencanta.com/) organizou, junto a uma especialista em azulejos. A ideia do tour era passear pelo Porto explicando a história dos azulejos, mostrando, nas fachadas, um pouco da sua história, técnicas e curiosidades.

Logo que a Rita me encontrou, disse "e ai, já está encantada com o Porto?" E COMO NÃO???????? =DD

Logo fomos para o maior acervo de azulejos do Porto. Tratava-se de uma espécie de cemitério de azulejos, como temos aqui em São Paulo, com uma diferença: na cidade do Porto, caso você deseje que a prefeitura reforme sua fachada, basta solicitar neste lugar.

Passeamos pela cidade e a espanhola, entendidíssima de toda a história dos azulejos em Portugal, nos explicou muita coisa e nos apontou trocentas curiosidades, técnicas e outros mais detalhes.

Recomendo a todos que tiverem algum tempo no Porto fazerem este tour. Aliás, recomendo super. Dentre os inúmeros pontos altos que tive nesta viagem, este sem dúvida foi um deles. Não sou de fazer tours: este foi o único que efetivamente participei. Junto comigo, existiam 3 mineiras que estavam no Porto ha uma semana. Claro, apaixonadas pela cidade.

Após passear, era hora de criar os nossos azulejos. Fomos a um lindo café, em uma linda praça e ganhamos uma taça de vinho do Porto <3

Daí, a hora de fazer os nossos azulejos.

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eu ju-ro que esse roxo vira azul.

 

Como disse: FACAM este tour. Basta andar em qualquer cidade de Portugal por uma hora para perceber a importância dos azulejos na cidade. E a Rita é uma pessoa incrível. A espanhola, que infelizmente não lembro o nome, também. Tudo foi organizado com um cuidado tão gracinha que olha, sem palavras.

 

Tour terminado, azulejos ao forno! Como não os pegaria naquele dia, bora bater perna mais um pouco. Resolvi ir até Matozinhos, na foz do Douro.

Pausa

Toda viagem tem uma ROUBADA. Um momento em que você para e pensa "QQ EU TO FAZENDO AQUI?". Pra mim, Matosinhos foi isso. Peguei um ônibus (indicação da Rita) e segui até o mar. Não sabia onde descer. Meu objetivo era comer uma sardinha assada. Desci. Encontrei um monte de lugar caído, ninguém na rua. Tentei achar algo interessante por meia hora, e desisti. O tempo estava ruim mesmo, então...bora voltar pro Porto. Achei uma estação de comboio e retornei para a cidade. Comprei o bilhete na plataforma, o trem chegou e...putz, não validei. Quando validei, o trem tinha ido embora. Ok, mas 10 minutos aqui.

Ser certinha foi recompensada: pela primeira vez na Europa um fiscal entrou no trem para checar nossos bilhetes.

Vi a minha linha parava na Casa da Música, e decidi descer lá para ver o prédio.

...a fome bateu e eu lembrei que o Mercado Bom Sucesso ficava na região. Acionando o celular: beleza, 2 quadras =DD

 

O local me lembrou muito o San Miguel, de Madrid. Um pouco gourmetizado, mas sem aquela carona de shopping center (Time Out Ribeira de Lisboa, tô falando de você!). Preços convidativos, pessoal simpático. Peguei uma taça de vinho (1,20) e uma porção de mariscos (o moço fez um "bem bolado" pra mim, que não tava com fome). Depois, fui numa lojinha de sobremesas em que a atendente era uma bahiana pra lá de simpática.

 

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Percebes, Gambas e Mariscos. foi uns 4 euros isso aí.

 

Com a barriga forrada, peguei o comboio para a Ribeira e arrumei de arrumar um lugar que vendesse vinho. Sim, em Portugal você pode beber na rua - diferentemente da Espanha ou da Inglaterra =))

Uma senhorinha mega simpática me vendeu um vinho verde por 1 euro e eu fiquei admirando o Douro, até o sono aparecer (e a garrafa acabar...)

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No dia seguinte iria até Pinhão, e, por isso, fui dormir cedo.

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dia 03 - Vinículas do Douro

 

Sem dúvida, este foi um dos dias mais esperados da viagem, senão o mais. Para quem não sabe: a cidade do Porto (na verdade, Vila Nova de Gaia) cuida da parte de maturação de vinho, mas as vinículas localizam-se coisa de 200km da cidade, nas margens do rio. A região do Douro é a região de vinhos mais antiga da história. Sabe essa história de vinho DOC (denominação de origem controlada)? Pois é, foi Marques de Pombal que instituiu isso, graças a quantidade de "falsificações" dos vinhos portugueses que existiam no mercado.

Toda a região foi alterada pela população local para a produção de vinho - desde aquela famíliazinha portuguesa (com certeeeeeza) até a produtora de vinho mais mega blaster (aka: Sandeman): tá todo mundo dividindo o terreno ali.

Antes de prosseguir, gostaria de detalhar que a minha pesquisa para a região foi bem aprofundada: meu objetivo era passar um dia inteiro ali, curtir uma vinícula e a região. SEM CARRO. Os horários de trem são um pouco restritos, as vinículas tem perfis diferentes e existem diversas cidades nas margens do Douro. Como só tinha um dia em uma região tão "espalhada", meu planejamento foi essencial. Não sou de planejar viagens a cada minuto, mas me preocupo em saber o que me encontra - no entanto, num vilarejo no meio do nada, resolvi pesquisar a fundo e ter um roteiro "fechado".

Para isso, contei com a ajuda de um pessoal aqui, de outro no forum da fodorstravel, do blog Porto Encanta e também do site de trens português, o cp.pt. Montei três roteirinhos para ter na manga e seguir o que achasse mais viável (porque só na hora entendemos algumas coisas, né?).

 

ANTES DE MAIS NADA: SE VOCE TEM DOIS DIAS INTEIROS NO PORTO, VOCE PRE-CI-SA FAZER ESSE PASSEIO

Precisa mesmo. Tive a oportunidade de ter visitado lugares incríveis na minha vida. Mas o Vale do Douro tem um lugar reservado no coração. Gaste o seu tempo aqui. Você não precisa ser fã de vinho, esqueça isso. O que tá em jogo nesse rolê é como o homem modifica uma região - e tudo isso para produzir algo superfluo como...vinho! A história de Portugal (e especialmente do Porto) e do vinho andam juntas, então, entender um pouco o Douro é entender a cidade.

 

À vaca fria:

Peguei o comboio em Vila Nova de Gaia em direção à estação de trens central, Porto-Campanhã, com destino à Pinhão, às 7h30. O bilhete você compra na estação mesmo.

 

(mais uma pausa: a região do rio Douro tem 3 cidades principais: Peso da Regua, que é a porta de entrada para a região dos vinhos, Pinhão, bem no centro e Pocinhos, a região do chamado "alto Douro", quase na fronteira com a Espanha. inicialmente, iria até Pocinhos, mas, decidi no Brasil mesmo ater-me à Pinhão. Julguei que seria muita viagem de trem (coisa de 4 horas só ida!) para pouco tempo em terra. Novamente, foi uma ótima decisão)

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