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Olá viajante!

Bora viajar?

MOCHILÃO BOLÍVIA-PERU {DE BARRACA} - ENTRANDO POR CORUMBÁ ( INCLUSO RUTA DEL CHE E PARQUE SAJAMA) - SAINDO PELO ACRE

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Então gente

Mês passado (Janeiro de 2016), tirei férias e fui me novamente mochilar ::hãã::

Foram 24 dias de estrada, perrengues e lugares incríveis na Bolívia e Perú

Já tinha feito um mochilão pela Bolívia e prometi que voltaria para conhecer outros lugares, pois além de ser barato o país realmente tem muitas belezas naturais. Segue link do relato que fiz aqui em 2015: 13-dias-na-bolivia-1-mochilao-da-vida-t108514.html

 

 

 

Além da Bolívia, tb acrescentei o Peru (Arequipa , Puno e Cusco) , porém não consegui ir em Arequipa e depois vocês descobrirão o porque ::grr::

A ideia era ir com o namorado novamente, mas como ele não conseguiu férias no mesmo dia que eu, fiquei uma semana sozinha mochilando e depois combinamos de nos encontrar em Oruro, na Bolívia.

 

Ao todo eu e ele gastamos 4.500 reais (2.250 p/ cada um, incluindo passagem aérea, comida, hospedagem, passeios etc) No final da trip minha mãe me apoiou com mais 350 pilas porque ficamos sem nada de dinheiro na volta, devido ao caminho desconhecido que é a Rodovia Transoceânica (que liga Cusco ao Brasil, pelo Acre). Eu pelo menos catei muito aqui no mochileiros sobre esse trecho, para fazer de bus e quase não tem informações sobre, por isso também decidi relatar minha experiencia.

Ahh, levei tudo em real e o Diego levou 200 dólares e o resto em real. Como o dólar estava muy alto pra trocar aqui no Brasil não troquei, mas a dica é: TROQUE!

Na Bolívia 1 real valia 1,75 bolivianos e 1 dólar 6,90 bol

No Perú 1 real valia 0,60 ou 0,75 soles e 1 dólar 3,45 soles

 

Algumas dicas que são boas para um mochilão pobrão:

* comprar passagem aérea com antecedência e usar milhas ou pontos se tiver :P

* usar esse programa maravilhoso para planejar o roteiro , verificar bus e hostels ::love:: > http://www.rome2rio.com/pt

* sempre pechinche na Bolívia e nunca pegue nada, nem entre em um bus ou taxi sem antes perguntar o preço kkk

* não comprar de sites de agências os passeios com antecedência aqui no Brasil.

* Se você é estudante, leve a carteira estudantil da UNE ou aquela ISIC, que tenha validade certinho e deixe p/ comprar o ingresso a Machu Pichu lá em Cusco, pois você vai pagar a metade do preço ( e só tem como fazer isso em Cusco ou Águas Calientes).

* se não tem dinheiro pro trem no Peru, faça o caminho alternativo até Águas Calientes (no relato explico minha experiência)

* Almoce nos "Mercados Públicos" das cidades. Além de conhecer um pouco mais a cultura e diversidade das regiões você vai pagar muito barato pelas refeições e não se esqueça de sair de lá com a sacola cheia de frutas, pão e água (é muito mais barato)

* levar papel higiênico sempre! rs

* vá de barraca ::otemo::

* tente usar o Couchsurfing para conseguir hospedagem de graça e de quebra conhecer pessoas legais, mas cuidado que tem muita gente tarada também :wink:

* leve alguns remédios e primeiros socorros, além de um bom tênis e uma boa capa impermeável

* capa de mochila é essencial :P

 

Baum o roteiro planejado foi esse ai:

 

8/01 PARTIDA: Porto Alegre - Campinas - Corumbá ( de avião )

Corumbá - fronteira Bolívia - bus pra Santa Cruz de La Sierra

Santa Cruz - Samaipata - Vallegrande (RUTA DEL CHE GUEVARA) (2 dias)

Sucre (conhecer a city)

Potosí ( acampar no Ojo Del Inca)

Oruro (visitar pinturas Cala Cala e Lago Popopó)

Parque Sajama (acampar 2 dias )

Arequipa ( conhecer Canion do Colca, Cruz del Condor, Maca , Parque Nacional de Aguada Blanca )

Puno (cidade flutuante)

Cuzco (Machu Picchu)

RETORNO: atravessar a fronteira Peru -Brasil de busão

31/01 Rio Branco - Acre (conhecer o Parque Chico Mendes) - Voo Porto Alegre.

 

Vou relatar por dias e tentarei ser bem objetiva ::mmm:

 

08/01 - Peguei o Voo de Porto Alegre até Corumbá , com escala em SP. Esse voo consegui uma promoção com a Azul e saiu 500 pilas, mas normalmente ele custa 1.500.

Chegando lá já desci pra pegar um taxi e me juntei com 2 mulheres que estavam indo em direção a fronteira. Ele nos levou por 50 reais e dividimos entre as 3. Acredito ter a opção de ir de bus desde o Aeroporto, porém como cheguei na tarde não quis arriscar demorar ali, pelo fato de acreditar ter fila na aduana.

Chegando na fronteira, dei saída no Brasil e aqui a dica é sempre pedir preferencia nas aduanas brasileiras. Vc vai preencher os papel e sair rapidinho do vuco vuco.

Já na entrada boliviana em Puerto Quijarro não tem jeito, o negócio é aguardar na fila. Depois de fazer os tramites de entrada e guardar bem esses papeis (a dica que uma boliviana me deu é de tirar xerox dos papeis e depois me arrependi de não ter feito isso , mas logo conto ...)

Troquei os reais por bolivianos e peguei um taxi junto com a brasileira Ângela, que mora em Sta Cruz e me deu altas dicas. Seguimos com as mochilas e malas rumo ao terminal de bus e lá compramos a passagem com uma empresa muito boa que eu não me recordo o nome kkkk mas chegando no Terminal é no primeiro guichê a esquerda. O bus era aqueles altos e tinha ar condicionado. Pagamos 140 cada para ir até Sta Cruz saindo as 19:30h.

Queria ter ido de trem (dos vagões), mas o horário já tinha passado e não queria ir novamente de Ferrobus por ser muy caro rs, cerca de 250 bol.

Esperamos muito até a partida do bus, então aproveitamos para comer e conversar. Estava muito quente!

Logo que partiu o bus, tirei meu saco de dormir antes de enfiar a mochila no bagageiro (que depois ficou imunda) e curti a tempestade que caia enquanto nos locomovíamos até Sta Cruz.

Tudo certo, tudo em paz , finalmente tinha desligado a mente do trabalho e faculdade ::otemo::

 

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09/01 Chegando no Terminal de Sta Cruz , eram tipo umas 6 da manhã e eu ali me despedindo da Ângela sem saber muito o que fazer e pra onde ir kkk

Mas tinha lido o relato da Maria > outra-vez-bolivia-samaipata-vallegrande-cochabamba-sucre-tarabuco-t46172.html, que me ajudou bastante nessa parte , apesar de eu não ter planejado muito, só verificar de onde saia a van para Samaipata desde Sta Cruz. Ela sai da Avenida Omar Chávez Ortiz, nº 1147 e você deve pegar um taxi até lá e esperar lotar a van, que custa 30 bol.

Tem opção de busão também mas não sabia onde pegar.

Acredito que deu umas 2h e 30 min até Samaipata devido a chuvinha que caia. A estrada é asfaltada até uma parte e depois , quando se entra na mata e nos morros é estrada de chão, que não estão em boas condições, mas em compensação a paisagem é rica!

Tive muita sorte de ir na van com um grupo familiar, pois eles pediram para o motorista garantir que ele iria devagar e com cuidado :)

Quando cheguei em Samaipata , umas 11h estava bem quente, fui dar uma banda na praça, onde a van nos deixou e fui até o Hostal Camping que tinha pesquisado na internet, o El Jardin. Recomendo muito! Como fui de barraca pagava 20 bs por dia e podia usar a cozinha a vontade para preparar o rango. > http://eljardinsamaipata.blogspot.com.br/

O interessante deste hostal é que você pode se voluntariar para trabalhar por lá e aí não paga o camping. Se fores lá, pergunta se tem como fazer isso.

Depois de montar a carpa/barraca (levei a Guepardo Everest 1 p) fui dar uma banda na city. Ela é muito charmosinha , e dizem parecer com São Tomé das Letras. Tem bastante pessoal alternativo e bares com música ao vivo. Samaipata é cercada por morros e cachoeiras, sendo que as principais atrações são o El Fuerte (sítio arqueológico) e Las Cuevas (parque com cachoeira) e o Parque Nacional Amboró. Também tem um mini Zoo (onde vc tb pode fazer trampo voluntário)

Eu fui no Museu da city e no El Fuerte porque não tinha mucha plata para fazer tudo, os parques dependiam de 2 ou 3 dias para aproveitar bem e tb queria descansar naquele lugar encantador. No primeiro dia fiquei entediada porque já tinha conhecido a cidade inteira praticamente rs mas a noite conheci um pessoal do meu Estado e aí acabamos fincado amigos :)

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10/01 - Fomos no outro dia, caminhando até o El Fuerte (cerca de 9km de subida em estrada de asfalto) quamurri kkk A entrada do parque se não estou enganada custou 50bol com direito a visita no Museu.

Compramos comida no Mercado , que fica na rua do El Jardin e seguimos adelante.

O sítio é bem legal de conhecer, tem uma pedra talhada enorme ( dizem ser a maior do mundo) com cultura pré colombiana/ Inca que depois os Espanhóis tomaram conta kkk Dá pra ir de taxi ou mototaxi desde Samaipata (se for de taxi lotado custa uns 15 bol por pessoa e mototaxi sai 30 bol)

Passamos um tempo lá e depois recusamos voltar a pé para Samaipata, pelo menos eu a Natália (morando em POA) e Anna (guria Alemã que estava morando em Porto Alegre/RS). Os guris foram a pé. Pegamos um taxi que nos levaria até o centro de Samaipata por 30bs p/ todas (bemmm chorado). Eu e a Anna decidimos parar no meio do caminho para conhecer uma cascata com piscina que tinha no caminho. Nos despedimos da Nati e fomos. Porém foi um arrependimento, pois era uma mierda e estava cheio de gente kkkkkkkkkk

Resolvemos ir caminhando né, pobreza batendo kk, quando um carro parou e nos ofereceu carona :)

Fomos tagarelando até lá e tiramos uma foto para recordar esse momento que depois eu posto kkk

Eu e Anna fomos no mercado comprar coisas pra jantar e depois passamos o resto da noite no El Jardin com outros mochileiros contanto histórias.

 

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11/01 - Pela manhã desmontei o acampamento e deixei a barraca secando para guardar, pois choveu muiiito na noite (importante a barraca ser impermeável , isso evita passar trabalho). O povo ia em direção a Cochabamba enquanto que eu iria até Vallegrande tentar fazer a Ruta Che. Partimos em busca de uma carona ou taxi que nos levasse até Mairana (uma city maior que tem melhores opções de bus para vários destinos) A city fica uns 20 min de Samaipata e para chegar lá deve-se ir até a ruta em direção oposta de Sta Cruz e atacar qqr taxi, bus ou van que passe ali. Me despedi do grupo, pois iria tentar um bus, só que como as informações divergiam e ngm sabia o horário que passava o bus, fiquei com medo de não conseguir sair dali logo, então fui atrás do grupo e cheguei a tempo de embarcar numa carona (que mais tarde descobrimos ser taxi kkk). Chegando em Mairana, Pagamos 7 bol cada e aí sim me despedi do grupo para pegar o bus a Vallegrande que já estava partindo. No bus conheci um casal de idosos muito queridos, que tinham um neto brasileiro de uns 10 anos. Ele foi meu tradutor na viagem que durou em média umas 4h numa estrada de chão e curvas que me deu muito enjoo. No bus também conheci uma guria da minha idade que morava em Sta Cruz, mas era natural de Vallegrande. Após muita conversa ela me convidou para ficar em sua casa :D Foi a melhor notícia do dia e me senti muito acolhida pela família dela. <3 Chegando em Vallegrande (custou uns 30 bol a passagem) descemos em frente a casa dela e fomos no centro comprar coisas pro café e janta. Vallegrande é uma city bem pequena (porém estruturada para o turismo) e as pessoas muito receptivas e simpáticas. Dizem que ali acontece um carnaval bem maneiro (melhor que em Oruro). A noite provei da culinária Boliviana, tudo feito pela mãe da Jeovana: Sopa de Maní (sopa de amendoim) , Refresco de Linaça (linhaça) e Pire (pirão com farinha de milho e queijo). Gente uma delicia tudo! Após comer feito uma porquinha, tomei um bom banho e pedi licença para dormir e capotei de tanto cansaço.

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Sobre Samaipata: a cidade é muito legal para quem curte tranquilidade e belezas naturais. É fácil chegar até lá desde Santa Cruz de La Sierra, tanto de taxi, van ou ônibus e na cidade existem agências de turismo que fazem diferentes tours por preços baratos se vc estiver de grupo. Tem caixa eletrônico, hoteis, hostels e diversas opções de restaurantes.Por ser pequena os valores de hospedagem e alimentação não são muiito baratos (pelo menos não pra mim kkk). Existem parques naturais com belezas únicas (p/ quem gosta de trilhas e acampamento vale muy). Como fui de mochilão pobrão encontrei alguma dificuldade em me orientar sobre horários de ônibus. A cidade de Mairana é o ponto de partida para Cochabamba, Vallegrande e de lá tb tem como ir a Sucre. Se quiserem mais informações sobre Sucre me perguntem :)

 

No próximo post vou falar de Vallegrande e do turismo em torno da história de Che Guevara. :wink:

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18/01 ATRAÇÕES DO SAJAMA - Geysers

 

Após uma noite de muito frio na barraca, decidimos alugar um quarto para as próximas noites ::Cold::

Ficamos nas hospedagem do Mário, um guia que leva alpinistas para subirem ao pico do Sajama. Recomendo!

 

Fomos numa vendinha tomamos café e fomos encontrar o Mauricio (argentino) para fazer algo. Ele subiu cedo até o mirante do Sajama , que fica bem próximo a comunidade, mas como o monte estava encoberto não achou mt legal de tirar fotos etc..Mas é tranquilo de fazer é uma subida íngreme sem neve até um local estratégico para fotos e tb para observação da montanha.

 

Checamos o mapa e o que tinha pra fazer basicamente é caminhar no parque observando as montanhas Sajama solitário (6.542 m), Parinacota (6.348 m) e Pomerape (6.222 m) gêmeos, conhecer geysers e tomar banho nas águas termais.

Procurei o mapa para postar aqui mas o Diego me disse que entregamos para um mochileiro e o outro perdemos dentro do parque :cry:

Tudo o que vc for conhecer dentro do parque partindo do centrinho é longe. Você terá que acordar cedo para aproveitar a manhã se for no verão (época de chuvas). Nós nunca acordávamos cedo então sempre pegamos chuva nos passeios.

Decidimos ir aos geysers "Walla gêiseres Keris", que ficavam cerca de 8km do centro. É bem longe mas fácil de ir pq tem estrada então nunca saia da pista. Nós saímos, nos perdemos , começou a chover e foi uma friaca desgraçada kkk

Logo parou e decidimos seguir em frente mas levamos horas pra chegar pq íamos conversando muito, tirando foto , parando. Eu já estava quase desistindo quando encontramos um pequeno conjunto de casas dos camponeses, chamamos para recarregar água e ngm estava em casa. Tinha um poço e decidimos bombar para pegar água. Logo o tempo começou a fechar mas decidimos seguir em frente pq parecia estar perto. Caminhamos mais 1h e finalmente chegamos nos gaysers. Eu sinceramente não achei nada de mais pq eles não estavam "explodindo". São lagos quentes que ficam borbulhando. Dizem que a melhor hora para ver eles "espirrando" é bem cedo. A coisa engraçada é que tinham várias cascas de ovo nas bordas dos gaysers pq a água realmente é muito quente. Ficamos um tempo ali e eu só pensava na volta que ia ser uma desgraça. Foi muito cansativo :(

Eu estava passando mal de tanto caminhar e a altitude pegando. Paramos numa propriedade para nos abrigarmos da chuva que viria (e dessa vez não ia ser fraca). Uma camponesa veio nos ajudar e perguntamos se ela não sabia quem poderia nos "resgatar" ali para não termos q voltar a pé. Ela conhecia o Mário (donos do albergue que ficamos hospedados) e prontamente ligou pra ele do celular do Maurício (muito importante tem crédito e um chip da região hihih) Ele veio nos buscar bem rápido, esperamos uns 30 min por ele que nos levou em segurança para a comunidade kkk Ele nos cobrou 100 bs pela brincadeira mas pagamos com gosto pq realmente o dia foi difícil kkkkk

Então sobre os geysers recomendo ir com guia. Não tem discussão, combina com um e vai de boas pq realmente se vc n tem muito tempo para ficar no parque não vale a pena o desgaste.

Já para as águas termais, acho que é mais tranquilo ir a pé e tb para curtir a paisagem.

Quando voltamos fomos nos secar e tomar banho e depois jantamos no alojamento /restaurante/mercadinho de uma senhorinha muito simpática (ao lado esquerdo da igreja). A comida super boa junto com um vinho ficou ótima. Nesse dia chegou uns franceses então a população do parque aumentou kkkkkkkk

Trocamos uns dinheiros (dólar) e depois fomos dormir

 

19/01 ATRAÇÕES NO SAJAMA - ÁGUAS TERMAIS

 

Logo cedo nos deparamos com uma barraca em frente ao nosso alojamento. Era dum frances muyto loco que nos contou uma história bizarra sobre suas aventuras dentro do parque.

Convidamos ele p/ ir junto procurar as águas termais.

Sabíamos que existia uma água termal paga 30bs e outra mais barata por 10bs.

Como não queríamos pagar nada, fomos andando na direção que o mapa apontava nas rotas das águas termais.

As águas ficam entre a comunidade Sajama e Tomarapi.

Encontramos uns carros e íamos perguntando como chegamos nas águas. Novamente era só caminhar na estrada que estava tudo certo. Masssss não é bem assim kkk o mapa apontava a rota que tínhamos que seguir só que ele é confuso. No final encontramos um carinha que disse que tinham águas termais logo atras da sua propriedade e que seria de graça ::Ksimno::::Ksimno::::Ksimno::

Passamos na propriedade dele bem faceiros para chegar no paraíso. SQN..não encontrávamos de jeito nenhum.

Encontramos um lago bem bonito e na esperança de ser quente colocamos a mão dentro mas a temperatura era gelada. Então resolvemos seguir costeando o rio e ir explorando. Até que o Diego colocou a mão na água e estava começando a ficar quente. Finalmente Mauricio achou uma pequena piscina natural cristalina com água quente e decidimos que ali era a água termal grátis kkkkkkk

Essa piscina tinha indícios de que pessoas tomavam banho ali pq tinha lata de cerveja espalhada pelo chão, saco de comida, meia perdida etc..então ok fomos tomar banho.

A água estava bem quentinha e a temperatura no Parque era de 10 graus.

Ficamos ali um tempão nos divertindo até que resolvemos sair da água para iniciar o retorno do passeio (a chuva estava chegando)

Quando começamos a caminhar, mais a frente de onde estávamos, achamos o que parecia ser de fato o lugar ideal para tomar banho HAHAHA

Os moradores fizeram uma espécie de abrigo todo de madeira e tinha até decoração com galhos na volta da piscina natural, uma beleza. Não paramos para tomar banho pq já estava tarde, mas a água ali parecia mais quente.

A região do parque é linda, tem muita coisa para fotografar e contemplar. Estava nublado então não tiramos muitas fotos ::bad::

Mas valeu toda a caminhada do dia. Voltamos pro centrilho abaixo de chuva, chuva mesmo e um frio da porra.

Eu não fui com roupa e nem capa de chuva então me ferrei kkk

Mas quando chegamos deu tudo certo. O francês era experiente em caminhadas então sempre motivava o povo.

A alegria foi poder tomar um banho quentinho e depois jantar super bem.

Passamos bons momentos no Sajama mas era hora de pensar na volta, que seria na madruga do outro dia.

A dica no geral é: se vc tem tempo e gosta de caminhar faça tudo apé, explore bem a região, observe as montanhas, converse com locais etc..

Se vc não tem tempo e não gosta de caminhar e se molhar pague um guia ou um local que tenha carro pra te levar. Mesmo que vc pague um preço um pouco alto por isso vai valer a pena. Vc pode combinar de ele levar no inicio do dia e buscar no final do dia ou só levar , ou só buscar etc.. O povo é muy amable.

Se vc for de carro ou moto isso facilita horrores ehehe

Não encontramos as "chullpas" (túmulos colombianos). Acho que fica perto de Tomarapi e não tínhamos mais tempo de conhecer :(

 

Mas não deixe de conhecer esse paraíso desconhecido que eu amei e quero voltar mais vezes ::love::

 

20/01 O CAMINHO PARA AREQUIPA

 

IMPORTANTE!!! SÓ TEM UMA VAN POR DIA QUE PASSA NO CENTRINHO DO PARQUE. E ELA PASSA entre as 4 e 5 DA MATINA.

Você tem q chegar antes para garantir lugar e não se atrasar! Atrasou perdeu.

A Van te leva de volta até Patacamaya e de lá vc pega outra van para Oruro ou La Paz.

Como nós iriamos para Arequipa (Peru) eu achei que seria melhor atravessar o Chile que era ali pertinho e seguir de Arica a Tacna e depois Arequipa.

Ledo engano. ::putz::

Mas depois eu conto.

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Eiiii viajando aqui no seu relato, já imaginando as caminhadas no parque, pensava em fazer tudo caminhando, agora que você mencionou as distancias !!! Animei ainda mais. Vamos ver se quando eu for o tempo colabore um pouco. Poste umas fotos, seria legal.

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Eiiii viajando aqui no seu relato, já pensava em fazer tudo caminhando, agora que você mencionou as distancias !!! Animei ainda mais. Vamos ver se quando eu for o tempo colabore um pouco. Poste umas fotos, seria legal.

 

Fiz esse relato em 10 min pq o trabalho tá mto loco kk

Mas bá é linnnnnnnnnndo aquele parque..não tem muitos turistas então vc se sente um explorador ehehe

Dá pra acampar em qualquer lugar do parque só não pode fazer fogo nos locais marcados no mapa.

O bizarro é que é na divisa com o Chile e se vc passar pro lado chileno vc corre o risco de levar um tiro dos guardas ou de pisar em minas que ainda estão ativas..ahahah o francês se perdeu e passou 2 vezes no campo minado, ficou sem água etc..mó loco kkk ele ficou no parque 10 dias.

 

Segue umas fotos..se souber um jeito mais prático de postar fotos por aqui me ajuda luciano pq nao sei kk

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  • 2 semanas depois...
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Muito bom ! obrigada pelas informações ::otemo::

 

Estou pensando em fazer a rota pela amazônia boliviana e você me esclareceu e encorajou a descer para Sucre via Villa Serrano ::sos:: muito poucas as informações na internet sobre esse trecho! Encontrar uma mulher que passou por essa rota sozinha encorajou bastante !!!! Arrasou ::otemo::

  • 3 semanas depois...
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20/01 O CAMINHO PARA AREQUIPA

 

O Parque Sajama fica na divisa entre Bolívia e o Chile. É uma região muito rica, cheia de paisagens pra quem ama a natureza e fotografia :D

Saindo do Sajama a van nos deixou na estrada Ruta 4 (perto da entrada do parque) e ali tentaríamos uma outra van ou carona para chegar até a fronteira chilena. O destino era Arica e Tacna para depois seguir a Arequipa (Peru).

Para isso teríamos que passar em Tambo Quemado, que é onde fica localizada a migração para quem está entrando na Bolívia. Nessa região tem muito caminhão e é relativamente fácil conseguir caronas. Obviamente tem caminhão que não para porque não pode dar caronas nessas zonas de fronteira, mas eles sempre ajudam de alguma forma.

Conseguimos embarcar numa van que iria até Tambo Quemado por 15bs os dois. Dali tentaríamos um caminhão ou um bus para nos levar até Arica.

Chegamos em Tambo Quemado super cedo e já tinha uma fila enorme de caminhões que iriam atravessar a fronteira. Perguntamos como funcionava a migração e o agente nos disse que era só carimbar a saída e entregar o papel verde. Ele pegou nossos papeis verdes da Bolívia e fiquei estranhando aquilo pq ele não nos deu nenhum outro e disse que teríamos que registrar nossa entrada lá no Chile, que nos dariam outro papel blá blá blá. Nesse momento pensei que um passaporte facilitaria a coisa..Ok Seguimos caminhando até a migração do Chile . Só que para nossaaaaaaaa alegria ela ficava a uns 20km de Tambo Quemado ::tchann:: o nome da migração é Complexo de Fronteira Chungara. Vou postar uma foto do google maps p/ terem uma noção de onde nos metemos kkk

 

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Fomos caminhando tristonhos e fazendo "dedo", quando um caminhão parou para oferecer carona. Perguntamos a ele como faríamos para atravessar e ele nos disse que ou pegávamos um bus ou uma carona em caminhão, mas era difícil conseguir porque os chilenos eram desconfiados com "mochileiros" e os caminhões não podiam dar caronas para atravessar.

Mas fomos confiantes de que se não tivesse carona pegávamos um bus e tudo ok certo? Errado!

Chegando lá já tinha uma pequena fila se formando porque era época de carnaval em Arica e os bolivianos iam muito p/ lá nessa época. Os bus estavam lotados e já era o 6º bus que não tinha vaga...

Como não é muito comum ter "mochileiros" os guardas já vieram pra cima da gente, teve até cachorro revistando as mochilas p/ ver se não tinha nenhuma fruta ou "erva" proibida. Fomos pegar os papéis para entrar , preenchemos e qdo chegou nossa vez, depois de uma fila grande, o agente nos disse que sem estarmos num ônibus não entraríamos no Chile. Ficamos muito brabos pq fomos discriminados, tentamos dialogar e nada.

Pra vcs terem uma ideia o bus custava 150 bolivianos cada. Como não tinha bus, ficamos um tempo ali pensando , até que resolvemos voltar pra Bolívia. Os caminhoneiros tem medo de oferecer carona pq nos falaram que tem muita gente que entra com drogas ali etc...e como estavamos mulambentos e parecendo drogados eles não queriam nos dar kkkkkkkk ::lol4::

Não conhecíamos nada, ficamos com certo medo, pois os policiais não foram nenhum pouco educados e não estavam afim de nos ajudar. Encontramos um boliviano que estava saindo do chile e pulamos no carro dele para fazer o retorno até Tambo Quemado. Chegando lá o agente nos pediu o papel de saída do Chile, eu expliquei a situação que ele tinha pego e não tínhamos mais nenhum papel exceto o de saída do Brasil. Aí ele disse que tínhamos que ter entregue os documentos não ali em Tambo Quemado, mas sim lá no Complexo Chungara, num posto boliviano. Quase nos cobra uma multa. Mas deu tudo certo, fiz cara de cachorro perdido e quase mandei ele tomar no culo pois foi ele quem pegou nossos papeis kkkkkkk

 

Gente que loucura! Depois dali pegamos uma van até Patacamaya e fomos até La Paz. Foi um dia perdido praticamente ::putz::::Ksimno:: Mas valeu a experiencia e aventura kkk Já em La Paz pegamos um bondinho desde El Alto p/ chegar no centro e fomos nos encontrar com o Mauricio Argentino. Tomamos um trago no Hostal Loki para contar esse perrengue ..foi muito bom kkk

 

Se vc quiser fazer essa travessia, o ideal é ter um carro ou pegar um bus. Mas se for de carona vá direto desde Tambo Quemado. NÃO LEVE DROGAS de jeito nenhum , muito menos frutas proibidas ou certos tipos de madeira. Eles podem prender vc ou multar.

O Chile e a Bolívia tem uma rivalidade mt grande , depois nos foi explicado isso :(

Mas as paisagens naquela região são lindas, é meio fim de mundo, mas tem montanhas e lagos lindossssss! Vale muito a pena desbravar kkk vimos muitos fotógrafos profissionais por aquelas bandas registrando o amanhecer ou o por do sol , fazendo filmagens etc..

 

Depois de dormir em La Paz, no outro dia fomos conhecer Puno , já que os planos de ir a Arequipa não deram certo e teremos que conhecer num outro dia ::hãã2::

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Muito bom ! obrigada pelas informações ::otemo::

 

Estou pensando em fazer a rota pela amazônia boliviana e você me esclareceu e encorajou a descer para Sucre via Villa Serrano ::sos:: muito poucas as informações na internet sobre esse trecho! Encontrar uma mulher que passou por essa rota sozinha encorajou bastante !!!! Arrasou ::otemo::

 

Velu Gabi!

 

É muito "libertador".. No inicio fiquei cheia de dúvidas e medos, mas como já conhecia a Bolívia fiquei mais segura e não ia perder um roteiro planejado né.. obviamente sempre ficava de olhos bem abertos porque o machismo é muito grande por lá. Pra vc ter uma ideia quando falava (p/ alguns) que eu estava viajando sozinha eles achavam muito perigoso ou no mínimo duvidoso, as vezes faziam piadas etc..Muitas vezes menti dizendo que ia encontrar amigos kkkk Mas é seguro, são pequenas comunidades, então o índice de crimes é baixo e o povo já está preparado p/ receber turistas e as mulheres são ::love:: . Vá mesmo! Conheci alguns turistas nessa rota, nenhum era brasileiro. Bora divulgar mais essa região..Quero ir novamente pra lá, porém com mais tempo ^^ Depois posta teu relato huhul

  • 1 mês depois...
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Demorei mas voltei

 

21/01 PUNO

Pegamos um bus cedinho desde o terminal. Passamos por Copacabana e logo depois de 1h saímos em direção a Puno. Chegando lá, já nos foi abordado uma agência que nos levaria até as ilhas flutuantes e não perdemos muito tempo porque queríamos aproveitar o por do sol.

Fomos de barco até uma das Islas e nos foi explicado como as famílias habitaram aquela região, como constroem as ilhas e também se mantêm hoje. A experiencia é muito rica e as pessoas podem até dormir em cabanas.

Não vou relatar muito esse passeio porque acredito ter diversos relatos aqui. ::otemo::

Vale a pena dar uma passada por lá, comprar artesanato e comer uma “truta” delicia.

 

Depois do passeio voltamos ao terminal de van para comprar a passagem até Cusco. Conseguimos por 40 soles cada e viajamos a noite, com previsão de chegada as 5h da manhã.

 

22 e 23 /01 CUSCO

Chegando em cusco pegamos um taxi que nos levou até o Hostal Tupak que fica na Calle San Agustin, Cusco, Peru .

Como o mochilão é pobrao nos hospedamos por 20 soles cada nesse hostel, que foi razoavelmente bom. O que conta nele é a localização que fica bem próximo do centro. Mas não tem cozinha e cada coisa que você pedir (açúcar, água quente etc)eles vão cobrar. ::grr::

Ficamos dormindo até perto do meio dia, quando saímos para conhecer o centro e sondar possíveis passeios.

Cusco é tudo muito caro. City feita pra gringos eheheh Conhecemos o centro, as lojas, os mercados, caminhamos muito pelas ruas, tiramos muitas fotos e fomos almoçar e comprar comida no mercado. Também compramos nosso boleto turístico para Machu Picchu a preço de estudante pois levamos a carteirinha da UNE, que nos deu 50% de desconto no ingresso. ::hãã::

A primeira coisa a fazer quando se chega a Cusco acredito que é comprar esse boleto, pois pode ser que você não consiga ele para o dia que planeja, então vá com antecedência pra dar tudo certo.

No outro dia resolvemos não fazer nenhum passeio (pela falta de grana) e focar em Machu Picchu. Preparamos a mochila e comidas (muita fruta, castanhas, vinho , água e pão ). Aproveitamos esses dias para lavar roupa e descansar.

 

24/01 CAMINHO ALTERNATIVO MACHU PICCHU

 

Quem tem grana vai de trem, que não tem sofre para chegar no Vale Sagrado ehehe

Vc pode ir de van turística, que sai diariamente do centro de Cusco ou ir até o Terminal A Quillabamba e pegar o bus, que irá te levar ao infinito e além rs ::lol4::

Você deve pedir passagem até Santa Maria, que fica num ponto antes de Quillabamba.

O preço da passagem varia de frota de bus, mas creio que pagamos 15 soles cada.

Saímos de Cusco em torno de 13h e chegamos em Santa Maria às 20h. É um caminho muito bonito, mas longo e um pouco assustador kkkk Na medida em que você sobe é possível observar os paredões abaixo e o trilho que a estrada vai fazendo. O caminho é todo asfaltado mas isso não significa que não seja perigoso. Vimos muitos carros acidentados nos penhascos. ::xiu::

Quando chegamos em Santa Maria havia um taxista que perguntou se queríamos ir até Santa Teresa. Ele nos disse que Santa Teresa era melhor a cidade, menor mas com boas opções de hospedagem e comida e que ficaria mais perto da Hidrelétrica.

Resolvemos ir e quando o taxi lotou partimos. O preço foi de 10 soles para cada e levou cerca de 35 min.

Chegando lá, choramos para a dona de uma hospedagem nos fazer mais barato a diária e ela acabou fazendo 35 soles para cada. Não é difícil encontrar hospedagem por lá. A cidade é pequena e possui um pequeno centro que tem comércio e tudo que você precisa.

Após comermos fomos tomar Paceña num bar que oferecia wifi, avisamos os parentes que estávamos bem e fomos dormir, para no outro dia percorrer o caminho da Hidrelétrica e chegar a Águas Calientes.

Veja que esse trajeto desde Cusco nos custou somente 30 soles. A ida e volta gira em torno de 60 soles por pessoa o que é muito econômico né? ::cool:::'>

 

25 e 26/01 Hidrelétrica e Águas Calientes

 

Saímos um pouco tarde da pousada e procuramos um taxi que nos levasse até a entrada da trilha. Uma van nos levou por 5 soles cada e cerca de 20 min depois estávamos prontos para a caminhada.

 

Bom, aqui não tem segredo pois é só seguir a trilha do trem sempre. E qualquer dúvida existem muitas pessoas fazendo a trilha. Levamos cerca de 3h para chegar a Águas Calientes, caminhando num sol muito forte e parando sempre para descansar e beber água, além de contemplar a natureza. ::hahaha::

Logo que chegamos avistamos a entrada do Camping Municipal ( o único camping de lá) e já fomos montar a carpa.

Cada barraca custa 15 soles a diária, independente do número de pessoas e tem uma senhora que vem todos os dias cobrar. O camping não dispõe de água quente e possui apenas um lugar com telhado onde você pode fazer as refeições. Não possui cozinha, mas é um ótimo lugar para acampar, ficando ao lado do Rio Urubamba.

Ficaríamos por 3 ou 4 dias ali.

Depois de armar acampamento fomos conhecer águas Calientes e avistei um menino que acabei ficando amiga em Samaipata na Bolívia. Ele também estava no Camping então passamos a conhecer os amigos dele e trocar conversas.

Compramos comidas no mercado e logo voltamos pro abrigo, pois começava a chover.

Passamos a noite conversando e comendo, curtindo aquele lugar maravilhoso. ::love::

No outro dia ficamos alternando entre o camping e Aguas Calientes, vivenciando a cidade e relaxando. O clima é ótimo lá no verão, a sensação é parecida com o Brasil então a água gelada do chuveiro não foi o problema. Somente a noite que é um pouco mais frio e sempre chove.

 

27/01 MACHU PICCHU

 

Tivemos uma sorte danada com o tempo, pois no dia anterior havia chovido muito e neste dia estava tudo limpo.

Saímos cedo para fazer a trilha que nos levaria ao Vale Sagrado. Levamos cerca de 1h e 30min para subir a trilha que é relativamente fácil. Você tem a opção de subir e descer para chegar no parque de bus, por 30 dólares.

Bom não tem o que falar do parque em si. Só estando lá para sentir tudo o que ele proporciona. Não fomos com guia porque envolve grana e nessa altura do campeonato estávamos sem kkk

Conhecemos todo o parque e perdemos a subida na montanha Huayna Picchu que também havíamos comprado junto, porém eu dei graças a Pachamama porque não teria condições para subir, devido ao cansaço.

Depois de conhecer o parque voltamos descendo o morro kkkkk e chegamos umas 3 horas da tarde realizados. Aproveitamos para comer o restante da comida e preparar a mochila para o caminho de volta.

Percorremos o caminho de volta pelos trilhos até chegar novamente em Santa Teresa. O Diego queria muito ir nas águas termais que tínhamos ouvido falar na city então fomos, mesmo sendo a noite. Lá tem opção de camping o que acabou sendo uma boa alternativa para dormir. Montamos a barraca e passamos a noite toda relaxando nas piscinas de águas quentes e termais pelo preço de 15 soles cada. Fica a dica de local maneiro para quem vai passar por lá ... ::otemo::

 

28/01 SANTA TERESA A CUSCO

 

Estava chovendo muito pela manhã e por isso não consegui mais dormir, acordei o Diego e esperamos um taxi para nos levar até Santa Maria. Como era bem cedo demorou um pouco de o taxista vir (esse local de águas termais fica um pouco afastado do centro, mas todo mundo na cidade sabe onde fica se acaso você quiser ir também).

Percorremos o caminho de volta até Santa Maria e de Lá pegamos bus até Cusco.

Essa parte da trip foi meio chata, pois estávamos muito cansados e quase sem dinheiro. Cogitamos até de usar aqueles serviços de bancos internacionais para aliviar o aperto kkk Fora que no meio do caminho , devido a chuvarada um pedaço da estrada ficou comprometido (desbarrancou um pedaço do morro) e sinceramente eu achei que íamos morrer ::ahhhh::

Chegando em Cusco fomos nos hospedar num hostel mais próximo possível do terminal.

Achamos um muito barato e ruim, por 35 soles cada, mas, pelo menos, ficaríamos por ali até o dia seguinte.

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  • 2 meses depois...
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29/01 RETORNO PELA VIA TRANSOCEÂNICA

 

Com as mochilas prontas fomos pro Terminal e nos despedimos de Cusco.

Embarcamos com o bus da empresa Movil Tours com destino a Puerto Maldonado, site da empresa: http://www.moviltours.com.pe/

Buscamos informações sobre esse trecho, se tinha como chegar até o Acre direto , mas até então não achamos nada relacionado. A empresa que fazia o trajeto já não fazia mais por ser muito caro e longe etc.. Existe a possibilidade de vir até Cusco de bus, desde o Brasil.

A viagem até Pto Maldonado durou umas 12h sendo que saímos umas 10h da manhã. Chegamos no Terminal de Pto Maldonado a noite. Cidade muito estranha kkk

Estávamos muito mal de grana e pedimos para minha mãe enviar mais uns reais para podermos sacar em algum Banco Santander no Brasil.

Uma dica para mochilar no Brasil e evitar maiores perrengues de grana é fazer uma conta na Caixa Federal pq esse banco tem em tudo que é lugar ou no Banco do Brasil. Nós não conseguimos sacar dinheiro até chegar no Acre. Só tinha dinheiro contado para pernoitar em qqr espelunca, comer e pegar transporte até Assis Brasil, depois só Jesus na causa ..kkk

 

Saímos do terminal de tuc tuc (mototaxi que tem um pequeno reboque) e fomos até o centro da cidade. Chegando lá buscamos hospedagem e todas eram mais do que podíamos pagar. A primeira coisa que fizemos então foi decidir dormir na rua garantindo a passagem até Assis Brasil que custava 30 soles p/ cada chorado. Fomos comer num lugar que aceitava cartão de crédito e aí tentei passar mas já não tinha limite ::hahaha::

Pagamos com dinheiro e fomos nos encostar perto de onde saia a van. Só que uns guardinhas municipais nos chamaram e disseram que a cidade era muito perigosa , que deveríamos dormir em alguma pousada etc. Resolvemos seguir o conselho dos guardas e fomos em busca de um hotel bem baratinho. Encontramos um que nos cobrou 30 soles p/ 2 pessoas depois de muito pedir. O quarto só teria 1 cama de solteiro mas tava valendo só pelo banho rs

Eu já estava exausta e o Diego tb, loucos de vontade de chegar em casa kk

 

30 e 31 /01 RETORNO PELA VIA TRANSOCEÂNICA

Bom, acordamos super cedo e partimos até Assis Brasil de van. A van fica percorrendo a quadra até lotar e só depois é que vai partir. Fui o tempo todo dormindo e depois de 3 horas, chegamos na cidade de Iñapari, passando na central de Migração para dar saída do Peru. A alfandega brasileira fica em Assis Brasil, uns 3km depois da ponte que liga os dois países. A van nos deixou logo depois da ponte pq ali tem um ponto de taxi estratégico. Mas não desça ali, vá até a alfandega (em Assis Brasil) e de lá pegue um taxi. Tem van que não vai até lá então combine com o motorista se ele leva já que são somente 4 km a mais.

Ficamos no ponto de taxi com os taxistas num sol do caramba. Aproveitamos e estendemos nossa barraca no sol. Já não tínhamos 1 real no bolso. Os taxistas são todos brasileiros e são muito gente boa, muito engraçados (me senti já em casa ) kkk perguntamos se podiam nos levar até Brasiléia na confiança e eles aceitaram. Falaram que desceríamos em Brasileia e que se não tivesse banco lá, o taxista de Brasiléia pagaria a corrida pra ele e nós pagaríamos o total em Rio Branco. A corrida com o taxista custou 80 reais p/ 2 pessoas até Brasiléia.

Então partimos. Na alfandega de Assis Brasil, paramos para fazer os tramites e seguimos viagem. Até Brasileia deu 100 km e subiu no taxi 2 índios das comunidades indígenas de lá. Conversamos muito e nem vimos o tempo passar. A paisagem é bem diferente da que encontramos no Sul do Brasil. Ali na volta da estrada já não tem mais tanta mata e a grande parte das terras tem gado. Chegando em Brasiléia não existia a possibilidade de sacar o dinheiro então o taxista que nos levaria até Rio Branco, pagou a corrida p/ o nosso taxista e ficamos esperando por ali ele nos levar até o último destino da viagem. Encaramos mais 200 km de estrada junto com outros 2 passageiros. Chegando na cidade fomos direto até um caixa do Santander e sacamos 300 reais e pagamos o taxista: 80 reais Assis Brasil até Brasiléia e 200 reais Brasiléia até Rio Branco. 140 reais p/ cada.

O total de gastos só com o deslocamento de Cusco até Rio Branco/AC foi de 240 reais para cada um. É muito barato levando em conta passagem de avião né? Mas esse trajeto exige paciência e muito repelente. É muito quente e longe de tudo. Mas vale a pena conhecer essa região e esse povo simples e alegre. O trajeto todo leva 2 dias do modo como fizemos.

Usei o aplicativo CouchSurfing para encontrar alguém que nos desse abrigo em Rio Branco. Acabamos ficando na casa de um militar muito gente boa, o Elvimar e também conhecemos sua companheira. Bom, foram ótimos anfitriões, queriam saber da viagem, nos levaram para jantar e conhecer a noite acreana num bar de rock. Foi muito divertido. Dormimos muito bem (com ar condicionado ::love:: ) e como nosso voo era no outro dia a noite aproveitamos para conhecer um pouco o Acre com o casal. Amamos o Acre :: ::otemo::

Embarcamos no voo e depois de algumas escalas, chegamos em Porto Alegre exaustos, mas com uma bagagem cheia de histórias e novos amigos, além das experiencias a serem compartilhadas :D

 

Depois de uns 3 dias eu acabei ficando bem doente, de gripe e febre. Tinha muita dor nas pernas e nas costas e achei que era por conta do cansaço físico e mental, mas não exitei em ir no médico depois de 2 dias de sintomas que não passavam com antitérmico . Chegando lá fiz alguns exames e o médico constatou no hemograma a possibilidade de eu estar com dengue. Fiquei um dia todo lá e fui liberada com remédio p/ febre e antibióticos. Ele disse que poderia ser estágio final da dengue e que por isso eu deveria repousar e qualquer febre alta, voltar na emergência. Com a medicação os sintomas não voltaram e logo eu já estava bem. Mas levei um sustão. Use muito repelente se vc for pra essas bandas no verão (eu confesso que usei pouco nesse trajeto e ignorei recomendações )

Bom é isso, logo vou tentar colocar mais fotos ..Essa trip é muito legal de fazer ..Os locais que relatei não são tão procurados mas são muito lindos. Não tem um dia que passa que eu não fique com vontade de largar tudo e cair na estrada mochilar..ehehe mas um dia faço isso se Pachamama quiser ::love::

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