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Peru, Bolívia e Chile em Setembro de 2009 – Diário de Bordo

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Não costumo fazer anotações de nada em minhas viagens. Muito menos relatos, mas esse foi um caso à parte e vou tentar passar como foi o meu dia-a-dia com o maior número de informações úteis possíveis.

 

Sei que esse relato ficou MUUUUUUUUITO grande. Até tentei fazer um resumo para colocar aqui mas não tenho o poder de síntese. Então, se você gosta de ler, divirta-se, e se você não gosta, sinto muito, pois os textos são longos mas tem muita informação interessante.

 

Os preços que paguei sempre foram depois de barganhar, pedir una rebaja (ou descuento), dizer que sou brasileiro e tal. Isso foi possível em quase todo lugar no Peru e na Bolívia. Dependendo a maneira como você pergunta, o preço é diferente, então dê uma afiadinha no espanhol aí, porque se perguntar em inglês ...

 

Espero sinceramente que esse diário ajude você, que vai fazer a mesma trip ou uma parecida, porque deu um trabalho do caramba ficar anotando tudo (ou quase).

 

PRIMEIRA EDIÇÃO: Fotos do PERU em http://lico.photos.me.uk/c1779148.html

SEGUNDA EDIÇÃO: Fotos da BOLÍVIA em http://lico.photos.me.uk/c1779933.html

TERCEIRA EDIÇÃO: Fotos do CHILE em http://lico.photos.me.uk/c1781811.html

 

QUARTA EDIÇÃO: Inclusão do roteiro em formato DOC. Não sei porque não tinha colocado isso antes ::prestessao::

 

Boa leitura.

Peru Bolívia e Chile.doc

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Eu planejei essa viagem por mais ou menos 3 meses. Fiz muitos levantamentos de despesas, roteiros e mais roteiros, fiz perguntas idiotas em vários tópicos no mochileiros.com, tive várias dúvidas de muitas coisas principalmente porque seria minha primeira viagem fora do Brasil, e não sou lá aquelas coisas no espanhol. Também tive muitas dúvidas sobre roupa de frio, já que moro em um lugar quente o ano todo, quanto levar de grana, onde ir, horários de transporte, empresas de transporte ... Resolvi que não ia comprar nenhuma roupa de frio técnica e ia encarar com o que eu tenho, não levei cartão de crédito, celular, carteira, chave de casa … nada. E assim foi.

 

O que tinha na minha mochila:

 

* 2 calças de moletom (usei todos os dias uma delas por baixo de outra), 2 calças de tactel, 1 calça jeans, 1 par de botas, 1 par de tênis, 1 par de chinelos, 1 blusa de moletom (usei muito), um cachecol (não usei), um anorak com fleece interno (usei muito), 2 camisetas de manga comprida de algodão, 2 pares de meia forclaz quechua (sem costura), 4 pares de meia de algodão, uma touca, um chapéu, 3 camisetas dry e 1 camiseta do palmeiras (dry), 1 toalha de banho, 1 toalha de rosto, cortador de unha, canivete suíço, cotonete, sabonete, shampoo, escova de dente, creme dental, repelente e protetor solar.

* kit de primeiros socorros (aqui tem dicas de como montar o seu: farmacia-basica-kit-de-primeiros-socorros-t3195.html)

* kit de emergência com 2 sacos plásticos, 2 velas, uma caixa de fósforo e 1 isqueiro.

* vários remédios como paracetamol, anti-inflamatório, remédio para picada de abelha (sou alérgico), para rinite, remédios para gripe, sorini para lavar o nariz (o tempo lá é muito seco), hidrocin (descongestionante nasal que usei algumas vezes), protetor labial para usar de dia no sol e manteiga de cacau para usar a noite como hidratante (usei quase todos os dias, não tive problemas mas vi gente com os lábios bem rachados). Como saí daqui no auge de uma crise de sinusite, levei também toda a farmácia para curar a sinusite.

* algumas coisas eu embalei em saquinhos ziplock e levei uns de sobra

 

O que não tinha na mochila e fez falta:

 

* uma mochila de ataque (porque a da Crampon 68l Trilhas e Rumos é uma piada. Acho que vou processá-los por chamar aquilo de mochila de ataque), um caderninho para anotar as informações, pastilhas de purificação de água e lanterna. Isso mesmo, esqueci a lanterna, é mole?

Fui com U$1540 em dinheiro, separado em 2 pacotinhos finos guardados um em cada bolso da calça que usava por baixo (sempre usei no mínimo 2 calças).

Tudo pronto, comprei passagem para São Paulo (R$66 pela Viação Cometa) para as 15h e no dia 31 saí mais cedo do trabalho. Somente depois que o ônibus começou a se movimentar foi que eu pensei: Puwtis, eu estou mesmo fazendo essa viagem! E pela primeira, vez em toda a preparação, eu senti um friozinho na barriga. Paramos no posto Graal (castelo) e eu comi um pão de queijo, um café e peguei um trident (R$7,60). Cheguei em SP por volta das 21h e a Milena estava me esperando no terminal Barra Funda.

Fomos comer um espetinho (R$15) ela me deixou no aeroporto de Guarulhos por volta de meia noite.

 

Boa viagem.

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DIA 1 - Lima

Fiquei zanzando pelo aeroporto e umas 5 e pouco da manhã encontrei o Paulo de Fortaleza, que iria na "mesma trip" que eu. Tomamos um café expresso (R$2,90) e fomos despachar as mochilas para seguir para a sala de embarque. Mandei colocar a minha em um saco plástico que a TAM disponibiliza e dei tchauzinho para ela com muita esperança de reencontrá-la.

Na hora de passar pelo raio-x o Paulo estava com uns perfumes e creme dental na bagagem de mão. Quase ele teve que largar tudo lá, mas como eu tinha um saquinho ziplock no jeito, tudo ficou resolvido e ele não perdeu as coisas dele. Fica a dica, mande todos os líquidos na mochila despachada.

Decolamos no horário previsto (mais ou menos 8:30h) e na hora da decolagem eu fiquei tão emocionado (heheheh) que eu filmei toda a decolagem, mas só esqueci de um detalhe: apertar o botão para gravar. Bom, a primeira vez que o piloto anunciou que passaríamos por uma área de instabilidade eu apertei o cinto e não tinha idéia do que estava por vir. Quaaaaaase joguei os bofe para fora com aquelas quedas repentinas do avião! Depois daquilo nenhuma montanha russa será mais a mesma para mim. Tivemos algumas dessas em toda a viagem, mas sempre que a luzinha de apertar o cinto acendia, eu já grudava na poltrona e ficava todo duro. Acho que a mulher do meu lado percebeu que eu estava meio apavorado, pois toda hora ela olhava para mim. Eu via de “rabo-de-zóio” porque nem piscar direito eu piscava, quanto mais me mexer.

Algumas áreas de instabilidade e 5h depois, chegamos em Lima com tempo fechado (descobri depois que é normal não ter sol lá). Me perdi do Paulo no desembarque e encontrei meu amigo Juninho e o José (Rossé), que seria meu taxista nos próximos 2 dias.

Já fomos direto para Miraflores, no parque Maria Reichi, que é onde tem "as linhas de Nasca" no jardim, feito de flores. Muito bacana, grátis e com vista para o pacífico. Do lado tem o Parque del Amor com uma ótima vista também e um lugar onde a galera salta de parapente.

Fomos almoçar na ponta da praia, um lugar chamado La Herradura. Pedi ceviche, mariscada, um monte de comida que não lembro o nome e a famosa Inka Kola (pedi gelo, porque lá eles tomam tudo natural) que gostei bastante. Tinha uma coisa parecida com um pimentão vermelho, e como eu gosto, cortei um pedação e quando eu fui morder, o José falou: PICA! PICA! Não entendi mas falei brincando: que pica o que zé, e mandei bala. Quase tive um ataque. Uma pimenta foooooooorte pra caramba e só depois eu aprendi que pica, ou pika, é quando a pimenta "arde".

Tudo ficou em 69S ou U$23 e eu fiz questão de pagar. O troco de U$50 veio com câmbio de 2,95. Esse seria o melhor câmbio que encontrei no peru e se eu soubesse, tinha pago com uma de U$100. Na saída tinha um bêbado querendo propina (gorgeta) por ter olhado o carro. Eu disse para o Juninho: que nada, vamos embora, esse aí está com a cara cheia de pinga! Na hora o José fez uma cara estranha olhando pra mim. Bom, descobri mais uma: pinga em casteliano/espanhol é pinto (órgão sexual). Foi a segunda mancada em meia hora.

Saímos de lá para El Salto del Fraile, e lá tivemos que dar 1S para o tiozinho que olha carro. Gastamos um tempinho tirando foto, conversando e fomos para o shopping Lancomar (4S a hora do estacionamento). Gostei. Bem bacaninha, de frente para o pacífico, mas não tinha um fiozinho de sol para ver se pôr.

O tempo em Lima é bem estranho e há muita poeira, muita fuligem, então é possível ver em todos os lugares taxistas com um paninho na mão limpando os carros. É normal e em qualquer parada você pode ver isso.

O trânsito é tudo o que você já ouviu falar e mais um pouco. Um caos. Muita, muita, muita buzina. Eles buzinam para tudo e para todos. É impressionante. Lá existe briga e morte no trânsito, igual em qualquer grande cidade do mundo. Eu não ví nenhum acidente, mas ví um atropelamento e pelo tanto de sangue que estava escorrendo, a coisa foi feia.

Esse meu amigo Juninho é pastor missionário no Peru e à noite eu fui na igreja dele. Uma igreja pequena, com gente simples e de vida difícil, mas com muito amor no coração, sorriso no rosto e o objetivo de falar sobre a salvação em Jesus Cristo. Gostei demaaaais, principalmente das músicas, que rolou até Hillsong United (uma banda gospel australiana). Depois do culto fomos encher a pança. Gastei mais uns 60S (muito) e descobri que perdi uma nota de U$50. Fomos dormir mais de meia noite.

 

DIA 2 - Lima

Levantei cedinho e tomei um café meio brasileiro, já que estava na casa do amigo brasileiro. Seria o único bom por vários longos dias.

A primeira parada do dia foi na Plaza de Armas, que achei muito bonita, limpa e bem policiada, principalmente porque era dia de troca de guarda as 10h.

A troca de guardas foi bem fuleira para o meu gosto. Chatinha, com a rua isolada e com portões fechados. As pessoas ficam do lado da praça, na frente fica a rua interditada ocupada por vários policiais. Não gostei e acho que perdi meu tempo, poderia ter feito alguma outra coisa. Um senhor que foi atravessar a rua para ver mais de perto, foi rapidamente cercado pelos policiais e "escoltado" de volta para a praça. Ali bem pertinho tem a Iglesia de la Merced, que também não achei graça nenhuma.

Fomos almoçar (na verdade eu não almocei porque comi muito no dia anterior) e troquei U$200 com um câmbio de 2,93. Troquei na rua mesmo. Conferi o dinheiro e meu amigo checou as notas.

Ali perto também, fui no Museo de la Inquisición, que é gratuito e muito interessante. Eu não sabia onde era, então fui perguntando (faça o mesmo!).

Saindo do Museo fui ver as Catacumbas, na Iglesia de San Francisco, ou melhor, no Museo del Convento de San Francisco (http://www.museocatacumbas.com). Paguei 5S mas vale a pena. Não podia mas até consegui algumas fotos lá dentro, pena que só uma ou outra ficou boa.

Bom, isso tudo me consumiu o dia todo e a noite estava chegando. Fomos para a casa do Juninho e o José tinha um compromisso mais tarde e não poderia sair comigo. O irmão dele, Carlos Farfan ([email protected]), que também é taxista, ficou de me buscar para continuarmos os passeios. Paguei 200S de taxi pelos 2 dias. É um preço caro, mas eu não tinha combinado nada anteriormente e ele ficou à minha disposição o tempo todo. Não compensa fazer isso que eu fiz, compensa pegar corridas conforme a necessidade, mesmo porque no centro tem muita coisa que dá para fazer à pé.

Me despedi do José e à noite o Carlitos foi comigo no Circuito Mágico del Agua que fica no Parque de la Reserva (Jr. Camana, 564). O Juninho também não pode ir, então fomos só nós 2 mesmo. Pagamos 4S para entrar e 10S do estacionamento. O lugar é simplesmente fantástico. Gostei muito. Existem 13 fontes coloridas, com águas dançantes e uma especial, com espetáculo de projeções sobre a água e música que acompanha as apresentações.

O parque funciona de quarta à domingo (e feriados) das 16h às 22h fechando às 23h. É limpíssimo, com banheiros e muita segurança. As apresentações acontecem na Fuente de la Fantasía (fonte 2 no mapinha que recebe quando entra) às 19:15, 20:15, 21:30 e 22:30 e vale a pena.

Depois desse dia cheio, o Carlitos me deixou na Av. México, 333 para eu pegar um busão para Ica. Optei pela empresa Soyuz, peguei o das 23:40h (25S e de Ica para Lima custa 20S). Segundo me informaram, tem saídas a cada meia hora para Ica e Nasca. O trajeto demora em média 4 horas e o ônibus era confortável, semi-cama, e limpo. Não reparei se tinha banheiro. Dormi como uma pedra.

 

DIA 3 - Ica

Cheguei em Ica as 4h da manhã e obviamente não tinha o que fazer. Minha intenção era passar por essa cidade só para fazer o passeio para Islas Ballestas (Baiestas). Estava um frio monstruoso, que chegava doer, e eu fiquei na rodoviária assistindo um tipo "top 10" de clips em casteliano/espanhol. Até decorei uma ou outra musiquinha bacana. Tomei um chá de quinua (0,70S) na rua, bem em frente a rodoviária, depois paguei 0,50S para usar o banheiro.

Por volta das 6h resolvi ir até a Plaza de Armas para ver se me encaixava em algum passeio. Antes precisei parar em um cassino e ir no banheiro colocar mais uma calça de moletom por baixo, porque eu estava tremendo de frio. Conversando com o segurança ele me alertou que não era bom ficar zanzando aquela hora por ali.

Não encontrei passeio e estava tudo um deserto essa hora, ninguém na rua. Voltei para a rodoviária e o carinha da recepção me deu um telefone de um amigo dele que poderia ajudar. Acordei o cara as 7 e pouco da manhã e ele queria me cobrar mais de 100S pelo passeio. É claro que não aceitei. Na porta da rodoviária tem umas pessoas que ficam com vários celulares presos à uma corrente e ao corpo deles. Você paga por minuto e usa o telefone ali mesmo, pendurado no cara. Muito engraçado. Paguei 2S para falar com esse cidadão e mais 2,50S para falar com o LeoRJ, que estava dormindo e eu deixei recado com a Camila avisando que em breve estaria em Cusco.

Depois que amanheceu de verdade, fui em uma agência e realmente os passeios só sairiam no outro dia. A mocinha me passou o preço de 70S, mas com a choradeira ela fez por 60. Mesmo assim eu não fechei com eles. Fui em outras agências mas estavam todas fechadas. Fui procurar um hostel barato, pois na verdade nem queria ficar ali, queria passar a régua e ir para Nasca. Achei um por 20 soles com banho compartido no Colon Plaza (Av. Grau 120) e quando estava indo para procurar outro hostel, me deu um estalo.

Peguei o primeiro moto-taxi que ví e fui (por 3S) até a Laguna Huacachina para matar o tempo, só até eu decidir o que fazer.

Chegando na Laguna eu fiquei impressionado com a beleza do lugar. Estava vazio e um sol lindo, então resolvi apoitar meu barco por aqui e fazer o passeio no outro dia. Pesquisei preços em quase todos os hostels do lugar e o que mais me agradou era um novinho em folha (1 mês) que ainda nem tinha nome. Fica depois do Restaurante La Sirena, coladinho. Gostei do atendimento, da limpeza, do banheiro e porque estava com o quarto compartido vazio. Paguei 15S e fiquei com o quarto só para mim, enquanto outros pagaram 30 pelo quarto privado. A mocinha que me atendeu se chama Aliza e o msn dela é [email protected] caso alguém queira ficar nesse hostel. Tinha um por 10S mas bem nojentinho.

Depois de fechar e deixar as coisas no lugar, fui comer 2 sandwiches de pollo (poio) por 1S cada e também fui tirar umas fotos do local.

Entrei na internet para fazer umas pesquisas e (2S por 20min) e resolvi fechar o passeio para a Islas com a Av Dolphin Travel (http://www.av-dolphintravelperu.com). Liguei lá mas eu e o cara que me atendeu não nos entendíamos sobre onde ele tinha que me buscar. Adicionei eles no msn e tudo ficou mais fácil. Só que os 60S não valia mais, como eu estava na Laguna, o preço era 70 mesmo. Não teve choro, fechei por 70 e combinei de me buscarem no outro dia às 6:45h da manhã. Eles ficaram meio desconfiados porque eu não tinha o nome do hostel, então eu combinei na base da polícia. Até pensei que eles me deixariam na mão. Paguei 5S pelo telefone e internet e fui almoçar umas 4 e pouco da tarde.

Os preços eram mais ou menos o mesmo e comi um lomo saltado (10S) e comprei uma água (2S).

Voltei para o hostel para arrumar as coisas e de tardezinha subi as dunas para ver o pôr do sol. Nem preciso dizer que foi fantástico né? Ao mesmo tempo que o sol estava baixando, do outro lado a lua já estava alta. Então olhando para frente eu tinha o sol se pondo e atrás a lua já alta. Não consegui tirar a foto dos 2 juntos, mas foi F A N T Á S T I C O. Lá em cima venta muito, então é bom levar uma touca e uma blusa, porque assim que o sol se põe a friaca já começa. Eu passei frio na hora de descer e a descida demora uns 15 min com passos apressados.

Cheguei no hostel já estava escuro, tomei um banho quentinho e saí para comer alguma coisa. Achei um menu por 5S mas não lembro o nome do lugar. Tem placas com os preços em quase todos, é só ir andando que você encontra. Quando veio a sopa eu cancelei o resto. Uma sopa com muito macarrão e muito legumes (3S), e aquilo me foi suficiente. Comprei outra água (2S).

Zanzei um pouquinho e voltei pro hostel para dormir. Não deu 10 min que eu deitei e as meninas que trabalham lá entraram no quarto. Ficamos conversando e pegamos um jogo, tipo uns pauzinhos que tem que ir tirando com uma só mão sem derrubar tudo, não sei o nome disso. Ficamos jogando até mais de meia noite e foi muito bacana porque elas não podem entrar nos quartos com hóspedes, aí teve uma hora que a dona do hostel estava procurando uma delas e elas se esconderam debaixo da cama. Foi engraçado. Mas a mulher nem entrou no quarto, só ficou andando para lá e para cá resmungando algo indecifrável e foi dormir. As meninas foram embora e eu fui dormir mais de meia noite. Quebrado!

 

DIA 4 - Ica e Nasca

Levantei 6h e todos no hostel estavam dormindo. Deixaram uma porta ao lado destrancada para eu sair. Encontrei o pessoal da agência às 6:45h em ponto e eles já estavam rodando por lá me procurando. De Ica até Paracas demora mais ou menos meia hora de carro e são 70km. Eu paguei 70S pelo passeio, mas conversando lá em Paracas descobri que Islas Ballestas custa de 30 a 35S diretamente com as agências e que se pode comprar na hora. O passeio para a Reserva de Paracas custa entre 20 e 25S e também pode comprar na hora, se formar grupo. Então não compensa ir para Ica para fazer esse passeio. Compensa você descer em Pisco, ir até o Mercado Central ou Plaza de Armas e pegar um ônibus circular até Paracas por 2,50S. Tem vários em intervalos de tempo curto.

Paguei 2S em uma água para levar no passeio. No cais tem que pagar uma taxa de 1S para embarque. Os barcos são novos e com 2 motorzões de 200HP.

Eu fiz alguma coisa errada na minha máquina e todas as fotos que eu tirei nesse passeio ficaram ruins, estourando branco. Primeiro passamos pelo famoso Candelabro, que não se apaga devido a inexistência de chuva nessa região (Lima, Ica e Nasca não chove! É isso, simplesmente não chove.) e devido à composição do solo. No barco faz muito frio, então, touca e blusa para não congelar. O nosso barco foi o que ficou mais tempo nos pontos de parada e o guia explicou muita muita coisa, que obviamente não lembro quase nada. É muita informação.

Muitos leões marinhos e muitas, muitas aves. O local tem um cheiro forte de fezes de aves, que às centenas, cruzam de um lado para outro o tempo todo. Só vi um pinguim, isso porque tinha muitos leões marinhos (que comem os pinguins). Na volta vimos vários golfinhos mas não consegui tirar foto de perto.

Chegamos no cais e eu me afastei um pouco do centrinho. Estavam construindo um campinho de futebol lá no final. Atravessei o campinho e tomei um café meio estranho por 2S, um lanche de azeitona por 1S e comprei uma água no mercadinho por 1S.

No passeio conheci uma coreana e ficamos conversando. Eu disse que ia para Nasca e ela também ia, então resolvemos ir juntos. Ficamos na rodoviária na volta.

Optamos pela Soyus (http://www.soyuz.com.pe) e pagamos 10S com ônibus semi-cama. São 2 horas de viagem e saímos às 12:30h mas tem ônibus de hora em hora. Estava passando uns filmes engraçados mas como eu estava conversando, acabei nem assistindo. No caminho uma moradora local me alertou para uma formação na rocha que parece uma cara de um Inca. Achei legal ela ter me mostrado.

Chegamos em Nasca e logo fomos abordados por vários "agenciadores" falando inglês. Toda vez eu pedia para falar em casteliano porque sou brasileiro, e não gringo. Um deles era lutador de JiuJitsu e ficou me peguntando dos Grace e blá blá blá. Mas, passeio que é bom, tudo caro. Fomos procurar um hostel para a Hyunjung (Rãndjang) e bem em frente o terminal da Soyus tem um bem caro. Achamos um bacana que ainda nem estava pronto. Falamos com os proprietários e eles abriram para nós, mas eu não fiquei em Nasca. O dono e sua esposa eram uma simpatia só. O cara é cirurgião dentista e resolveu sair de Lima e abrir um negócio em Nasca. Em uma semana eles se mudaram e abriram o hostel (ainda não tinham aberto na verdade). O quarto foi usado pela primeira vez e custou 40 soles porque era de casal e com baño privado. Tinha opções mais em conta: compartidos. Não sei o nome do local porque ele ainda não me mandou email e não consigo falar com a Hyunjung. Mas assim que eu souber, edito aqui essa informação.

Perguntei sobre alguma agência idônea e o tio da esposa dela tem uma. O dono do hostel nos levou caminhando até lá mas às 15h não havia mais passeios para lugar nenhum. Perguntei sobre algum taxi de confiança e eles chamaram um que presta serviços esporádicos para eles. O Anibal ([email protected] / 051 9 5645 2686) foi a melhor coisa que nos aconteceu em Nasca. Combinamos 50S (25 para cada um) para fazer o Cementerio Chauchilla e Aquedutos (se desse tempo) e fomos embora. As explicações do cara foram incríveis e eu perguntei como ele sabia tanto. Ele disse que estudou e ainda estuda porque ele quer montar um negócio próprio, uma agência.

Não vou colocar histórias aqui, mas a das múmias é interessante. Quando as pessoas morriam, eram colocadas de forma fetal voltado para o céu porque eles acreditavam que as pessoas nasceriam novamente. Eles colocavam também todos os pertences do morto junto, inclusive os filhos, para que quando eles voltassem à vida, tivessem tudo de volta. Algumas tumbas tinham múmias pequenas, que eram os filhos enterrados juntos. No museuzinho que tem lá é bem ruim para tirar fotos por causa da claridade que entra pela janela. A entrada no Cementerio Chauchilla custa 5S.

Achei um lugar bem montadinho para turista, com caminho demarcado, tenda nas tumbas, etc, mas ainda assim, interessantes. A cor de fundo das montanhas é muito bonita. O Hanibal nos explicou a primeira tumba e nos deixou livres para percorrer as outras 12, se não me engano.

Quando estávamos indo para o aqueduto, fui conversando com o Hanibal e falei sobre o mirador da Panamericana, porque eu não ficaria em Nasca para fazer o vôo (não gosto de aviões. não gosto mesmo!). Fizemos um trato que por 40S a mais (era longe) ele nos levaria no mirador. Então ficou Cementerio + Mirador + Aquedutos por 90S (45 cada). Mandamos bala para lá e infelizmente, como era longe, não conseguimos ver o por do sol do mirador, vimos de dentro do carro. Coisa de 15 minutinhos a gente conseguia. Bom, estava um frio do caramba em cima do mirador e nós sem blusa, porque de dia estava muito quente e não pretendíamos nos demorar tanto. Tirei algumas fotos meio tosca por causa da pouca luz, mas deu para ver nitidamente as linhas. Quando descemos do mirador já era noite e veio um carinha querer cobrar ingresso, acho que 1S. Eu pedi o comprovante, e como já estava fechado, ele não tinha comprovante e disse que não precisaria pagar.

Bom, já era noite e eu pensei que o aqueduto tinha ido por água'baixo. Foi aí que o passeio ficou mais interessante. O Hanibal disse que poderíamos ir lá a noite mesmo, já que era lua cheia e não precisaríamos pagar os 10S de portaria porque estaria fechado. Nem acreditei. Perguntei para a Hyunjung e ela topou. Os aquedutos são para captar as águas das montanhas, já que não chove em Nasca, e são construídos em forma de ziguezague para ir diminuindo a força das águas. Esse sistema abastece até hoje a cidade e 1 vez por ano eles tem uma festa da água (24/06) onde eles limpam os dutos.

Vi uns cactos com um fungo branco e o Hanibal explicou que aquilo era uma plantação de cacto. Antigamente o cacto era vendido para vários fins por um preço muito baixo, e depois da descoberta desse fungo, que é utilizado como matéria prima para colorir, o Kg do cacto foi para U$20, então lá existe muitas dessas plantações.

Voltamos para o hostel para eu pegar minha mochila, comprei uma água por 1S, me despedi dos donos do hostel e da coreana e o taxista me levou para a rodoviária e foi andando comigo até eu encontrar uma passagem para Cusco. Consegui para as 21:30h pela Palomino (Jr. Lima, 115 / Tel. de Ica 056 52 1411), semi-cama com baño, e ficou por 80S depois da rebaja. As outras empresas não tinham mais para o mesmo dia e custavam mais de 100S. Só tem um horário noturno por dia, das 20:30 às 21:30, depende da empresa.

Deixei a mochila na agência e fui dar um role por Nasca. Estava tendo uma festa na Plaza de Armas. Tomei um chá de coca (1S), comprei 2 club social (1,20S) e paguei 0,50S para usar o banheiro da rodoviária.

Conversando com uns locais, descobri que a famosa TUR BUS está com vários problemas porque eles não se responsabilizam por bagagens, então eles colocam uns avisos no ônibus tipo: RURAL SI, NO AL TURISMO. Outros SI AL TURISMO, NO AL RURAL ou coisa parecida. Os de turismo são direto, e os outros param em qualquer biboca, então cuidado com sua bagagem então.

O busão que eu fui estava vazio, então levei a mochila comigo e ocupei 2 lugares. Tentei dormir, mas o caminho é difícil, cheio de curvas, frio, e cada vez subindo mais. Tome o chazinho de coca antes de subir, vale a pena e dá resultado: não fiquei enjoado.

 

DIA 5 - Cusco

Quando amanheceu eu me mudei lá para o assento panorâmico e não dormi direito porque a estrada é mesmo muito ruim. Aliás, é muito sinuosa com muito sobe e desce, mas a qualidade do asfalto é boa. O caminho é tão complicado que para percorrer 600 e poucos km, demora de 13 a 14 horas, quando o normal seriam umas 7h mais ou menos. Às 8:15h em ponto uma mulher (rodomoça?) ligou o rádio bem alto. A música? Pense em Mim, Chore por Mim. Em espanhol! Ninguém mereeeece. Eu já estava acordado, mas tinha muita gente dormindo ainda e acordou com esse maravilhoso som. O CD, incluindo outros sucessos do mesmo gênero (em espanhol, claro), tocou várias vezes, até que alguém desligou. Umas 9 e pouco serviram uns biscoitos com bolacha e mate. Pedi uma graceosa (refri) depois do chá.

Cheguei umas 10 e pouco em Cusco e na rodoviária dei uma ligada para o Leo (0,20S). Paguei 3 soles no taxi da rodoviária até Wanchaq porque os taxistas pagam 1S para entrar na rodoviária. Conheci o Leo pessoalmente (figuraça), a Isabela que estava lá e a Camila. Ficamos um tempo papeando e fui dar um role de moto com o Leo. Fomos em Puca Pucara, Vale de la Luna e demos um rolezinho pelo centro. Tudo de grátis. No Vale de la Luna, além de um gramado bacana onde os peruanos vão fazer piquinique (e muita sujeira), tem um local que parece um templo, com as rochas polidas. Muito interessante.

Fomos em um restaurante chines mas não me lembro o que eu pedi. Gastei 20S com esse prato, uma cusqueña sem gelo e uma inka kola. Troquei 100U$ com câmbio de 2,91 e fechei um passeio para o Vale Sagrado com a Luna Tours (http://www.lunatourscusco.com) por 25S às 9h do dia seguinte. O boleto turístico se podia comprar na hora, no primeiro local de visitação. Na agência eu comentei que eu tinha interesse em fazer a trilha para Salkantay e o menor preço que consegui nessa agência foi 170U$ fora o aluguel do saco de dormir, que era mais uns U$10. Não fechei nada mas disse que eu iria procurar em outras agências.

Fiquei zanzando pela Plaza de Armas, conhecendo o local, até anoitecer. Estava tendo festa na cidade, com palco montado, uns desfiles tipo carnaval, uma coisa bem típica deles. Vi muita gente, roupas e danças diferentes.

Não saímos essa noite porque a Camila estava malzona e eu pregado de cansaço. Fui dormir cedo para aguentar o outro dia.

 

DIA 6 - Cusco (Vale Sagrado)

Acordei cedinho (5 e pouco) pra variar, arrumei minhas coisas e saí umas 7 e pouco. Deixei todos dormindo na casa do Leo. Paguei 2,50S no taxi até a Plaza de Armas e fiquei andando por lá até perto das 9h, que era o horário combinado. Comi um bolo de banana (1S) e comprei uma água (1S) para levar no passeio. Fui em várias agências ver preço para a Salkantay e o menor preço que encontrei foi 165U$ com saco de dormir, mas era um lugar meio esquisito e eu nem confiei muito. O cara muito blá blá blá, oferecendo até trilha inca para o próximo dia. Caí fora. Reparei que a parte central é extremamente limpa e sempre tem polícia.

Mais ou menos na hora eu encontrei a pessoa e fomos para o microonibus do tour. Fui ao lado de uma limenha que não foi com a minha cara ou o gato comeu a língua dela (acho que a segunda opção porque os amigos ficavam zoando com ela).

O guia muito bacana (Walter) explicava muita coisa no caminho, para que quando a gente chegasse nos lugares não perdêssemos tempo com as explicações.

A primeira parada foi no mercado de Purikuq. Um local feito para turistas comprarem vários produtos feitos de lã de alpaca e tomar um chazinho de coca gratuito. Tirei foto com as Lhamas e não comprei nada porque os preços eram altos. Logo depois paramos no mirador Taray. Novamente um monte de gente vendendo coisas.

No mercado de Pisaq, que tinha parada prevista de meia hora apenas, comprei uma luva dupla por 7S e um chapéu por 8S. Não lembro quanto era o preço inicial. O local é tipo uma feirona que se vende de tudo. Eu até queria comer um cuy mas não tive coragem porque é bem porquinho o lugar (mais que o normal) e o guia avisou que dependendo o que a gente comesse, poderia fazer mal. Resolvi não arriscar. Até todos voltarem, fui tomar um "café" (2S) mas não gostei, muito aguado. Tinha um casal de xaropes que sempre atrasava.

Saímos dali e paramos nas ruínas de Pisac por 1 hora mais ou menos. Aqui eu tive que comprar o boleto turístico, mas comprei só a parte do Vale Sagrado, que contém Pisac, Ollantaytambo, Chinchero e Moray, mas esse último as agências nunca vão. Paguei 70S e ele vale por 2 dias apenas.

Ruínas e mais ruínas, histórias e mais histórias e me fascina a inteligência dos povos antigos. A engenharia da época é uma coisa de louco, impensável até nos dias de hoje. O modo de vida, a separação da classe mais poderosa, dos agricultores, o sistema de irrigação, o cemitério ...

Fomos almoçar quase 15h em Urubamba. No restaurante Casa Grande o buffet completo custa 20S e é uma ótima opção, apesar do preço. Mas eu não estava a fim de comer, então comprei 3 club social no mercadinho ao lado do restaurante (3S) e fui tomar uma inka kola gelada (1S) no barzinho em frente. No outro bar, também em frente ao restaurante, a mesma inka kola, sem gelo, estava 2,50 e tinha menu por 11 soles (de frango, peixe, lombo, etc). Comprei uma bolsinha porta moedas por 1S, depois voltei e comprei mais 4 por 3S.

Nosso próximo destino foi Ollantaytambo. O mais interessante, mas não andamos muito porque já estava perto de escurecer. Acho que é o local mais bacana desse tour com uma escadaria gigante que nos espera logo de cara.

Existe um morro que tem a face de um inka esculpida, e no solstício de verão o sol se alinha com a face. O guia mostrou num livro uma foto com o ponto exato e o sol alinhado. No solstício de inverno é uma constelação de estrelas que se alinha. Impressionante. O livro contém a maior parte das explicações do guia e os locais que visitamos. Eu não lembro tudo de cabeça.

Depois de muita muita história fomos para Chinchero. Na descida comprei um saquinho de folha de coca por 1S. Teve gente que se atrasou novamente, mas dessa vez alguém caiu do cavalo, porque o guia largou para trás. Só ficou a mochila do cidadão. Uns 20 min depois ouvi o guia atender o telefone e dizer que ia largar a mochila dele na agência. O detalhe é que o cara estava indo pegar o trêm para Machupicchu, então presumo que ele foi de mão abanando para lá. Eu achei bem feito porque um monte de gente dispensou as explicações do guia e foi andar sozinho, mas todos sabiam do horário de voltar. Quase que o casal idiota lá ficou também, porque novamente foram os últimos.

Em Chinchero fomos nessa igrejinha xarope e vimos a feirinha local. Na saída da igrejinha ainda tinha que dar propina para os tiozinhos. Nem dei nada e não gostei porque chegamos lá a noite, foi tudo rapidinho, é longe pra caramba. Acho que Chinchero poderia ser trocado por Moray, se Moray fosse mais perto também.

Cheguei em Cusco umas 20h e tinha uma menina da Luna Tours querendo saber se eu ia para a trilha no outro dia cedinho. Disse que iria se no preço de 170U$ estivesse incluído o saco de dormir e que eu queria uma barraca individual. Trato feito. Ela queria um adiantamento mas eu não dei, disse que estaria pronto às 5:30h e se eles fossem me buscar eu pagaria tudo na hora. Dei o endereço do Leo e o telefone dele.

Passei em um mercadinho e comprei umas bolachas recheadas (8S). Comprei um DVD (2,50S) para descarregar a máquina e levá-la zerada para a trilha. Paguei 2,50S de taxi de volta até a casa do Leo.

Ficamos papeando enquanto ele estava arrumando as coisas para ir para a Bolívia de moto. Ele fez uma macarronada com molho branco deliciosa e comi com uns coraçõezinhos que tinha já pronto.

Como eu esqueci várias coisas, o Leo me emprestou uma mochila de ataque para eu não levar a cargueira, Clor-in para purificação de água e 2 bastões de caminhada que me foram extremamente, demasiadamente, muitissimamente útil. Salkantay sem walking stick é acabar com os joelhos na certa.

Fui dormir mais de 1h da manhã. Nem preciso dizer meu estado né?

 

DIA 7 - Salkantay

Acordei às 4 e pouco e meu dia começou com caganeira. Sim, diarreia. Acho que o Leo colocou laxante no macarrão, não é possível! hahaha O pior é que ele estava indo de moto para a Bolívia e acordou ruim também, coitado. Conferi minhas coisas e resolvi não levar chinelo para a trilha. A agência me pegou de van exatamente às 5:25h e me levou para o centro, onde eu pegaria um micro ônibus. Saímos às 6h da matina rumo à Mollepata (Moiepata) na estrada sentido Nasca. O caminho durou 2:30h e passamos por um pueblo e uns caminhos bem ruins, de terra, com ziguezague e sobe e desce.

Em Mollepata tomei um café que me disseram não estar incluído no pacote, mas eu não paguei não sei porque. Ninguém estava pagando e ninguém me cobrou nada. Não sei agora se eles vacilaram ou se não tinha que pagar realmente. Fui no banheiro e descarreguei um pouco da coisa ruim que eu tinha dentro de mim. Eu fiquei meio com medo de entrar na trilha com essa diarreia e resolvi tomar um imosec. Esse remédio não é recomendado se você estiver com alguma infecção alimentar, diarreia com sangue e vários outros alertas, então cuidado se tomar isso, porque ele prende o intestino. Mesmo eu sabendo do risco, resolvi tomar. Comprei uma água (2,50S) e um chapéu para encarar a trilha (10S) porque eu até levei um chapéu daqui para o Peru e comprei um lá em Cusco, mas esqueci os 2, então tive que comprar esse terceiro aí.

Minha mochila estava pesando 7kg mais a água, câmera e bastões de caminhada. Calculo que uns 8kg com tudo. Tinha gente com mochila de quase 20kg e adivinha, mandaram tudo nos burros. Não sei quanto pagaram, mas eles levam até 5kg de cada um. Todos tinham 2 mochilas, só eu tinha uma, e por isso o guia disse que se eu quisesse eu poderia mandar a minha. Resolvi testar minha resistência e carregá-la no primeiro dia, e se eu visse que estava pesada, eu despachava ela no segundo dia.

Começamos a caminhada com muito protetor solar e protetor labial. Andamos mais ou menos 8km e às 13h, depois de avistar o Humantay, paramos para almoçar: picadinho de carne com cebola, pimentão e ervilha com chá de menta depois para ajudar na digestão. Paguei 0,50S para usar o banheiro nessa primeira parada e eu ainda estava bem ruim.

Chegamos no acampamento ao anoitecer, umas 18h e a caminhada é dura, com muita subida e a altitude castigando. Vale abrir um parênteses aqui para a questão da altitude. Acho que como eu fui subindo gradualmente desde Lima, eu não me senti mal e não tive reação nenhuma, só mesmo a dificuldade de respiração na caminhada. Mas eu vi muita gente passando muito mal, então não se embeste de entrar na trilha sem estar aclimatado ok? Tinha um japonês brasileiro com outra agência que eu achei que ele não chegaria vivo no final da trilha. Ele conseguiu mas passou um perrengue violento principalmente no primeiro e segundo dia. Então cuidado!

Fui andando em um ritmo um pouco mais lento e como nosso grupo era de 16 pessoas (bem grande), tínhamos 2 guias onde 1 sempre ficava na frente e outro sempre ficava atrás. Fui acompanhando uns brasileiros e o guia de trás. Me acompanhou também um chileno muito bacana, o Gonçalo, que eu encontraria em Santiago mais tarde. Os brasileiros eram o casal Alex e Regina e o Cláudio (buda) que junto com o chileno foi que salvou viu? Porque o resto, uns belgas, franceses e nem sei mais o que, eram beeeeem xaropinhos. Ou reservados, não sei. Acho que é o jeito deles. Bom, cada um na sua.

Os guias eram bem bacanas e já fiz amizade rápido com eles. A mochila do guia José (Rossé) estava com uns 10kg e eu perguntei porque ele não mandou ela nos carregadores. Para minha surpresa ele me disse que não confiava nos carregadores, que alguma coisa poderia sumir ou a mochila se perder pelo caminho, afinal, elas vão amarradas nos burros e podem se soltar e cair em alguma ribanceira. Eu fiquei de cara! Nunca esperava uma resposta dessas. Comecei a reparar e encontramos os carregadores diversas vezes pelo caminho amarrando a carga. Desisti de enviar a minha no segundo dia e resolvi carregá-la sempre comigo. Fica aí o alerta.

No acampamento tomamos um chá com umas bolachas e pipoca. Eles servem água quente e na mesa tem vários tipos de chá, café solúvel, etc, então você faz o que lhe agradar. O jantar, logo depois, foi sopa de legumes com macarrão, um arrozinho duro e sem tempero e frango com batata. Pouca comida para o tanto de pessoas que tinha. Depois do jantar foi servido um chá pronto não sei do que, mas muito gostoso.

O céu no primeiro dia foi indescritível. Nunca ví na minha vida um céu tããããão lindo, tão limpo, com as estrelas tão brilhantes e com lua cheia. Perfeito! Depois do jantar o guia foi explicar as constelações e como se localizar pelo céu. Mas estava tão frio e eu tão cansado, que aquela escuridão que nada temia nossas lanternas, me convidou à me recolher para minha barraca. Detalhe, eu esqueci minha lanterna lembra? Sorte que um casal de belgas pouco comunicativo estava com 2 lanternas e me emprestou uma. Foi minha sorte.

Todas as barracas do nosso acampamento eram Doite, mas já estavam meio surradinhas e umas precisando trocar. Minha agência me mandou um saco de dormir, então essa primeira noite, que dormimos praticamente no pé do Salkantay com o Humantay, eu dormi com uma camiseta, 2 blusas, 2 calças, 2 pares de meia, luva, gorro, saco de dormir e isolante. Deitei umas 20:30h e tentei dormir.

Hoje nós andamos 16km.

 

DIA 8 - Salkantay

Não dormi quase nada. A noite inteira passei um frio do caramba e ouvi avalanches. O barulho era assustador e parecia que estava atrás de mim, que iria engolir minha barraca. Imagine um trovão bem forte. Beeeem forte. Sei lá, assustador! Segundo os guias a temperatura foi mais ou menos de -1C fora o vento. Isso para quem vive com 30C praticamente o ano todo é muito frio.

Levantei 5:30h com chá de coca na porta da barraca. Coloquei mais uma calça de moletom e desci para o café da manhã. Chocolatea com tortilha, manteiga, geleia, água quente para o café ou chá e omelete mexido com algumas coisas indecifráveis no meio, mas muito gostoso. Ganhamos um kit com maçã, bolacha e umas balas de chicha morada. Às 7h botamos o pé na estrada e eu estava com cachecol, luva, 2 calças de moletom + 1 calça tactel, 2 blusas e gorro, mas comecei a me “descascar” logo, porque o tempo muda muito. Esse é o inconveniente de não se ter equipamentos técnicos e próprios para atividade física. Minha blusa de moletom ficava molhada de suor e isso não é bom, porque quando o tempo mudava e começava ventar, eu tinha que colocar o anorak (que não respira) por cima da blusa úmida!

O caminho até o ponto mais alto e mais perto do Salkantay (4650m) é muito difícil. Com subidas íngremes o tempo todo, mudança de clima a todo momento e muita pedra pelo caminho. A altitude ajuda a ficar mais cansado. Teve gente que não aguentou e subiu de burro, teve gente que passou muito mal e eu achei que não chegaria no final da subida. A vista do Salkantay, bem de pertinho, é simplesmente incrível. O guia explicou um ritual de colocar 3 folhinhas de coca em baixo de pedras, fazer um pedido e não sei o que, mas nem prestei atenção. Fiquei só curtindo o visual e apareceu até um condor para alegria da galera.

Meio dia e pouco, e 11 km depois, chegamos no acampamento para almoço ao ar livre: sopa de milho (tipo fubá) com legumes, arroz sem gosto, salada de alface + cenoura + pepino + tomate + vagem e frango frito (delicioso) com salada de batata. Chá de anis com coca depois. Descansamos até as 14h e começaram as descidas (eu prefiro subida). Uma dica muito válida: NÃO VISITE A COZINHA DE NENHUM ACAMPAMENTO, SENÃO VOCÊ NÃO COME!

As descidas são tão fortes quanto as subidas, mas com um agravante: muita muita muita pedra. Por mais que você erga a perna elas pulam e se agarram em você. Eu chutei todas que eu consegui. Caminhei com dois bastões, usando muito os dois e ainda assim dava para sentir as rodillas (calma, os joelhos) sendo forçadas.

Comecei andar colado no guia da frente, com ritmo bem forte. Deixamos metade do grupo para trás. Alguns pingos de chuva começaram a me assustar, pois eu não tinha capa e uma chuva ali me complicaria muito. Aliás, quase ninguém tinha, se chovesse estávamos ferrado pois o tempo ainda estava alternando entre ventos muito frio e umas partes de calor. Molhado não seria uma boa experiência. Comecei a sentir meu dedão doer e descobri minha primeira bolha. Peguei um bandaid do guia porque deixei em Cusco meu kit de primeiros socorros (que burro!).

Entramos na mata ainda com o tempo fechado e instável. Eu pensei que quando entrássemos na mata a trilha melhoraria, seria de terra. Ledo engano. As descidas continuavam e as pedras não acabavam nunca e não é exagero. A beleza da paisagem variou de desértica, neve e floresta. Indescritível. Chegamos no acampamento umas 17h sempre em ritmo bem forte. Quando tirei a bota descobri outra bolha, no calcanhar e para ajudar na minha felicidade minha barraca não fechava o zíper da capa nem o zíper interno. Reclamei com o guia Simon e ele se ofereceu para trocar de barraca. Eu disse que não, que deveria ter um jeito. Aí o José arrumou um alicate e já arrumou quee ficou uma belezinha. Esses dois guias eram solícitos com qualquer um a qualquer tempo. Gostei muito. Roubei mais uns bandaids deles e fui jantar sem tomar banho, pois além do frio, a água estava simplesmente congelante. E porquinho é a vovozinha!

No jantar teve massa de pastel com doce de leite, pipoca e água para o chá ou café. Depois veio um arroz um pouco melhor, purê de batata e um bife ao molho de tomate muito bom. Chá de anis para completar. Como não tinha muito o que fazer com aquela escuridão e todos muito cansados, eu fui dormir exatamente às 20:40h e aposto que em 30 segundos eu estava roncando. Mais uma vez peguei emprestado a lanterna do casal de Belga.

Hoje caminhamos 18km.

 

DIA 9 - Salkantay

Hoje acordei bem antes das 6h, mas essa noite foi boa. Dormi bem e só com 1 calça, 1 par de meias, 1 blusa e o saco de dormir, sem luva e sem gorro. Às 6:30h, com o chá de coca na porta da barraca, arrumei minhas coisas e fui para o desayuno: aveia, pão com manteiga ou geléia, panqueca com doce de leite e água quente para chá ou café (a marca do café solúvel era Monterrey e foi o que quebrou o meu galho).

Às 7:30h em ponto estávamos na trilha e novamente entrando na mata. Eu tinha sinceramente esperança de que a trilha melhorasse, mas continuava bem ruim o caminho, com muita pedra. Acho que mais pedras que nos 2 dias anteriores. Esse terceiro dia foi marcado por muito sobe e desce, mas de longe um caminho muito mais tranquilo que nos outros primeiros dias. Vimos vários pássaros e vários tipos de plantas, incluindo algumas que temos por aqui, tipo bromélia, orquídea e outras que não lembro o nome. O guia parou várias vezes para explicar um pássaro, uma planta ou uma formação natural. Continuei firme e forte na frente do grupo, andando rápido no ritmo do primeiro guia.

No caminho teve uma hora que me afastei um pouco do pessoal e passei por um casal de mexicanos que estava com dor nos joelhos. Tinha uma americana obesa que também estava andando devagar, visivelmente cansada e vermelha por causa do sol que castigava. Eles estavam bem longe do grupo deles. Quando passei por um guia de outra agência, perguntei se ele era o guia dos mexicanos e da americana e o guia respondeu que não. De qualquer maneira eu disse que tinha 3 pessoas para trás que provavelmente precisariam de ajuda e ele pouco importância deu, continuou andando e não disse nada. Segui caminhando rápido encontrei nosso guia. Mais à frente, vimos um carregador com um cavalo que tinha uma pedra enfiada no casco. Eles vendam o cavalo ou burro e na porrada mesmo tiram a pedra. Dava dó do coitado.

No primeiro dia não tinha lugar para pegar água no caminho, mas do segundo dia em diante passamos por vários riozinhos e cachoeiras, então podíamos abastecer garrafinhas e sempre usei pastilha de purificação, mas vi gente bebendo a água no local mesmo. Resolvi não arriscar depois daquela diarreia. Em uma das paradas paguei 1S por 5 granarillhas (granariias), que é uma espécie de um maracujá, só que bem doce. Uma delííííícia. Fiquei com vontade disso o resto da trilha toda e não encontrei mais para vender.

Paramos em vários pontos de descanso e 14km depois, diretão, chegamos no povoado de Sahuayaco. Passamos por uma bandinha que se preparava para tocar e ainda pensei: que povoado animado. Encontramos aquela americana desesperada e quase chorando. Ela disse que já fazia mais de 1 hora que ela estava andando perdida, que o guia dela sumiu e ela não sabia mais o que fazer. O nosso guia disse para ela nos acompanhar porque já estávamos chegando no acampamento para o almoço. Começamos a caminhar e na mesma hora o guia dela apareceu, aí a mulher começou a chorar. Adivinha quem era? O mesmo idiota que tinha me dito que não era o guia! Contei para ela o que tinha acontecido anteriormente e o cara estava com uma cara de merda. Fiquei com vontade de dar um soco na cara dele. Era um cara de índio com cabelo comprido, camisa xadrez para dentro da calça, cinto para cima do umbigo ... parecia um zé ruela. Um soco só desmontava ele. Respirei fundo e continuei andando, já estávamos praticamente no local onde almoçaríamos.

Chegamos antes das 13:30h e fomos recebidos pelos borrachudos. Tive que pegar o repelente bem rápido, porque tinha bastante e eles estavam famintos. Aliás, foi um festival de desmontar mochila para pegar os repelentes hehehe. A banda começou a tocar e descobri que na verdade se tratava de um velório. Um garoto de 15 anos se suicidou e aquela bandinha "animada" que eu pensei era a banda da escola dele, que seguiu tocando em uma procissão pela rua até o cemitério. Triste.

Tomamos uma sopa de não sei o que com legumes e ovo. Aliás, todas as sopas vão clara de ovo, então, se você é alérgico, lembre-se disso e peça para a agência uma cardápio diferenciado. Tinha um casal de vegetarianos no nosso grupo que sempre tinham uma comida diferente (não necessariamente melhor, mas diferente). Rolou uma macarronada com vagem, cenoura e molho vermelho e um suco sei lá do que, e ninguém conseguiu descobrir do que era. A primeira facada da viagem foi pagar 3 soles em uma inka kola sem gelo. A coca-cola comprou a fábrica da inka kola há 5 anos mais ou menos, e devido ao boicote de muita gente, as garrafas de vidro não fazem nenhuma menção à gigante dos refrigerantes, mas as descartáveis contém Coca-Cola Company no rótulo.

Nesse ponto da viagem rola uma surpresa desagradável para uns e agradável para outros. Os carregadores e montadores das barracas se despedem e desse lugar seguimos até o próximo acampamento, em Santa Teresa, de VAN. Isso mesmo, não vamos mais caminhar hoje. Teve gente que achou um alívio, teve gente que ficou indignada porque pagou para fazer o caminho à pé. Bom, rola uma vaquinha para dar gorjeta para o pessoal e eu dei 5S. Daqui até o acampamento leva meia hora, mas a van que estava na frente furou o pneu e bloqueou a passagem de todos. Pneu trocado, chegamos às 15:30h no local indicado. Fui recebido por muuuitos outros borrachudos e por um macaquinho bem safado e arteiro heheh. Nós mesmos armamos a barraca hoje e tinha umas parecendo uma banana, de tão torta. O lugar à primeira vista me pareceu bem fuleira e não gostei.

Depois de tudo arrumado, o guia ofereceu um passeio às Águas Termais (Baños Termales Cocalmayo) e aí eu entendi porque fomos de van esse trecho. Se tivéssemos ido à pé do local do almoço até Santa Teresa, não daria tempo de ir nas termas. Vários toparam, mas 3 franceses e 1 casal de belga não quiseram ir. Comprei um sabonete por 2,50S (segunda facada) e pagamos 10S do transporte, na mesma van que nos levou até lá, e mais 10S para entrar no local. O caminho, como o da nossa trilha, é tortuoso e cheio de pedras.

O lugar é fantástico e depois de 3 dias andando, foi a melhor coisa que fizemos. Paguei 1S para deixar as coisas no locker e em 5 minutos que fiquei na fila, milhões de borrachudos me atacaram, então levem o repelente, pois o guia não avisa nada. Lá tem água morna, água bem quente e água gelada, da montanha. Fui direto na parte onde é permitido produtos químicos e fiquei lá atéééééé enrugar a pele e gastar pela metade o sabonete. Banho tomado, baterias recarregadas, fui para as piscinas e só saí da água 5 minutos antes do horário combinado de ir embora, às 19h (chegamos às 16:30h). Depois que escureceu não tinha mais borrachudos e estava moderadamente calor. Nessa hora o chinelo que não levei fez muita muita falta, porque descansar meus pés e não ter que calçar a bota seria a melhor pedida, mas não teve jeito.

Dois franceses se atrasaram mais de meia hora e às 19:30h começou a chover. Vazamos para dentro da van e ficamos aguardando as beldades. Chegamos super atrasados para o jantar, mas no acampamento não estava chovendo e não tinha mais borrachudo. Tomamos uma sopa de champignon muito boa e veio um arroz temperado com legumes, macarrão, salada, molho de champignon ... muita comida. O que eles regularam nos 2 primeiros dias, resolveram nos dar nesse terceiro. Chegou sobrar. Não tomei o chá. O local que eu achei chato quando chegamos, começou a ficar bacana, com um som decente bem alto e uma fogueira (logo após as apresentações típicas bem fuleira de alguns locais para recolher gorjeta).

Conheci uma galera e ficamos na fogueira batendo papo. Tomei 2 cusqueñas de 500ml beeeeeem gelada por 6S cada. O pessoal estava pagando 12S, mas como fui lá chorar e o cara gosta de brasileiros porque é um povo simpático, me fez um preço justo heheheh. Fui dormir 15 para meia noite e um pouco bêbado, já que não estou acostumado a beber. Quando cheguei na barraca ouvi um peido e comecei a rir muito. Aí não me lembro de mais nada, acho que dormi rindo e nem fechei a barraca.

Hoje andamos 14km.

 

DIA 10 - Salkantay

Acordei de madrugada para ir ao banheiro e estava chovendo, na minha barraca inclusive, já que esquecí de fechar o avanço. Nesse dia a gente estava liberado para dormir até umas 7, 7:30h mas como eu acordo cedo, 6 e pouco eu já estava de pé com minhas coisas arrumadas. Logo os borrachudos começaram a aparecer, então já tratei de tomar um banho de repelente. Reparei nas pernas de algumas pessoas, que estavam com muitas picadas.

Hoje o desayuno foi salada de mamão com melão e iogurte de morango, pão com manteiga e geléia, uma espécie de pipoca escura meio sem gosto, e água para chá ou café. Esse foi o melhor café da manhã e ontem o melhor jantar, acho que para compensar tanto borrachudo. Saímos mais ou menos 9:30h rumo à Águas Calientes e o caminho de Santa Teresa até a hidrelétrica fizemos somente com um guia. O outro foi de Van até a hidrelétrica, não lembro porque. Essa caminhada é tranquila e há obras para todo lado, aliás, o Peru todo está em obras. Passamos por vários lugares lindos, sempre acompanhando o rio Salkantay e nos deparamos com uma cachoeira impressionante em certo ponto da trilha. Demais. Uns 10 minutos antes da hidrelétrica tem um estacionamento 24h e à partir daí não é mais possível transitar com veículos, somente à pé. Meio dia chegamos na linha do trêm, onde almoçaríamos. No caminho pegamos um chuvisqueirinho e quando chegamos deu uma chuva rápida.

O almoço saiu as 13h: sopa de quinua com legumes, arroz branco, macarrão, molho de lentilhas e salada de abacate com queijo ralado. Um refri custa 4S no restaurante Apu Salkantay, onde comemos, mas nas barraquinhas em frente a linha do trem custa 2,50 uma coca 600ml (sem gelo é claro). Comprei uma. Mais uma vez repito, NÃO VISITE A COZINHA.

Saímos as 14h e começamos a andar sobre os trilhos. Logo pegamos um caminho à direita para subir para a outra parte dos trilhos. Chegando lá em cima, dá para ver do lado esquerdo, ao longe, Machupicchu e Waynapicchu. Uma vista interessante. O caminho daqui até Águas Calientes é bem chato de fazer porque só tem trilho de trem, muita muita pedra e borrachudo. Fique atento para várias coisas: a primeira é para não tropeçar nos dormentes ou nas pedras. A segunda é para os pássaros. Pude ver muitos e alguns bem diferentes. A terceira é para a natureza que é linda (não se esqueça da primeira enquanto faz a terceira!). E por último, por mais inusitado que seja, fique atento para não ser atropelado pelo trem. É sério. O Karin estava com um MP3 no ouvido e todo mundo gritando gritando e só quando ele viu a gente, que estava na frente dele, fazendo sinal para ele sair do trilho foi que ele deu um pulo para o lado e tirou o MP3. Foi por poooouco que ele não foi atropelado! Não ouviu o moooonte de buzinadas que o maquinista deu.

Chegamos em Águas Calientes as 17h e fomos para o hostal Oro Verde ([email protected]). Foi uma boa surpresa. Lugar bacana e limpo. Trocando idéia com o dono Roger ([email protected]), muito gente boa, me disse que o preço é entre 25U$ e 30U$, mas chorei, falei dos mochileiros e tal e ele disse que pode fazer por 30S por pessoa. Hoje, desde aquele dia que tomei o imosec, foi que consegui ir no banheiro, por isso repito, cuidado se você tomar esse remédio. Fiquei no segundo andar, e como na barraca, fiquei com um quarto simples só para mim. A tomada fica escondida atrás da cama, e quando consegui achar, coloquei a máquina para carregar. Tomei um banho queeeente e demoraaaado e antes de sair para jantar, fui num barzinho bem ao lado onde o dono falava um portunhol engraçado, e tomei 2 pisco sour no happy hour por 14S. Na verdade só tomei um e disse que voltaria para tomar o outro depois do jantar.

Fui dar um role na Plaza de Armas, comprei 4 bandaids (curita para poner en las ampollas - ampoias) por 0,20 cada e gastei 2S para ligar para casa (0,50 por minuto, não pague mais que isso!). Dei um rolezinho e fui encontrar o pessoal que já estava lá no Restaurante Andino. Jantar hoje: sopa de não sei o que, arroz, peixe frito muito bom, batata e salada de tomate com pepino. Não tomei o chá e fui embora, deixei a galera lá. Voltei para o barzinho para tomar o outro pisco e fiquei papeando com o tequileiro Alan. Ele me passou a receita do verdadeiro pisco sour peruano e vou compartilhar com vocês:

Dica do Alan ([email protected]): usar o Pisco puro da marca Quebrante.

1 oz = 30ml

 

PISCO SOUR (o legítimo peruano)

3 oz de pisco

1 oz jugo de limón

1 oz jarabe de goma

1 oz clara de huevo

4 hielos

Bater no liquidificador por 2 minutinhos.

Não sei quanto andamos hoje. Fui dormir umas 23 e pouco para acordar as 2:30 da manhã.

 

DIA 11 - Machupicchu

Era 10 para as 3 da madrugada quando levantei e como minhas coisas já estavam arrumadas, logo desci para encontrar o pessoal e subirmos para Machupicchu. Fiquei sabendo que na noite anterior, quando eu já tinha ido embora, rolou um stress por causa de gorjeta. O guia pediu uma vaquinha para os cozinheiros e ninguém deu nada. Na verdade deram 16S e o guia não gostou. Ficou reclamando, resmungando e queria saber quanto cada um deu para devolver o dinheiro. Lá é meio que da cultura deles dar gorjeta, mas ninguém é obrigado a dar.

Começamos caminhar quase 4h e estava escuro e bem frio. O caminho é só subida. Muita subida com muitos, incontáveis degraus. Fui acompanhando uma menina de Tel Aviv que estava com dificuldade para subir e não achei legal deixar ela subir sozinha, já que atrás de nós ficou um bom tempo sem ninguém. Chegamos na portaria as 5h e aí o frio pegou porque paramos de nos movimentar. Quando a bilheteria abriu, as 6h, começou a distribuição das senhas para Waynapicchu e eu peguei a número 273 para o horário das 10h. Tinha o horário das 7h mas aí nós perderíamos a explicação do guia, pois tivemos um tour guiado até umas 9:30h mais ou menos. Não é muito interessante visitar Machupicchu sem um guia por conta das histórias. Sem história Machupicchu é só um amontoado de pedra

O lugar é fantástico. Não vou colocar aqui a descrição de Machupicchu porque ela é diferente para cada pessoa. As histórias são fantásticas e me impressiona a inteligência daquele povo. Eu gostei, mas vi muita coisa estranha nesse lugar. Vi cimento em alguns lugares, em algumas pedras, vi umas partes com pedras muito limpas e tive a impressão de que não são autênticas. Perguntei ao guia e ele disse meio encabulado que eles lavaram. Sempre tem gente limpando as pedras lá, mas não tirando a cor delas, tirando somente as gramas que crescem. Não engoli essa do guia. Vi eles remendando um pedaço com a desculpa de que era para assentar o solo. Muito esquisito. No local existe várias lhamas para servirem como predadora das gramíneas. Tinha um casal em pleno acasalamento, se esfregando, se enrolando pelo pescoço ...

Nos despedimos do guia Simon (o José já tinha voltado para Cusco ontem a noite) e 10 e pouquinho entrei na trilha para Waynapicchu. A subida é punk! Muita subida, muita escadaria e subi com um ritmo forte, demorei 50 minutos. Em alguns locais fica meio perigoso porque é um espaço pequeno para passar e sempre tem gente subindo e gente descendo. É aí que mora o perigo de levar um esbarrão e escorregar. Mas cada degrau (são muitos, lembre-se disso quando for) compensa e muito depois que se chega no topo. Dá para ver a cidade toda, inclusive a estrada em ziguezague que os ônibus turísticos fazem.

Fiquei um bom tempo lá em cima, acho que 1 hora mais ou menos, e faz um ventinho gelado viu? Descemos para a portaria e se você quiser comprar algo lá no bar, vai ter que desembolsar uma grana, pois é tudo muito caro. Um chocolate quente médio custa 8S. Nem vi o resto dos preços, fiquei até com medo heheh. Meio dia e pouco começamos a descer as escadarias que subimos de madrugada. Agora, de dia e na descida, a paisagem é totalmente diferente. Tem ônibus turístico que faz o serviço de leva e trás até Águas Calientes e custa 7U$ one way. Acho que deveria custar mais caro.

Demoramos 1h e 20 min para descer, 10 min a mais que para subir. O motivo é que a descida judia mais dos joelhos e nesse momento todos estavam com os pés muito dolorido, então andamos devagar. Aliás, juntos andamos o Gonçalo (chileno), a Idit (israelense) e eu, porque o resto se dispersou e alguns voltaram de busão.

Chegamos em Águas Calientes e fomos procurar nossos tickets no restaurante Chasqi, bem em frente a linha do trem. Aproveitamos e comemos um menu por 10S. Não lembro o que comi, mas o suco era de banana. Não recomendo. Tem outros restaurantes com menu a 10S também e com maior variedade de comida. É só andar, procurar e chorar, porque sempre pedem no mínimo 15S, aí o desconto vai da sua conversa. Achamos os tickets, pegamos as mochilas no hostel e fomos para a charmosa estação de Machupicchu. Embarcamos as 18h e em 5 min eu já estava dormindo. Acordei as 19:30h quando chegamos em Ollantaytambo. Estava um friiiiiiiio de rachar quando chegamos e nosso transfer demorou um pouco para aparecer. Achei que tinham nos esquecido, mas uns 20 min depois apareceu o cidadão. Entrei no minibus e dormi novamente. Acordei chegando em Cusco, umas 22h. Encontrei o guia Simon e num gesto de amizade, trocamos uma camiseta. Eu dei uma camiseta minha, usada mesmo, dry, e ele me deu uma da trilha inca. A gente conversou quase a trilha toda e ele foi muito bacana principalmente com os brasileiros. Nos despedimos e fui pegar um taxi até a casa do Leo. Depois das 22h os taxis são mais caros, mesmo assim achei um por 2,50S.

Capotei!!!

 

DIA 12 - Cusco

Acordei cedinho e levantei às 8h. Comecei a escrever algumas informações para não esquecer depois. Coloquei as roupas para lavar, tomei banho, fiz a barba, cortei as unhas e virei gente de novo. Fiz um café instantâneo e um chá de coca bem forte. Quando estava arrumando minhas coisas dei uma cabeçada na quina da janela que estava aberta e começou a sangrar, além do galo gigante que fez. Ficou um tempão saindo sangue e até achei que teria que visitar algum hospital para dar um ponto, mas lá pelas 15h ficou tranquilo e eu aproveitei para sair. Fui no restaurante La Casa del Chef onde a Camila estava trabalhando (2S até o mercado de Wanchaq) e comi um menu de lomo saltado com entrada de sopa de legumes (5S), depois fui conhecer o mercado.

Fiquei surpreso. É um local sujo e mal cheiroso em algumas partes. Lá se vende carne exposta à céu aberto, ao lado de barraca de ração de cachorro, junto com os engraxates, do lado do banheiro … uma coisa de louco. Vi um homem fazendo a barba ali na barraca mesmo. Uma coisa totalmente estranha e para nós, brasileiros, uma total falta de higiene, um lugar insalubre. Fiquei andando lá por uns 40 minutos e comprei 2 dvds por 1S cada. O mesmo dvd que eu paguei 2,50S na plaza de armas.

Subi à pé a Avenida del Sol e fui parar em outro mercado, o Mercado Central. Comprei 2 gorros duplos por 5S cada e mais um chapéu, também por 5S. Esse mesmo chapéu eu vi por 30S em outros lugares. Fiquei mais ou menso uma hora aqui e quando saí já estava escurecendo. Nas ruinhas próximas ao mercado eu comprei um pincel para limpar externamente minha câmera, mas sinceramente não parece um bom local para andar sozinho, mesmo assim entrei em muitas muitas galerias e lojinhas.

Paguei 0,50S em uma internet que não funcionava e fui em algumas agências ver preços de passagem para puno. A mais barato que achei foi 30S pela San Luis, e a mulher da agência me alertou para não comprar com empresas mais baratas por causa do alto número de acidentes envolvendo essas empresas menores.

Às 20h encontrei os brasileiros na Plaza e fomos em um barzinho bacana que estava tocando um jazz, o Le Nomade, perto da pedra de 12 ângulos. Gastei 27S por 2 cusqueñas, 1 caipirinha e minha parte da porção que nem lembro o que era. Fui para o Mama África, Inka Team, e vários outros também, mas fiquei mais nesses dois. Gastei 10S por 1 cusqueña e 1 pilsen no happy hour e 14S numa caipirinha que o francês fez o favor de derrubar. Conhecí uma peruana bonita, xerosinha, inteligente … e fui embora (3S) dormir umas 5h da manhã. Hoje minha garganta estava raspando um pouco e meu lábio começou a ficar muito seco. Dei uma relaxada com o protetor labial e passei um pouco de frio.

 

DIA 13 - Cusco

Acordei 8 e pouco, mas levantei as 10 e fiquei enrolando até sair para o centro (2,50S), onde troquei 40U$ na rua com câmbio de 2,91. Almocei um ceviche + inka kola por 5S no Mercado Municipal mas não gostei, estava tudo frio. Comprei uma água por 1S e liguei para casa por 0,40S o minuto. Fui tirar umas fotos da Plaza de Armas vazia, da pedra de 12 ângulos e pedra do puma, que fica na rua Surtunwasi. Já vi alguns endereços errados nos posts por aí, então atualize. Conheci um mineirinho bacana e fomos dar um role. Paguei 0,50S em uma bebida típica chamada chicha morada e como o Museo Inka estava fechado por ser domingo, adiei minha ida para Puno e resolvi ficar mais um dia em Cusco. O museu funciona de segunda à sexta das 8 as 18h, sábado das 9 as 16h e custa 10S. Combinei com o mineirinho de nos encontrarmos a noite para curtir a baladinha e fui embora (2,50S). O taxi tinha muitas businas e acho que o motorista queria me mostrar, porque ele usou todas. Foi engraçado.

Lavei a louça para não ser tão folgado, fiz um chá de coca e dormi das 18 as 22h. Tomei um banho e fui me despedir de Cusco. Fiquei esperando um taxi na porta do prédio por uns 2 minutos, e esse foi o dia que eu mais esperei (3S).

Fui em vááários barzinhos e tomei os free drinks (cuba libre) que eles distribuem. Tem que chegar e pedir para os caras que ficam na porta dos bares dizendo para você entrar, eles dão na boa. Aí você vai de barzinho em barzinho tomando os free drink, já que não paga portaria mesmo. Depois escolhe o melhor e fica nele, ou não. Encontrei o mineirinho do lado do Inka Team, mas fomos para o Mama África, que estava vazio vazio, bichado. Na rua hoje tinha muita gente oferecendo droga: Coca? No gracias. Brasileiro? Si. Marijuana entonces? No, no me gusta, gracias. Ihhhh, entonces no es brasileiro!

Voltamos para o Inka Team e ganhamos mais free drink. Uma peruana praticamente me arrastou para o banheiro e quando ia fechar a porta o segurança entrou e me tirou de lá. Essas peruaninhas são bem safadinhas. Gastei 10S com 2 cusqueñas, o resto foi tudo free.

Peguei um taxi (3S) para voltar e na hora de sair o taxista falou: CHAU RONALDINHO! Mal sabe ele que nem de futebol eu gosto. Fiz um miojo não sei com que, porque não lembro, e fui dormir umas 4h com a garganta pior um pouco pior que ontem.

 

DIA 14 - Cusco

Acordei 8 e pouco e 9h em ponto levantei num tiro porque ouvi a tiazinha que vende fruta na rua. Fui comprar granarilla, aquela da trilha, 4 por 1S. Fiquei uns 15 min na net e fui bater perna (2,50S) no Museo Inka (10S) e fiquei umas 2h lá, mas dá para ficar muito mais tempo, é bem bacana e valeu a pena ter adiado minha ida para Puno.

Ontem passei pelo Museo Pré-Colombino mas não tive coragem de pagar 20S porque me disseram que é bem chatinho. Comprei um pacote de folha de coca no Mercado Central (1S) e comi um menu (3S): sopa + arroz com mondonguito a la italiana (tipo miúdos de cordeiro com batata, ervilha e cenoura bem picadinho) + chicha morada. Uma delííííícia, mas tem que ter estômago forte. A aparência é daquelas comidas típicas nordestinas, tipo buchada de bode e tal. Delicioso, mas forte.

Peguei um taxi até o terminal (2,50S) e paguei 15S na passagem para Puno pela San Luis, a mesma que estava 30S lá na agência. Mais 2,50S de taxi até a casa do Leo e nisso já era umas 14h mais ou menos.

Fiquei a tarde toda na net, sem fazer nada. Deixei um bilhete para a Camila, que estava trabalhando, e as 21h peguei um taxi para a rodoviária novamente. Por mais perto que seja, o preço mínimo parece ser 2,50S, sem choro.

A rodoviária é um capítulo à parte. Os atendentes ficam o tempo todo gritando nos guichês: AREQUIPA AREQUIPA AREQUIPA AREQUIPA AREQUIPA AREQUIPA AREQUIPA bem rápido. Tenta aí. Uma hora emenda tudo e não dá para entender hAHAhAHAha. Outros gritam AREQUIPAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Coisa de louco. É bem capaz de lá na hora se pagar 10S pela passagem. Paga-se 1,10S de taxa de embarque, mas ví vários peruanos sendo liberados sem o ticket. Tenho a impressão que é coisa para turista mesmo.

Os melhores ônibus que eu ví foram os da Tour Peru, que são mais novos, espaçosos, só tem 1 andar, com banheiro e mais caros. Depois, semi-cama e sem banheiro, o da San Luis primeiro e San Martin segundo. Os outros que estavam na rodoviária nesse momento eram meio sucata. Fui na poltrona 48, última fila, e atrás tem um espaço até que grande, onde dá para levar a cargueira, mas a minha já estava no bagageiro. Sentou um velhinho fedido do meu lado, mas eu virei para a janela e dormi.

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DIA 15 - Puno e Copacabana

Paramos às 3h da manhã em Juliaca (Huliaca). Cidadezinha feia, suja, com muitas ruas interditadas por montes de terra e gente vagando pela rua tão cedo. Lugarzinho sinistro. Desceu um cara e tirou várias sacolas do bagageiro sem apresentar nenhum ticket. Ele mesmo abriu o bagageiro e tirou suas coisas. Chegamos em Puno umas 4 e pouco e eu também peguei minha mochila, coloquei nas costas e fui embora. Poderia ter pego qualquer uma.

Logo na entrada muita gente já te aborda oferecendo passeios. Uma senhora me ofereceu passeio pelas Islas de Uros por 15S e mais 15S até Copacabana pela Titikaka Bolívia, que vai direto até Copacabana sem baldeação. Perguntei sobre a Tour Peru e ela me disse que a Tour Peru não opera no horário das 14:30h em baixa temporada, somente as 7:30h. Acreditei e acabei fechando os dois por 27S.

Quando o guichê da Tour Peru abriu fui lá conversar e o atendente me disse que tinha tour para a Isla + Copacabana por 25S. E o busão da Tour Peru é bem melhor que os outros. Fui reclamar com a Lilia e ela me garantiu que o ônibus deles não iria sair e se saísse, não era direto. Fiquei com uma cara de merda e fui sentar. Um tempo depois ela chegou em mim e perguntou se eu estava molesto (bravo). Eu disse que não, mas que ela tinha me enganado dizendo que a Tour Peru não operava no horário das 14:30h. Ela mais uma vez me disse para eu ficar tranquilo que eles não iriam sair e se eu comprasse a passagem era capaz de eu ficar ao léu na rodoviária. Como ela estava indo para a oficina (agência) no centro, ela me ofereceu um taxi para ir com ela, depois a van me pegava lá para ir para o passeio. Antes ficar sem fazer nada no centro do que na rodoviária.

Aceitei mas antes disso fui tirar umas fotos do nascer do sol. Deixei minha cargueira no guichê da Titikaka Bolívia e fui para o centro. Chegando lá ela me deu um mapa da cidade e me pediu para voltar às 8:30h.

Como era 6h ainda, fui dar uma volta pelo centro vazio. Queria ir num cassino 24h mas estava fechado! Que coisa não? Tirei várias fotos e não estava o frio que eu imaginei, e eu com 2 blusas, 3 calças, 2 pares de meia, gorro … e de repente comecei a ferver.

Eu estava sem dinheiro e morrendo de fome e a primeira casa de câmbio abriu 8:20h da manhã. Troquei 5U$ com cambio de 2,90, já estava indo para a Bolívia e nem ia precisar de mais dinheiro mesmo. Comi uma saltenha de carne DELICIOSA na rua (1S), comprei 2 águas San Luis verdadeiras por 1S cada no mercadinho e comi um pão com canela (1S).

Voltei para a agência e 9h o minibus me pegou. Meia hora depois estávamos no lago embarcando. Fiquei dentro porque em cima estava ventando gelado e eu comecei a tomar amoxilina porque minha garganta já estava inflamada. As pastilhas não estavam mais fazendo efeito. O Titicaca, pronunciado corretamente fica TITIRRARRA, com o R fraco, tipo quando você pega alguém no flagra e diz: háhááá. Então, o “Titihaha” é o mais alto lago navegável do mundo, com 3810m. Existem outros mais altos, mas não são navegáveis. O barquinho vai tão devagar que dá sono. Quando chegamos na ilha foi minha decepção.

Tudo ensaiado, com musica para nos receber … um teatrinho idiota para turistas idiotas. Não gostei. As casas tem painel solar, rádio, telhado de alumínio coberto com totora, etc, as pessoas não vivem mais como antigamente, o que tem agora é exploração turística. Eles encenam, como numa peça de teatro, uma explicação tosca de como aconteciam as trocas entre as diferentes “tribos”. Quando termina, quase que num piscar de olhos as mulheres tomam seus assentos em um shoppingzinho para a sessão compras de lembrancinhas.

As pessoas, a ilha e as técnicas empregadas na construção da ilha flutuante são muito interessantes, mas o passeio é coisa de turista mesmo, tudo combinadinho previamente. Lamentável.

Fomos para outra ilha e algumas pessoas foram naqueles barcos de totora muito bacana, pagando é claro! Deve dar um trabalho do caramba para fazer esses barcos, mas eles não utilizam como seu próprio meio de locomoção, utilizam para levar os turistas. Eles tem barco de alumínio com motor à gasolina.

A outra ilha era pior, não tinha nada. Somente 2 tanques de criação de peixe, um bar com inka kola por 3S e bugigangas caras para comprar. O cara que nos recebeu perguntou meu nome e ficava toda hora falando: FÁBIO, COMPRA FÁBIO. FÁBIO COMPRA ALGUMA COISA. Triste!

Fique com maior dó no final das contas, mas eu só tinha 11,50S e precisava almoçar ainda, então não comprei nada.

As 12:30h eu já estava na rodoviária e achei uns menu por 5S, mas para gastar o resto do dinheiro eu comi um bistek + inka kola por 10S: bifão delicioso, arroz, ovo frito bem molinho, batata frita, salada de alface e abacate. Paguei 1S de taxa de embarque com direito a usar o banheiro 1 única vez para o número 1 apenas. Com os 0,50S que sobrou usei a internet por 15 min.

O ônibus da Titikaka Bolívia é na verdade um mini bus, daqueles que chacoalha pra caramba. Saímos uns 20 min atrasados e nem sinal da Tour Bus. Eu fui do lado esquerdo, acompanhando o lago, e vi que existe muita gente trabalhando na margem. Acho que eles ganham um pedaço de terra para plantar, porque era tudo dividido, com umas partes bem cuidadas e outras nem tanto. Ví também muitos pastores de ovelha e muita mulher fazendo serviço braçal.

Chegamos na fronteira e todos tivemos que descer. Primeiro fomos à polícia, depois à imigração. Se você perder o papel branco com o carimbo que você recebe quando entra no peru, tem que pagar uma multa que eu acho que varia de acordo com a ganância do policial, porque cada um que ouvi paga um valor diferente. Para mim foi rápido e fácil. Fui caminhando até o lado boliviano e na imigração boliviana recebi um papel parecido com o do peru, mas amarelo. Tem que guardar da mesma maneira. O minibus atravessou vazio e no lado boliviano embarcamos novamente. Ficou faltando um casal com uma criança e eles demoraram acho que meia hora. O cara me disse que eles ficaram 1 dia a mais que o permitido pelo visto e os policiais queriam cobrar deles 120S. Muito choramingo depois acabou ficando os 3 por 20S. Então fica esperto nisso para não perder dinheiro à toa ok?

Relógios ajustados com 1 hora a mais, chegamos em Copacabana de tarde, mas sem pôr do sol porque estava nublado. Andei umas 2 horas procurando hostel e acabei fechando com o Hotel Los Andes num quarto duplo só para mim, com TV a cabo, água quente e desayuno. O valor normal é 80BOB, ou seja, 40 por pessoa, mas fiquei sozinho por 30BOB. Baixa temporada né? O El mirador estava 90BOB quarto duplo e não fizeram desconto. Fui em vários que só tinha quarto duplo e ninguém vendia só para 1 pessoa. Povo burro, porque não tinha ninguém na cidade, então eles preferem ficar com o quarto vazio do que alugar um duplo para 1 pessoa só.

Eu levei um susto quando perguntei o preço no primeiro hostel, por um instante me esqueci que o cambio é diferente. Troquei 15U$ a 6,90, mesmo preço da fronteira, não teve jeito. Comprei água de 2l (5BOB), uma barra de Twix (7BOB), pacote de bolachas (8BOB) e fui comer uma truta (15BOB): entrada sopa de champignon delicia + truta delicia + sobremesa de banana com chocolate. Tomei um suco de laranja (8BOB) que desceu rasgando minha garganta, que a essa altura do campeonato já estava beeeeem inflamada. Dormi antes das 22h tomando amoxilina.

 

DIA 16 - Copacabana (Isla del Sol)

Com a garganta doendo e um friozão, não tive coragem de sair para ver o amanhecer. Até acordei cedo mas só levantei as 7h para tomar café da manhã: pão com manteira, geleia e chá. Comprei o passeio para Isla del Sol por 18BOB no próprio hotel porque eu fui em várias agências e até nos próprios barqueiros o preço para o Day Full era 20BOB. O barco da agência Andes é separado e saiu um pouco mais vazio que os outros 2. Só saíram 3 barcos no horário das 8:30h. Vi boleto de gente que pagou 40BOB. Saímos 10 p/ 9h e 10h paramos para deixar um pessoal na parte sul da ilha, onde embarcaram algumas outras para a parte norte, e pagaram 15BOB. Subi algumas vezes na parte de cima do barco para tirar fotos mas estava muito frio. Embaixo dei umas chochiladas e senti que em Puno e em Copacabana meu coração estava sempre batendo mais forte e minha respiração um pouco mais ofegante.

Chegando na parte norte, para visitar as ruínas tem que pagar 10BOB e eu só tinha exatamente esses 10BOB, então tentei entrar sem pagar mas não deu. Resolvi ir sozinho para a parte sul e perguntei a um morador, que me mostrou 2 caminhos, um pelo topo da montanha e um contornando, pela cidade. Escolhi ir pelo topo onde às vezes a trilha terminava do nada e era uma subida até mais ou menos viu? Com muitas pedras. Usei meu senso de direção lembrando sempre que eu precisava ir para o lado direito, rumo ao alto, e uns 50 min depois eu cheguei na trilha principal, demarcada, que o pessoal faz quando sai das ruínas.

Na trilha demarcada comecei a ver gente, uns bicho grilo na verdade, e a visão é fantástica. Vários miradores naturais. Quase chegando na parte sul inventaram uma Bolleteria onde estavam cobrando 10BOB para passar. Eu disse para o cidadão que não tinha dinheiro, que não tinha ido nem nas ruínas porque estava liso e blá blá blá. Os americanos na minha frente tiveram que pagar, e eu passei.

Acabei fazendo a trilha em mais ou menos 2h e me arrependi de não ter ido contornando a montanha, pelo povoado. Acho que teria sido mais interessante, apesar da visão ser deslumbrante.

Os barcos saem da parte norte para a parte sul às 13:30h, então se você fizer o passeio só na parte norte, não perca o horário. Da parte sul, os barcos saem as 15:30h para Copacabana.

Quando eu estava descendo a imensa escadaria da parte sul (subir isso deve ser triste), tirei foto de umas lhamas e estava olhando as fotos quando apareceu 2 pirralhos e 1 pirralha no caminho. A pirralhinha falou para os pirralhos: Ele tirou foto nossa! Na mesma hora um deles, de uns 4 ou 5 anos me disse: HAY QUE PAGAR! Eu perguntei porque e ele disse que é porque eu tinha tirado foto deles. Eu disse que não e mostrei a foto das lhamas. O pivetinho olha para mim e fala: HAY QUE PAGAR, LA LHAMA ES MIA. Falei que não ia pagar nada e saí andando. As lhamas estavam bem do nosso lado e eles nem tinham visto, continuaram andando e logo viraram à direita. Safadinhos esses bolivianos.

Os preços de hospedagem na parte sul varia de 30 a 40BOB para 1 pessoa com baño compartido e sem desayuno. Mais ou menos 70BOB com baño privado e com desayuno. No norte eu nem tenho idéia porque não perguntei. O preço médio do refrigerante no sul é de 8 a 10BOB e refeição, de 20BOB para cima. No último barzinho para quem desce, e primeiro para quem sobe, paguei 5BOB numa coca-cola de 600ml e uma truta estava 20BOB, mas não comi para dizer se é bom. Passamos por uma ilha flutuante montada, bem pior que as do Peru, tipo casinha de palha da barbie. Custava 5BOB para descer e a maioria não saiu do barco. Ridículo. Essa foi a piada de Copacabana. Tinha um senhorzinho para cobrar a entrada e só, o resto era para tirar foto mesmo.

Na ida, de manhã, e na volta, na parte da tarde, é o local que não pega sol. Chegamos quase 18h e eu não fui no cerro ver o por do sol, mas me arrependi amargamente. Se puder, fique mais um dia para aproveitar esse espetáculo da natureza, vale a pena. O que me desanimou um pouco é que estava tudo muito vazio. Não gosto de lugares cheios, mas sem ninguém também não né? Peguei minha mochila no hotel e troquei mais 10U$ com o mesmo câmbio e paguei 15BOB na passagem para La Paz, pela 2 de Febrero. Tinha que colocar a mochila no bagageiro em cima, todo aberto, mas eu levei a minha do lado da minha poltrona, atrapalhando o corredor mesmo. O Titicaca fica do lado esquerdo, mas já era noite, então nem aproveitei a paisagem. Paguei 2BOB por 5 min de internet e 1,50BOB por 5 folhas de sulfite, onde eu estava fazendo anotações de viagem. Sentou mais 1 fedido do meu lado. É o segundo já!

Em Tiquina todos tem que descer para atravessar o lago de barco (1,50BOB) e o ônibus vai pela balsa, que é bem precária. Ventava muito e o barquinho com motor de escova de dente elétrica chacoalhava tanto que os 3 minutos para atravessar pareceram horas, e não foi só eu que ficou com medo não. Sem contar que estava um breu só, sem luz nenhuma no barquinho e um friiiiiiiiiio do caramba. Chegamos em La Paz umas 22h e quando vi o tamanho da cidade pensei: tô ferrado!

A cidade é gigante e eu perguntei para os taxistas sobre alguns hostels e para minha surpresa eles não conheciam. Ter o endereço das coisas em La Paz se torna essencial, então anote essa dica aí. Desci a rua do terminal à pé e caí na Av. Montes, virei para a esquerda e fui até a Iglesia de San Francisco. Nessa igreja, a rua virando à direita é a famosa Sagarnaga, que umas 3 quadras acima cruza com a Llampu. Passando a igreja, ainda na avenida, mas do outro (fluxo contra) virando à esquerda é a Yanacocha, do hostel Austria e hostel Señorial. Se ainda continuar na avenida, a próxima à esquerda é a rua do hostel Torino.

Fui no hostel Austria e um cara mal humorado me atendeu, aliás, nem abriu a porta. Quarto 35BOB com baño compartido mas ele só tinha double (70BOB). Saí resmungando e um turco que estava chegando no mesmo tempo que eu ficou só olhando. Fui do outro lado da rua e tinha double por 60BOB também com baño compartido, mas o atendimento foi ótimo. Perguntei para o turco (Denis) se ele queria dividir um quarto comigo e ele topou, afinal já era quase meia noite. Troquei uma idéia com a mulher do hostel e ganhamos essa noite na faixa porque ela deu nossa entrada como se fosse as 5h da manhã, então nossa diária valia do dia 17 para o dia 18.

Tomei um banho meio quente e meio gelado e fomos comer algo. Um bistek (lanche com bife) gostoso e bem gorduroso (5BOB) e uma fanta (4BOB). Fomos andar na Av. Montes, que muda seu nome para Av. Prado, e voltamos quase 1:30h para o hostel. Estava bom para tirar fotos, sem ninguém, mas não levei a câmera. Tinha um monte de bolivianos perto da Iglesia de San Francisco comendo, bebendo, sentados no chão … uma coisa estranha.

O chão do hostel é de madeira, e as camas são de ferro, então tudo faz barulho. Uma coisa ruim é que você não tem a chave da entrada, então toda vez que vai sair ou entrar tem que acordar a mulher da recepção.

 

DIA 17 - La Paz

Levantei 9h e tomei uma xícara grande de café em frente ao hostel (3BOB). Fomos dar um role para conhecer as ruas, comprei um sabonete (3BOB) e comi uma tucumana de carne bem encharcada (2BOB). Caímos novamente na Av. Montes e fomos a um café tomar um monterrey (4BOB), o mesmo da trilha inca. Continuamos andando por tudo e na hora do almoço eu comi um bifão com ovo, arroz, batata e salada de alface, cenoura e tomate (8BOB), 0,50 por 10 min de internet e fomos à Plaza Murillo. Achamos um café bacana com wifi grátis (Alexander Coffe), que fica na esquina de baixo do hotel Torino, onde mais abaixo um pouco também tem o shopping norte, burger king, tranqueiras para comprar, etc. Fui na Iglesia de San Francisco e não achei nada de interessante lá. Feita de blocos cinza, feio, parece tijolo. Comprei uma caneta (1BOB) e fui no museu da coca. O Denis voltou para o hostel para dormir. O museu fica na Calle de las Brujas e paga-se 10BOB para entrar. É bem pequeno e tem muita história que pode ser encontrada no site www.cocamuseum.com. Funciona todo dia das 10 as 19h e o que eu mais gostei foi o barzinho, que pode entrar sem pagar nada e tem muitas coisas feitas com folha de coca. Eu tomei um café com coca muito bom, mas bem caro para um café nos padrões bolivianos – uma mixaria para um bom café (10BOB). Comprei uma blusa de lã de alpaca, que a dona da loja jura que é de alpaca (Artesanias Hilari na Calle Linares, 948 – diga que é indicação de brasileiro) por 70BOB. Eu pesquisei muito e achei preços de 70BOB a mais barata até quase 500BOB. É muita diferença dependendo do lugar.

Fui fazer uma pesquisa de preços para o Chacaltaya. A Barro biking (Calle Sagarnaga, 288 Galeria de las Brujas) me pediu 40BOB já incluído entrada, mas só tinha para daí 2 dias. As outras agências eram todas o mesmo preço, 50BOB+15BOB de entrada. Acabei fechando Chacaltaya + Vale de La Luna com a Torino (www.hoteltorino-bolivia.com) por 45BOB + entrada, das 8h as 16h mais ou menos. Como disse que não queria ir para o vale, acabou ficando por 40BOB.

Voltei para o hostel, tomei banho e saí com o Denis para comer algo. Fomos nas barraquinhas em frente a Iglesia de San Francisco, que abrem até bem tarde, e comi 1 hamburguesa e 1 bistek com ovo por 10BOB. Na barraca do lado tomei uma coca (1BOB) e reparei como é impressionante o trânsito de La Paz, é louco mesmo a noite. Fomos no Alexander Café porque o Denis queria acessar a internet e lá tomei um capuccino gelado e aguado (16BOB), com a garganta ruim. Pedi um café expresso (7BOB) e esse sim estava decente, até que parecia café brasileiro. Quando estávamos voltando, passamos pelo Torino porque tínhamos intenção de mudar de hostel. Desistimos quando vimos o quarto. No Señorial o quarto era maior, melhor e mais barato, mas tinha menos gente. Fui dormir quase meia noite, eu acho.

 

DIA 18 - La Paz

Essa noite foi complicado. Meu nariz entupiu e estava frio, só as 5:30h eu tive coragem de levantar para colocar um descongestionante. Levantei às 7:15h e saí rapidinho porque já estava com as coisas arrumadas. Tomei um suco de linhaça quente com limão (1BOB), comprei para levar 2 pãezinhos não sei do que (0,50 cada), uma empanada (1BOB), uma água (3BOB) e um pacote de bolachas (5BOB). Passei no Torino e tomei um café expresso muito bom (8BOB) e usei 15 min de internet (1BOB).

O trânsito de La Paz também é louco logo cedo, aliás, a todo tempo. Não sei se os policiais estão lá para ajudar ou atrapalhar viu? Eles colocam uns cones que até agora não entendi para que serve. Só para estreitar mais a via.

Saímos com uns 40 min de atraso, paramos em El Alto para tirar foto do Mercado De las Brujas e suas famosas oferendas de feto de lhama à Pachamama. O tempo estava bem ruim para tirar fotos, meio empoeirado. Paramos em um mercadinho para comprar água (3BOB), frutas, biscoitos e usar o banheiro. O caminho é bem ruim e demora umas 2 horas. Na primeira parada para fotos, faltando quase 20 minutos para chegarmos ao Chacaltaya, que é a estação de esqui mais alta do mundo, vimos o Huayna Potosi do lado esquerdo, todo lindo cheio de neve, e o nosso objetivo ao lado direito, seco.

Chegando no local, entreguei meu boleto de viagem para o guia e ele me pediu os 15BOB da entrada. Eu disse que ia pagar na bilheteria e ele falou para pagar para ele porque o cara da bilheteria estava cozinhando e não podia atender. Achei estranho e pedi o comprovante. O guia ficou puto da vida, resmungando, falando que não era para ele o dinheiro, não sei o que lá e eu disse que achava que não tinha que pagar coisa nenhuma, que ele estava me engrupindo. Aí o cara ficou uma fera. Larguei ele bravinho lá e comecei a subir, as 11:22h.

Tentei subir sem luva, mas rapidinho eu já não estava sentindo meus dedos. Coloquei as luvas, fechei a blusa e as 11:55h cheguei na parte mais alta do Chacaltaya. Logo depois chegaram 2 francesas e só. Ninguém mais chegou lá, nem o guia. A vista é impressionante. Dá para ver umas lagunas coloridas e o Potosi bem de pertinho. Coisa linda. Passei protetor porque o sol estava bem ardido, protetor labial, tirei várias fotos e fiz um lanchinho lá em cima. O tempo começou a fechar e as francesas e eu decidimos descer.

Na descida começou a nevar. Isso mesmo, nevar! Parei, fiquei estático e comecei a rir como uma criança que ganha um presente sensacional. É claro que era pouco, fiquei tentando tirar foto mas acho que saiu uma ou outra só. Aquela nuvem cinza na minha cabeça estava derramando suas gotas que de tão frio, se congelava antes de tocar o solo. Demais! Quando voltei descobri que teve uns 3 ou 4 que passaram mal, vomitaram e nem chegaram a subir até o primeiro ponto. Também descobri que a Torino me enfiou em um passeio da agência Maia ou Maya.

Partimos de volta umas 13h e como eu não fui para o Vale, fiquei em La Paz as 14:30h. Na descida de volta do Chacaltaya eu fiquei com muito medo. A van que nos levou era velha e como usava muito o freio, começou a cheirar queimado e o motorista nem parou um pouco para esfriar as pastilhas. Mandava bala. Se aquela merda perdesse o frio não ia sobrar nada. É precária a manutenção dos veículos lá.

No final da rua Figueroa, número 659, comi um menu diferente (7BOB). Entrada com sopa de sêmola e guizo de cordeiro com macarrão, cenoura, batata e um pãozinho com um molhinho delicioso. Não sei que parte era do cordeiro, mas foi uma das comidas mais bem temperadas que eu comi, achei até uma folha de louro no prato. Essa rua, você de frente para a Iglesia de San Francisco, na mesma parede indo para o lado direito, passa por um portãozinho e sobe uma rua cheia de barraquinhas. É nessa rua, lá no final da subida do lado direito, se chama MAGG'S (F: 245-2433). Esse vale o endereço.

Tomei a sobremesa (meio papa, meio suco de mamão) e desci com uma chuva estava começando a cair. Fiquei parado em uma banquinha esperando passar, mas como não passava, fui assim mesmo. Cheguei meio molhado no hostel e o Denis havia saído com a chave, é mole? Tirei um bode no sofá e meia hora depois ele chegou. Tomei um banho quente depois de muita briga com as torneiras. Meu nariz estava escorrendo e eu ainda estava tomando amoxilina.

Saímos 19h e pouco e achamos uns barzinhos muito bacana. Pena que estava cedo ainda. Achei um bem legal, um dos mais bem decorados que já fui na minha vida, se chama Diesel Nacional (www.zonadiesel.com). Sonzinho ambiente, e uma Bock por 14BOB. Voltamos à pé pela Av. Prado e precisei comprar um pacotinho de lenço (1BOB). No caminho comi um negócio estranho: barriga não sei do que frita com batata. Apesar da cara e do nome estranho era uma delícia (3BOB), feita num taxo e vendida na rua mesmo, em algumas das dezenas de banquinhas ao ar livre. O Denis comprou tomate, pimentão, cebola e chorizo para cozinhar com um grão parecido com nosso feijão, só que branco e maior. Fiz um chá de coca quando chegamos no hostel (tinha um monte para os hóspedes) e não aguentei esperar. Fui dormir quase meia noite com um anti-alérgico para cortar a coriza que eu estava.

 

DIA 19 - La Paz

Essa noite eu dormi bem, graças a Deus e ao remédio. Levantei 7:30h, peguei minhas roupas para lavar, desci e experimentei o “feijão” que o Denis fez, mas estava com tempero forte e duro. Ele não cozinhou na panela de pressão, então não cozinhou direito. A mulher do hostel se ofereceu para lavar minha roupa por 5BOB e eu topei. Saí para procurar uma jaqueta de pluma de ganso e andei que nem camelo por todas as ruazinhas imagináveis perto da Llampu e etc. Acabei comprando uma polar de fibra mesmo (grossa) de 130 por 80BOB. Comprei também 4 gorros por 32BOB tudo. Tomei um suco quente de quínua com maçã (1,50BOB) e comi uma tucumana de frango muito boa (2BOB). A maioria dos lugares são sujos e achei os bolivianos mais mal educados na rua que os peruanos. Em muitos lugares vi avisos para tomar cuidado com seus pertences, cuidado com taxi e acredite, cuidado com pessoas se dizendo policiais. Não foi em 1 nem 2 lugares que vi esses avisos não, vi em vários mesmo. Sinal que devemos tomar cuidado.

Voltei para o hostel, acordei o turco 10 e pouco e desci para tomar um café (3BOB) e uma empanada com recheio de vento (2BOB) em frente ao Señorial. Esperei o cara se arrumar, tomar café e 11 e pouco ele vira pra mim e diz que vai voltar para o hostel, que não gosta de andar muito e tal. Quase dei uma porrada nele.

Peguei um busão circular mesmo (1BOB) e fui para o mirador Killi-Killi e assim que cheguei começou a chover. Despencou água por mais ou menos 1 hora e minha sorte é que no mirador tinha umas coberturas, aí fiquei lá conversando com a molecada que brincava hora na chuva, hora na proteção da cobertura. Lembrei do meu tempo de criança. Mesmo não sendo o mirador mais alto, dá para ver o mar de casas marrons em meio a algumas outras cores cravadas no morro. La Paz fica em um buraco no meio das montanhas e é a sede do governo boliviano. A capital é Sucre.

Tirei umas fotos quando parou de chover e enquanto aguardava o busão para voltar, comprei uma água (3BOB) e fiquei conversando com uma mocinha que quer estudar para ser guia. Ela me disse que La Paz passa uma falsa impressão de cidade segura mas que na verdade é bem perigosa e me disse para evitar taxi porque muitos roubam os turistas. Ela disse que isso é bem frequente e que não existe uma fiscalização dos taxistas. Peguei o bus (1BOB) e novamente começou a chover. Era tudo o que eu precisava, chuva com garganta e nariz ruim. Me abriguei em uma “lan house” e gastei 1BOB com meia hora de internet. Quando saí estava chovendo granizo. Era cada pedrada cabulosa. Liguei para casa (4BOB o minuto) e voltei para o hostel. O Denis estava assistindo filme no notebook (cara esquisito). Fui para a cozinha fazer um chá de coca forte e doce, comi umas bolachinhas e vi que ele estava cozinhando o feijão novamente. Como choveu e não fez sol, minha roupa estava toda molhada ainda.

Deitei um pouco e umas 16h levei minhas roupas para secar em uma lavanderia (Calle Ballivian, 1286) por 7BOB o Kg para lavar e secar e 5BOB só para secar. Fui ajudar a mulher e acabei me ferrando. As roupas ficariam prontas as 18h e eu fui na Plaza Murillo dar uma volta. Aproveitei e comi uma salada de fruta (2BOB) e depois fui na rodoviária ver os horários e preços de ônibus para Oruro. Na maioria das agências custa 20BOB semi-leito e opera os seguintes horários: 4:30, 5:00, 5:30, 6:00, 7:30, 8:30, 10:00, 11:00, 13:30, 14:30, 15:30, 16:30, 18:00, 19:00, 19:30, 21:30. A mais recomendada é a Trans Nascer mas fui mal atendido e por isso eu optei pela 6 de Agosto, que pelo mesmo preço fui no assento leito.

Voltei voando para o hostel porque comi tanta tranqueira na rua que algo me fez mal. Pronto, essa era a segunda diarreia da viagem. Fui rapidinho buscar minhas roupas no horário combinado e paguei 10BOB, pois tinha 2kg de roupa. Essa lavanderia é boa e rápida, mas tem outras com melhor preço. Aproveitei e fui na Linares trocar minha blusa, que ficou pequena, tomei uma coca-cola (1BOB) para ver se melhorava, comprei 20 chaveirinhos de folha de coca por 3BOB cada, uma luva dupla (10BOB), 2 pares de meia de alpaca (10BOB cada) e um chale de “lã de alpaca” (25BOB) para minha mãe. Fui para o hostel e dormi até as 22h. O Denis tinha ido num concerto de Jazz no Teatro Municipal, mas quando ele voltou, me disse que foi cancelado. O dia que o cara resolve sair da toca o passeio dá errado hahaha.

Tomei um banho, comprei uma água de 2l (6BOB) e fomos dar um role pegando um temido taxi (8BOB / 2) até o Thelonious Jazz Bar, mas era caro a entrada e a banda começaria tocar tarde e esticamos até o Diesel. Caipirinha 22BOB e 18BOB por uma Negra Modelo, mexicana. Resolvemos procurar outro barzinho e perguntei para um boliviano que estava com duas garotas. O cara disse: vai reto aqui, uns 2 quarteirões para baixo tem bar. Fiquei desconfiado pela maneira com que ele respondeu e na próxima esquina, onde tinha um taxista chegando na sua casa, e eu perguntei para ele sobre barzinhos naquela rua. O taxista disse que não tinha bares naquela direção e disse para não irmos mais para baixo porque era perigoso. Voltamos pelo mesmo caminho e o cara ainda estava lá com as meninas. Cheguei bem perto deles e comecei a falar: Seu merda mentiroso $%, me falou caminho errado é? E agora? Blábláblábláblá. O cara nem piscava, acho que ele pensou que ia apanhar. As meninas então, ficaram estáticas. Continuamos andando e achamos um outro barzinho bacana, estava lotado, mas como estávamos sem documento, o cara queria nos cobrar um absurdo lá para entrar. Resolvemos ir embora mais ou menos 1:30h e dividimos um taxi de volta (8BOB). Preferimos pegar taxi com senhores bem de idade e barrigudos. Foi uma teoria que inventei de que se acontecesse alguma coisa, pelo menos ele não ia aguentar a correr atrás de nós AhaHhaHAh. Vimos vários taxistas novos, inclusive alguns bebendo enquanto dirigiam a procura de passageiros. Então cuidado.

Fui dormir e hoje não tomei mais amoxilina. Já melhorei da garganta.

 

DIA 20 - La Paz e Oruro

Levantei as 8:15h e hoje a diarréia me pegou de vez. Dei um rolezinho lá pelas 9h para tomar um suco de laranja (2BOB) e comprar outro chale, de outra cor (25BOB). As barraquinhas e lojinhas ainda estavam abrindo. Na verdade eles não tem horário definido, cada dia funciona num horário diferente. Todo lugar com internet estava fechado, então voltei correndo para o hostel porque a coisa piorou. Resolvi tomar um imosec, já que hoje eu ainda pegaria um busão e um trem até Uyuni. Fiquei enrolando um pouco para dar tempo de abrir alguma “lan house” para eu gravar um DVD com minhas fotos e quando abriu, não tinha gravador de DVD, é mole? Voltei para o hostel mais uma vez e fiquei lá passando muito mal até quase 13h. Fui muuuuitas vezes no banheiro, eu não aguentava mais, então resolvi tomar um segundo imosec porque a coisa ficou muito feia. Desde ontem eu já não comia mais nada e comecei a ficar fraco.

Saí para a rodoviária e no caminho parei para comer um prato a la carte em um restaurante um pouco melhorzinho. Tomei uma coca-cola 600ml (4,50BOB) e esperei muito até que chegasse a comida. A sopa tradicional de entrada + uma carne picadinha bem gostosa com arroz, verdura e uma surpresa: REPOLHO (13BOB). É o fim da picada! Por essa eu não esperava. Mas eu precisava comer senão eu ia desmaiar. Fui no banheiro e vazei para a rodoviária a passos de tartaruga, porque a subida é punk, o sol estava forte e a altitude nos deixa lento.

Cheguei quase 14h e já tinha alguns ônibus saindo. Eu fui na parte de baixo, que só tem 3 filas e é bem mais espaçoso. A porta do banheiro estava trancada porque a porcaria estava quebrada. Aí bateu o desespero. Demoramos uns 20 minutos para sair porque rolou uma confusão com uma mulher que embarcou fora do terminal e não pagou a taxa de embarque. Não entendi direito o que aconteceu, mas eles passaram conferindo a taxa de embarque de todo mundo (2BOB). Depois que o busão sai do terminal ele para em uma rua cheia de barracas que vende de tudo, cheia de ônibus e gente. Vai descendo devagarinho com a porta aberta e nesse tempo entra um monte de gente vendendo água, jornal, sorvete … e eu comprei uma água 2l (5BOB).

A paisagem mais bonita fica do lado esquerdo, e como eu estava do lado direito tentei dormir um pouco, já que o filme que estava passando na verdade eram vários pedaços de filme. Muito estranho, estava passando um filme e de repente começava outro sem terminar o primeiro. Em alguns povoados, no meio do nada, o ônibus para e entra algumas mulheres com aquelas roupas típicas boliviana. Elas vão sentadas no chão mesmo e na escada. A pobreza dos povoados também chama a atenção com muita sujeita e as casas todas marrom, algumas feitas de barro e outras de tijolo sem acabamento.

Minha barriga estava me incomodando muito e eu comecei a beber água para ver se melhorava e para hidratar também. Aí surgiu outro problema, deu vontade de mijar.

Chegando em Oruro quase as 18h eu peguei um taxi de 10 por 6BOB até a estação de trem e descobri depois que o preço normal é 3BOB. É longe, nem tente ir à pé. Mesmo que cobrarem mais de 3BOB compensa ir de taxi. Lá na estação só encontrei passagem executivo (86BOB). Tinha que ser esse! Paguei 1BOB para usar o banheiro, mas só deu coragem de fazer o número 1. No trem tive mais um problema, as janelas estavam empoeiradas e com muito cheiro de poeira. Quem tem rinite alérgica sabe do que eu estou falando. Sofri muito com a dor de barriga e com esse cheiro de poeira. O trem é lento e chacoalha bastante, achei bem caro a passagem por esse serviço. Consegui dormir um pouco porque fui sozinho na poltrona, então me estiquei todo usando praticamente os 2 assentos. Paramos em Uyuni as 2:30 da manhã e dava dó ver como eles pegam as mochilas e jogam de um lado para outro. Peguei a minha e como tinha uns tipinhos bem estranhos no terminal, fui para o Hostel Avenida, que fica bem em frente. Quarto simples e baño compartido por 30BOB, péssimo atendimento e sem negociação, principalmente as 3h da manhã. Foi um alívio usar o banheiro limpinho e dormir.

 

DIA 21 - Salar de Uyuni

Pulei da cama as 7:15h mas ainda não estava me sentindo bem. As torneiras ainda estava sem água, então fui escovar os dentes no chuveiro. A água era quente e tinha aquecedor à gás dentro do banheiro. Encontrei uns alemães indo do Alasca à Patagônia de moto. A rota era de 60mil km e o percurso total que eles percorreriam era de 80 mil. Não conversei muito porque eles estavam acordando, então desejei boa viagem e saí.

Logo já fui abordado por uma mulher chamada Juliet (guarde esse nome!), dona da JULIET TOURS (Av. Arce – praça central). Ela me ofereceu um passeio alternativo ao tradicional, por onde poucos tours passavam, água e saco de dormir incluído por 600BOB com voucher até San Pedro de Atacama. Deixei minha mochila na agência e por indicação dela fui tomar um café da manhã no mercado, já que alí na praça custava de 15 a 25BOB.

Para ir ao mercado é só seguir pela Av. Ferroviária e virar à direita na segunda rua depois da estação. Tem uma escadinha e lá em cima tem várias barraquinhas que servem café da manhã, não tem erro mas qualquer coisa é só perguntar onde se pode tomar um desayuno. Paguei 4BOB por um cafezão gostoso e 2 pães com manteiga. Na volta fui pesquisando preços de passeios e achei até por 100U$ e o mais barato, e nada confiável, foi 500BOB. Voltei para a Juliet Tours e fechei por 500BOB o tour diferenciado com voucher até SPA, água, saco de dormir e apenas 6 pessoas + motorista. Fui na imigração dar saída e tive que pagar 21BOB. Reclamei perguntando se por algum acaso os bolivianos tem que pagar para sair do Brasil e o policial me disse que a fronteira é diferente, e que para sair pelo Chile tem que pagar. Fica aí a dúvida da legalidade. Tirei uma foto do anúncio pregado na parede.

Fiquei enrolando na agência tomando café e assistindo Chapolin Colorado, vários inéditos no Brasil e eu gosto muito ehhehe. Se eu soubesse que o passeio era só as 10:30h eu tinha ficado mais no hostel e tinha tomado um banho quente. Se não quiser ficar na agência assistindo chapolin, tomando café e com aquecedor, pode ir até o Museo Arqueológico que fica bem pertinho (é só perguntar) e custa só 2BOB. Não fui porque quando descobri já estava na hora de partir.

Chegou um carrinho velho e sujo. Notei que as agências fazem isso, deixam um carro novinho todo limpinho na frente para dizer que o carro será como aquele, mas quando chegam … Já não gostei disso, aí quando fui entrar no carro vi que tinha uma pessoa a mais. Na verdade estávamos indo com outra agência porque a Juliet não fechou um carro. Essa outra agência enviou um guia que fala inglês e esse mala ocupou mais um lugar. O motorista era meio tantan, meio locão.

Saímos bem atrasados, já era quase meio dia. Paramos no cemitério de trens e depois das fotos fomos para Colchaní, onde tem muitos artesanatos bacanas por 6BOB. Só não comprei nada porque minha mochila estava superlotada e eu tinha mais 9 dias de viagem pela frente. Conhecemos como se fabricam o sal em uma área que ainda está ativa. Para cada 10 mil kg de sal, eles colocam 1 kg de iodo. Um pacote grande (com vários pacotinhos) de sal custa apenas 9BOB por causa da concorrência. Tem muita gente extraindo sal e esse sal é consumido somente na Bolívia, não é exportado.

Passamos por um jeep novinho em folha e quebrado. Paramos no famoso Hotel de Sal onde tudo é de sal. Na verdade muitas das construções no Salar de Uyuni é feito de sal. Andamos uns 40 min em um batidão salgado até a Isla del Pescado. Não estava muito frio porque era primavera. Na Isla del Pescado o guia pagou minha entrada, com dinheiro da agência é claro (15BOB). Na verdade a Isla del Pescado se chama Isla Incahuasi. A verdadeira Isla del Pescado não é visitada e tem poucos cactos. Nesse momento descobrimos que o tour que a Juliet nos vendeu (para mim e para um casal de espanhol) não seria cumprido porque como estávamos com outra agência, eles fariam o tour tradicional. Fiquei puto, reclamei, reclamei, reclamei mas não teve jeito.

Na Isla, cada metro de cacto corresponde a 100 anos de vida. Conheci um cara que estava descendo de Los Angeles até a Patagônia DE BICICLETA. Já fazia 8 meses que ele estava na estrada e não tinha idéia de quando chegaria ao Chile. Almoçamos as 16h: macarrão, carne de porco, salada de tomate e pepino, coca-cola e banana de sobremesa.

Paramos várias vezes para tirar fotos, inclusive aquelas montadas que todos tiram. Pra isso o guia foi bom, porque ele que tirou quase todas. Ficaram até que bacanas. Ficamos tirando fotos até quase 18h e vimos o por do sol. Na verdade foi o esconder do sol atrás das montanhas, mas foi bacana. Paramos em um local de extração de tijolos de sal e achei muito interessante, cada tijolo pequeno é vendido a 1BOB e o grande a 1,50BOB. O sal é reposto na época das chuvas, que alaga tudo e repõe o sal retirado.

A trupe era o motorista Armando, o guia Carlos, uma espanhola e seu namorado francês, 1 americana, 1 irlandês e um belga que parecia o curinga do filme do batman.

Depois do por do sol, começou a escurecer (óbvio!) e a estrada ficar ruim. Pensei que estávamos perdidos e acho que todos também pensaram porque ficou um silêncio ensurdecedor dentro do carro, ninguém dava um pio. Essa merda de jeep tinha uma porta que não fechava direito e entrava poeira toda hora, muita poeira. Meu nariz ficou uma beleeeeza. Fizemos o caminho sozinhos, não havia nenhum outro jipe por perto e achei isso um tanto perigoso, se acontecesse algo estaríamos ferrados. Chegamos em San Juan numa espelunca que nem tinha água quente, conclusão, ninguém tomou banho. Tinha um mercadinho de meia tijela e tomei a terceira facada da viagem: um vinho boliviano Campos de Solona por 35BOB, mas no meio do nada, até que ficou bom o preço. Jantamos sopa de legumes com pão, frango frito, batata frita e banana frita. Dessa vez o Armando lavou a mão para fazer a comida. Milagre! Uma coisa estranha é que esses gringos soam o nariz em qualquer lugar, inclusive na mesa do jantar. Acho falta de educação, mas todos fazem isso.

Sem mais nem menos descobrimos que iam desligar o gerador, mas ninguém avisou nada. Quando cheguei no quarto para arrumar minhas coisas as luzes se apagaram. Como eu estava do lado da mochila, fui tateando e peguei uma vela, que deixei acesa em cima da porta (com a porta aberta). Pousadinha sem vergonha, não custava nada avisar para o pessoal poder pegar as lanternas. Dormi umas 23h sem tomar banho.

 

DIA 22 - Salar de Uyuni

Essa noite fez de -5 a -8 graus e eu passei um pouco de fio. Meu nariz entupiu por causa da poeira e as 7h eu estava de pé. A água estava um gelo, não dava nem para lavar o rosto direito, mesmo assim teve uma americana de outra agência que tomou banho. Tô fora! E porquinho é a vovozinha novamente. Café da manhã: água quente para o chá ou café, nescafé, leite em pó, pão com geléia e doce de leite (mais pobre que a outra agência). Enquanto o Armando arrumava as coisas no carro, o pessoal achou uma bola e começou a bater balãozinho. Quando eu cheguei na roda todo mundo falou: aêêêêê, chegou o brasileiro. Mas logo se decepcionaram, pois a americana jogava melhor que eu.

Saímos quase 9h e fomos acompanhando a linha do trem que vai para o Chile. Passamos por um vulcão ativo e do outro lado já é território chileno. A porta de trás, descobrimos, é a que não fechava direito, então começou entrar muita poeira novamente até que o Armando parou para socar a dita cuja, mas não resolveu. Vimos vários jeeps em vários caminhos diferentes, alguns pareciam estar perto, mas era só impressão. Paramos para ver um tipo de fungo que cresce nas rochas, se chama Yareta e tinha uma gigante com mais de mil anos, segundo o guia fajuto. Paramos primeiro na Laguna Cañapa e depois na Laguna Hedionda. No caminho pudemos ver várias vicunhas, tipo veado. Nessa segunda laguna custava 5BOB para usar o banheiro e tinha umas mesinhas ao ar livre, umas com teto de palha, outras sem, justamente para os tours que param para almoço. Comemos salada de batata, vagem e não lembro o que, arroz branco e bife de frango empanado. Coca-cola acompanhada de um frio, mesmo no sol e assim que terminamos de almoçar já botamos o pé na estrada.

Paramos para tirar fotos em umas montanhas coloridas. Esse deserto também é conhecido como deserto de Dali, por causa das montanhas coloridas, referente às famosas pinturas de Dali. Lá fora estava bem frio, dentro do carro ficava calor porque não dava para abrir o vidro, senão a gente se afogava em poeira. Foi terrível. Quando estávamos chegando na Arbol de Piedra (Árvore de Pedra) vimos uma espécie de coelho chamada biscatcha. Chegamos na arvore às 15h e parece mesmo uma árvore. Esperei uns babacas que ficavam pendurado na árvore atrapalhando a foto dos outros, e quando não tinha mais ninguém, consegui fazer algumas fotos bacana. Ficamos meia hora e vazamos pois estava ficando muito frio e o vendo ficando forte. O casal de espanhol (espanhola+francês na verdade) fumavam muito, em toda parada, e eu reparei que os dois guardavam as bitucas em um porta treco. Achei interessante e quem dera todos tivessem essa consciência porque se as autoridades bolivianas não tomarem providências, muito em breve aquele deserto se tornará um grande lixão, pois tem sacos plásticos, garrafas, latinhas, bitucas … por todo lado.

Chegamos na laguna colorada umas 16h e já intimei o guia perguntando quem ia pagar minha entrada, que custa 30BOB. Outra pousadinha de merda, nem precisa dizer né? Mas eu já estava esperando por isso. Não tinha água para tomar banho, aliás, não tinha nem água na torneira, nem para descarga, para nada. Deixei minha mochila em uma cama, peguei uma água e umas bolachas e fui, seguindo orientação do guia de meia tigela, pelo o lado direito da lagoa para ver o por do sol. Segundo o Carlito, era melhor que o mirador onde todos vão, pelo lado esquerdo. Acontece que andei uns 40 min e não achei nenhum lugar decente, só uma ilha de gelo. Voltei todo o caminho e fui até o mirador, onde o por do sol foi decepcionante novamente porque o sol não se põe, ele apenas se esconde atrás das montanhas e ainda continua claro. Mas a vista da laguna é impressionante, sensacional, vale a pena sem sombra de dúvida, mas eu ainda não vi um por do sol aqui. Na volta tinha umas bolachinhas com chá de coca e café monterrey. Fazia bastante frio e o jantar foi sopa gostosa com muitos legumes e pão, macarrão duro com molho vermelho e um queijo fresco ralado.

Coloquei 1 camiseta, 3 blusas, 3 calças, 2 pares de meia, gorro, luva, passei protetor labial e umas 20:30h eu fui dormir enquanto o pessoal ficou lá conversando em volta da “lareira”. Levantei umas 22h com uma puta diarreia. Não sei se essa era a terceira ou se era a mesma e o efeito dos imosec tinha acabado. Sei que a coisa foi feia. Não dormi a noite toda porque eu levantava a cada meia hora para ir no banheiro. Aconteceu alguma coisa séria comigo porque me deu muitos gases, eu não conseguia parar de peidar e minha barriga doía muito, ficava em atividade a todo tempo. Agora até acho engraçado mas passei muito muito mal a noite toda. Caganeira com um frio daquele não foi fácil e sinceramente eu pensei muito em desistir da viagem e vir embora. Eu fiquei realmente passando mal a noite toda.

 

DIA 23 - Salar de Uyuni e San Pedro de Atacama

Levantamos às 4 e pouco e o guia me disse que pode ter feito de -10 a -15 graus essa noite. Contei para ele que eu estava passando muito mal e disse como foi minha noite, que provavelmente precisaria de um médico porque eu realmente não estava bem. Sou averso a médicos e remédios, mas a situação tinha saído do controle. O guia foi na casa de um local e voltou com umas sementes para eu tomar como chá. Ferveu uma água e eu mandei para dentro aquele negócio. Foi impressionante mas 15 minutos depois minha barriga parou reclamar e eu parei de peidar. Acho que era anis ou algo parecido, mas graças a Deus parou.

Saímos mais cedo que a maioria dos jeeps mas como nossa carroça velha não andava, quase todos nos passaram e acabamos vendo o nascer do sol dentro do carro. Lamentável. Chegamos nos geisers umas 6h da manhã já com sol. Aliás, pegamos um sol de frente que deixava todo mundo cego, o Armando tinha que ir com a porta aberta olhando por baixo para ir no caminho certo porque não dava para ver nada nada pela frente. Um perigo porque se tivesse uma pedra no caminho (e tinha) bateríamos de frente. Isso quase aconteceu, mas bem na hora passamos por um lugar onde fez sombra e deu para ver o caminho certinho.

Eu gostei dos geisers e o cheiro de enxofre é bem forte, brinquei um pouco com o vapor e percebi que não sentia meus dedos dos pés. Sempre achei um exagero o que ouvi por aí de que é congelante e tal mas senti na pele esse problema. É realmente muito frio e todos estavam como mesmo problema. Caraca. No caminho para hotspring (Águas Termales), atingimos 5 mil metros de altitude e umas 7:30h chegamos lá. Ficamos até umas 9h mas eu não entrei na água, que estava quentinha, porque do lado de fora ainda estava muito muito frio. A mulherada, e os homens, se trocam alí mesmo no meio de todos. Tomamos café, o melhor de todos, com pão que parecia um bolo, chá, café, suco, iogurte de morango e korn flakes.

Nosso carro era o mais velho de todos, o mais sujo e a poeira me incomodou bastante. A primeira parte do caminho, até os geisers é muito muito ruim, cheio de costelinha de vaca e tem hora que chega adormecer a bunda, nem dá para dormir. A segunda parte é um pouco melhor. Paramos na Lagoa Verde com o Licancabur ao fundo e o motorista Armando resolveu abrir a boca e explicar porque a lagoa é verde. Em 5 minutos de explicação percebi quão dispensável foi aquele guia zé ruela. A viagem teria sido outra se o Armando tivesse explicado as coisas, pena que ele não fala inglês porque o resto do pessoal não falava espanhol. Acabou que só eu e a Rachel entendeu. A Lagoa Verde não tem flamingos e é verde porque tem alguns minerais que são tóxicos para eles. A Laguna Blanca e Laguna Verde eram uma só, mas com as mudanças climáticas elas se separaram e hoje a verde recebe água da branca, que em uma época do ano que não me lembro qual, fica congelada e se pode andar sobre ela. Em 5 minutos o cara explicou mais que o guia falou a viagem inteira. Affffffff!

Quase 10h fiquei na fronteira com o Chile, que é uma casinha ridícula com uma cancela, e me despedi do pessoal. Peguei um transfer com a Cordilheira (que custa 5U$ já incluído no meu tour) e sai às 10h em ponto. Se atrasar já era! O motorista entregou os papéis que deveríamos preencher para entrar no Chile e listou o que não poderíamos levar: “Não é permitido frutas, verduras, coisas de origem animal, blá blá blá. Folha de coca, maconha e cocaína também são proibidos e se vocês tiverem algum desses itens, vocês tem 1 hora para consumi-los até chegarmos na imigração” – e deu risada.

A vista do Chile depois que se sai da fronteira é impressionante. Não deu para tirar foto porque eu estava em um lugar que não rolava, só tinha francês na van. No momento em que entramos no asfalto chileno começa uma descida gigantesca de 45km e com uma descida de 2 mil metros de altitude. O freio é utilizado o tempo todo e a pista é de ótima qualidade com várias saídas de emergência, caso se tenha problemas para frear.

A entrada na imigração chilena é bem chata, rigorosa e os policiais são bem fechados. Na mochila de umas francesas tinha quínua e umas coisas não sei do que que foram confiscadas. Elas levaram sorte porque se tiver alguma coisa na sua mochila que não foi declarada naquele papel que o motorista entregou, você tem que pagar uma multa, e é bem caro. Conheci uma japonesa que pagou 200U$ por 1 dente de alho e 1 pimentão que ela trazia da argentina. Ela chorou, esperneou e disse que só tinha 200 reais. Não teve jeito, ficou com a pendência e quando ela saiu do Chile ela teve que pagar a o restante, então fique esperto!

A van me deixou na Carácoles e ficou um cara comigo. Decidimos ir juntos procurar hostel e ficamos por um tempo rodando. Vimos um por 8.000P com desayuno (albergue da juventude) e outro por 9.000P sem desayuno, descendo a Toconão. Continuamos descendo a Toconão e parou um cara perguntando se estávamos procurando alojamento barato e respondemos que sim. Ele nos ofereceu o Licancabur por 5.000P, sem desayuno. Estávamos em frente o Licancabur e eu falei: pero esta cerrado! E ele disse que era o dono e que abriria para nós. Pedimos para ver e ele realmente estava com a chave e abriu. Gostamos do lugar mas não tinha ninguém. O dono nos deu a chave e disse que no outro dia ou a noite alguém viria para cobrar.

Fui tomar um banho e estava gelado, mas estava tão calor que foi até bom. Quando saí do banheiro o outro carinha mudou de idéia e foi embora porque ele queria ficar em um lugar com gente, e eu queria ficar em um lugar barato AahHAHA, gente eu conheço na rua, nos bares, nos passeios, então nem encanei com isso. Troquei 31BOB por 65P e 50U$ com câmbio de 530. Almocei por 2.500P quase em frente o Licancabur mesmo, um lombo de porco com ovo e batata frita delicioso. Muita coisa para mim, pedi um refi de limão (700P) para ajudar a descer a comida e mesmo assim ainda sobrou uma porção de batata do McDonnalds. Saí para ver preços de busão para Santiago e dei um role pela rua Licancabur, onde tem o campinho de futebol, várias agências e uns restaurantinhos de qualidade duvidosa e preço abaixo dos 2.500P. As empresas cobram o mesmo preço da passagem até Calama, 2.500P, e só a TurBus faz direto para Santiago por 28.000P.

 

Achei um passeio para a Lagunas Cejar por 11.000P com Pisco Sour e petiscos que sairia às 15h. Os preços são meio que tabelados, então segue algumas informações atualizadas de várias agências que peguei folder:

 

Valle de la Luna: de 6 a 7 mil + 2 mil de entrada

Geyser del Tatio: de 15 a 20 mil + 3,5 mil de entrada

Laguna Cejar: de 12 a 15 mil + 2 mil de entrada

Lagunas Altiplanicas: 25 mil + 6 mil de entrada

Salar de Tara: de 35 a 45 mil (mínimo 4 pessoas)

Vale del Arco Iris: 25 mil (mínimo 4 pessoas)

Salar de Atacama: de 12 a 15 mil + 2 mil de entrada

Termas de Puritama: 10 mil + 10 mil de entrada

 

A maioria é tudo o mesmo preço, mas a única que consegui negociar mesmo, que a briga foi bacana, foi com a AYLLU.CL EXPEDICIONES (www.aylu.cl), que fica na Caracoles, 330. Eu paguei 11.000P mas fui com uma agência que cobra 15.000P.

A van era super limpa, com ar condicionado, e o guia muito legal. Saímos as 15h e fomos pegar o resto do pessoal. No caminho o guia parou em um povoado indígena para se apresentar e explicar sobre o antigo modo de vida em SPA. Muito do que ele falou durante o tour ele aprendeu com o avô, que era atacamenho nato e sempre morou no deserto. O cara dirigia com o maior cuidado para não incomodar com o balanço da van, é mole? Ele pediu para termos paciência que o caminho era ruim mas compensava. Coitado, mal sabia ele o que eu já tinha passado na Bolívia e no Peru.

Paguei 2.000P de entrada nas Lagunas Cejar (1.500P estudante) mas à primeira vista não achei interessante, não era o que eu esperava. A lagoa é muito muito salgada, então você não afunda. Quando se sai da lagoa tem que tomar um banho de água doce rapidinho porque começa a coçar e arder na hora. Eu não entrei porque estava muito gelada, só molhei até o tornozelo, que ficou branco de sal. Essa primeira lagoa é a Laguna Piedra e a segunda é a Laguna Cejar, mas nessa não pode entrar por causa dos flamingos. Na verdade não pode nem chegar perto deles e o guia explicou que normalmente nasce de 2 a 5 mil filhotes de flamingo por ano no deserto, mas nesse ano de 2009 não nasceu nenhum! Eles estão investigando a causa disso e uma das hipóteses é o turismo que está atrapalhando.

Saímos da laguna e fomos para os Ojos del Salar e nesse lugar eu fiquei embasbacado. São dois buracos gigantes no meio do deserto, no meio do nada. Jaques Costeau quando ainda era vivo levou sua equipe de exploradores lá e não encontrou evidências desses buracos terem sido provocados por queda de meteoro ou algo parecido. A profundidade é desconhecida. Fica o mistério. Fomos ver o sunset na Laguna Tebinquiche e todos no tour, menos eu, eram chilenos. Fui muito bem tratado, todos falaram comigo, fizemos piadas sobre várias coisas, falamos do turismo chileno e descobrimos que o guia, que era guia a apenas 2 meses, é um poço de conhecimento.

O por do sol foi coisa de cinema, e o frio também. Eu fui de bermuda (a única vez que usei uma durante a viagem) porque estava muito calor, mas assim que começou a ficar escuro o frio pegou. Foi servido 2 garrafas de Pisco Sour, bolachas recheadas, bolachas água e sal, geléia, amendoim, palitinho, batata palha, sucos, café e chá.

Chegamos em SPA mais tarde do que o previsto porque o cara foi devagar e falando sobre muita coisa. Uma verdadeira aula de história, mas não de histórias aprendidas em livros, de história passada de geração a geração. Interessantíssimo. Sobrou meia garrafa de Pisco Sour e é claro que eu pedi e ele me deu de boa. Quando voltei ao hostel já tinha uma mulher lá. Paguei e como o cara que ficaria comigo no quarto duplo tinha ido embora, ela me mudou para um quarto simples pelo mesmo preço (mas estava 10.000P na tabela). Estava tão cansado que capotei e nem saí para jantar.

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DIA 24 - San Pedro de Atacama

Essa noite eu dormi como um anjinho, só acordei de madrugada para tirar a blusa, porque estava com vários cobertores. Levantei antes das 8h, fui no banheiro e parece que sarei. Fui na padaria, comprei 2 pães e umas fatias de um negócio parecido com presunto (440P) e um suco de laranja de garrafinha (550P). Caminhei até a pracinha da igreja e tomei meu desayuno alí mesmo, acompanhado de vários passarinhos e um cachorro, que acabou espantando os bichinhos. Estava tudo fechado as 8h, tudo menos a agência H2O, que aluga as bikes. O preço é 3.500P para ½ dia e 6.000P o dia todo. Negociei por 3.000P até as 15h e fui para o deserto pedalar. Eles te entregam trava, chave de roda, câmera de ar e bomba para encher o pneu tudo numa sacolinha, que aproveitei para colocar minha garrafa de água dentro.

Parei em Pukara de Quitor, 3Km depois e paguei entrada de estudante (1.500P). Fui nas ruínas e subi até o topo. Como eu já tinha visto muita ruína, nem me surpreendi. Depois caminhei por meia hora rumo ao mirador, utilizando um pouco do caminho fácil e um pouco do caminho difícil. No começo tem um pouco de areia e a subida fica pesada, e se for cortar o caminho batido, tem que tomar cuidado com os cascalhos. A vista lá em cima também não me impressionou tanto, minha expectativa era maior, mas vale a pena. Gostei. Para descer levei 15 minutos e tem que se observar onde pisa para não escorregar em alguma pedra solta.

Saí dali e fui para a Cueva del Diablo, que fica bem ao lado da entrada. Tem uma pracinha bacana e encontrei uns uruguaios passando mal por causa da altitude. Fui nas grutas e me faltou uma lanterna para ir até o fim. Tirei umas fotos e continuei minha pedalada até a Quebrada del Diablo. No caminho já comecei a ficar com a bunda doendo. Não estou acostumado a pedalar e o banco (selim) da bicicleta não ajudava muito. Passei um riozinho onde peguei um pouco de água e quando vi eu já estava na igrejinha, lá em cima do lado direito. Deixei para passar lá na volta e acabei chegando em um rio com uma parte funda. Não me lembrava dessa parte e verifiquei que onde eu estava não batia com o mapa nem com a explicação do cara da agência. Quase 1 hora depois, com um calor do caramba, fome, cansado e ninguém para perguntar, resolvi voltar até a igrejinha, que estava fechada e eu aproveitei para tirar umas fotos. Voltei e quando fui passar aquele primeiro riozinho, olhei para trás e me deu um estalo. Parei a bike, abri o mapa e me encontrei. Essa Quebrada del Diablo não fica tão longe assim de Pukara de Quitor, então quando você cruzar o primeiro riozinho (NÃO É POÇA D'ÁGUA, É O RIOZINHO MESMO!) já vai ver do lado direito uma entrada com uma ruazinha de terra e várias árvores formando tipo um corredor até uma formação rochosa. Eu não prestei atenção e passei batido por ela na ida.

Esse lugar é um labirinto de montanhas impressionante e lindo. Fui até um ponto de bike e depois fui caminhando mesmo. Gosto mais de caminhar do que pedalar. Fiquei um tempo ouvindo o vendo (é a única coisa que se ouve lá) soprar nas paredes e quando o relógio apitou 14h bati em retirada. Voltei rápido, com menos de 40 minutos e nos últimos 3km eu já estava quase descendo e empurrando a bike, pois estava muito desconfortável ficar sentado pedalando. Entreguei a bike, troquei 50U$ com câmbio de 530 e encontrei um restaurante/sorveteria na calle Tocopilla chamado Flor del Desierto. Comi um menu por 2.500P: sopa de verdura, arroz, uma salada de uma verdura que não sei o nome, pepino, tomate, uma bola de carne empanada não sei com que muito boa, e suco de laranja. Pedi uma coca-cola (400P) e tomei um sorvete de casquinha, desses de máquina (400P) que derreteu muito rápido, então tive que engolir ele e e me concentrar muito para perceber que era de creme com baunilha. Continuei andando por ali e achei um gatorade (1.000P) geladinho e não perdi tempo. Usei internet por 15 min e paguei 250P.

Do lado do Museo Arqueológico tem um SOLMÁFARO que indica a intensidade dos raios ultra-violeta naquele momento. Nesse dia estava verde, que quer dizer que poderia ficar exposto sem problemas. Bom para a atividade que eu fiz. Em frente ao museu tem um caixa eletrônico para quem precisar.

Fui para o hostel umas 16h e não tinha ninguém lá, só um bilhete dizendo que eles não sabiam se eu ficaria mais um dia, e se eu fosse embora era para fechar tudo e deixar a chave na porta. Começou a ventar e antes que esfriasse eu já tomei um banho e fui deitar um pouco. Levantei as 18h, limpei minhas blusas que estavam empoeiradas, arrumei minhas coisas e saí.

Fui dar um rolezinho a noite e paguei 1.000P por um café expresso. Bem carinho pelo tamanho do café. Gastei 700P com ligação para o Brasil e procurei lan house para gravar minhas fotos em DVD. O lugar mais barato que achei foi 1.200P sem DVD e 2.000P com DVD mas eu não quis. Voltei ao restaurante do almoço e paguei 2.000P por um prato Bife a lo Pobre e mais 1.000P por uma Escudo (chilena). Pedi para trocar um pouco de batata frita por arroz e veio um bife gigante com ovo frito, arroz e batata palito frita. Estava uma delícia e dessa vez não sobrou nada não. Estava tendo jogo do Colo Colo x Everton (clássico chileno) e fui ver o segundo tempo em um pub na Caracoles com a Tucumano. Descobri comentaristas pior que o Galvão Bueno. 2 caipirinhas no happy hour + 1 pisco com coca custou 6.000P + 400P de 10% (10%???). O Colo Colo perdeu de 3 a 2 e a galera estava fula da vida. Vi um pouco de Goiás e Cerro Portenho e como 23h não tinha mais nada na rua, fui dormir.

 

DIA 25 - San Pedro de Atacama e Calama

Acordei umas 6h e como já tinha deixado tudo arrumado (como sempre), saí 7h mas não havia ninguém no hotel para receber a segunda diária, ou não haviam acordado ainda, porque estava tudo fechado. Deixei um bilhetinho de agradecimento hehehe, coloquei a chave na porta e fui.

A passagem para Calama custa 2.500P e dá para comprar na hora. Nem se compara com o serviço do Peru e da Bolívia. Tudo limpo, com assistente de bordo, painel luminoso que mostrava a velocidade do busão, nome do motorista, há quanto tempo ele estava dirigindo e tal. E saímos as 7:30h em ponto!

Cheguei em Calama 2 horas depois e a “lan house” da rodoviária estava fechada. A passagem para Santiago estava 23.000P em todas as empresas. Caminhei meia hora até o centro e fui trocar uns dólares. Parei numa lan house decente e gastei 200P por 15 min de internet. A cotação média das casas de câmbio em Calama estava 536P mas eu achei uma casa com cotação de 545P e troquei só 110U$ porque achei que em Santiago estaria melhor, mas não estava.

No caminho de volta comi uma empanada de pino muito boa (600P) e um capuccino Nestlé de máquina, demaaais de bom (400P). Entrei em uma rua chamada Antofagasta e dei de cara com uma empresa de ônibus chamada Romani, que mais tarde o chileno que conheci na trilha me disse que é muito boa. Tinha um busão saindo para Santiago em menos de meia hora e custava 22.000P. Não pensei duas vezes, mais barato, ônibus novo, 2 pisos, com banheiro e eu não precisaria voltar até a rodoviária naquele sol escaldante. Tomei um guaraná Canada Dry (650P) e fiquei esperando o horário. Eu dei 700P para a mulher e ela me deu 350P de troco. Eu disse que estava errado, que ela me devolveu a mais e ela disse que não, que eu dei 2 moedas de 500P. Ou eu ou ela estava marcando toca, mas para não arrumar confusão ali no meio de tanta gente, resolvi ficar com o troco mesmo.

Saímos no horário das 10:55h e ví muitas cruzes pelo caminho. As pessoas constroem jazigos, como no cemitério, mas na beira da estrada. São muitos mesmo. Passamos por Antofagasta, uma cidadezinha bacana na beira do Pacífico. O tempo estava fechado, então nem rolou fotos. Já tínhamos andado 300km até aqui. Uma mulher que sentou do meu lado me disse que tem uma coisa bacana aqui chamada LA PORTADA, que é uma formação rochosa natural muito legal, prédios com pinturas exóticas, uns prédios com arquitetura bem antiga … muito legal mesmo. Vi as fotos na máquina dela e gostei. Tem coisa para fazer em um dia inteiro eu acho. À tarde bate muito sol do lado direito e às 17:30h serviram um kit com bolachinhas recheadas, barra de cereal e chá. Começou escurecer quase 19h já e ainda estávamos no deserto, desde SPA, mas agora que chegamos beira mar. Então aconteceu isso, durante o dia todo fiquei vendo deserto, e quando escureceu começou a bela paisagem. Sugiro fazer o contrário, sair de noitinha de SPA e quando estiver amanhecendo você vai estar nesse ponto. Aí ver o sol nascer acompanhando o Pacífico é show de bola hein? Já era mais de 22h quando serviram um kit com bolacha salgada, barrinha de cereal novamente e um refi lata (o meu era Pepsi). Dormi na medida do possível, com um pouco de frio.

 

DIA 26 - Santiago

Amanheceu com tempo fechado e neblina, mas com a paisagem toda verde. Ainda bem porque eu já estava cansado de ver deserto. Passamos por um túnel gigantesco chamado Tunel El Melon e chegamos na rodoviária às 8 e pouco. Alguém não comeu o kit bolachinha + barra de cerel + pepsi e eu aproveitei e peguei, já que todos já tinham desembarcado. Saí do terminal passando pelo shopping e logo na saída, à direita, tem a Estação Central do metrô. Comprei um cartão por 1.300P e fiz uma carga de 1.700P, mas nem usei tudo. Em Santiago existem 3 preços de passagem, sendo 450P a mais cara que é nos horários de pico. Peguei a linha vermelha e 7 estações depois eu estava na Estação Universidade Católica, onde tem a imensa PUC Chilena. Fui caminhando pela Av. Portugal até a rua do Eco Hostel (www.ecohostel.cl) que é todo branco e não tem indicação nenhuma de que aquela portinha é um hostel. A diária custa 7.000P mas eu paguei 6.500P com desayuno. Guardei minha mochila no locker e fui tomar café: água quente para o café, chá ou leite em pó, pão, manteiga ou geléia, várias frutas e korn flakes. Comi um pouco de tudo e peguei um kiwi docinho docinho. Tinha umas meninas bonitas com cara de “nem me fale bom dia”, aliás, vários mal humorados nesse hostel para falar a verdade.

Fui comprar um adaptador de tomadas, porque o padrão chileno é diferente, então, leve um daqueles T, ou benjamim. Paguei 700P nessa porcaria e na volta parei no Cerro Santa Lucia, que achei muito bacana, com vários espaços bem arborizados e um mirador meia boca. Estava bem friozinho lá em cima, ventando bastante e eu fiquei zanzando por lá umas 2 horas, dá para ficar mais tempo tranquilamente, mas como o tempo estava fechado eu resolvi voltar. Comi um sonho grande (280P) e fui nos mercados da Av. Portugal ver os preços. Comprei um vinho Exportacion da Concha y Toro (1.090P), uma sopa de champignon (299P), um pacote de chiclete (169P) e uma água de maçã de 1,5l (599P). Voltei para o hostel e coloquei as câmeras para carregar enquanto tomava minha sopa.

Logo depois já saí procurando um lugar para gravar as fotos em DVD, já que no hostel não tem gravador e para upar essas fotos demoraria décadas. Fui numa lan house na Diagonal Paraguay, fiquei quase meia hora baixando as fotos da máquina para o PC e na hora de gravar só dava pau e estragou meu DVD. Paguei 250P pela utilização e fui para outra, na mesma rua. Essa sim era decente, com Pcs novos, sonzinho ambiente … e café hehehe. Paguei 300P do tempo de utilização, 300P de um DVD virgem e 250P de um café de máquina bem bom. Fui subindo a Av. Libertador Bernardo O'Higgins sem rumo até o Parque Florestal. Um lugar belíssimo, super limpo, com monumentos pichados que contrastam com a beleza do lugar. Cheio de gente passeando com cachorros, namorando, fazendo pic-nic e com policiais fazendo ronda. Fui caminhando caminhando até que dei de topo com o Museo Bellas Artes, que eu nem sabia que era por alí. Aproveitei que estava com entrada “de grátis”, apesar de não ser domingo, e fui conhecer. Na sala de audiovisual, à direita, passava umas imagens que se integravam com um som, que dava ritmo às imagens, ou vice-versa. Nas salas de exposição chilena, muito óleo sobre tela e na sala do piso inferior tinha uma galeria de esculturas que eu gostei muito muito. Valeu a pena esse passeio.

Saí ainda sem rumo andando perto do museu e caí novamente na Av. O'Higgins, que estava agora com o trânsito fechado e um pessoal descendo. Lá embaixo, meio longe, uma super galera e um som indistinguível à distância que eu estava. Resolvi descer para ver o que era mas perguntei antes para um policial que me respondeu: Es una marcha! Una marcha gay! Caí na risada e voltei para o hostel porque também eu já estava bem cansado de andar. Passei novamente pela PUC, que é imensa, e fui no mercado comprar comida. Peguei uma comida à kilo: arroz temperado com frutos do mar e um pouco de purê de batata (1.848P). Paguei mais barato que um menu e fui para o hostel comer, e que delícia aquele arroz viu?

Chegou mais meninas, mas um pessoalzinho bem estranho, difícil de arrancar um sorriso. Só uma japonesinha que foi bacana. Acho que porque ela morou no RJ por 6 meses, então pegou um pouquinho do jeito brasileiro de ser. Fui tomar banho, abri o vinho e experimentei metade da garrafa hehehe. Apareceu no quarto um cidadão de Aracajú quase morrendo de frio, e esse seria meu companheiro de quarto.

Enquanto estávamos conversando, notei que o irlandês, que também estava no mesmo quarto, entrava e saia toda hora, sentava, levantava, falava sozinho, no celular … perguntei se ele estava incomodado com alguma coisa e ele disse que sim. Que a luz do quarto era fraca para ele ler, que estava frio, que estava sozinho e não tinha ninguém para sair a noite, que o amigo dele não ligava e não atendia o telefone, blá blá blá. Perguntei se ele estava a fim de ir em um barzinho e ele sugeriu uma disco que disse ser bacana. Topei mas o Robinson ficou para dormir, então passamos antes no Guang Yen (José Miguel de la Barra, 468 – Centro – F: 633-1867) para comer um chapsui de chancho com arroz chaufan (1.850P) e estava muito bom. O Ópera Catedral era quase em frente esse restaurante e chegamos antes das 23h para não pagarmos entrada, que é de 4.000P. Um lugar bacana, com mulheres bonitas e cheirosas, bem diferente de Cusco. Chopp Stela Artois de 500ml por 2.000P e Negra Modelo (mexicana) por 2.000P. De repente o irlandês vira para mim e diz que vai embora porque tinha que trabalhar e vazou, não fazia meia hora que tínhamos chegado. Fiquei lá curtindo uma banda local e quando acabou o show fui embora debaixo de chuva. Parei em uma conveniência de posto e comi um hotdog com batata e uma coca-cola (1.490P). Achei caro mas era o que tinha. Cheguei no hostel e capotei na cama.

 

DIA 27 - Santiago

Acordei cedinho mas fiquei enrolando na cama até as 8h, que é a hora que o desayuno está na mesa. Reparei que é tudo muito limpo, organizado, com vários lockers no quarto, chave individual da porta da frente … o melhor hostel que fiquei nessa viagem. Tomei café com a japonesinha (Yuko) e combinamos de ir no cerro. O Robinson também topou e enrola daqui, enrola dalí, acabou que saímos umas 10h com um fiozinho de sol bem tímido. O alagoano, acostumado com aquele calor maravilhoso, só levou 2 blusas finas de moletom e já estava quase morrendo de hipotermia. Emprestei para ele a polar que comprei na Bolívia e fomos caminhando pelo Parque Florestal. Chegando no cerro, no bairro Bellavista, subimos de funicular ou bondinho (900P) pela entrada Pio Nono. Pegamos um mapa do Parque Metropolitano e fomos caminhando à partir da Estação Funicular do Cume sentido Acesso Pedro de Valdivia Norte. Domingão as bikes reinam no parque. Muita gente caminhando, fazendo exercícios, aulas de ginástica, aula de bike, etc. Estávamos caminhando lentamente, curtindo a paisagem e o tempo fechado quando mais ou menos na altura da Piscina Tapahue começou a chuviscar. Apertamos o passo para nos abrigarmos e acabamos perdendo alguns pontos interessantes como Jardim Mapulemu e Jardim Japones. O parque todo é muito limpo e há seguranças por toda parte, mas é um lugar grande, com alguns pontos ermos e cheio de vegetação, então vale tomar cuidado. Ficamos mais de 1 hora na cabana de aluguel de bicicletas esperando a chuva passar. A Yuko começou a ficar com frio e o Robinson deu minha blusa para ela e ficou com um par de luvas que eu levei a mais. Todos listos e trégua na chuva, começamos a voltar.

Caminhamos por todo o Parque Florestal até o museo Bellas Artes e fomos naquele restaurante chines já mencionado. Comi um chapsui de carne (1.950P) e a Yuko e o Robinson que não tinham ido lá ainda, gostaram muito. Voltamos umas 17h para o hostel (novamente com chuva) e chegando lá fiz um chá para esquentar o corpo. Ficamos na sala com aquecedor à querosene conversando e nisso chegou um casal de brasileiros vindo da Concha y Toro. Eles pagaram 7.000P cada e não foi lá aquelas coisas. O Gonçalo já tinha me falado para ir numa vinícola de verdade em vez de ir na Concha y Toro, mas achei que era exagero dele. Falei que tinha planos de ir para Valparaíso no dia seguinte e eles meio que me animaram a ir em uma estação de esqui em vez de Valparaíso ou Viñas del Mar. Acabou que os brasileiros dominaram a sala e ficamos lá papeando, tomando vinho e pisco sour (aquela garrafa que ganhei em SPA). Combinei com a Yuko e com o Robinson de irmos na El Colorado e combinamos também de sair o mais cedo possível, pois o último horário de subida para as pistas era 11h da manhã.

Fui tomar banho e vi que meu sabonete tinha acabado, então usei o sabonete líquido do hostel e saí cheirando aquilo heheeh. Chegou mais umas suíças esquisitas para completar o EcoEsquisiHostel. Chamei o Robinson para comer algo e fomos caminhando até a Pino Nono na Bellavista. Só tinha gente feia e lugares caros. Na rua paralela, a Constituición, tem vários restaurantes bacanas, com gente muita bonita e lugares mais caros ainda. Voltamos e achamos uma pizzaria no caminho, onde dividimos uma pizza grande (5.000P) e fomos para o hostel mais de meia noite. Santiago à noite, num domingo, sem movimento, é mais linda ainda. Gostei muito dessa cidade e sinceramente é um lugar que eu moraria sem pensar.

 

DIA 28 - Santiago

Dormi essa noite como uma pedra e levantei 8h em ponto para tomar aqueeeele café da manhã. Achei impressionante como a todo tempo os banheiros estavam limpos, com papel, sabonete e água quente. Saímos umas 9h para Plaza de Armas porque a Yuko precisava ir no correio e eu precisava de uma casa de câmbio. Fomos à pé, é claro. Troquei 40U$ com câmbio péssimo de 537. Passamos pelo Palácio de la Moneda e nos disseram que na terça haveria troca de guarda (cambio de guardía). Perfeito! Daria tempo de eu ver a troca antes de ir embora. Pegamos o metro (400P essa hora) alí pertinho e quando eu tirava uma foto, um segurança me abordou querendo saber porque eu estava tirando foto. Perguntei se teria que ter algum motivo para tirar foto e ele quis saber para que era. Fiquei meio com cara de AAAAHN? e ele me perguntou de onde eu era. Respondi que era brasileiro e ele então explicou que nas estações é proibido tirar fotos e como o metrô é todo monitorado, o chefe da segurança mandou ele me abordar. Eles são meio paranoicos com esse lance de terrorismo e tal. O cara até citou o atentado em Londres mas eu nem estava mais prestando atenção no que ele estava falando. Esclarecido que as fotos eram de “turista”, fomos para o trem e chegamos as 11:10h na galeria Omnium.

Um cara nos abordou antes mesmo de chegarmos na agência, oferecendo um transfer privado por 80.000P para nós 3. Achei um absurdo de caro, porque o preço normal é 6.000P e foi nessa hora que entramos na agência e descobrimos que não tinha mais transfer! Esses caras são realmente pontuais, puwtis grilo..

O Robinson estava louco para ver neve e já estava quase aceitando o preço mas eu fiquei brigando com o cara lá na frente da agência e o preço baixou para 40.000P. Mesmo assim estava caro demais. Voltei na agência e falei que o cara queria um absurdo e perguntei se eles não tinham outro transfer. O atendente da agência, e os outros funcionários, ficaram me olhando e disseram que o preço do cara até que estava bom para um tour privado, mas se não quiséssemos pagar tudo isso, teríamos que voltar no outro dia. Eu falei que ia embora no outro dia cedo mas que não tinha nem dinheiro nem coragem de pagar o que o cara estava pedindo, que não é todo mundo que é gringo e ganha em dólar.

Fui lá para fora da agência e fiquei tentando fazer o cidadão baixar para pelo menos 10.000P por cabeça mas o cara estava mais chorão do que eu. Quando estávamos quaaaaaase fechando por 35.000P os 3, o cara da agência El Colorado nos chamou lá dentro. Entramos e ele disse que ia subir com a gente, pelo preço normal de 6.000P. Puuuuuuuuwtis, que maravilha. Era que nós precisávamos Ahahha. Contato da Agência Austral, que nos quebrou um baita galho: [email protected] ou o site deles: www.australservices.cl

A subida foi bacana. Tinha umas poucas partes com gelo e já estávamos todos animados. Quando vimos as geleiras …. eu fiquei babando. O Robinson passou meio mal na subida e quase morreu de frio. Sorte que ele estava com uma blusa minha por cima das blusas dele, touca e um par de luvas. A Yuko ficou com minha polar e eu tranquilo e bem agasalhado também.

Estava 12.000P para usar a pista e o aluguel de equipamentos custava: 7.000P prancha ou squi, 5.000P blusa, 5.000P calça e 3.500P óculos. Eu não estava com vontade de esquiar nem snowboard porque chegamos tarde lá e o aluguel era caro para usar por 3 horas mais ou menos, que era o horário que nós tínhamos. Compensava se tivéssemos subido no transfer das 7:30h.

Fomos em uma conveniência e comprei 2 pãezinhos (200P cada), um requeijão de bisnaga (500P) e levei para a lanchonete da estação. Peguei um café (1.000P), tirei da bolsa uma maçã e uma pera que não comi no hostel e o pic-nic estava pronto kkkkkk, só faltou a farofa. Mas as coisas na estação são bem caras, não dá não. E até os locais fazem isso que eu vi uns caras saindo da conveniência e indo para a lanchonete com sacolas na mão.

Tiramos fotos, brincamos na neve e na hora de ir embora, o tabaréu do Robinson sumiu. Ficamos procurando esse maluco por toda parte e quando achamos ele quase 40 minutos depois (estava tirando fotos lá para baixo), já não cabia nós 3 na van das 16:30h. Tivemos que esperar a próxima, que saiu quase 17:30h. Enquanto estávamos procurando ele, conversei com um chileno que pratica snowboard e ele me disse que hoje o dia foi perfeito. Muita neve, sol torando o dia todo e pista a 12.000P, porque em alta temporada o valor é 32.000P e só estava aberta porque no sábado deu uma nevada forte, senão Farellones e El Colorado já estariam fechadas. Aí só Valle Nevado.

A descida foi rápida, mais ou menos 1 hora, mas pegamos trânsito e perdemos o por do sol no Cerro Santa Lucia. O metrô estava lotado e eu fui tirar foto e acredita que novamente veio um segurança me abordar? Esse não me explicou nada e disse para parar de tirar foto que era proibido. Até pensei em argumentar com ele mas acabei desistindo. Dessa vez a passagem estava 450P.

Na ida para o hostel passamos no mercado e eu comprei 2 Exportación Concha y Toro por 990P cada. O Casillero del Diablo estava 3990P e eu vacilei em não ter comprado. Aqui onde moro está custando mais de R$35. Tomei 1 deles enquanto arrumava minhas coisas e nesse tempo o Gonçalo ligou para irmos a algum barzinho dar um rolê e conversar. Tomei um banho “voando” e peguei um metrô (380P) até não lembro onde, que ficava mais perto para ele. Fomos num barzinho bacana que produzia uma cerveja artesanal, experimentei um pouco e gostei. Conversamos e fomos embora meia noite mais ou menos, porque ele trabalharia no dia seguinte e eu voltaria para o Brasil. Pedi um lanche para viagem e gastei 5.000P ao todo. Ele me deixou no hostel e acho que não demorei 5 segundos para dormir.

 

DIA 29 - Santiago

Mais uma noite bem dormida. Pulei 7:30h, acordei o Robinson e a japinha já estava de pé. Tomamos café, devolvi a chave do hostel (peguei de volta 1.000P que tem que deixar de calção) e fomos caminhando até o Palácio de la Moneda. A troca de guarda é bacana, muito mais que a de Lima. Começa antes das 10h, umas 15 para as 10 mais ou menos, então, se chegar depois disso vai perder uma parte. Nunca ví igual, Santiago tem mais cachorro pelas ruas do que pombos. É impressionante. Tinha uma galera brasileira ridícula lá, todos de “uniforme” de uma agência que não me lembro, crachá com os nomes, uma bandeira do brasil e fazendo muita bagunça. Hoje fez calor e deu para ver as cordilheiras, bem no dia que eu estava indo embora.

As 10:30h eu já estava descendo a avenida da estação Los Heroes, onde um pouco mais para baixo tem 2 empresas que fazem a linha para o aeroporto. A Turbus é mais chique, com bagageiro, e deve ser mais caro também. Fui com a Centroporto e paguei 1.400P pela passagem, que achei bem caro. Tinha um ônibus que já estava saindo, às 15 para as 11. Aliás, tem esse ônibus de meia em meia hora, e o outro também, mas com diferença de 15 minutos entre eles, então, tem uma ou outra empresa a cada 15 minutos. A viagem até o aeroporto demora de 30 a 45 minutos e 11:20h eu já estava na fila da TAM, que demorou apenas meia hora.

Troquei os pesos que me restaram por um câmbio de 558 (safados hehehe) e ainda tem que pagar uma taxa de 1,5U$. Sobrou 530P para eu gastar, então comprei uma bolacha de 500P e fiquei com 30P.

A TAM de Santiago não tinha saco para embalar a mochila, então foi sem mesmo. Saímos com 40 min de atraso mas o almoço servido compensou heheh: arroz com frutos do mar, salada, paozinho com manteiga e um doce delicioso não sei do que. Tomei um vinho branco argentino para acompanhar. Apesar do atraso, chegamos na hora em Guarulhos, e sem turbulência. Vim assistindo SE BEBER NÃO CASE e quase morri de rir. Muito bom.

No aeroporto de Guarulhos, gastei R$3,65 com internet (R$0,33 por min), peguei um busão até o Tatuapé (R$3,65), que tem a cada 25 min mais ou menos, e de lá peguei um metrô até a barra funda. Comi um x-salada e um hotdog (R$2,50 cada), tomei um suco (R$1) e uma coca-cola 600ml (R$3,50). Comprei a passagem de SP à S.J.R.Preto (R$66) e cheguei em casa umas 5h da manhã.

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Vc chegou em casa às 5h a.m. mas não foi culpa minha, né?

rssss

Vc não me odeia mesmo? Eu adouto vc! Irado seu relato... mas ainda tá devendo as fotos... tô achando que essas fotos estão comprometedoras...rs

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Blz Lico.

 

Relatos assim que são legais de ler. Bem detalhados.

 

Coloca as fotos aqui nos textos. ::otemo::::otemo::::otemo::::otemo::

Vc disse que algumas ficaram ruins, mas não é possivel que todas né?

 

 

Abcs

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Fala Lico. Estou lendo tudo de novo (a parte que vc já havia postado anteriormente)... é muita coisa !

 

É isso cara, valeu e boas mochiladas !

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Miiiiiii não foi por culpa sua não e você sabe que não te odilho não ::love:: ti gosto muito ::otemo::

 

João, lá tem muitas agências, tem que ir em uma por uma pesquisando, conversando, sentindo o clima. Eu fui com a Luna Tours (http://www.lunatourscusco.com) e paguei U$170 com saco de dormir incluído. As empresas contratam guias, então não adianta querer pagar mais caro para ter um serviço melhor porque na prática isso não vai acontecer.

 

Augusto e Trosko, valeu pela força. Eu estou terminando de separar as fotos, tirar aquelas desfocadas, tortas, sem noção ... e acho que essa semana já deixo tudo no jeito. Aqui em casa ninguém ainda viu as fotos. Na verdade nem eu vi tudo.

 

Intééé

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Boa Tarde Lico!!

 

Muito bom seu relato.

 

Em Janeiro eu e minha noiva e eu iremos fazer um trajeto parecido com o seu (Lima, Cusco, MP, Titicaca, La Paz, Salar e Sta Cruz em 18 dias), então ainda tenho algumas dúvidas e vc possa me ajudar.

 

- Iremos para Lima e de lá para Cuzco, não sei se vale a pena fazer como vc e descer o litoral ou ir direto de bus.O q acha?

 

- Será q o passeio de 1 dia do Salar vale a pena, achei o de 3 dias muito hard.

 

- Nós temos roupas normais de inverno, moramos no RS, será q preciso de roupas mais especiais? Já que não vamos para o deserto como vc foi.

 

- Também não tava afim de gastar com mochila, nós temos malas normais, com rodinhas, será q rola?

 

Desde já agradeço!!!

 

Rossano

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Fala Rossano.

 

- Iremos para Lima e de lá para Cuzco, não sei se vale a pena fazer como vc e descer o litoral ou ir direto de bus.O q acha?

Descendo pelo litoral você tem a opção de passar por Paracas (Islas Ballestas), Ica (Laguna Huacachina) e Nasca (Linhas de Nasca, Aquedutos, Cementério Chauchilla). Se você for diretamente de Lima à Cusco a melhor opção é ir de avião, pois pelas informações de outros mochileiros é muito ruim o caminho nesse percurso.

 

- Será q o passeio de 1 dia do Salar vale a pena, achei o de 3 dias muito hard.

Não acredito que valha a pena. Mesmo sendo hard, como você disse, é uma experiência única na vida e eu faria tudo novamente, mesmo passando mal do jeito que eu estava.

 

- Nós temos roupas normais de inverno, moramos no RS, será q preciso de roupas mais especiais? Já que não vamos para o deserto como vc foi.

Não sei até que ponto do relato você leu, mas aqui no interior de SP quase não temos inverno, então eu praticamente nem tenho roupa de frio e não levei nada técnico. Penso eu que as roupas que você usa aí no RS são suficientes sim. Dê uma lida no tópico sobre roupas de frio: roupas-para-inverno-bolivia-chile-e-peru-t29404-150.html (lê de trás para frente porque tem muitas páginas).

 

- Também não tava afim de gastar com mochila, nós temos malas normais, com rodinhas, será q rola?

Não gosto dessas malas, nunca tive e provavelmente nunca terei uma. Pelo menos não para viagens à lazer.

 

Intééé

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Oi Liiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiico,

 

Me amarrei com o seu relato. Dei boas gargalhadas. Engraçado como a gente vai lendo, e imaginando as situações. É como estivéssemos lá.... Por um triz não viajamos juntos, na verdade um Mês né? rsrsrs

 

Espero aparecer outras oportunidades, ai voce me dá aquelas dicas das Nao reservas!!! kkkk

 

Parabens!!!!

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fala licoooo !!!!!!

tá maneiro o seu relato, hein! tb tô fazendo o meu! ::mmm:

 

deixa eu te perguntar uma coisa, no primeiro dia q eu tava em cusco, tinha um monte de polícia na frente do mamma afrika e ele foi fechado... tiraram o letreiro e tudo... depois na noite q fomos pra mithology, um dos carinhas q ficam na rua disse q não tinha acontecido nada e q iria reabrir em outro lugar... bem, como vc foi lá, deve ter sido isso q aconteceu mesmo, pq qdo voltamos da bolívia continuava fechado e sem letreiro ali do lado do mc donalds...

 

ah, e parabéns! ::otemo::

vc conseguiu achar uma peruana bonitinha, cheirosinha e inteligente??? ::lol4::

viu como elas são??? a gente bem q tinha te avisado!!!

 

bjs!!

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Valeeeew pessoal.

 

Erika, da próxima eu te mostro como não reservar nada tá? heheheh

 

Isabelaaaaaa, tudo bem com você sumida? Eu não sei onde era o Mamma Africa antes porque eu não cheguei a ir, mas estava funcionando no segundo andar, porque no primeiro tinha um outro bar que não me lembro o nome. E não era do lado do Mc Donnalds não.

 

Sobre as peruanas, realmente é bem diferente do que estamos acostumados aqui no Brasil ehheheeh mas nem vou comentar sobre isso ::hahaha::

 

Vê se termina esse relato antes de 2010 tá? E foi uma pena a gente não ter dado um rolê todo mundo junto lá em Cusco hein? Fala sério!

 

Intééé

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hey!! sumida nada!! ::tchann::

 

pena mesmo... mas vc tb chegou qdo eu já tava quase saindo de lá... ::bad::

acabou q só saí uma vez mesmo, e foi louco o suficiente! ::essa::

e o mamma africa q eu falei, tb era no segundo andar, mas não era exatamente do lado do mc donalds, era do outro lado da rua, bem perto... mas deixa pra lá! rs...

 

e vc tb... nem pra aparecer na bolívia, hein!! ::bad::::bad::::bad::

 

bjs!!

antes de 2010, com certeza! tá combinado! ::lol4::

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    • Por paulorolan
      Gente antes de começar a ler o Post minhas resenhas, dicas, alegrias, melhores viagens e dicas, "Eu não terminei o Post"; Então não fiquem chateados, mas deixei várias, várias dicas do que fazer, e como fazer, dicas do que não fazer!!!! Valeu grande abraço e Viva as Férias, Viva Felicidade, Viva o Amor e Viva a Vida e Obrigado a Deus pela minha experiência!!!!
      Viagem Janeiro e Fevereiro 2017
      Olá amigos mochileiros, estarei escrevendo minhas opiniões, frustrações, dicas e maravilhosas férias que tive neste ano. Quero agradecer primeiramente a Deus por proporcionar estas férias, depois ao site e diversas dicas e sugestões proporcionando a nós mochileiros eternos a várias dicas e lugares desconhecidos para desbravar advindo de nossos sonhos.
      Quero agradecer também a duas pessoas incríveis (Naomi e Pedro Pedri) que prestaram seus dias e tempos preciosos em dividir suas experiências e vivências para nos proporcionar melhor conforto e segurança em lugares desconhecidos por mim, agora faço a minha parte dividindo sonhos e alegrias, pois férias não são só descanso e sim aventuras, descobrimentos, redescobrimentos, novos conhecimentos, algumas frustrações, mais muito mais, são as alegrias, paisagens, natureza, belíssimos lugares, lugares pintados por Deus, investidos de seu preciso tempo para nós reles mortais, desfrutar de seus desígnios.
      Neste post não colocarei fotos, pois nada melhor, imaginar um lugar dos seus sonhos e você ter impacto da realidade, nada é melhor você ver com seus próprios olhos a natureza e suas exuberâncias, colocarei aqui minhas observações, meus roteiros e minhas dicas.
      Podem ocorrer discordâncias de opiniões, mas o que seria do “Amarelo se não houvesse o Azul”, e é esta a beleza do ser humano suas discordâncias e seus acordos, suas idéias e opiniões, seus olhares clínicos para cada lugar visitado, este nosso Brasil como lindo é, como lindo está, tantos lugares a se conhecer, quantas portas e janelas e serem abertas ou reabertas, quantos horizontes a serem descobertos ou visitados, Viagem, Viagem sozinhos ou acompanhados, com amigos ou desconhecidos, Viagem livres como pássaros, leves como as matas e esperançosos como um olhar de sua filha, Viagem com o coração aberto, aberto a novas diferenças, a novos conquistas, a novos amigos, deixe o celular de lado e suas loucuras de apps, contas, jogos e distrações tente esquece-lo, compre uma câmera digital subaquática se possível, desliguem seus aplicativos e mídia social, invistam em boas conversas, em sua própria língua ou estrangeira, se comuniquem através de mímicas, arranhe seu inglês, francês qualquer outra língua, desenhe se for preciso, viva o momento como se fosse o único, e quando estiver em um lugar maravilhoso foque bem na paisagem, grave em sua memória na sessão “Paisagens Maravilhosas” “Awesome” lembre-se dos sonhos, momentos alegres e felizes enquanto você estava lá, abasteça seu coração e alma com as belezas presentes, purifique-se com o ar da mata, recarregue suas energias com a alvorada e pôr do sol, fale com o vento e consigo próprio, escute os anseios do corpo e purifique sua alma com presença de Deus, junte tudo para o seu retorno e rotina. Obrigado Deus por esta experiência e momentos que vivi.
      Bem meus roteiros para esta viagem Janeiro e Fevereiro 2017 foram Bertioga, Natal, Recife e Maceió, estarei dividindo em tópicos para aqueles que não querem ler o post todo, saliento que não gosto de falar de dinheiro ou custos, mesmo porque férias não é custo e sim Investimento.
      Sesc Bertioga – 25 Janeiro a 31 Janeiro 2017
      Bem Bertioga para mim foi uma grata surpresa e experiência, pois minhas férias começaria no Sesc Bertioga. Resolvemos conhecer por estar perto do litoral Norte e de tantas boas ressalvas positivas sobre, alguns sabem ou descobrirão que é extremamente difícil pernoitar em seu recinto, mas fomos agraciados pelo sorteio, lembrando que começamos e entramos no sorteio em Agosto/2016 (Site Sesc Bertioga) fomos sorteados em setembro/2016 para irmos em Janeiro de 2017, cinco meses antes da viagem planejada e lá descobri o porque!!!
      Pegamos a estrada no dia 25/01/2017 Feriado de São Paulo - Origem Osasco Destino Bertioga cerca de 2 horas de viagem, pela imigrantes sentido Cubatão, muito tranquila a viagem e bem sinalizada pedágio R$ 25,20 reais descida e subida cerca de R$ 10,00 reais, (este valor já não me recordo).
      Pois bem saímos daqui as 07:00 hrs e chegamos as 09:00 hrs, o primeiro check-in começava as 10:00 hrs, no site informava que começava as 12:00 hrs, mas resolvi arriscar e nos demos bem!!! Chegando seu check-in  consiste pegar primeiro as pulseiras dos hospedes, chave da casa, o cartão para suas despesas caso queira (recarregável) limite de R$ 50,00 reais diários e pagar o estacionamento R$ 13,00 reais para a estadia inteira. Nesta viagem resolvemos pegar a maior estadia que são 6 dias e meio, não existe mais, porém existe menos, logo colocarei os valores. Não é permitido você andar com o carro dentro do Sesc, seu percurso é restrito descarregar as malas em frente a casa e deixar o carro no estacionamento, você ganhará uma identificação para as suas saídas fora do Sesc. Fiquem de olhos nas atrações do Sesc pois elas costumam começar as 07:30 hrs e vão até as 23:00 hrs.
      Passeio:
      Bem ficamos na casa nº 8 muito aconchegante cabiam confortavelmente 12 pessoas em beliches de alvenaria, quartos espaçosos, ventilador, dois banheiros, cozinha confortável com frigobar, sem televisão (obrigado Sesc), sem telefone (obrigado Sesc). Nossa casa ficava bem próximo ao parque infantil aonde até os adultos podem desfruta-lo, lógico com limitações (não podem descer no Toboáqua ou escorregadores) mas pode desfrutar das fontes e canos d’águas muito gostosos por sinal, a piscina realmente é para crianças e somente crianças de até 12 anos podem desfruta-lo integralmente, a profundidade é cerca de 30 cm dá em nossa canela não oferece risco algum para os pequenos, mesmo porque ainda existe um guarda-vidas no local para mais segurança e conforto. Caminhando dentro do complexo, fomos conhecer o rendário longos cochilos após o almoço - Ahh o almoço o almoço e jantar– Nicho da Baleia, Salão de jogos, Caminho das pedras (relaxante) para mim não foi nada relaxante, mas fui fazer mesmo assim e voltaria a fazer. O Sesc possui uma mega estrutura para mim chega a ser comparado a um Resort, devido a sua estrutura, acomodações, espaço, lazer, comida e divertimento, não chega a ser um exagero não!!!!
      Alugamos bicicleta R$ 20,00 reais grande e R$ 8,00 reais duas pequenas por uma hora, mas existe a diária a R$ 25,00 reais comum e ainda pode sair do complexo. O salão de jogos é muito espaçoso e aconchegante, vocês pais e filhos que não conseguem ter interação com a prole, a proposta do Sesc é justamente esta, existe ping pong, dama, xadrez, centenas de jogos que podem jogar todos os membros da família, Caiaque para andar sobre o Rio, Xadrez Gigante (não brinquei, me arrependo), então aquele pimpolho que não larga o celular, só quer ficar nos apps e jogos eletrônicos, façam eles descobrirem os horizontes levantando um pouco suas cabeças, agora abaixadas e fixadas em seus celulares e jogos eletrônicos, forcem a barra um pouco se necessário, interagem com eles com Detetive, jogos de Macacos, Varetas, bolas de gude, jogos de cubos de madeiras,  rio para pesca (isca de graça), brinquem redescubram os sorrisos em seus rostos e o brilho em seus olhares, o Sesc proporciona isto em suas centenas de diversões, as atrações são para o dia inteirinho, sem descanso.
      Café da manhã, Almoço e Jantar, dependendo da sua estadia você terá um horário fixo devido a cor da sua pulseira, mais ainda é flexível pois existem “horários livres”, fiquem atentos.
      Dica: Levantem bem cedo tomem um café da manhã reforçado, e como já diziam, tomem um café como um Rei, almoce como um príncipe e jantem como um plebeu, mas não foi o meu caso, lá eu virei boi de engorda. Em todos os Sesc’s que já frequentei este é o melhor em termos de comida, por enquanto e até agora, o café da manhã é divino, ovos mexidos maravilhosos, frios muito frescos, pãezinhos, iogurte, mel, frutas, sucos, cereal, só para ter uma noção eu comia tudo isto somado a três pães com frios e etc rs rs rs. O almoço também com 2 tipos de carnes diferentes, frango, peixes, massas, saladas, arroz, feijão, sopas, caldos tudo muito bem preparado com muita higiene e limpeza, muito saborosos o jantar a mesma coisa. Existe a condição de você levar o refrigerante ou comprar lá, o refrigerante e suco cerca de R$ 3,00 reais.
      A piscina dos adultos na imagem parece imensa, mas fica apenas na imagem, é muito gostosa quando não cheia de gente, existem diversas atrações, hidroginástica em horários distintos, mais uma piscina para os pequeninos cerca de 30 cm profundidade, na piscina adulto que felicidade, podemos saltar e mergulhar da borda, em outros Sesc’s é proibido, existe um bar próximo a piscina onde porção camarão R$ 20,00 reais, batata cerca de R$ 10,00 reais, achei a música, muita alto para a piscina, minha namorada não então vai de cada um. No geral muito gostoso e agradável mesmo porque você tem logo ali o acesso a praia, “enjoou da piscina vá para a praia”, “enjoou da praia vá para a piscina”, vida chata hein rs rs rs. O acesso a todas as dependências do Sesc são através da identificação da pulseira, inclusive acesso a praia através do Sesc, houve até aula de surf para as crianças tinha até para adulto, mas deste eu não participei. A tarde noite mais atrações e diversões mesmo porque a piscina encerra as 18:30 hrs, participamos de um grupo de circo muito legal e divertido chamado “Corsários Inversos” uma atração a parte, ótima interação e diversão para todas idades, fiquei muito feliz, eles me chamarem para fazer parte de 30 min do espetáculo amei em tê-los conhecidos e indico aonde estiver se apresentando, muita diversão mesmo.
      O famoso mirante onde li alguns relatos que estava fechado e realmente está, o que é uma pena, pois a visão de lá é espetacular, segundo vídeos internet, pelas minhas contas já está fechado a cerca de 5 meses, gostaria de saber quando vão abri-lo novamente, quero muito conhece-lo.
      Passeio:
      Nesta semana estava, em meu roteiro, conhecermos a praia de “Itaguaré”, “Barra do Uma” e “Boiçucanga”, como estávamos bem próximos e não conhecíamos nenhuma destas, resolvi incluir e sair um pouco do roteiro do Sesc, outra feliz escolha.
      Boiçucanga (feliz escolha) 60 Km, cerca de 01:30 hrs a partir do Sesc, é muito bonito areia amarela e mar de ondas fortes (não aconselho para crianças) no meio da praia como em qualquer praia litoral norte e tranquila na parte perto das pedras (aconselho para as crianças), tomamos uma deliciosa caipirinha de Maracujá, bem próximo a entrada que escolhemos, tomamos muita água refrigerante para as crianças, voltaria com certeza!!!! Logo depois de 4 horas fomos para Barra do Una (outra feliz escolha) 21 km cerca de 30 min a partir Boiçucanga, encontro do mar com rio, muito bonito e gostoso, lá descobrimos um redutos de umas pessoas que não gostam de desfrutar dos prazeres da vida, muitas lanchas, barcos, jets, carros conversíveis, etc rs rs, mas o que eu queria mesmo era pegar ondas de body board, minha meta era pegas umas 20 ondas, peguei mais de 100, eu e o Kaique (12 anos), filho da minha namorada nos divertimos muito, ondas fortes mas não perigosas perfeita para o que queríamos. Tomamos outra caipirinha de maracujá, muito doce e não gostamos, as crianças brincaram até da caiaque na parte do rio, tudo com muita segurança e tranquilidade R$ 50,00 reais 01:00 hrs.
      Dica: Acho muito importante encontrar praias com rios próximos para podemos tirar o Sal do corpo, principalmente das crianças que possui pele muita sensível a altas temperaturas que estávamos sujeitos ali, ficamos por lá umas 04:00 hrs também, chegamos ao Sesc umas 20:30 hrs esbodegados mais felizes dos nosso passeios, voltaria com certeza!!!!.
      No dia seguinte não tínhamos que acordar tão cedo para conhecer;
      Frustração: Itaguaré (infeliz escolha) 16Km a partir Sesc 25 min, as vezes desejamos coisas que não conhecemos mas termos que conhecer e presenciar, para não retornarmos ou aconselhar nossos amigos, minha opinião!!!!  Pois bem, toda a alegria e satisfação do dia anterior foi trocado por frustração e brigas deste dia, saímos já tomados café da manhã, com o Sol já a pino e chegamos até a praia, a entrada é muito bonita no meio da mata, porém descobrimos que a praia é de surfistas, onda muito fortes e mar nervoso, não possui nenhuma infra, descuido nosso não levar guarda sol ou nos resguardar pelos improvisos, logo na entrada minha namorada pisa na “merda”, as crianças odiaram a praia, consequentemente tiram meu sossego e Vibe. Apesar de não ser a praia que queria conhecer aquela da foto, próximo ao rio etc, descobrimos 01:00 hrs depois que teríamos que andar mais 4 km a diante, a praia da foto fica na entrada do Rio Itaguaré, logo na entrada recebemos informações de como funciona e cuidados na reserva ecológica, havia um pessoal armado da guarda florestal, salva vidas falando que já houveram pessoas que se afogaram, ou seja um tormento de dia. Pois bem, ficamos lá umas 04:00 hrs com o mar revolto (impróprio para crianças) água do rio parecendo fervida para o chá da tarde, pessoas gritando, fazendo churrasco de domingo, as crianças de mal humor e irritadas e o meu sossego indo cada vez embora. Ou seja não foi legal ou proveitoso o dia, e também não volto mais lá, sem falar que rolou um tremendo stress entre todos (eu e minha namorada) (entre as crianças) em nossa chegada tanto é que nem fui jantar com eles neste dia. No dia seguinte, cabeça mais tranquila, estabilidade emocional recuperada houve uma bela “Conversa”, mas tínhamos mais 2 dias e meio de divertimento então brigas e discussões no passado, bora seguir em frente.
      Retornamos a nossa rotina de interação com as crianças, de jogos, risadas, brincadeiras e “Boi de engorda”, depois fui parar na balança mais 4 Kg a serem gastos durante minha viagem ao Nordeste que contarei logo a seguir.
       
      Minhas considerações finais:
      Retornamos para São Paulo dia 31/01/2017 as 12:00 hrs, voltaria com certeza para o Sesc Bertioga, em vista do que me proporcionou as alegrias e aprendizados e aconselho a todos irem, tomara que não na mesma época, pois a concorrência vai ser maior rs rs.
      Excelente comida, estadia, acomodações, diversões e tranquilidade .
      Valor gasto, para 2 adultos e 4 crianças (3, 8, 10 e 12) Frustração: minha filha de 3 anos não foi, porém não paga também, café da manhã, almoço e jantar.
      R$ 2.210,00 reais para 6 dias e meio;
      R$ 1.000,00 reais Namorada (pedágio, combustível, gasto Sesc, visitação as praias, bebidas diversas e outros);
      R$ 500,00 reais Eu (pedágio, combustível, gasto Sesc, visitação as praias, bebidas diversas e outros);
      Total Sesc Bertioga R$ 3.710,00 reais
      Nota: 9.5
       
      Natal – 02 Fevereiro a 06 Fevereiro 2017
      Bem de volta a São Paulo, parada estratégica de 1 dia e meio, lavar as roupas, encher a mala de mais bermudas e cuecas e vamos que vamos, depois de um ano e meio trabalhando, ouvindo chefe na orelha, problemas e problemas sérios, quero voltar renovado, pilha recarregada, renovar corpo e alma. Certooo vou voar de avião, adoro, todo o trajeto São Paulo X Natal X Recife X Maceio X São Paulo (planejei 6 meses para todo o translado de avião) ahh eu merecia, trabalho para que? Não é mesmo.....
       Minha namorada morre de medo, vou contar mais adiante, pensa numa pessoa “Cagona” mandei ela para Recife sozinha de avião, com conexão ainda..., nunca tinha voado kkkkkkkkkkkk.....depois eu conto mais!!!!
      Natal é a segunda vez que visito, a cidade está em meu coração, quero torna-la minha segunda casa um dia, pretendo um dia morar lá, gosto muito da Infraestrutura, Comodidade, Lazer, Diversão, Entretenimento, Praias paradisíacas, estratégico ao meu ver, para o Nordeste  etc etc etc, sou apaixonado por Natal, abaixo segue meu roteiro e vou falar em cima dele.
      Gosto muito de experimentar coisas novas, comidas, passeios e hospedagens e neste não foi diferente, da última vez que fui a Natal “2015”, fiquei hospedado em um Hostel chamado “Fun Hostel” era de um publicitário do Rio de Janeiro o Fabio, gente boa por sinal, ele tem outro em Buzios do irmão ou parente, o de Natal muito bem localizado, muito bem cuidado, extremamente limpo, moveis, mobília novas adorei ficar lá, mas resolvi me hospedar em outro, mesmo porque foi orientação do próprio Fabio e busquei informações aqui no site. Enfim encontrei e fui orientado a ficar no
      Frustração: “Albergue da Costa”, uma das piores escolhas que fiz na minha vida, você leu certo, piores escolhas que fiz na minha vida.
      Ressalvas:
      Historicamente existe uma rixa ou uma “P....a” que eu não sei quem inventou isto ou quando surgiu, o infeliz que plantou a sementinha da discórdia entre Paulistas X Cariocas, gente estou de férias, quero ficar zem, buscar paz, sossego e tranquilidade, quero fazer novas amizades, conhecer novos lugares, passar boas dicas, nadar com peixinhos, ficar horas e horas no mar contemplando a natureza etc etc, mas infelizmente presenciei o fato!!! Quando cheguei em Natal desembarquei com o calor maravilhoso, clima agradável, tudo que eu queria...
      Dica: Transfer Aeroporto a Ponta Negra “Natal Transfer” R$ 35,00 reais, vale muito a pena, já havia solicitado no próprio hostel, me levaram certinho show.
      Quando cheguei no hostel já vi a sua cara e cuidados, nada a ver com “Fun Hostel”, sou adepto a albergue, quando  me hospedo, estou em busca de uma boa cama, chuveiro e um bom café da manhã, depois fazer amizades, conversas, o dia rende para mim, 06:00 hrs já estou levantando.
      Pois bem, fui recepcionado por duas atendentes extremamente mal educadas, bocudas Luciana “A Carioca”, Evellyne “A internauta” e Marcelo ou Henrique “O Atleta”, este último não sei o nome direito dele, enfim o dono do Hostel; continuando, para começar toda aquela fotos dos quartos, área de lazer, bar, piscina, história do albergue passou por várias reformas, sonhos e trabalhos na Argentina para construir um sonho tudo blá blá blá, blá blá blá, blá blá blá acredito muito na premissa Esforço X Trabalho X Realização, mas não se aplica a eles, para começar as atendentes; primeiros contatos:
      - Fala bicho blz? Quem é você?
      - Sou o Paulo tenho uma reserva aqui....
      - Vai falando mais que a minha memória está sequelada....
      (se vocês adivinharem quem me recebeu assim, pago uma gelada para cada um que me cobrar.... escrevendo agora rs rs rs estou rachando de dar risadas, mas foi exatamente assim o primeiro contato... Eu sou bicho? Me pareço com um? minha mãe será que é uma ursa e não estou sabendo, ahhh meu Deus crise de identidade! Memória sequelada, isto quer dizer esquecimento????
      Normal levei na esportiva, mesmo porque estou de férias tranquilo, novos contatos, terras distantes, saber lidar com as diferenças etc etc.
      - Ahhh então é você que é o cara teimoso, que quer, porque quer ficar no quarto misto.... (A internauta)
      - Eu tinha reservado este, mas o quarto está com algum problema?
      - Sei lá, quem vai dormir lá é você!!!
      Nesta hora já havia subido, a paciência um pouco esgotada, fui parar em um quarto lotado, camas horríveis, banheiro minúsculo, beliche mole parecida saída de um tufão, moveis antigos, largados e sujos, piscina água verde, mata sem cortar e aparar, a campainha é igual a usada em fazenda, para chamar o gado, e a localização do Albergue horrível, detestei, depois de outras conversas elas próprias me disseram, que o Hostel iria fechar, porque o dono queria ter estilo de vida das “Kardashian” rs, será que tem motivo??? Mais tarde fui pedir outra ajuda:
      - Meninas depois preciso de uma ajuda.... (Paulo)
      - Vai falando, vai falando, vai falando.... (a Carioca)
      - Vocês podem me ajudar com a tábua da maré e ver os passeios que dependem dela? (Paulo)
      - Vê você, usa o seu celular... (a Carioca)
      - Tem algum micro ou internet que posso ver? (Paulo)
      - Só existe um e está quebrado (A internauta)
      Penso eu: Meu Deus aonde eu vim parar, sai logo daqui, vai procurar seus passeios, ver o mar azul turquesa, com mistura de verde, vá respirar ar puro, ver o morro do Careca, passear na areia, foi o que fiz.
      Dica: Programe seus passeios as piscinas naturais Maracajaú e Perobas, de acordo com a Tábua da Maré, depois te explico melhor como funciona, todos os passeios, as piscinas naturais, dependem dela, eu já sabia disto e fui atrás para me programar.
      1 Dia – Maracajaú + Punaú (Preferência ficar somente nestes locais)
       
      03/02/2017 – Perobas (Passeio lancha para Parrachos)
       
      Maracajaú (perfeito o lugar, maravilhoso o passeio, “Awesome”), mas infelizmente o mar só estava bom um único dia, na semana da minha estadia, então resolvi Perobas ***(antes de continuar lendo, vá até os asteriscos logo abaixo, leia minhas resenhas e depois retorne aqui...)
      R$ 120,00 reais, mais R$ 30,00 reais do almoço lá, nunca tinha feito, comprei o passeio através da “Buggy Brazil”, não conhecia, procure as agentes Patricia ou Paula (ela é meio doidinha mas gente boa), deixo o contato e telefone depois, existe também o “Mar Azul” guia e agente “Caio” um paulista da Zona Leste gente fina de mais, depois deixo o contato, aprendi muito com ele, existe a “Lizzandra” agente “Laura” uma Argentina que não trabalha mais lá mas deixo o contato também, agora em seu lugar está um agente Uruguaio, esqueci o seu nome, muito gente boa e feliz da vida, me ajudou muito em momento de desespero, depois eu conto!!! Comprei também o passeio pela Buggy do quadricículo para lagoa Carcará.
      Ressalvas:
      *** No dia marcado ao passeio, acordo 06:00 hrs da manhã, café da manhã está longe de ser servido, começa as 07:30 hrs, me arrumo, passo protetor, pego meu Kit mergulho bugigangas e celular perto para caso aconteça alguma coisa, pois aconteceu.....
      (cont ***) Ai ai, não sei por onde começar tantas coisas ocorreram neste viagem, que vou voltar a viajar de novo, de novo e de novo. Fui orientado pela agente Paula para eu estar as 06:30 hrs em frente ao hostel porque ninguém conhecia-o, segunda ela, com celular perto, deu 06:40 hrs, 06:50 hrs, 07:00 hrs, 07:30 hrs e nada da Van, meu Deus esqueceram eu aqui, tentei ligar na agência e telefone não existe, comecei muito bem aqui em Natal hein, minhas férias estão indo por água a baixo, está sendo destruída, Paulo não desista, enfrente a parada, você não voou mais de 2.240 km para isto, e aí que aparece o Atleta.
      (cont ***) Olho para o lado e vejo um cara de sunga vermelha se exercendo logo nas primeiras horas do dia, penso que é um hospede, dou bom dia me responde bom dia e tudo certo, lembre-se eu esperando a van e já desesperado! Ele termina seus exercícios e me pergunta?
      - Vai para passeio? (O atleta)
      - Vou sim, vou para Perobas, mas a Van ainda não passou, acho que me esqueceram aqui. (Paulo)
      - Que horas são? (O atleta)
      - 07:40 hrs... (Paulo)
      - Perobas a Van passa 07:15 hrs no máximo (O atleta)
      - Aonde você contratou o passeio? (O atleta)
      - Na Buggy Brazil... (Paulo)
      - Não trabalhamos com eles... (O atleta)
      (cont ***) Neste momento tinha descoberto o dono do Hostel ele foi muito solicito comigo nos primeiros instantes, até a página 2, ele tentou ligar para a Buggy tb não conseguiu, tentou me vender um outro passeio para Maracajaú, que eu sabia que a maré estava horrível aquele dia, e ainda fez um comentário desnecessário com a agente de turismo, deixa para lá... Nesta hora entrei em desespero total, buggy total no sistema, colapso financeiro, queda mundial da bolsa. Peguei minhas coisas e fui correndo mais de 30 min pela orla para chegar a agência, errei o local fiquei rodando como um peru para achar, quando eu encontro, bem na frente existem outros turistas que a agência havia esquecido, pronto!!!! Mundo abaixo, terremoto, maremoto, tsunami e tempestade em um único lugar. Olho para o lado a Paula (Doidinha) tentando ligar para Deus e o mundo, detalhe 08:15 hrs da manhã. Enfim depois de toda esta catástrofe no primeiro dia em Natal, cidade comedor de camarão, sou potiguar de coração, a Van me aparece, pega os turistas perdidos e encontro o motorista da Van (Esqueci o nome), parece Senhor dos Aneis II aonde a sociedade do Anel Frodo e Aragorn estão encurralados no castelo e quando derrepente soa a trombeta do exercito Elfos Armados e blindados para salva-los, ufa foi exatamente assim que me senti. Mais um adendo, o motorista havia me falado que havia passado 5 min depois da minha saída e detalhe eu vi ele passando ao meu lado, mas como não tinha emblema da buggy não reconheci, e ainda o atleta tinha informado que eu tinha desistido do passeio, tentou vender outro para mim e informado ao motorista que tinha saída a mais de 30 min daquele instante.
      Passeio:
      Maravilhoso o passeio amei muito, primeiramente fui para Punaú, este passeio antes era feito junto com Maracajaú, agora eles desmembraram, Punaú é uma fazenda que este sim, está eternamente em reforma maravilhoso o lugar, excelente para estar com crianças e tudo mais, água rio altura da canela, mar incrível foi meu batismo em Natal, existe uma tirolesa no local R$ 5,00 reais por descida (legal), o almoço não sei mas creio ser bem salgado pois uma água      R$ 5,00 reais, mas levarei e levo minha filha de 3 anos com certeza lá, mas vou alugar um carro da próxima vez - falando em alugar carro depois conta mais!!!! - Depois de cerca de 02:30 hrs em Punaú fomos para a tão sonhada Perobas, uma lancha pequena para um grupo de 6 a 8 pessoas, já foi emoção do inicio, lanchinha enfrentado as ondas que mais parecem de pedra
      Dica: não aconselho este passei “Perobas + lancha” para as piscinas naturais com crianças!!! Talvez de catamarã, talvez para não ainda!!!! Mas finalmente, estava em Natal e suas belezas naturais, nadando com os peixinhos coloridos, no meio do oceano, tirando e filmando fotos submersas, minha câmera digital é subaquática uma das melhores aquisições que fiz na vida, junto com o meu Kit mergulho (Extremamente essencial estes dois itens), estava tudo lindo maravilho, diversão total, quando derrepente no retorno a costa me aconteçe a “M...a” anunciada.
      Ressalvas:
      Quando você planeja umas férias destas, pelo menos para mim, tento me blindar de todos os problemas possíveis e inimagináveis, a final de contas eu trabalho com TI, meu chefe me exige isto, minha rotina me exige isto, meu trabalho exige isto, mas como dizem “M...as” acontecem, problemas aparecem e soluções são necessárias... como se não tivesse passado por problemas dias antes, por enquanto e até agora. Mas vamos a frente e enfrente, aqui em São Paulo eu tinha percebido que minha câmera estava meio embaçada quando tirava fotos subaquáticas mas eu nem liguei muito, mas me resguardando fui atrás de assistência tentei trocar o Kit de vedação, sabia que iria utiliza-la e muito aqui, só que o técnico da autorizada me cobrou R$ 400,00 reais na época para trocar, fui na Santa Efigênia, ninguém fazia o serviço, na Itália ela me custou R$ 600,00 reais, meu irmão que trouxe-a, já tinha 5 anos de uso comigo e ainda aguentando, acreditei que ela ainda aguentava, pois bem, não aguentou!!!! Detalhe segundo dia dos 22 total no Nordeste das férias, piscinas naturais, mergulhos, paisagens etc etc etc. E agora aonde eu vou arrumar está câmera aqui, se nem em Sampa consegui, nesta hora não conseguia pensar em mais nada, nenhuma alternativa a não ser arruma-la, imagina quanto custaria ela aqui mais de R$ 1.000,00 reais e agora e agora??? Eu não tenho esse dinheiro!!!! Levei mais de 12 sabonetes, 2 tubos de pasta dental, 2 tipos de protetor solar (pois sou alérgico), 2 pares de chinelos, bermudas diversas, cuecas diversas, dinheiro a mais para emergências para os passeios, mas nunca pensei em levar, 2 máquinas digitais, e ainda meu celular é só aquele que faz e recebe ligação. Estava muito receoso em comprar um novo celular (outra história mais adiante), minha namorada disse que vivo na era das cavernas pois nem Whatsup tenho, agora eu pergunto, trabalho com tecnologia o dia inteiro, trabalho em um ambiente aonde se eu colocar todos os servidores que tomamos conta, enche um apartamento de 100 metros quadrados e ainda falta, você acha que quero isto para mim, eu não, mesmo porque, proposta de férias é desligar total, derrubar os disjuntores, investir em conversas, deixar os celulares Mega Blaster Poderosos, com processadores e aplicativos capaz de controlar a sua própria casa a km de distâncias, alguns deles controlam até a vida dos próprios donos!!! Sai fora, deixe-o de lado, quero contemplar o corpo, alimentar o espírito e alma de coisas boas. Você acha que um advogado quer saber de quantos processos e audiências com o juiz ele vai enfrentar nas férias???? Você acha que um médico quer saber de quantos pacientes ele terá que operar nas férias??? Você acha que engenheiro quer saber dos cálculos que tem que fazer nas férias???? Lógico que não...então cada um...cada um.....!!!!
      Volto a Buggy Brazil para suspender meu passeio de quadricículo que seria no dia seguinte para eu ir atrás da câmera, até que encontrei o abençoado Uruguaio feliz da vida que me deu uma enorme dica, no momento de desespero. Fale com aquele cara ali que ele pode te ajudar, depois coloco o nome, pediu para eu procurar uma loja chamada “Samurai Assistência Técnica” especializada em consertos de máquinas digitais, detalhe era sábado, acordei bem cedo peguei o ônibus para o Centro de Natal, esta loja fica em frente ao Shopping Cidade Jardim, eles até arrumariam R$ 175,00 reais com muito esforço e dedicação porém destroem a capacidade de fotos aquáticas, então parti para comprar um kit de proteção para câmera, não encontrei em parte alguma, quando derrepente encontrei a salvação da minha vida
      Frustração: Alecrim presentes, aonde o vendedor me ofereceu aos 47 min do segundo tempo uma parecida com a Go Pro, (câmera Sports HD) resolução boa, gravação subaquática por R$ 400,00 reais. Pensei pronto estou de volta a vida com minhas fotos e filmagens. Comprei cartão de crédito parcelado em várias vezes, todo feliz e deixei a outra lá na assistência. Chegando em casa comecei a testa-la e fazer filmagens e logo percebi alguma coisa errada, resolução das fotos e filmagem, lembrando estava véspera do passeio quadricículo, um dia inteiro perdido em Natal a procura da câmera, vou testa-la amanhã!!!
      Batata fotos com baixíssima qualidade e filmagem horrível. Voltei a loja na segunda feira, pois domingo não abria, consegui troca-la por outra, detalhe parecida e agora estava pouco feliz, pois perdi um dia de filmagem e fotos, mas pensei o que é um dia em vista dos cerca 19 que tenho adiante, pois é, só pensei, Lembrem-se nada que está ruim não possa piorar!!!! A câmera também está com defeito só que estou agora véspera de embarcar para Recife e sem ânimo para ir atrás de novo!!!! (Até hoje 02/03/2017 não resolvi o problema), ou seja preciso comprar outra para as próximas férias.
      04/02/2017 – Depois de passar todo o perrengue, beirando as 14:00 hrs fui para o meu lugar preferido de Natal, um cantinho muito especial para mim, tomar um banho de mar, relaxar, reenergizar-se e pronto, mas este, não dividirei com vocês.
      Passeio:
      05/02/2017 – Lagoas Arituba, Carcará, Alcaçuz, Juventude (passeio quadricículo 4x4)
       
      Com a câmera com defeito mesmo, fui ao passeio, desta vez ocorreu tudo bem, a Van me pegou no horário no hostel e chegamos no horário estipulado, passeio R$ 220,00 reais, fora o almoço cerca de R$ 30,00 reais. Eu queria conhecer as lagoas de um modo diferente, então resolvi comprar este, queria conhecer Arituba, Carcara, Alcaçuz e Juventude, já a emoção tomou conta no início do passeio, porque é muito, muito louco pilotar o quadricículo, fizemos um teste rápido na mini pista deles, aquele troço é forte de mais, fiquei com vontade de comprar um para mim, nunca tinha andado de moto e além do que pilotar nas dunas, falésias e o bicho é 4x4 show!!! O passeio consiste em passear no meio da floresta, subir e descer uns declives a aclives e passear nas dunas. A agência fica na praia Pirangi do Norte, Panamirim, bem próximo ao maior Cajueiro do mundo.
       
      Dica: você pode até ir de ônibus a Pirangi e contratar o passeio lá, a agência “Terra Molhada”, pode ser a mesmo coisa, talvez mais barato, aí já não sei.
       
      As paradas são nas lagoas Amarela está seca seca, lagoa Alcaçuz (mais ou menos, esperava mais) e a tão famosa Carcará pelas fotos lindo lugar só na foto, tempo média de parada para conhecer e banhos 40 min, Carcará neste dia como era final de semana tinha um evento lá da Bandeirantes, SBT e Record imagina o furdunço que estava aquele lugar, mas fui muito bom conhecer e tirar fotos, virei até celebridade pois os moradores queriam tirar fotos em cima do meu quadricículo, foi legal!!!
       
      Dica: Não vá a estes passeios das lagoas de final de semana, já tinha lido a respeito, mas fui do mesmo jeito, não voltaria “De final de semana”; Carcará existe um passeio de pedalinhos para mim dispensável, na lagoa, se não tivesse tanta gente seria mais legal, mesmo porque descobri que dá para ir de carro lá, mas não voltaria sozinho de carro não, não tem nada para fazer lá, a não ser encher a cara (mas não era o meu foco) e nadar na lagoa. Mas o passeio foi salvo e foi muito legal andar de quadricículo do que propriamente conhecer as lagoas, voltaria a fazer, pelo quadricículo. Os guias até me filmaram a toda velocidade pilotando-o, muito show amei!!!!
       
      Frustração: Soube pelas pesquisas e conversas que tive lá, a Lagoa Arituba fede a urina (mais de 4 pessoas, inclusive morador me confirmou isto), era bonito no passado e agora de longe e só para tirar fotos então atentem-se. Lagoa da Juventude secou, morreu. Em Natal eles estão com problemas muito sérios de falta de chuva o que temos aqui em abundância eles perecem com o recurso, tanto é que no passeio da lagoa de Jacumã, eles a represaram para também não morrer. Outro passeio que tinha feito no passado foi a lagoa da Coca Cola, também morreu, secou! Triste estas informações mais atuais e reais.
       
      Passeio:
      06/02/2017 – Lagoas Jacumã Aerobunda, Tirolesa e Kamikaze, Pitangui) (Possibilidade Aluguel Carro, atravessa a balsa).
       
      Bugueiros recomendados - Marcilio (84) 99960-8334/99927-1103, Moal (Informações Albergue da Costa)
       
      Preferir passeio de buggy o dia inteiro
       
      Desta vez decidi voltar a Natal, pois da última fiquei 19 dias, praticamente todos os dias um passeio diferente e não conheci todo Natal, este retorno o foco e objetivo era “Lagoa de Jacumã”. Muito eu li e busquei informações sobre o tão falado “Moal” ou “Marcílio”, o quanto eu li a respeito destes caras deveriam ser os príncipes de Natal, gente boa, bons passeios, ótimas aventuras, etc etc etc. Lenda, Lenda, tudo lenda, sabe aquela coisa não acredite em tudo que lê, passei na pele o sufoco. Meus cinco dias em Natal, todos, afirmo todos os dias tentei contatar o Príncipe Moal para o passeio em Jacumã, pedi ajuda até para Carioca e a Internauta, para o passeio na Lagoa Jacumã; não consegue ir sem Buggy, todas as agências, não quiseram me incluir para fechar um grupo, repito 5 dias praticamente tentando fechar o passeio, não me aceitaram pois eu estava sozinho e quem tinha não queria um forasteiro!!! Pensei o príncipe Moal vai me salvar, a Carioca até conseguir falar com Príncipe Moal e Príncipe Marcílio, mas ambos informaram, “Não faço este passeio exclusivo”, “Não tenho como encaixa-lo em nenhum de meus passeios”, “Só faço se ele pagar o buggy inteiro R$ 400,00 reais e ainda talvez”, pois este não é o meu foco..... Imagina um cara frustrado, agora some uma 10 caras frustrados, agora multiplique por 100, este era eu!!!!! Meu retorno a Natal foi quase que exclusiva motivo Jacumã, queria descer no Kamikaze, na tirolesa, adoro sports radicais, pois bem, mais um problema para coleção.
       
      Quer saber a frente e enfrente, vou neste lugar mesmo que seja voando!!! Mal sabia da minha peregrinação... este era minha única alternativa no momento, uma das loucuras da viagem. Começando peguei um ônibus até o Shopping Cidade Jardim 30 min, depois peguei o Nº 77 até (esqueci a cidade) 01:30 hrs e depois peguei um táxi comunitário até a Lagoa 40 min, total de trajeto cerca de 02:30 hrs. É muito longe de condução, fora que neste vilarejo o descaso do governo é tão grande, tão grande que - Se uma mãe estiver com filho doente as 19:30 hrs da noite, esquece que nem taxi vai te pegar, além do mais hospital que não existe, uma vergonha este descaso. Pois bem, cheguei a Lagoa todo preocupado, aonde eu estava, que lugar é este, totalmente desnorteado, imagina aqueles taxis que carrega cachorro, periquito, galinhos e nós... Na lagoa tinha uma casa/restaurante que serve comida para os turistas (XXXX) eu desnorteado com as minhas coisas, fui atrás de informação, cada descida kamikaze R$ 13,00 reais, descida tirolesa    R$ 13,00 reais, comprei 2 Kamikaze e 1 tirolesa, melhor coisa que fiz!!!! O lugar é fantástico, primeiro fui tomar um banho de lagoa para relaxar e me reequilibrar, depois fui tirar uma fotos do lugar com quem? Minha super câmera Sports HD “F.....a” quebrada!!! Voltei e dei mais um mergulho, que delícia de lagoa, até então não tinha tantos Buggys das agências, quando resolvi... vai ser agora, vou descer de tirolesa primeiro, que sensação, show, já tinha valido por 01:00 hrs de viagem, agora vou dar outro mergulho na lagoa, porque aquele escorregador é insano, antigamente as pessoas desciam de costas e blz, agora eles descem de cabeça ... em cima de uma prancha a cerca de 60Km por hora, a uns 40 mtrs de altura, eu também tinha que descer. Depois de 15 min tomando coragem, pedi para um cara lá embaixo, me filmar. Pegando aquele carrinho, movido a motor de fusca que te puxa a uma velocidade – O Carrinho descarrila comigo em cima – Puts cagou....quase me machuquei não é um bom presságio.... vou me arrebentar todo, vou quebrar o pescoço...como o águia da PM vai me resgatar aqui....Minha filha vai ficar sem Pai....um monte de “M....a” passou pela minha cabeça.....respira...respira a frente e em frente. Lá de cima acreditem não são só seus pensamentos que travam, quando você coloca a prancha embaixo de você e começam a jogar água na lona....O instrutor segura a prancha firme, levanta a sua cabeça e a ponta dela e vaiii..... Ai meu Deus... Ai meu Deus.... Nãooooooooooo........ Nãooooooooooo..... e despenco a 60 km por hora.... – Nossaaaaaaaaaaaaaaa, que delícia, dá uma impressão que você vai ser arremessado para fora da lona e decolar da lagoa - Pronto viagem perfeita, valeu todo o sacrifício, muito show... finalmente fiz o que vim fazer, deslizei uns 20 mtrs na lagoa, “Awesome”!!!! “Awesome”!!!! Vamos a segunda vez??? Calma respira, analisa, dá um mergulho antes, relaxa!!!!! Tinha até umas crianças descendo quase de pé com a prancha.
       
      Dica: Quando você for, segure bem firme a prancha em sua cabeceira, junto os cotovelos bem próximos ao peito e unidos erga a cabeceira dela e permaneça até você parar na lagoa, existem uns barquinhos de apoio próximo, muitos perdiam o controle e imaginam, “Vídeo Cassetada”. Umas duas vezes que descer, já pega o jeito, e fiquem tranquilo, não possui “Perigo”, lógico por sua conta e risco!
       
      Minha permanência na lagoa girou em torno de 3 horas, o que eu via de Buggys chegando e partindo com 40 min de permanência, é muito pouco tempo, fora as filas imensas para descer na Tirolesa e Kamikaze. Meu medo maior foi estar no meio do nada e ficar sem apoio para voltar, coisa da minha cabeça, dava para eu permanecer mais umas 02:00 hrs que o taxi comunitário iria me buscar, margem de segurança é até as 17:00 hrs, depois disso eu não aconselho. Como eu havia pegado o telefone do ponto de táxi mais próximo de Jacumã, foi tudo tranquilo!!! Mas eu voltaria de carro.
       
      07/02/2017 – Neste dia, acordei cedo tomei café da manhã, fui fazer minha respeitável despida de Natal, agradece-la novamente pela minha estadia e principalmente de continuar linda do jeito que está.
      Minhas considerações finais:
      * Não volto mais ao Albergue da Costa e não indico, mesmo por que é bem capaz que não existe mais, as meninas me falaram que provavelmente vão fechar, e com certeza existe motivos para tal.
      * Restaurantes para comer os tão famosos (Tábua de Carne, Camarões, Barraca do Caranguejo e Coral), não fui em nenhum deles, pois não me importo em comer em lugares “sofisticados”, comendo o básico e ficar bem alimentado Show, almocei/jantei a maioria dos dias no Praia Shopping Girafas pois ficava bem próximo ao Hostel, preferi investir em excelentes passeios, em excelentes paisagens, é nisto que invisto minhas viagens.
      * Na época Natal, estourou o problema no Presídio Alcaçuz, não me senti em nenhum momento constrangido ou cerceado pelas minhas caminhadas, existia um Jipe dos Fuzileiros Navais e policiais fazendo patrulha, andava com $$$ no bolso e tranquilo.
      * Fiquei extremamente decepcionado com os príncipes Moal e Marcílio o que se tornou para mim Lenda Urbana.
      * Para compras o Vilarte Ponta Negra, muitas variedades e principalmente preço mais em conta do que os famosos Centro de Artesanato e Feirinha do Artesanato, inclusive aonde consegui fazer degustação de cachaça e licores para presentes nos outros não tinha. Castanha inteira a boa achei por R$ 20,00 reais 400 g.
      * Apesar dos pesares Natal está em meu coração e voltarei com certeza.
      Investimento:
      Passagem área ida e volta Natal cerca de R$ 800,00 reais;
      Hostel quarto compartilhado R$ 120,00 reais;
      Passeios, alimentação, lembrancinhas e câmera com defeito cerca de R$ 1.300,00 reais.
      Nota: 8
       
       
      Voando para Recife....
      Recife – 07 Fevereiro a 11 Fevereiro 2017
      Nossa como é gostoso voar de avião, dois anos e meio sem voar, sentir aquele friozinho na Barriga, olhar para os painéis do aeroporto e dizer “Estou indo embora, lógico que não estou continuando minhas tão sonhadas férias, eu era potiguar agora vou virar Recifense”, ô delícia de pensamento e sensação. Saí de Natal rumo a Recife um calor de 38˚ no aeroporto, lembrando:
      Dica: Paguei novamente o transfer para o aeroporto R$ 40,00 reais, agora ficou um pouco mais caro pois o motorista não tinha troco – penso eu que me deu um calote de R$ 5,00 reais – mas de boa fica de caixinha eles foram super pontuais...
      Tirando fotos no aeroporto, indo para lá e para cá, meu que viagem maravilhosa estou tendo, apesar dos problemas passados, vou chegar em Recife vou pegar o carro alugado, vou conhecer uma nova cidade, nadas com os peixinhos nas piscinas naturais, obrigado Deus....
      Quando reservei o carro fiquei muito preocupado, pois não a conhecia e estava muito receoso em alugar, nunca tinha feito, encontrei a locadora Budget, nunca havia falado mas quando cheguei em Natal ainda estava receoso com a locadora, será que existe, será que vai dar certo, mas olho para o lado e me tranquilizo pois até em Natal tinha um guichê deles, 0800 então Recife fichinha, como o carro era para Recife tranquilo. Paguei muito barato cerca de R$ 280,00 reais com seguro todo o período em Recife. Desembarquei no aeroporto, um sol, um clima uma temperatura maravilhosa, fui tomar uma água e fui ao banheiro, fui fazer o nº dois, fiquei por lá um tempo, consequentemente fiquei preso na área de desembarque, rs rs rs...de boa chamei uns funcionários para ligar para a administração e logo abrirão o portão para mim. Fui atrás do guichê da Budget muito rápido o atendimento e tranquilo, eu só não esperava o “Caução”, não sabia que tinha isto e mesmo porque tinha deixado o cartão de crédito para comprar outra coisas, mas sem choro R$ 800,00 reais de caução, uiiii doeu na alma um pouco. Quando o senhor retornar com o carro estornamos o caução. Vamos até lá pegar o carro eu tinha reservado um Nissam March, pois me atendia super bem preço e custo e iria andar mito em Recife queria dar comodidade para mim e a minha namorada, afinal era a primeira vez que estávamos viajando para tão longe e sozinhos, e ainda para um paraíso. Não tinha o carro ele me deram, um Ford Ka, novinho, vidro, trava, direção, porta trecos diversos e entradas USB, limpinho show.
      Dica: Carro com estes itens parecem banais mas de extrema importância, logo irei contar o porque, não pego mais carro sem estes itens básicos e principalmente você precisa ter GPS.
      Perguntei ao funcionário da locadora como faço para ir para Porto de Galinhas, lembrando não tinha GPS (pois  iriamos usar o da minha namorada), é bem tranquilo é uma reta só ele me deu as orientações certinho e fui se embora. Ainda meio receoso, afinal de contas 1º vez a cerca de 2000 km de distância da minha cidade e sem GPS....rs rs doidera nehhh....mas saindo do aeroporto, peguei a reta e fui, logo começam a aparecer as placas de identificação e sentido, mas mesmo assim parei em um posto e perguntei novamente, o rapaz me aconselhou e eu aconselho vocês a pegar a via pedagiada R$ 7,00 reais, porém muito melhor e muito mais fácil, lembrando Recife apesar de ter metrô e transporte público, sofre por problemas de grandes capitais, trânsito. Chegando próximo a entrada de Porto de Galinhas, ô que brisa maravilhosa, temperatura agradável, parei em uma pousada para pedir informação aonde ficaria a minha. Gente eu já sabia, tinha conhecido um Recifense, mas agora encho minha boca para falar “O povo hospitaleiro e gentil hein....” Nossa todos os recifenses que conversei ou encontrava são extremamente gentis.... O atendente da pousada ligou até para a minha pediu mais informações e me orientou certinho, cara muito obrigado, não vou lembrar da pousada. Chegando em frente a pousada, igualzinha a Foto em frente a uma pracinha agradável e tranquila,
      Dica: Pousada Liras da Poesia ou Pousada Branca, é a mesmo lugar, mas muito, muito boa a pousada/hostel, totalmente ao contrario da minha estadia em Natal, não vou nem citar mais o nome. Excelente atendimento, custo X benefício excelentes, excelente café da manhã e Rabanada!!!!!!!. Nossa não sou muito fã de doces, mas aquele Rabanada com leite condensado, são dos Deuses!!!!
      Estava com saudades da minha “pretinha” que na verdade é morena, mas sabia que aquele Sol iria deixa-la Jambo e queria saber acima de tudo sua experiência em voar de avião, sozinha com conexão, Kkkkkkkkkkkkkk que gostoso sacanear os outros, saudavelmente é claro, o que rende vários momentos de descontração e risadas.
      Em São Paulo, levei-a para o aeroporto de Congonhas expliquei detalhadamente aonde ela iria fazer check in, desembarque com o carro do pai dela, direção dos portões, expliquei voo de conexão pega suas bagagens do destino e não conexão, blá blá blá, blá blá blá. Saindo do aeroporto 15 dias antes do seu embarque e aí decorou está tudo bem?
      - “Lógico, agora está tudo bem, quero ver na hora do meu voo, fica com o celular ligado hein, pelo amor de Deus...” (Letícia)
      Três dias antes do embarque meu a Natal:
      - Você quer perguntar alguma coisa sobre o voo? Anotou todas as dicas e principalmente se der alguma “m....a” fixe seus olhos nos comissários eles tem treinamento para salvamento e resgate, posição fetal para impacto da aeronave,   (falei de sacanagem o final só para dar uma pilhada kkkkkkkkkkkkkkk)... (Paulo)
      - O que salvamento e resgate.... (Leticia)
      - Lógico, acidentes acontecem kkkk... (Paulo)
      Recentemente tinha acontecido aquela tragédia com o time as Chapecoense e outros passageiros, que Deus os tenha e confortem suas famílias....
      Adentrei ao portão da pousada e logo vi, uma pessoa bronzeada e brilhante, era ela, subimos até o quarto e sem explicações agora!!!!
      Sua chegada em Porto de Galinhas foi dia 05/02 eu já estava em Natal, resolvi deixa-la 2 dias sozinha só para saber como é viajar sozinha, longe de tudo e de todos, é uma sensação “Maravilhosa”, conhecer novos ares, novas pessoas, novas oportunidades, novas culturas e línguas. Uma coisa que aprendi a dar valor quando comecei a viajar sozinho é:
      - Pensamos que o mundo só está ao nosso redor, nossa cidade, bairro e emprego, devemos sair desta redoma e ampliar e conquistar novos horizontes e visões, quantas e quantas coisas temos a conhecer e a descobrir, basta querer, quantas oportunidades e conquistas teríamos se ficássemos em nosso “Mundinho”!!!! Viva com amor e intensamente, afinal nossa vida é hoje e o agora, desfrute destes prazeres, que Deus nos deu, se permita alçar novos sonhos e conquistas, o mundo é tão grande e muito além de nossas fronteiras imaginárias, devemos ultrapassa-las sim com consciência e serenidade, deguste de novos sabores e odores, descubra as belezas e riquezas de Porto por exemplo e como tem riquezas...
      O voo:
      Este é um breve relato dela.... Pernas bambas na entrada do aeroporto, sudorese no embarque. Qual é a sensação de alguém viajar sozinha de avião pela primeira vez e sozinha, terrível é lógico, o estômago vai parar na boca, a decolagem é o pior momento, avião sacudindo e um barulho quase ensurdecedor, sensação claustrofóbica se sentindo dentro de uma lata de sardinha com asas, náuseas diversas, cabeça explodindo e quando o avião pousa nossaaaaaa, que doidera, e depois avião subindo novamente quase vomitei, não tinha as tv  das poltronas, peguei a internet do avião e baixei o aplicativo da TAM, enfim ela passou muito mal!!! Precisou comer um boi para se restabelecer. Seus relatos com detalhes e dinamismo foram que renderam as risadas!!! Mas disse que não voa mais sozinha, kkkk, agora eu mando ela para o Egito!!!! kkkkkkkkk
      Sensações que não percebo mais e acredito que passageiros assíduos também. Uma grande novidade para os marinheiros de primeira viagem, segundo ela e minha opinião, valeu tudo a pena, quando vi este mar verde esmeralda transparente, já tinha passado todas as náuseas.
      Estava meio cansado da viagem, mas mesmo assim fomos dar uma volta em Porto, lembrando que já eram quase 17:00 hrs e anoitece muito rápido no Nordeste inteiro, então quase não deu para ver as praias, fomos caminhar no centrinho de Porto, que gostoso, novos ares, novo lugar para ambos, novos sonhos, novos horizontes!!!!
      Em porto, é muito bem estruturado, tem lavanderia, restaurantes, lojas de conveniência, lojinhas diversas, um pouco salgado os preços, em relação a Natal e Maceió. A pousada é muito bem localizada 10 min agradáveis de caminhada, perto do centrinho. Restaurante Gauchão para comer a vontade R$ 29,00 reais, (mais ou menos a comida) lavanderia R$ 15,90 o Kg roupa, água R$ 4,00 reais; mas lembre-se, nada disto é custo e sim investimento para você e sua vida, com planejamento e organização você não passará problemas. 
      Meu roteiro vou deixar abaixo, me planejei mal, no quesito dias, Recife/Porto de Galinhas é lindo de mais, tanto é no meu Ranking Porto ficou em segundo lugar, desta viagem, pouquíssimos dias para aproveitar suas belezas, voltarei com certeza agora com no mínimo 10 dias, e não chega a ser exagero!!!
      Minha previsão para o roteiro em Recife:
      07/02/2017 – Porto de Galinhas, Maracaípe e Ponta de Serrambi;
      08/02/2017 – Coroa do Avião, Forte Orange e Marinha Farinha (Parque aquático);
      09/02/2017 – Gaibu, Calhetas e Cabo de Santo Agostinho;
      10/02/2017 – Praia dos Carneiros e Tamandaré;
      11/02/2017 – Recife Olinda;
      Passeio:
      08/02/2017 – Coroa do Avião
      Coroa do avião foi um achado na internet, busquei as melhores praias de Recife e logo veio esta, cerca de 100Km de Porto de Galinhas, 01:40 hrs de viagem, gente acordem cedo, como falei, o dia rende para mim!!!!  Colocamos no GPS e ele nos levou até a Praia de Gavoa, em frente a um resort, aparentemente abandonado, não sei se funciona mais, pois só havia um guardinha na guarita, pedi informações e pude deixar o carro em frente a portaria, tranquilo e sossegado. Chequem no google maps, Coroa fica no meio do oceano, como a maré estava muito baixa conseguimos atravessar de “Gavoa” até “Coroa do Avião” a pé com a água no tornozelo mas subindo bem devagar. A distância cerca de uns 500 mtrs de caminhada, que sensação deliciosa caminhar em pleno oceano, sabendo que ali logo vai estar inundado, avistamos uns moradores pegando sururu, um deles me disse que existe umas piscinas naturais que é muito bonito, porém só de barco e maré baixa, outra nova janela a ser explorada!!! Pois bem chegando a coroa não parece aquela foto linda do post, mas em cima da ilha aí sim, vemos a imensidão e sua energia, que delícia, fomos recepcionados pelo garçom Leandro (não me lembro), logo nos instalou em seu mini restaurante, muito simpático e atencioso, quando derrepente  meus olhos saltaram  - Redes de descaço dentro do mar - Nosaaaa o que eu mais queria tirar uma bela foto (agora no celular da Leticia), desfrutar um sol 40° relaxamento total e tomando uma água de coco e com o plano de fundo o Forte Orange.
      Eitaaaaaaa vida mais ou menos, até ali já valeu as quase 02:00 hrs de estrada. Água deliciosa, mar um pouco revolto, mas porque a maré aquele dia estava cheia, comemos até duas lagostas por R$ 130,00 reais, nossaaaa..., vida de rei. O gosto não é dos melhores, para o meu paladar, mas estava muito bem feito, é a segunda vez que como e vai ser a última, prefiro ainda outros peixes, frutos do mar etc. Ficamos ali até o último cliente, de vez em quando chegavam umas lanchas enormes para nos visitar e tomar uma cervejinha, não foram muitas ainda bem, resolvemos caminhar em toda a sua extensão, acredito que deva ter 1,5 km, em toda parte tirava foto e banho de mar, lá não existe banheiro, estamos no meio do mar. Resolvemos conhecer o Forte Orange contratamos uma barquinho R$ 15,00 reais a travessia do canal por cabeça, passeio dispensável ao meu ver, pois está em reforma e acredito que no futuro se torne igual ao Forte do Reis Magos - Natal, muito louco o lugar; voltaria lá uma segunda vez sim. Como adoro lanchas, nadar, mar verde etc, pedi para o piloto da lancha se podia dar um mergulho no meio do canal!!!! Adivinha o que ele respondeu, lógicooooooooooooo!!!! Nossa estava a mil, mergulhei no meio do oceano, entre Coroa e Forte,  que delícia, tirei umas fotos e filmei, pronto, fechou o passeio em grande categoria, sucesso, piloto muito gente boa, fechamos com ele até nosso retorno a Gavoa R$ 30,00 cabeça.
      Gente lindo o lugar, volto com certeza, dependendo da maré dá para levar crianças, maravilhoso o lugar!!!! Amei. Gastamos o total com água de coco, água, lagosta, cerveja R$ 280,00 reais os dois. Retornamos a Porto felizes da vida.
      Neste mesmo dia, arriscamos ir para Olinda, quem vai a Recife a não conhece Olinda, não foi para Recife, mas chegamos muita tarde já a noite e cansados, eu queria conhecer o circuito do carnaval, achei a tão famoso Rua do Bom Fim, onde “Iveti” canta para todos. Tiramos várias fotos com os poucos bonecos gigantes que encontramos, fomos conhecer a Igreja da Sé, não sabia mas existem somente três no Brasil, Recife, São Paulo e Rio de Janeiro, e para subir aquela ladeira, parece mais um precipício, só 4x4, pois subimos a pé, lá de cima o mirante é uma vista única, pena que não deu muito para apreciar pois a noite encobria tudo. Compramos alguns suvenirs, passamos umas 03:00 hrs em Olinda, eu sei que fomos chegar em Porto de Galinhas 22:30 hrs exaustos!!!! Mas cheios de alegria e emoção!!!
      Dica: Coroa do Avião muito protetor solar, beber muita água de coco, verificar tábua da maré (sem muita preocupação), chegar cedo!!! Chore para os garçons nos preços eles são gente boa, as duas lagostas eram R$ 250,00 reais. Não ande com muito dinheiro em Olinda ruas pouco iluminadas e escuras, mas foi tudo tranquilo, sem sustos ou maiores preocupações.
      Passeio:
      09/02/2017 – Porto de Galinhas, Maracaípe e Ponta de Serrambi
      Eu ainda não tinha conhecido até o momento as piscinas naturais de Porto - Oxxxxi como assim, pois é, me planejei mal com relação aos dias para a minha estadia - Mas enfrente e a frente, acordamos cedo tomamos um delicioso café da manhã, que por sinal, Excelente Pousada/Hostel Liras da Poesia, comi a famosa Rabanada com Leite condensado, nosaaaaa que delícia, lembro que comi mais de 15, nem aí para aumento de peso, estou de férias!!!!
      Chegamos as piscinas 08:00 hsr da manhã. Descobrimos lá que; para você frequentar as famosas piscinas com o formato do mapa do Brasil e outras mais adiante, você tem que pegar uma pulseira de acesso/controle, pois a fiscalização dentro mar é forte e existe, sem pulseira, sem fotos!!!! E bem na nossa vez, acabaram as pulseiras e só tinha para o dia seguinte, existe um limite de pessoas para frequentar as piscinas, concordo com a fiscalização e está certíssimo, mas não desanimamos, pegamos nossos kits mergulhos e fomos em outras piscinas mais perto e maravilhosas do mesmo  jeito, vimos a Dory, Peixe palhaço, peixinhos mais variados e coloridos possíveis, tiramos excelentes fotos da vida marinha, que delícia de mar, nossa como é lindo Porto de Galinhas, ficamos de queixo caído, ficamos no mar mais de 04:00 hsr filmando, nadando e relaxando. Depois de muita alegria e satisfação, olhos cheios de entusiasmos e apaixonados cada vez mais pelo lugar, fomos até a praia de Maracaípe, vizinha de porto, 10 min andando sentido lado direito, nadamos, tomamos uma água de coco maravilhosa, geladérrima!!! Maravilhoso mar. Depois fomos para Serrambi, bem próximos de carro, entramos em restaurante (não me lembro o nome) que um manobrista tinha falado R$ 15,00 reais prato feito e água de coco R$  2,00 reais, que nada preços altíssimos, pouco variedade, não gostamos o mar revolto e maré alta, não gostei da praia faixa de areia estreita e mal entramos no mar. Descobrimos um rio com encontro com o mar, lá tinha até cavalo marinho, mas através de passeio, não fizemos ficamos na praia/rio mesmo, não gostei, muito perigoso, não levem as crianças lá, correnteza forte e perigosa, rio traiçoeiro, muito melhor ficar na praia de Maracaípe estava muito mais gostoso, mas valeu a pena para conhecer, tirar fotos e relatar.
      Passeio:
      10/02/2017 - Calhetas, Gaibu e Cabo de Santo Agostinho
      Neste dia estava previsto, no meu roteiro, conhecer estas praias, porém mudamos de planos, por que?
      Estávamos as vésperas da despedida de Porto, e eu queria que a Letícia fechasse com chave de Ouro Porto de Galinhas, então sacrifiquei este dia para nós conhecermos Maragogi, o supro sumo das praias de Maceio, “Awesome”, a Galinha dos Ovos de Ouro de Alagoas, o tão famoso Passeio das Galés!!!!!!!!!! Agora muita atenção neste post e relatos extremamente importantes!!!!!!!
      Respiro para grandes emoções....
      10/02/2017 – Maragogi (Intenção passeio para as Galés)
      Este foi a minha pesquisa para as minhas férias em Maceió, logo abaixo deixarei exatamente minha pesquisa, minhas considerações, dicas etc.
      “___/___ / 17/02 – Maragogi - Passeio deve ir nas Galés – Galés é diferente ≠ de Barra Grande que é diferente ≠ de Taocas (Quero ir especificamente para as Galés) – Maré abaixo de 0,5. Maragogi Dreams no bar Burgalhau na praia de Burgalhau (ao lado de Maragogi). La tem passeios para outras galés inexploradas, tem banana boat e um montão de outras coisas. Telefone (xx)xxxx-xxxx Email [email protected] - Burga Nautica / [email protected] – Restaurante Frutos do Mar. Corre o risco de chegar num horário que a maré já está subindo, ou seja, não propício para o passeio das piscinas naturais de Maragogi, Os passeios das agências normalmente saem por volta das 8h, fazem o "hotel tour" pegando os outros turistas e vão para a praia. Retornam por volta das 15h e tem quem reclame que é muito cedo. Analisar se houver no mesmo dia maré baixa em dois momentos distintos, vale a pena ficar, perguntar sobre passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa, passeio na orla, pensar em levar Bike para conhecer Praia Barra Grande, Praia de Antunes, Praia Xaréu,  caminhar até a barreira de corais, também para entrar nas piscinas naturais, avaliar conhecer Rio Maragogi, as praias de Maragogi são: Praia de São Bento, Praia do Camacho, Praia de Maragogi, Praia de Burgalhau, Praia de Barra Grande, Praia do Antunes, Praia do Dourado Praia de Xaréu, Praia de Ponta Mangue e Praia de Peroba, se gostar de caminhar, da Praia do centro de Maragogi siga em direção sul até o Rio Maragogi, é bem legal, paisagem bonita e rende um bom banho de mar ou rio. Acho dá tempo de fazer no dia do passeio as Gales 135 Km”
      Seguindo este roteiro, já impresso desde São Paulo, analisando todo santo dia para nada dar errado, perguntando mais, pesquisando mais e no final das contas, quer dizer no meio das contas “Deu ruim!!!”.
      Saímos de Porto de Galinhas 06:00 hrs da manhã, pois as pesquisas mostravam que a mare excelente para Maragogi 0.3 as 10:30 hrs seria no dia 10/02. Chegando lá, encontramos o Bar Burgalhau conforme pesquisa, fomos logo abordados pelos agenciadores de passeios, cobrando “Para o passeio as Galés R$ 100,00 por cabeça”, estamos no horário para a maré baixa até então estava tudo bem, insiste várias vezes, mais de 4 X... este passeio vai para as Galés? Sim é para as piscinas. Este passeio é a do foto principal dos catamarãs, sim é para este lugar que vou leva-los. Desconfiei, desconfiei, mas mesmo assim ok fechamos. Aqui a gente não passa cartão, detalhe eu esqueci o $$$ no Hostel, blz ele deu um jeito e pagamos no cartão. O (fulano) me disse que existem os três passeios Galés / Barra Grande e Taocas, mas que todos são iguais e a vida Marinha são as mesmas. Não acreditei muito, mas vamos lá.
      Dica: Levem dinheiro em espécie.
      Esperamos no Burgalhau, bar até que gostoso, vista muito gostosa, mar azul, aconchegante até, preços de pratos razoáveis. Ele havia me pedido um tempo pois iriamos com a lancha cheia, esperamos mais de 01:00 hsr e já tinha batido o horário da maré, um casal, chegou em cima da hora e atrasou a todos, primeira constatação que tínhamos comprado gato por lebre, pontualidade. Quando subimos na lancha, já atrasados inclusive pelo horário da tábua, o piloteiro Mal encarado, Bocudo, Ignorante, só sabia reclamar, não falou nada sobre o lugar e atrativos, segundo ponto de desconfiança (subiu as anteninhas e pensei, fizemos “Cagada”!!!). Perguntei para o piloto, aonde fica as Galés, fica a direita do Bar Burgalhau, lá para baixo, mais próximo a praia de Maragogi, mas “ninguém faz mais este passeio”, terceiro ponto, pronto constatação total “fizemos sim cagada”.
      Eles nos levaram as piscinas naturais de Barra Grande, para um turista desavisado nosso tudo lindo e maravilhoso, mas como sou macaco veio, e meu nível de exigência é extremamente alto para passeios, o lugar mais parecia um estacionamento de lanchas, águas turvas, vida marinha quase zero, peixes minúsculos mal dava para ver e a minha cara de desgosto, de frustração e a cara da Letícia de quero embora, “f....eu” o passeio inteiro!!!!
      Não nos divertimos como o esperado, muito ruim o passeio, fomos enganados duas vezes, águas turvas, o lugar era o estacionamento do Carrefour de Sábado, lancha quase passou por cima de mim, o piloto da lancha ameaçou de deixar-nos lá mesmo, “TOTALMENTE HORRÍVEL O PASSEIO”. Nunca mais volto lá, frustração total, meu Deus, isto aqui são as Galés, a tão famosa praia de Maragogi, mentira, não acredito!!!
      Dica Importante: Anota aí um telefone e um restaurante. Restaurante “Taocas”, telefone do Grande Mergulhador Alisson o salvador (82) 9 8224 8001, pode falar que fui eu que indiquei, ele vai lembrar do Paulo do São Paulo que estava bravo porque ele foi para Barra Grande, o Alisson foi o meu salvador de Maragogi.
      Dica Importante: Restaurante=Taocas ; Galés=Alisson
      Depois do passeio, 40 min intermináveis, de pura frustração e arrependimentos, voltamos a praia e ainda outro agenciador me perguntou:
      - E aí gostou do passeio? (Agenciador)
      - Muito abaixo da minha expectativa. (Paulo)
      A Letícia de mal humor eu com cara de tacho, fomos procurar alguma agência que fazia o passeio, eu descobri, mas não vou passar o nome, lembre-se “Galés=Alisson; Alisson=Galés ”, até que encontramos o restaurante Taocas aonde foi minha consagração, paramos para comer um peixe frito Delicioso, atendente super simpática e sorridente, não vou lembrar seu nome, minha salvadora, depois conto mais. Pedimos o prato R$ 65,00 reais para dois e com muita fartura, suco; vamos tentar nos acalmar e relaxar. Rolou um stress grande entre nós dois, olha que dia hein!!! Antes do prato chegar achei esta agência, que não vou falar, fica em frente ao restaurante Taocas, bem de esquina. O passeio para as galés fica R$ 75,00 reais por cabeça e nós fazemos aqui, porém só vai ter até o dia 17/02, pois depois disto as piscinas fecharão, eu iria embora de Maceió somente dia 21/02, então dava tempo para encarar o passeio de novo. Blz fechou volto outro dia.
      Depois de conseguir o passeio que eu queria, mais barato que paguei, discutir com a Leticia, queríamos tomar um banho de mar, na hora de pagar a conta, esqueci de pegar minha carteira no carro em Burgalhau, detalhe havíamos andado cerca de 2 Km em plena praia, sol rachando. Voltei correndo pela praia, passei de novo no rio Maragogi, atrás do Pontal Maragogi, uma espécie de hotel, mas é ponto de apoio das agências CVC e outras. Não queria nem encontrar o (fulano) na minha frente, tirei o carro rapidamente e fui até o Taocas, a Le já estava mais tranquila e paciente e eu também, fizemos as pazes lá mesmo.
      Dica Importante: Então quando forem a Maragogi, nem passem em frente do Burgalhau, roubada total, fujam de lá, nunca mais volto. Vá direto ao Restaurante Taocas, tentem ligar ou mesmo procurem o Alisson alí perto mesmo, ele fica bem ao lado do restaurante, em uma associação de Jangadeiros Tur, lá tem uma equipe de mergulhadores profissionais, todos muito gente boas, vão poder te ajudar caso não o encontrem; ou contratem o passeio ali, tem um Negrão gente boa, simpático e sorridente, como todo Baiano, dono de uma lancha laranja, da associação de Jangadeiros Tur, pode contratar com ele também. Me recordo de um post que li sobre as opiniões e dicas sobre Maragogi junto com o Post da “Naomi”, existe um cara, vou tentar pesquisar, que ele fala exatamente as diferenças de Barra Grande, Galés e Taocas muito interessante o Post e tudo que ele fala alí é verdade.
      Dica Importante: Quando for até Maragogi, para você ter certeza aonde eles vão te levar faça a seguinte pergunta para o agenciador:
      - Qual é o sentido das Galés?
      - Se ele te responder seguindo em frente ao Restaurante Taocas, são cerca de 30 min mar a dentro, você vai para as Galés...
      - Se ele te responder, sentido em frente ao Restaurante Burgalhau, são cerca de 15 min mar adentro, você vai para Barra Grande....
      - Se ele te responder, sentido a direita Restaurante Taocas, cerca de 15 min mar adentro você vai para Taocas....
      Minha experiência falando o que é realmente o passeio as Galés. (Este eu conto em Maceió), sou Recifense por enquanto lembra? Então até mais.... vá lá e me encontre.
      Retornamos a Porto, depois de um dia turbulento, arriscamos ir para Muro alto, mas já estava muito tarde, a maré em Porto é muito alta a partir das 16:00 hrs, e não aproveitamos nada, mas voltarei com certeza. Chegamos a tarde/noite,  tomamos duas caipirinhas Seriguela e Abacaxi com pinga Pitú, em frente as piscinas naturais, sentados na areia, vendo o entardecer do sol, que imagem linda.
      Passeio:
      11/02/2017 – Porto de Galinhas
      Ai ai, aqui me despeço desta terra maravilhosa, de povo solidário e gentil, de visões e experiências incríveis, ai que saudade está me batendo, mas não menos antes da dar um último mergulho nas Piscinas Naturais, ai que saudade, que delícia.
      Como era nosso último dia, eu iria continuar minhas férias mas a Le retornaria para São Paulo, então resolvemos acordar cedo para o último mergulho, levantamos 05:00 hrs da manhã, que delícia, caminhamos até a praia com o céu claro e mar um pouco turvo nada para se preocupar. Neste dia, como está no meu face, está a foto mais incrível que conseguimos capitar, está bem na capa do meu perfil, Porto de Galinhas as 06:30 hrs da manhã. A Le estava com receio de entrar no mar, então eu entrei primeiro e falei daqui a pouco eu volto e falo se o mar está bom ou ruim kkkkk – fiquei mais de 50 min analisando se o mar estava bom – kkkkk é lógico que estava, eu que não queria deixa-lo, e depois veio “brigar comigo” porque esqueci ela lá kkkkkkk – mas estávamos muito felizes em ter conhecido Porto, os ambulantes arrumando as barracas, o Sol cada vez mais quente, a água um pouco turva, mas mesmo assim consegui ver “meus” peixinhos coloridos. Quando você está no mar sozinho, você consegue esq                uecer de todos os problemas, mas é lógico que bate uns pensamentos loucos....Quando estava sozinho eu e o Mar me lembrei que estava em Recife e justamente no horário em que os tubarões se alimentam, água turva, nossa saio ou não saio, está muito gostoso aqui, água quentinha, ai ai....Calma respira, os tubarões não se alimentam em arrecifes e você está sobre um, lembra??? Que pensamentos doidos nehhhh, mas saibam que esta informação é importante, se estivesse em qualquer outra praia Recife saiba que existe a possibilidade, depois te conto um relato. Mas felizmente não aconteceu nada, até aí estamos nadando tranquilamente nas piscinas, curtindo nossas férias, um ao outro, e de olho no relógio. Saimos do mar depois de 02:30 hrs nadando, fomos rapidamente a Pousada/Hostel tomar nosso último banho e nos despedir do pessoal.
      Dica: Aconselho muito Liras da Poesia vale muito, muito a pena, e como eu falei peçam a rabanada com leite condensado, doce dos Deuses.
      Malas dentro do carro, coisas arrumadas, GPS sentido Aeroporto Recife e bye bye Recife, obrigado por tudo, por nos receber, por nos acolher e voltaremos com certeza. Já dentro do Aeroporto minha despedia da Le e meu sonho continuando, umas atrapalhadas é claro, devido minha ansiedade de devolver o carro, fazer cheque in, voo no horário mas cabeça nas nuvens e a Leticia pegando voo novamente sozinha para Sampa, eita que aventura kkkkkkkkkkkkk, imagina o que aconteceu kkkkkkkkkkkkkkk passou mal de novo, as vezes é gostoso dar risada das desgraças dos outros.....só para sacanear......mas foi mais tranquilo!!!
      Porto realmente foi um excelente descoberta, voltarei com certeza.
      Passeio:
      05/02/2017 - Praia do Carneiros
      Relatos da Letícia – Ela gostou muito, vale a pena  conhecer, lugar lindo, excelentes fotos pois eu vi, igrejinha famosa, faixa de areia um pouco curta, mas valeu a pena R$ 60,00 reais. Não vou entrar em detalhes, pois minhas visões e expectativas são outras, então fica aqui o relato.
      Investimento:
      Passagem área ida Natal para Recife 1 adulto R$ 200,00 reais;
      Passagem área SP para Recife ida e volta 1 Adulto R$ 700,00 reais;
      Hostel quarto feminino (ar condicionado) 2 diárias R$ 150,00 reais, com carteirinha HI Hostel;
      Hostel quarto casal para dois (ar condicionado) R$ 700,00 reais, com carteirinha HI Hostel;
      Aluguel do carro para todo o período R$ 285,00 reais;
      Passeios, Alimentação, lembrancinhas e gastos diversos R$ 1.800,00 para os dois;
      Nota: 9.70
      Voando para Maceió....
      Maceió – 11 Fevereiro a 21 Fevereiro 2017
      Minha última fase de minhas férias, está acabando, que nada, tenho mais dez dias de puras emoções e descanso ainda, então mergulhe em suas férias. Chegando no aeroporto cerca de 40 min de voo bem tranquilo Recife a Maceió, a mala já com algumas lembrancinhas, havia despachado alguma pela Le, e agora sozinho em Maceió.  Em toda a minha estadia em Maceió senti o clima e os ares não foram os mesmos do que os outros lugares em que estava, Bertioga, Natal e Recife, talvez por estar chegando ao final de minha viagem, não sei, mas em toda a minha permanência em Maceió, não em Maragogi que para mim é outra Maceió, o clima é meio pesado!!!
      No aeroporto fui atrás de um transfer para o albergue, pensei que era o mesmo preço de Natal, “mas só que não”, todos os transfer R$ 75,00 reais para o destino, deixa quieto; logo os taxistas começam e te abordar e oferecer o serviço, taxistas clandestinos, ai aí “Clandestino”, esta palavra me fez ficar com calafrios nos primeiros dias, logo logo te conto!!!
      Fechamos o preço a R$ 50,00 reais, lembre-se taxista clandestino, calça jeans igual a borracheiro, atravessava sinal vermelho e na calçada, falando das mulheres como se fossem objetos de prazer e algo a mais, não podia ver uma na rua que logo começavam os assédios, palito de dente na boca igual a caminhoneiro e por aí vai. Bem ele falou que meu trajeto era de 38 km, mas consultei no google maps foram 24 km, ele conhecia o albergue e me levou certinho cerca de 50 min de carro, no trânsito. Meu Deus o que é este trânsito um dos piores do mundo ao meu ver, para mim chega a ser pior do que de São Paulo, mais um problema de todas as grandes capitais, horrível, principalmente em horário de pico, transporte público precário, existe o metrô para tentar aliviar o trânsito, mas sem investimentos em transporte público, população desesperada ou já acostumada com o descaso, detestei esta parte, mas estou de férias.
      Enfim chegamos ao Albergue, nesta viagem depois de pesquisa, fechei com o “Brazuka Hostel, Ponta Verde – Unid Maceio”, eles possuem duas unidades uma em Maceió e outra em Maragogi. Só conheci a de Maceió e ouvi várias coisas e opinião de Maragogi, vou falar mais a frente. O albergue é de um Argentino chamado Facundo, muito solicito no que eu precisei, possui até que uma proposta boa, mas para mim não funciona muito bem, de ter voluntários em troca de hospedagem, para ajudar na manutenção e hospedagens dos hospedes, e um “Bar Man Argentino” exclusivo no hostel, depois falarei mais, o porque das aspas!!!
      Pois bem, como já tenho experiência em outros Hostels, pois já me hospedei em mais de 10 diferentes, posso falar com propriedade, a proposta é muito boa e de extrema necessidade os voluntários, porém você tem que ter empregado fixo no Albergue, pois imaginem uma situação:
      Você possui um carro e infelizmente bateu, leva para o funileiro ele arruma ficou em sua opinião bom, só que na semana seguinte você bate novamente o carro no mesmo lugar, leva novamente ao funileiro, só que desta vez é outro profissional que vai arrumar, vai ficar do mesmo jeito e igual ao anterior? Não nehhhh.... Aí na semana seguinte você bate de novo no mesmo lugar e outro funileiro arruma, vai ficar igual ao anterior, lógico que não!!!!!
      O que eu quero dizer com esta analogia? Um albergue ou qualquer estabelecimento em que recebem pessoas, precisam de cuidados e rotinas iguais todos os dias, para receber bem seus hospedes, ter um bom café da manhã igual todas as manhãs, serviço de limpeza, cuidados no quarto, banheiros, piscina, arrumar coisas quebradas igual a chuveiro, micro-ondas,  simplesmente ter um padrão, mas infelizmente não é isto que acontece no “Brazuka Hostel”. O clima do Hostel é bem agradável sim, muito gostoso várias pessoas do mundo inteiro, nunca fiquei em um só lugar Brasil, EUA, Alemanha, Argentina, Chile, França e Espanha, é muito legal esta miscigenação, muito interessante. Porém o Hostel em sí, é muito largado, muito judiado. Uma casa enorme, confortável, cheio de banheiros, quintal enorme, piscina, infelizmente judiado e largado. Não chega ao clima e estadia do albergue de Natal “Albergue da Costa”, mas está próximo, o de Natal é muito ruim, muito pior, nunca mais volto!!!!
      Primeiramente fui recepcionado por uma voluntária a “Jenny” uma graça de pessoa, muito educada, gentil uma Chilena que mora na Espanha, de 20 e poucos anos desbravando o mundo e o Brasil. Com certeza ela não recebeu as orientações corretas do proprietário, Facundo, acredito que, quando você tem um negócio você tem que respira-lo 24 hrs por dia, você tem que estar atento a problemas, a dificuldades a coisas quebradas, a dicas, opiniões tudo que possa agregar ao seu negócio, mas infelizmente não acontece em seu caso.
      Chegando ao Hostel a Jenny me encaminhou para um quarto coletivo masculino, eu tinha reservado o coletivo feminino, desfiz toda a minha mala, minhas coisas e fui dormir um pouco, pois estava exausto. O Facundo não se encontrava. Cheguei no Hostel por volta das 14:30 hrs a dormi até as 16:00 hrs, felizmente consegui descansar, uma coisa que não gosto é dormir na cama de cima beliche, mas não tinha escolha. Como eu falei e repito, quando me hospedo em um, procuro uma boa cama, chuveiro e um bom café da manhã, o resto é consequências....
      Tomei um banho e fui conhecer novos ares e fui direto a praia fazer uma caminhada, a partir de agora vou colocar meu roteiro, minha pesquisa em cima deles falo minhas considerações. Coloquei as legendas (desenhos) na frente, ajuda a bater o olho e identificar o que é o que.
      A orla de Maceió é muito extensa e muito bonita, muito gostoso caminhar, correr logo nas primeiras horas da manhã, a tarde muita gente de bicicleta, adultos, poucas crianças mas muita a se fazer e conhecer. Não entrei, neste dia, na praia, pois como ficaria muitos dias em Maceió, precisava alugar um carro, que nesta viagem também indispensável, e fui atrás de locadoras, precisava sacar dinheiro e comer, fui fazer tudo neste dia. Como qualquer outro lugar novo e desconhecido, me perdi para voltar ao Hostel, e como me perdi desta vez para encontrar o Hostel, só para se ter uma idéia me acostumei com o lugar, no quinto-dia, de tão perdido, tão perdido que fiquei, mesmo porque o anúncio do Hostel informava que ficava a 20 min a pé, que nada, 15 min no máximo você, está na praia eu que não sabia andar mesmo. Até que para mim bem localizado, houve história de outras pessoas que não gostaram, outras gostaram, com relação a localização ficou meio a meio.
      Dica: Existe o mercado Compre Bem faz parte da rede “Walmart” igual a de São Paulo, muito barato as coisas, excelente dica que obtive no site, próximo ao Hostel, bem próximo a praia, em frente ao ponto de Taxi.
      Passeio:
      12/02/2017 - Garça Torta e Riacho Doce
      “Previsão 12/02/17 / Efetivo 12/02/17 - Garça Torta e Riacho Doce pra mim os melhores lugares na terra, água é muito boa, praia tranquila, praticamente deserta. ² Peça auxílio ao cobrador para descer no restaurante Lua Cheia, descendo você entra na ruazinha atrás do restaurante dá acesso a esses dois bares, ambos na beira da praia (Milky é na beira da praia e tem acesso pra ela e você pode escolher ficar na areia ou na parte mais abrigada, na do Seu Manoel você fica na areia) Garça Torta 13 km, Riacho Doce 16 km.
       
      u - Ipioca
      ² - Bar do Seu Manoel (conhece como bar do Carlinhos), Milky Bar: Público é LGBT e friends, barman é formada em coquetelaria em Londres
      ä - Restaurante do Zezé, no centrinho de (Riacho Doce)”
       
      Acordei de manhã, agora já instalado em outro quarto nos fundos do Hostel, aonde ao final da noite, finalmente conheci o Facundo o proprietário, me hospedaram em um quarto com 12 camas balançantes, dois ventiladores que mais pareciam uma turbina de avião, teto baixo e buracos no teto, tanto é que levantava a mão e o alcançava; armários muito receio de encostar neles com medo de pegar tétano, de tão podre e corroído estavam. Mas de qualquer forma foi o melhor local, naquelas condições, pois peguei a cama de baixo, perto da janela e no fundo da casa, dormi todos os dias tranquilamente, com muito calor é lógico.
      Praticamente todos os dias, eu era o primeiro acordar, queria aproveitar o máximo, meu relógio despertava 06:30 hrs da manhã quase todos os dias, e quando o passeio era longe acordava mais cedo ainda. O café da manhã são preparados pelos voluntários, agora voltem a analogia funileiro!
      Café da manhã do Hostel, razoável, até o de Natal era melhor, gente me desculpa, mas é impossível nesta altura do campeonato, não fazer comparações, estava na estrada a cerca de 20 dias, mas tentava me alimentar bem, para um dia corrido.
      Fui a praça próximo ao Hostel, peguei o ônibus de acordo com a pesquisa, “Ipioca” demorou mais de uma hora para passar, pois era Domingo e cerca de 01:00 hrs para chegar ao destino. Pedi ajuda ao cobrador para descer em Riacho Doce e assim começa minha aventura em terras alagoanas, de agora em diante sou Alagoano de coração!!!!
      De bermuda, protetor, câmera digital “f....a”, camiseta e dinheiro, fui conhecer Riacho Doce, praia realmente tranquila, mas muita aquém de “Melhores lugares da terra”. Gente não quero criar confusão ou muito menos discórdias, neste post, estou dando minha opinião, minhas ressalvas e minhas dicas, mesmo porque agradeço e muito ao Pedro e Naomi,  porque se não fossem eles, não teria direção e norte para conhecer o que eu conheci, muito obrigado do fundo do coração aos dois pelas suas valiosas dicas.
      Fui caminhar na praia tirei algumas fotos entrei no mar um pouco, mas não gostei muito, a praia estava cheia de algas marinhas, dá aquela impressão de água suja, não curto, mar pouco revolto, areia amarelinha bonita até, mas permaneci lá somente umas 02:00 hrs. Tomei uma água gelada e uma água de coco em um barzinho/pousada bem próximo ao rio Riacho Doce.
      Caminhando voltando sentido Garça Torta, muito melhor que Riacho Doce, primeiramente fui ao “Milk”, bar realmente agradável, boas instalações e clima gostoso. Fui perguntar ao garçom se era aqui, que se preparavam os famosos Drinks de Londres, se a dona tinha formação no exterior, etc, não soube me responder!!! Foi aí que conheci o atual dono do Barzinho “Zeus” era o seu nome, um coroa de cabelos grisalhos com os seus 1.90 mts de altura, paulista que comprou o bar a cerca de 5 anos da antiga dona - a formada em Londres - muito gente boa, extremamente simpático e gentil com seus cliente, me disse que o bar tinha entrado para a Revista Veja como um dos melhores drinks de Maceió, fiz várias perguntas a ele qual era a proposta do bar, seu publico etc, etc ficamos conversando cerca de uns 25 min, muito simpático por sinal. Realmente o clima é muito gostoso, bem em frente as águas mornas de Maceió, público eclético, grande parte familiares frequentavam neste dia, mesas debaixo de coqueiros enormes, com sombras deliciosas para cada sol de Maceió.
      Resolvi experimentar uma caipirinha de maracujá, o básico primeiro para saber como é, depois poderia pedir algo mais requintado, preparado por seus garçons, nada de mais!!! Não achei melhor nem pior das que havia tomado, estava gostoso, muito gelo, mas bem preparada, nada de sul real. A caipirinha de maracujá que tomei na entrada da praia Boiçucanga SP estava muito melhor, Pedi uma porção de petiscos da casa “Bolinhos de peixe” se não me engano, era o diferente da casa, pouquíssima quantidade, gostoso até, pelo preço estava razoável e tomei uma água de coco no copo, queria ter tomado no próprio cocô, na hora estavam uns Djs tocando funk, odeio funk, para mim música lasciva, promiscua, nada a acrescentar a ninguém, só traz destruição e terror as famílias. Ele disse que entraria outro tipo de músicas, não esperei para ver, fiquei cerca de 01:30 hrs, voltaria e aconselho irem com seus amigos e familiares, sem este estilo de música, final das contas cerca de R$ 50,00 reais mais couver, ele não me deixou pagar agradeci muito e me fui embora.
      Bem ao lado, está o Bar do Carlinhos, seu pai chamava-se Manoel, estava fechado um tempo, o filho Carlinhos resolveu abri-lo novamente e gente.... Lotado de gente, clima extremamente agradável, muitos homens e mulheres pais e mães de família estavam ali para descansar e curtir o que? Um poderoso som de gaita e uma banda afinando seus acordes, começaria ali um mega Blues, alguém imaginaria um Blues em frente a praia, em plena Maceió terra do forró, cerveja extremamente gelada, ahhh é aqui eu vou me instalar. Pois bem fiquei.
      Estava de pé, bem em frente ao barzinho, lugar simples porém aconchegante e vi um Homem cabelos compridos e brancos, estilo metal, dando atenção a todo mundo, logo percebi que era o Carlinhos fazendo a social. Pedi ao garçom uma mesa, mas era impossível no momento estava lotado de gente, então pedi uma cadeira mesmo, os garçons estavam a mil com os atendimentos, chamei o Carlinhos e pedi novamente, 1 min depois chegou. Deixei minhas coisas em cima e bora para um mergulho, que delícia de água, que delícia de lugar, que delícia de esfera, voltei preocupado com as minhas coisas, que nada, mania de Paulista que vai ser roubado. Quando voltei chamei o Carlinhos para umas perguntas, fiz as mesmas perguntas a ele sobre o bar, e foi muito simples direto, “O Bar é isto aqui que você está vendo, Rock and Roll, famílias tranquilas e diversão”, ficamos conversando cerca de 10 min desta vez, ele estava muito ocupado!!! Peguei minha cerveja gelada, tomei uns golinhos e de novo para o mar, agora com trilha sonora do Blues, que delícia de lugar, mais tarde pedi um prato executivo porção de arroz, batata e frango cerca R$ 20,00 reais quantidade muito pouca pelo preço razoável, para enganar a fome, cerveja cerca de R$ 8,00 reais eu sei que fiquei lá umas 04:00 hrs realmente muito gostoso o lugar, voltarei com certeza e indico também,  minha conta cerca de R$ 70,00 reais, agora tive que pagar, me despedi do Carlinhos agradeci a hospedagem e conversa, de volta a ponta verde, ônibus lotado, cachorro, periquito, galinha todos a bordo e vamos que vamos, programa de família privilegiadas por  morarem perto das belezas de Maceió!!! Final da tarde cheguei em Ponta verde cerca das 18:30 hrs. Primeira coisa tomar um belo de um banho, hidratar o corpo e lavar minhas coisas, pois a câmera continua “f.....a”.
      Dica: Quando vamos a praia, sabemos que Sol e Mar combinam para descanso, paz e tranquilidade, mas existem as consequências, nossa pele, os dois juntos castigam e muito, pesquisando descobri o “Johnson’s Óleo Baby com Amêndoas”, hidrata e amacia a pele, este é um dos itens indispensáveis em minhas viagens, quase nunca descasco, minha pele não arde pós sol e principalmente tenho alergia a protetor solar então, depois do banho, tomo outro com ele, depois disto minha idas a praias nunca mais passei perrengues, fico bronzeado mais uns 15 dias.
      Neste mesmo dia, fui até o Compre Bem, comprar alguns mantimentos, comprei várias Águas de garrafinha, comida congelada Lazanha, Escondidinho muito prático, fácil e barato para mochileiros, Coca-Cola e uma caixinha de cerveja Stella Artois. Quero fazer um adendo aqui, ultimamente e faz alguns anos em minha fase da vida, diminui e muito a bebida, por questão de escolhas, porque agora sou Pai e também não faço a menor questão em beber nas minhas viagens, não quero meu cérebro entorpecido de álcool diante das belas e exuberantes paisagens que encontro em minhas empreitadas, quero que as imagens permaneçam muito tempo em minhas memórias e lembranças. Só para ter uma ideia para comparação, se eu tomei 10 latinhas de cerveja nestes 28 dias viajando, estou exagerando e muito! Mas resolvi comprar a Stella, gosto muito dela e queria comemorar comigo mesmo minhas tão sonhadas férias. Chegando ao Hostel, deixei na geladeira e freezer, com o meu nome identificado, e mais tarde fui dormir..... (continua)!
      Passeio:
      13/02/2017 – Previsão Francês
      No dia 13 já estava previsto eu ir para a tão famosa Praia do Francês e também alugar um carro, porque no dia seguinte 14/03/2017 era o último dia para eu voltar a Maragogi, e também da Tábua da Maré, as piscinas seriam fechadas a passeio por causa da ressaca. Então resolvi suspender este passeio.
      Demorei dois dias para encontrar o carro através do Ipad do “Bar Man Argentino”. Reservei através do site Expedia o na locadora Budget, a primeira vez muito barato, tinha dado tudo certo em Recife, carro excelente para o meu uso, tudo acertado, reserva feita preço estipulado em R$ 500,00 reais para todo o período em Maceió, só faltava pegar o carro no aeroporto e pagar!!!! Só que não, tudo errado!!! Outro Desespero com frustração em minhas férias.
      Logo de manhã aguardando contato com outra locadora, precisava de um carro com GPS, pois como sou extremamente perdido e andaria muito para as praias, acessório indispensável, só que o agente queria me alugar o carro sem GPS e falei que não, isto me atrasou horrores para a minha reserva do aeroporto. Pedi a Leticia em SP, enviar um Uber para mim, o cara chegou rapidinho e foi bem tranquilo, detalhe viagem Hostel até aeroporto R$ 34,00 reais, “Mesmo preço do taxista borracheiro!!!”  Uber em Maceió funciona e muito bem. Chegando ao aeroporto quase aos 40 do segundo tempo, fui até a Budgte, quando para o meu desespero:
      - O senhor alugou o carro através do site expedia? (Atendente)
      - Sim... (Paulo)
      - O senhor vai querer contratar o seguro e GPS? (Atendente)
      - Não, porque pelo site, já fiz isto... (Paulo)
      - Não fez não... pelo site o senhor só alugou o carro, pelo sistema só está reservado o carro, este site Expedia engana as pessoas mesmo... (Atendente)
      - E quanto ficaria mais estes itens? (Paulo)
      - R$ 990,00 reais, R$ 400,00 reais a mais do orçamento.... (Atendente)
      Naquele momento meu mundo desabou, e agora, não tenho dinheiro, não tenho o calção necessário, já dispensei as outras locadoras e agora e agora???? Detalhe que se tivesse agido com mais calma e tranquilidade, eu já tinha encontrado uma locadora na Orla, logo após o posto Policial, quase ao lado banco itau com valor de R$ 660,00 reais sem GPS, mas acredito eu que ele poderia dar um jeito.
      Sem chão, desolado no aeroporto e com o último dia para ir a Maragogi na cabeça, (lembrando da minha frustração já passada em Maragogi), não havia mais tempo de fechar passeio para Maragogi, nem para as Galés, tenho que fazer alguma coisa, “Situações extremas, requer medidas extremas”....
      O que eu vou falar aqui, eu não indico e não sei se faria novamente, mas infelizmente era meu último recurso, já cansado e extremamente exausto, aluguei um Carro clandestino no próprio Aeroporto, aquele com contrato de papel de pão e pagamento adiantado em dinheiro. Consegui um Logan 2015, sem vidro, sem trava, sem GPS e só com ar condicionado, por R$ 600,00 reais. Depois deste instante, estava parecendo uma vadia se prostituindo, para valer a pena minhas férias, passando um monte de “m....a” na minha cabeça. Esses caras vão vir atrás de mim, vai me roubar o carro, vai me assaltar, vou para delegacia, vai cagar toda as minhas férias, olha o que estou fazendo????
      Saindo do aeroporto, fui atrás de GPS para comprar, encontrei uma Loja do Extra que estou com problemas até hoje com eles, aqui em SP já acionei até o Procon e Reclame Aqui. Procurando e procurando e o dia indo embora, não encontro GPS em nenhum lugar de Maceió, até que bateu uma ideia, ainda preocupado com o possível assalto dos agenciadores do aluguel do Carro.
      Não tenho celular, minha namorada vive me enchendo o saco para eu comprar um e na verdade preciso de um, vou atrás de um baratinho. Entrei em uma das centenas lojas do Extra e começo a pesquisar um máximo de R$ 400,00 reais que não tinha e não estavam nos meus planos e que tenha GPS e 4G, parcelei a compra no cartão de crédito. Rapidamente o vendedor me mostrou um que aparentemente me atendia, não vou explicar o problema aqui que estou tendo, mas ele me garantiu que funcionava GPS e 4G. Agora tenho que comprar um plano de Internet, para uso do GPS. Mais R$ 40,00 reais de plano, não estavam nos meus planos.
      Dica: Quando estiver em viagem, é muito mais barato vocês comprarem um plano de voz e dados do estado local,  seja DDD 82, 84 etc para uso de internet e voz, do que você usar seu plano de qualquer cidade que more, depois é só cancelar e tudo certo. Sei disto o porque minha namorada com o plano dela de SP em Recife gastou mais R$ 150,00 reais de voz/dados para uso pessoal e nosso GPS. Sendo que lá tinha um plano de R$ 40,00 reais, a claro funciona muito bem no Nordeste, igual a Vivo aqui em Sampa.
      Celular GPS configurado, carro em mãos e tanque cheio, com os olhos atentos a motoqueiros e ladrões, procurando algum rastreador dentro do carro, eles poderiam roubar o carro de madrugada no Hostel, olha o tamanho das besteiras que passavam na minha cabeça. Agora tenho que comprar um suporte para celular, mais R$ 25,00 reais que não estavam previstos, eu sei que depois de toda esta correria das 08:00 hsr da manhã até as 15:00 hrs da tarde resolvendo problemas, pois não consegui visualiza-los antes, precisa urgentemente de um banho de mar, terapia de relaxamento instantâneo. Ou seja, mais de R$ 1.000,00 reais gastos em menos de 4 horas; levo dinheiro para emergências, mas não imaginaria que isto seria uma..... Havia uma galera do Hostel que estavam me aguardando para irmos ao Francês desde a manhã, iriamos todo juntos. Resolvi então ir para praia Pajuçara.
      Passeio:
      13/02/2017 - Pajuçara
      “Previsão 11/02/17 / Efetivo 13/02/17– Pajuçara: É a praia mais bonita da parte "central" de Maceió, águas claras e calmas, aqui ocorrem os passeios de Maceió. À tardezinha/noite, as vans dos passeios ficam paradas perto da feirinha de Pajuçara, (Verificar se tem passeio para Guaxuma, Garça Torta e Riacho Doce juntos) oferecendo os passeios. Trabalham geralmente com vans e praticam preços menores do que as agências mais conhecidas, preços são praticamente tabelados, aos domingos, a Av. Silvio Carlos Viana (trecho Pajuçara / Ponta Verde) fica interditada para carros e, além do calçadão e da ciclovia, as pessoas podem circular pelas pistas que ficam bem movimentadas, agradável área de lazer, ao longo da orla aluguel de bicicletas, na praia de Pajuçara fica uma fileira de jangadas, que fazem o passeio pelas piscinas naturais de Pajuçara. É um passeio tradicional da cidade, mas disseram que as águas estão turvas e vale pelo passeio de jangada em si e não pelas piscinas 700 Mtrs”.
       
      b - Aluguel Bikes
      - Piscinas naturais (Caio Mar)
      - Feirinha da Pajuçara / Pavilhão do Artesanato (Av. Sílvio Carlos Viana, 1447, Ponta Verde) / Mercado Municipal
      u - Circular 2
      ² - Bar/Balada Soró Sereno/Maikai (eclética), cerveja gelada e barata / Barraca do Pirata / Botequim Paulista (Rock)
      ä - Parmegianno, Av. Dr. Antônio Gouveia, 1259, 3313-9555, 9331-7032”
       
      Bem realmente as águas são calmas e turvas, não consegui ir as piscinas naturais imaginei que seriam “turvas” e não seria tão legal quanto Porto de Galinhas, já era final da tarde, para este passeio, quando fui pesquisar, R$ 30,00 reais por cabeça mas tem que chegar cedo 07:00 hrs para reservar na Orla, não me arrependo de não ter feito, mesmo porque agora tenho uma impressão e opinião formada sobre Maceió, mas só vou contar no final. Realmente todas as agências ficam na Orla aguardando os turistas, os passeio em si, são muito mais baratos do que  Natal ou Porto de Galinhas.
       
      Se existisse um passeio igual nestas três cidades que conheci, ficaria mais ou menos assim o investimento, em Natal  R$ 120,00 reais, Porto R$ 150,00 reais e Maceió R$ 80,00 reais e tenham ciência que, todos ficam restritos aos horários das agência, vou dar exemplos a frente. O aluguel de bicicletas são aquelas de duplas, cadeira uma do lado da outra, meio pesado ao meu ver.
       
      Dica : Feirinha da Pajuçara e Pavilhão do Artesanato são bem legais, o Pavilhão muito mais, mais variedades e preços melhores, não fui em nenhum bar acima, tentei ir no Barraca do Pirata mas estava fechado já as 21:00 hrs.
       
       
       
       
       
       
       
      Dica ²: Se você estiver com a pretensão de curtir a noite de Maceió, “Esquece”, “Ouviu esquece!!!!!”, “Ouviu de novo Esqueceeeeeee!!!!” Toda a orla, bares e da cidade dormem cedo, só para ter uma ideia, os tão Famosos, Mega Blaster “Barraca Lopana” e “Barraca kanoa” 22:00 hrs nem música tem direito, passei mais de 5 vezes na frente e a noite, nem de final de semana, pré carnaval dá ânimos aos Alagoanos, vida noturna aos Baladeiros é horrível, vários alberguistas reclamaram disto, eu nem me importei, porque não era o meu foco, mas se estivesse na pele ficaria muito decepcionado. Diferente de Pipa em Natal, não frequentei, mas 02:00 da matina é cedo!!!! Então pensem bem quais são os propósitos!!!! Em Natal existe o “Calangos” em Pipa das 02:00 hsr da matina até 08:00 hrs vendo o sol raiar.
       
      Dica ä: Para comer realmente o Parmegiano é muito bom é bem servido, eu que como igual a um Dinassauro, o prato pequeno o básico fiquei muito satisfeito, filé a “Parmegiano” R$ 26,00 reais é uma delícia, muito saboroso e muito bem feito, detalhe chopp uma delícia também. Existe outro lugar bem próximo ao Pavilhão do Artesanato o “Comida de Mainha” R$ 29,00 reais come até morrer, comida achei mais ou menos, mas come até morrer, muita variedade.
       
      Passeio:
      14/02/2017 - Maragogi
      “Previsão 17/02/2017 / Efetivo 14/02/2017 – Passeio deve ir nas Galés – Galés é diferente ≠ de Barra Grande que é diferente ≠ de Taocas (Quero ir especificamente para as Galés) – Maré abaixo de 0,5. Maragogi Dreams no bar Burgalhau na praia de Burgalhau (ao lado de Maragogi). La tem passeios para outras galés inexploradas, tem banana boat e um montão de outras coisas. Telefone (xx)xxxx-xxxx Email [email protected] - Burga Nautica / [email protected] – Restaurante Frutos do Mar. Corre o risco de chegar num horário que a maré já está subindo, ou seja, não propício para o passeio das piscinas naturais de Maragogi, Os passeios das agências normalmente saem por volta das 8h, fazem o "hotel tour" pegando os outros turistas e vão para a praia. Retornam por volta das 15h e tem quem reclame que é muito cedo. Analisar se houver no mesmo dia maré baixa em dois momentos distintos, vale a pena ficar, perguntar sobre passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa, passeio na orla, pensar em levar Bike para conhecer Praia Barra Grande, Praia de Antunes, Praia Xaréu,  caminhar até a barreira de corais, também para entrar nas piscinas naturais, avaliar conhecer Rio Maragogi, as praias de Maragogi são: Praia de São Bento, Praia do Camacho, Praia de Maragogi, Praia de Burgalhau, Praia de Barra Grande, Praia do Antunes, Praia do Dourado Praia de Xaréu, Praia de Ponta Mangue e Praia de Peroba, se gostar de caminhar, da Praia do centro de Maragogi siga em direção sul até o Rio Maragogi, é bem legal, paisagem bonita e rende um bom banho de mar ou rio. Acho dá tempo de fazer no dia do passeio as Gales 135 Km”
       
      b - Possibilidade aluguel de Bicicleta em Pajuçara e levar ou aluguel de Buggy/Triciclo Bugalhau
      - Passeio deve ir nas Galés / Tábua da Maré / Piscinas Naturais
      ä - Bar Burgalhau / Restaurante Corais do Maragogi (Compra passeios)
       
      Último dia para ir a Maragogi, presenciar um dos lugares mais maravilhosos da terra, em minha singela opinião, pois não acredito que minha primeira experiência “daquilo” seja “Maragogi”, a tão famoso foto dos parrachos, dos arrecifes, dos catamarãs atracados junto um ao outro é Photpshop!!!
      Acordo 04:30 hrs, já tinha conversado com o agente da agência de passeios, como eu falei não vou falar o nome, dias antes sobre o passeio e ele tinha sido bem claro:
      - “Nós fazemos o passeio para as Galés, fica R$ 75,00 por cabeça, mas você tem que dar um sinal para reservar, ou caso não queira, tente chegar cedo, talvez ainda consiga....
      Pois bem, não reservei, resolvi apostar, as vezes eu gosto de viver fortes emoções... Saio do Hostel 05:00 hrs da manhã, o céu claro e o sol já esquentando os motores, sei que de Maceió até Maragogi são 140 km, cerca de duas horas, calculei 07:00 hrs estaria lá tranquilamente. Já na estrada, GPS posicionado, bateria Ok celular, levei cabo USB e carregador, mas pensei que não “usaria” engano meu, com o coração aberto e receptivo, 06:40 hrs chego novamente a Maragogi, ai ai, que delícia de lugar e férias, estou com tempo de sobra resolvo parar no “Posto Ipiranga – Auto Café”, já bate uma fome, e cérebro meio lento da viagem, estaciono o carro o Sol já a Pino.
      Eu não tenho o costume de tomar café preto ou suas variações, mas neste dia tomei, quero deixar o cérebro atento e focado no passeio. Olho o cardápio e vejo “Ovos mexido a moda do chefe”, nossa lembrei na hora de Bertioga, que delícia de ovos mexidos, resolvi pegar e um café médio com leite – Nunca tomei um café da manhã no meio da estrada, podemos dizer industrial, tão gostoso na minha vida, o que era aquele “Ovos mexido a moda do chefe” aquilo é maravilhoso, se tivesse mais tempo, comeria mais umas duas porções fácil, falei até para caixa atendente da minha satisfação e prazer de ter provado e comido, maravilhoso, agora o de Bertioga ficou em segundo plano. Fazendo um Jabá, realmente o Posto Ipiranga cumpre o que fala, volto com certeza, café com leite muito bem feito, nem parece de maquina expressa. “Awesome”.
      Chegando ao Restaurante “Taocas”, encontro novamente a garçonete simpática e batemos um papo rapidamente, ela pergunta da Leticia falo que está tudo bem mas agora retorno a ficar sozinho nas minhas férias, peço um favo de carregar meu celular pois bateria tinha ido já para o espaço, ainda bem que levei o carregador, não sabia que estes celulares consumem um bateria que só....
      Vou até a agência e ainda estava fechada, era 07:15 hrs, resolvo tomar uma água de coco gelada para esperar, em paralelo resolvo ir a outra agência para ver se tinha o passeio o rapaz falou que tinha sim, ótimo se der errada em um o outro vai dar certo. Tomo toda minha água e vou até a agência de esquina, o agenciador me recebe:
      - Bom dia, dias atrás vim aqui falar sobre o passeio das Galés e hoje resolvi fazer...
      - Você reservou?
      - Não, mas você tinha falado que poderia ter a chance de chegar mais cedo e ainda dar tempo...
      - É mas infelizmente não dá mais, todos os lugares estão lotados, o catamarã está lotado...
      - Não tem outra agência ou um encaixe?
      - Não este passeio como é o último dia, é muito concorrido...
      Já sabia destas informações, corri o risco e paguei o preço, neste meio tempo vem outro agenciado de camisa preta me oferecendo o passeio para as Galés, não fechei o passeio pois estava esperando a informação da outra agência, quanto é R$ 75,00 reais, nós vamos naquela lancha laranja, deixa eu saber alí primeiro que depois te procuro, Ok então qualquer coisa estarei aqui meu nome é “Alisson”.
      Já beirando as 08:00 hrs outro agenciado ligando para um para outro, tentando lugar e alí liguei minhas anteninhas, vai dar “m....a” de novo, o porque eu não reservei antes isto, as vezes sou muito teimoso, para certas coisas... 08:15 hrs o agenciador me fala que também não tem mais lugar, os catamarãs já estavam lotados....ai ai ai ai!!!! Não creio que está acontecendo de novo comigo!!!! Ai meu Deus hoje é o último dia para ir as Galés....não vou embora sem ir ao passeio, me recuso, não aceito isto novamente, minhas estadia em Maceió este era o único propósito!!!!
      Vou atrás do cara de camisa preta e não encontro mais, adentro ao restaurante e encontro ele já fechando o passeio com um casal de Carioca.
      - “Alisson ainda tem o passeio?” (Paulo)
      - Sim... (Alisson)
      - Aceita cartão? (Paulo)
      - Não, só em espécie... (Alisson)
      - Tudo bem, tinha levado dinheiro mesmo.... (Paulo)
      - Pergunto novamente, este passeio é para as Galés?  (Paulo)
      - Sim, nós só vamos para as Galés... (Alisson)
      - Qual é o sentido das Galés? (Paulo)
      - Em frente ao “Restaurante Taocas”, cerca de 30 min mar adentro. (Alisson)
      Valores fechado, horário estipulado por ele para nós aguardamos em frente ao restaurante cerca de 09:30 hrs partimos, resolvo tomar outra água de coco e passar mais protetor solar.
      Eu ainda desconfiado, cabreiro, sentado tomando minha água de coco, minutos mais tarde ele retorna, oferendo outro passeio no mesmo, agora para fazer mergulho, bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla aqui começa minha história com o meu “Salvador Alisson”...
      - Alisson, cara vou te contar uma história, vou ser sincero e direto com você!!!!
      - Cara dias atrás vim até Maragogi esperando ir as Galés, eu e minha namorada, só que eles me levaram para outro lugar que mais parecia um estacionamento de Shopping, águas turvas, vida marinha escassa cara horrível, minha namorada super estressada, queria ter dado a ela uma surpresa para ela fechar com chave de ouro do Nordeste, o piloteiro quase nos abandonou em alto mar, cara estou aqui como turista, você acha que sou idiota? Em São Paulo fiz milhões de pesquisas, eu sei o que eu quero, eu sei o que vim fazer aqui, eu sei para onde eu quero ir, mas agora você me querendo vender outro passeio, sem eu fazer este??? Cara deixa eu fazer o básico e depois conversamos, e eu vomitando mais e mais minhas frustrações de minha experiência agoniante anterior - Alisson só ouvindo - até o casal de Cariocas parou o que estava fazendo para ouvir meu desabafo.... ele calmamente me respondeu....
      Aqui começa uma aula do passeio e cultura.
      - Paulo para onde você foi chama-se “Barra Grande”, se você que saber para onde é a galés vou te dar uma dica....
      Faça a seguinte pergunta para o agenciador:
      - Qual é o sentido das Galés?
      - Se ele te responder seguindo em frente ao Restaurante Taocas, são cerca de 30 min mar a dentro, você vai para as Galés...
      - Se ele te responder, sentido em frente ao Restaurante Burgalhau, são cerca de 15 min mar adentro, você vai para Barra Grande....
      - Se ele te responder, sentido a direita Restaurante Taocas, cerca de 15 min mar adentro você vai para Taocas....
      Nós somos uma equipe de mergulhadores profissionais, você vai embarcar em nossa lancha somente com mergulhadores credenciados, eu não sou agenciador de passeios eu sou mergulhador, eu até vendo passeio mas este não é meu foco, mas tudo bem, entendo sua frustração e depois do passeio você me fala a sua opinião, fique tranquilo que 09:30 hrs saíremos....
      Alí percebi, que ele era um cara diferenciado, nós ficamos quase 25 min conversando antes do passeio...
      09:32 hrs ele aparece novamente, vamos embora? Estão prontos? Uma atenção, uma cordialidade, uma pontualidade sem precedentes, a barco tinha cerca de 10 mergulhadores um negrão parece um armário Baiano, se apresenta como comandante e responsável pela sua equipe de mergulhadores, gente boa com sorriso cativante e extremamente simpático como todo Baiano.
      O Alisson se acomoda ao meu lado e os 30 min de mar adentro, mais outra aula sobre o que é Maragogi e o que faríamos lá...
      Antigamente Maragogi recebia cerca de 3000 turistas diários, mas a fauna começou a sentir o impacto então a Marinha resolveu baixar isto para cerca de 800 diários, e este número vai diminuir mais, nós como somos embarcação de mergulhadores, temos uma licença especial com tempos especiais, toda embarcação só pode ficar no máximo entre 01:30 a 02:00 hrs nas galés nós vamos ficar mais de 02:30 hrs em alto mar, muito cuidado com os corais e ouriços são perigos e cortam como se fossem navalhas, existe um cordão de proteção e isolamento nas Galés aonde nenhuma embarcação pode ultrapassar somente a fiscalização e o socorro, nós vamos deixa-los perto desta proteção, vamos descer e te levaremos cerca de 00:05 min a nado até as galés, qualquer problema ou ajuda me procure estaremos a disposição....
      Nesta hora meu queixo já estava no fundo do mar, junto com as belezas submersas e extremas, exuberante “Awesome” do lugar, agora sim eu estava na tão famosa foto “Cartão Postal de Maragogi, as Galés”. Descemos da embarcação, coloquei meu snorkel, os mergulhadores já com os seus aparatos, o Alisson junto, pediu para nós segurarmos no colete e não precisa ajudar a nadar pois ele estava com as nadadeiras, e ainda me diz:
      - “Paulo relaxa, e aprecie a vida marinha....” (Alisson)
      Neste instante, me corto nos arrecifes, ele logo fica apavorado e me ajuda, milésimos de segundos depois, quando abaixo a cabeça e vejo a transparência das águas, uma Dory, quase do tamanho de uma Pizza, peixes mais coloridos e graciosos do mundo, esqueço meu joelho sangrando, somente tinha um pensamento, agradecer muito a Deus pelo o que me ocorreu e o que passei - Maragogi nas Galés, definitivamente foi o lugar mais Maravilhoso, Belo, Incrível, “Awesome”, de toda as minhas férias – estava definitivamente mergulhando em um aquário natural gigante, nadando com os mais belos peixes ao meu lado, as Galés é gigante, para cada braçada e respiro, um peixe colorido e diferente apareciam, realmente a Leticia perdeu!!!!!!!!!!!!!!!
      Eu sei que fomos os primeiros a chegar e os últimos a sair, ficamos em alto mar quase 03:00 hrs nadando e me divertindo, mergulhei até uns 5 mtrs para pegar umas sujeiras de turistas como “Amarradinhos de cabelo”, “plásticos” que estavam no fundo, perigoso aos peixes, fazendo a minha parte, o Alisson fez uma filmagem com a minha excelente câmera sobre os corais, nadando com os peixes, apesar do pesar ficou legal, nunca mais esquecerei esta experiência.
      Eu sei que na volta não tinha palavras e nem pensamentos, estava imerso em pura satisfação e paz de espírito e no fundo uma voz....
      -“Paulo.....Paulo....Paulo e aí gostou?” (Alisson)
      - “Quase pulei para cima dele, para dar um forte abraço e agradece-lo pela imensa experiência que acabara de ter” (Paulo).
      Dica Importante: Restaurante=Taocas ; Galés=Alisson, Agência=Jangadeiros Tur
      Dica Importante: Vão direto ao restaurante “Taocas”, telefone do Grande Mergulhador Alisson O Salvador (82) 9 8224 8001, pode falar que fui eu que indiquei, ele vai lembrar do Paulo do São Paulo que estava bravo porque ele foi para Barra Grande. Tentem ligar ou mesmo procurem ele alí perto do restaurante, na  associação de Jangadeiros Tur, lá está a equipe de mergulhadores profissionais que lhe falei, todos muito gente boas, ou o Baiano Negrão gente boa, simpático e sorridente, como todo Baiano, dono da lancha laranja, da associação de Jangadeiros Tur.
      Feliz da vida curtindo mais um pouco a praia, dando mais uns mergulhos naquele Azul Turquesa, depois fui tirar sal do corpo, muito importante em terras aonde o Sol é muito quente e a água muito salina, me refresquei mais ainda e de volta ao Hostel, meus 280 km viajados mais felizes até agora.
      Já no terceiro dia nem me lembrava mais de minhas loucuras e devaneios sobre o carro, estava tudo muito bem e tranquilo, carro grande, econômico porém básico.....
       Em algumas das minhas vindas de Maragogi senti esta dificuldade, acessórios básicos como vidro, travas e USB são indispensáveis em um carro, e você só da conta quando você não os tem, parei algumas vezes para pedir informação e lá vai o desconforto de baixar os vidros manualmente,  travar os pinos dentro do carro e USB que não tinha. Chegou uma hora que meu novo celular estava dando uns “paus” reinicializando e desligando sozinho, devido ao calor extremo, e principalmente não aguentava a carga que havia dado no dia anterior, logo requisitei o USB do rádio que mal funcionava, consequentemente o GPS e celular me deixou na mão umas 4 vezes, uma foi a pior, aonde estava voltando de Maraga e o celular não carregava mais, não ligava simplesmente travou e detalhe estava no meio do nada e a escuridão bem próximo eram cerca de 17:50 hrs as 18:30 já está um breu que só, mantive a calma, já tinha passado por ali antes, mas não consegui por muito tempo, me perdi no meio da escuridão e no meio do nada, em uma estrada que só tinha passado duas vezes e detalhe não sabia voltar para o Hostel sem GPS, as ruas muito confusas e o condutor que aqui lhes falam também, passeio um perrengue, viagem de retorno prevista para duas horas terminou em mais de 04:30 hrs para o hostel, então:
      Dica: Quando forem alugar um carro, não esqueçam de ver estes itens indispensáveis Vidro, Trava, Direção, Ar condicionado, carro econômico e principalmente USB, vários, para carregar o celular, no carro em Recife tinha tudo isto, não senti problemas e não sabia de sua importância. Alguns carros possuem suporte para smarthphones no console outros você precisa de suporte para celular grudados no vidro, tentem deixar na saída de ar, pois ajudam a refrigera-lo, evitando assim os “paus” de não ligar.
      Com relação a passeio buggy/quadricículo quando a maré está bem baixa e levar Bike, não senti falta, mesmo porque o lugar é belo de qualquer ângulo e bike é dispensável, areia em muitos lugares muito fofa e você não vai querer estar debaixo de um Sol de 40° com um trambolho para se preocupar.
      Maragogi para mim é outra Maceió...logo mais explico melhor.
      Passeio:
      15/02/2017 – Praia do Paripueira
      “Previsão 14/02/2017 / Efetivo 15/02/2017 – Praia do Paripueira – Se você vai por conta própria, peça uma pulseirinha de cliente avulso aos atendentes que estão na área do estacionamento; ela será necessária para reservar o passeio, ao entrar, vá direto à fila da bilheteria para comprar o passeio, a permanência na área dos corais é de até 2h30, Paripueira, nade sobre o coral e alcance a área deserta das piscinas, aproveitar melhor o passeio, não fique junto com todo mundo coladinho ao muro de corais, vá nadando com cuidado até a piscina do outro lado dos corais, ali a densidade demográfica é mínima 31 Km.
       
      - Piscinas naturais (Rest Mar & Cia) 4 km depois passar pelo clube Hibiscus em Ipioca / Passeio catamarã, 3293-2031
      u - Circular 2
      ² - Soró Sereno/Maikai (eclética), cerveja gelada e barata
      ä - Quiosque da Jaraguá (mais sossegado) / Restaurante Mar e Cia
       
      Ahhh, aonde estou? Quem sou eu? O que estou fazendo aqui? Viagem, viagem e viagem, que delícia, perder a noção do tempo, não saber que dia é da semana, não ter compromissos marcados, reuniões estressantes, agendas cheias, nada mais é que Férias, única e exclusiva descanso, revitalizar corpo e alma.
      Acordei as 06:30 hrs da manhã, tomei meu banho como Paripueira era próximo, não precisava acordar tão cedo rs, mas sinceramente nem ligaria, um café da manhã razoável, mas está tudo bem, os voluntários faziam o que podiam, indispensável sua ajuda ao Hostel João e a Jenny, amigos que quero levar para o resto da vida. Conversei com o pessoal um pouco, dei uma relaxada no Hostel, passei protetor, escovei os dentes e bora para a estrada. Meu GPS não apaguei os destinos até hoje 11/04/2017, faço inveja a mim mesmo, quando o olho.
      Paripueira de fato é bem tranquilo de se chegar, mesmo porque sentido Maragogi, você passa em frente, então estava memorizado o caminho, mas coloquei no GPS mesmo assim. Chegando ao Restaurante Mar & CIA, uma frota de micro ônibus e vans de agências, estacionei o carro e você paga R$ 5,00 reais para entrar. Logo fui atrás do passeio as piscinas naturais, cerca de R$ 60,00 reais o mais barato logo na portaria do restaurante, peguei minha pulseira e fui caminhar procurar outros agentes, mesmo porque o folder dos passeio já estavam me cobrando isto, só que a partir do Hostel com translado, então pensei que seria mais barato alugar ele lá!!!! Engano meu...
      O lugar é muito bem estruturado e enorme, porém comida e bebida não são baratos não, um prato individual cerca de R$ 65,00 reais, o básico ainda hein, arroz, feijão, batata frita, salada, carne ou peixe. Caminhando pela praia em busca do passeio, existem mais dois restaurantes a esquerda do Mar & CIA que vendem os passeios, mas também R$ 50,00 reais por cabeça, logo pensei existe alguma coisa errada....estou aqui, não paguei o translado, vim por conta própria e os passeio estão com o mesmo valor das agências??? Algo está errado. No horizonte encontro um dos agentes clandestinos de moto correndo pela praia oferecendo os passeio, o que que eu fui fazer???????
      Frustração: Seu nome “Camarão”, apelido na verdade, decorem bem este nome “Camarão”!!!! Crustáceo abdome longo podem ser água doce ou salgada, aquele que você arranca a cabeça e come o resto, fruto do mar que é gostoso frito, marinado, na paella etc. Mas não desceu na garganta desta vez, entalou, quase engasguei e morri na praia. Um cara cheio de protetor labial branco, moto biz vermelha correndo de um lado para outro. Me ofereceu o passeio as piscinas naturais a R$ 50,00 reais, também recusei, logo ele percebeu que perderia o cliente abaixou para R$ 40,00 reais, não deveria ter pago, seria melhor ter comprado o passeio na portaria conforme dica que eu mesmo ignorei!!!!
      Passeio comprado depois de 01:30 hrs a procura e horário programado, este cara me coloca em sua garupa a sai a procura de vagas em algum catamarã, olha a presepada!!!!! Vamos em um, vamos em outro, vamos em outro e vamos em um e nada de me encaixarem, porque ninguém aceitava o ticket clandestino e o forasteiro aqui que lhes fala. Mas o motivo foi que a fiscalização estava forte aquele dia, e eles não colocam ninguém a mais nos catamarãs quando chega ao limite está corretíssimo, afinal de contas quem quer correr o risco de um acidente??? Eu sei que este cara já sabendo da impossibilidade de arrumar uma vaga para mim, já impossível uma vaga, aos 00:43 hrs do segundo tempo, os barcos não sairiam mais, vende mais um passeio agora para uma família inteira, vai vendo a “prese....” da “presepada”, eu sei que tinha um total de 8 para o passeio. Os catamarãs começaram a ficar lotados de gente, e nós ficando para trás, o sujeito me vira depois de 02:30 hrs aguardando, e me diz:
      - “Olha seu eu não conseguir encaixa-lo, devolvo o seu dinheiro....” (Camarão)
      - “Mas eu não quero o dinheiro, quero fazer o passeio...” (Paulo)
      -“A fiscalização está forte hoje, muita gente e está perigoso embarcar todo mundo...” (Camarão)
      - “Cara quero ir ao passeio... ” (Paulo)
      As 11:30 hrs da manhã, último catamarã disponível para o passeio acham vagas para todo mundo inclusive para a família, nos reunimos para embarcar próximo ao Catamarã e os fiscais pedindo os bilhetes de embarque, não temos bilhetes, estamos com o “Camarão”, então aguardem aqui....ai ai ai...o stress começou e retornar!!!!
      Conversando com os agentes autorizados do Mar & Cia, me explicaram que era bem provável que ninguém do Camarão embarcaria, pois todos os catamarãs estavam lotados, tentando descontrair um deles me disse:
      - “Mas fique tranquilo, você pode voltar amanhã, pena que você vai perder o melhor passeio de Maceió.... ” (Agente)
      - “rs rs Melhor passeio comparado a Maragogi, nas Galés???” (Paulo)
      - “Este aí fica no chinelo....” (Agente)
      Olha a besteira que ouço com a minha cabeça cheia, então fui a desforra, vamos fazer uma aposta...
      - “Seu achar que realmente este passeio é melhor que as Galés, eu pago novamente o passeio agora para você, se você perder você paga para mim OK?” (Paulo)
      - “Aquela lábia alagoana, sendo simpático, tentando me convencer com história e boto marinho, que derrepente ele avistou no fundo do mar.....”
      - “Me espere aqui que eu volto e digo minha opinião...”, pergunta se ele estava lá quando retornei....
      Os catamarãs já em deslocamento, lotados 11:45 hrs o piloteiro assinalando para todo mundo que estava cheio, não cabia mais ninguém, aí o desespero tomou conta....
      Me aproximei do “Camarão” agora já dentro do mar a 5 metros para embarcar; uma alma salvadora, por dó e piedade de mim, conversou com o piloteiro e permitiu meu embarque, agora perguntem e a família que havia comprado??? Se “f......am” lógico!!!
      Agora o agente autorizado, mais uma em “Camarão”, se não fosse por mim ele iria ficar aí, é logico que eu agradeci enormemente depois....
      Ufa passado o desespero, agora dentro do Catamarã, lotado de pessoas e crianças, grande maioria Argentinos, o barco não liga.....Pronto não deveria ter vindo, esta “b....a” vai afundar, olha a tragédia anunciada!!!! Depois de 00:30 hrs o barco liga e vamos ao destino....
      Passeio bem tranquilo, Catamarã bem lento e seguro, muitas crianças com coletes e os tripulantes ajudando todo mundo, passeio seguro para ir com crianças, lógico que não os desdentados, acima de 6 anos Ok???
      Chegando as piscinas naturais, um viagem cerca de 25 min mar adentro, uma multidão aglomerada, bem diferente das galés e a estrutura, mais uma vez e última Alysson meu Salvador!!! Águas turvas, vida marinha bem escassa, mar um pouco revolto, mas tranquilo, para relaxar muito parecido com Barra Grande em Maragogi. Depois das Galés passeio insuperável de Maceió, Paripueira se tornou dispensável, voltaria novamente as piscinas de Paripueira??? Não, obrigado já conheço!!!!
      Cerca de 01:30 hrs nas piscinas naturais, já retornando a praia, bem tranquilo novamente, um turista me perguntou porque queria comprar, mas agora só para o dia seguinte.
      -“E aí gostou?” (Turista)
      -“Olha vou ser sincero, nota 5, quer fazer para conhecer Ok, mas para mim dispensável...” (Paulo)
      Agora tento almoçar no restaurante, quando descubro os preços, logo desisti, como quando retornar.  Começo a caminhar sentido a direita do restaurante, havia me esquecido que havia um rio lá, você atravessa por ele inclusive, investindo mais uns 20 minutos de caminhada, você se depara com a praia deliciosa e areias cantantes, o rio está logo atrás, mergulhei nos dois é lógico, melhor que o passeio das piscinas, mas foi bom ter conhecido, ter a experiência para contar a vocês, agora sei o que quero fazer quando voltar, por lá permaneci mais umas 02:00 hrs longe da badalação e forró do restaurante. Hora água salgada, hora água doce, adorei esta praia, principalmente fazendo um spa com as areias, muito gostoso e relaxante.
      Por volta das 16:00 hrs retorno ao restaurante para fechar minha conta, paguei a entrada, retorno a Maceió já anoitecendo.
      O restaurante em si é legal e estruturado, existem estrutura e brinquedos para os pequeninos brincarem e os pais ficarem tranquilos e relaxados, levaria minha filha para lá sim, mas só por causa do restaurante, da praia e rio a direita, bem próximo ao Mar & Cia.
      Com relação ao Soró Sereno/Maikai (eclética), não fui e não me arrependo, estava tranquilo e sossegado. Conforme o folder o passeio a Paripueira consiste, “nas entre linhas”, R$ 60,00 reais somente o translado e o passeio a praia, não o as piscinas naturais, mais R$ 50,00 reais, então fiquem atentos, o carro te possibilita fazer o seu roteiro e horário. Mas, somente neste em específico, Paripueira o carro é dispensável, poderia ter ido de Agência, que não me arrependeria, me divertiria igual.
       
       
    • Por nayhara
      Esqueça tudo que você viu e viveu até hoje. Posso te garantir: sua vida só começa depois de conhecer o Egito. É simplesmente uma experiência avassaladora para quem ama vivenciar novas culturas.
      O Egito é barato mas também é caro. Pode ser muito barato. Mas também pode te levar à falência em um dia.
      Para início de conversa: fui sozinha. E estava morrendo de medo de como isso seria. Não li um relato agradável na internet. Inclusive aqui no site, tem relato de gente que até apanhou de leve na rua rs... É sério, procurem que vocês vão encontrar as coisas mais bizarras.
      Mas vamos ao que interessa. Durante o relato vou fazendo as considerações para vocês.
      Dia 01
      Cheguei no aeroporto do Cairo, exatamente às 16h55 min. No meu voo tinha apenas eu de brasileira e um grupo de senhorinhas que estavam fazendo turismo religioso. De resto, todos eram árabes. Por esse motivo, a alimentação era especial, já que muçulmanos só podem comer comida Halal.

      Chegando no aeroporto fui (para varias) barrada pelo cara da "polícia federal" deles. Mas não se assustem. Ninguém no meu avião foi barrado. O problema é sempre pessoal. Isso já aconteceu em diversos países que eu visitei. Talvez por eu ser mulher, solteira, sem filhos... enfim, o que eles consideram uma pessoa perfeita para entrar em qualquer país e nunca mais sair. Passei um belíssimo sufoco e acho que foram mais de 40 minutos tentando convencer o cara que eu não era uma salafrária. Ele me questionou várias vezes porquê uma mulher sozinha, sem amigos ou família tinha escolhido o Egito para passar as férias,, se eu realmente não conhecia ninguém lá. Mesmo mostrando documentos do hotel, passagem, passaporte, visto, dolares, euros... o fdp resolveu que ia me Cristo (ou para qualquer outro profeta) naqueles dia. Depois de até revistar meu celular e eu dar um ataque que já estava misturando inglês, português, italiano e espanhol, o escroto do cara resolveu me liberar às gargalhadas. Ali tive certeza que ele só estava mesmo zombando da minha cara!
      Nesse primeiro instante fiquei bem apavorada e com medo do que viria dali para frete. Pensei que aquilo ali poderia ser apenas o início de uma viagem trágica ao Egito mas graças a Deus não. Foi só um susto e depois foi tudo lindo e maravilhoso.
      Na saída do aeroporto comprei meu chip da VodaFone que me custou 35 libras egípcias com um pacote de dados de internet e SMS. Ah, e tem banco onde você pode trocar algum dinheiro. Não troque tudo porque a cotação é péssima. Na rua você encontra preços bem melhores. Quando saí do aeroporto tinham uns taxistas, mas resolvi seguir as dicas da internet e usar o UBER que já estava previamente instalado no meu celular. Deu super certo e foi o que eu usei a viagem toda. Barato e seguro (eu via as rotas pelo google mapas e ninguém me enrolava não).
      Saí do aeroporto em direção ao meu Hostel (super bem localizado por sinal), depois de 3 dias viajando (fiz várias conexões - passagem promocional ne gente?), morta e arrasada de cansaço mas com um pôr do sol único e com a sensação de felicidade imensa. Ah e eu nem me importei com o trânsito naquele momento (não tenha dúvidas, você vai pegar trânsito por todos os lugares).

      Meu hostel era o Freedom Hostel, extremamente bem localizado, eu entrei em contato com eles antes de ir para o Cairo e um dos responsáveis, o Eslam, sem muito simpático, respondia todos os emails rapidamente e detalhadamente. O hostel fica bem pertinho da Praça Tahir e do Museum e tem estação de metrô próximo (mas eu não usei). Tem restaurante, ruas cheias de lojas de roupas, eletrônicos, turismo, câmbio, tudo pertinho.
      O UBER do aeroporto para o hostel deu 40 EGP (libras egípcias)
      Me assustei chegando no hostel, o prédio é velho e caindo aos pedaços. Mas logo você se acostuma e percebe que tudo no Egito é assim. O hostel fica no último andar do prédio e sofri um bocado para subir com minha mala (e olha que só pesava 14kg). Sempre digo que vou de mochilão, nunca vou e sempre me arrependo, claro! Fui muito bem recebida pelo próprio Eslam. Meu quarto era logo o primeiro, dividia com 6 pessoas, cada uma de uma nacionalidade diferente. O Wi-fi é liberado. Depois de me acomodar eu só precisava de um banhinho quentinho e sair para comer porque a fome era maior que o cansaço.
      À essa altura do campeonato já estava me achando  rica milionária. Pedi indicação ao Eslam do restaurante mais top e com comidas típicas do Cairo e ele me indicou o Sequoia. Pedi um UBER (valor da corrida ida e volta 40EGP) e fui. Ele fica às margens do Rio Nilo, todo aberto para você comer e admirar as belezas daquele lugar. Só indo pra vê gente. Pedi todas as comidas típicas que eu ahcei no cardápio (em inglês) naquele dia. Sério, comi como se não houvesse amanhã. Comida maravilhosa, cheia de gordura e fritura, do jeito que meu tecido adiposo gosta. Depois de comer como um trator, no final pedi um café egípcio e um karkadec (chá de hibiscus), então por aí vocês tiram o quanto eu comi e bebi nesse dia. A conta deu míseros 200 EGP (aprox 40 reais). Eu comi como se não houvesse amanhã, mas tinha amanhã e ele era nebuloso... Cheguei no hostel passando muito mal, claro. Eu não to acostumada com esse tipo de comida, estava sofrendo com o fuso horário (pela primeira vez tive jetleg), não dormia bem há dias... resultado: o fígado reclamou e eu passei a madrugada em claro (sem sono pelo jetleg) e chamando o Hulk no banheiro do hostel. Os meninos da recepção do horário da noite me fizeram chá preto e me deram um biscoito muito parecido com cream craker (apra vocês verem que amor). E às 5h da manhã (meia-noite ainda no Brasil). Eu estava acordada feito um zumbi. Devo ter pego no sono depois de 3 dramins, 2 xantinons e 4 epoclers.



      Hostel:
      Freedom Hostel: 6 Bank Misr Street Off Sherif St.Front of the Central Bank of Egypt., Cairo, Egito (Peçam para falar com o Eslam)  -
      Restaurante:
      Sequoia: 53 Abou El Feda, Zamalek, Cairo, 11211
      Cotações do dia:
      No aeroporto: 1 dolar = 15 EGP
      Na casa de câmbio perto do hostel: 1 dólar = 19.50EGP
      OBS:. não se troca reais por EGP no Cairo, mas eles te dão a cotação para você ter uma ideia e sempre fica em torno de 1 real - 5 EGP
      Gastos do dia:
      Chip Vodafone: 35 EGP
      UBER aeroporto - hostel: 40EGP
      UBER hostel -sequoia: 40 EGP (20 ida e 20 volta)
      Sequoia: 200 EGP
      Total: 315 EGP (aprox 63 reais ou 16 dólares)
      Dia 02
      Depois de dormir pouquinho devido a madrugada dos horrores já mencionada acima rs, acordei às 8h, tomei um café preto com um pão apenas. O Hostel tem um café da manhã modesto mas bem bonzinho e que dá pro gasto. E o melhor, sem fritura. Preferência nacional de qualquer prato no Egito. Conversei com o Eslan e ele conseguiu um UBER para mim. Acabou que no final fechei todos os dias com esse rapaz do UBER, um senhor muito distinto, educado e simpático, mas que infelizmente não tirei foto nem decorei o nome dele. Mas acredito que, se você pedir no seu hostel, com certeza você consegue um guia ou UBER bem em conta como eu.
      Mas vamos ao que interessa, quem vai ao Cairo quer ver o que? Pirâmide. Então vamos de Pirâmides no primeiro dia e não quero nem saber se é a cereja do bolo rs... A programação do dia era Pirâmides de Queops, Pirâmide de Djoser e Sacara. Mas vai por mim, você não vai conseguir fazer isso tudo por alguns motivos: 1) A logística é impossível, 2) o transito não deixará, 3) Queops é imenso e você vai ficar tão absudamente boquiaberto com tudo que vai querer passar o dia inteiro lá. E foi o que eu fiz...
      O UBER me cobrou 60 EGP para me levar e buscar (tava com o whatsapp dele). No caminho além do trânsito caótico que não me deixava esquecer que estava no Egito, de longe eu conseguia avistar a pontinha das pirâmides, e claro, comecei a chorar (se você for manteiga que nem eu vai chorar mesmo, é uma energia, uma emoção sem tamanho...)
      O carro me deixou na entrada e fui para a fila comprar meu ingresso. Eu tenho uma carteirinha internacional de estudante. Se você tem uma a dica é: leve-a. Eu paguei meio na maioria dos locais que eu fui no Egito. eles super valorizam a carteirinha. Comprei o ingresso que dava direito a entrar nas pirâmides e custou 100 EGP (lembrando que era meia, tá?).

      Entrei... e quase morri! Só indo para ver. Não vou ficar detalhando a beleza e imensidão. Não tem como. Vamos nos atear a logística da coisa. Depois de passar uns 10 min abraçada nas pedras da pirâmide, fui procurar um guia e um camelo. Acredite, você vai precisar de um. Ah, e antes que alguém venha falar dos direito dos animais eu já aviso: eu sou vegana e luto diariamente para isso, mas você não vai resistir a andar de camelo nas pirâmides, por mais que esteja com o coração partido e morrendo porque está colaborando com a exploração dos animais. Então, aceite! Fechei com um guia um passeio completo pelas pirâmides e até o ponto mais alto por 500 EGP (aprox 100 reais). Não achei caro, já tinham me oferecido por 1000, 800 e depois de chorar consegui o desconto. Aliáaaaasss, chore muitoooooooo no Egito, provavelmente você consiga descontos do tipo 80% (e não to brincando não).
      É muitooo emocionante andar de camelo, naquela paisagem. Gente, não tem explicação. O guia foi muito bacana e tirou várias fotos show (depois rolou 50 EGP por fora, claro). Outra observação: no Cairo, no egito em geral, tudo tudooo é comissionado. Se eles te derem uma informação, vão te pedir comissão. Acostume-se e separe uma grana pra isso. Não é de bom tom não dar e você será xingado em árabe por umas 15 gerações.
      O guia dá a volta inteira nas Pirâmides. Esse passeio dura umas 3 horas e no final ele te leva num lugar para comprar essências e perfumes egípcios. Alias, quase todo passeio terminam nessas perfumarias, tapeçarias ou "papirarias" (onde vendem os papiros). Dentro de Guizé é beeemmm caro  e não recomendo comprar nada por lá. Depois ele voltou comigo para dentro da área das pirâmides. Acho que já eram por volta das 17h e estava quase escurecendo. O pôr-do-sol naquelas bandas é de babar.


      Apreciei mais um pouco cada pedacinho daquele lugar, tirei mais 600 fotos, beijei a esfinge, segurei a pirâmide e virei artista por 15 min. Vocês podem imaginar o que uma ocidental loira com os cabelos expostos pode causar nas crianças egípcias? Eles adoram. Pedem para tirar foto a cada passo que você dá. Você é assediado como se fosse um artista hollywoodiano. O guia teve que pedir pelo amor de deus para eu não ser tão simpática porque ele não aguentava mais parar para tirar foto com as mulheres de burca e as crianças rs... E acredite, você adora no início, mas no final da viagem tava fechando a cara já, porque enche o saco e daí entendi porque os artistas também ficam de saco cheio rsrs...

      Ah, durante o dia nas pirâmides eu não comi absolutamente NADA! Você não vai lembrar de ter fome, acredite. Quando cheguei no hostel pedi um pão e chá preto e eles me forneceram, e não me cobraram por nada. Voltei para o hostel e combinei com o UBER dele me buscar para ir a Khan El Khalili. Estava muitoooo ansiosa e deixei para comprar algumas lembrancinhas lá. Ele me buscou por volta das 19h30.
      Explore o máximo que você puder de Khan. Eu sinto não ter podido ir lá de manhã. Deve ser lindamente colorido. Porque à noite já era. As luzes e cores são tão fortes por lá que quando você sentir esse cheiro novamente, com certeza, lembrar das ruas de El Khalili (aconteceu comigo em Sharm). Eu comprei muitas lembrancinhas lá e por um preço muitooo em conta. Cada papiro comprei a 10 EGP e mais miniaturas de piramides e gatos, esfinge, deuses (cada um a 10 EGP). Mas chore muito que o preço cai. Eles custavam 80 EGP hahaha. Depois achei um café que havia sido recomendado pelo guia do UBER e parei lá para jantar, chamado Naguib. É bem carinho perto dos preços do Cairo, mas quem liga né? Lá é proibido tirar fotos mas tirei da entrada pra vocês verem. Mas é bem divertido, tem música ao vivo e as pessoas cantam alegremente. Aliás, cantar alegremente é uma coisa que os egípcios adoram fazer.






      Gastos do dia:
      UBER até as pirâmides: 60 EGP (ida e volta)
      Entrada das Pirâmides: 100 EGP
      Passeio de Camelo + fotos: 550 EGP
      UBER para o jantar: 50 EGP (ida e volta)
      Jantar: 250 EGP
      Dia 03
      Tinha combinado com o motorista do UBER bem cedinho nesse dia. Nesse dia fomos a Saqqara, Dsjor, um passeio pelo deserto do Saara e Memphis. Acordei cedo, tomei café no hostel e saí por volta de 8h30.
      Todas as entradas eu paguei meia com o cartão de estudante.



      O guia ia me explicando tudo e dei muita sorte. Nenhum dos lugares estava cheio. Nesse dia, apesar do frio extremo no Cairo, fez um pouco de calor e como eu estava com roupa térmica, mais blusa segunda pele, casaco, cachecol passei mal. E ainda juntou que passava muitas horas sem me alimentar. O guia parou num feirante e compramos um cacho de banana rsrs... o mais vegan que eu achei por aquelas bandas. Para o guia o cacho custava 5 EGP mas quando ele viu que era eu quem queria comprar ele se recusou a vender por esse preço e fui obrigada a pagar 7 EGP. Isso é bem comum no Egito, bem mesmo. Se um nativo pergunta o preço, para ele com certeza, ser[a mais barato. Nada tem preço tabelado ou exposto. Justamente para isso.
      Todas as pirâmides ficam no mesmo completo e quando você compra o ingresso já compra tudo junto. O templo fica bem afastado e na entrada já encontramos aquelas clássicas pilastras que vemos em várias fotos. É enormemente impressionante. 



      Existe um sítio arqueológico aí dentro e o ingresso dá direito a entrar. Quando você entra, encontra o complexo funerário de Djoser. Tem uma tumba lá dentro com uma múmia. Não lembro qual rei é. Mas se procurar no Google acha. Aliás, se você não tem boa memória que nem eu, é bom levar um caderninho para anotar o nome das múmias, porque você verá muitaaaassss delas, por todos os lugares. Dentro do complexo fica um Beduíno. Ele te explica tudo mesmo sem você querer e vai pedir gorjeta. Prepare-se. Cogitei em não pagar e o guia me disse que não era de bom tom e nem seguro (quando ele uso essa palavra saquei 20 EGP e dei ao cara). Mas valeu a pena!
      Se você não fala bem inglês pode se enrolar no Egito. Eles são muito simpáticos e solícitos mas o inglês e o árabe são o idioma. É bom procurar por um guia que domine o idioma que você também domina. Mas tirando o seu guia que pode falar diversos idiomas (inclusive o russo - eles amam russo), tudo será em inglês.
       Nesse dia o guia do UBER me acompanhou o tempo todo. Então não paguei apenas a ida e volta. Mas valeu cada centavo. Ele me explicou sobre tudo e me senti muito segura com ele próximo além de tê-lo como fotógrafo e não precisar ficar pagando gorjeta para cada árabe que pedia pra tirar foto. Se você pegar um guia maneiro, ele ainda vai te ajudar em fotos maneiras essa daí embaixo. Você só paga sua entrada. Os guias sempre entram de graça.

      Quando saímos dessa pirâmides fomos para o Complexo que fica no meio do deserto do Saara. Dá pra entender porque eu passei mal né? Devia estar uns 35 graus e era inverno (à noite caía abaixo de zero) e eu entupida de roupa. Prepara-se para comer muitaaaa areia porque o vento é alucinante. Não há cabelo que resista rsrs. Mas vai valer a pena.


      Pegamos o carro e fomos para a Pirâmide de Dashur também conhecida como Pirâmide Curvada e eu gostei demais dessa. Beeemm diferente mesmo.

      Logo depois pegamos o carro de novo e percorremos o deserto para chegar na Pirâmide Vermelha. Nada especial nessa. Essas pirâmides ficam no meio de uma área militar então não é dificil ver carros do Exercito rodeando o carro do guia e soldados olhando pra você como cara de poucos amigos. A Pirâmide Vermelha só serviu para o meu guia me ajudar a fazer as maiores estripulias e tirar as fotos mais doidas. Como eu disse, nesse dia, só estavamos eu e o guia nas pirâmides. É bem diferente das grandes de Guizé, que são lotadas e dificilmente você conseguirá uma foto sem um intruso.

      Saimos de lá  fomos para Memphis ver a Estatua de Ramsés II

      Voltei pro Hostel. Estava exausta, tinha comido toda a areia do deserto, estava imunda mas terrivelmente feliz. Combinei com o UBER que ligaria para ele me buscar para jantar.
      Ele passou no hostel por volta das 21h e fui jantar num restaurante no Nile City. É um restaurante na beira do Nilo em formato de navio. Comi uma salada e tomei um suco. Sentei numa mesa que dava para o Rio Nilo e pensando no quanto Deus é bom conosco porque nos permite realizar sonhos como esse.

      UBER me pegou e voltamos para o Hostel.
      Gastos do dia:
      Entradas: 20 + 20 + 40: 80 EGP
      Guia = UBER: 500 EGP
      Cacho de banana: 7 EGP
      Gorjetas: 20 EGP
      Uber para o jantar: 50 EGP (ida e volta)
      Jantar: 150 EGP
      [Em Construção]
       
       
    • Por catiavicente
      Olá comunidade!

       
      Em jeito de retribuição pela enorme quantidade de informações que ao longo dos anos tenho vindo recolher neste site, venho aqui deixar o meu contributo: relato da viagem de três semanas pela Tanzânia em Fevereiro de 2017.
      Antes de mais penso que é importante perceberem que somos um casal, ambos com 38 anos, oriundos de Portugal, habituados a acampar, que poupam muito na habitação durante a viagem para puder gastar em experiências, bebida e comida! Que valorizam mais a simpatia do dono da GuestHouse do que o facto de esta ter AC. Que valorizam mais a entrega e disponibilidade de um guia do que um parque de campismo 5 estrelas! Isto só para contextualizar as opiniões que iremos dar!
       
      Costumamos viajar sozinhos, no entanto desta vez, fomos acompanhados de um casal, o que se revelou uma escolha acertada, apesar de termos de abdicar de algumas escolhas mais económicas em termos de habitação ou transportes. Como vão perceber mais à frente, a rede de transportes em África não é comparável aquela que encontramos na Ásia por exemplo! Muito mais deficiente e muitooooooo mais cara! Não existem transportes durante a noite e viajar longas distâncias significa perder dias de viagem! Assim viajar com outro casal, permitiu optar por táxis em vez de dala-dala, uma vez que o valor é pelo carro e não pelo numero de pessoas, “obrigou-nos” a optar por viajar de avião dentro do pais, ganhando assim 2 dias de viagem, permitiu dividir quartos com WC em vez de optar por dormitórios, etc.
       
      A primeira dica de todas é: se é a tua primeira vez em África vai acompanhado ou junta-te a outros que vás encontrando ao longo da viagem, facilita e muito!
       
      Feita esta ressalva, ai vai o relato:
      Saímos de Faro, Portugal no dia 28 de Janeiro em direcção a Londres onde ficamos praticamente dois dias e uma noite. Sobre Londres não tenho nada de novo a acrescentar, a quantidade de informação que se encontra é mais do que suficiente para que qualquer um possa organizar um pit stop por lá.
      No dia 29 de Janeiro apanhamos um voo da Etihad Airlines, com escala curta em Abu Dhabi, e chegámos a Dar Es Salem no dia 30 de Janeiro (o voo custou cerca de 510 euros por pessoa). Logo à chegada ao aeroporto fomos confrontados com a maior verdade do país: tudo funciona “pole pole”, ou seja, devagar! Não tínhamos bagagem de porão e demorámos 1 hora a conseguir sair do aeroporto! O visto para Portugueses custa 50 dólares, tens de entregar o teu passaporte e aguardar que te voltem a chamar… pole pole…
       
      No dia seguinte iriamos apanhar um voo doméstico para o norte do país, por isso não compensava estar a pagar táxi para ir até à cidade (preço fixo 35 dólares). Para apanhar transporte público do aeroporto para a cidade tens de sair do aeroporto e caminhar cerca de 500 metros até encontrares um dala dala na direcção correcta (o melhor é ir perguntando), custa cerca de 3 dólares e demora até 2 horas! Os dala-dala, são viaturas que deveriam transportar 15/18 pessoas e por norma transportam o dobro + mercadorias e fazem paragens de 5 em 5 minutos .
       
      Assim saímos de Portugal já com GuestHouse reservada para essa noite, muito próxima do aeroporto, com transfer gratuito: Airport Transit Lodges – foi um dos mais caros da viagem: 40 dólares, com pequeno-almoço e transfer do aeroporto incluído. Os quartos são óptimos (especialmente para nós que estamos muito habituados ao básico), espaçosos, com casa de banho e água quente (olha o luxo!!!). O pessoal foi do mais simpático! Foram connosco comprar cerveja, e no final da tarde, quisemos ir conhecer as redondezas e um dos funcionários do hotel, o Thomas, acompanhou-nos por questões de segurança e ficou connosco na rua até à meia noite!!! Metemos conversa com gente que vivia perto do hotel e acabamos a fazer a festa com eles! Logo ali ficamos com uma certeza: é diferente da ásia? Sim e muito. Tens que ter cuidado? Sim claro que tens, mas que isto não te impeça de interagir e conviver com as suas gentes! Eles ficam felizes de puderem conversar connosco e adoram partilhar o que têm, nós pagámos umas cervejinhas e recebemos em troca cabra assada, salada (que não deveríamos ter comido mas estávamos tão felizes que esquecemos todas as recomendações) e musica a noite toda! Trocamos contactos, tiramos mil e uma fotos, dançamos e rimos! Bastaram algumas horas para que esta terra e estas gentes me entrassem coração adentro!!!
       
      31-Janeiro
      Acordámos cedo e tomamos o pequeno-almoço que considerando o preço do quarto tinha obrigação de ser melhor! Muito fraco. Pedimos para nos levar ao aeroporto o que nos custou 5 dólares por casal. Dá para ir caminhando (cerca de 15 a 20 minutos).
      Apanhámos um voo da FastJet e 55 minutos depois estávamos a aterrar no aeroporto de Kilimanjaro. O voo custou cerca de 75 dólares por pessoa, ida e volta.
      (A alternativa seria apanhar um autocarro na estação de Ubungo, fica nos arredores de DAR, o bilhete para Arusha custava cerca 15000 TZ. Para chegar à estação desde o centro de DAR precisávamos de apanhar um Dalla Dalla na paragem do New Posta ou Old Posta +- 300 TZS. De salientar que existem vários horários a partir das 06:00/07:00 da manha e demoram cerca de 12 horas a fazer o caminho até Arusha.)
       
      Em Kilimanjaro tínhamos à nossa espera, aquele que viria a ser a peça chave dos próximos dias: O Heaven, o nosso guia do Safari! O Heaven trabalha para a empresa It Started in África, empresa essa que se revelou a melhor escolha de toda a viagem!
      Durante mais de um ano pesquisei e enviei pedidos de orçamento para imensas empresas de Safari, ao mesmo tempo que ia lendo depoimentos contraditórios: “compra o safari em Arusha quando chegares porque sai muito mais barato”, “escolhe e reserva o safari com antecedência para não estares sujeita á pressão dos caça-clientes em Arusha e estares sujeita a escolher uma empresa que não seja de confiança”, etc, etc. Eu sou um bocado freack-control e a diferença de preços não justificava arriscar escolher o safari in loco. Inicialmente como eramos só dois, escolhemos apenas 4 dias porque o orçamento não permitia mais. Mas quando os nossos amigos se juntaram a nós, e dividimos o jipe, pudemos alargar o safari para 5 dias com um dia mais alternativo “out of the beaten track” com visita à tribo Hadzabe. Resumindo, o Safari ficou no total (com todas as visitas, dormida, comida + guia e cozinheiro só para nós) por 200 doláres por pessoa por dia. É caro?! Sem dúvida! Mas era o sonho de uma vida para o meu namorado, que cresceu a ouvir as histórias do David Attenborough, nas planícies do Serengueti! E com os sonhos não se arrisca 
      Foram muitos sacrifícios ao longo do ano, muita roupa que não compramos, muitos jantares em casa em vez de ir para fora, levar todos os dias comida para o trabalho, correr em vez de ir ao ginásio, os 4 canais da TV em vez de um pacote pago, muitas opções deste género! Mas valeu cada esforço!!!
       
      Pelo que fui pesquisando, encontras safaris significativamente mais baratos em jipes entre 6 a 10 pessoas – cerca de 100 a 120 dólares por dia. Mas como é evidente há coisas que perdes, como ajustares (dentro daquilo que é possível) o itinerário com o guia, o ficares mais tempo num local que estás a adorar, o risco de apanhares um jipe velho que quebra durante a viagem e obriga te a perder horas do safari etc. A dica é: mesmo que optes por reservar em Arusha, pesquisa muitoooooooo! Li relatos de pessoas que saíram muito frustradas desta experiência e gastaram uma pipa de massa! Existem empresas que não têm o minino de condições de segurança no jipe, cujos guias passam a correr nos locais sem se importar se avistas os animais ou não, que oferecem comida em fracas condições de higiene, etc.
       
      Fazer por conta própria, no meu ponto de vista não compensa, porque o valor do aluguer do jipe (sim tem de ser obrigatoriamente um jipe considerando os caminhos)+ a entrada nos Parques e reservas + a pernoita nos parques de campismo + alimentação vai ultrapassar os 200 dólares que nós pagamos!
       
      Mas voltando ao relato (desculpem me mas eu perco-me, escrevo como falo: muitooooo!), acertamos o transfer com a empresa do safari e ficou 25 dólares por casal para fazer os 45 minutos que separam o aeroporto da cidade de Arusha. Pesquisamos por transporte alternativo mas não encontramos nada a não ser o shuttle da FastJet que ficava por volta de 7 dólares por pessoa. As decisões eram tomadas em grupo e considerando as diferenças de preço por vezes optou-se pela comodidade.
       
      Não ficamos no centro de Arusha porque já levávamos o safari reservado e não queríamos estar constantemente a ser alvo dos caça-clientes, ficamos no Settlers Executive Lodge, por 25 doláres, quarto duplo com WC. Recomendo vivamente, o quarto é bom, limpo, o staff é simpático, os arredores são muito seguros para passear e visitar mercados de rua, com comida a preços acessíveis, prato de frango com arroz ou batatas por 4000tz, cerveja a 2500 tz, um campo de futebol mesmo ao lado do hotel que nos valeu umas grandes risadas. A uma distância a pé de 5 minutos há um grande supermercado, com ATM e loja de cambio, bebidas e comida. Enquanto caminhamos encontramos várias placas de Guesthouse, que presumo a preços mais baixos (não confirmei).
      Tivemos uma boa noite de descanso para nos prepararmos para os próximos dias 
       
      01 a 5 de Fevereiro - Safari
      No 1º dia foram nos apanhar ao hotel, fizemos as ultimas diligências contratuais no escritório (pagamento ) e seguimos com o Heaven para abastecer o jipe… de cerveja!!! É verdade o Heaven foi o máximo, percebeu que o nosso orçamento era curto e que a compra de bebidas nos parques de campismo (quando havia) eram muito caras, foi conncosco a um supermercado onde pudemos comprar cerveja, trocar xelins, etc. Cerveja colocada na arca do Jipe (sim tinha uma arca para manter as águas e cervejas bem geladinhas), partimos em direcção ao Lake Manyara. No caminho paramos para fazer a primeira visita: tribo Masai. Bom, na minha opinião, não vale a pena. É puro negócio! É giro para tirar fotos daquelas que impressionam os amigos, mas eu não voltava a pagar os 50 dólares (este valor já está incluído nos valores do safari que referi em cima). Sobretudo porque mais à frente, a caminho do Serengueti e Ngorongoro tens oportunidade de ver imensas aldeias Masai e cruzas-te com os seus habitantes em contexto real, e mesmo que não visites as suas casas, na minha opinião acaba por ser muito mais real do que esta primeira visita.
       



       
      Apesar do Heaven nos avisar que não deveríamos pagar nada, a verdade é que és pressionada para dar algum dinheiro ao dono da casa que visitas ou pelo menos comprar um artesanato a preços que são um autentico ROUBO!
      Não tiveram muita sorte com este grupo ãã2::'>  apesar disso fizemos a festa! Trocamos de sapatos com eles, rimos, dançamos e quando demos por nós tínhamos a tribo toda ao nosso redor. O guia dizia que os Masai é que tinham vindo visitar os portugueses .
       
      De volta à estrada entrámos duas horas depois no Parque Nacional do Lake Manyara. À distância, de todos os parques que visitamos, é sem dúvida o menos impactante. Mas na altura, não sabíamos disso e queríamos parar a cada segundo para tirar fotos aos babuínos, girafas, elefantes, búfalos, zebras e aves que íamos encontrando pelo caminho, alguns estavam a metros do jipe!
       


       
      Por volta das 16h, terminamos a visita e fomos em direcção ao Haven Nature Camp. Foi um dos melhores de toda a viagem, as tendas são permanentes e tem camas no interior. O campo tem água quente. É muito bonito e arranjadinho. A zona de jantar e pequeno-almoço é muito agradável. Conhecemos o Fadile, o nosso cozinheiro que nos acompanhou durante toda a viagem e que preparou um autêntico manjar dos deuses (pelo menos era o que parecia): uma sopa com leite de coco, caril e coentros, seguida de um curry de frango acompanhado de arroz, batatas fritas e legumes salteados!
       



       
      Para não me estar a repetir posso já dizer que a comida dos dias seguintes, ao jantar, foi sempre muito saborosa, com direito a sopas sempre diferentes, quiches, bolonhesa e currys diversos. O pequeno-almoço era suficiente para nos manter muito bem durante horas, quanto ao almoço, vinha embalado em caixas individuais e continha por norma uma peça de carne (frango assado), ou tortilha, ovos cozidos, sumo, fruta, etc.
      Nessa noite bebemos umas cervejinhas, trocamos as primeiras impressões até tarde e… cama!
       
      No dia seguinte bem cedo o Heaven e o Fadile prepararam o jipe, a logística é impressionante mas eles já fazem aquilo como se nada fosse.

       
      Carregadas as tendas, mesas, cadeiras e comida para os próximos dias, seguimos em direcção ao Serengueti. As distâncias são grandes, e as estradas proporcionam aquilo que eles chamam de “África Massage”, mas se tiveres um bom guia, depressa se faz o caminho! Um Guia que anime a viagem com musica, faça paragens regulares, para um cigarrinho, para dois dedos de conversa, para tirarmos umas fotos com os masais que vamos encontrando no caminho a guardar gado, para um xixi (em relação ao xixi, era uma coisa que me intrigava antes da viagem, mas nós fazemos paragens em parques/entradas de parques nacionais etc, de 3 em 3 horas +- e em caso de aflição há sempre uma arvore ou a roda do jipe!).
       

       
      O próprio caminho é um game drive tal é a quantidade de animais que vais vendo pelo caminho! Nós estávamos tão espantados! É tão difícil colocar em palavras! Foi numa destas alturas, ainda antes de entrarmos no Serengueti, que o nosso guia teve uma saída memorável:
       
      “Do not spend the memory of the machine, If this was a movie, this part is just the trailer”
       
      E ele tinha razão!!! A quantidade de animais é inexplicável! A imensidão das planícies é inolvidável! São aos milhares! Especialmente os Gnus e as Zebras!!! Só de falar/escrever o meu coração fica apertado de emoção. A sério.


       
      Por norma, nesse dia todos os jipes param na entrada do Serengueti para o almoço, fica uma dica: nesse parque, existe uma pequena subida para uma rocha enorme que vale a pena espreitar! A vista é de tirar o folego!
      O Serengueti não nos podia ter recebido melhor: dois minutos depois de entrarmos no parque avistamos duas Chitas que estavam escondidas numa barreira Á BEIRA DA ESTRADA! Tivemos a sorte de se levantarem na altura e de ficarmos a menos de dois metros delas! Tive vários colapsos durante a viagem e este foi um deles! São lindas! E são selvagens! E não tem grades á volta delas! E… e… e é isso!
       

       
      Se tivéssemos acabado por ai já tinha valido a pena, mas não acabámos! Ainda tivemos direito aos omnipresentes gnus, elefantes, Leões, hienas, chacais e todo o tipo de antílopes! Não vale a pena tentar descrever estas partes porque não tenho o dom da palavra que faça justiça áquilo que vimos.
       




       
      Antes de entardecer, fomos procurar o parque para passar a noite e surpresa da surpresa: era bem no meio do Serengueti! Tínhamos acabado de avistar leões, hienas, chacais, búfalos, etc á cerca de 10 minutos quando o Heaven passou por um parque de campismo que julgamos estar abandonado! Não estava minha gente! Era o nosso Parque !!! O Heaven explicou que tinha recebido a informação que o campo onde deveríamos ficar estava demasiado cheio e resolveu trazer-nos para este. É nestas alturas, que caso ele não tivesse já ganho a nossa confiança e se não tivesse feito de tudo para nos ver felizes, nós teríamos levantado problemas! Mas não. Eu tinha pesquisado na net e o campo era muito semelhante a este, ou seja, muito… muito… básico!
       


       
      Água quente não havia mas também não era necessário, tinha duche e casas de banho, tinha um local fechado para o jantar e depressa os funcionários acenderam uma fogueira. Ajudámos o Heaven a montar as tendas (não tínhamos obrigação só mesmo vontade), banho tomado, barriguinha cheia, fogueira com a gente. Foi uma das melhores noites de toda a minha vida! Sentia-me tão feliz, rodeada de amigos, no meio do SERENGUETI, á fogueira, a beber umas kilimanjaros, não precisava de mais nada. Estava completamente preenchida! Fomos avisados para não irmos à casa de banho sozinhos e antes de irmos para a tenda dormir percebemos porquê como meninos bem comportados fomos os quatro á casa de banho antes de irmos para a tenda quando o Luis avista dois olhinhos brilhantes a uns 5 metros de nós era uma hiena!!! A ida à casa de banho foi praticamente desnecessária porque ia fazendo xixi mesmo ali!!! A coitada teve medo de nós claro! Íamos em “manada”! Fugiu em segundos! Mas voltaram… durante a noite ouvimos os sons delas e dos leões como pano de fundo  foi uma noite surreal, pouco dormimos devido à excitação! Mas não trocava aquela noite por uma noite bem dormida num Lodge 5 estrelas!
       
      (continua...)
    • Por zervelis

      Uma Imagem vale mais que mil palavras né?!
      Deixa eu começar então com a Imagem
       

      E agora com as milhares de palavras
       
      Nosso roteiro: África do Sul (Cape Town Cabo, Cabo da Boa Esperança, Ganasbaai (mergulho com tubarão branco) e Johanesburg), Namíbia (Windhoek, Walvis Bay, Sossusvlei, Deadvlei), Zimbabwe (Victoria Falls), Botswana (Kasane - Chobe - Safari) e Zambia (Livingstone)
       
      Primeiro deixa eu me apresentar... Me chamo Felipe Zervelis, prazer... Já sou usuário cativo aqui no mochileiros com relatos do Sudeste Asiático, Escandinávia e Costa Oeste dos EUA. Agora venho aqui mostrar pra vocês nossa viagem pra África, feita em Novembro de 2013, com mais 2 colegas que se encontram nessa foto. O primeiro da foto é o David, mais conhecido como Caju (por se de Aracaju, dããã), o segundo, o mais mala de todos, Felipe Watson (também bem conhecido aqui no mochileiros por suas farras na Europa) e o terceiro (o mais galã, claro), eu . Ah,.. os Felipes são cariocas,craroooo...
       
      [creditos]Aproveito também para dedicar esse relato a duas pessoas: Paulera aqui do mochileiros e também a Dri (http://www.drieverywhere.net). Obrigado amigos por toda a ajuda (direta e indireta) para que acontecesse essa viagem. [/creditos]
       
      Foi uma viagem de 17 dias. Saimos dia 31 de outubro a noite do Rio de Janeiro e voltamos, por Johanesburgo, saindo de lá dia 17 de novembro de tardinha.
      Dessa vez vou fazer diferente no relato. Todos os preços, locais, passagem e programas principais, irei colocar no final do relato.
       
      Apenas irei antecipar o custo TOTAL da viagem por pessoa, em reais, a uma taxa de dólar média variando entre R$ 2,25 a R$ 2,30 - R$ 7 mil !!!!!!!
       
      Vale a pena citar que os 2 trechos principais (ida e volta) utilizamos milhas (50 mil pontos no total) pelo Fidelidade (da Tam) e voamos South African Airlines (excelente cia). Mas assumo que tem que tentar pelo telefone, diversas vezes e pedindo pro atendente ter paciência e ver todas as possibilidades possíveis. Pra se ter ideia, voltamos por Guarulhos, chegando lá 1 da manha e tendo que fazer o translado por nossa conta para Congonhas onde iríamos pegar um outro voo (já incluso no principal) as 6 da manha para o Rio. Mas valeu !!!
       
      Observações Gerais:
       
      - O CERTIFICADO DE VACINAÇÃO internacional de Febre Amarela é VERIFICADO PELA EMPRESA AEREA, não podemos embarcar sem apresentá-lo. De cara, o atendente da TAM já disse que aproximadamente 50% das pessoas não viajam porque não tem o certificado (e caso parecido acontece com o visto para os EUA), alguém acredita ?
       
      - Não encontrei UM africano que não falasse inglês. ãã2::'>
       
       
      Vamos começar com o que interessa, não é mesmo ?!
       
      Mas antes,..GOSTARIA DE PEDIR UM FAVOR A VOCÊS,...
      POR FAVOR, ENCARECIDAMENTE, responda essa pesquisa
      A finalidade é conhecer o hábito de consumo dos viajantes ... É muito importante para mim e para um amigo que está fazendo um trabalho
      A pesquisa vai consumir segundos da sua vida, por isso peço de coração que nos deem essa força...
      Obrigado
      https://lfr.typeform.com/to/uInQnc
    • Por camila_fr
      Olá galera,
      Fizemos um mochilão-safari no estilo self drive (sem guia, dirigindo e acampando por conta própria) na Namíbia e Botswana em outubro e, como tivemos muitas dificuldades em encontrar informações para planejar o roteiro da Botswana, queremos compartilhar um pouco das informações da nossa viagem com quem precise de dicas. Segue abaixo o relato resumido, para mais dicas vejam os tópicos relacionados em https://umcasaleumamochila.wordpress.com
       
      Antes de mais nada, a Botswana (Bots, para facilitar) é provavelmente o país mais exótico que já visitamos e, com certeza o país mais desafiador em termos de planejamento e de viagem na prática. Mas vale muuuito a pena!!! A proximidade com os animais que os parques do país propiciam é surreal, mágico!
      Como planejamos nossa viagem com quase nenhuma informação? Descobrimos um fórum de pessoas que fazem self-drive na África que foi nossa salvação: http://www.4x4community.co.za/forum/forumdisplay.php/169-Botswana
       
      Falando sobre nossa experiência, entramos de carro pela fronteira Mamuno (próximo à Gobabis) e no mesmo dia seguimos para Ghanzi (onde trocamos dinheiro e almoçamos no Halahari Arms Hotel). Visitamos o craft center da cidade, mas a visita durou 5 min, já que o local é composto por uma única e minúscula lojinha.
      Dica: para atravessar a fronteira de carro é necessário uma permissão da sua locadora de carro por escrito, seu passaporte, o pagamento de uma taxa de 30USD/pessoa + 230 BWP/carro e um formulário que preencherá quando chegar na fronteira. Reserve cerca de 40min para atravessar e guarde os papeis que receber, pois eles serão necessários para deixar o país!
      Seguimos de lá para Maun e, no caminho, fizemos uma para rápida para ver o lago Ngami (descoberto em 1849, sumiu e reapareceu em 2000! Mas ou não achamos o lugar certo ou é só um laguinho regular mesmo…). Maun, é o ponto de entrada do Okavango e parada fundamental para abastecer o carro com comida e combustível. Tal como todas as cidades que visitamos na Bots, ela é minúscula e com poucas opções de comida e hospedagem. A partir deste ponto, não será possível encontrar mais nenhum mercado ou posto até Kazane, na outra ponta do delta! Planeje-se para não ter que racionar comida no meio do caminho (true history! Comemos uma fatia de pão com geleia cada um por 3 dias) ou ficar sem combustível no meio do nada.
      Resumidamente (detalhes abaixo), de Maun, passamos dois dias explorando a região mais abundante de água da Botswana: o Moremi. Seguimos no terceiro dia para o selvagem Khwai e, de lá, para o Chobe, passando o dia na famosa região árida do Savuti e dormindo no vilarejo de Muchenje. De lá passamos os próximos dois dias explorando o coração do parque nacional Chobe e seus lindos Baobabs. Nota: o nome e localização das regiões dá um nó na cabeça ao longo do planejamento, visto que algumas são sub-regiões dentro de outra.
      Cinco dias foi um tempo ideal? Definitivamente não, gostaríamos de passar mais tempo no Savuti e no Moremi, programe ao menos dois dias em cada! Também gostaríamos muito de termos passamos pelo famoso salar Nxai, o coração do Kalahari! E, se o orçamento permitisse, visitarmos a ilha dos leões nadadores (Duba plains) na qual só se chega alugando um avião.
      Abaixo vamos detalhar e descrever nossa passagem por cada uma das macro regiões citadas acima (para a distinção do que foi feito dia-a-dia, acesse este post).
      MOREMI, a região mais exuberante do Delta do Okavango
      Entrando pelo portão sul do Moremi, explore toda a região das Black Pools. Nesta região, cheia de poças de água (daí o nome), vimos uma família muito grande de elefantes atravessando o rio e brincando na lama, além de muitos hipopótamos, girafas e zebras. Também visite a região da Xinii lagoon, onde vimos algumas girafas, búfalos (pela primeira vez na viagem, não havíamos visto na Namíbia!), zebras, guinus e antílopes. A região também é conhecida como um território de leões, mas não demos sorte.

      Seguindo em direção ao norte do Moremi (idealmente dormindo no 3rd Bridge Campsite ou no Xakanaka Campsite – coisa que não conseguimos), passe pelas pontes do parque. São elas a 1st Bridge, 2nd Bridge e, a mais famosa, a 3rd Bridge. A região desta última é rica em vida animal e a passagem por esta ponte, que na verdade é inundada, é icônica e divertida (pode ser funda demais para um carro sem snorkel, pare na entrada do parque que há na ponte e pergunte como estão as condições). Deu uma emoçãozinha atravessar a ponte e ver a água chegando no capô, meio desesperador…


      Um pouco mais próximo da  3rd Bridge, há o Bodumatau Loop, que também é muito recomendado devido a uma vasta vida animal, mas enfrentamos algumas dificuldades de travessias e acabamos desistindo (deu medo de ter que pagar um carro novo)  e o Lion Pan.
      Ainda no Moremi, também tivemos a oportunidade de andar nas pequenas canoas de madeira tradicionais, conhecidas como Mokoro, ao longo dos canais apertados do delta do Okavango. A beleza dos canais é fantástica, cheio de vitórias-regia e flores submersas, além de um silêncio penetrante e, em parte, de uma tensão constante pelo medo de batermos em um hipopótamo. De fato, tivemos um grande susto com um hipopótamo, que surgiu a poucos metros de nós bem no momento que nosso guia nos falava que não havia hipopótamos em canais tão apertado como aqueles. Resultado: 20 minutos aguardando o animal mais letal para humanos da África se afastar. Para nossa decepção foi nosso único hipopótamos das 2 horas de passeio… demos muito azar! Nosso guia ficou até meio chateado e fez um colar de Vitória Régia me animar rsrs.

      Seguindo para o norte do Moremi, passamos pelas Hippo Dombo Pools. O local tem uma plataforma de madeira que foi construída na beira de uma enorme represa para observação dos hipopótamos. Acredito que havia uns 30-40 amontoados no lago, além de outros espalhados. É um lugar interessante para relaxar e ver os hipos que não havíamos visto no nosso Mokoro. Mas cuidado: encontramos um leopardo bem ao lado dessa área "segura" para descer do carro!!!
      Highlight da região: sem dúvida foram os elefantes e o seu (não tão agradável) hábito de permanecer no meio das estreitas estradas de terra. O resultado disto foram duas perseguições na tentativa de passar ao lado deles na estrada!  Foi lá que descobrimos que elefantes podem chegar a 40km/h e passamos um assustador momento de “F****, o elefante vai passar em cima do carro”.


      KHWAI, uma região que requer coragem
      O Khwai é uma região ao norte do Moremi, pertencente à uma pequena comunidade de mesmo nome. Tal comunidade foi autorizada a administrar um camping, o Magotho Khwai Development Trust Camp . O camping em si é muito rústico, não há absolutamente nenhuma estrutura, sem banheiro e sem recepção, você apenas chega lá, para seu carro no camping pré-agendado e dorme em meio aos animais sem nenhuma cerca ou proteção. Pela proximidade do rio, recebemos a visita de muitos hippos urrando a noite e springboks na região. A região é bem bonita, com muita vida ao longo do rio, mas tivemos muitas dificuldade de achar referencias sobre o que fazer na área e, por isso, após ~3 horas de safari, decidimos seguir para o Savuti, no Chobe.

      SAVUTI, o GOT da vida animal
      O Savuti é a região mais árida que visitamos na Botswana, se parecendo muito com a imagem de savana que povoa nossas mentes. Não é para menos: diversos programas sobre a vida animal foram gravados aqui. Atualmente, a NetGeo está gravando aqui o programa Savage Kingdom, que conta a história dos bandos de leões, leopardos, wild dogs e hienas, fazendo uma analogia com a série Game of Thrones (GOT).
      O território é lar de um dos mais icônicos pride de leões do mundo, o Savuti Lion Marsh Pride. Eles são uma família incrível, que desenvolveu a habilidade única de caçar elefantes!
      Nesta área, optamos por entrar pela rota seca (a Marsh route, muito mais legal, estava alagada e ninguém estava recomendando ir por lá). Passamos pela “Leopard Rock”, antigo lar de uma família de leopardos expulso de seu território de maneira brutal pelos leões.  Seguimos para Marabou Pan e Rhinovlei waterhole.  Lá vimos diversos Ghinus, gigantes elefantes, algumas girafas e famílias de zebras.
      Próximo ao Leopard Rock, na região da Motsibi Island, eis que encontramos o que estávamos tão avidamente procurando: uma grande leoa.  Qual não foi nossa surpresa quando notamos que ela não era uma leoa comum, mas sim a RAINHA do Savuti, conhecida como Matsumi, estrela da série da NetGeo (https://www.youtube.com/watch?v=77u5-l5p7Y8)!!!


      O Savuti é uma região especial, muito selvagem e inóspita, que valeria a pena ficar mais tempo para explorar os caminhos da Marsch Road. Atenção especial aqui à estrada, que exige 100% do tempo o uso do 4×4, não dê bobeira ou ficará atolado nas areias fundas do Savuti (e isso estamos falando sobre a rota seca!).

      CHOBE, o aguardado encontro com os Baobabs e os leões
      O caminho do Savuti até o Chobe não é nada agradável, muita areia e muito buraco. O interessante é que ao nos aproximarmos das vilas de Kavimba e Muchenje, começaram a aparecer os majestosos Baobabs! Este era um must have da viagem à África, mas estávamos começando a ficar preocupados em não ver nenhum. Na Namíbia, cruzamos o país de norte à sul e de leste à oeste e nada! Mas no Chobe são centenas, lindos, majestosos!

      Ficamos no camping da vila Muchenje, que fica a 10 minutos de uma das entradas da reserva (Ngoma Gate) e recomendamos muito o camping. Além de ter um Baobab, há um píer sobre o rio que forneceu uma das mais belas vistas do por do sol na África (que sim, é espetacular).
      Sobre o Chobe, as estradas principais, com mais vida animal, circundam um grande rio. Especialmente próximo ao Ihaha Camp, Serondela e na entrada próxima à Kazane a vida faz seu show. Vimos muitos animais nessa área, incluindo a maior horda de búfalos na viagem (200?300?), vários filhotes de chacais brincando, hippos pastando, 3 crocodilos, um bando simplesmente gigantesco de elefantes (100? 200?) e … (tandam) um bando de 14 leões!
      Ufa, no último dia de safari, quando já estávamos considerando nem sequer entrar novamente no parque, resolvemos dar uma passadinha e fomos agraciados com o fantástico bando a menos de 3 metros do nosso carro! Ficamos das 8:00-9:30 só lá, parados, extasiados, assistindo o bando composto por 3 leoas adultas e enormes e seus 11 filhotes adolescentes. Um verdadeiro presente!
       

      Do Chobe, após finalizamos nossa viagem com chave de ouro (o bando de leões sem dúvida foi o ápice da Botswana), saimos de volta para a Namíbia a partir do Ngoma Border em rumo ao Caprivi (onde não paramos para fazer safari, apenas passamos).
      EM RESUMO, foram dias de muita aventura (perseguição dos elefantes), muita tensão (travessias de rios fundos), muita excitação (Matsumi em posição de caça e o bando de 14 leões), um pouco de medo (wild dogs e hipopótamos fazendo barulho a noite no Khwai), um pouco de fome (não aguentamos mais macarrão e pão com geleia) e muita satisfação de termos conhecido este país tão selvagem. Sem dúvida recomendamos esta visita para os mais aventureiros que queiram realmente uma imersão no mundo selvagem!

       

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