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Bora viajar?

BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $ 1.900,00 DÓLARES]

 

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[Você pode ler esse relato ao som de Give me Everything (

)

 

ÍNDICE DO RELATO:

 

Cap. 1: Preparativos para viagem

Cap.2: Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

Cap. 3: Vivos em Uyuni – Três dias incríveis

Cap. 4: Lagunas Altiplânicas, desertos, muitas fotos e o mal da altitude

Cap.5: A madrugada congelante dos Geisers (-8ºC) e a despedida confusa do Uyuni

Cap.6: Chegada à belíssima cidade de San Pedro de Atacama + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Cap.7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplânicas e o Salar de Atacama

Cap.8: O Salar de Tara e a despedida do Atacama

Cap.9: Cruzando à fronteira do Peru pra chegar em Arequipa

Cap.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

Cap.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

Cap. 12: Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Cap.13: Vivos em Cusco

Cap.14: O Vale Sagrado dos Incas

Cap.15: O caminho da morte até Águas Calientes

Cap.16: O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

Cap.17: Partiu Puno... COM emoção!

Cap. 18: Puno e o passeio pelas Islas flutuantes de Uros no Lago Titicaca

Cap. 19: A beleza e o encanto da Isla del Sol com sol!

Cap. 20: Chegada à caótica La Paz

Cap. 21: O desafiante Downhill pela Estrada de la Muerte

Cap. 22: Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar

Cap. 23: City tour guiado cheio de curiosidades pelas ruelas de Laz Paz

Cap. 24: O passeio em Tiwanacu e a tarde de compras e tatuagem

Cap. 25: A volta interminável para o Brasil

 

CAP. 1: PREPARATIVOS PARA VIAGEM

 

Falaaa ae galera!

 

Vou começar meu tão esperado relato detalhado (talvez não tãooo detalhado como eu queria, porque vou te falar que a viagem é foi incrível, mas eu sou tão cabeçuda que não anotei tim tim por tim tim na hora e agora a memória tá falhando... caraaaa é sempre assim: a gente acha que vai lembrar de tudo, que não precisa anotar na hora, que temos que viver tudo que há pra viver... aí chega na hora de contar pro amiguinhos dá branco! JUROOOO que vou me esforçar o máximo pra contar cada ronco, cada tropeço, cada flash que vivemos) do mochilão de 23 dias que eu fiz pela Bolívia, Chile e Peru.

 

P.S: Minha intenção é postar um capítulo por semana (juro que vou tentar seguir essa meta fielmente).

 

Tenho alguns adendos para fazer antes de começar MESMO!

 

Primeiramente, gostaria de agradecer 557 vezes ao meu parceiro Rodrigo Alcure, meu mestre, meu guia, minha luz (só não falo que foi meu tudo, porque tenho namorado e ele ia matar o Rodrigo coitado!). Rodrigo foi parceiraço, tirou várias dúvidas, me ajudou com roteiro, teve paciência, não mandou uma bomba pra explodir minha casa de tanto que eu perturbava ele!

 

Foi a partir do relato da viagem que o Rodrigo fez em 2015 que planejei todo meu roteiro pra mesma época pra minha viagem em 2016. Pena que a cotação do meu dólar também não imitou a do dólar do Rodrigo! :/

Em segundo lugar, queria dizer que o Mochileiros.com é um site FODA pra caralh$%&* que ajuda milhares de viajantes como eu e acho que o mínimo que posso fazer é retribuir tudo isso me colocando acessível para tirar qualquer dúvida ou dar dicas pra quem quiser.

 

Pra quem não sabe, eu sou mochileira há 3 anos e procuro fazer, pelo menos, uma grande viagem por ano. Decidi criar um blog pra compartilhar toda bagagem de dicas, micos, perrengues, reflexões e inspirações pra quem vive (ou quer viver) uma VIDA MOCHILEIRA. Eu também tenho o IG (@vidamochileira) onde procuro postar só lugares que eu realmente já vivenciei, porque se alguém quiser dicas eu sei que estarei pronta pra ajudar! Segue lá!!!

 

Em terceiro lugar (caracaaa essa mulher “fala” muitooo), gostaria de agradecer ao time que fez esse mochilão comigo (VOCÊ SÃO MARAVILHOSOS)! A escalação foi feita durante a viagem, mas o time se mantém entrosado até hoje (não sei por que cargas d’água eu to usando a linguagem do futebol, mas tudo bem!). Quero apenas enfatizar que os amigos que fazemos em mochilões, na maioria das vezes, tornam-se grandes amigos, porque vivem um dos melhores momentos da das nossas vidas com a gente! São eles que ouvem as tuas queixas de bolhas nos pés ou eles que te fazem chorar de rir quando jogam uma sopa quente pro alto que cai em cima deles mesmos (isso aconteceu com Vagner – história para o capítulo de Águas Calientes).

 

Por isso, se você vai sozinho ou sozinha e tá com medo OU pior, se você tá pensando em desistir porque não quer ir sozinho(a): Para de graça! Eu hein! Nasceu grudado em alguém? Para de esperar as pessoas fazerem as coisas com você. Você é responsável pela tua própria felicidade. Tem dinheiro? Tem tempo? Então vai! Para com essa palhaçada de medo. A vida é muito curta pra você ficar de mimimi por bobeira! Se joga no mundoooo!

 

Pronto! Acabei de gritar! Desculpem. Sou dessas que me irrito quando alguém deixa de curtir uma viagem iradíssima porque não tem companhia! Caraaaa eu te garanto 100% que durante a viagem você vai fazer amigos sensacionais que vão fazer do teu mochilão inesquecível! Acredita em mim, segura a minha mão e repete: JÁ DEU TUDO CERTO!

 

Anotem esses personagens porque eles aparecerão com muita frequência nesse relato.

 

- Elisa [RIO] Minha amiga há 6 anos!

- Patrícia [PARANÁ]

- Vagner [marido de Patrícia – PARANÁ]

- Arthur [MINAS]

- Vitor [amigo de Arthur - MINAS]

 

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Bom, acho que já deu pra reparar que falo muito, sou muito expressiva e falo algumas palavras feias (todas com o intuito de ênfase... desculpa ai a galera que é contra esse tipo de linguajar). A minha ideia é fazer um relato bem vivo mesmo, é tentar trazer vocês pro momento que vivi e tentar projetar de tal forma que você consigam se imaginar lá e com isso planejar o relato de vocês com mais confiança.

 

Pra galera que é impaciente ou que não gosta de ler, vou disponibilizar no final do relato uma planilha compilada com todas as informações do roteiro (gastos, transporte, horários, hostels e um roteiro objetivo do mochilão).

 

O ROTEIRO:

 

Esse roteiro é super clássico no Mochileiros.com, mas há quem faça o inverso e vou explicar porque optamos por esse.

 

Li dezenas de relatos onde as pessoas passavam muito mal por causa da altitude a acabavam perdendo um ou dois dias de cama. Por isso, decidimos começar por Santa Cruz de La Sierra, partindo para Sucre e logo depois para o Uyuni para irmos nos aclimatando com a mudança brusca de altitude (alguns não sofrem nada como eu, tive no máximo uma tontura e um leve enjoo. Outros sofrem demais como a Elisa que teve taquicardia, falta de ar, tontura e enjoo).

 

Além disso, o roteiro que fizemos foi bem econômico se você comparar com quem vem do Atacama pro Uyuni. Comparamos com uma menina que encontramos no meio da viagem e a diferença foi de quase 30,00 dólares (filhoooo em época de crise e com o dólar alto, qualquer 1,00 dólar é dinheiro pra caracaaaa).

 

Gostei bastante do roteiro do jeito que fizemos, foi sensacional. No entanto, se tivéssemos mais alguns dias, eu acrescentaria dois no Atacama pra fazer os outros passeios que não deram tempo, tipo a Laguna Cejar (um dia eu volto querida)!

 

02/04 – Rio de Janeiro X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni

03/04 - Uyuni - Salar de Uyuni

04/04 - Salar de Uyuni

05/04 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama

06/04 - San Pedro de Atacama

07/04 - San Pedro de Atacama X Arica

08/04 - Arica X Tacna X Arequipa

09/04 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica

10/04 – Huacachina

11/04 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco

12/04 - Cusco

13/04 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas

14/04 - Cusco X Águas Calientes

15/04 - Machu Picchu

16/04 - Águas Calientes X Cusco X Puno

17/04 – Puno (Uros) X Copacabana

18/04 – Copacabana x Isla Del Sol

19/04 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz

20/04 - La Paz - Downhill

21/04 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna

22/04 – Laz Paz – City tour

23/04 – La Paz – Tiwanaku

24/04 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro

 

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OS GASTOS:

 

Os $ 1.900,00 dólares que citei no subtítulo englobam T-U-D-O [PASSAGENS AÉREAS (todas) + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGEM + PASSEIOS + SEGURO VIAGEM + COMPRINHAS (ninguém é de ferro e tem sempre aquele “preciso levar uma lembrancinha pra fulano, não posso esquecer!”)] durante os 23 dias de viagem. Óbvio que a questão das passagens áreas é bem relativa devido ao seu ponto de partida e à antecedência que você compra suas passagens.

 

Eu e Elisa, por exemplo, decidimos viajar DE FATO (já estávamos estudando sobre o roteiro e tudo mais) faltando três semanas pra data da viagem, ou seja, pagamos uma fortuna na passagem Rio X Santa Cruz de La Sierra (R$ 1.843,00 reais pela GOL). Não conseguimos nenhuma promoção e era ou ir pagando caro ou desistir... optamos pela primeira alternativa ÓBVIO!

 

Se você começar a procurar com, pelo menos, 4 meses de antecedência, sempre rola umas promoções e tem nego que consegue comprar por R$ 600,00 reais (ida e volta.... sérioooo!). Porrannn se tu conseguir comprar a passagem se saída do Brasil por R$ 600,00 teu roteiro já vai ficar $ 300,00 dólares mais barato que o meu!!!

 

Nesse valor total, não estão inclusos os gastos que tivemos com a compra de acessórios antes da viagem (porque isso varia de cada um): toalhas de microfibra, casaco fleece, aquelas paradinhas (tipo uma palmilha) que colocamos dentro do tênis que esquenta durante 8 horas (Elisa usou e aprovou), meias para trekking (são mais grossinhas), etc.

 

ATENÇÃO: Alguns gastos da viagem foram divididos por dois, como galões de água, biscoitos, algumas refeições...

POR QUE LEVAR DÓLAR?

Levamos $ 1.300,00 dólares (os outros $ 600,00 dólares foram gastos já no começo quando compramos o seguro viagem e as passagens da GOL e da AMASZONAS) + R$ 300,00 reais.

 

Levei o real só por via das dúvidas, além do meu cartão Itaú internacional, que desbloqueei a opção viagem antes de ir pro mochilão. NÃO USEI NENHUMA DAS DUAS OPÇÕES! Na verdade, usei o cartão de Elisa pra comprar a passagem de La Paz para Santa Cruz de La Sierra, porque sabe lá Deus o motivo que o meu não passou.

 

Li vários relatos onde as pessoas diziam que era melhor levar dólar do que o real. E de fato foi! O Arthur e o Vitor levaram só o real e tiveram problema pra trocar dinheiro no Chile. Eles tiveram que trocar o real para dólar e depois o dólar para peso!

 

O Dólar te dá mais poder de barganha e você não precisa se preocupar com as trocas de moeda ao longo da viagem.

 

DICA: Quanto maior e mais nova a nota do dólar melhor aceita ela é! Eu levei SÓ nota nova de $ 100,00 dólares e não tive nenhum problema pra trocar dinheiro, já o Vagner e a Elisa tiveram problema com algumas notas de $ 20,00 dólares.

 

COTAÇÕES DAS MOEDAS AO LONGO DA VIAGEM:

 

- 1 DÓLAR: R$ 3,76 reais (quando trocamos no Brasil)

(Na planilha compilada eu coloquei como R$ 3,54 que foi a cotação do dia que voltamos).

- 1 DÓLAR: Bs. 6,91 bolivianos (média durante a viagem - pegamos também 6,85 e 6,95)

- 1 DÓLAR: 670,00 pesos chilenos (média)

- 1 DÓLAR: 3,36 soles (média – pegamos também 3,27)

 

SOBRE AS MOCHILAS:

 

- MOCHILÃO

Usei um mochilão de 65L da Mountain Warehouse (comprei na Inglaterra também), mas vi muita gente usando o mochilão da Quechua (marca de qualidade muito boa) de 50L e 65L.

 

Algumas pessoas me perguntaram sobre o tamanho ideal de mochilão. Isso vai depender da sua viagem.

 

Em todos os mochilões que eu já fiz eu usei o de 65L, no entanto, meu primeiro mochilão não tinha o ferro de suporte pra coluna, então era possível dar biruleibes na hora de embarcar com ele na cabine do avião, pois parecia menor do que realmente era. Vindo da Inglaterra pro Brasil, por exemplo, eu já tive problemas com meu novo mochilão, justamente porque o suporte de ferro pra coluna ultrapassa o limite de altura permitido, então tive que despachar meu mochilão.

 

Eu gosto muito do tamanho do mochilão de 65L e ele foi perfeito pra viagem pela América Latina - até porque não precisávamos ficar preocupados com a questão de cabines de avião e pra ser bem sincera, quase não carregamos o mochilão por longas distâncias como eu geralmente faço pelos mochilões na Europa - mas acredito que o de 50L também satisfaça muito bem a proposta dessa viagem pela América Latina!

 

UMA QUESTÃO IMPORTANTE SOBRE O MOCHILÃO:

 

Se você pretende usar esse mochilão pra diversas viagens, vale a pena repensar o tamanho ideal pro seu estilo!

 

Digo isso porque se você for fazer um mochilão pela Europa e optar por voos low cost como Ryanair e Easyjet existe um Box na entrada do check-in para medição exata do seu mochilão. Às vezes fazem vista grossa, mas às vezes implicam bastante! Se eu mochilão couber no Box: ÓTIMO! Se não couber e eles implicarem, você precisa pagar uma multa de 50,00 euros (em média). Óbvio que só pagará multa quem tiver optado por mala de cabine na hora da compra da passagem, pois no site você pode optar por mala de cabine ou no porão (pagando em média 15,00 euros extras).

 

O mochilão de 40L é ideal para quem não quer se preocupar com questão de multa e faz viagens frequentes no estilo low cost pela Europa, porque assim dá uma boa economizada na hora da compra as diversas passagens. 40L é o tamanho exato das medidas que as companhias low cost exigem (55cm X 40cm X 20cm), no entanto, é pequeno pra uma viagem de 30 dias, por exemplo. Óbvio que isso depende de pessoa pra pessoa. Se você é uma pessoa mais compacta vai na fé que esse é o tamanho ideal pra você!

 

O mochilão de 50L eu acredito que tem o tamanho ideal pra qualquer viagem! A pesar de passar pouquíssimos centímetros das medidas indicadas de da bagagem de mão pelas companhias aéreas, ainda sim dá pra dar um biruleibe e tentar passar na boa! Existir o risco de ser pego, existe, mas é isso! Você tem uma mochilão mais acessível pro seu tipo de viagem, no entanto, em contrapartida tem sempre aquele friozinho na barriga da expectativa: será que a mala passa ou não?! Acho uma ótima opção mesmo arriscando um pouquinho!

 

O mochilão de 65L já é mais robusto e chama mais atenção, até porque quanto maior o mochilão, maior a sensação de que você pode colocar mais coisa e mais difícil é se controlar na questão de ser compacto. Como eu disse, já viajei a Europa toda com o mochilão de 65L de boa (o meu não tinha o suporte de ferro pra coluna, por isso parecia um pouco menor) e só levei multa 2 vezes em pelo menos 20 voos low cost (acho eu que foram até mais voos). Eu sempre compro a passagem de mala só de cabine e rezo pra ninguém me pegar! Ou seja, to com uma margem boa de multa, né? Mas pra ser sincera, fico sempre muito nervosa por causa disso na hora do check-in, então to pensando seriamente em comprar um de 50L também!

 

Agora que você já tem mais ou menos um panorama geral dos tipos de mochilões, faça uma escolha pelo tipo de viagens que pretende fazer agora e também no futuro, pra não gastar dinheiro à toa. Na verdade, tudo é uma questão de perspectiva, porque o de 65L às vezes passa de boa como mala de cabine, a única questão é se você está disposto a correr o risco de pagar multa toda vez que for pego ou se prefere uma viagem mais tranquila!

 

Falando em porcentagem (minha opinião sobre o que estou acostumada a ver, ok?), acredito que uns 8% usem mochilão de 40L, 43% usem o de 50L e os outros 49% usem o de 65%. Essas são minhas estatísticas no ponto de vista da minha vivência! hahahahaha

 

- MOCHILA DE ATAQUE

 

A mochila de ataque nessa viagem é extremamente importante, até mais importante que o próprio mochilão!

 

É na mochila de Ataque eu você vai carregar suas câmeras, casacos, meias extras se precisar, gorro, luvas, snacks, água, remédios, às vezes capa de chuva... Como se fosse uma pequena malinha com “primeiros socorros” pro frio! A maioria das vezes você sai do hostel às 6h/7h horas da manhã e só volta pra casa 20h da noite, então é fundamental que pense em tudo que poderia precisar durante aquele dia. Vale sempre dar uma conferida na previsão do tempo pra tentar nortear tua arrumação.

 

NÃO É PRA VOCÊ PASSAR TUDO DO MOCHILÃO PRA MOCHILA DE ATAQUE... A LOKA!

 

É pra ponderar o que por eventualidade seria legal levar, caso algo aconteça. Não é pra deixar a mochila de ataque mega pesada, porque em alguns passeios você deixa ela na van e vai todo soltinho por aí só com a máquina, mas em outros passeios você vai precisar levar a mochila de ataque com você, como no Machu Picchu. Então preze sempre pelo seu conforto antes de sair amontoando bagulho dentro da mochila!

 

TAMANHO IDEAL PRA MOCHILA DE ATAQUE:

Você não precisa gastar dinheiro pra mochila de ataque. Ela precisa ser de qualidade, com um tamanho legal, mas não precisa ser FODA pra caraca!

 

Eu fui com a mochila que usava na faculdade (que por sinal tava com o zíper de um bolsinho quebrado rsrsrsrsrs #deimole). Era a mochila da Vans, tamanho normal de quando usávamos mochila pro ensino médio, sabe? Mas, depois comecei a pegar bode da mochila, tava me irritando aquele bolsinho quebrado e o tamanho começou a me irritar também!

 

Acho que vale você levar uma mochila de ataque um pouco maior que o tamanho normal de mochila de ensino médio, sabe? Precisa ser mega maior não, mas com um tamanho ideal pra carregar coisas pra uma viagem de dois dias, por exemplo. E, óbvio, com todos os zíperes funcionando muito bem!

 

Falo sobre os dois dias de viagem porque em duas partes da trip você vai precisar deixar seu mochilão no hostel e carregar só a mochila de ataque por dois dias! Por exemplo: quando você for pra Machu Picchu não tem necessidade de carregar o mochilão com você, principalmente se for fazer a trilha da Hidrelétrica (imagina carregar o mochilão ao longo de 12 km). Então, você deixa o mochilão no hostel sem qualquer valor adicional (eles já são acostumados com isso) e vai para Águas Calientes com a sua linda e bela mochila de ataque, chega no hostel em AC e deixa tudo que não for preciso pra Machu Picchu no locker e sobe pra MP com a mochila de ataque vazia só com água, snacks, seu passaporte (vou explicar porque no capítulo de MP), um casaquinho e uma capa de chuva (just in case).

 

Outro exemplo é quando você vai pra Isla Del Sol. O processo é o mesmo, deixa o mochilão no hostel e sai feliz e contente só com a mochila de ataque. O pulo do gato aqui é checar se seu hostel cobra ou não pra deixar o mochilão lá por um dia, se cobra você já fecha o passeio da Isla de Sol pedindo pra agência guardar o mochilão de graça pra você. Como tem muitas opções de agência, todas guardam os mochilões de graça pra segurar os clientes que conseguem!

 

SOBRE COISAS DE FRIO, MOCHILÃO E TREKKING

 

Grande parte das coisas pra viagem eu já tinha em casa e outras coisas como a toalha de microfibra (PRIMARK), as meias de trekking e a palmilha que esquenta o pé por oito horas (SPORT DIRECT) eu comprei na Inglaterra por que tava vindo de lá pro Brasil quando decidimos fazer o mochilão.

 

Meu parceiro mochileiro Rodrigo comprou grande parte das coisas dele na Decathlon (http://www.decathlon.com.br/). Segundo ele, é o lugar mais barato e completo pra se comprar esse tipo de coisas de viagem.

 

CHECK-LIST:

• 4 blusas

• 4 camisetas

• 1 blusa de manga comprida segunda pela (1º camada)

• 1 calça segunda pele (1º camada)

• 1 casaco fleece (2º camada)

• 1 casaco quente impermeável (ou de material ok se pegar chuva) (3º pele)

• 1 calça jeans

• 1 short jeans

• 3 leggings (cores diferentes)

• 10 calcinhas

• 2 sutiãs

• 2 tops

• 1 biquíni

• 6 pares de meia normal

• 2 pares de meias bem grossas

• 1 chinelo

• 1 capa de chuva

• 1 capa de chuva pro mochilão

• 1 toalha de microfibra (secagem rápida)

• 1 toca

• 1 par de luvas quentinhas

• 1 cachecol bom

• 1 lenço pro cabelo (para dias de vento)

• 1 money belt

• 1 travesseirinho de ônibus

• Carregadores portáteis pro celular

• Carregador do celular

• Carregador da Canon

• 3 cartões de memória de 16gb para a Canon (usei um só)

• Equipamentos da Gopobre

• 2 cartões de memória de 32gb para a Gopobre (usei um só)

• Adaptadores de tomada

• 1 protetor solar

• 1 sabonete

• 1 frasco pequeno de shampoo

• 1 frasco pequeno de condicionador

• 1 roupa pra dormir (pijama)

• 1 protetor labial

• 1 repelente (indispensável no dia do downhill)

• 1 desodorante

• 2 cadeados grandes

• 1 celular

• 1 Canon SX40 HS

• 1 Gopobre (SJCAM 4000)

• 1 escova de dente

• 1 pasta de dente

• 1 cortador de unha

• 1 lixa de unha

• 1 kit de remédios

• 1 óculos de sol

• 1 boné

• 1 pinça

• 1 alicate de unha

• 1 gilete

• 1 bloquinho

• 1 caneta

• 1 óculos de grau

• 1 frasco pequeno de ácool em gel

• 1 ecobag (usamos pra levar os snacks e a água de 2 litros separados)

• 1 papel higiênico só pra você (fundamental)

• Anti-concepcional (pras meninas que tomam)

• Maquiagem

• Documentos

• Cartão de crédito internacional desbloqueado (just in case)

• 1 lenço umedecido (tanto homens quanto mulheres devem levar um pacote)

• 1 fone de ouvido

• 1 tapa olho (eu curto usar, porque você dorme bem independente da galera que acende a luz 1:00 da manhã pra procurar alguma coisa)

• 1 tapa ouvido (fundamental para quem for dividir quarto com muita gente)

• 1 canga (usamos pra envolver os travesseiros ou, em casos extremos de frio, como mais uma camada de cobertor rs)

• 1 tênis confortável (só levei 1 tênis, mas levaria 2 pelo simples fato que peguei chuva e fiquei com o pé encharcado por 3 dias. Não senti necessidade alguma da botinha de trekking que a maioria usa da Timberland, primeiro que quando fui comprar achei super desconfortável e segundo que acho feia e nunca usaria isso outra vez). Óbvio que ter um tênis/bota impermeável vai facilitar tua vida pra caraca, mas se você não tem dinheiro pra comprar um, relaxa que o tênis normal vai satisfazer sua viagem de boa (não me arrependi nenhum pouco de não ter levado tênis impermeável), leve apenas 1 a mais de reserva ou uma bota normal, mas que seja confortável!

 

REMÉDIOS (que eu usei):

 

• Paracetamol

• Digesan

• Deocil

• Imosec (fundamental)

• Buscopan

• Diamox (fundamental para enjoo de altitude)

• 1 esparadrapo

• 10 band-aid

• Resfenol (pra gripe)

• Aspirina

• Pantoprazol

• Loratadina

• Bepanthen (tubo pequeno)

 

DOCUMENTOS (guardar até o final da viagem):

 

• Cartões de embarque (GOL e AMASZONAS);

• Seguro Viagem;

• Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver);

• Cartão internacional de vacina (ANVISA);

• Reserva do ingresso de Machu Picchu;

• TODOS os micro papéis, boletos e formulários de imigração que te derem durante a viagem guarde. Principalmente os papéis da imigração.

 

Leve uma pasta de plástico flexível para guardar todos os documentos da viagem, isso é muito importante e pode te salvar de pagar multas desnecessárias.

 

Cartões de embarque: Guarde-os até o final da viagem, mesmo que já tenha realizado o voo.

 

Seguro Viagem: Mesmo sendo a pessoa mais sortuda do mundo, faça um seguro viagem, você nunca sabe quando sua sorte pode acabar (nosssa fiz tipo um comercial da Bradesco Seguros agora, né? Rsrsrsrsrsrs).

 

Não precisamos usar o noss, Graças a Deus, mas li diversos relatos de gente acionando o seguro durante a viagem. Importante ressaltar que a maioria, se não todos, dos seguros não cobrem a aventura do Downhill (não deixe de fazer por causa disso.... vale muitoooo a pena).

 

Sem o seguro você vai pagar uma fortuna por qualquer emergência médica, então nem cogite em fazer uma economia burra, porque os seguros são relativamente baratos perto da segurança que você vai ter durante a viagem.

 

Eu fiz pela Mondial Travel, mas paguei um pouco mais caro (total: R$ 201,66) que meus parceiros de viagem, então faça diversas cotações e veja um que atenda às suas necessidades. Fechei com esse por ter sido indicado por vários mochileiros e curti o atendimento deles.

 

DICA: Algumas pessoas tem o serviço de Seguro Viagem incluso no cartão de crédito e pagam uma taxa para ativá-lo, veja se vale a pena no seu caso. Outras pessoas tem o Seguro Viagem embutido nos benefícios da empresa que trabalham, aí basta ativá-lo (na maioria das vezes é de graça).

 

Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver): Se você for estudante, vale a pena tirar sua carteirinha internacional da ISIC, pois em muitos lugares e passeios você ganha bons descontos por apresentar essa carteirinha da ISIC. Alguns passeios no Atacama por exemplo, aceitam carteirinhas normais de estudantes, mas no Machu Picchu, por exemplo, só te dão desconto com a ISIC.

 

O melhor desconto da ISIC é no Machu Picchu, porque você paga metade do valor. Em outros passeios você ganha pequenos descontos, sem ser metade do valor.

 

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

 

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram!

 

Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! hahahaha

 

Cartão internacional de vacina (ANVISA): A vacina contra febre-amarela é obrigatória, por lei, para entrar na Bolívia (apesar deles cagarem baldes pra isso, ninguém pediu pra ver nosso cartão de vacinação).

 

Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, ela ainda é válida e você só precisa ir a um posto de saúde que emita o Certificado Internacional. Se não, você se informa dos horários do seu posto de saúde, toma a vacina na hora e pede o Certificado Internacional (verifique se o posto que você está indo emite o certificado. Eu fui em um que me deram a vacina e 5 minutos depois já me deram o certificado).

 

Reserva do ingresso de Machu Picchu: Reservamos os ingressos de Machu Picchu pelo site oficial (http://www.machupicchu.gob.pe/). Veja bem, RESERVAMOS, não pagamos no site. Acredito que seja uma forma de segurar sua vaga pra aquele dia específico, mas no dia que fomos na Prefeitura acabamos nem mostrando a reserva e compramos direto o ingresso. Se você vai subir só Machu Piccu, acredito que não tenha que se preocupar com os ingressos antecipadamente, se quiser garantir reserve no site, mas acho que não é preciso pilhar nisso.

 

Se você vai fazer a Huayna Picchu ou a Montaña Picchu é preciso comprar seu ingresso com, no mínimo, um mês de antecedência pra garantir seu lugar, porque pra essas duas montanhas existe número limitado de entradas por dia: 200 no primeiro grupo (7-8h) e 200 no segundo grupo (10-11h).

 

MONEY BELT:

 

• $ 1.300,00 dólares

• R$ 300,00 reais (just in case)

• Cartão Itaú internacional

• Passaporte

 

O money belt é a parte mais importante da sua viagem. Nele está sua vida! Então, nunca tire ele de você, leve até pra tomar banho. Sério! Já vi gente ferrar a viagem toda porque foi furtado quando deu mole com o money belt.

 

Óbvio que quando você for mergulhar nos termas ao longo da viagem, dê um jeito de esconder o Money belt no fundo da mochila de ataque e deixe a mochila num lugar que você possa sempre manter os olhos!

 

PREPARATIVOS:

 

Bom, essa viagem já estava no meu radar há algum tempo e nunca conseguia realizá-la. Decidi que faria essa viagem em 2016 e convoquei algumas amigas, a maioria não pôde. Elisa já tinha tirado as férias dela, mas como ainda faltavam alguns dias das do ano passado ela fez um acordo com chefe e tirou os 23 dias pra gente fazer a viagem juntas em abril. E só podia ser abril porque ela iria trabalhar compulsivamente pras olimpíadas e eu voltaria pra Inglaterra (eu moro na Inglaterra atualmente com meu namorado tcheco) em Junho (a princípio, porque agora volto em Setembro hahahaha). Então, era agora ou nunca e decidimos que seria agora!

 

A decisão veio por meados de Fevereiro e como Elisa estava trabalhando direto eu fiquei responsável por ver o roteiro e ir passando pra ela. No final de Fevereiro já tínhamos o roteiro montado todo baseado no roteiro do Rodrigo, eu cheguei até a compartilhar uma planilha compilada no roteiro do Rodrigo nos Mochileiros.com pra ajudar a galera que também tava seguindo essas dicas dele (eu a lokaaaa da planilha).

 

Mas, não contávamos com a merda da alta do dólar (chegou a bater 4,20 quando estávamos planejando a viagem... #fudeuuuuu) e com as passagens tão caras! Aí bateu um certo desespero, vontade de desistir, ver algum lugar pelo Brasil que fosse mais barato e tal. Só que tinha um agravante na nossa situação: Quando eu e ela teríamos férias juntas novamente? Quando eu voltaria pro Brasil de novo?

 

Aí pensamos: Quer saber? Temos dinheiro, temos tempo e já temos roteiro... Vamos fazer essa viagem esse ano!!!! \o/ Caraaaaa! Foi mó correria, porque decidimos isso no dia 5/3 sendo que a viagem ia acontecer dia 2/4. Correeeee pra comprar as passagens! Acabamos pagando uma fortuna nas passagens de saída e retorno ao Brasil (R$ 1.843,42), mas tudo bem. O importante é que de fato iríamos e agora era parar de chorar pelo dinheiro derramado e bola pra frente, tínhamos muita coisa pra ver!

 

- PASSAGEM BRASIL X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL (R$ 1.843,42): OK

 

- PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE ($ 53,14 dólares): OK

 

- RESERVA DO BILHETE DE MACHU PICCHU: OK

 

- SEGURO VIAGEM (R$ 201,66): OK

 

- RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOUR: OK

 

Essas foram as únicas coisas que fechamos antes da viagem! NÃO RESERVAMOS NENHUM HOSTEL, NENHUM OUTRO PASSEIO, NENHUMA PASSAGEM DE ÔNIBUS!

 

PORÉÉÉMMMMM... A única coisa que eu teria comprado com antecedência, também, seria a passagem do ônibus de Sucre para o Uyuni, porque se a gente não conseguisse a passagem na rodoviária pro Uyuni ia quebrar todo roteiro porque teríamos que ficar um dia extra em Sucre, apesar de eu já ter em mente um plano B (cortaria Arequipa, infelizmente).

 

E aí por causa disso eu fiquei ansiosa até chegar na rodoviária de Sucre, roí todas as minhas unhas, fui no banheiro umas 648 vezes (JURO), não conseguia relaxar de jeito nenhum. Tudo por causa desse ônibus maldito! Nos relatos que li, a galera dizia que só tinha uma companhia de bus que fazia esse trajeto (Sucre X Uyuni), então caraaaa eu tava uma pilha de nervos porque não queria mudar nada do roteiro (aquela, né? Super apegada às coisas).

 

Então, se eu pudesse dar um conselho seria esse: COMPRE SUA PASSAGEM DE SUCRE X UYUNI PELO SITE DA COMPANHIA 6 DE OCTUBRE. Se não tiver mais pela 6 de Octubre tente ver se existe algum site que venda as passagens da 11 de JULHO.

 

Uma pessoa me passou esse site no Mochileiros.com e achei bem mais bonito e organizado do que o site que vi na época: https://www.ticketsbolivia.com/

 

Reservamos com a Esmeralda Tour com antecedência porque eu queria negociar o valor sem ter um monte de mochileiros em volta (não queria assustar a senhora pedindo desconto e depois mó galera pedindo também). Além do que, queria muito fazer com eles porque li diversos relatos falando bem deles e não queria correr o risco deles estarem lotados (a apegada novamente! Rsrsrsrsrs). A Esmeralda Tour é uma das únicas companhias que param no Salar de Uyuni para ver o por do sol.

 

Conferi no Google se tava tendo manifestação, protestos, competições, ralis, qualquer merda que pudesse tirar meu roteiro de ordem (caraaa eu levo meu roteiro muito a sério, perceberam, né?) e UFA! Não tinha nadica! Só as eleições no Peru, mas que não interferiu em nada nos passeios (ficamos com um pouco de medo, mas saiu tudo como o esperado).

 

Pra finalizar e partimos pro que realmente importa (o relato dos dias), eu só queria compartilhar com vocês que esse foi meu primeiro mochilão super em aberto, apesar de ter meu roteiro super fechado! Sério, parece contradição, mas não é! Eu sabia o que ia fazer em cada dia e tinha um planejamento dos ônibus e hostels que ia pegar, mas não reservei nada justamente porque em um mochilão desse tipo você não pode fechar suas possibilidades!

 

Você precisa ficar flexível pra mudanças de planos e de ideias ou, é claro, para os temidos imprevistos!

 

Tivemos que pegar ônibus diferentes, dormir em hostels diferentes do planejado, mas no fim deu tudo certo. O que quero dizer é: NÃO reserve nada com antecedência também, porque se surgir um imprevisto ou você mudar de plano no meio do caminho você poderá mexer seus pauzinhos com liberdade e sem medo de perder dinheiro.

 

Imagina já ter comprado uma passagem e depois mudar de ideia (perdeu dinheiro) ou decidir ficar mais um dia numa cidade e já ter reservado um hostel na outra (em alguns casos eles devolvem o dinheiro se você avisar com 48 horas de antecedência em outros casos você paga multa).

 

Me deu um certo medinho e muita insegurança viajar assim com a viagem meio em aberto, mas ao mesmo tempo me deu uma puta sensação de liberdade e flexibilidade, sabendo que eu poderia curtir como eu quisesse sem medo de perder dinheiro.

 

E, às vezes, o bom de fechar os hostels na hora é que você pode barganhar descontos (fizemos muito isso e conseguimos alguns). Não fique com medo de não ter onde dormir tem MILHARES de hostels por esses lugares e sempre terá uma opção na pior das hipóteses.

 

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PARTIUUUUU DIA DA VIAGEM!!!!!

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.2) Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

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Vi que ao longo dele vc citou (e outros mochileiros também) esse relato do Rodrigo. Procurei por aqui, mas como sou novato não domino as ferramentas de procura não localizei tal. Você tem o link para enviar por aqui?

 

Parabéns pelo relato e páginas! Estou acompanhando todas :)

 

Abs.

 

Relato do Rodrigo.

Have Fun...rs

 

http://www.mochileiros.com/bolivia-chile-peru-26-dias-abril-2015-tudo-por-1-600-dolares-t114832.html

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Vi que ao longo dele vc citou (e outros mochileiros também) esse relato do Rodrigo. Procurei por aqui, mas como sou novato não domino as ferramentas de procura não localizei tal. Você tem o link para enviar por aqui?

 

Parabéns pelo relato e páginas! Estou acompanhando todas :)

 

Abs.

 

Relato do Rodrigo.

Have Fun...rs

 

http://www.mochileiros.com/bolivia-chile-peru-26-dias-abril-2015-tudo-por-1-600-dolares-t114832.html

 

valeu!!!

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Maaaary! Ja te perturbei algumas vezes pelo blog e por e-mail kkkkk e estou eu aqui de novo com uma dúvida meio boba ::putz::

Quando você ia de um país pro outro, quando sobrava moeda local do país anterior, você trocava junto com dólar? Ex: saindo de San Pedro de Atacama, sobrou 10.000 pesos. Você trocava por dólar de novo em San Pedro, ou esperava e trocava direto por Soles em Arequipa? ::mmm:

 

Obrigada pela atenção de sempre! ::love::

 

Oi Carol,

 

A dúvida não é boba não! Achei super válida! ::otemo::

 

Fizemos isso uma vez saindo do Chile e chegando no Peru, mas você pode trocar sempre da forma que quiser. Eu geralmente gosto de ter alguma moedas sobrando pra minha coleção.

 

Geralmente calculávamos um valor quase exato pra não sobra moedas. Sobrava bem pouco e não compensava trocar por outra moeda, aí ficava como lembrança mesmo.

 

Só cuidado pra não se confundir na cotação. É uma loucura! Baixa o aplicativo de celular (XE CURRENCY). Você atualiza ele na internet, mas depois ele funciona normalmente sem internet. Tente atualizá-lo toda vez que tiver internet pra ter as cotações sempre atualizadas.

 

Bjs

 

Mary

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CAP.19: Explorando da Isla del Sol com sol!

 

Como a gente já tinha lido sobre a Isla del Sol no relato do Rodrigo, nós resolvemos procurar a tal “praia” que ele mencionou no relato dele. Bom, pra achar a praia é bem simples: Você está olhando para a Pedra Sagrada, certo? Agora se vira em direção ao mar (onde anteriormente estavam suas costas... PQP! Sou muito ruim pra explicar), segue em direção a essas ruínas e dá meia volta para direita, segue mais um pouco e olha pro seu lado esquerdo e você vai ver literalmente uma praia com um píer extenso. Ficou muito ruim a explicação, né? Mas não tem erro não, só vocês procurarem uma praia pra lado esquerdo da ilha partindo da Pedra Sagrada. Dá pra ver do El Labirinto.

 

Oi Maryana!

 

Estou acompanhando seu relato, e tá ficando muito bom! Tá me norteando bastante para a viagem que pretendo fazer..

Vi que ao longo dele vc citou (e outros mochileiros também) esse relato do Rodrigo. Procurei por aqui, mas como sou novato não domino as ferramentas de procura não localizei tal. Você tem o link para enviar por aqui?

 

Parabéns pelo relato e páginas! Estou acompanhando todas :)

 

Abs.

 

Brigadinha João!!!

 

Segue o relato do meu parceiro Rodrigo!

 

bolivia-chile-peru-26-dias-abril-2015-tudo-por-1-600-dolares-t114832.html

 

Bjs

 

Mary

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CAP.23: Walking tour guiado em Laz Paz

 

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22/04/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de Feel]

(

)

 

Acordamos um pouco mais tarde do que o habitual e fomos nos arrumar e tomar café da manhã. Vagner a Patrícia arrumaram os mochilões deles, porque fariam o check-out antes da gente sair pra explorar La Paz.

 

Pegamos um mapa na recepção e marcamos junto com o moço que estava lá os principais locais que deveríamos conhecer. Vagner e Pate fizeram o check-out e deixaram os mochilões na sala de bagagens e o moço perguntou se eu e Elisa ficaríamos no mesmo quarto e dissemos que sim (aqui demos um vacilo, porque poderíamos ter mudado de quarto, mas a gente achou que não iriam colocar ninguém conosco... Doce ilusão hahahahah).

 

Fomos andando seguindo o mapa e chegamos a pé à Plaza Murillo, sem qualquer tipo de problema. Fizemos algumas paradas pra ver botas e roupas de frio que, por sinal, são muito baratas e vale muito a pena. Na Plaza Murillo ficam os prédios importantes do governo como o Palacio Quemado (sede do governo boliviano), a sede do Congresso da Bolívia e um relógio muito famoso por marcar a hora ao contrário.

 

Explicação do Wikipedia: “O prédio com relógio na fachada do Legislativo boliviano (presente na praça), passou a ter a numeração ao contrário além dos ponteiros, para girarem no sentido anti-horário (desde junho de 2014) como forma de conscientizar a população de que a Bolívia é uma nação do Sul e não do Norte.”

 

Nós tiramos fotos com os guardinhas do Congresso e com os milhares de pombos da praça. Nesse momento tava tendo uma apresentação escolar sobre o dia do meio ambiente! As crianças estavam todas fantasiadas de animais, vegetais e plantas. Tudo tão bonitinho!

 

Depois da Plaza Murillo, decidimos ir ao Mirador Killi Killi. Pegamos um táxi na rua paralela à Plaza e pedimos pro taxista nos esperar lá no mirante porque não demoraríamos nem 5 minutos. Entramos no táxi já fechando o valor total da corrida por 30,00 bolivianos (7,50 pra cada) que incluía: Mirador Killi Killi, espera de 5 minutos lá e ida ao Teleférico da linha amarela.

 

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Paramos no mirante e a vista era incrível. De fato era a Rocinha boliviana. Parecia um mar de casas tudo uma em cima da outra, mas, de certa forma, organizadas. Foi bem legal ver o contraste de todos os lugares que estivemos ao longo daqueles dias e a Bolívia se mostrava uma surpresa um tanto quanto positiva, pois no início do planejamento da viagem, achamos que seria bem perigoso andar em La Paz e não poderia ter sido mais tranquilo! Óbvio que sempre estávamos atentos, mas confesso que me senti mais segura andando pelas ruas de La Paz que pelas ruas do Rio.

 

Tiramos algumas fotos e voltamos pro táxi rumo ao teleférico da linha amarela (que a maioria das pessoas dizem ser o mais extenso e o mais bonito). Pagamos 6,00 bolivianos pelos tickets de ida e volta, sentamos no teleférico e fomos contemplando a beleza daquele lugar. Olhávamos tudo bem impressionados com a modernidade de algumas coisas em contraste com o atraso de outras e ficamos chocados (no bom sentido) com a tecnologia daquele teleférico que era movido em partes por energia solar.

 

O passeio foi super agradável e decidimos almoçar lá por cima mesmo (pior erro que cometemos). A Pate achou um restaurante pé sujo perto do teleférico e fomos lá conferir. Pagamos 10,00 bolivianos por uma sopa estranha e um prato principal nojento: arroz papado com pedaços não identificados de frango e uma banana sinistra. Demos umas bicadas pra tentar forrar o estômago, mas foi meio que inútil porque eu continuei morrendo de fome, mas nem deu pra comer em outro lugar porque nosso tempo tava bem apertado.

 

Pagamos 12,00 bolivianos num sorvete (que parecia ser dos deuses pela foto) pra tentar tapar o buraco que o almoço não tapou. Como eu já devia imaginar (porque sou formada em publicidade) caímos direitinho no conto da propaganda e o sorvete nem era lá essas coisas e nos custou mais caro que o almoço. Tivemos que comer tudo rapidinho antes de entrar no teleférico, porque é proibido comer lá dentro.

 

Chegando lá embaixo, pegamos uma van por 2,00 bolivianos pra irmos até a Plaza San Pedro que era onde eu e Elisa iríamos encontrar a galera da Red Cap pra fazer um tour guiado andando pelas ruas de La Paz por 20,00 bolivianos. Há alguns anos atrás esse tour era gratuito como aqueles “Free Walking Tours” que vemos na Europa, mas as agências de turismo começaram a implicar e eles começaram a cobrar um valor simbólico de 20,00 bolivianos por pessoa.

 

Vagner e Pate só tinham mais aquela tarde e decidiram trocar o city tour pelas compras na Calle de la bruxas. Eu e Elisa queríamos muito fazer o tour guiado, então, combinamos com eles de nos encontrarmos às 18:00 pra jantarmos juntos e nos despedirmos.

 

O city tour é em inglês e dura 2h30 minutos e é muito legal e animado. São duas pessoas bem jovens que interagem com você o tempo todo e te contam várias curiosidades e histórias sobre a cidade. É possível fazer o city tour todos os dias às 11h ou às 14h na Plaza San Pedro. É só chegar e procurar a galera com boné vermelho e/ou casaco vermelho da Red Cap. NÃO PRECISA RESERVAR, é só chegar e se juntar ao grupo (o pagamento é feito no final do tour).

 

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Chegamos na Plaza San Pedro por volta das 13:30 e já avistamos uma menina com um boné vermelho e fomos lá perguntar pra ela que horas começaria. Ela disse que às 14:00 em ponto iniciaria o tour. Eu e Elisa ficamos sentadas esperando até que do nada chegou mó grupão de gringos e os dois guias começaram a se apresentar.

 

Nós pegamos o Cris e a Daniela como guias, dois jovens muito animados e que conheciam muito das histórias e peculiaridades de La Paz. Não vou contar as curiosidades aqui, porque vale muito a pena vivenciar esse passeio ao vivo. Nossa! Depois de vários dias pegando guias ruins, sem comprometimento, chatos e desanimados, a gente finalmente teve a bela surpresa de ter esses dois jovens como guias.

 

Basicamente os lugares que passamos foram: Plaza San Pedro, Mercado Rodriguez, Calle de las Bruxas (essa parada teve muitas histórias e curiosidades incríveis), Plaza San Francisco, Mercado Lanza (fizemos uma pausa para provarmos vitaminas – eu e Elisa dividimos uma e pagamos 4,00 bolivianos cada - e saladas de fruta), Plaza Murillo e a última parada foi no restaurante Sol e Lua onde tomamos, de graça, um licor boliviano típico. Eu e Elisa ainda demos 5,00 bolivianos cada de gorjeta para a Dani e o Cris.

 

SÉRIO! Valeu muito a pena fazer esse tour guiado pela Red Cap. O valor foi tão pequeno se comparado ao tanto que nos divertimos e ouvimos coisas interessantes sobre La Paz. Se você tiver 2h30min sobrando no seu roteiro de La Paz, definitivamente inclua o tour guiado pela Red Cap (não estou sendo paga pra fazer jabá não. Eu realmente curti demais o walking tour e acho que agregou muito à experiência desse mochilão.) ::otemo::

 

Depois de ficarmos encantadas com o tour e olhar La Paz com outros olhos, encontramos o Vagner e a Pate no hostel arrumando as últimas coisas no mochilão deles para, enfim, voltarem ao Brasil. Nós fomos até a creperia e depois de comermos um crepe sensacional (30,00 bolivianos), nos despedimos com muita dor no coração dos nossos parceiros de viagem, que hoje são nossos grandes amigos e nos falamos quase todos os dias no grupo do Whatsapp. ::love::

 

Eu e Elisa ficamos mais um pouco na creperia e depois decidimos ir comprar nosso passeio na Arco Travel pro Tiwanacu pro dia seguinte. Choramos desconto, mas não deu porque só fechamos um passeio. A moça disse que se tivéssemos fechado o downhill ou o Chacaltaya seria possível dar um bom desconto. Saco! #bateuremorso

 

Pagamos 180,00 bolivianos (ônibus, guia, entrada e almoço incluídos) e depois dessa facada básica (eu não tava muito animada pra esse passeio não, mas Elisa tava super animada, então decidimos ir), fomos até a Plaza San Francisco pra visitar a igreja por dentro – que é linda por sinal - e eu aproveitei pra comprar meus postais (12,00 bolivianos em vários) nas lojinhas ao lado. Como nosso estoque de biscoitos estava acabando, eu e Elisa fomos novamente ao Mercado Lanza pra comprar mais mantimentos pro passeio do dia seguinte. Dividimos um biscoito por 4,50 bolivianos cada.

 

Antes de voltarmos ao hostel, passamos na casa de câmbio pra trocar mais 50,00 dólares a uma cotação de 6,95 (347,50 bolivianos). Chegando no quarto tivemos uma surpresinha. A galera da recepção colocou no nosso quarto de quatro pessoas, dois meninos. Eu não vi muito problema, porque já dormi em quarto de oito pessoas em Berlim onde 7 eram homens e só tinha eu de mulher. Mas, a Elisa estava muito incomodada com a possibilidade dos meninos poderem fazer alguma coisa com a gente enquanto dormíamos. Ela disse era melhor a gente dormir no quarto de 20 pessoas. Elisa tava tão incomodada que começou a me dar paranoia de leve olha que eu tava super de boa com a situação.

 

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Enfim, perguntamos na recepção se seria possível trocar de quarto e eles disseram que não, que só seria possível trocar no dia seguinte depois do check-out porque iriam sair 4 pessoas do quarto de 20. Pedimos pra realocarem a gente no dia seguinte então. Eu subi, tomei banho, coloquei meu tapa olho e meu tapa ouvido e dormi que nem uma princesa. Já a Elisa disse que não conseguiu pregar os olhos a noite toda com medo de alguma coisa acontecer.

 

Amanhã seria nosso penúltimo dia em La Paz, na verdade o último, porque na madrugada seguinte iríamos embarcar no avião para Santa Cruz de la Sierra às 7:00 da manhã.

 

SALDO DO DIA:

 

- 7,50 bolivianos – Táxi até o Mirador de Killi Killi + Teleférico linha amarela

- 6,00 bolivianos – Ticket do teleférico linha amarela (ida e volta)

- 10,00 bolivianos – Almoço

- 12,00 bolivianos – Sorvete

- 2,00 bolivianos – Van do teleférico até a Plaza San Pedro

- 20,00 bolivianos – City Tour (Red Cap)

- 5,00 bolivianos – Gorjeta do City Tour

- 0,50 bolivianos – Banheiro

- 4,00 bolivianos – Vitamina

- 30,00 bolivianos - Crepe

- 180,00 bolivianos – Passeio de Tiwanacu

- 12,00 bolivianos – Postais

- 4,50 bolivianos – Biscoitos

 

* Trocamos 50,00 dólares = 347,50 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

TOTAL: 293,50 bolivianos

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.24) O passeio em Tiwanacu e a tarde de compras e tatuagem

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no Instagram @vidamochileira (por favor) que tem um monte de dicas legais também! Em março vou para a Tailândia e vou compartilhar tudinho pelo IG e relatar todas essa experiência pelo blog!

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Mary, eu gostaria de ir e voltar no mesmo dia da Isla del Sol.

Sei que os barcos saem por volta das 8 horas de Copacabana. E você cita em seu relato que o guia faz um tour de 45 min na Ilha com o grupo.

Para quem vai voltar, o passeio acaba aí? Ou existe mais um tempo para os turistas curtirem o lugar. Porque eu gostaria de ir a "praia".

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Mary, eu gostaria de ir e voltar no mesmo dia da Isla del Sol.

Sei que os barcos saem por volta das 8 horas de Copacabana. E você cita em seu relato que o guia faz um tour de 45 min na Ilha com o grupo.

Para quem vai voltar, o passeio acaba aí? Ou existe mais um tempo para os turistas curtirem o lugar. Porque eu gostaria de ir a "praia".

 

Oiiii!

 

Então, depois que acaba o tour guiado é cada um por si!

 

Você precisa ter em mente que se for à "praia" vai ter que fazer a trajetória até o lado sul muito rápido pra não perder o barco que sai às 15:30!

 

A não ser que você não queira atravessar a ilha aí fica por ali mesmo na parte norte e volta no barco das 13:30.

 

Saídas dos barcos:

Isla del Sol x Copacabana: 10h30 e 15h30 (saindo do lado sul) e 13h30 (saindo do lado norte).

 

Mas, assim que o guia encerra o tour é cada um por si e cada um faz o que quiser no ritmo que quiser!

 

Então, depende de você e do seu condicionamento físico ::otemo::

 

Espero ter ajudado!

 

bjs

 

Mary

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CAP.24: Passeio em Tiwanaku e tatuagem na Bolívia

 

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23/04/2016

 

[Você pode ler esse relato ao som de Treasure]

(

)

 

A noite foi bem tranquila pra mim. Dormi que nem uma princesa, apesar da Elisa ter dito que não conseguiu dormir direito por causa dos meninos no nosso quarto. Acordamos às 7:00 e nos arrumamos, porque a van estava marcada pra nos pegar às 8:20 no hostel. Como nós iríamos trocar de quarto naquela noite pra um quarto de 20 pessoas, deveríamos fazer o check-out do quarto que estávamos, guardar os mochilões na sala de bagagem e fazer check-in no novo quarto quando voltássemos do passeio.

 

Tudo certo. Café da manhã tomado, mochilões guardados e nós estávamos prontinhas só aguardando o guia nos chamar na recepção do hostel quando ouvimos de uma voz conhecida: Elsa e Mayara. A princípio a gente não quis acreditar no que estava acontecendo, mas pro nosso azar o guia do passeio do Tiwanaku era o mesmo do passeio do Chacaltaya. PQP!

 

Eu já não tava muito animada pra aquele passeio, porque não sou muito fã de museus e coisas históricas (curto mais paisagens), mas como Elisa tava super animada decidi fazer o passeio com ela, até porque ela ficou me mostrando várias fotos do sítio arqueológico de Tiwanaku e parecia até ser interessante. Mas, no momento em que vi o guia preguiçoso do Chacaltaya, todo meu sopro de animação foi por água abaixo.

 

Eu e Elisa já ficamos desanimadas e o passeio nem tinha começado. Nós ainda tentamos ser positivas e pensar que talvez ele estivesse num mau dia ontem, que talvez hoje ele fosse dar um show de explicações, mas não foi bem assim que aconteceu. Rs

 

Entramos no ônibus e ele foi dando algumas informações sobre o passeio. Como o almoço estava incluso no pacote, nós deveríamos escolher um dos pratos que ele nos apresentou, porque ele iria mandar a relação pro restaurante e assim que chegássemos lá a nossa comida já estaria pronta.

 

Ele deu o recado dele, passou de cadeira em cadeira fazendo a relação da comida de cada um, sentou na cadeirinha dele e COCHILOU! Caracaaa que vontade de levantar e gritar no ouvido dele: ACORDAAAAA! Pode até não ter nada pra dizer, mas eu acho uma falta de respeito você pagar um guia e ele dormir. Eu hein!

 

Eu e Elisa fomos olhando a paisagem, cochilamos um pouco, ouvimos música e depois de 2 horas, finalmente, chegamos ao sítio arqueológico de Tiwanaku. Ele pediu pra gente descer do ônibus e esperar ele em frente ao museu. Levamos nossas mochilas de ataque com a gente e ficamos lá esperando o guia que tinha ido estacionar o ônibus com motorista, não sei por quê.

 

O guia chegou e entramos no museu (nossa entrada estava inclusa no pacote, mas pra quem paga a parte, a entrada custa 80,00 bolivianos). Essa parte foi bem chata, apesar dos artefatos serem interessantes, mas o guia não ajudava nenhum pouco com a falta de animação dele pra contar as histórias e as curiosidades do local.

 

Saímos do museu e fomos em direção às ruínas de Tiwanaku, uma parte ao ar livre, com portais, pedras, calendários naturais e “estátuas” de pedra – tudo original. O guia deu uma explicação meio que superficial e seguimos todo sítio arqueológico dessa forma.

 

Voltamos e fomos num segundo museu ainda dentro das imediações de Tiwanaku e nesse tinha um “totem” gigante de pedra com mais de 50 metros de altura. Nessa parte o guia não falou nem 5 minutos e dos deu um tempinho pra explorar o local. Caraaaaa! A gente nem conseguiu ver tudo e o maluco já mandou a gente voltar pro ônibus. Como ele não explicou nada direito, a gente tava lendo nos murais sobre a história do totem gigante, que parecia ser bem interessante.

 

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De lá seguimos mais 20 minutos até o restaurante onde seria servido o nosso almoço. Sentamos e a comida tava bem farta. De entrada tivemos uma sopa maravilhosa e eu comi uma truta sensacional de prato principal e a Elisa comeu carne de Alpaca. Tinha ainda uma mesa com batata frita, salada, arroz e macarrão pra gente se servir a vontade. Após a comida, veio a sobremesa que foi banana com yougurte de mamão, que tava muito bom.

 

Todo mundo de estômago cheio e enquanto esperávamos o motorista do ônibus, eu e Elisa compramos alguns artesanatos de lembranças pra família (paguei 5,00 bolivianos num artesanato feito em pedra). Seguimos viagem pra um último sítio arqueológico fora de Tiwanaku, onde ficamos uns 15 minutinhos e voltamos pra La Paz.

 

Sobre o passeio: Se você curte museus e coisas históricas, talvez, valha a pena visitar Tiwanaku, mas só se for com um guia muito bom, porque se não, vai sentir que jogou seu dinheiro no lixo.

 

Chegamos em La Paz por volta das 16:30 e fomos direto às compras, pois os comércios costumam fechar por volta das 18h/19h. Na rua Ságarnaga tem várias lojinhas de artesanatos, galerias e agências de turismo e foi ali mesmo que começamos nossas compras.

 

Eu comprei vários estojos, necessaires, chaveiros, luva de forno pra minha casa nova e tocas de frio por 90,50 bolivianos tudo. Subimos mais um pouco e eu comprei um abridor de garrafa pro meu pai com formato de lhama por 10,00 bolivianos. Mais a frente, comprei três pulseirinhas daquelas bem coloridas de linha por 9,00 bolivianos tudo.

 

Como a gente ainda ia fazer uma tatuagem, passamos na casa de câmbio pra trocar mais 50,00 dólares a uma cotação de 6,95 (347,50 bolivianos). Já eram quase 18:30 quando corremos pro estúdio pra fazermos nossas tatuagens antes deles fecharem. Fizemos um coração pequeno na parte de trás do braço logo acima do cotovelo. A ideia era representar a amizade e a viagem que foi sensacional e vai ficar pra sempre guardada na memória.

 

Algumas pessoas me perguntam: É seguro fazer tatuagem na Bolívia? Vou dizer que achei tudo bem limpinho e organizado, mas é sempre bom conferir se todos os materiais são descartáveis e, óbvio, se seu decalque tá certinho antes de fazer a tattoo. O meu decalque ficou torto e adivinhem?! Meu coração ficou tortinho, mas o da Elisa ficou perfeito. Então, foi coisa de azar mesmo! Hahahahahaha Não vi qualquer problema em fazer a tatuagem na Bolívia. Inclusive o Victor, o menino que perdeu o mochilão lá em Sucre, também fez uma tattoo na Bolívia e ficou iradíssima.

 

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Fizemos a nossa tatuagem na galeria Dorian, nº 31 que fica na rua Ságarnaga y Murillo. O nosso tatuador foi o Tulul del Villar (nome no Facebook também) e o whatsapp dele é +591 60600685. Pagamos 110,00 bolivianos cada uma com um mega desconto depois da gente ter infernizado a vida do tatuador, mandando milhares de mensagens no whatsapp pedindo desconto. Se não me engano o preço inicial era 200,00, depois caiu pra 150,00 porque dissemos que seria um coração pequeno e depois de chorar muito fechamos em 110,00 bolivianos mesmo.

 

Uma coisa muito engraçada que aconteceu enquanto esperávamos o nosso tatuador esterilizar o local foi que tinha um menino fazendo uma tatuagem no braço com outro tatuador e ele tava fazendo uma cara de dor. Eu perguntei se tava doendo muito e ele disse que não. Aí, a lokaaaa resolve perguntar se a tatuagem era pra namorada dele. O garoto arregalou o olho e a Elisa me deu uma cutucada na hora e disse: tá escrito Elvis sua idiota! Hhahahahahahahaha caraaaaaa queria abrir um buraco no chão pra enfiar minha cabeça de tanta vergonha. Como eu tava sem óculos e não enxergo quase nada de longe eu li Elis. O menino ficou todo sem graça e eu mais ainda, então, achamos melhor encerrarmos nossa conversa por ali quando o silêncio reinou no ambiente por longos 2 minutos, até a Elisa sentar e começar a fazer a tattoo dela. Hahahahahahaha

 

Saímos do estúdio e fomos fazer mais compras pela Calle de las Bruxas e depois seguimos direto pra uma rua que fica atrás do Mercado Lanza (seguindo direto essa rua você dá na Plaza Murillo). Lá tem várias lojas de sapatos e roupas de frio e tava tendo uma feirinha no meio da rua com várias muambas legais.

 

Eu comprei uma bota linda e super quentinha de couro sintético por 100,00 bolivianos. Depois eu e Elisa fomos na farmácia comprar a pomada que o tatuador recomendou e dividimos um tubinho pras duas (6,90 bolivianos pra cada). Passamos no Mercado Lanza e compramos uma vitamina pra nós duas (4,00 bolivianos pra cada) e depois fomos pro hostel. Antes de subir, compramos uns grãos e uns biscoitos tradicionais da Bolívia, como um biscoito salgado de banana muito bom (3,00 bolivianos 100gr).

 

Subimos pro hostel pra fazer o check-in no novo quarto de 20 pessoas e já pagamos todas as diárias (245,00 bolivianos), já que no dia seguinte sairíamos muito cedo pra ir pro aeroporto. Entramos no quarto e ficamos chocadas com a bagunça que era aquilo lá. Sem sacanagem nenhuma, eu nunca vi um quarto compartilhado tão bagunçado e nojento como aquele. Tinha meia suja pra tudo quanto é lado, mala aberta no meio do caminho, comida jogada na cama...

 

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Das 20 pessoas que habitavam aquele quarto, 18 eram israelenses e pareciam se conhecer, porque ficavam gritando e pulando e mandando rádio uns pros outros. Acho que pelo fato deles se conhecerem, eles assumiram que o quarto era só deles e cagaram no fato de terem duas brasileiras perdidas no meio daquela bagunça e sujeira. Graças a Deus só dormimos lá uma noite!

 

Deixamos os mochilões no quarto (dentro do locker) e fomos jantar num restaurante de massas que vimos perto do hostel. Pagamos 45,00 bolivianos cada uma num prato de nhoque que tava bem mais ou menos e voltamos pro hostel pra tentar deixar tudo arrumado e engatilhado pro dia seguinte, porque acordaríamos às 4:00 pra pegar o táxi pré-agendado para às 5:00.

 

Tomamos banho, arrumamos tudo, separamos nossas roupas pro dia seguinte e eu coloquei meu tapa olho e tapa ouvido (isso me ajudou demais durante toda viagem, porque eu não ouvi roncos, batidas de portas, gritos ou deixei de dormir por causa de luzes acesas no meio da noite).

 

Amanhã nesse mesmo horário já estaríamos no Brasil dormindo nas nossas caminhas e tomando banho nos nossos banheiros! \o/

 

SALDO DO DIA:

- 5,00 bolivianos – Artesanato do Tiwanaku

- 90,50 bolivianos – Lembrancinhas pra família e amigos

- 9,00 bolivianos – Pulseirinhas de linhas coloridas

- 10,00 bolivianos – Abridor de garrafa

- 110,00 bolivianos – Tatuagem

- 100,00 bolivianos – Bota de couro sintético

- 6,90 bolivianos – Pomada pra cicatrização da tatuagem

- 4,00 bolivianos – Vitamina

-3,00 bolivianos – Biscoito salgado de banana

- 245,00 bolivianos – 5 Diárias no Hostel Muzungu

- 45,00 bolivianos - Jantar

 

* Trocamos 50,00 dólares = 347,50 bolivianos (cotação de 6,95 bolivianos por dólar)

 

TOTAL: 628,40 bolivianos

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.25) A volta interminável para o Brasil

 

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Relato top, top, top........ rir de chorar aqui com os perrengues.... estou indo para Bolívia proximo sabado...

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