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Bora viajar?

BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

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BOLÍVIA – CHILE – PERU EM 23 DIAS (ABRIL/2016) POR $ 1.300,00 DÓLARES NA VIAGEM

[T-U-D-O MESMO = $ 1.900,00 DÓLARES]

 

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[Você pode ler esse relato ao som de Give me Everything (

)

 

ÍNDICE DO RELATO:

 

Cap. 1: Preparativos para viagem

Cap.2: Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

Cap. 3: Vivos em Uyuni – Três dias incríveis

Cap. 4: Lagunas Altiplânicas, desertos, muitas fotos e o mal da altitude

Cap.5: A madrugada congelante dos Geisers (-8ºC) e a despedida confusa do Uyuni

Cap.6: Chegada à belíssima cidade de San Pedro de Atacama + Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Cap.7: As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplânicas e o Salar de Atacama

Cap.8: O Salar de Tara e a despedida do Atacama

Cap.9: Cruzando à fronteira do Peru pra chegar em Arequipa

Cap.10: Um dia no Cañon del Colca pra ver o famoso voo dos condores

Cap.11: O dia que vi um Oásis pela primeira vez e me acabei no sandboard

Cap. 12: Um passeio pelo oceano Pacífico – Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas

Cap.13: Vivos em Cusco

Cap.14: O Vale Sagrado dos Incas

Cap.15: O caminho da morte até Águas Calientes

Cap.16: O sonho de conhecer Machu Picchu (sem nuvens)

Cap.17: Partiu Puno... COM emoção!

Cap. 18: Puno e o passeio pelas Islas flutuantes de Uros no Lago Titicaca

Cap. 19: A beleza e o encanto da Isla del Sol com sol!

Cap. 20: Chegada à caótica La Paz

Cap. 21: O desafiante Downhill pela Estrada de la Muerte

Cap. 22: Chacaltaya – vencendo a altitude + Valle de la Luna – formado por sol, água e ar

Cap. 23: City tour guiado cheio de curiosidades pelas ruelas de Laz Paz

Cap. 24: O passeio em Tiwanacu e a tarde de compras e tatuagem

Cap. 25: A volta interminável para o Brasil

 

CAP. 1: PREPARATIVOS PARA VIAGEM

 

Falaaa ae galera!

 

Vou começar meu tão esperado relato detalhado (talvez não tãooo detalhado como eu queria, porque vou te falar que a viagem é foi incrível, mas eu sou tão cabeçuda que não anotei tim tim por tim tim na hora e agora a memória tá falhando... caraaaa é sempre assim: a gente acha que vai lembrar de tudo, que não precisa anotar na hora, que temos que viver tudo que há pra viver... aí chega na hora de contar pro amiguinhos dá branco! JUROOOO que vou me esforçar o máximo pra contar cada ronco, cada tropeço, cada flash que vivemos) do mochilão de 23 dias que eu fiz pela Bolívia, Chile e Peru.

 

P.S: Minha intenção é postar um capítulo por semana (juro que vou tentar seguir essa meta fielmente).

 

Tenho alguns adendos para fazer antes de começar MESMO!

 

Primeiramente, gostaria de agradecer 557 vezes ao meu parceiro Rodrigo Alcure, meu mestre, meu guia, minha luz (só não falo que foi meu tudo, porque tenho namorado e ele ia matar o Rodrigo coitado!). Rodrigo foi parceiraço, tirou várias dúvidas, me ajudou com roteiro, teve paciência, não mandou uma bomba pra explodir minha casa de tanto que eu perturbava ele!

 

Foi a partir do relato da viagem que o Rodrigo fez em 2015 que planejei todo meu roteiro pra mesma época pra minha viagem em 2016. Pena que a cotação do meu dólar também não imitou a do dólar do Rodrigo! :/

Em segundo lugar, queria dizer que o Mochileiros.com é um site FODA pra caralh$%&* que ajuda milhares de viajantes como eu e acho que o mínimo que posso fazer é retribuir tudo isso me colocando acessível para tirar qualquer dúvida ou dar dicas pra quem quiser.

 

Pra quem não sabe, eu sou mochileira há 3 anos e procuro fazer, pelo menos, uma grande viagem por ano. Decidi criar um blog pra compartilhar toda bagagem de dicas, micos, perrengues, reflexões e inspirações pra quem vive (ou quer viver) uma VIDA MOCHILEIRA. Eu também tenho o IG (@vidamochileira) onde procuro postar só lugares que eu realmente já vivenciei, porque se alguém quiser dicas eu sei que estarei pronta pra ajudar! Segue lá!!!

 

Em terceiro lugar (caracaaa essa mulher “fala” muitooo), gostaria de agradecer ao time que fez esse mochilão comigo (VOCÊ SÃO MARAVILHOSOS)! A escalação foi feita durante a viagem, mas o time se mantém entrosado até hoje (não sei por que cargas d’água eu to usando a linguagem do futebol, mas tudo bem!). Quero apenas enfatizar que os amigos que fazemos em mochilões, na maioria das vezes, tornam-se grandes amigos, porque vivem um dos melhores momentos da das nossas vidas com a gente! São eles que ouvem as tuas queixas de bolhas nos pés ou eles que te fazem chorar de rir quando jogam uma sopa quente pro alto que cai em cima deles mesmos (isso aconteceu com Vagner – história para o capítulo de Águas Calientes).

 

Por isso, se você vai sozinho ou sozinha e tá com medo OU pior, se você tá pensando em desistir porque não quer ir sozinho(a): Para de graça! Eu hein! Nasceu grudado em alguém? Para de esperar as pessoas fazerem as coisas com você. Você é responsável pela tua própria felicidade. Tem dinheiro? Tem tempo? Então vai! Para com essa palhaçada de medo. A vida é muito curta pra você ficar de mimimi por bobeira! Se joga no mundoooo!

 

Pronto! Acabei de gritar! Desculpem. Sou dessas que me irrito quando alguém deixa de curtir uma viagem iradíssima porque não tem companhia! Caraaaa eu te garanto 100% que durante a viagem você vai fazer amigos sensacionais que vão fazer do teu mochilão inesquecível! Acredita em mim, segura a minha mão e repete: JÁ DEU TUDO CERTO!

 

Anotem esses personagens porque eles aparecerão com muita frequência nesse relato.

 

- Elisa [RIO] Minha amiga há 6 anos!

- Patrícia [PARANÁ]

- Vagner [marido de Patrícia – PARANÁ]

- Arthur [MINAS]

- Vitor [amigo de Arthur - MINAS]

 

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Bom, acho que já deu pra reparar que falo muito, sou muito expressiva e falo algumas palavras feias (todas com o intuito de ênfase... desculpa ai a galera que é contra esse tipo de linguajar). A minha ideia é fazer um relato bem vivo mesmo, é tentar trazer vocês pro momento que vivi e tentar projetar de tal forma que você consigam se imaginar lá e com isso planejar o relato de vocês com mais confiança.

 

Pra galera que é impaciente ou que não gosta de ler, vou disponibilizar no final do relato uma planilha compilada com todas as informações do roteiro (gastos, transporte, horários, hostels e um roteiro objetivo do mochilão).

 

O ROTEIRO:

 

Esse roteiro é super clássico no Mochileiros.com, mas há quem faça o inverso e vou explicar porque optamos por esse.

 

Li dezenas de relatos onde as pessoas passavam muito mal por causa da altitude a acabavam perdendo um ou dois dias de cama. Por isso, decidimos começar por Santa Cruz de La Sierra, partindo para Sucre e logo depois para o Uyuni para irmos nos aclimatando com a mudança brusca de altitude (alguns não sofrem nada como eu, tive no máximo uma tontura e um leve enjoo. Outros sofrem demais como a Elisa que teve taquicardia, falta de ar, tontura e enjoo).

 

Além disso, o roteiro que fizemos foi bem econômico se você comparar com quem vem do Atacama pro Uyuni. Comparamos com uma menina que encontramos no meio da viagem e a diferença foi de quase 30,00 dólares (filhoooo em época de crise e com o dólar alto, qualquer 1,00 dólar é dinheiro pra caracaaaa).

 

Gostei bastante do roteiro do jeito que fizemos, foi sensacional. No entanto, se tivéssemos mais alguns dias, eu acrescentaria dois no Atacama pra fazer os outros passeios que não deram tempo, tipo a Laguna Cejar (um dia eu volto querida)!

 

02/04 – Rio de Janeiro X São Paulo X Santa Cruz de la Sierra X Sucre X Uyuni

03/04 - Uyuni - Salar de Uyuni

04/04 - Salar de Uyuni

05/04 - Salar de Uyuni X San Pedro de Atacama

06/04 - San Pedro de Atacama

07/04 - San Pedro de Atacama X Arica

08/04 - Arica X Tacna X Arequipa

09/04 – Cañon Del Colca X Arequipa X Ica

10/04 – Huacachina

11/04 – Islas Ballestas + Paracas X Huacachina X Cusco

12/04 - Cusco

13/04 - Cusco – Valle Sagrado dos Incas

14/04 - Cusco X Águas Calientes

15/04 - Machu Picchu

16/04 - Águas Calientes X Cusco X Puno

17/04 – Puno (Uros) X Copacabana

18/04 – Copacabana x Isla Del Sol

19/04 – Isla Del Sol X Copacabana X La Paz

20/04 - La Paz - Downhill

21/04 - La Paz - Chacaltaya + Valle de la Luna

22/04 – Laz Paz – City tour

23/04 – La Paz – Tiwanaku

24/04 – La Paz X Santa Cruz de la Sierra X São Paulo X Rio de Janeiro

 

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OS GASTOS:

 

Os $ 1.900,00 dólares que citei no subtítulo englobam T-U-D-O [PASSAGENS AÉREAS (todas) + TRANSPORTE + ALIMENTAÇÃO + HOSPEDAGEM + PASSEIOS + SEGURO VIAGEM + COMPRINHAS (ninguém é de ferro e tem sempre aquele “preciso levar uma lembrancinha pra fulano, não posso esquecer!”)] durante os 23 dias de viagem. Óbvio que a questão das passagens áreas é bem relativa devido ao seu ponto de partida e à antecedência que você compra suas passagens.

 

Eu e Elisa, por exemplo, decidimos viajar DE FATO (já estávamos estudando sobre o roteiro e tudo mais) faltando três semanas pra data da viagem, ou seja, pagamos uma fortuna na passagem Rio X Santa Cruz de La Sierra (R$ 1.843,00 reais pela GOL). Não conseguimos nenhuma promoção e era ou ir pagando caro ou desistir... optamos pela primeira alternativa ÓBVIO!

 

Se você começar a procurar com, pelo menos, 4 meses de antecedência, sempre rola umas promoções e tem nego que consegue comprar por R$ 600,00 reais (ida e volta.... sérioooo!). Porrannn se tu conseguir comprar a passagem se saída do Brasil por R$ 600,00 teu roteiro já vai ficar $ 300,00 dólares mais barato que o meu!!!

 

Nesse valor total, não estão inclusos os gastos que tivemos com a compra de acessórios antes da viagem (porque isso varia de cada um): toalhas de microfibra, casaco fleece, aquelas paradinhas (tipo uma palmilha) que colocamos dentro do tênis que esquenta durante 8 horas (Elisa usou e aprovou), meias para trekking (são mais grossinhas), etc.

 

ATENÇÃO: Alguns gastos da viagem foram divididos por dois, como galões de água, biscoitos, algumas refeições...

POR QUE LEVAR DÓLAR?

Levamos $ 1.300,00 dólares (os outros $ 600,00 dólares foram gastos já no começo quando compramos o seguro viagem e as passagens da GOL e da AMASZONAS) + R$ 300,00 reais.

 

Levei o real só por via das dúvidas, além do meu cartão Itaú internacional, que desbloqueei a opção viagem antes de ir pro mochilão. NÃO USEI NENHUMA DAS DUAS OPÇÕES! Na verdade, usei o cartão de Elisa pra comprar a passagem de La Paz para Santa Cruz de La Sierra, porque sabe lá Deus o motivo que o meu não passou.

 

Li vários relatos onde as pessoas diziam que era melhor levar dólar do que o real. E de fato foi! O Arthur e o Vitor levaram só o real e tiveram problema pra trocar dinheiro no Chile. Eles tiveram que trocar o real para dólar e depois o dólar para peso!

 

O Dólar te dá mais poder de barganha e você não precisa se preocupar com as trocas de moeda ao longo da viagem.

 

DICA: Quanto maior e mais nova a nota do dólar melhor aceita ela é! Eu levei SÓ nota nova de $ 100,00 dólares e não tive nenhum problema pra trocar dinheiro, já o Vagner e a Elisa tiveram problema com algumas notas de $ 20,00 dólares.

 

COTAÇÕES DAS MOEDAS AO LONGO DA VIAGEM:

 

- 1 DÓLAR: R$ 3,76 reais (quando trocamos no Brasil)

(Na planilha compilada eu coloquei como R$ 3,54 que foi a cotação do dia que voltamos).

- 1 DÓLAR: Bs. 6,91 bolivianos (média durante a viagem - pegamos também 6,85 e 6,95)

- 1 DÓLAR: 670,00 pesos chilenos (média)

- 1 DÓLAR: 3,36 soles (média – pegamos também 3,27)

 

SOBRE AS MOCHILAS:

 

- MOCHILÃO

Usei um mochilão de 65L da Mountain Warehouse (comprei na Inglaterra também), mas vi muita gente usando o mochilão da Quechua (marca de qualidade muito boa) de 50L e 65L.

 

Algumas pessoas me perguntaram sobre o tamanho ideal de mochilão. Isso vai depender da sua viagem.

 

Em todos os mochilões que eu já fiz eu usei o de 65L, no entanto, meu primeiro mochilão não tinha o ferro de suporte pra coluna, então era possível dar biruleibes na hora de embarcar com ele na cabine do avião, pois parecia menor do que realmente era. Vindo da Inglaterra pro Brasil, por exemplo, eu já tive problemas com meu novo mochilão, justamente porque o suporte de ferro pra coluna ultrapassa o limite de altura permitido, então tive que despachar meu mochilão.

 

Eu gosto muito do tamanho do mochilão de 65L e ele foi perfeito pra viagem pela América Latina - até porque não precisávamos ficar preocupados com a questão de cabines de avião e pra ser bem sincera, quase não carregamos o mochilão por longas distâncias como eu geralmente faço pelos mochilões na Europa - mas acredito que o de 50L também satisfaça muito bem a proposta dessa viagem pela América Latina!

 

UMA QUESTÃO IMPORTANTE SOBRE O MOCHILÃO:

 

Se você pretende usar esse mochilão pra diversas viagens, vale a pena repensar o tamanho ideal pro seu estilo!

 

Digo isso porque se você for fazer um mochilão pela Europa e optar por voos low cost como Ryanair e Easyjet existe um Box na entrada do check-in para medição exata do seu mochilão. Às vezes fazem vista grossa, mas às vezes implicam bastante! Se eu mochilão couber no Box: ÓTIMO! Se não couber e eles implicarem, você precisa pagar uma multa de 50,00 euros (em média). Óbvio que só pagará multa quem tiver optado por mala de cabine na hora da compra da passagem, pois no site você pode optar por mala de cabine ou no porão (pagando em média 15,00 euros extras).

 

O mochilão de 40L é ideal para quem não quer se preocupar com questão de multa e faz viagens frequentes no estilo low cost pela Europa, porque assim dá uma boa economizada na hora da compra as diversas passagens. 40L é o tamanho exato das medidas que as companhias low cost exigem (55cm X 40cm X 20cm), no entanto, é pequeno pra uma viagem de 30 dias, por exemplo. Óbvio que isso depende de pessoa pra pessoa. Se você é uma pessoa mais compacta vai na fé que esse é o tamanho ideal pra você!

 

O mochilão de 50L eu acredito que tem o tamanho ideal pra qualquer viagem! A pesar de passar pouquíssimos centímetros das medidas indicadas de da bagagem de mão pelas companhias aéreas, ainda sim dá pra dar um biruleibe e tentar passar na boa! Existir o risco de ser pego, existe, mas é isso! Você tem uma mochilão mais acessível pro seu tipo de viagem, no entanto, em contrapartida tem sempre aquele friozinho na barriga da expectativa: será que a mala passa ou não?! Acho uma ótima opção mesmo arriscando um pouquinho!

 

O mochilão de 65L já é mais robusto e chama mais atenção, até porque quanto maior o mochilão, maior a sensação de que você pode colocar mais coisa e mais difícil é se controlar na questão de ser compacto. Como eu disse, já viajei a Europa toda com o mochilão de 65L de boa (o meu não tinha o suporte de ferro pra coluna, por isso parecia um pouco menor) e só levei multa 2 vezes em pelo menos 20 voos low cost (acho eu que foram até mais voos). Eu sempre compro a passagem de mala só de cabine e rezo pra ninguém me pegar! Ou seja, to com uma margem boa de multa, né? Mas pra ser sincera, fico sempre muito nervosa por causa disso na hora do check-in, então to pensando seriamente em comprar um de 50L também!

 

Agora que você já tem mais ou menos um panorama geral dos tipos de mochilões, faça uma escolha pelo tipo de viagens que pretende fazer agora e também no futuro, pra não gastar dinheiro à toa. Na verdade, tudo é uma questão de perspectiva, porque o de 65L às vezes passa de boa como mala de cabine, a única questão é se você está disposto a correr o risco de pagar multa toda vez que for pego ou se prefere uma viagem mais tranquila!

 

Falando em porcentagem (minha opinião sobre o que estou acostumada a ver, ok?), acredito que uns 8% usem mochilão de 40L, 43% usem o de 50L e os outros 49% usem o de 65%. Essas são minhas estatísticas no ponto de vista da minha vivência! hahahahaha

 

- MOCHILA DE ATAQUE

 

A mochila de ataque nessa viagem é extremamente importante, até mais importante que o próprio mochilão!

 

É na mochila de Ataque eu você vai carregar suas câmeras, casacos, meias extras se precisar, gorro, luvas, snacks, água, remédios, às vezes capa de chuva... Como se fosse uma pequena malinha com “primeiros socorros” pro frio! A maioria das vezes você sai do hostel às 6h/7h horas da manhã e só volta pra casa 20h da noite, então é fundamental que pense em tudo que poderia precisar durante aquele dia. Vale sempre dar uma conferida na previsão do tempo pra tentar nortear tua arrumação.

 

NÃO É PRA VOCÊ PASSAR TUDO DO MOCHILÃO PRA MOCHILA DE ATAQUE... A LOKA!

 

É pra ponderar o que por eventualidade seria legal levar, caso algo aconteça. Não é pra deixar a mochila de ataque mega pesada, porque em alguns passeios você deixa ela na van e vai todo soltinho por aí só com a máquina, mas em outros passeios você vai precisar levar a mochila de ataque com você, como no Machu Picchu. Então preze sempre pelo seu conforto antes de sair amontoando bagulho dentro da mochila!

 

TAMANHO IDEAL PRA MOCHILA DE ATAQUE:

Você não precisa gastar dinheiro pra mochila de ataque. Ela precisa ser de qualidade, com um tamanho legal, mas não precisa ser FODA pra caraca!

 

Eu fui com a mochila que usava na faculdade (que por sinal tava com o zíper de um bolsinho quebrado rsrsrsrsrs #deimole). Era a mochila da Vans, tamanho normal de quando usávamos mochila pro ensino médio, sabe? Mas, depois comecei a pegar bode da mochila, tava me irritando aquele bolsinho quebrado e o tamanho começou a me irritar também!

 

Acho que vale você levar uma mochila de ataque um pouco maior que o tamanho normal de mochila de ensino médio, sabe? Precisa ser mega maior não, mas com um tamanho ideal pra carregar coisas pra uma viagem de dois dias, por exemplo. E, óbvio, com todos os zíperes funcionando muito bem!

 

Falo sobre os dois dias de viagem porque em duas partes da trip você vai precisar deixar seu mochilão no hostel e carregar só a mochila de ataque por dois dias! Por exemplo: quando você for pra Machu Picchu não tem necessidade de carregar o mochilão com você, principalmente se for fazer a trilha da Hidrelétrica (imagina carregar o mochilão ao longo de 12 km). Então, você deixa o mochilão no hostel sem qualquer valor adicional (eles já são acostumados com isso) e vai para Águas Calientes com a sua linda e bela mochila de ataque, chega no hostel em AC e deixa tudo que não for preciso pra Machu Picchu no locker e sobe pra MP com a mochila de ataque vazia só com água, snacks, seu passaporte (vou explicar porque no capítulo de MP), um casaquinho e uma capa de chuva (just in case).

 

Outro exemplo é quando você vai pra Isla Del Sol. O processo é o mesmo, deixa o mochilão no hostel e sai feliz e contente só com a mochila de ataque. O pulo do gato aqui é checar se seu hostel cobra ou não pra deixar o mochilão lá por um dia, se cobra você já fecha o passeio da Isla de Sol pedindo pra agência guardar o mochilão de graça pra você. Como tem muitas opções de agência, todas guardam os mochilões de graça pra segurar os clientes que conseguem!

 

SOBRE COISAS DE FRIO, MOCHILÃO E TREKKING

 

Grande parte das coisas pra viagem eu já tinha em casa e outras coisas como a toalha de microfibra (PRIMARK), as meias de trekking e a palmilha que esquenta o pé por oito horas (SPORT DIRECT) eu comprei na Inglaterra por que tava vindo de lá pro Brasil quando decidimos fazer o mochilão.

 

Meu parceiro mochileiro Rodrigo comprou grande parte das coisas dele na Decathlon (http://www.decathlon.com.br/). Segundo ele, é o lugar mais barato e completo pra se comprar esse tipo de coisas de viagem.

 

CHECK-LIST:

• 4 blusas

• 4 camisetas

• 1 blusa de manga comprida segunda pela (1º camada)

• 1 calça segunda pele (1º camada)

• 1 casaco fleece (2º camada)

• 1 casaco quente impermeável (ou de material ok se pegar chuva) (3º pele)

• 1 calça jeans

• 1 short jeans

• 3 leggings (cores diferentes)

• 10 calcinhas

• 2 sutiãs

• 2 tops

• 1 biquíni

• 6 pares de meia normal

• 2 pares de meias bem grossas

• 1 chinelo

• 1 capa de chuva

• 1 capa de chuva pro mochilão

• 1 toalha de microfibra (secagem rápida)

• 1 toca

• 1 par de luvas quentinhas

• 1 cachecol bom

• 1 lenço pro cabelo (para dias de vento)

• 1 money belt

• 1 travesseirinho de ônibus

• Carregadores portáteis pro celular

• Carregador do celular

• Carregador da Canon

• 3 cartões de memória de 16gb para a Canon (usei um só)

• Equipamentos da Gopobre

• 2 cartões de memória de 32gb para a Gopobre (usei um só)

• Adaptadores de tomada

• 1 protetor solar

• 1 sabonete

• 1 frasco pequeno de shampoo

• 1 frasco pequeno de condicionador

• 1 roupa pra dormir (pijama)

• 1 protetor labial

• 1 repelente (indispensável no dia do downhill)

• 1 desodorante

• 2 cadeados grandes

• 1 celular

• 1 Canon SX40 HS

• 1 Gopobre (SJCAM 4000)

• 1 escova de dente

• 1 pasta de dente

• 1 cortador de unha

• 1 lixa de unha

• 1 kit de remédios

• 1 óculos de sol

• 1 boné

• 1 pinça

• 1 alicate de unha

• 1 gilete

• 1 bloquinho

• 1 caneta

• 1 óculos de grau

• 1 frasco pequeno de ácool em gel

• 1 ecobag (usamos pra levar os snacks e a água de 2 litros separados)

• 1 papel higiênico só pra você (fundamental)

• Anti-concepcional (pras meninas que tomam)

• Maquiagem

• Documentos

• Cartão de crédito internacional desbloqueado (just in case)

• 1 lenço umedecido (tanto homens quanto mulheres devem levar um pacote)

• 1 fone de ouvido

• 1 tapa olho (eu curto usar, porque você dorme bem independente da galera que acende a luz 1:00 da manhã pra procurar alguma coisa)

• 1 tapa ouvido (fundamental para quem for dividir quarto com muita gente)

• 1 canga (usamos pra envolver os travesseiros ou, em casos extremos de frio, como mais uma camada de cobertor rs)

• 1 tênis confortável (só levei 1 tênis, mas levaria 2 pelo simples fato que peguei chuva e fiquei com o pé encharcado por 3 dias. Não senti necessidade alguma da botinha de trekking que a maioria usa da Timberland, primeiro que quando fui comprar achei super desconfortável e segundo que acho feia e nunca usaria isso outra vez). Óbvio que ter um tênis/bota impermeável vai facilitar tua vida pra caraca, mas se você não tem dinheiro pra comprar um, relaxa que o tênis normal vai satisfazer sua viagem de boa (não me arrependi nenhum pouco de não ter levado tênis impermeável), leve apenas 1 a mais de reserva ou uma bota normal, mas que seja confortável!

 

REMÉDIOS (que eu usei):

 

• Paracetamol

• Digesan

• Deocil

• Imosec (fundamental)

• Buscopan

• Diamox (fundamental para enjoo de altitude)

• 1 esparadrapo

• 10 band-aid

• Resfenol (pra gripe)

• Aspirina

• Pantoprazol

• Loratadina

• Bepanthen (tubo pequeno)

 

DOCUMENTOS (guardar até o final da viagem):

 

• Cartões de embarque (GOL e AMASZONAS);

• Seguro Viagem;

• Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver);

• Cartão internacional de vacina (ANVISA);

• Reserva do ingresso de Machu Picchu;

• TODOS os micro papéis, boletos e formulários de imigração que te derem durante a viagem guarde. Principalmente os papéis da imigração.

 

Leve uma pasta de plástico flexível para guardar todos os documentos da viagem, isso é muito importante e pode te salvar de pagar multas desnecessárias.

 

Cartões de embarque: Guarde-os até o final da viagem, mesmo que já tenha realizado o voo.

 

Seguro Viagem: Mesmo sendo a pessoa mais sortuda do mundo, faça um seguro viagem, você nunca sabe quando sua sorte pode acabar (nosssa fiz tipo um comercial da Bradesco Seguros agora, né? Rsrsrsrsrsrs).

 

Não precisamos usar o noss, Graças a Deus, mas li diversos relatos de gente acionando o seguro durante a viagem. Importante ressaltar que a maioria, se não todos, dos seguros não cobrem a aventura do Downhill (não deixe de fazer por causa disso.... vale muitoooo a pena).

 

Sem o seguro você vai pagar uma fortuna por qualquer emergência médica, então nem cogite em fazer uma economia burra, porque os seguros são relativamente baratos perto da segurança que você vai ter durante a viagem.

 

Eu fiz pela Mondial Travel, mas paguei um pouco mais caro (total: R$ 201,66) que meus parceiros de viagem, então faça diversas cotações e veja um que atenda às suas necessidades. Fechei com esse por ter sido indicado por vários mochileiros e curti o atendimento deles.

 

DICA: Algumas pessoas tem o serviço de Seguro Viagem incluso no cartão de crédito e pagam uma taxa para ativá-lo, veja se vale a pena no seu caso. Outras pessoas tem o Seguro Viagem embutido nos benefícios da empresa que trabalham, aí basta ativá-lo (na maioria das vezes é de graça).

 

Carteirinha de estudante ISIC (se você tiver): Se você for estudante, vale a pena tirar sua carteirinha internacional da ISIC, pois em muitos lugares e passeios você ganha bons descontos por apresentar essa carteirinha da ISIC. Alguns passeios no Atacama por exemplo, aceitam carteirinhas normais de estudantes, mas no Machu Picchu, por exemplo, só te dão desconto com a ISIC.

 

O melhor desconto da ISIC é no Machu Picchu, porque você paga metade do valor. Em outros passeios você ganha pequenos descontos, sem ser metade do valor.

 

ATENÇÃO: Se você tem a ISIC e está acima da graduação, pode esquecer seu mega desconto no Machu Picchu. Eles só aceitam carteirinhas de graduação.

 

Se você tem a ISIC, mas é maior de 25 anos eles podem implicar (mas nunca se sabe quando). A Patrícia usou a dela em vários lugares de boa no Atacama, mas no Valle Sagrado em Cusco, implicaram!

 

Na hora da compra do ingresso pra Machu Picchu não implicaram com a idade dela, já que ela tinha a carteirinha da graduação. Já o Vagner que tem 25 anos não conseguiu o desconto de estudante no ingresso do Machu Picchu porque tinha carteirinha de Pós-graduação, mas conseguiu desconto de meia no boleto turístico de Cusco, onde a Patrícia não conseguiu porque tinha 27 anos. Olha que confusão! hahahaha

 

Cartão internacional de vacina (ANVISA): A vacina contra febre-amarela é obrigatória, por lei, para entrar na Bolívia (apesar deles cagarem baldes pra isso, ninguém pediu pra ver nosso cartão de vacinação).

 

Se você já tomou essa vacina nos últimos 10 anos, ela ainda é válida e você só precisa ir a um posto de saúde que emita o Certificado Internacional. Se não, você se informa dos horários do seu posto de saúde, toma a vacina na hora e pede o Certificado Internacional (verifique se o posto que você está indo emite o certificado. Eu fui em um que me deram a vacina e 5 minutos depois já me deram o certificado).

 

Reserva do ingresso de Machu Picchu: Reservamos os ingressos de Machu Picchu pelo site oficial (http://www.machupicchu.gob.pe/). Veja bem, RESERVAMOS, não pagamos no site. Acredito que seja uma forma de segurar sua vaga pra aquele dia específico, mas no dia que fomos na Prefeitura acabamos nem mostrando a reserva e compramos direto o ingresso. Se você vai subir só Machu Piccu, acredito que não tenha que se preocupar com os ingressos antecipadamente, se quiser garantir reserve no site, mas acho que não é preciso pilhar nisso.

 

Se você vai fazer a Huayna Picchu ou a Montaña Picchu é preciso comprar seu ingresso com, no mínimo, um mês de antecedência pra garantir seu lugar, porque pra essas duas montanhas existe número limitado de entradas por dia: 200 no primeiro grupo (7-8h) e 200 no segundo grupo (10-11h).

 

MONEY BELT:

 

• $ 1.300,00 dólares

• R$ 300,00 reais (just in case)

• Cartão Itaú internacional

• Passaporte

 

O money belt é a parte mais importante da sua viagem. Nele está sua vida! Então, nunca tire ele de você, leve até pra tomar banho. Sério! Já vi gente ferrar a viagem toda porque foi furtado quando deu mole com o money belt.

 

Óbvio que quando você for mergulhar nos termas ao longo da viagem, dê um jeito de esconder o Money belt no fundo da mochila de ataque e deixe a mochila num lugar que você possa sempre manter os olhos!

 

PREPARATIVOS:

 

Bom, essa viagem já estava no meu radar há algum tempo e nunca conseguia realizá-la. Decidi que faria essa viagem em 2016 e convoquei algumas amigas, a maioria não pôde. Elisa já tinha tirado as férias dela, mas como ainda faltavam alguns dias das do ano passado ela fez um acordo com chefe e tirou os 23 dias pra gente fazer a viagem juntas em abril. E só podia ser abril porque ela iria trabalhar compulsivamente pras olimpíadas e eu voltaria pra Inglaterra (eu moro na Inglaterra atualmente com meu namorado tcheco) em Junho (a princípio, porque agora volto em Setembro hahahaha). Então, era agora ou nunca e decidimos que seria agora!

 

A decisão veio por meados de Fevereiro e como Elisa estava trabalhando direto eu fiquei responsável por ver o roteiro e ir passando pra ela. No final de Fevereiro já tínhamos o roteiro montado todo baseado no roteiro do Rodrigo, eu cheguei até a compartilhar uma planilha compilada no roteiro do Rodrigo nos Mochileiros.com pra ajudar a galera que também tava seguindo essas dicas dele (eu a lokaaaa da planilha).

 

Mas, não contávamos com a merda da alta do dólar (chegou a bater 4,20 quando estávamos planejando a viagem... #fudeuuuuu) e com as passagens tão caras! Aí bateu um certo desespero, vontade de desistir, ver algum lugar pelo Brasil que fosse mais barato e tal. Só que tinha um agravante na nossa situação: Quando eu e ela teríamos férias juntas novamente? Quando eu voltaria pro Brasil de novo?

 

Aí pensamos: Quer saber? Temos dinheiro, temos tempo e já temos roteiro... Vamos fazer essa viagem esse ano!!!! \o/ Caraaaaa! Foi mó correria, porque decidimos isso no dia 5/3 sendo que a viagem ia acontecer dia 2/4. Correeeee pra comprar as passagens! Acabamos pagando uma fortuna nas passagens de saída e retorno ao Brasil (R$ 1.843,42), mas tudo bem. O importante é que de fato iríamos e agora era parar de chorar pelo dinheiro derramado e bola pra frente, tínhamos muita coisa pra ver!

 

- PASSAGEM BRASIL X SANTA CRUZ | SANTA CRUZ X BRASIL (R$ 1.843,42): OK

 

- PASSAGEM AMASZONAS DE SANTA CRUZ X SUCRE ($ 53,14 dólares): OK

 

- RESERVA DO BILHETE DE MACHU PICCHU: OK

 

- SEGURO VIAGEM (R$ 201,66): OK

 

- RESERVA DO PASSEIO DO SALAR DE UYUNI COM A ESMERALDA TOUR: OK

 

Essas foram as únicas coisas que fechamos antes da viagem! NÃO RESERVAMOS NENHUM HOSTEL, NENHUM OUTRO PASSEIO, NENHUMA PASSAGEM DE ÔNIBUS!

 

PORÉÉÉMMMMM... A única coisa que eu teria comprado com antecedência, também, seria a passagem do ônibus de Sucre para o Uyuni, porque se a gente não conseguisse a passagem na rodoviária pro Uyuni ia quebrar todo roteiro porque teríamos que ficar um dia extra em Sucre, apesar de eu já ter em mente um plano B (cortaria Arequipa, infelizmente).

 

E aí por causa disso eu fiquei ansiosa até chegar na rodoviária de Sucre, roí todas as minhas unhas, fui no banheiro umas 648 vezes (JURO), não conseguia relaxar de jeito nenhum. Tudo por causa desse ônibus maldito! Nos relatos que li, a galera dizia que só tinha uma companhia de bus que fazia esse trajeto (Sucre X Uyuni), então caraaaa eu tava uma pilha de nervos porque não queria mudar nada do roteiro (aquela, né? Super apegada às coisas).

 

Então, se eu pudesse dar um conselho seria esse: COMPRE SUA PASSAGEM DE SUCRE X UYUNI PELO SITE DA COMPANHIA 6 DE OCTUBRE. Se não tiver mais pela 6 de Octubre tente ver se existe algum site que venda as passagens da 11 de JULHO.

 

Uma pessoa me passou esse site no Mochileiros.com e achei bem mais bonito e organizado do que o site que vi na época: https://www.ticketsbolivia.com/

 

Reservamos com a Esmeralda Tour com antecedência porque eu queria negociar o valor sem ter um monte de mochileiros em volta (não queria assustar a senhora pedindo desconto e depois mó galera pedindo também). Além do que, queria muito fazer com eles porque li diversos relatos falando bem deles e não queria correr o risco deles estarem lotados (a apegada novamente! Rsrsrsrsrs). A Esmeralda Tour é uma das únicas companhias que param no Salar de Uyuni para ver o por do sol.

 

Conferi no Google se tava tendo manifestação, protestos, competições, ralis, qualquer merda que pudesse tirar meu roteiro de ordem (caraaa eu levo meu roteiro muito a sério, perceberam, né?) e UFA! Não tinha nadica! Só as eleições no Peru, mas que não interferiu em nada nos passeios (ficamos com um pouco de medo, mas saiu tudo como o esperado).

 

Pra finalizar e partimos pro que realmente importa (o relato dos dias), eu só queria compartilhar com vocês que esse foi meu primeiro mochilão super em aberto, apesar de ter meu roteiro super fechado! Sério, parece contradição, mas não é! Eu sabia o que ia fazer em cada dia e tinha um planejamento dos ônibus e hostels que ia pegar, mas não reservei nada justamente porque em um mochilão desse tipo você não pode fechar suas possibilidades!

 

Você precisa ficar flexível pra mudanças de planos e de ideias ou, é claro, para os temidos imprevistos!

 

Tivemos que pegar ônibus diferentes, dormir em hostels diferentes do planejado, mas no fim deu tudo certo. O que quero dizer é: NÃO reserve nada com antecedência também, porque se surgir um imprevisto ou você mudar de plano no meio do caminho você poderá mexer seus pauzinhos com liberdade e sem medo de perder dinheiro.

 

Imagina já ter comprado uma passagem e depois mudar de ideia (perdeu dinheiro) ou decidir ficar mais um dia numa cidade e já ter reservado um hostel na outra (em alguns casos eles devolvem o dinheiro se você avisar com 48 horas de antecedência em outros casos você paga multa).

 

Me deu um certo medinho e muita insegurança viajar assim com a viagem meio em aberto, mas ao mesmo tempo me deu uma puta sensação de liberdade e flexibilidade, sabendo que eu poderia curtir como eu quisesse sem medo de perder dinheiro.

 

E, às vezes, o bom de fechar os hostels na hora é que você pode barganhar descontos (fizemos muito isso e conseguimos alguns). Não fique com medo de não ter onde dormir tem MILHARES de hostels por esses lugares e sempre terá uma opção na pior das hipóteses.

 

IMG_0121.jpg.a85be5ad18cf35f7ff94421ffaee3821.jpg

 

PARTIUUUUU DIA DA VIAGEM!!!!!

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.2) Rio X Santa Cruz de La Sierra X Sucre X Uyuni – O dia que nunca acabava

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Salve pessoas!

 

Por acaso o site das passagens de bus é esse?

 

https://www.ticketsbolivia.com/

 

Conhece alguém que já comprou por esse site, Eduardo? ::sos::

Eu já tinha visto há um tempo atrás, mas não tive coragem de comprar rsrs.. Mas acho q irei acabar arriscando :|

 

Oi Michele! Tudo tranquilo?

 

Pois é, não conheço ninguém viu? Hahaha. Mas acho que, quando eu for pra lá, vou acabar arriscando! Tem alguns trechos essenciais no roteiro que estou montando e não quero correr o risco de chegar na hora e não conseguir passagem! (acho que arranco os cabelos!)

 

Quando vc pretende ir?

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Salve pessoas!

 

Por acaso o site das passagens de bus é esse?

 

https://www.ticketsbolivia.com/

 

Conhece alguém que já comprou por esse site, Eduardo? ::sos::

Eu já tinha visto há um tempo atrás, mas não tive coragem de comprar rsrs.. Mas acho q irei acabar arriscando :|

 

Oi Michele! Tudo tranquilo?

 

Pois é, não conheço ninguém viu? Hahaha. Mas acho que, quando eu for pra lá, vou acabar arriscando! Tem alguns trechos essenciais no roteiro que estou montando e não quero correr o risco de chegar na hora e não conseguir passagem! (acho que arranco os cabelos!)

 

Quando vc pretende ir?

 

Ei Eduardo... Tudo blz, e contigo?

 

Estou nesse mesmo dilema q vc e também acho q irei arriscar ::lol3::

Passagens compradas para o dia 10/09 e retorno dia 27. Vc vai quando?

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Mary, tudo bem? :)

 

Você disse que reservou Machu Picchu... O que você fez? Fez o processo de compra e simplesmente não pagou o boleto?

 

Me tira essa duvida?

 

Beijinho!

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E aí Michele? ::otemo::

 

Então, eu ia em outubro deste ano, mas precisei cancelar as férias por conta de uns imprevistos...

 

Talvez fique só para o início do ano que vem (se a ansiedade não me matar antes kkk)

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Cara tava frio pa porra kkkkkkkkkkkk, mas valeu a pena galera, sem mimimi, aproveitem, não deixem de fazer nada por medo, frio ou qualquer outra coisa

 

Agora tu aprendeu né? Vagner! hahahaha ::lol4::::lol4::

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Mary, tudo bem? :)

 

Você disse que reservou Machu Picchu... O que você fez? Fez o processo de compra e simplesmente não pagou o boleto?

 

Me tira essa duvida?

 

Beijinho!

 

Oiii Camila! Tudo bem? No site existe da prefeitura existe uma parte de reserva de tickets, eles te dão um número de reserva e não te mandam nenhum boleto não. É como se segurassem seu lugar até você pagar pessoalmente lá na prefeitura.

 

Acabamos nem usando a reserva. Chegamos lá e pagamos normal, sem comentamos que tínhamos reserva nem nada! hahahaha

 

Mas, se você tá pensando em fazer a Montaña Picchu ou o Huayna Picchu você tem que pagar OBRIGATORIAMENTE com antecedência! ::otemo::

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CAP.6: CHEGADA À BELÍSSIMA CIDADE DE SAN PEDRO DE ATACAMA + VALLE DE LA LUNA E VALLE DE LA MUERTE

05/04/2016

 

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[Você pode ler esse relato ao som de Scream & Shout] (

)

 

1º dia: Valle de la Luna, Valle de la Muerte e o pôr do sol na Piedra del Coyote.

 

Saímos da Bolívia por volta das 10:45/11:00 e chegamos na imigração do Chile por volta das 12:00 (adiante seu relógio em uma hora e passará a ser 13:00, ou seja, não ache que você tem tempo extra, porque não tem – SERÁ BEM CORRIDO ESSE PRIMEIRO DIA NO ATACAMA).

 

Nossa passagem por San Pedro de Atacama foi mais curta do que queríamos. Obviamente o dinheiro influenciou, já que SPA é uma das partes mais caras do roteiro, mas no nosso caso o que mais pesou era não termos dias sobrando. Nosso roteiro já tava mega compacto, não tínhamos muito onde mexer (óbvio que se rolassem imprevistos tínhamos um plano B e talvez um plano C) porque queríamos deixar um dia extra no final da viagem por segurança pra voltar pra casa, já que a Elisa começava a trabalhar na segunda e chegaríamos no Rio no domingo às 20:40. No final, deu tudo tão certo que ficamos com um dia extra em La Paz, porque decidimos no meio da viagem (já no Peru) voltar de avião de La Paz pra Santa Cruz de La Sierra ao invés de pegar um ônibus que demoraria 17hrs. É sempre bom tentar deixar seu roteiro com um dia mais flexível que você possa utilizá-lo se der alguma merda no meio do caminho rs.

 

A imigração foi tranquila e ao mesmo tempo tensa (pode isso Arnaldo?!). Assim que sentamos no ônibus o motorista nos deu os formulários da imigração que deveríamos preencher. Estávamos quase chegando quando lembrei que a gente tinha algumas maçãs com a gente e que teríamos que jogar fora. Eu e Vagner devoramos rapidinho as maçãs e relaxamos quanto a isso.

 

Chegamos na cidade e o motorista pediu que todos descessem do ônibus com seus documentos para recebermos os carimbos da imigração. Na fila estávamos só com nossas mochilas de ataque e com os biscoitos (sei lá porque estávamos segurando os biscoitos, mas ok). O motorista esvaziou o ônibus, ou seja, colocou todos os mochilões e malas entulhados do lado de fora pra depois passarmos tudo pela Aduana. O mocinho lá da imigração não perguntou nada e carimbou o passaporte de boa e nós já nos encaminhamos pra fila da Aduana.

 

Passamos os mochilões pelo detector de metais e até então tudo tranquilo, né? Eis que eu e Vagner lembramos das folhas de coca dentro dos mochilões (não dava mais pra mexer e tirá-las na encolha rs), e já tínhamos lido em vários relatos que era proibido passar com elas pela Aduana. Caracaaaaaaa FUDE*!!! Aí já cutucamos a Elisa e a Patrícia e o Arthur e o Vitor e todos começaram a suar frio, porque se você for pego com algo ilegal tem que pagar multa (não sei de quanto não!).

 

Pensa numa dor de barriga repentina de tanto medo. Era só o que faltava né? A polícia passou os mochilões no detector de metais e depois empilhou as mochilas no chão e soltou um cachorro pra cheirar elas e encontrar coisas ilícitas. PQP!!!

 

Eles deixam todos os turistas atrás das mesas de revista e soltam a cachorra. A cachorra deu umas cinco voltas cheirando todas as mochilas. Todas às vezes que ela passava pelos nossos mochilões a gente congelava. Eis que ela não encontrou nada em nenhum mochilão e o policial tava puto já - afinal não era possível que ninguém tivesse trazido algo ilegal, né? Aí eles colocaram uma mochila deles no meio das nossas (que provavelmente tinha alguma coisa ilícita) pra testar o olfato da cachorrinha. Soltaram ela de novo e na hora ela foi em cima da mochila dele tentar cavar. Hahahahahaha

 

Tiraram a mochila deles e afastaram mais os mochilões uns dos outros e soltaram a cachorrinha de novo (coitada) e ela não encontrou nada DE NOVO. Então, liberaram a gente e pudemos seguir viagem. Caraaaaaaaaaaa! Foi muita sorte ela não ter encontrado as folhas de coca, porque ia dar uma merda. ::lol4::

 

Importante: Não é permitido levar qualquer tipo de alimento não industrial de um país pro outro por causa das questões sanitárias e ambientais. Algumas pessoas já foram paradas por causa das folhas de coca também. Então, se você não quer ter dor de cabeça ou tensão na hora da Aduana, nem leve suas folhas de coca (just in case).

 

Seguimos andando para o hostel dali mesmo (perguntamos se era perto e nego disse que eram só 15 minutinhos – óbvio que nos perdemos e fizemos quase em meia hora hahahaha), já eram 13:30 e não tínhamos tempo a perder já que nosso primeiro passeio pelo Atacama sairia às 16:00 em ponto. Nosso hostel seria o Towanda hostel (o mesmo que o Rodrigo ficou), porque a dona dele também era dona de uma agência de turismo e ainda fazia câmbio e poderíamos conseguir algum desconto legal.

 

Mochilão nas costas, sol de rachar (tava quente pra caralh*) e perdidos em SPA. Fomos perguntando e as pessoas iam dando a direção, numa dessas direções pegamos a rua errada e quase fomos parar no Japão (mentiraaaa andamos um pouquinho só, mas estávamos tão cansados por causa do calor que parecia tudo muito longe rs). Até que um dos meninos achou a plaquinha com o nome da rua e chegamos finalmente ao hostel que, adivinhemmmm, tinha trocado de nome! Hahahahahahaha O nome do hostel agora é Atacama Roots. ::otemo::

 

Tocamos a campainha e uma moça super simpáticaaa veio atender a gente (esqueci o nome dela, foi mal), perguntamos se tinha quarto pra seis e ela disse: Tem sim! A gente comemorou, porque não queríamos nem cogitar a ideia de sair de novo naquele sol quente carregando os mochilões pra procurar outro hostel.

 

E pra nossa surpresa ela ainda nos passou um valor de diária 1.000 pesos mais barato que o que o Rodrigo pagou em 2015. Filhoooo! Na hora dissemos que ficaríamos! Hahahahaha A diária saiu por 7.000,00 pesos pra cada e ainda ficamos num quarto só pra gente! Vamos, então, à parte que conhecemos o hostel, né?

 

Primeira coisa importantíssima: TINHA WI-FI (depois de quase 3 dias sem internet a gente tava se sentindo no paraíso)! Tinham só dois dormitórios, o nosso e um maiorzinho que devia ter umas 10 camas (os quartos tinham, pelo menos, três lockers). Tinha uma cozinha que quando chegamos tinha um gato andando em cima do fogão (abstraímos essa cena, claro), um varal legalzinho que seria ótimo pra gente pendurar nossas roupas molhadas (lê-se biquínis, toalhas, meias e calcinhas que lavamos no chuveiro mesmo, porque né? É assim que mochileiro se vira) e dois banheiros que tinham água quente, mas BEM fraquinha. E acreditem se quiser, quando um ligava junto com o outro, os dois quase não tinham água.

 

Então, a gente usava um pra tomar banho e outro pras necessidades, porque era impossível usarmos os dois chuveiros ao mesmo tempo. Ahhhhh! Ponto positivo: a descarga funcionava super bem! Hahahaha Parece piada, mas não é! Numa viagem que tu come de tudo e experimenta coisas novas todos os dias, o estômago não ajuda muito e você sempre se sente mais confortável quando sabe que seu coco vai embora, né? hahahahaa

 

Caraaaa o hostel era ok. Não foi o melhor hostel que fiquei na vida, mas também não foi o pior. Tínhamos uma puta vista pro vulcão Licancabur e o hostel era muito bem localizado. Ficava atrás da rodoviária e a 15 minutos andando do centrinho. Então, fizemos tudo andando em SPA. Ficaria novamente nesse hostel de boa.

 

Importante: Você vai se deparar com muitos cachorros e gatos de rua em SPA. O fato deles estarem, também, nos hostels acho que não tem muito como fugir. Li em muitos relatos que os gatos dominam a região e que se você for procurar um hostel sem qualquer animal, vai gastar um tempo precioso. No nosso caso, tínhamos sempre o cuidado de deixar a porta do nosso quarto fechada pros gatos não entrarem, porque se tivesse aberta, eles entravam mesmo! Eu tive que colocar um gato pra fora umas 30 vezes (quando deixávamos a porta encostada).

 

Já eram 14:00 quando deixamos os mochilões no nosso quarto, cada um escolheu sua cama, trocamos de roupa rapidinho (colocamos um short e uma regata porque tava quente pra caraca) e perguntamos pra moça simpática onde poderíamos fechar os passeios. Ela fez questão de nos levar até a agência da Dona Maria (dona do hostel e da agência Towanda) e ficar esperando lá com a gente. Esperamos uns 30 minutos lá na agência até a Dona Maria aparecer e a gente começar a negociar valores.

 

Primeiro perguntamos a respeito dos passeios (a gente tava se baseando pelos preços que o Rodrigo pagou em 2015, pra ver se tinha alterado muita coisa) e ela fez lá os descontos dela, só sei que no final acabamos pagando nos passeios a mesma coisa que o Rodrigo (enquanto uns valores aumentaram, outros diminuíram). Depois que já sabíamos quanto gastaríamos nos passeios e nas diárias do hostel, calculamos uma média de quanto gastaríamos de comida e bebida e quanto pagaríamos na passagem de ônibus de SPA até Arica.

 

A gente nem foi fazer pesquisa de preço porque não dava tempo e como os valores estavam muito similares aos do Rodrigo que foi em 2015 a gente achou bem atrativo. Rodrigo disse que quando ele foi a Towanda era agência com os melhores valores da região, então, ficamos tranquilos e fechamos ali mesmo. Mas, se você tiver com tempo sobrando, vale uma pesquisada só por paz na consciência! Hahaha Detalhe: Eles terceirizam o transporte desses passeios, então, junto com a gente ia mó galera de outras agências, independente do valor que cada um pagou!

 

Importante: Tivemos que decidir os passeios que eram prioridades pra gente, porque não teríamos tempo hábil para fazermos todos os belíssimos passeios que o Atacama oferece! Escolhemos: Valle de la Luna + Valle de la Muerte no primeiro dia, Lagunas Altiplanicas + Piedras Rojas no segundo dia, e Salar de Tara no terceiro dia.

 

Após nossos cálculos, decidimos trocar $ 200,00 dólares a um câmbio de 670,00 pesos por dólar (essa cotação se aplicou quase que na maioria das casas de câmbio da Calle Toconao), o que nos deu uma bolada de 134.000,00 pesos. Caraaaaaa PRESTEM MUITA ATENÇÃO NA HORA DE PAGAR AS COISAS COM ESSAS NOTAS ALTAS. Como são valores que não estamos acostumados, você acaba se perdendo legal! Eu quase dei 5.000 pesos achando que eram 500 pesos. ATENÇÃO NA HORA DE CONFERIR O TROCO TAMBÉM!!!!

 

Nossos gastos iniciais logo de cara ficaram assim:

 

• 7.000 pesos – Diária do hostel (X2)

• 7.000 pesos - Valle de la Luna, minas, Pedra três Marias, Valle de la Muerte, Pedra do Coyote (pôr do sol) – 1º DIA

• 3.000 pesos – Entrada no Valle de la Luna (estudante paga 2.500 pesos)

• 30.000 pesos- Toconao, Socaire (café da manhã), Piedras Rojas, Lagunas Altiplanicas (Miscanti e Miñiques), Salar do Atacama, Laguna Chaxa – 2º DIA

• 2.500 pesos - Entrada da Reserva Nacional Los Flamencos

• 2.500 pesos - Entrada do Salar de Atacama – 3º DIA

• 40.000 pesos - Vegas de Quepiaco (café da manhã), Monjes de la Pacana, Las Catedrales de Tara, Salar de Tara, Licancabur (não existe taxa de entrada nesse dia)

 

OBS: Acabamos não perguntando quanto seriam os outros passeios, mas se servir de referência, seguem os valores do relato do Rodrigo de Abril de 2015: Laguna Cejar - 15.000 pesos (talvez tenha que pagar um entrada de 15.000 pesos também), Geisers del Tatio - 15.000 pesos, Valle del Arco-Íris - 20.000 pesos e Uyuni (3 dias e 2 noites) - 90.000 pesos.

 

OBS.2: Viu como fazer o tour do Salar de Uyuni saindo de Atacama é bem mais caro que saindo propriamente de Uyuni? Com um preço promocional de 90.000 pesos em 2015 (não sei quanto de fato está o valor em 2016), convertendo pra bolivianos, sai uns Bs.100, Bs.200 a mais que o que pagamos em Uyuni.

 

Pagamos tudo, com exceção das taxas de entrada que são pagas diretamente nos locais, e fomos, literalmente, correndo comer, porque já eram quase 15:00 e a van saia às 16:00 da frente da agência e a gente ainda tinha que ir no hostel pegar um casaquinho e o protetor solar (olha a contradição hahahaha) porque tava muito quente, mas a mocinha simpática disse que à noite podia esfriar.

 

Importante: Como eu disse lá no CAP.1 a negociação de câmbio em dólar é muito mais fácil que em real. SPA foi o único lugar que o Arthur e o Vitor que estavam viajando só com real tiveram problema. Eles tiveram que trocar o real por dólar e depois o dólar por peso e acabaram perdendo um dinheirinho nessa brincadeira de cotação. Além disso, notas altas e novas de dólar são melhores aceitas do que notas pequenas tipo $ 20,00.

 

A Dona Maria nos indicou uns “restaurantes” baratinhos (tava mais pra pé sujo mesmo) atrás do mercado central e foi lá mesmo que fomos matar a fome. Pedimos nossas comidas e veio muito rápido e regadooo!!! A moça já trouxe a sopa de entrada, nos deu o suco (já vinha incluso no valor) e uns 10 minutinhos depois já trouxe os pratos feitos (Pollo a la Placha – comida rotineira da viagem: arroz, salada, batata frita e frango grelhado) que comemos tão rápido que ainda tenho a sensação de estar com aquela comida entala na goela rs. A comida tava ótima e o preço estava sensacional também, pagamos 3.000 pesos no almoço e depois a moça veio pedir a gorjeta que dava 300 pesos.

 

Nessa hora foi muito engraçado, porque como os valores são muito altos, quando ela me pediu 300 pesos de gorjeta eu já imaginei 300 reais e na hora já pensei: Essa mulher tá maluca cara! Foi quando o Vagner mostrou quanto de fato dava em real aí eu pensei coitada! Demos a gorjeta e saímos correndo pra pegar as coisas no hostel.

 

Era 15:30 quando saímos do pé sujo, sei que chegamos no hostel esbaforidos, pegamos tudo e voltamos correndo. Conseguimos chegar na agência 15:55! Caracaaaaa a gente só não participa do atletismo nas Olimpíadas porque não queremos humilhar a galera, né? rsrs

 

A van chegou e fomos logo nos acomodando e o guia meio aleatório disse que a primeira parada seria em 5 minutos pra gente pagar as entradas no Valle de la Luna. Ele recolheu o dinheiro (3.000 pesos valor normal e 2.500 pesos valor pra estudante) e a carteirinha de estudante de geral e desceu da van. Quando ele voltou, nos devolveu a carteirinha e o ticket de entrada.

 

Algumas pessoas fazem esse passeio de bicicleta, deve ser irado, mas ao mesmo tempo cansativo e restrito. Fomos a alguns lugares de van que eu duvido que conseguisse ir de bicicleta com a minha preparo físico de sedentária. Óbvio que de bicicleta você explora lugares que quem vai de van não explora e vice-versa. Ir de bike é mais econômico também, mas antes de escolhê-la tenha a real noção se você vai curtir o passeio ou vai mais se matar do que de fato apreciar as paisagens. Atente-se para o fato do entardecer também, que te limita um pouco caso você não esteja com os equipamentos necessários (lanternas, por exemplo).

 

Conhecemos uma brasileira que escolheu fazer esse passeio de bicicleta e na metade do caminho largou a bicicleta presa num poste e começou a pedir carona, porque ela disse que tava sendo mais sofrimento do que curtição e que não conseguiria aproveitar nada se continuasse com a bicicleta!

 

Entradas pagas e seguimos viagem para a primeira parada do passeio que não ficava muito distante da entrada (uns 15/20 minutinhos). O guia era bem aleatório (já falei isso, mas quero reforçar)! Nem parecia que tava trabalhando, falava umas paradas meio sem pé nem cabeça e dava uma cagadinha básica nas nossas cabeças. A van chegou na primeira parada e ele disse NA MAIOR CARA DE PAU: 1km pra ir e 1km pra voltar! Caminhada tranquila gente! TRANQUILA NO C* DELE! PQP!

 

Começamos bem! Paisagens lindas, caminhos largos, tudo super tranquilo de fato. Elisa já tava meio preocupada porque tem medo de altura, mas do jeito que estávamos caminhando ela deu até uma relaxada e fomos tirando altas fotos no caminho. Chegamos na primeira parada no topo e foi LINDO DEMAIS! Uns vales maravilhosos, umas paisagens muito loucas e iradas. A gente tava se sentindo no paraíso!

 

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Eu e Elisa acabamos ficando pra trás porque estávamos tirando nossas últimas fotos lá, mas nem estávamos preocupadas porque na nossa cabeça iríamos voltar pelo mesmo lugar que viemos! Quando a gente olhou pra trás geral já tinha ido por um novo caminho. Aí que começou a dar ruim! Até então ainda estava tranquilo apesar de estarmos andando num penhasco estreito (eu ainda tava com a câmera no pescoço, celular e gopro na mão e Elisa só com o celular dela), daqui a pouco a parada começa a ficar MUITO estreita mesmo e eu já tava vendo a merda que se anunciava.

 

Falei pra Elisa guardar o celular dela e eu também guardei tudo dentro da mochila. Ela tava andando na minha frente já tremendo de medo da altura e eu era a última mandando ela ter calma e não olhar pra baixo. Eu falava pra ela só segurar nas pedras, já que o caminho que estávamos fazendo era uma mistura de montanha com duna, então tinha muita areia e algumas partes sólidas que deveríamos colocar os pés. Eis que a merda começou!

 

Elisa tava indo bem apesar de estar tremendo muito, no meio do caminho ela foi colocar a mão em uma pedra pra se segurar e a pedra rolou! SIM! A MERDA DA PEDRA ROLOUUUU! Putzzzz! Nessa hora, óbvio que a Elisa olhou pra baixo e aí fudeu tudo! Ela começou a chorar e falar que ia morrer. A gente já tava que nem duas lagartixas de tão grudadas na parede, que era quase vertical, então não tínhamos muito ângulo pra dar passos em falso. Sem sacanagem! Esse caminho era bem perigoso até mesmo pra quem não tem medo de altura como eu. Você olhava pra baixo e pensava: Putzzz! Se uma pedrinha rolar eu vou junto!

 

Eu falava pra ela ter calma que eu ia chamar o guia, nisso vi de longe o Vagner e a Patrícia que estavam lá na frente perto do guia e eles sabiam que a Elisa tinha medo de altura. Apontei pra Elisa do tipo: manda esse guia voltar e ajudar a gente. Nisso eu fui me arrastando e ‘escalando’ pra passar por cima da Elisa, porque ela travou ali e não se mexia mais, só chorava e dizia que ia morrer e eu comecei a ficar nervosa (quando fico nervosa começo a rir) e falava rindo pra ela ter calma (eu sem noção, né?). Fui escalando pra passar por cima dela, cheia de cagaço porque se eu rolasse ainda levava a Elisa junto (olhaaa a merda), eis que quando olhamos pra frente tem uma senhorinha também presa porque não conseguia achar um lugar firme pra colocar os pés! Mas, a situação da senhorinha ainda conseguia estar pior que a nossa, porque a gente tava vendo que ela tava escorregando aos poucos, e Elisa ficava mais nervosa. Caraaaa, sem sacanagem, MUITO PERIGOSA ESSA MERDA!

 

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Aí o guia voltou meio que sem querer voltar e foi ajudar a senhorinha e um outro rapaz que acho que era brasileiro veio me ajudar, mas eu pedi pra ele ajudar logo a Elisa porque eu tava bem, mas que ele precisava ajudar ela urgente. Aí a mocinho foi dando toda assistência pra Elisa, mostrando onde ela devia colocar os pés e tal e finalmente conseguimos sair da parte perigosa. UFAAA! Elisa tava mais branca do que já é.

 

Seguimos o caminho estreito e nos deparamos com a imensidão do Valle de la Muerte (talvez seja por isso o nome rs), paisagens lindas e o guia deu uma mini palestra da história do lugar. Elisa tava mais preocupada em como desceríamos do que com a história. Eis que o guia diz que voltaríamos por outro caminho mais tranquilo! NO C* DELE DE NOVO! Esse cara devia estar drogado, sério!

 

Fomos andando por um caminho estreito (Vagner tirando foto sem olhar pra onde tava indo tropeçou e quase foi parar lá embaixo) até que chegamos na hora de descer! PQP! Uma descida praticamente vertical a 2.500 metros de altura. Todos tiveram de descer de bunda, porque era impossível descer em pé como uma pessoa normal. Elisa já começou a tremer e eu fui na frente dela mostrando onde ela devia colocar as mãos e os pés. Eu frisava que era pra ela colocar o pé só nas partes rochosas porque o tênis prendia legal e deixava claro que se ela escorregasse eu conseguiria segurar o peso dela e a gente não cairia (eu já tava me preparando pra segurar ela mesmo, se ela escorregasse).

 

Fomos descendo no nosso tempo, a maioria já tava lá embaixo, mas fomos bem devagar com calma. Aí teve uma hora que ela travou e não queria mais descer. Um gringo veio e ajudou ela e eu continuei descendo devagar. Teve um brasileiro que rasgou a calça por causa dessa palhaçada de ter que descer de bunda. Deu tudo certo no final, nego bateu palma pra Elisa e tudo quando ela chegou lá embaixo! Hahahaha

 

Aí fomos perguntar pro guia se já tinha tido algum acidente nesse percurso e ele diz rindo: Ninguém morreu não, mas no começo do ano duas pessoas caíram e quebraram uns ossos, mas nada demais! EU QUASE VOEI NO PESCOÇO DESSE INFELIZ!

 

Até hoje não sabemos se esse percurso é normal ou se só esse guia doente meteu a gente nisso, mas perguntamos pra alguns brasileiros ao longo da viagem e ninguém fez essa doideira que fizemos.

 

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Entramos na van e fomos conhecer as Três Marias. Nada demais, mas nessa parada ele explicou a história da formação daqueles vales e tal. A explicação foi mais interessante que o lugar em si! Fizemos mais uma ou duas paradas dentro do Valle e seguimos viagem (20/30 minutos) para ver o pôr do sol na Pedra do Coyote.

 

O lugar tava lotado de turistas, mas fazer o que né? Da mesma forma que você quer conhecer lugares novos e tirar fotos, tem mais 5678 pessoas que também têm esses objetivos! Relaxe um pouco e vá curtir o lugar.

 

Conseguimos fazer fotos lindas mesmo estando lotado, até porque o lugar é grande, então tem uns buracos que você consegue se enfiar e fazer fotos iradas. Até que a gente percebeu que ainda não tinha visto a famosa Pedra do Coyote em si. Caminhamos mais um pouco a frente e vimos! Fomos lá rapidinho e tiramos uma foto muito top com aquela imensidão maravilhosa de fundo, sem contar as cores do pôr do sol que estavam espetaculares!

 

Já começava a esfriar um pouquinho quando voltamos pra van. Chegamos em San Pedro às 20:00 e fomos encontrar o Arthur e o Vitor pra gente jantar (eles não fizeram esse passeio não). Encontramos eles por acaso quando estávamos procurando um restaurante/pizzaria e acabamos entrando em um que o serviço era muito ruim, mas a comida era até gostosa. A galera rachou duas pizzas e eu comi um hambúrguer e bebi um suco pela fortuna de 5.600 pesos.

 

Passamos pelo mercado para comprar mais água (eu e Elisa dividimos uma garrafa de 6L – 600 pesos pra cada) e fomos dar um role pela cidade que é uma gracinha! Sério! Toda rústica e arrumadinha, chão de terra batida, casinhas fofas, tudo arrumadinho e limpinho sabe? Vou até roubar uma comparação que o Rodrigo fez no relato dele: A cidadezinha de San Pedro parece com Búzios, só que rústica.

 

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Voltamos para o hostel admirando o céu estrelado de SPA e fomos nos preparar para o segundo dia no Atacama que prometia ser incrível!

 

SALDO DO DIA:

- 14.000 pesos - 2 Diárias Hostel Atacama Roots

- 7.000 pesos – Passeio Valle de la Luna + Valle de la Muerte

- 2.500 pesos – Entrada no Valle de la Luna

- 30.000 pesos – Passeio Piedras Rojas + Lagunas Altiplanicas

- 40.000 pesos – Passeio Salar de Tara

- 3.300 pesos – Almoço

- 5.600 pesos – Jantar

- 600 pesos – Água

* Trocamos 200,00 dólares = 134.000,00 pesos (cotação de 670 pesos por dólar)

 

TOTAL: 103.000 pesos

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: (CAP.7) As Piedras Rojas, as Lagunas Altiplânicas e o Salar de Atacama

 

Se você tá curtindo meu relato, me segue lá no IG @vidamochileira que tem um monte de dicas legais também e dá uma passadinha no meu blog (http://www.vidamochileira.com.br), tem um montão de coisas legais por lá e muito mais vindo aí!

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Cara tava frio pa porra kkkkkkkkkkkk, mas valeu a pena galera, sem mimimi, aproveitem, não deixem de fazer nada por medo, frio ou qualquer outra coisa

 

Agora tu aprendeu né? Vagner! hahahaha ::lol4::::lol4::

 

 

Daqui para frente sem mimimi kkkkkkkkkkkkkkkk ::lol4::::lol4::::lol4::

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Oiii Camila! Tudo bem? No site existe da prefeitura existe uma parte de reserva de tickets, eles te dão um número de reserva e não te mandam nenhum boleto não. É como se segurassem seu lugar até você pagar pessoalmente lá na prefeitura.

 

Acabamos nem usando a reserva. Chegamos lá e pagamos normal, sem comentamos que tínhamos reserva nem nada! hahahaha

 

Mas, se você tá pensando em fazer a Montaña Picchu ou o Huayna Picchu você tem que pagar OBRIGATORIAMENTE com antecedência! ::otemo::

 

Você se importa de me mostrar onde isso fica no site? Haha Queriamos Huayna Picchu mas vacilamos e perdemos. Tá esgotado há mais de um mês já e só estarei por lá daqui mais de 10 dias!

 

Muito obrigada mais uma vez ::love::

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Oiii Camila! Tudo bem? No site existe da prefeitura existe uma parte de reserva de tickets, eles te dão um número de reserva e não te mandam nenhum boleto não. É como se segurassem seu lugar até você pagar pessoalmente lá na prefeitura.

 

Acabamos nem usando a reserva. Chegamos lá e pagamos normal, sem comentamos que tínhamos reserva nem nada! hahahaha

 

Mas, se você tá pensando em fazer a Montaña Picchu ou o Huayna Picchu você tem que pagar OBRIGATORIAMENTE com antecedência! ::otemo::

 

Você se importa de me mostrar onde isso fica no site? Haha Queriamos Huayna Picchu mas vacilamos e perdemos. Tá esgotado há mais de um mês já e só estarei por lá daqui mais de 10 dias!

 

Muito obrigada mais uma vez ::love::

 

 

Oi Camila! Entra nesse site: http://www.machupicchu.gob.pe/ e coloca o local que você quer fazer (Machu Picchu), depois coloca a rota (no caso você quer só MP), coloca a data e do lado direito vai aparecer quantas vagas tem disponíveis.

 

Depois você coloca a quantidade de adultos que vão e depois preenche seus dados como nome, sobrenome, passaporte e no passo 3 (são 3 passos) eles vão te enviar um Termo de compromisso e você lê e depois clica em reservar.

 

É tudo na tela principal, não precisa clicar em nada!

 

Tenta e me diz se conseguiu.

 

Bjs

 

Mary

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