Campos de concentração? Por que raios alguém sai de casa e gasta dinheiro para visitá-los? Com tantas praias bonitas, montanhas, lagos museus e prédios históricos espalhados pelo mundo, pra que visitar um local onde morreu tanta gente inocente?
No meu caso, além da importância histórica inegável, acredito que lugares como esse não devem ser esquecidos. Muito pelo contrário. Devem estar vivos em nossas memórias para que, aos primeiros sinais de algo parecido, possamos nos prevenir desse tipo de barbárie. Não vou mentir, a visita é pesada, impressiona tamanha brutalidade e frieza, pelos atos desumanos que ocorreram ali, mas se eu puder passar a lição para amigos e familiares (e também pra você que lê esse post), acredito que já vai ter valido a pena.
Na noite anterior, eu havia encarado um trem noturno desde Praga, a capital Tcheca. Na mesma cabine estavam dois australianos gente boa que gostavam de conversar. Chegamos em Cracóvia pela manhã, desembarquei do trem e segui até a estação rodoviária. De lá peguei um ônibus e após 90 minutos eu estava em Oswiecim, a cidade que abriga Auschwitz.
O campo de concentração era algo que eu fazia questão de visitar desde que planejei o roteiro, não para sentir o sofrimento alheio, mas para ver o que o ser humano é capaz de fazer, para tentar entender até onde vai a maldade empunhada pela ignorância soberana de quem tem o poder. E eu vi tudo isso.
Auschwitz I foi o parque de diversões do diabo. No portão de entrada as inscrições “Arbeit Macht Frei” (O Trabalho Liberta) indicavam o que supostamente seria um campo de trabalho mas que, na verdade, revelou-se um campo de extermínio em massa.
São vários pavilhões que mostram como viviam os que eram presos e exibem utensílios, objetos pessoais, sapatos, malas e toneladas de cabelo humano – que eram usadas para preencher colchões, travesseiros, na indústria têxtil e até mesmo nas construções. Pasmem. Há também o muro de execução, o crematório e a câmara de gás. Para quem tem um pingo de sensibilidade, o clima já é pesadíssimo e é difícil crer que tudo aquilo foi verdade. Nos corredores há fotos com a identificação das vítimas cujos olhares viram coisas que jamais suportaríamos ver. Quando a visita a Auschwitz I finalmente terminou, lembrei-me que ainda tinha Auschwitz II – Birkenau para visitar.
Birkenau era uma enorme extensão do terror. Localizado a apenas 3 km do anterior, foi o “fim da linha” para muitas vítimas que desembarcavam do trem já ali dentro do campo. O complexo podia abrigar até 200 mil presos simultaneamente e possuía quatro câmaras de gás. Um grande memorial foi instalado ao final da linha férrea, em homenagem às vítimas exterminadas pelos nazistas.
Os números de Auschwitz são assombrosos. O total de mortos passou de 1,5 milhão – dos quais 90% eram judeus. Ainda tentando digerir o episódio, peguei o ônibus de volta para Auschwitz I, de onde retornei para Cracóvia.
Campos de concentração? Por que raios alguém sai de casa e gasta dinheiro para visitá-los? Com tantas praias bonitas, montanhas, lagos museus e prédios históricos espalhados pelo mundo, pra que visitar um local onde morreu tanta gente inocente?
No meu caso, além da importância histórica inegável, acredito que lugares como esse não devem ser esquecidos. Muito pelo contrário. Devem estar vivos em nossas memórias para que, aos primeiros sinais de algo parecido, possamos nos prevenir desse tipo de barbárie. Não vou mentir, a visita é pesada, impressiona tamanha brutalidade e frieza, pelos atos desumanos que ocorreram ali, mas se eu puder passar a lição para amigos e familiares (e também pra você que lê esse post), acredito que já vai ter valido a pena.
Na noite anterior, eu havia encarado um trem noturno desde Praga, a capital Tcheca. Na mesma cabine estavam dois australianos gente boa que gostavam de conversar. Chegamos em Cracóvia pela manhã, desembarquei do trem e segui até a estação rodoviária. De lá peguei um ônibus e após 90 minutos eu estava em Oswiecim, a cidade que abriga Auschwitz.
O campo de concentração era algo que eu fazia questão de visitar desde que planejei o roteiro, não para sentir o sofrimento alheio, mas para ver o que o ser humano é capaz de fazer, para tentar entender até onde vai a maldade empunhada pela ignorância soberana de quem tem o poder. E eu vi tudo isso.
Auschwitz I foi o parque de diversões do diabo. No portão de entrada as inscrições “Arbeit Macht Frei” (O Trabalho Liberta) indicavam o que supostamente seria um campo de trabalho mas que, na verdade, revelou-se um campo de extermínio em massa.
São vários pavilhões que mostram como viviam os que eram presos e exibem utensílios, objetos pessoais, sapatos, malas e toneladas de cabelo humano – que eram usadas para preencher colchões, travesseiros, na indústria têxtil e até mesmo nas construções. Pasmem. Há também o muro de execução, o crematório e a câmara de gás. Para quem tem um pingo de sensibilidade, o clima já é pesadíssimo e é difícil crer que tudo aquilo foi verdade. Nos corredores há fotos com a identificação das vítimas cujos olhares viram coisas que jamais suportaríamos ver. Quando a visita a Auschwitz I finalmente terminou, lembrei-me que ainda tinha Auschwitz II – Birkenau para visitar.
Birkenau era uma enorme extensão do terror. Localizado a apenas 3 km do anterior, foi o “fim da linha” para muitas vítimas que desembarcavam do trem já ali dentro do campo. O complexo podia abrigar até 200 mil presos simultaneamente e possuía quatro câmaras de gás. Um grande memorial foi instalado ao final da linha férrea, em homenagem às vítimas exterminadas pelos nazistas.
Os números de Auschwitz são assombrosos. O total de mortos passou de 1,5 milhão – dos quais 90% eram judeus. Ainda tentando digerir o episódio, peguei o ônibus de volta para Auschwitz I, de onde retornei para Cracóvia.
Leia o post original com fotos: http://viajanteinveterado.com.br/auschwitz-a-exibicao-do-terror/
Este é o 46º post da série Mochilão na Europa I (28 países). Leia os outros posts da série: http://www.viajanteinveterado.com.br/category/grandes-viagens/mochilao-na-europa-i-28-paises/