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Tiagobri

Relato Cuba, Guatemala, Belize e Panamá. 24 dias com fotos e planilha de gastos

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Um mochilão pela América Central sempre esteve no topo da minha lista de desejos. Talvez tão desejado quanto a África e o Sudeste Asiático, ambos sonhos já realizados (leiam os relatos na assinatura ::otemo:: ). Tinha prometido pra Gabi, minha namorada, que iria fazer um mochilão com ela, e América Central tinha um problema, sempre achei que seria uma viagem um pouco perigosa...

Aí, como sempre, surgiu aquelas malditas promoções para o Panamá exatamente na data que nós estávamos procurando viajar, emendando as férias e carnaval! Aí pensamos: tá, nem deve ser tão perigoso assim. E depois de uma pesquisada em alguns relatos, compramos a passagem!!!! Bora pro Caribe!! Bora pra América Central!!


Mas a passagem era ida e volta para o Panamá. Logo veio a questão: O que fazer a partir dali?? Eu só tinha basicamente 2 lugares que realmente fazia questão: San Blas (Panamá) e um mergulho em Belize. Mas precisamos de pouca leitura para ver que Guatemala estaria definitivamente no nosso roteiro. Por uma questão de preço de passagens e oportunidade resolvemos ir também para Cuba! 8)


Clima: Ali faz sempre calor!! Uma grande vantagem na hora de preparar o mochilão leve. Chinelos, regatas e bermudas são muito bem-vindos.


Dinheiro: Eu levei dólar e euro. O euro nós utilizamos em Cuba para converter para a moeda local dos gringos (o CUC), pois o dólar é sobretaxado em 10%. No Panamá o próprio dólar é a moeda oficial, assim como em Belize, que apesar de ter uma moeda própria o dólar é aceito em qualquer lugar com conversão fixa. Guatemala é preciso trocar dinheiro. Leve dinheiro vivo, pois nem sempre você achará caixa eletrônico ou máquinas para cartão (especialmente em Cuba).


Idioma: Com exceção de Belize, onde a língua local é o inglês (apesar de muita gente falar espanhol), o idioma dos demais países é o espanhol. É possível se virar tranquilamente no portunhol!


Infraestrutura: Em geral a infraestrutura é um pouco precária, especialmente na Guatemala e Belize. Mas nada que assuste muito um brasileiro, já acostumado com uma péssima infra mesmo quando comparado com países bem mais pobres.


Alimentação: Não tivemos problemas, apesar de muitos lugares a comida ser bastante simples. Mas não esqueça de levar aquele remedinho para piriri... Vai que... ::xiu::


Em resumo nossos gastos totais foram, por pessoa:

Florianópolis - Cidade do Panamá (ida e volta) = R$ 1.636,50

Cidade do Panamá -> Havana -> Cidade da Guatemala + Belize City -> Cidade do Panamá = R$ 2.137,08

Todos os demais gastos: Alimentação, Hospedagem, Transporte terrestre e Passeios estão na planilha em anexo.


Dia 1 - 24/fev/2017 - sexta-feira - Ida à Cuba


Fomos pela companhia Copa Airlines, companhia nada de especial. Fiquei com bronca com eles principalmente porque eles não confirmaram o vôo que eu comprei mas descontaram o valor no meu cartão ::vapapu:: . Depois de muito briga tive que remarcar minha ida para um dia antes e a volta para um dia depois, e com isso tive que negociar um dia no trabalho além das férias :roll: .

Nosso primeiro destino seria Cuba. Faríamos uma conexão no Panamá mas com um pequeno detalhe: Por termos comprados bilhetes distintos (compramos somente ida e volta para o Panamá e dps os trechos internos separadamente), teríamos que sair da área de embarque na Cidade do Panamá e fazer o check-in novamente. Como era sexta de carnaval, essa brincadeira nos tomou 1h30 para sair e 1h para retornar para a área de embarque.

Dica: Não esqueça do comprovante internacional de vacina de febre amarela, ela é exigida.

A folga que tínhamos para o vôo para Havana logo virou aperto, e ainda tivemos que obter (ou melhor, comprar) o visto para Cuba, que não tinha para vender em Guarulhos, mas tem um guichê da Copa na área de embarque onde vc pode comprar o visto, tudo ok! ::cool:::'>::cool:::'>


Chegamos cerca das 23h em Havana, bem tranquila a passagem pelo raio x. Alguns médicos trajados como tal nos cobraram a vacina da febre amarela e de maneira muito cordial puxaram conversa falando que já ouviram falar de Florianópolis. Ninguém nos solicitou reserva em hotel ou seguro de saúde, mas eu estava preparado pois tinha lido que cobram isto de alguns visitantes.


Já na esteira para esperar a bagagem era possível notar como os cubanos não economizavam nos sorrisos, o que logo me fez pensar que realmente há alguma coisa diferente nesse país. Um segurança, que mais parecia um meninão passeando, andava com um cachorro farejador. O cachorro, por sua vez, estava mais preocupado em divertir os turistas do que encontrar algo suspeito nas malas. Um japonês que foi brincar com o cachorro foi surpreendido com a irreverência do bichano, que não pensou duas vezes e grudou na perna do japonês num movimento reprodutivo de vai-e-vem ensinando ao japonês um pouco da cultura caribenha!! ::lol4::::lol4::::toma::


Em Cuba é comum se hospedar na própria casa dos cubanos, pois os hotéis além de caros não costumam ter boa qualidade. Nós buscamos na internet e escolhemos ficar na casa de Roly (http://www.casairmaroly.com/). Roly é um senhor extremamente simpático que foi nos buscar no aeroporto com um daqueles carros lindos, ano 58, e aproveitou o caminho de volta para passar pela parte turística e nos apresentar um pouco da cidade enquanto contava como era a vida em Cuba.


Dica: No aeroporto vc consegue trocar dinheiro por uma taxa melhor. Eu não o fiz pois Roly falou que seria melhor fazer isso no centro. Que nada!! Me ferrei!! Acabei trocando no centro por uma taxa pior e fiquei horas na fila do banco. E o pior, praticamente não aceitam cartão por lá, e se aceitarem, vc pagará muito por isso.


Chegamos mortos de cansados, e para nossa surpresa, Roly nos falou que não tinha lugar na casa dele esta noite, mas ele já tinha esquematizado um lugar ao lado para nós. ::putz::::putz:: .

Você deve estar se questionando: Este Roly é simpático mesmo, porque até agora só deu bola fora e mesmo assim esse cara gostou dele... ::quilpish::

Mas o quarto que ele nos arrumou era enorme e ficava numa casa vizinha. Na manhã seguinte já fomos cedo levar nossas tralhas para a casa do Roly.


Dia 2 - 25/fev/2017 - sábado - Havana


Depois de bater um bom papo com nossos anfitriões, que por sinal tinham assunto à beça, fomos trocar dinheiro no banco. Aí os serviços do socialismo já começaram a se mostrar uma porcaria :-x:-x . Foram 2h na fila, com um atendimento péssimo, brigas entre atendentes e clientes e muita paciência para conseguir trocar dinheiro numa conversão ruim. E o pior, antes de conseguir trocar dinheiro não conseguimos nem comer nada, pois não aceitam euros (muito menso dólares) em nenhuma parte. ::grr::::grr::


Passado o stress, fomos resolver outra coisa que os excelentes serviços de Cuba não nos permitiu fazer do Brasil, a reserva para Cayo Largo. Ainda no Brasil, foram inúteis tentativas de cotar os valores e obter mais informações através do email. A saída foi ter plano A (Cayo Largo), B (Varadero) e C (Cayo Guillermo) para checar os preços e disponibilidades pessoalmente nas agências de turismo estatais que se encontram no saguão dos principais hotéis de Cuba. Conversamos com Sahily no Hotel Telegrafo (indicação de Roly) e conseguimos fechar um pacote para Cayo Largo (4 dias e 3 noites all inclusive + avião de ida e volta) por 463 CUC por pessoa. Valor bem caro e sem desconto, aparentemente é o valor tabelado.


Saímos dali e compramos um sanduíche com cervejas em um lugar bem simples frequentado por locais e caminhamos sem rumo pela região até desembocar na avenida Malecon. Sentamos no muro à beira-mar enquanto tomávamos uma boa cerveja gelada sob o sol quente do Caribe e relaxamos por completo curtindo a deliciosa sensação de que as férias enfim começaram!!


Voltamos próximo ao Capitólio e resolvemos dar o famoso passeio com um dos belos carros conversíveis que ficam ali expostos para atrair turistas. Uma breve negociação e fechamos por 30 CUC para os 2 por uma hora. O passeio vale a pena, apesar do preço. Passamos por Havana Centro, pela Plaza de la Revolución (onde tem aquela famosa imagem do Che num prédio público), pelo Malecon e outras partes tradicionais de Cuba, inclusive o simpático motorista nos levou para conhecer a universidade à meu pedido.


Na volta pedimos para ele nos deixar em algum lugar para comprarmos o cartão de internet. Em Cuba é difícil ter acesso à internet, é necessário comprar uns cartões pré-pagos em agências do governo e se deslocar até alguns pontos específicos da cidade onde possuem sinal de wifii (basicamente hotéis e algumas praças públicas). Nem é preciso dizer que é caro e velocidade sofrível, certo?

Vou lhes contar uma curiosidade sobre como esse povo "de boa" se organiza para fazer uma fila. Cheguei no local para comprar o cartão da internet e ao invés de uma fila encontrei um amontoado de gente espalhado por uma sala esperando, procurei por uma senha.... e nada... até que chega um outro cubano e pergunta em voz alta quem era o último da fila. O último se identifica e o cubano que perguntou acha um canto para esperar... hummmm, interessante, não? Nisso chegou outro cubano perguntando quem era o último, eu rapidamente disse que era eu! Fui para o meu canto seguro que agora estava fazendo parte daquela fila. ::putz::::lol4::::lol4:: . mais 40 minutos e saí com 3 horas de internet por 4,5 CUC.


Perdi 1h dessa internet em 15 minutos. Pois sentei no chão, ao lado de um grande hotel e dps de muito sofrimento para conseguir avisar a família q eu estava vivo, resolvi desistir da internet que falhava muito e não consegui banda para deslogar. Logo o tempo do meu cartão continuou correndo e perdi essa 1h sem eu usar!!! Maldito socialismo ::grr::::grr::


De noite caminhamos por Havana Vieja que fica linda de noite!!! Você se sente no século passado caminhando pelas charmosas construções coloniais restauradas e iluminadas em meio a dezenas de turistas que caminham tranquilamente pelas ruelas de Havana Vieja. Tomamos um caro mojito na Bodeguita, tradicional bar de Havana e sentamos num bar chamado café Paris para ouvir uma animada salsa ao vivo. Foram 4 mojitos, 2 cervejas e uma pizza de lagosta por 26 CUC.

 

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Dia 3 - 26/fev/2017 - domingo - Havana


Para evitar muita fila, fomos direto ao museu da revolução para pegar sua abertura às 9h30. O museu conta com muita história escrita, e, obviamente, contando apenas um lado da história. Ainda assim é bastante interessante. Ficamos mais de 2h lendo praticamente tudo!

Como não tínhamos tomado café da manhã e já era tarde, optamos por comer 2 pizzas individuais por 3cuc. Essa foi das poucas opções realmente barata e gostosa que achei. Essas tendas que vendem pizza estão espalhadas pela cidade (mais baratas quanto mais longe da área turística).


Dali tentamos entrar no teatro próximo ao capitólio, que é muito bonito por fora. Mas não entramos por dois motivos: achamos o preço um poucoabusivo (8 CUC/pessoa se não me engano), e o mais importante, estávamos zerados de grana!! ::tchann::::putz:: . Não trocamos dinheiro suficiente pq não tínhamos certeza se iríamos conseguir fechar o pacote para Cayo Largo... Resultado: mais uns 50 minutos na fila pra trocar dinheiro ::grr::::grr:: .


Nesta tarde fomos caminhando tranquilamente desfrutando Havana Vieja. Passamos pela Fortaleza castillo real (3 CUC/pessoa), não achei nada especial por dentro. Almoçamos tarde em um restaurante num local bem bacana e agradável para tomar uns mojitos e/ou umas cervejas, pena que era o típico restaurante pega turista, muito caro pela comida que oferece, fora a taxa de serviço absurdo que nos fizeram pagar ::toma:: . Foram 43 CUC para comer lagosta e 3 drinks. Se vc também quer ser feliz e ser enganado ao mesmo tempo, vá neste restaurante, ele chama-se el rincon de pacho que fica numa ruela sem saída na praça da catedral.


Voltamos para casa descansar um pouco pq estava nos nossos planos ir para a Fábrica de Arte Cubana - FAC. Essa FAC é tipo uma baladinha misturada com um centro de arte. De noite é possível tomar vários drinks (até mais q o necessário), enquanto aprecia expressões artísticas, quadros, esculturas, teatro interativo com música, bandas bacanas, uns 4 ambientes super legais, comida e etc... enfim, é um lugar que vc DEVE ir quando for à Havana!!! Estava aberto de quinta a domingo a partir das 20h. Do capitólio um côco taxi (tipo um tuk-tuk) custava 10 cuc pra 2. O taxi sai uns 15.

Eu e a Gabi ficamos encantados com o lugar. Passeando e acompanhando os artistas com fantasias muito loucas. Sempre segurando um copo de qq coisa com rum. Lá pelas tantas esse rum bateu e fizemos várias amizades de 15 minutos, trocando várias ideias em todas as línguas que fossem necessárias (muitas vezes só fingindo que nos comunicávamos).

Nesta noite me reforçou o pensamento de que a Gabi é para casar!!! ::love::::love:: Pois só alguém muito especial para aturar a seguinte situação que passou com a gente. Lá pelas tantas na FAC aquele maldito rum afetou minha cabeça, insluvise minha capacidade de falar algo compreensível. ::dãã2::ãã2::'>::dãã2::ãã2::'> . Assim a Gabi teve que usar do seu melhor espanhol (que não é lá tudo isso) para chamar um taxi e nos guiar até em casa. Lá fomos nós pelo Malecon, num daqueles carros antigos e super bem cuidados, até que eu numa resposta natural ao ritimado balanço do carro, dei aquela gorfada pela janela!!!! ::xiu::::xiu:: . Fiz uma bela pintura na lateral do carro do cubano, e não tive sequer a decência de avisá-lo, deixando uma bela surpresa para ele no dia seguinte. :roll:

Chegamos em casa e dormimos... Para mim a história acabou por aqui...

Mas já para a Gabi... :(

No dia seguinte acordei e vi que a Gabi estava dormindo num cantinho da cama, quase caindo do colchão. E mais, ela estava com outra roupa e o pijama dela estava molhado estendido no quarto. O que será que tinha acontecido? Me parecia ter sido uma noite tão tranquila... de um sono tão profundo... Eis que ela acorda e olha pra mim, com um olhar que misturava preocupação com uma ponta de indignação. Perguntei o que tinha acontecido, ela pausadamente me explica que eu acordei no meio da noite, sentei na cama, e com um olhar distantante simplesmente vomitei na barriga dela e morri!! ::toma::::quilpish::::prestessao::::putz::::ahhhh:: . Embora eu merecesse, não sofri retaliações, o que me mostrou duas coisas: como a Gabi é uma pessoa especial por me aguentar e que o lado certo de vomitar é para fora da cama, onde um balde seco estava me esperando a noite inteira. ::tchann::::tchann::

 

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Dia 4 - 27/fev/2017 - segunda-feira - Havana


Obviamente acordei numa ressaca violenta, mas ainda assim mantivemos os planos de alugar uma bike e dar uma volta aos bairros mais distante. Por 15 CUC cada alugamos duas bikes por 24h, a loja ficava do lado de onde estávamos, na Calle Compostela #255. Por 25 CUC vc poderia fazer um tour guiado ou também poderia alugar a bike por 4 CUC a hora.


Resolvemos ir em direção à bela avenida beira-mar Malecon, passando por algumas praças e pelo belo Hotel Nacional. Entramos na avenida 23, passeando vagarosamente por dentro do bonito e famoso bairro Vedado. Ali foi possível observar a vida cubana, ou pelo menos a da população de melhor condição financeira, pois trata-se de um bom bairro.

O dia estava quente e por isso paramos para tomar um sorvete numa sorveteria famosa: Heladeria Coppelia. Padrão de serviço cubano, existe um quiosque para os locais que estava lotado, com fila debaixo de sol e certamente muito mais barata, e outro quiosque para os turistas, vazia e cara!!! Apesar de famoso, sorvete nada além do normal.

Seguimos pedalando até o cemitério da cidade, e viramos para ir em direção à praça da revolução, onde deitamos debaixo de uma sombra e ficamos curtindo e refletindo sobre tudo o que isso ali representa.

No caminho de volta passamos também pela universidade. Além disso, no caminho, um interessante outdoor escrito: "bloqueio econômico, o grande genocídio da história". :?::?: Senhores(as), apesar da minha vontade de abrir uma reflexão sobre as origens da pobreza de Cuba, até onde ela está relacionada ao bloqueio econômico ou numa organização econômica, vou me conter, pois aqui é só um relato de viagem ::bruuu::::bruuu::

Voltando pela Calle Simon Bolívar, por dentro do bairro Habana Centro, paramos num shopping para comer e conhecer. É curioso como as lojas do tipo mercado são desabastecidas. Por outro lado comemos um hamburguer muito bom e barato!!! :-P:-P


Chegamos final do dia no para devolver a bike (poderíamos ficar até o outro dia de manhã, mas como não tínhamos onde guardar acabamos devolvendo). E fomos tomar um bom banho e dormir um pouco.


Descobrimos que atualmente o governo está permitindo que algumas pessoas tenham um restaurante particular, e que esses eram muito melhores do que os do governo pelo mesmo preço. Então fizemos uma reserva no conceituado Habana61. Não nos arrependemos!! comida realmente maravilhosa e atendimento impecável. Vale muito a pena conhecer, especialmente pq nos custou mais barato que aquele do dia anterior que relatei. Por 39 CUC comemos entradas com ceviche de polvo, e prato principal com camarão e lagostas.

 

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Dia 5 - 28/fev/2017 - terça-feira - Cayo Largo


Era dia de se despedir de Havana, acordamos cedo, fizemos as mochilas e fomos ao hotel Telegrafo às 9h para esperar o bus que nos levaria ao aeroporto para embarcarmos para Cayo Largo. Bus que chegou apenas às 11h da manhã, o que nos deixou revoltados, pq o combinado quando compramos era que sairia às 5h da manhã para aproveitarmos o dia todo na praia, o que foi mudado de última hora. E o pior, mesmo após as 2h de atraso o ônibus estava vazio, ou seja, ainda iria passar em 300 hotéis antes de ir para o aeroporto. ::carai::::carai::

Chegamos num aeroporto minúsculo, menor q muita rodoviária de cidade pequena, e após um procedimento de check-in também típico de rodoviária de cidade pequena entramos no avião e às 15h estávamos pousando em Cayo Largo.

Pela janela do pequeno, mas bom avião, foi possível ver as lindas tonalidades de azul daquele mar caribenho!! A revolta logo diminuiu, pois sabíamos que estaríamos num paraíso. muito em breve.


Lá um ônibus nos esperava para nos levar ao resort all inclusive Sol Cayo Largo. Um belo resort, com um quarto magnífico a 50m da praia (mas com uma maldita duna que tira a vista do mar).. ::lol4::::lol4::::lol4::::lol4:: .

Caminhamos até a praia e uma pequena decepção, não era tudo o que esperávamos :-|:-| . A praia ali tem muitas ondas, portanto não passou aquela impressão de ser tão transparente.

Hoje, parando para pensar, a praia é linda, foi só um problema meu de estar com a expectativa muito elevada. E de qq forma, a ilha ainda nos mostraria outra praia maravilhosa.


Um fato curioso, neste dia, enquanto caminhávamos tranquilos pela praia, curtindo um belo pôr do sol, nos demos conta de um detalhe. Aliás, da ausência de um detalhe, estava todo mundo pelado!!!!! ::ahhhh::::ahhhh::

Aquela área era para nudistas!!! Nem tínhamos nos tocado... Percebi a Gabi um pouco chocada, tentei explicar que era um estilo de vida, normal. Aliás, porque não ficar peladão tb... Ela só respondeu: nem a pau. E continuamos caminhando de volta tranquilamente. ::lol4::::lol4::::toma::

 

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Dia 6 - 01/mar/2017 - quarta-feira - Cayo Largo


Após uma noite muito bem dormida, tomamos um belo café da manhã no hotel e pegamos um táxi (2CUC por pessoa) para a famosa praia Paraíso. Esse nome não é à toa, ela realmente é o espetáculo que eu estava esperando de Cayo Largo. Areia branquinha e um enorme mar que mais parecia uma piscina infinita azul que no horizonte se confudia com o azul do céu. A praia tem pouca estrutura (o que é ótimo para mim), apenas um pequeno quiosque um pouco afastado. Pouca gente estava por lá, o que nos deixou muito relaxados no Paraíso.

Dali também é possível caminhar até a praia ao lado, chamda Sirena. A praia Sirena é um parecida com a Paraíso, porém com mais estrutura de bares, guarda-sóis, quadra de volei de praia e etc. Por isso estava bem mais cheio. Para mim, portanto, sem dúvidas de ficar na Paraíso, com uma garrafa da água, um óculos escuro, um livro e muito protetor solar. Espetáculo!!!


Voltamos para o hotel só quando apertou a fome. E dalhe all inclusive ::otemo::::otemo:: . Cerveja e batata frita na beira da piscina!! um sanduíche, um mojito, uma mini pizza, 2 pina colada, 5 cervejas... Só parei na hora que o próximo drink para provar era a cuba libre, pois me lembrei do dia na Fábrica de Arte Cubana e me deu um embrulho no estômago.


Como deve ser em todos all-inclusive, de noite rola uma janta e sempre tem uma atração do hotel com uns animadores que conseguiam dar uma agitada nos gringos.

 

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Dia 7 - 02/mar/2017 - quinta-feira - Cayo Largo


Voltamos à praia paraíso. O vento que tinha no primeiro dia não se observava mais. A cor do mar ficou ainda mais azul e hipinotizante. Conversamos com uns mergulhadores que nos disseram que as condições do mar realmente não estavam as ideais no dia anterior. Mas hoje estava excelente. Ficamos ali vidrados olhando o mar, e preocupados apenas em coordenar um constante revezamento de sol, banho de mar e protetor! A cada banho de mar se podía ver os peixinhos nadando tranquilamente naquele azul quase transparente.


Voltamos umas 14h30 para almoçar, e resolvemos curtir o resto da tarde na praia ali da frente do hotel, sem muita expectativa. Mas nos deparamos com outra praia!! Estava com bem menos onda e um azul límpido de encher os olhos. Aí foi só curtir tomando uma cerveja no bar da praia.


Fim de tarde ficamos na sacada do nosso bangalo para ver o pôr do sol. Além do pôr do sol vimos um casal de peladão entrando pelo hotel sem roupa... 8) Até aí tudo bem, o mais esquisito foi ver q eles eram nossos vizinhos. E que foram pra sacada ver o pôr do sol também. Pelados. E o romantismo do pôr do sol sensibilizou eles. E eles começaram a se beijar. E beijar. E os beijos já não eram apenas na boca... Aí acho que bateu uma brisa gelada, e eles resolveram entrar...

Só love em Cuba ::love::::love::::lol4::::lol4::::Cold::

 

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Dia 8 - 03/mar/2017 - sexta-feira - Cayo Largo


Descobrimos que nossa volta seria apenas às 18h45 (no dia que fechamos o pacote, o horário de volta seria 9h da manhã). Sim, descobrimos só no dia que horas iríamos embora. Já tínhamos lido para não marcar vôo internacional no mesmo dia que um vôo doméstico, aí entendemos o porquê. Mas ótimo então. Ganhamos o dia que tínhamos perdido na chegada!!


Aproveitamos para curtir a praia pela manhã. Livro, piscina, jacuzzi, bar e, pela primeira vez, internet (paga e lenda, óbvio) pela tarde.

Depois de uma demorada volta (ficamos meia hora no avião esperando a escada chegar para podermos desembarcar ::quilpish:: ) fomos chegar no hostel que pegamos em Vedado apenas às 23h.

Como achávamos que iríamos conseguir aproveitar o fim de tarde e a noite em Vedado, pegamos uma casa bem localizada. Mas no fim ficamos na sacada batendo um papo com uns brasileiros que coincidente estavam hospedados ali e com o dono da casa.

 

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Dia 9 - 04/mar/2017 - sábado - Antígua


Às 5h da manhã pegamos um táxi que o dono da casa que estávamos reservou por 25 CUC. O cara era um engenheiro que largou a profissão para ser taxista, pois ganhava mais. Fomos batendo um papo tão cabeça que ele furou um sinal vermelho e quase nos matou. ::ahhhh::::ahhhh::::prestessao::::prestessao::::lol4::::lol4::


O checkin demorou mais de 1h de fila, portanto, chegue cedo.


Nosso destino era Guatemala City (com escala em Panamá City), e de lá pegaríamos um transfer até Antígua. Chegando lá troquei dinheiro no aeroporto, e depois fui descobrir que a conversão que eu peguei era péssima. Porém em Antígua também não tinha taxa de conversão muito melhor. Depois me falaram que devido à lavagem de dinheiro em decorrência do tráfico de drogas na Guatemala, a conversão é muito desfavorável e às vezes até difícil de trocar :o:o . Não sei se é assim em todo lugar da Guatemala, mas em Antígua de fato foi.


Ainda na saída do aeroporto negociamos um táxi para Antígua por 25 dólares (preço inicial era 35 e na internet tinha lido que o pessoal pagava 30). O trânsito na Cidade de Guatemala é Bizarro, era sábado e estava tudo parado!! Foram 1h40 para chegar em Antígua.


Antígua é uma cidade muito bacana, bem colonial, com várias casinhas uma colada à outra com alguns vulcões de plano de fundo. Por isso está sempre repleta de turistas, muitos deles guatemaltecos. Tem também vários restaurantes bons, mas os preços são um pouco salgados. Fomos direto provar a comida local num lugar chamado La Fonda de la Calle Real (muito bonito mas um pouco caro) e jantamos em um que recomendamos, o Pappys BBQ. Este último além de servir carnes e hamburgueres, tinha também uma cerveja artesanal produzidas por eles que era muito boa, essa janta nos custou 230 Quetzals com alguns chopps e 2 hamburgueres.


Ficamos hospedados no "A Place to Stay", um hostel bem avaliado porém um pouco afastado da cidade e cheeeeio de gatos. Portanto se alguém tem alergia, ou mania de limpeza, esse não é o melhor lugar. Para nós foi muito bom, especialmente pelo precinho camarada e os donos muito queridos :P:D.. Eles nos falaram muito sobre a cidade e nos reservaram um tour para subir o vulcão Pacaya no dia seguinte.

Antígua é uma cidade de vulcões, muitos viajantes optam por subir um dos 3 vulcões ativos que rodeiam a cidade. O Pacaya, a nossa escolha, é o mais fácil e rápido. Os outros, bem mais altos, exigem que vc acampe no meio do caminho antes de atingir o topo, e como recopensa, vc pode ter a sorte de pegar o vulcão da frente em atividade e tirar belíssimas fotos de noite. Vi algumas fotos de um mexicano tinha tirado no dia anterior, e te garanto, é fantástico!!! :wink:

 

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Dia 10 - 05/mar/2017 - domingo - Antígua


Tiramos a manhã para caminhar com calma pelas ruas de Antígua. Passamos por feiras de artesanato, pela catedral e diversas das ruas coloniais. Paramos para almoçar no restaurante italiano La Toscana, muito gostoso e nos custou 210 Quetzals para 2 com um vinho. :-P:-P


Às 14h saímos rumo ao vulcão Pacaya (o tour tb tem opção às 8h). Por sorte pegamos uma tarde sem nenhuma nuvem, pois do contrário não seria possível avistar o vulcão. Se passou 1h30 dentro da van para chegar no pé do morro que subiríamos para ver o vulcão. Já durante a subida descobri que na verdade não escalaríamos o vulcão, e sim um morro de onde veríamos o Pacaya. Meu ânimo para subir já minguou, pois isso era bem diferente do que eu tinha visto nas fotos da internet, onde o pessoal praticamente podia tocar a lava do vulcão. Eu imaginava um tour de aventura no meio da lava, repleto de perigos a serem vencidos ::tchann::::tchann:: Uma pena que hoje em dia eles se preocupem tanto com a segurança dos turistas, parece que essa aventura ficou no passado. ::lol4::::lol4::::lol4:: .

Achei a subida tranquila, mas de qq forma, para os mais sedentários, há a opção de pagar às crianças montadas em seus cavalos para tomar o lugar delas na cela dos equinos.

Finalmente no fim da trilha. Lá de cima podíamos ver o vulcão, imponente, mas nada de tão especial para quem já tinha viu algum vulcão na vida. E eu já tinha visto vários! :-|:-| Estava a ponto de ficar desapontado quando um estouro ocorreu ao mesmo tempo que várias pessoas soltaram em uníssono um "óóóóóóóóóó". Olhei para o vulcão e um respeitável jato vermelho de lava saía de sua abertura. :-o:-o:-o O vulcão estava em atividade!!!! Foi incrível ver aquela lava vermelha explodindo de um vulcão negro, em um dia com um céu tão azul!! E assim o cenário nos brindou durante o restante do nosso passeio. Foi surpreendente, não esperávamos ver um vulcão em atividade. Num instante o passeio que estava um pouco chato valeu muuuito a pena! ::cool:::'>::cool:::'>::cool:::'>::cool:::'>

Não reduziu minha exitação saber que o vulcão estava em atividade havia alguns dias. E mais, é realmente comum ver essa explosão de lavas por ali. Inclusive alguns turistas melhores informados que nós estavam em Antígua exatamente por isso, admirar a atividade dos belos vulcões da região.

Com essa animação, a descida foi bem mais prazerosa. Descemos por um outro caminho com um visual bem mais bonito, e ainda paramos para tirar proveito do calor das pedras vulcânicas do pé do Pacaya para esquentar uns marshmallows .


Às 20h15 estávamos de volta em Antígua. A pedida da noite foi uma comida mexicana (que é ótima e barata por lá, nos custou 110 Quetzals com cervejas) e dormir para enfrentar um longo dia de translado no dia seguinte rumo à Lanquin.

 

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Dia 11 - 06/mar/2017 - segunda-feira - Trajeto para Lanquin


Às 9h da manhã o ônibus escolar dos Simpsons passou para nos buscar no hostel. Foram 150 Quetzals reservado no próprio hostel. É bacana que é possível conseguir essas vans para diversos horários, tudo apenas com um dia de antecedência. Nem se esquente em reservar.

A estrada até Lanquin era 95% pavimentada, mas em condições um pouco ruim na maioria do trecho, com muitas curvas e buracos. E o que combina com curvas e buracos? Motoristas malucos, claro!! ::lol4::::lol4::::lol4::

Após 6 horas de viagem, vizualizar um acidente de moto com um motoqueiro voando longe, quase atropelar 2 cachorros, realizar ultrapassagem forçada jogando um carro próximo a um desfiladeiro (umas 2x) e algumas cantadas de pneu, chegamos para almoçar em uma cidade chamada Cobun. Almoço feito e foram mais umas 3h até nosso hostel em Lanquin. Chegada às 17h, aí foi fechar o passeio para Semuc Champey para o dia seguinte e relaxar. Aliás, relaxar era a única opção, pois na cidade não tem nada pra fazer, nem compensava sair do hostel.


Por sorte o hostel era muito bacana, ficava no meio da floresta às margens de um rio que a galera usava pra se divertir. De noite era agitadinho, com uma janta maravilhosa por 50 Quetzals e música ao vivo. Uns drinks baratos e uma mesa de sinuca completavam o cenário. A única reclamação foi a presença de umas aranhas no quarto. Mas tudo bem, não vim pra Lanquin ver cimento.

 

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Dia 12 - 07/mar/2017 - terça-feira - Lanquin


Às 9h da manhã estávamos partindo para a atração mais esperada por mim na Guatemala, e quem sabe da viagem: Semuc Champey. Tínhamos reservado o passeio no hostel mesmo por 185 Quetzels, e foi ali no hostel que passou um pau-de-arara para nos levar no máximo conforto quanto possível para um trajeto de 30 minutos de estrada de chão em pé na carroceria. ::quilpish::::quilpish::


O tour padrão para Semuc era precedido por uma visita a uma caverna e algumas atividades no rio que fica na entrada do parque. Pensei comigo: enrolação para preencher o dia. Graaaande engano!! :o:o


Primeira parada: explorar uma caverna. Instrução do guia: Ficar apenas com trajes de banho e não levar absolutamente nada para dentro da caverna. Nós fomos teimosos e levamos a gopro. E assim todos seguiram caminhando até a entrada da caverna apenas de sungas, bermudas e biquinis. Lá mais umas poucas instruções e a informação que entraríamso 500m caverna adentro, sem o mínimo contato com qualquer iluminação natural e que algumas partes precisaríamos nadar em corredores estreitos, pular por entre pedras pontiagudas e escalar paredes rochosas. Equipamento de segurança disponibilizado para a aventura: uma vela! ::ahhhh::::ahhhh::


A partir dos 30m já era impossível enxergar qq coisa que não fosse iluminada pelo pequeno raio de ação da vela em nossas mãos. Os corredores eram de fato estreitos e com paredes rochosas, muitas vezes pontudas. Em alguns pontos uma corredeira de água no nível do pescoço corria lentamente pelos apertados corredores de pedra, e o desafio era nadar sem apagar as velas. A escuridão era total e os obstáculos deixaram todos cheios de adrenalina. O negócio ali exigia superação! Era preciso enfrentar os obstáculos muitas vezes guiados pelo som e pelo instindo. Apesar dos riscos de algum acidente, a exitação estava escancarada nos largos sorrisos de todos (ou talvez da maioria). O único guia para um grupo de umas 15 pessoas olhava com atenção, apesar de agir com naturalidade à medida que alguns dos integrantes apareciam com joelhos e costas com arranhões e sangue ::sos::::sos:: . Eu tirei um filé do dedão que só foi se regenerar no Panamá.

Chegamos em um ponto com uma cachoeira dentro da caverna. Mas a admiração da beleza foi sufocada pela adrenalina da experiência. Além disso não posso dizer que era uma linda cachoeira pq simplesmente não enxerguei praticamente nada... Pude sim ouvir e ver a água próxima de mim caindo.

Um ponto específico foi o mais tenso. Já no regresso o guia nos levou em um local que tinha um buraco no chão, e fez com que nos apoiássemos com os braços, um a um, até que a cintura ficasse abaixo do nível do chão, e cuidadosamente (para não dar com a boca nas pedras) tínhamos que nos soltar nesse buraco negro e cair sem nos arranhar uns 2m na escuridão total que culminava num rio profundo e com uma leve correnteza. Ali a adrenalina virava apavoro. Eu fui antes e pude ver a Gabi caindo aos gritos, até sua voz ser abafada ao afundar na água. Na volta à superfície a cara de todos era de apavoro ao tentar se localizar naquela caverna escura de água gelada com sua leve correnteza. Era preciso alguns segundos para entender se era o fim da vida ou não. Não era o fim da vida, ao contrário, era se sentir vivo!!! DEMAIS!!! ::hahaha::::hahaha::::hahaha::::hahaha::


Depois da aventura na caverna eu já tinha até esquecido que ainda teríamos o Semuc. Porém antes tinham as atividades no rio! Uma delas era um grande balanço que os mais corajosos podiam se jogar no rio (ou cair de cabeça na areia).

No final desta caminhada chega-se a uma bela cachoeira. E como não podia ser diferente, podíamos escalar as pedras da cachoeira e nos atirar no rio a uma altura de mais de 5 ou 6m. Ainda lembro de uma espanhola que estava no grupo olhando chocada todas as atividades e falando alto para si mesma: "puta madre, todo esto es puro peligro, no es diversion!" jajajaja

Passado os momentos aventura, hora de relaxar. Cada um pegou uma bóia e descemos o rio vagarosamente no ritmo da correnteza aproveitando a bela paisagem daquele lugar. Algumas crianças também de bóias vendiam cerveja, água e "chocolates" artesanais (uma massa de cacau e açucar).


Fizemos o tubbing por uns 20 minutos até chegar ao local do almoço às 13h30. Era uma barraca improvisada onde uma farta comida foi cozinhada e servida ali mesmo. Eu e a Gabi tínhamos levado nosso próprio almoço e portanto não nos deliciamos com eles.


Acabou o dia?? Nããão!! Finalmente tinha chego a hora de entrar no parque de Semuc Champey. Pagamos os 50Q para entrar no parque e após uma subida íngrime de 30minutos chegamos no mirante para se derreter com aquela pintura da natureza!! A vista de lá é realmente muito bonita, um belo capricho da natureza. Ficamos apreciando por um tempo e depois descemos para tomar banho e relaxar naquelas piscinas naturais que recém vimos lá de cima. Foi 1h30 ali aproveitando. Tivemos a sorte de encontrar um casal de brasileiros com 2 filhos pequenos viajando pelo mundo de carro (procurem no Facebook por "Novos Olhos"), conversamos com eles e saímos dali alimentando uma vontade de não parar de viajar.


Hora de voltar. Foram mais 30 sofridos minutos em pé e apertados no pau-de-arara até chegar no hostel às 17h30.

Dica: Tem um passeio em outra caverna com morcegos que sai às 17h, quem fez achou bem bacana.

Nós tínhamos pensado em fazer esse também, mas além de perder a hora estávamos exaustos. Restou portanto comer a deliciosa e farta comida do hostel e dormir tranquilo ouvindo aquela chuva que começara a cair com a convicção de esse dia seria o melhor de nossa viagem. E foi!! :D:D:D

 

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Dia 13 - 08/mar/2017 - quarta-feira - Trajeto para Flores


Reservamos no hostel uma van para Flores, que saiu debaixo de chuva às 8h da manhã. Aliás, que sorte tivemos, chegamos com um chuvisco e saímos com chuva, mas nosso dia em Semuc foi um belo sol!


O trajeto até Flores foi no padrão Guatemala. Houve um atropelamento de um peru por nosso motorista que ficou triste e se lamentando por horas por ter provavelmente comprometido o almoço de natal de alguma família guatemalteca. Também houve um estouro do pneu do nosso micro, e após cerca de 1km de trajeto com pneu furado paramos para trocá-lo. Até aí tudo bem. Chato ficou quando o motorista percebeu que o estepe era maior que o pneu estourado. ::ahhhh::::ahhhh:: Bom, se não tem tu, vai tu mesmo.... :lol::lol::lol: Resultado da gambiarra: micro mais alto de um lado e vida que segue. Pé na estrada. Mas não sem antes ter q empurrar o micro para dar a partida no tranco. ::essa::


Após todas essas diversões no trajeto fomos chegar em Flores às 18h30, ou seja, 10h30 para percorrer os pouco menos de 300km de viagem. Com isso não conheceríamos Flores de dia, infelizmente. Fomos até a agência Maya para reservar a ida à Tikal no dia seguinte. Eram vários horários disponíveis, escolhemos sair às 8h por 150Quetzals cada (com guia). Se você quiser ir ver o sol nascer de dentro do parque se prepare para 100 Quetzals extra.


Não tínhamos reserva em nenhum hostel. Procuramos por ali mesmo e pegamos um hotel bacaninha por 160Quetzals o casal (metade do valor da internet). Mas esqueci o nome ::putz::::putz::

Caminhamos um pouco pela cidade e paramos para comer a boa comida mexicana de lá com uns gringos que estavam no nosso passeio em Lanquin.

 

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Dia 14 - 09/mar/2017 - quinta-feira - Flores/San Ignácio


Às 8h saímos com mochilão e tudo para Tikal. Cerca de 10h da manhã chegamos no parque. Pagamos mais 150Quetzals para entrar no parque e caminhamos por 4h ouvindo o nosso guia contando as fantásticas histórias e admirando as incríveis construções tão antigas do povo Maya. Tikal possui diversas construções Maya muito bem conservadas. O parque é enorme e incrustado na selva. Algumas construções estão bem restauradas, mas muitas ainda estão cobertas pela mata. Tikal não tem a beleza de Macchu Picchu (provavelmente pela ausência das montanhas da Amazônia peruana), mas a história e o tamanho de Tikal não deixam nem um pouco a desejar. ::cool:::'>::cool:::'>::cool:::'>


Fim do passeio. Tínhamos nos informado por diversas vezes sobre a possibilidade de seguir diretamente para Belize a partir de Tikal. Descobrimos que seria possível ficar num cruzamento chamado de cruzamento Ixlu e dali pegar um transporte público até a fronteira. Foi o que fizemos! O cruzamento não tem muita coisa. Descemos ali e ficamos no meio do nada, na beira da estrada e em frente de alguns dos poucos comércios locais.

Não deu tempo nem de ficar apreensivo e em 5 minutos passou uma van que iria até a fronteira. 25 Quetzals por pessoa!!!! Incrivelmente mais barato que os transportes voltados aos turistas que partem de Flores.

Jogamos nossas mochilas em cima da van (sem estar amarradas) e entramos na van lotada. Eu fiquei em pé, e com o meu 1,90m fiquei todo arcado. Senti que toda a van parou de conversar para nos observar. Deviam pensar: o que esses 2 malucos vestidos engraçado estavam fazendo nesse transporte de locais?? No começo foi um pouco desconfortável ser o centro das atenções, mas no final eu já estava coordenando a abertura das portas e a entrada e saída de novos passageiros enquanto a Gabi estava ligada no retrovisor para garantir que mandaria o motorista parar no caso da nossa mochila voar da van em um dos diversos buracos na pista. 8)8)8)


Em 1h estávamos na fronteira de Guatemala com Belize. Gastamos alguns Quetzals que nos sobraram com comida e o que restou trocamos com um cambista na própria alfândega.


Tudo ok na saída da Guatemala. Já na entrada em Belize fomos parados. Nos mandaram entrar em uma salinha e não foram nem um pouco simpáticos. Ficamos uma meia hora esperando sem ninguém dar qualquer informação. Além disso, faziam cara feia quando interrompíamos a conversa aleatória entre eles para perguntar o que estava acontecendo. Por fim uma pessoa que parecia ser o gerente dali nos chamou em outra sala e pediu nossos passaportes. Foi folhando aos poucos e vendo os vistos que tínhamos. Quando viu Cuba ele fez uma cara feia e olhou para nós. Folhou mais algumas páginas e viu o visto do Japão. Aí ele deu um sorriso e perguntou como era o Japão ao mesmo tempo que fechou o passaporte e nos desejou boas vindas à Belize.


Pegamos um táxi até a cidade de San Ignácio. O valor tabelado numa parede da alfândega eram absurdos 20USD. Não vimos muita opção e acabamos pegando o táxi mesmo. Sugiro vc pesquisar um pouco. O país é pobre e certamente deve ter opção menos "pega-turista" ao se afastar da alfândega.


Chegando em San Ignácio ficamos numa pousada bem razoável. A princípio parecia uma região meio favela, mas depois vimos que era apenas simples, assim como toda a cidade. Estávamos próximos à rua principal de San Ignácio, onde comemos uma bela comida mexicana (de novo!) e bebemos muitas cervejas locais por 70 Dolares belizianos (a conversão é fixa, 2 belizianos equivalem a 1 dólar americano). Para quem não sabe a língua oficial de Belize é o inglês (que eles falam num sotaque horrível), mas muitos falam espanhol por serem de algum dos países vizinhos.


San Ignácio é uma cidade com praticamente nenhum atrativo em si, porém é o ponto de partida para vários passeios na região, dentre eles cavernas, tubbing, trekking, e ruínas maias (a ruína caracol é bastante famosa, mas tínhamos nos informado por locais que não valeria a pena ir no nosso caso pois recém tínhamos visitado Tikal). Portanto nosso objetivo era conhecer as cavernas ATM, que pelo que vimos pela internet era o passeio mais interessante da região dentro dos nossos gostos.

Reservamos o passeio para a ATM Caves pela companhia Maya (aparentemente a mesma que tínhamos reservado em Flores) e fomos dormir cansados.

 

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Dia 15 - 10/mar/2017 - sexta-feira - San Ignacio


Ás 7h30 estávamos pegando o micro da agência rumo à ATM caves num trajeto de 1h. O valor foi caríssimos 95USD. Nossa expectativa para esse passeio foi lá pra cima após a inesquecível aventura que tivemos nas cavernas de Lanquin. Mas a ATM era diferente. Não era aventura. Nos fizeram vestir até capacete com lanternas que nos passava uma indesejada sensação de segurança ::lol4::::lol4::::lol4:: !!! A ATM era história, era arqueologia, era beleza, era impressionante! :):):)


Foram 4h dentro da caverna, quase 1km caverna adentro sem contato com luz natural (mas melhor iluminado pelas lanternas no capacete do que se fosse com velas). Seguimos o fluxo contrário do rio que vinha de dentro da caverna. O lugar era super bem cuidado pelos guias treinados e credenciados para lidar com uma quantidade impressionante de itens de cerâmica e ossadas maias de mais de mil anos. Todo o passeio foi regado a relatos e histórias das finalidades daquela caverna pelos nossos ancestrais. No final dos 800m se chega no que deveria ser o local de cultos dos maias, com ossadas super conservadas e um cenário recompensador.

O passeio é muito menos aventura de Indiana Jones e muito mais investigação da Discovery Channel (canal que inclusive tem reportagens no local).


Fim do passeio, voltamos para um banho e um almoço preparado pela agência. Aí lá pelas 15h foi regressar batendo papo com os simpáticos guias.

Dica: É possível ficar na estrada e pegar um ônibus público para Belize City e ir direto para as uma das famosas ilhas de Belize. O último barco (também chamado de Water Taxi) saia perto das 18h de Belize City.


Nós optamos por voltar à San Ignácio. Já estávamos pulando demais de cidade em cidade e apesar de San Ignácio não ter muitos atrativos, gostamos bastante do clima hippie da rua principal com comida boa e barata ao som de reggae e atendentes rasta. Até comemos um delicioso dog de rua por 2,5 Belizenhos ::xiu:: .

 

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Dia 16 - 11/mar/2017 - sábado - Caye Caulker


Dia de levantar e ir para Caye Caulker. Para isso tínhamos 2 opções: Transporte para turistas por 50USD ou busão público por 9Belizenhos (4,5USD), tudo por pessoa.

Obviamente às 8h40 pegamos o pinga-pinga na rodoviária de San Ignácio. Ônibus velho, mas uma experiência legal pois erámos praticamente os únicos gringos num ônibus lotado de locais. A viagem foi super tranquila tirando uma curva que caiu uma baita mochila na minha cabeça ::essa:: . Chegando no ponto final tivemos que tomar um táxi por 10B até o terminal do water taxi (como é chamado o barco até as ilhas). Meio dia saiu nosso barco e às 13h já estávamos no nosso hotel em Caye Caulker.


Tiramos o dia para caminhar pela ilha, fechar os passeios e relaxar tomando uma boa cerveja. Afinal nossas férias estavam bem corridas ultimamente. Caye Caulker, apesar de ser uma ilha, não tinha uma praia onde a galera tomava banho. Tinham sim muitos bares e restaurentes. As princiais atraçãos não eram exatamente ali dentro da ilha, mas sim logo a frente, no mar!! Ou melhor, debaixo dele!!! Belize é um paraíso submarino. A água tem uma cor incrível os corais que se encontram ali tornam Belize um dos melhores lugares do mundo para o mergulho e/ou snorkeling.


Deixamos para fechar o mergulho na hora. Resultado: a melhor escola (Belize Diving Center) estava com a agenda cheia para a ida ao Blue Hole. Recebemos indicação de que a Frenching também faria esse mergulho, que era bem longe da costa e somente as melhores escolas faziam. Por sorte conseguimos uma vaga lá na Frenching no dia seguinte e por um preço mais baixo (270USD por pessoa para 3 mergulhos com todo equipamento incluso).

Fechamos tb o tour mais famoso de snorkeling que duraria o dia inteiro e custaria 50USD por pessoa.

Não fizemos, mas havia também opções de snorkeling noturno, mergulho com tartarugas, com peixe-boi, etc... Ficamos com esses dois, que estava de bom tamanho.


Aproveitamos para lavar roupas na ilha, mas não foi boa ideia. As roupas não ficaram limpas, apenas menos sujas ::putz::::grr:: . Mas tudo bem, já estávamos no clima mochileiro hippie mesmo ::lol3::::lol3:: .


Outra dica: Não perca nenhum pôr do sol na ilha. Todos são inesquecíveis.

 

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Dia 17 - 12/mar/2017 - domingo - Caye Caulker


Hoje iríamos para um dos eventos mais esperados da viagem: o mergulho em Belize. Ou mais especificamente mergulho no Blue Hole!!!! ::tchann::::tchann::


Às 5h30 já estávamos na operadora Frenching para um rápido café da manhã. Junta todos os equipamentos e bora seguir de speed boat durante 2h saculejando até chegar no primeiro mergulho do dia: Blue Hole!!! ::love::::love::::love::

O Blue Hole é um círculo perfeito formado por rochas e corais. Dentro deste círculo um buraco no mar com mais de 120m de profundidade e um azul marinho escuro. Por fora era raso e um reluzente azul clarinho do mar de belize.

De barco não foi possível ver tão perfeitamente essa escultura da natureza. Mas pouco importa, nós iríamos ver por debaixo d`água. ::otemo::::otemo::

Entramos todos, eu fui no grupo de quem tinha certificação avançado e a Gabi no grupo da certificação Open Water. Enquanto a Gabi foi até 24m de profundidade eu passei dos 40m :wink: . Lá embaixo a pouca vida marinha não era um problema, servia para manter nossas atenções para uma incrível formação rochosa que lembra uma caverna submersa. Pudemos ziguezaguear pelas enormes estalactites como se fôssemos mergulhadores da national geographic, cenário que ficou completo com o calmo desfile de um reef shark logo abaixo de nós.


Realizado este sonho, paramos em uma pequena ilha, muito bonita por sinal, para almoçar, descansar e observar pássaros. Na sequencia partimos para os outros 2 mergulhos, ambos com visibilidade na casa dos 30m. Ao contrário do primeiro, esses com muita vida marinha e com certeza um dos melhores mergulhos que já fiz (só fica dfícil bater Fernando de Noronha), com direito a um tubarão como companheiro de mergulho, arraias, tartaruga e uma infinidade de belos peixes.


O regresso foi no final do dia, onde o barco parou num local estratégico para confraternizarmos tomando ponche e comendo algumas comidinhas oferecida pelos guias figuras. Me relaxa só de lembrar daquele momento. Todos cansados no meio do imenso mar azul, com o sal no corpo saboreando as frescas memórias de um mergulho no paraíso.


De noite, para relaxar, tomamos uma cerveja à beira do mar assistindo o nascer de uma enorme lua cheia, de cinema! ::love::::love::


Dica: Se vc quiser comer barato, tem uma barraca de rua com comida mexicana próxima à quadra de esportes onde eu e a Gabi comemos muito bem por 12B para os dois.

 

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Dia 18 - 13/mar/2017 - segunda-feira - Caye Caulker


Novamente fomos para o mar!! Hoje outro passeio que prometia, passaríamos o dia fazendo snorkeling. Na minha opinião é um passeio obrigatório para quem vai para as ilhas de Belize. Saída às 9h30 no renomado Caveman, valor: 65USD por pessoa com almoço.


O passeio foi muito completo. Paramos em alguns pontos de snorkeling com corais e uma vida marinha abundante e belíssima (moréias, barracudas, estrelas do mar, garoupa, etc, etc, etc). Destaque para um ponto onde o guia alimenta tubarões lixa (aquele com cara de bobo e inofensivo). Nesta hora você fica dentro da água e os tubarões passam por vc numa boa para se alimentar no barco. Outro ponto que gostei era um ponto que o chão parecia um gramado, e podemos ver enormes arraias e tartarugas.

Paramos também para alimentar pelicanos com o barco em movimento e por fim procuramos os famosos peixe-boi que habitam os mares de lá.


Passeio completo e imperdível!!! ::otemo::::otemo::::otemo::


Caye Caulker tem mais algumas atrações. Além de outros passeios que eu já mencionei, também tem umas festinhas que parecem serem boas (não fomos pois preferimos aproveitar o dia). Mas nosso tempo ali tinha se esgotado, assim como a semana que ficamos em Belize. Curtimos o país. Pouca gente vai pra lá, mas acredito que vale muito para um mochilão. É um país com altos índices de criminalidade, embora não nos sentimos inseguros em nenhum momento nos locais que estivemos. Sempre tomando as devidas precauções, claro! :wink::wink::-P

 

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Dia 19 - 14/mar/2017 - terça-feira - Cidade do Panamá


Nosso vôo para o Panamá era às 14h20. Pegamos o water Taxi de manhã e do terminal de chegada um táxi para o aeroporto. Chegamos com bastante antecedência e ficamos lá morgando, pois o aeroporto de Belize City é super pequeno e não tem nada para fazer. Os seus arredores tampouco era opção para qualquer coisa.


Chegamos no Panamá com o pé esquerdo. Tomamos um táxi com o preço combinado de 25 dólares e chegando no hotel o cara quis cobrar 35 dólares. Fiquei indignado e ficamos discutindo até que no fim acabei pagando 30 dólares, que era o valor que eu tinha lido no próprio site do aeroporto como sendo o justo.

Ficamos hospedados no bairro Marbella, que é onde ficam os hotéis mais novos e os prédios bonitos. É perto de alguns shoppings e daqueles prédios enormes que são cartão postal da cidade. Os mochileiros normalmente ficam em Casco Viejo, acho que seria outra excelente opção, mais em conta, principamente.

Esta noite foi só caminhar para admirar a cidade, que foi a de melhor estrutura que visitamos, e escolher um lugar para comer e descansar para acordar cedo no dia seguinte.

 

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Dia 20 - 15/mar/2017 - quarta-feira - San Blás


Acordamos 4h30 da manhã, pois às 5h a agência Cruise estava nos esperando para nos levar à San Blás (outro lugar que minha expectativa estava nas alturas). O trajeto até o porto de onde saem os barcos para San Blás é longo, e para completar, essas agências demoram um monte recolhendo os passageiros pela cidade e dps ainda param num supermercado muito bom para comprar os suprimentos para levar à ilha. Saímos às 5h e chegamos pouco antes das 10h no porto. E considere isso rápido, pois no caminho fomos parados pela polícia por estar em excesso de velocidade. ::toma::::toma::


San Blás é um arquipélago de minúsculas ilhas estilo desenho animado, inacreditavel mesmo. Muitas delas são apenas um pedaço de areia branquinha rodeado de um belo mar azul turqueza. Dentro da ilha somente alguns coqueiros e uma cabana rústica. Ir para San Blás é praticar o desapego. É se conectar com a natureza, esquecer que vc tem problemas. Lá não tem energia elétrica, não tem água encanada, não tem sinal de celular. Apenas você e aquela maravilha. Só por isso eu já tinha me apaixonado antecipadamente.


Os tours para lá podem ser de 1 dia (o que definitivamente não vale a pena, pois o trajeto é muito longo) ou vc escolhe quando chega e quando sai. Os carros vão e voltam para a cidade do Panamá todos os dias, de maneira que vc pode ir e voltar quando quiser. Nós optamos por ficar 4 dias e 3 noites por lá.


Bom, voltando ao relato, chegamos no "porto" um pouco antes das 10h e lá vários barquinhos de madeira chegavam trazendo turistas das ilhas e buscando aqueles recém chegados. Cada barco partiria para uma ilha diferente. Em San Blás cada ilha é administrada por uma família de índios que moram nas ilhas, eram eles que faziam tudo na ilha, inclusive os translados para a sua ilha.


Optamos pela ilha Chichimé que contarei detalhes depois. Já no trajeto o nosso coração estava até acelerado, tamanha expectativa de conhecer o que prometia ser o paraíso. Chegamos lá atentos à cada detalhe e a primeira sensação foi: decepção!!! Puta merda, sério que é isso?? Decepção po!? ::ahhhh::::ahhhh::::ahhhh::


Mas porque isso?? Explico. A nossa expectativa (principalmente a minha) era elevada demais. O lugar é de fato lindo, o mar é um de um azul incrível, a ilha tem areia branquinha, os coqueiros também estavam lá. Mas não pensamos que é uma ilha normal, que as folhas caem no chão e sujam a areia. Que o vento deixa o mar crespo. Que poderia e estava meio nublado. E o pior, era habitada por seres humanos!! No caso índios com um certo descaso com a manutenção das ilhas. Eram pilhas de lixos no meio da ilha, latinhas pelo chão e coisas do tipo. :cry::cry::cry:

Mas de qualquer forma eu reafirmo, essa foi apenas a primeira impressão. Ao longo da nossa estadia fomos alinhando nossas expectativas e é inegável que o lugar é realmente mágico. Vocês verão a beleza nas fotos abaixo. Mas fica o aviso: é uma ilha do planeta terra, habitada por terráqueos, com todos os seus defeitos (e no caso o descaso com o lixo é um defeito bem grande). Nós apenas não tínhamos nos preparado psicologicamente para isso...

 

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Dia 21 - 16/mar/2017 - quinta-feira - San Blás


A ilha não tem energia elétrica nas cabanas. Portanto tínhamos dormido não muito depois de ficar escuro e acordado junto com os primeiros raios de sol. A primeira atividade do dia era assistir o belo nascer do sol de pijama na areia do quintal. Um luxo impagável!


As refeições estavam todas inclusas. Em todos os dias tínhamos um peixe frito com arroz e salada no almoço e janta (ou algo parecido com isso). Para o café da manhã uma fruta e uma panqueca.


Dica: Para a noite leve lanternas, não tem luz no quarto nem nos banheiros. Uma bateria extra para o celular, camera e afins tb é bem vinda. A comida servida na ilha para mim não seria suficiente embora fosse o suficiente para a Gabi. Era até gostosa, mas pouca quantidade para mim (com meus 90kg e 1,90m). Levamos umas bolachas, ruffles, muffins etc etc etc... Fizemos a festa com isso entre os horários das refeições. Vale acalmá-los dizendo que em Chichimé vendiam cerveja por 1,50USD. Não achei tão caro dado onde estávamos, mas as pessoas levaram vinho, cerveja e outras bebidas e deixaram no freezer dos índios, o único lugar que tinha energia elétrica. Nos arrependemos de não ter levado um vinho para o pôr-do-sol. :roll::roll:


Todo dia dávamos pelo menos 2 voltas à ilha caminhando (o que não levava mais de 15 minutos cada, caminhando vagarosamente). Sentávamos na areia para jogar conversa fora, líamos nossos livros. Com um pedaço de papel, uma caneta e bastante tempo rabiscamos alguns planos para o futuro. ::love::::love::

O sossego era total, até demais. Tinha passado cerca de 24h na ilha e começou a me bater um tédio. Uma agonia.

Eu sou uma pessoa muito agitada, sofro com um pensamento muito acelerado. E por mais que estivesse em um lugar lindo, relaxando, meus pensamentos não pararam, e constantemente estavam vindo me atormentar. Comecei a pensar porque ficaríamos tanto tempo ali. Já tinhamos em 24 horas explorado tudo que tinha pra fazer e mais um pouco. Já tinha conhecido o lugar, precisava dar continuidade às férias, andar para outro lugar, conhecer mais coisas. E mais, não tinha sequer ligado meu celular. Como estaria o mundo??? Alguma notícia importante que eu estaria perdendo?? Quem seria o presidente do Brasil naquelas horas??? Ou pior que isso, e se ocorreu alguma tragédia??? Um acidente na família, sei lá... como iriam me encontrar ali?? Minha cabeça estava me dominando e me gerando uma paranóia... Estava falando com a Gabi e questionando se não era o caso de voltar mais cedo, seria só pedir para os índios nos colocarem no próximo barco para a costa. Eu já tinha pensado em tudo, na Cidade do Panamá iríamos conhecer coisas novas, novos lugares. Não iríamos ficar isolados e tal.

Neste momento a Gabi, muito mais calma que eu, e com a paciência que lhe é peculiar, me trouxe de volta. Me mostrou que eu estava me entregando para uns pensamentos criados pelo meu subconsciente. Me trouxe de volta e até ficou um pouco brava por eu não conseguir relaxar estando num lugar que sonhamos tanto tempo em chegar.

Hoje agradeço a ela ::kiss:: , pois aos poucos consegui relaxar e desistir de voltar mais cedo. Aproveitar minuto à minuto, sem pressa. No final eu estava tão relaxado que fiquei triste que teria que sair dali e encarar de novo aquele excesso de informação do dia-a-dia.

É meus caros, Chichime além de linda serviu como uma terapia para mim. Pude perceber como muitos de nós sofremos com a Síndrome do Pensamento Acelerado. E curiosamente nesses dias eu estava lendo o livro "Ansiedade" do Augusto Cury, nada podia se encaixar melhor nesse momento. Aprendizado no livro e na prática.


Às 15h fomos fazer um passeio por algumas ilhas próximas, uma "cortesia" sempre oferecida pelos nossos anfitriões. A principal ilha que visitamos foi a Isla Perro. Também muito bonita, e com um snorkel bacaninha. Paramos também num banco de areia com algumas estrelas do mar além de passar de barco por perto das mais diversas ilhas. Algumas com 100m2 somente de areia e uma única cabana. Outras ilhas possuiam 2 cabanas e meia dúzia de coqueiros, e por aí vai, ilha para todos os gostos.

Na volta conhecemos um simpático casal de italianos que estavam viajando o mundo em um veleiro por 3 anos. Inspirador. Era o exemplo perfeito para se refletir enquanto se está em uma ilha deserta. :):):wink:


Durante a noite ventava bastante. Dormíamos umas 12h por noite, mas o vento me acordava bastante. Nossa barraca tinha paredes de bambu e teto de palha. Isso fazia com que o vento passasse por entre as frestas.

O chão da cabana era de areia. Nessa noite a Gabi se deparou com um simpático caranguejo passeando pela barraca. Tudo tranquilo, caranguejo não sobe cama, voltemos à dormir...

O banheiro era muito longe para mim (uns 50m de distância), o que me dava preguiça de ir fazer xixi de noite. Era mais fácil simplesmente abrir a porta da barraca, dar 3 passos e fazer um xixi ali do lado na areia. A ilha era minha mesmo!! :mrgreen::mrgreen:

 

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Dia 22 - 17/mar/2017 - sexta-feira - San Blás


Foi o melhor dia na ilha. O dia estava totalmente sem nuvens e com pouco vento. Eu e a Gabi fomos para o lado da ilha que não ventava e ficamos lá curtindo a sensação de sermos as únicas pessoas no mundo. Admirando os coqueiros e o mar de uma cor grosseiramente bonita. Nas horas vagas líamos umas páginas do livro e fazíamos snorkel.

Finalmente chegamos no status de quase meditação. Relaxados, pensando em nada, desacelerados total. Hora de voltar e comprar 2 cervejas!! A ilha ficou ainda mais bonita para nós. Não precisávamos de mais nada.


Nem mesmo o terceiro dia tomando banho com água salobra saindo de um cano na parede nos incomodava. O fato de ter q encher um balde toda vez que se ia ao banheiro para usar como descarga era, na verdade, muito divertido. E a presença de alguém "estranho" na ilha até nos causava ciúmes: Quem está vindo invadir a nossa ilha, porra?? :evil::evil:


À noite sentávamos na frente da nossa cabana, que ficava sob a areia a 10m do mar. Ali ficávamos contando estrelas, enquanto eu ensinava a Gabi sobre as constelações que eu conhecia (algumas inventei na hora). E íamos dormir somente depois de ver uma estrela cadente. ::love::::love::::love::

Realmente nem conseguia acreditar como que eu queria ir embora lá no começo. Alias, era eu lá começo, ou esse agora sou eu??? Não sei, mas o fato é que tínhamos mudado em 3 dias.


Infelizmente as coisas nem sempre são como gostaríamos. Quando quis ir embora tinha alguns dias pela frente. Agora que não queria sair, chegou a hora...


Dormimos e na manhã seguinte teríamos que partir.

 

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Dia 23 - 18/mar/2017 - sábado - San Blás/Cidade do Panamá


Mais um dia que o primeiro raiar do sol era nosso despertador e o primeiro compromisso era assistir o nascer do sol da nossa varanda, de pijama. 8)8)

Tomamos o último café da manhã e 7h45 partimos para 1h de barco até chegar novamente ao continente.


Meio dia estávamos fazendo check-in no Hard Rock Hotel, um dos melhores hotéis da cidade do Panamá. Certamente uma atração a parte na cidade para um amante do rock como eu!!

Primeira coisa a se fazer num 5 estrelas dps de San Blas?? Um belo de um banho de meia hora, claro!!!! ::lol3::::lol3::::lol3::


O Hard Rock fica anexo ao Shopping Multicentro. Almoçamos ali e pegamos um uber até o Shopping Albrook. Aliás, uber foi nosso transporte para todos os deslocamentos mais distantes. Era tão barato que não compensava tanto pegar o metro e tínhamso desistido dos caros e desonestos táxis.

Não somos muito de shopping, mas como praticamente 100% dos brasileiros relatavam os ótimos preços de lá, resolvemos conhecer o Albrook. O shopping é enorme, com diversas marcas famosas. Mas praticamente não compramos nada nem achamos grandes coisa. TIpo, parece um shopping, sabe? :lol::lol::lol:

A Gabi comprou um iphone 7 (lançamento na época) com praticamente o mesmo valor dos EUA (o celular dela tinha morrido em San Blas).


De noite caminhamos um pouco pela belíssima orla na avenida Cinta Costanera. E voltamos para aproveitar os bares e boates do hotel (que tem entrada free para os hópedes) ::otemo::::otemo::::otemo:: .

O hotel é realmente fantástico. E não foi tão absurdamente caro para um hotel desse padrão. Mas é engraçada a sensação de ter um pouco de luxo após passar tantos momentos super agradáveis em lugares tão simples. Viajar é sempre um autoconhecimento, uma lição de vida, e estar relaxando no conforto do Hard Rock tomando drinks caros no chic bar do 62o andar, no meio daquela gente tão "refinada" nos passou uma sensação de vazio. Tipo, era bom mas era ruim, sabe?

Mas, como sempre acontece em mochilões, sentimos que estávamos evoluídos. Éramos capazes de observar a vida de diferentes ângulos, e saber aproveitar o que cada um deles tem para oferecer. Estávamos muito felizes ali, assim como o fomos em todos os momentos da viagem!


Dia 23 - 19/mar/2017 - domingo - Cidade do Panamá


O dia era de perambular. A grande pedida é alugar uma bike e fazer tudo pedalando, do nosso bairro até a Calzada de Amador passando por Casco Viejo. Mas como era domingo e não nos planejamos, não conseguimos alugar a bike. ::toma::::toma::


Acabamos pegando um uber direto até Casco Viejo. Domingo era praticamente tudo fechado! A Gabi comprou um chapáuzinho panamenho (que descobrimos que é, na realidade, equatoriano).

Ficamos umas 2h no museu do Canal Interoceanico do Panamá. Museu esse que conta toda a história da construção do canal e as tretas com os EUA (sempre os EUA... :roll: ). Eu particularmente gostei muito do museu, bem completo e com muita história do país: política, economia, aspectos sociais, etc... Se vc gostar e tiver paciência para ficar lendo como eu, vale a pena! :wink:


Em pouco tempo percorremos todo Casco Viejo e terminamos no Mercado Municipal para almoçar uma comida meia boca e tomar umas (ou várias) cervejas por 1 dólar cada. :P:P


Saímos caminhando para encontrar uma internet e chamar um uber. Achamos wifii no belo bar La Rana Dorada que vendia um delicioso chopp artesanal. Tomamos mais umas e pedimos o uber. Como nosso passeio de bike tinha minguado, pedimos para o uber dar uma volta pela Calzada Almador antes de ir embora. Essa Avenida é uma tripa cercada pelo mar dos dois lados e estremamente agradável para caminhar ou andar de bike, ou até mesmo tomar uma cerveja. Infelizmente só conseguimos passar de carro, e não pudemos desfrutar um pouco dessa bonita região.

Só para constar, andamos para burro de uber, o cara foi praticamente um guia, e o valor final foi 10USD.


Nessa noite estava rolando em um dos bares do Hotel um baita cover de The Doors e Led Zeppelin. Fui à loucura. ::dãã2::ãã2::'>::dãã2::ãã2::'>

 

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Dia 25 - 20/mar/2017 - segunda-feira - Cidade do Panamá


Era nosso último dia de férias :cry::cry: . Chegamos no canal do Panamá às 9h, horário de abertura. Fomos direto ver a passagem de um enorme navio. Um espetáculo para um engenheiro como eu. Realmente vale a pena conhecer o canal, especialmente depois do museu em Casco Viejo e entender que a economia do país é basicamente este canal.

Dica: O site do canal mostra quais os horários de travessia dos barcos. Confira antes da sua visita, pois o mirante Miraflores (o canal) não é interessante se você não conseguir ver a travessia de um barco.

Para você ter uma ideia, às 10h40 já estávamos de volta ao hotel.


Antes de fazer o check-out ainda fomos no Shopping Multicentro almoçar e fazer umas compras. Ali comprei umas camisas Dudalina com 70% de desconto (tipo 30USD cada). Calvin Klein e Tommy tb tinham preços melhores que o Albrook. Aproveitei para dar uma leve renovada no guarda roupa.


Chegou a hora de se despedir da América Central, tomar um uber ao aeroporto e voltar à realidade. Posso dizer que a América Central foi incrível. Lugares fantásticos. Povo simples e simpático. Um dos meus maiores receios era a insegurança. Mas realmente nos sentimos seguros em todos os locais que fomos, claro que sempre tomando as devidas precauções. Foi um lugar que nos ensinou a aproveitar ainda mais as belezas das coisas simples, a reduzir o ritmo do dia-a-dia. Esperamos voltar.

 

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Ei Tago, blz? Quero fazer um rolê meio parecido com o seu, mas sem o Belize... me confime aqui umas infos?

Compro passagem para o Panamá e de lá eu compro para Cuba, aí volto pro Panamá e compro pra Guatemala, é isso?

Outra coisa, essas idas Panamá-Cuba e Panamá-Guatemala vc comprou por onde?

O passeio para as ruínas Maias na Guatemala, vc comprou lá nos hostels mesmo?

Acho que por enquanto é isso! rs

Abs!

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@Cássio Augusto Guilherme , blz?

Faça essa trip sim pois vale muito a pena!

 

Eu comprei a passagem de ida e volta para o Panamá e depois que eu decidir ir para os outros lugares. Comprei separadamente a ida pra Cuba e dps para Guatelama, tudo pelo site da Copa.

As ruínas Maias de Tikal são super famosas, existem dezenas de mini agências que reservam o passeio na cidade de Flores (base para a visita). Para você ter uma ideia, eu reservei a minha ida na noite anterior perto das 21h da noite...

 

Esperto ter ajudado.

Boa viagem

Tiago

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Legal Tiago... obrigado por responder! O plano da trip está em andamento. Me diz uma última coisa: olhei aqui no site da Copa e pergunto: quando vc foi, qual era a média de preço das passagens de avião entre a América Central? Agora estão na média de 1,5 mil reais cada (Panamá-Cuba e Cuba-Guatemala). É mais ou menos isso mesmo?

Abs!

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      Rumo ao Templo IV
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      O silêncio também era parte do show, ali do alto do Templo IV em Tikal. Todos estavam perplexos com a beleza do instante e não se permitiam mover nem se quer um músculo, para evitar perder um segundo da experiência. Ficamos lá em cima por quase 2 horas entre fotos, olhares no horizonte e ouvidos na vegetação. No final, quando tínhamos que nos despedir, ficou a sensação de dever cumprido. Uma viagem inteira repleta de bons momentos e grandes experiências não poderia ter acabado melhor.


      Senti imediatamente minha mente se desligando por completo. Era como se quisesse dizer que já era suficiente, que eu já havia conseguido o que buscava. Agora era somente hora de lembrar. Lembrar de tudo que passamos, de todos os sois que vimos, nascendo e se pondo, de todos os vulcões que subimos e descemos, de todos os locais que chegamos e partimos.
      Desbravando o restante de Tikal
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      Entretanto, o ponto forte do guia eram os animais e plantas do local. Ele descrevia todos os pássaros que via e nos mostrava plantas com características peculiares. A mistura de natureza e história não poderia ser melhor.
      No final, tivemos mais umas 2 horas para andar por conta própria. Aproveitamos o parque vazio para subir nos templos, sentar nas escadarias e explorar as áreas remotas, sem muito tráfego ou pessoas disputando para tirar fotos. Valeu muito a pena pena!
       
      Quer ler mais sobre as nossas viagens? É só acessar o nosso site: www.feriascontadas.com
    • Por caio.andrade555
      México, Belize e Guatemala
      Relato de Viagem
       
      Olá, Mochileiros. Meu nome é Caio Andrade, sou de Manaus – Amazonas, e junto com minha esposa, Gilci Helena, somos apaixonados por viagens.
      Diferente do que aconteceu com o Mochilão que fiz pelo Peru-Bolívia-Chile, eu não encontrei quase nenhuma informação sobre o mochilão México-Belize-Guatemala. Então, eu fui coletando informações isoladas de outros relatos e também do Instagram da maravilhosa Gabi (@viajandocomgabi). Por este motivo, resolvi fazer este relato o mais rápido possível.
      Gostaria de informar (e pedir desculpas para quem gosta) que este relato não terá fotos, mas apenas o relato detalho junto com valores, pois é isso que realmente importa. Caso você queira ver algumas fotos e alguns vídeos sobre o roteiro, visite o meu perfil no Instagram (@caioandrade.adv).
      Gostaria de ressaltar que 
      Então, vamos ao que interessa!!!
       
      Roteiro, Duração e Transporte
      O meu mochilão começou em 12.06.2019 e terminou em 03.07.2019, e perfiz o seguinte roteiro: Cancún (Mex) > Tulum (Mex) > Caye Caulker (Blz) > Flores (Gua) > Antígua (Gua) > San Cristóbal de Las Casas (Mex) > Cidade do México (Mex).
      Todo o meu trajeto foi feito por ônibus e shutles (minivans). No México, a empresa que domina o transporte é a ADO, que atende todo país. Para montar minha planilha de gastos, eu entrei no site da ADO, simulei os trajetos e obtive os valores. O site não aceita compras com cartões internacionais. Porém, comprando com antecedência no guichê da ADO, assim que você chegar no México, você terá descontos absurdos. Por exemplo: o trajeto San Cristóbal – Cidade do México estava custando cerca de 1.600 pesos, mas como comprei com dois dias de antecedência, ele saiu por 870 pesos.
      Já na Guatemala, os trajetos são feitos por shuttles (minivans), que são extremamente desconfortáveis, sem encosto para sua cabeça e você não consegue descansar. Ainda procuramos em varias agencias uma minivan que tivesse encosto para cabeça, mas TODOS não tinham. Então, prepare o seu corpo e o seu emocional.
       
      Hospedagem
      Todas as minhas hospedagens foram reservadas pelo Airbnb, pois queria pagar tudo antes da viagem e também porque eu queria ter mais comodidade e privacidade. A hospedagem é um dos pequenos luxos que eu e minha esposa nos permitimos durante a nossa viagem. Rsrsrs
      Uma dica muito importante: como eu não sabia os valores de certos passeios e precisava montar minha planilha de gastos, eu entrei em contato com o hotel que havia reservado e perguntei os valores dos passeios, visto que todos os hotéis de cidades turísticas oferecem esse serviço. Também já fiz isso pelo booking e funciona também.
       
      Qual moeda levar
      NÃO LEVE REAIS. Fiz isto apenas uma vez quando fui para o Chile e me arrependi. Muitos “nacionalistas” pregam que temos que devemos levar reais, pois, se levarmos dólares, faremos dois câmbios e pagaremos mais. MENTIRA. Já viajei para Chile, Argentina, Bolívia, Colômbia, Uruguai, Venezuela, Peru e Equador, e em TODOS esses países, eu tive mais vantagem levando dólares do que reais. Sem contar que algumas cidades pequenas, como Antígua, San Cristóbal, Caye Caulker, não têm casa de câmbio que aceitem reais.
       
       
      1oDia – 12.06 (Cancún – México)
      Primeiramente, queria destacar o programa fidelidade Km de Vantagens, do Ipiranga. Foi graças a ele que consegui comprar milhas aéreas da Multiplus pela metadade do preço regular, o que me deu uma economia de mais de R$1.600.
      O voo de Manaus para Cancún estava muito caro. Pesquisando, encontrei uma passagem mais barata para a Cidade do México. Como eu queria ganhar tempo, comprei uma passagem pela Interjet, empresa low cost, para Cancún e saiu mais barato.
      Nosso voo chegou em Cidade do México às 07:30h e logo fui fazer o câmbio dos dólares que levei. No terminal 1, há excelentes cotações. Quanto mais distante do portão de desembarque, melhor será a cotação. Consegui um câmbio de USD 1 = 18,07 pesos mexicanos no CI Banco.
      No aeroporto, comprei um chip. O mais barato com internet ilimitada por 10 dias custa 100 pesos. Comprei um chip no primeiro quiosque que vi por 300 pesos e andando mais um pouco descobri esse de 100.
      Fizemos nosso check-in na Interjet e chegamos em Cancún às 15h. Fora da sala de desembarque há um guichê da ADO que oferece translado para a estação do centro por 86 pesos. Na estação da ADO, compramos nossa passagem para Tulum e tivemos desconto. Pegamos um táxi para o nosso apartamento.
      Nosso apartamento ficava localizado bem em frente ao Mercado 28, um mercado de artesanato e restaurantes, e a 15min andando da estação ADO. Não ficamos na zona hoteleira, pois estava muito caro.
      Desfizemos as malas, trocamos de roupa e fomos andar pela cidade. Almoçamos/jantamos no Mr. Habanero; pedimos tacos e burritos. Em quase todos dos restaurantes mexicanos, são oferecidos nachos com molhos picantes como entrada, sem qualquer custo.
      Passamos no supermercado e compramos água, café e sabão.
       
      Gastos:
      Chip: 300 
      Café espresso: 112
      Chip: 100
      ADO (do Aeroporto para o Centro): 172 (86 p/p)
      Passagem para Tulum: 238 (119 p/p)
      Taxi da rodoviário para o hotel: 80
      Mr Habanero: 410
      Supermercado (água, sabão e café): 47,60
      TOTAL: 1459,60 pesos
       
       
      2oDia – 13.06 (Cancún – México)
      Como eu e Gilci estávamos comemorando dois anos de casados, resolvemos fazer uma sessão de fotos. A sessão foi na Praia Delfines, uma praia muito linda e com poucas pessoas. Depois das fotos, fomos para o apto trocar de roupa, pois ele estava de vestido e eu de roupa social. 
      Resolvemos voltar para a praia Delfines. Todos os ônibus com a sigla R2 e a palavra Hotel passam pela zona hoteleira e pela praia Delfines. Muito fácil de chegar. Passamos o dia na praia, comi algumas mangas e piñas coladas. Na praia, há um letreiro de Cancún e sempre tem fila para tirar fotos.
      Voltamos para o apto e comemos sushi no restaurante Akky, o mais barato que encontramos.
       
      Gastos:
      Ônibus: 24 (12 p/p)
      Salgadinhos: 35,50
      Manga: 35
      Pina colada de 1 litro: 150
      Manga: 30
      Ônibus: 24 (12 p/p)
      Tacos: 99
      Helado: 30
      Sushi Akky: 418
      Total: xxxx pesos mexicanos
       
      *Desculpe qualquer erro ortográfico. Estou escrevendo do aeroporto internacional da cidade do México. Na próxima postagem, irei ter mais cuidado. 
       
       


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