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CHINA - PEQUIM, XANGAI, MACAU E HONG KONG - Relato sobre meus 11 DIAS - e dicas que vocês precisam saber antes de ir!

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O que você precisa saber antes de ir à China?

A China é um lugar diferente do que estamos acostumados. Mesmo para viajantes mais experientes. A Ásia em si está repleta de peculiaridades que requer de nós abrir a mente para muitas coisas. Eu me deparei nestas situações incontáveis vezes. São culturas antiquíssimas, algumas que mal desconhecem qualquer preceito ocidental, ainda que estes estejam lá, alguns pontos parecem que são impenetráveis. E isso faz do país ainda mais interessante: o choque cultural e social de uma civilização tão antiga, e, ao mesmo tempo, que busca se mostrar como uma potência mundial.

 

Foi uma das experiências mais fantásticas que pude ter na minha vida. Recomendo a todos que desconstruam tudo que pensam desse país que tem tanto para mostrar, e vá, porque vai valer a pena. Teve perrengue? Sim. Meu "lost em translations" não me deixa refutar essa questão. Mas o saldo positivo que tive dessa experiência vai ficar comigo pra sempre. Tudo isso que chega a me dar uma saudade que dá vontade de pegar o primeiro avião e correr pra lá! 

 

Deixando de lado a introdução, vamos ao que interessa. Antes de ir à China, nós brasileiros, precisamos de visto. Se sua cidade não tiver um consulado e/ou embaixada, acredito que seja possível fazer pelo correio, contratar alguém para fazer por você ou mesmo um despachante. Eu fiz em São Paulo, onde existe o consulado da China, localizado na Rua Estados Unidos, 1071, no Jardim América. Fica bem perto da 9 de Julho, para quem mora aqui. No caso dos residentes do Rio, fica em Botafogo, perto do “Escada” Shopping (entendedores entenderão).

 

Sobre o visto: 

 

O processo em si foi bem simples. Como sou meio “cagona”,segui à risca as recomendações, e já levei tudo bem planejado. Uma das exigências era provas de estadia, passagem de entrada e saída, comprovante de renda e um formulário que você imprime no site do consulado com uma foto 3x4 nele. Você também tem que escolher o tipo de visa vai querer, que varia de acordo com suas entradas, e o preço acompanha isso. Eu escolhi uma entrada (mas caso precisasse entrar mais uma vez enquanto estava na Ásia, existem locais onde é possível tirar o visa, como Vietnã e HK - para esse não há necessidade de visto -, mas talvez precise de despachante, isso encarece o movimento e ninguém quer isso). Levei tudo impresso, já reservado e passagens compradas. Nem precisa agendar: é só chegar, chegando. Não quis chegar lá e acabar dando alguma treta, ainda mais se tratando de uma viagem que queria muito ir. Queria sair de lá com meu visto na mão. Quando fui dar entrada, estava um pouco cheio, mas não foi uma espera gigantesca não: acho que, em uns vinte minutos, fui atendida. A pessoa que falou comigo nem fez muitas perguntas; aliás, acho que não fez nenhuma. Ela pegou os documentos que levei e meu passaporte, me deu, em seguida, um papel com os dados para eu depositar o valor referente ao visto (uma entrada custa R$ 160,00) na conta do próprio consulado no banco HSBC. Eles marcam uma data lá para você voltar, e, claro, sendo imprescindível estar em mãos o protocolo recebido no momento da entrada e comprovante de pagamento. Senão, no visa for you. No fim, foi bem tranquilo. O visto podia ser recusado, essa possibilidade sempre é real. Vi pessoas lá passando percalço. Inclusive uma senhorinha chinesa que teve algum problema e fez um barraco fenomenal, que incluiu contar para todo mundo presente aos berros o que eles não devolviam o dinheiro. O segundo ato foi do lado de fora, acompanhada dos seguranças, onde era possível ouvir sua voz irascível. Confesso que tava me controlando pra não rir, mas queria garantir meu visa primeiro, então fiquei lá quietinha, mas ó QUE MOMENTO, MINHA GENTE.

Com o visto em minhas mãos e uma viagem de dois meses pelo Sudeste Asiático, me encaminhei à China indo de Kuala Lumpur (outro lugar que me traz ótimas recordações). :x

 

Alguns pontos importantes e minhas impressões pessoais sobre a China antes de falar de cada cidade (e que anotei lá mesmo para fazer esse relato, senão, sabe como é, né, a gente esquece)

 

  • Mores, tomem cuidado com seus pertences. Essa é a minha primeira diquíssima. Fiquem atentos de verdade. As coisas somem rápido, pulverizam-se no ar e, caso isso aconteça, para você se comunicar com as pessoas a fim de relatar o ocorrido vai ser uma tarefa das mais impossíveis. Já na entrada passei por isso. Fiz a proeza de deixar meu cartão de VTM em um ATM no aeroporto enquanto fazia hora para esperar o trem que leva à região central abrir, aí foi uma novela. Tentei falar com o segurança (uma dica é vocês exercitarem o seu sistema de mímicas, porque isso pode vir a ser útil por lá), que não me entendeu, aí pulei para uma mina que não sei bem se era secretária ou whateva, que, depois de verificar, disse que não tinham achado nada. Não pude discernir ao certo se realmente rolou um esforço para achar o cartão. Depois, me mandaram para o Achados e Perdidos. Lá, falavam menos inglês ainda. Aí eu a mina que trabalhava nesse setor ficamos nos falando via Translator chinês (talvez fosse do Baidu) foi uma experiência: eu digitando de um lado, ela via, e depois digitava do outro. No fim, não deu muito certo. E resolvi vazar de lá e tentar bloquear o cartão. Como tinha um adicional, preferi não perder mais tempo nessa confusão. Foi um drama para resolver,mas deu certo. Além disso, quando fui ao Portão do Mao, no Tiananmen, perdi meu ingresso. Ele caiu da minha mão em 10 segundos de relapso. Nem preciso dizer que ele desapareceu da terra nesse período curtíssimo, né? Como disse: eles são rápidos, têm mãos lépidas, ou sei lá. E, sim, queridos, eu perco e esqueço coisas. Melhor coisa em viagens: abstraia.

  • Vocês podem falar ou pensar o que for dos chineses, mas nunca vi construções antigas tão bem preservadas na minha vida. Em todas que fui percebi isso. Eram impecáveis. Poucos lugares do mundo que tive oportunidade de ir vi algo com tanto resguardo na sua manutenção.

  • Quanto ao dinheiro, vocês podem optar por comprar yuan aqui no Brasil (existem agências de câmbio que fazem isso, como a SP Mundi), ou trocar lá mesmo. Como eu ia viajar por vários países, preferia me virar nos ATMs da vida mesmo com meu Visa Travel Money. No saldo final, saía um pouco mais caro, mas, pelo menos, evitava carregar muito dinheiro comigo o tempo todo e casas de câmbio que às vezes nem ficava em aeroportos. Mas isso vai de cada um. O yuan é mais barato que o real, então, na conversão, uma passagem de metrô, por exemplo, saía por meros centavos. Eu, particularmente, achei a China bem barata, se for pensar que estamos falando de um local super relevante a nível mundial. Mesmo Hong Kong, não achei tão cara. Cidades como Londres, NYC são beeem mais inflacionadas para um turista médio.

  • Se você não gosta de multidão, repense acerca de ir à China. Estamos falando aqui do país mais populoso do mundo, 1.5 bilhões de pessoas, e você vai perceber isso em cada esquina, transporte e pontos turísticos (visitados majoritariamente por eles). Veja estas “formiguinhas” humanas dentro da Praça Celestial, abarrotada de pessoas.

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  • Agora vamos falar dos próprios chineses. Eles são 8 ou 80. Você vai encontrar de tudo. Uns são ótimos, tão legais que você mal vai acreditar (e não por serem chineses, mas pelas atitudes humanas mesmo, que mal vi em outros países) e outros que vão ser uns demônios (sem paciência para falar com você, se virem que você é estrangeiro te tratam mal, riem de você, enfim…). Percebi que era uma questão de sorte: de pessoas que vão colocar sua mochila gigante na prateleira de cima do trem e outras que vão rir da sua cara quando pegarem seu bilhete do metrô e ele estiver expirado (comprei no dia anterior para economizar tempo, mas eles são temporários). Não consegui entender até hoje como isso poderia ser engraçado, mas abrindo a cabeça que isso deve ser hilário mesmo (forçando a barra).

  • Os hábitos dos chineses são muito diferentes dos nossos. Não dá para, em muitos casos, julgar. Imagina criticar uma sociedade que tem heranças fincadas em grandes impérios e que muitas expedições marítimas foram motivadas para chegar mais próximo dos seus produtos (os chás e a porcelana eram bastante cobiçados). Ver este povo como inferiores, mal-educados, burros (como já ouvi) é se render ao senso discriminatório que coloca raças em valor mais baixo que outras. É uma burrice notória. Coisas que para a gente soaria absurdo ganha contornos e interpretações em outras sociedades. O importante é relativizar para não resvalar nos julgamentos equivocados. Então na China vocês vão ver pessoas dormindo em ambiente de trabalho (como lojas, por exemplo); pessoas comendo na rua, andando (eu mesma me peguei fazendo isso), aliás, lá aonde você vai encontra pessoas comendo o tempo todo, nunca tinha visto isso com tanta veemência - e elas comem de boca aberta; crianças fazendo xixi em garrafa de plástico nas estações de metrô, dentre outros.

  • E as escarradas, as tão famosas escarradas! Sim, isso rola por lá. A primeira vez que vi foi tipo “wtf?”, depois da segunda “isso tá rolando mermo? Não tô crendo”, no fim, ao passar dos dias, confesso que já tava rindo (será que estava relativizando?). Em Xangai, por sinal, não sei se porque o ar é mais “limpo” (qualquer coisa é pura, cristalina, límpida em comparação com Pequim), você sentia que as pessoas escarravam com vontade, ia de dentro pra fora com toda a força interior que estas pessoas devem ter na vida.

  • Comida chinesa. Ah, a comida chinesa. <3 Até hoje, sinto saudades eternas e verdadeiras. A gente tem contato sim com isso no Brasil, mas não se compara com o que você encontra lá e sua multiplicidade de ingredientes (muitos desconhecemos), sabores nunca dantes vistos e pratos - alguns simples - mas que vão desafiar seu paladar. As que mais gostei eram as que eu comia na rua mesmo, caminhando pra não perder tempo. Me habituei a isso na Ásia. Você come bem e paga pouco. Estar lá é desconstruir tudo que vemos aqui e conhecemos sobre a gastronomia chinesa. Eu tive a perspectiva de alguém que não come carne, sou vegetariana. Ainda assim pude me jogar nas experiências da culinária chinesa (apesar dessa limitação) e engordar uns bons quilos durante meus dias no país. Não parava de comer, porque queria experimentar tudo, viver isso. Exagerei, confesso. Não foi bonito, mas valeu a pena. Para quem mora em SP, tem um restaurante na Liberdade (lá tem inúmeros, até de comida taiwanesa) chamado Hong He. Ele tem alguns pratos que vi na China. Quando quero matar a saudade, vou correndo lá.

  • Ah, ainda sobre a comida (juro que é o último): os pães e quitudes da China. Você via em qualquer lugar, era tipo umas lojas que vendiam isso, na rua mesmo ou no metrô. Eram deliciosos, recomendo. Como estava sempre em hostel ( e nenhum deles tinha café da manhã), me virava comendo na rua mesmo. Os chineses comem uma espécie de panqueca no café da manhã, o nome é Jianbing. É uma delícia, mas estejam com fome quando comer, porque é gigante, e o sabor, sensacional. Tinha de tudo, até ovo frito dentro, e massa de pastel também.

  • A propósito, o melhor café da manhã que você vai ter por lá é o das ruas. Pelo menos pra mim, foi, porque tinha objetivo de comer comidas nativas às “western” (evitei minha viagem toda) que já  conheço, então me permiti mudar isso, e foi uma das coisas mais legais que fiz na minha jornada na Ásia como um todo.

  • Os pães de gergelim eram preciosos com leite de soja feito na hora. <3 (sou vegetariana, logo não vou falar de uma costela xyz etc não tenho esse repertório, desculpa aê hehehhee)

  • Comida (ih, falei de novo), passagens e hospedagem são bem baratas, se comparadas a outros países ou a cidades relevantes do circuito EUA-Europa. Se não me engano, a passagem custava centavos quando convertidas para o real. Imagina pagar menos de 2 reais para rodar a cidade quase toda. A mais cara, se não me engano, isso indo ao um local mais distante, não custava nem 3 reais. E estou falando de uma malha ferroviária que abrange praticamente a cidade toda. Aliás, isso achei um ponto alto da China, andei de metrô o tempo todo e ele era super eficiente dentro da estrutura que cidades grandes exigem. Uma lição para o nosso país que é deficitário em termos de transporte público e metrô - precário, ainda por cima - é privilégio de algumas cidades e de algumas pessoas que moram nestas.

  • As coisas são baratas sim, porém coisas que comumente seriam de graça, lá é pago, como parques e templos (sim, na Tailândia etc muitos são pagos geralmente quando são mais expressivos, de relevância histórica etc). Na China, a maioria era pago apenas pela existência ali. A idéia de ter que pagar para entrar em um parque que deve ser espaço de lazer público me incomodou, e nem entrei, só nos que tinham atrações turísticas.

  • Esse ponto é complicado/delicado: os securities checks. Na Tailândia, já tinha visto isso, e fiquei meio sem entender a razão daquilo, porém na China, assim, era em qualquer lugar: metrôs, trens, estações, parques, pontos turísticos, aeroportos (mesmo quando você já está dentro dele), enfim, tudo. Às vezes, era bem cansativo, principalmente quando fui ao Tiananmen, que você fica 100 horas numa fila e fala “UFA, FINALMENTE ENTREI”. Mas aí depois você quer ir ao portão principal, mais uma fila, e depois “bora entrar na Cidade Proibida” e olha quem te espera lá linda, enorme? Sim, mais uma fila. No fim, você se acostuma, mas, no início, é um porre. Não sei se porque aqui no Brasil, nós não temos essa inspeção tão marcada, então já chegamos lá com outra cabeça, aí vem esse fator da vigilância forçada. E, como sempre estava de mochila, tinha que passar em todas onde estava. Mas, graças a Deus, ninguém nunca pediu para abrir nada.

  • Uma dica também é sempre buscar comprar coisas em lojas oficiais. A China é conhecida pela falsificação massiva de tudo. Lá, isso não é visto como algo negativo, assim como enxergamos no Ocidente, sendo algo nefasto, horrendo e motivo de escárnio. No entanto, é sempre bom ser cauteloso com isso, para não incorrer no risco de comprar algo falsificado e danificado. Sem contar que existem coisas que eles vendem mais caro do que nas tais lojas oficiais. Se você comprar em outros revendedores, como chip de celular, que queriam me cobrar um absurdo e na loja da China Unicom saía claramente beeem mais barato.

  • Quando lá, trate de arrumar um VPN tipo pra ontem. Peguei um que não funcionou quando cheguei em Pequim. Ou seja, não são todas que pegam, só alguns específicos. No drama do meu cartão, vi como somos viciados em Google pra tudo: “0800 da Visa”, “como bloquear cartão” etc foram coisas que me peguei tentando fazer furtivamente. Não funciona MESMO. Nem Facebook e Instagram. YouTube, então, nem pensar. WhatsApp, curiosamente, funcionava. Usei bastante. Aí tem que achar mesmo um VPN (http://www.evergreenvpn.com/ - essa rolava, usei lá) que dê certo e burle os sistemas de bloqueio impostos pelo governo chinês. No local onde me hospedei, um cara que recepcionava os hóspedes me ajudou e colocou isso. Aí pude usar esses sistemas. Mas não pensem que isso é um problema para o chinês médio: eles têm seus próprios sistemas, como Baidu, We Chat que oferecem soluções em tecnologia para os usuários que colocam muitas coisas produzidas no ocidente no chinelo. No fim, acho que eles nem se importam se tem Google, Facebook etc por lá.

  • Uma coisa que eu senti (tudo bem que sou aquela pessoa que perdeu um monte de coisas na China, e nem mencionei que me perdi várias vezes em metrô, ruas, enfim…) é que as informações elas existiam - a maioria estava em dois idiomas, o mandarim e em inglês -, porém tinha a impressão, não em um, mas em diversos momentos, de que elas eram meio incompletas, tipo falava um ponto, mas não completava. Pode ser uma percepção subjetiva, no entanto, achei interessante mencionar.

  • Opa, uma dica forte, pra vida, qualquer viagem e, especialmente, se for à Ásia (qualquer país): LEVEM LENÇO DE PAPEL, desses tipo Kleenex, Softy’s etc. PLS NÃO ESQUEÇAM! Eu carregava lenço úmido e álcool em gel, porque curtia carregar muita coisa na minha mochila. Os banheiros não costumam ter papel para você secar as mãos e, às vezes, também não têm nas cabines onde ficam os sanitários. Me peguei em diversas situações como essas. Não só na China, vale a menção.

  • E outra: em alguns locais não têm as placas de orientação para se ir aos banheiros. Se você não vir, busque a “saída”. Muitas vezes, não tem sinalização, mas é onde geralmente fica. Na Ásia, como um todo, os banheiros têm aquela versão oficial do chamado “banheiro turco”, que ficam no chão. Em geral, na China, você via as duas versões.

  • Última sobre banheiros: em alguns, a porta não fecha direito, então, sempre bom ficar ligado nisso. E nem sempre eles têm lá um cheiro dos melhores. Basicamente em todos que entrei lá eles tinham um aroma não muito bom, parecia meio de esgoto, não sei dizer.

  • Atravessar a rua também é um desafio (não tanto como no Vietnã, que ressignificou até meu ato de atravessar as ruas na vida). Muitas pessoas atravessam fora dos sinais  e isso é visto como normal. Sugestão? Siga os nativos. Você pode parecer um psicopata, mas a galera desses locais está mais calibrada com sistemas caóticos para se atravessar as ruas.

  • Aeroportos, gente. Esse tema é importante e a dica não menos. CHEGUEM SEMPRE CEDO; com bastante antecedência. Primeiro, voltando à história do “security check”, você não passa apenas por um (como é o protocolo do Brasil), mas por vários. Inclusive de um terminal a outro, mesmo sem sair do aeroporto. Em momentos de tensão, isso desestrutura. E sabe a fila de imigração para ir às salas de embarque (pelo menos no de Xangai)? Então, fica todo mundo numa só fila, chinês (grande maioria. 1.5 bilhão de pessoas) e estrangeiros. Não é como em outros locais que as filas costumam ser separadas. Mais um motivo pra chegar cedíssimo. No fim, se seu voo estiver urgindo, você fala lá e tem uma fila pra você furar e sair correndo pra não perdê-lo (rolou comigo).

  • Voltando a falar sobre comida, agora por um motivo especial: chá. Na China, vai ser os melhores que você vai tomar na sua vida. Os melhores de mundo, de fato, estão por lá. São MUITO bons. Bebê-los é uma experiência de reconhecimento e descobertas de sabores que fazem disso algo único. Recomendadíssimo. Por falar nisso, dos chás mortais, lá tem bastante pobá também. Inclusive uns que misturam chá com café, algo assim, que você pode até nivelar o açúcar etc

PEQUIM

DIA 1 - 17.03.17

No primeiro dia, como disse antes, passei pelo perrengue de ter perdido meu cartão no ATM. Isso me estressou um pouco e acabei demorando para começar a “turistar”. Do aeroporto, tem um metrô que você pega e te deixa basicamente em qualquer ponto da cidade. E fica com o olhar ligado porque pode ter um PANDA no meio de um cruzamento:

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Uma coisa sobre Pequim: o ar é tenebroso MESMO. Quando me falavam, e, por morar em uma cidade com ar zoado, tipo São Paulo, não dei a importância devida. Achei que iria sofrer, mas sobreviver, no fim. Até sobrevivi, porém o sofrimento foi agigantado. Tive uma crise alérgica lá, do meu nariz basicamente fechar, e eu ficar espirrando feat. coriza a cada 10 segundos. O lenço de papel (ha!) foi mais que útil, diria, uma bênção. Fiquei usando Tiger Balm que era a única coisa que eu tinha comigo na mochila. Não sei, ao certo, se adiantou. No entanto, se você achar que está ruim minimamente, uma dica é apelar para aquelas máscaras. São horríveis de usar, porém te protegem de ter complicações mais sérias.

Agora, a poluição tem lá seus efeitos se não positivos, diria curiosos. Quando você anda pela cidade, parece que está vendo tudo esmaecido, parecendo um filtro (daqueles de Instagram),só que numa situação constante. Era uma visão turva da realidade, porém interessante, porque as cores nunca vibravam, berravam. E mais um detalhe: ver Pequim de um ponto alto não é lá das coisas mais atrativas no período da neblina/poluição intensa: você mal consegue ver as coisas.

O hostel que escolhi ficava em uma região bem movimentada e numa parte histórica, da qual você pode ir andando até o Tiananmen. Era um local bom para ficar, super perto da linha circular do metrô, que faz uma rotatória no mapa e se interliga com a maioria das outras linhas.

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É esse aqui: 365 Inn. Assim, não era dos mais limpos do universo e o banheiro cheirava a esgoto, além de ser minúsculo. Eles devem ter adaptado um normal para abrigar mais pessoas. Mas se você for pensar pela perspectiva de que ali era só para dormir e tomar banho, estava ok. E dos que eu andei pesquisando, era um dos menos piores. A localização compensou.

 

Só de andar um pouco, até o Tinananmen, você se depara com um centro comercial antigo, com arquitetura chinesa, fundida em cores e aspectos simétricos e harmônicos :

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Andar por lá, a sensação é que o tempo parou. Daí digo porque a China soa tão interessante. Em poucos locais pude ter uma imersão tão forte disso quanto lá. Tinha a impressão de que entrei em um portal e fui parar no século XIX. E as coisas bastante preservadas e limpas.

Esta rua cai no Tiananmen, Praça Celestial etc, ela era uma antiga linha do bonde, e é como se fosse, hoje, um Boulevard. Todo em cinza, com uma paisagem bastante peculiar.

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E sim, esses portões de entrada não são apenas uma imitação saudável que as Chinatowns fazem. Elas são parte do entendimento urbanístico das cidades de lá. Deve ter vários significados, inclusive espirituais. Esse é monumental.

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Dei essa voltinha, até cogitei ir à Cidade Proibida logo, mas resolvi mudar de planos, pois entendi que precisaria de mais tempo pra isso, então resolvi ir ao Templo do Céu (inverno 10 CNY/ primavera 35 CNY/ metrô Tiantan Dongmen). E não me arrependi. Ele foi construído no século XV, e vou falar que nunca tinha visto algo tão bem conservado em termos de construção. Está impecável. Ele era um local onde os monarcas iam para pedir aos deuses boas colheitas. É um lugar que transpira paz, ainda mais sendo dentro de, hoje, um parque.

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Depois fui a esse lago. Houhai, o nome. À noite, ele fica todo iluminado com as luzes dos restaurantes. Não aguentei esperar, porque tava esgotada da viagem de KL pra Pequim e de não ter dormido nadinha. Achei melhor descansar para aproveitar bem o dia seguinte.

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Andando por lá é possível entrar em contato com os famosos Hutongs que são becos, onde parece que você voltou dois séculos. Neles têm comércios, restaurantes, moradias, é bem diverso e característico da formação da cidade.

DIA 2 - 17.03.17

Nesse dia, um sabadão, acordei cedo e fui direto para a Praça Tiananmen (Tiananmen Dong/Tiananmen Xi Station/Qianmen Station),porque sabia que ali tem pontos turísticos que demandam tempo. Esse é um dos pontos turísticos mais importantes da cidade. É por onde você passa para ir à Cidade Proibida. Nela estão contidos diversos monumentos,tais como o Grande Salão do Povo (que é o congresso chinês), Mausoléu do Mao Tsé-Tung, Museu Nacional da China (que desisti só de ver a fila), além de outras atrações.

Ainda que exista a questão da economia aberta, principalmente em trocas comerciais, a China se intitula um país socialista. O Tinanmen é uma prova viva de que não há como se esquecer disso:

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Sim, militares e a bandeira vermelha que não deixa negar onde estamos.

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Alguma dúvida de que estamos em um país socialista?

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O que antes era o portão para a Cidade Proibida que separava os chineses das dinastias que regeram o país durante muitos séculos, se transformou um ponto turístico célebre, dada sua importância, e também pela série de protestos no fim dos anos 1980 que foram brutalmente reprimidos.

O portal do Tinanmen para chegar à antiga residência imperial, hoje, abriga um pequeno museu sobre o próprio Mao Tsé-Tung e o Partido Comunista. E um de seus atributos é a vista privilegiada da praça. E, claro, a foto de Mao continua lá como demonstração da sua importância para a história chinesa. Independente de convicção política, sua relevância é indiscutível.  (15 CNY)

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Depois disso, a progressão natural é ir para a Cidade Proibida (abril a outubro: CNY 60 / novembro a março: CNY 40).

A Cidade Proibida nada mais era que o palácio imperial da China durante quase 500 anos. Outro exemplo de um estado de conservação que deixa qualquer um estupefato, mesmo porque esse local é gigante, um verdadeiro complexo de construções diversas. Ela tem este nome porque na época dos monarcas, não se podia entrar nem sair sem a permissão do rei. São 981 construções que sobreviveram ao passar do tempo.

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E sim, era sábado e estava LO-TA-DO. MUITA gente em tudo.

Duvidam? De tirar o folêgo a opulência desta construção.

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Era estratégia de guerra para conseguir ver o que tinha dentro das construções. Nunca achei que o pau de selfie fosse tão útil até ver chineses colocando isso para tirar fotos dos locais, talvez para ver depois.

E os telhados eram majestosos, harmônicos e lindos. De qualquer ângulo você tinha um formato diferente. Engenhosos.

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Aí tinha uma estufa inacabada que contrastava com o seu entorno, visto que são de padrões diferentes. Se não me engano, quem mandou construir foi aquele rei do “Último Imperador”, o que foi coroado quando criança.

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Aí vem o jardim de inverno dos imperadores. Lindo demais (não canso de falar isso, nunca). <3

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DRACARYYYYYS  <3

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Depois, no fim da visita, tem um parque chamado Jingshan (CNY 2). Ele está localizado ao norte da Cidade Proibida. É um local bem gostoso para finalizar a visita ao complexo imperial, onde você pode descansar, contemplar a natureza, ver coisas interessantes, além da vista 360º de Pequim (embora não super dê para ver muitas coisas por causa da neblina). Além de ginástica rítmica para terceira idade:

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Ver a Cidade Proibida dele é algo privilegiado, e onde você percebe todo efeito magistral que tem esse local. Para se contemplar, basta subir mais ao alto, tipo um morrinho; não é traumático não. Você vê de uma pagoda que tem ali.

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Sol do Extremo Oriente:

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Primavera chegando, e a paisagem mudando.

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E os gatinhos da China eram a coisa mais linda do mundo! Com esses pelos grandes! Todos que vi eram assim.

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DIA 3 - 19.03.17

Dia de ir a templo budista para um domingão tranquilo. :) O que escolhi foi o Lama Temple (25 CNY / metrô Yonghegong). Como tinha curiosidade de conhecer o budismo pelo lado chinês também, fui nessa expectativa. Claro que não me arrependi. Não era uma demonstração de fé tão tocante como tive oportunidade de ver na Tailândia e no México, mas foi um contato interessante. Ele é não só um templo, mas um monastério e um local de ensino sobre budismo, da linha tibetana. É o maior e melhor preservado da modalidade na China.

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Depois, fui ao Grande Salão do Povo (30 CNY / Metrô Tiananmen Dong/Tiananmen Xi Station/Qianmen) que é a assembléia legislativa do Estado chinês, regido pelo Partido Comunista. É bem bonito por dentro, e, em vários momentos, pude perceber semelhanças com construções soviéticas. Ele fica do lado esquerdo da Tiananmen.

 

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Depois, fui ao Palácio de Verão da monarquia chinesa, o Summer Palace (30 CNY verão/20CNY inverno/ metrô Xiyuan). Esse achei imperdível também, ficou no meu coração, de verdade, de tão mágico que ele soou pra mim. Era o local onde os imperadores iam no verão, e todo o complexo foi construído à beira de um lago (que se chama Kunming) enorme. Nele tem templos budistas, o palácio, além de corredores e outras atrações.

Quando você chega, já tem o contato com um universo feérico dos canais chineses, coloridos e com diversos elementos que não deixam você esquecer onde está:

 

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Aí vem as construções que vão figurando o complexo do palácio:

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Essa pagoda com o lago atrás que você vê a partir de um montezinho de pedras é algo acachapante. Dá um “mix” de sensações indizíveis: faz você se sentir hipnotizado por tanto equilíbrio entre o homem e a natureza.

 

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O sol já pensando em se pôr, e eu querendo que ele ficasse mais para eu aproveitar cada segundo de tudo:

 

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DIA 4 - 20.03.17

Voilà neblinas da China:

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Então, o dia que escolhi pra ir não foi lá dos mais maneiros. Tinha neblina, chuvisco, chuva desagradável. Queria um dia claro? Com certeza. Mas estava nas Muralhas da China, para além da estupefação e encantamento de estar em um monumento tão icônico, poder percorrer, ainda que 0,00001% dela, foi algo desafiador: pelo tempo ruim e porque tinha uma subida ingratíssima. Foi emocionante pra mim, mal podia acreditar.

Para chegar até ela, contratei um tour pelo hostel mesmo. Nem lembro quanto foi, desculpa aê. Mas você tinha que estar bem cedo para te buscarem, aí você entrava num busão com várias pessoas que entravam e saíam em outros pontos, numa logística meio engraçada, mas que deveria funcionar. O meu pacote era de passar umas horas lá, em um ponto mais fácil (tinha uns pacotes mais hards, que demandavam escaladas intensas; queria comodidade, apenas porque sou assim).

Chegando lá, eles param na base da Muralha e aí você pode optar por subir a pé mesmo ou pegar o teleférico (os caras induzem essa modalidade, pois acho que ganham comissão), de qualquer forma, optei por esse mesmo para ganhar tempo, até pela situação do tempo. Fiquei toda ensopada, já que não estava super preparada para essas situações, então não levei casacos adaptados. Não queria carregar peso e tals. Achei que fosse pegar um resfriado, mas acabou que nem rolou, só mesmo a crise alérgica pela poluição. Lá, achei bem frio, em parte por causa da chuva.

Nesse pacote, o almoço estava incluso. Achei que fosse ser meio estranho, até pelo fato de ser vegetariana, mas a comida estava deliciosa, de verdade. Simples, mas delicioso (o que é bem comum na Ásia. Esteja aberto que boas surpresas virão).

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Depois voltamos, acho que umas 16h já estava em Pequim novamente. Foi uma pena o tempo estar tão cagado, mas, enfim, acontece. Aproveitei para dar um passeio perto do hostel e aproveitar minhas últimas horinhas em Pequim,de passear pelos hutongs, ver a comida de rua, as pessoas. :(

 

Pequim à noite:

 

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PS: Não anotei meus gastos (não tive essa disciplina!), então, tenho pouca noção de quanto gastei na minha jornada por lá. :/ 

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DIA 4 - 21.03.17 - Xangai

Nesse dia, despedi-me de Pequim, com aperto no coração, pois queria ficar mais dias, e segui pra Xangai, que era outra cidade que estava no meu imaginário há anos, principalmente pela arquitetura soberba. Para fazer o percurso Pequim - Xangai, cismei que tinha que ir de trem-bala. Paguei mais caro, lógico, mas quis ter essa experiência. Afinal, adoro trens e no Brasil fazer esse tipo de viagem é algo inexistente. Foi cerca de uns 260 reais (segunda classe), talvez. Ele fez em umas 3 horas e pouca, e ele corre mesmo porque a distância entre ambas muuuuita coisa.

Quando for comprar o bilhete, fique esperto. Dá para comprar com uns dias de antecedência, fiz isso assim que cheguei em Pequim. Fui à estação de trem e adquiri meu bilhete. O ponto é que achei que só podia fazer lá, visto que pela internet era um processo mais complicadinho. Depois vi que não precisava ir até a estação de trem, porque eles têm postos em pontos turísticos que vendem isso. Mas fique atento caso você goste de ficar na janela: o cara me jogou no corredor porque estava sozinha, sem me perguntar se era a minha preferência. Fiquei muita puta, porque, parte de querer fazer essa viagem, era ir na janela. ::dãã2::

Olha, os chineses são peculiares, mas algo os aproxima de hábitos dos brasileiros: aquela dificuldade de discernir sobre espaço público e privado. Jamais se esqueçam dos nossos arquétipos tão caros, os “DJs dos ônibus/metrô”. Lá vivenciei isso também, o “projetor de filmes do trem”, aquele que usou seu ipad para ver filmes a viagem INTEIRA (era um épico de 100 horas, só pode),e o volume estava alto, ainda por cima.

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Chegando em Xangai, descobri que meu pacote de dados estava minguando. Daí fui a um shopping perto do hostel para poder recarregar. Demorou, mas deu certo, por nem 24 horas, contudo. Aí desencanei e fiquei sem internet mesmo. Achei a da China, de longe, a pior de todas que já usei na vida - antes disso, tinha sido da Argentina. Depois, fui dar uma voltinha na Nanjing Rd que é uma rua enorme com diversas lojas e restaurantes. Mas o que chamou minha atenção nela mesmo foi à noite, tudo ficava tão iluminado. Era comercial? Sim. Mas uma interpretação bem própria deles de mostrar isso. Dava vontade de ir e voltar só para ficar vendo aquele efeito. :)  

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Meu hostel em Xangai: http://www.hostelworld.com/hosteldetails.php/Rock-and-Wood-International-Youth-Hostel/Shanghai/48590 Ele é daquela rede Hi Hostelling. Ele era beem mais limpo que o de Pequim, e melhor estruturado, mais cara de albergue mesmo. A localização era boa, ficava perto de metrô e shopping, porém era mais distante da Nanjing Rd e The Bund.

Uma coisa sobre Xangai é que ela é o coração financeiro da China, e também a cidade mais populosa do país. Seus portos foram obrigados a se abrir depois da primeira Guerra do Ópio, quando a China não pôde vender a Inglaterra (imperialistas) no conflito bélico. Graças a isso e à concessão à França, Xangai se tornou uma cidade com uma arquitetura mais moderna e, em alguns pontos, com influência ocidental, mesmo pertencendo ao território chinês (diferente de Hong Kong, mas esse é um ponto mais pra frente).

DIA 5 - 22.03.17 - Xangai

Esse dia foi mais complicated porque choveu o tempo TODO! Sem trégua. E eu sem guarda-chuva. Assim, não foi de todo perdido, porque fui a um museu bem interessante sobre a história da China. Daí, acabei focando em coisas que me fizessem proteger da chuva e do frio.

Aí aproveitei e fui à parte francesa da cidade:
 

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E depois à sede do primeiro Partido Comunista Chinês:

 

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Deixando os preconceitos de lado (para quem tem), é um local bem interessante para se visitar para quem se gosta de história, porque ele mostra como o partido surgiu dentro de um país afogado por uma monarquia que pouco acrescentava ao povo, deixando o país estagnado. Além das guerras contra a Inglaterra que fizeram a China perder parte de seu território, de forma forçada. E como intelectuais, influenciados pela Revolução Russa e o pensamento lênin-marxista, criaram o partido na ilegalidade, no seio da dominação estrangeira, e buscaram discutir as relações desiguais entre patrão-empregado presentes no país que estava em processo de industrialização. É interessante se permitir conhecer um pouco da história da China, afinal, eles ainda estão no poder até hoje, depois de mais de 50 anos da Revolução Chinesa.

 

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Depois, na parte da tarde, fiz mais uma imersão na cultura chinesa, no Museu de Xangai. Achei ele bem interessante, pois mostra com bastante detalhes como a arte percorreu ao longo dos séculos na China. Ele é bom para ir além do que já conhecemos sobre essa civilização tão antiga. A parte sobre a porcelana, como se começou e seu desenvolvimento, inclusive como artigo de luxo para a Europa é excelente. Afora isso, achei esse presente lá, uma moeda antiga do nosso Brasilzão:  

 

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Uma coisa engraçada foi ver as crianças no museu fazendo bagunça, tava me divertindo, e os seguranças irritadíssimos com as algazarra delas.

DIA 6 - 23.03.17 - Xangai

Meu último dia em Xangai (#sad), foi bem agitado, posto que ainda não tinha ido até a Pearl Tower, nem conhecido aquela região. De manhã, fui a Qibao, que parece quando você entra em um portal e está em um local completamente diferente, como se fosse uma cidade antiga dentro de uma mais moderna.

Ali você tem em contato com uma China mais antiga, que parou no tempo, com um canal dividindo a cidade (tipo uma “Veneza” chinesa), com os portais tão característicos da cultura asiática e ruas abarrotadas de comidas típicas. Era tanta opção de ingredientes para diversos paladares e aquele aroma de comida sendo feita na hora, fresquinha. Uma pena que não pude comer lá, só tomei um chá.

 

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Depois, segui para Pudong, que é a parte financeira da cidade, logo, grandes prédios espelhados de 7.000 andares, loja da Disney, grandes centros comerciais E a Pearl Tower (entrada aproximadamente 34 USD), aquela clássica, marca-registrada de Xangai. Na verdade, é mais uma torre de rádio e TV, que sempre me lembra The Jetsons, em todas que vejo. Eu não subi até o topo, porque achei carinho, e não tava esbanjando dinheiro. E acho que ela é daquelas que são bacanas de ver como estrutura em si, na sua plenitude (discurso de pobre que não pôde subir), e à noite, claro, quando ela vira a majestade da cidade.

 

Aí andando ao redor, você chega até o rio Huangpu que corta a cidade, e tem uma vista de frente do The Bund, que é tipo um passeio público defronte a esse rio. Nele, você pode caminhar, ver a paisagem e os prédios antigos ali situados.

 

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The Bund de frente:

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Depois (vida de mochileiro não é fácil: a gente não pára, não pára, não pára não), fui para um jardim chamado YuYuan, que também é mais uma mostra da cidade antiga dentro da moderna (essa já relativamente perto do The Bund - lembro que fui a pé depois). Eu fui de metrô, mas tem uma barca que cruza o rio. O interessante desse local não é apenas os jardins em si (já falo dele), mas que ele fica em um distrito onde, antes, era uma área de trocas comerciais à época das dinastias chinesas. É bem bacana trafegar pelas ruelas e ver como eram as antigas lojas, e os espaços construídos e como eles foram aproveitados em torno de uma pequena “urbis” bem única.

 

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O jardim Yuyan (40 CNY) fica no meio desta “citadela”. Ele foi construído na Dinastia Ming, então é antigo pra caramba. É possível ver não só as edificações históricas, mas lagos, pontes, templos. Tudo com uma esfera parecendo que se saiu de um conto de fadas. Como ele é hoje foi parte de um processo de restauração, em virtude de declínios ao longo do tempo e da Guerra do Ópio.

 

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Depois, fui dando em direção ao The Bund (acho que foram uns 20 minutos de caminhada), posto que queria ver o show de luzes que rolava às 18h, e, como queria muito assistir isso, cheguei com antecedência para pegar um lugar e ter uma visão privilegiada (até porque aquilo lota, todo mundo quer essa maravilha). Cheguei e fiquei esperando, ainda nem tinha anoitecido:

 

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E aí à noite:

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Primeiro, toca tipo um sino, e aí ela vai ligando, com uns movimentos sincronizados e os outros edifícios também. Fica tudo iluminado (se não me engano, rola esse espetáculo por uns 15 minutos, aí depois às 22h parece que ela desliga).

 

E assim acabou minha jornada em Xangai. :(Só um adendo: tomem cuidado com táxis que vocês pegam na cidade. O que me levou ao aeroporto, tenho quase certeza que ele deu uma volta maior para cobrar mais.

 

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DIA 9 - 26.03.17 - Macau

Macau foi um dos locais mais interessantes que já tive o prazer de ir, seja pela identificação óbvia da colonização portuguesa (com certeza), dos largos às Sés que tanto povoam meu cotidiano, seja por ser em espaço único na Ásia onde podia me sentir lusófona lendo as placas, letreiros, o que fosse, na minha língua. Infelizmente, não pude falar, visto que ninguém lá (a não ser um grupo isolado de turistas portugueses) falava português, cuja recusa virou um código de resistência junto aos locais.

Macau, assim como Hong Kong, é uma região administrativa especial da China. Antes disso, ela contou com a presença dos lusitanos por mais de 400 anos. No início, seu território foi arrendado ao império português, visto sua importância nas negociações dos produtos orientais para levar ao ocidente. À época da Guerra do Ópio, ela acabou virando, de fato, uma colônia portuguesa.

Hoje, ela se tornou a Las Vegas do oriente, tendo muitos visitantes indo lá com este propósito, contando com diversos casinos (não fui a nenhum porque não me importo muito com essas coisas). Goza também de sua autonomia, tanto que, para entrar na região, é necessário passar pela polícia alfandegária. O dinheiro usado em HK é aceito aqui também, e muitas vezes você recebe notas e moedas macaenses mesmo.

Aí depois de semanas em um “lost in translations” absurdo, você sente algo familiar:

 

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Sim, o calçadão de Copacabana, ou do Largo do Rossio. As semelhanças não param por aí. Cada cidade tem que ter sua Sta Casa da Misericórdia (meus carnavais do RJ agradecem!).

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Ou sua farmácia popular:

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E toda cidade e/ou ex-colônia portuguesa que se preze tem que ter uma Sé só pra si:

 

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E azulejos:

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O encanto de Macau está justamente nessa mistura entre a presença colonial portuguesa com a cultura chinesa. Mesmo que seja algo indizível poder estar um local fincado no meio da Ásia que possamos nos relacionar de uma forma tão próxima, a língua portuguesa só está mesmo nos letreiros e placas. Poucos falam a língua, o que deu uma certa frustraçãozinha, porque queria poder falar minha língua, poder ter essa experiência, mas que não rolou. Os poucos que falam chamado patuá macaense, que é uma língua crioula de base portuguesa, são mais velhos. No fim, vai acabar sendo algo meio perdido.

Porém, vejamos outro lado também: a comida macaense é uma das mais aclamadas da Ásia, exatamente porque se permitiu essa mistura entre diferentes sabores e conhecimentos culinários. Pelo que li no museu da cidade, as esposas portuguesas dos marinheiros ou funcionários da corte, na falta de ter ingredientes ocidentais para usar em suas comidas (e confessemos a comida portuguesa é notória também) usava os que tinha em mãos, daí a história vai se desenvolvendo, né?

Por falar em comida, os pastéis de Belém são bastante populares lá inclusive dentre os turistas, vi-os comprando vários. Não pude me deleitar com isso, posto que não como essas iguarias (por motivos de: ovo). Mas me esbaldei em uns doces típicos da China e de Macau que eram maravilhosos.

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Aí vem o ponto turístico de Macau, as Ruínas de São Paulo (que vocês devem ter visto em fotos, tamanha sua imagem icônica):

 

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Tava cheio, né, non? Domingão + China, dá nisso mesmo!

Não posso negar que o estado arruinado disso conferiu um charme indizível à cidade. Na verdade, houve um incêndio bastante destrutivo na igreja e no colégio adjacente - deste não sobrou nada. Apenas a fachada de granito escapou intacta da tragédia. Alguns dizem que foi a Divina Providência que gerou esse milagre. Depois disso, por falta de verba, nunca mais reconstruíram. Mas, bora falar: ela tá maneira assim.

A fachada conta uma série de histórias, desde as Grandes Navegações (porque português não perde tempo pra falar do passado glorioso perdido), uma releitura da vida de Cristo e símbolos funestos do apocalipse.    

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Aí, vem o templo budista atrás dela, se não me engano era em adoração a um deus do mar, ou algo assim.

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Na rua adjacente à catedral, construções bem interessantes:

 

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Depois, ao lado, subindo um pouco, tem a Fortaleza do Monte. O legal dela é a possibilidade de ver Macau do alto, a vista é bem bonita. Além disso, existe um museu bem interessante sobre a história da região, falando dos chineses, das misturas com os portugueses. Achei que valeu a pena ter ido. ;)

 

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Depois uma caminhada pelas ruas de Macau:

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Acho que no fim, o que buscamos mesmo versa por isso aqui:

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Macau mora agora no meu coração <3

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DIA 7 - 24.03.17 - Hong Kong

Primeiro dia em Hong Kong, vinda de Xangai. Já senti uma diferença entre os outros lugares. Talvez uma organização maior. Esqueci meu casaco no ATM, e, quando voltei, lá estava bonitinho onde tinha deixado. Do aeroporto, peguei um ônibus, daqueles de dois andares que tem na Inglaterra, para ir até o hostel (esse aqui: http://urban-pack.com/ achei bom, a localização era incrível, mas tive algumas ressalvas). Desovei minhas coisas e já saí pra passear um pouco, mais pelas redondezas pois estava que nem um zumbi nesse dia - acordei muito cedo pra pegar o voo.

Lá as pessoas são mais acessíveis no diálogo. Senti que boa parte se virava no inglês, e isso já abria mais a comunicação em momentos de necessidade, o que era um pouco mais difícil na China “mainland”. E sim, HK é um local que, forçadamente, foi se misturando, então você vê elementos da invasão inglesa, com as culturas cantonesa e chinesa. Isso deu à cidade ingredientes especiais que a tornam bem única, não apenas por ser um centro financeiro importantíssimo a nível global, mas pela sua constituição como cidade.

Hoje, eles pertencem à China, que depois de anos de negociação com os ingleses, tiveram seu território devolvido, tendo seu protetorado transferido para a China, finalmente, em 1997. Possuem alta autonomia, tendo leis e regulamentos próprios, naquele esquema “um país, dois sistemas”.

Uma coisa interessante de HK é comprar o Octopuss Card. Você compra por um valor - que pode reaver depois quando devolver - e ele funciona como se fosse um cartão pré-pago, com o qual você pode comprar coisas em lojas, pagar passagens de transporte, e inclusive subir ao Victoria Peak usando-o. Vale MUITO a pena. Achei isso bem avançado, porque é algo que integra diversas coisas. Um ponto que gostei de lá eram as passagens (como se fossem passarelas) que interconectavam estações e lugares. Era um aproveitamento de espaço bem interessante porque te permitia andar pela cidade, deixando os carros de um lado e o pedestre de outro, além da economia de tempo que isso gerava.

Fiquei flanando, no primeiro dia, por Tsim Sha Tsui mesmo. Aí tinha uma rua com um comércio bem robusto, tanto em termos de lojas como restaurantes, incluindo um parquinho que achei xyz - não tava com muito saco pra isso, confesso.  

 

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Aí fui até a “Calçada da Fama cantonesa”, que é uma homenagem aos artistas da Sétima Arte de HK e dos seus famosos filmes de ação, tão reconhecidos. Incluindo Wong Kar-Wai <3, aquele do “Amor à flor da pele”, se não viu, pelamor, tá perdendo tempo, corre logo e veja.

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Bruce Lee, claro, não podia faltar:

 

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Porto:

 

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Os prédios beirando a baía, que, como Xangai, a uma certa hora do dia também fazem seu espetáculo de luzes sincronizado:

 

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Isso fiz tudo a pé, depois dei mais umas voltinhas (porque não sei o momento de parar), para ver as ruas da cidade, sempre cheias, com aqueles letreiros iluminados. Nem queria sair da rua. Pra quê, né?

Uma dica: comer rice roll com molho de gergelim e pimenta em cima. Gente, o que foi aquilo? Além de bom, era super barato. Isso na rua mesmo, perto do Ladies Market.

 

DIA 8 - 25.03.17 - Hong Kong

Aí foi o dia de dar uma força à espiritualidade ir ao Big Buddha, em Lantau. Tudo bem que demorou uma vida para chegar lá porque no caminho surgiu um outlet. Nem preciso terminar a história, só dizer: The North Face, New Balance, Kate Spade, MK etc. Foi difícil não comprar nada. Triste, diria, para efeito de drama.

MASSSS, voltando ao Buda. Fui lá a fim de ver essa belezura em tamanho gigante. Para chegar lá, existem algumas opções, uma delas é chegar até a estação de metrô Tung Chung (onde fica o famigerado outlet), e de lá pegar um teleférico (a vista é melhor, com certeza) ou um ônibus de número 23 (New Lantao, recomendada pelo Google quando pesquisei), na saída B da estação. Eu fui nesse ônibus, que saiu mais barato. Ele demorou acho que uns 25 minutos até chegar lá. Ambos deixam você em Lantau, que sobe um morro, com a vegetação de mata atlântica que me lembrava muito Ubatuba.

O mosteiro é de graça (depois de resistir a um outlet foda precisava dessa força motivacional, né).  

Chegando lá, tive algumas surpresas:

Esse portal branco, nunca tinha visto assim, então já fui curtindo. ;)

 

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Essa linda estava ali brisando:  

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Aleijadinho, foi daí que você tirou a referência para os profetas?

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Aí vem a questão: neblina, neblina, neblina. :( Tudo bem que só em estar ali já fiquei muito feliz, mas, poxammmm….

 

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(não sejam burros como eu e deixem para ficar sem roupa limpa, aí você tem que lavar TODAS e o que sobra é um vestido de verão RJ com uma meia-calça anos 1980 num dia semi-congelante)

 

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Apesar da neblina, recomendo. Valeu muito a pena! :) Na verdade, ele fica em um monastério, escondido nas montanhas. Existe uma lanchonete bem boa lá, de comida vegetariana (como na maioria dos templos budistas), mas com opções interessantes, variadas e com preços acessíveis. Comi alguma coisa lá, que não lembro o nome, mas tava uma delícia.

 

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Depois, dei um pulo no centro, para ir à noite ao Victoria Peak, pois queria ver a cidade do alto. Este é um dos principais pontos turísticos de HK. Dele, é possível ter uma visão panorâmica da cidade. Eu fui do funicular que é o Peak Tram (adultos HK$ 28 - 3,6 USD, HK 40 - 5,10 USD volta), que fica na estação chamada Peak Lower Terminus. Ele fica bem perto da estação Central, dá para ir a pé. A subida é bem íngreme, porém é rápido. A fila estava bem grande quando fui, tanto na ida quanto na volta. Dá para usar o Octopuss card, então nem me preocupei em ir à bilheteria comprar.

Quando você chega ao alto do morro, tem tipo um shopping lá, com foco mais em gastronomia. Se estiverem com fome, pode ser um local bacana para se alimentar, até porque em alguns restaurantes a visão do lado de fora é incrível.

A vista é acachapante pela noite, de tirar o fôlego, e tem uma espécie de mirante (pagoda) de onde você pode ver toda a sua magistralidade.

Existe também o Victoria Park, eu nem fui, mas para os que tiverem mais tempo e curtirem, eis a dica.

 

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DIA 10 - 27.03.17 - Hong Kong

Último dia em HK de passeio, resolvi dar uma andada pelo centro, ver os prédios, lojas e fazer um turismo básico também. E a bandeirinha da China ali, “um país, dois sistemas”.

 

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Aí fui conhecer um templo bem legal chamado Man Mo, bem no centro da ilha de HK, fica na Hollywood Rd. Ele fica no meio de prédios que dão sensação imediata de claustrofobia, tão característicos de HK (por causa do binário alta densidade e pouco espaço, é bem comum estas edificações altíssimas). Essa região é bem charmosa, com lojas antigas, escadarias, bares descolados. Um ótimo lugar para se dar um passeio.

 

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Depois do templo, resolvi conhecer as praias de HK, já que se trata de uma ilha. O clima ainda estava nublado, então pensei mais em ficar pela orla passeando. Para ir, existe um ônibus perto desse templo que me levou até o mar. Lá tem várias praias, resolvi parar em uma que o motorista disse que era boa. Podia ser alguma genérica do circuito Ubatuba-Paraty, porém sendo do oceano pacífico.

 

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Aí depois peguei um ônibus e fui para Stanley, que é tipo uma praia famosa, com lojinhas, mercado, restaurantes, shoppings.

 

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E tinha, na beira do mar, esse mini-templo super fofo:


 

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Enquanto Pequim, tinha pandas no cruzamento, em HK temos dragãozinho (#dracarys <3):

 

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Um pouco das ruas cantonesas, cheias de placas, uma querendo chamar mais atenção que a outra, e muita gente nas ruas:

 

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Depois fui a Wan Chai, que é um bairro bem legal de HK. Ele tem um comércio bacana, e uma feira de rua sensacional, onde você pode vivenciar um pouco dos hábitos chineses, da sua comida, sabores, temperos etc. E ele é gigante, você encontra de tudo lá, até brinquedos. O nome deste street market é Tai Yuen St Market (9h às 18h, não funciona aos sábados).

Nesse bairro também tem um edifício enorme que vende eletrônicos. É o Computer Centre (130-138 Hennessy Rd, Wan Chai/ 10h às 20h) que é o maior do ramo em HK. De fato, você acha tudo lá nesse sentido. Apesar de ser apertado, é um local interessante para fazer compras na Ásia.

No fim disso tudo, fui ver o show de luzes sincronizadas de HK (gostei mais de Xangai,mas foi bom também). Ele começa às 20h. Eu vi de Tsim Sha Tsui mesmo, mas suspeito que existam locais melhores para ver. Quis fechar minha jornada na China com chave d’ouro. Fiquei com dó no coração de sair de lá, mas, enfim, era parte da minha jornada. Foi algo que está marcado comigo e vou carregar pra sempre (#drama). Espero que meu relato gigantesco possa passar um pouco do que isto significou pra mim e também ajudar vocês a ter momentos incríveis lá também. :)

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Valeu por compartilhar a experiência, pena não ter coragem para repeti la,mesmo sendo um fanático comunista. 

  • Gratidão! 1

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10 hours ago, D FABIANO said:

Valeu por compartilhar a experiência, pena não ter coragem para repeti la,mesmo sendo um fanático comunista. 

Pois é! Pena que não teve nenhum desfile para eu ver isso de perto. Mas acho que as pessoas lá da China não enaltecem tanto o regime como na época do Mao, embora estejam satisfeitos com o governo. 

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@vanessa.carvalho1  muito obrigado por compartilhar sua experiência.... grande viagem!

Uma coisa que tenho procurado e as informações são conflitantes: certificado de vacinação contra febre amarela.

No site da embaixada chinesa diz que é RECOMENDÁVEL. No Itamaraty diz que é OBRIGATÓRIO. Outros lugares na internet se dividem a respeito...

E aí? Vc levou ou não? Foi pedido?

Para situar a resposta no tempo, me permita perguntar: - Sua viagem foi recente?

Obrigado desde já pela atenção.

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27 minutes ago, rvillg said:

@vanessa.carvalho1  muito obrigado por compartilhar sua experiência.... grande viagem!

Uma coisa que tenho procurado e as informações são conflitantes: certificado de vacinação contra febre amarela.

No site da embaixada chinesa diz que é RECOMENDÁVEL. No Itamaraty diz que é OBRIGATÓRIO. Outros lugares na internet se dividem a respeito...

E aí? Vc levou ou não? Foi pedido?

Para situar a resposta no tempo, me permita perguntar: - Sua viagem foi recente?

Obrigado desde já pela atenção.

@rvillg De nada! :) 

Então, eu acho que não precisa, mas eu já tinha esse certificado no meu passaporte porque na Tailândia você só entra se tiver com isso. Tanto que existe um local especial que você mostra isso antes de ir pra polícia alfandegária. Mas na China, não acredito que precise, porque não vi nada com um rigor parecido. Não me foi pedido não, respondendo à sua pergunta. 

Na dúvida, faz. A maioria dos postos oferece isso de graça e depois você só valida isso no aeroporto. Ou melhor ainda: no Hospital da Clínicas - se vc tiver em SP - faz esse combo, e você já sai de lá com o certificado.

Minha viagem foi em março deste ano. 

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    • Por vitoramadeu
      Introdução:
       
      Fala pessoal! Como aqui no fórum não existem muitos relatos de viagem sobre a China achei que detalhar um pouco da viagem que fiz com minha namorada pode ajudar quem pretende ir para lá no futuro, pois é uma viagem de difícil planejamento e mesmo quando bem planejada tende a resultar em alguns perrengues.
       
      Vou focar mais em aspectos práticos do que paisagens em si, pois as fotos do Google são melhores que as minhas, uma vez que viajei apenas com o celular.
       
      Ao final do relato do dia os gastos estarão marcados em RBM (lê se Renminbi) e BRL PARA CADA PESSOA. No período em que viajamos (Novembro/16) pagamos R$3,32 no dólar em espécie o que convertendo para reais da 1 BRL = 2 RMB, o que facilitou muito as conversões durante a viagem. A moeda deles, se chama Renminbi e é dividida na unidade maior, o famoso Yuan, e a unidade menor, o Jiao (1/10 yuan), e uma terceira pouco usada (Fen) com a qual não tive contato.
       
      Roteiro:
       
      Dia 0 - 14/11/16 – São Paulo (GRU) > Frankfurt (FRA)
      Dia 1 - 15/11/16 – Frankfurt - Frankfurt (FRA) > Shanghai (PVG)
      Dia 2 - 16/11/16 – Frankfurt (FRA) > Shanghai (PVG) - Shanghai
      Dia 3 - 17/11/16 – Shanghai
      Dia 4 - 18/11/16 – Shanghai
      Dia 5 - 19/11/16 – Shanghai
      Dia 6 - 20/11/16 – Shanghai > Changsha > Zhangjiajie - Zhangjiajie
      Dia 7 - 21/11/16 – Zhangjiajie (se pronuncia algo como “dian diai dié”)
      Dia 8 - 22/11/16 – Zhangjiajie > Wulingyuan - Wulingyuan
      Dia 9 - 23/11/16 – Wulingyuan
      Dia 10 - 24/11/16 – Wulingyuan > Xian - Xian
      Dia 11 - 25/11/16 – Xian
      Dia 12 - 26/11/16 – Xian
      Dia 13 - 27/11/16 – Xian > Beijing - Beijing
      Dia 14 - 28/11/16 – Beijing
      Dia 15 - 29/11/16 – Beijing
      Dia 16 - 30/11/16 – Beijing
      Dia 17 - 01/11/16 – Beijing (PEK) > Frankfurt (FRA) > São Paulo (GRU)
      Dia 18 - 02/12/16 – São Paulo (GRU)
       
      QUER MESMO VIAJAR PARA CHINA?
       
      Acho que a partir daqui quem estiver lendo tem interesse em um dia viajar para lá. Por isso é importante explicar a parte ruim da viagem.
       
      A China é um país magnífico e a viagem foi, sem dúvidas, sensacional. O país carrega uma cultura única e estar lá é uma constante explosão de novas sensações. Entretanto, como todo país, tem seus problemas, e no caso da china eu diria que ele é representado pela personalidade de uma boa parcela da população.
       
      É importante contextualizar que a China é um país onde até pouco tempo boa parte da população não tinha pleno acesso à comida, e que nos últimos dois séculos mais de 150 milhões de pessoas literalmente morreram de fome, isso em crises oficiais, sem contar casos esparsos que elevam muito esse número. E no meu entendimento, ao longo dos anos isso esculpiu o comportamento egoísta e não receptivo dessa fatia da população.
       
      Coloque na sua mente que ao contrário dos países os quais você está acostumado a viajar, na China, para boa parte da população, você não é bem vindo. Muitas pessoas não querem e não vão te ajudar.
      Acostume-se a interferências não bem vindas: a tentarem cortar fila, a crianças chutando o seu banco a viagem inteira, a pessoas empurrando sua mala para longe no metrô para ficar no lugar dela, a sentarem no seu lugar marcado no ônibus e se recusarem a sair, a fecharem o guichê na sua cara após mais de uma hora de fila porque deu o horário de ir embora, a alguém dar risada na sua cara e virar as costas quando você pedir ajuda, entre outras tristes situações...
       
      Se você não consegue lidar com esse tipo de coisa talvez a China não seja o destino certo para você, mas se conseguir, embarque nessa, pois na viagem você também encontrará muitos chineses bons e receptivos, e quando você encontra tudo parece valer a pena
       

       
      Outros pontos a ponderar antes de viajar para lá:
       
      • É um destino solitário para turistas estrangeiros: A maior parte dos turistas lá são chineses e até nos hostels é bem difícil fazer amizade. O fato de haver poucos e raros bares não ajuda muito. Apesar de eu ter o costume de viajar sozinho, no caso da China, aconselho fortemente embarcar com companhia ou já se preparar para uma viagem meio solitária.
       
      • A China não é o paraíso das compras. Embarquei achando que o país seria um Aliexpress gigante e me decepcionei muito. Basicamente, tirando celular, tudo é fabricado no país e praticamente nada é vendido por lá. Fui a diversos shoppings e nem uma GoPro conseguia encontrar. Não vá para lá esperando voltar com uma mala lotada de compras.
       
      • É essencial falar inglês no mínimo avançado. Parece uma contradição, já que você raramente vai encontrar outra pessoa que fale. Entretanto, em algumas situações você pode precisar, e muito.
       
      • Pedestres e veículos não convivem de forma harmônica na China. Até nas calçadas a preferência é dos carros e os pedestres devem literalmente correr por suas vidas. Presenciamos tentativas propositais de atropelamentos.
       
      • Como a maioria sabe, higiene (nos modos ocidentais) não é o ponto forte dos chineses..
       
      Aceitando tudo isso se prepare para uma viagem com um país e uma cultura únicos.
       
      Preparativos
       
      A ideia de viajar para China surgiu, como na maior parte das viagens, a partir de uma promoção de passagens. Entretanto demoramos muito para comprar e no final das contas ou pagava caro ou viajava poucos dias. Optamos pela segunda opção o que limitou a viagem em 16 noites e 17 dias em território chinês. O que é muito pouco, pois fui embora da china com gosto de quero mais e várias cidades para ainda conhecer um dia.
       
      A passagem da Air China custou R$ 2399, incluindo taxas aeroportuárias e tarifa do decolar. Todos os voos foram operados pela Lufthansa (codeshare).
      Ida: São Paulo (GRU) – Shanghai (PVG) – escala em Frankfurt (FRA)
      Volta: Beijing (PEK) – São Paulo (GRU) – escala em Frankfurt (FRA)
       
      Para tirar o visto chinês é necessário ter o roteiro pronto e reserva (com seu nome escrito) de todos os hotéis em todas as noites em que estará na china. Por isso a viagem exige bom planejamento. Essa exigência que a princípio parece ser um pouco absurda é conveniente e necessária, pois todas as acomodações e passagens aéreas se esgotam rapidamente no país com 1,3 bilhões de pessoas, e certamente, sem essa exigência, seria comum turistas tendo que dormir na rua por lá. Tem diversos tutoriais de como tirar o visto chinês pela internet e por isso não vou me estender aqui.
       
      Hoje com a viagem concluída mudaria pouca coisa no roteiro e, pessoalmente, creio que ficou bem equilibrado, tendo visto o que eu considerava como mais importante para se visitar. A viagem foi feita por um engenheiro civil e uma arquiteta, com gostos pra sistemas de transporte, infraestrutura, planejamento urbano, arquitetura e etc. Talvez um apaixonado por paisagens naturais pudesse traçar um roteiro trocando Shanghai e Xian por Guilim e Jiuzhai. Ou alguém que gosta muito de história poderia trocar Shanghai por Pingyao, por exemplo.
       
      Cidades que eu não visitei e fui embora querendo muito visitar, especialmente as duas primeiras:
      • Guilim
      • Lijiang e Região
      • Jiuzhai
      • Hong Kong
      • Pingyao
      • Harbin (durante o festival de gelo no inverno).
       
      O que não faltam são paisagens de tirar o fôlego, basta digitar os nomes desses lugares no Google.
      Ainda falando em preparativos, se você for fazer algum trecho aéreo é importante comprar as passagens com antecedência, pois os voos nacionais comumente lotam. O que fizemos por lá, fora de temporada, decolou com 100% de ocupação. Comprei a passagem quinze dias antes de embarcar no ctrip.com e pelo que eu pesquisei o preço é mais ou menos tabelado com os outros sites.
       
      Já as passagens de trem bala intercidades compramos todas com um dia de antecedência, na própria estação que iriamos embarcar, e não tivemos problemas. Creio que não é o caso na alta temporada uma vez que, mesmo sendo baixa temporada, os trens partiam com praticamente 100% de ocupação. Adiante no relato retornarei ao tópico (compra de passagens de trem).
       
      GASTOS COM PREPARATIVOS: R$ 2770 (por pessoa)
      • Passagem Aérea Brasil>China – China>Brasil: R$ 2400 (O trecho interno dentro da China estará contabilizado no relato do dia).
      • Visto: R$ 160
      • Seguro Viagem R$ 210 (encontramos por bem menos, apesar de ter optado por esse mais caro).
      +
      GASTOS DURANTE A VIAGEM: R$ 2870 (por pessoa)
      (Gastos detalhados dia a dia no relato)
      =
      TOTAL DA VIAGEM: R$ 5640(por pessoa, exceto compras)
      Custo total da viagem, tirando roupas e compras e lembranças, incluindo os gastos na Alemanha (escala na ida e volta). É possível reduzir bastante este custo, entretanto, no caso dessa viagem, não era a maior prioridade.[/color]
       
       
      Dia 1 - 15/11/16
       
      Chegamos com todo gás em Frankfurt depois de 11 horas infernais adoráveis de classe econômica. Como a escala era de 8 horas resolvemos sair para conhecer a cidade e de cara fomos recepcionados por chuva e temperatura negativa. A passagem pela imigração alemã foi tranquila e sem diálogos. Não vou me prender à Frankfurt porque não é o objetivo deste relato, mas deu para conhecer muita coisa, mesmo com chuva foi sensacional, e o eficiente trem que conecta o aeroporto à cidade em 15 minutos facilitou muito a vida. Aproveitei para comprar uma blusa de frio nova na Primark, o que foi de suma importância uma vez que eu mal sabia o frio que me aguardava na terra do Mao Tse Tung.
       
      Voltamos para o aeroporto embarcamos para a nova jornada de 10 horas até Shanghai. Me animei muito ao me deparar com um A380 na ponte de embarque e mais ainda quando constatei que o avião iria bem vazio, com menos de 40% de ocupação na econômica, tendo sido possível até deitar entre assentos. Quase chorei de alegria. Em seguida me frustrei muito devido ao mais intenso e consistente cheiro de chulé que presenciei em minha vida, vindo de um passageiro próximo, o que tornou esse trecho ainda mais desconfortável do que a primeira perna.
       
      GASTOS DO DIA: R$ 57
      • Bilhete DayPass: R$ 32 (trem e metrô)
      • Alimentação: ~R$ 25
      • 0,8 kg de Lindt para comer durante a viagem: ~R$ 40 (promoção no free shop)
       

       
      Dia 2 - 16/11/16
       
      No monumental aeroporto de Shanghai a imigração é tranquila e silenciosa, uma vez que você já chega com o visto. Logo no desembarque fomos abordados pela já esperada multidão de pessoas oferecendo os mais diversos serviços, como câmbio, hotel, taxi, tradução, etc, todos com bom inglês. Por curiosidade resolvi checar a cotação de câmbio, que posteriormente constatei não ser tão desvantajosa, mas como na hora não sabia disso e ainda cobravam uma taxa fixa, resolvi deixar para trocar dinheiro mais tarde. Ainda no aeroporto pegamos um mapa turístico da cidade em inglês (MUITO IMPORTANTE!).
       
      Para ir do aeroporto até a cidade existem duas opções de transporte público convenientes. O sistema de metrô da cidade (12 RMB = 6 BRL ) e a única linha de Maglev comercialmente operante no mundo (50 RMB = 25 BRL, aceitavam cartão de crédito). Optei pelo Maglev e me desapontei um pouco, pois devido ao horário de pico (três picos por dia: início da manhã, almoço e fim da tarde) ele não operou em velocidade máxima (430 km/h), mas sim a 300 km/h, velocidade padrão de um trem bala chinês. O projeto já antigo do trem também não reluz conforto, o que não é nenhum absurdo, já que a viagem de 30 km até Pudong (centro de Shanghai) leva 5 minutos.
       
      Chegando em Pudong fomos recepcionados pelo primeiro perrengue da viagem. Imaginava que a estação que compreendia três linhas de metrô e uma de Maglev, relativamente próxima ao centro financeiro, fosse um lugar muito fácil de trocar dinheiro e que, na pior das hipóteses, compraria os bilhetes de metrô com cartão de crédito.
      Não havia casas de câmbio. Não havia caixas eletrônicos e o metrô não aceitava cartão. Descobrimos naquele momento também que raramente encontraríamos pessoas receptivas que falassem inglês para nos ajudar, e mesmo quando encontrássemos, que a barreira do idioma esgotaria rapidamente a paciência até dos chineses mais simpáticos.
      Minha namorada havia levado um dicionário de viagem com frases prontas em mandarim. (MUITO IMPORTANTE!!!) Após mais de uma hora tentando resolver a situação nos arredores, resolvemos sair pela cidade (ainda com mochilas), apontando no livro a frase “Where’s the nearest ATM” em Mandarin. A área entorno da estação de Pudong ainda está em processo de urbanização e é constituída por avenidas largas sem calçadas. Após meia hora de caminhada e muita confusão com as pessoas que conseguíamos abordar, finalmente encontramos um banco, e uma hora depois tínhamos Yuans na carteira!!!! Em outra parte do relato explicarei sobre como trocar dinheiro.
       
      Voltamos pegamos metrô para o hotel. Nos preparativos da viagem demorei para reservar acomodação e quando fui reservar, todos os bons hostels da cidade estavam cheios. Reservei então um hotel de uma grande rede, estilo Ibis, chamada “JinJiang Inn”, próximo ao estádio Hongkou. Quarto privativo para até três pessoas sem café da manhã.
      Ao sair da estação de metrô mais próxima (Hongkou Football Stadium, cerca de 700 metros), liguei o Google Maps para fazer o trajeto que eu havia salvo off-line. Acredito que pelo serviço ser banido na china a base de dados deixou de ser atualizada e simplesmente não é confiável.
       
      Andamos cerca de 2 km até o local onde supostamente era o destino. No caminho por ruas estreitas e locais muito pobres tivemos contato com toda pobreza que não se pode ver no Google. Se não fosse o cansaço extremo das últimas 30 horas, as mochilas pesadas e todos os dólares da viagem na carteira, teria sido um ótimo contato com essa realidade. O Google nos fez chegar dentro de uma fábrica de vidro.
       
      Novamente dependemos do bom e velho papel (reserva impressa do hotel com endereço em chinês) e da boa vontade de uma em cinco pessoas que abordávamos e nos ajudava. Estávamos no meio de um bairro onde não havia taxis. Depois de atravessar Luxun Park, depois do sol se por, depois de muito vai e vem e uma hora e meia de caminhada no total encontramos nosso hotel. A lição que fica é não usar os serviços de GPS na China. Se eu manualmente tivesse traçado no mapa o caminho para percorrer até o hotel e tirado um screenshot, nada disso teria acontecido. Um táxi a partir de Pudong também teria sido uma ótima ideia.
       
      A missão do dia agora era descansar e tentar fazer os pés desincharem para aproveitar o próximo dia. Um “lamen” comprado na venda ao lado seria a janta. É na verdade um miojo em pote, como se fosse um Cup Noodles gigante com muito sódio e especiarias, para consumo individual, e foi consumido praticamente dia sim/dia não durante a viagem, usando as ‘chaleiras elétricas’ que você encontra em todo lugar. Essas chaleiras também são ótimas para ferver água e abastecer as garrafinhas.
       
      GASTOS DO DIA: 183 RMB = R$ 92 (por pessoa)
      • Maglev: 50 RMB = R$ 25
      • Metrô: 6 RMB = R$ 3
      • Miojo, água e guloseimas: 11 RMB = R$ 6
      • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58 (existem opções bem mais em conta).
       

       

       
       
      Dia 3 - 17/11/16
       
      Chuva na janela. Precisávamos gastar o dia em uma atração coberta. Resolvemos ir ao museu da ciência e tecnologia. Mas antes resolvemos tomar café da manhã no hotel. Custava 20 RMB e comia o quanto quisesse. O café da manhã era uma legítima refeição chinesa, contando com larvas de bicho da seda e outras iguarias as quais me mantive distante. O mais próximo da alimentação ocidental era um macarrão frito e uma espécie de ovos mexidos. Havia também uma salsicha quase incomível (muito popular em Shanghai) e uma espécie de café com leite de soja de causar arrependimento. Chineses comem rápido e dividem a mesa.
       
      Fomos então ao belíssimo museu da ciência e tecnologia. Aparte do edifício megalomaníaco, o museu é direcionado para crianças, e elas são milhares, correndo, gritando, fazendo picnic no chão do museu. Apesar de o museu contar com sinalização em inglês, as atrações são totalmente voltadas para as crianças chinesas. Teria me arrependido muito de ter ido lá, mas foi possível me divertir vendo todas aquelas crianças num momento tão próprio delas.
       
      Saímos de lá e fomos direto para Pudong ver os grandes prédios. A área é fácil e confortável de se locomover, com muitas passarelas elevadas exclusivas para pedestres e acesso direto aos shoppings. A altura e beleza dos prédios são de cair o queixo. Lado a lado se encontram três dos 10 maiores prédios do planeta, incluindo a recém-inaugurada Shanghai Tower (2º edifício mais alto da terra, com 632 metros).
       
      Apesar do entusiasmo, a chuva e a neblina interferiram com os planos e resolvemos nos abrigar para comer uma vez que estava começando a escurecer. Por ser uma área cara resolvemos comer no Mc Donalds do shopping. Em Shanghai o Mc custa quase metade do que em São Paulo, entretanto a qualidade é inferior e o hambúrguer fininho. Aliás, tenha em mente que o consumo de carne na china é bem baixo, especialmente carne bovina. Leite então é ainda mais raro (e caro) de se encontrar, assim como o queijo. Faz todo sentido, já imaginou 1,3 bi de pessoas comendo carne e bebendo leite nas proporções ocidentais? Não há planeta que aguente.
       
      Depois de comer, ficamos uns 40 minutos andando na garoa procurando a entrada do ‘Bund Touristic Tunnel’. É um túnel iluminado e divertido (muitos vídeos na internet) que parece uma balada e com um pequeno trem, atravessa o Rio Huangpu e conecta Pudong ao The Bund (‘promenade’ de shanghai em que se pode observar Pudong através do rio). Valeu a experiência de pegar o trenzinho, pois ele desembarca a poucos metros do The Bund.
       
      O The Bund é uma área extremamente convidativa para andar, gastar o seu tempo e admirar a cidade. De um lado muitos prédios do início do século passado que esbanjam arquitetura, do renascentista ao gótico, do barroco ao românico, demais. Do outro lado o movimentado (muito) passeio a beira do Rio Huangpu, com Pudong ao fundo. Tudo é tão bonito que nem mesmo a multidão disputando espaço com você pode estragar.
       
      Estava ficando tarde e resolvemos voltar para o hotel. No longo caminho até o metrô nos perdemos (pra variar) e por sorte encontramos o bairro de ‘Old City of Shanghai’. Foi inesperado e muito oportuno. O bairro é repleto de construções de arquitetura clássica chinesa. Após mais uma hora de caminhada voltamos para o hotel, perto da meia noite. Na china é fácil encontrar lojas de conveniência 24 horas. Aproveitamos e passamos em uma para comprar algo para comer e alguns mantimentos para o próximo dia, pois se estivesse sol, iríamos para Disney.
       
      GASTOS DO DIA: 314 RMB = R$ 157 (por pessoa)
      • Café da Manhã: 20 RMB = R$ 10
      • Metrô: 14 RMB = R$ 7 (três vezes ao longo do dia)
      • Science Museum: 60 RMB = R$ 30
      • Mc Donalds: 26 RMB = R$ 13
      • Bund Touristic Tunnel: 50 RMB = R$25
      • Água, café solúvel, lanches e besteiras na loja de conveniência: 28 RMB = R$ 14
      • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58 (existem opções bem mais em conta).
       

       

       

       
      Dia 4 - 18/11/16
       
      Previsão de sol, dia de ir à Disney! Nunca fui em um parque deles e tinha vontade de conhecer. Acordamos cedo, tomamos café no hotel e fomos ao parque. É possível ir de metrô.
      O recém-inaugurado parque do Mickey em Shanghai é todo megalomaníaco, aos modos chineses e da Disney. A área de entorno é muito bonita, com um grande rio separando o parque do resort. Atenção, o parque é voltado para os chineses e estrangeiros definitivamente não são o público alvo. As atrações são todas em mandarim, o que foi extremamente frustrante, e muitas vezes a sinalização em inglês fica a desejar. Se não fossem os belíssimos banheiros temáticos que contavam com privadas normais entre às turcas eu diria que estrangeiros sequer eram bem vindos lá.
       
      Eu particularmente me decepcionei um pouco, pois esperava brinquedos de adrenalina. Entretanto as atrações são mais voltadas para crianças, envolvendo personagens da Disney. Ainda assim da pra se divertir bastante em meia dúzia de brinquedos, o que num dia cheio é o possível de se ir, contando até duas horas de fila para cada um. A dica é tentar pegar a fila individual (pessoas que servem para completar aqueles assentos ímpares), que chega a ser até cinco vezes mais rápida do que a fila em grupo. Encontramos um grupo de brasileiros por lá. Mais adiante só nos depararíamos com mais um brasileiro em toda viagem.
       
      O conselho que eu deixo para quem quiser ir é chegar cedo e preparar a paciência para as filas e para as pessoas que vão o tempo todo tentar corta-la. Se pudesse voltar atrás certamente teria gasto meu dia no aquário ou outras atrações da cidade. Entretanto, como toda a China, o parque, que caiu no gosto do povo é um grande canteiro de obras. Pode ser que daqui alguns meses tudo esteja muito diferente.
       
      GASTOS DO DIA: 442 RMB = R$ 221 (por pessoa)
      • Café da Manhã: 20 RMB = R$ 10
      • Metrô: 12 RMB = R$ 6 (três vezes ao longo do dia)
      • Entrada para Disney: 370 RMB = R$ 185
      • Casquinhas (muito melhores que Mc): 20 RMB = R$ 10 (duas)
      • Miojos a noite: 4 RMB = R$ 2
      • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58 (existem opções bem mais em conta).
       

       

       
       
      Dia 5 - 19/11/16
       
      Vou passar rapidamente pelo dia, pois foram muitas atividades. Acordamos, saímos do hotel para tomar café em algum lugar chinês típico, terminamos no KFC. KFC é o fastfood mais popular da china e vocês vão perceber no relato dos outros dias. Depois disso resolvemos ir comprar as passagens para Changsha, aonde pegaríamos o trem para Zhangjiaje no próximo dia. Li na internet que os trens partiam de Shanghai South e tirei um screenshot de um site que mostrava alguns números de trens.
       
      Chegando em Shanghai South, a surpresa, todas as informações sobre trens estavam em chinês, NADA EM INGLÊS. Procurando ajuda por todos os lados, NADA. A única informação em alfabeto romano era os códigos e horários dos trens. Fomos direto ao guichê onde se compravam a passagem. Mandaram-nos pegar outra fila. Essa situação parece ser simples, mas é muito complicada. Pois o chinês não tem um grande respeito por filas e demorar mais do que 30 segundos falando com atendente é motivo para desmanchar uma fila e todo mundo se tumultuar na frente, te interrompendo enquanto você tenta explicar para o atendente para onde você quer ir e quando. O atendente que não quer ou não sabe falar inglês tenta fugir de te atender, tornando a compra de passagens um desafio. Depois de muito stress e esforço tentando desvendar os símbolos chineses que representam os nomes das cidades as passagens foram compradas.
       
      Depois disso, fomos visitar vários pontos turísticos da cidade e fazer sightseeing. Deu pra aproveitar muito bem. Para quem gosta de planejamento urbano, aconselho fortemente o Urban Planning Exibition Center, que conta a história de como a cidade cresceu e esbanja o planejamento urbano necessário para manter a maior cidade do planeta fluindo tão bem. Fica em People’s Park e do lado de fora tem umas barracas de comida fastfood chinesas que podem ser interessante para quem deseja experimentar, mas não tem coragem de comer nas banquinhas mais simples. Eu fiquei com batata frita mesmo.
       
      O período da tarde foi recheado de perrengues. O perrengue legal foi se perder na cidade procurando um templo e parar num bairro nada turístico extremamente movimentado. O perrengue ruim foi esperar 1h20 (!!!) pra trocar dinheiro no banco (precisávamos muito trocar) e na hora de ser chamado nos expulsarem do banco pois havia dado 18h e o banco iria fechar.
       
      Depois disso fomos para Nanjing Road. É o lugar mais vivo de Shanghai, uma rua larga para pedestres, muito iluminada, lotado de lojas daquelas que da pra gastar horas sem precisar comprar nada e se divertindo com street performers, restaurantes e etc. Nessa hora a neblina abriu um pouco e foi possível ver as nuvens no céu. Saímos em disparate para tentar subir a Shanghai Tower (segundo maior prédio do planeta). Pegamos metrô novamente. Chegando em Shanghai Tower o tempo já havia fechado novamente. A própria atendente orienta a não subir pois eles não devolvem o dinheiro caso não haja visibilidade. (A ponta do prédio já estava dentro das nuvens). Pelo menos rendeu algumas boas fotos. Depois disso fomos ao The Bund nos despedir da cidade. Voltamos para o hotel perto da meia noite para dormir algumas horas antes de pegar o trem. Não tivemos forças nem para comer miojo.
       
      GASTOS DO DIA: 214 RMB = R$ 113 (por pessoa)
      • Café da Manhã no KFC: 14 RMB = R$ 7
      • Metrô: 24 RMB = R$ 12 (seis vezes ao longo do dia)
      • Entrada para Shanghai UPEH : 30 RMB = R$ 15
      • Lanche e café no fastfood chinês: 12 RMB = R$ 6
      • Compras no supermercado (estoque de comida): 18 RMB = R$9
      • Hotel JinJiang Inn: 116 RMB = R$58.
       

       

       

       
      Dia 6 - 20/11/16
       
      Acordamos bem cedo pra pegar o trem das 7h30 em Shanghai South para Changsha e depois o trem a Zhangjijiae. Chegando em Shanghai South fomos barrados na hora de entrar na estação. Depois barrados na outra entrada, como se estivéssemos no lugar errado. Na melhor das hipóteses apontavam um caminho que nos mandava de volta ao metrô. No metrô alguém conseguiu nos mostrar, apontando em um mapa, que estávamos na estação errada (!!!!). Bateu um pânico instantâneo. Nas passagens estava realmente estava escrito Shanghai Hongqiao to Changsha. Entretanto em momento nenhum pensei que Hongqiao seria outra estação, ou que em uma estação me venderam uma passagem partindo de outra. Depois de muita correria e stress conseguimos remarcar a passagem SEM CUSTO NENHUM para um trem três horas mais tarde (ufa).
       
      Nosso trem partiria da estação Shanghai Hongqiao. É o exemplo perfeito da megalomania chinesa. Uma estação de trens balas com mais de 30 plataformas com trens partindo para o país inteiro. Vendo aquela estação fica fácil entender porque hoje no planeta existem mais quilômetros de trem bala dentro da china do que fora dela.
      O trem bala chinês é igual ao japonês (houve transferência de tecnologia da Mitsubishi para estatal chinesa). Confortável, rápido e silencioso. A comida a bordo foi uma das melhores que tivemos na viagem e é possível dividir o prato para duas pessoas.
       
      O trem bala é uma experiência importantíssima pois é possível ver como 1,3 bilhões de pessoas conseguem ocupar a china. Grandes planícies de plantação de arroz intercaladas com pequenos agrupamentos rurais e grandes cidades, essas últimas com obras e mais obras, uma infinidade de condomínios de dezenas de torres sendo erguidos cidade a cidade.
       
      Grande parte das cidades pequenas e agrupamentos rurais estão sendo abandonadas num movimento onde a população chinesa caminha para essas grandes cidades, sendo possível observar uma outra infinidade de casas e pequenos prédios em cidades pequenas totalmente abandonados.
       
      Chegando em Changsha por volta das 15 horas, fomos surpreendidos por uma estação de trem megalotada, com filas intermináveis e ausência de alguém que pudesse dar uma informação. Creio que aquela situação era anormal e aconteceu por ser domingo. Como o tempo era curto, ao invés de perder mais de uma hora na fila resolvi tentar procurar a rodoviária para ir de ônibus. É impressionante a frieza de algumas pessoas que além de se recusar em nos ajudar riam na sua cara e viravam as costas. Depois de quase uma hora encontramos a rodoviária e conseguimos comprar a passagem. A viagem para 6 horas para Zhangjiajie foi uma loucura por si só, impossível de se explicar. O conselho aqui é tentar a todo custo ficar na parte da frente da fila e entrar rapidinho no ônibus para garantir seu lugar. Vale também tomar cuidado com as paradas, pois o ônibus pode facilmente partir sem você, acredite.
       
      Chegando em Zhangjiajie já depois da meia noite, conseguimos encontrar facilmente o Hostel, que ficava no centro, próximo à rodoviária e estação de trem. E lá fomos recepcionados pelas melhores pessoas que encontraríamos na China, e o melhor, que falavam inglês. Estavam todos acordados somente esperando chegarmos. Nos ajudaram com tudo que poderíamos querer e muito mais. Nos deram mapas, informações do que fazer e o que não fazer, onde comer e tudo mais. O hostel é novo em folha e excepcionalmente bonito e aliviou o dia preenchido por perrengues. Nem pense duas vezes na hora de reservar: - Pengjiapu Community, Guanliping Street, Yongding District, Yong Ding, Zhangjiajie. Pegamos quarto privativo. A noite em quarto compartilhado nesse Hostel saía por 40 RMB (R$ 20). Como de costume na China, não inclui café da manhã. Café da manhã é uma refeição um pouco atípica por lá. Eles curtem comer um macarrão de manhã ou omelete e não possuem o vício da cafeína.
       
      GASTOS DO DIA: 706 RMB = R$ 353 (por pessoa)
      • Trem de Shanghai para Changsha: 478 RMB = R$ 239
      • Refeição no trem: 23 RMB = R$ 12
      • Ônibus de Changsha para Zhangjiajie: 118 RMB = R$ 59
      • Hostel Zhangjiajie Mini INN: 84 RMB = R$ 42
       

       
       
      Dia 7 - 21/11/16
       
      Acordamos cedo para visitar a Tiamen Mountain. Estivesse nublado, chovendo ou nevando, iriamos subir a montanha. Aqui vale a pena eu me estender sobre um aspecto da viagem que foi de dificílimo planejamento: Quem visita a cidade de Zhangjiajie tem pelo menos dois objetivos: Visitar a Tiamen Mountain e o Zhangjiajie National Park (famoso parque das montanhas do avatar). Com muita pesquisa compreendemos que, para a confusão dos já confusos turistas, a Tiamen Mountain é acessível do centro da cidade de Zhangjiajie, a partir de ônibus e teleférico oficiais do próprio parque Tiamen, já o imenso Zhangjiajie National Park, que carrega o nome da cidade, não é acessível a partir da cidade propriamente dita (pelo menos não facilmente), sendo que para visitar o parque é melhor você se hospedar em outra cidade ou em um dos vilarejos nas entradas do parque. A decisão que tomamos por visitar o Zhangjijae National Park a partir da cidade de Wulingyuan se provou como a mais acertada de toda a viagem, como será possível acompanhar mais adiante no relato e se você pretende visitar ambos não deve pensar duas vezes.
       
      Voltando ao relato: A entrada do teleférico que dá acesso à Tiamen Mountain fica no centro da cidade. Aqui não existem muitas opções e para subir a montanha, é obrigatório pagar 258 RMB (129 Reais), que além da entrada para o parque inclui ingressos para o maior teleférico do planeta e passagem de ônibus para estrada das 99 curvas. Suba de teleférico e desça de ônibus, a menos que o tempo esteja ruim de manhã e houver perspectiva de melhoria para a parte da tarde.
       
      A subida de teleférico é simplesmente sem palavras. Pegamos tempo com muita neblina, entretanto, repentinamente, o teleférico acendeu acima das nuvens e meu queixo simplesmente caiu. Um interminável colchão de nuvens, furado por picos de um lado, o sol do outro e a frente a imensa montanha de Tiamen. É um daqueles poucos momentos na vida que você sente que seus cinco sentidos não são suficientes para absorver o que está lá. Você não consegue exprimir o que está sentindo, se inquieta, e simplesmente começa a rir.
       
      Com esse novo ânimo chegamos ao topo da montanha prontos para fazer as trilhas da parte alta. Para nosso azar o tempo logo se fechou novamente, mas ainda assim o possível de se avistar era estonteante. Tem bastante coisa para fazer na montanha, para aproveitar bem é bom acordar cedo. O melhor de tudo é que tudo é bem sinalizado em chinês e inglês. É impressionante a forma como as extensas passarelas beiram o desfiladeiro e intrigante pensar como elas foram construídas, algo que você só vê na china. Você pode se divertir muito parando alguns minutos para observar como todos ficam impressionados com o que estão vendo.
       
      Pelas duas da tarde resolvemos iniciar a descida, pois temíamos que se o tempo piorasse não conseguiríamos ver a ‘Heavens Door’. Depois de intermináveis escadas rolantes chegamos em ‘Heavens Door’, e embora o tempo estivesse um fiasco, é uma experiência única. O olhar de cada pessoa descendo aquela escadaria demonstra o fascínio do momento. São 999 degraus e alguns deles tão íngremes que um escorregão resultaria facilmente em morte. Quando terminamos de descer já queríamos subir de volta, mas era hora de embarcar no ônibus pela estrada das 99 curvas (eles gostam do número 9). Chegamos de volta na cidade e já estava escuro. Terminamos o dia caminhando pelas vielas do centro de Zhagjajae e comendo nas excelentes padarias locais.
       
      GASTOS DO DIA: 382 RMB = R$ 191 (por pessoa)
      • Café da Manhã e mantimentos: 22 RMB = R$ 11
      • Ingresso Tiamen Mountain: 258 RMB = R$ 129
      • Sorvete e água em Tiamen: 6 RMB = R$ 3
      • Lanche a noite: 14 RMB = R$ 7
      • Hostel Zhangjiajie Mini INN: 84 RMB = R$ 42
       

       

       

       
       
      Dia 8 - 22/11/16
      Antes de ir à Wulingyuan precisávamos trocar dinheiro. Na saída o staff do hostel nos deu todas as direções que precisaríamos no dia e até nos deu um mapa artístico do parque, pelo qual eu me disporia a pagar pelo menos 20 RMB se ele quisesse cobrar. Ele também nos escreveu o nome do ônibus em chinês, o que foi extremamente necessário para conseguir encontrar o bendito ônibus público, que passava em frente ao teleférico que havíamos pegado no dia anterior.
       
      Ao contrário do que estamos acostumados, trocar dinheiro na china não é uma atividade corriqueira. Aparentemente o governo tem elevado controle sobre as transações cambiais e são necessários vários procedimentos burocráticos e assinaturas. Enquanto estivemos em território chinês trocamos dinheiro seis vezes e apenas uma dessas vezes nos custou menos de uma hora entre fila e atendimento. A troca de dinheiro é feita em bancos, e não casas de câmbio. A única casa de câmbio que vimos foi no aeroporto de Shanghai e a taxa estava pelo menos 10% maior do que a que pagamos mais tarde em um banco. Você vai se acostumar a ver meia dúzia de bancos na China e aparentemente a cotação varia muito pouco (ou nada) entre eles. Notei uma tendência de melhor atendimento e rapidez no banco chamado ABC (Agricultural Bank of China).
       
      Mas em Zhangjiajie o ABC não trocava dinheiro e tivemos que pegar um taxi para outro banco. O atendente do banco ABC foi extremamente prestativo, nos achou um taxi e deu instruções explícitas para o taxista nos levar á uma determinada agência de outro banco. Táxi oficial na China (amarelo) é muito barato. Uma corrida de dez minutos nos custou 6 RMB (R$ 3) entretanto é difícil parar os taxistas. Depois de mais de uma hora e dinheiro na mão, fomos pegar o ônibus para Wulingyuan. A baratíssima viagem, feita por estradas pequenas, leva pouco mais de uma hora e você deve pagar para um cobrador que entra no ônibus durante o trajeto e sai logo em seguida. O ônibus não é limpo nem vazio. Mochilas no colo e chineses olhando feio.
       
      Wulingyuan é um distrito/cidade turística usada como base para quem está visitando o Zhangjiajie National Park, e como já disse anteriormente, visitar o parque por essa cidade foi uma das decisões mais acertadas da viagem. A cidade é repleta de resorts e hotéis luxuosos e felizmente alguns lugares mais baratos. Ficamos no Zhangjiajie 1982 Chujian International Youth Hostel (Intersection of Jundi Rd and Tuofeng Rd, Wu Lingyuan, 427000 Zhangjiajie, China). É um dos hostels mais bonitos que já vi e também contava com staff excepcional, que mesmo não sabendo falar inglês muito bem, tomava o tempo que fosse usando os serviços de tradução para te explicar as coisas, e isso estava fazendo muita falta na viagem. Além disso, fica localizado logo na entrada do parque, um luxo. Mas o principal motivo pelo qual aconselho você a se hospedar lá é que eles vão te dar de presente um mapa do parque em inglês, e isso não tem preço, acredite, pois até então não havíamos encontrado a venda em lugar nenhum.
      O ingresso para o parque custa 245 RMB e é válido para quatro dias. A princípio parece caro, mas o parque é gigante (400 km²) e conta com um eficiente sistema de ônibus gratuito, com várias linhas, além de toda infraestrutura do parque em si (trilhas, e mais trilhas, escadarias sem fim, banheiro, limpeza, etc..).
       
      O plano era ir ao parque naquela tarde para verificar se havia sinalização em inglês. Caso não houvesse, tentaríamos através do hostel contratar um guia para o dia seguinte. Entramos no parque e pegamos um ônibus que percorria cerca de 7 km até a primeira parada. Não adianta eu tentar descrever a vista aqui porque uma pesquisa no Google valeria mais do que qualquer coisa que eu pudesse escrever. Mas imagine que é um constante exercício de negação dos seus sentidos e autoquestionamento do porquê você nunca esteve lá antes.
       
      Entre as selfies você então promete que vai repensar as metas da vida, passar a trabalhar menos, viajar mais, vai voltar lá um dia e assim por diante.
      Para nossa felicidade, o parque contava com uma recém-implantada sinalização em inglês, que somada com o fato de possuirmos um mapa, nos pouparia de ter que contratar um guia. Ainda assim aconselharia quem for lá com mais tempo a cogitar a ideia, pois o serviço de guia não é caro (ouvimos dizer que era entorno de 100 RMB a diária) e o parque certamente guarda muitos segredos que não constam nos mapas.
       
      Depois de duas horas de caminhada, muita chuva e frio voltamos para o hostel para planejar o próximo o dia. O cansaço nos derrubou e comemos o miojo e bebidas disponíveis no quarto. Perdemos a neve que caiu naquela noite.
       
      GASTOS DO DIA: 367 RMB = R$ 183 (por pessoa)
      • Taxi: 6 RMB/2 = R$ 1.5
      • Ônibus para Wulingyuan: 14 RMB = R$ 7
      • Ingresso para o parque: 245 RMB = R$ 123
      • Lanche a noite: 8 RMB = R$ 4
      • Hostel Zhangjiajie 1982: 94 RMB = R$ 47
       

       

       
       
      Dia 9 - 23/11/16
       
      Uma das coisas mais difíceis de planejar na viagem foi decidir quanto tempo ficaríamos no parque. Vi relatos na internet de pessoas que ficam dez dias por lá. Acabamos decidindo por passar a tarde do dia anterior (que foi atrapalhada pela chuva), aquele dia completo, e 70% do próximo dia, pois naquela noite teríamos um voo para o próximo destino. Olhando para trás diria que foi pouco.
       
      Acordamos bem cedo e fomos ao parque dispostos a subir a montanha por uma das trilhas (se prepare para subir e descer uns quatro mil degraus) para conseguir esquentar um pouco, já que não esperávamos temperaturas negativas e não tínhamos roupas para aquele frio . As trilhas têm chão e escadas de pedra e são bem sinalizadas, o que te deixa confiante a entrar.
       
      Depois de poucos minutos na trilha descobrimos um problema que iria atrapalhar muito nossa vida: gelo. Não neve, mas sim gelo impregnado nas superfícies. Caminhar em gelo e subir escadas congeladas é um desafio que requer energia e paciência. Um acidente ali poderia ser uma catástrofe, já que era comum passar até uma hora de subida sem encontrar outras pessoas. Não imagino como um resgate poderia ser feito também. Em toda viagem não vimos um único helicóptero e hospital na China é coisa raríssima de se ver.
      Não só pelo frio, mas principalmente pelo fator gelo, pondere muito antes de visitar o parque no inverno. Se decidir visitar esteja mais preparado do que nós, e leve roupas e calçados apropriados.
       
      Ainda assim nada poderia estragar o espetacular cenário que era avistado em cada curva ou claraboia. E apesar dos pequenos perrengues a motivação era ímpar. Chegamos ao topo onde encontramos várias excursões de turistas e barracas de comida. Abastecemos com chá de gengibre e omelete enquanto observávamos outros turistas escorregando/caindo no gelo.
       
      Já depois das 13:00 resolvemos continuar pegando outras trilhas. Um fato interessante que eu não sabia é que a bateria do celular tem dificuldades de funcionar em temperaturas negativas. O celular desligava sozinho e descarregou rapidamente. Por sorte estávamos com a câmera da minha namorada.
       
      Tínhamos planos de pegar um ônibus até um local onde pudéssemos descer por uma trilha rápida que o mapa apontava ser uma descida de 30 minutos. Depois de nos perdermos um pouco (bastante), pegar ônibus errado, ir parar em outra entrada do parque, esperar uma hora até sair outro ônibus e muita confusão, encontramos o caminho. Nessa hora um funcionário com boa vontade nos alertou que a linha de ônibus que pretendíamos pegar estava fechada por causa do gelo na estrada e quis passar um senso de urgência muito grande para nós, interpretado mais tarde como um sinal de que deveríamos correr muito para chegar de volta em Wulingyuan. Falou para um motorista que já havia parado para nos dar carona até determinado local.
       
      Começamos então a nos dar conta que já estava tarde e que estávamos no meio do nada. Correndo muito e com muita sorte conseguimos pegar a penúltima viagem do Elevador Bailong , o maior elevador ‘outdoor’ que existe, com uma cabine de vidro que sobe a 326 metros. Como já estava completamente escuro não conseguimos ver nada.
      Felizes por não ter passado um perrengue maior, encerramos a fria noite comendo em um despojado restaurante local, que contava com uma simpaticíssima garçonete que nos ajudou a fazer o pedido usando seu Baidu Tradutor.
       
      GASTOS DO DIA: 203 RMB = R$ 102 (por pessoa)
      • Pães e bolachas no café da manhã: 4 RMB = R$ 2
      • Lanche no parque: 9 RMB = R$ 5
      • Elevador: 72 RMB = R$ 34
      • Restaurante Chinês: 24 RMB = R$ 12
      • Hostel Zhangjiajie 1982: 94 RMB = R$ 47
       

       

       

       

       
       
      Dia 10 - 24/11/16
       
      Acordamos cedo para subir as montanhas por um dos teleféricos, (o mais próximo da entrada de Willinguan). Deixamos as malas arrumadas pois teríamos que pegar o ônibus para Zhangjiajie as 15h. Os chineses não brincam em serviço e sabem escolher muito bem aonde colocam seus teleféricos. A subida de uns 5 minutos é repleta de cenários que literalmente vão te deixar sem palavras. No alto da montanha a temperatura novamente estava negativa, talvez na casa do segundo dígito, fazendo com que o celular não parasse ligado e tornando dificílimo, senão impossível, ficar sem luva para as fotos. Novamente não tem o que eu escrever já que as fotos valem por mil palavras e tudo o que você consegue pensar é quando você vai voltar ali.
       
      La no alto tem bastante coisa pra ver e fazer, restaurantes (inclusive Mc Donalds) e até hospedagens. O teleférico, assim como o elevador Butong, é cobrado ‘per ride’, ou seja, pra descer tem que pagar o mesmo valor da ida, o que e bom porque motiva as pessoas a descerem pelas trilhas. A trilha assim como todo resto daquele lugar é sem palavras.
       
      O lugar estava repleto de gelo, e sem calçados apropriados, tínhamos que descer longos trechos de escadas engatinhando, de costas, de lado. Uma aventura a ser esquecida. Conforme fomos descendo o gelo foi sumindo e mais da metade do caminho foi feito ‘sem aperto’. Entretanto, a descida que era sinalizada no mapa (em inglês) como sendo de 40 minutos levou quase quatro horas. Apesar de termos demorado, o mapa sem dúvidas estava errado, o que pode colocar em encrenca quem deixa para fazer a trilha com o horário apertado. Somado ao fato de que a trilha era praticamente remota e deserta, um anoitecer no inverno pode facilmente resultar em catástrofe. Então tenha em mente para se programar que não existe descida/subida para parte alta da montanha com menos de 1h30-2h30 no Zhangjiajie National Park, nem no verão.
       
      Se pudesse voltar no tempo teria feito o contrário, subido a pé e descido de teleférico. Descer escadas exige muito mais do joelho do que subir, levando-se em conta que estamos falando de 3 mil degraus. Os joelhos que já tinham pedido arrego no dia anterior arriaram de vez e eu parecia um velho manco procurando corrimões. Acabou que daquele dia em diante na viagem não teria mais joelho para nada e recorreria a todos os corrimões, literalmente uma pessoa de mobilidade reduzida. Mas que valeu a pena valeu. Que vontade de voltar e ficar uma semana inteira no parque.
       
      Voltamos, comemos no mesmo restaurante tradicional do dia anterior, pegamos a mala no hostel, escovamos os dentes e fomos para Zhangjiajie. Passamos em uma das deliciosas padarias para nos despedir. E pegamos o táxi, que cobra uma taxa extra para ir até o aeroporto, devendo o preço ser combinado antes da corrida.
      A única dica referente ao aeroporto é que eles são altamente intolerantes com as revistas. Respeite o limite das baterias e jamais tente carregar isqueiro.
       
      O avião para Xian decolou sem um único lugar vazio. Não se assuste com chineses fazendo grandes refeições trazidas de casa ou jogando lixo no chão do avião durante o voo. Chegando em Xian, com muita e muita negociação (MUITA), conseguimos um taxi compartilhado para o centro da cidade por 100 RBM, em uma espécie de uber pelo que eu entendi. O simpático motorista se considerava um piloto de F1 com seu Hyundai Elantra a 150 km/h, em uma pista com resquícios de neve. Me ajudou a compreender porque vídeos de acidentes de carro na China se tornam cada vez mais frequentes na internet. Chegamos no hostel 1h30 da manhã e a eficiente recepção era 24 horas.
       
       
      GASTOS DO DIA: 648 RMB = R$ 324 (por pessoa)
      • Teleférico: 67 RMB = R$ 3
      • Restaurante Chinês: 26 RMB = R$ 13
      • Ônibus para Zhangjiajie: 14 RMB = R$ 7
      • Gastos na padaria: 8 RMB = R$ 4
      • Passagem AéreaZhangjiajie – Xian: 453 RMB = R$ 227
      • Xian Ancient City Hostel: 80 RMB = R$ 40
       

       

       

       

       
       
       
      Dia 11 - 25/11/16
       
      A histórica Xian é uma cidade única. Relativamente grande, mas com um ar um pouco interiorano e uma atmosfera muito agradável. Dos lugares que visitamos na China é a que as pessoas aparentavam ser mais felizes e também a cidade na qual se vestiam melhor. Ao contrário dos outros lugares em que estivemos, era comum avistarmos hospitais e ambulâncias, e também haviam padarias gostosas por toda parte. A cidade é dividida urbanisticamente por uma muralha, sendo comum para se localizar se referir ao lado de dentro e de fora da muralha. Lar de tantos imperadores, a cidade é repleta de monumentos e prédios históricos. Além de tudo, é notadamente planejada e possui ruas largas e arborizadas, o que a faz parecer uma cidade europeia no meio da china. Tudo isso surpreendeu bastante uma vez que a cidade é lembrada quase que exclusivamente pelo sítio arqueológico dos guerreiros de Terracota (Terracota Warriors), a cerca de uma hora e meia de viagem.
       
      Voltando ao relato, esse foi um dos dias mais mal aproveitados da viagem, entretanto corrido como sempre. Antes de sair do hostel coletamos o máximo de informações. Tínhamos um mapa em inglês da cidade, fornecido pelo hostel, e iríamos até a estação de trem central da cidade, de onde saía o ônibus para Terracota. Após cerca de duas horas andando de um lado para o outro, trocando informações confusas com locais e sem conseguir encontrar a bendita estação desistimos de ir naquele dia. Andando por ali nos deparamos com um parque gigantesco no qual foi possível passar um tempo brincando com a neve que estava derretendo e com os cachorros de rua. Esse local acidentalmente encontrado era na verdade um sítio arqueológico gigante (gigante mesmo) chamado Daming Palace. Desistimos de entrar quando vimos no nosso guia que era necessário um dia inteiro para visitar.
       
      Usando o belíssimo e eficiente metrô da cidade, fomos ao Pagoda do Grande Ganso Selvagem. Aí sim demos sorte, um monumento belíssimo que com 1300 anos de idade, e na sua frente, um dos maiores chafarizes do mundo, medindo meio quilometro de comprimento! O show do chafariz acontece todo dia a noite e teríamos que voltar ali depois. Comemos no Burguer King (precisávamos!). Fomos a outro monumento (que estava fechado) e depois à estação de trem no extremo norte da cidade comprar nossa passagem de trem para Pequim. Gastamos o restante de noite andando no movimentado e vivo centro comercial de Xian e tentando, sem sucesso, fazer umas comprinhas. As 20h30 voltamos ao Pagoda do Grande Ganso para, em meio à multidão, assistir o excepcional show do chafariz, que cumpre o que promete. Ufa!
       
      O bar do Hostel estava vazio, subimos para o quarto e encerramos a noite comendo guloseimas de padaria e o usual balde de miojo, o qual a essa altura do campeonato eu já havia compreendido ser essa a mais legítima experiência chinesa.
       
      GASTOS DO DIA: 124 RMB = R$ 62 (por pessoa)
      • Burger King: 24 RMB = R$ 12
      • Mantimentos: 6 RMB = R$ 3
      • Metrô ao longo do dia: 9 RMB = R$ 5
      • Xian Ancient City Hostel: 80 RMB = R$ 40
      • Miojo para o jantar: 5 RMB = 3
       

       

       
       
      Dia 12 - 26/11/16
       
      Você pode visitar o sítio arqueológico de Terracota através de um tour ou pode tentar fazer você mesmo, utilizando-se de transporte público (famoso ‘Bus 5 (306)’, o que te economizará um bom dinheiro. Escolhemos a segunda alternativa. Depois de tomar um café da manhã reforçado no hostel (relativamente caro, não valeu a pena), saímos cedo e pegamos um ônibus para a bendita estação de trem. Não sabíamos como pagar e nem conseguimos, tendo ficado essa viagem de graça. Depois de muito procurar encontramos o ônibus 5 (306) que ia para Terracota. É necessário muito cuidado para não cair nas armadilhas de diversas empresas de ônibus e tours privados que tentam se passar por ‘serviço púbico’, embora, pelo que eu vi, alguns deles até valessem a pena. O ônibus público era azul e de fato se parece com transporte público. O curioso ônibus híbrido conta até com um serviço de guia (em chinês) incluído no preço da passagem que dura uma hora e meia, passando por autoestradas e cidades menores.
       
      Não vou me estender sobre o sítio de Terracota em si porque com certeza não conseguiria escrever nada melhor do que os vários textos dedicados internet afora. Mas creio que seja a maior atração chinesa após a grande muralha e motivo de grande orgulho para o país. É a maior escavação arqueológica em andamento no planeta no entorno da qual foi construído um grande complexo turístico. É uma experiência riquíssima e interessante até mesmo para quem se considera desinteressado em história. É possível assistir aos arqueólogos trabalhando em tempo real. Além disso tem muita coisa na região e é possível passar dois ou três dias visitando as diversas atrações próximas (como Huaqing Hot Springs). Nas lojinhas diversas na saída de Terracota meus olhos brilharam quando me deparei com um restaurante Subway (o primeiro que encontramos na viagem até então). Ainda comemos um sorvete antes de ir embora.
       
      Na volta descobrimos que trânsito na china não é brincadeira e o trajeto de volta a Xian demorou quase 3 horas, sendo que ficamos 30 minutos parados em um único cruzamento. Chegando já a noite na cidade, o mapa mal feito fez que nos perdêssemos mais uma vez, cruzando a cidade de muralha a muralha. Depois fomos à Torre do sino no cetro da cidade, já era tarde e não dava pra entrar. Acidentalmente, seguindo outros turistas, descobrimos uma das coisas mais legais da cidade e que desconhecíamos, o ‘Muslim Quarter’: uma longa rua para pedestres, muito iluminada e animada, com muitos turistas, comida e coisas pra se ver entre as chinesas fantasiadas de islâmicas e os chineses batendo uma massa com marreta gigante. Resolvemos comer no lugar que tinha mais fila, decisão que se revelou acertada, pois o pão com “carne maluca apimentada” estava divino. Ótimo para comprar lembrancinhas da China e tudo com ótimos preços. Já perto da meia noite voltamos para o hostel, pois muito cedo pegaríamos o trem para Pequim, última parada da viagem.
       
      GASTOS DO DIA: 290 RMB = R$ 145 (por pessoa)
      • Café da manhã no hostel: 32 RMB = R$ 16
      • Ônibus para Terracota (ida e volta): 14 RMB = R$ 7
      • Ingresso para Terracota: 120 RMB = R$ 60
      • Lanche no Subway e Sorvete: 22 RMB = R$ 11
      • Mantimentos e água: 12 RMB = R$ 6
      • Comida de rua no Muslim Quarter: 10 RMB = R$ 5
      • Xian Ancient City Hostel: 80 RMB = R$ 40
       

       

       

       
       
      Dia 13 - 27/11/16
       
      O hostel que havíamos escolhido fica exatamente ao lado de uma estação de metrô onde se cruzam duas linhas. Tomamos café no quarto e saímos, ainda no escuro, rumo a estação de trem XianBei (Xian Norte), aonde pegaríamos o trem bala para BeiJing (Capital do Norte). Antes de viajar para a china vale a pena estudar minimamente o idioma e símbolos básicos do Mandarin. Além de ajudar durante a viagem torna tudo mais divertido.
       
      Assim como as outras estações de trem bala que conhecemos na China, a estação de Xian também era colossal moderna e contava com ótima infraestrutura. O trem bala chinês tem assentos marcados, o que não impede a formação de uma grande fila no portão de embarque e um breve tumulto na abertura desses portões. Não duvido que em épocas de pico essa marcação de assentos seja totalmente desrespeitada.
       
      Novamente confortabilíssimo, a grande diferença desse trem Xian-Beijing para o Shanghai-Changsha é a paisagem. Enquanto a anterior era dominada por planícies e plantações de arroz o novo cenário intercala grandes relevos, montanhas áridas, dezenas ou centenas de quilômetros de paisagens com solo em aparente erosão. Não entendo a causa dessa erosão, por isso não vou me estender no tópico, mas é assustador, principalmente se você pensar que o país tem 1,3 bilhões de bocas para alimentar. A outra diferença na paisagem fica por conta das plantações nas planícies. O arroz deixa de ser regra e o trigo passa a dominar, o que explica porque havia tantas padarias gostosas em Xian e criou ótimas expectativas da comida que nos aguardava em Pequim.
       
      Chegamos a Pequim por volta das 14h e fomos para o metrô, que estava bem cheio com as pessoas voltando do trabalho, mostrando que alguns chineses aproveitam o domingo para sair mais cedo do serviço (a semana na China tem 7 dias úteis) .
       
      Pequim era uma nova realidade para nós. A extensa rede de metrô faz tudo parecer próximo, mas não é. A colossal cidade de 20 milhões de pessoas é tão grande quanto precisa ser para acomodar tanta gente e os deslocamentos invariavelmente demoram muito, coloque isso na conta quando for planejar sua visita na cidade.
      Sem grandes expectativas do que fazer naquela tarde fria, resolvemos tentar fazer umas compras (ainda queria minha GoPro e iria comprar eletrônicos para a família). No hostel a simpática recepcionista falava inglês suficiente para nos passar direções de como chegar no grande centro de eletrônicos da cidade, Zhongguancun, conhecido como o vale do silício chinês.
       
      Saímos do hostel e fomos trocar dinheiro para as compras (sim, o banco estava aberto na tarde de domingo), depois fomos para esse centro de eletrônicos. Já estava escuro quando chegamos lá. O lugar que eu pensava ser um bairro com iluminados bulevares e lotado de lojas a la best buy era mais parecido com uma Santa Efigênia vertical na hora da chepa (Santa Efigênia é uma rua de comércio popular de eletrônicos em São Paulo). Certamente o fato de ser uma noite de domingo não ajudou, mas o lugar não passava nenhuma confiança para se comprar. Encontramos uma única GoPro que um cara falou que tinha, foi dar uma volta pra procurar e voltou depois de 15 minutos. O preço era igual ao do Brasil. Tirando os celulares de fabricantes chineses não compensava comprar muita coisa por lá.
      Saímos de lá e fomos para o centro da cidade (Quiamen) procurar um restaurante que constava no nosso guia. O centro de Pequim é pouco amigável para pedestres e a maioria das avenidas são atravessadas por passagens subterrâneas, o que era de intenso sofrimento já que meus joelhos estavam falhando desde a descida da montanha em Zhangjiajie eu quase abraçava o corrimão para descer as escadas.
       
      Terminamos não encontrando o restaurante chinês e comemos novamente no KFC. Entretanto, acidentalmente, não era qualquer KFC, era o primeiro da china, aberto em 1987. As paredes continham murais explicando a expansão da rede no país “comunista” desde sua inauguração até o momento atual, sendo a maior rede de restaurantes do país, com mais de cinco mil lojas (mais unidades do que nos Estado Unidos). Impressionante, não?
      Demos mais uma volta pelo vazio e frio centro , até que jogamos a toalha e resolvemos voltar para o hostel, onde desabamos.
       
      GASTOS DO DIA: 655 RMB = R$ 328
      • Entradas no metrô (1 em Xian e 4 Pequim): 18 RMB = R$ 9
      • Trem Bala Xian - Pequim: 516 RMB = R$ 258
      • KFC: 23 RMB = R$ 12
      • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46
       

       

       
       
      Dia 14 - 28/11/16
       
      Com a previsão de sol não pensamos duas vezes. A meta do dia era acordar cedo e visitar a tão aguardada muralha. Existem dois pontos principais para se visitar a muralha a partir de Pequim: Badaling e Mutianyu. Badaling é mais popular, pois existe um serviço de trem muito eficiente e barato que vai até lá. Entretanto é o ponto mais comercial e cheio, e pelo que eu andei lendo por aí, chega a ser insuportável na alta temporada.
       
      Mutianyu não é tão acessível quanto Badaling, entretanto também é restaurada e é bem menos cheia, além de ser possível descer a muralha de escorregador, em uma espécie de carrinho (pesquisem por “Mutianyu slideway” no youtube). Para chegar lá o melhor é ir de taxi (para ir de ônibus era bem complicado, uma vez que era necessário descer em uma rodovia para pegar outro ônibus). Existem outros pontos para se visitar a muralha que devem ser cogitados na alta temporada. Durante o inverno eu aconselho muito ficar nas duas principais.
       
      O tour para Mutianyu custava muito caro no hostel, e na falta de tempo de procurar outro, resolvemos então ir para Badaling. Tomamos café no quarto e saímos do hostel, onde iriamos de metrô até Changping North, uma vez que a estação habitual (Beijing North) estava fechada para reformas. Depois de uma hora de viagem e mais 40 minutos de confusão, descobrimos que o trem para Badaling saía de outra estação (o site Travel China Guide estava com informação errada). Chegamos em Huangtudian e na hora de comprar o ticket vimos nosso trem partir, o próximo só as 13:20.
      Frustrados os planos de conhecer a muralha resolvemos aproveitar o dia para conhecer o Summer Palace. Sem dúvidas um “must see”, foi um dos melhores dias da viagem. O Palácio de verão é um complexo de parques, lagos, jardins, templos, arquitetura, arte, religião e tudo o que você pode imaginar que representa o lado mais fino da cultura chinesa. Vale a pena comprar o ingresso completo, que dá acesso a algumas áreas internas e o mapa que é vendido na entrada. O complexo é sinalizado em inglês e tem muita informação. Programe um dia inteiro para visita-lo e torça por tempo bom para que você possa presenciar o impagável por do sol no lago Kunming.
       
      Após o por do sol nos perdemos e andamos por uma hora até encontrar a estação de metrô. Aproveitamos para comprar comida. Fomos então procurar o que fazer nesse restante de noite e depois de muita confusão na estação nos mandaram para estação mais próxima da famosa Wangfujing Food Street. Novamente acertamos na decisão e o lugar é tudo o que você espera. Muita gente, movimento e comida... um pouco para inglês ver, as barracas servem espetos de tudo que se mexe: escorpiões, aranhas, cobras, insetos, etc. Tem muita comida comum também. O ótimo preço faz a oportunidade ideal para você experimentar tudo o que conseguir entre salgados, doces e o que você não faz nenhuma ideia ser. Sem dúvidas o melhor lugar para experimentar todo tipo de comida chinesa. A noite surpreendente só foi frustrada por um yakisoba insosso que comemos em uma das lojas. O bairro é ótimo para comprar lembranças, incluindo o famoso chapéu do exército chinês.
       
      Acomodação em Pequim, assim como em Shanghai, é relativamente cara. Voltamos para o hostel e descobrimos que o bar, que é o principal atrativo do local, não abria na baixa temporada, sobrando apenas uma área externa para convivência, que talvez devido ao frio, não foi frequentada por ninguém da hospedaria nas quatro noites em que estivemos lá.
       
      GASTOS DO DIA: 188 RMB = R$ 94
      • Ingresso completo para o Summer Palace: 50 RMB = R$ 25
      • Água e mantimentos do dia e para o próximo: 24 RMB = R$ 12
      • Comidas em Wangfujing: 18 RMB = R$ 9
      • Metrô: 16 RMB = R$ 8
      • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46
       

       

       

       
      Dia 15 - 29/11/16
       
      Como não era dia de perder trem acordamos cedo para chegar com antecedência na estação, de onde partiríamos para Badaling. Mais cedo o metrô é muito cheio, padrão São Paulo mesmo, e a espera para entrar no trem é maior, tendo sido prudente sair com boa antecedência. O trem para Badaling é novo, bonito, eficiente e muito barato, sendo o serviço nitidamente patrocinado.
       
      Da estação de trem de Badaling você pode facilmente ir andando para a entrada da muralha, mas um bait bus (ônibus isca) colorido, na saída de estação, anunciando transporte gratuito até a muralha, se torna extremamente convidativo em temperaturas negativas. Como boas sardinhas entramos no ônibus, que te deixa de frente para um teleférico que leva ao topo da muralha. Achando que era o padrão para visitar a muralha, compramos o ingresso do teleférico que já incluía as entradas para a muralha, concretizando o golpe do ônibus. (assim é pago o “ônibus gratuito”).
       
      Ainda, assim como em grande parte das atrações chinesas, no teleférico eles tentam te vender uma espécie de seguro. Se você já tiver um seguro de viagem fuja dessa venda casada. O teleférico é legalzinho, entretanto não chegando aos pés daqueles em Zhagjaje, por isso não teve tanta graça. Entretanto não hesite em subir de teleférico caso você não tenha visitado as montanhas de Avatar. Antes de subir saí em busca de um copão de café para me deixar mais acordado. Uma lojinha local vendia um expresso a assustadores 36 RMB (18 reais). Saí correndo. Para fazer graça perguntei a um vendedor local onde era o KFC e prontamente me apontaram a direção :D:D Paguei 10 RMB em 600 ml de café (Americano, bem aguado). Deu pra nos esquentarmos bem.
       
      Então subimos a marulha e... PAUSA. Você olha o horizonte, amolece um pouco e conclui que realmente é tudo o que dizem. Simplesmente fantástico. Invariavelmente você se flagra pensando como foi que fizeram aquilo, como cada uma daquelas pedras impossíveis de serem carregadas sozinhas foram colocadas ali. E ao multiplicar isso pelo seu possível tamanho (algo entre 6 mil e 15 mil km), você imagina quantas vidas e gerações devem ter sido consumidas em toda a sua extensão para que aquele monumento existisse. Enfim, chega a ser filosófico.
       
      Aparte disso, mesmo com temperatura negativa o local estava bem cheio. Entretanto a multidão estava concentrada na saída do teleférico e se afastando um pouco já era possível ter tranquilidade para admirar o horizonte e tirar boas fotos. A atmosfera do local é muito boa, com todos felizes e passando pela mesma sensação que você. Escolhemos um lado para caminhar e após quinze minutos encontramos a verdadeira entrada da muralha, que era totalmente desvinculada do teleférico e custava menos da metade do preço que pagamos.
       
      A muralha, mesmo totalmente restaurada, é bem íngreme, chegando a ser quase necessário escalá-la em alguns pontos. Continuamos caminhando por uns 30 minutos e a presença de gelo no piso de pedra foi se tornando mais frequente, até que em determinado ponto, o piso estava completamente vitrificado e era proibido prosseguir, o que evidencia que os administradores da muralha derreteram o gelo da extensão da muralha por onde andamos.
      Na volta uma parada no Subway para reabastecer. Embora quiséssemos ficar para aproveitar a neve que começava a cair precisávamos pegar o trem de volta para Beijing, porque à noite iriamos a uma Peking Opera (espécie de ópera teatral regional), sendo necessário antes passar no hostel para se vestir adequadamente.
       
      Com muita confusão e atraso da minha parte (desci na estação errada, minha namorada quase me matou), chegamos atrasados no Lyuan Hotel, aonde assistiríamos a ópera. Entretanto a pessoa com quem reservamos o ingresso promocional pela internet não estava lá (site Beijing Theathre). A concierge do local que felizmente falava inglês bem fez umas ligações, mas não encontrou a pessoa, entretanto nos ofereceu uma suposta “exceptional offer” onde ao invés de ficar na plateia, ficaríamos nas mesas e teríamos ‘tea’ e ‘some finger food’ disponível, tudo isso por só 80 RMB a mais. Acho que essa proposta só foi feita porque era um dia de semana e era baixa temporada, porque fomos acomodados em uma mesa imediatamente a frente do palco com ótima comida, o upgrade foi ótimo. E apesar do atraso felizmente o show não havia começado.
       
      Sobre a Peking Opera é algo muito específico e característico que eu absolutamente não sei como descrever, mas que provavelmente agrada aqueles que têm cabeça aberta para arte e para música, o que felizmente era o nosso caso. Por sorte, havia um painel narrando à estória em inglês, o que fez a apresentação ser compreensível! No final das contas apesar de um pouco caro valeu bem a pena. Na saída constatamos que uma série de personalidades já se sentaram nas mesmas cadeiras que estávamos. Voltamos para o Hostel e desmaiamos.
       
      GASTOS DO DIA: 443 RMB = R$ 221
      • Trem para Badaling: 8 RMB = R$ 4 (absurdamente barato)
      • Café em Badaling: 5 RMB = R$ 3
      • Teleférico e entrada para a muralha: 80 RMB = R$ 40
      • Subway: 20 RMB = R$ 10
      • Peking Opera = 220 RMB = R$ 110
      • Metrô: 12 RMB = R$ 6
      • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46
       

       

       

       
       
      Dia 16 - 30/11/16
       
      Último dia antes do embarque! Acordamos cedo e tomamos café no Hostel “irmão”, na mesma rua (comida gordurosa, ruim, bem cara e que deu dor de barriga) e então saímos para visitar a ‘Forbiden City’.
      Antigo Palácio Imperial da China e hoje patrimônio mundial da humanidade a Cidade Proibida é demais para quem gosta de arquitetura e arte. Trata-se do mais perfeito exemplar da tradicional arquitetura chinesa dos palácios. Foram projetados e executados de uma forma tão bela, sendo inacreditável pensar que aquelas construções foram feitas no século 15!
       
      Visitar a Cidade Proibida é bem fácil, basta descer na Estação Tiananmen East e caminhar. Chegue tão cedo quanto puder pra evitar as multidões e escolha roupas e sapatos confortáveis porque sua caminhada dentro da cidade será longa. Como padrão para acessar qualquer espaço público com acesso controlado na china, antes de entrar é necessário passar todos seus pertences em uma máquina de raio-x, o que explica parte da demora no acesso. E não esqueça passaporte! De forma geral, a infraestrutura ao turista é muito boa. As placas estão escritas em Chinês e Inglês, há vários banheiros, lanchonetes e lojinhas de souvenirs.
       
      Logo na entrada são oferecidos vários serviços de guias aos visitantes. Contratamos um áudio-guia que era mais barato (40RMB) e tinha em português! O áudio-guia nada mais é do que um pequeno aparelho com fone de ouvido. Outra coisa legal é que o aparelho tem um mapa com os principais pontos de visitação, ele reconhece sua localização e automaticamente começa a contar as histórias e curiosidades daquele ponto. Além de acender uma pequena lâmpada de posição, o que facilita bastante porque é fácil demais se perder dentro da muralha.
       
      Como o tempo era curto, apenas meio período (à tarde faríamos compras!), Focamos em conhecer a arquitetura. Tente reservar um dia inteiro para conhecer a Cidade Proibida, pois só assim conseguirá ver tranquilamente o que for de seu maior interesse. Pois não deu pra entrar dentro da maior parte das construções e museus.
      Você iniciará a visitação seguindo o eixo Norte/Sul, nele encontrará os palácios mais importantes, onde o imperador exercia suas atividades como líder. Acostume-se a ficar de queixo caído ao ver tanto luxo e ostentação imperial. Cada palácio tem sua função específica e seu grau de importância. Olhe para o telhado e veja que nas pontas existem diversas estatuetas de animais. Quanto mais animais, mais importante é a construção.
       
      Todas as construções foram feitas em madeira e isso se torna ainda mais espantador ao pensar, como eles eram capazes de fazer algo tão grandioso naquela época. O grau de detalhamento das construções é extremamente absurdo, quase tudo já foi restaurado, motivo de estarem tão vibrantes e preservados. E como os chineses amam dragões, é claro que não faltará oportunidade de vê-los em várias formas, tamanhos e posições.
      Seguindo pelos vermelhos portões laterais, você encontrará as residências imperiais. E por um instante, se sentirá em uma cidade cenográfica! Particularmente, achei que este espaço parecia um labirinto. Por sorte estava mais deserto, o que rendeu ótimas imagens.
      Quando pensei que a visita estava no fim, eis que surge uma das surpresas mais agradáveis. O Jardim Imperial! É onde você entende o que seu professor tentou ensinar nas aulas de paisagismo! É um ambiente completo. Ele impacta visualmente porque é exuberante, e aos pouco você começará a perceber a volumetria das árvores, a beleza das flores, os espaços de sombra, as esculturas... Enfim, tudo lá parece não existir de forma isolada e sim como parte de um projeto harmônico e perfeito, muito além da nossa imaginação.
       
      Já à tarde, saímos de lá para fazer compras, pois parentes queriam celular computador, enfim... Comemos no Mc’Donalds e depois fomos a uma grande loja de eletrônicos, mas não encontramos nada diferente. Entretanto em frente a essa loja encontramos o inesperado: Walmart!
       
      Aquilo sim é o paraíso das compras. Tirando eletrônicos (que era o foco inicial) havia de tudo lá, corredores de doces diferentes, cervejas diferentes, bebidas diferentes, alimentos diferentes e tudo muito mais barato do que havíamos visto até então na viagem! Teria feito muito bem ter encontrado um Walmart antes, entretanto fez mais ainda termos encontrado no final. Compramos litros daquele saquezinho de abacaxi que mencionei anteriormente (uma garrafa mais bonita que a outra). Compramos tanta coisa e tanto doce que o único jeito de voltar para o hostel era de táxi, em pleno horário de pico.
       
      Voltamos para o hostel e estava passando a queda do avião da chapecoense no noticiário chinês. Tomamos banho e fomos para Salitun, bairro supostamente boêmio de Pequim. Não sei se a noite chinesa acaba cedo ou se é porque estava frio, mas o bairro estava meio vazio e miado. Perto da meia noite voltamos para o hostel para arrumar as malas.
       
      GASTOS DO DIA: 276 RMB = R$ 138 (por pessoa)
      • Café da manhã no hostel: 53 RMB = R$ 27
      • Metrô: 9 RMB = R$ 5
      • Forbiden City: 40 RMB = R$20
      • Audioguide: 20 RMB = R$10
      • McDonalds: 24 RMB = R$ 12
      • Doces e outras guloseimas: 16 RMB = R$8
      • Táxi: 16 RMB = R$ 8
      • Happy Dragon Courtyard Hostel Dongsishitiao: 98 RMB = R$ 46
       

       

       

       

       
      Dia 17 - 31/11/16
       
      Saímos do hostel com quatro horas e meia de antecedência para o voô e, portando as pesadíssimas malas resultantes da compulsão do dia anterior, não havia como utilizar o transporte público. Um transfer a partir do hostel custava absurdos 300 RBM enquanto lemos na internet que um taxi era menos da metade disso. Fomos à avenida pegar táxi e entre muitos motoristas que não paravam e outros que paravam e recusavam a corrida conseguimos entrar em um táxi que topou, sendo necessário então apenas rezar muito para que ele tivesse entendido que queríamos ir para o aeroporto internacional.
       
      De repente nos deparamos com uma variável não computada: trânsito. O trânsito era impressionante e todos os motoristas simplesmente desligavam o carro pra esperar ele passar. O fato de chingarem pouco mostrou que aquele trânsito era esperado, o que me faz entender porque alguns taxistas recusaram a corrida. Começa a bater aquele nervoso, de estar parado no meio do nada sem sequer saber se está indo para o lugar certo e se vai acertar o terminal.
       
      No final das contas deu tudo certo e o motorista, que entendeu que estávamos atrasados, passou a se comportar como um piloto de F1 e nos deixou na porta de embarque do nosso terminal. Ganhou uma gorjeta de 30 RMB e ficou muitíssimo feliz. Entre sair do hostel e chegar ao aeroporto demoramos 2h30.
       
      O voo de volta para Frankfurt começou repleto de paisagens espetaculares. Entretanto na Rússia ficou tudo nublado e não vimos mais nada. Esse voo é muito curioso, pois se voa no sentido de giro da terra quase que paralelo ao equador. Saímos de Pequim meio dia e após dez horas de voo pousamos em Frankfurt às 15h. Como na escala da ida conhecemos os pontos turísticos aproveitamos essa volta para fazer mais umas compras e comer boa comida. A cidade estava enfeitada para o Natal. E nas lojas, com muitas pessoas falando português (na China encontramos só dois brasileiros), caiu a ficha que a viagem chegara ao seu final.
       
      GASTOS DO DIA = R$ 94
      • Taxi para aeroporto: 66 RMB = R$ 33 (para cada um, inclui gorjeta)
      • Bilhete DayPass em Frankfurt: R$ 32 (trem e metrô)
      • Alimentação em Frankfurt: ~R$ 29
       

       

       
       
      Coisas importantes não mencionadas durante o relato:
      • O passe de metrô em todas as cidades vale apenas para o dia.
      • É comum diferentes linhas de metrô pararem na mesma plataforma, fique de olho na cor do trem, símbolos e avisos sonoros.
      • Guarde todos os seus bilhetes e ingressos de atrações, pois eles frequentemente pedem na saída.
       
      É isso pessoal. Escrever esse relato foi um exercício de memória muito agradável. Após umas 25 horas de escrita e muita colaboração da minha namorada que ajudou a lembrar de tudo revisou e até escreveu umas partes, este relato virou um pequeno livro que vou poder guardar para vida sobre uma viagem espetacular que fizemos. Espero ajudar quem pretende ir para lá. Qualquer dúvida é só postar
    • Por Fora da Zona de Conforto
      É uma das fronteiras mais fortificadas e militarizadas do mundo. Há mais de 1 milhão de minas espalhadas por toda sua extensão. Ela separa um dos países mais isolados do mundo de um dos mais modernos do mundo.
      E se você leu o nosso artigo com 13 Lugares para Visitar na Coreia do Sul Além de Seul, você viu que uma das nossas recomendações é visitar a Zona Desmilitarizada entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte.
      Hoje, estamos falando sobre a DMZ (a zona desmilitarizada) – a “fronteira” entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul.
      Na verdade, na minha opinião, esse passeio é IMPERDÍVEL se você está visitando a Coreia do Sul. Além de fácil – você pega o ônibus em Seul, passa o dia e volta – ele é essencial para entender o subconsciente do país que desde a década de 50 está dividido entre dois regimes.

      Continue lendo: http://foradazonadeconforto.com/a-forma-mais-barata-de-visitar-a-zona-desmilitarizada-dmz-e-area-conjunta-de-seguranca-jsa-na-coreia-do-sul/

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